Últimas indefectivações

sábado, 16 de julho de 2022

Vermelhão: Sinais positivos...

Benfica 3 (5) - (4) 0 Nice
(Yaremchuk, Dias, Vertonghen, Tó Silva, Pizzi)


Mais boas indicações, essencialmente na 1.ª parte, onde jogámos bem e acabámos por concretizar... O resultado ao intervalo foi ligeiramente pesado, premiando o acerto nas bolas paradas do Benfica!
Mas a pressão alta, resultou... e hoje, notou-se melhorias no momento em que a 1.ª linha de pressão foi ultrapassada, com toda a equipa a 'fechar' no meio!

Apresentado num dia, titular no dia seguinte!!! O facto do Enzo, estar a meio da época, ajudou... mas acabou por jogar com companheiros novos, num esquema que não está habituado, numa partida que apesar de pré-temporada, foi jogada numa velocidade muito superior ao que ele estava habituado na Argentina, especialmente a forma como os Franceses também pressionaram no meio-campo!

Regresso do Otamendi, que 'adora' jogar na antecipação... bem coadjuvado pelo Morato, que me parece, será titular 'descarado'!
O Tino sabia que esta era a última hipótese de se fixar no Benfica, nas férias preparou-se para isso, mas além da questão física (que às vezes nas pré-temporadas pode enganar!), parece-me estar bastante melhor, no passe: tanto na velocidade com que larga a bola, como na 'decisão'!
Rafa nas suas sete quintas! Com os Extremos a jogar 'por dentro' como 2.ºs avançados (as linhas ficam para os laterais), o Rafa só tem que estar 'feliz', pois ele nunca foi um extremo de Linha...
Neres a demonstrar que será um desequilibrador ofensivo essencial... tanto na bola corrida, como na bola parada!
A aposta do Ramos como ponta-de-lança, indica que o Algarvio vai lugar com o Henrique e com o Chuk pelo lugar, e não na posição que tem sido ocupada pelo João Mário...

No 2.º tempo, as coisas mudaram, o Bah voltou a demonstrar qualidade... mas a imagem que ficou, foi da lentidão de alguns jogadores. Algo que pode ser 'fatal' tendo em conta o esquema de jogo do nosso treinador...
Pizzi e Vertonghen (1.º jogo), com muitas dificuldades... e o Meite com as habituais paragens cerebrais (inconstância constante...!!!). O puto Silva, vai jogar na B (com a entrada do João Vítor e depois do Veríssimo), mas ultrapassou claramente o Tomás Araújo (empréstimo será a melhor opção...)-
Entre o Chiquinho e o Pizzi, prefiro claramente o Chiquinho neste momento...
Pena a lesão do Ristic, que vinha a dar boas indicações...

João Vitor, Weigl e Musa, ficaram de fora por questões físicas.
Importante tomar 'decisões' no final deste Torneio... Dispensas urgentes!

Já agora, este Nice, ficou em 5.º lugar na Liga Francesa, à frente do Lyon, e a 5 pontos do 2.º lugar! Uma equipa do 'segundo pelotão' atrás do PSG, e que vai lutar pela entrada direta para a Champions! Portanto um adversário de valor...

A novela Horta, promete durar até ao último dia do mercado! É de facto pena, porque o Horta encaixa neste esquema que nem uma luva, e neste momento no trio de médios ofensivos (Rafa, Mário e Neres) não temos opções de igual valia no banco (o Moreira ainda está 'verde'). Mas por mim, o Benfica devia procurar opções, porque ao jogar com um ponta-de-lança, é essencial os jogadores do meio-campo ofensivo marcarem golos... E ficar 'dependente' do Salvador, neste mercado de transferências, é uma politica extremamente perigosa!

3 anos sem Jonas, 3 momentos marcantes


"Jonas Despediu-se Da Luz Há Três Anos E Há Quem Ainda Suspire Pelo Antigo Avançado Brasileiro

Parece que foi ontem. Mas na verdade, fez no passado domingo três anos que Jonas Gonçalves Oliveira, também conhecido por “Pistolas”, ou simplesmente Jonas, deixou o SL Benfica e encerrou a sua carreira como futebolista.
Dirão os mais nostálgicos que as saudades pelo brasileiro continuam a fazer-se sentir e não é para menos. Foi um jogador decisivo nos vários troféus que venceu pelo clube da Luz e o tetra-campeonato foi o ponto mais alto dessas conquistas.
Jonas deixou o Valência CF e assinou pelo clube encarnado no dia 12 de Setembro de 2014. Foram muitos os que na altura duvidaram do sucesso que podia ter em Portugal, ou não fosse conhecido no Brasil como o “pior avançado do mundo”, além da sua idade já a caminhar para a reforma que no mundo do futebol começa a partir dos 30 anos.
Mas cedo se percebeu que estávamos na presença de um craque e logo no jogo de estreia marcou o seu primeiro golo com a camisola das águias. Era o início de uma bela história de amor entre o avançado brasileiro e o SL Benfica que começou a crescer ainda mais no encontro seguinte para a Taça de Portugal, ao apontar um hat-trick frente ao SC Covilhã.
O resto da história daí para a frente já toda a gente conhece com golos para todos os gostos e feitios. Ganhou rapidamente a admiração dos adeptos, que mais tarde começaram a tratá-lo como um Deus, fazendo-lhe vénias quando marcava ou era substituído.
A velocidade não era de todo o seu ponto forte mas a sua astúcia, a técnica apurada e o seu sentido de oportunidade, faziam dele um avançado temível para qualquer adversário. Jonas era aquele tipo de jogador que aparecia sempre no momento certo para finalizar e revelava sempre muita calma na hora de atirar à baliza.
Mas o brasileiro não era só bom de bola e fora dos relvados era um homem bastante alegre e com um grande coração. Carregou muitas vezes a equipa às costas e foi nas costas que usou dois números enquanto jogador do SL Benfica. Primeiro com o 17 nas duas primeiras épocas e depois com a mítica camisola 10 após a saída de Nico Gaitán.
Jonas despediu-se da Luz em lágrimas no dia 18 de maio de 2019, onde fez o seu último encontro oficial com o manto sagrado. Haveria depois uma nova despedida, esta sim de fim de carreira, num jogo amigável que lhe serviu de homenagem.
Em cinco anos fez 183 jogos e marcou 137 golos, tornando-se no segundo melhor marcador estrangeiro da história do clube. Foi por duas vezes o melhor artilheiro da Liga e ajudou a conquistar quatro Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e duas Supertaças. Para trás, deixou um legado que ainda hoje está por preencher e parece não existir um sucessor à vista.
Passou por algumas fases menos boas mas foram mais os momentos positivos do que negativos e são esses que ficam na memória. Eis os três momentos que considero como os mais marcantes de Jonas com a camisola do SL Benfica.

1. Herói do Bessa deixou livre o caminho para o “Tri”
Há golos que valem campeonatos e na época 2015/2016 isso teve um significado ainda maior. Após o derby de Alvalade onde o SL Benfica passou para o primeiro lugar no campeonato com um golo também ele decisivo de Mitroglou, os encarnados estavam proibidos de perder qualquer ponto que fosse na reta final da Liga para não verem novamente o Sporting CP no topo da classificação.
No dia 20 de Março de 2016, a formação da Luz viajou até à cidade do Porto para defrontar o Boavista FC num jogo que se adivinhava e provou ser difícil. Quando toda a gente pensava que o encontro ia terminar num empate a zero, eis que aos 92 minutos, Jonas iniciou e concluiu a jogada para o único golo da partida.
De repente, o Estádio do Bessa transformou-se num vulcão encarnado em erupção e os minutos que se seguiram foram de autêntica loucura como há muito não se via. Sabia-se da importância que este jogo tinha para o desfecho do vencedor do título e só Jonas conseguiu encontrar esse caminho para a felicidade que culminou com a conquista do tricampeonato semanas mais tarde.
Este foi, muito provavelmente, o golo mais importante da carreira de Jonas ao serviço do SL Benfica.

2. O jogo do tetra e um chapéu para mais tarde recordar
O dia 13 Maio de 2017 vai ficar para sempre guardado na memória de todos os benfiquistas. Foi neste dia que o SL Benfica conseguiu, finalmente, alcançar o tão desejado tetracampeonato, uma proeza nunca antes conseguida na história dos encarnados.
As águias venceram o Vitória SC por 5-0 e Jonas foi uma vez mais um dos melhores em campo com um bis e uma assistência. Aliás, os dois últimos golos desse jogo foram da autoria do craque brasileiro que fechou com chave de ouro uma partida inesquecível.
Inesquecível foi também a forma como Jonas marcou o quarto golo da equipa, num chapéu perfeito ao guarda-redes vimaranense. Um momento de pura magia do antigo avançado que levou à loucura os 65 mil espectadores que encheram o Estádio Luz nessa tarde.

3. Golo 100
No dia 26 de Novembro de 2017, SL Benfica e Vitória FC defrontaram-se no Estádio da Luz em partida da 12ª. jornada do campeonato. Foi um jogo relativamente fácil para as águias que golearam os sadinos por 6-0, mas para a história fica o golo 100 de Jonas com a camisola encarnada.
Decorria o minuto 39 quando Pizzi bateu um pontapé de canto e meteu a bola direitinha na cabeça de Jonas para este atirar para o fundo da baliza e alcançar esse número redondo. O “Pistolas” foi mesmo considerado o melhor em campo nesse encontro, pois ainda marcou o golo 101 e fez uma assistência."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica reitera o seu integral comprometimento e disponibilidade para uma total colaboração com a Justiça, à imagem do que sempre tem acontecido.
Em face da multa recentemente aplicada pelo Supremo Tribunal de Justiça, relativa a um atraso no envio de informação requerida pelas autoridades no âmbito do processo Lex, cumpre ao Sport Lisboa e Benfica clarificar:
1) O departamento jurídico do Sport Lisboa e Benfica foi notificado no dia 08/06/2022.
2) A resposta à referida notificação implicou uma compilação superior a 500 páginas (com consulta de muitas mais) e acesso a informação dispersa e sobre várias temáticas, com mais de 5 anos, a qual se encontrava já em arquivo.
3) A informação foi entregue, por via postal, no dia 07/07/2022.
4) No dia 08/07/2022 o Sport Lisboa e Benfica foi notificado para pagar uma coima de €306,00 e foi-lhe concedido um prazo de 5 dias para juntar a referida documentação. O que já tinha sido feito.
5) O Sport Lisboa e Benfica, no requerimento em que juntou os Documentos, colocou-se, como sempre faz, à disposição do Tribunal para esclarecer qualquer questão que fosse colocada no âmbito do processo, pelo que continuará a colaborar com a Justiça, como sempre fez.
6) O Sport Lisboa e Benfica não é arguido no processo em causa."

A paixão do desporto passa nos genes


"Um avô gigante, uma mãe exemplar e uma neta cheia de potencial são o rosto do râguebi do Benfica

É natural ver os filhos seguirem as pegadas dos pais, pois são o seu modelo enquanto indivíduo. No desporto, a probabilidade acresce, acabando por ser uma forma do filho se manter mais próximo do pai e um motivo de alegria para este.
Na família benfiquista, muitos foram os filhos que seguiram os pais. Mas há casos excepcionais em que a paixão passa pelo pai, pelo filho e chega à terceira geração, como se de um gene se tratasse, como é o caso de uma família benfiquista que tem o râguebi nas veias.
Tudo começou com Carlos Nobre, nome que se liga diretamente ao Benfica pelos anos que serviu enquanto jogador, treinador e presidente da secção. Em campo colocava a sua experiência, visão e capacidade de decisão. Em mais de 50 anos de dedicação, conquistou dezenas de títulos como jogador e treinador das equipas masculinas e femininas.
A sua filha, Sofia Nobre, seguiu as pegadas do pai e foi a principal impulsionadora da formação do râguebi feminino em Portugal, nos anos 80. Em 2001, esteve na frente do arranque oficial das competições femininas, na equipa que já representava, o CD Pescadores da Costa da Caparica. Em 2004/05, esta equipa passou a integrar o Benfica que, assim, deu início à secção feminina de râguebi. Com mais de 50 anos, Sofia Nobre é uma das atletas mais velhas no activo, em campo, em Portugal, e pelo Benfica conta com uma trintena de títulos em múltiplas variantes de râguebi.
A filha de Sofia, Matilde, neta de Carlos Nobre, nasceu já no século XXI e conta com o râguebi nos genes paternos também, pois Francisco Goes foi múltiplas vezes campeão na viragem do século pelo GD Direito. Ainda na barriga da mãe, terá 'treinado' até aos 6 meses de gestação. Aos 7 anos, tomou a decisão de praticar o desporto da família depois de ir com os pais a Inglaterra assistir ao Mundial de râguebi feminino.
Apesar da preocupação dos pais, Matilde Goes demonstrou ser uma criança com grandes aptidões e, depois de fazer a formação no antigo clube do pai, ingressou no Benfica nos sub-14. Ainda com 13 anos alinhou pela equipa sénior, com a qual conquistou o seu primeiro de cinco títulos: o Campeonato Nacional de Sevens.
Actualmente joga com a mãe na equipa feminina de râguebi encarnada, desejando 'manter a ligação umbilical que tem' com a modalidade que lhe está na família e no coração, muito antes de ter nascido.
Conheça estas e outras figuras que fazem parte da história do râguebi benfiquista na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

sexta-feira, 15 de julho de 2022

2011 / 2022...

 

De Águia ao Peito, in Facebook

Enzo


Mais uma novela de Verão terminada, com a apresentação oficial de Enzo Fernández, como reforço do SL Benfica.
Mais um nome, que à partida, parecia impossível, mas que neste momento é jogador do Benfica. Nas últimas épocas, o Benfica aparentemente esteve interessado em jogadores do River Plate, mas houve sempre algum obstáculo que não permitia o negócio! Desta vez, apesar de todas as incertezas, tudo se resolveu...


Pessoalmente, acho que fizemos uma grande contratação. Um verdadeiro 'oito', um box-to-box, que defende, mas que também sabe atacar, e até marca golos com alguma regularidade, normalmente com remates de longa distância! Mas que também sabe, pautar jogo, com passes curtos e longos... e quando é preciso, também sabe driblar! Provavelmente, no futuro próximo titular da seleção argentina, no miolo!

Com o sistema de duplo-pivot que o novo treinador gosta, será essencial no sucesso da época. Vindo com ritmo de jogo, poderá ser fundamental nesta fase inicial, incluindo as qualificações da Champions!

St. George Park!!!

💬 Roger Schmidt [Münstersche Zeitung]:


"«Não sei se é o meu clube de sonho, é difícil dizer isso, mas é, sem dúvida, um clube especial. Senti-o desde o início, quando estabelecemos contacto. Estou em Lisboa há 2 semanas e consigo sentir a paixão e o amor que há pelo Benfica»."

Bom início do nosso treinador!

Treino!!!


"Disfarçar para quê? Já todos sabem que o Portimonense é o FC Porto B e que são 6 pontos garantidos antes do campeonato começar. Esta é só mais uma prova do que temos vindo a dizer ao longo dos anos e que se comprova todas as épocas. Por alguma coisa o Portimonense não vence ao FC Porto há 32 (!) anos.
A cereja no topo do bolo é o jogo-treino à porta fechada para treinar os lances estudados do FC Porto. Sim, lances estudados que ninguém pode saber, menos o Portimonense.
O futebol português é um lodo.

P.S.: Conceição utilizou dois onzes, ou seja, muitos jogadores devem ter ficado baralhados se jogavam pelo FC Porto ou pelo Portimonense, já que ambos os onzes pertencem na realidade à mesma equipa e só muda o nome."

A integridade do Desporto


"Sempre que usamos da palavra no espaço público gostaríamos de nos podermos circunscrever ao lado virtuoso do Desporto.
De falar apenas da excelência dos resultados, da qualidade dos atletas, da estética dos corpos em competição, das emoções vividas, da expressão cultural e formativa de uma atividade que Pierre de Coubertin queria que fosse de musculação moral ao serviço do desenvolvimento humano.
Só que para poder continuar a falar destes valores do desporto e da sua dimensão cultural e social, teremos de fazer como pedia Saramago: olhar; se possível ver e depois reparar.
E ao reparar reconhecemos um outro lado do Desporto: aquele que é invadido por episódios de manipulação de resultados, de apostas ilegais, de uso e tráfico de drogas, de infiltração criminosa, de corrupção, de tráfico de menores, de fraude fiscal, de branqueamento de capitais ou tráfico de influências que o usam para fazer florescer proveitos de origem criminosa.
A globalização do fenómeno desportivo, a sua mercantilização acelerada por um crescente volume financeiro e interesses de cariz económico e político, uma cultura de autorregulação que resiste ao controlo dos poderes públicos, tem exposto vulnerabilidades preocupantes da indústria do Desporto à permeabilidade das ameaças crescentes que corroem os seus pilares fundamentais.
A integridade, não tenhamos dúvidas, há muito está posta em causa e a sua violação é hoje uma das maiores, mais sérias e complexas ameaças que o Desporto enfrenta. Maiores pelos volumes financeiros que comporta. Mais sérias pela dimensão da rede de criminalidade organizada transnacional que opera com baixo risco e elevados lucros. Complexas pela sua dimensão global e sofisticação tecnológica.
A prevenção da criminalidade associada ao Desporto não pode ser algo que dependa do impulso de uma ou outra entidade, ou do proclamar de princípios éticos sem uma clara componente prática e, portanto, vazios de sentido.
Os agentes e organizações desportivas devem saber reconhecer, resistir e reportar estas ameaças às autoridades judiciais. Mas as organizações desportivas devem dar exemplo de boas práticas, adotando padrões de governação onde prevaleçam o bom uso dos recursos, a transparência e a integridade.
O Desporto nasceu fora da órbita do Estado. E essa circunstância tornou as organizações desportivas avessas ao controlo público. À tentação de criarem um "estado" dentro do Estado. De fazer coabitar dois direitos. Esse tempo passou. Não é mais possível voltar para trás.
As opiniões públicas não compreenderiam que, estando em causa relevantes interesses públicos, o Estado não regulasse, não supervisionasse e se necessário não punisse.
Esta é uma batalha sem tréguas para a qual todos estamos convocados e temos a perfeita noção que uma ameaça global desta índole requer o compromisso intransigente e empenhado de organizações que partilhem a mesma visão reformista e preocupação face à dimensão dos problemas que atravessamos.
Que cruzem as competências das organizações desportivas, com as dos governos, entidades intergovernamentais, órgãos de investigação e polícia criminal, reguladores e operadores de apostas, garantindo a reputação e credibilidade de patrocinadores, operadores televisivos e demais entidades cujos investimentos e marcas serão postos em causa se manchados por eventuais escândalos.
Se não soubermos preservar o Desporto, se formos incapazes de cuidar dos seus valores e princípios fundamentais, se não salvaguardarmos a sua integridade, se o não colocarmos ao serviço do desenvolvimento social e humano, todo o seu valor formativo se perde.
Porque se chegarmos aí o Desporto vira-se contra si próprio. Subverte a sua missão essencial, descredibiliza-se irremediavelmente perante a sociedade e compromete a reputação dos agentes e das organizações que desempenham aquilo que deverá ser um relevante serviço de interesse público."

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Bigodes: Enzo...

BI: João - Reading FC

'Maurice et Hippolyte'


"Maurice Garin, o primeiro vencedor do Tour, esperava ter como rival Hippolyte Aucouturier, mas este gostava demais de tinto

Aos 85 anos, Maurice estava muito confuso. Conta o seu médico particular que acordava sobressaltado e perguntava: «Onde é o controlo? Onde fica o controlo?». Era como se ainda continuasse sentado no selim da sua bicicleta a percorrer quilómetros e quilómetros pelas estradas de França. Muitas vezes saía de casa, sem ninguém dar por ele, e dirigia-se à esquadra da polícia de Lens, onde vivia. Chegando lá, perguntava ao agente de serviço: «O controlo é aqui?». Depois, com todo o carinho, havia alguém que o devolvia à procedência. Ficava sentado, a olhar pela janela, o olhar perdido no horizonte, ele que fora um vencedor de horizontes.
Maurice Garin foi vítima de uma daquelas ironias muito comuns na natureza: nasceu num lugar sem horizontes, o Vale de Aosta. Quando era menino, em seu redor só existiam os picos brancos dos Alpes. Arvier não é um lugar propriamente fácil para se nascer, ainda por cima no ano de 1871. A menos que se goste muito de vinho e se opte por ficar lá até à idade não para o beber, porque sopas de cavalo cansado a gente do campo enfiava pelas goelas dos seus petizes sem cerimónias, mas pelo menos até conseguir apreciá-lo condignamente. Afinal, pelas redondezas abundam as plantações de castas como Dolcetto, Gamay, Neyret ou Pinot Noir. Começou a trabalhar muito cedo. Era de uma família que não tinha para gastos. Foi limpa-chaminés em Reims, aí pelos seus 15 anos, para onde a mãe, Teresa Ozello, uma italiana, se escapara entretanto, para tentar uma vida um pouco mais longe das montanhas e sobretudo da morte já que deixara para trás o cadáver do marido, Maurice-Clément, e do filho mais velho, Joseph-Isidore. Maurice tinha muito para doer. E doeu-lhe até morrer.
Os dois irmãos mais velhos sobrevivos de Maurice, César e Ambroise, gostavam de bicicletas. Instalaram-se em Roubaix e abriram uma loja. Farto de passar os dias sujo de fuligem, Maurice seguiu-os até Roubaix. Não tardariam a ser, os três, ciclistas profissionais.
A primeira bicicleta de competição de Maurice pesava a ninharia de 16kg mais os seus pneus de borracha e respetivas câmaras de ar. Ainda como amador, pegou nela e pôs-se a caminho de Avesnes-sur-Helpes, a cerca de 25km de sua casa, para participar numa prova para o qual o tinham desafiado. Enfim, uma chatice. Chegou lá e os regulamentos só permitiam que corressem profissionais. Manhoso, ficou quedo. Deixou partir toda a gente e, pela calada, foi atrás, na perseguição das vedetas. Tal e qual acontece nos filmes, passou-os a todos e terminou em primeiro. A populaça que se juntou na linha de chegada ficou fascinada com o atrevimento do moço e levou-o em ombros. Já os organizadores não estiveram para palhaçadas e recusaram-se terminantemente a pagar-lhe o prémio de vitória de 150 francos. Maurice encolheu os ombros: tinha muito para ganhar daí para diante. O público, esse, não suportou a injustiça: fez uma vaquinha e angariou cerca de 300 francos. Campeão é campeão e merece ser tratado como tal.
No dia 1 de julho de 1903, à saída da primeira etapa da primeira edição da Volta à França, Maurice Garin estava no grupo dos favoritos. E ganhou! Não era mais nenhum saloio dos montes como lhe chamavam ao princípio. Ganhou logo no primeiro controlo, em Lyon, 467km depois da partida em Montgeron, nos arredores de Paris, mesmo em frente do albergue Reveil Matin, e ganhou no fim. Na altura, o intendente da capital francesa, o inefável Louis Lépine, um tipo francamente organizado e pouco dado a rodas pedaleiras, não permitia que os ciclistas rodassem nas ruas da sua cidade. O prémio de vitória por etapa variava entre 50 e 1500 francos. Os 14 primeiros a cortarem a reta da meta ganhavam desde 3000 para o primeiro até 25 para o último. Os restantes recebiam cinco francos por cada dia de corrida. 21 chegaram ao fim das seis etapas. 38 desistiram pelo caminho.
Toda a gente estava convencida de que o maior adversário de Maurice iria ser Hippolyte Aucouturier, um fulano que concitava a simpatia geral. Chamavam-lhe Le Terrible. Era um pândego. E um bocado fanfarrão. Queria era farra e viva lá o seu compadre. Não se coibiu de, nos dias que antecederam o início da prova, andar de festarola em festarola, escorropichando os seus copázios de tinto. Já Maurice, que era da terra do tinto mas preferia a cerveja, preparou-se com rigor. Por muito que tivesse lucrado 150 euros acima do prémio em Avesnes-sur-Helpes continuava com a lição entalada na garganta. Por falar em garganta, Hippolyte desistiu logo ao fim de 320km. Alguém lhe perguntou: «Que se passa?» E ele, a custo: «Estou bem. Da cabeça e das pernas. mas o estômago, meu Deus!». Pudera!"

terça-feira, 12 de julho de 2022

Análise ao novo plantel do Benfica


"Arrancou a época 2022/23. Depois de (mais) um ano de insucesso, o Benfica parte para uma nova temporada querendo acreditar que será o ano do regresso aos títulos, depois de três anos a seco. Uma barbaridade de tempo, quando falamos do clube mais popular e mais rico do país. Bom, mas entusiasmo não falta e apoio também não, como se viu nos 23.000 Benfiquistas que foram ao Estádio da Luz a semana passada para assistir a um simples treino. Consequência de um novo treinador e uma nova esperança na família benfiquista (e revelador da fome de títulos e das saudades de um Glorioso forte e pujante).
Já passaram entretanto as semanas de futebol parado, em que as capas de jornais se dividem entre entrevistas sobre o passado e furos sobre as futuras centenas de reforços de cada clube (do qual depois se confirmam 5 ou 6) e já temos de novo a bola a rolar. Com esforço, pois os índices físicos levam sempre um reset e há ainda muito por esclarecer no plantel Benfiquista. Ao ponto de terem ido 38 (!) jogadores para o estágio em Inglaterra. Com uma pitada de humor, se poderá dizer que é em homenagem à celebração que se pretende do 38º campeonato do clube em 22/23, mas com um análise mais séria torna-se uma decisão difícil de entender, quando o próprio Schmidt anunciou ao chegar que é impossível trabalhar com 40 jogadores e se pensarmos que o primeiro jogo oficial é já daqui a 3 semanas (e que jogo! Sabemos o quanto é primordial financeiramente para qualquer equipa jogar a Liga dos Campeões).
Mesmo sabendo que as peças poderão mudar nos próximos tempos, já existe, contudo, um esboço do novo plantel e será interessante fazer um exercício de análise por posição:
Guarda-redes: Aparentemente Vlachodimos continuará a ser o dono da baliza. É um guarda-redes com as qualidades e defeitos já conhecidos: fortíssimo entre os postes, mas com fragilidades nas saídas e bolas altas. Tendo em conta que se diz que Schmidt gosta de jogar com a defesa avançada no terreno, talvez exista aqui um problema. Hélton Leite é um competente nº 2 e a posição será fechada com os jovens redes da equipa B.
Laterais: Na esquerda sobra a dúvida se Grimaldo fica ou sai. Estando no último ano de contrato, não será de estranhar que o Benfica esteja disposto a ouvir propostas. Caso fique, lutará pela posição com o novo reforço Ristic. Se sair, será necessário ir ao mercado. Na direita a posição parece bem entregue a Bah (de quem se espera que assuma a titularidade) e ao esforçado Gilberto. André Almeida, um jogador já com óbvias limitações físicas (para além das técnicas que sempre teve) parece ser carta fora do baralho.
Centrais: Aqui há muito por onde escolher! Os centrais titulares no ano passado foram Vertonghen e Otamendi, jogadores com idade e estatuto. Aceitarão o banco de bom grado? É possível que não. Mas também não parecem ser os jogadores indicados para uma defesa subida (principalmente o belga). É a pensar nisso que Schmidt terá indicado a contratação do veloz João Victor e é bom recordar que Lucas Veríssimo também voltará da longa lesão (e a acreditar nas redes sociais da sua esposa isso está para breve). Há ainda Morato e o promissor Tomás Araújo. Muitas e boas opções, pelo que não espanta que haja aqui alguma saída.
Extremos: David Neres e Rafa parecem ser os titulares óbvios para as laterais do meio-campo. O problema está nas alternativas. Chiquinho, Gil Dias e Diogo Gonçalves serão sempre opções duvidosas de recurso e Pizzi, tal como André Almeida, parece ter esgotado o seu ciclo no clube. Ou o clube contrata mais alguém, ou se aposta nos jovens da equipa B ou parece-me haver aqui uma décalage muito grande entre os titulares e os suplentes. É uma pena Jota ter sido vendido (e por um valor tão baixo).
Médios centro: A sensação que dá é que desde Fejsa tem faltado ao Benfica um n° 6 varredor, o vulgo trinco. Poderá ser Florentino esse jogador? Tem essas características, mas falta perceber se explode ou será uma eterna promessa. Depois há Weigl (fica?), Taraabt (fica?), João Mário e Enzo Fernandez. Meité e Gabriel devem ser dispensados, Paulo Bernardo talvez emprestado. Não é seguro que o Benfica já esteja totalmente bem servido nestas posições...
Avançados: É possível que Schmidt jogue com um avançado mais recuado (ou até mesmo um 10 à antiga) e um mais fixo. Fala-se em João Mário a poder fazer de 10, mas é provável que o Benfica ainda vá ao mercado (falou-se em Reinier, mas pelos vistos caiu). Quanto a pontas-de-lança há várias opções (demasiadas talvez, é possível que alguém saia. E esse alguém seja suíço): Yaremchuck, Seferovic, Musa, Gonçalo Ramos e Henrique Araújo (Pinho não deverá ter grande espaço). Mas será que algum deles explodirá esta época e fará esquecer Darwin? O tempo o dirá. Acredito que o Benfica esteja a apostar no crescimento de Ramos (se não o vender entretanto) e Araújo, mas mais uma vez estamos a falar de esperanças e expetativas e não de certezas.
Em relação ao ano passado, este é um Benfica que perde o seu melhor jogador, o Darwin, mas que já ganhou aparentemente três titulares valiosos: Bah, Enzo e Neres. É possível que cheguem ainda mais dois ou três reforços, dos quais Ricardo Horta, mas talvez Rui Costa vá aguardar pelo desfecho do objectivo Champions antes de direcionar mais investimento para a equipa principal.
Estão reunidos os argumentos e condimentos para um Benfica campeão em 2022/23? Não sei. O clube passou por um planalto entre 2013 e 2019 em que só por azar (2013) e desinvestimento (2018) não foi naturalmente campeão, mas essa fase já passou. Já não existe a estabilidade nem a qualidade que existia no plantel e quase que se está a começar do zero. E nem sempre há equipas campeãs quando começam do zero. Os projetos vencedores na maioria das vezes são os projetos de continuidade. Mas uma coisa terá que acontecer (até porque é difícil fazer pior do que tem sido feito): o Benfica tem que voltar a lutar pelo título até às últimas jornadas. Tem que voltar a ganhar troféus, nem que seja nas taças. Tem todas as condições para isso e olhando para os plantéis de Porto e Sporting, não há desculpas para que assim não aconteça.
Por isso...é tempo de trabalho, é tempo de competência, é tempo de agressividade comunicacional, é tempo de união, é tempo de Benfica!"

Fura Redes: Concorrência desleal...

Recordações!


"A tática já é velha, A BOLA.
Na primeira todos caem, na segunda só cai quem quer e na terceira cai quem é distraído."

Jogar, arbitrar, treinar e dirigir será sempre uma escolha. Saber estar no futebol com dignidade e elevação é uma obrigação moral


"Quando já não falta muito para o início da nova época desportiva, o antigo árbitro internacional Duarte Gomes lembra que as maiores obrigações de todos os atores são aquelas que estão umbilicalmente ligadas à coluna vertebral: "Errar mas com o coração, nunca com a cabeça"

Não falta muito para o pontapé de saída da nova época desportiva.
Tal como em anos anteriores, a expectativa é grande, pelo menos para quem gosta do jogo. Sociedades desportivas, adeptos, imprensa, toda a gente está à espera que a bola comece a rolar. A sede é muita e isso é bom. Há talento novo para conhecer, golos bonitos para ver e jogadas perfeitas para aplaudir.
O futebol é exatamente isto: paixão, pura paixão. Não há nada que se equipare a ele. Nada que agarre novos e velhos, miúdos e graúdos assim, desta maneira tão única e portentosa.
Mas essa força tremenda acarreta responsabilidades que, na verdade, só assume quem quer, quem escolheu estar ligado a este grandioso espetáculo.
Convém não nos esquecermos que nunca houve uma única pessoa obrigada a ser presidente de um clube, acionista de uma SAD ou treinador de uma equipa. Nunca ninguém foi forçado a ser guarda-redes, ponta de lança ou árbitro. Só quem quis. Só quem se candidatou ou tentou até conseguir. Até percorrer esse caminho.
Parece-me por isso importante que todas essas pessoas (e são muitas, felizmente) nunca descurem aquela que é a mais importante de todas as suas obrigações: as que estão umbilicalmente ligadas à coluna vertebral.
Se jogar, arbitrar, treinar e dirigir é e será sempre uma escolha, saber estar no futebol profissional com dignidade e elevação é uma obrigação moral.
Tudo o que fazemos obedece sempre a duas dimensões distintas: a uma que pressupõe competência operacional (como em tudo na vida, uns serão tecnicamente melhores do que outros) e outra, que exige dimensão humana (onde todos devem ser absolutamente insuperáveis).
Isso é ainda mais verdade no desporto, sobretudo quando o desporto se chama futebol.
Ser qualificado na profissão e desviado no caráter não tem valor nenhum. É a integridade moral de uma pessoa que oferece dignidade ao que ela faz e conquista. Tudo o que conseguimos com talento mas sem ética ou caráter estará sempre ferido de morte, porque o verdadeiro valor das coisas não está no resultado, mas na forma como chegamos até ele.
E nós, todos nós - lá dentro e cá fora - temos que ser vigilantes e exigentes, não permitindo que uma atividade tão poderosa e contagiante seja menos do que um lugar íntegro, com gente honesta e decente.
O jogo é muito duro e competitivo e, não raras vezes, testa a carcaça emocional de toda a gente. Obviamente que testa. Mas não é a esses devaneios que me refiro. Sim. Todos têm direito a deslizes, a momentos infelizes, a excessos pontuais. Todas as boas pessoas fazem ou dizem coisas que nem sempre as define.
O que as pessoas boas nunca fazem é agir com malícia deliberada, repetida, direcionada. As pessoas boas são ambiciosas, mas não são gananciosas. Têm alma. Não recorrem conscientemente a subterfúgios rasteiros. Não consideram a hipótese de ganhar à margem das regras.
Fica, de novo, o apelo, porque o futebol já nos mostrou toda a sua bipolaridade. É capaz de oferecer o melhor e o pior.
Todos temos memória de momentos inesquecíveis de tão mágicos e inenarráveis de tão maus.
Errar sim, pois claro... mas com o coração, nunca com a cabeça.
O único sítio onde se ganham jogos é dentro de campo. Sempre foi e sempre será. Tem sempre que ser.
Quem continua a achar que pode vencer fora das quatro linhas está definitivamente do lado errado da barricada. E quem está do lado errado da barricada, está a mais.
Estará sempre a mais."

Resposta...


"A entrevista de Pinto da Costa foi um clássico da silly season. Foi um conjunto de recados, omissões, frases com graçolas e regionalismos com o objectivo de reforçar um clima de medo e de intimidação que não se coaduna com o século XXI. Vive do ciúme pelo Benfica.
Felizmente no Porto, muitos não acham normal que jogadores e adeptos insultem o Benfica gratuitamente, nem que se tente intimidar tudo e todos! Pode ser idolatrado pelos seus, mas nunca será respeitado por nós. Por uma questão de educação, nunca responderei da mesma forma, seria fácil demais.
Não fomento o ódio nem a divisão. Adoro a cidade do Porto e os Portuenses, respeito o rival e tenho grandes amigos no Porto e do FC porto.
Após 40 anos disto quer branquear o passado mas não esquecemos que as vitórias que alcançou foram trilhadas pelos caminhos mais obscuros do futebol em Portugal e que aguardado com expectativa o desfecho do processo Cartão Azul.
Recebi através das redes sociais largas dezenas de ameaças. Estratégia conhecida que funciona como cruzada de Quixote onde se pretende encontrar um inimigo externo que não existe. Continuarei a denunciar e combater tudo o que não promova a transparência ou a verdade desportiva. Que se audite o VAR. Que se apliquem critérios uniformes nos mesmos lances, que haja mais controlo anti-doping, que se reformulem as competições nacionais. Que se valorize os jogadores. Sobre isto nunca há nada para dizer. Diz o provérbio popular, amigos amigos, negócios à parte, mas no Porto só há negócios entre amigos e para amigos.
Não preciso do Benfica para viver. Preciso do Benfica para ser feliz. Por minha opção não sou remunerado em nada que envolva o Benfica. O Benfica não é pão. O Benfica é paixão.
Vivendo há 40 anos num ambiente de bajulação é natural que Pinto da Costa tenha uma percepção diminuída do mundo real. Pelo que não compreende, nem nunca compreenderá, como alguém independentemente da sua profissão, possa ser livre enquanto cidadão e adepto de futebol.
O senhor Pinto da Costa, um amante de literatura, deveria recuperar os ensinamentos de Garrett, que referindo-se ao Porto dizia: 'Se nessa cidade há muito quem troque o B pelo V, há muito pouco quem troque a honra pela infâmia e a liberdade pela servidão'. Não sendo portuense não poderia rever-me mais nesta afirmação.
Confesso, no entanto, que foi com muito gosto que recebi esta 'medalha', pois se a minha voz não incomodasse, não seria referido numa entrevista de fundo com tanto destaque.
Sigo, por isso, livre e continuarei a dizer o que penso, na defesa do Benfica."

Lixo...


"Dentro dos degradantes grupos de Comunicação Social do País, há um que consegue ser ainda mais degradante e com um bando de anti-benfiquistas até ao caralho.
A merda da Cofina, LIXO, LIXO, LIXO e que já há muito deveria ter sido impedida de entrar nas instalações do Benfica (ah e tal, as multas...meus amigos, com os processos que já devíamos ter aberto contra esses talibans pagavam-se todas as multas e ainda sobrava para comprar a bruxa de Matosinhos, if you know what I mean!) decide dar à estampa esta notícia truncada, mentirosa e completamente fora do contexto! UM VERDADEIRO NOJO. Infelizmente, não é de admirar. Este é o comportamento editorial deste esgoto chamado COFINA (CM+RECORD).
Aqui ficam as verdadeiras declarações de Enzo Fernandez, na sua totalidade: https://twitter.com/TNTSportsAR/status/1546606590912073728
É apenas lamentável que milhares de adeptos do Benfica já estejam a emprenhar pelos ouvidos com esta mentira da Cofina e a crucificar o jovem jogador. Enfim. Já nos fartámos de apelar ao boicote total a este grupo de comunicação. Cada segundo que vêm CMTV, cada cêntimo que gastam a comprar o CM ou o Record, cada click que dão nos sites do CM ou do Record, estão a contribuir para a difusão do anti-benfiquismo doentio que esta gente vomita a toda hora. Parem de alimentar esta merda!"

Doentes!!!


"Ver António Salvador a criticar a falta de cultura desportiva em Portugal, apelidando-a de doentia, é como ver Joseph Goebbels a vociferar contra uma manifestação antissemita.
Absolutamente surreal."

Mestre dos negócios!


"Cerca de 80% dos negócios que o Sporting realiza no mercado são compras por metade do valor dos passes dos jogadores, geralmente por valores absurdos quando se tem em conta as percentagens totais (ex: Paulinho, 22.9 milhões por 100% com comissões incluídas).
Isto significa que além dos altos custos de comissões (10 a 15%) e valores inflacionados que pagam pelos jogadores, numa futura venda acabam por não lucrar nada e provavelmente nem para abater os ordenados o dinheiro chega.
Mas, claro, como falamos do Sporting não interessa à comunicação social fazer este tipo de contas porque a propaganda leonina nunca fala do dinheiro real que recebem aquando das vendas, mas sim do dinheiro que poupam à posteriori.
Já se for sobre o Enzo ou Darwin, temos especiais para 15 dias onde até o papel higiénico e água da torneira contabilizam."

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Enzo Fernández


"Médio Centro, 21 Anos, 1.80, de nacionalidade Argentina. Considero o REFORÇO mais importante para a próxima época do SL Benfica. É um box-to-box de enorme dimensão física. Um jogador que encaixa que nem uma luva naquilo que Roger Schmidt quer para a posição 8.
No processo ofensivo é um jogador de processos muito simples (recepção e passe). Demonstra um enorme raio de acção, grande amplitude de movimentos quer para a frente quer para trás fruto da sua capacidade física. Liga muito bem o jogo pois também tem uma passada larga que o ajuda.
Consegue fazer boas tabelas com colegas e chegar rapidamente a zonas de finalização. Tem bons números de golos e assistência para um médio. Não tem uma técnica muito apurada nem elabora muito o jogo. Não é um criativo. Gosta de jogar sempre de frente para o jogo. Jogador eficaz!
Uma mais valia do seu jogo e que falta muito ao Benfica há várias anos e o remate de meia distância . A nível defensivo é um atleta de grande capacidade de recuperação de bola. Pulmão muito forte. Boa capacidade de desarme. Bastante agressivo nos duelos. Um jogador completo! Resumindo: muito parecido com o outro Enzo que esteve no SL Benfica. Jogador que faz os seus colegas serem melhores. Tendo uma boa adaptação ao clube e cidade não tenho dúvidas que será o jogador mais importante do nosso plantel. Uma enorme mais valia.
Vamos a isso, Enzo! 🔴⚪️"

João Vitor


"Defesa Central, 23 Anos, 1.87, Brasileiro. Em função dos princípios de jogo de Roger Schmidt é fundamental ter uma defesa muito rápida e por isso a contratação deste jogador. É uma escolha do técnico alemão pois encaixa bem no que é pretendido para a função.
Em relação às suas características falamos de um central com boas capacidades físicas para a função. Alto e bom poder de impulsão. A sua velocidade é o que mais me impressionou. Tem uma passada muito larga capaz de acompanhar avançados em sprint o que vai ser importante no SL Benfica. Isso faz dele um jogador competente a jogar numa linha subida no terreno. Também é um central agressivo e competitivo. Apresenta agilidade nas mudanças de direção e na forma como roda o corpo. Consegue com qualidade dobrar bem os colegas. Forte no jogo aéreo.
É um defesa que demonstra qualidade na primeira fase de construção. Boa técnica de passe, mas também ele gosta de sair em condução. Como grandes debilidades do seu jogo aponto o posicionamento e entendimento tático dos momentos em que deve ou não sair aos adversários. Por vezes também tem tendência a algumas desconcentrações inexplicáveis. Tem de ganhar também massa muscular para ter maior probabilidade na recuperação da bola. Em suma, João Victor tem aquilo que precisamos mas precisa de evoluir nesta primeira aventura na Europa. Tem muito potencial!"

Cinco Campeões Nacionais!!!


Campeonato Nacional de Velocidade de Canoagem, em Montemor-o-Velho, terminou, com 5 benfiquistas Campeões Nacionais, com 12 medalhas pelo meio!!!
Fernando Pimenta (2 Ouro, 1 Prata), João Ribeiro (3 Ouro), Messias Baptista (2 Ouro), Teresa Portela (1 Ouro), Pedro Casinha (1 Ouro, 1 Bronze), João Duarte (1 Prata, 2 Bronze)!

PS1: Regresso da Telma Monteiro, aos Grand Slam, com um 5.º lugar, em Budapeste.

PS2: Boa prova dos nossos atletas, no Triatlo de Hamburgo (provavelmente o mais prestigiado da época), com um 7.º lugar do Vasco Vilaça, e o 8.º do João Silva.

Pesar por Evaristo Silva


"O Sport Lisboa e Benfica lamenta o falecimento de Evaristo Silva, aos 85 anos, antigo atleta de râguebi do Clube nas décadas de 1960 e 1970.
Em 1987, integrou a estrutura da equipa masculina de voleibol como seccionista, função que desempenhou até ao fim da sua vida, tendo sentido com grande proximidade e emoção as conquistas das épocas mais recentes.
À família e amigos de Evaristo Silva, homem de elevado espírito desportivo e mística benfiquista, o Sport Lisboa e Benfica expressa as mais sentidas condolências."

Treino...

Bigodes: Reading...e o resto!

BI: Fórum... início!

Olheiro BnR | António Silva, o protótipo do central moderno


"António João Pereira Albuquerque Tavares Silva nasceu no dia 31 de Outubro de 2003. Sendo natural de Viseu, iniciou carreira no futebol de sete, tendo representado vários clubes locais. No ano de 2016, com 12 anos de idade, António Silva mudou-se para o Seixal para ingressar no Sport Lisboa e Benfica.
Chegado ao clube encarnado, António Silva percorreu todos os escalões no SL Benfica, sagrando-se campeão nacional de juvenis em 18/19. Depois do cancelamento da época de 19/20 causado pela pandemia, António Silva seria aposta regular na época seguinte, na equipa de sub-23, sob as ordens do treinador Luís Castro, realizando 18 jogos e marcando um golo.
Na temporada que acabou de terminar, António Silva também foi essencialmente aposta na equipa de sub-23, na qual disputou 20 jogos e marcou três golos. No entanto, também seria titular na equipa de juniores na Fase de Apuramento do campeão, bem como na Youth League, onde formou uma dupla bastante forte com Tomás Araújo.
Ao serviço da equipa de juniores, António Silva foi um jogador muito importante na conquista no campeonato de sub-19 e da UEFA Youth League, onde sobressaiu pela exibição que fez na final, onde anulou por completo o ponta-de-lança croata Roko Simic, melhor marcador da competição.
Nesta última temporada, António Silva também se estreou pela equipa B, realizando dois jogos na Segunda Liga sob o comando técnico de António Oliveira diante do CD Mafra e do Estrela da Amadora. Atualmente, está a integrar o estágio de pré-temporada na equipa principal sob as ordens de Roger Schmidt.
António Silva é um defesa-central com uma boa estampa física (1,87m e 80 Kg), que lhe confere uma forte capacidade na marcação e no jogo aéreo, revelando também qualidade com bola a iniciar a fase de construção.
No entanto, também em virtude da falta de competitividade que existe nas camadas jovens, existem outros aspectos essenciais num defesa central que ele necessita de aprimorar, nomeadamente a nível, nomeadamente a nível do controlo de profundidade e do posicionamento em organização defensiva.
Estes aspectos do jogo só serão aprimorados jogando a um nível que obrigue o jogador a defender a sério, conferindo-lhe o estímulo competitivo necessário para o fazer crescer.
Apesar de estar a fazer a pré-época com a equipa A encarnada, espera-se que nesta temporada António seja essencialmente aposta na equipa B, onde terá o espaço e a competitividade necessária.
Evoluindo e confirmando o potencial que tem, António Silva será um jogador a ter em conta para a equipa principal a médio/longo prazo."

Coisas ridículas...


"Depois de uma semana inteira com os paineleiros habituais a dizerem que levar 38 jogadores para estágio era um ultraje e que o Benfica era ridículo.
Depois de uma semana inteira em que alguns "benfiquistas" não perderam a oportunidade para sair da hibernação em que se encontravam para rasgar o Benfica, muitos deles adormecidos há meses.
Depois de uma semana em que alguém na CNN disse, inclusive, que "isto nunca aconteceria com treinadores como Klopp" e que "Roger Schmidt estava numa selva".
O treinador do Liverpool, Klopp, decide levar 37 jogadores para estágio. E agora? Vamos ter de ver as colunas todas a dobrar novamente, como vimos com o Enzo Fernández que "só vinha em dezembro e por isso era um negócio ruinoso"?
Nunca acabem, por favor. O Benfica realmente alimenta muita gente! 


37 não são 38 !!!


"José Manuel Freitas: «Não nenhum treinador no mundo que, num clube grande, comece a pré-época a trabalhar com 38 futebolistas. É impossível!»
E com 37, é possível?"

José Mourinho: Um treinador de topo da exemplaridade


"Venho afirmando, mal o José Mourinho venceu o primeiro campeonato nacional de futebol, pelo Futebol Clube do Porto, que nascera um treinador de futebol de invulgares recursos emocionais e mentais. Declaro, por isso, desde já, que não sou talvez parcial, a seu respeito, tantas foram as vezes que já confessei a minha admiração, pelo atual treinador da “Roma”, quer a órgãos da Comunicação Social nacionais quer internacionais. No entanto, não é por mera repetição (ou por puro psitacismo) que me refiro ao José Mourinho, com muita admiração e igual respeito. Com efeito, vejo, nos “gramados” (perdoam-me o brasileirismo?) as suas equipas e é aquele o futebol em que mais acredito. Nas suas equipas, há um futebol de ouro e uma vontade de aço e a sobrenadar uma liderança, não de uma voz, em campanha eleitoral, em que a sonoridade se sobrepõe ao conhecimento, mas de um treinador estruturalmente inteligente e, como tal, de singular argúcia, de invulgar sagacidade. Nunca esquecerei, o episódio de há 40 anos, jogava ele nos juniores de futebol do Belenenses e era, simultaneamente, aluno do 1º ano do ISEF/UTL, como o impressionaram aquelas minhas palavras amigas, diante da sua tão nítida vocação para treinador de futebol: “olhe que, para saber de futebol, é preciso saber mais do que futebol”. Procurava eu então ensinar, nas minhas aulas que qualquer pessoa (e qualquer coisa e qualquer fenómeno) é sempre um elemento de um todo´, ressoando a sentença de Hegel: “A Verdade é o Todo”. Tratava-se de temática que procurava também analisar, não só para desenvolver o espírito crítico dos alunos, mas para reduzir, na medida do possível, o anti-epistemologismo primário que, «in illo tempore», era moda. O José Mourinho, com celeridade inusual, logo entendeu o que eu pretendia e assim rematou a conversa: “O professor deu-me a volta â cabeça”.
Venho dizendo, há mais de 40 anos, que o desporto só como ciência humana deverá teorizar-se e praticar-se. Com isto, não estou entre os que pensam que a teoria é anterior à prática, ou que a filosofia pode fechar-se sobre si mesma, como se o pensar não radicasse na vida. É na vida, e não fora dela, que a filosofia se constitui como tal. Por si mesma, a filosofia não transforma a realidade. A filosofia não se confunde com a prática e só a prática transforma o real na sua materialidade. Por isso, o José Mourinho nunca precisou de mim para nada, para constituir-se o melhor treinador de futebol do mundo. No âmbito do futebol, é ele o mestre e eu o discípulo. Portanto, para ele, eu sou um dos teóricos (um deles é, e com anterioridade em relação a todos, o Prof. Luís Lourenço) que melhor teorizam aquilo que ele faz . Só que ele faz, e porque faz, somos nós que precisamos dele e não ele de nós. É isto que os jornalistas, os escritores e toda a sorte de teóricos devem, no meu modesto entender, compreender de uma vez por todas: no futebol, são os “práticos” que sabem, porque é a sua atividade que materialmente transforma. A teoria não é prática e, porque não é prática, não transforma. Mas há prática, verdadeiramente humana, sem teoria? Conhecer é um fenómeno redutível, totalmente, à prática? A prática é o princípio do pensar, como o pensar é o fim da prática. Não há prática, sem teoria, nem teoria sem prática; este parece-me, de facto, um a priori não apriorístico. Com esta particularidade, para mim: a prática é mais importante do que a teoria e a teoria só tem valor, se for a teoria de uma determinada prática . É porque é mediada pela prática que a teoria pode transformar. No entanto, a teoria surge como componente essencial e decisiva da nossa destinação individual, social e histórica. Sem ela,não conhecemos, nem conhecemos o conhecimento...
O seu currículo é conhecido – está entre os dois ou três melhores treinadores do futebol atual. Para mim, o currículo do José Mourinho é inigualável, quero eu dizer; é o melhor de todos! Há, a meu juízo, dois tipos de certezas: a certeza subjetiva, ou crença, e a certeza objetiva, ou de provas. Ora, e a quem não provou já o José Mourinho que é capaz de ser o melhor treinador de futebol do mundo? Sá a inveja o pode negar. Mas o que é a inveja senão uma confissão de inferioridade? Aliás, a genialidade (qualidade indisputável de José Mourinho) mede-se pela quantidade de inveja que suscita. José Mourinho é o treinadot de um futebol sempre imaginado e sempre refeito. Quem não é capaz de produzir utopia e de sacrificar-se por ela vive ameaçado de esclerose. Para ser conservador não é preciso pensar muito, basta aceitar, sem discussão, o “status quo”, o que está-aí e o poder não aceita que se questione. E, no entanto, como diz o Cardeal José Tolentino Mendonça, excelsa vocação de poeta e de teólogo “o que somos não é tudo o que há para ver”. E diz ainda: “Vivemos demasiado em casas fechadas, com a bagagem arrumada em gavetas estáveis, como se não tivéssemos de voltar a sair, com o tempo rotinizado numa aparente previsibilidade que nos ilude, vivemos como se o que somos fosse tudo o que há para ver. Fazemos do nosso quintal o universo. E, por isso, também a esperança nos parece uma arte inacessível. Quando nos desprendemos, porém, e arriscamos considerar o instante, este instante preciso da nossa existência, como um terraço, percebemos que a vida é maior do que nós (José Tolentino Mendonça, O pequeno caminho das grandes perguntas, Quetzal, Lisboa, 2017). Na ciência moderna, não cabe o sonho, nem a utopia. Afinal, não se encontra um esforço coletivo, como numa equipa de futebol, onde não pactuem o profano e o sagrado, a ciência e o sonho, a memória e a profecia.
O José Mourinho sabe tudo isto. Por isso, ele é, se bem penso, o melhor treinador de futebol do mundo. Aliás, a quem o futebol português muito deve. Porque ele está, e de forma bem visível, no topo da exemplaridade, o treinador português muito lhe deve, no culto que hoje lhe rende o futebol internacional. Antes do José Mourinho, quem era o treinador português que merecia um convite de um “grande” do futebol europeu?... Só depois dele! Antes, não! Não, não me esqueço do Artur Jorge , mas o PSG não era, nesse então, o mesmo de hoje Escreve o Jorge Valdano com a poesia que perpassa na sua prosa de ilustre colaborador do jornal “A Bola”. De facto, um escritor de vanguarda, porque vê poesia onde a esmagadora maioria só vè prosa e da mais chã. Mas vejamos a prosa poética de Jorge Valdano (2022/7/9): “Os dois clubes da minha terra comemoram simultaneamente 100 anos. De visita, para homenageá-los, reencontrei-me como futebol em estado puro, aquele que sonhei desde criança e que hoje recordo com nostalgia.Um futebol que dou por infinito, porque nunca nos deixa de surpreender, porque tem capacidade de renovar as nossas esperanças; porque na sua área, que é o mundo inteiro, o sol nunca se põe (…). Gosto de dizer que o futebol é produto de uma grande viagem, desde a memória(passadu) passando pela emoção (presente)até chegar aos sempre insondáveis sonhos(futuro)”. Assim é, porque o futebol é mais do que futebol, porque o futebol não é só uma atividade física, é verdadeiramente uma atividade humana. Em boa verdade, se um treinador de futebol só soubesse de futebol, seria o mais canhestro dos treinadores do mundo. Meu querido Doutor José Mourinho, o meu Amigo sabe isto e mais do que isto. Por isso, eu aprendo tanto consigo. E digo-o com alegria incontida. É que sou aluno do melhor treinador do mundo!"

Turismo Desportivo


"Do ponto de vista histórico, é nas primeiras manifestações desportivas que encontramos a associação entre o desporto e o turismo. Pausanias, no seu récito, caracterizava e diferenciava os espaços de prática desportiva e os locais de hospitalidade frequentados pelos espetadores dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, que surgiram no ano 776 A.C., e se repetiam de quatro em quatro anos, durando milhares de anos. As instalações desportivas edificadas permitiam acolher um vasto público. A famosa cidade grega Olímpia podia acolher quarenta mil pessoas. Sabe-se que os atletas eram acompanhados pelos “fans”, que os encorajavam durante as competições. Mas é preciso esperar pelo fim do século XIX e início do século XX, com o estabelecimento do desporto moderno, para que se estabeleçam estes dois fenómenos.
A noção de desporto é um saco vazio que cada um enche como quer. As definições desta atividade não se simplificaram com a chegada de novas práticas, jogging, práticas “californianas”, “livres”, “fun”, “de deslize” (em água ou na neve) “desorganizadas”, “auto-organizadas”, “selvagens” que se vieram juntar às modalidades federadas tradicionais. O mesmo se passa para o turismo. Os diferentes Observatórios, nacionais ou internacionais, têm dificuldade em identificar os limites e estabelecer uma definição. Distinções subtis são propostas entre turismo e excursão. Os tipos de turismo simples na origem (de vilegiatura e de negócios) tendem a se multiplicar e a desmultiplicar (religioso, de memória, cultural, gastronómico, etc.), cada um podendo comportar um certo número de nichos, mostrando a riqueza desta atividade, que consiste, antes de mais, a deixar o domicílio habitual por um lugar mais ou menos afastado e por uma duração mais ou menos longa, que se vai encontrar com um certo número de pessoas que nunca se teriam conhecido em outras circunstâncias (salvo se integrarmos o turismo virtual na definição, no qual é possível “fazer turismo” sem sair da sua sala, a viagem se efetua pelo écran da televisão ou por computador). De facto, estas duas palavras abrangem múltiplas realidades e, por isso, é muito delicado em se apresentar uma definição, um só sentido aos termos.
O turismo desportivo não tem uma tradição na história das férias, do turismo ou do desporto. É um produto com contornos vagos. Na maioria dos países ocidentais, o interesse pelo turismo desportivo nasceu de um duplo movimento. O primeiro, é a associação e a crescente integração de práticas e representações tradicionalmente veiculadas pelo desporto como uma atividade de lazer em produtos turísticos. O segundo, caracteriza a amplificação social do lazer desportivo que se funda cada vez mais em práticas sociais, escapando assim ao quadro espaço-temporal do universo desportivo. O turismo desportivo parece fazer parte de um processo original de cruzamentos, mas que se encontra em evolução.
A participação em grandes eventos desportivos (Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo, etc.) combina o turismo com serviços desportivos, mesmo que o consumidor seja passivo. Outra categoria de observações combina desporto e turismo num destino de férias. Outras reflexões centram-se na visita de lugares culturais relacionados com o desporto: museus, monumentos, instalações desportivas, atrações. Entre estas categorias de observações, existe um elemento comum: a associação ou combinação do termo "desporto", ou pelo menos elementos do desporto, com os serviços de turismo.
O desporto assume um lugar importante no imaginário das pessoas. Quando se pergunta “o que procura durante as suas férias?”, o desporto tem um lugar de destaque, após o descanso e bem-estar, o descobrir as regiões, visitar os monumentos e os sítios históricos. As respostas são homogéneas, quer nos homens, quer nas mulheres. O golfe, o ténis, a vela, as atividades de risco são algumas das modalidades desportivas plebiscitadas. As práticas desportivas durante o tempo de férias são apontadas como momentos privilegiados para se fazer encontros ou de estar juntos e não apenas como um momento de solitude."