Últimas indefectivações

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Penduraram Del Fontaine pela corda


"Em 1931 atravessou o Atlântico num barco de carga de gado; quatro anos depois matou a amante a tiro e disparou sobre a mãe dela.

Hilda Meeks era tida pelo seu grupo de amigos como ‘flighty’, essa curiosa expressão inglesa que pode ser traduzida como leviana, se quiserem. Tinha 21 anos e mantinha com Raymond Henry Bousquet uma relação amorosa com altos e baixos há quase dois anos. Hilda nunca se preocupou com o facto de Raymond ser bastante mais velho do que ela, resultando a diferença de idades em praticamente uma década.
Raymond, instalado em Inglaterra para tentar ganhar dinheiro em combates de boxe que ia arranjando, aqui e ali, nunca sentiu necessidade de lhe explicar que lá de onde viera, Winnipeg, Manitoba, Canadá, mantinha mulher e um filho na sua dependência e na total ignorância daquilo que fazia ou deixava de fazer desde que chegara a Bristol, na Grã Bretanha.
De repente, no dia 10 de julho de 1935, tiveram notícias de Raymond, que dentro dos ringues era conhecido por Del Fontaine. E notícias muito pouco agradáveis, por sinal. Ciumento como Alfio da Cavalaria Rusticana, Raymond encontrara Hilda ao telefone numa conversa cheia de ademanes com um dos seus amantes eventuais, puxou da pistola, perseguiu-a pelos corredores, seguiu-a enquanto ela corria para a rua e desfechou-lhe um tiro a curta distância matando-a irreversivelmente.
Pelo caminho, irritado pelo facto de a mãe de Hilda se ter metido ao barulho, alvejou-a também, embora desta vez não mortalmente. Estava a carregar com os corpos para dentro de casa quando Sam Meeks, o pai de Hilda, regressava do trabalho e deparou com aquele espetáculo miserável. «Fiz isto para bem de Hilda e da velha», limitou-se Raymond a explicar. Quem o ouvisse, diria que era um garoto apanhado a fazer um disparate.
O disparate de Del Fontaine, que iniciara a sua carreira de boxeur convicto de que seria, em breve, campeão canadiano de pesos-médios, deu em pena de morte. Durante o julgamento, a defesa chamou uma testemunha abonatória chamada Ted Lewis, que já fora campeão do mundo na categoria de super-médio, e este considerou que o amigo não estava em condições de ser julgado porque caíra numa depressão terrível após a última derrota e tornara-se num bêbado incorrigível.
O magistrado, que prezava muito a vida, como o juiz do Jorge Palma, não ligou peva ao que Ted debitou na sala de audiências. Condenou Raymond à forca, bateu com o martelinho de madeira na mesa à sua frente, e deu por terminada a sessão.
Del Fontaine ainda teve uns longos dias de cárcere pela frente para poder remoer a sua triste existência. No dia 14 de agosto de 1925, acordara com a sensação única de que chegara a sua hora. Em Regina Saskatchewan, iria combater contra Harry Dillon durante dez rounds pelo título de campeão canadiano de pesos-médios. Aguentou com firmeza todo o combate, conseguiu atingir Dillon algumas vezes, mas acabou por perder aos pontos.
Raymond odiava perder. Demorou a engolir a desfeita mas, no ano seguinte, voltou a lutar pelo título, desta vez em Ottawa, contra Henry Henning. Acumulara dentro de si uma fúria surda que se concentrou nos punhos. Um gancho de direita deixou Henry KO e fez de Del Fontaine campeão. Começou a receber convites para combates nos Estados Unidos. O seu futuro no boxe parecia garantido.
Não se pode incluir Raymond Henry Bousquet na lista de grandes pugilistas da história, mas ele consta da lista de assassinos condenados à morte em Inglaterra antes da lei ser abolida, trinta anos mais tarde. O grande momento da sua carreira teve lugar no dia 16 de agosto de 1926 quando o boxeur galês Frank Moody fez questão de se deslocar ao Canadá para o defrontar.
Nunca se percebeu ao certo o motivo da fixação de Woody por Del Fontaine, a menos que tivesse algum poder de adivinhação em relação o que viria a acontecer em Bristol com a menina Meeks, mas o facto é que se meteu num avião, foi a Winipeg e deu uma tareia das antigas a Raymond, de tal ordem que este amuou mais do que era seus costume e ficou vários meses sem calçar as luvas.
Em 1931, atravessou o Atlântico num barco de transporte de gado, seguro de que era em Inglaterra que encontraria a sua independência financeira. Defrontou uma série de adversários britânico de nomeada, como Billy Bird, Jack Casey, Gipsy Daniels, Tommy Farr ou Jack Hyams e fartou-se de apanhar pancada. Bebeu para esquecer e esqueceu-se de parar de beber. Tornou-se um punch drunk, ou seja, uma vítima de encefalite traumática, dolorosamente degenerativa.
O que não explica, claro está, a ciumeira que o atacou quando resolveu abater a amante a tiro, quase levando a mãe dela pelo caminho. No dia 29 de outubro de 1935 escreveu uma pequena nota: «Hilda Meeks broke my heart I spent my last cent on her. She turned me against my own wife». O guarda da cadeia meteu-a no bolso e foi assistir ao seu enforcamento no pátio da prisão de Wandsworth."

Inspiradoras almejam Supertaça


"Os Benfiquistas puderam ver na BTV a equipa feminina de futebol do Clube a vencer as campeãs do Luxemburgo, no passado sábado, nos arredores de Sarajevo, por 7-0. Poucos dias antes, já tinham sido batidas as campeãs de Israel, por 4-0. Os resultados que levaram ao triunfo na primeira ronda de apuramento para a UEFA Women's Champions League, em formato de minitorneio, foram sobretudo evidência de muito trabalho e foco na preparação destes encontros.
À felicidade vivida pelas Inspiradoras no relvado rapidamente se juntou, já no autocarro e depois no hotel, durante o jantar, a atenção às incidências do Gil Vicente-Benfica e a celebração efusiva dos golos de Lucas Veríssimo e Grimaldo. A iniciar a quarta temporada em atividade, a nossa equipa feminina sabe bem a responsabilidade que carrega cada vez que entra em campo, seja onde for. Como sempre, os Benfiquistas querem vitórias, de preferência com bom futebol.
Amanhã, às 17h30, no Estádio do Restelo, entra em campo para lutar pela primeira conquista desportiva do Clube na nova época. Estará em jogo a Supertaça de Portugal feminina em futebol, num encontro entre Benfica e Sporting, o campeão em título e o segundo classificado na Liga BPI em 2020/21; o impacto da pandemia nos calendários acabou por não permitir a conclusão da Taça de Portugal.
O forte compromisso de todo o grupo de profissionais envolvidos – jogadoras e equipa multidisciplinar – com os valores do Sport Lisboa e Benfica, comum ao universo eclético do Clube, e a concentração nas rotinas diárias de treino e recuperação permitem acreditar que estão reunidas condições para ambicionar esta Supertaça, título já conquistado em 2019, após uma época de estreia em que se obteve a subida ao escalão principal e o triunfo na Taça de Portugal.
Com uma média de idades do plantel a rondar os 22 anos – as mais experientes são a capitã Sílvia Rebelo, 32 anos, e Carole Costa, 31, ambas presença assídua na seleção portuguesa –, a equipa feminina reeditará um dérbi no feminino que, num ainda curto histórico, já terminou com vitórias para ambas as partes e que está associado às maiores assistências das competições femininas nacionais.
Precisamente no Restelo, em março de 2019, o dérbi solidário por Moçambique registou a presença de 15 204 pessoas. Menos de dois meses depois, no Jamor, 12 632 assistiram à conquista da Taça de Portugal, frente ao Valadares Gaia FC (4-0). Em outubro do mesmo ano, no primeiro dérbi jogado na Luz, vitória (3-0) para o Campeonato, 12 812 espectadores, na maioria Benfiquistas, vibraram com as emoções da partida no arranque de uma temporada que viria a não terminar devido aos conhecidos efeitos da Covid-19.
A expectativa é grande, pois tanto Benfica como Sporting querem conquistar a Supertaça e ambos os grupos têm qualidade para alimentar a ambição. No entanto, o regresso dos adeptos aos estádios será a grande novidade e deixa-nos a certeza que os nossos tudo farão para empurrar as futebolistas rumo a mais um momento de grande inspiração.
Apenas a partir de domingo se começará a pensar na segunda ronda de apuramento para a Liga dos Campeões: a primeira mão desta eliminatória, que se prevê equilibrada, jogar-se-á nos Países Baixos, frente ao campeão FC Twente, na próxima terça-feira.
Força e foco total nesta Supertaça, Inspiradoras!"

Derrota na estreia...

Benfica 1 - 2 Marítimo
Semedo


Jogo fraquinho, das duas equipas, durante a maior parte do jogo...
Com o golo inaugural do Marítimo, o Benfica reagiu bem, aumentou a agressividade e com as substituições melhorámos... o segundo golo do Marítimo foi contra a corrente do jogo! Mas não desistimos, reduzimos, e na parte final tivemos várias oportunidades para empatar... Sendo que o Marítimo ainda falhou um penalty!!!

O Semedo e o Henrique Pereira tem que ser titulares! Eu sei que o objectivo deste escalão é oferecer aos nossos Juniores ou mesmo Juvenis, um nível competitivo mais alto, defrontando adversários mais velhos, com outra maturidade física, mas também não vale a pena 'exagerar'!!! A diferença física entre as equipas, em alguns momentos da partida, foi demasiado evidente!

Bello: Sorteio...

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Sortes ou Azares !!!


Como era esperado, dois 'tubarões' dos Potes 1 e 2 no caminho do Benfica na Europa! Já deixei de ter esperanças nestes sorteios, grupos de 'Liga Europa' na Champions não são para o Benfica!!!

Desta vez foi a Lagartada a ver a vida facilitada, mas os Corruptos, tiveram quase a 'cair' no Grupo G, claramente o mais fraco, mas no momento dos 50/50 acabaram por ir para um daqueles grupos dignos da Champions, algo que o Benfica tem levado consecutivamente!!!

Bayern, Barça e Dínamo... É óbvio que a única 'obrigação' será o 3.º lugar! O Bayern e o Barça têm obrigação de passar este grupo e o Benfica lutará com o Dínamo pelo 3.º! Mas, a esperança é a última a morrer:
- O Bayern mudou de treinador, estão com as expectativas elevadas, mas na minha opinião não estão tão fortes, como no passado recente! Aliás temos alguma história com o Novo-Mourinho ex-Red Bull, os jogos com o Leipzig recentemente, foram muito traiçoeiros, em Lisboa mereciamos ter vencido e perdemos, e na Alemanha, aquele empate concedido nos descontos, ficou atravessado...!!!
- O Barça está a viver tempos complicados, perdeu o Messi e sinceramente não tem as estrelas do passado recente, continua a ter alguns jogadores bons, outros que transportam a mística, mas tem alguns jogadores que se não fosse a crise financeira, nunca seriam titulares numa equipa como o Barcelona... muito sinceramente tenho esperança numa graçinha...! Também aqui, teremos um reencontro de Mister's, desta vez com o Koeman... e curiosamente na época do Holandês no Benfica, jogámos com o Barcelona, onde até empatámos num jogo épico na Luz e depois perdemos em Barcelona num jogo onde tivemos muito perto de eliminar o Barça e nos qualificarmos para as Meias-finais da Champions! Mais ainda, com Jesus no Leiria, e com o Koeman no Benfica, fomos derrotados por 3-1 com o nosso golo a ser marcado pelo Manduca!!!
- O Dínamo de Kiev é o campeão Ucraniano, depois de uma atípica do Shakthar (treinado pelo Luís Castro!). Muito sinceramente, acho que o Shakthar tem melhor equipa, mas a equipa de Kiev tem muitos internacionais pela Ucrânia, poucos estrangeiros, e sendo menos forte ofensivamente, defensivamente são compactos!
Nas questões das viagens, Kiev é o único destino mais 'longo', mas neste momento ainda não se sabe o calendário, portanto não sei como é que ficará o emparelhamento com os jogos do campeonato!

Grupo A
Manchester City (Inglaterra)
Paris Saint-Germain (França)
Leipzig (Alemanha)
Club Brugge (Bélgica)

Dois claros favoritos, com investimentos gigantescos... e com um Leipzig, que com a mudança de treinador ainda está a 'adaptar-se'!

Grupo B
Atlético Madrid (Espanha)
Liverpool (Inglaterra)
Corruptos
AC Milan (Itália)

Muito sinceramente, ao contrário do que ouvi, existem dois claros favoritos aqui! O AC Milan neste momento está longe de ser uma equipa top, tem algumas individualidades, está a tentar voltar à discussão dos títulos internos, mas não creio que consiga incomodar os dois favoritos!
Os Corruptos, vão tentar fazer o que fizeram o ano passado: jogar fechadinhos, muitas vezes com uma linha de 6 lá atrás, e com extrema agressividade... o problema é que este ano, já não têm o Marega, que para este tipo de jogo era muito útil... e ao contrario dos adversários do ano passado, este trio, não me parece que se vá surpreender com esse tipo de estratégia!
Aposto, como nos confrontos Corruptos - Atlético vai haver 'batatada'!!!

Grupo C
Sporting
Dortmund (Alemanha)
Ajax (Holanda)
Besiktas (Turquia)

Grupo de Liga Europa!!! Só o Dortmund 'destoa'!!! O Borussia é o claro favorito, e mesmo que nos jogos fora possa facilitar, em casa, vai ganhar fácil a todos os adversários...
O Besiktas é claramente a equipa mais fraca e não me admirava que ficasse a zero...
Este Ajax, já perdeu muitos dos jogadores que surpreenderam na Champions... mas a identidade dos Holandeses muda pouco, agora parece-me terem menos talento! A derrota na Supertaça com o PSV por 4-0, não diz muito, porque o Ajax teve uma expulsão relativamente cedo... mas, não são mais fortes que o PSV, e contra uns Lagartos super-cínicos, como é a imagem de marca do Amorim, dou o Sporting como favorito ao 2.º lugar...

Grupo D
Inter Milão (Itália)
Real Madrid (Espanha)
Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
Sheriff (Moldávia)

Uma quase repetição do Grupo do ano passado, onde os Ucranianos surpreenderam o Madrid! A diferença aqui é que o Inter está muito mais confiante e o Ancelotti não vai facilitar como aconteceu o ano passado... apesar de achar que o Shakhtar está mais forte que o ano passado, e com um treinador mais pragmático!

Grupo E
Bayern Munique (Alemanha)
Barcelona (Espanha)
Benfica
Dynamo Kiev (Ucrânia)

Grupo F
Villarreal (Espanha)
Manchester United (Inglaterra)
Atalanta (Itália)
Young Boys (Suíça)

Três galos para dois poleiros, o United é muito inconstante para ser favorito e o Villarreal tem um expert em competições a eliminar no banco! A Atlanta tem uma equipa extremamente talentosa e este ano, menos inexperiente na Europa...

Grupo G
Lille (França)
Sevilha (Espanha)
Salzburg (Áustria)
Wolfsburg (Alemanha)

Mais um Grupo de Liga Europa, com o Lille em 'desgraça'... Não me admirava que os franceses ficassem em último no Grupo! Pela experiência, Sevilha e Salzburgo são os favoritos... mas os alemães, vão dar luta...

Grupo H
Chelsea (Inglaterra)
Juventus (Itália)
Zenit (Rússia)
Malmo (Suécia)

Mais um grupo, onde existem dois claros favoritos... A minha única dúvida será o nível que a Juventus vai atingir com todas as mudanças... mas mesmo se jogarem mal, o Zenit e o Malmo não têm hipóteses!

PS: Uma nota sobre as convocatórias da Seleção principal e dos sub-23!
E nem vou discutir a convocatória do Porto do Otávio...
Agora, nos sub-23, alguém me explique como é que o Umaro e o Rafael Brito não foram convocados... e mesmo Pedro Ganchas que evoluiu enormidades! Parece que a equipa B do Benfica, não existe, nem está a dominar completamente a II Liga!!! Já o ano passado, para ser o Gonçalo Ramos ser convocado, foi preciso uma lesão doutro jogador... Será que o seleccionador nacional de sub-23 não conhece os jogadores da equipa B do Benfica?!!! O Henrique como marca uns golinhos lá chamou a atenção, mas os outros é inacreditável...

Futebol Italiano


"1 – O futebol com público torna-se espectacular! A sua presença torna um jogo de futebol único, envolvente e emocionante. Fiquei estarrecido e impressionado com o cântico a anteceder o jogo da Roma. Estádio sem luz, os adeptos a cantar o hino, telemóveis com luz, antes dos jogadores entrarem em campo. Foi um momento lindo, mas Mourinho tem alguma razão, esse hino deve ser cantado quando os jogadores estiverem em campo, mas porventura não se poderá apagar as luzes e o efeito é diferente, porém, é importante incentivar os jogadores. Gostei bastante da atitude e troca de bola da Roma. O avançado Abraham que veio do Chelsea é um lutador, faz-me lembrar, a espaços, Drogba.
Posso-me enganar, mas este ano a Roma tendo no comando José Mourinho vai ser a sensação. Muita segurança, controlo de bola e rapidez no contra-ataque.
2 – Este ano o futebol italiano está, ainda mais, na moda, mas se calhar Ronaldo vai para outras paragens. O não ter entrado de início faz especular muita coisa. Mas há algo que não muda nele, continua a ser decisivo, entrou e o seu golo no final do encontro foi anulado, mas foi pena. O VAR é importante para a verdade do jogo, mas o detalhe excessivo tira beleza ao jogo e tranca-o por milímetros. Se Mbappé for para o Real Madrid, gostava de ver Ronaldo ir para o PSG e jogar com Messi. Não tenho dúvidas que pode não sair já, mas para o ano vai a custo zero, aí, vai ter um contrato fabuloso seja onde for.
3 - O Milan aguarda que Ibrahiomovic esteja recuperado e em pleno para bem do futebol. É sempre importante haver jogadores diferentes e que fazem coisas inabituais. O futebol com magia é muito melhor, excesso de táctica e contenção tornam o futebol aborrecido.
4 – O Benfica está de parabéns, aguentou-se com dez, por uma expulsão forçada que poderia ter ditado a sua eliminação. O Benfica ascende à primeira divisão da Liga dos Campeões, agora Jorge Jesus tem que manter a serenidade e continuar na senda das vitórias. O encaixe de 40 milhões de euros é muito bom para as finanças do Benfica e Portugal ter três equipas na Champions ainda melhor: Sporting, Porto e Benfica.
O Benfica precisava deste apuramento, ultimamente, só se fala do Benfica por razões que nada tem que ver com desportivas."

O carrossel Nakajima


"A história de Nakajima tem contornos cómicos no que às suspeitas fiscais dizem respeito. Nakajima é vendido pelo Portimonense ao Al Duhail por 35 milhões, a 3 de Fevereiro de 2019. Somente 5 meses haviam passado, quando a 5 de Julho é novamente vendido ao FC Porto, por 12 milhões de euros. Em apenas 5 meses, arderam 23 milhões em benefício de Theodoro Fonseca. Nakajima faz então uma época no FC Porto e, na época seguinte, é novamente cedido, desta vez ao Al Ain, onde faz apenas 2 jogos. Volvido um ano retorna à casa de partida, o Portimonense... por empréstimo do FC Porto.
Talvez Theodoro Fonseca possa explicar qual o verdadeiro interesse do Al Duhail em fazer de barriga de aluguer e perder 23 milhões de euros em escassos meses no meio deste carrossel todo. Recordamos que Theodoro Fonseca é um peão do FC Porto e acionista do Portimonense, autor de várias movimentações financeiras entre o FC Porto e Portimonense e responsável pelo financiamento dos “dragões” através da sociedade offshore “For Gool”. Parte destas verbas serviram para contratar jogadores através de operações que levantam suspeitas às autoridades fiscais portuguesas. No total, estão envolvidos cerca de 13.4 milhões de euros.
Recordamos que:
- Theorodo Fonseca receberia uma comissão caso o FC Porto se sagrasse campeão em 2019;
- Theodoro Fonseca é acionista maioritário do Portimonense e intermediou a transferência de Nakajima para o FC Porto;
- Danilo foi comprado ao Portimonense e não ao Marítimo, clube onde jogava;
- Paulinho e Ewerton foram contratados pelo FC Porto ao Portimonense, mas foram devolvidos passados 6 meses porque, alegadamente, não havia dinheiro para os pagar;
- Nos últimos 3 anos, mais de 20 jogadores foram movimentados entre Portimonense e FC Porto.
Relembramos a todos, ainda, a promiscuidade de negociatas entre os dois clubes. Em menos de 2 anos, mais de 20 jogadores foram e vieram de um lado para o outro:
- Danilo Pereira (CS Marítimo - Portimonense SC - FC Porto);
- Galeno (Portimonense SC – FC Porto);
- Paulinho (Portimonense SC – FC Porto- Portimonense SC);
- Ewerton (Portimonense SC – FC Porto);
- Manafá (Portimonense SC – FC Porto);
- Rafa Soares (Portimonense SC – FC Porto);
- Inácio (Porto B – Portimonense SC);
- Fede Varela (Porto B – Portimonense SC);
- Chidera Ezeh (FC Porto – Portimonense SC – FC Porto – Portimonense SC);
- Danilo (Marítimo – Portimonense SC – FC Porto);
- Yahaya (FC Porto – Portimonense SC);
- Ryuki (Porto B – Portimonense SC);
- Irhene (Portimonense SC - Porto B);
- Mata (Porto B – Portimonense SC);
- Maurício (Portimonense SC - Porto B);
- Gleison (Portimonense SC - Porto B);
- Bruno Costa (FC Porto - Portimonense SC - Paços Ferreira/empréstimo - FC Porto);
- Nakajima (Portimonense SC - Al Duhail - FC Porto - Al Ain/empréstimo – Portimonense SC).
Além dos contornos do negócio Nakajima, temos vários outros casos suspeitos, sempre pela mão do acionista do Portimonense.
Ewerton e Paulinho, foram do Portimonense para o FC Porto e do FC Porto para o Portimonense.
Fede, Varela e Galeno foram cedidos por empréstimo, recebendo a devolução de Inácio e Chidera Ezeh, que tinham sido cedidos no início da temporada.
Rafa Soares foi vendido pelo FC Porto ao Portimonense e recomprado por 1,5 milhões. Passados apenas 4 dias da recompra, foi vendido ao V. Guimarães, sem que se conheçam os valores envolvidos na transferência.
Danilo, na altura no Marítimo, recebeu uma proposta de 4,5 milhões de euros pelo Sporting CP e pouco mais de 3 milhões pelo FC Porto. Surpreendentemente, o Marítimo recusa a proposta do Sporting CP e decide aceitar a proposta do Portimonense, que fez de intermediário ao assumir a dívida do Marítimo no caso Kléber (1,7 milhões) e coloca o jogador no FC Porto por 2,8 milhões de euros.
Como cereja no topo do bolo temos os contornos do negócio “boomerang”, que envolveu Paulinho. Em 21 de Janeiro de 2018 e através de um empréstimo, o Portimonense cede Paulinho ao FC Porto. Passados apenas 5 meses, a 30 de Junho de 2018, o empréstimo termina. No dia seguinte, a 1 de Julho de 2018, o Portimonense anuncia a venda de Paulinho ao FC Porto. Findo apenas um mês, a 22 de Agosto de 2018, o FC Porto anuncia novamente a venda de Paulinho... ao Portimonense. 
Se querem a verdadeira definição de lavagem de dinheiro, basta lerem incessantemente os contornos destes negócios."

Andebol arranca com ambição


"O andebol do Sport Lisboa e Benfica é a primeira modalidade de pavilhão a competir oficialmente na nova temporada. Depois da participação no Torneio Internacional de Viseu, a equipa iniciou a semana de trabalho a preparar a estratégia para defrontar os suíços do HC Kriens-Luzern neste próximo sábado, dia 28, naquele que será o jogo da 1.ª mão da ronda 1 de qualificação para a EHF European League. O objetivo é atingir a fase principal da competição europeia e o plantel à disposição do treinador Chema Rodríguez parte para a eliminatória com a ambição de ultrapassar este adversário, apesar de se preverem dificuldades.
O conjunto helvético, tal como os encarnados, esteve presente nas rondas de qualificação de 2020/21, tendo sido afastado na ronda 2 pelo conhecido HC Metalurg. Foi uma eliminatória equilibrada, em que os macedónios levaram a melhor apenas por um golo. No lançamento que fez em exclusivo ao jornal O Benfica, o nosso pivô Alexis Borges levantou um pouco o véu sobre qual a versão 2021/22 que os benfiquistas vão encontrar. "É um adversário que tem alguns jogadores de qualidade, em especial os laterais. Tem um jogo exterior bastante forte. É uma equipa com qualidade, praticamente como muitas que vamos encontrar no nosso Campeonato", explicou o internacional português sobre o HC Kriens-Luzern, equipa que joga junta há muito tempo e que também conta com bons reforços para esta nova época, o último dos quais – o pivô esloveno Domen Pelko – anunciado oficialmente há dois dias para apetrechar o plantel.
Independentemente do valor do adversário, o andebol do Sport Lisboa e Benfica promete muita luta e entrega para poder superar esta eliminatória. É isso que a equipa técnica liderada por Chema Rodríguez pretende para todas as competições em que estiverem inseridos. Nesse sentido, o objetivo é conseguir um bom resultado na Suíça (17h00 portuguesas deste sábado) para depois ter o apoio dos nossos adeptos na segunda mão, prevista para 4 de setembro, no Pavilhão n.º 2 da Luz.
A viagem para terras helvéticas acontece amanhã e os nossos atletas contam com a força dos benfiquistas para entrar bem na primeira prova oficial da época.
Vamos, Benfica!"

Lanças...

Bar SportTV - Paneira & Valdo...

Comparar as políticas antidopagem


"Criada num contexto de crise em 1999, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) é financiada e dirigida a 50% pelas federações desportivas internacionais e o movimento olímpico e a 50% pelos Estados. No entanto, isso não é suficiente para lhe dar uma força jurídica no plano internacional. Para comparar as políticas antidopagem e as dificuldades de harmonização, apoiamo-nos no âmbito de um primeiro inquérito exploratório realizado em cinco países (Brasil, Espanha, França, Japão e Moçambique), em que participámos no âmbito do exercício das nossas funções de investigação e docência na Université Paris Nanterre La Défence, em 2015-2016.
Esta amostra de países, bem contrastada, foi retida em razão da dispersão de certas caraterísticas: dispersão geográfica, dispersão linguística (à qual a UNESCO é sensível), dispersão da intervenção dos Estados em matéria desportiva, dispersão do desenvolvimento económico e dispersão da implementação de políticas de saúde pública.
Para a realização deste inquérito, recorreu-se ao apoio de equipas universitárias locais. Os critérios articulavam a vontade de envolver os Estados que acolhiam os investigadores, com a nossa equipa. Este projeto, que teve o apoio do Ministério Francês do Desporto e da UNESCO, através de uma Cátedra, inscreve-se numa problemática mais abrangente que o dossier de luta antidopagem. Procurou construir programas nacionais de investigação, dando a possibilidade às equipas de estreitar laços e de encontrar formas de financiamento, articulando com as instituições locais de luta antidopagem.
Os dados recolhidos foram analisados, recorrendo à socio-informática (programa Prospéro), historicamente ligada à sociologia do risco. Existe uma pluralidade de tratamentos de corpus de textos, nomeadamente estatísticos. A preocupação da equipa de investigadores foi a de ligar quatro dimensões: dimensão estatística, permitindo tratar uma grande quantidade de dados; dimensão semântica, capaz de dar conta dos significados atribuídos a temas ou a personagens, fórmulas ou argumentos; uma dimensão histórica, reenviando para os fenómenos de gradualidade ou de ruturas, de retorno ao passado e de compromisso para o futuro; e, por fim, uma dimensão pragmática, ligada a quadros de ação ou de enunciação. Os textos (corpus) recolhidos puderam descrever estas quatro dimensões, sem sofrer enviesamentos das interpretações teóricas.
Os resultados sobre a comparação internacional em matéria de luta antidopagem permitiram constatar que estão ligadas ao modo de governância, que visam legitimar uma política pública, os promotores ou os “chefes de fila” numa lógica concorrencial, muito próximo, aliás, da competição desportiva. Por outro lado, verifica-se que desejam anunciar uma exemplaridade, uma ética, uma pureza na produção da performance. Trata-se de mostrar que o seu país oferece mais garantias do que o seu vizinho na pureza desportiva, sinal de que é, provavelmente, mais justo. As dúvidas sobre a pureza da performance incidem sobre a qualidade das avaliações restituídas às instituições supranacionais.
Solicitados para contribuir para uma aproximação mais cooperativa do que concorrencial, a equipa de investigadores procurou questionar sobre a independência e o conhecimento das diferentes equipas académicas locais, por forma a examinar, de forma mais aprofundada, as ações públicas nacionais e os processos de implementação."

Sorteio...


É hoje, o Sorteio da Liga dos Campeões. Pouco depois das 17h saberemos qual serão os nossos adversários, e como ficará o nosso calendário até ao Natal!!!
Podem especular muito, mas a ambição do Benfica, independentemente dos adversários é chegar aos Oitavos, para isso temos que ficar na pior das hipóteses em 2.º lugar, e se apanhamos um 'tubarão' no Pote 1 e outro do Pote 2, as coisas ficarão complicadas!!!

Raramente temos sido bafejados pela 'sorte' nestes Sorteios, ao contrário de outros, sendo assim as minhas expectativas são baixas:
- Lille, Sevilha, Benfica, Malmo, seria interessante desportivamente, mas duvido que aconteça!
- Agora, apanhar o Wolfsburgo no Pote 4, para o Luca marcar um golinho decisivo contra o Benfica, é quase 'seguro'!!!
- Para quem gosta de superstições, ou de estórias repetidas, aquele jogo de ontem, foi muito idêntico à meia-final de Turim com a Juventus, sendo assim até será normal apanhar o Sevilha na fase seguintes, e sermos roubados, novamente...
- Com a nossa habitual 'sorte' vamos levar com o City ou o Chelsea do Pote 1; PSG ou Liverpool no Pote 2; e Milan ou o Wolfsburgo no Pote 4!!!

Falando um pouquinho mais a sério, no Pote 1, além do Lille que está a começar mal a época, não me importava de jogar com o Atlético, o último jogo em Madrid foi épico... e continuam a jogar mal e porcamente, como é normal no Simeone!!! O Villarreal também não assusta, e seria mais uma tentativa de derrotar o desgraçado do treinador da final de Turim!
O Pote 2 é claramente o mais forte, mas existem várias equipas fortes em momentos de transição: o Barça na era pós-Messi; o Madrid com o regresso do Ancelloti; a Juventus parece-me melhor que o ano passado, mas ainda não convence... Agora não queria o PSG, o Liverpool, nem o Borussia... o United seria um festival de paragonas nos pasquins com regresso do aziado caceteiro à Luz... Em relação ao Lopetegui, estou com saudades dele, mas em Sevilha, tem melhores jogadores...!
No Pote 4, acho que temos equipa para todos os adversários, inclusive o Milan ou o Wolfsburgo... mas Besiktas, Dínamo, Malmo ou Sheriff parecem mais acessíveis... o Brugge o Young Boys além de serem acessíveis, seria bom para os Emigrantes, caso seja permitido a presença de público! Aqui, seria interessante evitar viagens longas...

Aquilo que neste momento me deixa esperançado numa boa campanha na Europa este ano, nem sequer é a incerteza em saber quais são os nossos adversários, é que este ano, aparentemente, como ficou provado nesta eliminatória com o PSV, a equipa sabe defender resultados, ou pelo menos tem o espírito necessário, a humildade e as rotinas, para jogar na 'expectativa'... algo que nem sempre acontece no Benfica. Aliás com o Jesus no passado, no Benfica, faltava quase sempre o tal Plano B defensivo, que na Europa é fundamental, ao contrário do que acontece nas competições internas, nas quais o Benfica na grande maioria dos jogos, tem domínio total das partidas, tanto na posse de bola, como no domínio territorial... Recordo que a última boa campanha do Benfica na Champions, levou-nos aos Quartos, onde fomos eliminados pelo Bayern, onde a nossa grande 'arma' era a Linha defensiva, tão elogiada pelo Guardiola na altura!

Pote 1
Chelsea (Campeão em título, Inglaterra)
Villarreal (Vencedor Liga Europa, Espanha)
Atl. Madrid (campeão espanhol)
Manchester City (campeão inglês)
Bayern (campeão alemão)
Inter (campeão italiano)
Lille (campeão francês)
Sporting (campeão português)

Pote 2
Real Madrid (Espanha)
Barcelona (Espanha)
Juventus (Itália)
Manchester United (Inglaterra)
Paris Saint-Germain (França)
Liverpool (Inglaterra)
Sevilha (Espanha)
Borussia Dortmund (Alemanha)

Pote 3
Corruptos (Portugal)
Ajax (Países Baixos)
Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
RB Leipzig (Alemanha)
RB Salzburgo (Áustria)
Benfica (Portugal)
Atalanta (Itália)
Zenit (Rússia)

Pote 4
Besiktas (Turquia)
Dínamo Kiev (Ucrânia)
Club Brugge (Bélgica)
Young Boys (Suíça)
AC Milan (Itália)
Malmö (Suécia)
Wolfsburgo (Alemanha)
Sheriff Tiraspol (Moldávia)

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Contas...

Benfica After 90 - PSV...

SL Benfica | Os 5 maiores flops da última década


"O SL Benfica tem vindo a acumular “flops” ao longo dos últimos anos. Este termo faz parte do universo futebolístico e tem ganho cada vez mais destaque. Com o passar do tempo são cada vez mais os jogadores que parecem estrelas, mas que acabam por não conseguir revelar esse talento. Ao longo da última década passaram pelo clube imensos jogadores que chegaram como promessas, mas que saíram pela porta pequena. Posto isto, decidi eleger, de um vasto leque, os cinco maiores “flops” que passaram pela Luz na última década.

1. Gabriel Barbosa – Se calhar, neste momento, estão a questionar o porquê de ter escolhido o famoso “Gabigol” para a primeira posição do top. A verdade é que o brasileiro é uma autêntica máquina de fazer golos. Se avaliarmos a prestação do ponta de lança desde 2013, podemos afirmar que as palavras “golo” e “assistências” são as suas melhores amigas: em 188 jogos marcou 85 golos e fez 26 assistências.
Por essa mesma razão, e avaliando o seu desempenho no SL Benfica, é que me atrevo a colocá-lo aqui. Infelizmente, quer para as águias, quer para o futebol português, Gabriel Barbosa não conseguiu espalhar magia nos relvados portugueses. Apenas disputou cinco partidas, tendo marcado um único golo. A qualidade é conhecida por todos, mas no que diz respeito à sua passagem pela Luz, foi mesmo um “flop”.

2. Raúl de Tomás – O ponta de lança espanhol, que chegou à Luz na época de 2019/20, custou ao SL Benfica cerca de 20 milhões de euros. Para muitos é um dos maiores “flops” dos últimos anos, mas para outros tudo se resumiu à dificuldade de adaptação.
A verdade é que em 17 jogos marcou apenas três golos. Para além disso, foi vendido em janeiro de 2020 ao RCD Espanyol. Face ao investimento que os encarnados fizeram para o contratar, era expectável que rendesse mais. No entanto, é importante salientar que não teve muito tempo para se mostrar.

3. Nicolás Castillo – O ponta de lança chileno chegou ao SL Benfica na época de 2018/19, tendo custado à equipa encarnada cerca de oito milhões de euros. No que diz respeito ao seu desempenho, pode dizer-se que ficou aquém do esperado. No entanto, também é preciso frisar que apenas disputou quatro jogos para a Primeira Liga, com o manto sagrado.
Nos 142 minutos de jogo a que teve direito, Nicolás Castillo não marcou nenhum golo nem fez nenhuma assistência, deixando os seus “dotes goleadores” de lado. As prestações não convenceram o treinador nem os adeptos benfiquistas e, como consequência, a sua estadia na Luz durou pouco tempo. Em janeiro de 2019 foi vendido por pouco mais de sete milhões de euros ao CF América.

4. Filip Djuricic – Para os amantes de futebol é impossível falar da época de 2013/14 e não falar das águias. Naquela temporada, a equipa do SL Benfica era uma autêntica máquina, mas como diz o ditado “nem tudo o que reluz é ouro” e Djuricic é um bom exemplo disso.
Era considerado, por muitos, como uma grande promessa do futebol, mas não passou de mais um “flop”. Em 22 jogos marcou apenas dois golos e fez outras duas assistências. A juntar a isso, podemos contar com os quatro empréstimos de que foi alvo.

5. Roberto Jiménez – Na época de 2010/11, as palavras “Roberto” e “pânico” pareciam sinónimos. Era impossível assistir a um jogo do SL Benfica e não rezar, até mesmo para quem não acreditava em Deus, para que não se sofresse um golo.
A verdade é que esse cenário era quase impossível. Roberto sofreu 46 golos em 41 jogos. Sim, leu bem. Com um saldo negativo destes e face ao preço que custou aos encarnados (8,5 milhões de euros, um dos guarda-redes mais caros de sempre), pode mesmo afirmar-se que foi um autêntico “flop”."

Mantorras...

Na Champions com bravura e muita qualidade


""Os adeptos do Benfica vão estar no nosso Estádio, eles merecem, querem ver o Benfica a jogar com os melhores, foi sempre assim e assim será", disse Jorge Jesus após o Benfica ter carimbado a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões.
Fruto das circunstâncias, nomeadamente a equipa se ter visto reduzida a dez elementos à passagem do 32.º minuto frente a um poderoso PSV que chegara ao play-off embalado por sucessivas goleadas, incluindo a infligida ao Ajax, por 4-0, na Supertaça do seu país, a noite em Eindhoven ficou marcada pela superação, a crença e a bravura, em suma, a alma benfiquista. E também pela organização e rigor táticos, imprescindíveis para o sucesso benfiquista na eliminatória.
Os nossos jogadores foram enormes, sempre cumpridores da teia montada por Jorge Jesus e nunca virando a cara a luta, entreajudando-se permanentemente, em particular após a expulsão de Lucas Veríssimo. Já antes, a nossa equipa conseguira manietar o adversário e dispusera da melhor oportunidade de golo do encontro.
No cômputo dos 180 minutos fomos melhores e merecemos figurar, mais uma vez, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Trata-se da 11.ª presença nas últimas 12 temporadas nesta fase da prova, um registo que só Barcelona, Bayern e Real Madrid conseguem também (e Shakhtar Donetsk caso garanta o apuramento hoje).
Estamos onde queremos e merecemos, estamos onde a grandeza do Benfica justifica e exige.
Este foi mais um objetivo cumprido entre os delineados para agosto. Mas o mês ainda não terminou e, no próximo domingo, haverá novo desafio, desta feita frente ao Tondela. Queremos completar esta série inicial de jogos no Campeonato com um pleno de triunfos e é nesse propósito que a equipa já está focada.
Vamos, Benfica!"

Bastidores: Eindhoven...

Cadomblé do Vata


"1. Vencer na primeira mão por 2-1 e empatar a zero na segunda, jogando muito tempo em inferioridade numérica... isto meus amigos, chama-se "fazer um Turim".
2. Playoff entre a equipa da Phillips e os rapazes da Luz... mais Watts do que nesta eliminatória, só na bateria dos Rolling Stones.
3. Vlachodimos novamente a defender o defensável... queria era vê-lo defender aquela do Zahavi à barra.
4. Foi pena os adeptos do PSV terem estrafalhado o fogo de artificio todo na madrugada passada junto ao hotel do Glorioso... agora eu até lhes comprava um lotezito de foguetes.
5. Hoje é a primeira vez que a minha Donzela fica mais feliz com um bom resultado do Benfica do que eu... enquanto estou a festejar o acesso à Champions ela celebra porque finalmente vou cortar a barba e o cabelo."

Benfica...


"Superação, determinação, raça, querer, ambição. Estes são adjetivos que não chegam para qualificar este Sport Lisboa e Benfica.
Contra todo o ruído externo, contra todos os ataques, contra todas as movimentações de bastidores, esta equipa soube erguer um escudo sobre si mesma e proteger os supremos interesses do símbolo que carrega ao peito: o do Sport Lisboa e Benfica!
Que início de época brilhante. Que tremenda atitude destes jogadores.
O fogo de artifício lança-se no fim. E é nosso!
Viva o Sport Lisboa e Benfica!"

Benfica Podcast #316 - Mission Accomplished

Nico, Senhor do Duelo em Eindhoven


"No ar, no chão, no cruzamento, no 1×1. Até quando escorregou, ou como se deixou cair para atrapalhar a finalização de Madueke. Em todo o lado – certo – Otamendi foi o espírito de capitão que a noite de Eindhoven exigia. Presente, Responsável, Disponível, Sofredor. E vencedor.
Assim encheu a linha defensiva do Benfica."

As 4 formas com que Jesus parou o PSV


"O jogo de Eindhoven foi de um desgaste incrível. Físico antes de tudo o mais, pela velocidade a que decorreu e porque desde cedo (passagem da meia hora) por expulsão de Lucas Veríssimo obrigou o Benfica a jogando com menos, ter de correr ainda mais para fechar o seu espaço defensivo.
Foi também um jogo de uma dimensão estratégica no plano defensivo de grande notoriedade. Para travar o PSV, e porque se viu reduzido a 10, o Benfica passou por diferentes alterações táticas.
O melhor é ver:
1. Em 5x3x2, que se transformava num 3x5x2 pelo desdobramento dos laterais – Ao contrário de Lisboa, laterais bateram com laterais, médios encaixaram em médios e Avançados em Centrais.


2. Em 4x3x2, imediatamente após a expulsão de Veríssimo, o Benfica procurou controlar o jogo defendendo largura da linha média a 3 – Rafa e Yaremchuk continuaram juntos na frente – Havia ainda a expetativa de poder ser perigoso no ataque.


3. Em 4x4x1, rapidamente do banco se percebeu que não seria possível segurar ofensivas adversárias com linha média apenas com 3, defendendo com 4 atrás – Iria sempre faltar apoio nos corredores laterais, e Rafa passou para extremo direito numa linha agora a 4, com Yaremchuk na frente de ataque.


4. Em 5x3x1, no regresso para a segunda parte. Iniciou Rafa como lateral, mas rapidamente passou para a linha média, quando saiu Taarabt para entrar Vertonghen para a posição de central."


As Odysseas do sofrimento valem milhões


"O Benfica está na fase de grupos da Liga dos Campeões, após empatar (0-0) contra o PSV. Em Eindhoven, jogou desde os 32 minutos com 10, por expulsão de Veríssimo, mas uma exibição de sacrifício, sustentada por defesas cruciais de Vlachodimos, garantiu à equipa de Jesus o decisivo encaixe financeiro da Champions 

O futebol, como qualquer jogo, é para ser jogado com prazer, para desfrutar. No entanto, os infinitos caminhos da bola levam a que, por vezes, o caminho para a felicidade dentro do terreno de jogo passe mais pelo cerrar de dentes e pela entrega do que pelo requinte técnico e magia com o esférico.
Na noite de Eindhoven, o Benfica viu-se forçado, muito cedo, a ir ao dicionário da competitividade buscar as virtudes que lhe garantiram um empate que, desde já, marca positivamente a época dos encarnados. O nulo contra o PSV explica-se por esse saber sofrer e pelas defesas do inspirado Odysseas Vlachodimos e permite ao Benfica estar na fase de grupos da Champions pela 16.ª vez na sua história, assegurando ao clube da Luz um encaixe de muitos milhões que as finanças do clube agradecerão.
Jorge Jesus tinha prometido um Benfica de olhos postos na baliza adversária, dado que o poderio ofensivo do adversário augurava golos, mas o nulo espelha um duelo que, muito cedo, se tornou num exercício de resistência da equipa portuguesa. E isto porque, aos 32 minutos, Lucas Veríssimo viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, levando os encarnados para uma hora de organização defensiva contra o ataque posicional do conjunto dos Países Baixos. E a missão foi cumprida. Pela 7.ª vez na história, Portugal terá três equipas na fase de grupos da Champions.
Mas a abordagem inicial dos visitantes esteve longe de se basear somente na crença ou noutras virtudes semelhantes. JJ surpreendeu ao lançar Taarabt, atuando com três médios (o marroquino mais João Mário e Weigl) ao invés da habitual dupla, ficando Rafa e Yaremchuk na frente de ataque. E isso, a juntar a um Benfica bem mais pressionante e agressivo sobre a bola, levou a uma meia-hora inicial na qual a turma portuguesa não foi surpreendia por bolas lançadas nas costas da sua defensiva ou por rápidas combinações, tal como havia sucedido no duelo do Estádio da Luz.
A aposta de Jesus conseguiu minimizar uma possível entrada forte dos da casa e o resultado foi um começo de partida com muita pressão e contra-pressão, perdas de bola constantes e nenhum remate enquadrado com a baliza nos primeiros 20 minutos. Aos 28’, Taarabt, a tal surpresa benfiquista na equipa titular, foi o primeiro a sair do colete-de-forças que ambas as equipas colocavam no meio-campo, com um ziguezaguear que levou a bola até ao último terço onde, após alguma insistência, Rafa viu o golo ser-lhe impedido pela muralha defensiva do PSV.
O Benfica dava uma imagem de alguma tranquilidade... até ao minuto 32, que poderia ter marcado negativamente os próximos meses do clube.
Lucas Veríssimo parecia ser, desde o começo, o central mais desconfortável com a pressão da turma de Schimdt. Aos 8’, o brasileiro perdeu a bola para Gakpo e viu-se forçado a fazer falta. Primeiro amarelo. Volvidos 24 minutos, o Veríssimo saltou com o braço direito aberto na direção de Gakpo, o árbitro considerou motivo para segundo cartão amarelo e expulsou o defesa.
O plano de Jesus ressentiu-se, aquela pressão coordenada não estava preparada para continuar a ser colocada em prática com um homem a menos. E Madueke, o irrequieto extremo de fita no cabelo e ginga nos pés, teve o espaço que, até aí, não tinha encontrado. Nos minutos finais do 1.º tempo, o jovem esteve por duas vezes perto de marcar, mas a falta de pontaria e Vlachodimos levaram o duelo para o intervalo com o nulo. Foram os minutos de maior aperto para as águias.
Jesus trouxe a equipa para o 2.º tempo com os ajustes necessários para lidar com a inferioridade numérica. Se nos derradeiros instantes da etapa inicial o Benfica se defendeu com uma espécie de 4-4-1, os encarnados atuaram toda a 2.ª parte com um 5-3-1 que apresentava três centrais (primeiro Gilberto e depois o regressado Vertonghen juntaram-se a Otamendi e Morato) e tentava que a inferioridade de um homem se sentisse mais no ataque, mas menos a defender
O PSV teve muita bola (terminou com 73% de posse), rematou muito (21 remates, oito deles à baliza, contra somente quatro do Benfica, e apenas um teve de ser detido pelo guardião rival), mas foi esbarrando no misto de competência na organização defensiva e capacidade de sofrimento das águias.
Ah, e em Odysseas Vlachodmimos.
O grego, que já tinha tirado o golo a Madueke no 1.º tempo, impôs-se com segurança a remates de fora da área de Ramalho ou Sangaré e, quando o guardião já parecia batido, a sorte esteve com o Benfica: aos 61’, o goleador israelita Zahavi, servido por Gakpo (a melhor unidade do PSV em toda a eliminatória), atirou à barra quando tinha a baliza à mercê.
As virtudes da exibição do Benfica veem-se se tivermos em conta que Grimaldo, João Mário ou Weigl, homens de boa técnica e que sabem tratar a bola, se evidenciaram mais pelo que correram, pelos espaços que ocuparam sem bola e até pelos carrinhos que fizeram. O Benfica estava a visitar a casa de um clube fundado em 1913 para que os trabalhadores da Phillips pudessem praticar atividade física e os encarnados dedicaram-se a fazer uma exibição operária, que os levou até aos milhões da Champions.
Mas esse encaixe não teria sido possível sem a inspiração de Vlachodimos. Ao minuto 85, na última grande oportunidade do PSV, o grego fez uma dupla defesa de alto nível, tirando o golo a Vertessen e dando o bilhete para a liga milionária ao Benfica.
Os festejos de Jorge Jesus no final da partida, correndo para dentro de campo para se abraçar aos seus jogadores, evidenciam bem a importância desta eliminatória para toda a temporada do clube. Numa noite em que o Benfica começou a ser inteligente e se viu forçado a ser solidário, Odysseas fez com que todo o sofrimento valesse a pena. Se, há um ano, a campanha de regresso de Jesus a Portugal começou com uma desilusão em Salónica, agora a segunda época da era 2.0 de JJ na Luz arranca com um rasgado sorriso."

PSV Eindhoven 0-0 SL Benfica: Águia viu-se grega, mas garante a fase de grupos


"A Crónica: Deus Odysseas Garante Milhões Na Luz
Noite de emoções fortes no Philips Stadion, que protagonizou o palco ideal para o duelo escaldante entre PSV Eindhoven e SL Benfica, que culminou na passagem das águias para a fase de grupos da UEFA Champions League.
O expectável 3-4-3 de Jorge Jesus deu lugar a um 3-5-2, com a entrada de Taarabt para o lugar que vinha a ser de Pizzi. Com esta mudança tática, os encarnados tinham a ideia de controlar o tridente de médios Sangaré, Van Ginkel e Götze.
A estratégia estava a resultar. Os neerlandeses não conseguiam pautar o jogo como haviam feito na primeira mão, sendo que as águias estavam confortáveis no seu terço defensivo.
Assistia-se a um jogo muito bem disputado, com o metro quadrado a ser muito caro, tal como é de esperar num jogo de Champions. O primeiro remate enquadrado com uma das balizas apareceria apenas aos 23′, quando Max apareceu no bico esquerdo da águia encarnada e rematou para encaixe fácil de Odysseas.
A resposta encarnada apareceria quatro minutos mais tarde. Após slalom Taarabt no miolo, este encontrou Grimaldo. Após uns ressaltos, o espanhol endossou o esférico a Rafa, que rematou por cima da barra da baliza de Drommel, após um corte fulcral de André Ramalho.
Cinco minutos depois, e numa fase da partida em que as equipas se estavam a adiantar mais no terreno, eis que acontece o impensável. Lucas Veríssimo, em apenas 32 minutos de jogo, é expulso, deixando as águias com menos uma unidade. O número 4 das águias saltou com o cotovelo aberto, tendo sido admoestado com o segundo amarelo.
A partir daí, o controlo do jogo passou para o lado dos neerlandeses, que se instalaram por completo no meio campo encarnado. Até ao intervalo, somaram-se duas oportunidades de golo flagrantes para o PSV Eindhoven, ambas a partirem dos pés de Madueke.
Aos 34′, o extremo inglês corta para dentro e remata colocado ao ângulo direito de Odysseas. Sete minutos depois, após combinação com Zahavi, o jovem, de 19 anos, aparece na cara do grego que, com a perna direita, nega o golo que colocaria a equipa de Eindhoven em igualdade na eliminatória.
A segunda parte foi o massacre total. O SL Benfica estava recolhido em 30 metros, totalmente expectante por aquilo que o PSV Eindhoven ia – ou, neste caso, não conseguia – fazer. Nota para a disciplina defensiva demonstrada pelos homens da linha mais recuada das águias – com especial enfoque para Vlachodimos -, que iam conseguindo suster os ímpetos ofensivos dos comandados de Roger Schmidt.
De resto, destacar as duas oportunidades de golo flagrantes que colocariam, sem dúvida alguma, o PSV Eindhoven na fase de grupos. A primeira aos 60′, onde Zahavi, de baliza aberta, acerta no travessão de Vlachodimos, para frustração dos mais de 23 mil neerlandeses na bancada.
A outra oportunidade apareceu aos 84′, novamente com o guardião grego em grande destaque. Vertessen apareceu isolado nas costas de Grimaldo, rematou forte para o ângulo inferior direito de Odysseas que, não agarrando o esférico, defendeu, novamente, a recarga do ponta de lança belga.
Ajusta-se o resultado face às incidências do encontro, onde a expulsão de Veríssimo ditou a supremacia neerlandesa, mas a mesma não passou a muralha da Luz. Que venha a fase de grupos!

A Figura
Odysseas Vlachodimos – Imperial. É, para mim, esta a palavra que define a exibição de Vlachodimos, hoje, na Philips Stadion. No total, foram oito defesas protagonizadas pelo grego, que garantiram ao SL Benfica, para já, 37 milhões de euros e o acesso à fase de grupos da UEFA Champions League. 

O Fora de Jogo
Lucas Veríssimo – O defesa central brasileiro tem tido um excelente início de temporada, mas não foi feliz esta noite nos Países Baixos. Em apenas 32 minutos de jogo, Lucas Veríssimo foi admoestado duas vezes com o cartão amarelo. Após a sua saída, os neerlandeses dominaram a partida por completo, tendo os encarnados sido sufocados até ao final da partida. É uma situação a rever, e refletir, por parte do número 4 das águias.

Análise Tática – PSV Eindhoven
Novamente com uma frente ofensiva muito móvel, o PSV Eindhoven voltou a apostar na velocidade para encontrar falhas na defesa encarnada. Foi assim que Gakpo conseguiu tirar o primeiro amarelo a Veríssimo, cartão esse que viria mostrar-se fulcral mais à frente.
Com Zahavi a ponta de lança e Gakpo e Madueke a criarem perigo vindos das alas, o tridente ofensivo neerlandês foi um autêntico quebra-cabeças. No processo ofensivo, a equipa de Eindhoven abria os seus centrais e permitia que Van Ginkel ou Sangaré iniciassem o ataque, libertando os laterais para subir e abrindo espaço que Götze podia aproveitar.
Contudo, os desequilíbrios só apareceram decorrentes da superioridade numérica em campo. O jogo entrelinhas começou a surgir, tendo sido a jogada entre Zahavi e Madueke, aos 41′, o exemplo perfeito disso.
No geral, e sem retirar mérito às águias, exigia-se mais a um PSV Eindhoven que, durante mais de 70 minutos, jogou com mais um elemento em campo.

11 Inicial e Pontuações
J. Drommel (6)
P. Mwene (6)
A. Ramalho (7)
O. Boscagli (5)
P. Max (7)
M. Van Ginkel (6)
M. Götze (7)
M. Madueke (7)
E. Zahavi (6)
C. Gakpo (6)
Subs Utilizados e Pontuações
Bruma (5)
Obispo (5)
Vertessen (6)
J. Teze (-)
R. Thomas (-)

Análise Tática – SL Benfica
O SL Benfica apresentou-se no Philips Stadion num 3-5-2 que, no processo defensivo, assumia-se um 5-3-2. Taarabt entrou para o lugar de Pizzi, assumindo o papel de interior esquerdo, deixando João Mário como interior direito e Weigl na sua típica posição ‘6’.
O jogo ofensivo dos encarnados praticamente não existiu, sendo que os homens da Luz alongaram o jogo na busca da profundidade de Rafa e Yaremchuk durante grande parte do encontro, mesmo em igualdade numérica. E, quando não alongava, era Taarabt a desequilibrar – tal como fez aos 27′, numa jogada em que Rafa esteve perto do golo.
O plano era combater a superioridade do miolo do PSV Eindhoven, algo notório no jogo da primeira mão, mas que hoje não existiu – pelo menos, antes do minuto 32′. Com a expulsão de Veríssimo, as águias reorganizaram-se – primeiro num 4-4-1, até ao intervalo, e depois num 5-3-1.
O sacrifício valeu a pena e as águias conseguiram manter a baliza a zeros durante os 95 minutos da partida. Enorme mérito para Jorge Jesus, que soube mexer consoante o desenrolar da partida, tendo sempre conseguido serenar a equipa.

11 Inicial e Pontuações
O. Vlachodimos (9)
Gilberto (5)
L. Veríssimo (1)
N. Otamendi (8)
Morato (8)
A. Grimaldo (7)
J. Weigl (7)
J. Mário (6)
A. Taarabt (6)
Rafa (6)
R. Yaremchuk (5)
Subs Utilizados e Pontuações
J. Vertonghen (6)
A. Almeida (6)
G. Ramos (5)
S. Meité (6)
Everton (6)"

Dez por Todos – Foram Heróis


"Foi com a intenção de marcar que Jorge Jesus preparou estrategicamente o jogo. Ao contrário do jogo na Luz em que a sua decisão de ter extremo (Pizzi e Rafa) com laterais, encostou o Benfica atrás, deixando somente Yaremchuk contra o mundo, Jesus arriscou deixando laterais holandeses mais soltos – Saíam Grimaldo e Gilberto, enquanto Lucas e Morato encostavam com os extremos Gakpo e Madueke, e guardando Rafa e Yarem para os centrais. No meio campo, Taarabt entrou para que o Benfica assumisse HxH a campo inteiro com os seus 3 médios em cima dos três médios oponentes. A ideia era clara, explorar o 1×1 sobre os centrais adversários numa saída que Rafa e Yarem pudessem ganhar vantagem.
O jogo nunca esteve fácil. Intensidade – Velocidade muito acima do jogo habitual das equipas lusas, fez com que as diferentes situações defensivas para se resolver mudassem a um ritmo vertiginoso, e a tremenda qualidade individual quer do 1×1 dos extremos adversários quer de quem os alimentava, que não ia perdendo uma oportunidade sequer para os solicitar, deixou o Benfica sob dificuldades no seu último reduto, mas nunca totalmente à mercê do opositor.
O cartão demasiado cedo a Lucas condicionou todo o jogo defensivo do Benfica, e a sua expulsão bem cedo, já depois de Rafa ter perdido a oportunidade de marcar, condenou o Benfica a um jogo de elevado sacrifício e necessidade de entre ajuda e disponibilidade física.
O 5x3x2 transformou-se primeiramente num 4x3x2, e posteriormente Rafa encostou no corredor para formar um 4x4x1, com Yaremchuk só na frente.
O término da primeira parte foi de grande dificuldade para parar a dinâmica ofensiva adversária e não fosse Odysseas e o Benfica sairia a perder para o intervalo.
A segunda parte voltou com alterações táticas. Do intervalo veio a ordem para o regresso a uma linha de cinco. Rafa posicionou-se como lateral, Gilberto como central pela direita, e à frente da linha de cinco, João Mário, Weigl e Taarabt procuravam empurrar o jogo para os corredores laterais.
A entrada de Vertonghen por Taarabt, permitiu adiantar Rafa para a linha média – Toda a esperança encarnada estava numa possível transição conduzida pelo seu extremo, agora relegado para uma linha média a 3 – e trazer maior competência para o duelo defensivo no seu primeiro terço.
Muita concentração defensiva, duelos ganhos e perdidos, dificuldades para suster ímpeto adversário, obrigatoriedade de correr infindáveis km por parte dos seus médios – entre bascular em largura no meio campo com menos elementos, chegar à frente e voltar – levaram o jogo para uma necessidade incrível de superação. Também por isso Ramos substituiu Yaremchuk.

Até ao final, houve desperdício, houve Odysseas, houve entre ajuda, houve correria, duelos. Houve Benfica. Dez heróis no limite das suas forças foram capazes de suster todos os ímpetos e investidas de um PSV muito superior, mas eliminado aos pés do coração da Dona Águia.

Homem do Jogo
Defendeu, Defendeu, Defendeu.
No término da primeira parte foi um gigante aos pés de Madueke. Já antes tinha adivinhado entrada de bolas em profunidade. Na segunda parte, quando o jogo “apertou” e o PSV passou a criar lances suficientes – seja de fora ou dentro da área para se adiantar, Odysseas foi um verdadeiro gigante na baliza do Benfica. Uma muralha no decorrer de toda a partida, e desta feita não poderá deixar dúvidas sobre quem foi o homem do jogo – E da eliminatória!"

Bello: PSV...

Vermelhão: Um zero que deu milhões...!!!

PSV 0 - 0 Benfica


Até podemos concluir que todas as estradas vão dar à Champions, mas o Benfica tem este mau hábito de escolher quase sempre a mais complicada para lá chegar... É fácil admitir que o sofrimento foi muito, só com o último apito fiquei descansado, mas depois daquele momento à Bryan Ruiz, a fezada era grande!!! Durante a partida, também recordei a meia-final da Liga Europa em Turim...!!!

É difícil analisar este jogo, sem olhar para  o resultado, a estratégia do Benfica inicial foi a previsível, era fácil verificar que este PSV era quase exclusivamente perigoso em situações de bola nas costas dos nossos defesas, em velocidade, em grandes correrias, portanto o Benfica ia sempre jogar com as linhas mais recuadas... Aliás a entrada do Adel serviu exactamente para isso: 'encaixar' no meio-campo do PSV defensivamente, e com a bola nos pés, ter um jogador com capacidade de levar a bola para a frente... E inicialmente, as coisas estavam a correr bem, com o Benfica a 'adormecer' o jogo e a ser perigoso quando se aproximava da área adversária...
Mas após a expulsão tudo mudou... A equipa recuou ainda mais, e ficou sem capacidade de sair em contra-ataque! Se defensivamente, as coisas nem ficaram 'muito piores' porque o espaço ainda ficou mais escasso, e isso para o PSV foi fatal... ofensivamente, perdemos a ligação ao Roman...
Eu fiquei irritadíssimo com o 'atraso' na substituição do Vertonghen, mas se calhar as indicações era que o Belga não iria aguentar 60 minutos... Mas tirando aquela recepção desastrosa do Morato, que acabou no tal momento Bryan Ruiz, estivemos muito concentrados... E quando 'quase' tudo falhou, esteve lá o muro Odysseas!!!


A azia monumental na TVI com o não-elogio do Jesus ao Odysseas é o típico da nossa descomunicação social desportiva Tuga, o estranho mesmo foram os elogios no mesmo canal à estratégia do Benfica!
É óbvio que o Odysseas foi o homem da eliminatória e o MVP de hoje... mas isso nada contraria o elogio que o Jesus fez ao Morato, só quem tiver má-fé pode ler no elogio ao Morato, uma crítica do Jesus ao Odysseas!
O outro grande jogador esta noite, na minha opinião foi o Weigl... tantas vezes criticado! Grimaldo e Otamendi também em grande...
Nota para jogadores como o Gilberto e o Rafa, a jogarem em lugares diferentes daquilo que estão habituados...

Os adeptos holandeses andam a imitar os piores exemplos dos outros... na última visita do Ajax a Lisboa houve muitos problemas, e agora os do PSV resolveram atirar fora-de-artificio a meio da noite junto do Hotel do Benfica! O que eles desconheciam é que o Benfica já está mais que calejado para este tipo de situações...!!! Espero que não tenham gasto o fogo todo, para as próximas eliminatórias da Liga Europa!

A ausência do Pizzi não foi 'por acaso', suspeito que com a chegada do Radonjic, o trasmontano vai jogar menos...
Atenção, aos últimos dias do Mercado, com esta qualificação, vamos ter outra margem de manobra nas vendas, e será mais 'fácil' convencer potenciais jogadores a mudarem-se para uma equipa na Champions. Suspeito que vamos ter muitas alterações nos últimos dias...!!!

Os Potes para o Sorteio só amanhã ficarão definidos, nós vamos ficar no Pote 3, mas o Pote 4 ainda está em aberto... Nos Potes 1 e 2 só o Lille destoa (não podemos emparelhar com a Lagartada - o Villarreal não sendo imbatível também não é nada fácil...), de resto são quase todos tubarões... O mais importante foi garantir o acesso ao encaixe financeiro, e um calendário igual aos nossos principais adversários, e evitar andar a jogar às Quintas para a Liga Europa! Desportivamente, as equipas portuguesas só com Sorteios muito favoráveis podem ter grandes objectivos na Champions, a qualificação para os Oitavos será para já, a única meta razoável...

Mas agora a 'grande final' da Champions é no Domingo, contra o Tondela, e se a festa que se ouviu no balneário durante as entrevistas aos jogadores é merecida, a concentração tem que regressar... Além da descompressão mental que pode acontecer após o jogo de hoje, o cansaço nas pernas em muitos jogadores é perigoso, principalmente na defesa, onde a rotação tem sido reduzida... o único que está 'fresco' é mesmo o Veríssimo!!!