Últimas indefectivações

domingo, 28 de março de 2021

1.ª Taça da Liga

Nun'Àlvares 2 - 4 Benfica

Mais um Caneco, para as nossas meninas, que mesmo jogando contra obstáculos artificiais, não facilitam!
Temos plantel inclusive para rodar mais o plantel, mas torna-se difícil quando o marcador não ganha a dimensão que deveria!
Parabéns a toda a secção...

Diferença na baliza...

Sporting 6 - 2 Benfica

Fizemos uma boa primeira parte, o 2-0 ao intervalo foi bastante injusto, mas aquilo que conta são as bolas dentro da baliza, e enquanto as ausências dos nossos dois principais guarda-redes se fizeram sentir, do outro lado o Guita fez toda a diferença!
No 2.º tempo, em desvantagem não conseguimos ser 'equilibrados' na procura do golo e com o passar do tempo, o cansaço foi aumentando! Uma coisa é ter um jogo a meio da época, com muitas ausências, outra coisa é fazer 3 jogos em menos de 72 horas, sem vários jogadores da rotação, obrigando aos que 'sobram' um esforço extra, ainda por cima com os nossos dois melhores 'marcadores' neste tipo de jogo, de fora... (o Fits já provou que contra adversários mais complicados, marca pouco...)!
O mais importante até ao final da época, é mesmo a recuperação dos lesionados... e vamos ver se mais ninguém se magoa!

3 pontos...

Braga 0 - 1 Benfica

Resultado 'esquisito' para o Hóquei, mas deu para somar os 3 pontos! Num jogo, mais uma vez, abaixo do nosso potencial, mas desta vez acabámos por nos 'safar' de mais um desaire com o Pedrão a intimidar nas bolas paradas já na recta final (então aquela 15.ª falta...!!!), em mais uma daquelas arbitragens manhosas, tão típicas desta modalidade!

Mau jogo...

Benfica B 0 - 1 Cova da Piedade


Provavelmente o pior jogo da 'era-Veríssimo'... Estamos a chegar à parte final do campeonato, onde os 'piores' adversários, são muitas vezes aqueles que lutam pela sobrevivência... os jogadores têm que perceber que os jogos ganham-se dentro do campo!!!

SL Benfica | A estabilidade assenta no número três


"O SL Benfica de Jorge Jesus tem adotado, ao longo da temporada, um sistema defensivo de 4x4x2, sistema tático bem caraterístico do técnico natural da Amadora. Para além de ser o esquema preferido de Jesus, foi o esquema utilizado durante praticamente toda a primeira metade da temporada, sendo que Vertonghen e Otamendi ocupavam os lugares de defesas-centrais sem qualquer dúvida. Contudo, isto viria a mudar.
No pretérito defeso, o SL Benfica emprestou Ferro ao Valência CF e fez regressar Todibo ao FC Barcelona, que depois o emprestou, novamente, ao OGC Nice. Ferro é uma sombra daquilo que já mostrou ser e Todibo, à conta de lesões, nunca teve uma verdadeira oportunidade para se mostrar de águia ao peito.
No plantel encarnado e mais propriamente no eixo da defensiva surgiam nomes como Otamendi, Vertonghen, Jardel e Morato. Ainda assim, o SL Benfica achou por bem reforçar este setor e contratou Lucas Veríssimo ao Santos FC por 6,5 milhões de euros.
Com a contratação de Veríssimo, o sistema de três centrais tornou-se numa realidade, aliás, até foi assim frente ao Sporting Clube de Braga, em jogo a contar para a Primeira Liga, que o SL Benfica venceu por duas bolas a zero.
A verdade é que um sistema com três defesas pode ser a melhor opção para o SL Benfica nesta altura. Vertonghen e Otamendi serão os “patrões” da defesa, enquanto Lucas Veríssimo será o central que, por ter uma técnica mais apurada e facilidade em sair com bola controlada, será um distribuidor de jogo de primeira instância, ou seja, funcionará como um central construtor de jogo.
Para as laterais, Diogo Gonçalves (direita) e Grimaldo (esquerda) são os nomes que se perfilam para assumir as respetivas posições. Cervi, Nuno Tavares e Gilberto são as restantes opções para desempenhar estas funções.
Pessoalmente sou adepto de uma defesa a três com capacidade em sair a jogar, até porque isto confere mais liberdade tanto para se jogar pelas linhas com laterais mais subidos no terreno de jogo, como possibilita que hajam mais jogadores no corredor central. Com três centrais, os médios não têm de recuar no terreno, fazendo com que a equipa se mantenha equilibrada, especialmente na zona central. 
 Outra vantagem desta tática é que acaba por limitar as opções aos adversários, uma vez que acaba por cortar, quase por completo, a possibilidade de jogarem entrelinhas, obrigando a equipa contrária a canalizar o seu jogo para as laterais, onde é mais fácil de controlar.
Um dos grandes problemas deste SL Benfica nesta temporada são as transições defensivas e, com a aposta neste 3x5x2, Jorge Jesus disfarça aquela que era uma das maiores debilidades desta equipa ao colocar mais jogadores no centro do jogo, disfarçando lacunas de jogadores como Taarabt e até mesmo Pizzi que, por serem mais “ousados”, acabam por expor a equipa a perdas de bola em zonas comprometedoras do terreno.
Assim, uma aposta num esquema tático com três centrais parece-me ser uma realidade deste SL Benfica que tem, certamente, jogadores capazes de desempenhar na perfeição aquilo que Jorge Jesus pretende."

Uma Semana do Melhor...

Na raça...!!!

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
28-26, 25-15, 28-26

Era importantíssimo vencer este primeiro jogo da Final, para chegar aos Açores, com uma vantagem anímica... Vencer, por 3-0, ainda foi mais importante, e o facto de em dois dos Set's fomos obrigados a ir às vantagens - em ambos os casos fomos obrigados a recuperar na recta final -, ainda reforça mais a importância da nossa prestação! Ainda por cima sem o Rapha, o nosso melhor jogador...

Agora, temos tudo para fechar a Final em 3 jogos, mas na Terceira, as arbitragens costumam dar um empurrãozinho, espero que para estes jogos da Final, as nomeações não sejam as habituais!!! Incluindo os Juízes de Linha...!!!

Na Final...

Benfica 2 - 0 Modicus

Mais uma vitória complicada, com um 0-0 ao intervalo, num jogo que ficou marcado, por mais uma lesão que muito provavelmente vai retirar o Arthur da Final de amanhã!



PS: As nossas meninas do Futsal, na mesma competição, qualificaram-se também para a Final da Taça da Liga! Mesmo com os apitos a tentarem constantemente equilibrar aquilo que é naturalmente desequilibrado, as nossas meninas continuam a golear!!!

Vitória em Oliveira de Azeméis...

Oliveirense 84 - 105 Benfica
22-29, 18-18, 19-32, 25-26

Vingança, após a derrota copiosa para a Liga a semana passada, vitória e qualificação no mesmo pavilhão, contra o mesmo adversário, para a Final-Four da Taça de Portugal! Quando os Triplos entram, é tudo mais fácil...!!!

Mais uma vitória...

Benfica 27 - 20 Avanca
(15-12)

Mais uma daquelas vitórias q.b., tão habituais na presente época...

sábado, 27 de março de 2021

Vitória curta...

Benfica 1 - 0 Albergaria


Não jogámos bem, mesmo antes da expulsão da Seiça, estávamos com dificuldades... e com menos uma, o susto ainda foi maior!!!

Parabéns, Artur Santos!


"Hoje assinalamos o 90.º aniversário de Artur Santos, nosso antigo jogador e presidente do Sport Saudade e Benfica.
Artur é Benfica. Elogia-lhe, quem o viu jogar, o voluntarismo, a abnegação, a intrepidez, a capacidade de sacrifício e o espírito de missão, sobretudo na hora de impedir as investidas adversárias. Um dia chamaram-lhe a "Muralha Benfiquista", epíteto que tão bem lhe assentou e pelo qual é ainda lembrado passadas décadas de ter pendurado as chuteiras.
Natural de Paço de Arcos, nos arredores de Lisboa, chegou ainda adolescente ao Clube. Em 1949/50, a época da conquista benfiquista da Taça Latina, jogou ocasionalmente na equipa de honra, notabilizando-se como titular pela equipa das reservas. Na época seguinte passou a ser utilizado regularmente na defesa liderada por Félix e ganhou o estatuto de titular indiscutível em 1951/52, que manteve, à exceção de 1957/58, até à penúltima temporada de águia ao peito. 1960/61 haveria de ser de despedida de Artur, após uma brilhante carreira recheada de títulos.
Representou a equipa de honra em 382 ocasiões (286 em competições oficiais), distribuídas por 12 épocas, capitaneando-a 70 vezes. Começou por alinhar maioritariamente à direita da defesa, com algumas incursões pela esquerda quando necessário. Com a chegada de Otto Glória, em 1954, estabeleceu-se ao centro da linha defensiva, tendo regressado por vezes à direita, nomeadamente na derradeira temporada.
Ajudou o Clube a sagrar-se campeão nacional na época de estreia do saudoso treinador brasileiro, em 1954/55. Viria a ser campeão novamente em 1957, 1960 e 1961, as duas últimas vezes já sob as ordens de Béla Guttmann. Contribuiu ainda para a conquista de cinco Taças de Portugal (1951; 1952; 1953; 1955 e 1959 – não foi utilizado no percurso vitorioso em 1956/57). E fez parte, como capitão de equipa, da memorável campanha europeia culminada com José Águas a erguer em Berna, pela primeira vez na história do clube, o troféu da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Mereceu do Clube a festa de despedida após terminar a carreira de futebolista (partida amigável com o La Chaux de Fonds, da Suíça, em outubro de 1961) e continuou a servir o Benfica enquanto técnico nas camadas jovens. Prosseguiu com a carreira de treinador noutras paragens até que regressou ao Clube, que nunca havia abandonado enquanto adepto e associado, para tão bem o representar através do Sport Lisboa e Saudade, hoje denominado Sport Saudade e Benfica, o bastião das glórias "encarnadas" e da mística benfiquista.
Não obstante a provecta idade, impressiona todos os que têm a honra e o privilégio de o conhecer pela jovialidade, simpatia e disponibilidade para servir o Sport Lisboa e Benfica. O Presidente Luís Filipe Vieira, na mensagem de parabéns que lhe dirigiu, fez questão de sublinhar isso mesmo: "Felicito o Artur Santos pela celebração de tão bonita idade mantendo o espírito e entusiasmo de um jovem. O Artur é uma referência do nosso Clube, dedicando uma vida a servi-lo, não só como jogador e capitão, mas também na dinamização do Saudade, verdadeiro espaço de vivência da mística benfiquista." 
 Parabéns, Artur Santos! Que continuemos por muitos anos a ter a oportunidade de o podermos felicitar e agradecer por tudo o que representa no nosso Benfica.

P.S.: Está também de parabéns outra enorme glória do Benfica, Vítor Martins, a quem damos os parabéns pelo 71.º aniversário e manifestamos a nossa amizade. O Vítor Martins como o Artur Santos são dois obreiros da mística benfiquista. Obrigado!"

Benfica News, in SL Benfica

SL Benfica | Os 5 nomes que estão prontos para subir à equipa principal


"Apesar de, numa equipa B, os resultados não serem uma prioridade, a “segunda equipa” do SL Benfica tem realizado uma temporada sólida na Segunda Liga. Independentemente de já terem passado por uma mudança de treinador, com Renato Paiva a ser substituído pelo regressado Nelson Veríssimo, a formação secundária das “águias” tem potenciado vários jogadores e, como tal, é natural que se comece a especular que determinados jogadores possam dar o salto para a equipa A. Como tal, selecionei cinco jogadores que considero mais preparados para darem o salto, tendo em conta a experiência e maturidade, as suas qualidades e o seu desempenho individual.

1. Mile Svilar – Depois de ter sido muito pouco utilizado nas suas duas primeiras épocas de águia ao peito, estagnando o seu crescimento, Svilar começou a jogar na equipa B, tendo assim a utilização regular de que necessitava para evoluir. O guarda-redes internacional jovem pela Bélgica tem-se mostrado bastante mais seguro e consistente, crescendo sobretudo na abordagem aos lances e no posicionamento entre os postes. Dadas as alterações que têm havido na baliza da equipa A, acredito que Svilar possa vir a assumir a titularidade da mesma na próxima época.

2. Morato – A cumprir a segunda época de águia ao peito, Morato rapidamente mostrou que é um dos defesas-centrais mais promissores do futebol mundial, demonstrando uma capacidade acima da média, tanto a nível físico, como a nível técnico. No entanto, tinha claras lacunas a nível do posicionamento em organização defensiva e do controlo de profundidade, lacunas típicas de um defesa vindo do futebol sul-americano. Aos poucos, o central brasileiro tem aprimorado as suas lacunas enquanto jogador e a Segunda Liga já começa a ser curta para ele.

3. Paulo Bernardo – Renato Paiva já disse, em entrevista, que considerava Paulo Bernardo como o jogador da equipa B encarnada com maior potencial. Embora se encontre a recuperar de lesão, Paulo Bernardo é um dos indiscutíveis da equipa B e, apesar de ainda ter idade de júnior, rapidamente se tem adaptado às exigências e à realidade da Segunda Liga. Paulo Bernardo é um médio completo com e sem bola, demonstrando capacidade para pensar o jogo e para definir os momentos de pressão. Destaca-se também a sua reação à perda da posse de bola, a sua qualidade de passe e também, embora que em crescendo, a sua finalização.

4. Ilija Vukotic – No seu terceiro ano de sénior, Vukotic tem sido um dos jogadores mais utilizados pelo SL Benfica B na Segunda Liga. Podendo tanto jogar na posição de “6” como de “8”, o médio montenegrino tem características físicas e técnicas que, a meu entender, cumprem os padrões de Jorge Jesus para o meio-campo. Dono de um pé esquerdo bastante dotado, Vukotic tem qualidade a nível de passe e drible, uma boa capacidade de chegada à área e é também um bom executante de lances de bola parada.

5. Henrique Araújo – Ainda com idade de júnior, Henrique Araújo já se assumiu como titular da equipa B, mostrando potencialidades para se vir a tornar um avançado de referência no futebol mundial. Para além da veia goleadora, o ponta-de-lança madeirense também mostra uma inteligência ímpar a movimentar-se em campo, uma grande capacidade para jogar em apoio e na profundidade e define o timing de desmarcação como poucos. Leva oito golos em 19 jogos pelo SL Benfica B."

Memória: 2003/04

As estruturas, o homem a homem e a coerência



"Vemos ressurgir o Chelsea e percebemos o dedo de Tuchel, do mesmo modo que assistimos ao brilho intenso de um City refeito por Guardiola ou reconhecemos também depressa que o novo Sporting tem a impressão digital de Amorim, daquelas marcadas a tinta como nos velhos bilhetes de identidade. Mas, ao mesmo tempo, assistimos à ressurreição do Barcelona sem que haja propriamente uma “ideia Koeman”, como ainda nos surpreendemos, tantos anos depois, com uma espécie de paradoxo que são as “oscilações regulares” do Real de Zidane, percursoras dos entusiasmos fugazes com o Man United de Solskjaer. O futebol vai sempre viver assim, algures entre uma ideia que congrega jogadores e grupos de jogadores que sustentam uma ideia. Mas aqui há ovo e galinha, bem distintos, que houve grupos de jogadores desde o proto-futebol e só décadas depois se percebeu a intenção de os ligar num compromisso tático, o que melhorou o jogo.
Vem isto a propósito de dois debates recentes, porque me parece que pelo menos os enquadra, se é que não os anula: o das alterações estruturais – em que as variantes com defesa a 3 são a novidade velha (estou em definitivo dado a contradições) - ou do resgate da marcação ao homem, em boa parte reforçada a partir da alteração legal que autoriza a bola a ser tocada no interior da área após o pontapé de baliza. Foi o detonador para que muitas equipas, mesmo algumas que não têm qualquer intenção de pressionar propriamente, se apressem a condicionar individualmente o rival, mais não seja para o manter mais tempo distante da própria baliza.
A estrutura de três atrás (ou cinco, depende dos momentos), tem óbvias vantagens, seja na proteção que dá aos médios ou na liberdade ofensiva que pode garantir aos laterais/alas, algo claramente visível no actual Sporting, e que fez disparar o rendimento e cotação de Porro, Nuno Mendes ou Palhinha, e nalguns jogos recentes do Benfica, idem para Diogo Gonçalves, Grimaldo, e sobretudo a dupla Weigl/Taarabt de quem deixaram de se questionar as fragilidades defensivas. Não deixa, no entanto, de representar, por regra, a supressão de uma unidade ofensiva, o que obviamente retira soluções em posse. Claro que a qualidade ofensiva dependerá sempre do perfil desses laterais/alas (e dos médios), se de origem defensiva – o mais comum – ou com trajeto de atacantes, como nos modelos de inspiração “cruyffiana”.
A questão da marcação ao homem é mais complexa, até porque sempre existiu e não desaparecerá, pelo menos em alguns momentos do jogo. Já a opção de a colocar como prioridade defensiva, como volta a ocorrer e com particular frequência no futebol italiano, pode criar uma nova dificuldade às equipas de iniciativa, que mesmo circulando bem a bola, ligando e variando os corredores, raramente encontram espaço livre de opositores (que se movimentam em função dos rivais e não da posição da bola, e por isso estarão onde eles estão), mas não deixa de condicionar, e sempre, as próprias opções ofensivas. É que se cada jogada ofensiva (dessa equipa que defende prioritariamente HxH) se inicia com posicionamentos resultantes dos movimentos do rival, dificilmente será possível um processo de construção e criação ordenado e, na decorrência, um critério ofensivo cumprido com eficácia constante. 
Em síntese, a estrutura de 3 (ou 5) defesas, tanto pode ser útil como absurda, que o essencial é ter em conta a intenção tática e o perfil dos jogadores que a servem – desde logo, convém que haja 3 centrais de qualidade, senão mais vale não abdicar do jogador ofensivo que se retira – porque que as estruturas em si não são boas nem más, e serão sempre mais eficazes quanto mais permitirem que os jogadores exibam o que têm de bom e sejam protegidos das fragilidades. Já a eternização do condicionamento (natural) na altura do pontapé de baliza em sucessivas ações de marcação individual não me parece que garanta grandes ganhos, sobretudo em equipas que pretendem o protagonismo no jogo, seja porque coletivamente promove uma anarquia tática que contrária à confiança numa ideia de jogo própria, pensada e trabalhada, seja porque individualmente, e como nos ensinou já há uns 70 anos o mestre Viktor Maslov, um dos pais autênticos do futebol moderno, quase oprime moralmente o jogador que tem de a fazer. No limite, o melhor jogo nunca será nem o das ideias que castram jogadores, nem o da anarquia que desfavorece até os maiores craques. O caminho certo será sempre o da coerência entre as ideias e os jogadores. Se puderem ser dos melhores – ideia e jogadores- como no City, a consagração pode ser retumbante. Mas se houver pelo menos coerência, o sucesso também fica mais perto, como tem acontecido no Sporting."

Já se vê uma luz ao fundo do túnel


"Portugal conseguiu recentemente um enorme reconhecimento internacional nas mais diversas modalidades: foram os Europeus de Pista Coberta de Atletismo, foi o Campeonato do Mundo de Vela da classe 470, foi a qualificação histórica da seleção masculina de Andebol para uns Jogos Olímpicos - só para destacar os mais recentes, porque existiram ao longo deste último ciclo muitos mais honrosos resultados na Canoagem, Ciclismo, Equestre, Ginástica, Judo, Natação, Skate, Surf, Taekwondo, Ténis, Ténis de Mesa, nos Tiros e no Triatlo.
E o que têm todas estas modalidades em comum? Têm atletas integrados no Programa de Preparação Olímpica – Projeto Tóquio 2020.
Este Programa de Preparação Olímpica tem por objeto assegurar as condições de preparação para os Jogos Olímpicos, designadamente através da atribuição de bolsas aos atletas e treinadores integrados no Projeto Tóquio 2020, bem como a concessão de verbas às Federações, consignadas à preparação e participação competitiva dos atletas integrados no Projeto Tóquio 2020.
Face ao adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 para 2021 foram necessárias medidas extraordinárias de gestão da sustentabilidade do Programa de Preparação Olímpica, com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia e proporcionar a possível tranquilidade na preparação dos atletas. 
Tais medidas passaram pela manutenção dos valores comprometidos para o Apoio à Preparação durante o ano de 2020; pelo prolongamento automático, até à nova data dos Jogos Olímpicos, das integrações dos atletas qualificados; pela manutenção dos níveis de todos os atletas integrados no Projeto Tóquio que continuam com possibilidades de qualificação até ser possível a normal realização dos quadros competitivos nas diferentes modalidades; pela manutenção das bolsas de atletas e de treinadores de acordo com os princípios anteriormente apresentados e, com a ausência e indefinição do quadro competitivo, pela solicitação às Federações de adotarem uma gestão responsável dos recursos disponibilizados ao longo do ano passado, cumprida com elevada distinção, na perspetiva de garantir as melhores condições de apoio ao processo de qualificação, que retomou somente no último trimestre do ano passado.
É certo que todas estas medidas ajudaram o topo da pirâmide do movimento desportivo, mas e muito bem expressado na carta aberta ao Primeiro-Ministro subscrita por um grupo de atletas de elite, a importância da Atividade Física e do Desporto não se resume às prestações desportivas de um grupo de Atletas.
Felizmente, a acompanhar as medidas gerais de desconfinamento foi anunciado o regresso gradual do desporto de formação e, reconhecendo a necessidade de medidas extraordinárias para mitigar as consequências da pandemia no Desporto, uma vitamina de 65 milhões de euros, dos quais 30 milhões a fundo perdido para clubes e associações desportivas, 5 milhões para reabilitação de instalações desportivas e uma linha de crédito de 30 milhões para as Federações dotadas de utilidade pública desportiva. 
Já se vê uma luz ao fundo do túnel! Mas a capacidade de alcançá-la dependerá não só da concretização dos apoios anunciados, da burocracia e critérios de acesso, como também da capacidade dos clubes, associações e federações em construírem alicerces que sustentem o topo da pirâmide do movimento desportivo. Porque as dívidas contraídas para recuperar hoje precisarão de ser pagas amanhã, e por mais sólido que seja o telhado todas as casas acabam por desmoronar se não tiverem bases sustentáveis.
Por fim, assinalo que ontem teve início o percurso da Tocha Olímpica pelo Japão, na sua viagem de 121 dias pelas 47 prefeituras do país que de 23 de julho a 8 de agosto vai receber os Jogos Olímpicos.
“Os sonhos são para serem vividos”"

sexta-feira, 26 de março de 2021

Vitoria em Sines...

Leões 1 - 4 Benfica

Não foi fácil, não jogámos o nosso melhor, mas numa partida muito física, conseguimos o mais importante: a qualificação para as meias-finais!

Destaco o regresso do Henmi, algo que será importante para a rotação, pois fazer 3 jogos, em 3 dias não é fácil... e com as ausências do Tayebi e do Jacaré (além dos guarda-redes) todos são precisos para marcar golos!!!

Como não podia deixar de ser, mais um jogo contra os Leões de Porto Salvo, e mais uma demonstração dum ódio visceral ao Benfica! Não se compreende, como alguns vão ficando mais velhos, mas não mudam nada... pelo contrário! A azia no final foi descomunal e aparentemente até tivemos sorte não haver mais um jogador do Benfica na lista de lesionados... Inacreditável!

Amanhã temos a meia-final com o Modicus!

Agenda...

Em busca de dois troféus


"Neste fim de semana os holofotes estão direcionados para o futsal, em que as nossas equipas masculina e feminina disputam, em Sines, a Taça da Liga.
Nos homens, o adversário, nos quartos de final, é o Leões de Porto Salvo, com partida agendada para hoje, às 21h00. Caso vençamos, defrontaremos o Modicus, que ontem bateu o Viseu 2001, no sábado, também às 21h00. A final da competição será realizada no domingo. Esta é a sexta edição da prova, tendo as últimas três sido conquistadas pelo nosso Benfica.
Nas mulheres, a nossa equipa pretende dar continuidade ao pleno de triunfos conseguido na presente temporada e, assim, conquistar mais um troféu. O jogo das meias-finais será disputado amanhã, às 13h30, com o Santa Luzia, e a final será realizada no domingo frente ao vencedor do encontro entre Nun'Álvares e Quinta dos Lombos.
Também a nossa equipa masculina de voleibol terá um desafio importantíssimo no sábado, às 19h00, na Luz. Depois do brilhante desempenho ante o Sporting, eliminando os leões em apenas três jogos nas meias-finais do play-off do Campeonato Nacional, o nosso opositor na final trata-se da Fonte do Bastardo.
Esta é uma reedição das finais de 2011, 2014 e 2015 e 2016, com dois triunfos para cada lado. Ao longo da época tem predominado o equilíbrio entre as equipas. Nos quatro encontros, vencemos dois e perdemos dois, todos os resultados se cifraram em 3-1. Após o primeiro jogo, seguir-se-ão dois nos Açores no próximo fim de semana. Caso sejam necessários, o quarto encontro será na Luz e o quinto de novo na Ilha Terceira.
No basquetebol haverá igualmente um jogo decisivo. Será com a Oliveirense, em Oliveira de Azeméis, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal (sábado, 18h30).
Haverá ainda muito mais Benfica para ver e apoiar. No futebol, a equipa B jogará com o Cova da Piedade (domingo, 16h00) e a equipa feminina receberá o Clube Albergaria (sábado às 15h00). No andebol (sábado, 15h00) seremos anfitriões do AA Avanca. No hóquei teremos a deslocação ao reduto do HC Braga (domingo, 15h00). E finalmente, as nossas hoquistas defrontarão o CA Feira na Luz (domingo, 18h00) e as nossas basquetebolistas terão uma jornada dupla: sábado em Guimarães, frente ao Vitória (15h00), e domingo, no Barreiro, ante o Galitos (15h00).
Força, Benfica!

P.S.: Apesar da insistência do jornal "Record", o Sport Lisboa e Benfica reitera que não estão em curso quaisquer negociações para a contratação de Diego Costa. O foco da estrutura profissional de futebol está unicamente direcionado para vencer as remanescentes 10 partidas do Campeonato e a final da Taça de Portugal."

Prejudicados


"O recorde já fora estabelecido ao completarmos as primeiras 20 jornadas do campeonato sem qualquer grande penalidade assinalada a nosso favor. Desde então continuamos sem penáltis, apesar de, por duas vezes, graças ao VAR, os festejos pelo protopenálti inédito se terem revelado extemporâneos.
O Benfica tem razões de queixa neste domínio, embora estes dois últimos casos não devam ser acrescentados ao rol da crítica. Aceita-se ambas as decisões, e a honestidade intelectual é uma marca do benfiquismo. Não clamamos, sem razão para tal como outros fazem, por isto ou aquilo da arbitragem. No entanto, não podemos, verificando-se uma óbvia tendência de prejuízo à verdade desportiva, 'comer e calar', como diz o povo.
Objectivamente, temos sido prejudicados ao longo da época. Bastaria, por exemplo, que tivessem sido assinalados os penáltis evidentes em Moreira de Cónegos, Faro e na Luz, com o V. Guimarães, para que, se concretizados, estivéssemos agora a 7 pontos da liderança. E outros casos houve anteriormente.
Julgo que se deve aceitar o erro no futebol, mesmo com a utilização do VAR. O que é inadmissível, porém, são os erros tendenciosos. Em 2020/21, a extrema dificuldade em se assinalar penáltis a favor do Benfica só encontra paralelo na recorrente facilidade com que não concedidos ao FC Porto e na ocasional boa vontade em lances favoráveis ao Sporting.
Claro que o Benfica poderia e deveria ter-se exibido sempre ao nível do que tem feito nas últimas jornadas e fizera na entrada do campeonato, com justa margem de tolerância para o período em que muitos jogadores sofreram de covid e demoraram a recuperar. Mas bastariam boas arbitragens, e a pontuação seria outra, não podendo este facto ser escamoteado."

João Tomaz, in O Benfica