Últimas indefectivações

sexta-feira, 4 de abril de 2025

O susto inesperado chegou à Luz, mas o Benfica das mutações colou-se ao topo da I Liga


"Na receção ao penúltimo Farense, as águias ganharam (3-2) e igualaram o Sporting. Aktürkoğlu brilhou numa noite em que os algarvios ameaçaram sair de Lisboa com pontos

Missão cumprida. O Benfica queria chegar ao Dragão empatado com o Sporting no cume do campeonato e aí está. 27 rondas disputadas por cada rival lisboeta, 65 pontos para águias, 65 para leões.
Missão cumprida com recurso à arma das últimas semanas. Eis o Benfica das mutações, da profundidade do plantel, do grupo de jogadores que permite mexidas constantes e, mesmo assim, manter um nível alto. Em Barcelos atuaram de início Bruma, Belotti e Amdouni. Agora os titulares foram Pavlidis, Di María e Aktürkoğlu. Baralha-se, dá-se de novo, a qualidade não desce. O grego teve um golo e uma assistência, o turco dois golos e uma assistência.
Missão cumprida sem problemas contra o penúltimo. Ups, não, melhor refazer esta parte. Com 2-0 a abrir, perante a visita de quem não vence desde 21 de dezembro de 2024, tudo parecia levar a um suave serão na Luz. Nada disso. Sem muita tensão defensiva, o Benfica pareceu convidar o aflito Farense a acreditar, como quem dá uma oportunidade a um homem que se encaminha para a guilhotina. O resultado prático não se alterou. Se calhar são destas vitórias, obtidas em noites de desconexão, que se fazem os campeões. Ou se calhar são estas desconexões que devem preocupar. Talvez o Dragão ajude a perceber melhor.
O Farense chegava à Luz com toda a urgência de uma equipa que não vencia há 12 jogos e que, nas 10 rondas antes da visita à capital, apenas somou quatro pontos. Tozé Marreco não falou antes do encontro, num silêncio que se enquadra nos sintomas clássicos da patologia conhecida como crise desportiva.
O sentido de urgência levou os algarvios a entrarem na partida como um homem nervoso antes de um primeiro encontro. Apressados, perdendo os timings para intervir, ansiosos, a cabeça a ordenar uma coisa e o corpo a fazer outra. Logo nos segundos iniciais, Artur Jorge e Falcão escorregaram quando se queriam fazer à bola. Era como uma equipa a querer jogar em velocidade 2.0 quando só conseguia atuar em 0.5. Resultado: despiste.
Nessa ânsia de que o date corresse bem, o aflito Farense, na pressa por ir atrás dos pontos, desprotegeu a sua defesa. Aos 23’, os visitantes perdiam por 2-0 e ambos os golos surgiram em contra-ataques das águias.
Primeiro foi Kökçü a lançar a ofensiva. Os leões de Faro acabavam de se esticar em campo, mas a audácia foi paga pela qualidade do Benfica. Com espaço, tudo se simplificou. Kökçü para Pavlidis, Vangelis para Di María, Angel para Aursnes, Fredrik para Aktürkoğlu, Kerem para um feitiço fácil, vindo do primeiro ano de Hogwarts, um remate para a baliza deserta.
O Farense não aprendeu e voltou a agir como o jovem que não sabe como agir no primeiro encontro. Atrapalhado, falando quando era para ficar calado e deixando silêncios constrangedores quando era para falar. Após um canto a favor, os homens de Marreco não conseguiram evitar novo contra-ataque. Trubin lançou Aktürkoğlu, que deu para Pavlidis. Fosse o lance há uns meses e o grego teria agido como o Farense, nervoso, ansioso, desesperado pelo golo. Agora, embalado por 13 festejos desde que 2025 chegou, teve a calma e a precisão para rodar, jogar com o tempo e o espaço e dobrar a vantagem local.
Com uma cómoda vantagem, confiante por receber o penúltimo e a escassos dias de visitar o Dragão, o Benfica pareceu apostado em deixar o relógio correr. Essa calma, essa circulação lenta, até o ambiente calado da Luz, tudo pareceu levar o Farense para um futebol menos precipitado, menos sôfrego. Miguel Menino, em duas ocasiões, obrigou Trubin a boas defesas. E, aos 43’, os minutos de perigo dos algarvios levaram a um justificado 2-1, num canto em que, após cabeceamento de Falcão à barra, Tomás Ribeiro empurrou para reduzir.
O recomeço teve Lage a tirar Renato para colocar Leandro Barreiro. O português não era titular num jogo de campeonato desde setembro de 2023, mas acentuou o seu hábito intermitente: não realiza um encontro completo desde maio de 2023.
Houve uns toques de primeira parte no arranque da segunda. Sem forçar muito, o Benfica aproveitou os espaços do Farense para marcar. Aktürkoğlu trabalhou o início da jogada com arte, num lance em que o panorama ficou tão claro para as águias que a ação parecia uma profecia à espera de se cumprir. Aursnes para Pavlidis, assistência para Aktürkoğlu, 3-1. A profundidade do plantel a dar resultado.
Só que a noite era mesmo de desconexão. O Benfica era o anti-Tomané, era o oposto do atacante do Farense, um velho viajante da bola que, depois de passar pela Sérvia, Turquia ou Chipre está de volta à I Liga, sempre pronto para ganhar duelos, para olhar para o choque antes que para a baliza adversária. O Farense voltaria a reduzir. Quando Rony Lopes marcou, ainda adolescente, pela equipa principal do Manchester City, ninguém esperaria que o canhoto chegasse à Luz, antes de cumprir 30 anos, a atuar pelo 17.º da I Liga. Mas aqui estamos. Aqui está Rony, internacional português, talvez a maior promessa do futebol nacional nascida no fantástico ano de 1995, um canhoto de casa às costas — o Farense é o oitavo emblema que representa desde 2019. Seria Rony, um dos primeiros produtos do Seixal, casa que abandonou enquanto candidato a craque, aos 15 anos, para ir para o City, a apontar o 3-2 aos 63'.
Seguiram-se minutos de dúvida na Luz. Bruno Lage, para tentar contrariar a tentativa adversária de chegar ao 3-3, defendeu-se com três centrais, juntando Carreras a António Silva e Otamendi e deixando a direita para Aursnes e a esquerda para Dahl. O 3-3 pairou como um convidado inesperado na Luz quando, aos 77', Tomané cabeceou para defesa de Trubin.
Os últimos instantes não trouxeram nenhuma oportunidade para a igualdade. O Farense aproximou-se da guilhotina, o Benfica cumpre o guião esperado. Três pontos, oitava jornada seguida a ganhar, Di María sem o quinto amarelo que o impediria de estar no Dragão, Florentino e Tomás Araújo nem na ficha de jogo. Teoricamente, foi tudo perfeito. O susto foi inesperado, mas o Benfica das mutações cumpre a missão de alcançar o Sporting antes de dias de máxima tensão no futebol nacional."

Sofrimento Em Vez de Goleada Mais Três Rumo Ao 39


"Benfica 3 - 2 Farense

De certeza que não sou só eu a achar que o Benfica atravessa o melhor momento da época. Em Barcelos, num campo onde os rivais tropeçaram, voltou a fazer um bom jogo, dominando do princípio ao fim.
O Farense empatou na Luz num dos melhores jogos que fizemos em casa na época passada - lembram-se? Todo o cuidado é pouco.
Bruno Lage voltou a rodar jogadores. É mais um sinal de que a equipa está bem: muda jogadores, mantém o sistema, a produção não cai. E temos o Renato no onze! Carrega BENFIIIICAAAAAAA!!!

VAMOS AO JOGO
06 fdx, que grande jogada! Já tínhamos ameaçado, agora foi a sério: AK-TUR-KO-GLU!!! Está de regresso aos golos e as boas exibições.
15 pressão, eles não saem dali de trás, gosto disto. Aursnes, então, vocês sabem, enche-me as medidas - é a extensão do Lage em campo.
23 PA-VLI-DIIIIIIIIS! Mesmo à ponta-de-lança! Craque, e eu acabadinho de dizer que o grego tinha que marcar hoje. Já está!
25 o Ricardo Velho tem uma estampa física que não é brincadeira. Garantem-me que é portista doente. E então?
30 o Trubin a mostrar que está cá para alguma coisa. Não é só o Ricardo Velho. Bela defesa a sair aos pés do avançado do Farense. A não deixar que o marcador mostrasse injustiça no resultado.
40 Renato numa posição que não é a sua tem estado bem, a simplificar, de primeira, sem grandes correrias, bom regresso. Que seja para continuar.
43 mais uma paragem cerebral na nossa área: dois-um. Acho que abrandámos depois do segundo golo...
54 que jogada do crl! Pavlidis a assistir o Akturkoglu! Estão em grande! Aprecio muito a forma como o Lage tem gerido estes dois: o resultado está à vista.
57 mais outra jogada linda a merecer golo do Aktur. Que jogo do turco! 60 estes árbitros a marcarem faltas não tem descrição. Não há de a liga portuguesa ser a que tem a média mais alta de faltas por jogo da Europa.
63 bom golo deles, indiscutivelmente. Três-dois. Não dá para descansar...
68 tenho insistido nisto e volto a insistir: o que anda a trabalhar e a jogar o Kökcü. Não sejam injustos com ele, sff!
75 cuidado com o Farense...
77 obrigado Trubin! Voltaste a safar isto....
80 é tão fácil marcar faltas contra o Benfica. O jogo a pôr-se a jeito para eles e o Tozé Marreco a meter a carne toda no assador.
90 vá que são só mais 4
90+2 amarelo para o Trubin por queimar tempo. Tudo dito.
90+4 ACABOU! Vamos para o Dragão com 9 pontos de avanço e colados ao Sporting."

Vinte e Um - Como eu vi - Farense...

Visão: Farense...

Terceiro Anel: Farense...

Zero: Ponto Final - João Pica: «Em Viseu, os mais velhos ficaram sem receber para que os outros recebessem»

BI: Farense...

5 minutos: Farense...

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Vermelhão: Brincar com fogo...


Benfica 3 - 2 Farense


Mais um susto, num jogo estranho, onde o Benfica marcou grandes golos em jogadas coletivas, com o cheiro a goleada no ar, mas com o Farense das poucas vezes que se aproximava da baliza do Benfica, a criar sempre perigo ou marcar mesmo!!! O Clássico do próximo Domingo, pesou na cabeça de vários jogadores, foi visível em alguns duelos, quisemos gerir as vantagens demasiado cedo... e quase correu mal!!!

Provavelmente a melhor exibição do Trubin, em jogos internos!!! Tenho sido crítico do nosso guarda-redes, pois muitas vezes passa ao lado das partidas, e não faz a diferença... Na Champions, já fez grandes exibições (mais vezes em acção), na Liga não me recordo... Muito por culpa da ausência do Tino no meio-campo: perdemos capacidade de recuperação... Mas também temos que reconhecer, porque o Farense no último terço, praticamente não tomou uma única decisão errada... Até um simples cruzamento, ia dando golo!!!

Quem esteve mal até aos 75' foi o Lage: apostou em dois jogadores, que neste momento não têm capacidade física para jogar no Benfica! O Renato, bem cedo começou a 'conversar' com a equipa médica na linha lateral...  e se a ideia de recuperar o Di Maria para este final de época, poderia parecer boa, creio que neste momento, o Angelito só será útil jogando os minutos finais das partidas... 

Estranhei o atraso nas substituições, normalmente por volta dos 60' o Lage faz duas substituições, mas hoje esperou pelos 75', e até tomou a decisão correta: mudou para um 433 tradicional, com o Dahl no meio-campo, e recuou o Aursnes para a Lateral Direita, encaixando no esquema adversário de 343, mas demorou demasiado tempo... o golo sofrido aos 63' foi desnecessário, mas esperado... pela forma como o jogo estava a decorrer!

O MVP foi claramente o Akturkoglu, no regresso á esquerda: 2 golos e uma assistência e velocidade... o Ramadão fez-lhe bem! Pavlidis também muito bem... Aursnes novamente sacrificado, mas quase sempre bem, apesar de ter sido 'atacado' nos últimos minutos pelo adversário! Carreras com muitas distrações... mas nos jogos grandes, tem jogado sempre bem...


Arbitragem vergonhosa, escandalosa mesmo! E o penalty nem foi o mais criminoso! Não foi incompetência, não pode, é impossível: falhou sempre a dar a lei da vantagem ao Benfica, sempre que o Benfica mantinha a bola, parou o jogo; aconteceu repetidamente, lances exatamente iguais, separados por segundos, com critérios opostos, sempre em prejuízo do Benfica! Ainda não viu as agressões sobre o Kerem... e numa delas, o Benfica esteve quase a sofrer um golo!


Em relação ao penalty é simples: um VAR que não marca nada, não pode ser árbitro! Estou-me marimbado, se é homem ou mulher! O historial desta anti-Benfiquista fanática no futebol feminino é largo, como árbitra de campo... Sempre com a desculpa de ser complicado decidir ao vivo, sem recurso às imagens! Não marcar este penalty sobre o António, é não conhecer as regras... é não perceber nada de futebol, na melhor das hipóteses!!!


Domingo, no antro da Corrupção, teremos a oportunidade de afundar ainda mais a associação mais corrupta do desporto Mundial! Talvez uma goleada hoje, fosse prejudicial, pois iria dar uma falsa ilusão de facilidades e de favoritismo, nos jogadores e principalmente nos adeptos! Independentemente da diferença na qualidade individual e coletiva das equipas, será sempre o jogo  mais difícil da época! E se fora das quatro linhas já estamos habituados ao Circo, mesmo no jogo jogado, o esquema dos 3 Centrais do adversário, tem criado muitas dificuldades ao Benfica, principalmente na marcação das Laterais... O Lage vai ter que decidir, levar o esquema mais comum do Benfica, ou o 433 que acabou o jogo de hoje... Ainda bem que eu não sou o treinador!


Se matematicamente, o jogo não é decisivo... em termos de motivação, pode ser! A pressão de ficar a 3 pontos dos Lagartos, na visita a Guimarães por exemplo, será sempre muito complicada de gerir! Já para não falar na pressão que iremos colocar no outro lado, em caso de vitória! O Sporting, está a ganhar jogo atrás de jogo, com apitos vergonhosos, porque não conseguem ganhar normalmente... e ainda não tiveram a correr atrás do prejuízo (a excepção foi o derby da 1.ª volta)!


Acredito que o Tomás e o Tino vão ser titulares, o Barreiro e o Dahl deverão ser os primeiros a sair do banco... Tenho dúvidas, nas Alas, com o Aktur em grande forma na esquerda, quem devia ser adaptado na direita, deveria ser o Bruma ou o Andreas, mas... Carrega, Benfica...

Mal menor...


Benfica 2 - 2 Sporting


Tentámos sempre jogar futebol, mas a Lagartada com duas 'bolas paradas' cheias de carambolas, acabou por chegar ao intervalo a vencer 0-2, sem saber ler nem escrever!!!
Soubemos reagir, nem sempre com cabeça, mas não desistimos! E aos 94' conseguimos empatar... numa jogada onde o defesa Lagarto, mergulhou para a piscina, mais uma vez, mas desta o apito não foi na conversa!!!

Contas certas para a reta final


"E pronto. Contas finalmente acertadas e tudo a postos para uma reta final matematicamente a quatro mas provavelmente a dois.
Conseguida uma vitória clara em Barcelos com um início convincente, com as dúvidas quanto ao resultado cedo diluídas pelo primeiro golo obtido por Aursnes. Um bem precioso para a equipa é o que tem sido o jogador norueguês, trabalhando com qualidade, elegância e o altruísmo com que normalmente oferece o palco aos seus parceiros. Este jogo deixa no ar o que a maior chegada à área de Aursnes pode eventualmente trazer.
Quando se joga com um ponta de lança, a entrada dos médios na área ganha mais sentido e importância. Na primeira oportunidade do jogo é ele o protagonista e o decisivo golo inicial é também da sua autoria.
À habitual discrição e simplicidade eficaz, junta a intervenção direta no resultado, sempre mais valorizada. Tem funcionado bem a sua parceria com Amdouni entre a direita e o meio do ataque. Araújo é o terceiro homem do mesmo lado, cumprindo a sua tarefa mas sem os argumentos ofensivos de um verdadeiro lateral. Foi, entretanto do lado oposto, que se construiu o golo inaugural, pela qualidade de passe de Carreras e pelo talento de Bruma. É a diferença de características dos seus laterais que determina a maior predominância ofensiva do Benfica pela esquerda.
Quanto ao ataque, feliz do treinador que tem ao seu dispor tanta opção e qualidade. Seis utilizados desta vez e ainda Cabral e Schjelderup de fora. Uma fartura complicada de escolher...
Destaques positivos igualmente para o regresso de Di María e para a incrível frescura do invencível Otamendi. Também Belloti a merecer marcar e o à vontade de Dahl, onde quer que jogue repete-se. Por outro lado, com a muita rodagem já adquirida, já se espera outra maturidade de António Silva. Quanto a Florentino e de acordo com as suas características, recuperar e entregar fácil deve ser a prioridade. Quanto aos seus desarmes em queda dão normalmente cartão, como foi o caso e sem necessidade, que o colocam em risco para o próximo clássico.
Agora, o que esperar de Lage para o jogo com o Farense? O onze que defrontará o Porto ou as alternativas que tão bem têm respondido?

Importância lateral ou central
Em relação a Tomás Araújo, é no momento talvez o mais importante jogador da equipa do Benfica dado o contexto do plantel, sendo ao mesmo tempo a principal incógnita. Detém o favoritismo para a lateral direita, embora sem as valências ofensivas de um lateral normal.
Acumula simultaneamente a condição de opção principal para o centro da defesa, o seu lugar favorito, e para o qual possui mais específicas qualidades. Para que estes dois cenários estratégicos se considerem, há uma limitação física para gerir, que não tem sido simples. O último exemplo aconteceu em Barcelos, está na ordem do dia e na preocupação do staff responsável.
A preocupação com a gestão física do atleta é visível, mas a substituição forçada não foi um bom sinal. De reserva, o Benfica tem Leandro, um jovem de qualidade mas que penso ainda impreparado, e Bajrami, outro novato ainda pouco testado.

Mãos atadas
Reafirmo o meu completo desacordo com o atual critério arbitral que coleciona penáltis, por toques ridículos com o braço.
Assinalar um penálti deveria corresponder, como antes, a uma falta grave que justificasse um castigo máximo.
Não está em causa nem clubes, nem quem beneficia ou sofre grande penalidade, que alimenta a discussão favorita e cansativa dos adeptos. Na Amoreira, foram só mais dois exemplos de casualidade, um para cada lado, que dão origem ao mais duro dos castigos, para os infratores (?) e respetivas equipas. Queremos jogadores ou matraquilhos de braços colados?

Mais simples não há
O Milan é um clube histórico sobre o qual também recai a atenção dos nossos adeptos. A equipa técnica é portuguesa e do plantel fazem parte Rafael Leão e João Félix, dupla de internacionais da nossa seleção, que curiosamente disputam um lugar no onze. As coisas não estão fáceis por lá e recentemente Altafini, um antigo e famoso avançado do clube, veio dar o seu contributo.
Questionado sobre o que falta a este Milan, deu resposta curiosa: «O futebol é simples: é preciso um guarda-redes que defenda, um avançado que marque golos, um defesa forte e um médio que saiba criar jogo, depois, para o resto, basta que os outros jogadores corram.» Fácil. Dava um bom mister."

Era bom Rodrigo Mora e Di María serem eternos


"Pouco mais de 19 anos separam Rodrigo Mora e Angel Di María Enquanto o argentino vive o ocaso da sua sensacional carreira, o portista inicia um percurso que promete ser tão ou mais brilhante. Sabemos que, mais cedo ou mais tarde, Mora, será seduzido por campeonatos mais atrativos e um contrato chorudo. Como aconteceu com Di María, quando chegou ao Benfica muito novo.
Este fenómeno reflete tanto uma fraqueza como uma força do futebol português: por um lado, perdemos jogadores que atraem público aos estádios e elevam o interesse pela nossa Liga; por outro, continuamos a revelar futebolistas de qualidade ímpar. Um olhar pelos campeonatos de sub-17, sub-19 e pela Liga Revelação tranquiliza qualquer cético: há mais Moras e Angelitos a surgir. E não apenas talentos nascidos em Portugal.
O nosso país combina uma formação de excelência com uma prospeção de nível mundial, sendo hoje uma verdadeira referência no desenvolvimento de jogadores. No entanto, a realidade é esta: trabalhamos para os Chelseas e PSGs desta vida. Assim que um talento como Geovany Quenda desponta, é capturado pelos milhões gerados por clubes de maior dimensão. E o mesmo acontecerá, inevitavelmente, com Mora. É aproveitar enquanto cá estão (Quenda estará mais um ano, cedido) e esperar que a fábrica continue a produzir com esta qualidade e requinte, porque quanto ao resto, não há esperança que o futebol português segure os seus diamantes. Para isso, era preciso olhar em frente, em vez de olhar para o lado..."

FC Porto-Benfica: longe da vista, só há coração


"A distância entre as duas equipas vai muito além dos pontos. Águias já não têm razão para ter medo, dragões têm de mostrar quem são no «jogo da época»

O Benfica recebe esta quarta-feira o Farense no Estádio da Luz e ainda que a mensagem a passar seja a de que este tem de ser o foco da equipa, será difícil ignorar que estamos em semana de clássico com o FC Porto no Estádio do Dragão. A posição na tabela dos algarvios dará alguma confiança, além das sete vitórias consecutivas das águias na Liga. O futebol traz-nos muitas surpresas, e o Farense fará certamente por isso, mas outro cenário que não os três pontos para o Benfica está longe de ser admitido.
Se assim for, a equipa de Bruno Lage chegará à Invicta em igualdade pontual com o Sporting na liderança da tabela, ambos com nove pontos de vantagem sobre os dragões. Não é difícil fazer as contas: o FC Porto entrará em campo no clássico muito longe da vista do título. André Villas-Boas chamou-lhe, no entanto, «o jogo da época». Também é relativamente fácil perceber porquê: sem quase nada a ganhar, o presidente portista quer reativar a honra, o orgulho ou o tal ADN (chamem-lhe o que quiserem) que tanto faltou à equipa este ano.
Claro que os treinadores farão o seu trabalho para colocar a tática, o onze e a estratégia acima do coração, mas quando FC Porto e Benfica se encontram só quem não souber nada do futebol português poderá desvalorizar tal condimento. Lage parte, naturalmente, em vantagem: tem jogadores com mais qualidade, uma equipa em melhor forma e já venceu este adversário de forma contundente na primeira volta (4-1), contribuindo de forma decisiva para o descrédito de Vítor Bruno junto dos seus adeptos. Martín Anselmi parece estar finalmente a estabilizar a sua ideia, mas será ainda muito precoce determinar o fim da terrível época azul e branca.
A distância entre os dois também se estenderá à tribuna presidencial, já que Rui Costa verá a partida umas filas acima de Villas-Boas. Este será o primeiro clássico depois da não reação benfiquista à morte de Pinto da Costa e da consequente desilusão do seu sucessor. Os presidentes seriam notícia se estivessem lado a lado e, assim sendo, só podemos esperar que não sejam protagonistas.
Que isso fique para o relvado, onde o Benfica procurará manter-se na luta pelo campeonato com o Sporting, desta vez mais longe dos fantasmas que assombraram a equipa durante tantos anos no Dragão (e na Luz...). E onde o FC Porto terá não só de não estragar parte do trabalho que já foi feito por Anselmi, mas sobretudo de tentar mostrar que o ano zero não apagou os valores impregnados no coração do clube."

Justiça para Bruno Fernandes


"Internacional português do Man. United arrisca-se a ficar na história por ser um talento sempre no sítio errado. Até nisso a missão de Ruben Amorim é especial

Continua a ser estranho formular a frase O melhor jogador português da atualidade e não ver lá o nome de Cristiano Ronaldo, mas à medida que os anos passam a opinião pública e publicada vai-se rendendo às evidências e a outros homens que valem todos os segundos de atenção, escrutínio e contemplação.
A diferença relativamente ao período 2007-2022 (o ano da primeira explosão de CR7 no Manchester United e o último, curiosamente no mesmo clube e após nove estratosféricas temporadas no Real Madrid e quatro muito boas na Juventus) é que daí para cá variam os candidatos que proporcionam discussões interessantes sobre esse estatuto e cujas respostas dependem em grande parte do respetivo estado de forma e do que fazem (ou não fazem) as suas equipas: umas vezes Rafael Leão, noutras Bernardo Silva, Bruno Fernandes sempre presente e agora Vitinha.
Pensamos ser consensual a ideia de que o médio do Paris Saint-Germain é neste momento o melhor futebolista português. Maestro de uma orquestra que produz os mais belos concertos da Europa (França é demasiado pequena), exerce ainda o papel de capitão sem braçadeira, o que faz dele um líder de futuro.
O ex-jogador dos dragões estará no entanto apenas alguns pontos acima de Bruno Fernandes, dois excelentes futebolistas cujos percursos parecem no entanto distanciar-se num ponto: Vitinha tem estado ligado a projetos vencedores (FC Porto de Sérgio Conceição e agora PSG), enquanto o maiato tem-se distinguido por ser, de caras, o melhor jogador de equipas que pouco ou nada ganham – o Sporting pré-Ruben Amorim e este Manchester United que de grande só o nome e o escudo.
O percurso de Bruno Fernandes nos red devils faz lembrar, com as devidas proporções, o que João Vieira Pinto representava no Benfica pós-1994: um talento que falava sozinho num clube de presente e futuro nebuloso, a milhas do que fora no passado, mas resistindo anos a fio num papel demasiado exigente.
Tendo dobrado aos 30 anos em setembro último, o capitão do Manchester United sabe que já não terá muito mais tempo para se associar a uma equipa dominadora e que tenha por ADN a conquista dos grandes troféus, daí o interesse redobrado na recente notícia da possibilidade de o Real Madrid avançar para a sua contratação por um valor próximo dos €100 milhões.
Independentemente da solidez das informações veiculadas em Inglaterra, a possibilidade de o papa Champions equacionar a aquisição do médio ofensivo português vai contra uma certa ideia (injusta) de que o valor de Bruno Fernandes está inflacionado precisamente por ser uma luz na escuridão - porque são os outros demasiado maus.
Aqueles que o criticam deveriam, no entanto, assistir aos jogos da Seleção Nacional, do minuto 1 ao 90, para entenderem o óbvio: ele é aquele que melhor se adapta à indefinição de ideias, mesmo tendo jogadores tão ou mais talentosos à sua volta. Comparando com todos os outros, Bruno Fernandes tem sido, destacadamente, o futebolista mais regular de Portugal do passado recente.
Será uma perda para o futebol se os próximos cinco anos não devolverem a Bruno Fernandes tudo o que ele deu, sob pena de a história recordá-lo como um tipo que esteve sempre no sítio errado. Até nisso o desafio de Ruben Amorim é especial."

Ganhar ao Farense


"O Benfica recebe o Farense, hoje às 20h15, no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Focados nos três pontos
O treinador do Benfica, Bruno Lage, afirma: "O nosso pensamento tem de ser Farense, Farense, Farense. Preocupar-nos com aquilo que temos de fazer no jogo e com aquilo que controlamos. Independentemente de quem jogue, a equipa tem apresentado boa dinâmica, e cabe a mim, enquanto treinador, garantir isso, sempre, dos nossos jogadores."

2. O regresso em 87 segundos
Tiago Gouveia está de volta à competição após paragem prolongada devido a lesão, tendo ajudado a equipa B a vencer frente ao Académico de Viseu.

3. Ajude, sem custos, a Fundação Benfica
Ajude milhares de jovens a vencerem com o apoio dos projetos educativos da Fundação Benfica! Sem qualquer custo, basta indicar o NIF 509 259 740 na sua declaração de IRS, cujo período para a entrega decorre entre 1 de abril e 30 de junho de 2025. Neste ano 1% reverte para a Fundação Benfica!

4. Últimos resultados
A equipa B do Benfica ganhou, por 1-0, ante o Académico de Viseu. Em andebol, o Benfica foi eliminado da EHF European League pela diferença de um golo no conjunto das duas mãos, ao perder por 34-31 com o GOG na Dinamarca.

5. Agenda desportiva
Além do embate com o Farense, hoje há desafio com o Sporting nos Sub-23 (Benfica Campus, 15h00). Amanhã, na Luz, às 20h00, joga-se a 2.ª mão dos quartos de final da WSE Champions League de hóquei em patins, com o Benfica a receber o Reus.

6. O vídeo de uma conquista
Veja como foi a conquista benfiquista da Taça de Portugal de futsal no feminino.


7. Seleções
Doze jogadores do Benfica estão convocados para a Seleção Nacional Sub-15 de futebol. Os Sub-19 de Portugal em futsal estão apurados para o Europeu e contaram com o contributo de seis atletas do Benfica. Natália Detoni contribuiu para a conquista brasileira da Copa América de futsal no feminino.

8. Treinos de captação
Veja as melhores imagens da última edição dos treinos de captação de futebol realizada no Benfica Campus, na qual participaram 280 jovens atletas nascidos entre 2016 e 2019.

9. O Jogo Delas
No sábado realizou-se a conferência O Jogo Delas, que contou com a participação de Edite Fernandes e Adelaide Almeida (antigas atletas internacionais), Diana Maciel (investigadora) e Rita Costa (coordenadora do Centro de Documentação e Informação do SL Benfica). A moderação ficou a cargo de Inês Bento (locutora do Grupo Renascença).

10. Iniciativa do Museu
Veja as melhores imagens da iniciativa "O Melhor Pai do Mundo... Veste a Camisola!".

11. Bom desempenho
As classes de representação de ginástica do Benfica estiveram em bom plano no Gym for Life regional 2025.

12. Benfica 1 Minuto
A atividade desportiva benfiquista dos últimos dias em 60 segundos. 13. Casa Benfica Alcains Esta embaixada do benfiquismo celebrou o seu 20.º aniversário."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica rejeita com total veemência as insinuações proferidas no comunicado hoje emitido pela atual administração do Futebol Clube do Porto.

Lamentamos profundamente que, com manifesta má-fé e motivações de natureza oportunista, se procure colocar em causa a integridade de pessoas e instituições, recorrendo a alegações infundadas sobre um negócio comercial totalmente legítimo e transparente, celebrado em 2005, ou seja, há 20 anos, ainda o atual presidente do SL Benfica era jogador do AC Milan.
Sobre as eleições para a Liga Portugal, não estranhamos que o presidente do FC Porto tenha manifestado sucessivamente, em diversas reuniões e conversas, o seu apoio à candidatura de Reinaldo Teixeira, como é do conhecimento da maioria, se não da totalidade, dos clubes da primeira e segunda ligas, e hoje apoie uma candidatura própria, por si desenhada.
E não estranhamos porque como lamentou Villas-Boas no recente aniversário da FPF "alguns clubes estão agarrados a compromissos de palavra". Ora bem, ficámos a saber que a palavra pouco ou nada vale para o presidente do Porto.
O Sport Lisboa e Benfica continuará, como sempre, a pautar-se pelos valores da seriedade, transparência e respeito institucional que devem presidir ao futebol português."

3x4x3


Florentino | Regresso às Origens

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Ainda há esperança para o Boavista?

Terceiro Anel: F1 #4

Terceiro Anel: Flop's...

Zero: Negócio Mistério - S04E02 - Dani Osvaldo no FC Porto

BolaTV: Entrevista - Hugo Forte...

Taxas do TAD


"No passado dia 24 de março foi publicada em Diário da República a Portaria n.º 126/2025/1 que altera a Portaria n.º 301/2015, de 22 de setembro, que fixa a taxa de arbitragem e dos encargos do processo no âmbito da arbitragem necessária junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), bem como das taxas relativas a atos avulsos.
Refere a portaria agora publicada que «Decorridos dois anos da entrada em funcionamento do TAD, a Portaria n.º 314/2017, de 24 de outubro, veio clarificar alguns aspetos práticos, nomeadamente no que diz respeito ao pagamento das taxas de arbitragem, atos avulsos e despesas nos casos em que a responsabilidade é do interessado que beneficia de apoio judiciário, e no que diz respeito ao pagamento de taxa de arbitragem e encargos com o processo no âmbito das providências cautelares. Tendo em consideração, porém, que a solução hoje consagrada na norma do n.º 3 do artigo 2.º potencia efeitos paradoxais e inequitativos, ao inviabilizar a redução de honorários dos árbitros em termos correspondentes aos admitidos para a redução da taxa de arbitragem nas hipóteses ali previstas, são razões de elementar justiça e equilíbrio que ditam a correção necessária na matéria» pelo que é alterado, apenas, o n.º 3 do artigo 2.º no sentido de permitir que o presidente do TAD reduza as custas de arbitragem, incluindo os honorários dos árbitros, quando o processo encerre sem que seja proferida sentença quanto ao fundo da causa.
Apesar de ser uma medida positiva, ela revela-se manifestamente insuficiente para fazer face ao problema das (elevadíssimas) custas processuais neste Tribunal, problema que é muito mais profundo do que este que agora se pretende solucionar."

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Antevisão...

Muito frustrante...

GOG 34 - 31 Benfica
15-15

Depois duma 1.ª mão, onde a vantagem de 2 golos foi muito curta, uma 2.ª mão, onde tivemos quase sempre à frente do marcador, praticamente sempre qualificados, perder a vantagem nos últimos minutos, é muito, mas mesmo muito frustrante! Impossível não pensar que com o Palasics, estaríamos no Play-off... e hoje ainda faltou o Belone e o Capdeville lesionou-se durante o jogo!

BI: Antevisão - Farense...

Falar Benfica #201

509 259 740

Mata-Mata - Proença vs Gomes, Jornada da Liga I e II, e o Clássico à Porta!

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Alisson e Kochorashvili: Quem são os reforços do Sporting CP?

Jogo Pelo Jogo - S02E34 - César Peixoto quer Benfica campeão

Os que ficaram


"Os jogadores que não foram convocados para as respetivas seleções e ficaram no Seixal a treinar nestas duas semanas foram decisivos na vitória em Barcelos e mostraram, uma vez mais, a qualidade do plantel do Benfica, tão criticado ainda há bem pouco tempo. Amdouni, Bruma e Beloti “sentaram” Di Maria, Pavlidis e Akturkoglu e não se deu pela falta, a não ser quando entraram para descanso dos “novos” titulares e, no caso do regressado Di María, ainda a tempo de marcar o penálti com a classe habitual. Agora que entramos no ciclo final e decisivo, o Benfica manterá o ritmo de jogos de três em três dias que, recorde-se e ao contrário dos rivais, tem desde o início da época por em abril ainda estar envolvido em todas as competições nacionais, ter sido o último a sair da Champions e até pelo habitual nevoeiro da Choupana. Fê-lo, fez bem Lage em o lembrar, a jogar sempre sob pressão, também por culpa própria, e a procurar recuperar distâncias para o principal rival. Sob pressão de adeptos e da Comunicação Social, semana após semana, jogo após jogo, com percalços, erros não forçados, este plantel, e esta equipa técnica é justo reconhecê-lo, conquistou o direito a entrar neste ciclo final a poder ganhar tudo o que há para ganhar em Portugal. Pode, sublinhe-se, pois nada está ganho e é bom que a humildade se mantenha, assim como o foco demonstrado em Barcelos, pois o que aí vem não será nada fácil, com Farense e Porto já e num espaço de quatro dias, mas esta equipa merece que se acredite! Vamos a isso, com todos, os que ficaram e os que foram!"

Da comunicação pré-eleitoral


"Passou vagamente despercebida a entrevista de Nuno Catarino, vice-presidente do Conselho de Administração da SAD do SL Benfica, talvez porque o momento da época é mais dado a anseios de curto prazo e bolas que entram na baliza do que a explicações acerca de como chegámos aqui e para onde vamos agora. A entrevista deu-se em moldes que fizeram lembrar as comunicações periódicas de Domingos Soares de Oliveira, antigo co-CEO da SAD, mas o contexto atual não deve ser ignorado. A poucos meses de uma eleição fundamental para a vida do Benfica, a entrevista de Nuno Catarino teve contornos indisfarçáveis de pré-campanha eleitoral. Depois de a ver e rever, encontro algumas pontas soltas, destacando três temas que me parecem os mais importantes a reter.

Metas de Receita: ambição ou irrealismo?
É o número mais ambicioso desta entrevista. Segundo Nuno Catarino, o Benfica propõe-se atingir os 500 milhões de euros em receitas em cinco anos, juntando a esse aumento muito substancial de receitas uma redução da dívida de forma sustentável e uma diminuição da dependência da venda de jogadores. Ninguém se dirá contra esta meta, mas, atendendo à receita média dos últimos anos, a rondar os 250 milhões anuais, ao objetivo definido na entrevista e à confiança com que foi afirmado, seria oportuno que o modo de lá chegarmos fosse descrito com algum detalhe. Considerando as fontes de receitas conhecidas e o que se sabe do que vai sendo feito e dito nessas áreas, a única bala de prata que poderia fazer disparar as receitas passaria por aprofundar o modelo vendedor, agravando ainda mais as angústias de milhões de pessoas que, munidas do mais elementar bom senso, entendem que o Benfica existe para vencer e não para vender.
O administrador da SAD do Benfica fala numa redução da dependência desse modelo, pelo que o aumento das receitas terá de vir de outras áreas — receitas comerciais, merchandising, bilhética e patrocínios —, nas quais a evolução positiva dos últimos anos está, ainda assim, muito longe de tornar este objetivo realista. É mencionado pela enésima vez o naming do estádio, uma hipótese que ressurge pelo menos uma vez por ano, mas que aparentemente continua longe de se concretizar, sendo o motivo incerto. Se o Benfica fosse uma marca com a dimensão internacional que está ao seu alcance, há muito que o naming do estádio teria sido definido e transformado numa importante fonte de receita.
Em matéria de bilhética e receitas de matchday, pouco ou nada foi partilhado. Sabe-se do plano em curso para aumentar o estádio, mas também esse esbarra nos limites do que é possível extrair do ponto de vista da receita. Sem uma aceleração da inovação, será difícil conseguir um aumento de receita convergente com a meta traçada. Quanto ao merchandising, o pouco que se sabe indica um deserto de ideias quanto a uma visão integrada de marketing que catapulte o clube para os níveis onde outros gigantes europeus estão. Serão necessários mais caminhos que tragam para o presente uma marca carregada de história, capaz de apelar aos mais diversos públicos, potenciar geografias e mercados inexplorados e aprofundar as lógicas de fidelização dos adeptos, dentro e fora do estádio. Talvez muito esteja a ser feito nesta matéria, mas o que se viu até aqui não é suficiente e traduz importantes oportunidades perdidas.
Bem sei que a entrevista foi anunciada como contendo «um plano ambicioso» para atingir os tais 500 milhões, o grande soundbite resultante deste momento de comunicação, mas nada nas respostas dadas torna claro como iremos lá chegar, donde é possível inferir que as expectativas serão manifestamente exageradas, pelo contexto pré-eleitoral, ou inconclusivas, porque, de facto, não existe um plano concreto. Daqui até à desilusão vai um pequeno passo.

Direitos televisivos: as novidades e as más notícias
A entrevista de Nuno Catarino foi também uma oportunidade para pré-anunciar aos benfiquistas um segredo relativamente mal guardado: um aumento das receitas televisivas na próxima renovação de contrato com a NOS para as próximas duas épocas, até vigorar a tão afamada centralização dos direitos. Será um aumento relevante para as próximas duas épocas (no contexto do atual volume de receitas), mas a essas novidades devemos juntar as mais que prováveis más notícias.
O modelo de centralização previsto a partir de 2028, aliado ao declínio na valorização de produtos de qualidade superior ao nosso — vide direitos da Ligue 1 ou da Serie A —, torna a ideia de manter ou aumentar estas receitas, face aos níveis registados ao longo da última década, uma autêntica miragem. Se o cenário for como se prevê, facilmente poderemos excluir mais uma dimensão que, teoricamente, permitiria à SAD potenciar as fontes de receita existentes para se aproximar dos tais 500 milhões.
Sobre o que o modelo de centralização português representa, os protagonistas parecem esperar que algum milagre aconteça até ao dia em que for necessário discutir a qualidade da nossa Liga com eventuais interessados. Acontece que os interessados já disseram ao que vêm, e é difícil censurá-los. Vale a pena relembrar a entrevista de Jorge Pavão de Sousa, diretor-geral da DAZN Portugal, em que este explica o irrealismo da autoavaliação feita pela Liga, situada acima dos 300 milhões de euros. Talvez a tão almejada equidade chegue finalmente ao futebol português e sacrifique a competitividade do clube que mais fez nos últimos anos para valorizar o país fora de portas, um clube que representa estatisticamente a maioria dos adeptos de futebol em Portugal, um clube que, espantosamente, pouco ou nada tem a dizer sobre esta matéria, parecendo esperar por um milagre ou pela inevitabilidade que mais tarde se lamentará.

Cortes de custos e a história que não é contada
Nuno Catarino anunciou uma redução de 7% nos custos com pessoal e de 10% na rubrica de F Ascendentes FSE (fornecimentos e serviços externos). Por um lado, questiono o que norteou essa redução de custos com pessoal, para lá da mera ótica financeira. São referidas pessoas mais jovens para realizar o mesmo trabalho dos seniores que lá estavam, mas em nada isso garante objetivamente uma melhoria do output qualitativo da operação empresarial. A sensação que tenho, observando o Benfica a partir do meu lugar, é de que é necessário muito mais do que uma simples redução de custos para garantir os saltos de que o clube precisa nas mais diversas áreas que poderão aproximar-nos do salto quantitativo nas receitas e transformar a natureza vendedora que subjugou o Benfica ao longo da última década.
Em relação à rubrica de FSE, a entrevista é reveladora de algum desconforto com o tema, deixando por esclarecer, afinal, porque é que o Benfica tem gastos médios com FSE muitíssimo superiores aos de adversários internos e que comparam mal com clubes europeus situados no mesmo patamar financeiro, próximo dos 100 milhões em valor médio. À falta de melhores e mais transparentes esclarecimentos sobre o que está contido nesta rubrica (já desisti de acreditar nessa possibilidade), será importante perceber como irão estes gastos evoluir a partir daqui e se a redução de 10% sinaliza uma tendência para manter. O que sabemos, e isso é possível já extrair da gestão que trouxe o Benfica até aqui, é que o mandato atual se notabiliza por um desfasamento trágico entre a capacidade financeira do clube e o seu desempenho desportivo. Neste fosso que separa os euros arrecadados dos troféus conquistados está a realidade com que nos deparamos dia após dia: o reforço ou a erosão da identidade do Sport Lisboa e Benfica. O saldo não é positivo — e o anúncio de futuros risonhos não emenda o caminho errático que foi feito até aqui."

Está o caldo (outra vez) entornado


"Quando nada o fazia prever (e sem nada a ganhar e com tanto que se pode perder), abre-se uma ferida profunda no coração do futebol português

Mudam-se os tempos, mudam-se, até, as vontades, mas, no fim, nada muda. Os casos e casinhos, as polémicas mais, ou menos, ocas ou as guerras sem quartel foram, são e, pelos vistos, continuarão a ser parte integrante do futebol português; estão no seu sangue e não há remédio à vista para uma cura que torne as gestões mais transparentes ou que limpe o ar poluído que nem as gerações mais recentes de dirigentes parecem capazes de tornar mais respirável — mesmo que tudo indicasse que assim seria, que, livres de velhos hábitos que tão mal fizeram ao desporto deste País, algo se alteraria.
A guerra aberta na recente sucessão de poder na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) é só mais um episódio (grave!) nos muitos que, nas últimas décadas, têm marcado o futebol em Portugal. Fernando Gomes, ex-líder e atual presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), desmentiu junto das mais de 50 federações de futebol europeias o seu sucessor, Pedro Proença, atual dirigente máximo da FPF que comunicara a todas as mesmas mais de 50 federações que, à vista da eleição desta quinta-feira para o Comité Executivo, tinha o apoio do seu antecessor..
Um desmentido, o de Fernando Gomes, pouco compreensível, perante documento da FPF de finais de janeiro, no qual o organismo referia que «após um período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português (...), Fernando Gomes informou a direção da FPF e o Presidente da UEFA que indicará como candidato em nome de Portugal, o atual presidente da Liga e vice-presidente da FPF, Pedro Proença». Uma indicação que surgiu ainda antes das eleições para a presidência da FPF — o que deixava a entender que Gomes apoiava mesmo Proença.
A parte pouco compreensível do desmentido tornado público pelo atual presidente do COP passa, primeiro, pelo volte face da sua posição em tão curto espaço de tempo, e, segundo, pelo muito que Portugal pode ter a perder e pelo nada que Fernando Gomes tem a ganhar.
A guerra subiu de tom esta segunda-feira quando da reunião de emergência da cúpula de Pedro Proença saiu comunicado a pedir audiência urgente com o Governo.
Está o caldo entornado, está o verniz estalado. Do mesmo modo que estalou nas relações institucionais entre FC Porto e Benfica, sobretudo desde a morte de Pinto da Costa e a ausência de condolências oficiais por parte dos grandes de Lisboa. Resultado: os dois jovens presidentes, que prometiam um novo ar, optam pela bafienta guerrinha de lugares nas tribunas, tendo em vista o clássico de domingo..."

O verniz estalou


"O assunto está na agenda do dia e tem sido dissecado exaustivamente pela generalidade da imprensa, o que torna inevitável o comentário neste artigo de opinião: o anterior presidente da Federação Portuguesa de Futebol, agora no Comité Olímpico de Portugal, entendeu desmentir publicamente Pedro Proença quando este agradeceu para o exterior o seu apoio para a indicação ao Comité Executivo da UEFA.
Sugiro que recuemos umas semanas, até à data em que a FPF presidida pelo Dr. Fernando Gomes emitiu o seguinte comunicado: «As Federações europeias de futebol têm até 3 de fevereiro próximo para indicar os seus candidatos ao Comité Executivo da UEFA. Na FPF essa decisão cabe ao seu presidente. Após um período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português e na sequência de conversas com ambos os candidatos às eleições da FPF, Fernando Gomes informou esta sexta-feira a direção da FPF e o presidente da UEFA que indicará como candidato em nome de Portugal, o atual presidente da Liga e vice-presidente da FPF, Pedro Proença(...).»
É verdade que o português pode ser uma língua traiçoeira, mas parece ou não legítimo concluir desta declaração que a indicação de Proença configurou «apoio institucional» claro e explícito do então presidente e da própria Federação? Parece ou não legítimo concluir que Proença foi a aposta da instituição para o referido ato eleitoral, uma escolha ponderada «após período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português»? E, mais importante ainda, mesmo que a opinião institucional de quem exerceu esse direito não coincidisse com a sua vontade pessoal — nada a obstar quanto a isso —, o envio de uma carta às federações votantes, a negar veemente esse apoio, foi ou não foi escusado? Foi ou não foi uma espécie de contrassenso? Foi ou não foi evitável, tendo em conta a importância que a eleição tem para a indústria? E, sinceramente, porque é que houve essa necessidade, essa vontade de desmentir convictamente, se não havia rigorosamente nada a ganhar, apenas tudo a perder?
Ninguém está acima da crítica e não é a endeusar pessoas pelo silêncio (foram demasiados anos disso, mas não deste lado) que se obtêm respostas a perguntas que, em dados momentos, devem ser colocadas. E devem ser colocadas de forma clara, séria e construtiva a quem exerça funções relevantes e tome opções questionáveis. Outro bom exemplo do que deveria ser esclarecimento público é aquele que devia ser prestado pelo Sr. Diretor Nacional da Polícia Judiciária em relação ao precedente que abriu quando ilibou publicamente pessoas que, naquele exato momento e por questões amplamente conhecidas, nunca o poderiam ser. Não ali, não assim.
Nota importante: tenho o Dr. Fernando Gomes como uma pessoa impoluta, séria e acima de qualquer suspeita.
Mas o que está em causa são duas coisas completamente distintas: no caso daquele, uma opção muito infeliz que pode originar consequências danosas para o futebol em Portugal; no segundo caso, uma precipitação seguramente bem intencionada de alguém que devia ter lucidez e clareza para não a cometer. O ex-ministro Miguel Macedo faleceu com a honra beliscada, depois de totalmente ilibado, sem nunca ter tido o privilégio de ver o seu nome absolvido de forma tão perentória e afirmativa. Como ele, tantos e tantos outros. Isto faz sentido para alguém?
O país é bom e, na verdade, a maioria das pessoas também o são, mas há demasiados grãos de areia na engrenagem de quem aparentemente tem dificuldade em seguir em frente. A imagem de fragilidade que isso releva é confrangedora e não havia necessidade disso.
O erro de um mecânico pode estragar um carro mas apenas isso. O do piloto pode matar centenas de passageiros. Há cargos e cargos, há erros e erros. É tudo uma questão de responsabilidade."

1 Minuto


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Pre-Bet Show #125 - Taça de Portugal🏆

ESPN - Futebol no Mundo #438 - Antony em alta, mudança de regra na Itália e os principais destaque da Europa

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: 5x4 - S05E28 - São as melhores equipas de modalidades da história de Sporting e Benfica?

DAZN: Partidazo - Especial Javi Garcia: “O Cristiano disse-me.. vai!”

Acabaram-se as distrações


"1. No sábado passado estiveram uns milhares nas bancadas da Luz para assistir ao jogo de futebol, feminino Benfica-Sporting dos quartos de final da Taça de Portugal. Não foi só para assistir ao dérbi que tanta gente se deslocou ao palco principal. Foi também para vibrar, sofrer, apoiar e, no fim, para festejar uma grande vitória conquista já perto do fim do jogo depois de uma empolgante reviravolta. O futebol feminino cresce, cresce e cresce no Benfica.

2. Neste dérbi, o Benfica esteve por duas vezes a perder. O Sporting abriu o marcador, o Benfica empatou, o Sporting voltou a adiantar-se, e o Benfica empatou, o Sporting voltou a adiantar-se, e o Benfica voltou a empatar. E era assim que estava o jogo aos 83 minutos quando Lúcia Alves 'inventou' um pontapé na bola de fora da área que resultou no golo - no golão, será mais justo dizer - que deu ao Benfica a vitória. 'Era o meu sonho de criança poder marcar no Estádio da Luz e viver este dia', confessou Lúcia Alves. Sonho realizado, Lúcia.

3. Encerrada a pausa FIFA/UEFA nos campeonatos por essa Europa, e o futebol interno está de volta. Regressaram os nossos jogadores que tiveram de assumir os respetivos compromissos com as sua seleções. E entre esse significativo contingente internacional que abandonou temporariamente o Seixal é de realçar que os nossos dois turcos e o nosso grego regressaram contentes à Luz porque a Turquia e a Grécia subiram à Liga A da Liga das Nações.

4. Parabéns a todos os jogadores internacionais do Benfica que viram a sorte sorrir às suas cores nacionais, e vamos lá agora tratar dos nossos importantíssimos assuntos internos: Liga e Taça de Portugal.

5. Antes de irmos ao que interessa, Gonçalo Ramos, feito no Benfica e hoje jogador do PSG merece umas palavras de simpatia. Gonçalo Ramos teve uns minutinhos de Portugal-Dinamarca e aproveitou para marcar mais um golo ao serviço da seleção. Ramos soma 9 golos em 15 internacionalizações, que lhe permitiram 621 minutos em campo, o que dá um golo a cada 73 minutos. Desde aquele grande 'azar' que teve no último Mundial quando fez um hat-trick à Suíça, o nosso Gonçalo Ramos não tem tido vida fácil na seleção...

6. Daqui em diante, até ao fim da temporada oficial interna, não haverá mais paragens para seleções nem outras distrações do calendário. Vamos, portanto, ao que interessa: sexta-feira, 28 de Março, Gil Vicente-Benfica; quarta-feira, 2 de Abril, Benfica-Farense; Domingo, 6 de Abril, FC Porto-Benfica. Tornaram nota?

7. Foquemo-nos nestes próximos três desafios com a certeza de que, se os ultrapassarmos com sucesso, o nosso objetivo ficará mais próximo. Acabaram-se as distrações."

Leonor Pinhão, in O Benfica

O sonho incompleto


"Joaquim Cardoso não chegou a cumprir o seu maior desejo, mas a sua dedicação fez com que fosse relembrado inúmeras vezes

Os adeptos olham para os atletas com uma admiração imensurável. As suas capacidades físicas são algo de extraordinário: a altura que saltam, a velocidade a que correm e os habilidades que fazem com a bola, tornando fácil o que parecia impossível. Os seus feitos ficam gravados na memória coletiva, elevando-os à categoria de eternos.
Joaquim Rosa Pina Cardoso jogava de águia ao peito desde os seus 16 anos, sendo considerado 'um dos seus mais briosos e categorizados praticantes'. Onze anos depois, mantinha presente o sonho de atuar pela equipa de honra dos encarnados. Para tal, o hoquista treinava com afinco.
Em 31 de Janeiro de 1969, no que aparentava ser um dia comum, Joaquim disputou um lance com o mesmo vigor com que havia feito desde o primeiro dia em que calçou os patins. Num lance banal, 'chocou com um dos seus colegas, as cabeças embateram, mas ambos se recompuseram de pronto'. Nenhum dos jogadores precisou de assistência, continuando os trabalhos sem qualquer tipo de limitação. Após a sessão, a equipa foi almoçar, o Cardoso 'conversou animadamente com os companheiros'.
De madrugada, começou a sentir fortes dores de cabeça, sendo o médico dos benfiquistas chamado de emergência. Seguiu para o Hospital de S. José e foi operado poucas horas depois. Porém, 'apesar de todos os esforços que lhe foram prodigalizados', o jogador não resistiu. A notícia do seu falecimento causou enorme consternação. Nem mesmo os adeptos que viviam a milhares de quilómetros ficaram indiferentes!
No final de Fevereiro, a equipa de honra do Benfica viajou para Moçambique para disputar o Torneio de Verão. Sensibilizados, 'a taça para o 4.º classificado foi uma homenagem da Tursport (organizadora da prova) ao jovem jogador do Sport Lisboa e Benfica'. A taça foi entregue à Académica de Lourenço Marques por um dirigente dos encarnados, José Fortunato Rocha.
Nos anos seguintes, repetiram-se os homenagens a um jogador 'respeitado por todos os companheiros, e que serviu de exemplo até para adversários'. Em 6 de Novembro de 1970, os benfiquistas organizaram um jogo frente ao FC Porto em sua memória. No Torneio de Abertura de 1972, a Federação de Patinagem de Portugal instituiu a Taça Joaquim Cardoso para o vencedor da competição, a qual foi conquistada pelo Benfica.
Saiba mais sobre a história do hóquei em patins no Clube na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

A idade é um posto


"Há coisas muito importantes no futebol. Uma delas é o respeito. Já sei que esta não será uma opinião muito popular entre benfiquistas e outros adeptos, mas, por mim, CR7 jogaria sempre na seleção enquanto a sua carreira profissional durasse. Com mais de 20 anos de internacionalizações, uma carreira brilhante, Bolas de Ouro, recordes, Ligas dos Campeões conquistadas e tudo o mais que já deu ao futebol, CR7 tem lugar cativo. Tenho as minhas críticas a Roberto Martínez e Fernando Santos, mas a convocatória de Cristiano à seleção não é uma delas.
Tenho uma visão romântica e pouco calculista de que os melhores têm sempre lugar à mesa, mesmo quando possam já não estar no auge das suas capacidades físicas. Há jogadores que, pelo seu peso no balneário e força mental, fazem os entendidos vão dizer que há novos valores a fazer a diferença, mas volto ao início: o respeito pelas pessoas não é negociável, seja no futebol ou no resto da vida. Ao longo de mais de 40 anos a assistir a futebol e aos jogos da seleção, já vi muita falta de respeito por jogadores com carreiras brilhantes. A partir de uma certa idade, o circo mediático gosta de decretar o fim de algumas carreiras, dizem que estão acabados, sem lugar na equipa, porque há outros mais novos na porta de entrada. Sim, é possível que tenham imensa qualidade e tudo o mais experientes. É que a entrada dos novos valores não tem de significar necessariamente a troca por troca. é da convivência entre todos que conseguiremos os melhores resultados. Não gosto que se descartem pessoas que se entregam de forma total por causa de um número no Cartão de Cidadão. Estou a ficar velho. Deve ser isso. Vejam lá, não me descartem já."

Ricardo Santos, in O Benfica