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sábado, 10 de agosto de 2024

Zero: Mercado - Neres, Ioannidis,Bozenik

Zero: Tema do Dia - Cinco tópicos sobre a Liga Portugal Betclic 2024/2025

Terceiro Anel: Diário...

Ergam as bandeiras, toquem os clarins, afinem as gargantas: a festa do futebol está a começar


"Liga arranca esta sexta-feira com o Sporting-Rio Ave

E antes de propriamente o campeonato se iniciar, tivemos a primeira grande oportunidade de avaliar o estado comportamental na obtenção do primeiro troféu (Supertaça Cândido de Oliveira) entre a equipa vencedora do campeonato (Sporting) e a equipa vencedora da Taça de Portugal (FC Porto).
E nada melhor do que ilustrar a dinâmica de intervenção dos eleitos para um jogo cujo retrato haverá de figurar nos escaparates que a história do tempo jamais deixará de memorar.
Não vou divagar sobre as nuances do jogo já amplamente justificadas, mas, esta coisa de estar a ganhar por 3-0 (e com o 4º a pairar nas sombras dos incrédulos) e depois 1-3 e 2-3 e 3-3 e no final 3-4, ficou marcado como um conto só verdadeiro, porque efetivamente visualizado.
Das chamas do inferno de silêncios ensurdecedores até à glória do eterno rejubilada pela vitória, o FC Porto promoveu através duma forma demolidora de intencionalidade energética, um eco libertador duma consciência competitiva, ancorada numa máxima de que jamais ninguém pode e em circunstância alguma, roubar o tributo da esperança.
Valerá a pena dar seguimento a este estado de sítio das equipas intervenientes e apurar a sequência do rendimento e resultado competitivo no futuro, daquilo que a história na noite do terceiro dia de agosto quis invocar!...
Em relação a isto mesmo (campeonato e demais provas em competição), depois de lamber algumas feridas por um desempenho menos conseguido ou de saborear o néctar das vitórias obtidas, de romper algumas ilusões e cativar convicções, é chegada a hora de “arregaçar as unhas” e partir para a luta!..
Após um tempo propício para uma melhor inserção de novos membros nas equipas, capazes de construir um elo de proximidade mais coeso, associando a validação de várias competências, especialmente focadas numa adjunção de traços de identidade perante o símbolo do clube, portador de valores éticos e deontológicas muito singulares, que se lhe exige e responsabiliza, importa refletir numa ideia com base numa previsibilidade funcional das equipas em prova. Após as avaliações de vária ordem, muito em especial ao nível das capacidades antropológicas, biológicas, cárdeo funcionais, motoras, psicológicas e mentais, etc…, geralmente todas as equipas acabaram por realizar estágios, procurando associar à planificação das cargas específicas de treino a realização de alguns jogos, competindo com equipas de maior ou menor dificuldade de exigência.
Verificamos que algumas equipas nesta fase procuraram realizar competições de dificuldade crescente, na tentativa de obter resultados positivos, e com isso ser valorizado os seus índices de confiança, vendo nisso um apelo para a otimização do sucesso no futuro imediato.
Porém, outras equipas procuraram associar ao estágio, competições pela mais-valia do adversário, e assim se dispuseram a correr riscos de acusar um rendimento e resultado em desconformidade com expectativas à priori criadas.
As perguntas que se podem fazer neste momento são as seguintes: qual a importância que se pode imputar a equipas cujos rendimentos e resultados foram negativos? Equipas cujos rendimentos foram negativos e resultados positivos? Equipas cujos rendimentos foram positivos e resultados negativos? E tudo isto condicionado por um conjunto de jogadores disponíveis para a competição; a inserção de novos jogadores; jogadores que advieram de possíveis estados do reaparecimento após lesões; qualificação do perfil de liderança do treinador e toda a estrutura técnica, etc…
Não tenho dúvida que qualquer derrota nesta fase, mesmo que seja desvalorizada pelo seu líder, pode ser objeto de preocupação, inquietação, dúvida e geralmente perturbadora, caso se veja repetida. Poderá, no entanto, acontecer que a adversidade perante resultados menos bons nesta fase, a equipa possa reagir para um novo estímulo renovador, pelo despertar coletivo de novas matrizes de competência, transferindo dificuldades em oportunidades, vendo imprimida uma nova cultura de exigência.
Creio que a imagem criada neste período para as equipas candidatas, poderá ocasionar uma cultura de êxito das vitórias conseguidas, gerando mais satisfação e vendo otimizado esse estado de convicção que sem dúvida perdura mais no tempo. Como aliás tenho referido: «atletas bem-sucedidos, são mais capazes de atingir e controlar o sucesso em causas onde a estabilidade impera, o sentimento de orgulho e autoestima vigora e experiência decorrente das participações efetuadas o regista, vendo-se otimizado o seu grau de comprometimento. Aliado a isto, a capacidade de envolvência de pessoas significativas que possuem uma identidade ganhadora, permite absorver um estado de referências positivas, pela imediata transferência duma modelagem comportamental onde habita o sucesso.»
Importa ainda anotar uma referência ao nível da liderança comunicacional do líder/ treinador. Sabemos que qualquer mensagem para que atinja um objetivo assertivo, deverá estar revestida de clareza, exposta de forma otimista e positiva e sem duplo significado, cuja expressão verbal e não verbal demonstre coerência, devendo separar os factos das opiniões e bem sintonizadas com objetivos positivos de conquista.
Por vezes verificamos que a credibilidade do treinador fica afetada, quando uma resposta se vê emocionalmente traída por um desespero indesejado e por isso inoportuno.
É claro que tudo isto faz parte da identidade do treinador como comunicador e líder e como expressa o tipo de comportamento da liderança no seu desempenho, quer por via da instrução e treino, quer por via democrática, recompensadora, de apoio social, explorando a preceito com inteligência, empatia, motivação intrínseca, flexibilidade, ambição, autoconfiança e otimismo os seus atributos.
Estes sinais ambientais vividos, ajudam a catapultar para o balneário o eixo mediador duma consciência coletiva, onde se forja uma crença que se transforma em desejo partilhado e este em convicção, que se pode ver-se autenticada pelo resultado, que conduz ao sucesso. Estas situações devem na minha perspetiva serem objeto de apoio e treino ao e do treinador!...
Os fatores ambientais e emocionais consagrados pela cultura de exigência do clube, a experiência, a educação e formação do treinador, pode perante situações de incerteza e ambiguidade dotar a sua mensagem, como sinal de esperança, sem usar lamentos para afagar ideias ou desculpas para esconder fraquezas, transportando na alma a evocação das bases onde pode mais facilmente imperar o sucesso.
Quem for capaz de conseguir ultrapassar as exigências da competição de forma emocionalmente mais equilibrada, identificadas de um estado de espírito, onde a paixão em servir, o desejo de vencer, a exigência na formulação de objetivos difíceis e encorajadores, para a defesa do emblema que carrega, não apenas na camisola, mas sobretudo na alma, pode fazer a diferença de quem está mais disponível para ganhar…. e voltar a ganhar!...
Já que estamos em cima da competição que ditará a equipa vencedora do campeonato, ou as equipas que se admitem nas competições europeias, outras que mantém aceso o direto de permanecer ou não na prova, acrescento algumas referências também exposta em períodos anteriores, no referente à mobilização dum permanente e incessante compromisso entre:

Jogadores – Os fiéis interpretes da dinâmica que o desenvolvimento do jogo promove a todo o instante. Aqueles que colocados no estádio, as suas esperanças e medos são expostos em frente de milhares de espectadores e convertem a vontade de vencer numa questão de treino e a maneira de vencer numa questão de honra!... E são tantas as vezes que carregam uma cruz duma vida virtualmente fácil, abnegada e talvez incompreendida!...

Treinadores – Que estejam sempre disponíveis para medir a autocrítica de forma séria e descomprometida e também capazes de motivar para o triunfo e aceitar o fracasso, e sempre disponíveis para administrar os valores da honestidade e a firmeza das convicções. Procurar ser também bons conselheiros, com um modelo de comportamento exemplar, segundo o qual permita corrigir sem ofender e orientar sem humilhar.

Árbitros – Todos sabemos que emitir juízos com a máxima brevidade de tempo e confirmar o caráter irreversível da decisão tomada, não é tarefa fácil, nem facilmente compreendida. É evidente que a crítica ao árbitro é necessária e indispensável. Mas as disponibilidades técnicas do esclarecimento deveriam salvaguardar a sua credibilidade no contexto agonístico do jogo, evitando a todo o custo que a sua figura seja praticamente anulada pelo primado exclusivo da tecnologia.
O estado do comportamento humano do árbitro, a sua personalidade, os seus valores, os seus critérios, deverão prevalecer, porque antes do árbitro está a pessoa. E é por isso que o árbitro deverá ter no jogo uma capacidade de estima e não abuso do poder, que por vezes desorienta quem joga e estimula negativamente quem ao jogo assiste.

Dirigentes – Quantos são aqueles que arrancam do seu labor ocasião e forma de protagonizar para o seu clube o tesouro dos maiores entre os grandes?!... Porventura alguns percorrem de forma intempestiva os corredores do poder, vendo no Futebol um exercício compensatório de personalidades insatisfeitas no campo pessoal e profissional, desprezando as regras adjacentes ao bom senso e razão!.... Felizmente que neste âmbito tem havido de forma progressiva uma mudança estrutural e que implica um ainda longo caminho a percorrer no que ao empreendimento desportivo exige, no que diz respeito à competência e profissionalismo dos seus agentes.

Adeptos – Que gritam e vibram com o peso da sua bandeira, numa profunda relação de afetos no apoio participativo. Contudo verifica-se de forma frequente situações conflituosas, confirmando ou contrariando expectativas do resultado e de imediato o lugar à cólera e euforia perante as fases mais relevantes: marcação ou não dum penalty, golo falhado, falta inexistente e o estádio transforma-se por vezes numa labareda de opiniões, com efeitos por vezes dramáticos. Ainda muito a fazer na qualificação deste modelo comportamental do espectador, por parte duma formação desportiva adequada e uma justiça de combate deveras exemplar e operante.

Orçamentos estabelecidos, objetivos formulados, rentabilização de competências planificadas e partida para uma nova época, onde se apuram comportamentos, se invocam convicções, se ajustam desejos e todos possam partir para mais uma viagem de sonho… e como vale a pena sonhar!...Deixemo-nos levar pela imagem dum belo jogo de Futebol. Se repararmos bem, a potencial dinâmica do jogo dispõe de facto de uma magia inigualável … durante 90 minutos é possível condensar muitas histórias e reproduzir muitas graças que a vida nos oferece. Fixemo-nos pela dinâmica fantástica que o jogo promove, apelando a raros e únicos momentos de inspiração em movimento, onde a harmonia do gesto, insubordinado umas vezes, inspirador e ousado noutras, mas sempre emocionalmente excitante.
Por vezes numa simples jogada lá surgem obras de arte, desfeitas em suor e canseiras, transferidas em «poemas, escritos de calções e chuteiras» Marias. ;(1986). Daí um dos seus principais encantos!...
BOA ÉPOCA!...
Para os vencedores hossanas de glória e exaltação. Para os vencidos respeito e esperança!..."

O heróismo de Pepe e de Iúri Leitão


"Defesa será sempre visto por duas perspetivas, mas é inegável o seu lugar na História; Leitão é um herói cheio de marcas

Há quem seja herói toda a vida, há quem o seja por um dia. Os primeiros acontecem por repetidas proezas e exibições, quando saem do quase anonimato e passam a estar debaixo de um holofote eterno; os outros acontecem porque na maioria das vezes não reparámos antes.
Dito de outra forma, porque não construímos na nossa cabeça que o esforço pode valer tanto como uma vitória. Quem tem mais mérito? O favorito que sai vencedor numa etapa de montanha ou o ciclista, sprinter ainda por cima, que caiu durante esse percurso, magoou-se, mas mesmo assim chegou lá ao cimo do monte para dois dias depois poder lutar por outra conquista?
Pepe entra na categoria dos primeiros. Eu sei que o — agora — antigo internacional português teve comportamentos demasiado errados. Como já escrevi, o pior de todos naquela sequência violenta sobre Casquero, num duelo entre Real Madrid e Getafe. Mas Pepe, por exemplo com as quinas ao peito, saiu sempre na frente do pelotão, numa atitude de custe o que custar, defendendo o que levava no peito, nem que isso significasse pegar-se com um alemão (Thomas Muller).
O seu adeus definitivo aos relvados, ontem, encerra um ciclo. Para mim, Pepe será sempre a medida pela qual um indivíduo nascido fora do nosso país e representa Portugal deve ser olhado. Não é preciso nascer aqui para se ser português, mas eu ainda prefiro os que sentem isto do que os que veem na Seleção uma oportunidade de carreira. É tudo legítimo, mas não é bem a mesma coisa…
No FC Porto, é o completar da roda: presidência, bancada, banco de suplentes e relvado. As figuras mais emblemáticas do clube nos últimos anos saíram de cena com o adeus do luso-brasileiro, que será sempre visto como mais vilão por uns e mais herói por outros.O que me parece inegável é que Pepe é um dos maiores defesas da história do nosso futebol.
Já Iúri Leitão parece ter sido herói por um dia. Na realidade, é um herói de todos os dias. Nós, falo do público em geral, é que não reparámos. É um herói nos dias em que se esforça ao máximo no treino, é um herói quando cai da bicicleta e se levanta, é um herói que tem cicatrizes e marcas de todos esses dias em que luta primeiro contra ele próprio, depois contra os melhores do planeta. Onde ele, obviamente, está com o Mundial em 2023 e esta prata olímpica de 2024.
E como Iúri é um herói merece uma capa."

O que une Jorge e Marcos?...


"Falta um mês, apenas um mês, para um novo Mundial de futsal, e dois nomes portugueses emergem no cotejo dos mais competentes e determinados no universo da modalidade

Sabemos que a bola é redonda. E também sabemos que o que é imprevisível determina a validade e o impacto de uma modalidade.
O futsal tem lutado, ao longo das últimas décadas, pela capacidade de se impor através de fatores determinantes para a alta competição. Pela capacidade de cativar multidões de adeptos, de atrair a magia da audiência nas transmissões televisivas, pela transformação e universalização do jogo, tornando-se estruturalmente independente do futebol mas, como organização, bebendo da comunhão, da partilha e da transversalidade do universo FIFA.
Portugal tem a sorte de ter talento.
Essa palavra única e esse conceito tantas vezes mal entendido e tantas outras mal aproveitado. O talento, o que emerge da vocação, o que progride com a formação, o que explode com a competição.
No futsal, esse é um fator absolutamente determinante para o sucesso desportivo, que pode passar, num momento, pelo apuramento para a fase final de um Mundial, ou noutro momento, pela assumida candidatura à maior conquista.
Falta um mês, apenas um mês, para um novo Mundial de futsal, e dois nomes portugueses emergem no cotejo dos mais competentes e determinados no universo da modalidade. Jorge Braz — o melhor treinador do mundo, inquestionavelmente!… — e Marcos Antunes.
Um, mestre do outro. O outro, discípulo atento e seguidor de metodologias, processos e exemplos notáveis. Os dois marcam encontro no longínquo Uzbequistão, vestindo camisolas diferentes no símbolo, mas idênticas na magia e no sonho. E estes são os primeiros pontos de encontro entre Braz e Antunes. Acrescidos da capacidade de perceberem as realidades em que se movem e o equilíbrio de que necessitam.
Falo-vos dos selecionadores de futsal de Portugal e de Angola. Um campeão do mundo em título e favorito (não há como escondê-lo) à renovação do título, o outro vice-campeão africano, procurando melhorar a presença de estreia, há três anos, na Lituânia.
Duas realidades muito distintas mas que, curiosamente, tendem a convergir na perspetiva essencial para o alto rendimento: a capacidade de perceber os momentos, de identificar as fraquezas, de perspetivar os processos, de motivar os recursos, de fazer o que é difícil e de tentar o que é ainda mais difícil.
Foi sempre assim, no futsal português, o caminho de Jorge Braz. Talentoso e diferenciador, a redimensionar e a acrescentar fronteiras competitivas à modalidade. Descrição, formação, leitura, competência, rigor, respeito. Sobre o respeito há muito a dizer, porque (et par contre…) ele não se diz. Cria-se, demonstra-se, percebe-se e estimula-se.
O trabalho de Braz é hoje não apenas reconhecido no mundo como diferenciador e benchmark. Para ele, o resultado constrói-se como reconhecimento da evolução na competência e na evolução das competências. Parece a mesma coisa, mas não é. E quem, comulativamente, agrega estas duas traves tem muito mais hipóteses de chegar ao sucesso. Que, no caso de Portugal, é uma permanente candidatura aos primeiros lugares numa competição mundial de futsal.
Se falamos de Angola, falamos de um fascinante trabalho de base. A despistagem, uma grassroot que emerge das próprias condições inatas de perceção da modalidade nas províncias, no método de identificação e na capacidade de motivação.
A seleção para o alto rendimento é o parâmetro sequencial, é o que efetivamente resulta de um fascínio quase infantil (no motivacional sentido do termo). É sentir o cheiro da terra e o som da paixão pelo jogo. E pela conquista. E pela evolução gradual no patamar internacional.
Os palancas negras do futsal são, hoje, vice-campeões africanos. Transportam consigo a magia de uma modalidade mas, sobretudo, os anseios de um povo cujas dificuldades, embora francamente atenuadas em alguns setores nos últimos tempos, continuam na primeira linha das prioridades.
É essencial que percebamos, à partida, as limitações de um e de outro lados. As portuguesas são as de sempre para uma equipa de topo: os adversários, os detalhes, os momentos. As angolanas também são as de sempre para um conjunto que se desafia a si próprio: o cenário, o mindset que faz a diferença, a possibilidade de escrever história.
Aqui, emergem Braz e Antunes. Os dois selecionadores sabem o que os espera no Uzbequistão. Uma modalidade em constante evolução nos diferentes parâmetros do jogo, no seu entendimento e na capacidade de passar a mensagem aos jogadores (na comunicação interna), e de equilibrar as expetativas (na comunicação externa).
O que une estes dois portugueses é, sobretudo, a dedicação e a paixão. O modo como vivem e respiram a modalidade. A capacidade que cada um revela, à sua especial maneira, para cativar um país e justificar o investimento.
Porque (não tenhamos ilusões) rendimento rima com investimento. O financeiro, essencial para assegurar condições dignas de presença em eventos de dimensão planetária, mas sobretudo o humano, fundamental para que todos percebamos que, por trás dos sucessos — qualquer que seja a medida e expetativa — está sempre a competência, a determinação e o talento de alguém.
Exatamente o que une Jorge Braz e Marcos Antunes.

Cartão branco
Não sendo dos países com maior número de árbitros e árbitras internacionais, Portugal tem feito um caminho paulatino, de formação e evolução, que têm os seus expoentes nos juízes e nas juízas que apitam com as insígnias da UEFA e da FIFA. Neste início de temporada, têm sido importantes os sinais (entendam-se, nomeações) de equipas de arbitragem para competições europeias. A cereja no topo do bolo é a nova indicação de Eduardo Coelho para o Mundial de futsal, de 14 de setembro a 6 de outubro, no Uzbequistão. O caminho de facto, faz-se caminhando. Só não vê quem não quer.

Cartão amarelo
Há uma semana, aqui sublinhei a necessidade de Rui Costa, Frederico Varandas e André Villas-Boas se unirem a outros agentes essenciais do futebol português numa espécie de manual de boas práticas. Cada um é líder de massas, e as suas atitudes (ou falta delas) influenciam o comportamento de uma imensa mole de adeptos espalhados pelo mundo. Caro Frederico Varandas, perder faz parte do jogo. Não cumprimentar o presidente adversário aquando da derrota (depois de um almoço que visava exatamente o contrário, em termos de posturas e mensagens), não é correto. Vamos começar bem a temporada? Então entendamos que é muito mais o que nos une do que o que nos separa."

ESPN: Futebol no Mundo #368 - Final olímpica e dérbi de Manchester valendo taça

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Genial!

David Neres: o Benfica aprendeu alguma coisa?


"É difícil imaginar a equipa de Roger Schmidt em determinados encontros sem os desequilíbrios que só o extremo brasileiro pode oferecer. Mesmo com Di María no plantel e Aursnes na esquerda

Não há grandes dúvidas de que David Neres se prepara para deixar o Benfica. Os passos dados pelo clube foram nesse sentido, desde logo, de forma direta, com a continuidade de Di María e, ainda indireta, na permanência do próprio Roger Schmidt, que decidiu de forma legítima e acertada voltar às origens e reequilibrar-se no momento sem bola.
Se a presença do argentino – será que foi enquadrada por conversa, para mim obrigatória, liderada por Rui Costa, com quem tem relação para lá da de presidente e jogador, para ajustar as expetativas do último às necessidades da equipa e assim garantir maior conforto ao treinador nas decisões? – dá sinais ao brasileiro, pelo exemplo da época passada, de que seria outra vez empurrado para fora da sua posição preferida e até mais natural, o passo dado pelo alemão recupera Aursnes para interior esquerdo, precisamente o espaço que lhe serviria de desterro.
A venda de João Neves, condizente com a tendência do mercado, parece não ser suficiente para responder às despesas correntes e há a gestão das situações de Tengstedt e Arthur Cabral, que poderão não cumprir os objetivos para a janela e até obrigar alguma concessão, seja no valor ou no tipo de transferência, e ainda o vencimento alto de Neres a também impactar na eventual saída, além da própria vontade do extremo.
No entanto, se um Di María ajustável consoante momento e necessidades faz sentido – e só mesmo dessa forma –, é difícil imaginar um Benfica sem Neres na maior parte dos jogos, sobretudo naqueles que irão precisar dos desequilíbrios que só ele poderá oferecer. Isto mesmo com Fideo no plantel e com um João Mário que será sempre necessário a dada altura – até foi aposta inicial frente a Feyenoord e Fulham –, e também porque Rollheiser está a ser olhado mais como médio.
É um caso perdido? O extremo já fez mesmo as malas para o Nápoles e para a Serie A? Claro que o ordenado, uma liga bem mais competitiva e até Antonio Conte, que pode elevar a candidatura do emblema italiano a um lugar cimeiro, dão peso a esse lado da balança, mas ali, à sombra do Vesúvio, não passa o comboio da Europa, seja Liga dos Campeões, Liga Europa ou sequer Liga Conferência. Será que alguém lhe explicou nestas semanas que poderá continuar a ser muito útil? Depois dos vários erros na construção do último plantel e de uma pré-época que deu sinais de que tinha sido criada a rotura com esse passado recente, será que na Luz não se aprendeu nada?"

As chuteiras de Rui Costa


"Anda por aí muita gente de sapatos de bailarina ou de chinelos para todas as ocasiões a clamar que a saída de João Neves só por €120 milhões ou nada

Ainda não encontrei melhor descrição da saída de João Neves do Benfica para o PSG, nas minhas reflexões ou opiniões, jornais ou televisões, redes sociais ou cafés, do que a publicada, por estas páginas ou na edição online, há uns dias, pelo meu camarada Nélson Feiteirona, que num golpe tão simples quanto genial, que todos procuramos quando nos sentamos em frente a uma folha branca antes de começar a escrever, resumiu tudo na ideia de que é um pouco de Benfica que se vai.
Aquele adolescente que os benfiquistas depressa abraçaram e adotaram como filho, por motivos que nem vale a pena estar a recordar, deixa um vazio que cedo ou tarde será esquecido ou desvalorizado, mas que não será preenchido, mesmo que outros venham ocupar o lugar dele, mesmo que Renato Sanches relance a carreira. Será sempre um Benfica diferente, até poderá ser melhor, mas João Neves representa aquilo que os adeptos gostam que seja o Benfica, para lá de ser um talento como poucos na Europa com a idade dele, 19 aninhos.
Nisso, acredito, quase poderemos todos concordar. Já quanto à decisão de Rui Costa negociar a transferência por €60 milhões será bem diferente. Se considerarmos o ruído e lastro daqueles que não cessam de disparar sobre o presidente do Benfica, então parece claro quem é o vilão desta história.
Não são, nessa barricada, todos iguais. O que é claro é ninguém quer calçar as chuteiras de Rui Costa, por diversos motivos — ter agenda própria ou ser engraçadinho com e para os amigos, achar-se superior ignorando a realidade ou ser apenas do contra. E também há, talvez menos, quem seja contra essa decisão e apresente uma fundamentação sólida e respeitável, desde que e sempre explicando como se lida com as consequências, financeiras e desportivas, dessa opção.
Anda, pois, por aí muita gente, fina e delicada, com sapatos de bailarina e em pontas, em palcos de imaculada dignidade, a dizer que €120 milhões ou nada. E anda, também, por aí muita gente, com a sensibilidade de quem usa o chinelo para qualquer ocasião, a dizer que €120 milhões ou nada. Talvez não se tenham apercebido que são mais próximos do que imaginam e coincidem na iluminação e na indiferença a tudo e todos.
Para que tudo fique bem claro — a venda de João Neves por €60 milhões é o negócio possível e, dentro do negócio possível, é um bom negócio. Ignorar a circunstância de que João Neves não poderia recusar um contrato mais de dez vezes superior ao que tinha no Benfica e que um clube português não tem condições de recusar €60 milhões é tão populista quanto irresponsável.
Isso, porém, não nos impede de refletir sobre como se chegou até aqui, de como, ao fim de tantos anos, Benfica e os outros clubes portugueses ainda estão dependentes de um modelo de negócio que implica sempre a perda dos maiores talentos. Com a dificuldade de encontrar mais receitas — a centralização da venda dos direitos de transmissão televisiva, já se percebeu, dificilmente proporcionará mais proveitos financeiros aos grandes — a solução óbvia seria o corte a valer nas gorduras das despesas e na escolha mais criteriosa de jogadores. É fácil dizer e soa bem, não é? Mas quais as consequências desses cortes? E quem pode garantir que acerta sempre quando escolhe um jogador? Já é mais difícil responder.
Assim como quem não quer a coisa vou ali calçar umas chuteiras e já volto."

Os nossos heróis de Paris 2024


"Se o medalheiro português está quase vazio, a menor responsabilidade é dos atletas

«Agora tenho pensar como vai ser o meu futuro. É incrível estar nos Jogos Olímpicos, mas também temos de preparar um futuro e, acima de tudo, perceber até que ponto é viável continuar»
Irina Rodrigues, após o 9.º lugar no lançamento do disco em Paris 2024

Há várias formas de analisar as prestações dos países nos Jogos Olímpicos — através de medalhas de ouro, de medalhas totais ou de diplomas, por exemplo.
É também comum compararem-se os sucessos de países de dimensão equivalente. Em Portugal, olha-se sobretudo para as medalhas e para o que fazem Suécia, Chéquia, Grécia ou Hungria, também com população entre os 10 e os 11 milhões.
Às 18 horas de quarta-feira, Suécia e Hungria tinham 8 cada (3 de ouro), a Grécia 7 (1 de ouro) e a Chéquia 2 (1 de ouro). Portugal tem o bronze de Patrícia Sampaio.
Mas nestas contas de medalhas, os atletas lusos que estão em Paris são os menos responsáveis. A falta de cultura desportiva em Portugal, os problemas em desenvolver uma rede que fomente a prática dos jovens, a falta de apoios aos atletas de alta competição que, em muitos casos, não podem viver do desporto, ou quando o fazem estão a criar problemas para o desenvolvimento das carreiras profissionais de que vão precisar quando acabarem de competir — Irina Rodrigues, médica de 33 anos, deixou no ar a possibilidade de se retirar após um 9.º lugar no lançamento do disco —, essas sim as razões para o medalheiro português estar constantemente vazio.
Há atletas que esperavam mais, valiam mais e ficaram aquém das expectativas em Paris. Acontece. O inverso também. Não deixam ser heróis. Criticá-los de mãos nos bolsos e a assobiar para o lado é a maior hipocrisia que pode haver."

O estranho caso de David Neres


"David Neres chegou há dois anos ao Benfica e teve impacto imediato. Ele e Enzo Fernández foram as caras novas que fizeram disparar o rendimento coletivo, somados à qualidade de Grimaldo, Florentino ou Rafa e ao crescimento de Gonçalo Ramos, António Silva (mais tarde também de João Neves). Nessa época de utilização (quase) plena na Luz, Neres fez 12 golos e 15 assistências em 48 jogos, com muitos lances determinantes em partidas e momentos decisivos, tanto na Liga doméstica como na marcante carreira europeia das águias.
Graças ao momento difícil do Shakhtar, e só por isso, o Benfica tinha conseguido comprar um talentoso internacional brasileiro de 25 anos por uma pechincha a rondar os 15 milhões. Neres era a unidade diferente, o criativo de facto, o jogador que rareia na vocação de tirar adversários da frente antes de assistir ou finalizar, juntando como poucos estética e estatística.
Mesmo assim, o final dessa primeira época deixou os primeiros sinais de que, para Schmidt, o Benfica não continuaria a ser Neres e mais dez, parecendo que o técnico, como diversos analistas, via a razão do sucesso mais ligada a comportamentos defensivos, por exemplo de Ramos ou Aursnes (que foi ganhando o espaço como o médio ofensivo que nunca fora), do que à criatividade decisiva nos momentos de ataque, de Grimaldo e Neres antes de quaisquer outros. Não é causa única, seguramente, mas desde que o lateral espanhol emigrou e o extremo brasileiro deixou de ser indiscutível, nunca mais o Benfica de Schmidt foi sequer parecido com o visto até então.
A uma época de conquistas, seguiu-se uma temporada falhada para os benfiquistas. Neres já não era titular, a menos que surgisse deslocado para esquerda, onde nunca renderá metade do que pode, porque a direita tinha um novo dono, e dono é palavra apropriada. Di María regressava para jogar no lugar que prefere e, mais, para jogar o tempo todo. Depois do desagrado do argentino pela substituição no primeiro (!) jogo do campeonato, Roger Schmidt não voltou a ousar tirar Di María do campo antes dos minutos finais, tal como nunca mais permitiu que Neres jogasse a partir da direita com um mínimo de continuidade. O fim, agora iminente, da prometedora mas curta carreira de Neres que Luz, começou aí.
Lá virão de novo as justificações de uma boa proposta – mesmo se 25/30 milhões para quem já engordou a tesouraria com Neves não seja nada de extraordinário -, de um campeonato mais apelativo para o atleta ou da falta de espaço na equipa. Se as duas primeiras são placebo, servem para tudo e não valem de muito, a última resulta de uma opção, concreta e ineludível: Schmidt prefere Di María e João Mário a David Neres.
E mesmo que admitamos que João Mário está apenas a “reservar” o lugar para Di María – o que também não é bom indício - Neres acaba de perceber que o filme que lhe está reservado é o mesmo da temporada anterior. Como a política desportiva do clube segue a vontade errática do treinador alemão (interrogo-me se já não gosta de Kokçu, que escolheu antes de todos há um ano?), lá mantém no grupo dois homens com mais passado que futuro (e salários dos mais elevados), admitindo alienar um criativo raro, na melhor idade e com significativo valor de mercado por mais uns anos.
Mas David Neres também quer sair e isso conta? É bem provável, depois do que passou nos últimos longos meses. Mas a pergunta certa é outra: por que razão o Nápoles não quer contratar João Mário? Ou Aursnes? Ou Di Maria, para uma última dança na Série A e que até esteve algum tempo sem contrato? A resposta parece óbvia: porque acredita que David Neres é hoje um jogador que acrescenta mais. E é."

Sonso!

De vândalo a vítima!!!

Passagem de testemunho...!!!

Onde está o Ionnidis?


"O Record do Bernardo Ribeiro continua na senda de esconder um dos maiores fracassos dos mercados de transferências nacionais de sempre.
Ontem, era notícia em vários órgãos de (des)informação que o Panathinaikos se preparava para recusar mais uma proposta do Sporting por Ionnidis (20M€+ 5M€), num processo que se arrasta há uns bons 4 meses, que é o mesmo que dizer há 2880 horas.
Para esconder uma novela que pode prejudicar - ou deitar por terra - a imagem da melhor estrutura do planeta, com a melhor equipa de gestão desportiva da galáxia, que não falha planeamentos desportivos nem erra ou se engana nas contratações que faz, usam João Félix como álibi, mesmo não havendo mais ninguém a fazê-lo.
Lembrar que estamos a dois dias do início do campeonato e ainda não existe substituto para o "ultra sónico" e melhor Paulinho de todos os tempos; o tal que foi para aquele clube estratosférico do México. Nem tão pouco existe um jogador para servir e apoiar o "Pelé Suéco", no plantel atual.
Entretanto, nem uma palavra sobre as equipas B e sub-23 do Sporting e dos seus planteis, recheados de super estrelas e das melhores contratações feitas pela melhor super equipa de planeamento desportivo de que há memórias. É só dar uma vista de olhos ao plantel se alguém estiver interessado em comprovar.
Onde andas Ionnidis!?"

É MENTIRA, Cofina!!!


Informações totalmente falsas do "Correio da Manhã"


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece que são totalmente falsas as informações apresentadas pelo jornal Correio da Manhã quanto aos valores relativos à renovação de Di María.
Informações falsas, sem fundamento, com recurso a pretensas fontes não identificáveis e sem nenhuma verificação com os canais oficiais do Clube.
Os valores em causa não são apenas substancialmente mais baixos como cumprem os patamares de remuneração estabelecidos pelo Sport Lisboa e Benfica."

História Agora


O mesmo lado...


"Em 2017, as direções de comunicação de Sporting e FC Porto, através dos seus representantes máximos (Nuno Saraiva e Francisco J.Marques), reúnem-se numa unidade hoteleira e formam a mais negra aliança conhecida, com o intuito de destruir o SL Benfica e dividir os seus adeptos.
Depois de se "apoderaram" de uma grande quantidade de gigabytes de informação privilegiada (os famosos emails), alinharam estratégias para a sua divulgação, ficando a cargo do Sporting a criação de plataformas digitais para descarga dos conteúdos, através de empresas e sites criados para o efeito, e a divulgação em meios audiovisuais a cargo do FC Porto, pois como todos sabemos "lá em cima seria mais seguro".
Ainda hoje os efeitos desse ataque coordenado se fazem sentir. Certamente nem eles imaginariam que esse estratagema seria tão bem sucedido.
Além da perda do pentacampeonato, toda uma nova geração de benfiquistas nasceu, cresceu e devolveu-se. São os chamados "dragartos", puros e exigentes.
A desunião foi dessiminada e será muito difícil o Benfica voltar aos tempos em que TODOS remavam para o mesmo lado. Hoje o que vemos são constantes ataques, e como dizia um grande amigo meu, estamos numa guerra de guerrilha (onde me incluo) que em nada favorece o clube. Onde se atacam e ofendem benfiquistas, onde se esgrimam argumentos, muitas vezes sem conhecimento de causa ou confirmação de verdade. Uma autêntica "javardice" sem sentido.
Enquanto não entendermos que o Benfica precisa de todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes, novamente a remar para o mesmo lado, a vitória da estratégia do grupo do Altis continuará a dar os seus frutos.
Apenas o FC Porto foi condenado na Justiça, mas dos estragos que foram feitos na massa adepta do SL Benfica, desses ninguém os vai julgar. Só a história..."

Adeus!

A Verdade do Tadeia: Novidades para 2024/25 (Live 2)

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - David Neres, Koopmeiners, Gustavo da Silva

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Boavista FC : 5 questões sobre uma crise sem fim à vista

Tailors - Final Cut - Especial - Supertaça - Sebastião Macias

A verdadeira luta de Imane Khelif


"Colocação em causa da identidade pode trazer consequências graves para a saúde mental da atleta

Retomo na reflexão de hoje o tema da consciência social, ou da falta dela, e a valentia das redes sociais! Entre tudo o que se tem passado em Paris, escolhi Imane Khelif.
Muito tem sido possível ler sobre a atleta a quem chamam «homem», «fraude», «transexual», «feia», «aberração», etc., não só por anónimos pelo mundo fora como por figuras de relevo de diversas áreas e nacionalidades, que apelam à exclusão de Imane Khelif. No seu combate de apuramento para as meias-finais a atleta gritou «sou uma mulher». No mesmo palco, nas mesmas redes sociais onde se aplaude Simone Biles no seu regresso após ter defendido uma cultura desportiva positiva e a elevação do autocuidado e da saúde mental, alguém parou para pensar o que toda esta polémica pode ter como consequências psicológicas para Imane Khelif?
Uma jovem de 25 anos, que nasceu mulher, cresceu mulher e competiu sempre como mulher, mesmo em 2021, nos Jogos Olímpicos, em que foi eliminada pela Irlandesa Kellie Harlington, vê agora a sua identidade colocada em causa, por um teste realizado (sendo que não sabemos que teste, pois o IBA não o identifica). Algum dos leitores conhece verdadeiramente o seu código genético? E se agora alguém lhe dissesse que não é o que é, como se sentiria? Aceitando que os resultados do teste do IBA existem e são verdadeiros, existem diversas explicações médicas e científicas que explicam como Imane Khelif pode ter no seu código genético XY e ainda assim tenha nascido com características femininas e como tal crescido como mulher na sua identidade e na sua totalidade.
A humilhação pública, o bullying que tem sofrido, mas acima de tudo colocarem em causa a sua identidade, «quem é Imane Khelif?» pode trazer consequências graves para a saúde mental da atleta, não só enquanto competidora, mas também enquanto pessoa. Podemos encontrar na ciência inúmeras teorias que explicam este impacto, desde as teorias mais humanistas (ex. Carl Rogers) às psicanalíticas (ex. Sigmund Freud) ou às cognitivas (ex. Leon Festinger). Independentemente da corrente que se siga, o fenómeno a que Imane Khelif tem sido exposta constitui um elevado risco para a saúde mental da atleta, pode afetar a sua autoconfiança e autoestima, podendo desenvolver ansiedade, isolamento social e até depressão.
Imane Khelif já enfrentou limitações na sua cultura para se tornar a pugilista que é hoje, agora enfrenta uma polémica mundial que discute quem é ela e se merece ou não competir! Quem somos nós, cada um de nós, para fazer esse tipo de julgamento quando o Comité Olímpico diz que sim?"

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Como veremos João Neves em setembro?


"Há um jogador que pelo seu talento, golos, posição, idade e, já agora, currículo, deveria ter um preço a 'tocar no céu' e fosse muito para lá da centena

Há uns anos, quem seguia o campeonato argentino com alguma atenção, claramente identificava dois jovens como os mais promissores do campeonato daquele país. Um deles era Enzo Fernández, do River Plate. O outro, porém, era mais do que uma promessa, era uma quase certeza.
O River Plate formou alguns dos maiores goleadores da História. Nem é preciso falar de Labruna ou Pedernera, os mais preponderantes da famosa equipa La Maquina, que marcou uma geração naquele clube. Basta lembrar nomes mais recentes: Gonzalo Higuain, Radamel Falcao, Hernan Crespo ou Javier Saviola. Mas por lá passaram mais: Abel Balbo, Gabriel Batistuta, Claudio Caniggia, Julio Cruz, Marcelo Salas, Alexis Sanchez e, já agora, Mario Kempes, Enzo Francescoli e don Alfredo Di Stéfano
Como nota de rodapé, até David Trezeguet, internacional francês, foi Millonario.
Esta é o legado em Nuñez, onde há uns anos «rompeu» o talento de Julian Álvarez, considerado herdeiro da história de delanteros do River. Quando ainda se duvidava de Enzo Fernández, já se tinha todas as certezas da Araña. Alvarez era o mais prolífico avançado que a Argentina vira em largos anos e tanto assim foi que o Manchester City nem hesitou. Atravessou o Atlântico, pagou 20 milhões ao River Plate e ainda o deixou em Buenos Aires mais seis meses. Guardiola estava disposto a esperar!
Julian Alvarez valia a pena.
Na verdade, valia e vale, mas o ManCity tem Haaland e, ironicamente, não há espaço para tanto golo num só onze. Aos 24 anos, a Aranha ganhou tudo o que há para vencer no seu futebol: campeonato, taça e supertaça da Argentina e ainda o troféu de campeões; Libertadores e supertaça sul-americana; Premier League inglesa, taça de Inglaterra, Liga dos Campeões, Supertaça Europeia, Mundial de Clubes; Copa América e Mundial.
Perante tanto talento, golos, posição, idade e, já agora, currículo, seria de esperar que o preço de Álvarez tocasse no céu e fosse muito para lá da centena. Mas não é isso que sucede. O Atlético de Madrid pagará 95 milhões de euros. É muito dinheiro, claro que é, é quase o triplo do último Euromilhões, mas num outro mercado, ou seja, num outro verão, a maior venda da História do Manchester City deixaria muitos a coçar a cabeça. Bom negócio? Noutro verão, nem por isso, neste talvez.
As contas do mercado e a qualidade dos negócios fazem-se em setembro. Porque só aí se percebe se 95 milhões de euros são pouco para Julian Alvarez ou se 60+10 não são nada maus para um médio português (João Neves)... isto de um ponto vista económico, porque se falasse o coração, Alvarez ainda seria Millonario."

Golaço #49 - Paulo Fonseca : Le nouvel architecte de San Siro

A Verdade do Tadeia - Novidades para 2024/25

Empurrões!!!

"Aquilo é o Record, não é o France Football".

Visão: Pode Di Maria ajudar o Benfica?

El Mítico #97 - ¡Ganar todo!

Benfica Podcast #530 - New Hopes

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Di María, Ioannidis, Dani Olmo

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Gonçalo Borges rejeita sair. Boa ou má solução para o FC Porto?

Mais um ano de águia ao peito


"O destaque desta edição da BNews é a renovação de contrato de Di María que o liga, por mais uma temporada, ao Benfica.

1. Di María até 2025
O campeão do mundo, que na época passada marcou 17 golos e fez 13 assistências pelo Benfica, permanece na Luz e manifesta felicidade e ambição: "Estou feliz por ficar mais um ano no Benfica, de poder continuar a vestir esta camisola. Voltar a ser campeão nacional pelo Benfica seria muito lindo. Todos os anos quero ganhar, e neste vou tentar ganhar mais!"
Di María considera os Benfiquistas essenciais para as vitórias: "Os adeptos estão sempre connosco, puxando por nós em todos os momentos para podermos atingir os objetivos, e seguramente este ano será muito especial, estarão connosco e nós com eles para, todos, sermos um."

2. Alegria e foco no treino
Otamendi e Renato Sanches já trabalham no relvado, integrados no grupo de trabalho empenhado em começar o campeonato da melhor forma, somando três pontos.

3. Bilhetes esgotados
Não há bilhetes disponíveis para a partida Famalicão-Benfica da jornada inaugural da Liga Betclic (domingo, 11 de agosto, às 18h00).

4. De volta a casa
João Rodrigues, vencedor de 16 títulos e troféus ao serviço do Benfica, incluindo duas Ligas Europeias e três Campeonatos Nacionais, está de regresso à Luz.
"É uma alegria enorme. Espero poder trazer à equipa a experiência que adquiri e ajudar o Benfica a ganhar. O objetivo de voltar a ganhar pelo Benfica é muito grande, estou completamente focado nisso", afirma.

5. Nova equipa técnica
O banco das tricampeãs nacionais de andebol passa a ser liderado por Luís Monteiro, experiente treinador e antigo jogador do Benfica. A coadjuvá-lo estão a recém-retirada jogadora Viktoriya Borshchenko e Marina Teixeira, que continua a acumular a função e o cargo de team manager.

6. Renovação de contrato
Rui Moreira continua como treinador principal da equipa feminina de voleibol do Benfica.

7. Acervo mais rico
Hugo Gaspar doou a bola utilizada na partida em que o Benfica, na época 2024/25, conquistou o pentacampeonato de voleibol e uma camisola usada por si na estreia benfiquista na Liga dos Campeões.

8. Jogos Olímpicos
Acompanhe, no site oficial do SL Benfica, o desempenho dos atletas do Benfica nos Jogos Olímpicos. Esta manhã, na canoagem, Fernando Pimenta garantiu o apuramento direto para as meias-finais de K1 1000 metros e Teresa Portela está nas meias-finais de K1 500 metros.

9. Resultado injusto
Os Sub-23 do Benfica começaram a Liga Revelação com uma derrota, por 1-0, na visita ao Santa Clara, numa partida em que mereceram melhor desfecho.

10. Empréstimos
As jovens futebolistas Matilde Silva e Érica Ventura vão evoluir no Valadares Gaia."

Sporting sob pressão


"Num ápice, em certos círculos, o campeão deixou de ser a equipa espetacular e de ter a SAD das incursões cirúrgicas no mercado, para passar a ser a maior dúvida do futebol português...

Esfreguem as mãos de contentamento: o futebol está de volta. Em ano ímpar o verão custa menos a passar, porque é de Campeonato Europeu ou Mundial, em ano bissexto os Jogos Olímpicos também nos atenuam a falta da competição desportiva na época estival, mas são as emoções do campeonato que voltam a preencher os nossos dias e tudo passa a ser diferente: no nosso íntimo de adeptos, sofredores e entusiastas; nas nossas casas; nos trabalhos onde voltam a surgir as discussões, as glórias e as ressacas de segunda-feira, as brincadeiras com os colegas.
Esfreguem as mão de preocupação: num ápice, o Sporting deixou de ganhar a Supertaça e vincar estatuto de candidato maior, conferido pelas credenciais de campeão nacional que lhe estão estampadas na camisola, para se tornar na equipa mais pressionada na 1.ª jornada da Liga — sexta-feira, às 20.15 horas, Alvalade abre o campeonato com a receção leonina ao Rio Ave. Num ápice, a euforia de um 3-0 ao FC Porto aos 24 minutos passou para a depressão de um 3-4 no final dos 120 minutos que se jogaram no Municipal de Aveiro. Num ápice, em certos círculos, o campeão nacional deixou de ser a equipa espetacular de processos solidificados e estabilizados na pré-época, de ter a SAD das incursões cirúrgicas e acertadas no mercado, para passar a ser a maior dúvida do futebol português — esfreguem as mãos para a bipolaridade que o futebol nos reserva, do céu ao inferno ou do inferno ao céu numa hora e meia (duas horas neste caso).
Mas a verdade é que os leões passam mesmo a ser a equipa que nesta 1.ª jornada mais tem a perder: se ganhar ao Rio Ave cumpre o que se espera, se não ganhar tudo passa a ser posto em causa. Mesmo que de grande exagero se trate, bastará um empate para cair o céu sobre Alvalade; para se colocar em causa as contratações; para se aumentar a urgência de resolver os dossiês em falta — sobretudo a do avançado.
O Sporting passou a ser a equipa que mais está proibida de falhar no arranque. E se isso é válido dentro de campo, também o é para fora dele. Depois da Supertaça já se colocam dúvidas sobre o novo guarda-redes Vladan Kovacevic e sobre o novo central Zeno Debast — como se não bastasse a reviravolta consentida, foram os dois reforços apresentados a comprometerem em três dos quatro golos azuis e brancos. Por isso, o avançado tem de chegar e mostrar que pode ser não apenas substituto de Gyokeres como complemento do sueco — e se for Ioannidis, tamanha e tão longa a novela, então passa a ser também o mais pressionado jogador da Liga, até pelo valor que pode obrigar a investir…
Esfreguem as mãos não apenas para apressar a sexta-feira mas antes logo a quinta e ouvir Rúben Amorim voltar a explicar a derrota na Supertaça, a lançar a 1.ª jornada e a defender os seus — e talvez a assumir também algum equívoco que no sábado à noite tenha contribuído para que o campeão nacional esteja agora mais pressionado do que os outros, é que não foi a derrota, antes a forma como ela aconteceu.

SELO DE GOLO
Patrícia Sampaio — Em plenos Jogos Olímpicos o selo de golo só pode ir para Patrícia Sampaio. A judoca de Tomar conseguir o bronze, até agora a única medalha portuguesa em Paris e, infelizmente, não serão muitas mais. Pedro Pablo Pichardo e Fernado Pimenta são a maior esperança nacional, talvez até para o ouro."

Terceiro Anel: Renato Sanches!

Vêm aí os americanos!


"Mais do que nunca com os olhos postos na Europa, a NBA pondera investir numa competição ou até criar uma liga europeia de basquetebol e já está em conversações com a FIBA

Com os Jogos Olímpicos de Paris-2024 já a decorrerem e os futebol na Europa a regressar aos trabalhos depois do Euro da Alemanha, a notícia passou sem grande impacto, mas, segundo o próprio commissioner Adam Silver revelou, a NBA tem intensificado conversações com a FIBA com intenção de ampliar a sua pegada na Europa.
Neste momento existem duas hipóteses: criar uma competição anual ou construir uma liga gerida pela NBA, cujos investidores serão os donos dos clubes americanos, como acontece na G- League e na maior parte da WNBA, ou com investidores europeus.
How! Após décadas a ouvir, sem fundamento, sobre a hipótese de serem criados um ou dois clubes da NBA na Europa, o que seria pouco viável, logo à partida devido à distância das viagens, sobretudo para a costa Oeste dos Estados Unidos num campeonato que na fase regular tem 41 partidas fora, agora a ideia será mesmo criar uma NBA europeia. O que, diga-se, também não é novidade.
Recordo-me quando existia na pré-temporada da Liga o McDonald’s Championship que, entre 1987 e 1999, nas suas nove edições e tendo sido a primeira em Milwaukee, trazia anualmente à Europa uma formação da NBA, conseguindo nas três últimas que até fosse o campeão.
Quando acabou, uma das justificações foi porque o evento se tornara demasiado caro e a NBA quis alterar de estratégia. O que fez, trazendo equipas para jogos de exibição contra adversários europeus, ou realizando anualmente um encontro oficial da regular season em Londres ou Paris entre dois clubes e que, em 2024/2025, novamente na capital francesa, passará a dois jogos, entre os Spurs e os Pacers. Afinal faz parte de um plano maior.
Mas, em 2000, corria também o rumor de outra explicação. A maior parte dos principais clubes da Europa, aqueles que a NBA defrontava, haviam criado a EuroLiga em oposição à Liga dos Campeões, gerida pela FIBA.
E a NBA, numa política de boas relações, depois de ter tido o apoio da FIBA para levar o Dream Team aos Jogos de Barcelona-1992, não queria optar qual o campeão a convidar. Até porque a Euroliga, que é praticamente fechada, continua a ser a principal competição e ainda possui a Eurocup, enquanto a FIBA organiza a Liga dos Campeões e Taça Europa, terceira e quarta prova continental.
O facto de a NBA estar a ter conversações com a FIBA pode servir para que a entrada na Europa não provoque as ondas de choque semelhantes às que a criação da SuperLiga europeia de futebol levantou na UEFA e federações nacionais. Para já sabe-se que a NBA acredita que o projeto tem viabilidade de crescimento, mas com tempo e tentando não mudar a atual estrutura competitiva. O que me parece impossível.
E como reagirão Real Madrid, Barcelona, Panathinaikos, Olympiakos, Partizan de Belgrado, Bayern, Milan e por aí fora?
A Liga americana considera haver potencial, desportivo e de rentabilização, para que a Europa possua essa competição, o senão é que os estudos encomendados à Raine Group indicam que as principais equipas de basquete europeu, apesar de existir a oportunidade de negócio, não são muito rentáveis e a maioria até perde dinheiro. Por isso muitas estão associadas a clubes de futebol, poderosos, vários deles rentáveis, mas onde o desejo de conquistas ambicionadas pelos adeptos — na NBA não há sócios — faz com que seja admissível o prejuízo no basket.
Ora, isso vai contra a filosofia de negócio da NBA, onde o lucro está na base do sucesso de um basquetebol de qualidade e é importante que as receitas existam e seja extensíveis a todos.
Mas haverá mais problemas a enfrentar, como são os tetos salariais para nivelar a competitividade e garantir o lucro. Nem no futebol europeu isso tem sido conseguido e há constantemente superclubes a violar regras e todos assobiam para o lado. Esse e outros problemas como controlos fiscais apertados será uma questão importante na diversidade europeia. Agora, uma coisa parece certa, o que alguns temiam estará mais perto que nunca: os americanos vêm aí! Até poderá provocar a otimização do negócio basquetebol e ele ter reflexos pelo continente. E, quem sabe, chegar a Portugal."

A proteção dos Jogos Olímpicos


"Entre os itens falsificados mais comumente identificados estão vestuário e produtos com as mascotes oficiais dos Jogos

O Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador de Paris 2024, com o apoio das autoridades, encetaram esforços no sentido de prevenir e sancionar todas as violações de propriedade intelectual, incluindo produtos falsificados da marca olímpica. Esses esforços são vitais para proteger os consumidores e garantir que as receitas geradas pelas vendas oficiais de produtos possam continuar a apoiar o desenvolvimento do desporto e dos atletas em todo o mundo, bem como a preservação da integridade da marca olímpica.
Entre os itens falsificados mais comumente identificados estão vestuário e produtos com as mascotes oficiais dos Jogos. Esses e outros produtos falsificados não só prejudicam a venda de produtos oficiais e os direitos dos parceiros comerciais, mas também podem representar riscos à segurança dos consumidores devido a materiais e processos de fabrico abaixo do padrão.
Colaborando estreitamente com agências internacionais de aplicação da lei e associações anti falsificação, na preparação dos Jogos, o Comité Olímpico Internacional informa que formou mais de 20.000 agentes da lei para este propósito.
O plano visa também impedir a revenda ilegal de ingressos e pacotes de hospitalidade, garantindo que os fãs desfrutem de uma experiência olímpica segura e genuína.
A luta contra a contrafação e a venda ilegal de produtos e ingressos no âmbito de qualquer evento desportivo internacional é fonte de grande preocupação, mas também de grande investimento por parte das entidades organizadoras, visando a proteção quer dos consumidores quer dos parceiros comerciais. É importante não esquecer que grande parte das receitas originadas são reinvestidas no desporto sendo esse o desiderato final."

Imane Khelif e Angela Carini: duas mulheres, bullying e um prémio campeão

"O que aconteceu em Paris entre a atleta italiana Angela Carini e a atleta argelina Imane Khelif cheira-me tão a esturro que, admito, fico transtornada com tanto comentário fundamentalista ou radical, com tanta transfobia, com tanta ignorância e treinadores de bancada cuja sapiência deixa tudo a desejar. Imane Khelif e Ange
la Carini: duas mulheres, bullying e um prémio campeão

Radicalismo é um estado de espírito e posicionamento na vida que me aflige. O mesmo é válido para preconceitos. Faço por derrubá-los, por entender as minhas relutâncias e combater ideias que estão enraizadas em cultura, educação, fé. Para mim, o mais importante da vida são os outros e o que a sua riqueza acrescenta à minha vida. Não sou boazinha, atenção, mas não julgo com rapidez, não entro em movimentos coletivos de acusação. Dito isto, sou uma fervorosa defensora dos Jogos Olímpicos e tenho uma admiração sem fim pelos atletas. Todos os atletas.
O que aconteceu em Paris entre a atleta italiana Angela Carini e a atleta argelina Imane Khelif cheira-me tão a esturro que, admito, fico transtornada com tanto comentário fundamentalista ou radical, com tanta transfobia, com tanta ignorância e treinadores de bancada cuja sapiência deixa tudo a desejar. Imane Khelif é uma mulher, nasceu mulher, sente-se mulher. Não é loira e magra? Não entra nos padrões de beleza convencional? Temos pena, mas é uma mulher. A italiana sabia ao que ia, já tinham treinado juntas, não era o seu primeiro encontro.
O que aconteceu? Aconteceu um momento de bullying e uma medida estranha que ninguém parece questionar: a atleta italiana receberá da Federação Internacional de Boxe um prémio monetário igual a um prémio atribuído a um vencedor olímpico, logo a sua federação recebe uma parte, como é habitual. Por que carga de água? Pois.
O nível da manobra de bastidores talvez seja de excelência e eu não tenha estudos para isto, mas, de novo, cheira-me a esturro. E o esturro tem um sabor a extrema-direita, a ideias transfóbicas, a instigar medo e exercer bullying só porque se pode. Pena que certas feministas alinhem neste discurso, porque na defesa da mulher vão a um extremo em que deixam de as defender para as atacar. Este mundo do “estás comigo ou contra mim” levar-nos-á para um péssimo caminho."

Treino...