Últimas indefectivações

domingo, 7 de julho de 2024

Portugal: é preciso coragem para ver além de um penálti e do maior da história


"Há de haver um dia em que a Seleção joga como em 2000 e ganha como em 2016

João Félix falhou um penálti e Portugal saiu do Euro 2024. Quis o futebol que fosse assim. Que um jogador como Félix, que vive entre o que o futebol te dá e o que o futebol te exige, talento e compromisso, fosse o português determinante na noite de Hamburgo. Sobre Félix há de escrever-se muito neste verão e muito neste fim de semana. Mas é preciso ver além do Viriato de Ouro, galardão que Viseu lhe deu aquando da mudança milionária para o At. Madrid. É esse além, mais do que o próprio João, sobre o qual é necessário refletir, até porque o penálti de Félix caiu, como nódoa no melhor pano, no melhor Portugal.
Há quem só consiga ver virtudes e há quem consiga ver apenas defeitos. Mas a crítica não pode ser tão ‘cega’. Já o escrevi e repito. Portugal é uma potência mundial em seleções. O respeito que a França teve com a seleção foi um sinal claro. A sobranceria futebolística francesa acabou naquele 2016, em que Portugal igualou uma vantagem psicológica. Em Hamburgo, foram tantos os franceses a ter fé nas penalidades como os portugueses. O que nos leva às questões restantes.
Na primeira fase do jogo, vi um Portugal com Bruno Fernandes, mas sobretudo Bernardo Silva, mais influentes. Esses foram sinais de que Roberto Martínez também viu o que de mal fora feito com a Eslovénia. Podia falar também de Pepe, Nuno Mendes, João Palhinha, Vitinha – o futuro e presente da seleção está mesmo aqui – e do bom que fizeram. E Ronaldo? A pergunta que todos se fazem, o homem em quem todos acreditavam – e isso é culpa exclusiva dele, pelos seus feitos – mas que redunda num número: seis horas, zero golos de Portugal.
Ronaldo fez o seu melhor jogo do Euro com a França, ainda que tenha sido o elemento mais discreto. O capitão soube jogar com os colegas, foi mais altruísta que nos oitavos, procurou apoiar, mas vítima ou não, acabou por não se destacar. Repito agora: seis horas de Portugal sem marcar um golo. Quem viveu os anos 90 da seleção não se surpreenderia. Mas Cristiano Ronaldo foi o mais prolífico dos avançados do século XXI, pelo que ter tantas horas de futebol sem golo e, incrivelmente, sem um golo de Cristiano deve fazer toda a gente refletir: sobre a seleção, sobre o espaço de Cristiano Ronaldo, sobre as opções de Martínez. Para mim? Simples, à partida para este Europeu. Ronaldo tinha, obrigatoriamente, de estar. Não tinha, obrigatoriamente, de ser titular ou jogar 90 minutos.
Agora que acabou o Euro 2024 para Portugal, é preciso, então, ver para lá do penálti de Félix. Sobre a seleção, cabe-me dizer isto: há muito, muito tempo que não via tanto espírito de adepto em torno da equipa. É preciso manter o cântico, é preciso manter o cortejo, é preciso que Bernardo Silva e Bruno Fernandes se mantenham ‘jovens’. A Argentina também perdeu antes de ganhar, mas foi sempre cantando. Chamem-me romântico, otimista, mas eu até acho que se está a construir qualquer coisa. É preciso é ter coragem para ver para lá de um penálti, ou da maior figura da nossa história. Há de haver um dia em que Portugal joga como em 2000 e vence como em 2016."

Por uma questão de estatuto


"O único que tinha mesmo estatuto de insubstituível era Ronaldo. Mas esse Martínez sempre assumiu. Apesar de, como se viu, estar errado

Portugal foi eliminado do Europeu. A primeira conclusão a tirar é a de que Roberto Martínez não teve razão e a sua teoria estava manifestamente errada. Pode parecer brutal esta maneira tão nua e tão crua de analisar a presença portuguesa no Euro da Alemanha, mas a verdade é que não conheço outra mais concreta, mais real, mais objetiva.
Fernando Santos tinha toda a razão e todos os seus críticos, que o acusavam de ser demasiado defensivo e nada arriscar, não tinham. Porque a seleção de Fernando Santos, que não tinha a mesma constelação de estrelas desta seleção de Martínez, foi campeã da Europa e a de Martínez ficou-se pelos quartos de final. E Martínez também não teve razão nas substituições que fez e, sobretudo, nas substituições que não fez. Basta lembrar que meteu o João Félix de propósito para marcar penáltis e ele, de tantos escolhidos, foi o único que falhou.
A verdade é que analisar o futebol fica mais simples se apenas considerarmos a questão do resultado final. É o que a maioria dos comentadores faz e, assim, não corre riscos. Ninguém se lembra daquilo que um comentador encartado diz na televisão antes dos jogos. Pode não acertar uma, que a memória dos espectadores não se lembrará de nada. E por isso pode-se sempre brilhar depois dos jogos, dizendo o que está certo e o que está errado.
Em voga, nas críticas a esta seleção, sempre esteve a questão do estatuto. Martínez tinha jogadores intocáveis. Um deles era Bruno Fernandes. Pois bem. Se o médio do Man. United fosse mesmo intocável tinha continuado até ao fim do prolongamento e marcado o penálti que Félix desperdiçou.
Julgo, para ser sincero, que Martínez apenas sentia uma única obrigação nesta equipa de Portugal. Quando fazia o onze, partia do princípio de que era o Cristiano e mais dez. Podemos discordar, e eu discordo, de ter um jogador, mesmo que seja Cristiano, absolutamente intocável. Porém, Martínez desde a primeira hora que deixou muito claro que no capitão não se mexe.
É aceitável pensar que se Cristiano esteve longe de ser Cristiano em todos os jogos da primeira fase, dificilmente haveria de ressuscitar nos jogos decisivos e frente a seleções do top mundial, como a França. Era confiável nos penáltis, admite-se, mas para uma seleção que adotou como estratégia libertar Rafael Leão de funções mais defensivas, para o aproveitar melhor no contra ataque, tornava-se perigoso ter Cristiano Ronaldo como ponta de lança inamovível durante duas horas de um jogo de futebol ao mais alto nível competitivo. Certo, que tivemos Pepe e sem razões de queixa, mas central não é ponta de lança.
Perdemos, então, o nosso lugar no Euro por causa da teimosia em manter Cristiano Ronaldo, fizesse chuva ou sol, jogássemos com a famigerada Chéquia ou com a França? Não, necessariamente. Poderemos apenas conjeturar e especular que, a dada altura do impasse atacante, talvez Gonçalo Ramos ajudasse a criar mais espaços, fosse mais ativo a atacar a bola jogável nas linhas atrasadas francesas, pudesse, até, acertar um pontapé à Éder e dar mais uma alegria aos portugueses. Não se sabe, nem nunca se saberá.
Cada português terá a sua legítima opinião sobre esta Seleção Nacional. A minha opinião é a de que enquanto não tivermos uma equipa que jogue com altos índices de personalidade, enquanto não tivermos uma equipa capaz de impor o seu ADN competitivo, enquanto não tivermos uma equipa que entre em campo e se imponha ao adversário sem recorrer ao jogo do gato e do rato nunca seremos, de facto, um candidato."

Meias-finais trocadas


"Alemanha e Espanha dariam dois bons semifinalistas, França e Portugal nem por isso

Quem teve a felicidade de ver o Espanha-Alemanha, perto do final da tarde de sexta-feira, deu o tempo por bem empregue.
Quem quis seguir a magia do Europeu e viu o Portugal-França terá chegado ao intervalo a pensar a que horas iam bater os penáltis. Assim como assim metia-se a hora de jantar, abria-se um buraco no estômago, se calhar dava tempo para encomendar qualquer coisa, ou ir ao restaurante ali perto até haver alguma coisa de interessante no jogo.
Estava na cara que o interesse estaria no desempate por pontapés da marca de penálti, como se diz tecnicamente. Ainda bem que pudemos utilizar aqui algo relacionado com técnica, porque o que se viu em 120 longos e penosos minutos em Hamburgo foi um enjoo de tática que nos perseguirá até ao final dos nossos dias.
Portugal perdeu por uma bola no poste. Podia ter ganho. Cá para mim passavam a Espanha e a Alemanha. Esta derrota com a França não entra, definitivamente, na galeria das outras.

De chorar por mais
Jogaço nas meias-finais de ontem entre as duas melhores equipas deste Europeu. Disputado até ao último minuto. Isto é futebol.

No ponto
A exibição superlativa de Nuno Mendes podia ter tido um corolário de sonho naquela última tentativa de chegar ao golo. Foi pena.

Insosso
Toni Kroos merece quase todos os elogios. Mas não merecia ter terminado o jogo frente a Espanha, tantas as faltas que cometeu.

Incomestível
Vamos continuar a fingir que está tudo bem no ciclismo quando pessoas dizem em tribunal que o doping «é transversal»?"

Rio: Fonte...

Portugal v France: a galactic battle lost in the black hole of one man’s ego


"This Euro 2024 clash could have been an all-time great quarter-final, and instead a part of it was stolen

Even his absence feels like a kind of presence. The cameras continue to seek him out. The fans in the stands in their replica Manchester United tops screech a little louder, scowl a little harder. The less he does, the more important he becomes. The more he disappears into this game, the heavier it feels, like a black hole sucking everything into its vortex.
And ultimately Portugal too. The sabotage is complete. One of the most talented squads ever assembled at this level of football disappears into that self same black hole, a Vegas-era Elvis act ultimately notable only for its ability to make us gawp and keep gawping. It’s too awful to watch. It’s too awful not to watch. The clock ticks into its third hour, the second quarter-final suspended like a sentence that can never end, and yet with the knowledge of exactly how it ends. Meanwhile, Gonçalo Ramos and Diogo Jota sit on the bench.
This was not a bad game of football. No game with this many spellbindingly brilliant players on the pitch can ever be truly tedious. Indeed, the talent is a kind of protagonist in its own right. It was a game that felt – for better and worse – like a final, every action and decision dancing on the cusp of instant disaster. Football with maximum context: every pass and tackle freighted with meaning and intent, every shot on goal like a death.
Some of the finishing is truly awful. Some of the defending is gladiatorial. Early in the game Randal Kolo Muani picks up the ball just outside the area and Pepe just puts him into a taxi, bundles him aside like a vengeful father. Pepe will end the game with 152 touches, more than anyone else on the pitch. Pepe will sprint stride for stride with the substitute Marcus Thuram – a man to whom he is giving 15 years and 90 minutes in the legs – and put the ball out for a corner. Pepe will block a shot from Kylian Mbappé and celebrate it like an Olympic gold medal.
Rúben Dias will make a crucial block on Kolo Muani as he goes through on goal. Nuno Mendes will slide in on Mbappé just as the great man is about to pull the trigger. At the other end Eduardo Camavinga will make a brilliant sprawling tackle on a rushing Rafael Leão, a fraction of a second before he shoots from a tight angle. William Saliba will just be quietly brilliant. This is not the stuff of highlights reels and social media gold-dust. But it is, in its own way, the very highest form of footballing heroism.
The temptation is to point at this French side, with their semi-final berth and their zero goals from open play, and to remark sardonically that Didier Deschamps has finally managed to create a team perfectly in his own image. This is, of course, unfair. Deschamps was ruthlessly selfless as a player, his every action oriented towards the collective. France, on the other hand, have the feel of a team being held together by success alone. Get enough talent in there, and maybe the teamwork takes care of itself. No wonder they finally seemed to free up when penalties arrived: a series of simple individual battles, a test of personal skill, no tactics, no complications.
And yet even Deschamps has the presence to withdraw Mbappé in the 106th minute when it becomes clear that it’s not going to be his night. He was outrun by João Cancelo, couldn’t convert any of his five shots, and if Mbappé can’t sprint and can’t shoot, then frankly all you really have left is a man in a mask pointing into spaces. He sees out the closing minutes sat on the bench, an ice pack pressed to his nose.
But at least France know how to function without their captain. Portugal, by contrast, are still wedded to theirs, the chain-wrapped anvil that will eventually bring them all down. There is little point giving him anything to chase, or playing any pass to him longer than about 20 yards. If he peels to the left wing in the 53rd minute, he won’t make it back into the centre until the 55th. He misses terribly from close range. He claims another free-kick from an impossible angle, and somehow manages to hit all three players in the wall.
In a way, it’s hard not to feel resentful of him: resentful of the way this grand, galaxy-sized occasion is ultimately reduced to a function of one man’s ego. This could have been an all-time great quarter-final, and instead a part of it was stolen: stolen ball possession, stolen attention, stolen minutes from better players who actually deserve to be there, rather than a pure anachronism trotting out simply because no one has the clout to tell him not to.
Théo Hernandez scores the winning penalty, and immediately the Portuguese players instinctively flood towards the heartbroken João Félix, the only man to miss his penalty, and gather him in their arms. Mendes runs to him. João Palhinha runs to him. Nelson Semedo runs to him. Pepe sets aside his own sadness – this may well have been his last game – and runs to him. There is still a team here, and the only sadness is that we never got to see it.
One man does not run to Félix. Instead he walks in the other direction, off on his own, pursued only by the prurient gaze of the camera. It’s Cristiano Ronaldo."

Ramble: Portugal...

Águia: Euro24...

O Futebol é Momento - Euro24 #11 - Quelle grosse merde

The Seleção Podcast #93 - Portugal OUT of #EURO2024

Zero: Ataque Rápido - Euro24 #4 - Portugal...

VSR: Portugal...

Falsos Lentos - Euro24 - Portugal...

Daizer: Portugal...

The Casual Fan: Portugal...

Esteves: Portugal...

Quezada: Portugal...

Vozes do Desporto - Euro24

EuroFut: Euro24 #18 - Portugal...

Castro: Portugal...

Bc: Portugal...

Talk: Portugal...

RTE: Portugal...

AA9: Portugal...

ESPN FC: Portugal...

RND - O Kubiko do Zé...

5 minutos: Portugal...

Terceiro Anel: Quartos...

A 'espanholização' do Brasileirão


"Palmeiras (três) e Flamengo (duas) ganharam cinco das últimas seis edições do Brasileirão

O futebol brasileiro sofre de muitas doenças, o calendário insano e o amadorismo de algumas direções são as mais graves, mas em dois pontos é até mais saudável do que as cinco principais ligas da Europa: na quantidade incomparável de novos talentos que produz e, acima de tudo, no número generosíssimo de clubes grandes, logo, de candidatos ao título que se apresentam a cada edição do Brasileirão.
Esse número generosíssimo, que inclui quatro gigantes de cada um dos dois principais centros, Rio de Janeiro e São Paulo, mais dois de Belo Horizonte, outros dois de Porto Alegre, fora clubes de Curitiba, de Salvador, do Recife e não só que já conquistaram títulos nacionais, é a força motriz do futebol no país no futebol, a vantagem competitiva que o aproxima do potencial económico e geográfico da NBA e dos outros desportos americanos e o distancia das citadas ligas europeias de topo.
Por isso, observadores brasileiros temem perder essa vantagem competitiva. Mas alguns, os mais pessimistas, acham que ela já está a ser perdida – chamam ao fenómeno a «espanholização do futebol brasileiro». Ou seja, acreditam que, tal como o Real Madrid e o Barcelona em Espanha, o Palmeiras e o Flamengo ameaçam usurpar as taças todas no Brasil.
De facto, Verdão (três) e Fla (duas) ganharam cinco das últimas seis edições do Brasileirão. Como em Espanha, só um Atlético, não de Madrid mas Mineiro, campeão em 2021, furou o monopólio. E este ano, as equipas de Abel Ferreira e de Tite, com ótimos plantéis e gestões profissionais, já estão a preparar uma fuga do pelotão ainda antes do fim da primeira volta.
«O Brasileirão jamais viveu uma fase de duopólio tão acentuado como experimenta agora (...) esta prevalência de dois clubes é algo que acontece pela primeira vez desde 1971», escreveu o pessimista Douglas Ceconello, no GE.
Outros observadores, mais otimistas, acham que não, que o Botafogo só não ganhou no ano passado porque faltou um bocadinho de pedalada, que o São Paulo, atual detentor da Copa do Brasil, anda na roda dos grandes, que o Atlético resiste, que o Athletico Paranaense e o Bragantino crescem sustentadamente e que o Fluminense, mesmo último no atual Brasileirão, ao vencer a Libertadores de 2023 mostrou que o sucesso está alcance de qualquer um, desde que bem treinado e bem dirigido.
«Nos últimos dez anos, cinco clubes ganharam o Brasileirão, nos últimos dez anos, sete clubes ergueram a Copa do Brasil», lembra o otimista Maurício Noriega, no site Trivela.
Aliás, a discussão começou há uma dúzia de anos, com Flamengo e Corinthians, por serem os dois clubes mais populares e por isso com fatias maiores dos direitos de TV, a fazerem o papel de Barça e de Madrid. Na altura, o Timão, de Tite, ganhava tudo e o Verdão caiu nas malhas da Série B. De repente, é o Verdão, de Abel, que ganha tudo e o Corinthians que está com medo da B."

sábado, 6 de julho de 2024

Um dos nossos...!!!

Entrevista: Kika...

Adeus a uma jogadora diferenciada


"MUITO OBRIGADO POR TUDO E BOA SORTE, KIKA NAZARETH!

1. Ninguém duvida que a Kika é uma enorme benfiquista.

2. Deu sempre tudo pelo seu clube do coração ao longo de todas estas épocas.

3. É uma jogadora absolutamente diferenciada e por isso já se sabia que iria despertar a cobiça de clubes mais endinheirados e com projetos mais ambiciosos.

4. Não devíamos ter deixado a renovação chegar à última época de contrato. Talvez só saísse pela cláusula...

5. A partir do momento em que passou a ser representada pelo Jorge Mendes este era um fim mais do que anunciado - quem não sabia.

6. Vai cumprir um sonho, ou seja, jogar na melhor equipa da Europa, e merece ser feliz. Vou torcer por ela, menos quando jogar contra nós.

7. Ao dizer que voltará um dia, que não demore tanto como outros que falam do regresso, é o que desejo.
OBRIGADO POR TUDO, KIKA NAZARETH!"

A bola já rola


"No segundo dia da preparação da nova temporada, o plantel às ordens de Roger Schmidt já esteve no relvado. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Prossegue a preparação
Foram 30 os jogadores às ordens de Roger Schmidt, com uma maioria de formados no Benfica.

2. Contributo para as seleções
Acompanhe o desempenho de jogadores do Benfica no Campeonato da Europa e na Copa América.

3. Um até já
Francisca Nazareth, internacional portuguesa tetracampeã nacional, está de saída para o Barcelona. A jogadora formada no Benfica salienta que "é seguramente um 'até já' e não um 'adeus'" e refere o empenho benfiquista na sua continuidade de águia ao peito: "O Presidente fez de tudo para que eu continuasse a representar este clube e este símbolo. Fez mesmo tudo, mas acaba por ser mesmo uma proposta irrecusável por todas as condições."

4. Equipa B arranca
A equipa B do Benfica já começou os testes físicos e médicos.

5. Acervo mais rico

6. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

7. No pré-olímpico
O basquetebolista do Benfica Eduardo Francisco representou Angola no pré-olímpico que apura os restantes quatro países para a competição."

Finalmente de regresso ao trabalho


"O SUCESSO DE ROGER SCHMIDT SERÁ O SUCESSO DE TODOS NÓS!

1. Pouco importam agora as polémicas que envolveram as escolhas, as substituições ou as afirmações de Roger Schmidt na época passada: se é ele o treinador do Benfica para esta época, independentemente de eu gostar mais ou gostar menos, é ele o meu treinador.

2. Acredito que Roger Schmidt tem capacidade para pôr a equipa a jogar como nos primeiros dois terços da época 2022-23. Não me venham com a questão do Enzo, porque em toda a carreira ele pôs todas as equipas a jogar daquela forma e não tinha o Enzo em nenhuma delas.

3. Importa que Rui Costa seja assertivo nas contratações e que o plantel para a longuíssima época de 2024-25 seja suficientemente rico e equilibrado em opções para que Schmidt não entre em adaptações de jogadores a posições que não são as suas, mais a mais quando fazem falta nas deles.

4. Espero que a comunicação do clube esteja à altura de sair em defesa e apoio ao treinador quando as coisas não correrem bem, porque não é possível que corram bem do princípio ao fim da época. Não podem voltar a cometer o mesmo erro de deixar o treinador sozinho perante os ataques que lhe forem dirigidos de fora ou de adeptos do próprio clube. A união não cai do céu, constrói-se.

5. Estou convencido de que toda a contestação a Schmidt que ainda se mantém latente num largo número de benfiquistas se resolve rapidamente com vitórias e boas exibições. Acontece que as vitórias e as boas exibições são mais fáceis de alcançar com o apoio da bancada.
APOIAR, APOIAR, APOIAR!"

Jurásek?!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - Cardoso Varela, João Neves e João Félix

Zero: Tema do Dia - Kikismo chega à Catalunha: o impacto da transferência de Kika Nazareth

O Euro 2024 antes dos quartos de final


"A Espanha é um original difícil de copiar e agora voltou a mudar, modernizou-se, o que lhe acrescenta argumentos enquanto candidata. Palmas ainda para uma Suíça bem trabalhada

Se começássemos a ver os grandes torneios apenas a partir dos quartos de final, quando, em teoria, as melhores equipas são colocadas em xeque e começam a mostrar tudo o que têm, perderíamos certamente muito da competição. Por isso, apesar de a probabilidade de a Suíça ser campeã da Europa ainda ser baixa, não há melhor altura do que esta para isolá-la das demais seleções enquanto aquela talvez mais bem trabalhada do ponto de vista tático e organizacional.
Murat Yakin, que transporta apenas dois títulos de campeão helvético com o Basileia e leva já quase três anos a ouvir nas costas o Hop Suisse! em três línguas diferentes, depois de ter substituído Vladimir Petkovic após um Euro 2020 em que os rossocrociati eliminaram a França nos oitavos e foram logo depois afastados pela Espanha, levantou o edifício do seu jogo por cima dos alicerces Yann Sommer (36 anos), Akanji (28), Ricardo Rodríguez (31), Schar (32), Granit Xhaka (31) e Remo Freuler (32), garantias de enorme solidez e experiência extrema.
Daí para a frente, aproveitou a versatilidade de Aebischer, capaz de operar tanto na ala como no corredor interior, consoante o momento fosse defensivo ou ofensivo, e assim criar superioridades e assimetrias difíceis de anular, e juntou-lhe a irreverência de nomes como Rieder, Ndoye e Duah no apoio a Embolo. Tranquila com a bola nos pés, a Suíça mostrou saber atrair para ferir, revelando um QI futebolístico superior à maioria, o que não deixa de ser um óbvio sintoma do que as grandes equipas não estão a conseguir colocar no relvado.
É evidente que a Inglaterra tem melhores jogadores e uma melhor liga, ou seja, estará sempre mais bem preparada do ponto de vista dos argumentos necessários para ganhar qualquer discussão com o próximo rival, mesmo que as assimetrias britânicas pareçam mais handicap do que qualidade, e que o fio de jogo não se tenha mostrado em praticamente nenhum momento na Alemanha. O lado esquerdo está atrofiado e não se entende, o direito parece demasiado linear e previsível, a defesa raramente comunica com o meio-campo e é Bellingham a aparecer no último momento a marcar de pontapé de bicicleta ao mesmo tempo que carrega um piano ainda muito desafinado às costas.
A Espanha tem sido a seleção mais entusiasmante e é normal que a Mannschaft esteja logo a seguir nas preferências de quem tem andado atento ao torneio. É uma Roja diferente, ainda dominadora através da posse, porém, ao mesmo tempo, rapidamente capaz de verticalizar, na ligação direta entre verdadeiros senhores do passe, como Fabián Ruiz, e velocistas escorregadios, casos de Nico Williams e Lamine Yamal. Também os de Nagelsmann são parecidos na abordagem, já que Kroos lança e Musiala e Sané aceleram, o que torna natural o rótulo de final antecipada na partida de Estugarda.
Sim, é verdade que houve a Áustria das altas octanas, no entanto, todavia talvez apenas os mais românticos não soubessem que só até certo ponto se consegue substituir talento por organização e pressão a todo o campo. Mesmo que a maior injustiça do Euro não tivesse acontecido, naquela derrota com os turcos, dificilmente o conjunto de Rangnick poderia ter alguma hipótese de ser considerada uma segunda Wunderteam, tal a discrepância de capacidade individual entre a sua maior referência e a atual. Além disso, o seu contributo, apesar do gozo que deu a todos que viram, só é propriamente novidade em seleções.
De resto, o torneio tem primado pela normalização das ideias. A maior parte das candidatas são Espanhas em potência, mas com décadas de atraso para a original, incluindo a portuguesa. Turquia e Países Baixos apresentam igualmente hibridez interessante, embora com fragilidades defensivas que podem ser fatais. A França ainda sente a necessidade histórica de estabilizar à volta do vigor físico para poder saltar em transição e será sempre assim enquanto Didier Deschamps estiver ao comando. Depois, houve inúmeros blocos baixos e coesos. Onze jogadores de faca nos dentes a dar tudo. Mesmo que, por vezes, se potenciem autogolos.
Fabián Ruiz é, até aqui, o nome maior deste Europeu. A sua capacidade de distribuição alia-se à forma como rapidamente lança uma transição cirúrgica ou se aproxima do local certo para, ele mesmo, finalizar. Na formação de Luis de la Fuente, há ainda uma âncora chamada Rodri, a fiabilidade de Morata em praticamente todos os momentos de definição e dois miúdos, velozes, inconscientes e tremendamente talentosos: Nico Williams e Lamal. Como se não bastasse, quando Olmo entra, a criatividade dispara.
Olhar para a Alemanha e não ficar já com saudades de Kroos é praticamente impossível, mesmo que o brilho tenha vindo sobretudo dos da frente, por intermédio de Musiala, Wirtz e, agora, Sané, já que Nagelsmann sentiu necessidade de maior cilindrada no ataque. Portugal tem sido pouco mais do que Vitinha e Diogo Costa, com Cancelo, Nuno Mendes e Leão finalmente a quererem entrar na rotação certa, e em França ainda está tudo tão opaco que dificilmente ficaremos assim até final. Mas se ficarmos, nenhum mal virá ao mundo.
Nos Países Baixos, Gapko e Reijnders têm estado a grande nível, com Malen a parecer querer ganhar preponderância, e na Turquia se Arda Guler não é grande surpresa pelo que sempre mostrou, Ferdi Kadioglu até me faz esquecer que destros a alinhar à esquerda não é nada século XXI. Inglaterra é uma França com Bellingham, mas isso pouco quer dizer para daqui a frente. Pior do que está não fica. E, na Suíça, Aebischer tem sido o mais disruptivo taticamente.
Os artistas dribladores Kvaratskhelia e Mikautadze, e o estabilizador Kochorashvili fizeram que gostássemos um pouco da Geórgia, e foi mais uma vez um defesa, um tal de Calafiori, a fazer os italianos sonhar e a lembrar-nos a nós de Maldini. Já o meu amigo De Bruyne esteve demasiado só na Bélgica ainda mais porque Lukaku nunca apareceu. O Euro não está tremendo, mas também não está péssimo. E, já agora, que acabe com um bang!"

Jogo de Palavra - Paulo Barbosa...

Feira dos 3: Euro24 #6 - Pedro Henriques...

Talk: Quartos...

O efeito Ronaldo


"A Seleção portuguesa tem ótimos jogadores mas não rende aquilo que estaria teoricamente ao seu alcance. Olhemos para a equipa espanhola e vejamos o abismo que, em futebol jogado, a separa da nossa

Nunca fui um fã incondicional de Cristiano Ronaldo. A idolatria sempre me incomodou, e com Ronaldo ultrapassou todas as marcas. Hoje já não é bem assim, mas quando ele tocava na bola os relatores subiam o tom de voz e gritavam: «Bola em Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo…» – e a voz só esmorecia quando a jogada se perdia. Às vezes era golo – e aí os homens atingiam o êxtase.
Ao longo do tempo, a forma de jogar de Ronaldo foi-se alterando – o que mostra a sua inteligência ou a inteligência dos treinadores que o acompanharam, em especial Alex Ferguson. Quando foi para Manchester, saído do Sporting, Ronaldo era sobretudo um driblador. Um jogador muito habilidoso, quase um malabarista, que frequentemente se perdia nas tentativas individuais.
Mas Ferguson meteu na cabeça (na sua e na dele) que Ronaldo havia de ser um goleador. Logo à partida disse-lhe que iria marcar x golos por ano (um número muito apreciável). E Ronaldo marcou.
Mas não só a sua forma de jogar mudou. Mesmo o seu aspeto transformou-se: arranjou os dentes, mudou de penteado, e sobretudo ganhou arcaboiço: alargou o peito, endureceu os músculos e engrossou as pernas. O menino relativamente franzino que tinha vindo da Madeira para o continente já dificilmente se reconhecia naquele atleta robusto.
E à medida que a capacidade física e goleadora aumentava, a habilidade decrescia. A partir de certa altura, Ronaldo deixou de tentar fintar. Atirava a bola para a frente e corria. O malabarista cedeu o lugar ao concretizador, sempre de olhos postos na baliza. E foi o número crescente de golos marcados, batendo sucessivos recordes, que fez dele o melhor jogador do mundo. Messi sempre teve mais habilidade, mas também sempre marcou menos golos – e o objetivo do futebol não é fintar, é marcar.
Hoje, com quase 39 anos, Ronaldo ainda é um ótimo jogador. Talvez seja o melhor avançado português. Possivelmente tem lugar na Seleção por direito próprio. Mas o seu efeito na equipa é já muitas vezes pernicioso.
Porquê?
Por várias razões, todas concorrentes.
Em primeiro lugar, porque não admite ser substituído. Quando Fernando Santos não lhe deu a titularidade, no último Mundial, ele fez uma cena, despediu-se da Seleção, os dois travaram-se de razões – e quem acabou por sair não foi Ronaldo mas Fernando Santos. Ora um jogador que não admite ser substituído é um problema para o selecionador, que perde a autoridade perante os outros jogadores.
Em segundo lugar, o endeusamento de Ronaldo menoriza os companheiros, que se sentem pequenos ao lado da vedeta e perdem alguma motivação. A Seleção é Ronaldo e mais dez. A verdade é que, quando Ronaldo não está presente, os outros parecem jogar com mais alegria.
Em terceiro lugar, porque só quer a bola para ele. É certo que no jogo contra a Turquia até ofereceu um golo a marcar a um colega, quando se encontrava em boa posição – mas essa não é a regra. Nos livres nas imediações da área adversária agarra a bola com as duas mãos e não a cede a ninguém, mesmo havendo outros jogadores que rematam bem. E confesso que já não me recordo de ver um livre marcado por Ronaldo dar golo.
Em quarto lugar, porque, estando Ronaldo em campo, os companheiros tendem a jogar para ele, afunilando o jogo.
Tudo isto se tem observado neste Europeu.
Embora a Seleção portuguesa já esteja apurada para a fase seguinte, não fez nenhuma grande exibição, longe disso, e foi bafejada pela estrelinha da sorte. No primeiro jogo, não perdeu com a Chéquia porque não calhou: um jogador adversário resolveu marcar um golo na própria baliza, que nos deu o empate, e o golo da vitória resultou de outra oferta monumental de um defesa checo, que parecia uma galinha a pôr um ovo e, de cócoras, deixou a bola mesmo à frente de um nosso jogador, que só teve de a empurrar para a baliza. Um bambúrrio, já acontecido nos descontos.
E contra a Turquia, Deus voltou a ser português: quando os turcos buscavam com perigo o empate, também um autogolo os deitou por terra. Enfim, em momentos críticos, os adversários marcam por nós na sua baliza.
Aos 40 anos, Ronaldo ainda é um bom jogador e – repito – se calhar ainda tem lugar na Seleção. E seria muito útil se fosse um jogador como os outros: se se deixasse substituir, se permitisse que outros marcassem livres, se não concentrasse tanto as atenções sobre si próprio. Mas a realidade é o que é. E, assim, talvez Ronaldo seja hoje mais prejudicial do que benéfico a uma Seleção que tem ótimos jogadores mas não rende aquilo que estaria teoricamente ao seu alcance.
Olhemos para a seleção espanhola: e vejamos o abismo que, em futebol jogado, a separa da nossa."

COP: Paris - Isaac Nader...

sexta-feira, 5 de julho de 2024

2.ª Dia...

Até breve...

Brunão!

O melhor Kokçu para a despedida


"LEIPZIG — Ao fim de 20 dias de Campeonato da Europa, as primeiras despedidas: de parte da equipa de A BOLA, que regressou a casa com motivos de orgulho pelo trabalho realizado, e de uma cidade. Estou de volta a Hamburgo e tenho planos para terminar a missão em Berlim, mas a Leipzig não prevejo voltar, pelo menos para já. No momento do adeus fica sempre aquela sensação estranha de não sabermos se um dia voltaremos, ou se foi mesmo a última vez que percorremos aquelas ruas. A cidade nem nos queria deixar partir, a avaliar pelo problema na fechadura de um dos quartos, mas para a despedida fica a bonita imagem de adeptos austríacos a comer em restaurantes turcos, já depois do último duelo dos oitavos de final. Um jogo em que tive a oportunidade de ver a melhor versão de Orkun Kokçu, com uma paixão ainda não apresentada no Benfica. O médio já fez bons jogos de águia ao peito, mas em Leipzig colocou a qualidade técnica numa rotação superior. Não foi bem 10 — até porque tinha Arda Guler como falso 9 —, mas teve dois médios a dar-lhe cobertura, como tanto gosta. Sentiu-se como em Roterdão."

Aqui não se passa nada!!!

Não falham uma!!!

Trabalhar para os títulos


"As equipas masculina e feminina de futebol já trabalham com vista a 2024/25. Este é o destaque da BNews.

1. Expectativas elevadas
Neres encara a temporada com otimismo numa casa que já conhece bem: "Jogando num clube como o Benfica, um clube desse tamanho sempre tem grandes expectativas de conquistar coisas grandes. Já faz parte de mim, da minha família. Adoro a cidade, adoro o Clube, os adeptos."

2. A título definitivo
Gustavo Marques, que atuou na equipa B e se estreou na A em 2023/24, foi contratado a título definitivo. "Estou aqui para dar o meu melhor. Tenho de evoluir, melhorar e estou aqui para ajudar o Benfica", afirma.

3. Pré-época das Inspiradoras
Já começaram os testes médicos e físicos das tetracampeãs nacionais de futebol com vista à nova época.

4. Avançada contratada
Cristina Martín-Prieto, a terceira melhor marcadora do Campeonato de futebol espanhol na época passada, é reforço do Benfica.

5. A uma vitória do hendeca
A equipa feminina de hóquei em patins pode sagrar-se campeã nacional pela 11.ª vez consecutiva no sábado, dia 6. O 2.º jogo da final com o CA Feira tem início marcado para as 17h00 no Pavilhão Fidelidade.
Marlene Sousa revela o estado de espírito da equipa: "Muito motivadas, é assim que nos sentimos, com uma ambição gigante de podermos revalidar outra vez o Campeonato Nacional. Queremos muito."

6. Calendários definidos
Os calendários dos Campeonatos Nacionais de basquetebol masculino e feminino para 2024/25 estão provisoriamente definidos.

7. Athletics Youth Meeting SLB
Participaram 126 jovens atletas no evento organizado pelo Sport Lisboa e Benfica."

Lanças...

História Agora

Seleção sem estatutos


"Os nomes não ganham jogos, muito menos com a França. Curiosamente, Portugal é mais forte com os mais fortes do que com os mais fracos

Chegou a hora de Portugal mostrar o que vale. A Seleção Nacional partiu para a Alemanha como uma das favoritas, mas este Euro, não há como contornar, tem sido uma desilusão. Frente a quatro seleções de segunda divisão europeia, os resultados não foram animadores e as exibições nada convincentes.
É já histórica a dificuldade que Portugal sente para ultrapassar equipas de matriz defensiva, que apostem num bloco baixo. Assim foi na estreia com a Chéquia, assim foi no último jogo, já a eliminar, com a Eslovénia. Pelo meio uma vitória fácil sobre uma Turquia de altos e baixos e uma derrota diante da Geórgia, num jogo, na realidade, apenas para cumprir calendário.
Amanhã começa outro Euro. O Euro dos gigantes. E nos quartos de final estão praticamente todos os favoritos: Espanha, Alemanha, Portugal, França, mais Países Baixos e Inglaterra. Falta só a Itália, que caiu frente à surpreendente Suíça e, talvez, a Bélgica, que o calendário empurrou para o caminho da França. É a hora das decisões. Agora, qualquer erro pode custar a eliminação. E Portugal tem cometido vários.
Roberto Martínez já encontrou o seu onze e ninguém espera alterações. Não questiono o 4x3x3 que elegeu, tão-pouco os jogadores para o interpretar. O selecionador está a solidificar a sua equipa e compreendo e até concordo com praticamente todas as opções. As iniciais, entenda-se. O que considero bem mais discutível são as alterações durante os jogos. A equipa tem sido muitas dificuldades para furar as muralhas adversárias e em muitos desses momentos Roberto Martínez parece ter olhado mais para os nomes do que para o rendimento. Como diante da Eslovénia. Com Bruno Fernandes, Bernardo Silva ou Cristiano Ronaldo esgotados e desinspirados, os sacrificados foram Rafael Leão e Vitinha, que até estavam a ser dos melhores. Para isso mais valia não mexer e deixar as substituições para os últimos minutos, como já fez…
O selecionador não pode olhar a estatutos. Os nomes não ganham jogos, muito menos com a França. Só a melhor Seleção Nacional pode ultrapassar os vice-campeões do mundo. Curiosamente, Portugal é mais forte com os mais fortes do que com os mais fracos. O que é um bom indicador. Amanhã será mais pressionado, mas também terá mais espaço. E aí nesses momentos que os nossos maiores talentos mais facilmente podem fazer a diferença. Sejam eles os que entrarem de início ou os que forem lançados a partir do banco…"

O que Ronaldo nunca percebeu


"Cristiano continua longe de entender qual deve ser o seu papel no coletivo

Os que achavam que bastaria a Portugal jogar o feijão com arroz devem estar agora, certamente, a gritar Eureka! com a habitual dose de ironia. Ou talvez não. Talvez se tenham apercebido de que o problema é bem mais profundo do que acertar características com posições em campo. Ou com o sistema, seja este qual for.
Responda quem souber: o que se pode dizer de quem tem quase tudo ao dispor, exceto talvez uma identidade já anteriormente plantada, e estraga tudo com as decisões que toma? Ou de alguém com a disponibilidade certa, a fome de leão, o sentido de responsabilidade e, inclusive, um selecionador que adapta ou abdica de princípios em seu nome (tal como antes abdicou por outros), porém não consegue entender qual deve ser o seu papel?
Não quer isto dizer que uma identidade crie imediatamente uma equipa campeã, apenas que a aproxima do objetivo. Porque é el estilo español, Luis de la Fuente tem, naturalmente, vida mais facilitada do que Nagelsmann na Alemanha ou Southgate em Inglaterra, declinações em parte do ADN cravado por Guardiola em Munique e em Manchester, e reforçado por um direcionamento na formação que privilegia um novo perfil de jogador, mais técnico.
Mesmo esses partem muito à frente de Roberto Martínez, devido aos vários anos de trabalho que levam, ainda que, no caso germânico, nem sempre com os mesmos treinadores. Já não seria fácil por tudo isto, mas o selecionador português aumentou depois as próprias dificuldades quando se comprometeu de forma até algo contranatura. Faltou coragem. A que teve nas ideias.
Portugal não está bem e não ficou melhor ao ganhar nos penáltis, precisamente porque foi incapaz de fazé-lo antes. A fé no processo está naturalmente abalada - até talvez no selecionador com as substituições desastradas e injustificáveis, a não ser com uma eventual gestão de egos - e se a falha é, sem dúvida, coletiva, pela tão evidente inexistência de dinâmicas, é ainda difícil não olhar para o apagão de Bruno Fernandes e Bernardo Silva.
Há um peso individual grande neste confrangedor tecido coletivo. É certo que há mais química à direita do que à esquerda. Ainda que Bernardo pareça demasiadas vezes amarrado à linha, a forma como libertou Cancelo para a sua melhor exibição no Euro, foi do melhor que se extraiu do embate com a Eslovénia. Já do lado contrário, apesar de uma ou duas combinações, Nuno Mendes e Rafael Leão foram quase apenas a própria expressão individual. Bruno Fernandes pareceu perdido pelo menos até Vitinha sair, o posicionamento de Palhinha na construção foi contraproducente e Ronaldo, infelizmente, provou que fisicamente não consegue ter as abordagens em movimento do passado. E não só.
O capitão não dá continuidade aos ataques porque todos os movimentos que faz são para se aproximar a si próprio da baliza e não a bola. As decisões são individuais e não enquadradas. Não há melhor atualmente? Tenho dúvidas. Sobretudo se a resposta puder ser coletiva. No entanto, tudo se tornou mais preocupante assim que Martínez arrasou com as possíveis soluções."

Receita? Arroz de Cabidela


"«O homem é mortal pelos seus temores e imortal pelos seus desejos», já dizia Pitágoras, há 2500 anos. Na crónica desta quinta-feira do Livro do Desassossego, o que têm em comum um filósofo grego e uma receita de culinária? Morrer não é o oposto de viver.

Morrer é oposto de nascer. O oposto de viver é o esquecer. É por isso que Diogo Costa viverá para sempre, porque nunca ninguém mais vai esquecer a defesa majestosa com que negou o golo a Sesko, muito menos as três grandes penalidades superiormente defendidas — sim, defendidas, não foram falhadas — no desempate com a Eslovénia e que têm já lugar entre os feitos inéditos e extraordinários numa grande competição como um Europeu. Um momento em que vi um homem carregando todo o peso de um País, num daqueles momentos que podem definir não apenas um jogo, mas também uma carreira e até uma vida inteira, tornar- se muito maior do que a soma das suas forças e competências. Puro instinto, pura concentração, pura elasticidade, pura crença. E não fosse ter de entrar em direto para o programa de rescaldo e teria ficado sozinho, num canto, apenas a chorar, comovido por Diogo Costa me ter mostrado a transcendência do ser humano. Mais do que épico, mais do que heroico, foi belo.
Cinco séculos antes do nascimento de Jesus já o filósofo grego Pitágoras defendia que «o homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos». Por isso vi Ronaldo ser devolvido à condição dos simples mortais — sem perder o direito ao lugar que conquistou enquanto maior jogador da história do futebol — e Diogo Costa entrar no Olimpo.
É por momentos como aquele que eu amo o futebol. Muitas vezes, toda uma vida contada num único jogo. O jogo como palco de heróis que soçobram em lágrimas; de alegrias, de dramas, de um carrossel de emoções; sacrifício, compromisso, solidariedade, talento. Um jogo como espaço intrinsecamente democrático, onde muitas vezes não vence o mais forte, mas quem mais quer; onde há sempre um Éder em metamorfose, de patinho feio a cisne. Um jogo como espaço tribal, da irmandade dos jogadores à comunhão dos adeptos, onde o abraço não questiona género, orientação sexual, credo, nível de escolaridade ou estatuto económico e social.
Não, Portugal não fez, esteticamente, um grande jogo. Sofreu mais do que devia e está longe de jogar o que pode. O selecionador geriu mal as substituições. Não marcamos um golo há mais de quatro horas! Mas o que andaremos todos a discutir para sempre são os penáltis defendidos por Diogo Costa. Tal como a defesa sem luvas do Ricardo.

Receita para o jantar de sexta-feira
Tome nota desta receita para confecionar na noite de amanhã. Mesmo que não seja grande cozinheiro, vai ver que não é difícil:
1 — Refogue, num tacho com azeite, 100 gramas de cebola, quatro dentes de alho e uma folha de louro.
2 — Tire a pele a 400 gramas de tomate, limpe-o de grainhas, pique em pedaços pequenos e junte ao refogado. Deixe cozinhar, mexendo de vez em quando até o tomate estar macio.
3 — Acrescente um galo cortado em pedaços, tempere com 1 colher de sopa de sal e deixe cozinhar, com o tacho tapado, durante cerca de 10 minutos, com lume brando.
4 — Adicione água quente até cobrir o galo, volte a tapar e deixe ferver suavemente durante mais 20 minutos. Acrescente um pouco mais de água a ferver de modo a ficar com cerca de três vezes e meia o volume do arroz. Retifique o sal, se for necessário, e assim que retomar fervura introduza o arroz. Mexa e tape.
5 — Passados 13 minutos, acrescente o sangue do galo, previamente misturado com vinagre. Misture beme deixe ferver mais 1 a 2 minutos. Retire do lume e sirva de imediato.
Mais do que o 4x3x3 ou o 3x4x3, se o Ronaldo e o Pepe devem ou não ser titulares, este arroz de cabidela ainda me parece ser a melhor receita para vencer a França. Se não resultar, pelo menos ficamos bem jantados… E guarde uma boa garrafa de vinho para abrir após o jogo. Abra mesmo que Portugal perca. O sabor é o mesmo e é quando precisamos mais..."

Olhar a Seleção e ver o copo meio cheio ou meio vazio


"Não faltam razões para acreditar antes do duelo com a França nos quartos de final do Euro 2024; também não faltam razões para duvidar...

«Fizemos um bom jogo de ataque, numa relva lenta, e tivemos 11 cantos. Falhámos um penálti, não é um jogo em que se possa dizer que não chegámos ao último terço»
Roberto Martínez, selecionador de Portugal, após eliminar a Eslovénia no desempate por penáltis

Portugal joga muito poucochinho, o que preocupa. Mas a França também tem jogado muito poucochinho, talvez ainda menos, se isso for possível.
Portugal não marca golos no Euro 2024 há quatro horas e quatro minutos (sem contar com compensações) – 34 contra a Turquia, 90 contra a Geórgia, 120 contra a Eslovénia. Mas tem cinco, e a França, em quatro jogos (menos trinta minutos que a Seleção Nacional, porque não teve de disputar prolongamento nos oitavos de final), marcou apenas três.
Sim, mas Portugal já beneficiou de dois autogolos. Pois é, mas a França também – e o outro golo que marcou foi de penálti.
Só que a França é provavelmente a seleção com os melhores jogadores do mundo. Será, mas Portugal não fica muito atrás.
Mas de que serve ter bons jogadores se jogamos tão poucochinho? Boa pergunta, que tal fazê-la a Didier Deschamps?
Mas pelo menos Deschamps não diz que a França fez um bom jogo de ataque depois de estar 120 minutos sem marcar à Eslovénia. Talvez porque não jogou contra a Eslovénia, porque depois de eliminar a Bélgica, com autogolo de Vertonghen, disse: «Fizemos um grande jogo, com muitas coisas boas. É preciso saborear e não banalizar.»
Não faltam motivos para acreditar nem para duvidar. Cada um que escolha se prefere o copo meio cheio ou meio vazio. Eu, que gosto de números, diria que está a 50 por cento."

Terceiro Anel: Bola ao Centro - #56 - Contrataçōes, Retornos e Constelaçōes!!

Visão: Leandro Barreiro...

Fora de Jogo - 90+3' #45 - 2 Mágicos...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - Ederson, João Félix, Marc Guehi

ESPN UK: Quartos - Portugal...

ESPN FC: Quartos - Portugal...

Falsos Lentos - Euro24 - Vlog #4 - Entrámos no estádio de Limusine

Terceiro Anel: Quartos...

TNT: Quartos...

The Seleção Podcast #92 - Hello, Old Friend

AA9: Quartos...

Wonderkid: Quartos...

Footie: Quartos...

O Futebol é Momento - Euro24 #10 - Fazemos o título depois do jogo

Zero: EURO 2024: Almoçamos num bairro português de Hamburgo

Zero: Saudade - S02E44 - 30 anos do Mundial do Tio Sam: «Divertimo-nos muito no verão de 1994»

ESPN: Futebol no Mundo #355 - Qual é o problema da seleção brasileira?

Portugal no mapa das grandes transferências


"É preciso continuar a trilhar o caminho para gerar mais dinheiro no futebol feminino para todos os clubes

Estamos no defeso e há já alguns factos que permitem indicar que este será um verão com motivos para ficar na história.
Facto 1: É uma notícia confirmada – a americana Olivia Smith, de apenas 19 anos, deixa o Sporting e vai jogar no Liverpool a troco, diz-se, de 250 mil euros. O que é uma verba recorde para o futebol feminino português. Há um ano, recorde-se, a canadiana Cloé Lacasse rumou ao Arsenal deixando no Benfica cerca de 75 mil euros, segundo a Imprensa relatou na altura.
Facto 2: É uma notícia ainda não confirmada, mas garante a Imprensa muito perto de estar concretizada – a transferência de Kika Nazareth para o Barcelona permitirá ao Benfica encaixar cerca de 500 mil euros. Ou seja, a confirmar-se, será novo recorde absoluto em termos de encaixe para clubes do futebol feminino português. No espaço de poucos dias, o mesmo recorde é batido duas vezes.
Aos poucos, Portugal começa também a entrar no mapa das grandes transferências internacionais. A entrada de dinheiro é uma boa notícia, pois permite gerar novos investimentos, mais qualidade para o campeonato feminino, maior concorrência.
A Europa olha para Portugal como um bom mercado para investir, mas é preciso continuar a trilhar o caminho para gerar mais dinheiro para os clubes, para todos os clubes. E essa é uma tarefa que cabe à Federação cumprir, permitindo espaço a uma liga profissional que crie e distribua receitas de forma equitativa de modo a não se gerar um fosso entre os ditos grandes e os restantes. Até porque no final desta temporada serão três os emblemas a ter acesso às competições europeias.
Basta olhar para o exemplo que chega de Inglaterra, onde – segundo o Relatório Anual de Finanças da Deloitte – os emblemas da Superliga Feminina Inglesa geraram em 2022/23 50% mais receitas que na época anterior, chegando aos 48 milhões de libras de ganhos (mais de 56 milhões de euros), e as previsões apontam para que cheguem aos 68 milhões de libras (mais de 80 milhões de euros) no final desta época.
Fenómenos e realidades diferentes? Sim, mas porque em devido tempo se soube apostar no desenvolvimento sustentado naquilo que realmente interessa: oferecer às jogadoras as melhores condições para evoluírem.
Por cá, ainda temos muito a fazer."

Speed: Portugal...

DAZN: Kika...

Zero: Afunda - Especial com Brito Reis | Vencedores e derrotados da free agency