Últimas indefectivações

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Sonhei com a tua despedida, Cristiano


"A cidade não terá ruas suficientes para todos os golos, mas o homenageado e os seus fãs viverão bem com essa mitologia

Este não será só mais um dia. Hoje, os portugueses amanhecerão tristes com a despedida, mas vão sorrir porque aconteceu. Por toda a parte, miúdos e graúdos, homens e mulheres, todos vão encher as ruas para ver passar o cortejo que mais tarde percorrerá a capital. Faz sentido. Lisboa foi a cidade em que o miúdo se fez sénior e mostrou pela primeira vez a sua qualidade de predestinado, mas esse foi só o sítio onde tudo começou. Faz sentido que este capítulo termine aqui, mas na verdade podia ser em qualquer outro local do país, eventualmente até do mundo, e as ruas e os estádios estariam cheios para lhe dizer adeus.
Este dia vai terminar com uma despedida que muitos, incluindo ele próprio, queriam que nunca chegasse, mas a ocasião acabou por tornar-se perfeita. 5 de fevereiro de 2024. É o dia em que Cristiano Ronaldo celebra 39 anos. Dificilmente alguém imaginou, naquela noite em Alvalade há mais de 20 anos, tudo o que ele viria a atingir e a longevidade que quase ninguém teve, mas as pernas de Ronaldo finalmente cederam, por muito que o seu coração, a competitividade inata e o amor próprio ainda o fizessem querer mais. Custou um pouco vê-lo perder as faculdades que o tornaram gigante entre meros mortais, mas aqueles últimos meses entre uma ida pouco feliz à seleção e a continuação de uma liga saudita que pouco fez para o merecer, foram o crepúsculo de que a sua carreira precisava.
Este dia irá terminar com um ponto final na carreira de Cristiano Ronaldo, mas só depois de muito se celebrar, no mesmo ritmo frenético com que Cristiano bateu recordes e somou feitos históricos: de golos marcados, pelos clubes e pela seleção; de troféus conquistados, pelos clubes e pela seleção; de minutos de trabalho, pelos clubes, pela seleção, e fundamentalmente por si; de seguidores angariados onde quer que fosse possível testemunhar o seu talento; e de motivos para orgulhar um país.
A festa não fará por menos. Se é para nos despedirmos de um dos maiores de sempre, que se lhe faça justiça. É por isso que, aos 38 minutos de cada hora que passar no dia 5 de fevereiro de 2024, no fuso horário de Manchester, Madrid, Turim Riade e, claro, Lisboa, milhões serão convidados a ir à janela, à varanda ou ao terraço para rodopiarem sobre si mesmos e gritarem a plenos pulmões: SIIIIIIU.
Nas televisões, a ocasião será tratada com a natureza protocolar e largura de tempo de antena só reservada a acontecimentos que definem uma época. Em diferentes canais, ao longo de todo o dia, veremos emissões em direto a partir dos locais que formam a biografia de Ronaldo, do Hospital Dr. Nélio Mendonça ao Estádio Prince Faisal bin Fahd. Ouviremos com alguma comoção amigos, familiares, colegas, treinadores, adeptos, comentadores, e quem mais tiver testemunhado a sua carreira, todos eles comovidos, contarem histórias do miúdo que veio sozinho da Madeira e conquistou o mundo, de como ele foi sempre o primeiro a chegar ao treinos e o último a sair, histórias de como nunca perdeu o apetite de bater recordes mas sempre jogou em equipa, de como tornou tantos jogadores melhores do que alguma vez foram simplesmente por poderem fazer parte do mundo em que Ronaldo viveu a cada jogo disputado, de como competições inteiras foram decididas por ele, histórias de como foi passar duas décadas preso a uma rivalidade que nenhum outro par de futebolistas teve ao longo da história da modalidade.
Chegará então a hora de o mundo convergir para o Estádio de Alvalade. O cortejo que leva Ronaldo até à sua casa vai atrasar-se, mas não faz mal. Adia-se a despedida mais um pouco. Parece até poético. Adeptos de todos os clubes enchem as ruas. Um arco-íris não planeado de camisolas de futebol conta a história de um jogador que despertou sempre mais paixões do que ódios. Pessoas que amam o futebol vão chorar com o sentimento partilhado naquele momento. Pessoas que odeiam o futebol vão questionar a sua importância na sociedade, perguntando porque é que não há ajuntamentos destes para ir ao teatro. Ninguém lhes vai explicar que a comparação é estúpida, porque temos todos mais que fazer, e, convenhamos, porque não existe nenhum Cristiano Ronaldo no teatro. O cortejo prosseguirá indiferente ao rótulo de baixa cultura.
Colunas de som espalhadas pela cidade emitirão relatos de golos seus e ecrãs gigantes acompanharão com as imagens repetidas de todos os ângulos imagináveis. Todos memorizámos os golos, mas ninguém se cansará de os rever. Em cada esquina da cidade, avizinha-se mais um de Cristiano. Cada rua ganhará o nome de um dos seus golos: Avenida do Pontapé de Bicicleta à Juventus, Travessa Daquele Golo Em Camp Nou, Miradouro da Cabeçada à Sampdoria, Beco do Golo à Espanha Anulado Por Causa do Nani, e assim por diante. A cidade não terá ruas suficientes para todos os golos, mas o homenageado e os seus fãs viverão bem com essa mitologia.
Já em Alvalade, perante um estádio feito santuário coberto de camisolas verdes e brancas mescladas com pretas e douradas, veremos cada um dos treinadores de Cristiano entrar no relvado para homenagear o melhor jogador que alguma vez tiveram oportunidade de treinar. Todos trarão palavras escritas em casa para explicar exatamente como foi, mas nenhum lhe fará exata justiça. Depois os colegas, a seguir a família. O relvado será pequeno para tanta gente, mais ainda porque sobre o mesmo tapete de Alvalade serão dispostos todos os troféus individuais e coletivos conquistados por Ronaldo, e veremos apresentados, por ordem cronológica, todos os recordes batidos.
Cristiano tentará explicar o que foi afinal tudo isto. A comoção falará mais alto, mas ele tentará prosseguir. Falará da sua ambição, da ética de trabalho, do talento que tentou sempre aperfeiçoar, e no final ninguém, nem mesmo ele, saberá explicar exatamente o que isto foi. Só sabemos que foi único, um enorme privilégio. Os portugueses anoitecerão tristes, mas sorrirão porque aconteceu. E talvez assim, finalmente, possamos todos seguir em frente."

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia #2024/27 - Os melhores jogos de Portugal

RND - Era Só Isto: Seleção...

Golaço #157 - Seleção...

Jogo pelo Jogo #5 - Cartas de Rui Santos, Bernardo Silva vs Nani, jornalistas em inglês

Um dia chamaram-lhes Los Camboyanos


"Estamos solos y no damos nada como perdido!’, berrou Luis, o uruguaio. Não, não estavam sós - estavam juntos como irmãos.

Nos finais dos anos 80 as coisas andavam feias para os lados do bairro de Bajo Flores, um dos mais centrais da grande Buenos Aires. Quando falta o dinheiro, raramente o horizonte é brilhante. E faltava dinheiro ao San Lorenzo de Almagro, de tal forma que fora obrigado a abandonar o seu local de nascença, em Boedo, Barrio de Almagro, e transferir-se para o Estádio de Nuevo Gasómetro. O San Lorenzo, que em 1946 fez uma digressão à Península Ibérica de tal forma espetacular que se entreteve a esmagar adversários como se fossem caroços de azeitonas. Começou por destruir o Atlético Aviación (mais tarde Atlético de Madrid), atropelando em seguida a seleção espanhola por 7-5. A imprensa do país vizinho não fazia por menos: «Estes argentinos são de uma classe única, utilizam um estilo de futebol harmonioso e compacto, cada peça funciona matematicamente e no momento oportuno e jogam a bola com tanta habilidade e destreza como nunca vimos até hoje. Futebol arte!». Um bocado assustador para os portugueses que iriam recebê-los na fase final da viagem. O FC Porto foi trucidado por 9-4 e o velho BSB (junção de jogadores do Benfica, Sporting e Belenenses) por 10-4. Foi assim que que o San Lorenzo começou a ganhar fama na Europa e no mundo. Jogando algo que, para os europeus, ainda não era verdadeiramente futebol.
Adiantei-me e já recuo. Falava dos anos 80 e não dos anos 40. Ou seja, quarenta anos mais tarde. O San Lorenzo já não era o San Lorenzo. Era uma amostra triste de um antiga opulência. Estavam sem poder utilizar o estádio, o campo de treinos era ervado e cheio de buracos, não havia água para os duches. É triste a miséria. Mas também é nos momentos da desgraça que há alguém que consegue ir ao fundo da alma e tirar de lá uma mão-cheia de coragem positiva. Esse alguém foi o lateral-direito uruguaio, Luis Malvárez, de nome completo Luis Enrique Malvárez Portillo, nascido em Montevidéu no dia 21 de julho de 1961, e que viera do Danúbio (clube e não rio, como está bem de ver). Certa manhã, ao chegar ao treino, juntou os companheiros e largou um berro próprio de líder: «Somos como los camboyanos, estamos solos y no damos nada por perdido!».
A frase poderia ferir o orgulho dos cambodjanos, mas a verdade é que no Cambodja viviam-se tempos tão complicados com o crescimento do poder dos khmers vermelhos de Pol Pot que não deve ter havido um único habitante do país a escutar as palavras de Luis Henrique. Mas dentro da equipa do San Lorenzo a frase tornou-se uma declaração de guerra à desgraça. Não havia tempo a perder para agarrar o futuro e a atitude dos jogadores mudou radicalmente nos meses que se seguiram. 1981 foi um horror – pela primeira vez o San Lorenzo baixou à segunda divisão. Depois, um grupo de valentes, seguiu o trilho deixado em aberto por Malvárez. Gente desvalorizada pelos desaires agarrou-se ao resto de orgulho que os mantinha firmes como equipa. Hernán Sosa, Jorge Higuaín, Osvaldo Biaín, Enrique Hrabina, Armando Quinteros, Rubén Darío Insúa, Jorge Rinaldi, Heber Bueno, José Raúl Iglesias, Mario Husillos, Ruben Navarro foram nomes rapidamente decorados por adeptos e adversários. Os Camboyanos, como passaram a ser chamados, regressaram na época seguinte à divisão principal e, logo a seguir, foram segundos tendo-se batido bravamente na luta pelo título. Não tinham nada mas desejavam ter tudo – os dirigentes viam-se obrigados a alugar estádios onde pudessem jogar em casa, os equipamentos tinham de durar o maior número de partidas que fosse possível e as camisolas e os calções estavam no fio, os ordenados em atraso acumulavam-se de forma vertiginosa. Mas os cambojanos não viravam a cara à luta.
Em setembro de 1986, sucedeu o impossível. O San Lorenzo deslocou-se ao campo do líder, o Independiente. Ninguém conseguiria apostar um peso furado no triunfo dos Camboyanos. Sobre a relva houve mais combate do que jogo. Luis Malvárez, o uruguaio, soltou novo grito de revolta: «Hoje jogaremos pelo sangue!». A vitória por 1-0 fez nascer a lenda dos que tinham resolvido usar o povo cambojano como exemplo do sofrimento.
Mas as tempestades não passam como se se desenrolassem em copos de água. Nem todos os jogadores do San Lorenzo tinham alma de Camboyanos, nem todos estavam dispostos a ir até às vascas da agonia ao mesmo tempo que não recebiam salários. Muitos foram os que saíram. Não havia forma de criticá-los porque era a sua própria existência que estava em jogo. Os que ficaram foram mais Camboyanos do que nunca. A pele ficava-lhes em campo. A alma enchia-se a cada vitória. «Estamos solos y no damos nada por perdido!». Não, não estavam sós - estavam juntos como irmãos!"

3x4x3, excerto...

Total, excerto...

O essencial...

Rui Pinto, Francisco J.Marques, Diogo Faria e Aníbal Pinto


 
 



"Quatro personagens que tentaram vender ao mundo, a história de que o Benfica era um clube desonesto.
Hoje estão todos condenados e com penas de prisão suspensas!
E o melhor ainda está para vir..."

"Ah e tal os processos do Benfica!!"


O crime compensa

O desplante


"Como defender a Liga portuguesa defendendo a «cultura da simulação»?

Na Liga inglesa, o defesa do Liverpool Virgil van Dijk viu-se castigado com dois jogos de suspensão (1+1) e multado em mais de cem mil euros, imagine-se a ousadia, apenas por ter tido o desplante de usar «linguagem abusiva e insultuosa» com o árbitro, após ter sido expulso.
Por cá, o presidente de um clube diz que é preciso defender a indústria do futebol, mas ao mesmo tempo não vê qualquer problema nas simulações de Taremi, por entender que Taremi «faz o papel dele», aludindo a que o árbitro e o vídeo árbitro «façam os seus». Difícil acreditar-se no que se ouve. Ou lê. Terá o presidente do Boavista, autor da expressão, dito exatamente o que pensa ou pensou muito bem no que disse?
Para Vítor Murta, pelo que se concluiu do que disse, os jogadores estão no jogo também para simular. Não importa se querem enganar o árbitro, os adversários, enganar o jogo e os adeptos. Fazem o papel deles, defendeu o líder do Boavista na intervenção que fez no fórum organizado pela própria Liga. Fiquei na dúvida se quis ser engraçado ou apenas cair em graça.
Quando o defesa do Liverpool, no jogo em Newcastle, derrubou duramente um adversário e foi justamente expulso, dirigiu-se ao árbitro e teve «linguagem imprópria» com o juiz John Brooks (nomeado, aliás, para dirigir o Portugal-Luxemburgo desta segunda-feira). Podia Virgil van Dijk ter sido castigado apenas com um jogo de suspensão (falhou, por isso, o encontro seguinte com o Aston Villa) pelo cartão vermelho direto com que foi sancionado pela dura e perigosa entrada sobre o avançado do Newcastle, Alexander Isak. Mas na Liga inglesa não se brinca às competições. Pela linguagem imprópria, e sem razão para contestar a decisão do árbitro, van Dijk é castigado com mais um jogo de suspensão e mais de cem mil euros de multa!
Creio que deveríamos todos sentir, aliás, um pingo de vergonha que fosse ao ouvirmos o novo avançado do Sporting, Gyokeres, definir a nossa Liga como uma competição onde há «muito mais interrupções, mais faltas e muito mais simulações». Ouvimos bem. «Muito mais simulações». Para o presidente do histórico Boavista (campeão nacional uma vez em Portugal), a simulação é, simplesmente, «o papel do jogador», com o descaramento de o afirmar no fórum principal do futebol profissional no nosso País, perante os que supostamente devem debater a melhoria do campeonato, a verdade desportiva e a ética da competição. A cultura do engano não incomoda, pelos vistos, Vítor Murta, nem o líder do Boavista se sente enganado pelas simulações de Taremi ou seja de quem for. Está certo. É também por isso que a Liga portuguesa tem a imagem que tem lá fora e é, não há como escondê-lo, uma competição com tão mínimo impacto nos media internacionais.
Ainda recentemente, no Benfica-V.Guimarães, Jota Silva, extremo dos minhotos, fez, para o líder do rival Boavista, o papel que lhe cabe ao simular ter sofrido uma cotovelada do lateral encarnado Alexander Bah. Simulou e ganhou, porque enganou o árbitro, enganou o jogo e fez com que fosse mostrado cartão amarelo ao jogador das águias. É apenas um exemplo recente de um jogador a quem devia exigir-se, não o ato de simular, mas a competitividade que ajudasse a evitar que um grande clube como o Vitória se visse, como viu, afastado esta épocas das competições europeias aos pés do Celje, um modesto adversário da Eslovénia.
Não será certamente com afirmações como as do presidente do Boavista que a Liga portuguesa pode melhorar-se como «produto», para usar a linguagem pouco afetiva de alguns dirigentes, e muito menos conseguir «vender-se» melhor através da tão prometida centralização dos direitos televisivos, de cujo resultado final me parece ninguém ter qualquer visão definida. Talvez por falta de uma boa simulação!"

Um pós-Ronaldo ainda com Ronaldo


"Capitão da Seleção ganhou a guerra política e mediática, mas dificilmente ganhará a desportiva

Ronaldo vai jogar sempre. Esse é o nome que se mantém indelével, de jogo para jogo, no quadro tático de Roberto Martínez, a não ser que, como acontece diante do Luxemburgo, não esteja disponível. É a maior premissa do espanhol e, se lhe foi imposta, passou a ser sua porque a aceitou. Sempre que vejo, sem surpresa, Cristiano no onze da Seleção pergunto-me para quando se está a trabalhar. E o mesmo se passa com Pepe, outro exemplo. Nunca estará em causa o que um e outro já deram à Seleção e, sobretudo, ao país, ainda mais se tivermos em conta aquilo que o capitão, sobretudo ele, representa fora das quatro linhas.
Não o sabemos ainda, porém, muito provavelmente estaremos a sacrificar algo – consistência, coesão, enraizamento das ideias, resposta imediata de outras opções? – a médio ou mesmo curto prazo, porque o Europeu é no final da temporada que agora começou e o Mundial dentro de dois anos. Um período em que, fundamentalmente, se estará a tentar recuperar o tempo perdido. É muito tempo? Nim! Olhem para a Alemanha.
Atenção: não estou a fazer do capitão o bode expiatório das más exibições. Nada disso, é um problema coletivo, todavia temos de reconhecer que se assemelha, em muitas ocasiões a um corpo estranho na equipa.
Cristiano ganhou a guerra política, ao recuperar o estatuto perdido nas últimas decisões de Fernando Santos – e para isso muito contou com a contratação de um selecionador que respeita egos e estatutos adquiridos, tal como alertei na altura quando analisado o seu passado na Bélgica – e mais recentemente também a mediática, uma vez que foi na realidade ele quem abriu as portas da Arábia Saudita.
‘Se ele vai, por que razão nós não podemos ir também ?’, terão pensado Benzema, Mané e tantos outros que se mudaram para o deserto no verão.
Ao ganhar essa guerra mediática, livrou Martínez do peso de ser constantemente questionado por convocar além de uma liga menor. Contudo, por muito que o queira, e teremos sempre de respeitar a fome que o move, nada intrínseca ao ‘ser português’, dificilmente vencerá a batalha desportiva. Nota-se há muito tempo. Claro que num grupo tão acessível ainda funciona, ainda prolongará a lenda, mas mais uma vez pergunto: estamos a trabalhar para quando? E para jogar contra quem?
É inevitável que ao longo deste texto, e talvez a cada parágrafo, se tenham perguntado com um ‘e o Messi?’ Tal como eles próprios se questionaram um ao outro ao longo da carreira e reforçaram a dialética hegeliana de que é o confronto entre tese e antítese que nos dá o melhor dos mundos, a síntese. Os momentos extraordinários que vivemos de um e de outro nas últimas décadas provam-no com uma certeza quase inabalável.
A minha resposta é simples. O argentino sempre contornou a questão física com um talento inato, enquanto o português se apoiava na dimensão física e na repetição para ser gigante e se prolongar como tal. Além disso, Messi sente-se feliz com a vida, preenchido depois da conquista do título mundial – um menir que carregava às costas desde que o começaram a comparar a Maradona –, e diverte-se nos Estados Unidos, em campo e nas festas com a família Beckham. A Argentina entende-o, protege-o com uma redoma à sua volta e todos beneficiam com isso. Já Ronaldo continua a querer provar ao mundo que consegue ser eterno, mesmo que o faça numa Arábia tonificada. Porque não há forma de combater a idade e também, pela zona do terreno que mais vezes pisa, não há forma de protegê-lo.
O Bicho está muito mais exposto, obrigado a dar resposta continuamente. Está a caminho dos 39 anos, a Pulga fez em junho 36. Por muito que ainda queiramos contar com a máquina que Cristiano Ronaldo foi, tal já não é possível. E se ele não o compreende, alguém tem de lho dizer. E de decidir por ele. Essa terá sido a melhor decisão de Fernando Santos desde o Euro-2016 e acabou penalizado internamente por ela, mesmo que os resultados há muitos anos mostrassem que o ciclo estava no fim. Já a equipa, se não houver Cristiano, terá de se assumir coletivamente em campo. Como já o fez antes.
Entretanto, o melhor jogador da história do futebol português reconheceu o que todos sabem. Pedro Proença acha que não. Ou não quer acreditar. E enquanto isso acontecer, enquanto acreditar ele próprio na propaganda que a sua equipa espalha pelos media e não deixar de ser mera testa de ferro do interesse dos clubes (em nome de um interesse maior), continuaremos a viver diariamente o circo. Mesmo que nos tenham empurrado portas dentro sem bilhete comprado, a fim de preencher as cadeiras vazias e de projetar uma melhor imagem para o exterior."

Ases!!!


"Os portistas andam todos ciumentos com a gralha d’A Bola porque quando rebentaram os escândalos da W52-FC Porto eles não tiveram direito a um Ás de fruta acompanhado de uma foto de seringas no verso da carta."

Taça da Liga


Realizou-se hoje o sorteio da fase de grupos da Taça da Liga 2023/24, e como não podia deixar de ser, dos potenciais adversários, ao Benfica calhou em 'sorte' os mais complicados de cada Pote!!!
O Arouca, que começou a época mais cedo, e até devido ao recente empate no Dragay, está neste momento num melhor momento do que o Casa Pia, o Farense ou o Estoril...; e o AVS, que tem tido um bom início de época na Liga 2 (co-líderes com o Santa Clara), que os faz serem considerados candidatos à subida (até a arbitragem na recente deslocação a Leiria, indicia muito 'investimento'')!!!
Ainda por cima vamos a Arouca (deslocação logisticamente complicada) e recebemos o AVS na Luz...
Estes jogos deverão ser marcados imediatamente antes do Natal, após o fim da fase de grupos da Champions!

Grupo A:
1.ª jornada: Casa Pia-Nacional
2ª  jornada: SC Braga-Casa Pia
3.ª jornada: Nacional- SC Braga

Grupo B:
1.ª jornada: Aves SAD-Arouca
2.ª jornada: Arouca-Benfica
3.ª jornada: Benfica-Aves SAD

Grupo C:
1.º jornada: Farense-Tondela
2.ª jornada: Sporting-Farense
3.ª jornada: Tondela-Sporting

Grupo D:
1.ª jornada: Leixões-Estoril
2.ª jornada: Estoril-FC Porto
3.ª jornada: FC Porto-Leixões

Samuel Soares vs. Anatoliy Trubin


"A indefinição na equipa do Benfica é uma constante neste iníco de temporada. O fecho de mercado viu Odysseas sair da equipa e agora Roger Schmidt procura descobrir o seu titular

A saída de Odysseas Vlachodimos do onze do SL Benfica, depois da derrota frente ao Boavista FC, por 3-2, na jornada inaugural da Primeira Liga, viu Roger Schmidt optar por Samuel Soares em relação ao guardião grego nas restantes partidas até ao fecho do mercado. Odysseas transferiu-se para o Nottingham Forest FC, após alegadas discussões com o técnico germânico, e abriu-se uma vaga nas malhas encarnadas. O Bola na Rede compara Samuel Soares e Anatoliy Trubin com o objetivo de entender o titular do Benfica.
Se tivermos que definir um titular, apontamos a Samuel Soares, apenas pelas escolhas recentes de Schmidt. Ainda assim, está longe de fechada a escolha para a baliza encarnada. Comecemos pelo aspeto físico. Samu, como lhe apelidam os colegas, tem 1,90cm de altura e 94 kilos, apenas com 21 anos, um simples monstro entre os postes, que parece ocupar toda a área do retângulo da baliza. No caso do ucraniano, vemos um guarda-redes com 22 anos, 1,99cm e 87 kilos, não tem a envergadura de ombros do seu concorrente, mas a sua altura é claramente superior. Ambos utilizam o pé direito.
Continuando no tema da utilização dos pés, ambos são superiores a Odysseas Vlachodimos. Tendo em conta a pressão alta que Schmidt gosta de aplicar nas suas equipas e que tantas vezes vimos o Benfica utilizar na época transata, um guarda-redes que funcione como um 12.º homem é fundamental. O grego não dava essas garantias, mas as duas novas opções dão e com qualidade. Dentro dos postes, ambos possuem bons reflexos e posicionamento, mas longe dos que Odysseas apresentava. É preciso recordar que, ambos estão no começo das suas carreiras.
A falta de experiência é um fator a ter em conta na baliza do Estádio da Luz, apesar de Trubin ser o titular da baliza do FK Shakhtar Donetsk desde a temporada 2020/2021, quando tinha apenas 19 anos. Trubin ultrapassa claramente Samuel Soares neste requisito, inclusive já disputou 14 partidas na UEFA Liga dos Campeões (três jogos sem golos sofridos) e três na fase de qualificação (um jogo sem golos sofridos). Além de experiência no futebol europeu, Anatoliy Trubin já assumiu a titularidade da seleção ucraniana, tendo sido titular em todas as partidas que disputaram em 2023, ultrapassando Andriy Lunin, do Real Madrid CF, na hierarquia.
O estatuto que Trubin já alcançou também pode influenciar a escolha do alemão. Rui Costa pagou 10 milhões de euros (mais um em objetivos) pelo jogador, sendo que o Shakhtar tem direito a 40% de futuras mais-valias. Um claro investimento do Benfica, naquele que é o guarda-redes mais caro do clube. Samuel Soares, por sua vez, pertence aos quadros encarnados desde 2012/2014, subindo nos escalões de formação do Caixa Futebol Campus. O internacional sub-21 tem sido bastante paciente pela sua oportunidade, mas a chegada de Trubin pode comprometer tudo.
A titularidade do jovem português na baliza do SL Benfica, muito provavelmente, será breve. Com o desenrolar da temporada, Anatoliy Trubin tem todas as condições necessárias para agarrar o lugar. Ainda assim, é injusto dizer que Samuel Soares está totalmente apagado e a luta entre os dois prevê-se renhida. Quem se exibir ao mais alto nível, mostrando a sua qualidade (que ambos têm) convencerá Roger Schmidt."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia - S02E06 - Para todos os gostos

A Verdade do Tadeia #2024/26 - A seleção e o sportswashing

Terceiro Anel: Seleção... Eslováquia...

El Mítico #56 - Los desafíos del fútbol femenino: el caso del SL Benfica

Mata-Mata #6 - A vida de um árbitro...

Fora de jogo - 90+3: Nuno Luz...

Eleven: Segundo Poste...

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Distinção merecida


"Título e bom futebol justificam o prémio de Melhor Treinador do Ano atribuído a Roger Schmidt pela Liga Portugal. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Treinador do Ano
Roger Schmidt foi eleito Treinador do Ano 2022/23, tendo recebido o prémio ontem no evento Thinking Football Summit, organizado pela Liga. O técnico encarnado foi entrevistado e deu a conhecer as suas opiniões acerca do futebol português e desvendou um pouco o que esteve na base do sucesso benfiquista.
Uma das ideias vincadas por Roger Schmidt está relacionada com a abordagem aos jogos: "Temos o nosso estilo, mas, também, a flexibilidade para nos adaptarmos a diferentes questões. Jogamos um futebol muito intenso, com muitos momentos de transição e, nesta época, jogamos o mesmo que jogámos na anterior, tentando ajustar algumas coisas e fazer algumas melhorias", disse.

2. Marca importante
João Mário cumpriu o 100.º jogo oficial ao serviço do Benfica. "Incrível fazer 100 jogos por este grande clube, é um sentimento muito especial, não só para mim, mas para toda a minha família", salienta.

3. Benfica nas seleções
Acompanhe, no Site Oficial, as prestações dos jogadores do Benfica ao serviço dos seus países.

4. Apuramento para a 2.ª eliminatória
A equipa feminina de futebol do Benfica está na 2.ª eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. A qualificação foi garantida ao ganhar, por 4-0, ao SFK Riga, numa partida em que Andreia Faria se tornou na segunda jogadora a cumprir 150 jogo de águia ao peito, depois de Pauleta.
Filipa Patão elogia a equipa e os adeptos, a quem lança um apelo: "Só podemos agradecer aos Benfiquistas e pedir para uma vez mais se deslocarem para verem a final da Supertaça."
A Supertaça, frente ao Sporting, joga-se na próxima quarta-feira, às 19h45, em Aveiro.

5. Atividade desportiva
Em andebol, o Benfica venceu o Belenenses, por 30-17. A equipa feminina terminou a participação na Supertaça Ibérica na 3.ª posição, ao ganhar ao Madeira SAD, por 40-38. No futsal, os vencedores da Supertaça iniciaram o Campeonato Nacional com um triunfo, por 8-3, ante o Eléctrico.

6. Supertaça de basquetebol
Bilhetes disponíveis para o jogo, frente ao Imortal, agendado para sábado, dia 16, às 19h00, no Pavilhão Multiusos de Odivelas.

7. Protagonista
Messias Baptista, o canoísta recém-campeão do mundo de K2 500 metros e que é, também, o campeão europeu em título de K1 200 metros, é o protagonista da semana. Uma entrevista para ver na BTV ou ler no jornal O Benfica.

8. Passo importante no futuro das Casas
Amanhã, dia 11, arranca a primeira fase do projeto Casas 2.0. Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica com o pelouro das Casas, mostra-se confiante em relação ao sucesso desta iniciativa estruturante no âmbito deste pilar fundamental do Clube.

9. Casa Benfica Ilha Terceira de parabéns
A BTV acompanhou as celebrações do 29.º aniversário desta embaixada do benfiquismo.

10. Ajudar quem precisa
O Sport Lisboa e Benfica está disponível, através da Fundação Benfica, para "ajudar nas operações de socorro em curso e lançar uma campanha de donativos capaz de ajudar à reconstrução das áreas mais afetadas" na sequência do terramoto ocorrido em Marrocos."

Benfica FM - Temporada 1998/99

O circo

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia - Flash - Braga...

Como é que é possível fazerem este tipo de perguntas a um jogador?


"A SportTV não disfarça nada as tentativas de continuar a lançar cortinas de fumo que escondam e abafem os temas diárias que envolvam o FC Porto.
Um NOJO..."

domingo, 10 de setembro de 2023

Vitória em festa...

Benfica 4 - 0 Riga
Kika(3', 7'), Falcón(15'), Norton(21')


Qualificação garantida, aos 20 minutos!!!

Em mais uma casa cheia... na próxima Sexta, saberemos qual será o adversário, no play-off final de acesso à Champions, jogada a duas mãos!

Mas o próximo grande jogo, é já na Quarta: a Supertaça, contra o Sporting, em Aveiro!

Confiança...

Benfica 8 - 3 Elétrico

Vitória tranquila, com bons indicadores: integração do Higor; golos em 'bolas paradas'...!!!
Recordo que este Elétrico foi uma das melhores equipas do ano passado, no campeonato abaixo do 3.º lugar!!!

Nota ainda para mais uma vergonhosa arbitragem, duma dupla conhecida pela sua Lagartagem militante!

Vitória...

Benfica 30 - 17 Belenenses
(15-7)

Até começamos mal (0-2), mas rapidamente o jogo entrou no reino da normalidade (recordo que perdemos o ano passado na Luz, com este Belenenses!). Depois da derrota em Alvalade, a primeira vitória da época no Campeonato...

Estamos no início de época, com muitos jogadores a recuperarem de lesão, a fazerem praticamente a pré-época já em competição oficial, e alguns ainda de fora (e vão ficar de fora muito tempo...)!

PS: Depois da derrota no Sábado, contra as Espanholas do Bera Bera, vitória hoje, contra a Madeira SAD, no jogo que decidiu o 3.º lugar, na Supertaça Ibérica, de andebol feminino.

Roger, excerto...

João Mário: 100 !!!

Claro que a culpa foi do árbitro


"O CA fez bem ao divulgar as conversas árbitro/VAR. Mas as Ligas querem mais...

Na edição de A Bola da última quarta-feira, foram apresentados os resultados de um inquérito sobre o que devia ser alterado no futebol, levado a cabo pelo Fórum Mundial das Ligas, junto de 41 Ligas nacionais, cinco de África, nove da Ásia e Austrália, seis da América do Norte e Central, 20 da Europa [incluindo a Liga Portugal], e uma da América do Sul, cujos resultados, embora maioritariamente conservadores, apontaram, de forma clara, para o incremento da transparência, com 61% das Ligas inquiridas a mostrarem-se favoráveis à divulgação pública e ao vivo, das comunicações árbitro/VAR; e sobre o mesmo princípio ser aplicado às conversas entre o árbitro e os jogadores, treinadores e demais elementos constantes da ficha de jogo, as opiniões apontaram no mesmo sentido, com uma vantagem de 46% a 42 %, abstendo-se 12% de tomar posição. É neste contexto mais alargado que teve lugar, pela primeiro vez no nosso País, uma sessão promovida pelo Conselho de Arbitragem da FPF, que será repetida mensalmente, divulgando as comunicações árbitro/VAR em alguns dos casos mais mediáticos, para fazer pedagogia relativamente a questões de arbitragem e, de alguma forma, oferecer mais transparência a uma área historicamente opaca. É bom que tenha acontecido esta sessão, e que não só seja a primeira de muitas, como ainda signifique uma mudança de paradigma, evitando aquele tipo de desconfiança sistemática que inevitavelmente nasce do secretismo militante.
Numa época (decisiva, como nenhuma outra antes dela) que começou particularmente turbulenta com o VAR - o erro de posicionamento de linhas no Casa Pia Sporting e o apagão no FC Porto Arouca, foram os highlights - há que ser absolutamente claro e afirmar, sem medo da demagogia barata que anda por aí à solta:
a) - O VAR foi a melhor coisa que aconteceu à arbitragem, desde a invenção do apito;
b) - Nunca houve tão poucos erros de arbitragem nos jogos, como agora;
c) Comparar os resultados da arbitragem antes e depois do VAR é comparar a estrada da Beira com a beira da estrada;
d) - Não deve ser levado a sério que vocifera contra o VAR quando se sente prejudicado, e se cala muito caladinho se a sua equipa é beneficiada;
e) - A tecnologia é boa, pode ser ainda melhorada, mas só a qualidade de quem a usa a torna mais ou menos eficaz;
f) - É preciso, pois, ser cada vez mais rigoroso na seleção dos vídeo-árbitros;
g) - Não havendo volta atrás, o futuro aponta para a especialização de cada função, que tem como consequência a responsabilização de quem erra. Se isso não acontecer, estar-se-á a promover, por via corporativa, a mediocridade.
Está muito em jogo na presente temporada, e a cada mau momento, a tentação para atirar culpas próprias para costas alheias é irresistível, como se viu recentemente no FC Porto-Arouca (1-1), que os dragões protestaram. O penálti foi mal revertido? Não. O protocolo foi adulterado? Não. Então a única explicação, funda-se numa desesperada tentativa, perante o mau futebol praticado, de usar a desculpa vai velha do mundo: a culpa foi do árbitro..."

Senhoras e senhores, o CIRCO


"Estou farto de ver este país achar que todos nós somos culpados. Não! Há culpados óbvios que a habitual hipocrisia deixa suspensos na nuvem

Cristiano Ronaldo, do alto do seu inigualável estatuto histórico, proclamou ao país: “o futebol português é um circo!”. Estava naturalmente a referir-se aos acontecimentos mais recentes, ou seja, aquela peça trágico-cómica que subiu ao palco do Dragão e que fez corar de vergonha os adeptos do futebol português que ainda conseguem sentir algum pudor com estas peripécias circenses, com acrobatas, equilibristas, ilusionistas, voadores do trapézio e, claro, palhaços. Não há circo sem palhaços.
O povo aplaudiu de pé a acusação de Cristiano. Aliás, há muito tempo que o clássico capitão da Seleção Nacional não reunia tanto consenso no seu próprio país.
E, no entanto, passado o empolgamento de uma afirmação tão forte e polémica daquele que é por direito próprio um dos maiores futebolistas de sempre do futebol mundial, somos tentados a pensar que estas generalizações têm o seu lado negativo. O principal é o de anular todo o esforço que entidades, organizações, protagonistas diversos, simples adeptos anónimos, têm feito para modernizar e, sobretudo, moralizar o fustigado futebol português.
Sou pela acusação dos verdadeiros culpados e contra a desresponsabilização que resulta da falsa culpa coletiva. Estou farto de ver este país anunciar que em todos os crimes de lesa Pátria ou de lesa Futebol, a culpa é de todos, das mentalidades, do jeito indisciplinado de se ser português. Não é verdade. Essa é a maneira que as más consciências têm de se desresponsabilizarem. Não é verdade que todos sejamos culpados do que se passou no Dragão ou noutras situações que derrotam o futebol português. Há culpados e há, sobretudo, uma grande hipocrisia, que deixa os verdadeiros culpados suspensos na nuvem.
Reparem a diferença para o futebol espanhol. O caso do beijo do presidente da Federação dado, ou roubado, à jogadora Jenni Hermoso ainda faz correr rios de tinta. Tornou-se uma onda avassaladora que todos decidiram surfar, quer em Espanha, quer no mundo mediatizado. No entanto, nenhum jogador espanhol se atreveria a proclamar em público que o futebol espanhol era um bordel. E com razão. Em Espanha, apesar de todos os exageros que se possam associar a um caso lastimável e condenável, a verdade é que os holofotes incidem impiedosamente sobre o culpado. Ninguém vem dizer que a culpa é de todos os homens, ou que a culpa é das mentalidades ibéricas. Há um culpado e as opiniões só se dividem sobre a natureza e a intensidade do castigo a aplicar.
Em Portugal, o problema não é podermos achar, como Cristiano, que o futebol português é um circo. Se fosse, não viria mal ao mundo do espetáculo. O circo digno e sobrevivente, a todos nos deve merecer respeito. O problema está na ausência de uma autoridade firme que, pela inação, consolida uma atmosfera irrespirável quando se trata de pôr em causa algumas vacas sagradas do futebol português, que têm, de facto, um estatuto especial de impunidade.
Apesar dessa evidente realidade, o futebol português resiste. Há exemplos fantásticos mantidos no buraco negro da nova lógica mediática como a do notável crescimento do SC Braga, um clube que puxa por uma cidade e luta contra o domínio cultural e centralizador de Lisboa e do Porto. E existem sinais de otimismo que se revelam nas atitudes e nas afirmações de novos presidentes de grandes clubes, como Rui Costa e Frederico Varandas, o que nos dá alguma garantia de que as mudanças geracionais no dirigismo português possam trazer ao futebol outra dimensão ética, que acabará por se transmitir aos próprios adeptos."

Se são os melhores do mundo, seguem algumas perguntas a Pedro Proença


"E esta, heim?!?

1. Se os nossos árbitros - assim mesmo, no plural - são os melhores do mundo, porque cometem tantos erros em Portugal? Não será que é porque atuam aqui altamente condicionados? O que é que Pedro Proença, baseado, inclusive, na sua experiência pessoal, tem feito para que os melhores árbitros do mundo se libertem das pressões que os condicionam?

2. Se os nossos árbitros são mesmo os melhores do mundo, porque é que nenhum deles esteve presente no Campeonato do Mundo que decorreu há menos de um ano no Catar? A FIFA pode dar-se ao luxo de dispensar os melhores na sua mais importante competição?

3. Não terá Pedro Proença o objetivo de oferecer mais um agrado à APAF para consolidar os seus votos na próxima eleição para a presidência da FPF? Ou deve esta afirmação ser levada apenas à conta de uma manifestação do corporativismo de classe tão próprio do nosso país?"

𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼 𝗲́ 𝘂𝗺𝗮 𝗩𝗘𝗥𝗚𝗢𝗡𝗛𝗔! Não podemos deixar que abafem isto.

VERGONHA ALHEIA...


"Vir para um football summit, que tem por princípio conversar e procurar melhorar alguma coisa, falar do Mauro Xavier , ou de outro comentador qualquer, é de uma falta de vergonha descarada. Claramente a promover o ódio ao conhecido comentador afeto ao Benfica. Uma clara intenção de colocar o nome de Mauro Xavier na boca destravada dos adeptos portistas.
Ainda por cima com o cunho da Liga Portugal .
A entrevista realizada pelo Diretor de Comunicação do seu clube, evitando assim as perguntas mais pertinentes, foi uma tentativa de lavar a imagem do FC Porto, depois de nas últimas semanas andarem de escândalo em escândalo, com a SportTv a fazer a transmissão ( todos juntos, todos grandes amigos!!).
E uma plateia de subservientes a aplaudir!!
Já agora! Só lhe faltou dizer que o Aníbal Pinto é percebe imenso de futebol!!"

É caso para dizer: «chora, bebé». Literalmente. 😭👶

5 minutos: Diário...

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Café #9 - Fura Redes...

Terceiro Anel: Diário...

O Cantinho Benfiquista #148 - Depois da Pausa é a Sério

A Verdade do Tadeia - Flash - Portugal...

Sagrado Balneário, Zé Gato, excerto...

Uma Semana do Melhor, excerto...

Zero: Negócio Fechado #18 - Hagi...

Ry: Guimarães...

sábado, 9 de setembro de 2023

Defesa da marca Benfica


"As declarações de Rui Costa, Presidente do Sport Lisboa e Benfica, em entrevista concedida no Thinking Football Summit, são o destaque nesta edição da BNews.

1. Peso da marca Benfica
Em entrevista realizada no âmbito do Thinking Football Summit, Rui Costa expôs várias das ideias que preconiza para o Benfica, tendo estas como denominador comum a defesa dos interesses do Clube e a projeção nacional e internacional no plano desportivo.
Entre os vários temas abordados constam, entre outros, o posicionamento benfiquista em relação à centralização dos direitos televisivos, a permanente ambição de conquista, a construção do plantel, a aposta na formação, as melhorias no Estádio da Luz e o desenvolvimento do Benfica Campus.
Veja no Site Oficial.

2. Campeões premiados
O Benfica esteve em evidência na Gala Liga Portugal Awards. O Presidente do Clube, Rui Costa, recebeu o Prémio Campeão 2022/23 e Roger Schmidt foi considerado o Treinador do Ano.
Rui Costa salienta que é um motivo de "grande orgulho", mas remete a conquista do 38 para o passado, importando agora os desafios vindouros: "Uma das palavras de ordem desta casa é que não temos créditos. Termos ganho no ano passado obriga-nos a querer ganhar outra vez. É esse o caminho que temos de percorrer e é por isto que vamos lutar para estar aqui outra vez no próximo ano."
Roger Schmidt mostrou contentamento pelo prémio que lhe foi atribuído, relevando o esforço coletivo: "Faço parte de toda uma equipa e, quando é assim, o prémio também pertence aos jogadores, ao staff, a toda a equipa técnica e ao próprio Clube."

3. Agenda para o fim de semana
São várias as partidas a realizar durante o fim de semana, com destaque para as seguintes: a equipa feminina disputa a final da ronda 1 de qualificação (Grupo 6) para a fase de grupos da Liga dos Campeões. O desafio é no sábado, às 18h00, frente ao SFK Riga, no Benfica Campus. No andebol o Benfica recebe o Belenenses (sábado, 15h00), e no futsal é anfitrião do Eléctrico (19h00).

4. Conhecer a grandeza do Benfica
Duas comitivas de clubes participantes na ronda 1 de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões visitaram o Museu Benfica – Cosme Damião.

5. Ação de formação
Veja a reportagem da BTV sobre a ação de Formação Inicial de Treinadores, destinada às equipas técnicas e ao staff da área de Iniciação de Lisboa e CFT do Benfica.

6. Novo patrocinador
Silvia Moreno, marca de cosmética profissional coreana, nas mangas das camisolas do futebol feminino. Este patrocínio assinala a entrada da prestigiada marca em Portugal.

7. Campeão na pesca desportiva
António Prata conquistou o título nacional."

Aquecimento, rubricas...


Lanças, rubricas...


3x4x3, rubricas...


Visão: Explica #25 - Nova construção no jogo do Benfica?

5 minutos: Diário...

Jogo pelo Jogo #4 - Cândido Costa...

RND - Era Só Isto: Ronaldo diz que a Liga Saudita já é melhor que a Liga Portuguesa

Golaço #156 - Saison 5 de Golaço : Bilan d'un mois d'Août animé

A Verdade do Tadeia #2024/25 - As críticas de Ronaldo

Terceiro Anel: Diário...

Juan Bernat


"Lateral Esquerdo, 30 Anos, 1,70 m, 67 Kg, canhoto, internacional espanhol por 11 ocasiões, contando já com um golo marcado na sua estreia pela “La Roja”. Com a chegada (e investimento realizado na aquisição) de David Jurásek ao SL Benfica, fiquei convicto que a intenção de Roger Schmidt era fazer do checo a principal opção para a lateral esquerda encarnada. Após alguns jogos e vários treinos, conhecendo melhor o atleta, terão surgido algumas dúvidas sobre a integração imediata do internacional checo na equipa titular do Campeão Nacional. Assim, e após a saída de Mihailo Ristić que não entrava nas contas do técnico alemão, o SL Benfica atacou o mercado nos últimos dias da “janela de verão” e encontrou uma excelente alternativa para o lugar chamada Juan Bernat.
O tal perfil idêntico a Grimaldo que tanto pedi acabou por chegar tarde, mas a boas horas! Como bem disse o presidente Rui Costa, Juan Bernat é um “jogador de Liga dos Campeões”. Um jogador formado na boa escola do Valencia onde chegou até à equipa principal. Aí mostrou todo o seu potencial e chamou a atenção de Pep Guardiola que o levou para Munique, a fim de ser o lateral do seu Bayern. O internacional espanhol acabou por realizar boas épocas na Alemanha, ajudando a formação bávara à conquista de vários títulos. Após 4 anos naquele colosso europeu, chegou a proposta do multimilionário Paris SG. Thomas Tuchel quis contar com Bernat para ser o titular do corredor esquerdo e o espanhol não defraudou as expectativas, tendo contribuído com boas exibições para a conquista de vários troféus da melhor equipa de França. Entretanto, a chegada de Nuno Mendes fez com que deixasse de ser a principal opção da formação parisiense, pelo que acredito que o espanhol, nesta fase da carreira, veja no SL Benfica um excelente clube para relançar uma carreira em que contabiliza 8 campeonatos (4 da Alemanha e 4 de França) nos últimos 9 anos.
Juan Bernat é um jogador com enorme capacidade associativa (muito “tiki-taka”) e que procura terrenos não exclusivamente laterais, mas também interiores, tal como fazia Grimaldo. Vai trazer maior qualidade na nossa saída de bola, pois é muito dotado do ponto de vista técnico (forte no 1x1) - embora menos criativo que Grimaldo - sentindo-se muito confortável em progredir no campo com bola. Em comparação com Grimaldo, Bernat arrisca menos no passe. Tem muito critério na tomada de decisão, procurando mais vezes temporizar em detrimento de um futebol mais vertiginoso. Tem boa chegada à área e qualidade na definição.
Do ponto de vista defensivo, Bernat é mais agressivo nos duelos que Grimaldo, contudo é no jogo sem bola que residem as suas maiores debilidades. Tem dificuldades em defender a profundidade e em fechar ao meio. Pelas suas características físicas (é um lateral tipicamente espanhol), revela, também, limitações no jogo aéreo.
Em suma, trata-se de um grande reforço que vai colmatar uma das grandes lacunas que tínhamos no nosso “11 inicial”. É daqueles jogadores que acredito que será para chegar, ver e vencer. Uma enorme mais-valia para o Campeão Nacional! Bem-vindo, Juan Bernat!"

Aquecimento, excerto...

O Futebol é Momento, excerto...