Últimas indefectivações

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Objetivo: ganhar!


"Nesta noite frente ao Sporting, num jogo que pode ser de título, a nossa equipa apresenta-se com o propósito de sempre: somar três pontos. O dérbi e a restante atividade desportiva são os temas da News Benfica.

1
Uma vitória no dérbi em Alvalade (20h30) garante o 38.º título nacional do nosso palmarés, o que Roger Schmidt realça como sendo "uma grande motivação". Mas lembra que o relevante é cumprir o objetivo a que nos propusemos no início da época: "Para mim não importa onde somos campeões. É um acaso termos este jogo na 33.ª jornada. A única coisa na qual estamos focados é em sermos campeões."
Quanto à partida, o nosso treinador assume a vontade de vencer: "Trabalhámos arduamente nesta temporada pelos nossos objetivos e estamos focados em nós próprios. Sabemos que será muito difícil. Temos jogado um grande futebol nas últimas semanas, mas respeitamos o adversário e estamos completamente focados nos 90 minutos. Acreditamos muito em nós. Estamos prontos para jogar bem e ganhar o jogo."

2
Informação útil para os Benfiquistas que hoje estarão junto da equipa no Estádio José Alvalade: a concentração é na Praça Centenarium do Estádio do Sport Lisboa e Benfica a partir das 15h00 e a saída do cortejo, com acompanhamento policial, é às 17h00. Quem se desloca em viaturas particulares deverá parquear as mesmas nas imediações do Instituto Ricardo Jorge, a partir das 16h30, podendo juntar-se ao cortejo dos adeptos do SL Benfica aquando da sua passagem.

3
Estamos na frente das meias-finais do Campeonato Nacional de hóquei em patins. No jogo 1 com o FC porto, disputado na Luz, vencemos por 5-0.
Nuno Resende considera que "foi um bom jogo". "Marcar primeiro foi importante, e deu-nos alguma serenidade. A equipa sentiu que era o nosso dia. Fomos capazes de perceber o jogo. Agora é limpar a cabeça e analisar. Na próxima quarta-feira temos um jogo dificílimo", afirma o treinador.
O jogo 2, de uma eliminatória disputada à melhor de cinco jogos, é na Dragão Arena, na quarta-feira às 20h00.
Veja o resumo da partida, aqui.

4
Também no basquetebol iniciámos as meias-finais dos play-offs com a "mão direita". Frente à Ovarense, na Luz, ganhámos por 88-59.
Para Norberto Alves, a chave para a vitória esteve "nos ressaltos, nas segundas bolas". E já pensa no jogo 2 (segunda-feira, na Luz, às 21h00): "Agora é analisar, fazer pequenos ajustes e preparar o próximo desafio."

5
A nossa equipa feminina de futsal está na final do Campeonato. Ontem bateu o Santa Luzia, por 3-1.
Alex Pinto enaltece o trajeto da equipa: "Cumprimos o objetivo. Foram 22 jogos numa fase regular a vencer e em quatro jogos de play-off foram mais quatro vitórias. Vale o que vale. Estamos na final."

6
Outros resultados: no andebol ganhámos na visita à Avanca, por 19-26; no futebol de formação, os Sub-19, apesar do acentuado volume ofensivo, foram derrotados, por 1-2, pelo FC Porto; os Sub-15 golearam o Belenenses, por 6-0; em râguebi caímos nas meias-finais do Campeonato frente ao Direito (28-11), mas regista-se a evolução positiva relativamente à temporada passada.

7
Outros jogos agendados para hoje: a equipa feminina de futebol visita o Amora, no Parque do Serrado, às 14h30; e as já bicampeãs de andebol encerram o Campeonato com a receção ao SIR 1.º de Maio, às 16h00, na Luz."

Terceiro Anel: Antevisão...

Terceiro Anel: Diário...

O "Fair Play" não é uma palavra vã...


"... e este almoço, propositadamente realizado na véspera de um dérbi, foi bem a prova disso.
Muitas vezes me bati com o António Macedo e com o Luís Marques na Sporttv - e foi precisamente aí, pelas diferenças entre nós, que nasceu uma amizade para a vida. O José Pedro Rodrigues, dono da ideia do almoço, é outro amigo sportinguista que muito prezo.

Do Mauro Xavier, António Manuel Bernardo, José Manuel Antunes e Telmo Correia, grandes benfiquistas, não preciso acrescentar nada, preciso?
E, AGORA, FOCO NO 38.
CONTEM COMIGO EM ALVALADE!
VAMOS BENFICA!!!"

O FC Porto está há 11h sem marcar um penalti...😏

Zona Mística - André Lopes...

O Demónio das Pistas


"Armando Bó inventou a nudez feminina frontal no cinema argentino mas não resistiu a fazer o papel de Fangio antes deste ser Fangio.

A porcaria da pandemia, e eu nem posso queixar-me muito do estado forçado de recolhimento já que foi dividido entre Alcácer do Sal e o Montalvo onde o meu mano Francisco Febrero (por extenso Xitó) estava por sua vez confinado e, ali, entre a minha casa e a dele - com almoços dominicais no jardim da Dália e do Fernando -, afastou-me tanto do cinema que nos últimos tempos escrevo bem mais sobre ele do que ponho os pés numa sala. Enfim, com cantava Alcione
«São coisas do mundo
Retalhos da vida
São coisas de qualquer lugar
Mas se eu fico mudo
Esse mundo imundo
É capaz de me tentar mudar».
Insisto comigo mesmo e não mudo. Já vos falei de Pelota de Trapo e de Pelota de Cuero, que têm em comum Armando Bó. A tarefa prolonga-se...
Bó, que morreu com apenas 61 anos em outubro de 1981, foi um mamífero interessantíssimo para quem gosta de personagens do género. Ao contrário do que aconteceu com a grande maioria dos seus amigos de infância era apaixonado pelo basquetebol, jogou durante alguns anos no Sporting Club de Villa Ortúzar, e atirou o futebol para um papel secundário. Mas argentino que é argentino não resiste ao chamado da pelota. Quando tomou o caminho do cinema, fazendo de tudo um pouco - ator, guionista, compositor e, acima de tudo, diretor - não resistiu a ter um papel fundamental em dois filmes que tiveram o futebol como pano de fundo: Pelota de Cuero e Pelota de Trapo. Mas não foi por eles que ganhou fama. Na verdade a grande revolução que Armando Bó trouxe para o cinema argentino foi a nudez. Nunca ninguém se tinha atrevido a tanto e aqueles que se atreveram a andar lá por perto foram marcados pelas comissões de censura. Mas El trueno Entre las Hojas, de 1957, deixou a malta de boca aberta, e muito a aguar, pelo descaramento de uma das suas atrizes preferidas, Hilda Isabel Gorrindo Sarli, que não se fez rogada em surgir num espetacular nu integral e frontal. Hilda não era nada de se deitar fora, bem pelo contrário, chegou a ser miss Argentina e Miss Mundo, pelo que as filas para a verem sem nada que lhe tapasse as partes pudendas davam a volta aos quarteirões vizinhos das salas de cinema nas quais o filme foi exibido. Armando não resistiu a ser apenas o homem atrás da câmara. Vendo bem, como responsável pela obra, não perdeu a hipótese de ser igualmente ator e dividir algumas cenas com a extremamente sexy La Coca Sarli, como todos a conheciam. Levante o braço aquele que o acuse de mau gosto.
Bó ficou permanentemente ligado a filmes eróticos. Mas a sua grande amizade com o jornalista desportivo uruguaio Ricardo Lorenzo Rodríguez, que emigrou para Buenos Aires onde se transformou numa pena implacável no jornal El Gráfico assinando com a alcunha de Borocotó, atiraram-no para os braços da filmografia ligada ao futebol sul americano. Mas não só. Em 1950, um argentino fascinava o universo não pela forma como dominava uma bola com uma técnica inimitável mas sim como se tornara um fantástico ás do volante. O seu nome era Juan Manuel Fangio. E ficou para a eternidade. No dia 27 de outubro de 1950, no pomposo Cine Ocean, estreou-se Fangio - El Demonio de Las Pistas. Deu brado. Não tinha La Coca Sarli nuazinha de fazer dó, mas contava com outras duas atrizes de beleza indiscutível embora infelizmente vestidas - Eva Dongé e Ivonne de Lys. Armando Bó fazia o papel de Fangio, está claro, e muitas das cenas foram filmadas em Monza, Itália, cabendo ao próprio Fangio protagonizar um prólogo.
Juan Manuel Fangio será para sempre um mito que saltou o risco branco de giz das lendas e se tornou muito mais do que um nome. Não vale a pena discutir quem foi o maior piloto de sempre de Fórmula 1. Porque foi Fangio e ninguém terá tido a protérvia de querer comparar-se com ele. Curiosamente, quando El Demonio de las Pistas encantou os espetadores argentinos, Fangio ainda não havia sido campeão do mundo e limitara-se a ser, nesse ano, segundo classificado do Mundial que foi, ainda por cima, o primeiro de todos até então e conquistado pelo italiano Emilio Giuseppe Farina conduzindo um Alfa Romeo. Apesar disso não restavam dúvidas que Juan Manuel seria em breve o maior de todos e a profecia confirmou-se com os títulos mundiais de 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957 (tendo sido segundo em 1953). Nino Farina não teve outro remédio se não aceitar, no ano seguinte, ser o segundo piloto da marca atrás de Fangio, valendo-lhe de pouco acenar a bandeira de campeão mundial.
El Demonio de las Pistas não teve moças desnudas. Mas não foi preciso esperar muito para que La Sarli se despisse outra vez com Bó a dirigi-la. La Sarli e não só. Definitivamente Armando divertia-se mais com outro tipo de cenas e convenceu muitas raparigas a mostrarem as intimidades. Convenhamos que a nudez de Fangio não devia ser, provavelmente, muito chamativa. Não seria por ela que venderia mais bilhetes..."

domingo, 21 de maio de 2023

Antevisão...

Manita, que só vale uma vitória!

Benfica 5 - 0 Corruptos

Entrada muito forte, com uma goleada no jogo 1, mas foi só uma vitória, precisamos de mais duas!!!

A atitude foi a correcta, e a arbitragem desta vez não 'amparou' os Corruptos! Eles tiveram menos tempo de preparação, mas isso não é alibi... Temos melhor equipa, com mais opções, mesmo com as ausências, por lesão e por opção, o 'anormal' foram as derrotas com os Corruptos recentemente...

Agora, no jogo 2, no Ladrão Caixa, tudo será diferente, a começar pelos apitadeiros, mas se a atitude for a mesma, as nossas probabilidades de fazer história (vencer no Ladrão é sempre épico, tal o nível de roubalheira...), serão grandes...

Fácil...

Benfica 88 - 59 Ovarense
17-16, 28-17, 21-13, 22-13

Mesmo com uma percentagem baixa nos lançamentos, dominámos completamente as tabelas e acabámos por ganhar fácil...
Segunda, temos o jogo 2.

Jogar só meia-parte!!!

Avanca 19 - 26 Benfica
(11-8)

Acordámos a tempo... bom 2.º tempo!

Iniciados - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 6 - 0 Belenenses


Regresso às vitórias, com mais uma goleada, e algumas estreias no escalão...

Juniores - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 1 - 2 Corruptos


Adeus, ao título, numa derrota muito frustrante, em mais um jogo onde jogámos mal, com o adversário a demonstrar que ainda é pior!!! E com o habitual penalty a favor do Benfica, mesmo a fechar a partida, a ficar por marcar, que mudava tudo, nas contas pelo campeonato!!!

Se me perguntassem no início da época, nunca imaginaria que esta equipa estaria na luta pelo título a duas jornadas do fim!!! Não gosto do treinador, acho que depois da época dos Juvenis, nunca deveria ter sido promovido aos Juniores... Portanto, até acho que os resultados foram melhores que o esperado, mas o nível desta Fase Final foi muito baixo... esta equipa dos Corruptos, tem 0 talento, e arriscam-se a serem Campeões, se nós vencermos o Famalicão na última jornada!!!

Líderes!!!


"É melhor rirmos. Impõe-se, mais do que nunca, a reflexão que há tantos anos os adeptos do Benfica falam nas conversas de café: o Benfica não pode continuar a participar numa competição que tem tudo menos de competição desportiva. O Benfica não pode continuar a participar neste circo onde os palhaços são sempre os mesmos: nós. O Benfica tem de, oficial e formalmente, procurar uma competição alternativa onde possa jogar com as mesmas regras dos outros!
Uma palavra também para Braga e Sporting, não se manifestem sobre esta época toda vergonhosa do FC Penalti, afinal 60M da Champions não vos devem fazer muita diferença e desde que o Benfica não ganhe está tudo bem para vocês.
E ainda tivemos o novo Pedroto a falar em lixo na antevisão desta jornada. O maior escroque da competição a que chamam Liga Portuguesa. Não têm sequer nenhuma vergonha na cara. Zero. São absolutamente lixo, eles sim, lixo humano. Esterco.

P.S.- Octávio Lopes, pede à BTV a repetição do lance na linha de fundo antes do penalti que dá o 3-2 ao FC Penalti! Ai não, era a Sporttv, desculpa. A Sporttv é que garante a isenção e imparcialidade do futebol em Portugal. O que tu queres sabemos nós, Libelinha Lopes!"

A bola está fora? Penálti para o Porto.

E-S-C-A-N-D-A-L-O-S-O!


"Com o 3.º penálti assinalado e convertido neste jogo, o FC Porto já ultrapassou o Benfica em golos de penálti na liga: 10 contra 8 do Benfica!
Jornada 28 (após Benfica) até à 33: 7 penáltis a favor (1 falhado). Jornada 1 à 27: 5 penáltis (1 falhado).
Este campeonato é um nojo absoluto. Se o Porto precisar de marcar 10 golos num jogo por causa do goal average, ser-lhes-ão assinalados 10 penáltis a favor. Ou 11, se falharem 1.
É demasiado triste, nojento e evidente o que tem acontecido. A liga portuguesa é um lodo putrefacto!
Estatísticas do FC Porto hoje (Famalicão-FC Porto):
2 remates à baliza.
3 golos de penálti.
Resultado final: 2-4, vitória do FC Porto.
E-S-C-A-N-D-A-L-O-S-O!"

Penal Tea!!!

Falta?!

BI: Antevisão...

5 minutos: Antevisão...

Uma Semana do Melhor, excerto...

A possibilidade de eternização do Dérbi Eterno


"Na noite do próximo domingo, o país vai parar. Não, não será por causa do concerto dos Coldplay parte IV. O país vai parar para concentrar atenções na capital e no Dérbi Eterno, que, desta vez, conta com um ponto de atração extra: o Sport Lisboa e Benfica pode sagrar-se matematicamente campeão na casa do Sporting Clube de Portugal.
As águias vão ter em Alvalade o primeiro de dois match points, o segundo deles jogado no seu serviço. A perspetiva de arrecadar o cetro de campeão já no dia 21, no entanto, tem granjeado toda a atenção da massa adepta encarnada.
Querer ser campeão o mais cedo possível parece-me fazer todo o sentido. Querer ser campeão só por ser em casa do eterno rival não me parece fazer sentido algum. Compreendo as picardias, as brincadeiras, os vexames verbais não ofensivos.
Compreendo e até aceito tudo isso. Faz parte de uma rivalidade com vivacidade. Não compreendo que se olhe mais para fora do que para dentro, que se vibre mais por ser “contra os outros” do que por ser “por nós”.
É óbvio que é para ser campeão em Alvalade. Porque é para ser campeão, não porque é em Alvalade. Seria incomensuravelmente melhor ser campeão numa Luz a abarrotar e com uma incessante energia. E sê-lo-ia porque, como benfiquista, não tenho sensação maior de conforto do que estar, feliz, entre os meus. Entre os nossos. De novo: é para ser campeão em Alvalade.
Se o formos – e vamos ser –, que o 21 de maio fique marcado na memória coletiva encarnada como a data da conquista do 38 e não como a conquista do campeonato no outro lado da Segunda Circular. Seremos tão maiores quanto mais em nós nos focarmos.
O SL Benfica é tão imenso que ao olharmos para dentro vemos muito mais do que ao olharmos para fora. Olhemos para nós. Joguemos e lutemos por nós. Vençamos por nós. E domingo é para vencer. Domingo é para ser campeão em Alvalade. Domingo é dia de eternizar ainda mais o Dérbi Eterno. Não por quem está do outro lado, mas por quem está do e ao nosso. Pelo SL Benfica. Sempre e para sempre, pelo SL Benfica. Domingo é para ser campeão em Alvalade.
Domingo é para ser campeão – quando isto não for suficiente, não contem comigo."

Lixo ou luxo, Sérgio?


"«Estou habituado ao lixo do futebol português», disse esta sexta-feira Sérgio Conceição, em reação ao processo disciplinar que lhe foi instaurado na sequência da confusão no final do jogo com o Casa Pia.
Creio, sinceramente, que se tratou de um lapso do treinador do FC Porto. O que Sérgio Conceição queria dizer é que está habituado ao luxo do futebol português, nomeadamente ao luxo de um regulamento disciplinar que lhe permite, jogo após jogo, época após época, comportar-se como se comporta, sem punições exemplares que o façam pensar duas vezes antes de voltar a desrespeitar adversários e árbitros, sem punições exemplares que o obriguem a saber perder e a saber ganhar. De facto, a impunidade é um luxo.
Mas se realmente Sérgio Conceição quis mesmo referir-se ao lixo do futebol português, então proponho que, antes dos comentadores, a reciclagem comece pelo seu próprio comportamento e pelo de Luís Gonçalves, que dá a sensação de estar sempre numa espécie de ‘casting’ para um 'remake' do filme ‘O Exorcista’. Uma vergonha, não há outra forma de o dizer.
Temos assistido a excessos por parte de todos os clubes, é inequívoco, todos igualmente condenáveis, mas a diferença é que nos outros a exceção confirma a regra e no FC Porto a regra tem confirmado a exceção.
Pela enésima vez: Há ou não coragem para meter esta gente na ordem?"

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Morrer de véspera, como o peru

José Manuel Delgado, in A Bola

Crime e castigo

João Bonzinho, in A Bola

Estranha-se e nunca se entranha

José Manuel Delgado, in A Bola

Terceiro Anel: Diário...

Regressámos a 2020 e ninguém disse nada, foi? Covid? Oi?


"Que esgoto este lixo de campeonato a que dão o nome de 1ªLiga. Que VERGONHA! Que ESCÂNDALO!
Atribuam o título administrativamente ao FC Penalti e ninguém se chateia mais com isto!"

Fumarada!!!


"Mais uma tonelada de bolotas para a vara comer enquanto continuam sem admitir explicitamente que são arguidos e a CMVM continua sem exigir esclarecimentos. Entretanto, a emissão do empréstimo obrigacionista prossegue naturalmente sem que sejam obrigados a clarificar os investidores. É Portugal!"

Lixo a falar de lixo!!!


"É lógico que está habituado ao lixo do futebol português, sendo ele, o seu presidente, o seu diretor geral de futebol e o seu diretor de comunicação os principais responsáveis e promotores desse mesmo lixo."

Silêncio!


"Na conferência de imprensa de hoje de Sérgio Conceição, o Maisfutebol não teve direito a perguntas.
O CNID de Manuel Queiroz - sempre lesto a condenar o SL Benfica por não permitir perguntas a jornalistas da Cofina - já se manifestou?"

Arte, Guga...

sábado, 20 de maio de 2023

Nas Meias-finais...

Benfica 5 - 3 Lombos

Mais um festival de desperdício (alguns dos falhanços foram mesmo 'épicos'!!!), numa partida onde o adversário marcou praticamente nas duas primeiras oportunidades, com a vitória a surgir nos últimos segundos do prolongamento, evitando assim os penalty's e garantindo ao segundo jogo a qualificação para as Meias...

Jogo marcado, mais um vez, pelo comportamento provocatório desde do 1.º minuto do banco do Lombos, constantemente a protestar, com todos os elementos em pé, sempre a mandar bocas, sempre a simular, seja faltas ou lesões... e depois, no final quando o Chishkala os mandou calar, ficaram muito ofendidos!!! E como não podia deixar de ser, os apitadeiros que durante o jogo, foram cúmplices com o comportamento do banco do Lombos, tiveram que mostrar Vermelho direto ao Bruno Coelho!!!

Derrota...

Benfica 0 - 1 Farense


Derrota na última jogada do encontro, numa partida pobre, com o Farense a entrar com vontade, mas depois a baixar as linhas, julgando que o empate já não era mau para a subida de divisão, e com o Benfica a demonstrar mais uma vez, a total incapacidade de criar jogo ofensivo apoiado!

Muito Benfica para apoiar


"Sexta e sábado preenchidos com jogos das nossas equipas e outros assuntos da atualidade benfiquista são os temas desta edição da News Benfica.

1
As nossas equipas de basquetebol e hóquei em patins começam, sábado, na Luz, a disputa das meias-finais dos play-offs dos respetivos campeonatos.
No hóquei em patins o adversário é o FC Porto e o jogo está agendado para as 15h00. No basquetebol, frente à Ovarense, a partida tem início às 19h30.
Confira as antevisões de Nuno Resende e Roberto di Benedetto, do hóquei em patins, e de Ivan Almeida, do basquetebol.
Quem já está na final do Campeonato são as eneacampeãs de hóquei em patins, que ontem ganharam ao Stuart Massamá, por 9-2. O outro finalista é o Turquel.

2
Hoje, às 18h00, a nossa equipa B tem desafio com o Farense no Benfica Campus. No futsal, jogo 2 na Luz a contar para os quartos de final dos play-offs frente ao Quinta dos Lombos (20h00).
E há vários jogos para seguirmos e apoiarmos as nossas equipas amanhã.
Às 11h00, recebemos o FC Porto nos Sub-19. E, às 15h00, é a vez de os Sub-15 serem anfitriões do Belenenses. Às 17h00, somos visitados pelo Santa Luzia em futsal no feminino.
Nota ainda para o jogo, às 17h00, no Campo Miguel Nobre Ferreira, onde defrontamos o Direito nas meias-finais do Campeonato Nacional de râguebi, um patamar da prova a que já não chegávamos há muitos anos.
Veja a entrevista da BTV a Rodrigo Alves, coordenador da secção.

3
André Lopes, voleibolista vencedor de 7 Campeonatos, 9 Taças de Portugal e 6 Supertaças pelo Benfica e que recentemente anunciou o final da sua extraordinária carreira, é o escolhido para a estreia de "Zona Mística", uma nova rubrica multiplataforma.

4 
Salvio visitou o Estádio da Luz e esteve à conversa com a BTV. "Equipa do Benfica já demonstrou a grandeza e o nível que tem", afirma.

5
Ana Beatriz Jardim, uma das obreiras do tetra no polo aquático no feminino, é a protagonista da semana. Uma entrevista para ver ou ler nos meios do Clube.

6
José Henrique está de parabéns pelos 80 anos de vida, completados ontem. Veja as melhores imagens do dia passado pela glória do Benfica entre a família benfiquista.

7
No âmbito da Noite Europeia dos Museus (dia 20), não perca a oportunidade de visitar o Museu Benfica – Cosme Damião num horário diferente e com atividades exclusivas (18h00 às 24h00). A entrada é gratuita. Também é possível visitar o Estádio da Luz das 18h00 às 22h00 sob um preçário especial. Saiba mais, aqui."

Visão: Sinal - Antevisão...

5 minutos: Diário...

BI: Fórum...

Irradiado?! Claro que não! Provavelmente, promovido...!!!



Wes 'Tri' Anderson!!!

Rumo ao 38


"Quando, no final do jogo e da vitória em Portimão, Roger Schmidt dizia que se sentia 0% campeão, estava a ser pragmático e a seguir a velha máxima do futebol segundo a qual nada está terminado enquanto não estiver, matematicamente, resolvido.

Faz sentido. No entanto, os que, como eu, tiveram a felicidade de assistir a uma magnífica exibição, num ambiente de vibrante benfiquismo como aquele que vivemos na bancada nascente do Municipal de Portimão, saíram do Algarve com a sensação clara que, já em Alvalade no próximo domingo, ou no último jogo em casa, estamos na reta final para o 38.º e que o Benfica não deixará fugir este título.
Para isso, muito contribuiu, para além da vitória, a exibição convincente da equipa, a goleada por 5-1 e a demonstração que a equipa recuperou claramente da quebra que teve e está a finalizar a época, pujante. A explicação está, em larga medida, nas soluções de refrescamento que o técnico alemão encontrou, com David Neres e, sobretudo, João Neves, o miúdo do Algarve, que voltou a ser o melhor em campo, em destaque. Fantástica a preponderância da formação e do Seixal nesta equipa, com Gonçalo Ramos (mais um algarvio) a regressar aos golos (e que grande golo), a que se somam Florentino, Guedes, António Silva e Morato.
Quando se referia que o Benfica vacilava enquanto o rival não tremia nunca, não é o que se tem visto. O Benfica voltou a estar afirmativo enquanto o Porto, que lá vai ganhando, terá mesmo segurado o segundo lugar, mas termina os jogos numa absoluta tremedeira.

A subir
O Benfica a golear, João Neves o melhor em campo e o goleador Musa.

A descer
As ofensas, os gestos e o clima de intimidação, no Dragão."

Alejandro, o Criativo


"O adeus de Grimaldo à Liga Portuguesa está ao virar da esquina e com ele irá parte da riqueza de uma prova carente, que é como quem diz: fica ainda mais pobre a nossa Liga. Durante esta passagem, o lateral-esquerdo do Sport Lisboa e Benfica cruzou-se com Rui Vitória, Bruno Lage, Nélson Veríssimo, Jorge Jesus e Roger Schmidt, tendo assumido sempre papel de protagonista, fosse por convicção, fosse por falta de opções.
Mesmo quando os trabalhos colectivos não se revelaram atractivos, era mais difícil ficar a imaginar o que é que podia inventar Grimaldo do que assistir, em directo, às suas pinceladas no quadro de um futebol desgarrado. Sim, houve épocas em que acendíamos a televisão para ver jogos do Benfica só pelo fascínio viciante de testemunhar como é que o talento de Grimaldo ia, outra vez, iluminar equipas sem ideias. Era raro defraudar expectativas, porque, embora os contextos adversos lhe destapassem as fragilidades defensivas individuais, as suas acções individuais encobriram fragilidades ofensivas colectivas. As mesmas mãos que gastaram o giz a escrever que Grimaldo não sabia defender nunca se lembraram de completar a frase que acrescentasse que desbloqueou em muitos jogos dentro de equipas que não sabiam atacar.
A sua relação com a bola, com o jogo e com os colegas promovem o argumento de que um lateral moderno não tem obrigatoriamente de ser mais forte a defender do que a atacar. Poderá, claro, ser mais equilibrado do que Grimaldo, cuja auto-suficiência em momento defensivo chegou a ficar aquém do recomendável para a posição. Contudo, não coloco de lado algum desleixo do jogador nessas circunstâncias, ora por estar saturado de ficar exposto, ora por não ter encontrado quem se preocupasse em melhorá-lo ou em “disfarçá-lo”. Hoje, com Roger Schmidt, Grimaldo sente-se mais protegido pela equipa, o que também o levou a caprichar em situações de 1x1, no suporte defensivo e até na impetuosidade colocada nos duelos, ou seja, no que toca a essa debilidade, deixo a natural margem de erro vinculada ao conforto que se atinge quando as dinâmicas colectivas funcionam mais ou menos em prol das características individuais.
É fácil entender que a inteligência que Grimaldo coloca em campo descarta a hipótese de ser um jogador que se deixa convencer por qualquer mensagem, tornando-se desafiante treiná-lo. Nunca, independentemente do treinador, o número 3 do Benfica abdicou daquilo que o define. Aliás, arrisco-me a dizer que a escolha pelo Bayer Leverkusen passou, entre outras coisas, pela percepção do valor que Xabi Alonso dá ao seu perfil, mantendo a esperança lógica de que, ao vincular-se a um técnico com o potencial de Xabi, poderá levá-lo até onde Xabi for capaz de chegar. Talvez a experiência de Grimaldo lhe diga que estará mais próximo do sucesso quanto mais próximo estiver de quem o valoriza - a meu ver, não está enganado.
Tem sido difícil habituar-me à ideia de um Benfica sem Grimaldo, de um campeonato português sem Grimaldo. Perder Grimaldo é como perder um dos bancos de jardim que escolhemos para namorar o futebol de que mais gostamos, assente na graciosidade da execução, no primor técnico, na criatividade, no engano que se aceita, na simplicidade e eficácia das tabelas, na inspiração de quem melhora quem está à sua volta, no talento, que continua a ser o mais importante de todos os predicados.
Se um dia tivesse sido médio, a porta pela qual está a sair seria maior. Em Portugal, Grimaldo viveu à frente de uma geração que olha para os laterais como quem olha para os cavalos de corrida: quanto mais correrem, melhor. Felizmente, tivemos a sorte de contar com um camisola 10 a partir da lateral. Grimaldo foi a nossa pequena revolução."

MP e AT quererão entrar em campo?


"Não se entende como em semana de dérbi visitaram a casa de 4 potenciais titulares do Benfica. E só os nossos tiveram a honra de receber as "brigadas" em casa. Imaginem vocês como ficavam se fossem visitados por equipas do MP + AT? Tranquilos? Será que tudo isto, que tem anos, não poderia esperar mais uma ou duas semanas?"

Cegos, Surdos e Mudos...


"O adiamento da idade de reforma da arbitragem para os 50 anos é a medida que faltava, para perpetuar estes escândalos semanais, que fazem com que o FC Porto - há muito falido - ainda consiga respirar e (por incrível que pareça) continue a lutar por títulos em Portugal.
A imprensa nacional não divulgou, no próprio dia - como fez com Sporting e Benfica -, que a SAD do FC Porto era arguida no "Processo Penalti". O árbitro não mencionou no relatório os incidentes que envolveram dirigentes e treinadores, no final do jogo com o Casa Pia.
Isto não são coincidências. Isto é um PADRÃO...
Como é que é possível que Manuel Oliveira e a sua equipa de arbitragem não tenham visto tudo o que se passou no relvado do Dragão? O que o leva a omitir situações tão claras e óbvias, à vista de Portugal inteiro, transmitidas em horário nobre e em direto?
Será MEDO de represálias? Será falta de HONESTIDADE? Será CLUBITE?
Não se iludam, na próxima época só vai piorar!

#41anosdisto"

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia #810 - Dois jogos para um campeão

Aquecimento, excerto...

Quinta, excerto...

O Futebol é Momento, excerto...

Essa magia única de um boi a olhar para um palácio


"Ficava na Rua do Ouro (pois claro!) e era a mais fascinante montra que existia em Lisboa para garotos da minha idade. Para lá da vidraça da Biaggio Flora, entre miniaturas de automóveis da Corgi Toys, da Dinky Toys ou da Solido, ziguezagueavam os comboios eléctricos da Märklín.

Eu não passava de um garoto mesmo muito garoto e, de repente parecia um boi, um daqueles bois que olham para palácios, ou pelo menos há quem diga que sim já que eu nunca vi tal coisa, nem sequer na Índia onde bois e palácios bondam por toda a parte. Não era absolutamente apanhado de surpresa, a verdade é essa. Vinha de eléctrico desde Campo de Ourique, no 28, onde passava os fins-de-semana em casa dos meus avós, no nº 10 2º andar da Rua Francisco Metrass, e deambulava pela Baixa com aqueles à vontades muito à vontadinhas muito próprios da miudagem da minha geração. Sabia o meu destino porque o meu destino era o fascínio maravilhoso de ficar com os olhos presos a uma montra. Mas pelo caminho, mal entrava na Rua do Ouro, pelo lado norte, gastava uma boa dose de energia bovina na Loja Dentinho, que era especialista em miniaturas de automóveis. Às vezes começava o percurso um bocado mais atrás, na Pinóquio, dos Restauradores, ou na Quermesse de Paris, que ficava assim numa espécie de um beco junto ao Hotel Avenida Palace. Mas o palácio dos palácios, aquele que me embasbacava ao ponto de ficar com água na boca e com um fio de baba a escorrer-me pelas beiças era a Biaggio Flora. Chiça! Deixem-me que vos diga: a Biaggio Flora merecia um ponto de exclamação. Biaggio Flora! Prontinho, aí está ele. Espreitava cada canto da montra com o máximo de atenção: ora às miniaturas de automóveis, ora às miniaturas de soldados das mais diversas épocas, ora às caixas de navios e aviões para montar, ora às miniaturas de animais selvagens, mas sobretudo ao comboio eléctrico que rodava teimosamente nos carris através de umas casas e entrando num túnel para surgir apetitosamente do outro lado, movimento contínuo que me punha as órbitas a rodar com ele. Lá está: era eu feito boi.
Num dos meus aniversários, não posso dizer ao certo qual, o meu avô Acácio cumpriu-me um sonho e ofereceu-me um comboio eléctrico. Uma caixa grande, rectangular, só com a base: um transformador que regulava a velocidade, uma locomotiva das antigas do velho Oeste, duas carruagens - uma de transporte de passageiros e outra de carregar carvão -, linhas suficientes para fazer um 0 bastante razoável e até uma passagem de nível que, como todas as passagens de nível, levantava e baixava uma barreira à passagem da composição. Nos anos seguintes fui comprando caixas avulso para que o 0 deixasse de ser apenas um 0 e tivesse curvas e contra curvas e não tardou a que as linhas já obrigassem a que eu ocupasse o chão do meu quarto por inteiro e à tarefa sempre aborrecida de desmontar tudo quando chegava a hora do comboio recolher à caixa. O meu sonho era grande e impossível: ter um igual ao que podia ver, aparvalhado, não na montra da Biaggio Flora mas sim lá dentro, numa sala que ficava nas traseiras da sala principal, volteando por entre uma paisagem meio-alpina, com casas, carros, pessoas, um monte alto e verde, árvores e uma estação requintada que até metia um senhor a ler o jornal. Piramidal! E, atenção, requinte dos requintes: a marca soava como nenhuma outra - Märklín. Deixemo-nos de histórias: o supra-sumo dos comboios eléctricos, acima da Bachmann, da Ethaern, ou da Kato, por exemplo, que apresentavam modelos de inequívoca qualidade. Mas Märklín era Märklín e ponto final. E foi com um orgulho impante que me vi proprietário de um comboio eléctrico Märklín. O resto era conversa.
A Märklín nasceu no ano de 1859, em Göppingen, no Baden -Württenberg por via da imaginação de um mamífero chamado Theodor Friedrich Wilheim Märklín. Era um loja de brinquedos como tantas outras, especializada sobretudo em casas para bonecas, fabricando todos os pormenores necessários para tornar habitável, confortável ou até luxuosa a habitação preferida das meninas para as suas protegidas, até que Theodor se lembrou de lançar os comboios eléctricos em 1891. E, assim sendo, se até então era a marca preferida das rapariguinhas alemãs, passou a ser procurada igualmente por rapazes. E oferecia, além de um enorme sortido de objectos que serviam para tornar cada vez mais autênticas as linhas de caminho-de-ferro em miniatura, várias escalas de ia da famosa H0 à pequenina Z.
De um dia para o outro, Theodor espalhou por todas as crianças que podiam ter acesso a um comboio eléctrico - e é preciso dizer que era um brinquedo caro, sendo também caros os acessórios que se compravam avulso - um divertimento incomum. Os grandes fanáticos montam verdadeiras feiras internacionais nas quais apresentam os seus modelos e as paisagens que escolhem e fabricam por onde eles serpenteiam com uma firmeza considerável. Apesar de diversas dificuldades económicas que atravessou, a Märklin continuou nas mãos da família durante várias décadas até ser comprada pelo grupo inglês Kingsbridge Capital em 2006 por cerca de 38 milhões de euros. Mas o nome dos pequenos comboios resiste a tudo, até ao tempo. Já não os vejo rodar na montra nem na sala interior da Biaggio Flora - o comerciante italiano que se estabeleceu em Lisboa e continua a ter descendentes que se dedicam a vários tipos de negócios - e a última vez que me recordo de ver rodar sobre as linhas que eram atravessadas a meio por um fio condutor eléctrico que entrava em contacto com a locomotiva através de uma saliência que esta tinha por baixo ainda os meus filhos eram crianças e eu, volta e meia, montava o circuito para os divertir. Mas, para compensar, vi filmes extraordinários que me foram postos frente aos olhos pelo meu bom amigo Israel que tem o vício dos comboiozinhos e monta paisagens de me voltar a deixar como um boi: isto é, embasbacado frente a um palácio. Mesmo que nunca tenha assistido a uma cena do género. Estarei mais atento aos palácios e aos pascácios que os observam. Pode ser que no meio deles encontre um boi…

Carros de corrida
Na grande sala da entrada da Biaggio Flora havia uma pista de carrinhos de corrida que podíamos experimentar. Cada um pegava numa manete e controlava a velocidade com o polegar indo mais a fundo ou menos porque as curvas eram suficientemente apertadas para atirarem com um veículo para fora da pista e obrigar assim a uma derrota com o seu quê de humilhante. Outro brinquedo que não era para qualquer um por causa do preço mas que tinha em comum com os comboios eléctricos a existência de uma série de acrescentos avulso de forma a tornar as competições mais interessantes e mais autênticas. Havia à disposição dos apaixonados diversas marcas de automóveis, desde os de verdadeiras corridas de pista, como Fórmula 1 ou Indianápolis, aos de rallies, como havia igualmente pedaços de pista que ajudavam a cada um a construir o circuito que lhe desse na gana, mais curvas ou menos curvas. Acrescentava-se também o panorama em redor. As boxes com os seus mecânicos, o homem da bandeirola de xadrez, árvores, casas e bancadas onde se sentava o público embevecido. Houve uma altura que, para quem não podia dar-se ao luxo, o melhor lugar para se fazer uma corrida numa pista e carrinhos de pista era a Feira Popular, onde existiu uma que parecia à prova de tudo e mais alguma coisa, principalmente à forma descuidada como os clientes a usavam. Também durante um tempo foi possível entrar em prova no Jardim Cinema, na Av. Pedro Álvares Cabral, enquanto outros se dedicavam ao bilhar ou ao snooker.
Sem querer voltar à metáfora do boi e do palácio, o que podia ser mais atractivo para os miúdos da minha idade do que carros em miniatura? Confesso que ainda hoje conservo o fascínio e colecciono os que via estacionados ou a percorrer estradas nos anos-60 (os automóveis passaram a ser quase todos iguais a partir dos anos-80), desde o Renault Dauphine ao Anglia Frascinante, desde o Citroën Boca-de-Sapo ao Austin Oxford, desde o Volkswagen da polícia alemã que tinha um botão em cima para virar as rodas ao Hillman que abria o vidro de trás, já para não falar do encantador jipe do Daktari, com riscas de zebra, do Lincoln presidencial que levava uma pilha e, com ela, punha uma televisão a passar imagens no banco traseiro e do infalível Aston Martin do James Bond com o seu botão para ejectar o bonequinho que ia ao volante. Como apreciador mesmo muito antigo, as minhas preferências iam para os Corgi Toys, de longe os mais perfeitos em todos os pormenores, até no tirar e pôr pneuzinhos de borracha. Foi também um alemão a fundar a marca, embora em Inglaterra: pouco antes da II Grande Guerra Phillip Ullmann, que escolhera a cidade de Northampton para viver, criou a Metoy (Metal Toy) e cedo teve a sociedade do seu compatriota Arthur Katz. Durante seis anos, e a despeito de todas as dificuldades com que tiveram de lidar, Phillip e Arthur trataram de fabricar modelos cada vez mais aperfeiçoados. A fábrica já dava trabalho a 600 criativos quando a dupla resolveu transferi-la para perto de Swansea, no País de Gales. E por causa daqueles cãezitos de perna curta (e bastante irritantes, já agora) naturais de Gales, os Corgi, alteraram-lhe o nome. Em 1956, a Corgi cometeu a proeza de pôr no mercado miniaturas de todos os automóveis familiares fabricados na Grã-Bretanha, desde o Ford Consul ao Austin Cambridge e desde o Vauxhall Velox ao Hillman Husky, acrescentando-lhes dois desportivos, o Triumph TR2 e o Austin-Healey 100.
A Corgi não demorou a ter concorrência tal a popularidade das miniaturas feitas à base de zinco. A Dinky Toys apareceu em 1934 pela mão de Frank Hornby, o homem que estivera na base da criação de um dos mais entusiasmantes brinquedos do início do século passado, o Meccano, peças de metal que se uniam umas às outras por porcas e parafusos e permitiam a construção de tudo e mais um par de botas, desde motos e carros a casas e aviões. O entusiasmante no Meccano - recordo-me de haver um no sótão da Casa das Conchas, a casa dos meus avós no Olival, perto de Ourém - era a variedade imensa de peças e a forma como se encaixavam de uma forma muito mais flexível do que acontecia com o Lego, por exemplo. Dinky já é, por outro lado, um nome com a sua dose de historietas, sendo que o baptismo mais provável tenha surgido da boca de uma das filhas de Frank quando viu um modelo Meccano pela primeira vez: «dinky», soltou. Uma expressão escocesa que se poderia traduzir por ‘porreiro’.
Se as miniaturas de automóveis feitas em Inglaterra são claramente as que mais se aproximam do original, há que dizer que os franceses da Solido começaram com o negócio antes dos seus vizinhos do lado de lá da Mancha. Um fulano com um nome arrevesado, Ferdinand de Vazeilles, avançou com a sua fábrica em Nanterre, nos arredores de Paris, em 1930. Mas um pormenor fundamental marcou o nascimento da Solido: Ferdinand não começou por copiar modelos já existentes e lançou, em três anos, três carros diferentes, simplesmente Solido Major, Solido Junior e Solido Baby. Só mais tarde abriria uma linha a que deu o nome de L’Age d’Or reproduzindo todos os automóveis mais famosos numa escala de 1:35. Embora sendo considerada de um realismo único em relação aos pormenores - o que se compreende porque tentou abarcar desde logo modelos de escalas maiores - a Solido, tal como aconteceu com os italianos da Polistil e da Bburago, foi acusada de não reproduzir as cores originais das marcas, preferindo tons mais neutros. Já a Matchbox, que surgiu apenas nos anos-50, entrou à bruta na competição ao fabricar o carro em que a rainha Isabel II surgiu durante a sua coroação, com o modelo a vender mais de um milhão de cópias. A ideia básica de mercado era construírem modelos que coubessem dentro de pequenas caixas, e daí o nome. Mas ao contrário da Solido ou da Corgi Toys, o desenho dos brinquedos era em bruto, havendo até uma colecção que se resumia à carcaça do automóvel em questão, sem destaque das portas ou dos faróis e sem vidros nas janelas.

De 1960 em diante
Quase todas as marcas que mencionei anteriormente referiam-se a brinquedos surgidos ou logo no início do século 1900 ou dentro dos vinte anos posteriores. A I e a II Grande Guerra passaram, deixaram a sua marca e o tempo fez com que deixasse de ser quase uma blasfémia voltar a brincar às guerras tal como acontecera com os históricos soldadinhos de chumbo. A Airfix apareceu não apenas com soldados em miniatura, de plástico, preparados para serem pintados pelos miúdos que os compravam, mas também com aquilo que se chamou o plastimodelismo, ou seja modelos em plástico, como se está mesmo a ver, vendidos às peças em caixas com as instruções para montar tanques, navios, caças e bombardeiros de guerra. Também houve uma fase na qual os antigos galeões e caravelas estiveram na moda. No fundo as crianças eram obrigadas a trabalhar (se me permitem o termo) até poderem brincar definitivamente com os seus exércitos completos e devidamente coloridos. Por outro lado, surgiu o fenómeno do herói solitário, o Action Man. Apesar de ter começado a ser comercializado no Reino Unido a partir de 1966, a personagem era protagonista de uma série americana chamada G.I. Joe. O Action Man terá sido o mais parecido que se inventou para pôr os rapazes a brincar com bonecas sem beliscar a sua masculinidade. Tal como as Barbies (a Barbie nasceu em 1959) traziam fardas ou disfarces e eram vestidos e despidos ao sabor do freguês, havendo por isso fatos avulsos que podiam mandar o Action-Man para a guerra, para apagar fogos como bombeiros, para jogar futebol (embora nesse campo o Subbuteo tenha sido imbatível) ou para conduzir automóveis de corrida. Longe vão os tempos em que os brinquedos puxavam a miudagem para a brincadeira colectiva. Muito antes de ter acesso a um Subbuteo e nos intervalos nos jogos do berlinde (sempre de olhos nos pilha-galinhas que tinham abafadores), do peão ou do mundo (à custa de um canivete ia-se cortando um círculo aos pedaços, roubando a maior parte possível aos adversários, o que fazia dele um jogo de estratégia avant la lettre), fazíamos carrinhos de rolamentos e corridas guiadas à força da corda e de joelhos e cotovelos esfolados. Muito antes sequer de ter acesso a um Futebol de Mesa (versão moderna do futebol de botão), colávamos a cara dos jogadores dos cromos na parte de dentro das caricas de Canada Dry, de Buçaquina ou de Laranjina C, construíamos equipas que se batiam por uma bolinha dura de miolo de pão. E antes disso, uma simples tábua em rectângulo, com cinco pregos por equipa e tapada a toda a volta menos nas aberturas que serviam de balizas valia pelejas duras - cada um se defendia e atacava com um lápis. Não. Não éramos bois a olhar para palácios. Mas puxávamos pela imaginação. E, para satisfação absoluta, aos fins de semana metia-me no eléctrico e ia de Campo de Ourique à Baixa para ficar de boca aberta como um pacóvio a olhar para os comboios eléctricos da Märklín."

Não gosto do Cristiano Ronaldo


"Tinha prometido a mim próprio evitar nos meus escritos qualquer tipo de abordagem das acontecências do futebol atual. Isto, menos por receio de qualquer feed-back negativo, mais por uma espécie de higiene mental que me permita dormir sem fibrilações auriculares e taquicardias paroxísticas. Já é tempo de dar alguma calma a este miocárdio ligeiramente escaganifobético.
Para já uma petição de princípio para evitar qualquer equívoco – não tenho o menor apreço pelo cidadão chamado Cristiano Ronaldo e a partir desta apreciação subjetiva sobre o sujeito não encontro espaço para ir de encontro ao que ele representa em termos de performance futebolística.
A minha desapreciação da personalidade do cidadão escondido atrás das iniciais CR começou de forma definitiva no dia em que o ouvi tratar o presidente da república por você. Lamentável tal falta de educação e sentido dos limites na relação com as principais figuras do Estado. Na receção à seleção nacional no palácio de S. Bento não estava o cidadão Cavaco Silva, mas nada mais nada menos que o Presidente da República eleito pela maioria dos portugueses. Era forçoso que lhe tivesse sido ensinado em jovem o sentido de decoro.
A culpa não é só do CR. Alguém o transformou num menino-mimado – dirigentes dos clubes, mass media, família, adeptos transformaram a vontade de vencer de um jovem chegado da Madeira num indivíduo presunçoso com um ego do tamanho da dívida externa portuguesa. Alguns jornalistas gostam de glosar a vinda do CR para o continente para jogar a bola no Sporting comparando-a à saga da Linda de Suza arrastando a famigerada mala de cartão pelos caminhos da emigração. Não foi nada parecido com isso.
CR foi sempre um jovem superprotegido pela consciência do valor futebolístico que potencialmente apresentava. Contudo, desde que veio jogar para Lisboa ninguém se preocupou em dizer-lhe que a cultura e o respeito humano não são incompatíveis com a arte de jogar à bola. Só se preocuparem em potenciar-lhe o músculo esquelético esquecendo-se de o munir com uma série de valores entre os quais podemos salientar – humildade, respeito pelo outro, convivialidade saudável, consciência do seu valor e dos respetivos limites. Insuflaram-lhe o ego como o apodo do melhor do sistema solar e arredores e ele transformou-se numa vedeta presumida que se dá ao luxo de empurrar o treinador da seleção nacional aquando do jogo com a França que nos deu o título europeu com ele no banco.
A falta de respeito para com o Fernando Santos deu uma imagem de que o treinador seria ele. A forma como sempre se referiu ao treinador é prova da sua falta de educação, mas nesse particular o Fernando Santos também tem culpas no cartório pois sempre incensou o CR de uma forma algo menorizadora para os outros jogadores que com a arte e argúcia que os caracteriza lá iam suprindo as falhas e a incapacidade física do CR. Em muitos jogos a seleção jogou melhor sem ele. Quando Fernando Santos teve a coragem de o meter no banco caiu o Carmo e a Trindade e o pai passou a tirano.
Só num país de parolos, numa terreola de parolos, é que é normal dar o nome a um aeroporto de um jogador da bola. Aeroporto John Kennedy, aeroporto Charles De Gaulle, aeroporto Sá Carneiro, aeroporto Humberto Delgado e agora o aeroporto do jogador da bola. Que tal o nome de Quim Barreiros à pista de aviação de Vila Praia de Âncora. Ou há moralidade ou comem todos. Seria muito mais curial dar ao aeroporto da Madeira o nome do folião rubicundo que governou a ilha à custa dos cubanos do “contenente”, pois, pelo menos, fez obra sem saber dar um chuto na bola.
Embora, atualmente me desinteresse das acontecências futebolísticas caseiras e internacionais (já dei para o santo futebol 20 anos da minha vida), ele entra-me nas meninges através do telemóvel com notícias frescas todas as manhãs. Notícias curtas e sem tratamento aprofundado pelo que podem ser meros “sound bites” desconexos. Ao passar o dedo sobre o ecrã apareceram várias notícias: “Cristiano Ronaldo acusado de liderar a rebelião contra Rudi Garcia”; “Ten Hag era protegido de Ronaldo”; “Respira-se um ar fresco na seleção com a entrada do novo treinador”. Como meus senhores? A lógica hierárquica do futebol invertida pela vaidade presunçosa de um jogador? Que diretores permitem tal estado de coisas? Como podem os adeptos fanatizados ser insensíveis à alteração das regras de funcionamento de uma equipa de futebol? Por estarem fanatizados? Por irem atrás do fogo fátuo liberto do halo mediático dos craques?
Nunca por nunca eu como treinador principal de uma equipa de futebol aceitaria qualquer tipo de subordinação aos estados de alma de um jogador por muito importante que ele fosse para a equipa.
Um dos mais importantes cimentos estruturantes do futebol é o respeito hierárquico e a disciplina o que implica que ninguém é superior aos interesses do clube. O futebol é suficientemente grande para comportar os egos imensos das primas donas. Que estes egos sejam expresos livremente até ao limite a partir do qual a própria saúde da equipa e a dignidade do clube são afetadas."