Últimas indefectivações

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

👀 Otamendi: Fazei-me justiça, ó Deus, e defende a minha causa contra um povo infiel; livra-me dos homens traidores e perversos. Salmos 43:1


"Vlachodimos
Tudo isso será o início das dores.
Mateus 24:8

Gilberto
Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.
Gálatas 6:3 

Verthongen
E agora esvai-se a minha vida; estou preso a dias de sofrimento.
Job 30:16

Otamendi
Fazei-me justiça, ó Deus, e defende a minha causa contra um povo infiel; livra-me dos homens traidores e perversos.
Salmos 43:1

Nuno Tavares
Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. 
Salmos 39:4

Samaris
Não chames a contas este teu servo, porque diante de ti ninguém está inocente.
Salmos 143:2

Pizzi
Será um dia de castigo terrível, de angústia e aflição, de ruína e destruição; será um dia de escuridão e trevas e de nuvens sombrias.
Sofonias 1:15

Rafa
Só a bênção do Senhor dá prosperidade; o esforço humano nada lhe acrescenta.
Provérbios 10:22

Darwin
A imprudência dos ingénuos dá cabo deles; a despreocupação dos insensatos os perderá.
Provérbios 1:32

Everton
Os meus olhos apagaram-se de sofrimento. Todos os dias te invoco, Senhor, e levanto as mãos em oração.
Salmos 88:10

Waldschmidt
E tu, homem, geme como se o teu coração estivesse despedaçado pelo desespero. Chora de tristeza num lugar onde todos te vejam.
Ezequiel 21:11

Grimaldo
Porém aquele que se entrega ao Senhor forma um só espírito com ele.
1 Coríntios 6:17 

Gabriel
Esta oração, feita com fé, dará a saúde ao doente e o Senhor há de restabelecê-lo. E, se cometeu algum pecado, será perdoado.
Tiago 5:15

Taarabt
Mas se a minha mentira serve para mostrar ainda mais a verdade de Deus e a sua glória, por que hei de ser ainda condenado como pecador?
Romanos 3:7

Seferovic
De facto, nós já fomos salvos, mas é na esperança. Quando se vê aquilo que se espera, então já não é esperança. Pois como é que alguém espera aquilo que já está a ver?
Romanos 8:24

Diogo Gonçalves
Alegro-me, portanto, com as fraquezas, as injúrias, as privações, as perseguições e as angústias que passei por amor de Cristo. Pois quando me sinto fraco, então é que sou forte.
Mendonça 19:04"

SL Benfica 2-3 SC Braga: Ai, Jesus, esta defesa…


"A Crónica: Um Braga Matriro Conseguiu Levar a Melhor
Numa noite fria no Estádio da Luz só mesmo os jogadores para aquecer este duelo entre SL Benfica e SC Braga da Primeira Liga. Um jogo intenso entre ambos os conjuntos, em que as águias dominaram durante toda a primeira parte. Até aos primeiros 20 minutos, os bracarenses não conseguiam respirar, tal era o domínio e sufoco do adversário. Ainda assim, desengane-se quem acha que o claro controlo do jogo por parte das águias se traduziu em muitos lances de perigo iminente. Até bem pelo contrário: durante o primeiro tempo, só aos 10 minutos há sinal vermelho para a baliza de Matheus. Um pontapé de bicicleta de Vertonghen testa a atenção do guardião bracarense, que defende o lance.
O Braga esteve durante toda a primeira parte no seu meio-campo defensivo. A equipa de Carlos Carvalhal dava a iniciativa de jogo ao Benfica, mas fechava muito os espaços de forma a não permitir o conjunto de Jorge Jesus de avançar no terreno. E por isso mesmo é que o domínio das águias não se traduziu em oportunidades de golo. E, por falar nisso, quem diria? Pois é, contra todas as probabilidades e contra a corrente do jogo, o SC Braga marca o primeiro da noite. Aos 38 minutos, marca um homem que até já foi carrasco do Benfica. Iuri Medeiros fez o que quis à entrada da área e numa grande jogada individual marca o 0-1 para a sua equipa. Mais um sinal evidente das debilidades defensivas do conjunto de Jorge Jesus.
Na segunda parte, o SC Braga entrou mais atrevido e com uma postura antagónica em relação a tudo o que fez no primeiro tempo. E se a equipa de Carlos Carvalhal marcou quando menos se esperava e quando estava a fazer pouco para concretizar, na segunda parte, os primeiros cinco minutos foram suficientes para dobrar a vantagem minhota. Aos 50 minutos, Francisco Moura aproveita um excelente passe de Al Musrati e faz o 0-2. Mas o menino fez o gosto ao pé e passados 13 minutos, Francisco Mouta volta a reforçar aquilo que parecia ser uma noite de sonho para os Gverreiros do Minho. Na sequência de uma infantilidade entre Vlachodimos e Otamendi, o número 74 dos bracarenses ganha de cabeça, marca um dos golos mais caricatos desta temporada e o terceiro da noite para a equipa do SC Braga.
A resposta do Benfica sai do banco com Seferovic a marcar aos 68 minutos, depois de um lance genial de Rafa sob o corredor direito. Dois minutos depois, o avançado do Benfica volta a assustar o Braga: Seferovic mergulha e obriga Matheus a uma grande defesa. E poucos minutos depois, Vlachodimos decide brilhar também do outro lado do campo. Aos 76′, depois de uma grande jogada que começa em Paulinho, Galeno tenta fazer um remate em arco sob Vlachodimos, mas o guardião defende com a ponta dos dedos e evita o quarto da noite.
Os restantes minutos foram igualmente intensos. O Benfica procurava o segundo golo para catapultar a equipa, pelo menos animicamente, para dar a volta à partida. Já o Braga, continuou com a sua postura de contenção, principalmente numa altura em que o conjunto de Jorge Jesus carregava cada vez mais. Aos 86′, Seferovic faz o segundo para as águias e reacende a chama da sua equipa. Mas o resultado acabou por não se alterar até ao final. O SC Braga foi cauteloso e conseguiu aproveitar, a tempo certo, as debilidades defensivas do Benfica.

A Figura
Francisco Moura – Foi um jogo de sonho para este jovem de 21 anos. Marcou dois dos três golos da sua equipa e, das duas vezes, teve a frieza necessária para decidir bem. Algo que nem sempre é fácil para jogares jovens e com pouca experiência. Sai aos 72 minutos, mas enquanto esteve dentro de campo conseguiu fazer a diferença esta noite para o Braga.

O Fora de Jogo
Everton Cebolinha – Esteve muito apagado e adormecido esta noite aqui na Luz. Podia também ter elegido a prestação da linha mais recuada das águias, onde os lances dos três golos do Braga evidenciam debilidades que fizeram a diferença esta noite. Mas, para isso, já bastava o título deste artigo.

Análise Tática – SL Benfica
O Benfica apresentou-se aqui esta noite no Estádio da Luz disposto a pagar as despesas. Assumiu o jogo e o controlo da partida num 4-1-3-2. Apesar disso, as águias não conseguiram penetrar muitas vezes o bloco defensivo dos bracarenses que se mostrou intransponível. O Benfica estava mesmo a ter muitas dificuldades em ultrapassar a muralha defensiva do adversário e mostrou ainda bastantes dificuldades nas alas.
Nota ainda para os lances de golo do Braga que evidenciaram, mais uma vez, as debilidades defensivas da equipa de Jorge Jesus. Estes lances protagonizados por Iuri Medeiros e Francisco Moura dão-nos a ideia de que qualquer jogador rápido consegue desposicionar com relativa facilidade o setor mais recuado do Benfica.

11 Iniciais e Pontuações
Odysseas (5)
Gilberto (5)
Vertonghen (6)
Everton (3)
Darwin (5)
Waldschmidt (5)
Pizzi (4)
Samaris (4)
Rafa (6)
Otamendi (5)
Nuno Tavares (6)
Subs Utilizados
Gabriel (4)
Seferovic (7)
Taarabt (5)
Grimaldo (7)
Diogo Gonçalves (-)

Análise Tática – SC Braga
O SC Braga decidiu recolher, a privilegiar mais o contra-ataque e a investir essencialmente em Galeno para o fazer durante os primeiro 45 minutos. Toda a equipa esteve muito recuada no seu meio-campo defensivo, muito compacta e a fechar espaços ao adversário num 5-3-2. Galeno e Iuri juntaram-se também ao meio-campo defensivo bracarense durante a primeira parte.
A equipa de Carlos Carvalhal conseguiu criar mais na segunda parte, mas sempre de forma contida e a evitar ao máximo erros que deixassem o conjunto bracarense descompensado. A atacar num 4-5-1 conseguiu criar mais a níveis ofensivos durante esta segunda parte que ainda conseguiu superar as expetativas da primeira. Depois dos golos do Benfica, recolheu novamente numa postura de gerir o resultado. Algo que conseguiu fazer de forma eficaz, o que lhe valeu os três pontos.

11 Iniciais e Pontuações
Matheus (7)
Tormena (5)
Sequeira (5)
Al Musrati (7)
Paulinho (6)
Bruno Viana (5)
Medeiros (7)
Ricardo Esgaio (6)
Francisco Moura (8)
Castro (6)
Galeno (7)
Subs Utilizados
João Novais (5)
Raúl Silva (-)
Rodrigo Gomes (-)"

Luz apagada


"O início do Benfica foi prometedor. Mesmo sem criar, encostou o Braga atrás, recuperou de forma rápida a bola e durante um bom período foi senhor mandão, nem parecendo que do outro lado estava tão valiosa equipa.
Contudo, o ascendente inicial do Benfica nunca desorganizou a equipa de Carlos Carvalhal, uma vez mais com um processo defensivo híbrido – A presença de Sequeira, Moura e Galeno no corredor esquerdo assim o proporciona. – Sai para pressionar e defender alto em 4x4x2, com Galeno a integrar a linha da frente, e quando tem de fechar o espaço mais próximo da sua baliza remete-se a um 5x4x1 – Moura fecha como lateral, Sequeira vira central e Galeno fecha como ala, deixando Paulinho na frente – não apenas controlou o ataque posicional do Benfica, como também perdeu pouquíssimas bolas com a equipa aberta que pudessem proporcionar espaço para o Benfica acelerar.

4x4x2 que se transforma em 5x4x1 em zonas mais baixas

A teia defensiva bracarense neutralizou investidas, mas também o Benfica controlava muito bem o jogo na Transição Defensiva, sempre que estava alto. Só um erro poderia fazer balançar o resultado, e esse surgiu por Otamendi – Não pode em circunstância alguma fazer um passe por cima (logo de difícil recepção) para o corredor central com a equipa aberta! O talento de Iuri resolveu e abriu o marcador, quando antes já havia sido numa perda de Pizzi o lance mais perigoso da partida, que Galeno não finalizaria depois de Esgaio deitar Odysseas.

Everton, Luca, Darwin e Rafa sempre sem espaço

Jorge Jesus mudou a equipa logo no início da segunda parte – Seferovic juntou-se a Darwin, e Luca ocupou o lugar de Everton, enquanto Gabriel foi a jogo com o intuito de recuperar mais bolas na pressão – Coisa que o Benfica nunca fez enquanto jogou com Pizzi e Samaris no meio.
Se os intentos poderiam ser interessantes, um golo logo no recomeço e mais tarde um erro tremendo de Odysseas, deixaram novamente o Benfica com três golos sofridos e numa desvantagem impressionante no marcador.
Só depois do golo de Seferovic o Benfica acordou. Teve energia mas nem sempre discernimento e depois de Luca perder o que seria o 3 a 2, o Braga foi gerindo o jogo mas sem a qualidade organizacional do primeiro período. A fadiga afastou as linhas minhotas, e a entrada de Grimaldo trouxe critério e qualidade ofensiva ao corredor lateral encarnado que até então só somava erros.
Sem laterais (Tavares e Gilberto) capazes de criar – Seria já bom que não errassem, porque erram e bastante, coarctando hipóteses de ligar o jogo com qualidade – com um meio campo sem andamento para um sistema que utilize apenas dois médios, os problemas encarnados estão identificados e se não forem ultrapassados continuarão a trazer dissabores decisivos para a equipa lisboeta.
A vitória bracarense na Luz não expôs mais do que o que já se percebia serem as lacunas de um plantel desequilibrado qualitativamente entre os vários sectores."

Vermelhão: Preocupante... muito preocupante!

Benfica 2 - 3 Braga


A perda de 6 pontos numa semana é grave, mas se calhar mais preocupante é a insistência nos mesmos erros: porque razão a dupla Gabriel/Weigl nunca foi tentada?; se o Grimaldo hoje estava disponível não foi titular porquê?; o Gabriel não jogou na Quinta, esteve de castigo? hoje começou no banco, foi somente por opção?; o Everton novamente titular, quando precisa claramente de banco, porquê?; a dupla Samaris/Pizzi para um jogo destes, quando o Samaris já não era titular... nem me lembro da última vez que o Samaris tinha sido titular e creio que todos já perceberam que o Pizzi não tem pernas para jogar a '8', principalmente devido à forma como é incapaz de recuperar bolas e de ocupar espaços nas transições defensivas...; e se os Centrais contratados, não compreendem o conceito 'bola coberta', 'bola descoberta', são intocáveis porquê?!

Eu sei que à posterior é fácil 'acertar', mas a gestão da equipa nesta sequência de 7 jogos foi mal feita, houve algumas lesões, mas as decisões prejudicaram a equipa. Por exemplo, a ida para o banco do Taarabt, hoje, até compreendi, já que jogou 90 minutos na Quinta, com a equipa a jogar com 10 durante mais de 70 minutos, mas as outras...!!! Mas as outras... Como eu já tinha alertado, esta sequência de 3 jogos Europeus de seguida, é completamente inédita, só aconteceu devido ao início retardado da época, em consequência da pandemia, mas a equipa técnica do Benfica, tem a obrigação de perceber que jogar de 15 em 15 dias na Europa, não é mesma coisa, do que jogar 3 semanas consecutivas...!!!

O Braga ao contrário do Benfica, tem gerido praticamente todo o plantel nesta sequência de 7 jogos, que eles também tiveram. Hoje, por exemplo ficaram de fora, muitos dos que foram titulares em Leicester... e fizeram isso em quase todos os jogos! Também é verdade, que hoje, nos 3 primeiros remates que acertaram na baliza, marcaram golo...!!! Que o Ody fez 1 defesa digna desse nome, em 90 minutos!!! Mas a forma cínica como jogaram, foi deliberada, porque em Portugal já todos perceberam os pontos fracos desta equipa do Benfica...

Mesmo assim, na última meia hora, já com o Taarabt em campo, até tivemos oportunidades suficientes para completar a remontada, e vencer o jogo, mas o Luca e o Haris falharam de forma incrível alguns golos!!!

Uma paragem do campeonato após estas más exibições, e maus resultados, nunca é boa... Mas se calhar desta vez, até pode ser que resulte em alguma coisa de bom, se houver capacidade de auto-crítica, e perceber aquilo que se pode retificar... Espero que o Todibo esteja disponível após as selecções...

domingo, 8 de novembro de 2020

No último segundo!!!

Torrense 3 - 4 Benfica


Uma mistura entre o cansaço do jogo na Grécia a meio da semana; com as habituais dificuldades que temos tido este ano no campeonato, contra equipas bem 'fechadas', com o aumento da qualidade de algumas equipas do nacional, principalmente com a adição de algumas jogadoras estrangeiras; e com uma falta de eficácia na concretização inacreditável... por exemplo no lance do 4.º golo, falhámos pelo três golos feitos, nos segundos antes de a bola entrar!!!
Um jogo onde só tivemos em vantagem nos últimos segundos... A validação do 3.º golo do Torrense é inacreditável!

Critérios!!!


"Estão reunidas as condições para termos o Octávio Lopes, doente lagarto da CMTV, poder dizer como disse ontem que este é o primeiro Conselho de Arbitragem que não faz favores a Benfica ou Calor da Noite.
Esse imbecil doente anti-benfiquista sabe perfeitamente que este Conselho de Arbitragem foi escolhido a dedo por Bruno Carvalho. Os árbitros benfiquistas são cada vez menos e os Lagartos e Andrades cada vez mais.
E são fanáticos e tendenciosos. Como este Hugo Miguel que não tem vergonha de apenas uma semana depois do festival do Bessa e de em 31 faltas ter dados 3 amarelos, vir hoje a Guimarães dar 3 amarelos com apenas 11 faltas, sendo que o primeiro saiu aos 2 minutos!
Porque é que está tudo calado no Benfica perante estas evidências? De que se esconde Luis Vieira para vir falar desta vergonha cada vez mais crescente?"

Antevisão...

Remontada em Oliveira de Azeméis...

Oliveirense 3 - 5 Benfica

A perder 3-1 a 15 minutos do fim, conseguimos 'virar' o jogo... é verdade que o Livre Directo do 3-5 foi 'polémico', mas antes disso já nos tinham anulado um golo de forma absurda!
Não foi o nosso melhor jogo, mas deu para ganhar...

Vitória na Maia...

Castêlo da Maia 0 - 3 Benfica
23-25, 9-25, 21-25

Tranquilo...

Derrota...

Benfica 79 - 88 Corruptos
11-26, 30-19, 20-17, 18-26

A equipa até estava a fazer boas exibições defensivas, contra adversários mais fraquinhos, mas hoje com o nível a subir, e com o nosso suposto Poste a meio-gás, cometemos demasiados erros ofensivos, mas também na defesa...

Rui Costa | Um novo desafio para o maestro no SL Benfica


"Luís Filipe Vieira foi reeleito presidente do SL Benfica com 62% dos votos, indo cumprir o seu mandato na frente dos destinos do clube. Uma das poucas novidades na sua lista para o seu sexto mandato enquanto presidente do Benfica foi a presença de Rui Costa como vice-presidente.
Este será mais um passo dado pelo antigo internacional português na sua caminhada para se preparar para ser aquele que Luís Filipe Vieira já intitulou de seu sucessor. E será a derradeira prova de fogo para avaliar se Rui Costa possui aptidões para se tornar presidente do Benfica no futuro.
Rui Costa sempre foi um homem de confiança de Luís Filipe Vieira, tendo-se tornado no Director Desportivo do Benfica assim que pendurou as botas em 2008. Nas memórias de muitos benfiquistas, ainda está presente o momento em que Rui Costa foi buscar Pablo Aimar para herdar a “sua” camisola número 10, naquele que foi um dos seus primeiros actos de gestão do clube.
Passado alguns anos, seria promovido a Administrador da SAD do Benfica, posição que lhe fez ter menos influência na gestão do futebol do Benfica. Consequentemente, vimos um Rui Costa a ter menos poder nas contratações de jogadores e nas decisões do futebol do Benfica.
Apesar disso, com a degradação da gestão desportiva do Benfica, Rui Costa voltaria a ter um papel mais activo nas contratações, tendo sido um elemento importante na aquisição de jogadores como Julian Weigl, Luca Waldschmidt e Darwin Nuñez. Apesar de Rui Costa ser um elemento bastante popular por parte do universo benfiquista, este tem vindo a dividir cada vez mais opiniões no seio dos adeptos. A perda de poder nas decisões do futebol foi bastante contestada por grande parte da massa adepta, mas, apesar disso, também tem sido um dos elementos da estrutura mais visados por alguns adeptos encarnados, face à má gestão desportiva verificada nos últimos anos. 
A sua promoção a vice-presidente do Benfica é uma prova de confiança dada por Luís Filipe Vieira, mas é também um acréscimo de responsabilidade e uma prova de fogo para Rui Costa mostrar as suas competências.
Rui Costa é alguém que percebe e conhece os meandros do futebol, sendo que acho que nesse aspecto é claramente superior a Luís Filipe Vieira. Apesar das críticas, creio que Rui Costa também é, de momento, mais popular no seio dos adeptos do que o actual presidente do Benfica.
No entanto, no cargo de vice-presidente do Benfica, Rui Costa deverá ter um papel mais activo na gestão do futebol, mas também deverá ter um papel mais activo noutras áreas em que não tem tanta experiência e será aí que Rui Costa terá o maior desafio e onde terá que mostrar que tem aptidões para vir a ser presidente do Benfica.
Já houve casos noutros clubes que foram ótimos dirigentes e péssimos presidentes. O caso de Joan Gaspart no Barcelona é, provavelmente, o maior exemplo nesse aspecto. Compete agora a Rui Costa mostrar as suas competências e aptidões de modo a preparar-se para vir a comandar os destinos do Sport Lisboa e Benfica no futuro."

Top 5 - Braga...

O Cantinho Benfiquista #6 - Pós-Rangers e Pré-Braga...

Amarelos


"Há um fenómeno no futebol português que, de tão recorrente, já passou a regra tácita: o primeiro cartão amarelo de um jogo em que o Benfica seja interveniente, não se adiantando no marcador numa fase inicial, é sempre para um jogador do Benfica.
Admito que os factos possam contradizer-me, mas esta é a sensação que tenho. A rábula já aborrece, tantas vezes foram as suas representações.
Os adversários recorrem sistematicamente a faltas para evitarem o que poderá resultar numa jogada perigosa, ou simplesmente para quebrarem o ritmo de jogo, enquanto os árbitros, por seu turno, se limitam ao uso do apito, até que o ocaso do preâmbulo do primeiro cartão amarelo do jogo se dá ao ser indicado (por vezes, duas ou três vezes conforme necessário), geralmente de forma teatral, que não mais serão permitidas as faltas sem que se lhes suceda a admoestação de um cartão amarelo. Invariavelmente, entre essas faltas constam uma ou duas claramente para cartão inexplicavelmente deixado no bolso (alguns comentadores, benevolentes ou fanáticos, teorizam sobre a gestão da partida). E eis que, inevitavelmente, um qualquer jogador do Benfica faz uma falta para cartão e é admoestado. Um clássico. A mais recente reposição da rábula aconteceu no Bessa.
Longe ed mim justificar a derrota com este fenómeno. Perdemos porque fomos piores que o adversário e não tivemos a sorte do jogo, a qual pouco procurámos, há que reconhecê-lo. Decerto que, no entanto, a 'gestão da partida' não só não nos ajudou como ainda nos prejudicou. E mais preocupa o evidente contraste com a actuação absolutamente desastrosa do árbitro na primeira parte do Paços de Ferreira - FC Porto, em claro benefício dos segundos, como está a ser, em mais uma época, habitual..."

João Tomaz, in O Benfica

sábado, 7 de novembro de 2020

O povo e os nobres


"Durante muitos séculos, na História de Portugal e da Europa, a sociedade esteve dividida em três classes sociais: clero, nobreza e povo. As duas primeiras governavam, e a terceira sobrevivia. De uma forma muito lenta e quase invisível, os elementos da classe mais desfavorecida lá foram organizando, amealhando riqueza e conquistando algum destaque, mas eram os nobres e o clero quem continuava a mandar no país, nos impostos e nas mentes. Hoje, a realidade é bem diferente. O clero mantém um papel de destaque, mas sem o poder de outrora, felizmente. A nobreza faliu e foi afastada em quase todos os territórios. O povo continua a sobreviver, mas já não é quase escravo (sim é discutível).
Vem isto a propósito das mais recentes eleições no Sport Lisboa e Benfica e dos dois modelos em confronto: um de continuidade, outro de renovação. Não foram apenas os nomes ou os projectos que estiveram em duelo, fomos nós enquanto sociedade. E aqui não estou a fazer juízos de valor sobre qualquer uma das candidaturas.
Enquanto Luís Filipe Vieira parece ter reunido o apoio das Casas dos sócios mais antigos e manteve maior influência fora e dentro dos grandes centros, Noronha Lopes concentrou um maior número de seguidores entre os mais novos, os urbanos e as figuras públicas, com todo o seu poderio nas redes sociais, tantas vezes enganadoras quanto à sua dimensão.
O resultado foi esclarecedor. Há um terço dos sócios benfiquistas que tomaria outro caminho, e isso merece ser respeitado. Há dois terços que querem continuar neste rumo, e também são merecedores de respeito. É tempo de enterrar machados, mas não esquecer a História. Dizer que o Sport Lisboa e Benfica é um clube popular não é um chavão, é uma realidade social. E os nobres têm de respeitar, ao contrário do que foi feito noutros tempos, a palavra do povo."

Ricardo Santos, in O Benfica

Enviei um corta-unhas para o Darwin


"O ano de 2020 tem sido fértil em acontecimentos anormais. Primeiro, uma pandemia à escala mundial. Depois, o Cristiano Ronaldo com o cabelo rapado a pente zero e, agora, o Sporting isolado na liderança à 6.ª jornada. Que raio se estará a passar com o planeta? Estamos todos a adaptar-nos a esta nova forma de viver, e ainda não percebi se me custa mais usar máscara a tempo inteiro ou ter de erguer o olhar para poder mirar o Sporting. A máscara até beneficia algumas pessoas - quer da perspectiva de quem usa, quer da perspectiva de quem vê -, pelo que os leões no comando da Liga talvez me aflijam um pouco mais. Sobretudo porque acredito no potencial do Rúben Amorim. Devemos dar o mérito a quem o tem, e é justo reconhecer o fantástico trabalho que o treinador do Sporting tem desenvolvido. Está totalmente focado nesta nova etapa e não se deixa distrair com nada daquilo que se passa à sua volta. Não tem sequer tempo para sair de Alcochete: o Benfica teve as eleições mais concorridas da história do clube, e o Rúben Amorim dez parte da abstenção.
No domingo temos pela frente um desafio difícil. O SC Braga tem um plantel forte e vai seguramente obrigar o Benfica a correr muito para conseguir vencer. Penso que poderá haver alguma vantagem para o nosso lado neste aspecto. Enquanto o SC Braga tem jogado de três em três dias há várias semanas, o Benfica teve uma pausa no fim de semana passado que permitiu aos jogadores poderem descansar. 
Confio nas escolhas do mster JJ para que consigamos amealhar os três pontos, e espero que lhe entreguem a encomenda que enviei para o Seixal: um corta-unhas para ver o Darwin deixa de marcar golos em posição irregular."

Pedro Soares, in O Benfica

Maturidade


"As eleições terminaram no dia em que os sócios exerceram o seu direito de voto, os resultados foram apurados e os novos órgãos sociais tomaram posse. E só deverão voltar a ser tema daqui a quatro anos, quando for altura de avaliar o mandato que agora se inicia.
Não posso, porém, deixar de salientar a enorme manifestação de democracia benfiquista que constituiu o acto da semana passada. Quer pelos números de participação inéditos no futebol português, quer sobretudo pela forma ordeira como decorreu todo o processo (mais a mais, num período muito difícil para o país e para o mundo). A campanha foi viva e, descontando uma ou outra declaração própria de movimentos eleitorais, foi conduzida com elevação por todos os candidatos. Por fi, o resultado foi esclarecedor, não deixando dúvidas quanto àquilo que a maioria dos benfiquistas pretendia para o seu clube. Resulta daqui um Benfica mais forte, mais unido e mais preparado para enfrentar os desafios do futuro próximo.
Agora é altura de lançar mãos à obra, e prosseguir com um projecto que não pode parar. Como foi sendo repetido pelo presidente reeleito, a prioridade neste mandato será a vertente desportiva. É essa que os sócios esperam ver fortalecida, e será esse o barómetro de avaliação dos próximos anos. No plano estrutural e financeiro, o Benfica está vários patamares acima dos rivais. É preciso fazer reflectir essa vantagem dentro do campo. E há também que a transportar além-fronteiras, traduzindo-a em prestações internacionais de acordo com as exigências da nossa história. 
Juntos, somos mais fortes, e este é um momento de união."

Luís Fialho, in O Benfica

Carta a Mário Dias


"Caro Mário Dias, muito obrigado pela concepção e construção do novo Estádio da Luz! Muito obrigado por ter acreditado sempre que a obra por muitos considerada impossível concretizou-se em tempo recorde! Muito obrigado pelo conforto e segurança que nos deu com a Nova Catedral! Muito obrigado por no ter recordado, várias vezes, a máxima que Roma e Pavia não se fizeram num dia! Muito obrigado por nos ter devolvido a autoestima até então perdida! Muito obrigado pela lição de vida que foram aqueles dois anos alucinantes! Muito obrigado por nos ter feito crescer enquanto clube! Muito obrigado por ter ajudado a conceder às Casas do Benfica o estatuto que hoje têm na vida do Glorioso, sobretudo do ponto de vista da venda de bilhetes para os jogos! Muito obrigado pela sua bonomia instintiva! Muito obrigado pela sua forte determinação! Muito obrigado pela sua vontade de ferro! Muito obrigado pela sua grandeza enquanto homem! Muito obrigado pela sua coragem! Muito obrigado pelo seu martírio! Muito obrigado pela sua permanente e incansável vigília! Muito obrigado por ter ajudado sempre o presidente Luís Filipe Vieira, sobretudo nas horas mais difíceis! Muito obrigado pelo seu benfiquismo! Muito obrigado pelo seu amor ao Clube! Muito obrigado por ter estado sempre à disposição do clube do seu coração! Muito obrigado pelos anos a fio que deu ao nosso Sport Lisboa e Benfica! Muito obrigado pela sua experiência e conhecimento que deu à Benfica Estádio! Muito obrigado por ter transformado o SL Benfica num clube mais moderno! E, finalmente, muito obrigado pelos seus conselhos sempre sábios e sensatos!"

Pedro Guerra, in O Benfica

Liberdade, resultado e responsabilidade


"Mais um ano lectivo. É um ano lectivo diferente, um ano lectivo em que voltámos a respirar a escola e, muito apreciadamente, voltámos a jogar à bola.
Por isso, em relação ao anterior, este será um ano lectivo de liberdade, mas como todos sabemos (ou devemos relembrar...), com a liberdade vem sempre a responsabilidade.
Continuaremos a monitorizar e premiar os resultados, porque esses têm sempre de aparecer. Continuaremos a avaliar a assiduidade e o comportamento enquanto produtor de um ambiente construtivo na sala de aula, que se estende bem para lá das suas paredes, fomentando o respeito mútuo e cimentando amizades. Criando, enfim, um ambiente saudável, de harmonia, tolerância e sã convivência em toda a comunidade escolar e para além dela.
Tudo isto é importante, mas é sobretudo importante a atitude individual, porque vai ser o comportamento de cada um que nos vai permitir, a todos, continuar em liberdade. Por isso, resultado, liberdade e responsabilidade serão os drivers neste ano desafiante. E serão avaliados por isso!
Foi mais ou menos assim que me dirigi, num pequeno vídeo, aos jovens do projecto Para ti Se não faltares!, que agora reiniciam entusiasticamente as actividades desportivas por que tanto ansiavam.
E a resposta a este apelo começou a chegar, de Marvila, de Paranhos, da Boavista, de São Domingos de Benfica, de Ponte de Sor, da Penha de França. Dez escolas com centenas de jovens alinhados no projecto e determinados a conquistar os seus objectivos e levar por diante o vírus ou o que mais se lhes atravessar ao caminho. Todos os dias me chegam reportes de um cumprimento, quase religioso, com alegria, sem enfado, de todas as regras, desinfecções, afastamentos, máscaras, alterações ao treino e tudo o mais. Os nossos jovens levam a peito a mensagem e sabem que vão ser avaliados, também, pela sua atitude responsável. Por isso, como sempre, são o máximo num comportamento exemplar que nos enche de orgulho e que dá o melhor exemplo dos colegas e famílias. Não esperávamos menos. Sabemos bem de que massa são feitos estes jovens e os valores que ganham com a Fundação Benfica.
Parabéns e obrigado a todos. E já sabem, como sempre, não baixar a guarda nunca, manter a pressão, dominar as circunstâncias.
Bom ano, em liberdade!"

Jorge Miranda, in O Benfica

O exemplo de Mário


"1. Às últimas horas de domingo passado, Mário Dias teve de nos deixar. Os Benfiquistas ficaram tristes porque, mesmo que nem todos tivessem tido o privilégio de alguma vez o terem contactado pessoalmente e podido beneficiar da magia do seu convívio, todos, por certo, reconheciam nele o homem simples e determinado que tudo fez, mais do que ninguém, para que o novo Estádio da Luz pudesse ser erguido.
2. Antes de todos os verdadeiros, heróis reunidos nessa gesta, foi ele quem primeiro acreditou que seria possível cumprir essa missão. E também foi ele quem soube persistir, nesse primordial esforço de motivação junto dos restantes que selecionara cuidadosamente, conforme os diferentes apports de cada um, que ele achava indispensáveis ou mais necessários para o cumprimento da 'missão impossível', em circunstâncias ainda tão fortemente constrangedoras da vida do Sport Lisboa e Benfica.
3. A sua persistência, baseada na vasta experiência profissional que na altura fazia dele um dos mais conceituados especialistas na direcção de grandes construções, caldeada num intenso Benfiquismo de eleição, deu resultado: no 'dia seguinte' à magna Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica de 28 de Setembro de 2001 em que a edificação do novo Estádio foi decidida, o processo passaria à prática.
4. Escassos vinte e cinco meses depois - em 25 de Outubro de 2003, eu sei que Mário Dias terá vivido um dos dias mais importantes da sua vida, ao ver erguido, pronto e lindo, magnífico e finalmente vivido pelos Benfiquistas, o nosso novo templo.
5. Os Benfiquistas passaram então, e apenas então, a poder conhecer um pouco melhor a modéstia e a reservada simplicidade do nobre carácter desse homem notável que, tendo acabado de cumprir o maior desafio construtivo da sua vida, só nessa altura tinha disponibilidade para partilhar com as televisões e jornalistas as pequenas e as grandes histórias desses vinte e cinco meses alucinantes.
6. Sempre considerei o nosso Mário Dias como um homem invulgar. Em todo o caso, a sua competência, a sua extraordinária capacidade de planear e resolver perante os imprevistos, a energia com que mobilizava e sabia dirigir as equipas de operários, técnicos e engenheiros ou arquitetos, não eram tudo...
7. O que o distinguia e me impressionava eram também, a resistência física e intelectual, assim como o sentido positivo que sabia manter nos momentos mais difíceis, afabilidade e à genuína humildade do seu temperamento diferenciado e singular.
8. E no triste momento do seu afastamento de nós, não deixo de assinalar que, para mim, no dedicadíssimo e exemplaríssimo cumprimento do seu desígnio Benfiquista, Mário Dias terá sido a mais autêntica representação viva que eu pude reconhecer daquele mesmo espírito e dos princípios que há mais de um século reuniram e terão caracterizado nos primórdios do Benfica, os nossos 25 'pais fundadores'."
9. Mas, por causa de si próprio, julgo que, ao perdermos Mário Dias, não ficaremos mais pobres. Acho que essa responsabilidade está em cada um de nós... E bastará que a cada momento da nossa relação com o Benfica, como, mesmo na vida de cada um de nós em sociedade, saibamos lembrar o modelo de vida e o exemplo de Benfiquismo do nosso querido Mário..."

José Nuno Martins, in O Benfica

Modalidades: Quarta-feira Gorda!

Benfica After 90 - Rangers...

O Cantinho Benfiquista - O Meu Benfiquismo #1 - Mário

Fever Pitch - João & Patrick... França!

Fever Pitch - João & Ricardo... Escócia!

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Demonstração de crença


"O jogo realizado ontem, frente ao Rangers a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Liga Europa, no qual Jorge Jesus promoveu várias alterações tendo em conta o calendário bastante exigente neste período da época, começou da melhor maneira, com a nossa equipa a entrar pressionante e a ser recompensada com uma vantagem prematura, passado um minuto do apito inicial.
Seguiu-se um período de ascendência sobre o adversário até aos 19 minutos, quando a nossa equipa se viu reduzida a dez jogadores, o que motivou uma inversão da tendência de domínio verificada até então, agudizada pelos dois golos sofridos em pouco mais de um minuto a meio da primeira parte e ainda a ampliação da vantagem do Rangers, para 1-3, no início da segunda metade.
Não obstante o contexto muito adverso, a nossa equipa nunca baixou os braços e continuou a procurar a oportunidade de voltar a discutir o resultado, conseguindo-o já no último quarto de hora, através de Rafa, assistido por Darwin. Já à passagem dos 90 minutos, Darwin foi servido por Waldschmidt e empatou a partida, selando o resultado em 3-3.
Jorge Jesus reconheceu a qualidade do adversário e as dificuldades sentidas pela equipa ao longo do jogo, especialmente após a expulsão de Otamendi, e mostrou-se satisfeito pela "crença e a alma dos jogadores", que nunca desistiram.
O nosso treinador destacou Rafa como um exemplo da excelente atitude da equipa e revelou que, após a partida, lhe disse "que é com estes jogadores, com esta crença e alma que o Benfica lutará por títulos".
Rafa chegou aos 40 golos de águia ao peito em competições oficiais (superou Saviola e Vata e é agora o 57.º no ranking dos melhores marcadores do Benfica em jogos oficiais) e Darwin somou o seu quinto golo desde que chegou à Luz. Com o empate conseguido no ocaso da partida, o Benfica continua na liderança do grupo em igualdade pontual com o Rangers e manteve a invencibilidade nos jogos disputados em casa desde que a competição é denominada Liga Europa (2009/10). São já 25 jogos consecutivos sem perder (incluindo uma pré-eliminatória).
O próximo desafio será já no domingo, dia 8, às 20 horas. O Benfica receberá o Braga, na Luz, no âmbito da sétima jornada da Liga NOS. A nossa equipa tentará regressar aos triunfos, sabendo que terá um bom adversário pela frente, o atual terceiro classificado do Campeonato. Confiamos muito na capacidade da nossa equipa para somar mais três pontos no domingo.
De muitos, um!"

Monstro & Monstro


"A tarde noite da Liga Europa ficou marcada pelo jogo de dois monstros. Não têm a genialidade técnica ou criatividade dos grandes predestinados, mas a forma como utilizam a sua agilidade e habilidade motora, em conjunto com capacidades físicas absolutamente tremendas muda por completo os jogos.
Darwin Nunez resgatou um ponto para o Benfica, e o velho conhecido Renato Sanches voltou a dar um festival de futebol – A forma como ilude e dribla opositores (ninguém roda tão rápido sobre si mesmo como o “bulo”) para de seguida acelerar o jogo dificilmente encontra paralelo qualquer outro médio no futebol mundial. Desta feita em pleno Giuseppe Meazza onde o Lille bateu o AC Milan por 3 a 0, depois de escassos dias antes ter rubricado mais uma exibição de excelência no jogo com o semi finalista da Champions Lyon.
Darwin e Renato Sanches, da Liga Europa para muito brevemente o topo do futebol mundial. Para o português será um regresso, agora que está muito melhor preparado."

SL Benfica 3-3 Rangers FC: Noite de dilúvio salva por San (Darwin) Núñez


"A Crónica: Exibição Limitada e Com Erros, Mas Com Empate no Suspiro
Depois de uma derrota humilhante no Porto, o SL Benfica precisava de um estímulo para começar bem na Europa e assim foi.
Aos dois minutos, a pressão alta das águias foi eficaz e Rafa cruzou para a área, onde Goldson acabou por fazer autogolo como se de um ponta de lança dos encarnados se tratasse. Assim, os encarnados nem deram tempo para os Power Rangers se prepararem para a luta. Aos 20 minutos, Otamendi foi imprudente na sua ação e derrubou Kent, acabando o argentino expulso. Fica muitas dúvidas quanto à posição do jogador do Rangers no início da jogada. Pizzi saiu para a entrada de Jardel, mudando toda a estratégia de jogo.
Os destinos do jogo foram de mal a pior para os encarnados e se para as águias o golo surgiu de um autogolo, para o Rangers FC foi a mesma coisa. Diogo Gonçalves a falhar totalmente o caminho de onde se deve aliviar e a bola foi parar à baliza. Nem muitos minutos depois, Kamara fez tudo com calma e dava a volta ao resultado muito facilmente (2-1). Aqui, os Power Rangers já estavam mais do que alinhados quando o “vermelho” foi expulso da equipa… e quem mandava era o azul.
Qualquer benfiquista ficou pasmado com as substituições ao intervalo dos encarnados e surgiram logo grande efeito, mas para o lado negativo. Tavernier entrou como quis e Morelos, que já tinha marcado a SC Braga e FC Porto, voltou a fazer o gosto ao pé a uma equipa portuguesa. Se o jogo estava mau para o SL Benfica, agora estava péssimo.
Depois de domínio atrás de domínio escocês, Darwin, que ao contrário de Seferovic não desiste de uma bola, foi teimoso e construiu um lance que permitiu a Rafa encostar para reduzir para o 2-3. Mas o melhor estava guardado para o fim, quando Waldschmidt assistiu Darwin Núñez para o terceiro da noite para os encarnados, salvando, pelo menos, da derrota.
Após a expulsão de Otamendi, o SL Benfica praticou um jogo pobre e não fosse o tango uruguaio a ouvir-se de fundo para limpar tudo o que se passou nos 90 minutos a equipa tinha saído com a derrota. Os encarnados seguem com os mesmos sete pontos do que o Rangers FC e, na próxima jornada, vai ter uma deslocação difícil à Escócia para lutar pela liderança isolada do Grupo D.

A Figura
Darwin Núñez – A sua teimosia, rapidez e inteligência valeram e muito para que os encarnados saíssem deste jogo com, pelo menos, um pontinho muito precioso. Depois de ter tido um jogo para esquecer no Bessa, saiu do banco para fazer e a diferença. Quando dificuldades havia para que a bola chegasse perto do uruguaio, Darwin conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que tinha e assistiu e marcou o golo do “suspiro”.

O Fora de Jogo
Otamendi – Se a sua exibição no Bessa já tinha sido má e com várias críticas, então durante este jogo volta a estar na ribalta pelas piores razões. Apesar de haver (ou não) fora de jogo, a verdade é que faz uma falta desnecessária quando a bola parecia mais do que controlada por Vlachodimos. Se Jorge Jesus acreditaria que o argentino viria para dar experiência à defesa encarnada, só tem dado motivos pelo contrário.

Análise Táctica – SL Benfica
Depois da derrota no Bessa, Jorge Jesus procurou renovar a equipa para que não se cometesse os mesmos erros desse jogo. Diogo Gonçalves ocupou o lugar de Gilberto, Weigl entrou no onze para o lugar de Gabriel e na frente havia duas caras novas: Seferovic e Rafa. Num habitual 4-4-2, o SL Benfica voltava a procurar muito a velocidade de Rafa e Everton e o posicionamento mais central do avançado suíço na grande área. 
Com Seferovic, Pizzi e Rafa havia essa primeira pressão alta e ajuda no meio campo de Taarabt não deixavam que os escoceses conseguissem construir ou mesmo sair a jogar de forma calma e até mesmo de forma rápida com o jogo direto. A verdade é que com menos um, Jardel entrou para tapar o buraco, mas a defesa começou a mostrar as duas debilidades e, principalmente, a nível de laterais de Diogo Gonçalves e de Nuno Tavares.
Ao intervalo, as substituições de Grimaldo e Gilberto de pouco ou nada valeram para mudar o rumo do jogo e depois as entradas de Darwin e Waldschmidt também foram só para completar as cinco que os encarnados podiam fazer. A partir do momento da expulsão, os encarnados apostaram num 4-4-1 (e por vezes via-se um 5-3-1) e havia a clara intenção de jogar com bolas longas, que nunca resultavam. A teimosia de Darwin e a procura pela profundidade salvou o SL Benfica de mais uma derrota.

11 Inicial e Pontuações
Vlachodimos (5)
Diogo Gonçalves (4)
Otamendi (3)
Vertonghen (5)
Nuno Tavares (4)
Weigl (6)
Pizzi (5)
Taarabt (5)
Everton (4)
Rafa (7)
Seferovic (4)
Subs Utilizados
Jardel (5)
Grimaldo (5)
Gilberto (4)
Darwin Núñez (8)
Waldschmidt (6)

Análise Táctica – Rangers FC
Steven Gerrard apostou num 4-3-3 como sistema tático para a equipa escocesa e aqui notava-se muito a exatidão da linha. Em relação ao último jogo da liga escocesa, o Rangers FC apenas deixou de fora Itten e Arfield e com as apostas de Kamara e Steven Davies.
Os escoceses mostravam muita dificuldade em ligar o seu jogo entre a defesa e os restantes jogadores, apostando mais por um jogo direto. A pressão alta dos encarnados eram a principal culpa para a ineficácia da construção para este Rangers FC. Havia uma clara intenção de trocar a bola de flancos de forma rápida e com a aposta sempre na profundidade tanto de Kamara e Kent.
Com a expulsão de Otamendi, o Rangers FC fizeram o que quiserem e a superioridade numérica permitiu que as ideias que não estavam a surgir pudessem fluir da melhor forma. A verdade é que foram eficazes tanto defensivamente como ofensivamente, aproveitando a velocidade do seu trio atacante. O facto de não ter mexido quase nada (apenas a entrada de Arfield) deixou os escoceses muito vulneráveis a erros e confirmação disso são os dois golos dos encarnados.

11 Inicial e Pontuações
Allan McGregor (5)
Tavernier (6)
Goldson (4)
Helander (5)
Barisic (5)
Jack (5)
Steven Davies (6)
Aribo (5)
Kamara (6)
Kent (6)
Morelos (6)
Subs Utilizados
Scott Arfield (5)"

O Costume – Erros, Desequilíbrios habituais e… Luca e Darwin


"O começo do Benfica foi bastante bom. A pressão da linha da frente tirou por completo o conforto com bola aos escoceses que foram perdendo a posse – Ou porque forçavam a sair e não conseguiam – Assim marcou o Benfica – Ou porque esticavam na frente e perdendo a bola nunca foi o Rangers capaz de sair da teia encarnada.
Para lá do bom trabalho defensivo das linhas mais altas, foi aparecendo a ligação Diogo Gonçalves – Rafa Silva no corredor direito que agitou o jogo ofensivo, e juntos ainda criaram um potencial lance de 2 a 0 que Seferovic interceptou – A bola seguia para um Everton em óptima posição.

4x4x2 em Organização Defensiva

Mas, não é novidade que a última linha do Benfica tem revelado dificuldades que comprometem decisivamente os jogos, mesmo aqueles como o que o desta noite estava prometedor. Vertonghen uma vez mais voltou a desiludir – Na Grécia um erro crasso custou a eliminatória, e hoje é imperdoável o lance em que Otamendi se vê expulso. Se para se jogar alto a velocidade importa, muito mais importará o bom posicionamento e a forma como se orienta o corpo para o jogo.
Com dez o Benfica não teve sequer tempo para procurar organizar-se e fechar a sua baliza, antes de ver a equipa de Gerrard tomar as rédeas do marcador. Nuno Tavares completamente adormecido deixa adversário directo completamente sozinho nas suas costas – Sobe, largando-o! – e o lance termina com um erro técnico de Diogo Gonçalves – que até então estava bem – que também também muito a ver como não abriu o corpo para poder ver tudo ao seu redor. Se assim fosse, saberia que poderia deixar rolar a bola.
O segundo golo não tardou e chegou em forma do que vem já sendo um hábito. Taarabt não resolve na Transição Defensiva – É batido por duas vezes – Em ambas no mínimo poderia ter feito falta, já que roubar bolas já se sabe que dificilmente consegue – e o lance prossegue até ao virar do resultado.


Os desequilibrios do plantel encarnado ficaram uma vez mais bem expostos – Não há um médio completo – Uns atacam bem mas defendem mal, outros defendem bem mas atacam mal; os laterais estão em formação, os centrais desiludem – E não podem sequer defender-se na falta de protecção da equipa porque esta estava à vista até aos erros da última linha tudo determinarem.
Bem exposto ficou também a qualidade de Darwin e Luca. Dois jogadores de categoria tremenda. que fizeram equilibrar o resultado em mais um jogo para esquecer do Benfica. Juntos disfarçaram e disfarçarão muitas lacunas da equipa encarnada.
O ponta de lança Uruguaio é um verdadeiro portento e ninguém tem tanta categoria para fazer uma equipa jogar como Luca."

Diz que vais estar que nem uma bala, Luís Miguel, e eu já estou pulgas por uma noite daquelas. Nunca mais é domingo


"Vlachodimos
Há quem entre ao pé coxinho, há quem reze ao seu deus ou até quem beije ambos os braços quando marca. Vlachodimos também já tem o seu ritual: ir ao fundo das redes buscar a bola pelo menos três vezes por jogo. Não é agradável de ver, mas temos que respeitar estas manias de cada um.

Diogo Gonçalves
Aquele lance não engana. Temos aqui um extremo com faro de golo. Tirando isso manteve os níveis de esforço acima da média. Há esperança para ele, mas temos um longo caminho pela frente e pouco tempo a perder. 

Vertonghen
Começou ao lado de Otamendi em modo dupla-de-centrais-com-grande-experiência-internacional e terminou ao lado de Jardel a protagonizar uma campanha publicitária para as residências assistidas do Hospital da Luz. Deus nos ajude.

Otamendi
O antigo dono desta posição também cometia erros, mas tinha o cuidado de não os concentrar em meia dúzia de jogos. Milhares de benfiquistas questionaram o valor do Ruben Dias e hoje sentem que deram uma tampa à melhor miúda que alguma vez estariam em condições de sacar. Entretanto saiu-lhes a sorte grande no Tinder do Jorge Mendes: um argentino trintão que não parece acreditar no amor e recusou um convite para jantar no chimarrão porque é vegetarino. Se continua assim arrisca-se a receber o Dragão de Ouro.

Nuno Tavares
Por detrás da estampa física parece esconder-se um Adrian Mole do Seixal, pleno de complexidades e angústias existenciais. Já vimos o suficiente para saber que é impossível não haver ali um belíssimo futebolista, mas por enquanto prefiro o Grimaldo com um andarilho.

Weigl
Entre os passes acertados, os kms percorridos, a vontade de agarrar um lugar e o sangue que lhe caiu do nariz, eu acho que o Weigl fez por merecer o lugar de central já contra o Braga. É mais ou menos isto, não é?

Taarabt
É admirável o modo como Taarabt rejeita facilitismos ou atalhos na construção ofensiva, tentando sempre manter-se fiel às indicações do mister. Enquanto alguns se passeiam em campo como se tivesse vontade própria, Taarabt já percebeu que, entre Jorge Jesus e a liberdade condicional que conquistou com Bruno Lage, não há margem para brincadeiras. Só não lhe peçam para defender sozinho. Precisamos de mais cadastrados assim.

Rafa
Jorge Jesus falou em dois ou três jogadores que acreditaram sempre e eu só posso concluir que se referia exclusivamente ao Rafa. Jogou por ele e pelos restantes. É continuar assim.

Pizzi
Jorge Jesus já garantiu que ele vai estar como uma bala. Não sei se era ao Pizzi que ele se referia, mas vou assumir que sim. Vem aí uma daquelas noites de gala que nos fazem esquecer todos os momentos difíceis pelos quais temos passado, sim, nós, os que temos de ver algumas destas exibições do Pizzi. Já estou em pulgas, Luís Miguel. Nunca mais é domingo!

Everton
A sorte do Grémio é que já o pagámos. Acho eu.

Seferovic
Às vezes sinto que vivo demasiado tudo isto. Faz-me mal. Jardel Ao contrário de Otamendi, mostrou que era possível segurar as pontas da defesa sem ser expulso.

Gilberto
Continuo à espera que o André Almeida entre subitamente no relvado, atire as canadianas para o chão e diga “Estava a Brincar, Caíram Que Nem Uns Patinhos!”

Grimaldo
Quando há pouco disse que preferia o Grimaldo com um andarilho ao Nuno Tavares, não foi por acreditar que uma versão coxa do Grimaldo nos resolve todos os problemas. Mas é um facto que dá alguma segurança quando vemos alguém cometer os erros que já esperávamos ver, e não alguém que não conhecemos bem a cometer novos erros.

Waldschmidt
Quando já todos davam a Pensilvânia como perdida, Waldschmidt apareceu com pezinhos de lã e reduziu para 2,5 - 3, permitindo a Darwin fazer o resto. Têm dúvidas? Contem os golos!

Darwin
As coisas que este menino é capaz de fazer quando não é apanhado em fora de jogo. Uma besta dum jogador. Foi lindo vê-lo correr na direcção da bancada para celebrar como se esta estivesse cheia de adeptos. E estava, Darwin. Estávamos todos lá a dizer “Vamos C*****ooooo”."

Cadomblé do Vata (Rangers...)


"1. Darwin entra com 1-3 no marcador e faz uma assistência e marca um golo... não quero ser exagerado, mas isto era o tipo de coisa que acontecia com o Cardozo.
2. Os escoceses marcaram um auto golo e nós devolvemos a gentileza... este é que é o tipo de fair play que JJ tem de erradicar do SL Benfica.
3. Não sou apologista do jogo violento nem nada que se pareça, mas... 3 faltas cometidas em 93 minutos de um jogo em que estivemos com menos 1 jogador desde os 19 minutos, é desleixo completo.
4. Ainda me custa acreditar que JJ pediu a contratação do Gilberto... parece um daqueles jogadores que o LFV contratava a um Vitória de Setúbal qualquer, para emprestar a um Desp. Aves da vida
5. Rafa está há 4 anos no SLB, mas nunca defendeu tanto com nos 10 jogos desta temporada... o Vlachodimos até já perguntou se aquele rapaz é que é o tal Lucas Veríssimo que tanto se falou."

Bistrot - [FR] #39 - After match Europa League - J3 Glasgow Rangers

Rescaldo...

O Cantinho Benfiquista #5 - pós-Bessa, pré-Rangers

Fever Pitch - João... Inglaterra!

A resposta política à crise desportiva


"A crise pandémica dificilmente pouparia algum sector. Era impensável que o desporto não sofresse as consequências decorrentes da paragem a que foi sujeito e da retoma parcial em condições precárias.
Podemos sempre discutir, e devemo-lo fazer, se a resposta sanitária à situação pandémica é mais ou menos adequada. Podemos discutir a dualidade de critérios de algumas autoridades sanitárias locais, por vezes divergentes, contraditórias e incoerentes face às orientações de saúde pública para a realização de competições desportivas. Podemos ainda compreender a preocupação de muitas autoridades municipais em serem mais restritivas do que a das autoridades de saúde nacionais. Devemos, finalmente, reconhecer o esforço daqueles que no Governo, procuram fazer com que o desporto não seja ignorado. 
Mas se a discussão, em torno das condições em que o desporto pode ou não ser retomado, é útil, em última instância prevalece a decisão, que é política, de homologar os entendimentos que as autoridades de saúde pública têm sobre o problema. E é uma decisão que, mesmo quando dela discordamos, procura acima de tudo garantir a segurança de todos.
Questão de natureza completamente distinta é a resposta política face à crise desportiva criada pela pandemia. E o que se constata é a ausência, no domínio das políticas públicas, de qualquer resposta à excepcionalidade da situação. As medidas adoptadas, de cariz marcadamente administrativo, foram positivas, mas são manifestamente insuficientes.
Ao contrário de outros países europeus, e de outros sectores nacionais igualmente expostos ao impacto da crise, por força do cancelamento das suas actividades, constata-se que não foram até hoje implementadas ou acolhidas quaisquer medidas com impacto directo no Desporto. A Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2021 é o exemplo mais recente dessa desconsideração. Soma-se, à ausência de uma política pública, a irrelevância do Desporto na acção e nas prioridades dos seus protagonistas no espaço político português. Estas dimensões não estão naturalmente desligadas.
Chegamos a um ponto em que a questão de fundo com que o desporto se confronta já não é apenas sanitária, passou a ser política. Porque a situação sanitária é iniludível e inultrapassável em função da evolução pandémica. A resposta política, essa é de outra natureza e depende apenas da vontade do Governo e dos demais atores políticos, e da percepção que têm da importância do desporto para o País. O que se constata é que Portugal tem ignorado os apelos no âmbito da União Europeia, do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, que exortam os Governos dos Estados-membros a dedicarem uma parte dos apoios comunitários à área do Desporto, propondo a integração do sector no pacote de medidas extraordinárias e incentivos para mitigar o impacto da pandemia. E, até ao momento tem também abandonado as muitas propostas que o sector desportivo apresentou.
Em política, muitas das “decisões inevitáveis” são opções, são escolhas, que depois surgem como se não houvessem alternativas. Num ambiente saturado pela gestão da circunstância é urgente definir um rumo e um sentido às políticas públicas para o desporto que introduzam um factor de esperança no combate à situação que vivemos. A situação é difícil. Mas renunciando o Governo à adopção de medidas e de soluções políticas que ajudem a mitigar os efeitos da crise, no futuro será bem pior. 
Laurentino Dias, ex-secretário de Estado do Desporto, em recente debate público, afirmava que os primeiro–ministros só ligam ao Desporto quando algum resultado de nível internacional lhes dá visibilidade pública através da colagem ao sucesso desportivo. No resto do tempo de governação o desporto é abandonado e deixado ao cuidado de outros. Nunca um ex-governante foi tão claro e ao mesmo tempo tão severo na descrição de como os governos em Portugal têm tratado o Desporto.
A fragilidade no campo político, - no pensamento, na doutrina e na acção - numa clara omissão governamental perante a gravidade dos tempos actuais, é o exemplo acabado daquelas palavras traduzidas numa realidade que desafia os limites da sobrevivência e o futuro desportivo do país aos seus mais diversos níveis."

O desporto: um mundo fantasiado face às realidades


"A história do desporto está marcada por uma sucessão de eventos, de recordes e de performances que impregnam as sociedades modernas. As evoluções técnicas, tecnológicas, regulamentares, mediáticas ou económicas atestam a permeabilidade do universo desportivo face a um mundo que não pára de o moldar.
O caminho socio-técnico-político está embebido por uma conceção secular e imutável de valores próprios ao desporto. Enquanto modelo social, a legitimidade do desporto assenta, essencialmente, na aceitação, sem reservas, de um certo número de princípios, nomeadamente o da justiça. Aos olhos de grande número de cidadãos, o desporto constitui o último reduto de uma forma de justiça que dá sentido à meritocracia, amplificando a função agonística. Por que ele se insere na continuidade política e económica das sociedades industrializadas e capitalistas, o desporto funda-se sobre o reconhecimento dos méritos individuais para explicar as diferenças sociais entre os indivíduos. O modelo desportivo repousa, por isso, como o capitalismo, sobre a noção de igualdade e sobre uma justiça socialmente contruída pelos atores sociais. Mas, vários estudos sociológicos, nomeadamente os de Pierre Bourdieu, mostram que o sistema capitalista se alicerça justamente sobre as desigualdades sociais.
Nestas condições, a experiência quotidiana que fazemos da sociedade na qual vivemos ilustra em permanência a irrealidade da justiça social como pressuposto do funcionamento do capitalismo. Ao mesmo tempo, o sistema judiciário, o garante do ideal democrático, é constantemente colocado em causa. Há várias anos que o funcionamento da justiça testemunha a sua ineficácia, nomeadamente face ao poder político. O princípio da separação dos poderes apresenta algumas entorses, ao qual o público assiste sem reação.
O modelo desportivo continua a conservar uma inteligibilidade comum e tangível, preservando o equilíbrio do jogo. É, por isso, que os presidentes das federações desportivas (internacionais e nacionais), os responsáveis políticos e os atletas lembram-nos dos valores ancestrais do desporto: igualdade, justiça, fair-play, respeito, entre outros. Estas conceções são erigidas como princípios absolutos, contribuindo até para ocultar muitas das reais condições da prática desportiva competitiva. Uma observação atenta da atualidade desportiva ensina-nos sobre o estado do desporto e sobre a sua evolução."