Últimas indefectivações

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Uma olímpica inquietação...

"A ginástica é uma das modalidades maiores dos Jogos Olímpicos. Enche pavilhões em todo o mundo e faz espantosas audiências televisivas, especialmente nos Estados Unidos, onde as equipas femininas são sempre muito fortes.
Há, no entanto, algo que me impressiona e, confesso, me inquieta. Enquanto na ginástica artística masculina, os atletas têm um corpo digno da melhor estética grega, na feminina os corpos parecem deformados. Muito trabalho muscular, acredito que sim, mas não consigo encontrar fascínio, nem mesmo nos melhores exercícios. Posso admirar-me com o grau de dificuldade, extasiar-me com a perfeição técnica, mas perfeita era também a Nadia Comaneci quando, aos 15 anos, fez o seu estrondoso 10 nos Jogos de Montreal e mais tarde se soube como era possível retardar artificialmente o crescimento das mulheres.
Vejo a chinesa Shang Chunsong e não resisto a procurar os seus dados: 20 anos de idade, 34 quilos de peso e 1 metro e 40 centímetros de altura. Nenhuma das suas colegas chega ao metro e meio e nenhuma chega aos 40 quilos de peso.
Não posso afirmar o que quer que seja que implique a ideia de uma qualquer situação irregular, mas posso anunciar a minha perplexidade.
Eu sei que há controlo e que a Rússia até foi duramente punida pelo uso do doping de estado. E também sei que a maior de todas as ginastas da actualidade, a campeã americana Simone Biles, tem 19 anos de idade e mede 1,44 metros. Mas tem mais 13 quilos (!) do Chunsong e mais 12 quilos do que Yao Jinnan. Dirão: admiras-te porque és gordo. Pode ser..."

Vítor Serpa, in A Bola

Benfiquismo (CXC)

Anda cá, não fujas !!!

Parvoíce

Não vou escrever muito sobre a eliminação do Célio Dias, para evitar ser demasiado desagradável!
É inadmissível uma derrota desta forma... O ataque não resultou, o Célio estava a liderar o combate, só tinha que se 'deitar' no tapete, e esperar que o árbitro interrompesse o combate e pronto...!!! Nem a falta de experiência é desculpa... A diferença de nível é demasiado grande, para 'desculpar' o desaire...
A forma como o adversário festejou é esclarecedora!!!

Parabéns ao Nelson Oliveira, pelo espectacular 7.º lugar, e respectivo diploma Olímpico, no contra-relógio da prova de Ciclismo de estrada... Sempre em progressão, muito bem gerida toda a prova...

Parabéns ao José Carvalho, pelo 9.º lugar, na Final, na prova de Canoagem de Águas Bravas, C1 slalom. Com mais apoio, o jovem José Carvalho tem tudo para melhorar daqui a 4 anos...

Parabéns ao Marcos Freitas, pelo 5.º lugar no Ténis de Mesa. O Marcos vez a sua obrigação, tendo em conta ser o 9.º cabeça-de-série na prova (11.º do ranking mundial...), tal como ele confessou antes do jogo dos Quartos com o Japonês, faltou a 'superação'!!! Ontem, aqueles Set's em que o Marcos basicamente se entregou ao Japonês, a este nível, são fatais... 

Parabéns antecipados ao Alexis Santos pela meia-final nos 200m estilos, na piscina Olímpica! Chegar à Final será algo de outro mundo, mas nunca se sabe... Foi pena o Diogo Carvalho, ficar longe da sua melhor marca, tinha sido suficiente... Curiosamente, ambos os portugueses, fizeram um sector de Costas muito mau...

O bom, o mau e o vilão

"Franco Cervi é craque. A sua qualidade é de tal ordem que, mesmo falhando um remate com o pé esquerdo, ainda consegue marcar golo com o direito improvisando em cima do seu próprio erro. Se o seu talento era conhecido de quem segue a 'cantera' do Rosario Central, não conseguindo adormecer sem acompanhar os jogos da Taça Libertadores ou do campeonato argentino, maior crédito ainda deveria ter nos relatórios de alguns afamados departamentos de 'scouting'. Um criativo com este potencial, de 22 anos, custando apenas 5,6 milhões de euros por 90% do passe, é uma golpada de mercado da qual o Benfica vai recolher grandes dividendos. Tendo em conta que Cervi estava na montra de uma das equipas da moda da Argentina, à vista do mundo, a desenvoltura negocial das águias tem ainda mais mérito.
A massa crítica azul que nada disse sobre a chegada do problemático Osvaldo, há um ano, debate agora a utilidade da contratação de Laurent Depoitre, um ponta-de-lança belga sem cartel e que tem nos atributos físicos o maior predicado. Os tempos de Jardel, McCarthy, Lisandro, Falcão, Hulk ou Jackson já lá vão e o grande reforço do ataque chama-se André Silva. Após tantas queixas ensurdecedoras sobre a falta de aposta na formação, sendo reclamado um urgente regresso ao ADN portista, seria de esperar tudo menos que a SAD fosse contratar um avançado que bloqueasse a evolução daquele que está fadado para ser a grande figura da equipa nos próximos anos.
Restam poucas dúvidas de que Slimani quer mesmo deixar Alvalade, tornando-se uma bomba-relógio que pode explodir na pior altura. Feliz ou infelizmente, nos tempos que correm, os clubes estão cada vez menos protegidos e, mesmo que procurem resistir e comunicar com voz grossa, facilmente são encostados à parede pelos seus activos mais valiosos. As intenções do argelino são conhecidas e não se entende como pode a SAD leonina reforçar a sua posição negocial quando liberta Teo Gutiérreze Barcos numa altura que Spalvis está lesionado e ainda não concretizou qualquer contratação para o eixo ofensivo. Face a um arranque de campeonato que não simples, o Sporting sujeito-se a ficar refém do bom ou mau humor de Slimani."


PS: Tanto nos pasquins como nas televisões, as opiniões são praticamente unânimes: João Mário, Slimani e os outros, são todos uns ingratos, influenciados por empresários oportunistas... e que o Sporting, qual D. Quixote, deve lutar até ao fim contra estes 'ladrões'!!!!
Pois, parece-me que voltámos ao tempo da 'velha senhora', aquele tempo os Clubes tinham a famosa cláusula de opção, que basicamente dava aos Clubes a oportunidade de ter contratos vitalícios com os jogadores... por outras palavras: escravatura!
O facto dos jogadores terem ofertas para ganhar 4, 5, 8 vezes mais, daquilo que ganham, parece que não é importante (gostaria de ver os jornaleiros ou paineleiros, nas suas profissões, a rejeitarem ordenados 2 ou 3 vezes maiores!!!). Estamos neste caso a falar de um jogador de 24 e outro de 28 anos...
Sendo que no caso do Slimani a falta de vergonha na cara é ainda maior, pois o Cotoveleiro chegou ao Sporting, em conflito com o seu anterior Clube...!!!

Nove troféus sem resposta


"Benfica aponta ao tetra com Sporting na cola. FC Porto é o mais pressionado: ficou a zero nas últimas 12 competições.

Faz hoje precisamente três anos que o futebol do FC Porto festejou a última conquista: a Supertaça Cândido de Oliveira, ganha em Aveiro ao Vitória Guimarães (3-0)... de Rui Vitória. Paulo Fonseca era o treinador e o FCP garantia o 74.º troféu no futebol (20.ª Supertaça) contra 70 do Benfica e 46 do Sporting.
Pinto da Costa estava decerto longe de imaginar que nos três anos e doze competições seguintes o FCP ia ficar a zero; e que o Benfica ia ganhar nove dessas doze competições (3 campeonatos, 3 Taças da Liga, 2 Supertaças e uma Taça de Portugal), recuperando a liderança do futebol português. Mesmo o Sporting (dois troféus) e o Braga (um) fizeram mais que os dragões neste triénio de pesadelo. A viver aquele que é, de longe, o maior jejum do seu consulado de 34 anos, Pinto da Costa preside ao clube mais pressionado para ganhar o campeonato. Os adeptos do FCP, habituados a três décadas de glória e vitórias ininterruptas, não estão na disposição de tolerar mais fracassos, tropeções e erros de avaliação semelhantes ao que conduziram o FCP à situação actual. Daí ser o FCP aquele que começa o campeonato mais angustiado. Porque não contratou um treinador indiscutível; porque não contratou reforços de primeira grandeza como era costume; porque não conseguiu fechar negócios que há uns anos jamais falharia (vide folhetim Boly); porque a injecção de qualidade que o plantel necessitava em várias posições terá ficado aquém das necessidades. Lembro que tanto o Benfica como o Sporting tinham plantéis claramente superiores ao portista e quer-me parecer, correndo o risco de estar redondamente enganado, que essa décalage não foi suficientemente encurtada.
O Sporting parte na cola do Benfica. A equipa valorizou-se extraordinariamente no Europeu de França (quatro campeões!) e, como não perdeu nenhum jogador nuclear (ao contrário do Benfica) devia ser neste momento o candidato mais sólido e confiante. Mas não é. O assédio aos campeões europeus e ao excelente ponta de lança que é Slimani, conjugado com outros factores que fazem parte do jogo do mercado (impaciência/desapontamento dos jogadores perante o que consideram ser expectativas defraudadas; impaciência/pressão/gula de empresários e outros comissionistas) transformam o Sporting num potencial barril de pólvora. Veem-se caras feias, amuos, até birras, mas nada que não se possa resolver. Bruno de Carvalho há de ter aprendido que este é o preço que um grande realmente competitivo tem de pagar. FC Porto e Benfica passaram por esta situação n vezes nos últimos defesos e aprenderam a lidar com ela - construindo pontes, acordos, compromissos honrosos (sobretudo: proveitosos) para as duas partes. É claro que se a abordagem destes casos for semelhante à gestão do dossier-Carrillo, então o SCP tem mesmo o caldo entornado.
O Benfica parte na frente. A meu ver é claro favorito ao título - ao tetra. Como se viu em Aveiro, mantém o óptimo astral da época passada (Cervi parece capaz de substituir Gaitán, sendo a baixa de Renato mais difícil de preencher), um treinador sereno e competente suportado por estrutura já rotinada no sucesso. O clube está sólido e confiante: ninguém entra em pânico à primeira contrariedade. O Benfica interiorizou a vício de ganhar que durante tantos foi exclusivo portista. Só não concordo com um detalhe no projecção que o meu amigo Fernando Guerra fez aqui ontem («o processo revolucionário em curso operado por LFV não sei como o quando acabará, mas acredito que vai passar por uma final da Liga dos Campeões e do que dela resultar»). No particular caso benfiquista, uma final da Champions por si só não chega, Fernando. Ao fim de nove finais perdidas (!), só mesmo a vitória interessa.
(...)"

André Pipa, in a Bola

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Troféus, egos e erros

"O futebol é, na sua essência, um jogo colectivo. Donde, o conjunto dos 11 jogadores deve ser superior à sua simples adição.
Acontece que o fascínio das individualidades é um factor diferenciador num desporto em que a monotonia das tácticas, o medo de perder, a exaltação de destruir o jogo mais do que o primado de o construir, a ronha premiada e outros factores o vêm tornando um jogo de uma platitude por vezes abominável e afugentadora de público. Por isso se glorifica um jogador que arrisca, que se liberta da prisão táctica, que entusiasma com a imprevisibilidade, a arte e a inteligência.
É nesse enquadramento que se podem compreender os múltiplos troféus consagrados aos melhores, seja a nível mundial, continental, nacional ou clubista. Ainda que em demasia e, sobretudo, hipervalorizados nos media e nas análises. O que leva, a meu ver, a perscrutar nos melhores uma ansiedade indisfarçável de egos. Depois há as sempre subjectivas (para não dizer parciais) escolhas, espicaçadas por guerras entre os favoritos de que o duelo Ronaldo/Messi já cansa na sua lógica pré patológica.
Desde 2011, há o prémio da UEFA para o melhor atleta da época. Creio que dos 3 escolhidos não haverá dúvidas sobre o vencedor, Cristiano Ronaldo. O que já me parece estranhíssima é a escolha dos parceiros do pódio: Griezmann só porque jogou bem no Euro 2016? Bale, excelente jogador, porque levou Gales à semi-final?
Cai-se sempre nos mesmos erros. Parece que a memória só retém a parte final das épocas. Suárez foi o melhor marcador do... ano e final quase sempre de lado guarda-redes (Buffon, p ex.), defesas e médios."

Bagão Félix, in A Bola

Benfiquismo (CLXXXIX)

Rogério 'Pipi'... ainda entre nós...
Um dos símbolos vivos do Benfica

Trinta minutos de vendaval em Turim

"Dois golos de Eusébio marcaram a vitória do Benfica frente ao Torino no dia 6 de Maio de 1964. Recordou-se Superga, e a vitória sorriu mais uma vez aos portugueses.

Esta crónica não é uma crónica: é uma errata. Ou uma reparação, se preferirem. Disse há dias na BTV que Benfica e Torino não se haviam reencontrado após o terrível acidente de Superga, que dizimou «Il Grande Torino», uma das grandes equipas de futebol de todos os tempos.
Pois, agora venho desmentir-me. E com provas, como num tribunal.
Para isso andamos, por exemplo, até Maio de 1964.
Num serviço especial para o «Diário de Lisboa», podia ler-se: «O Benfica esmagou, positivamente, o Torino, marcando quatro golos na primeira meia hora do jogo que ambos disputaram - pois o resto do tempo passou-se com a equipa portuguesa a demonstrar como não se deixa o adversário marcar golos, mas sem forçar o andamento. Nessa primeira meia hora em que o resultado final de 4-1 ficou decidido, o Benfica mostrou superioridade individual e global, especialmente pela velocidade dos lances e pela coesão de toda a equipa».
Assim foi.
Para a história, eis os protagonistas:
TORINO - Vieri (Reginate); Scesi (Paletti) e Buzzachera; Cela, Fossati e Ferrini; Germanno, Pvia, Hitchens, Peiró e Grippa;
BENFICA - Costa Pereira; Cavém e Cruz; Neto, Germano e Coluna; Augusto Silva, José Augusto, Eusébio, Torres e Simões.
A vitória do Benfica foi clara e límpida como a água primordial das fontes.

O sonho de Hitchens
Aos 15 minutos, num lance escorreito entre José Augusto e Simões, que assinalaram exibições primorosas, Eusébio fez o 1-0 para o Benfica. 2-0 foi de Ferreini na própria baliza. Em seguida, sobre o minuto 25, um remate potente de Eusébio obrigou Vieri a rechaçar a bola para a frente, onde estava a cabeça certeira de Torres. O inglês Hitchens reduziu antes de Eusébio, num livre directo de formidável violência, fazer a resultado final.
À meia hora estava tudo resolvido.
Na sua prosa, o jornalista Aldo Terruzzi declarava: «O balanço geral do encontro pode dar-se em poucas palavras: o Benfica foi rei e senhor enquanto quis, dominando completamente as operações com jogadores que fizeram o que quiseram, com relevo para os três avançados - José Augusto, Eusébio e Simões - e para Germano e Cavém; por seu lado, o Torino foi um grupo que tentou na primeira parte articular um sistema defensivo reforçado, sem poder com a força do ataque benfiquista, e que na segunda parte reforçou o sistema ofensivo sem conseguir romper a defesa do Benfica. E é isto.»
Nada como as palavras de testemunhas que a tudo assistiram.
O treinador do Torino era o famoso Nerio Rocco, que seria uma das figuras gradas do Milan. Também ele reconhecia a superioridade encarnada: «O Benfica é uma grande equipa e veio demonstrar-nos que ainda não está concluído o trabalho de reestruturação da nossa turma. Gostei especialmente de José Augusto, Simões e Eusébio, no ataque, e de Cavém, na defesa».
Já Lajos Czeizler, o técnico das águias, dizia: «O abalo inicial actuou como um safanão: toda a equipa italiana tremeu e sentiu os efeitos demolidores dos golos portugueses. Na segunda parte vieram ao de cima os efeitos de um campeonato duro e longo e de três jogos de arrasar em oito dias - Zurique, Bruxelas e Turim. Seria necessária uma constituição de ferro para que a equipa não se ressentisse. Ora, ferro, em futebol, não tem utilização...».
Hitchens, o inglês do Torino, sonhava: «Belo ataque, o do Benfica, em que todos os elementos têm craveira muito igual, embora Torres me parecesse doente ou cansado. Gostava de jogar entre Eusébio e José Augusto! Que regalo deve ser...»
Um sonho que não ia para lá das fronteiras do sonho. Nem todos podiam jogar entre Eusébio e José Augusto. Só os privilegiados, filhos dilectos dos deuses do futebol.
Benfica e Torino voltavam a encontrar-se. Com nova vitória do Benfica que já era enorme perante um Torino que já não era «Il Grande».
Reposta a verdade. Pouso a caneta descansado."

Afonso de Melo, in O Benfica

"É uma águia, mas é macho!"

"Todos os benfiquistas conhecem a majestosa águia que coroa a porta principal do Estádio. Mas será que lhe conhecem o sexo?

Há mais de trinta anos que a fachada principal do Estádio da Luz é encimada pela imponente escultura de uma águia em cobre e ferro. Concebida pelo escultor Domingos Soares Branco e produzida nas oficinas da Edimetal, a Águia de Metal foi colocada na fachada do antigo Estádio em Setembro de 1985, por ocasião do fecho do terceiro anel, e transporta em 2003 para o novo Estádio.
Para os operários da metalo-mecânica, o desafio 'foi um bom-bom'. Habituados ao trabalho complementar à construção civil, foi com enorme entusiasmo que encararam o projecto de construção da Águia: 'Nunca tínhamos feito uma escultura','foi uma variante interessantíssima', afirmaram alguns dos envolvidos.
Durante os três meses que durou a construção - um tempo recorde tendo em conta a sua envergadura -, escultor e operários dedicaram-se afincadamente a esta obra. Nenhum pormenor foi descurado. Observaram e registaram as águias do Jardim Zoológico de Lisboa, adquiriram um compêndio sobre essas aves de rapina e até a incidência do vento na fachada do Estádio foi calculada. A Águia do Benfica tinha de ser perfeita.
Na maioria benfiquistas acérrimos, foi com orgulho que canalizaram toda a sua energia na construção da Águia. Ainda hoje, é contagiante o entusiasmo com que falam deste projecto e são inúmeras as histórias e peripécias que contam. Porém, há uma especialmente curiosa: a história da águia macho.
Diz quem assistiu que 'um belo dia, já estava no Estádio', um dos funcionários da Edimetal, 'o Zé Pereira, um individuo doido pelo Benfica', lembrou-se: 'E se tornássemos a Águia macho?', Com o intuito de conferir maior virilidade à escultura, lá foram 'ver o tamanho daquilo que tínhamos de lhe acrescentar'. Soares Branco 'achou muita graça' e afirmou: 'Com certeza, faça-se!' Fez-se. E nós verificamos. 'Tem uns enormes testículos pretos!'.
No dia 13 de Julho de 2016, a Águia de Metal foi retirada do cimo da fachada para uma intervenção de conservação levada a cabo pelo Departamento de Reserva, Conservação e Restauro em parceira com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Até meados de Agosto, pode vê-la de perto em frente à porta 1-2-3 do Estádio."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

O 'tetra' não é conversa, é objectivo

"O processo revolucionário em curso operado por Vieira não sei quando acabará, mas acredito que vai passar por uma final da Champions e do que dela resultar...

Há uma semana, dei opinião sobre este Benfica que se prepara para continuar vitorioso na temporada desportiva que teve a sua cerimónia de abertura na noite do último domingo, em Aveiro. Escrevi sobre o que penso, e houve quem tivesse reagido, prenúncio do excessivo calor que deverá caracterizar o campeonato que vai jogar-se fora das quatro linhas, à semelhança do que passou. Destaquei o que considero serem os vários ses, ou dúvidas à espera de esclarecimentos, ou medidas que reclamam decisões. Cenário normal em cada mudança de época, quando há necessidade de integrar os que chegam, substituir os que partem e, no fundamental, descobrir mais e melhores de soluções para o grupo.
Coisas simples, cuja pertinência o jogo com o Braga confirmou, ao mostrar, por exemplo, que Nélson Semedo, na direita, está emprenhadíssimo em recuperar o lugar e Grimaldo é o presente/futuro, na lateral esquerda. Além de se manter a interrogação sobre a dupla titular de centrais, porque a concorrência é forte e a qualidade é muita. São as chamadas boas dores de cabeça que qualquer treinador gostaria de ter. Rui Vitória, ao ser olhado como um felizardo, vê a sua responsabilidade aumentada pelo facto de não estar limitado nas escolhas. O que só valoriza a equipa.

Não sou particular admirador do esquema táctico que o Benfica utilizou na época transacta, de aí a minha curiosidade sobre o que nos reserva a que se iniciou anteontem. Expliquem-me os misters com quem falo que teve de ser assim antes, ou tem de ser assim agora, por força das circunstâncias, emergindo essas circunstâncias das características de peças importantes na estrutura, as quais rendem menos dentro de determinado esquema e ficam mais confortáveis se for aplicado outro. É tarefa que cabe ao treinador, complexa e ingrata, por estar prisioneira dos resultados, desenhar o modelo que, segundo ele, lhe indica a direcção do sucesso. Porque o processo revolucionário em curso operado por Vieira não sei como e quando acabará, mas acredito que vai passar por uma final da Liga dos Campeões e do que dela resultar...
Como não possuo conhecimentos suficientemente profundos para ler a sina dos candidatos a estrelas da bola, limito-me a reflectir sobre o que vejo, ou a dar palpites envergonhados e de nulo significado, como qualquer adepto. No caso, espero para ver como irá funcionar o meio-campo dos encarnados, sendo certo que, depois de Peseiro ter corrigido a sua organização, reposicionando os meios de combate ao jogo exterior do Benfica, conseguiu o controlo no eixo central, com Rui Vitória a demorar uma eternidade a responder. Pareceu-me a mim, pareceu a Vítor Serpa, que o referiu na sua crónica e pareceu também a Henrique Calisto na peça que assinou em A BOLA: «Nesse período (segunda parte), o Benfica sentiu dificuldades na construção e posse de bola, precisam de mais tempo e trabalho, em particular no corredor central».
Com Fejsa, mais disponível do ponto de vista físico, a funcionar como guarda costas eficiente e dedicado do 'selvagem' Renato Sanches, Rui Vitória descobriu a chave que lhe permitiu abrir a porta do título 35, mas... pés na terra, contenção na euforia e sabedoria na avaliação dos jovens, a caminho do tetra, depois da Supertaça. É este o ensinamento que Luís Filipe Vieira não se tem cansado de espalhar por entre a nação benfiquista: não há triunfos por antecipação. O plantel de hoje é já fruto da sua política de investmento nas áreas de formação, no Seixal e em outros mercados, mas encontrar um Renato todos os anos, talvez só ao alcance dos deuses...

José Peseiro é bom treinador e tem de se convencer que o é. Não precisa, por isso, se de justificar/lamentar em cada derrota que lhe bate à porta, como se fosse o causador de todos os males. Dizer que quem não viu o jogo ficou com ideia errada do que se passou em Aveiro é normal, e faz sentido. Dizer que é muito difícil aceitar o resultado, igualmente. Dizer que a derrota do Braga foi tremendamente injusta fere os limites do razoável. Quem marca três golos e não sofre nenhum não merece ganhar? Ou séra que o Benfica terá alguma inabilidade de Rafa Silva para introduzir a bola na rede de Júlio César? Jonas é diferente: se não marca à primeira, marca à segunda.
O problema de Peseiro não é de falta de competência. É de falta de jeito para promover a sua imagem e desfazer de uma vez por todas a ideia do pé frio ou do quase."

Fernando Guerra, in A Bola

O André Horta

"O João Gonçalves, um dos maiores benfiquistas que conheço (e sei de uns quantos), tem contado no seu blog 'Red Pass', uma ida a Oliveira de Azeméis para ir ver o hóquei. Uma viagem como dezenas de outras. Não fora entre os camaradas de viagem de carro ir um jovem jogador do Vitória, que alimentava sonhos desmesurados de benfiquismo. A viagem foi no ano passado e, então, poucos acreditariam que, meses depois, o André Horta estivesse de águia ao peito, a titular na posição que era do Renato.
O André Horta é o paradigma do jogador-adepto, mas dentro dessa categoria, está um nível acima. É o jogador-adepto de pavilhão: o lugar onde se encontram aqueles para quem o clube não se cinge ao futebol.
Há quem sonhe com uma equipa do Benfica que é uma selecção de adeptos. Pelo contrário, quero um Benfica formado pelos melhores, independentemente da preferência clubística ou nacionalidade. Como adepto, imagino que seja também esse o desejo do André Horta. Vencer: em todos os campos e em todos os pavilhões, com os melhores a vestirem a camisola do Glorioso.
Mas quero também que o clube forme jogadores que possam sonhar com um lugar na primeira equipa. Um Benfica em que um miúdo como o Horta, que vi numa foto como apanha-bolas, há perto de uma década, saiba que um dia pode mesmo jogar na Luz. É essa a grande diferença do Benfica de hoje. Um clube que se habituou a ganhar (9 títulos nos últimos 12 disputados) e que, ao contrário do passado recente, deu ao Renato, ao Guedes e ao Horta as oportunidades que o Bernardo Silva não teve."

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Telma de bronze - um belo exemplo

"Dezasseis anos depois do jugo português ter conseguido, com Nuno Delgado, a sua primeira medalha olímpica, nova medalha de bronze, agora para Telma Monteiro, nos seus quartos Jogos Olímpicos.
Não assisti à estreia de Telma, em Atenas, mas vi-a, depois em Pequim e em Londres e sei como a judoca portuguesa perseguia uma medalha olímpica, depois de já ter conquistado os mais diversos títulos mundiais e europeus. Doze anos depois da sua estreia, a consagração no Rio.
Telma merece-a. Pela persistência e pelo exemplo de lutadora. É uma atleta de excelência, ambiciosa, firme. Teve condições especiais de preparação, depois de ter sido sujeita, apenas há seis meses, a uma intervenção cirúrgica. Em muito pouco tempo teve de recuperar a forma e a condição física necessárias para defrontar as melhores do mundo, naquele que é o torneio mais importante, o torneio olímpico. Este terceiro lugar é, pois, uma proeza assinalável. Tanto mais que se trata de uma modalidade de primeira grandeza no universo olímpico, a par com o atletismo, a ginástica e a natação.
Haverá sempre quem diga que  nos Jogos Olímpicos todas as modalidades são iguais e todas as medalhas são igualmente importantes. Não é bem verdade. Claro que todas as medalhas, sobretudo para um pequeno e pobre país como Portugal, são de fulcral importância, como resultado desportivo e como motivação de uma cultura desportiva mais aberta. Porém, quem conhece a realidade dos Jogos sabe que nem todas as modalidades são de primeira grandeza. O judo é uma das maiores. Uma medalha no judo te, de facto, um valor universal."

Vítor Serpa, in A Bola

Estandarte de valores

"São os seus sétimos Jogos Olímpicos. Nenhum outro português lá competiu mais de cinco vezes. Em prancha à vela foi uma vez campeão do Mundo e duas vice-campeão, cinco vezes campeão da Europa e uma vice-campeão, para além de uma medalha de bronze num mundial e outra num europeu. João Rodrigues tem palmarés raro a nível nacional e internacional. Só isso justificaria ser Porta-Estandarte de Portugal nos Jogos do Rio, os últimos em que diz participar como atleta.
Mas Rodrigues é muito mais! É modelo do que julgo ser o Espírito Olímpico. Tem superior sentido ético que o fez descer lugares em competições. Profundamente empenhado no alto rendimento, tem vida para além do desporto. É engenheiro pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, cujo curso terminou no ano em que foi campeão mundial e participou nos seus segundos Jogos, em Atlanta, onde alcançou classificação de diploma. É um homem culto que observa criticamente o mundo, lê, reflecte e escreve. Publicou dois livros onde descreve e elabora a experiência de vida que retira do desporto, e tive a honra de o ter como co-autor num capítulo de livro científico sobre psicologia do desporto publicado nos EUA. Com hábitos de vida simples, tem por ventura no windsurf a maior luxo onde investe os proveitos na optimização das condições que lhe permitem superar-se. Para ele o desporto é uma forma de evoluir como pessoa, mas também de contribuir para uma sociedade melhor.
João Rodrigues sabe que, aos 44 anos, num desporto fisicamente exigente como o seu, está longe da forma que lhe deu títulos de relevância internacional. Preferiu adequar formas de treino e expectativas de resultados para viver mais uma experiência olímpica e poder representar Portugal no Rio. Preocupa-se em ser modelo. Não apenas de campeão, mas de cidadão pleno que vive realmente os valores olímpicos. Porque não é o desporto que ensina as virtudes, mas sim os que o praticam com elevação e sentido universal. Não haveria melhor escolha para Porta-Estandarte!"

Sidónio Serpa, in A Bola

Inferno ou paraíso

"1. Um estudo do Sindicato Mundial de Futebolistas Profissionais (FIFPro) concluiu que os jogadores estão, no mínimo, três vezes mais expostos à depressão do que a média da população. Entre os inúmeros factores de risco que contribuem para esse estado psicopatológico estão no topo da lista: os litígios surdos com o treinador, fruto de um sentimento de frustração e revolta pela exclusão da equipa titular ou escassa utilização; a incompetência do staff médico e/ou as deficientes estruturas de reabilitação, que prolongam a inactividade competitiva e os impelem depois a não meter o pé, como se diz na gíria; o descontentamento provocado pela desigualdade salarial, por vezes chocante; a pressão interna e mediática a que permanentemente são submetidos; o intenso desgaste físico sem pausas para recuperação...
Em suma, um inferno de vida que os ordenados milionários, os carros de luxo e as beldades que os rodeiam não compensam. Discorde-se ou não, esta foi a conclusão.

2. Segundo a Lei de Murphy (piloto-aviador da Força Aérea dos EUA), «quando uma coisa pode correr mal, isso acontecerá sempre no pior momento possível». Desmontemos agora o puzzle, após um jejum sem fim, a equipa do FC Porto atravessa a fase mais negra dos últimos 40 anos, enquanto a clube vive numa penúria deprimente face a um passado recente. Decisões equívocas, negócios desastrosos e gestão ruinosa levaram a este descalabro, cuja consequência mais imediata é a queda a pique da cotação do plantel. Com este pano de fundo, esperava-se que o sorteio do play-off para o acesso à Champions lhe reservasse um adversário acessível e não o osso mais difícil de roer com o qual dificilmente não ficará engasgado: os italianos da AS Roma. Se querem um exemplo perfeito da Lei de Murphy, ele aqui está."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Benfiquismo (CLXXXVIII)

Estas fotos não são do arquivo,
foram tiradas ontem,
mas tenho a certeza que vão passar a ser do arquivo!
Depois do Nélson, depois da Vanessa,
(o Di Maria por acaso ganhou a medalha de Ouro Olímpica,
 quando tinha contrato com o Benfica, mas não tem o mesmo impacto...)
a partir de agora também a Telma, entra num 'clube', muito exclusivo...!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Bronze Olímpico, que devia valer Ouro !!!

Finalmente uma medalha Olímpica para uma das melhores atletas Portuguesas de sempre!!! Depois de 11 medalhas em Europeus e 5 em Mundiais, para além das medalhas em Taças do Mundo, além nos Campeonatos de Juniores e sub-23... Telma Monteiro, merecia, merecia muito entrar neste pequeno grupo de portugueses com medalhas Olímpicas... ainda por cima nestas circunstâncias: uma lesão muito grave a poucos meses dos Jogos, com operação ao joelho pelo meio, praticamente sem competir antes dos Jogos...

Por incrível que pareça, esta medalha de Bronze acaba por saber a pouco, porque a Telma hoje, merecia estar a lutar pelo Ouro! Não fosse, uma arbitragem inacreditável nos Quartos-de-final!
A adversária Mongol, fez 'anti-jogo' permanente durante os quase 5 minutos do combate, evitando constantemente as 'pegas', à chapada e ao empurrão, sempre sem pegas... e depois fazia supostos ataques, tipo 'atropelamento', sem ter a pega, claramente ataques-falsos, que deviam ter sido punidos, mas não foram... e ironia das ironias, no Golden  Point, a Telma leva um 'amarelo' por não atacar, quando o único verdadeiro ataque do combate, foi mesmo feito pela Telma, todos os outros supostos ataques da Mongol não deviam ser considerados!

A restante caminhada até foi relativamente fácil, a Telma ficou isenta da 1.ª ronda, nos Oitavos contra a Judoca da Nova-Zelândia dominou completamente o combate, só faltou o Ippon que esteve 'quase' várias vezes... depois a derrota nos Quartos! Na repescagem com a Pavia, foi sem espinhas... e no combate pelo Bronze, ganhou vantagem cedo, e soube controlar sempre a adversária Romena... Diga-se que nestes dois últimos combates a Telma beneficiou de algum cansaço das adversárias, que nos combates anteriores fizeram autênticas maratonas!!!

Ao contrário de algumas parangonas e optimismos excessivos, para mim Portugal tinha altas probabilidades de ganhar 2 medalhas nestes Jogos Olímpicos: a Telma e o Rui Bragança no Taekwondo! Existe potencial numa ou noutra situação (Canoagem...), mas serão sempre surpresas...
Sendo assim, a Telma hoje não desiludiu... E mesmo após aquela situação nos Quartos-de-final, não perdeu a cabeça e mostrou mentalidade de Campeã!!!!
Num país, onde existe uma mentalidade pouco competitiva reinante, onde mais de 90% dos atletas portugueses que vão aos Jogos, nas provas ao cronometro fazem tempos piores; nas modalidades com ranking's mundiais, somos constantemente derrotados por adversários com pior ranking... etc... etc... etc... Atletas como a Telma devem ser usados como exemplo para todos... talvez um dia o fado mude e a superação dos nossos atletas nos grandes momentos passe a ser a norma e não a excepção!!!


O primeiro Benfiquista a entrar em acção no dia de hoje foi o Nuno Saraiva no Judo. Que teve realmente muito azar no sorteio, já que calhou-lhe um Húngaro muito forte e experiente (vice-campeão Olímpico), que controlou todo o combate no tapete, com o Nuno a ter muitas dificuldades em entrar na luta... acabou por defender-se bem, mas o jovem não mostrou capacidade para atacar... Vai ter outras oportunidades no futuro...

A meio da tarde o Tiago Apolónia disputou o seu primeiro encontro de Ténis de Mesa, e perdeu! E perdeu mal, porque tinha potencial para vencer, porque tem um ranking muito melhor, e é melhor jogador... Mas esteve muito mal...
O português com verdadeiras hipóteses de chegar longe é o Marco Freitas, o Tiago dificilmente chegaria às rondas finais, assim pode 'descansar' para a competição por equipas, onde os jogadores portugueses nos últimos grandes campeonatos se têm superado!!!

PS: Inacreditável a não transmissão em directo do jogo do Marco Freitas na RTP! Continua-se a 'brincar' com o erário público!

Benfiquismo (CLXXXVI)

A nossa grande Águia, que mora na Porta 1, está a ser limpa, mas antes desta, existiu outra na velhinha Catedral...!!!

Vermelhão: 6.ª Supertaça

Benfica 3 - 0 Braga


Já está... não foi sempre bonito, mas a 6.ª Supertaça Cândido de Oliveira, já tem lugar garantido no Museu Cosme Damião!!!
Entrada demolidora do Benfica na partida, marcámos um, e podíamos e devíamos ter marcado mais!!!
Na segunda metade do 1.º tempo, baixámos a velocidade e as linhas, e o Braga aproximou-se da nossa baliza...
Voltámos a entrar mal no 2.º tempo, a equipa estava naquele típico 'limbo' entre defender a vantagem mínima ou procurar o 2.º golo... com alguns erros defensivos difíceis de dirigir pelo meio, mas a nossa baliza estava protegida...!!! Mas diga-se que o Jonas também falhou alguns golos que normalmente não falha...!!!
Até que o Pistolas voltou a acertar, após grande jogada com o Pizzi...
Com 2-0, a partida ficou decidida... O 3.º foi um bónus!!!
Jovens em grande destaque: Cervi, Horta, Semedo, Grimaldo... e um Pizzi que é capaz do 8 e do 80, e que hoje foi decisivo!
Ganhámos, é verdade, afinal é o que mais interessa... mas fazendo uma análise à exibição, temos que corrigir muitas situações! A Supertaça nunca salvará uma época do Benfica, mas como ficou provado o ano passado (inversamente), esta vitória vai dar ânimo para o primeiro terço da época... O facto do jogo ter sido jogado com muita intensidade (anormal intensidade para esta altura da época...), até ajuda a fazer analises mais profundas ao nosso potencial...
Depois de uma pré-época bem planeada, que acabou por ser 'sabotada' por uma onda de lesões traumáticas, mesmo antes do primeiro jogo oficial... o Benfica acrescenta mais um troféu ao nosso palmarés!
Sou obrigado a escrever um paragrafo sobre o Capela: mais uma arbitragem inacreditável contra o Benfica (mas vai continuar a 'fama' que é benfiquista!!!!). Durante os 90 minutos, teve um critério completamente oposto para os contactos das duas equipas... e não é porque os jogadores do Braga são artistas na arte do mergulho para a piscina, o homem em cada segundo do jogo tentou demonstrar que não beneficia o Benfica... Amarelos perdoados ao Braga em dose industrial, amarelo absurdo ao Grimaldo, vários foras-de-jogo não assinalas ao Braga... e um penalty por marcar a favor do Benfica!!! E digo mais, após o início forte do Benfica, o critério do Capela foi essencial para o Benfica ter recuado as linhas e começar a defender mais a trás...
Espero que a vitória não faça 'relaxar' a direcção do Benfica, é preciso ter cuidado nas 'vendas' e estar atento às nossas debilidades... Com o regresso do Ederson e do Jardel, a equipa na minha opinião vai ficar muito mais equilibrada...!!!

domingo, 7 de agosto de 2016

Benfiquismo (CLXXXV)

Valeu a última Supertaça...!!!

Ser ou não ser preciso

"O filho do presidente do Conselho de Arbitragem tem tanto direito a ser um jogador de futebol federado com têm os filhos das pessoas que nada têm a ver com apitos. Mesmo sabendo que se fosse ao contrário, se o Benfica tivesse contratado no berço o filho do chefe dos árbitros, já o rancho folclórico da vizinhança teria desatado as vozes numa gritaria em prol da verdade desportiva, nada há a condenar nem, muito menos, por onde suspeitar nesta que foi, até ao momento, a contratação mais sonante do Sporting neste mercado de verão.
Teóricos das conspirações descansem, respirem fundo. Não faz sentido que o Sporting tenha dispensado o seu director de relações internacionais porque não é preciso tal como não faz sentido que, o mesmo Sporting tenha contratado o filho do presidente do Conselho de Arbitragem porque é preciso. Nem uma coisa nem outra. Na realidade, o que é preciso é jogar à bola.
Também, garantem agora, é preciso um 'código de conduta' para prevenir os nossos governantes de viajarem à pala do futebol com as inerentes mordomias à pala de empresas e de outras instituições como bancos ou escritórios de advogados que negoceiam com o Estado. Nas últimas três décadas desta triste história, constituíram uma obscenidade as viagens do futebol português com governantes de todos os quadrantes na bagagem. 'É normal', diziam os organizadores aos 'desfasados da realidade' que os questionavam e, dito isto, que era normal, corriam a acender o charuto de mais uma pessoa 'very' importante acabadinha de chegar à porta do aeroporto. De muitos, de tantos aeroportos.
Demorou 30 anos a opinião pública a não entender como 'normal' este tipo de benesses. Registe-se o progresso. Sobre a urgência do anunciado 'código de conduta' para governantes, registe-se a vergonha. O 'código de conduta' que, na base, deveria produzir governantes só lhes chega ao nariz quando os governantes já se apresentam formalmente produzidos. E em funções. É o Mundo ao contrário.
O Benfica vai encontrar-se amanhã com dois adversários temíveis. O primeiro é o Sporting de Braga, uma boa equipa que chega à discussão da Supertaça por mérito próprio visto que venceu o Porto com grande clareza na final da Taça de Portugal. O segundo adversário é o convencimento de que a Supertaça não passa de um pró-forma e de que como aconteceu no ano passado, perdê-la no verão é garantia de uma primavera triunfante. E logo sem André Almeida."

sábado, 6 de agosto de 2016

Empate na estreia...

Benfica B 1 - 1 Cova da Piedade


Exibição agradável, com um resultado injusto. Os jovens estão 1 ano mais velhos, e notou-se algumas melhorias... mas ainda faltou alguma coisinha!!!

É impossível não recordar que o golo do empate do Cova da Piedade nasce de uma falta não assinalada... e no 2.º tempo ficou um penalty claro por marcar a favor do Benfica!!!

Inacreditável as cenas que ocorreram nas bancadas, com membros da Juve Leo 'inflitrados' a ameaçar todos (inclusive os jogadores e adeptos do Cova da Piedade) e a bater em muita gente, inclusive adeptos do Cova da Piedade!!!

Benfiquismo (CLXXXIV)

Salto para o Ouro...

O legado de Moniz Pereira

"Parece que neste Agosto, com excepção dos pokémons, nada tem mais procura que os centrais do Benfica. Segunda-feira sai o Lisandro, na terça-feira sai o Luisão, na quarta-feira sai o Jardel, na quinta-feira sai o Lindelof- Hoje, que é sexta-feira, espero que não tenha saído nenhum. O último jogo contra o Lyon foi um jogo-treino pouco amigável. Os franceses, que ainda não devem ter digerido o Euro, desataram ao pontapé e ao murro (literalmente). Entre várias vítimas de mazelas, foi André Almeida, que nem havia sido convocado para os 23 de Fernando Santos, aquele que pagou maior factura com várias fracturas. Agora é a sério. Embora a Supertaça não tenha histórico de grande prestígio, é oficial, e, por isso, em Aveiro estará um Benfica para ganhar. Era suposto que o adversário fosse treinado por este treinador, mas o emblema fosse outro, mas o Jamor ditou assim e assim será. O treinador adversário não é surpresa e espero que Benfica continue a rimar com títulos e não permita surpresas no domingo.
Na semana em que começam os Jogos Olímpicos fomos deixados por uma figura ímpar, Mário Moniz Pereira. Grande sportinguista, português de excepção, foi mais que um bom treinador, foi alguém que ensinou a minha geração que é possível vencer, ser melhor e triunfar. Foi alguém que mostrou que o caminho para lá chegar é o esforço, do trabalho e do sacrifício. Num desporto cheio de truques e artimanhas, num ano olímpico marcado pelo doping e a batotice, fica o legado (talvez fora de moda) de quem sempre escolheu o caminho certo para chegar mais rápido, mais alto e mais forte...
Pela expressão de alguns atletas, a aldeia olímpica parece uma favela. Pela análise de agência anti-dopagem, teria tanta droga como a Rocinha quando chegasse a delegação russa de atletismo. Esperemos que sejam uns jogos com verdade desportiva e que não envergonhem Coubertain."

Sílvio Cervan, in A Bola

Acção

"Após vários jogos de preparação, recheados de testes e de experiências, com distintos, mas pouco relevantes resultados, eis-nos chegados ao futebol a sério.
No domingo, em Aveiro, o Tri-Campeão apresenta-se forte e para ganhar.
A Supertaça Cândido de Oliveira tem sido uma competição maldita para as nossas cores, sendo a única prova futebolística nacional em que não somos a força dominante: em 37 edições apenas conquistámos 5 troféus, somando 18 derrotas nas 34 partidas disputadas. É altura de atenuar estes números, e começar a inverter a situação.
Durante alguns anos, talvez não tenhamos levado a Supertaça suficientemente a sério, enquanto outros acumulavam triunfos. A prova entretanto credibilizou-se, e estabilizou o seu lugar no calendário desportivo – sobretudo a partir do momento em que passou a ser disputada a uma só mão, e na abertura das temporadas. Não sendo a nossa maior prioridade, é o primeiro dos 5 objectivos para 2016-17.
O adversário que teremos pela frente surge muito motivado. Nunca venceu a prova. Quererá, igualmente, começar bem uma época para a qual parte com grandes aspirações. Numa final, não há favoritismos. E só com muita humildade, a mesma que nos levou ao Tri, conseguiremos erguer o troféu. O apoio dos benfiquistas é imprescindível. Com ele, vamos certamente entrar na temporada com o pé direito, e com mais uma taça nas mãos.

PS: Há Homens cuja respeitabilidade e relevo transcendem, em muito, os clubes que representam. O Professor Moniz Pereira era um deles. Fica a gratidão por tudo o que fez pelo desporto, e pela forma elevada como nele sempre soube estar."

Luís Fialho, in O Benfica

Os complexados

"Anthony Vizzacaro nada tem que ver com o Benfica ou com Portugal, mas tornou-se num protagonista fortuito do sucesso da selecção lusa no Europeu pelo gesto ternurento, captado em vídeo, de uma criança portuguesa que, ao vê-lo destroçado pela derrota da equipa francesa, o procurou confortar abraçando-o comoventemente.
No âmbito de uma acção de markting empreendida pelo Turismo de Portugal, o francês visitou Lisboa, como o Estádio da Luz e o Museu Benfica - Cosme Damião e fazerem parte do itinerário. Sendo um adepto de futebol, a opção foi óbvia.
Afinal, trata-se do melhor estádio português - o único capaz de albergar uma final da Liga dos Campeões - e do melhor museu de deporto no país, premiado diversas vezes.

Quase nem seria notícia, não fosse o 'Dragões Diário', um órgão oficial de comunicação do FC Porto, ter acusado o toque, revelando a inveja e a pequenez de quem persiste em ligar mal com a grandeza do Benfica. Felizmente!
É que, apesar do sucesso desportivo portista nas últimas décadas, tão inegável quanto duvidosos foram os métodos para atingi-lo, o clube portuense foi incapaz de se transformar num clube nacional, muito por força da adopção de um discurso regionalista que, se teve o condão de arregimentar parte das gentes dos subúrbios da cidade do Porto, se revelou, pelo contrário, contraproducente no resto do país.

O curioso é que nem eles, nem os outros, que só diferem na cor e direcção das listas das camisolas, são incapazes de compreender que os sucessivos ataques, directos, indirectos ou escamoteados, ao Benfica, pouca ou nada nos incomodam e, por revelarem um gritante complexo de inferioridade, até nos divertem..."

João Tomaz, in O Benfica

Coisas sérias

"É já no domingo que o SL Benfica se estreia oficialmente. A disputa da Supertaça com o SC Braga vai encher o município de Aveiro, um estádio que - tirando as visitas do Glorioso - está quase sempre abandonado e com um aspecto desolador. No fundo, é começar a época da mesma forma que terminou a anterior: um estádio com lotação esgotada.
Depois dos ensaios da pré-época e da tranquilidade que tem sido transmitida pela equipa, tudo parece encaminhado para que tenha de se encontrar mais um cantinho livre no Museu Benfica - Cosme Damião para o troféu. Mas calma, porque nestas coisas do futebol há sempre duas equipas em campo (três, se contarmos com a de arbitragem, tantas vezes fundamental para a decisão de jogos e de títulos...) e ganha quem marcar mais.
O Tricampeão está preparado, os adeptos estão prontos e ansiosos, que role a bola porque já temos saudades de jogos a sério.
E enquanto não se exageram as rivalidades clubísticas, coisa que começa a acontecer todos os anos por esta altura, aqui fica a homenagem devida a um senhor dentro e fora das pistas de atletismo:
Mário Moniz Pereira, 95 anos. Um desportista e um apaixonado pela música. Um dos bons do desporto nacional, sócio número 2 do Sporting Clube de Portugal e que não pode nem deve ser nunca confundido com quem dirige actualmente o seu clube do coração.
Nunca foi visto a rebaixar um adversário ou a garantir que tudo estava ganho com a corrida a meio. Ajudou a produzir talentos como Carlos Lopes ou Fernando Mamede e, como dirigente, defendeu os seus sem nunca sujar as mãos ou exporta-se ao ridículo publicamente. Tanto que poderiam aprender consigo, Professor... Obrigado!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Olímpicos: o momento da verdade

"Começa amanhã no Rio de Janeiro mais uma edição dos Jogos Olímpicos (JO). A Missão de Portugal é construída por 92 atletas que vão competir em 16 modalidades. Deste grupo, 54 estreiam-se em JO. E apenas três foram medalhados em edições anteriores: Nélson Évora / medalha de ouro, Fernando Pimenta e Emanuel Silva, com a prata. Comparando com Londres 2012, a Missão tem mais atletas (74 para 92) e mais modalidades (13 vs 16).
A alteração mais significativa neste ciclo são os resultados internacionais dos portugueses. Temos diversos atletas com medalhas em campeonatos do Mundo e da Europa, resultados que não abundavam no ciclo de Londres 2012. Estes desempenhos justificam optimismo, contudo há que ressalvar o carácter único dos JO e a dificuldade na obtenção de medalhas no maior eventos multidesportivo planetário.
É bom que todos tenham a perfeita noção daquela que é a realidade da nossa participação olímpica e dos nossos resultados em um século de competição, sem nos deixarmos inebriar pelos resultados recentes. São apenas 23 medalhas em 100 anos de participação, nunca tendo conseguido conquistar mais do que três numa única edição. Apenas quatro atletas conseguiram repetir o pódio em edições diferentes de JO (Luís Mena e Silva, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes). Qualquer análise deve ter por base este histórico. Venham as competições! Votos da melhor das sortes para os nossos atletas. Desfrutem e superem-se neste evento único que são os JO, encarando esta participação como a oportunidade única para mostrar a si próprios e ao Mundo o seu valor. Os resultados ficarão tatuados na pele, podem e devem motivar mais portugueses a praticar desporto, não devendo ser um mero momento de entretenimento. Sejam inspiração através do nosso exemplo!"

Mário Santos, in A Bola

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Os jogos ditos olímpicos

"Eis os Jogos Olímpicos. Desta vez no Rio de Janeiro. Estão inscritos para competir 206 países, além de uma equipa designada Atletas Olímpicos Refugiados (integrada por dez praticantes). Não contam para este efeito, bem entendido, os atletas que nasceram e cresceram num certo país e que, por razões nem sempre respeitáveis, passaram a representar outra bandeira, assim como quem muda de clube. Nestas Olimpíadas 11383 atletas competirão em 42 modalidades. Daqueles, 92 são portugueses, sendo que 19 nasceram no estrangeiro. Enfim, uma verdadeira babilónia. Que pretende crescer mais ainda. Quando pelo contrário, deveria ser cada vez maior a exigência para participação nos Jogos. O velho ideal olímpico vertido na tríade altius, citius, fortius não pode ser confundido com um comando para tudo nele caber. A presente natureza nultitudiária dos Jogos deveria, assim, dar lugar a distinção superlativa do que é verdadeiramente mérito de excepção. Ou, como se diz no teatro, «fora de cena quem não é de cena». E no palco a luz deveria incidir, quase exclusivo, sobre os três verdadeiros protagonistas: o atletismo, a ginástica e a natação. Por exemplo: que falta faria o futebol aos Jogos? Nenhuma. Mas o pior é que a tendência não é no sentido de restringir, antes no de alargar o crivo. Basta ver que o Comité Olímpico Internacional acaba de reconhecer cinco novas modalidades, já para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 surf, escalada, karaté, skate e baseball/softball. Por outra lado, o Comité decidiu, depois de aturada ponderação, que, para já, não transitam para o elenco olímpico disciplinas como o squash, o bowling e o wush. Calculo que se sigam depois, em sequência lógica, a canastra e o chinquilho."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Benfiquismo (CLXXXIII)


A nossa 'mascote'...!!!
E deu resultado!!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A capital do império

"A pequenez é tanta que até se 'agigantam' pedindo a mudança do nome do organismo para Turismo de Lisboa... É o ridículo em que caem.

Anthony Vizzaccaro, o adepto francês que, após a final do Campeonato da Europa, estava desfeito em lágrimas e o pequeno Mathis, de 10 anos, que, com a camisola de Portugal, o consolou, estiveram em Lisboa.
As imagens desse pequeno gesto de consolação emocionaram o mundo. Por força dessas circunstâncias, o Turismo de Portugal convidou-os a visitarem Portugal. Um bonito gesto, com a preocupação adicional de dar a conhecer alguns pontos de interesse do nosso País. Entre eles, como não poderia deixar de ser, Lisboa, Cascais e Óbidos. Nada de grave ou de anormal até aqui.
Ora, sendo o Estádio da Luz paragem obrigatória para qualquer turista que gosta de futebol (ainda mais se o relacionarmos com um Campeonato da Europa), para o adepto francês e para o pequeno português não poderia ser excepção. Tudo normal, até soarem os sinos dos Clérigos! Porque, para esses, o roteiro desses turistas deveria ser outro, chegando-se a qualificar a visita ao Estádio da Luz como «inaceitável», «dentro daquela ideia muito lisboeta que o clube da Luz é uma espécie de Luís XIV do desporto».
Por isso, a visita ao Estádio da Luz, que curiosamente foi pedida expressamente pelo adepto francês, não deveria ter sido concretizada.
Mais: seria uma atitude de «bom sendo» não o levar àquele que é um dos pontos de referência da cidade e de Portugal!
Ora, para esses mesmos, o Turismo de Portugal não deveria «misturar clubes numa coisa destas». Parece-me que essa reacção é bem reveladora de falha de bom sendo e do, sempre presente, complexo de inferioridade para com Lisboa.
A mesquinhez é tal que veem maldade em tudo, mesmo quando está em causa uma vontade expressa por alguém que pediu para visitar o Estádio da Luz. A pequenez é, também, tanta que até se agigantam a pedir a mudança em causa, sugerindo um «Turismo de Lisboa».
Mas o mais grave de tudo é não perceberem no ridículo em que caem. Sistematicamente. Já nem sequer os aconselho a ler a História de Portugal, de Oliveira Martins, para perceberem a importância de Lisboa «na nossa existência, como País».
Mas, sem esquecer que o futebol move grandes paixões, neste caso só estava em causa uma visita curta, cujo programa teve como objectivo dar a conhecer, não o País todo, de Norte a Sul, mas alguma diversidade e oferta do nosso património turístico.
De facto, só vê maldade nisso quem está em permanente busca do conflito (gratuito) e quem tem complexos de inferioridade. Só isso justifica a tacanhez da guerra travada com a capital do império. Como se não pertencêssemos todos à mesma Pátria.
Aqueles que dizem ser «1 de 11 milhões» só o são nas competições de selecções, sentimento generalizado não aplicável ao resto do ano.
Uma guerra que, surgida do Benfica vs. Porto, é aplicável, de forma desmedida, a Lisboa vs. Porto (eu sei que os outros são mais pequenos, apesar de se porem sempre em bicos de pés, mas não os devemos esquecer).
Ainda assim, não obstante essa visita não ser mal interpretada por pessoas de bem, o Turismo de Portugal teve a necessidade de esclarecer o óbvio!
Porque - já agora não ficam sem uma recordatoriazinha - «inaceitável» é o que se ouve no âmbito do Apito Dourado, para prejudicar, invariavelmente, o Benfica. «Inaceitável» é falsificar resultados, negociar e reduzir castigos, oferecer «fruta» como prémio de certas arbitragens e ameaçar fisicamente quem ousa apitar sem falsear a verdade. «Inaceitável» é, por isso, tudo o que nos últimos anos foi acontecendo, contra a verdade desportiva.
São livres de acharem e de escreverem o que quiserem, mas urge ter em atenção aquilo que verdadeiramente é inaceitável...
Ou «imoral» (de acordo, com a definição da imoralidade de Kant). E imoral não será, certamente, ter vontade de visitar um dos mais belos estádios do Mundo: o do Sport Lisboa e Benfica!

Supertaça
Domingo, todos a Aveiro! Para que, desta vez, conquistemos a Supertaça. No ano em que fomos tricampeões, começamos mal, com uma pré-época desastrosa e com o sentimento, felizmente não generalizado, de quem tudo ia perder.
Acabámos, infelizmente, por perder o primeiro título da época, mas por ganhar o campeonato e a Taça da Liga e por fazer uma grande campanha na Liga dos Campeões. Este ano quero que esse caminho de vitória seja mantido.
Desde já, quero ganhar a Supertaça. Pela frente espera-nos um Braga, forte, que vai querer (muito) conquistar este título. E que tem um treinador que quererá ganhar, até para mostrar isso ao outro lado, de onde vem.
Com a consciência de que faltam limar muitas arestas, de parte a parte, e de que os plantéis ainda não estão fechados. E até ao encerramento do mercado a normal turbulência de início de época manter-se-á.
Numa altura em que todas as equipas ainda apostam no futuro, fazem escolhas, compram e vendem. E a nossa não é excepção. Continuamos em busca de um grupo de trabalho equilibrado e coeso, para que possamos dar muitas alegrias aos benfiquistas. Sabemos o que queremos e para onde vamos. Sabemos que, apesar de estarmos, naturalmente, ainda longe de ter uma equipa já definida, estamos a construir uma base sólida. A atitude de cada um dos nossos jogadores será fundamental. Só assim teremos a força de vencer. Tudo! Sabemos quais são os objectivos. Para que o essencial não falhe. Porque só queremos ganhar. E não apenas atingir esta ou aquela fase de cada competição. Tal como Cosme Damião nos ensinou. Porque ganhar é o limite e porque é a nossa obrigação, também esta época, conquistar tudo o que muitos ajudaram a ganhar! Sempre, com um grande adicional de alma, de mística e de muito querer, que se renova a cada época. Que tudo isso se comece a concretizar, já no próximo domingo! Para que, depois, possamos rumar ao Tetra, às Taças de Portugal e da Liga e... tudo o resto.
VAMOS A ISTO, BENFICA!

Moniz Pereira
Morreu Moniz Pereira, reconhecidamente, um dos grandes Homens do Desporto. Uma distinta e reconhecida referência do atletismo português!
Um Homem que não sabia só de desporto, mas que fazia do desporto a sua vida.
E que o viveu de forma exemplarmente. Destacou-se, essencialmente, como referiu Luís Filipe Vieira, pela defesa intransigente dos valores subjacentes aao desporto. Também por isso, um exemlo de dedicação, de competência e de vitória.
Porque, no fundo, é a vitória que nos move.
Paz à sua alma!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Rafas e Danilos

"Chegados os Cadernos de A Bola, é tempo de, desportivamente, recordar, pormenorizar, antever e sonhar. Leio-os devagar, para não os gastar de supetão. Há muitos anos que gosto deste ritual de verão, ainda que hoje sujeito a muitas rectificações por força de um estúpido defeso que teima em acabar depois de iniciadas as competições nacionais e europeias.
Nos Cadernos, a onomástica dos jogadores permite um percurso interessantissimo carácter peculiar de muitos nomes e sobretudo de alcunhas. É assunto a que voltarei.
Hoje apenas quero referir um fenómeno muito curioso no futebol. De quando em vez, há nomes que germinam se propagam a uma velocidade que me deixa quase aturdido, confundindo situações com a maior facilidade. Só para exemplificar, há agora quatro nomes que surgem em cada esquina futebolística; Rafa (e o seu diminutivo Rafinha), Danilo e os estrangeiros Boateng e Cissokho.
Rafael e a sua abreviatura Rafa estão por todo o lado. Por cá, os mais conhecidos são o Rafa do Braga cobiçado pelo Porto que - eu, desatento - cheguei a pensar que era o Rafa do Porto emprestado à Académica e agora ao Rio Ave, ondese vai juntar a um outro Rafa. E por aí adiante..
Os Danilos também há em abundância. Os mais falados: o que foi do Porto, o que é do Porto depois de não ter ido para o Sporting e ter sido do Benfica o que vai ser do Benfica cedido pelo Braga.
Por fim, os Boateng, a começar pelos manos Jérôme e Kevin-Prince (um alemão, outro ganês) e outros que se espalham como cogumelos (um joga no nosso Moreirense) e os Cissokho que, havendo vários, sempre julgo ser o mesmo a jogar."

Bagão Félix, in A Bola

Benfiquismo (CLXXXII)

Mais um 'aperto de mão' !!!