Últimas indefectivações
terça-feira, 2 de abril de 2013
Do Jesus Clough
"Em Inglaterra houve um José Mourinho antes de José Mourinho? Houve: Brian Clough, que fez de uma equipa de província bicampeã da Europa, o Nottingham Forest. Pois, mas o que eu acho é que há também esse Brian Clough em Jorge Jesus, não nos seus traços excêntricos e polémicos, mas nos outros, nos imprevisíveis e instintivos. Viu-se, sábado, naquele golo de Melgarejo ao Rio Ave (mas não só...), lembrando-me de Martin O'Neill, que fora treinado por ele, ter contado que, certa vez, um dos seus rapazes lhe foi perguntar, muito tímido, o que poderia fazer para o tornar melhor lateral. Fechado no seu rosto luminoso, Clough respondeu-lhe que não sabia, o pupilo murmurou-lhe:
- Se não sabe isso, como é que pode continuar a treinar-me?
e recebeu em contra-ataque:
- Aprende então: não sou eu que tenho de te ensinar a seres melhor jogador, tens de ser tu. Eu só tenho de estar demasiado ocupado a ganhar jogos.
Sim, este ano mais do que em qualquer outro, Jorge Jesus descobriu a quadratura deste círculo, o segredo de estar apenas demasiado ocupado a ganhar jogos - e com isso conseguiu tudo o resto: ensinar um lateral a ser o que não se imaginava que pudesse ser, o Melgarejo - produção sua como já fora Coentrão; inventar um novo Enzo Pérez; ou fazer de Matic, Ola John, Lima, Gaitán jogadores bem melhores do que eram...
Foi por acaso? Não, não foi. Nem foi só. No futebol, inventar uma ideia é tão eficaz como transmitir uma emoção - e, mesmo que, às vezes, fosse pelos caminhos trocados das palavras, Jesus fez, como Clough fazia, o que precisava de ser feito: ter o sonho no infinito, o impossível no possível. Com esse poder de convicção, que chegou a parecer quase delírio, ganhou jogos - e deixou o Benfica no ponto em que está. E, continuando a jogar como jogou contra o Rio Ave, vai acabar por ser o que eu suspeito que será: campeão.
(O que a acontecer terá o mérito maior que pode haver: o ganho ser por mérito dele, do Jesus - e não por demérito doutro, do Vítor Pereira...)"
António Simões, in A Bola
A recta final...
"1. Vamos entrar na recta final da época. Dois meses decisivos em Portugal e na Europa. Nos próximos 13 dias teremos já quatro jogos importantíssimos, a começar já amanhã, com o sempre complicado Rio Ave, mesmo em casa. Agora, não pode haver distracções. Na Liga, é ganhar jogo a jogo, de forma a chegar ao Dragão já com o título praticamente garantido. Teoricamente, temos um calendário mais favorável.
Mas um simples percalço, qualquer empate inesperado, pode virar tudo ao contrário. A equipa lá dentro e nós todos cá fora, teremos que ser muito fortes. Vem-me sempre à memória a caminhada triunfal para o título de há quatro anos. A onda vermelha que nas últimas jornadas ajudou a equipa a chegar aos triunfos. Vamos a isto!
2. O Sporting inaugurou nas eleições que realizou no sábado passado um sistema electrónico de votação. Mas apenas centralizado em lisboa, o que deu origem aos votos por correspondência... e uma (mais uma...) grande confusão na sua contagem, que se prolongou noite dentro. Gostaria de recordar que o Benfica já realizou duas votações (2009 e 2012) com meios electrónicos, em Lisboa e em vários ponto do País, e com a possibilidade de os sócios no estrangeiro votarem através da internet, mediante um código. As urnas fecharam então às 22.00 horas e, pouco depois, sabiam-se os resultados da votação. Foram quase 24 mil os votantes, contra os 15 mil do Sporting, numa eleição bem mais decisiva e renhida...
3. A demissionária Direcção do Sporting vendeu o seu avançado, Wolfswinkel, ao Norwich, clube britânico de segundo plano. O problema é do clube. O que me leva a salientar o facto é a profusão de notícias quase diárias que davam o referido jogador como pretendido por todos os grandes clubes europeus, por verbas que, claro, nada têm a ver com aquilo por que foi vendido na realidade (cerca de 10 milhões de euros). Chegaram a ser ridículas as notícias dando conta do interesse dos Manchesters, dos Bayerns e de outros grandes da Europa por um jogador que, claro, só interessava a clubes de segunda linha.
4. O Record começou a contar 31 histórias a propósito dos 31 anos de Pinto da Costa como presidente do FC Porto. Espero bem que as conte todas...
5. Lamentavelmente, a nossa claque No Name Boys continua a somar multas... pagas pelo Clube. Na 23.ª jornada, em Guimarães, bateram mais um (infeliz) recorde: 12.750 euros, o equivalente às quotas mensais de 1062 sócios. Contas feitas às 23 jornadas decorridas até agora, já vai em 102.078 euros, ou seja, as quotas de 8506 sócios. Sem falar naquilo que nos espera da UEFA... Até quando?"
Arons de Carvalho, in O Benfica
Falta de vergonha é o que está a dar
"Perdoem-me a crueza das palavras mas o controlo dos salários levado a cabo pela Liga de Clubes é uma verdadeira palhaçada...
O futebol profissional em Portugal não passa de uma brincadeira de mau gosto. Por culpa dos clubes e do laxismo do Governo.
Culpa dos clubes porque não estão preocupados com a viabilidade da competição; laxismo do Governo porque faz vista grossa a uma área que devia tutelar.
Alegadamente, os clubes não devem nada aos jogadores, a certificação entregue e aceite pela liga assim o diz. Enganem-me que eu deixo, é a mensagem que chega aos emblemas do futebol profissional, numa conivência com várias tonalidades, cada uma com justificação própria, mas todas a colocarem pregos no caixão da viabilidade da competição.
O esquema usado por muitos clubes é simples mas eficaz, tanto mais que ninguém está interessado em confirmar a veracidade das declarações entregues.
Periodicamente, os futebolistas, amiúde sob coação dos clubes, assinam documentos dizendo que têm os salários em dia. Tenham ou não, os jogadores - que são o elo mais fraco - sem alternativa laboral a meio da época, preferem acreditar no Pai Natal dos clubes, contribuindo para faz de conta que também conhece o beneplácito do seu Sindicato.
Ou seja, é uma teia de cumplicidades - liga, Clubes e jogadores - que perpetua a mentira e leva a situações aberrantes como a que é vivida atualmente no Olhanense. E parece que ninguém se importa realmente com o caso...
Na próxima jornada, o Olhanense recebe o Benfica, numa partida importantíssima para o título e para a manutenção. Não se sabe se os algarvios vão usar os jogadores profissionais ou se recorrerão aos juniores porque, entretanto, os profissionais entregaram um pré-aviso de greve por falta de pagamento dos salários, algo que entra em contradição com as declarações depositadas na liga.
Uma mentira, uma vergonha, um despautério. O rei vai nu.
A I liga, com 16 equipas, é uma mentira e estar a falar em passar para 18 concorrentes (se o Boavista vier a ser reintegrado...) é o cúmulo do disparate.
Meus senhores, acordem! Portugal, já com muita boa vontade, não tem capacidade para sustentar uma Liga profissional com mais de 12 clubes.
E se esses 12 clubes disputarem duas fases, uma entre todos e outra para os seis melhores e seis piores (o que perfará 32 jogos) talvez se encontrem meios para sustentar uma competição a sério, verdadeira e, ao contrário do que hoje acontece, honesta.
Porque a mentira chegou ao auge. Na Liga portuguesa há clubes que não pagam aos jogadores e estão bem classificados e outros que têm tudo em dia e arriscam-se a descer de divisão.
Pior não pode ser e anda tudo a assobiar para o lado como se não fosse nada.
A pergunta de um milhão de dólares é a seguinte: Há alguém interessado em colocar tudo isto no são ou é mesmo para continuarmos no reino da pouca vergonha?
SETE semanas depois, onde para a Polícia?
«O computador portátil de Vítor Pereira, presidência do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, também foi furtado no assalto à sede do organismo»
A BOLA, 14 de Fevereiro de 2013
RECAPITULEMOS: há mais de SETE semanas a sede da FPF foi assaltada, pensava-se que só tinham sido roubados dois computadores, do oitavo andar, mas o portátil do presidente dos árbitros, no sexto andar, também desapareceu. O ladrão, de cara destapada, foi caçado pela videovigilância. Deixou um rasto de sangue e impressões digitais. E nada?
(...)"
José Manuel Delgado, in A Bola
Objectivamente (Selecções, Sporting e AFP)
"Esta semana fica marcada pela Selecção Nacional, pelas eleições no Sporting e pelo regresso à competição interna com os habitantes testes no desgaste dos jogadores entregues às respectivas federações há 10 dias atrás.
Esta é, aliás, uma polémica que vai durar muito até se resolver, uma vez que os clubes reclamam muito sempre que os jogadores têm de ir às selecções mas também é bom saber que o retorno não é mau. Quer como valorização do 'activo', como agora lhe chamam, quer pelo retorno financeiro que as federações são obrigadas a entregar aos clubes por cada um dos seleccionados.
O Benfica teve um grande contratempo com o seu goleador-mor, Cardozo, quando este teve de regressar mais cedo depois de uma lesão frente ao Uruguai de Maxi Pereira. Mas ao mesmo tempo ficou salvaguardado da hipótese de agravar a situação no jogo seguinte com o Equador e talvez a recuperação se faça mais rápida... para além de evitar mais desgaste em longas viagens, etc.
Quanto a Maxi, castigado, regressou a casa mais cedo e poderá assim recuperar mais rápido para os confrontos que se seguem no seu Clube. Quer isto dizer que há compensações para tudo na vida.
Do Sporting, depois de um conturbado período eleitoral, eis que finalmente Bruno Carvalho assume a presidência. Os nossos rivais esperam recuperar o clube da moléstia mas, já agora, a ver se curam também a língua de tanto dizerem mal de quem os tem ignorado.
Gostaria também de destacar a gala da Associação de Futebol do Porto de Lourenço Pinto, essa figura turbulenta do dirigismo que aproveita para distinguir e homenagear clubes e pessoas que se distinguiram na AFP. Leixões, FCP, Boavista, Salgueiros e Progresso serão distinguidos, bem como Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Luís Filipe Meneses e outros que tanto deram ao Futebol do distrito.
Que o digam Boavista, Salgueiros e Progresso que quase desapareceram..."
João Diogo, in O Benfica
Protecções
"Há duas semanas, neste mesmo espaço, recordei que o FC Porto, nas temporadas de 39/40 e de 41/42 deveria ter disputado o Campeonato da II Divisão, não fosse a generosidade da Federação Portuguesa de Futebol, que procedeu a dois cirúrgicos alargamentos apenas com o intuito de beneficiar o clube do Norte.
Ainda assim, é daquela latitude que mais se ouvem recorrentes acusações ao Benfica, sobretudo no período que antecedeu o 25 de abril, só possível em mentes perversas e demagógicas, já que a vida demonstrou à saciedade quão falaciosas são as acusações portistas.
Outro exemplo? No dia imediato ao da conquista da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus, ganha ao Barcelona, foi a equipa de reservas que se viu obrigada a disputar, em Setúbal, os quartos-de-final da Taça de Portugal, após inacreditável sentença do mais importante órgão institucional do Futebol português.
O Benfica, que havia ganho 3-1, na Luz, foi batido, por 4-1, em Setúbal, com a inevitável eliminação da prova.
Foi o segundo jogo oficial de Eusébio, que marcou o golo e desperdiçou um penálti, defendido pelo guardião Mourinho (pai do técnico do Real Madrid).
Quem mais jogou? Ramalho, Sidónio, Pinto, Maximiano, Amândio, Humberto Fernandes, Nartanga, Jorge, Espírito Santo e Inácio.
Enquanto isso, entre outros, Costa Pereira, Germano, Coluna, José Augusto, Santana, Águas e Cavém viajavam de Berna.
Essa edição da Taça de Portugal só teve um pormenor pitoresco. Disputada nas Antas (na Luz nunca na história se realizou nenhuma), permitiu ver o Leixões conquistar o troféu no covil dos dragões-que-nessa-altura-ainda-não-eram-dragões.
Como aconteceria, vinte anos mais tarde, quando um golo de Carlos Manuel deixou o anfiteatro portista em silêncio e concedeu ao Benfica o direito de exibir mais uma Taça de Portugal nos seus ricos escaparates."
João Malheiro, in O Benfica
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Futuras Páscoas Felizes !!!
Algumas das nossas equipas de formação, aproveitaram as férias da Páscoa para participar em torneios internacionais.
O destaque tem que ir para os nossos Infantis A, que na Pontinha revalidaram o título, numa final dantesca!!! Ainda na fase de grupos, perdemos com os Lagartinhos por 0-3, mas mesmo assim garantimos acesso à final, onde voltámos a encontrar o Sporting. E foi no meio de um temporal de chuva e vento, com o Proença a apitar, com muito chute para a frente, e com muita, mas mesmo muita garra, que vencemos por 2-0, com um 1.º golo monumental do André Ricardo...
Na Holanda os nossos Juvenis A terminaram em 3.º no Torneio AEGON Future Cup, depois de na 1.ª fase terem vencido o Bayern (1-0) e o Barcelona (2-1), e empatarem com o Anderlecht (0-0)(creio que os Belgas jogaram com uma equipa de um escalão etário superior!), nas meias-finais calhou-nos em sorte a equipa da casa, o Ajax, e o resultado e a exibição foram muito más (0-5)!!! Não sei se foi devido à vitória contra o Barcelona no dia anterior (com remontada!!!), ou se foi somente um dia mau. Nesta equipa existem vários jogadores com potencial, mas ainda existe um excesso de individualismo, e contra equipas totalmente mecanizadas como o Ajax, a falta de disciplina táctica é fatal... Eu até acho que nos escalões mais 'baixos' deve-se incentivar o talento individual dos miúdos, nas nos Juvenis já tem que existir outro tipo de colectivismo... Na partida para encontrar o 3.º classificado, o Benfica derrotou São Paulo, nos penalty's por 3-0, após o 0-0 no tempo regulamentar. O resultado final acaba por ser positivo, até o mau jogo com o Ajax pode ser aproveitado, para ensinar um pouquinho de humildade... Com a cabecinha no lugar, temos neste plantel vários futuros jogadores seniores!!!
Os Infantis B, no Seixal, venceram o torneio Jaime Graça (merecida homenagem), o grau de dificuldade dos adversários não era muito alto, mas sabe sempre bem vencer... Espero que esta iniciativa não seja esquecida...
Multi-Benfica
"Quem tiver lido aquilo que escrevi, nesta mesma coluna, há uma semana, percebeu ser minha convicção que cinco vitórias, nas próximas cinco jornadas da Liga de Futebol, representarão (com o devido respeito ao Moreirense) a conquista do respectivo título.
Para além dessa minha convicção - que acredito, seja partilhada pela maioria dos benfiquistas, e também por muitos não benfiquistas -, está a matemática. Esta, mesmo com a implacável frieza dos seus cálculos, acrescenta apenas um número aos cinco triunfos que 'pedi' aos jogadores 'encarnados'. Ou seja, cinco vitórias mais uma, valem matematicamente o título, e aí não haverá Moreirenses que nos atrapalhem a vida.
As seis vitórias de que o nosso Futebol necessita para fazer a festa estendem-se, numa curiosa similitude, àquilo que se passa noutras modalidades.
Seis triunfos consecutivos garantem, também, a revalidação do título nacional de Hóquei em Patins, sendo que cinco deixarão as coisas praticamente à nossa mercê (tal como no Desporto-rei).
Seis vitórias asseguram, igualmente, o título nacional de Andebol, que nos escapa há já alguns anos.
Seis vitórias serão igualmente suficientes para erguer o ceptro de Voleibol, contando com os jogos que faltam da Segunda Fase, e com as duas primeiras partidas do Play-off final.
Só o Basquetebol e o Futsal, dada a especificidade do formato dos respectivos Campeonatos, carecem de mais tempo, e mais vitórias, para renovar as conquistas do ano passado.
À semelhança do que sucede nos relvados, também nos pavilhões as próximas semanas serão decisivas. Elas determinarão até que ponto será possível repetir, ou (porque não?) superar, o feito histórico de 2011/2012, quando fomos vencendo sucessivamente Hóquei Patins, Basquetebol e Futsal, acrescentando-lhes o Atletismo - que, também ele, tem somado títulos nos últimos tempos.
Isto sim, é Ecletismo com E grande. Não de palavreado (como se vê em alguns vizinhos invejosos), mas de competições, de vitórias, e de títulos."
Luís Fialho, in O Benfica
Tribunal à portuguesa (3)
"Uma lei também serve para elucidar de uma vez por todas o que as outras leis deixaram para trás no rol das dúvidas e incertezas. Algo que nem sempre anima os “legisladores”: parece ter-se enraizado a comodidade de se legislar sem indicações claras sobre os conceitos, os conteúdos e as estatuições – enfim, algo de muito português.
Seguindo a tendência, a nova lei do TAD não aproveitou para pacificar o conceito de “caso julgado desportivo”, agora em relação aos efeitos desportivos consolidados pela última decisão do TAD (que seja impugnada). O que se lamenta, uma vez mais.
Contra a tendência, porém, a nova lei do TAD andou bem no esclarecimento das “questões estritamente desportivas” decididas pelas federações. O conceito animou e anima diversos litígios judiciais, como a discutida ilicitude do Gil Vicente no “caso Mateus”. A Lei de Bases de 2007 não permite que as deliberações dos órgãos federativos sobre tais questões sejam apreciadas nos tribunais administrativos e diz que tais matérias são “as que tenham por fundamento normas de natureza técnica ou de carácter disciplinar, enquanto questões emergentes da aplicação das leis do jogo, dos regulamentos e das regras de organização das respectivas competições”.
Ou seja, poderia admitir-se que (na senda da Lei de Bases de 2004) se quis alargar a proibição de recorrer à jurisdição estadual a todas as decisões que versem sobre a interpretação e aplicação das regulamentações das provas, decisões essas que não poderiam passar dos “conselhos de justiça” das federações; se passassem, tal actuação poderia levar a castigos desportivos graves para os agentes que o fizessem.
Com a substituição da competência dos tribunais administrativos pela “arbitragem necessária” do TAD, este não pode na mesma apreciar “questões estritamente desportivas”. Mas estas passam a ter um conteúdo inequivocamente restrito: “questões emergentes da aplicação das normas técnicas e disciplinares directamente respeitantes à prática da competição desportiva”.
Isto é, questões suscitadas pelas normas que traduzem e velam pelo respeito das regras técnicas da modalidade e das leis do jogo (por ex., os ilícitos disciplinares por comportamentos vedados nessas leis e sancionados por ocasião dos jogos). Tudo o que diga respeito aos regulamentos de organização e participação nas competições pode ser suscetível de recurso para o TAD, pois não estamos perante regulamentação desportiva que possa ficar só na “reserva” das federações. Em suma: finalmente a paz, trazida por um legislador atento. Pelo menos aqui..."
Benfica arrasou na Luz
"Compromissos europeus não condicionam encarnados na Liga.
Sem história, é o que se poderá dizer deste jogo em que o Benfica não deu a mínima hipótese ao seu adversário, um candidato à Europa, é verdade, mas a revelar sinais de maior irregularidade, que já o fizeram sair do "top 5" de que fez parte durante largo tempo neste campeonato. Se à quebra vilacondense juntarmos a excelente dinâmica da equipa de Jorge Jesus encontraremos a resposta para os 6-1 com que terminou o encontro.
Tentou o Rio Ave surpreender o Benfica, apresentando-se com uma linha defensiva reforçada com três centrais, de forma a suster o ímpeto atacante contrário. Mas tal expediente cedo deu mostras de inapropriado, já que a consequente inferioridade e fragilidade no miolo nunca chegou a ser compensada. A ideia do técnico visitante até era bastante razoável se da parte dos laterais de Vila do Conde tivesse havido maior participação e interacção com os outros sectores mais avançados. Mas não houve.
Desta forma, ao Benfica deparou-se maior espaço para a construção dos lances ofensivos e, portanto, um maior convite para toda a equipa jogar abertamente ao ataque. Não foi por acaso que, ao quarto de hora, o marcador já acusava 2-0, com dois golos de homens mais recuados (Melgarejo e Matic), a gozarem de amplas liberdades no terreno, e outras ocasiões ficassem por concretizar.
Um remate de Ukra à barra, numa das raras vezes em que o Rio Ave foi lá à frente com algum perigo, ainda podia ter posto água na fervura, mas, falhada a surtida, a ebulição foi inevitável, com Lima a fazer de acendalha e a contribuir para o elevar da temperatura no confronto. Três-a-zero ao intervalo era, pois, o resultado de um jogo já sentenciado e em que, lesão de Salvio à parte - incrível como Nivaldo não foi expulso -, tudo correra bem aos encarnados.
Perante o descalabro, o técnico Espírito Santo deu a mão à palmatória e rectificou o dispositivo à retaguarda, tirando o defesa Nivaldo e fazendo entrar Braga. O que ele não previu - já depois de um golo para cada lado, por Lima e Hassan - foi que a sua equipa ficasse reduzida a nove elementos, por expulsão de Wires e Edimar, o que, desde logo, reduziu, ou retirou mesmo, as probabilidades de discutir o jogo (embora uma autêntica agressão de Rodrigo também justificasse a exclusão).
Daí até final, só "deu" Benfica, naturalmente, se bem que, com Bebé em campo, o Rio Ave não tenha deixado de causar problemas. Mas, substituído este, o jogo passou a tender apenas para a baliza de Oblak, até chegar aos 6-1, com mais um golo de Lima, um "hat-trick", e outro de Enzo Perez. Uma fartura que se justificou pela maneira como o Benfica encarou desde o início o encontro, em contraste com o emperrar da máquina vilacondense, sobretudo na 1.ª parte."
O voo da águia
"O treinador diz que o Benfica está melhor do que o FC Porto.
Jesus antes do jogo afirmou: «O que é preciso é ganhar, nem que seja por meio a zero». À afirmação do treinador do Benfica faltou-lhe acrescentar que, regularmente, para se vencer, é fundamental jogar bem.
Vítor Pereira antes da visita a Coimbra anunciou: «O jogo com a Académica é decisivo». Esta frase do técnico do Porto é ilógica por derrotista, pois o jogo só seria decisivo se o Porto perdesse.
Nesta fase, o Benfica apresenta um futebol muito superior ao do Porto. As águias continuam seguras no poleiro. Nesta jornada manteve a distância de 4 pontos e aumentou a diferença de golos para 7.
O Porto - com James, João Moutinho e Izmaylov - dominou a seu belo prazer os cábulas estudantes, os quais há seis provas que não acertam uma resposta positiva. A Académica na primeira parte só por uma vez rematou. Os Dragões voltaram a apresentar a sua filosofia de circulação de bola e mesmo numa toada lenta marcaram 3 golos e poderiam ter feito mais três. Mas o nível exibicional nada tem a ver com o seu período áureo, no qual se dizia «que o Porto era colectivamente a melhor equipa».
A quebra dos Dragões vem confirmar que em futebol tudo se altera num ápice. Contudo, neste momento a realidade é que o Benfica lidera o campeonato com uma cómoda vantagem. O Benfica nem sequer olha para trás, vai em frente. Ontem, praticou um futebol de qualidade, digno de um verdadeiro líder. Como é habitual, apresentou-se com a sua vocação ofensiva, muito difícil de travar. Apesar de continuar a carrilar o seu jogo pelos corredores laterais, também o corredor central está mais interventivo. Matic já não faz de central, joga ao lado de Enzo e desta forma ambos defendem e municiam os aríetes e eles mesmos marcam golos.
O Rio Ave apareceu na luz com uma estratégia que visava anular o poder atacante das Águias. Nuno Espírito Santo, ao predispor a equipa num 5x3x2 defensivo, o qual se transformava num 3x4x3 atacante, arriscou demasiado. Este modelo tem de ser muito trabalhado e não se pode preparar de uma semana para a outra. Esta forma de jogar até pode surtir efeito frente a equipas inferiores, mas frente ao Benfica? Não foi uma boa ideia.
O Benfica é uma equipa de preponderância atacante à qual não se podem dar facilidades. O Rio Ave defendeu mal. A barafunda e a confusão foi uma constância na defesa dos de Vila do Conde. Melgarejo, Matic e Lima marcaram os golos completamente sem marcação. Antes de o paraguaio inaugurar o marcador já Lima isolado tinha falhado por pouco. Defender desta forma exige muita concentração e um grande entendimento. O que não aconteceu.
Os jogadores encarnados ao imporem uma intensidade forte e dinâmica, aliada a uma mobilidade atacante contínua e sincronizada, com constantes e complexas permutas entre os médios alas e os laterais, baralharam totalmente a impreparada e desorganizada defensiva vila-condense. Não é por acaso que Maxi e Melgarejo marcam golos em zonas interiores.
A mecanização entre os jogadores do Benfica funcionou quase em pleno e quando o adversário não responde com uma oposição eficaz é aquilo que se vê. Um espectáculo de futebol e de golos. Quase em pleno porque à dupla Lima e Rodrigo faltam jogadas de entendimento. Ontem as águias voltaram a voar alto e geraram confusão com a sua variabilidade de acções."
domingo, 31 de março de 2013
A morte desceu do céu
"Ficou para a história como «O Desastre de Superga». Regressado de Lisboa, o avião que transportava o «Grande Torino» despenhou-se quando se aproximava de Turim. Tinha acabado de perder com o Benfica num jogo extraordinário. Recorde-se a viagem...
Quando fez o avião correr pela pista da Portela e elevar-se molemente como uma gaivota preguiçosa nos céus de Lisboa, o comandante, Pier Luigi Meroni, estava longe de pensar que esse poderia vir a tornar-se num voo complicado. Aliás, Meroni era um piloto com experiência e conhecia amplamente o trimotor G.212 I-ELCE que comandava, bem como o percurso que previa uma escala técnica em Barcelona.
E estava um dia bonito, ainda por cima. Tanto assim que a primeira etapa da viagem decorreu de forma agradável e absolutamente sem incidentes. É claro que os tempos eram outros. Em 1949 não se ia de Lisboa a Turim nas pouco mais de duas horas de hoje. Às 9h45, o controlador aéreo do aeroporto de Lisboa registou, muito provavelmente, a partida do aparelho da companhia Avio-Lire-Italiane com a satisfação de mais um dever cumprido. A chegada a Turim estava programada para cerca das 17h15. O voo não cumpriria o seu destino.
Convenhamos que Pier Luigi Merino já não saiu de Barcelona com a mesma tranquilidade com que tinha iniciado a sua manhã portuguesa. Sobre o norte da Itália chovia há três dias. Na véspera, uma intempérie terrível abatera-se sobre a Ligúria e o Piemonte cortando estradas, danificando edifícios, deixando gente sem abrigo. Razões mais do que suficientes para um redobrar lógico de todas as atenções.
Superga dista meia-dúzia de quilómetros de Turim. É um local aprazível, de passeios domingueiros em redor de uma colina onde se ergue a basílica e o cemitério onde repousam os velhos Reis italianos da casa de Savóia. Mas talvez sejam precisamente os sossegos as atracções milenares das tragédias.
Os dias de Maio
Em Maio os dias já são longos. Todavia, nessa tarde escurecera cedo por causa das nuvens negras que se acastelaram nos horizontes e foram descendo do céu como um prenúncio de morte. Por volta das cinco horas da tarde um nevoeiro espesso atravessou-se no caminho da aeronave que já deixara Lisboa há tanto tempo. Pier Luigi Merino e os seus coadjuvantes, o co-piloto Cesare Bianciardi, o telegrafista Antonio Tangrazi, iam fazendo os possíveis e impossíveis para se orientarem dentro de um cokpit no qual o altímetro deixara pura e simplesmente de funcionar. Diria mais tarde o relatório do inquérito levado a cabo pelo Governo italiano que as fortíssimas rajadas de vento terão provocado a deslocação do aparelho para uma rota diferente da habitual. Merino continuou a descida de aproximação ao aeroporto, tudo indica que convencido de já ter ultrapassado os montes de Superga e a colina da basílica que se ergue até praticamente setecentos metros de altura. Seria um erro terrível e irremediável. Quando os recortes da igreja surgiram, aterradores, na frente de uma tripulação ansiosa, era já demasiado tarde. A máquina choca contra a cúpula do templo e despenha-se em chamas pelo derredor. Tudo será sido, porventura, demasiado rápido para o drama colectivo dos pânicos, das preces e das certezas inequívocas do fim. Exactamente às 17h20 a notícia caiu, taxativa e crua, nas redacções dos jornais italianos: «O avião-especial - um trimotor da companhia Avio-Lire-Italiane - no qual viajava de regresso a equipa do Torino caiu perto de Superga. Morreram todas as pessoas que seguiam a bordo da aeronave - 31, incluindo a tripulação.» Os adjectivos tinham ainda de esperar mais um pouco. Aliás, os próprios jornais sentiram na intimidade a extensão dessa noite de desgraça. Renato Casalbore, director do Tuttosport, Renato Tosatti e Luigi Cavallero, redactores da Gazzetta del Popolo e do La Stampa eram três dos cadáveres carbonizados que se espalhavam por entre uma amálgama de ferros entortecidos. Como se o infortúnio fizesse questão de abraçar a todos.
Chamavam-lhe em Itália, Il Grande Torino. E os jornais e jornalistas sempre dispostos a promover heróis, refiram-se-lhe como «uma das mais poderosas e maravilhosas equipas que o Futebol italiano jamais soube exprimir».
A equipa que fez nascer a lenda
Falava-se, ao tempo, das extraordinárias proezas de uma squadra capaz de marcar 125 golos no campeonato de 1947/48 e de golear o Alessandria, por 10-0, na mesma época. E ninguém punha em causa que tal obra de arquitectura futebolística tinha sido obra de um industrial turinense, Ferrucio Novo, conhecido por commendatore Novo, chegado à presidência do Torino aos 42 anos, em 1939, com vontade de transformar o clube num exemplo de organização à... inglesa. Ferrucio Novo rodeou-se de sábios. Sobretudo dois: Roberto Copernico e Ernst Egri-Erbstein, um trânsfuga húngaro que chegou a ser por mais de uma vez treinador da equipa. Foram eles os responsáveis pelo reforço de um conjunto que sonhava com o título italiano. E a obra foi ganhando corpo com a aquisição, a pouco e pouco, daquela que seria a sua constelação de estrelas: o médio de ataque Ossola, do Varese; o ponta-de-lança Gabetto, da Juventus; os alas Menti, da Fiorentina, e Ferraris, do Inter. Mas o passo decisivo deu-se no momento em que Novo garantiu o concurso da dupla de centro-campistas do Veneza, Ezio Loik e Valentino Mazzola. E Mazzola rapidamente de transformou na grande figura do Torino, capitão e símbolo de uma squadra que venceria nada menos de cinco scudetos consecutivos, embora interrompidos pelas épocas de 43-44 e 44-45 durante as quais as sequelas da II Grande Guerra impediram a disputa do campeonato italiano.
O Torino era um clube de ideias futuristas e de uma dinâmica imparável. Pretendia formar dois conjuntos de igual qualidade, um para disputar as competições internas, outro com nomes mais sonantes para viajar pelo Mundo globetrotters, recebendo os cachets elevados que esses nomes garantiam. Seria o Torino Esportazione. E a curiosidade do Mundo para ver esta squadra da sognare ia-se fermentando na maneira como ela se passeava no calcio onde conseguira manter-se invencível em casa durante nada menos de 88 jogos consecutivos.
Quando a mecânica da morte, da forma brutal como geralmente funciona, pôs um fim a esta sede insaciável de vitórias do Grande Torino, a equipa então treinada pelo inglês Leslei Lievesley seguia na frente da classificação e, no domingo anterior à sua viagem a Lisboa, empatara 0-0 no campo do Inter, obtendo dois novos recordes para a época: 19 jogos seguidos sem perder no campeonato e dando 10 jogadores titulares à selecção italiana.
Homenagem
Seria esse empate, que lhe garantia praticamente o título de 48/49, que faria o presidente Novo dar a autorização definitiva para a deslocação a Portugal onde o Torino defrontou o Benfica num jogo de homenagem a Francisco Ferreira, «capitão» dos encarnados e da selecção portuguesa.
O Benfica venceria, por 4-3, num confronto espectacular. Para o Torino seria a última derrota antes daqueloutra, dolorosa e irrevogável. A Federação Italiana, com o acordo expresso de todos os outros clubes, declarou o Torino campeão a título póstumo. A squadra granata respeitou os seus derradeiros compromissos apresentando a equipa júnior. Os adversários, cavalheirescamente, jogaram contra eles com jogadores da mesma idade. Seriam precisos vinte e sete anos para que o Torino voltasse a ser campeão de Itália. A calamidade de Superga pusera fim ao que o L'Equipe chamava «orgulho do desporto latino». A morte destruíra a técnica e a beleza plástica de um grupo de futebolista extraordinários mas dera-lhes, em troca, um lugar único na lenda e no catálogo dos heróis. Porque, como toda a gente sabe, só a morte nos dá a eternidade."
Afonso de Melo, in O Benfica
Definição de imoralidade !!!
"Ontem - n' A Bola TV - e hoje - n' A Bola - Miguel Sousa Tavares afirma - e cito: "Rui Gomes da Silva espirra ódio contra o FC Porto".
Para ser franco, tomo a afirmação como elogio.
Porque se ter ódio ... é insurgir-me contra o que ouvi, no "Apito Dourado", contra o que vejo fazer, aos árbitros, favorecendo, sempre, o clube dele e prejudicando, invariavelmente, o Benfica, então, sim, tenho ódio...
Não ao Porto, mas a quem age como age!
Tenho, de facto, ódio à falsificação de resultados, aos "roubos" orquestrados, aos resultados preparados, aos castigos negociados e reduzidos, aos conselhos matrimoniais a árbitros nas vésperas de jogos, a árbitros que se enganam sempre no mesmo sentido (a favor dos dele e contra os meus), a "fruta" oferecida como prémio de arbitragens inacreditáveis, a ameaças físicas a quem ousa apitar sem falsear a verdade, a tudo o que acontece num Estádio que ele tanto gosta.
Ódio a tudo o que nos últimos anos foi acontecendo, contra a verdade desportiva, sim, tenho!
Porque não acredito que ele ache que "espirro ódio" porque quero - sempre - que o Porto perca (tal como ele, em relação ao Benfica, quando afirma "Não torço pelo Benfica em nenhuma ocasião").
Só não percebo a sua preocupação, sobre as minhas atitudes, quando afirma que - acha ele - "... causo danos terríveis ao Benfica".
Compreendo o recado, mas sinto que o desiludiria se lhe fizesse chegar as centenas de mensagens semanais de apoio, por aquilo que digo... contra aquilo que ele diz gostar...
Não estou onde estou - Caro Miguel - para agradar a quem quer que seja.
E muito menos a quem manda no seu clube ou na empresa ligada ao futebol que tenta manietar a liberdade no futuro das transmissões televisivas da 1ª Liga, em Portugal!
Estou onde estou para defender o que o meu Pai me ensinou, sobre o que deve ser o comportamento público de alguém que tem a responsabilidade - mesmo que não seja oficial - de defender o Benfica.
Contra tudo aquilo que eu sei que você condena, mas não pode dizer.
Tenho, nesse aspecto, também, mais sorte: é que, para além de ser do Benfica, sou livre de dizer o que penso, de falar contra o que ambos sabemos ser imoral (pelo menos para pessoas de bem, de acordo, com a definição de imoralidade de Kant).
Por isso, e apesar disso, ... Boa Páscoa!"
6 golos, que só valem 3 pontos !!!
Benfica 6 - 1 Rio Ave
O treinador pediu, e a equipa cumpriu, desta vez não foi preciso um festival de oportunidades perdidas para marcar muitos golos, e matar o jogo... foi um Benfica pragmático de entrada, que só depois de resolver a partida, resolveu 'poupar' alguns golos, para os próximos jogos!!!
Quando vi o Rio Ave com 3 centrais fiquei descansado, pois o Benfica de Jesus, sempre gostou de jogar contra este sistema, aliás todos os outros treinadores portugueses já desistiram de tentar contrariar o Benfica desta forma... aleluia que ainda temos o Espírito Santo!!!
O jogo só não foi perfeito, porque o apitadeiro, depois de ver frustradas as suas expectativas de ajudar o Benfica a perder pontos, resolveu carregar nos amarelos!!! Tendo direito até a um brinde com expulsão do Melga, nos últimos minutos!!! Um verdadeiro artista...!!! Também 'apreciei' a forma agressiva como os jogadores do Rio Ave disputaram todas as bolas, deixando sempre as 'marcas' nas pernas e tornozelos dos nossos jogadores, havendo inclusive uma tentativa de homicídio ao Salvio, que nem falta foi...!!!
Estou na expectativa para ver se o Jesus vai continuar a efectuar a rotação... Entre o jogo desta noite, e o jogo Quinta-feira, existe muito tempo para recuperar, mas depois para Olhão as coisas podem ser mais complicadas, ainda por cima vamos ter o Luisinho em Olhão (recordo que a última 'não vitória', foi na Choupana com o Luisinho)!!!
PS1: O Cardozo entrou, e falhou algumas oportunidades, e ouviu-se logo um burburinho nas bancadas!!! Quero deixar as almas inquietas um pouco mais descansadas, o Tacuara teve só a afinar a pontaria para Quinta-feira!!!
PS2: Lanço um desafio: com o critério que hoje serviu para expulsar o Melga, quantos minutos o Mangala ficaria em campo?!!! Opção a) 10m; b) 15m; c) 20m; d)25m !!! E o Otamendi?!!! E o Fernando?!!!
PS2: Lanço um desafio: com o critério que hoje serviu para expulsar o Melga, quantos minutos o Mangala ficaria em campo?!!! Opção a) 10m; b) 15m; c) 20m; d)25m !!! E o Otamendi?!!! E o Fernando?!!!
PS3: Porque será que o Bebé não é convocado pelo Paulo Bento?!!!
Vitória Gloriosa, na estreia do 'Azevedo' esverdeado...!!!
Sporting B 1 - 3 Benfica B
Como não vi o jogo, não posso comentar as queixas Lagartas... mas se o primeiro vermelho por protestos pode ter sido exagerado, o 2.º com o Cavaleiro isolado, não me parece deixar muitas dúvidas. E já agora não devemos esquecer o vergonhoso início de Campeonato, onde esta equipa Lagarta foi levada ao colo, com penalty's em catadupa...!!! E se alguém pensar usar um jogo de equipas B, com um interesse competitivo, quase nulo, para inventar histórias sobre o domínio da arbitragem, pode tirar o cavalinho da chuva...!!!
Esta equipa do Benfica, tem demonstrado, que sempre que joga com alguns 'reforços', normalmente o Miguel Vìtor (Jardel no início da época, os Andrés, o Urreta, ou o Kardec...), transfigura-se, e consegue bons resultados. Hoje, até parece que jogando contra 9, cerca de uma hora, podíamos ter jogado melhor, e podíamos ter marcado mais golos... mas vencemos, e logo numa das poucas localidades onde existe mais Lagartos do que Benfiquistas (Rio Maior)!!!
Agora, espero que o novíssimo presidente Lagarto tenha aproveitado este jogo, para ir treinando o discurso, após cada jogo do Sporting...!!!
Vitória (intermitente!!!)
Física 56 - 70 Benfica
17-28, 13-13, 16-23, 10-6
Vitória fácil... agora marcar 6 pontos no último período, denota, mais uma vez, terem desligado completamente do jogo, valeu os 18 pontos de vantagem no início do 4.º período!!!
Parece que o Doliboa não irá jogar mais esta época (e não irá ser substituído), temos alguns jogadores a jogar condicionados: Heshimu, Carreira, Fonseca... Dito isto, a diferença entre os plantéis, é tão grande, que mesmo com todos estes contratempos, temos a obrigação de vencer todos os jogos, agora, se continuarem a demonstrar pouca aplicação nos jogos, ou em partes de jogos, arriscamos, ter mais algumas desilusões!!!
Juniores - 7.ª jornada - Fase Final
Bernardo Silva
Benfica 1 - 0 Rio Ave
Mais um triunfo suado, mais um festival de oportunidades falhadas... Só vi a primeira parte, mas as crónicas da segunda parte, não são muito diferentes...
Com a grave lesão do João Gomes, perdemos o nosso ponta de lança, não temos nenhum jogador com as mesmas característica, mas não creio que o Bernardo seja a melhor opção para ponta-de-lança... Eu sei que até foi ele que marcou o golo, mas por exemplo: o Dino tem muito mais potencial para jogar a ponta-de-lança, aliás creio que o futuro do Dino é a ponta-de-lança, porque a extremo dificilmente triunfará, toma demasiadas decisões erradas. Além disso, ainda temos o Clésio e o Elton...
Sporting..........14
Corruptos........11
Benfica..........11
Setúbal............8
Guimarães........8
Nacional..........4
Rio Ave...........3
sexta-feira, 29 de março de 2013
Acordar a tempo...
Benfica 3 - 2 Castêlo da Maia
25-23, 19-25, 19-25, 25-18, 15-10
Só no 4.º Set com a equipa a perder por 1-2 (em Set's) é que o Benfica jogou ao nível exigido, com intensidade, ganhando blocos e recuperando bolas 'impossíveis' na defesa baixa, até lá, muitos erros defensivos (estranho tantas más recepções do Roberto...), e pouca criatividade na distribuição. A entrada do Kibinho acabou por ser decisiva.
A equipa não jogou bem, os árbitros como é habitual tiveram uma daquelas actuações cheias de anti-caseirismo, como é característico nos Pavilhões da Luz: toques na rede, fomos só nós; dois toques, fomos só nós; erros na formação, fomos só nós; reverter decisões dos fiscais de linha, só contra nós; transporte ao passador contrário, nunca... um festival, a equipa já escaldada, tentou não perder a cabeça, mas sentiu-se o nervosismo, bem notório nas bolas que iam claramente para fora, e os nossos jogadores mesmo assim iam atrás delas, não fosse o árbitro marcar dentro!!! O trauma das lesões também anda a pairar sobre esta equipa, todos os contactos - ou apoios mal dados - são motivos de preocupação e de 'entrada' do spray milagroso!!!
Antes deste jogo ficámos a saber, que o Reffatti não deverá jogar mais esta época. Uma baixa de vulto, a defesa baixa do Benfica já é um problema, com o Chino em campo, sabemos que os adversários vão tentar aproveitar os erros do nosso Cubano... por mim fazia mesmo a substituição, sempre que o Chino fique em zona defensiva!!!
Prescrever
"Prescrever é um verbo muito nosso, usado a preceito e abusado com mais rigor ainda. Prescrever está no ‘antes’ – no tempo do que é de regular, de estabelecer, de preceituar – e também no ‘depois’ – no tempo do que cessou de existir com o decorrer do tempo. Prescrever nunca é do tempo útil do agir.
Assim, no Portugal da bola e da Federação e da Liga e da Nau Catrineta e das verdades relativas, tudo se pré-escreve na lei e tudo, na mesma lei, se prescreveu. Só assim se compreende que os dirigentes do Boavista exijam que a mesma justiça que condenou o clube os ressacie agora, porque essa mesma justiça exerceu a atitude muito lusitana do ‘deixar prescrever’ com a mesma competência com que se exerce o ‘deixar andar’. Aliás, de uma deriva a outra e das duas deriva esta podre sensação de impunidade que transforma a justiça desportiva portuguesa numa anedota de prostíbulo rasca.
No mesmo âmbito, foi-nos comunicado que a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional decidiu arquivar um processo a um ex-dirigente do Sporting, por prescrição. Afinal, umas famosas imagens de alguém a depositar dinheiro na conta de um fiscal de linha não existem porque a realidade das mesmas prescreveu, deixou de existir. Da mesma forma, aquela célebre lista com informações pessoais sobre os árbitros, também não deve ter existido, ou, se existiu, deixou de o ser porque prescreveu. Ainda nesta semana, o Sr. Costa recebeu um prémio da Associação de Futebol do Porto. Algures no tempo deve ter prescrito uma realidade chamada Apito Dourado. Porque isto de prescrever acontece sempre em desencontro com o tempo da Justiça é que o Torga dizia que “a História é morosa e nunca chega a tempo. Mesmo quando condena, é sempre fora de horas, depois dos crimes prescritos, numa altura em que já nenhum dos culpados pode cumprir a penitência.” "
Pedro F. Ferreira, in O Benfica
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