Últimas indefectivações

domingo, 14 de abril de 2013

Utopia, sonho e realidade

"À medida que o campeonato avança para o fim e a final da Liga Europa está ali mesmo ao virar da esquina cresce a tensão e a ansiedade de todos os benfiquistas. Confesso-vos que é uma tensão e uma ansiedade que dá, gosto e prazer sentir e respirar. É como se fosse uma dor que nos faz sofrer e que nenhum remédio nos pode tirar. Mas que sabe muito bem sofrer. Nenhum benfiquista quer tirar ou aliviar a dor, porque todos estão dispostos a suportá-la.
Há muito que mereciam este nervoso miudinho, esta sensação que tem estado tão distante da Luz. Até a estátua do grande e único Eusébio está nervosa porque lhe tiraram durante tantos anos essa felicidade. Quem pelos lados da Luz repare na cara de Eusébio, parece que nos quer transmitir a mensagem que a vitória está a um passo tão pequeno de vir a concretizar-se.
Em St. James Park, o Benfica, embora com alguma sorte, que também merece, foi enorme. A vantagem conseguida e a qualidade superior, em relação ao Newcastle, fizeram a diferença. Mesmo com a falha no primeiro golo cometida pelos dois grandes pilares desta equipa, Matic e Garay. Salvio num golo pleno de oportunidade fez o resto, concretizando uma jogada fantástica. Longe vão os tempos em que o Benfica não conseguia virar uma desvantagem no marcador.
E, agora, o Sporting e o Fenerbahçe. Os Deuses do Futebol estão connosco.
O Sporting não vai salvar a época, como disse o seu capitão, convenhamos com um fraco argumento, ganhando ao seu rival. Esta gente não é do Sporting é, antes, anti-benfiquista. Os adeptos que têm sido incansáveis, Jesus e os jogadores não vão deixar que se concretize esta profecia do Diabo. E que tal espalhar pelas paredes do balneário, em letras gordas, esta frase, de Rinaudo, como fazia Mourinho.
O Benfica vai ganhar ao Sporting e prosseguir a caminhada rumo ao título. E quanto à Liga Europa, a sorte mais uma vez esteve do nosso lado. A equipa turca, sendo difícil, tem menos qualidade e é acessível. Mas o futebol não é para brincadeiras e não se pode facilitar. Rigor, concentração, disciplina, muito suor e humildade são os ingredientes do êxito. O Benfica vai viajar para a final em Amesterdão.
Mais duas notas uma positiva e outra negativa nesta jornada da Liga Europa. Foi bonito e honrou todos os benfiquistas a homenagem mais que merecida e justa da direcção a um grande senhor do futebol mundial, Bobby Robson. A mancha negra desta festa bonita foi cometida por alguns adeptos do Benfica que agrediram um repórter de imagem e um polícia. Actos que devem ser condenados. Como dizia Victor Hugo: «Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã."

Olho clínico

"O dia de ontem acabou com um treinador a fazer uma figura triste perante milhões de pessoas que tinham acabado de ver pela televisão o que aconteceu na final de Coimbra. Já não é coisa deste tempo, mas alguns treinadores insistem na dialéctica esfarrapada.
Uma das decisões da semana foi precisamente a adopção do olho de falcão por parte da Liga inglesa, por meio de um investimento obsceno, para ajudar os árbitros a decidir um ou dois lances por ano. Para felicidade de alguns deslumbrados com as chamadas “novas tecnologias”, esta decisão da FIFA e dos clubes ricos não terá qualquer efeito prático sobre a “verdade desportiva”, tal a raridade dos lances para análise, mas seria bem-vinda num campeonato obtuso como o português só para tirar a dúvida se podia servir para erradicar do discurso de treinadores e dirigentes a cobardia de associar a sua incapacidade ao trabalho dos árbitros.
Será possível, mesmo com olhos de falcão, um juiz para cada quatro jogadores, meios de intercomunicação electrónicos  processos sofisticados de preparação e análise, que a arbitragem ainda possa ser responsabilizada pela derrota de uma equipa apenas com base na visão distorcida de um treinador em estado de choque? Não devia ser.
Os treinadores são metódicos e cautelosos com o trabalho de campo, mas mostram-se frágeis e vulneráveis no território demarcado das conferências de imprensa, onde surgem tensos e perturbados, completamente subjugados pela angústia. A imagem ridícula que um treinador dá de si num momento de derrota devia ser assacada aos responsáveis pela comunicação dos clubes, sob pena de se poder pensar que tal discurso lhes foi incutido perversamente para os deixar ainda mais mal vistos perante os próprios adeptos. A estes, aliás, bastam o olho clínico e a sabedoria empírica para perceber claramente quando as arbitragens não fazem parte do problema. O que é o caso do FC Porto actual."

E o encolhimento aqui tão óbvio!

"A necessidade de abrir a porta à reintegração do Boavista na Liga, por força de um acórdão do Conselho de Justiça que alternativa não deixa, voltou a agitar a bandeira do alargamento e a unir na assembleia geral da LPFP os votos que meses antes o tinham ingloriamente aprovado, sem reservas e sem tino.
Hoje, colocados diante da vergonha e do descrédito dos múltiplos incumprimentos, sobretudo de ordem salarial, mas fiéis aos valores da justiça e a outros que mais alto se levantam - como os de natureza indemnizatória... - da readmissão do clube do Bessa parece não haver dúvidas e o mesmo se afigura valer quanto a um entendimento entre FPF e LPFP.
O preocupante, para quem deve pensar o futebol português, não é a justa imposição do retorno da pantera à elite mas a ligeireza com que tão depressa se recuperaram as exclusivas virtudes de um alargamento.
É que a ideia de alargamento é, desde logo, assustadora. Perguntar-se-à: mas como devolver então o Boavista ao lugar que lhe está encaminhado, já que esta é a questão que todos atiram para o ar?!...
Sejamos sérios. Depois do que se tem visto, com a desonra dos caloteiros já na praça pública e a perspectiva de ruína a ensombrar certos competidores da Liga, não seria mais ajuizado, competente e salutar avançar para o encolhimento, sem deixar, naturalmente, de respeitar as consequências da decisão do CJ?...
Com este alargamento, corremos vários riscos: o do Boavista não preencher os requisitos e ser excluído antes do apito inicial, abrindo vaga para um terceiro a sair de um liguilha cuja legalidade outros ora contestam; o de dois ou três outros clubes falharem o acesso por excesso de dívidas e termos de recorrer a nova fórmula de cooptação; o de, no limite, sermos obrigados a ir buscar o 10.º classificado da 2.ª Liga porque todos os demais terão entretanto falido!..."

Paulo Montes, in A Bola

Pagar sem culpa?

"Um dos princípios norteadores da disciplina no desporto é a responsabilidade objectiva  o castigo dos clubes independentemente da sua culpa por condutas dos seus dirigentes, outros seus agentes, representantes e funcionários, e adeptos.
Todavia, chegou a hora de discutir se os clubes devem pagar (só ou também) por infracções cuja autoria não podem ser imputadas à orientação, instrução e tolerância de quem os gere e representa. Ou seja, tem sentido continuar a fazer pagar as “instituições” por todos os “pecados” de quem actua em sem nome ou de quem as apoia sem qualquer ética e juízo? (1) Se um presidente de um clube se encontra com um árbitro e lhe dá um saco com notas antes ou depois de jogos; (2) se um ex-dirigente proeminente de uma SAD, manifestamente actuando no seu interesse, ameaça e pressiona árbitros para a autuação favorável nas partidas dessa SAD; (3) se um treinador alicia o treinador da equipa adversária para esta se apresentar inferiorizada contra o seu clube; compreende-se que o clube “pague”.
Todos estes comportamentos geram consequências gravosas para os clubes e SAD, entre descidas de divisão e outras privações desportivas. Claro que os adeptos e associados dos clubes sempre apreendem os castigos como injustos. Mas foram esses associados que deram, conservaram ou fizeram recuperar o poder de quem dirige os clubes. Se estes são castigados por comportamentos que apresentam um nexo de imputação à vontade e ao comportamento desses dirigentes (ainda que o sejam “de facto”) e dos agentes por eles escolhidos, então só há que responsabilizar com severidade os dirigentes “culpados” pelas sanções aplicadas aos “seus” clubes e mandá-los embora, em vez de os exaltar (ou ressuscitar) e alimentar teorias da conspiração contra os aplicadores das leis e regulamentos.
Outro caso é o desfasamento entre o ato e as pessoas que gerem e representam os clubes. Os recentes castigos (com jogos à porta fechada) ao Guimarães (por violência de uma claque) e à Leixões SAD (por coros xenófobos de um grupo restrito de adeptos contra um jogador adversário) são ilustrações. É razoável que os regulamentos castiguem os clubes por comportamentos que não foram instruídos, orientados ou aceites pelos representantes e agentes máximos desses clubes (muito menos demonstrativos das suas enormes massas simpatizantes), em vez de punir os autores materiais das infracções e, eventualmente por cumplicidade, os agentes “menores” dos clubes? Separar o trigo do joio é fundamental: em suma, traçar uma linha. Sob pena de todas as revoltas serem iguais. E não são!"

Um Benfica europeu

"Tanto desperdício quase dava em moléstia.
Prossegue vitoriosa a saga do Benfica nas competições da UEFA. Os representantes das mais conceituadas ligas europeias têm vindo a soçobrar perante os argumentos da equipa portuguesa e, agora, foi a vez da Premier League, através do Newcastle, conhecer mais uma desfeita na Liga Europa, uma competição onde os encarnados, com um percurso notável, ainda não registaram qualquer derrota.
A deslocação ao St.James Park até poderia constituir excepção neste particular e permitir um desaire, desde que não fosse além do tangencial, tendo em conta o 3-1 da primeira "mão" na Luz. Mas o Benfica fez questão, mais uma vez, de não conceder facilidades e, desta forma, prestigiar o futebol nacional. Passaria, porém, por desnecessários sustos, quando a solução esteve ali mesmo à mão de semear...
Continuando a gerir sabiamente o plantel, Jesus optou, como se previa, pelo plano B, isto é, com o 4.2.3.1, reforçando a linha de trincos (Matic e Enzo Perez) e reduzindo para um (Lima) o número de jogadores mais adiantados. No miolo, Salvio e Ola John, nos flancos, com Gaitán a jogar nas costas do ponta de lança, foram as unidades utilizadas.
O Benfica iniciou o jogo assumindo o controlo das operações e criando várias (e o plural não é exagero) ocasiões para marcar, destacando-se Gaitán e Lima no desperdício, embora, como é norma nestas situações, o guardião (Krul) tivesse tido papel preponderante em toda a trama, numa equipa que não estaria à espera de tamanha desinibição por parte do adversário.
Já na 2ª parte, as coisas foram diferentes. Alan Pardew, o técnico da casa, foi buscar ao banco o possante Ameobi - que já em Lisboa tinha sido suplente e para cumprir apenas 10' - e, com ele, o Newcastle ganhou nova alma, tornando-se uma equipa muito mais perigosa e mais directa no ataque. À tendência ofensiva, contudo, não conseguiam os ingleses juntar o golo, uma vez que a defensiva encarnada continuava a revelar-se atenta, como o comprova a forma inteligente como colocava em fora de jogo os adversários, Cissé sobretudo, autor de dois "golos", que, por essa razão, não valeram.
Mas à terceira foi de vez. Mesmo assim foi preciso um brinde da defesa do Benfica, já que Garay e Matic não se entenderam para o despacho de bola que se aconselhava, permitindo a Ameobi assenhorear-se do lance e servir Cissé, que, então sim, facturou a valer. E como Pardew já tinha esgotado as substituições, com as entradas de Ben Arfa e Marveaux (incrível como também Marveaux - um dos melhores do Newcastle - não foi titular), surgiu então o momento de Jesus dizer de sua justiça quanto às mudanças a efectuar na equipa.
Depois da troca Lima/Cardozo, saiu Ola John para entrar Rodrigo, o que foi elucidativo quanto à forma como o Benfica encarava o resto da partida, sem tentar recorrer a quaisquer expedientes mais defensivos, dada a vantagem global de que ainda usufruía  E o certo é que resultou em pleno. Apesar do sufoco inglês e de alguns sustos nesta fase final do jogo, sobretudo num lance de Ben Arfa que quase deu golo, a verdade é que a equipa da Luz soube comportar-se com a frieza necessária para se opor à cavalgada adversária e, depois, desferir o golpe na altura certa.
Uma jogada bem estruturada, com a bola a ser jogada com precisão entre Cardozo e Rodrigo, e o centro deste para a entrada fulgurante de Salvio. Sobre a hora, o Benfica chegava ao 1-1 e, para lá de garantir a qualificação, assegurava, mais uma vez, a imbatibilidade na prova. Um 2 em 1 notável que lhe abre as portas para a consagração inteiramente merecida."

sábado, 13 de abril de 2013

Grandes !!!


Benfica 30 - 28 Corruptos

Vitória importantíssima do nosso Andebol... Jogo muito difícil, quase sempre equilibrado, mas com uma ponta final mais esclarecida por parte dos nossos jogadores, a rotação efectuada pelo nosso treinador, na minha opinião foi decisiva. O aparecimento do Pedroso em grande, acabou por ajudar muito, já que normalmente 'perdemos' para os Corruptos nos remates de 2.º linha!!!

A impunidade tem muitas consequências... Ouvir o treinador Corrupto no final do jogo queixar-se da arbitragem, é revoltante, mas até é natural. O comportamento deste senhor na linha lateral é do mais asqueroso e ofensivo que já assisti, mas a impunidade é total. Impunidade, que os jogadores sentem, como é óbvio, a maneira como estiveram praticamente o jogo todo, a trocar palavras com os adeptos do Benfica, e a fazerem gestos ofensivos para a bancada, acaba também por ser natural... Parece que o Edo Animal Bosh fez escola, e agora como eles sabem que não são punidos...
Admito que o critério usado no Andebol na marcação das faltas não é fácil para os árbitros. Mas é muito difícil assistir às exclusões do Pedroso, as 2 do Costa, e a do Rodrigues, e depois assistir à maneira como o nosso Pivot é tratado em todos (repito: todos!!!) os nossos ataques!!! A 'adidas' faz camisolas com muita qualidade!!!
Ainda a semana passada, vários jogadores Corruptos ao serviço da Selecção foram excluídos repetidamente no jogo contra a Suíça, com uma dupla de arbitragem Sueca, que até deu um critério bastante largo. Como eles, em Portugal estão habituados à impunidade total, compreende-se!!!
Se pensam que tudo isto são pormenores, olhem para as estatísticas: toda a gente sabe que o Benfica, é uma equipa extremamente forte, no jogo para o Pivot, e mais fraca no jogo exterior. Pois bem, hoje o José Costa marcou 2 golos!!! Os Corruptos apesar de terem o melhor Pivot nacional (pessoalmente, um animal asqueroso), usam muito mais o remate de 2.º linha, mas hoje só o Pivot marcou 8 golos, e na 2.º linha só marcaram 7 golos!!! Eles pensaram que 'fechando' o Zé Costa, ganhavam o jogo, mas enganaram-se...



Nada está decidido, nas próximas duas jornadas, vamos a Odivelas jogar com os sempre raivosos Lagartos, e depois vamos à Maia. Se os Lagartos com os Corruptos nem dão luta, contra o Benfica jogam sempre o triplo, os jogos com eles esta época, têm sido sempre complicados. O Águas Santas parece estar em queda, mas não podemos confiar, basta nomearem um Caçador (e amigo) ou os irmãos Metralha Martins, e o jogo terá um nível de dificuldade elevadíssimo!!!

Até ao fim...

Vamos a eles !!!


Guimarães 0 - 3 Benfica
22-25, 14-25, 19-25

Fim da 2.ª Fase, mais uma vez Benfica na frente - já tinha assim no final da 1.ª Fase -, mas o título (o trabalho de toda a época!!!) vai-se decidir nos próximos 3 jogos - ou 2 !!! -, desta vez o 1.º jogo é na Luz, o 2.º em Espinho, e em caso de necessidade, o 3.º jogo será novamente na Luz...
A equipa não está na máxima força - eles, também não... -, mas não poderá haver desculpas, temos equipa para vencer. Por favor, nada de bloqueios psicológicos!!!

Manual de como falhar golos...!!!


Covilhã 2 - 2 Benfica

Jogo muito aberto, com muitas oportunidades, para as duas equipas - algumas das oportunidades falhadas foram mesmo escandalosas!!! -, muitos erros defensivos, nas duas equipas, jogo de resultado imprevisível... Com um bocadinho mais de cabeça, esta poderia ter sido uma vitória fácil, no final acabámos por beneficiar de uma expulsão - acertada -, para empatar pelo 'inevitável' Deyverson!!!

Play-off à espreita !!!


Ovarense 62 - 79 Benfica
20-15, 12-22, 17-14, 13-27

Última jornada da Fase regular, com vitória em Ovar, com um 4.º período muito bom... Apesar de todos os problemas físicos e respectiva gestão do plantel, continuamos a vencer...
Chegados ao Play-off, vai começar os jogos a sério!!! O 1.º adversário vai ser o Lusitânia, que curiosamente também defrontámos o ano passado, nas Meias, mas o Ricky Franklin já não está lá... portanto teoricamente será mais fácil!!! Concentração, e a vitória não escapará....

Glorioso, de regresso à cidade Luz !!!

"Uma primeira palavra de admiração e reconhecimento pelo vosso exemplo. Nunca é fácil assumir a decisão de deixar Portugal, de arriscar, de procurar no estrangeiro as condições que não se encontram em Portugal. 
A verdade é que quaisquer que tenham sido as razões que vos levaram a deixar o país, nunca abandonaram Portugal, porque Portugal está onde estão os portugueses. Seja aqui, na Suíça, na Austrália ou no Brasil.
É exactamente o que acontece com o Benfica, porque o Benfica está onde estiverem os seus sócios e adeptos e a vossa presença nesta sala é o melhor exemplo do que acabo de dizer!
A identidade de uma nação constrói-se a partir da sua história, da sua língua e cultura, da sua capacidade de realização, mas também de algumas das suas instituições. Pois bem, o Benfica é uma dessas “marcas” que contribuíram no passado e continuam, no presente, a reforçar em todo o Mundo a identidade de Portugal.
O Sport Lisboa e Benfica é, seguramente, uma das maiores referências de Portugal no Mundo, porque é o Clube mais representativo do país e uma das suas maiores bandeiras no estrangeiro.
Isto é um enorme motivo de orgulho para mim e deve ser também motivo de orgulho para todos os benfiquistas. O reconhecimento que goza a comunidade portuguesa em França, bem como as suas exemplares qualidades de relacionamento e integração na comunidade de acolhimento, são marcas que registo e acentuo com muito apreço e orgulho e que estão na origem do respeito que os franceses e as suas autoridades manifestam pelos portugueses, reconhecendo dessa forma a sua contribuição para o desenvolvimento e modernização deste país.
Admiro a forma como estando longe, todos vocês se conseguem manter tão perto de Portugal. Admiro, igualmente, a forma como o Benfica é recebido em França. Jogar em França é jogar em casa!
Como presidente do Benfica, mas principalmente como português, tenho orgulho em poder estar aqui hoje a celebrar com todos vocês a inauguração de mais esta “embaixada” portuguesa no Mundo.
A dinâmica de crescimento do Benfica também se vê pela expansão das suas Casas, pelo esforço que os nossos adeptos emprestam à divulgação do Clube e ao seu crescimento.
Vocês são o principal activo com que o Clube pode contar, pelo vosso apoio, pela vossa dedicação, pelo vosso entusiasmo!! E isso é uma riqueza única que não pode ser desperdiçada!
Vocês são, mesmo estando a milhares de quilómetros de Portugal, os verdadeiros “proprietários” do Benfica. O Clube é vosso e nós, que formamos parte da Direcção, temos a obrigação de garantir que assim vai continuar a ser no futuro.
É uma das nossas marcas de identidade, é uma das preocupações que sempre orientou a minha acção desde o primeiro dia que aqui cheguei. O trabalho que desenvolvemos até aqui serviu para transformar o Benfica num Clube mais sólido, mais competitivo, mais inovador e mais global. Um Clube com ambição, onde sonhar voltou a ser permitido, onde voltamos a ser uma referência europeia. Um Clube respeitado e admirado, um clube credível e cada vez mais observado e mais seguido nas soluções que adopta.
Acreditem que vivo hoje o mesmo entusiasmo e a mesma ilusão que experimentei no primeiro dia em que cheguei ao Benfica. Os desafios de hoje não são menores daqueles que encontrei há 12 anos, mas são diferentes e exigem a nossa total determinação.
A cidade de Paris é conhecida, como bem sabem, como a cidade Luz. Permitam-me que diga aqui que Lisboa também é uma cidade Luz, em função de um estádio fantástico, que é o nosso, que há 10 anos nos enche de orgulho e que será no próximo ano palco da final da Liga dos Campeões.
Obrigado a todos."

Juniores - 9.ª jornada - Fase Final

Hélder Costa

Setúbal 0 - 1 Benfica

Excelente vitória, num campo sempre difícil... recordo que no Seixal o resultado foi 2-2 !!!
O 'regresso' de alguns jogadores que estavam a jogar pela equipa B, tem sido fundamental na melhoria dos resultados dos Juniores. Pessoalmente, acho que essa decisão foi tardia, porque nesta Fase Final, todos os Juniores deviam estar à disposição do Tralhão!!!
Para a semana recebemos os Lagartos no Seixal, será um jogo decisivo na discussão do título, a 'não vitória' será fatal... e este ano, os derbys, têm corrido, quase sempre mal!!!

Sporting...........20
Benfica..........17
Corruptos........16
Braga..............11
Rio Ave............9
Guimarães........9
Setúbal...........8
Nacional..........5


Iniciados - 1.ª jornada - Fase Final

Benfica 0 - 1 Gafanha

Péssimo inicio...!!! Não deu para acompanhar o jogo com atenção, já que as interrupções da transmissão da Benfica TV foram constantes!!!
Esta equipa do Benfica, qualificou-se para esta Fase Final com muitas dificuldades... a equipa tem jogadores talentosos, mas não é equilibrada. Na defesa, e o início da construção ofensiva, tem muitas falhas... a ausência do Rachid tem sido demasiado sentida.
Este seria teoricamente o jogo mais fácil - daquilo que vi, esta equipa do Gafanha vai ganhar muitos pontos nesta Fase, a todas as equipas!!! -, assim não será surpresa que os próximos 5 jogos, sejam um autêntico calvário... espero que a equipa melhore...

«Não havia necessidade»

"Benfica sofreu desnecessariamente em St. James Park.
O domínio no futebol tem alternâncias, umas vezes é contínuo outras é mais repartido. A equipa que mais se aproxima da vitória é aquela que cria mais oportunidades para marcar. Contudo, o que decide a predominância, ou não, são os golos. O Benfica iniciou o jogo em St. James Park a todo o gás, e em cinco minutos criou duas ocasiões flagrantes para sentenciar a eliminatória. Lima com um soberbo calcanhar e Gaitan com um remate precipitado colocaram em sentido a equipa inglesa que viu Haidara salvar em cima da linha.
Jesus ao escolher o sistema de 4x3x3 visava o equilíbrio em todos os sectores  O plano resultou durante toda a primeira parte. O trio de meio campo foi preponderante ao interpretar quase perfeitamente o binómio defesa-ataque. Um autêntico acordeão que explanava o jogo e fechava os caminhos às iniciativas adversárias.
Nas acções ofensivas, Lima, muito móvel e activo  solicitava passes com os médios alas muito fortes no um contra um. A dupla função de Gaitan, excelentemente interpretada, cotou-o como o melhor em campo. Por tudo isto, as Águias na primeira metade realizaram um jogo veloz, intenso, electrizante e bem praticado.
O pecúlio encarnado foi positivo, só faltou a eficácia, pois para além das duas madrugadoras ocasiões o Benfica gerou mais uma, quando após excelente jogada de Ola John, Sálvio desperdiçou ao cabecear ao lado.
Nas poucas vezes em que o Newcastle tinha a bola em sua posse, um Benfica precavido defendia coeso e em bloco. Por isso, o primeiro remate dos ingleses foi aos 41 minutos. À excepção dos últimos 5 minutos, o Benfica foi sempre superior aos “magpies”. Lá está, dominou, criou oportunidades, mas não marcou.
No recomeço da segunda parte, o Benfica impôs-se novamente, embora, aos poucos, os ingleses tentassem equilibrar o jogo. Porém, o Benfica teve sempre mais perto de marcar. Ola John em boa posição rematou por alto. Depois de outra boa jogada entre Ola John e Gaitan, este serviu Lima que isolado atirou ao lado. No entanto, a oportunidade mais evidente pertenceu a Gaitan aos 62 minutos, mas o argentino não acertou com a baliza.
Alan Pardew, aos 65 minutos, lançou Ben Arfa e o perigo mudou de baliza. Aos 71, Matic e Garay não comunicaram e o francês, recém entrado, meteu-se de permeio serviu Ameobi e este ofereceu o golo a Cissé.
A partir deste momento o jogo ganhou emoção e a incerteza pairava no St. James Park. O futebol é isto. O Benfica que poderia estar descansado se não desperdiçasse meia dúzia de oportunidades via-se neste período na contingência de poder ser afastado da competição. Depois do golo inaugural, o Newcastle acreditou, pressionou, ganhou dois cantos e dois livres frontais mas felizmente para o Benfica ficou-se por aí.  
Entretanto, Jesus, atento, mexeu. Introduziu Cardozo e Rodrigo e o domínio do jogo na fase final voltou a pender para as Águias, as quais remataram por 6 vezes nos últimos 10 minutos. E Sálvio já no tempo extra acabou por resolver a questão.
Porém, o sofrimento era latente apesar de ser mais psicológico do que real. É verdade que tudo poderia ter acontecido. O receio de que os ingleses marcassem o segundo golo passou pela cabeça da equipa encarnada e até de Jesus, pois no final acabaria por confessar ter sido um jogo «complicado, sobretudo nos últimos 20 minutos».
Contas feitas para os ingleses, ficou apenas a ânsia do espectacular público britânico em eliminar o Benfica e a forma como criou um formidável ambiente de apoio para catapultar, entusiasmar e motivar os magpies. Mas não passou disso pois, futebolisticamente, os ingleses na prática não criaram nenhum perigo ao longo do jogo."

sexta-feira, 12 de abril de 2013

St. James Park, Red !!!

Estar entre

"Como é que um benfiquista vive estes dias que podem estar entre o quase tudo e o quase nada? 
Normalmente, vivemos com a vertigem quase messiânica de que, como adeptos de um clube eleito, o nosso destino cumprir-se-á inexoravelmente na próxima vitória e na outra a seguir e assim sucessivamente. No entanto, esta nossa estranha forma de sentir o clube atira-nos também, frequentemente, para um estranho antecipar da desgraça como forma de mitigar uma imaginada dor. Antecipamos a vitória com a mesma vertigem com que tememos o insucesso. Insultamos o goleador com a mesma vertigem com que o festejamos. Trocamo-nos entre apocalipses antecipados pela ausência de um futebolista e Génesis paradisíacos com a contratação de outro. Saltamos entre o assobio e o aplauso ao ritmo da bola que vai ao poste e entra, e a outra que se desencontrou no seu caminho.
E é assim que agora nos encontramos, neste fantástico final de época em que cada jogo é decisivo para que se possa fazer a festa ou o luto, o tudo ou o nada. Olhamos para o relvado, para os nossos, e em cada momento e movimento vemos um promessa de algo que está em busca e à espera de que a promessa se confirme num grito de vitória ansiada. Faltam poucos jogos, poucos minutos, e estamos tão perto que sentimos a ânsia de já ver ‘o tudo’ e ainda termos nas mãos ‘o nada’. Dizia Bill Shankly que o futebol era muito mais do que uma mera questão de vida ou morte. Olho para este final de época do nosso Benfica, sinto como todos nós o estamos a viver, e penso que o Bill Shankly tinha razão, mas ainda lhe faltou acrescentar que, além disso, é uma questão de sofrer na esperança de vencer. Mas, para saber isso, precisaria de viver o benfiquismo feito da esperança na vitória, mas assente na realidade de que nada ainda está ganho."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Que belo Benfica

"A vitória de ontem foi mais sofrida do que era merecido. O Benfica entrou com personalidade e mandou no jogo durante uma hora. ´ Podia e devia ter marcado e resolvido o destino da eliminatória. Mas é nossa sina sofrer, a nossa alma lusa já não vive sem sofrimento. Consentimos um golo infantil e passámos por 20 minutos de inferno. Inferno escusado que só acabou com o golo depois dos 90.
O amarelo de Enzo tira-nos das meias-finais um dos nossos melhores jogadores e um dos mais difíceis de substituir.
Magnífica prova europeia deste Benfica. Parece que todos os nossos adversários são fracos. Não poderá ser o Benfica que é forte? É uma treta fiada dizer que os adversários são todos iguais. É óbvio que o Chelsea, pela qualidade individual dos seus jogadores, é de longe quem menos hipóteses nos dá de chegar a Amesterdão. Londres é uma das minhas cidades preferidas, mas tenho muito tempo e motivos para visitá-la, prefiro que o sorteio nos dê destinos menos frequentes, vou a Londres todos os anos.
Basileia e Fenerbahçe não serão fáceis, mas deixam o sonho de uma nova final europeia bem mais perto. Venha o chocolate suíço ou a velha e imperial Constantinopla.
Eu preferia o Basileia, até pelo forte apoio de milhares de portugueses que não deixariam de estar presentes num jogo contra os suíços. Bem vistas as coisas só o Benfica representa o euro: Chelsea paga em libras, Fenerbahçe em liras turcas, Basileia paga em francos suíços. Que a troíka nos mande um árbitro do Banco Central Europeu.
Depois da vitória sobre o Olhanense e duma conquista europeia, teremos na segunda-feira que carimbar passaporte para o Jamor. Só respeitando o Paços de Ferreira poderemos fazer um jogo fácil.
Com a vitória de ontem subimos a 10.º do ranking da UEFA, com três equipas à nossa frente de difícil apuramento. Poderemos ser pote 1, cabeças de série, no próximo ano."

Sílvio Cervan, in A Bola

O pano e a nódoa

"Jesus decisivo ao resistir à tentação de colocar em campo mais defesas quando o jogo exigia mais avançados. Como se viu!

COMO foi enorme, ontem, o coração da equipa do Newcastle, motivada por uma fantástica tribo de adeptos, genuínos adeptos como só os ingleses sabem verdadeiramente ser, e como foi sofrida, desnecessariamente mas sofrida, a noite europeia das águias, que têm jogadores e equipa com suficiente qualidade para não ter de passar o que passou no jogo de St. James' Park.
Bastou os encarnados oferecerem aquele golo ao adversário para que o jogo se transformasse no que não tinha sido até aí. Domínio dos negros-e-brancos, impressionante coração de Cissé e companhia, e os homens de Jesus a viver momentos de autêntica dificuldade, ainda que, espremido o jogo, sem grandes oportunidades de novo golo para os da casa.
Confirmou-se: St. James' Park consegue levar a sua equipa ao colo e dá-lhe força suplementar, mas, no fim, confirmou-se também que o Benfica tem categoria e qualidade para discutir na Liga Europa a final e, quem sabe, o título, que em 2011 sorriu, com todo o mérito, ao FC Porto então de André Vilas Boas.
No belo pano encarnado, a nódoa foi, ontem, aquele golo oferecido pelo argentino Garay, sobretudo por Garay, que estava de frente para a bola e para o adversário e ficou à espera que fosse Matic, o pobre Matic, a resolver o que não lhe competia resolver. Como não resolveu Matic e tão descaradamente facilitou Garay, o Newcastle incendiou o jogo.
Como diz, sabiamente, o povo, no melhor pano cai a nódoa, e a verdade é que, com maior ou menor culpa, foram afinal dois extraordinários jogadores (dos melhores deste Benfica de Jesus) a abrir caminho para o perigoso golo da equipa inglesa, que levou o despique para uma diabólica e escaldante parte final, apenas travada, já ao cair do espectáculo, por mais um cirúrgico e oportunista golo do temível Salvio.
Tivesse Nico Gaitán a eficácia do compatriota e um bocadinho mais da raça do companheiro do flanco contrário e talvez o Benfica não tivesse sofrido um décimo do que sofreu na noite europeia de ontem para conseguir sair da nortenha e cinzenta cidade inglesa com o bilhete da meia-final no bolso.
Já se sabe que o pano do Benfica é bom e que esta época a equipa e o treinador têm mostrado maturidade superior à dos dois anos anteriores, o que lhe permite, quase a meio de Abril, ser líder da Liga, estar, já nas meias-finais da prova europeia e com pé e meio na final da Taça de Portugal.
Vê-se, até agora, um Benfica muito mais equilibrado e sobretudo muito mais consistente, regular, forte e eficaz, ofensivamente poderoso e defensivamente cauteloso e trabalhador, e vê-se um treinador que, mantendo toda a intensa paixão e influência no futebol da equipa, se mostra mais sereno, perspicaz e racional.
Bom exemplo o de ontem, quando se viu Jesus, na fase de maior aperto, resistir à decisão «mais normal» mas provavelmente imprudente, de trocar um avançado por um defesa (Ola John por Jardel, por exemplo), dando o peito às balas com a colocação em campo, muito mais oportuna, de dois avançados - Cardozo e Rodrigo - no lugar de outros dois - Lima e Ola John - mesmo depois de o Newcastle chegar ao golo sonhador.
Foi «de homem», como dirão os mais apaixonados adeptos benfiquistas. Foi decisivo, digo eu.
Mas se o pano encarnado é decididamente bom, cuidado com as nódoas, com as desconcentrações, com as distrações, com a euforia, com o excesso de entusiasmo. Ontem, naquela fase gritante de vinte minutos de sofrimento, um segundo golo do Newcastle teria certamente arrumado com os benfiquistas e logo voltaria, aposto, o fantasma das duas últimas épocas de ver a equipa da Luz... morrer na praia.
Quer isso dizer que a consciência dos riscos deve exigir ao Benfica um cada vez maior sentido de responsabilidade, um maior espírito de sacrifício, maior determinação e maior raça.
Por um período do jogo de ontem, o Benfica pareceu oscilar entre a entrega e a displicência. No futebol, como bem se sabe, a fronteira entre as duas é, por vezes, mais fina do que uma lâmina.

PS: Benfica e Jesus ainda não anunciaram se o futuro de ambos continuará a ser partilhado e a ter objetivos comuns. Verdadeiramente, nem se sabe em que ponto está o espírito de clube (leia-se presidente) e treinador. Mantenho apenas o que já aqui deixei expresso: aconteça o que acontecer, o Benfica devia renovar com Jesus. Se fosse eu, seria por dez anos!

A FRASE «É uma época brilhante... mas pode ser uma época de sonho!»
Jorge Jesus, treinador do Benfica

(...)"

João Bonzinho, in A Bola

O sonho de uns e a vida de outros

"Talvez não houvesse necessidade de sofrer tanto. Talvez tivesse dado para um passeio pelo nordeste de Inglaterra. Seja como for - e uma pitada de incerteza só apaladou o resultado final - o Benfica manteve-se na rota do sonho, os olhos postos na final de Amesterdão, uma cidade onde já foi muito feliz, ou não fosse cinco a três a conta que Deus fez...
Na Luz o próximo obstáculo é um Paços de Ferreira que pode franquear à equipa de Jesus as portas do Jamor; segue-se o eterno rival que lá por ter menos de metade dos pontos do Benfica (67 a 33) não vai ser pêra doce. Depois, a semana, de quinta a quinta, de todos perigos: primeira mão das meias-finais da Liga Europa, viagem à Madeira, segunda mão logo a seguir. É este o retracto do futuro próximo de um Benfica de cabeça fresca a quem não doem as pernas, ou não fosse o sucesso o melhor dos dopings.
Do outro lado da Segunda Circular o Sporting ainda não vive no Céu, mas o Inferno ficou mais longe. Do braço de ferro entre Bruno de Carvalho e a banca resultou um princípio de entendimento que permite pagar, já hoje, os salários em atraso, colocando os leões a salvo de rescisões unilaterais.
O resto, os termos da renegociação da dívida, em tempo útil se saberá. E ficar-se-à a conhecer se é possível a Bruno de Carvalho levar por diante aquilo que tanto quer: realizar uma auditoria de gestão. Aliás, há alguns pontos que permanecerão sob observação cuidada e que permitirão descortinar como se desenrolará a gestão de Bruno de Carvalho. Em primeiro lugar está a entrada, ou não, na SAD, de elementos da confiança das entidades bancárias credoras do Sporting; e, last but not least, qual será o enquadramento dos investidores trazidos por Bruno de Carvalho. A não perder..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Domínio, desperdício, sofrimento, alegria...


Newcastle 1 - 1 Benfica

O Jesus tem razão, até agora a época do Benfica tem sido brilhante, a última derrota, em Moscovo, já é uma memória distante. Nesta sequência de bons resultados, temos tido algumas goleadas tranquilizadoras, mas também temos tido alguns jogos de muito sofrimento - totalmente desnecessários... -, esta noite no norte de Inglaterra, voltámos a repetir a dose!!! E desta vez, devido à falta de capacidade do adversário, teve que ser o Matic e o Garay - a meias -, a oferecer emoção à eliminatória, oferecendo o golo aos Anglo-Franceses!!! É verdade que o Cissé até meteu a bola dentro da baliza mais duas vezes, mas o fiscal-de-linha - muito bem, ao contrário do árbitro principal com um critério disciplinar demasiado torto!!! - anulou-os por fora-de-jogo, mas tirando estes lances, até ao golo, o Newcastle tinha feito muito pouco para merecer um golo... A falta de eficácia, podia ter sido fatal, dominamos completamente o jogo na 1.ª parte, e controlamos totalmente o jogo na 2.ª parte até ao golo do Newcastle, falhámos demasiados golos, o Gaitán evidenciou-se nesse aspecto!!! Mas no final, com sofrimento é verdade, a equipa apesar dos azares, conseguiu aguentar, e quando os Ingleses pensavam que iam sufocar, nos últimos 20 minutos, acabou por ser o Glorioso a ter as melhores oportunidades nesse período. Com uma saída/choque do Artur com o Cissé pelo meio!!!

Não tem sido valorizado, nem pelos Benfiquistas, mas além dos méritos do Jesus, e dos próprios jogadores individualmente, este Benfica só tem conseguido obter tantos resultados positivos, devido a um grande espírito de união, entre todos. Infelizmente, nem sempre isso aconteceu no Benfica... Com tantas nacionalidades, com tantos 'titulares' no banco, é notável a ausência de problemas... Como eu sei que não há problemas?!!! Com a (des)comunicação social desportiva que temos, tenho a certeza que se houvesse algumas coisa, nós sabíamos!!!

Agora é recuperar, porque apesar da boa vantagem, o jogo com o Paços não será fácil, o Maxi, o Cardozo e o Rodrigo vão regressar quase de certeza - pessoalmente, ainda fazia descansar o Matic e um dos centrais -, prefiro ter jogadores frescos, do que jogadores cansados... É bom recordar que já fomos eliminados numa circunstância parecida pelos Corruptos - mais uma Xistralhada -, nas meias da Taça!!!

Amanhã no sorteio, só tenho um pedido: não quero ir à Turquia. A viagem é demasiado longa, nesta altura da época. E entre os dois jogos das Meias da Euroliga temos que ir ao Funchal. E como também não gosto de ter como adversário o David Luíz e o Ramires, não sobram muitas hipóteses!!!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Já começa a parecer mal

"Benfica não soube retirar-se a tempo da Liga Europa. Agora é tarde. Quartos-de-final e meias-finais europeias já estão nos hábitos da casa. Finais é que não. E começa a parecer mal.

HOJE é noite de Liga Europa, competição de que o Benfica não soube retirar-se a tempo. No princípio do ano o Bayer Leverkusen saído do sorteio até parecia o adversários ideal para uma despedida digna perante temível opositor, mas não aconteceu assim e o Benfica, para cúmulo, até ganhou os dois jogos com os alemães.
Seguiram-se franceses e aconteceu a mesma coisa. Pelo que o Benfica se vê agora, duas eliminatórias mais tarde, numa espécie de obrigação de seguir em frente na dita competição internacional e de seguir em frente, de preferência, até Amesterdão, onde se realizará este ano a final.
O Benfica não está numa final europeia desde 1990: derrota por 1-0 com o Milan, em Viena. E não ganha uma final europeia desde 1962: vitória sobre o Real Madrid por 5-3, em Amesterdão. Tratando-se em ambas as ocasiões da Liga dos Campeões o troféu em disputa.
Não é verdade, portanto, que as finais europeias do Benfica sejam todas do tempo da televisão a preto e branco já no tempo da televisão a cores o Benfica disputou e perdeu 3 finais europeias.
Perdeu tristemente a cores duas finais da Liga dos Campeões, uma a penalties com o PSV em 1988 e a já referida final com o Milan em 1990, pela diferença mínima. E perdera também uma final da Taça UEFA para o Anderlecht, em 1983, ou seja três anos depois do advento da televisão a cores em Portugal em 1980.
Será legítimo considerar que se muitos portugueses ainda viram essa final de 1983 nos seus velhos aparelhos a preto e branco, muitos outros, provavelmente a maioria, já seguiu os desafios com os belgas do Anderlecht a cores por que o país em retoma económica e até já começava a haver dinheiro para a renovação dos electrodomésticos.
No que diz respeito à última vitória europeia do Benfica é que não há dúvidas nenhumas.
Em Maio de 1962 a televisão era a preto e branco no território nacional coberto pela antena de Monsanto e ninguém no seu perfeito juízo pode dizer que viu o Benfica dar 5 ao Real Madrid a cores, com excepção feita aos que estiveram garbosamente em Amesterdão e assistiram ao vivo à grande proeza.
A questão é que este ano o Benfica está a fazer uma boa temporada europeia, tal como fez no ano passado, em que só caiu nos quartos-de-final frente ao Chelsea para a Liga dos Campeões. E tal como fez em 2011, em que caiu na meia-final da Liga Europa face ao Braga e tal como fez em 2010, em que caiu nos quartos-de-final da Liga Europa frente ao Liverpool.
Quartos-de-final e meias-finais, já estão nos hábitos da casa. Finais é que não. E começa a parecer mal.
No século XXI, já em tempo de plasmas, quer o Sporting quer o Sporting de Braga jogaram finais europeias ainda que as tivessem perdido, o que não retira mérito às respectivas caminhadas. O facto é que chegaram lá.
Se a Liga Europa, sucessora da Taça UEFA, tem somado vencedores como Sevilhas, Shaktar Donetsks, Valências, CSKAs, Zénites e se até na Liga dos Campeões já houve um finalista chamado Mónaco, por que razão não deve o Benfica, que tem melhor nome do que os anteriormente referidos, pensar seriamente este ano no troféu de que não se soube retirar a tempo?
Logo à noite, em Nercastle, conheceremos a resposta dada por Jorge Jesus e pela equipa do Benfica a esta questão internacional da mais premente actualidade.
Há quem defenda que o Benfica no ano passado perdeu o campeonato para o FC Porto porque sonhou demasiado alto com a Liga dos Campeões e não teve andamento para as duas frentes. O próprio Jorge Jesus mencionou essa circunstância como atenuante, à laia de explicação sobre o fiasco de uma época no que diz respeito às coisas importantes.
E até porque por ora ainda não se vislumbrou a apregoada quebra primaveril das equipas treinadas por Jorge Jesus, os benfiquistas na bancada vão sentindo e acreditando este ano que há andamento para as duas coisas.
E alguma vez terá de correr bem, não é?

COM relva até à canelas, o Benfica venceu em Olhão onde nunca tinha vencido desde que o Olhanense regressara à I Divisão. O jogo foi antecedido pelo episódio do estado do terreno, tendo-se equacionado fugazmente fazê-lo disputar no Estádio do Algarve, pelo episódio da nomeação do árbitro Hugo Miguel de quem os benfiquistas tinham péssimas recordações e pelo episódio da mala com dinheiro do amigo do presidente Isidoro Sousa que pagou os ordenados aos jogadores algarvios de pois destes terem assumido um pré-aviso de greve.
Congratulo-me por nenhum dirigente, treinador ou jogador do Benfica terem emitido o menor comentário que fosse a estas três situações destinadas a fazer correr tinta e a gerar emoções nervosas.
Da Luz, silêncio total. Em campo, que é o que interessa, o Benfica foi sempre muito superior ao adversário, ganhou por 2-0 num jogo em casos que foi resolvido da meia distância por Salvio e Matic, na segunda parte. Também vale só marcar golos na segunda parte.
Quando ao inferno de Olhão, não houve ou não se deu por ele. Na verdade, deu-se mais pelo estado da relva do que pelo árbitro ou de que pela mala com dinheiro do amigo do presidente. Assim é que é bonito.
Estão todos de parabéns.

SOUBE-SE esta semana pelos jornais que Liedson reclama a uma companhia seguradora uma indemnização por incapacidade de 23% (o preço do IVA, imagine-se...) do seu joelho. Não mencionou Liedson se é do joelho direito que se trata ou, pelo contrário, se é do joelho esquerdo em lhe brota uma capacidade reduzida a apenas 77%.
Na segunda-feira à noite continuou-se a não saber qual o sub-joelho reclamante porque Liedson não saiu do banco onde esteve sentado durante o jogo em que o FC Porto venceu o Sporting de Braga. Pelo que, obviamente, estando sempre sentado, não deu para ver para que lado tombava o Levezinho no seu andar.
Vítor Pereira não permitiu que se desfizesse o mistério e lançou Kelvin para o jogo quando já se desprezava nas bancadas do Dragão. Kelvin entrou, Kelvin resolveu. Foi uma substituição tão bem feita, tão bem pensada e melhor ainda arquitectada que não foram precisas mais de vinte e quatro horas para surgir do estrangeiro um clube interessado nos serviços de Vítor Pereira.
O Everton de Inglaterra fará tudo para levar Vítor Pereira no final desta época, aconteça o que acontecer, garante a imprensa.
Eh, pessoal, já temos cenoura!

O Boavista serve para tudo. Num passado recente terá servido como bode expiatório do Apito Dourado e hoje serve para legitimar à sua pala uma alargamento da I Divisão, triste facto celebrado como se aumentar a pobreza fizesse bem a alguém.

CAIU com honra o Galatasaray frente ao Real Madrid na Liga dos Campeões. O momento maior do espectáculo foi o golo de Didier Drogba, um calcanhar tão precioso quanto exacto que levou a bola a entrar na baliza sem possibilidade de apelo para Diego López.
Sentado no banco, inevitavelmente perto de José Mourinho, o que terá pensado Iker Casillas nesse instante superlativo de Drogba? «Comigo esta bola não entrava»...?
José Mourinho, em podendo, não dispensa uma boa historiazinha de suporte, paralela ao desenrolar da acção principal mas não menos credora de atenção por parte do público.
Permito-me fantasiar com os dados disponíveis e prever que Casillas só volte a ser titular do Real Madrid no jogo da desinteressante Liga espanhola que o Real terá de cumprir antes da final da Liga dos Campeões. Para, antes da grande final da Décima, precaver qualquer lesão de Diego López, naturalmente..."

Leonor Pinhão, in A Bola

Afinal havia outra

"No sábado vai haver uma curiosa final de futebol. A da Taça da Liga. Coisa de somenos, diziam alguns até há pouco. Mas este ano é que é. Como diz a canção, tudo porque 'afinal havia outra'... Adaptando livremente a letra da canção de Mónica Sintra teremos um quase hino para esta taça:
Não vi as marcas da taça que o seu dedo me mostrava;
Só vi o seu olhar de metal, sem segredos, como água;
O que me diziam não ouvi, pois pensava ser maldade;
Acreditei só quando vi, com os meus olhos;
A verdade;
Afinal havia outra;
E sem nada saber, sorria;
E por ela andava louca;
P'ra ser sua vencedora, um dia;
Afinal havia outra;
Uma taça, um cabaz, uma asa;
Que era no fim de contas;
A taça das horas vagas;
Não quis saber da sua idade, p'ra quem joga pouca importa;
Ainda é a sua pouca vontade que eu passasse à sua porta;
Nem os encontros mais furtivos me puseram mais atento;
Só quando a via a olhos vistos, percebi;
Não estava certo.
Esta outra que já foi andrajosa e pejorativamente secundarizada através de vários epítetos é... a Taça da Liga. Ressuscitou, depois de quatro vitórias consecutivas do Benfica e de uma decisão de alto gabarito do Conselho de Justiça (CJ) da FPF. De desprezível passou agora a respeitável. Já não se vai dizer, como antes, «desta já estamos livres».
Como escreveu Camões: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança. Tomando sempre novas qualidades.
As qualidades da tacinha, neste caso. Da nova versão «Taça CJ», dirão alguns malevolamente. Com Mónica Sintra como sua musa inspiradora."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os amigos

"Num tempo de tantas dificuldades, nada melhor do que ter um bom amigo. Com a generosidade do momento preciso e os euros da quantidade certa. Sem sequer exigir recibo de quitação pela dádiva da sua amizade. Que, claro está, é cristalina e desinteressada.
Amigo sempre é amigo e não um qualquer bicho careta que nos aparece pela frente, ou um fulano que espreita a primeira oportunidade para nos lesar, ou um beltrano que não passa do amigo do inimigo.
Claro que há amigos e amigos. Os que subsistem para além da erosão do tempo. E os que chamaria de amigos técnicos que surgem e se esfumam nas circunstâncias certas, em função de interesses próprios (ou alheios) envoltos no nevoeiro da mais diáfana amizade.
Há amigos para todos os feitios e condições: os amigos do peito, os amigos da onça ou de Peniche, não esquecendo o sempre entusiasta amigo dos diabos e, claro está, evitando-se o contacto com um qualquer amigo do alheio, espécie que se desenvolve a um ritmo, por sinal, muito pouco amigo. Há ainda quem não sendo amigo, se faça de amigo com cantigas de amigo.
Aplicar a propriedade transitiva da lógica aos amigos já foi mais ajustada do que hoje. Agora, dizer que amigo do meu amigo meu amigo é só com prova real, ou no mínimo prova dos nove.
Há ainda os amigos secretos ou invisíveis que, segundo a tradição nórdica, são vistos por ocasião das festas do Natal. Espera-se o nascer do Sol para trocar prendas e compensa-se quem não tem dinheiro para as comprar. Amigos de olho ou... de olhão! Jorrando luz, evidentemente.
Mas como amigo não empata amigo, logo a seguir se dirá: amigos, amigos, negócios à parte."

Bagão Félix, in A Bola

Golpe de mestre

"Toda a gente está centrada na questão do título. O Benfica vai conseguir manter o avanço e ser campeão? Ou, pelo contrário, vai morrer na praia? Mas há uma questão muito mais importante do que esta para Benfica e FC Porto. Chama-se Jorge Jesus.
Pinto da Costa vai entrar no seu último mandato à frente do FC Porto. E pode vir a sair dele pela porta principal ou já pela porta baixa, isto é, na condição de perdedor. Tudo depende de como correrem os próximos 3 anos. Se Jorge Jesus se mantiver no Benfica, o Porto arrisca-se a perder a hegemonia no futebol português, relegando o velho presidente para uma posição secundária. Mas, se Pinto da Costa roubar Jesus ao Benfica, mata de uma cajadada dois coelhos: mantém a esperança de continuar a dominar e ganhar títulos - e tira ao Benfica o seu grande trunfo.
Se Jorge Jesus se mudar da Luz para o Dragão, o FC Porto poderá ganhar o que perdeu com Vítor Pereira: alegria de jogar, agressividade ofensiva, valorização dos jogadores, capacidade de produzir espectáculo. E o Benfica, inversamente, corre o sério risco de voltar à estaca zero.
Enquanto Benfica e Porto discutem nos relvados o título nacional, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira dirimem nos bastidores uma cartada tão ou mais importante: o futuro treinador. E embora seja verdade que, nestas disputas, Pinto da Costa tem quase sempre levado a melhor, não é menos verdade que as suas últimas contratações foram uma lástima: Izmailov e Liedson. Contratando Jesus, Pinto da Costa tem oportunidade de se redimir - e garantir uma saída em beleza do trono portista. Seria um golpe de mestre."

Lixívia 25

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........67 (-6 ) = 73
Corruptos......63 (+4 ) = 59
Braga...........43 ( +1 ) = 42
Sporting.........33 (+10 ) = 23


O Benfica não permitiu que Hugo Miguel tivesse a oportunidade de condicionar o resultado do jogo, mas desenganasse quem pensar que o 'homem' está curado!!! Só prova que o Benfica tem que ser muito melhor que os adversários para vencer jogos em Portugal, porque ser ligeiramente melhor, muitas vezes não chega...
Admito que não marcava a falta sobre o André Almeida, porque a queda do André acabou por ser 'estranha', mas já vi coisas mais estranhas serem marcadas assinaladas... O penalty sobre o Salvio é evidente, ao contrário do jogo, do Sporting em Braga, na semana passada, onde aconteceu um lance parecido, desta vez o Vasco Fernandes corta a bola com um pé, mas com a outra perna, num 2.º movimento derruba o Salvio... Os fiscais-de-linha estiveram muito mal, logo no início do jogo tiraram mal um fora-de-jogo inconsequente ao Olhanense, mas depois foi sempre contra o Benfica... O da 2.ª parte sobre o Salvio é um absurdo!!!

Os Lagartos, tiveram mais um empurrãozinho... no lance do 2.º golo, na recuperação de bola, existe uma falta clara sobre o jogador do Moreirense, que é atropelado, não existe rasteira, mas o atropelamento ainda não é permitido!!! O penalty assinalado a favor do Sporting também é evidente.

O Proença esteve muito calmo, demasiado calmo... se o empate tivesse chegado aos 90 minutos, não sei que teria acontecido nos descontos!!! Errou ao não marcar um penalty, por Mão do Hugo Viana aos 2 minutos, só não marcou porque era impossível de o ter visto, devido ao ângulo de visão, mas pouco depois, perdoou o Vermelho directo ao Moutinho após uma agressão do Moutinho (nem amarelo!!!). Este lance é praticamente igual (mais grave na minha opinião) ao Amarelo, que deveria ter sido Vermelho, que o Rodrigo levou a semana passada, no jogo contra o Rio Ave. Jogada que foi repetida milhares de vezes em todos os programas televisivos. O pontapé do Moutinho foi completamente sonegado, por todos... Esta é a grande diferença...!!!

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
24ª-Rio Ave(c) V(6-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
25ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
24ª-Braga(f) V(2-3), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
25ª-Moreirense(c) V(3-2), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
4ª-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
24ª-Académica(f), V(0-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Impossível contabilizar
25ª-Braga(c), V(3-1), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
24ª-Sporting(c), D(2-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
25ª-Corruptos(f), D(3-2), Proença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

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Rabo de fora? O gato nem se esconde...

"DECISÃO do CJ - Boavista readmito no principal campeonato, não por sentença de inocência, sim por o processo ter prescrito... - foi fabuloso pretexto para o presidente da Liga e quem o elegeu voltarem à carga: alargamento da I Liga. Puro mel este pretexto, escrevi dias antes de a maioria de clubes nem pestanejar no aplauso ao finca pé de Mário Figueiredo em ideia decisiva na sua eleição. Há um ano, idêntica vontade da Liga esbarrou no veto da Federação. E agora?
Repete-se esta certeza: risco de o futebol português recuar para aí duas décadas (!) em matéria de confusões no final de época, leia-se alargamento e liguilhas... - ou para resolver berbicachos criados por um caracol denominado Justiça, ou porque se juntam conglomerado de interesses em fortíssima maré de angústias e de novas esperanças. Simples: 6 clubes esbracejam contra despromoção e 4 correm pelo 2.º lugar de promoção e 4 correm pelo 2.º lugar de promoção; dá logo 10 pró alargamento... E se o Boavista não chegar ao milagre de ter requisitos financeiros para se inscrever na I Liga (só nas dívidas ao fisco, fala-se em 20 milhões)? Isso é problema dele... - e felicidade de outro. Que jeitão! Com ou sem Boavista, 18 lá em cima. Não há rabo de fora...; porque o gato nem se esconde...
Salários em atraso? Fracos estádios? Bancadas quase vazias? Meros pormenores...

QUE noite de Champions! A 2.ª parte do Galatasaray, enorme susto do Real Madrid; e meninos queridos de Mourinho (Drogba, Sneijder, Ronaldo) esgrimindo classe nos seus golos. Em Dortmund, drama do surpreendente Málaga na loucura de 1-2 virar 3-2 para lá do minuto 90. Agora, com os dois melhores de Espanha e os melhores dois da Alemanha, fantásticas meias-finais!"

Santos Neves, in A Bola