Últimas indefectivações

sábado, 18 de agosto de 2018

Vitória na estreia...

Braga 1 - 3 Benfica


Boa entrada na nova competição, com uma vitória num jogo complicado, que acabámos por 'facilitar' na 2.ª parte... A expulsão, justíssima, do Bracarense ajudou, mas demos indicações interessantes...

Vai ser um campeonato muito competitivo, vamos enfrentar adversários sem equipa B, portanto, com vários jogadores perto do limite etário, e as equipas com Sub-23 e B, muito provavelmente vão 'baixar' jogadores da B, quando jogarem contra nós, principalmente nos jogos fora do Seixal... O Benfica tem que entrar em todas as competições para ganhar, mas como é óbvio, nesta fase da formação, existem outras prioridades...

Uma nota para o Guga: as lesões atrasaram muito a evolução do nosso jovem jogador. Nota-se que tem um toque de bola diferenciado, mas ainda tem muito para recuperar nas questões físicas: velocidade, agilidade, mobilidade... Vamos ver se o Guga ainda vai a tempo!

Este Benfica C, vai servir para dar ritmo a jogadores da B, que ficaram para trás... por exemplo o Guga e o Vinicius por causa das lesões. Vai permitir a seniores de 1.ª ano, terem mais uma ou duas épocas para 'crescerem' fisicamente para poderem jogar na B... Vai servir para dar mais ritmo competitivo aos melhores Juniores durante a época (mesmo que na Fase Final de Juniores, voltem a 'baixar') e até pode servir para os 'melhores' saltarem directamente dos Juvenis, como por exemplo o Biai, Jocu, o Iuri, o Afonso, o Tiago Gouveia e o Nuno Cunha... E ainda por ajudar aos 'putos' estrangeiros contratados, que ainda não estão preparados para a B... como por exemplo, este Barrero deu bons sinais...

E ainda vai servir, para os putos, perceberem que isto do Tugão, é mesmo canela até ao pescoço!!!

Uma última nota: meterem o Pedro Sousa e o Manuel Queiroz a narrar e comentar jogos do Benfica, só mesmo a falta de vergonha...!!!


PS1: Hoje também começou o Nacional de Juniores. Fomos vencer a Leiria por 0-4 (Gonçalo Ramos(3), Kevin Csboth)



PS2: Os Juvenis também iniciaram a maratona do Nacional, hoje: vitória por 5-0 frente ao Despertar (Pedro Silva, Filipe Cruz, Gerson Sousa, Tomás Araújo, Rafael Rodrigues)

PS3: As nossas meninas foram participar num torneio de pré-temporada a Espanha, e venceram os dois primeiros jogos 6-0 o Dinamo de Guadalajara (a equipa da casa), e o Atlético de Madrid por 1-0.

PS4: Parabéns à Marta Pen pela recorde pessoal nos 1500m, no Metting da Liga Diamante em Birmingham. Baixou para 4.03.99m. Mais de meio segundo abaixo do seu anterior recorde...

PS5: O Andebol está em Viseu no já tradicional torneio de pré-época, e venceu hoje os russos do Chekhovski Meedvedi por 32-28 (actuais campeões russos). Amanhã disputamos a final contra os franceses do Chambéry, que derrotam o Sporting na outra meia-final...

PS6: O Futsal está em Castelo Branco, onde amanhã defronta o Braga no final do torneio em disputa... Isto depois de já ter vencido os Leões de Porto Salvo e a Burinhosa a semana passada, noutro torneio de preparação....

Jordan McNair não era estúpido

"No documentário A Guerra do Vietname, de 2017, soube do transtornante discurso aos fuzileiros americanos que era marca de um major chamado Charlie Beckwith: «Se um homem for estúpido, a mãe dele receberá um telegrama dizendo 'O seu filho morreu porque é estúpido'». Continuava: «Se um homem não for estúpido, a mãe dele receberá um telegrama dizendo 'O seu filho morreu'». Beckwith, então, deixava instalar-se o silêncio antes de juntar, clemente: «Se suportarem o treino, talvez a vossa mãe não receba um telegrama. Prestem atenção». É, então, a cultura militar de limite, na qual se suporta cansaço, dor e medo. No espectro aterrrador da guerra, entende-se. O que acontece, porém, quando se transporta este ambiente para o desporto, sobretudo nos dias de hoje, quando todo o esforço pode ser tecnologicamente vigiado?
Jordan McNair, 19 anos, faleceu de insolação num treino de futebol americano na Universidade de Maryland durante o qual testemunhas, incluindo companheiros de equipa, afirmam tê-lo visto com sinais de exaustão, como dificuldade para respirar e ficar de pé. Os pais da vítima querem o treinador DJ Durkin responsabilizado. Além disso, deploram o que entendem ser uma cultura militar no desporto que tende a forçar miúdos além dos limites e que, aliás, é também tópico de uma investigação actual da ESPN em dezenas de escolas americanas. Conteúdo tóxico.
Os treinadores defendem-se e garantem cargas normais. Anteontem, porém, a universidade suspendeu os técnicos, num caso que continuará. Concluindo, para já: uma coisa é a guerra, outra são treinos vistos no limite da inconsciência. E que ninguém diga - pelo menos isso - aos pais de quem morre assim que morreu porque era estúpido."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Jogadores são culpados do requiem à Taça Davis

"Num Mundo perfeito, a Taça Davis não teria sido mutilada, mas, sejamos justos, era imperativo, porque há três décadas que os melhores jogadores não participavam

A Assembleia Geral (AG) da Federação Internacional de Ténis (ITF) aprovou a reforma da Taça Davis que, em 2019, passará a ter um formato mais semelhante ao Campeonato do Mundo de futebol, ao qual não será estranho o facto de um dos mentores do novo projecto ser o futebolista Gerard Piqué. 
Votou-se favoravelmente por 71% num universo de 459 representantes de 147 países. Exigia-se uma maioria de dois terços e foi largamente superada.
Alguns países com instintos mais democráticos - caso da França - organizaram AG extraordinárias para que as associações regionais e os clubes decidissem o sentido de voto. Outros delegaram directamente nos presidentes federativos. Portugal votou a favor com os seus 3 votos.
Em democracia o voto é soberano. Apesar do desagrado generalizado dos tradicionalistas, entre os quais me incluo, a Taça Davis como a conhecemos, nascida em 1900 quase igual ao que era hoje (algumas alterações introduzidas não afectaram o espírito da competição), vai acabar em 2018.
É impossível explicar aqui todas as alterações, mas o mais importante é que em vez de eliminatórias ao longo do ano, com um país a receber em casa um adversário, passará a haver uma fase final num único local, durante uma semana, em Novembro, após o Masters, com 18 nações. Realizam-se seis grupos de três equipas para apurar os quartofinalistas que a partir daí jogam em eliminação directa. 
Isto no Grupo Mundial, ou seja, na primeira divisão. Nas divisões secundárias não há praticamente alterações. Portugal, que nunca acedeu ao Grupo Mundial, permanecerá na filosofia antiga da competição, apesar de alguns ajustamentos para tornar o jogo mais rápido, com confrontos entre um país visitante e um visitado.
Num Mundo perfeito, a Taça Davis não teria sido mutilada, mas, sejamos justos, era imperativo porque há três décadas que a maioria dos melhores jogadores não participava regularmente nela e os patrocinadores estavam saturados.
Até finais dos anos 90 do século XX a Taça Davis era ainda considerada pelos próprios jogadores como um dos troféus que teria de obrigatoriamente fazer parte do palmarés de quem quisesse ser considerado um dos melhores de sempre. Mas mesmo nessa altura já muitos craques ‘esnobavam’ a prova.
Hoje em dia, quando se comparam entre si, os campeões só falam de Majors, do n.º1 mundial e, eventualmente, dos Jogos Olímpicos, do Masters e dos Masters 1000.
É uma hipocrisia os jogadores lamentarem-se e acusarem os dirigentes. Era preciso salvar a Taça Davis porque os jogadores deixaram-na chegar a um estado comatoso."

A capa!!!

Benfiquismo (CMXXIII)

No Bessa...

Jogo Limpo... Seara, Guerra & Farinha

Teste cardíaco

"Tenho mais receio do Boavista, no Bessa, do que do PAOK, terça-feira, na Luz. Boavista já nos causou vários dissabores.

Como aqui escrevi na semana passada, o V. Guimarães seria um adversário ainda mais difícil que o Fenerbahçe. Ganhámos o primeiro jogo do campeonato com um valente susto e eliminámos os turcos sem susto algum. Aqueles minutos finais contra o Vitória foram um teste escusado ao estado cardiológico da massa associativa em início de época. Estamos no play-off porque merecemos, somos melhores e jogámos melhor que os turcos. O destaque merecido da exibição de Gedson não pode fazer empalidecer os grandes jogos de Vlachodimos e de Rúben Dias. O Benfica foi sempre mais forte nesta eliminatória, na qual foi decisivo não sofrer golos em casa. Assisti n'A Bola TV aos dois jogos entre o PAOK e o Spartak Moscovo e não há dúvidas de que este será um adversário diferente. Haverá menos nomes e mais vontade, menos vedetas e mais correria, menos expectativa e mais intensidade neste futebol grego (ou macedónio como o adversário gosta de dizer).
Jogar contra o Panthessalonikeios Athlitikos Omilos Konstantinoupoliton intimida qualquer um. Isto sim, é um adversário de nomeada. Rezam as crónicas que o adversário intimida, o público é único e o presidente também. Mas, ainda assim, confesso que tenho mais receio do Boavista, no Bessa, amanhã, do que terça-feira dos gregos.
Amanhã teremos um adversário que está à nossa frente no campeonato, que nos derrotou na última temporada e que tem causado vários dissabores ao Benfica no passado recente. Bastou ver a primeira jornada do campeonato para perceber que este será outra vez um campeonato com poucos pontos perdidos por quem quiser ser campeão. A regularidade de resultados é obrigatória para quem quer vencer o título nacional e os deslizes são todos de uma gravidade acrescida face a outras ligas europeias.
O Atlético de Madrid segurou Diego Costa e Godín, o Real Madrid achou Ronaldo dispensável, o Atlético venceu e o Real perdeu. Quem vende os melhores está mais longe de vencer do que quem fica com os melhores, facto que Florentino Pérez já devia saber há muito tempo. Enquanto Ronaldo esteve no Santiago Bernabéu o Real não perdeu uma final internacional.
Desconheço o valor deste lateral-direito, que, segundo as notícias, o Benfica comprou, mas era óbvia a necessidade de um substituído para André Almeida e por isso fico satisfeito com a chegada de Corchia. Mesmo sem ver arrisco que é melhor que Douglas."

Sílvio Cervan, in A Bola

B.D.

Allianz Cup (Taça da Liga)

Realizou-se hoje o sorteio da 3.ª fase da Allianz Cup.

Grupo A
Benfica, Rio Ave, Aves e Paços de Ferreira

Benfica - Rio Ave (16 ou 26 Setembro)
Benfica - Paços Ferreira (31 de Outubro, ou 5 de Dezembro)
Aves - Benfica (28, 29 ou 30 de Dezembro)

Grupo B
Braga, Tondela, V. Setúbal e Nacional

Grupo C
Corruptos, Chaves, Belenenses e Varzim

Grupo D
Sporting, Marítimo, Feirense e Estoril

As datas definitivas só deverão ser conhecidas, após se saber o calendário Europeu. No nosso caso, Champions ou Liga Europa, e depois quais as jornadas Europeias que jogamos em casa ou fora... Como muito provavelmente estes jogos vão servir para dar minutos a jogadores menos utilizados, esta gestão de datas, parece-me desnecessária, mas...

Em caso de vitória no nosso Grupo, vamos defrontar o vencedor do Grupo C, nas Meias-finais... A Final-Four irá realizar-se novamente em Braga.

Futebol português

"Pouco percebo de física, mas estou disposto a tudo para entender o futebol português! Na mecânica clássica, a segunda lei de Newton 'é utilizada para prever matematicamente o que o sistema fará a qualquer momento após as condições iniciais do sistema'. Quais são elas então? Digamos um Benfica forte. Nesse caso, é limpinho matematicamente: Benfica forte - parafernália comunicacional e difamatória - coacção e intimidação a árbitros - órgãos disciplinares amorfos - conivência da comunicação social próxima - erros de árbitros e inacção de videoárbitros - impunidade de Felipes, Brahimis, Maxis e outros que tais.
Socorrendo-me da mecânica quântica 'o análogo da lei de Newton é a equação de Schrodinger', que, posteriormente desenvolvida por outros, resultou na teoria dos muitos mundos. Trocando por miúdos, dependendo do ponto de vista do observador, uma coisa pode ser e pode não ser simultaneamente, o que significa que há dois estados dessa coisa. Essas duas coisas, ao poderem ser e não ser simultaneamente, já serão quatro, e assim sucessivamente.
Portanto, aceitando esta possibilidade, que é cientifica, somos azarados. Com infinitas possibilidades de sermos e não sermos, calhou-nos um mundo em que jogadores do FC Porto gozam de impunidade grosseira, só me restando despedir com a letra de uma musiquinha, cantada pelas criancinhas da grande maioria dos mundos paralelos:
Apertei o pescoço ao adversário-rio, mas o adversário-rio não morreu-eu-eu, dona Chica-ca assustou-se-se, com o cartão, com o cartão que o árbitro não deu... miau! E sentada à chaminé-é-é, ou ela chora, ou ela grita, ou vai-te embora, arbitragem maldita!"

João Tomaz, in O Benfica

Memória curta

"Quando foi para festejar os golos de Matateu e Eusébio, não se lembraram que eles tinham nascido em Moçambique. Quando aplaudiram os cortes decisivos de Pepe ou as jogadas a meio-campo de Deco, esqueceram-se de eles serem brasileiros de nascimento. Quando a arte de Mike Plowden nas tabelas deu jeito à selecção nacional de basquetebol, ninguém contestou a sua naturalização. Ou quando Viktor Tchikoulaev deu duas mãos de ajuda à selecção portuguesa de andebol, ajudando-a a chegar a outros patamares, todos acenaram com a cabeça, porque isso era positivo para o desporto nacional. Depois veio Francis Obikwelu, o nigeriano que desertou e, com dois amigos e colegas de treino, se escondeu no Algarve até ser descoberto pelo atletismo do Belenenses. E a velocidade portuguesa chegou a recordista europeia. Nada a dizer, afinal, o rapaz humilde tinha adoptado o país. Das antigas colónias portuguesas, é melhor nem falar na quantidade e qualidade de atletas que se tornaram portugueses para melhor desempenhar a sua arte e talento. Foram umas atrás das outras, e todos ganhámos com isso.
Agora a discussão prende-se com Pedro Paulo Pichardo, um cubano de nascimento com nacionalidade portuguesa que a federação internacional responsável pelo atletismo não deixou competir nos últimos Europeus da modalidade, disputados em Berlim. Logo chegaram os antis - ainda ressabiados com o luso-cubano por este ter batido o recorde nacional do triplo salto - a chorar e clamar pela verdade desportiva num claro exercício de xenofobia que os deveria envergonhar. Pichardo é o melhor saltador português da actualidade. E é isso que lhes dói."

Ricardo Santos, in O Benfica

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Bessa: obrigatório repetir o onze

"As visitas ao Bessa acarretam um grau de exigência elevado seja qual foi o momento das equipas. Houve jogo terça-feira, os jogadores ainda estão à procura da melhor forma física e, portanto, regressar a Lisboa com os três pontos será uma missão espinhosa. haja ou não indícios de fadiga, o espírito de sacrifício terá de se sobrepor à falta de fôlego. Rui Vitória que esqueça as poupanças e mande os melhores lá para dentro. Se estiver indeciso em relação ao onze inicial, e é natural que esteja pro força das várias soluções que tem à disposição, fica aqui o meu conselho: Quim, Miguel Luisão, Ricardo Rocha, Dos Santos, Petit, Manuel Fernandes, Nuno Assis, Geovanni, Simão e Nuno Gomes. Não tem nada que saber.
Sempre que estes onze homens entraram juntos no relvado do Bessa, saímos de lá campeões. Aquele jogo de 2005 marcou-me de tal maneira, que até me arrisco a dizer que nunca mais o Benfica me fará tão feliz no Estádio do Bessa como naquela noite (contudo, se o Pizzi estiver disposto a fazer outro hat-trick amanhã, eu também estou disposto a repensar este ranking de felicidade). Já passaram 13 anos, mas recordo-me de tudo com elevada exactidão. Em 22 de Maio de 2005 fiz uma descoberta incrível: a sensação de ver o Benfica campeão. Só alguém muito palerma pode ousar traduzir esse sentimento em palavras, por isso vou tentar. Eu desconfiava por alto de como seria, no entanto a experiência foi surpreendente. Já imaginava que ver o Benfica a ser campeão poderia desencadear gritos, beijos, abraços... mas nunca pensei que me fizesse contemplar com tanto agrado um homem suado, em cuecas e aos saltos: o Simão provou-me o contrário."

Pedro Soares, in O Benfica

A segunda alteração à Lei da Corrupção desportiva

"A Lei n.º 13/2017, de 2 de Maio, procedeu à segunda alteração ao regime de responsabilidade penal por comportamentos susceptíveis de afectar a verdade, a lealdade e a correcção da competição e do seu resultado na actividade desportiva.
A lei que criou este regime foi a n.º 50/2007, de 31 de Agosto, a 1.ª alteração foi feita pela Lei n.º 30/2015, de 22 de Abril, e por essa lei verificou-se a segunda alteração, que é bastante significativa. A redacção final de alguns artigos não foi a mais feliz, mas a ideia foi abranger todos os agentes desportivos na prática de crimes desta natureza, aumentar a pena de alguns ciumes, permitir, à imagem da prisão preventiva, que seja aplicada preventivamente uma medida de suspensão de funções e criar um novo crime, para os agentes desportivos que, estando envolvidos numa competição, façam apostas por si, ou mandem fazê-las.
Além de todas estas alterações de comentar, interessa-nos a criação do novo tipo de crime que nesta lei foi previsto.
Este tipo de crime foi agora inserido num novo artigo, o 10.º A, que reza assim:
Artigo 19.º A
Oferta ou recebimento indevido de vantagem
1 - O agente desportivo que, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, no exercício das suas funções ou por causa delas, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, de agente que perante ele tenha tido, tenha ou possa vir a ter pretensão dependente do exercício dessas suas funções, é punido com pena de prisão até 5 anos ou com pena de multa até 600 dias.
2 - Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer a agente desportivo, ou a terceiro por indicação ou conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida, no exercício das suas funções ou por causa delas, é punido com pena de prisão até 3 anos, ou com pena de multa até 360 dias.
3 - Excluem-se dos números anteriores as condutas socialmente adequadas e conformes aos usos e costumes.
No dia 8 de Maio de 2018, o coordenador de investigação criminal da Polícia Judiciária do Porto, Luís Ribeiro, falou do 'jogo da mala' durante o congresso da Sports Integrity Global Alliance (SIGA), que decorreu no Porto, e garantiu que os agentes desportivos que prometam incentivos financeiros a outras equipas para vencer incorrem em crime, que pode ser punido com até 5 anos de prisão.
'Se um jogador ou presidente aceitar uma contrapartida para ganhar um jogo ao adversário e depois distribuir esse prémio pelos jogadores, equipa técnica ou quem quer que seja, essa conduta neste momento é punida até 5 anos de cadeira e implica, tal como a corrupção, a suspensão do jogador ou do dirigente da actividade desportiva', afirmou Luís Ribeiro referindo-se à Lei n.º 502007.
Não é a mais do que o art.º 10.º A mencionado:
'É importante que os agentes desportivos percebam que uma conduta que até início de 2017 não era punida neste momento tem uma sanção semelhante ao do crime de corrupção activa', sentenciou.
Eu sei, o direito é assim, chato, maçudo, pouco demagogo e muito 'frete', mas ressalta logo uma verdade: esse tipo de crime que agora foi criado não existia.
O que aconteceu foi pura e simplesmente a abolição de um uso e costume, pois era costumeiro 'pagar' a uma equipa para ganhar a outra, e isso sempre foi aceite socialmente.
Este diploma veio do Projecto de Lei n-º 355/XIII, da iniciativa de um conjunto de deputados do PSD. Na exposição de motivos na parte relevante, lia-se o seguinte:
'Volvida quase uma década sobre a última grande alteração legislativa introduzida nesta matéria, constatamos que o desporto e os fenómenos que o rodeiam mudaram, o mesmo acontecendo com as práticas antidesportivas que pretendem afectar a verdade da competição desportiva.
A verdade é que, com o papel crescente que o desporto tem assumido na sociedade portuguesa, e com o desenvolvimento fulgurante da sociedade de informação, os agentes e as formas de adulterar a competição desportiva evoluíram de forma rápida e muito significativa.
Novas formas de adulteração da competição desportiva são cada vez mais sofisticadas, assumindo carácter internacional e terreno fértil para a sua apropriação pelo crime organizado, envolvendo comportamentos criminosos de tráfico de menores, ou de apropriação das sociedades desportivas por capitais de muito duvidosa proveniência e opaca titularidade, matérias que igualmente terão de merecer a actualização de outros diplomas legais, como o que aprova e regime jurídico das sociedades desportivas'.
E mais à frente:
'Aproveita-se ainda a modificação à moldura sancionatória dos crimes previstos no diploma para introduzir dois reforços muito relevantes no combate e estas práticas ilícitas, através da inclusão do crime de oferta ou recebimento indevidos e da previsão expressa da corrupção passiva subsequente'.
A este projecto de lei, vieram a acrescer o Projecto de Lei n.º 348/XIII, da autoria de alguns deputados do PS, e o Projecto de Lei n.º 365/XIII, da autoria do CDS/PP.
O relatório final da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias faz o seu enfoque quanto à razão de ser deste artigo na criminalidade internacional e por via de capital de controlo das sociedades desportivas.
O projecto final resultou de muitas alterações e de não menos discussões, por isso continua no próximo artigo.
Até para a semana."

Pragal Colaço, in O Benfica

A Foz

"Foz é uma zona residencial na zona ocidental da cidade do Porto, em Portugal, que inclui as freguesias da Foz do Douro (Foz Velha) e Neovogilde (Foz Nova), e ainda partes pequenas de Lordelo do Ouro e Aldoar.
Podemos perspectivar a análise que nos propomos fazer, pelo prisma geográfico, político, económico, sociológico entre outros, mas podemos perspectivá-lo pelo prisma futebolístico. Se realizarmos essa tarefa por este prisma, temos um enfoque totalmente diferente de quase todos os outros. Vejamos: A emancipação de uma zona geográfica, na maioria dos casos, anda de 'mãos dadas' com a emancipação clubística, pois ambas vivem uma da outra. É essa ligação umbilical que justifica e fundamenta o enraizamento tribal a um determinado pedaço de terra.
Termos como transformação, conflito e separação são centrais à compreensão dos processos desenvolvimentais. Nesse contexto, a formação de tribos tornou-se um fenómeno sociocultural significativo, representando uma importante estratégia de formação cultural, bem como de inserção e agregação social, especialmente da população juvenil."

Pragal Colaço, in O Benfica

3x3

"Hoje no Estádio tivemos visitas. De Luanda vieram técnicos e dirigentes do Tea Club, uma organização angolana que leva a solidariedade e mobiliza grandes quantidades de jovens através do desporto. Para isso organiza meetings de um dia inteiro abertos a atletas e debutantes que ali experimentam um futebol ligeiro e alegre, na modalidade 3x3, trazida da rua angolana para ambientes mais organizados, mas mantendo uma grande informalidade e proporcionando um belo ambiente festivo.
Na Luz repetiu-se a receita debaixo do calor africano que, por estes dias, derreteu Lisboa. Foi um momento feliz de reencontro da comunidade angolana celebrado num ambiente tão querido pelos angolanos, para quem o Benfica é uma chama bem viva que une as duas latitudes além da língua comum. A partilha de valores e ideais aproxima os dois povos, o português comummente falado estreita relações de séculos, e o Benfica, para lá do futebol, é espaço de pertença e orgulho, uma bandeira comum que vai para lá dos países e une milhões de adeptos na agitação do jogo, por vezes na digestão amarga da derrota e, sobretudo e cada vez mais, na celebração entusiástica da vitória.
Por tudo isto, vir à Luz e jogar no sintético é uma experiência imperdível. Uma experiência inovadora que o Tea Club trouxe de Luanda e a Fundação Benfica ajudou a oferecer aos angolanos que vivem em Lisboa, iniciando uma colaboração que certamente dará muitos e bons frutos!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Jonas forever

"A melhor notícia da semana chegou-nos pela nossa BTV, no intervalo do empolgante Benfica B - Leixões - Jonas decidiu terminar a carreira no Sport Lisboa e Benfica. Graças ao engenho e à arte de gestão desportiva do presidente Luís Filipe Vieira, o melhor jogador do Glorioso declarou-se cada vez mais rendido e apaixonado pelo maior clube português. As palavras de Jonas foram sinceras e revelam uma enorme humildade, espírito de grupo e uma tremenda dedicação. Jonas tinha uma proposta que lhe permitiria ganhar três vezes mais e decidiu ficar. Quantos atletas fariam o mesmo? Jonas ficou porque sabe que é uma das referências do actual SL Benfica. Ele, Luisão, Jardel, André Almeida, Salvio, Fejsa e Pizzi são verdadeiras referências do Clube. Em todas as grandes organizações há sempre pessoas especiais.
Jonas atingiu esse estatuto por mérito próprio, fruto do seu empenho, do seu talento, do seu trabalho e do seu carácter. Nenhum de nós poderá esquecer as alegrias que nos deu nas quatro épocas. Não foram apenas os 122 golos marcados, as dezenas de assistências para golo e os 8 títulos conquistados! Ao longo de 155 jogos, Jonas foi um dos principais intérpretes da mística. Jonas nunca se revelou acomodado e declarou sempre que queria ganhar mais títulos, sem nunca se cansar de lutar por novas conquistas. São profissionais desta estirpe que fazem falta às grandes instituições. Vamos ter o privilégio de ter nas nossas fileiras o melhor jogador, e compreendo o desespero e a decepção dos nossos adversários."

Pedro Guerra, in O Benfica

Alvorada... com o Bernardo

Sobre o 'timing' certo para o adeus

"A exibição de gala de Gedson Fernandes em Istambul estimulou bastante o apetite dos tubarões europeus e colocou o jovem benfiquista no radar dos milhões. Ao mesmo tempo, o Lyon mostra-se muito interessado em Rúben Dias e ainda num passado recente Rúben Neves rumou a Wolverhampton e um ano depois Diogo Dalot assinou pelo Manchester United. Ninguém terá dúvidas de que é virtualmente impossível a qualquer clube português resistir ao interesse real dos clubes mais ricos, assim estes estejam dispostos a abrir os cordões à bolsa. Mas há uma fronteira que deve ser estabelecida, uma filosofia que case o pragmatismo com o coração e faça com que os nossos emblemas não vacilem logo ao primeiro impulso. Haverá um tempo certo para os jogadores mais dotados cumprirem o seu destino nos principais campeonatos, isso não é, de todo, censurável e a ambição de pisar palcos com maior visibilidade deve ser vista não como mercenarismo, mas com como algo absolutamente legítimo. Mas quando mais os nossos clubes conseguirem vender os direitos desportivos dos seus jogadores mais talentosos numa fase de quase feitos, em vez de o fazerem na fase-projecto (CR7, Bernardo Silva, Cancelo, Diogo Dalot...), melhor será. À atenção de quem de direito...

PS - O SC Braga disse adeus à possibilidade de atingir a fase de grupos da Liga Europa, ao ser eliminado pelos desconhecidos ucranianos do Zorya. Uma desilusão, que se junta ao balde de água fria que tinha sido o afastamento anterior ao Rio Ave às mãos dos incógnitos polacos do Jagiellonia. Não são notícias que indiciem nada de bom para o futebol português."

José Manuel Delgado, in A Bola

Corchia: Pedigree, fenómeno jovem e uma lesão misteriosa para compensar

"Corchia foi sempre tido como o futuro da selecção francesa, mas acabou ultrapassado. Em Sevilha conheceu as lesões.

Clairefontaine é uma escola especial. Uma das doze academias de elite existentes em França, tem sido uma das, senão mesmo a principal academia de formação em França fora dos principais clubes, funcionando como um dos campos de recrutamento mais importante dos principais clubes franceses desde que foi fundada em 1988. Só os melhores jogadores da região da Ilha de França têm lugar na Academia de Clairefontaine e Sébastian Corchia, lateral francês de 27 anos que poderá ser o novo reforço do Benfica, atendendo aos fortes rumores que assaltam a imprensa no dia de hoje, foi um deles.
Nicolas Anelka, Louis Saha, William Gallas, Hatem Ben Arfa, Abou Diaby, Sébastien Bassong ou mais recentemente Mehdi Benatia, Blaise Matuidi, Kylian Mbappé ou Olivier Giroud, nunca esquecendo um dos maiores nomes da história do futebol francês: Thierry Henry. Todos estes nomes passaram por Clairefontaine antes de serem “pescados” por alguns dos maiores clubes do futebol francês e Sébastian Corchia não foi excepção. Outrora uma das grandes promessas do futebol gaulês, talvez Corchia não tenha explodido para o nível que se esperava quando ao serviço do FC Sóchaux - já antes ainda no Le Mans UC, mas principalmente ao serviço do Sochaux - se afirmou como um dos laterais de maior potencial do futebol europeu, de grande competência defensiva ao mesmo tempo que oferecia uma grande profundidade ao seu corredor. Golos e assistências foram quase sempre uma constante ao longo da carreira.
Depois de uma carreira totalmente construída em França, a primeira experiência de Corchia fora do seu país apenas chegou na temporada passada quando o Sevilha FC pagou cerca de cinco milhões de Euros para o retirar de Lille, clube que representara nas três temporadas anteriores após a queda do Sochaux à segunda divisão francesa no final da época 2013/14. Em Sevilha, Corchia teve vida difícil. Numa época atípica do clube andaluz marcada pela instabilidade e pela passagem de três treinadores pelo clube, as leões que assolaram a temporada do lateral francês não ajudaram.
Ainda sob o comando técnico de Eduardo Berizzo, Sébastian Corchia dividiu a posição de lateral direito com Gabriel Mercado durante a fase inicial da temporada. Uma lesão do lateral argentino à décima jornada permitiu que Corchia assumisse a titularidade de forma consecutiva pela primeira vez na época frente a Leganés, FC Barcelona e Celta, sem ter conseguido terminar os encontros frente a Leganés e Celta por opção técnica. O regresso de mercado à 13ª jornada perante Villarreal, porém, voltou a relegar Corchia para o banco e só mesmo na Taça do Rei o lateral espanhol foi opção inesquestionável fazendo os noventa minutos de todos os jogos da equipa do Sevilha na competição até à primeira mão dos quartos de final da prova perante o Atlético Madrid a 17 de Janeiro de 2018.
O encontro frente ao Espanyol, três dias depois, beneficiando da lesão de Kjaer para regressar à titularidade no Sevilha já com Montella no comando técnico e consequente passagem de Mercado para a zona central da defesa, parecia abrir a porta da titularidade para Corchia, já perfeitamente integrado no clube, porém, foi também o último encontro da temporada para o lateral gaulês. Uma lesão no reto femoral da coxa direita durante um treino, que deveria ter deixado Corchia de fora das contas do clube Andaluz somente “para os próximos jogos”, acabou por terminar com a temporada do lateral que só esta época voltou aos relvados. Logo numa altura em que pela primeira vez Corchia estava a conseguir ter alguma continuidade na equipa do Sevilha.
O mistério em torno da lesão de Corchia adensou-se e só meses mais tarde, já perto do final da temporada, se conheceu a verdadeira extensão da mesma. Afinal, Corchia havia feito uma rutura grave do tendão anterior, bem por cima do quadrícep femoral, uma zona cujo tratamento e recuperação é aparentemente complicada. Lesão que também Daniel Carriço sofreu e perante a qual acabou por estar mais de seis meses fora dos relvados. Corchia não quis ser operado à mesma, tendo acabado por debelar a lesão com sessões de fisioterapia, ginásio e trabalho em piscina.
Lesões que, até então, nunca haviam prejudicado a carreira de um jogador que fora em tempos uma das grandes promessas do futebol francês e um fenómeno dos jogos virtuais. Na temporada imediatamente anterior à chegada a Sevilha, ao serviço do Lille OSC, Corchia não falhou praticamente um minuto em toda a liga francesa. Falhou dois. À 17ª jornada quando acabou substituído aos 88 minutos, apenas não tendo jogado em encontros da Taça e da Taça da Liga Francesa. Uma continuidade que não encontrou em Espanha, mas que sempre fizera parte da carreira em França onde foi sempre um indiscutível por onde passou desde que apareceu ao mais alto nível na liga francesa na temporada 2009/10 ao serviço do Le Mans, então, ainda com 18 anos.
Na verdade, a temporada passada foi mesmo a primeira desde a estreia em 2008/09 que Corchia não fez pelo menos 34 jogos na temporada, até então o seu mínimo de época quando na temporada de estreia pelo Sochaux participou em 31 dos 38 jogos do campeonato francês, fez um jogo na Taça e dois na Europa pela equipa gaulesa. Antes de chegar ao Sevilha, Corchia tinha mesmo passado três temporadas em Lille realizando mais de 40 jogos em cada uma delas, facto que atesta a fiabilidade física do lateral gaulês.
A chegada a Lille que não foi igualmente fácil para Corchia, desta vez, devido a questões burocráticas e financeiras às quais foi alheio. Em Janeiro de 2014 o clube anunciou a sua contratação, porém, a inscrição acabou por ser bloqueada pela federação francesa que devido aos problemas financeiros atravessados pelo Lille e após auditorias feitas às contas do clube deliberou que a folha salarial dos Dogues era demasiado elevada e por isso não podia contratar novos jogadores. Corchia regressou então a Sochaux não conseguindo evitar a despromoção do clube, tendo acabado por se juntar ao Lille OSC no verão seguinte.
Nascido em França, nos arredores de Paris, mas também detentor de passaporte italiano - foi ligado à Juventus e ao Inter desde muito cedo -, foi aos 12 anos que Corchia integrou a Academia de Clairefontaine onde se manteve entre 2003 e 2006, altura em que rumou a Camp des Loges, a conhecida academia do PSG, clube pelo qual acabou por nunca jogar a nível sénior mas que há dois anos, segundo a imprensa, pareceu verdadeiramente interessado na contratação de Corchia. A estreia a nível sénior aconteceu na temporada 2008/09 e foi um português que o tornou indiscutível na equipa de Le Mans. Em 2009/10 era, afinal, Paulo Duarte, o treinador do emblema gaulês.
Foi já ao serviço do Lille que Corchia finalmente chegou à selecção francesa. Em Agosto de 2016 foi convocado para os jogos da selecção francesa perante a Itália e a Bielorrússia, este, a contar para a fase de qualificação para o Mundial 2018, mas só meses mais tarde acabou por realmente se estrear pela selecção gaulesa quando substituiu Djibril Sidibé num jogo amigável perante a Costa do Marfim que terminou empatado a zero. Corchia jogou 20 minutos nesses jogo, naquele que foi o culminar de todo um percurso a nível das selecções francesas. Entre os escalões Sub 17, Sub 18, Sub 19 e Sub 21, Corchia foi internacional francês em 50 ocasiões tendo estado presente no Europeu Sub-19 de 2009, bem como no Europeu Sub-21 disputado em 2011.
Durante anos, Sébastian Corchia foi destacado como o futuro lateral direito da selecção francesa, algo que até hoje ainda não se confirmou. A passagem por Sevilha acabou por ser também um passo atrás na carreira, encontrando-se com as lesões que até então nunca o haviam atormentado. A afirmação de Jesús Navas na ala direita bem como a chegada de Aleix Vidal retiraram espaço ao francês no 3-5-2 de Pablo Machín e parece ser ao serviço do Benfica que Corchia se irá tentar reencontrar com todo o seu potencial."

No Sevilha não confiaram nele

"Sébastein Corchia é um jogador que chegou com grandes expectativas a Sevilha, há pouco mais de um ano. Porque a direcção desportiva, sobretudo com Monchi no cargo, o tinha seguido durante vários anos. Quando chegou, o treinador de então, Eduardo Berizzo, não confiou nele e preferiu escolher Gabriel Mercado para o sector direito da defesa. Tanto é que Corchia jogou muito pouco com Berizzo. E quando chegou o novo treinador, Vincenzo Montella, o francês lesionou-se e esteve seis meses sem jogar. Quando, finalmente ficou disponível para jogar, Jesus Navas era o dono do lugar e Montella não abdicou dele. Do pouco que se viu de Corchia deu para perceber que se trata de um defesa com clara vocação ofensiva e que fazia bons passes. Sinceramente, sai do Sevilha porque com a contratação de Alex Vidal e a permanência de Navas, Corchia ficou sem lugar. Não jogou no Sevilha por não ter qualidade? Não se sabe. Simplesmente jogou pouco por falta de confiança dos treinadores que teve e devido às lesões."

Ignacio Cáceres Dastis, in A Bola