Últimas indefectivações

sábado, 2 de outubro de 2021

Ironias!


"Lembram-se das grandes noites europeias do Benfica de Koeman no Estádio da Luz?

Não me leve a mal, mas julgo que bem merecia Jorge Jesus o conforto e o orgulho de uma noite como a que viveu, quarta-feira, na Luz, com a indiscutível vitória europeia do Benfica sobre o Barcelona. O treinador do Benfica tem sido alvo de tanta critica (algumas justas, outras absolutamente injustificadas) que nada melhor do que um jogo como o que a equipa encarnada fez na 2.ª jornada da poderosa Champions para travar aquela parte da critica que parece não ter memória, mas tem, muitas vezes, inaceitáveis e incompreensíveis dois pesos e duas medidas. Tivesse Jorge Jesus alguma vez dito que mandou os seus jogadores defenderem em 5x4x1 e eles recusaram, como disse o jovem Rúben Amorim, e  certamente teria sido crucificado na praça pública.
Pior: se Jorge Jesus dissesse que tem de falar com o presidente porque se a mensagem não passa e os jogadores não fazem o que ele quer, então não está ali a fazer nada, como disse agora o precipitado e perdido Sérgio Conceição, bom, é muito provável, no mínimo, que lhe exigissem a demissão!
Tem Jorge Jesus tido ao longo da carreira, sobretudo depois de chegar, em 2009, ao Benfica, muitos momentos em que o que disse jogou muito contra ele. Inquestionável. Quando se ganha, o que se diz tem menos importância, é verdade, e o que Jesus foi dizendo teve sempre menos importância quando venceu. O pior é quando perde, como aconteceu com o resultado da última temporada, sobre a qual ainda hoje se fala como se a má época do Benfica tivesse sido apenas resultado da incompetência de jogadores e, sobretudo, do treinador.
Sejamos claros: uma coisa é considerar-se que a pandemia não foi a única culpada da má época dos encarnados, e obviamente não foi! Outra é ignorar-se, pura e simplesmente, as consequências da pandemia no que o Benfica fez, ou não conseguiu fazer. E isso é incompreensível.
Para criticar Jorge Jesus, realmente tudo serve. Critica-se pelo que faz e pelo que diz; pelo que não faz e pelo que não diz; pelo que achamos que quis dizer; pelo que nos parece que devia fazer. Se Jesus disse que jogar com o V. Guimarães é o mesmo que jogar com o Barcelona, ninguém se dá ao trabalho de acreditar (ou interpretar) que Jesus queria dizer que para o Benfica o modo de encarar cada adversário tem de ser o mesmo e a atitude tem de ser igual.
Se Jesus lembra que o mais importante para o Benfica é o campeonato, e é, está a ser redutor e a pensar pequeno, porque a Europa é que interessa. Mas os treinadores dos grandes, sela ele Sérgio Conceição ou Ruben Amorim, dizem o mesmo, e nesses casos já parece, compreender-se. Experimentem Rúben Amorim, Sérgio Conceição ou Jorge Jesus chegar aos Oitavos de final da Champions e acabar o campeonato em 2.º ou 3.º e verão o que lhes acontece...

A propósito desta grande noite europeia do Benfica talvez não seja má ideia lembrar a profunda ironia que a vida, e no caso o futebol, por vezes nos reserva.
Algumas das mais notáveis e inesquecíveis noites europeias vividas na Luz (e não só) nos últimos 15 anos, sensivelmente, tiveram como grande protagonismo entre as águias precisamente Ronald Koeman, o treinador neerlandês que viveu agora o pesadelo que viveu e parece à beira de colapsar como líder do Barça!
Por que será Koeman tão pouco lembrado na Luz? Talvez por não ter sido campeão nacional - chegou até a ser acusando de só se preocupar com as competições europeias em beneficio da sua carreira. Um disparate! Com Koeman, no final de 2005, o Benbfica venceu um grande Manchester United numa épica noite na Luz, por 2-1, enfrentando Van der Sar, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Ryan Giggs, Wayne Rooney, van Nistelrooy e... Cristiano Ronaldo (!!!) e esse mesmo Manchester United nem consegui qualificar-se no grupo das águias. E nos oitavos de final, já em 2006, o Benfica de Koeman só fez cair (1-0 na Luz e 0-2 em Anfield) o Liverpool então de Sami Hyypia, John Arne Riise, Xavi Alonso, Dietmar Hamann, Morientes, Steven Gerard entre outros... e não sendo o Liverpool de hoje, era o Liverpool e o Liverpool é sempre o Liverpool! Ironia das ironias, o Benfica de Koeman viria a cair nos quartos de final dessa Champions aos pés do Barcelona de Frank Rijkaard, Xavi, Iniesta, Ronaldinho Gaúcho, Deco, Samuel Eto'o, com 0-0 na Luz e derrota por 2-0 na Catalunha.
Para quem viveu o que viveu no Benfica, abatendo Man. United e Liverpool numa época, nada de mais irónico para Koeman do que voltar à Luz para viver, afinal de contas, um dos maiores pesadelos de que terá memória como treinador.

Enquanto isso, para Jesus, esta grande vitória não pode, evidentemente, deixar de ter um saborzinho especial, sobretudo pelos constantes ataques de que tem sido alvo, por ter cão e por não ter. Como ele sublinhou, vale, porém, apenas três pontos e esses três pontos podem vir até a valer de pouco quando chegar a altura de fazer as contas finais do grupo. Mas isso, logo se vê.
O mais importante, julgo, será Jesus poder mostrar que está a conduzir a equipa num bom caminho e que foi absolutamente fundamental fazer os ajustes que fez no plantel, porque, há um ano, o Benfica e jesus não foram capazes de resolver, de uma só vez, todos os problemas que o plantel já tinha. E todos viam os problemas que tinha, menos os que não queriam ver!
Há um ano, talvez Jorge Jesus esperasse, com mais um ou outro jogador que acabou por não chegar, resolver os problemas do plantel encarnado e, sobretudo, os mais que evidentes desequilíbrios que esses problemas provocavam na equipa e na sua forma de jogar. Como se viu.
Os problemas, como agora todos reconhecem, apenas deixaram, em grande parte, de estar lá porque o Benfica tem agora João Mário, e pode, entretanto, assumir nova fórmula com a chegada de um jogador com as características e a qualidade de Yaremchuk (o que ele dá à equipa, e o que ele permite, em particular, a Darwin e a Rafa). Mas se é assim, temos forçosamente então de reconhecer o trabalho que Jesus tem vindo a fazer, sem esquecermos com terá vindo, também, a ser tão difícil, com tanto vento contra, melhorar a afinar (com a chegada tardia de Lucas Veríssimo, apenas em Janeiro deste ano) aquilo que é mais difícil de conseguir numa equipa de futebol, que é o seu processo defensivo.
Hoje, numa ou noutra equipa, como aconteceu agora com o FC Porto (sem Pepe e sem Mbemba), ou antes com o Sporting, que tinha ficado, frente ao Ajax, sem Coates e sem Pedro Gonçalves, não falta quem procure atribuir, e talvez bem, a esse tipo de ausências boa parte da razão dos insucessos. Mas não me lembro, com toda a fraqueza, de ver alguém ter sido compaixão com o Benfica de Jesus quando chegou, por exemplo, à meia-final da Taça da Liga, perdida (1-2) para um forte Braga, com uma defesa composta por João Ferreira, Todibo, Jardel e Franco Cervi!!! Como se sabe, nem foi por causa da pandemia: foi talvez por Jesus ser... um incompetente!

A magnífica vitória do Benfica teve, entretanto, nuances bem interessantes. Desde logo, a felicidade encarnada de marcar aos 2 minutos, quando o jogo ainda nem era jogo. Depois, quando o Benfica mais abanou, aquele corte providencial de Lucas Veríssimo, a salvar, autenticamente, dois golos (!!!), o que o adversário não marcou e o que a águia não sofreu, se me faço entender, porque aquele golo do Barça talvez virasse o jogo do avesso...
Ambicioso, mas correndo, como se viu, riscos, Jesus venceu, porém, a aposta na fórmula usada, sobretudo porque Weigl e João Mário, mais o trio de centrais, e um Rafa de grande compromisso defensivo, foram magistrais, na noite em que Darwin acabou iluminado pelas tremendas características que tem e que deverão fazer dele, aposto, mais um ou dois anos, não tenho qualquer receio de o afirmar, um dos melhores, mais contundentes e ferozes avançados do mundo, talvez rendendo ao Benfica, se a economia recuperar o que se espera, nova cifra recorde!
Volto, porém, um pouco atrás para sublinhar, ainda mais, a exibição de João Mário, para mim, melhor em campo pela segunda parte verdadeiramente soberba, diante de um Barça que está num sempre difícil processo de reconstrução, mas que tem, como se viu, equipa e jogadores capazes de fazer muito e bem com a bola, e bem menos, e muitas vezes mal, sem ela. O que se compreende com facilidade.
Volto, por fim, a morder a língua, para reconhecer como parecem, agora, profundamente desajustadas muitas das criticas que eu próprio fiz ao patinho feio desta águia de Jesus, um Gilberto que voltou a entrar muito bem no jogo. Tome-se nota: no golo do Rafa, sabem onde ele estava? Na linha da pequena área do Barcelona. E não foi Gilberto que surgiu a cabecear a bola, também à entrada da pequena área dos catalães, para Dest fazer penálti?!
Caro Gilberto, creio, com sinceridade, que terá muito mais futebol do que julguei ver. Habitue-se: em Portugal, somos uns impacientes e temos um bocado a mania (mea culpa, pela parte que me toca) que percebemos muito de futebol.
Tenha lá paciência!..."

João Bonzinho, in A Bola

Bastidores: Barça...

Mau jornalismo


"Num contexto e que se anteviam dificuldades, fomos a Guimarães demolir o Vitória, fazendo, na primeira parte, os melhores 45 minutos da época na opinião de muitos (que não a minha, pois valorizo mais, pela dificuldade, a primeira parte com o PSV na Luz). Ao intervalo estava 0-2, mas ninguém estranharia se a vantagem fosse de quatro ou cinco golos. Foi uma grande exibição!
Tanto que haveria a perguntar a Jorge Jesus, até por uma questão de pedagogia. Que bom seria perceber melhor o que se passou em campo e quais as razões de tamanha superioridade benfiquista. È que Jorge Jesus tem uma qualidade pouco notada e ainda menos elogiada: gosta de falar de futebol nas conferências de imprensa. Convém é saber colocar-lhe questões pertinentes de âmbito técnico-táctico.
Em Guimarães assistimos, também neste domínio, a mais um festival de oportunidades perdidas. Só a pergunta de Mário Serra, da BTV, incidiu sobre futebol. As restantes, com excepção da referência en passant ao percurso vitorioso do início de campeonato, focaram-se em aspectos laterais laterais ao jogo, procurando-se sempre a polémica por muito artificial que fosse. A técnica é básica: pergunta-se e, independentemente da resposta, o assunto está criado. Foram várias as tentativas, só sobre jogadores foram quatro... E depois o pináculo da cretinice: 'Jorge Jesus a equipa está preparada para quando chegar a derrota?' Será que ainda se lembravam do jogo terminado vinte minutos antes?
Não quero ser desagradável. Se calhar até seriam bons jornalistas caso fossem completamente diferentes dos jornalistas que são, pelo menos a avaliar pelas perguntas colocadas e, sobretudo, pelas que ficam por colocar. É pena, sobretudo para quem gosta de futebol."

João Tomaz, in O Benfica

007: Missão SLB


"Andaram Daniel Craig, Pierce Brosnan, Timothy Dalton, Roger Moore, George Lazanby, David Niven, Sean Connery, Berry Nelson durante décadas a estudar cinema para notabilizar a marca 007 pelo mundo inteiro, e um grupo de jogadores de futebol vem agora transformar por completo o significado do ilustre código? No lugar deles ficaria chateado. Se fossem o Taremi e o Otávio, que têm formação em teatro, seria mais fácil de aceitar. Assim, verem-se ultrapassados por malta que a melhor coisa que sabe fazer é marcar golos a mais do que os adversários, imagino que deve custar.
Um dia destes fui dar um passeio ali à Mongólia, perguntei no meu melhor mongol possível se eles lá sabem o que era o 007, e a resposta foi pronta: 0 derrotas, 0 empates e 7 vitórias do Benfica.
O mundo já nem sabe bem se o James Bond era um agente secreto ou uma bebida de whiskey. Por outro lado, o triunfo do Benfica em Guimarães, que selou a sétima vitória consecutiva na Liga, não passou despercebido a ninguém. A sorte destes actores e de Ian Fleming, o criador da icónica personagem, e que, se tudo correr bem no domingo com o Portimonense, então o novo código afamado passa a ser o 008, voltando o 007 ao sentido original. Por isso, os donos da marca podem estar sossegados, porque já falta pouco para voltarem a obter receitas de bilheteira.
Este arranque no campeonato foi bom, mas não podemos embandeirar em arco (sempre sonhei utilizar esta expressão numa crónica), achar que ninguém nos para, pensar já que o Yaremchuk vai superar o recorde de golos do Peyroteo e ficar convencidos de que é uma questão de tempo até criarmos o código 0034. É claro que nada disto me passa pela cabeça Juro."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Discursos de júbilo, exposições esperançosas, palavras de resignação, intervenções sagazes, reflexões afiadas e análises assim-assim. Escrevo em noite de janela aberta para o suspense, sem bolas nem derivados, sob o domínio do frenesim do apuramento dos resultados das Autárquicas neste pedaço de terra continental e insultar que canta, sente e vive a saudade como provavelmente nenhum outro.
É inexorável, de vencedores e vencidos se faz transversalmente a historia, da política ao desporto, onde o 'V' de vitória está precisamente gravado a ouro nas páginas do Benfica que retratam e contam as peripécias dos primeiros objectivos desta época nas modalidades de pavilhão.
Pela 6.ª vez, a equipa feminina de futsal venceu a Supertaça, em Viseu. Mais do que essencial no prolongamento da linha de sucesso das tetra-campeãs nacionais, Ana Catarina foi gigante a trancar a baliza encarnada e a defender a importância do golo rubricado pela capitã Inês Fernandes. Confesso dei por mim a ver e a rever de enfiada as tão (merecidamente) elogiadas paradas da internacional portuguesa, até que um sorriso, uma pergunta retorica e uma constatação me interromperam o pasmo. E novidades? Ana Catarina é a Melhor d Mundo em título! O ensinamento está, pois, para lá desta colina e abraça a singular mistura de sentimentos: saudades, sim, sintamo-las, sobretudo, de quem está connosco. Hoje e sempre. Obrigado, Ana Catarina, por esta lição!
Uma semana depois, robustecendo a sua ligação ao infindável enriquecimento do espólio do Museu do Clube, a equipa feminina de basquetebol juntou uma inédita Supertaça, em Coimbra, aos originais êxitos no Campeonato Nacional e na Taça de Portugal na temporada passada. Na comemoração de novo sucesso, retenhamos o reforço do que fora expresso aquando da conquista no futsal e que é sentido por quem (se) galvaniza nas quadras: 'Já tínhamos saudades de jogar para os adeptos. Jogámos e ganhámos para eles (...) Esperemos que venham mais, com segurança sempre, mas esperamos por mais'. Saudades, sim, vamos lá vivê-las, hoje e sempre, em vez de 'matá-las'!"

João Sanches, in O Benfica

De todos!


"À medida que nos aproximamos do acto eleitoral, é notória a intenção unificadora de Rui Costa. O presidente do Benfica tem feito tudo para enquadrar as solicitações que têm sido feitas, designadamente por grupos de sócios descontentes com o processo eleitoral anterior.
Sendo legítimos tais cuidados, interessa também reflectir sobre outros aspectos que reforcem e protejam a tradição democrática do clube. Por exemplo: o modelo de assembleia geral, que continua a ser o mesmo do século passado.
Para o bem e para o mal, o mundo é hoje bastante diferente. As redes sociais (e não só) trouxeram a democratização do acesso à opinião, mas, com ela, a banalização do insulto. Há uma veemência crescente no modo como as pessoas pretendem exigir aquilo que julgam ser os seus direitos. E uma violência extremada na manifestação de opinião e verbalização de críticas. Sendo o futebol uma área particularmente sensível à conflitualidade, a discussão em seu redor tornou-se frequentemente sectária, incendiária e insultuosa. Se, com o Benfica a vencer, as assembleias já são o que são, no dia em que perdermos em campo, corremos sérios riscos institucionais, e até físicos.
Há também um evidente problema de representatividade quando a reunião magna não fomenta a participação de muitos sócios espalhados pelo país e pelo mundo. Tal deixa o clube permeável à representação desproporcional de um ou mais grupos organizados, que, no limite, até podem ser manipulados a partir do exterior. Há cinquenta anos não haveria esse risco. Hoje há.
O Benfica é de todos os sócios. Não apenas daqueles que gritam que é deles."

Luís Fialho, in O Benfica

O triplete


"Depois do futsal, o basquetebol. Não sei se as nossas equipas femininas que conquistaram os respectivos campeonatos têm um pacto, mas a verdade é que já cá cantam duas. Jogámos duas finais de Supertaça e vencemos ambas. Primeiro, foi a nossa equipa de futsal, em Viseu. No passado fim de semana, foi a vez de a nossa equipa de basquetebol vencer, em Coimbra, conquistando a primeira do seu palmarés. Aliás, no basquetebol, a nossa equipa feminina fez uma época de sonho, conquistando um inédito triplete - Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça. Orientadas pelo professor Eugénio Rodrigues, as nossas 14 atletas foram briosas e exemplares. Apesar de algumas saídas de peso, sobretudo as duas norte-americanas (Japonica James e Altia Anderson), a verdade é que nos reforçamos muito bem. Sobretudo com quatro contratações: a brasileira Raphaella Monteiro, a norte-americana Taylor Peacocke, a mexicana Myriam Lara Ackerman, e a portuguesa Carolina Rodrigues. Como tinha avisado o nosso treinador, o jogo frente ao V. Guimarães não iria ser nada fácil. Ganhámos por apenas dois pontos e com um final de jogo de enorme suspense. Eugénio Rodrigues voltou a ter olho de águia, na reta final do jogo, e fez nos vibrar. Impressiona, sobretudo, o seu pragmatismo - jogar como se fosse a última vez. Ganhar como se fosse a primeira! É este o mote da equipa. Eugénio Rodrigues é conhecido pela sua competência e pela forma como passa a mensagem a todas as suas pupilas, no dia em que não vencermos, porque ninguém vence sempre, que tenhamos feito o suficiente para que esta Nação Benfiquista tenha orgulho em nós. Seguem-se o polo aquático, dia 16 de Outubro, em Felgueiras, e o hóquei em patins, dia 23 de Outubro, em Alverca."

Pedro Guerra, in O Benfica

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Mente sã em corpo são!


"Longe vão os tempos em que a Europa institucional e política via o desporto unicamente como uma forma de afirmação de capacidade dos povos e apregoava através dele grandes ideias de cidadania, carácter e valores. Fazia-o deste modo e bem, a um tempo porque permite, um tempo de paz, a afirmação competitiva das nações e alimenta o seu orgulho, aumentando a sua coesão identitária e a união interna. Fazia bem, ainda, porque são inegáveis tanto o potencial como a obra do desporto na construção ética da humanidade. Mas nos dias de hoje isso não basta. Por diversas ordens de razões, de que saliento duas nestas linhas. Em primeiro lugar, a necessidade de coesão interna e de afirmação do projeto europeu, para lá do ecossistema económico, pela união dos povos e irmandade das nações europeias unidas sob uma mesma bandeira, capaz de progredir harmonicamente, defender-se e inspirar o mundo. Esta mesma construção atravessa tempos difíceis, e o poder agregador do desporto pode, evidentemente, ser capitalizado para uma construção europeia próxima dos cidadãos. Em segundo lugar, porque a antiquíssima equação popular 'mente sã em corpo são' estava longe de se democratizar para lá das elites e das camadas mais jovens da população. Hoje, o aumento da esperança de vida e o da participação cidadã produziram em conjunto e necessidade de um envelhecimento activo, feliz, saudável e, até, de um cada vez mais falado papel produtivo à luz das novas possibilidades tecnológicas e dinâmicas económicas. Não estranhemos, pois, que um Benfica, que é e promove tudo isto, encontre caminhos inovadores para devolver o futebol aos mais velhos de nós e seja por isso celebrado numa Europa com futuro."

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"1
A época da equipa feminina de basquetebol começou como terminou a anterior, a ganhar! Mais uma conquista inédita desta vez a Supertaça;

2
Em Guimarães, Yaremchuk bisou pela 1.ª vez de águia ao peito, Rafa fez 2 assistências, e João Mário marcou pela 2.º ocasião ao serviço do Benfica. Com o Barcelona foi Darwin a bisar;

6
Darwin bisou pela 3.ª vez na temporada e lidera o ranking dos goleadores benfiquistas, com 6 tentos. Segue-se Rafa, autor de 5 golos, e Yaremchuk, com 4. No capítulo das assistências, Rafa e Weigl têm 3, e um quinteto, do qual o avançado ucraniano faz parte, com 2 cada;

7
Melhor não se poderia pedir neste início de campeonato: 7 triunfos consecutivos nas 7 jornadas iniciais é um registo conseguido apenas pela 5.ª vez em 88 edições da prova. As vezes anteriores ocorreram em 1942/43, 1972/73, 1980/81 e 1982/83.

13
Em 100 temporadas com pelo menos 13 partidas disputadas em competições oficiais, o Benfica não sofreu qualquer derrota nos primeiros 13 jogos pela 11.ª vez. Nestas 11 temporadas, só por 3 vezes conseguiu um mínimo de 11 vitórias: 13 em 1982/83, 11 em 1971/72 e 2021/22 (todas as competições oficiais, incluindo regionais);

19
Golos no campeonato nas primeiras 7 jornadas. Desde o início dos anos 90, esta marca só por 1 vez foi superada, em 2009/10 (24) e houve outras temporadas com este registo à 7.ª ronda, todas sob a orientação de Jorge Jesus (2011/12, 2012/13 e 2014/15);

50
Jogos 'oficiais' de Darwin pelo Benfica (em Guimarães), nos quais assinou 18 golos e 11 assistências. Após o desafio com o Barcelona, tem 20 golos;

80
Rafa passou a figurar no top 80 dos futebolistas com mais jogos pelo Benfica na equipa de honra (incluindo particulares). É o 78.º com 216 (62.º nos golos, com 53)."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - Noite europeia à Benfica, de que todos tínhamos saudades. Intensidade forte no grande palco da Champions que se vai cinzelando com exibições como esta, numa vitória concludente sobre o Barcelona que, por muitas voltas que queiram dar, é sempre uma grande equipa. Foi só uma vitória. Foram só 3 pontos. Sabemos bem que o caminho árduo ainda agora começou, mas fica uma certeza: vamos olhos nos olhos com quem vier.

2 - Na defesa do espírito democrático que marca a sua História e no enaltecer dos valores da salutar discussão e debate de ideias que engrandecem o Sport Lisboa e Benfica, as plataformas de comunicação do Clube vão continuar para que cada uma das listas candidatas às eleições de 9 de Outubro possa dar a conhecer os seus projetos e ambições.

3 - Nesta edição do jornal O Benfica é possível conhecer em detalhe quem é quem nas listas de cada candidato à Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Direcção do Sport Lisboa e Benfica. Para a semana, será a vez de as candidaturas de Rui Costa e Francisco Benites poderem explanar os seus programas eleitorais, o que constituirá mais uma oportunidade para que os sócios conheçam em detalhes de ideias quanto ao futuro do Benfica.

4 - Ao longo da próxima semana, haverá entrevistas individuais na BTV - na segunda e na terça-feira - e um debate entre os dois candidatos na quinta-feira, da semana serão emitidos na BTV tempos de antena da responsabilidade de cada uma das candidaturas. Para além disso, a newsletter de 8 de Outubro, sexta-feira anterior ao dia das eleições, será dedicada aos programas eleitorais de cada lista. Por fim, o site do Sport Lisboa e Benfica terá também um espaço próprio dedicado ao período eleitoral. O tempo é de participação e esclarecimento. E aqui estamos a responder à chamada!"

Pedro Pinto, in O Benfica

Fever Pitch: Rivais...

(...) conta-nos uma verdade lapalissiana: não há Maradonas na arbitragem


"Digo muitas vezes e repetirei as que forem necessárias: não há Maradonas na arbitragem.
Esta verdade lapalissiana resulta do facto do futebol não ser um jogo matematicamente mensurável.
Há nele uma forte componente humana - não se esqueçam que estão vinte e dois jogadores e quatro árbitros em campo -, o que torna impossível objetivar todas as variáveis que acontecem nas quatro linhas.
Na verdade, todos percebemos isso se nos posicionarmos à distância certa, mas essa convicção racional parece durar apenas até ao primeiro lance controverso. Até àquela decisão mais polémica, que penaliza uns ou desagrada a outros.
Aí acontece o que chamo de "efeito super-herói": o eu de cada um - compreensivo e tolerante - dá lugar a uma espécie de alter ego, onde emerge o outro eu, o indignado, ríspido e insultuoso.
"O Futebol Explicado no Relvado", livro que na quinta-feira tive o privilégio de lançar na presença de muitos amigos e de profissionais que prezo e admiro, tenta de algum modo sensibilizar as pessoas para essa realidade.
Claro que contém explicações técnicas e até conselhos práticos sobre a forma como devem ser decididas situações mais sensíveis, mas subjacente a elas está a tentativa em mostrar que no futebol há momentos que são literalmente impossíveis de carimbar.
Por muito que isso custe a aceitar, essa é que é a realidade.
Como sabemos, a indústria que hoje move o desporto que todos gostamos é enorme, envolve valores pornográficos e dá trabalho a milhões de pessoas. A verdade que produz devia ser mais factual, mais clara e objetiva. Estamos de acordo.
Mas num jogo assim, tão humano e terreno, isso não é possível. E como não é possível, a uma única forma de o manter forte e capaz é respeitá-lo, sem nunca deixar de procurar que ele seja mais transparente e verdadeiro.
O futebol pode ter árbitros competentes, jogadores de exceção, treinadores de topo e dirigentes qualificados. Se por detrás de cada um deles não estiver uma pessoa de bem, um homem íntegro ou um ser humano sério, jamais será um jogo justo.
Neste jogo, a competência técnica é fundamental, mas a dimensão humana é transcendente.
Essa dimensão é muitas vezes testada na ressaca de uma má derrota, em momentos de maior pressão ou perante a consequência tantas vezes injusta de um resultado menos conseguido. É aí que vemos de que calibre são feitos aqueles que são o rosto maior da indústria.
Um livro com explicação de regras ou de lances mais complicados nunca fará sentido se a única regra que as pessoas procuram é a da vitória a todo o custo.
Temos que caminhar aos poucos mas em passos firmes, para a construção de um ambiente mais tolerante, mais elevado e com maior respeito entre todos os que estão nesta atividade.
O que acontece em campo é estritamente desportivo e deve ser sempre avaliado e escrutinado nessa perspectiva. O que acontece cá fora é e será sempre pessoal, por muito que seja escrito ou falado no desempenho da função.
Como escrevi no início desta crónica, o futebol é um jogo demasiado humano. Tudo o que nele acontece - da decisão do árbitro à opção do treinador - é, acima de tudo, pessoal.
São as pessoas que têm que ser boas para que os profissionais sejam de exceção.
Tudo o resto... é bola.
Só bola."

Rescaldo: Sporting - Benfica (fem)

FIFA22

Todos ao estádio. Todos aos pavilhões.


"Chegou o tão aguardado fim das restrições no que concerne à utilização da capacidade de estádios e pavilhões, mantendo-se regras de acesso e permanência que devem ser respeitadas.
Há muito que sentíamos falta de poder apelar aos Benfiquistas que encham estádios e pavilhões pelo país fora para ajudarem o Benfica a ganhar. A força dos Benfiquistas, manifestada através do fervoroso e indispensável apoio, é uma marca indelével do nosso sucesso ao longo da história.
E são muitas as nossas equipas em ação neste fim de semana cujas possibilidades de triunfo, agora que mais Benfiquistas poderão juntar-se a elas, certamente serão mais elevadas.
Assim, destacamos o desafio com o Portimonense, domingo, às 18 horas, no Estádio da Luz, a contar para a Liga Bwin. O brilhante triunfo na Liga dos Campeões ante o Barcelona e os sete triunfos consecutivos desde o início do Campeonato, que proporcionam a liderança isolada nesta prova, em nada influenciam o jogo com a equipa algarvia. Há três pontos em disputa e queremos conquistá-los, sabendo que do outro lado estará uma equipa empenhada em contrariar as nossas pretensões.
Amanhã, no voleibol, haverá um troféu em disputa. Trata-se da Supertaça e o adversário será o Sporting. O jogo terá lugar em Santo Tirso e está agendado para as 17 horas. Os comandados de Marcel Matz estão empenhados em trazer mais uma taça para o Museu Benfica – Cosme Damião, seguindo o exemplo das nossas equipas femininas de basquetebol e futsal, já vencedoras da Supertaça na presente temporada.
Hoje, às 18h30, há jogo de basquetebol, em Groningen, nos Países Baixos. Trata-se da partida decisiva de apuramento para a fase de grupos da FIBA Europe Cup, tendo o Benfica por adversário o Donar local.
Ao longo de sábado estaremos também em campo no râguebi, frente ao RC Montemor (15h00), no andebol com o ABC, em Braga (15h00), no futsal (feminino), na Luz, ante o Chaves (17h00), e no hóquei em patins (visita ao Valongo, às 18h30). No futebol, haverá dérbi dos Sub-19 no Benfica Campus e a equipa feminina enfrentará o Amora, na Tapadinha, a partir das 16h45.
Domingo, às 14h00, a nossa equipa B defronta o Chaves e os Sub-23 têm compromisso agendado com o Portimonense para as 21h00. Ambas as partidas realizam-se no Benfica Campus. Há ainda os jogos, na Luz, das equipas femininas de voleibol (AVC Famalicão, às 16h00) e hóquei em patins (CACO, às 18h30), e do basquetebol feminino, em Guimarães, às 11h00.
Serão muitas as oportunidades para estarmos juntos das nossas equipas, ajudando-as a alcançarem as desejadas vitórias.
Vamos, Benfica!"

Falta de stock !!!


"Portugal acordou com falta de stock em Rennie.
Como seria de esperar, poucos minutos foram necessários após o embate que opôs o Barcelona ao Benfica para que a azia da comunicação social portuguesa fizesse eco nos jornais e TVs de todo o país, em todo o seu explendor, tão célere e prepotente em menosprezar a exibição do Benfica e em inferiorizar o adversário - neste caso o Barcelona - reduzindo-o, com escárnio, a um qualquer Canelas desta vida.
Nada que já não soubéssemos que iria acontecer.
Vejamos:
O FC Porto consegue um empate frente ao Atlético de Madrid que, relembramos, tem 14 pontos com UM jogo a mais à condição que o Barcelona, sendo que se o Barcelona ganhar o jogo em atraso passa para a frente do Atlético de Madrid, somando 15 pontos, e toda a Comunicação Social se apressou em rasgar de elogios o FC Porto.
- "ADN à Porto".
- "Grande Porto".
- "Porto de gala".
Podia ler-se nos jornais e ouvir-se em plena TV. A seguir leva chapa 5, silêncio absoluto.
O Sporting CP perde os 2 primeiros jogos na Champions (um dos quais com chapa 5), num grupo onde a Comunicação Social dizia ser o mais fácil dos clubes portugueses, e assistimos a manchetes e tiradas como:
- "Leão cai de pé e mostra melhorias".
- "Leão está de volta".
- "Sporting mais forte".
Entre uma panóplia de baboseiras de vitórias morais.
Benfica massacra Dynamo Kiev mas não consegue ir além do nulo por falta de eficácia, cai tudo em cima do Benfica.
Benfica goleia o Barcelona, clube que apenas tinha UMA derrota esta época frente ao FC Bayern Munich, e assistimos a uma debandada de azia descomunal por parte dos jornalistas e comentadores desportivos portugueses que faz corar de vergonha qualquer jornalista estrangeiro.
David Borges, esse, não conseguiu esconder a sua azia e perdeu a noção de onde estava e de quem falava. Nós compreendemos, não deve ser fácil ver o clube do seu coração levar chapa 5 e depois ver o rival que mais odeia golear um grande da Europa. Diz ele que "metade da equipa do Barcelona são juniores" e que "deve-se falar do quão fraco é o Barcelona quando se fala da vitória do Benfica".
Fact Check:
A média etária do plantel do FC Barcelona é de 25,3 anos. ✅
O plantel do Barcelona está avaliado pelo triplo em relação ao plantel do SL Benfica. ✅
O Barcelona somou apenas a 2 derrota da temporada, tendo a outra sido contra o Bayern Munich. ✅
Se este Barcelona de juniores, frágil e doente ganhar o jogo em atraso da liga espanhola, ficará à frente do colosso Atlético Madrid. ✅
É muito triste o que se passa em Portugal e em particular no futebol português.
Quando temos pessoas colocadas estrategicamente na comunicação social para denegrir uns e elogiar outros, fica tudo muito bem explícito para todos de como funciona o modus operandi deste país no que ao Benfica diz respeito.
Porto empata = Estofo europeu.
Sporting perde = Leão cai de pé.
Benfica goleia = Adversário muito frágil.
É esta a comunicação social que temos e que combatemos diariamente."

Tsunamis!!!


"Enrolado num tsunami de azia, Paulo Baldemerda conseguiu escrever este tweet.🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Perigoso fanático este senhor que é um dos mais influentes peões da Jihad Anti-Benfiquista na Comunicação Social.
O Calor da Noite até pode apanhar 5 do Liverpool, 10 do Cascalheira de Baixo. O Benfica ganhar é que os deixa fora deles. Será sempre assim e eles simplesmente não conseguem viver com esta pequenez. É lidar."

Benfica After 90 - Barcelona...

Jogar em Casa #3 - Fernando Pimenta

Jogar em Casa #2 - Zé Soares

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Noite à Benfica!


"Que grande noite europeia se viveu ontem no Estádio da Luz!
Ambição, confiança, solidez e magia em campo, acompanhados do indispensável apoio fervoroso nas bancadas, foram os predicados que permitiram à nossa equipa construir um triunfo robusto, por 3-0, ante o Barcelona, crónico candidato à conquista da Liga dos Campeões.
A nossa equipa fez uma exibição brilhante frente a um adversário muito difícil, demonstrando, assim, a firmeza dos passos dados na construção de uma identidade e afirmação europeias.
Tal como ficou expresso ante o Barcelona, enfrentamos qualquer adversário com a ambição de vencer. Esta é a atitude indispensável à procura dos melhores resultados possíveis.
Para Jorge Jesus, este foi um "grande jogo coletivo da equipa". O nosso treinador reconheceu que "tivemos um bocadinho da sorte no jogo" numa partida em que "foi quase tudo perfeito" para as nossas cores, destacando ainda a "organização defensiva" como fator-chave na conquista dos três pontos.
O ambiente infernal vivido no Estádio da Luz contribuiu, também decisivamente, para o triunfo benfiquista. Weigl explicou que "a atmosfera no Estádio levou-nos mais além" e João Mário considerou o "ambiente espetacular" e que os adeptos "foram incríveis e ajudaram contra uma grande equipa".
Darwin, autor de dois golos, evidenciou "a grande vitória para a equipa" e Rafa, o marcador do outro golo benfiquista, relevou o excelente momento coletivo: "Estamos muito bem e temos de continuar assim."
Essa continuidade poderá ser expressa já no próximo domingo, em que seremos os anfitriões do Portimonense, o atual sexto classificado da Liga Bwin. Um jogo que ficará marcado pelo regresso, em pleno, do público às bancadas, uma medida que saudamos e há muito desejávamos.
Desafiamos os Benfiquistas a estar presentes para uma tarde de futebol no inferno da Luz como gostamos, com o Estádio repleto, e para ajudarmos a nossa equipa a alcançar mais três pontos."

A evolução de Weigl – O quarto equilíbrio e a gestão da posse


"O médio alemão é finalmente indiscutível no jogo do Benfica. Mas, o que mudou?
Jorge Jesus referiu que hoje, Weigl já percebe melhor o que o treinador quer do seu médio defensivo. Mas, há mais factores para lá do conhecimento que permitem o emergir de Weigl, e todos relacionados com a forma como, e ao contrário da temporada passada, Weigl está menos exposto e mais protegido pelo coletivo… e por novas individualidades no Benfica.
O ponto de partida para o incremento do rendimento de Weigl é desde logo a mudança de sistema tático. Com três centrais, deixa de ser o “6” a ter a responsabilidade de integrar linha defensiva quando um dos defesas sai na bola. O espaço largo que sempre se abre entre lateral e central, e que tantas vezes força o médio defensivo a aparecer para dar cobertura, ou que ocupado por um dos centrais, obriga o “seis” a ocupar a posição central da defesa, já não existe. A linha de cinco cobre mais largura, e o seis já não tem de se integrar na defesa.
No momento ofensivo, Weigl passa a ser o quarto homem que equilibra a equipa – Três centrais atrás e Julian à frente dos três. Anteriormente era o terceiro equilíbrio – Depois dos dois centrais.
A mudança estrutural tática, reduziu desde logo a necessidade de um campo de ação tão largo como no passado. E é precisamente pelas suas capacidades condicionais (velocidade e força) não serem de topo que o talentoso médio chegou para jogar em Portugal. Caso contrário, jamais jogaria na nossa Liga. Protegido nas suas lacunas pelo novo equilibrio tático da equipa, Weigl beneficia ainda de hoje ter à sua frente o criterioso João Mário. O jogo do Benfica acelera quando chega ao último terço – Tem jogadores de excelência para tal – mas, não acelera fora de tempo – Como é o caso quando Taarabt o força a acontecer, ainda antes da chegada da bola a zonas altas. O critério e gestão que João Mário dá ao jogo ofensivo do Benfica, provoca menos perdas, e consequentemente menos momentos onde é fundamental Acelerar e Marcar oponentes para controlar momento de Transição Defensiva.
Menos exposto taticamente, com menos momentos onde é menos forte para controlar ao longo do jogo – Que lhe permite ter mais energia para reagir – Diferente ter de acelerar 5 vezes na Transição Defensiva, de ter de o fazer por 15! – emerge a sua qualidade em posse. E esta sempre esteve presente no seu jogo, e não é novidade!
Contra o PSV em Eindhoven e contra o Barcelona na Luz, Weigl bateu os seus records do ano em intercepções e recuperações da posse, e foi em ambos os jogos verdadeiramente determinante para o sucesso do Benfica."

Cadomblé do Vata


"1. Não vou ser hipócrita, contava com vitória, mas nunca coloquei a hipótese de enfiarmos 4-0 neles... e o erro no resultado final não é meu, é da UEFA que ainda não considerou "aquele" corte do Veríssimo como golo do SL Benfica.
2. Champions League 21/22: Messi, 180min, 1 golo. Ronaldo, 162min, 2 golos... Darwin Nunez Ribeiro, 116min, 2 golos.
3. "Ah mas o Barcelona não tinha o Messi"... certo, mas o Borussia não tinha o Weigl e ganhou na mesma ao Sporting.
4. Ontem confirmou-se que o Super Slow Motion foi uma grande invenção... na actualidade, é a única forma que as transmissões televisivas têm para acompanhar as arrancadas vertiginosas do Rafa e do Darwin.
5. Com Barcelona a ser atropelado na Luz e à rasca, Koeman vai ao banco e saca de Gavi, Nico e Mingueza... pode parecer estranho mas entendo-o, quem elimina uma vez o campeão europeu com Moretto, Alcides e Beto a titulares, fica convencido que qualquer merda que invente, dá resultado."

Quem é, afinal, o gigante?


"Entrará na história como uma das grandes noites europeias do Benfica das últimas décadas: se é certo que este Barcelona é uma cópia contrafeita do Barcelona a que estávamos habituados, o 3-0 aos catalães é feito de intensidade, de qualidade, de segurança defensiva e bom timing no ataque. Desengane-se quem ache que o Barcelona perdeu este jogo - foi o Benfica que o ganhou

Ver uma equipa portuguesa bater um gigante europeu na Champions não é uma impossibilidade. É uma improbabilidade estatística, é certo, mas já não há aqui Adamastores. Mas a verdade é que essas vitórias são muitas vezes fruto de um qualquer transe competitivo ou de mudanças de estratégia, o que não tem mal nenhum, afinal de contas cada um joga com as armas que tem e nós, queiramos ou não, temos menos que os outros.
Porém, talvez aí esteja a diferença entre a vitória do Benfica esta quarta-feira por 3-0 frente ao Barcelona para outros triunfos surpreendentes da história recente das equipas portuguesas na Europa: o Benfica nada mudou. Jogou com o Barcelona com a mesma estratégia com que joga com o Moreirense, sendo muito bom naquilo em que é habitualmente bom e aproveitando sem piedade na hora e naquilo em que o adversário falhou. Foi a equipa grande num duelo em que o outro é que entrava como o gigante e não nos podemos esquecer que este Barcelona é hoje uma sombra de outros Barcelonas, mas continua a ter um meio-campo com Busquets, De Jong e Pedri.
O Benfica ganhou o jogo logo de entrada, com 10 minutos muito fortes que valeram um golo aos 3 minutos, numa transição ofensiva em que Weigl encontrou Darwin na frente, com o uruguaio a brincar com Eric Garcia antes de fletir para dentro e enganar Ter Stegen com um remate junto ao poste esquerdo do alemão.
E com esse golo, o Benfica ficou confortável no jogo, com e sem bola. Porque lá atrás a defesa estava seguríssima, certa que nem relógio suíço, e mesmo com o Barcelona a pegar no jogo a partir dos 15 minutos, nunca se sentiu o Benfica por algum momento perdido. Pedri e Frenkie de Jong eram por esta altura os jogadores mais perigosos do Barça, o miúdo espanhol como uma espécie de réstia daquilo que já foi o Barcelona e o neerlandês a aparecer incaracteristicamente na área, como quem desespera e percebe que tem de fazer o trabalho de vários homens para levar a sua equipa para a frente.
Mas nem a visão raio-x de Pedri nem o esforço de Frenkie fizeram tremer o jogo posicionalmente irrepreensível do Benfica e mais fácil ficou quando Ronald Koeman, em mais capítulo da descaracterização do Barcelona em curso, recuou De Jong para o eixo da defesa quando, num ato de desespero que só se vê nas cabeças mais perdidas do futebol, percebeu que tinha de tirar Piqué do jogo ainda na 1.ª parte, sob pena de em menos de nada estar a jogar com 10.
A seguir ao intervalo apenas se agudizou a superioridade tática do Benfica, a gerir com todo o à-vontade os ritmos de jogo, com Weigl e João Mário em nível estelar e Rafa na frente carregar na velocidade que, mais minuto, menos minuto, iria fazer desmoronar o Barcelona.
Aos 52’, como que emulando a vida interior da cabeça de cada um dos jogadores do Barcelona e do seu treinador, o habitualmente gélido Ter Stegen saiu amalucadamente da baliza, com Darwin a aproveitar a porta aberta para rematar: a bola foi ao poste, mas a partir dali o Barcelona despediu-se, deixou o palco, entregando o jogo a meros figurantes. E quando Koeman tentou mudar algo, com a entrada de Ansu Fati já quase aos 70’, os encarnados responderam imediatamente com um golo, um remate de trivela de Rafa a culminar uma excelente jogada de ataque, onde as diferenças de qualidade e intensidade de uma equipa para a outra ficaram evidentes.
O timing do 2-0, diga-se, foi excelente para o Benfica, que também fez por merecer aquele momento, porque soube quando acelerar, quando ferir definitivamente um Barcelona sorumbático, sem rumo, que foi vivendo de Pedri e De Jong e, depois da borrada estratégica de Koeman, dos laivos particulares de Memphis, nada que desfocasse uma defesa do Benfica que foi um metrónomo - e é só analisar a quantidade de foras de jogo arrancados pelos encarnados para perceber a confiança e o controlo total do rumo do jogo que o Benfica teve na 2.ª parte.
A grande penalidade cometida por Dest e marcada por Darwin veio só dar outra cor a uma noite europeia de sonho do Benfica, dando-lhe volume e justiça, porque foi o gigante e o adulto em campo, amarrando com o seu futebol vertical, veloz e intenso uma equipa que, por si só, já está em frangalhos.
Mas isso é apenas um pormenor: mais do que uma derrota do Barcelona, esta noite vimos um grande jogo do Benfica, uma vitória limpinha, sem ser preciso olhar a táticas alternativas, a luta, a uma atitude mais ou menos competitiva, a uma estratégia para um jogo só. O Benfica foi o que é e foi, simplesmente, muito superior."

Benfica de gala. O “B” grande foi português


"Um golo a abir, com Darwin como gosta, no ataque à profundidade, deu ao Benfica o que precisava para estar, ainda mais tranquilo no jogo.
Com a sua linha de cinco sempre a controlar a largura e Rafa e Darwin a formarem a linha média, juntando-se a Weigl e João Mário, o Benfica foi mantendo o seu corredor central bem protegido, com as ameaças blaugranas a surgirem em diagonais sem bola dos médios interiores em busca de pedir a bola na profundidade.
E se Yaremchuk se move cada vez melhor em apoio, por ter um conhecimento cada vez mais aprimorado das ideias da equipa e assim se associar com os colegas e dar saída de zonas de pressão, isso só não sucedeu com maior frequência porque Darwin revela no jogo em apoio uma das suas maiores debilidades. Um momento em que fez a equipa perder a posse por diversas ocasiões na primeira parte.
Porque, é nestes jogos em que o nível sobe que se torna, ainda mais importante, o nível técnico e de decisões dos jogadores. E, se dúvidas existissem, o jogo de hoje provou-o para a posteridade. Este Benfica cresce para um patamar onde não estava há alguns anos porque hoje tem, no seu corredor central, elementos que lhe dão outra clarividência de decisões com bola, mesmo quando o espaço se reduz, sendo hoje mais do que uma equipa de vertigem, também uma equipa que descansa em posse, porque a perde muito menos vezes. E repito, mesmo quando o nível sobe.
A juntar a isso, uma solidez defensiva nunca vista na era Jesus na Luz, muito por culpa de uma linha de cinco que controla muito melhor a largura e deixa a equipa menos exposta em transição defensiva do que antes, mas sobretudo porque a qualidade do comportamento da última linha encarnada é muito alavancada pela elevada qualidade individual dos seus elementos, sobretudo os centrais, sempre intratáveis nos duelos. Destaque para Verissimo, exímio no controlo a Depay, tanto nos duelos individuais como no controlo da profundidade.

Homem do Jogo
Longe de ser um primor técnico, Darwin tem características únicas pela forma como ataca a profundidade, com e sem bola. Quando e se melhorar a sua capacidade decisional e habilidade motora pode ser um prodígio. Jesus acredita!"

SL Benfica 3-0 FC Barcelona: Resultado histórico em noite de gala!


"A Crónica: Darwin Endiabrado Afundou (Ainda Mais) Catalães
Frente a um FC Barcelona ferido, mas forte, o SL Benfica entrou praticamente a ganhar na partida e expôs algumas das debilidades espanholas.
Logo ao terceiro minuto, e após um passe logo para as costas culés, Darwin Núñez, descaído para o lado esquerdo do ataque, enfrentou Eric Garcia no “um-para-um” e rematou ao primeiro poste, inaugurando o marcador ainda antes de todos os adeptos estarem sentados nos seus lugares.
O FC Barcelona sentiu o golo, mas depressa reagiu e procurou o empate. Luuk de Jong desperdiçou duas oportunidades claras de golo – uma delas salva por Lucas Veríssimo com um corte inacreditável – e Pedri esteve a centímetros do golo, mas os encarnados continuavam vivos e perigosos no contra-ataque.
Com Darwin e Yaremchuk juntos, o avançado ucraniano, menos móvel, prendia a defesa catalã, permitindo que o jogador uruguaio vagueasse livre.
O início da segunda parte foi semelhante ao primeiro tempo, com o SL Benfica a entrar por cima e a aproximar-se do golo. O FC Barcelona voltou a responder com perigo, mas continuava pouco certeiro na hora de definir. O mesmo não acontecia com as águias, que aproveitaram as suas oportunidades para chegar ao 2-0.
Com 70 minutos decorridos, Yaremchuk combinou com João Mário à entrada da área. O médio não conseguiu finalizar, mas Rafa aproveitou para marcar e aumentar a vantagem. Os encarnados estavam por cima e não demoraram a chegar aos contornos de goleada, com Darwin a bisar da marca de grande penalidade.
O emblema lisboeta conseguiu uma vitoria história, somou três pontos que podem ser fundamentais nas contas do grupo, e afundou ainda mais o FC Barcelona.

A Figura
Darwin Núñez – O avançado uruguaio foi sempre um perigo para a equipa de Barcelona. Com a sua velocidade e irreverência, Darwin foi um autêntico quebra-cabeças que, sem ter acertado sempre na hora da decisão, mostra sinais positivos para o futuro.

O Fora de Jogo
Luuk de Jong – O avançado holandês pouco fez durante os 70 minutos que teve em campo. Luuk de Jong desperdiçou duas das principais ocasiões de golo criadas pelo FC Barcelona e pouco ofereceu na criação da manobra ofensiva catalã.

Análise Tática – SL Benfica
Com o mesmo onze que batera o Vitória SC na última jornada do campeonato, Jorge Jesus apostou na equipa que lhe dava garantias de consistência nos diferentes momentos do jogo.
É difícil fugir ao facto de que, ao marcar aos três minutos, o SL Benfica conseguiu adotar uma postura mais expectante, o que permitiu apostar nas transições ofensivas de forma constante.
Rafa mostrou ser o dínamo que permitia às águias ultrapassar a pressão culé, e Grimaldo e Lázaro, seguido por Gilberto, ofereciam largura ao ataque encarnado, combinando com o tridente ofensivo.
Com Weigl e João Mário a controlar a zona intermédia do campo, o SL Benfica mostrou critério com bola, mas também conseguiu conter a posse catalã, não permitindo que os adversários aparecessem embalados frente à defesa e condicionando a ação de Frenkie de Jong.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (7)
Jan Vertonghen (7)
Lucas Veríssimo (8)
Nicolás Otamendi (7)
Alejandro Grimaldo (7)
Valentino Lazaro (6)
Julian Weigl (7)
João Mário (7)
Rafa Silva (8)
Darwin Nuñez (8)
Roman Yaremchuk (7)
Subs Utilizados
Gilberto (7)
André Almeida (6)
Taarabt (6)
Pizzi (6)
Gonçalo Ramos (6)

Análise Tática – FC Barcelona
Com três defesas centrais, o FC Barcelona teve dificuldade em lidar com a velocidade de Rafa e Darwin, o que ficou espelhado no primeiro golo quando Eric Garcia não conseguiu acompanhar o avançado benfiquista.
Como Jorge Jesus confirmou na conferência de imprensa após o jogo, o posicionamento de Frenkie de Jong entre os centrais, para depois avançar e iniciar a construção ofensiva, teve impacto e permitiu ao FC Barcelona crescer no encontro e assumir o controlo da posse de bola.
As dinâmicas entre Frenkie de Jong, Pedri e os avançados do FC Barcelona fez-se sentir, especialmente do lado esquerdo do ataque de forma a aproveitar a explosividade de Memphis Depay para desequilibrar.

11 Inicial e Pontuações
Marc-André ter Stegen (7)
Eric García (5)
Gerard Piqué (5)
Ronald Araújo (6)
Sergiño Dest (6)
Frenkie De Jong (7)
Sergio Busquets (6)
Pedri (7)
Sergi Roberto (6)
Luuk de Jong (5)
Memphis Depay (6)
Subs Utilizados
Gavi (6)
Nico Gonzalez (6)
Ansu Fati (6)
Philippe Coutinho (6)
Oscar Mingueza (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível fazer perguntas Jorge Jesus.

FC Barcelona
Não foi possível fazer perguntas a Ronald Koeman."

BnR: Barcelona...

Bello: Barcelona...

Live, na bancada: Barcelona...

O Cantinho Benfiquista #64 - Riding the Wave of Momentum

Factos dia:


"O novo perdão de 168 milhões de euros ao Sporting CP representará o equivalente a:
- 7 presenças do clube na fase de grupos da Champions League (25 milhões euros/ano). ✅
- 3 “Brunos Fernandes” (55 milhões x 3). ✅
- 4 “Nunos Mendes”. ✅
- 1 "João Félix” e 2 idas à Champions League. ✅
Se a isto somarmos os 94,5 milhões já perdoados ao Sporting CP em 2018, atingimos um total de 262,5 milhões de euros perdoados ao clube leonino, equivalentes a:
- 2 “João Félix” e 1 ida à Champions League. ✅
- 5 “Brunos Fernandes. ✅
- 7 "Nunos Mendes". ✅
- 10 anos e meio de entradas diretas na fase de grupos da Champions League. ✅
O que tem o SL Benfica e o FC Porto a dizerem sobre este vexame?
Isto não é concorrência desleal? Porque é que ao Sporting CP lhe é permitido não cumprir as suas obrigações financeiras? Isto não é motivo suficiente para os responsáveis por este escândalo serem chamados a depor à Comissão Parlamentar de Inquérito?
Portugueses, acordem! Não se trata de clubismos mas sim do dinheiro de Todos os contribuintes deste país.
E todos nós sabemos quem irá pagar a fatura!"

Vermelhão: Para os livros de História...!!!

Benfica 3 - 0 Barcelona


Independentemente do momento actual do Barcelona, vencer os catalães é sempre prestigiante, ainda por cima quando a vitória, foi a soma da qualidade e de muita atitude! Não foi uma partida perfeita, mas foi de facto um grande jogo do Benfica!

E se o Barça, não tem o Messi, está repleto de Internacionais, e de bons jogadores, alguns jovens, alguns bastante experientes... e nesta época, acabou por sofrer hoje a 2.ª derrota da época (a outra foi com o Bayern), sendo que no Campeonato Espanhol, se vencer o jogo que tem atraso, fica em 4.º lugar a 2 pontos do líder!!!

O jogo não foi perfeito, porque houve ali um momento em que o meio-campo do Benfica 'perdeu' as marcações! Como o Jesus admitiu no final, a saída do Piqué, acabou por alterar o posicionamento no momento de posse de bola do Barça, e só ao intervalo a equipa conseguiu adaptar-se à situação... E se o Odysseas praticamente não fez defesas, a verdade é que o Barça podia ter empatado em algumas ocasiões, com remates que foram ao lado, ou 'cortados' pelos nossos defesas... Aquele corte do Lucas, deveria valer uma celebração de 'golo'!!!

O Darwin marcou dois golos, mas podia ter marcado mais e podia ter passado a bola noutras ocasiões! Grande jogo do Rafa, com bola e sem bola... Outro jogão da dupla Weigl, João Mário! Aquele momento na 1.ª parte, com erros de marcação no meio-campo, acabou por 'abrir' espaços no meio do nosso trio de Centrais, mas conseguimos 'corrigir', com destaque para o Lucão!!!

Nem na Europa, levamos com arbitragens competentes! Penalty sobre o Darwin e expulsão perdoada ao Piqué... Além de alguns Amarelos ridículos ao Benfica! Mas depois de várias 'tentativas', lá conseguimos ganhar um jogo apitado pelo senhor Orsato!!!

Enorme passo para a possibilidade de conquistar o 2.º lugar, mas nada de foguetes, até porque os dois próximos jogos com o Bayern vão ser complicadíssimos, e sendo honestos, sabemos que o mais provável é conquistar 0 pontos, nas duas próximas jornadas, e se isso acontecer, iremos a Barcelona na 5.ª jornada, muito provavelmente em 3.º lugar no grupo... E tal como eu já realcei anteriormente, se o Bayern chegar aos 12 pontos na 4.ª jornada, é muito provável que faça 'rotação' nos jogos com o Barça e com o Dínamo, o que poderá ser prejudicial ao Benfica!

Mas antes disso, vamos ter muitos outros jogos, a começar com o Portimonense. É com recordar que o Benfica tem tido mais dificuldades na Luz, do que nos jogos fora! Ainda por cima neste ambiente pós-Champions, com alguma euforia, contra um equipa, que tem feito muitos pontos a jogar fora de casa, jogando em puro contra-ataque! Nas vésperas de mais uma paragem para as Selecções, é fundamental manter a 'pressão' nos nossos adversários, mantendo esta aura de invencibilidade... Mas para isso é preciso jogar com a mesma atitude de hoje!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Aperitivo... !!!

Benfica 4 - 0 Barcelona


Depois da derrota pesada em Kiev, a equipa estava a precisar dum resultado destes! E se beneficiámos da expulsão do guarda-redes do Barça, recordo que nessa altura o resultado já estava 2-0!

Com a cabazada que o Dínamo deu ao Bayern em Munique(0-4), parece que os Ucranianos, estão lançados para o 1.º lugar, sendo assim é fundamental o Benfica fazer mais pontos que o Bayern nos dois próximos confrontos directos com os bávaros!

Em frente...

Benfica 83 - 77 Voluntari
21-22, 16-13, 15-18, 31-24

Vitória, sem convencer... Bem na defesa, mal no ataque! Tem sido este o Benfica desta época, desta vez, com o Broussard a assumir o lançamento... Depois de uma 'branca' no final do 3.º período, conseguimos dar a volta no derradeiro período da partida!
Má notícia a lesão do Farr, que mesmo sem ter mostrado muito, é fundamental na rotação da equipa. Sem o Farr na partida com o Groningen, vamos ter dificuldades no jogo interior!
Estamos a um jogo da fase de grupos, mas vamos defrontar a equipa da casa, que tem qualidade...

Trofense...


Sorteio da Taça de Portugal, e como de costume, ao Benfica a sair uma das equipas 'menos acessíveis', dentro das possibilidades, considerando as condicionantes do Sorteio!

Vamos à Trofa, equipa da II Liga, com valor idêntico às equipas do funda da tabela da I Liga, muito provavelmente com um onze, muito diferente do habitual, com uma 'paragem' para as selecções nas vésperas, e com o jogo do Bayern logo a seguir!

E se em algumas posições existem de facto opções, noutras nem por isso: a questão dos Centrais vai voltar a preocupar...

Espírito 1961


"Ontem, na Luz, assistimos a um grande triunfo da nossa equipa de andebol frente ao Rhein-Neckar Löwen, vencedor da Taça EHF em 2013 e bicampeão alemão em anos recentes.
O 33-28 final (a primeira mão saldara-se por um empate a 31 golos) garantiu o apuramento benfiquista para a fase de grupos da EHF European League. Todos tínhamos consciência da enorme dificuldade de que se revestia esta eliminatória, mas foi com ambição que o objetivo da passagem foi assumido e alcançado.
Do Pavilhão n.º 2 para o Estádio, hoje, às 20 horas, com os bilhetes colocados à venda esgotados, será a vez de a nossa equipa de futebol defrontar um grande adversário, um dos clubes mais emblemáticos a nível mundial.
Trata-se do Barcelona, candidato crónico a vencer a Liga dos Campeões, vencedor da prova quatro vezes neste século (cinco no total) e finalista vencido em três ocasiões, entre as quais frente ao Benfica em 1961.
Para Jorge Jesus, "o Barcelona continua a ser uma das equipas mais fortes da Europa, para não dizer do mundo", e o treinador reconheceu que "vamos ter imensas dificuldades porque vamos encontrar uma equipa com grandes jogadores".
Esta constatação não inviabiliza, no entanto, que procuremos a vitória.
Grimaldo, formado no clube catalão, foi a voz do sentimento prevalecente no balneário benfiquista: "Temos respeito por eles e sabemos que é uma equipa de topo, mas não temos medo e vamos jogar de igual para igual, para ganharmos os três pontos."
Obviamente que não se esperam facilidades ante um excelente adversário como o Barcelona, mas será à procura do melhor resultado possível que a nossa equipa se apresentará em campo esta noite.
Vamos, Benfica!"

Cadomblé do Vata


"Permitam-me que desmistifique uma das maiores confusões que grassa pelo Portugal futebolístico ultimamente: a "Cidade Condal" não é Vila do Conde. O SL Benfica vai jogar contra o Fútbol Club Barcelona, não é contra o Rio Ave Futebol Clube. Se o nosso adversário em "profunda crise" vencer o jogo da La Liga que tem em atraso, fica com 1 ponto de vantagem sobre o "pujante" Atletico de Madrid e a 2 da liderança. Em Portugal há quem veja o primeiro mais longe e respira saúde. Portanto meus amigos, na quarta feira precisa-se calminha, humildade e futebol de qualidade."

Benfica Podcast #420 - Double Chuk

Falar Benfica #30