Últimas indefectivações

sábado, 23 de novembro de 2019

Vitória no derby...


Sporting 2 - 3 Benfica
22-25, 25-22, 25-17, 23-25, 16-18

Gaspar(19), Rapha(15), Japa(8), Wolfhi(6), Zelão(5), Lopes(5), Honoré(4), Théo(4), Pinheiro(3), Violas(1), Guerreiro(dnp), Sinfrónio(dnp); Casas, Simões(dnp)

Nem a roubar!!!
No meio dos jogos decisivos na Champions, primeiro derby da época em Alvalixo, num jogo onde cometemos muitos erros, mas no momento decisivo, quando a vitória parecia impossível (11-6 no 5.º Set), fomos buscar forças onde parecia já não existir, e vencemos... Mesmo com uma quantidade enorme de erros de arbitragem no 5.º Set: pelo menos 3 pontos invertidos!!!
Amanhã temos novo jogo, desta vez com o Castêlo na Luz e a meio da semana vamos à Croácia... destaque ainda para o regresso do Rapha.

PS1: Grande vitória das nossas meninas do Hóquei, 5-1 ao Voltregá, actual campeão europeu, na 2.ª jornada do grupo A da Liga Europeia...

PS2: Parabéns à nossa nadadora, Diana Durões, pelo novo recorde nacional dos 1500m livres, com 15m55s19, melhorando em 3s a sua própria marca.

Vitória no Barreiro...

Galitos 83 - 94 Benfica
22-25, 17-24, 19-28, 25-17

Vitória relativamente fácil, com um 4.º período com demasiada descompressão...
Destaque para a estreia do Ireland...

Derrota...

Benfica 2 - 3 Rio Ave


Primeira derrota no Seixal, num jogo um pouco diferente: fizemos algumas alterações a pensar no jogo da Youth League na Quarta em Leipzig e jogámos contra uma das equipas que melhor joga na Liga Revelação... A 1.ª parte até foi interessante de se ver, com um jogo de parada e resposta, mas o 2.º tempo foi mais enfadonho!
Não fizemos um bom jogo, principalmente defensivamente, a adaptação do Nóbrega ao lado direito não deu resultado... e o Ronaldo encostado à direita, também não deu resultado, nem em ataque, nem defensivamente!
Apesar de todas estas variáveis, o jogo acabou por ser decidido, mais uma vez, pelos a equipa de arbitragem: o 2.º golo do Rio Ave é precedido de fora-de-jogo, e no 3.º golo existe uma falta clara (bloqueio sobre o nosso defesa), isto depois da expulsão do Nóbrega, numa jogada onde não existe falta, e se existisse teria sido fora da área (por acaso o Celton defendeu o penálti!!!)

Facilidades? É melhor não

"É preciso recuar até 2006 para vermos o SL Benfica jogado para fora da Taça de Portugal por uma equipa de escalão inferior: à altura, o Varzim SC militava no secundo escalão e dinamitou as tropas de Fernando Santos, com o auxílio do angolano Mendonça e de um auto-golo de Nélson.
Ainda longe do Benfica moderno, aquela equipa viu-se surpreendida por um outsider sem muitas esperanças de sucesso. Treze anos depois, a viagem é até concelho próximo e as discrepâncias qualitativas e quantitativas dos factores técnicos e financeiros são semelhantes, e este FC Vizela tem nível de Segunda Liga.
Em primeiro na série A do Campeonato de Portugal, com nove vitórias em onze jogos, o Vizela tenta novamente a subida ao segundo escalão, numa tarefa que se tem tornado hercúlea nos últimos dois anos, com o UD Vilafranquense SAD a surgir no caminho dos minhotos no play-off e a acabar com as suas esperanças consecutivamente.
Em 2020 espera-se então que, como diz o ditado, à terceira seja de vez e o clube alcance outros patamares competitivos. Ainda assim, o Benfica estará preparado para todas as ambições minhotas dentro de campo, tornando-se o exemplo de 2006 como uma lição bem aprendida.
O Benfica actual tem sido competente internamente. Ainda que ocasionais eliminações às mãos de Vitória SC, Leixões SC ou Rio Ave FC tenham acontecido na última década, uma hecatombe como a “Gondomarada” de 2002-03 foi a última vez que uma equipa do terceiro escalão se conseguiu impor. Ainda assim, é importante não facilitar com a natural rotação que acontece nestas fases precoces.
A eliminatória é uma oportunidade para dar importantes minutos a membros válidos da trupe como De Tomás, Jota ou Samaris, surgindo igualmente como bom ensaio para a final de Leipzig e Bruno Lage sabe-o, apesar do natural distanciamento que lhe é obrigatório: «É tudo uma questão de oportunidade. Veja a questão de outra maneira: quantos minutos tinha o Félix no ano passado nesta altura do campeonato? E depois fez a segunda volta que fez. Temos de olhar sempre para os dois lados da moeda. Você está a ver a perspectiva do Jota, eu estou a ver a perspectiva de 26 mais três guarda-redes, 29 homens que tenho de controlar», disse na conferência de antevisão ao encontro, sem não deixar de assegurar toda a confiança na pérola que esteve em destaque nos sub-21 portugueses; «O Jota tem respondido nas oportunidades que tem tido, curiosamente fora dos jogos no Estádio da Luz. São as prestações que tenho gostado mais e já lho disse. Quando tiver uma nova oportunidade é confirmar todo o valor dele, pois temos enorme confiança nele».
Em Vizela, reina por estes dias um espírito de festa natural para quem recebe o campeão nacional. Álvaro Pacheco, treinador e porta-voz de todos os vizelenses, afirma que «a Taça é uma festa e queremos continuar na festa», demonstrando a responsabilidade natural de quem tem esperanças num dia difícil mas… marcante: «Amanhã [sábado] temos uma oportunidade para fazer história. Acima de tudo, temos de ter prazer naquilo que gostamos de fazer, que é jogar».
A cidade anima-se por estes dias, numa oportunidade de ouro para esmiuçar a bilheteira e arrecadar quantia significativa, com a lotação de 6000 lugares praticamente esgotada, na primeira recepção minhota a um dos grandes no seu estádio. Na visita anterior do Benfica à casa vizelense, em 1984-85, o clube foi obrigado a jogar em relvado emprestado pelo vizinho Vitória Sport Clube, tornando o embate deste Sábado (20h45) ainda mais especial para os fãs de futebol da região.
Para chegar a esta fase da competição, o Vizela despachou o FC Pedras Rubras (0-3), atropelou o GD Fontinhas (6-1) e causou choque em Pina Manique com a vitória sobre o Casa Pia AC (1-3), numa temporada em que ainda só conheceram o sabor da derrota por uma vez contra o Vitória Sport Clube ‘B’, a contar para o Campeonato de Portugal.
Assumem-se como uma equipa altamente ofensiva, 37 golos em 14 jogos (2,6 de média), no que pode ser um sinal agradável de uma abordagem atrevida ao jogo, tornando-se num bom espectáculo. Alioune Fall e Kiko Bondoso assumem-se como grandes marcadores (seis golos cada), mas por estes dias é Diogo Ribeiro (sete golos) quem se destaca como grande joker da formação nortenha.
No lado encarnado, há novidades na convocatória com a poupança de Rúben Dias e os regressos de Conti e Samaris: Vlachodimos, Zlobin, Ferro, Nuno Tavares, Conti, Tomás Tavares, Grimaldo, Jardel, André Almeida, Caio Lucas, Cervi, Chiquinho, Pizzi, Gabriel, Samaris, Florentino, Gedson, Carlos Vinicius, Raul de Tomas e Jota.
Em dia de final de Libertadores, as atenções dos benfiquistas centram-se a norte, em noite de festa para a pitoresca cidade de Vizela. A prova rainha tem, realmente, um outro encanto."

Uma Semana do Melhor... com o Lapão

A semana de todos os perigos

"Benfica deve ter consciência da importância dos quatro jogos que se seguem. Cada desaire significa menos uma competição.

Vem a semana de todos os perigos para o Benfica. Porquê? Não sei mas desconfio... O Benfica deve ter consciência da importância dos quatro jogos que se seguem. Nenhum é fácil, há ratoeiras e dificuldade em todos. Cada desaire significa menos uma competição.
Amanhã, em Vizela, vamos disputar a passagem na Taça de Portugal com uma das equipas que têm melhores números nesta edição da prova, já eliminou uma equipa profissional e lidera com facilidade o seu escalão, ou seja, é uma equipa muito acima do escalão onde milita. Vizela, o clube ao qual fomos buscar o mítico (e amigo) Vítor Paneira, já fazia por isso parte da nossa história pelas delícias desse jogador. Este jogo traz a possibilidade de RDT jogar, facto que me agrada. O jogador tem muita qualidade e vai demonstrá-la. Acredito e desejo que muitos dos que o criticam vão engolir em seco quando o espanhol mostrar o que realmente vale. Sporting e Vitória de Guimarães foram dois dos que já provaram destes perigos e ficaram com este fim de semana livre para pensar nisso mesmo.
No Benfica queremos continuar com o calendário apertado. Gostamos dessas dificuldades, de ter muitos jogos em muitas provas.
As constas europeias desta semana estão fáceis de perceber para o Benfica: ou ganhamos os dois jogos para continuar na Liga dos Campeões ou esperamos que o Zenit não vença em São Petersburgo o Lyon para podermos lutar por um lugar na Liga Europa na última jornada.
Esta semana também foi pontuada pela capacidade de Fernando Santos levar Portugal a mais uma qualificação, para desespero dos saudosos das vitórias morais, pelo regresso de José Mourinho à ribalta pela porta do Tottenham e pelo Flamengo de Jorge Jesus na final da Libertadores. Mourinho escolhe bem, o Tottenham está mal classificado e só pode subir. Não é campeão há imenso tempo. Um título nestes três anos de contrato e a lenda Mou continua ainda mais forte. Excelente. Não percebo tanto fel, vou passar a desejar sorte aos spurs, apenas pelo special one (continuo fã do Liverpool), e gostava que Jorge Jesus vencesse em Lima (pela primeira vez estarei contra o River Plate). Por vezes, em Portugal grande... só as invejas."

Sílvio Cervan, in A Bola

Empate em Newcastle...

Newcastle 1 - 1 Benfica B
Anjos

Duarte; Ferreira, Zec, Kalaica, Frimpong; Mendes, Vukotic, Chrien (Santos, 70'); Vinícius (Pinto, 82'), Csoboth; Anjos (Conceição, 82')

Aproveitando o fim-de-semana da Taça de Portugal, o Benfica B aproveitou para fazer uma mini-digressão por Inglaterra, jogando novamente na Segunda-feira com o Blackburn...
Hoje, entrámos a perder... mas empatámos ainda na 1.ª parte de penalty...

Uma vitória na Segunda, dará quase de certeza a qualificação para a próxima fase...

OPA

"Os lucros sucessivos da SAD, assentes no sucesso desportivo e na rentabilização desportiva e financeira do investimento no Benfica Campus, permitiram quatro medidas fundamentais: Reestruturação do passivo, reduzindo o endividamento bancário para níveis residuais e decrescendo a taxa de juro média paga pela SAD por dívida contraída;
Redução suave, mas paulatina, do passivo da SAD;
Passagem integral do capital da Benfica Estádio e da BTV para a esfera do clube;
E, agora, o lançamento de uma oferta pública de aquisição do capital da Benfica, SAD de modo a que a posição do clube na SAD, via SGPS, seja ainda mais robusta e consolide o processo de devolução do clube aos sócios.
Todas estas medidas tornam o clube e a SAD mais independentes de terceiros, permitem à SAD focar-se na actividade para a qual foi criada, o futebol, e fortalecem a SAD face a tentações momentâneas de, por razões meramente circunstâncias, colocar em causa um aspecto essencial na natureza do Sport Lisboa e Benfica e suas participadas, que passa pela pertença exclusiva dos seus sócios.
Alguns poderão alegar que o dinheiro investido na OPA ou uma maior ligeireza ou ousadia na contratação de dívida permitiriam um nível de investimento na equipa de futebol mais arrojado no presente. Mas o Benfica não faz nem pretende fazer do adiantamento de receitas para suprir necessidades de tesouraria um modo de vida, nem tenciona colocar-se nas mãos da banca para sobreviver com recurso a reestruturações sucessivas, como são os casos dos principais adversários. Ganhar no presente é tão importante como garantir as condições para ganhar no futuro. O passado recente tem sido glorioso. O futuro continuará a sê-lo."

João Tomaz, in O Benfica

Distância higiénica

"Mais uma vez vos escrevo de longe, do Vietname, em dia de jogo da selecção local com a rival Tailândia. Em causa está o apuramento para o Mundial de 2022. A equipa da casa está bem encaminhada para a próxima fase de apuramento, e a emoção no país é grande. Os adeptos com quem tenho falado só me referem o desejo de vitória e o apoio incondicional à equipa do seu país. Não criticam o treinador, nem os jogadores, não falam de arbitragem, não inventam teorias da conspiração, nada. Estranho, não é? Parece que gostam mesmo de futebol e da sua equipa, neste caso a selecção nacional vietnamita. Estou há um mês por cá e tenho seguido (com sete horas a mais no fuso horário) as prestações das várias equipas do SL Benfica. Vou visitando o site oficial do clube e as suas redes sociais para estar correctamente informado. Depois percorro a blogosfera vermelha, os sites dos jornais desportivos e dos generalistas e espreito as redes sociais.
Que vergonha! Não encontro melhor expressão, peço desculpa. A principal equipa de futebol do clube é líder isolada do campeonato, o seu treinador tem uma série de vitórias históricas, e o assunto é encontrar um sucessor porque este não presta? A sério?
Depois ainda temos os especialistas em relvados, os gestores de plantéis, os reis da táctica e o já inenarrável candidato a candidato que passa a vida a abrir a boca para dizer asneiras. Parece o afilhado.
Seja na bancada do estádio, no sofá da minha casa ou a 12 mil quilómetros do Seixal, sou o adepto que acredita sempre nas equipas do clube. Até posso não gostar deste ou daquele desempenho, e dizê-lo abertamente, mas boicotar o trabalho feito no SL Benfica e fazer parte dos antis, isso, não."

Ricardo Santos, in O Benfica

Benfica frágil, que por acaso é líder

"O Benfica, muito resumidamente, é isto: 10 vitórias em 11 jogos na Liga e, mesmo assim, algum adeptos claramente insatisfeitos. Confesso que faço parte da turma dos descontentes - 11 vitórias em 11 jogos seria o mínimo aceitável. A partir do momento em que deixou de ser possível chegar ao fim do campeonato com 34 vitórias, dei a época praticamente por encerrada.
Enfim, para o ano há mais. Por enquanto, tenho de me ir contentando com uma liderança pobre, sustentada de forma bastante insegura pelo melhor ataque, melhor defesa e melhor marcador - e ainda manchada por um plantel que não sabe celebrar como deve ser os aniversários das mulheres dos jogadores: a esposa do Pizzi completou 30 anos na mesma semana que a namorada do Uribe, e não vi sequer um instastory ao som dos 'Parabéns' do Batatoon.
Eu próprio estou desanimado com as exibições do Benfica. Em boa verdade, desde o 10-0 da temporada passada frente ao Nacional que nunca mais fiquei verdadeiramente saciado. Esse é o meu grau de exigência em todos os jogos. Para percebermos a fragilidade deste Benfica, basta consultarmos a opinião de alguns especialistas - todos eles bem mais especialistas do que Lage, claro, que ainda não passa de um mero curioso que por acaso orquestrou a mais extraordinária recuperação da história do futebol português e agora apresenta este humilde rácio entre triunfos e desaires. Estes dados parecem insuficientes para conquistar a globalidade de comentadores e alguma falange de adeptos, o que vem demonstrar que as músicas mais badaladas passam de moda num ápice: aquele hit do 'Pouco importa, pouco importa se jogamos bem ou mal...' está completamente ultrapassado."

Pedro Soares, in O Benfica

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Calendários mancos

"Depois de mais uma irritante pausa para as selecções, o futebol português regressa com a Taça de Portugal e a festa em Vizela. De seguida, teremos competições europeias com a viagem à Alemanha. Campeonato? Só no próximo dia 30, quando recebemos o Marítimo na Luz. Terão então decorrido vinte e um dias desde a jornada anterior, situação que nem é a pior na presente temporada, pois entre a 7.ª e a 8.ª jornada passou-se praticamente um mês.
Os calendários competitivos portugueses parecem desenhados por alguém que quer matar a paixão dos fãs pelo futebol. Em nada os favorecem, assim como não favorecem os clubes, nem os jogadores. Resta saber quem beneficia com eles, e como se justifica a insistência em opções que aparentemente não fazem qualquer sentido.
Quanto às absurdas pausas impostas pela FIFA - porque não concentrar todas as provas de selecções em Junho e Julho, onde teriam muito maior visibilidade e interesse, não perturbando os clubes e a preparação dos jogadores? -, o poder de decisão está longe. Mas relativamente a tudo o resto, Liga e FPF poderiam fazer bastante, começando por evitar esta sucessão de semanas sem a competição nacional que mais interessa desperta nos adeptos, que são, afinal, quem tudo paga. E, já agora, evitar também jornadas a meio da semana, como já sucedeu nesta época, e que servem apenas para bater recordes negativos de assistência.
Começar o campeonato com o mercado de transferências aberto é outra das aberrações, tal como meias-finais de Taça em duas mãos disputadas com meses de intervalo.
Parvoíces não faltam, e talvez não fosse difícil evitá-las."

Luís Fialho, in O Benfica

Um sentir português

"'Olha o Eusébio!' foram as primeiras palavras de um grupo extasiado com a visita ao Estádio da Luz. Nem todos eram benfiquistas, a maioria, sim, mas todos se lembravam com orgulho daquele Benfica europeu e daquela pantera negra de futebol potente e visceral que arrebatou o mundo. Todos se lembravam, em primeiro lugar, porque foram doces momentos da sua juventude, mas também porque nos sítios onde haviam chegado há pouco como imigrantes pouco conhecimento havia de Portugal além das caravelas de antanho e o que havia não abonava a democracia nem a modernidade, muito menos o carácter pacifico e a alma portuguesa.
Eram tempos difíceis, onde a condição de muitos e a fuga e uma guerra fratricida em que só havia perdedores ditaram a saída para terras longínquas, mesmo para lá da Europa, cruzando céus e mares com a esperança na mente e a incerteza no coração. Foram tantos, que Portugal lhes perdeu a conta e o rasto, poucos de torna-viagem, como então se dizia, regressariam com dinheiro que chega para uma boa casa e um par de campos, um táxi ou um café.
A esses correu a vida bem, e hoje cá estão eles, espalhados pelo país, por entre filhos e netos no país onde nasceram e que, talvez mais importante, escolheram para viver. Mas a tantos outros a vida não sorriu da mesma forma, e a emigração levou-os sem volta até paragens distantes, umas vezes remediados, outras condenados à pobreza, mas sempre sem meios para voltar de novo à sua terra natal, sentir de novo este ar e este sol atlântico que nos enche o peito e faz das nossas algumas das mais belas paisagens e cidades que a humanidade conhece. Hoje, estamos felizes de os receber na nossa casa, que também é sua. E estamos orgulhosos de ver que Portugal não os esqueceu, e o Benfica, como muito bem sabemos, também não. Não os esqueceria nunca porque são parte de nós, desta família global que usa bandeiras vermelhas!"

Jorge Miranda, in O Benfica

O Benfica pode

"Sinceramente, gostei muito de ser surpreendido com a súbita notícia da OPA do Sport Lisboa e Benfica sobre a Benfica Futebol, SAD, que nos chegou na passada segunda-feira. Achei que se trata de mais uma atitude que confirma a personalidade singular do Presidente Luís Filipe Vieira, no seu permanente desígnio de consolidar o 'Benfica dos Sócios'. Em boa verdade, aliás, se aqui há uns meses eu tivesse perscrutado as segundas leituras que, já nessa ocasião, se podiam inferir do que ele afirmou quando foram sucessivamente anunciados, primeiro, o termo do pagamento do Estádio; depois, a aquisição da Benfica Estádio, SA pelo Clube; e, a seguir, a compra da BTV, SA pelo Sport Lisboa e Benfica, já teria suposto que, mais tarde ou mais cedo, em face da realidade das diversas áreas patrimoniais e dos elementos activos que hoje integram o universo empresarial do nosso Sport Lisboa e Benfica, Luís Vieira determinaria este novo e decisivo momento do Clube...
Logo desde que, em 2003, o Presidente e as suas equipas de trabalho reorganizaram e foram reerguendo a fantástica dimensão do Benfica do séc. XXI, o rumo que estabeleceu, sob a forma de uma promessa que felizmente obteve o esmagador acolhimento dos Sócios do Glorioso, tinha este mesmíssimo objectivo que agora vemos cada vez mais perto da definitiva consolidação: devolver o Benfica aos Sócios.
A decisão agora tomada fica com um novo marco essencial na história do Grande Clube. Mais do que um momento histórico, ou um sinal de gestão ágil, oportuno e prudente, representa, em si, o mais significativo símbolo destas duas décadas do que realmente pode o Benfica.
Considero histórico este momento, porque me parece ser verdadeiramente único e irrepetível, no que, hoje, a vista me permite alcançar, se olharmos para o futuro. É uma decisão ágil e oportuna, porque, beneficiando de uma conjuntura financeira muito favorável - já de si propiciada pela segura gestão que a Direcção do Clube e a Administração da Benfica, SAD souberam construir com total determinação, coerência e consistência - ambas as entidades sabiamente aproveitaram a benigna circunstância para assumir, de uma vez.
E, por fim, consiste inquestionavelmente numa resolução prudente, porque no contexto global tão peculiar e convulsivo, mas também tão exposto e tão volúvel, como o que hoje caracteriza a 'indústria' do futebol no cenário universal, nunca será demais toda a cautela que Luís Filipe Vieira quiser usar ante os predadores que porventura ousassem ver no Benfica uma presa apetecível.
Mas, em caso algum podemos deixar de ter presente que esta OPA só assume o valor e o significado especial de constituir um marco essencial na nossa história, porque o Benfica pode.
E, enquanto 'os outros' vão rezando aos santinhos deles, o Benfica faz. E vence-os. E há de vencê-los cada vez mais. Porque só o Benfica pode."

José Nuno Martins, in O Benfica

Martelo Dourado...

Inacreditável o silêncio, em redor desta notícia...
Até agora só a TVI deu algum realce...

Grimaldo...

Cadomblé do Vata (Judas...)

"O assassínio do Benfiquinha tinha tudo para ser o mais pequeno livro de Agatha Christie. Em meia página, a autora conseguiria ilibar o mordomo e encontrar provas claras incriminando Jorge Jesus como o vil assassino. Num volte-face bem à beirinha do fim da narrativa, o amadorense escaparia à condenação, apresentando em tribunal 6 milhões e testemunhas abonatórias, que ainda bêbados dos festejos do título, sairiam com ele em ombros da casa da justiça.
Entrando em modo trovão e de rompante na vida dos Benfiquistas, na primeira temporada na Luz disparou uma bomba atómica tão poderosa em cima daquela caricatura de Glorioso, que mesmo tendo em conta a interminável desgraça que haviam sido os 15 anos anteriores, os 3 campeonatos que sucederam a época 09/10 foram os desastres mais difíceis de digerir da história moderna do Sport Lisboa e Benfica, tão grande foi a expectativa criada pelos primeiros 12 meses de um treinador transformado em salvador, acompanhado do exponencial aumento do investimento numa equipa, que todos se haviam habituado a ver se construída com pouco mais do que trocos e empréstimos com cláusulas de compra raramente activadas.
Empurrado ou de livre vontade, 6 anos depois de ter enterrado o diminutivo de Benfica numa tumba bem funda, JJ fez-se à estrada, deixando para trás o colorido da sua presença, 3 campeonatos, 1 Taça de Portugal, quilos de Taças da Liga, participações anedóticas na Liga dos Campeões, constando apenas 1 passagem da fase de grupos e duas finais da Liga Europa, com trajectos iniciados nos atrás descritos afogamentos na piscina dos graúdos.
Navegando nos recentes resultados do Mago do Transformismo Clubístico (sem ironia, apraz-me registar), muitas são as vozes vermelhas e brancas que bradam aos céus pelo seu regresso ao Clube da Águia, apontando-o como o único caminho para a melhoria de resultados, ignorando que descontando o seu discurso, as Taças da Liga em catadupa e as finais europeias, mas somando mais um sucesso na fase de grupos da Champions, temos pois que o pós-JJ não foi bem o drama nacional previsto nem o descalabro europeu em relação ao descalabro europeu existente.
O valor do amigo de Luís Filipe Vieira nunca estará em causa. Os princípios nunca deixarão de ser colocados em cima da mesa. Abandonado o Glorioso, o sonho molhado de muitos Benfiquistas entrou directamente no Hospital Psiquiátrico de Alvalade, construindo na temporada 15/16 um candidato com base em 2 prerrogativas de sua autoria: o já habitual investimento até secar o clube; o ensurdecedor barulho do circo dos vouchers. Terminando o campeonato em 2º com recorde de pontos, não se coibiu de colocar em causa a legalidade da vitória do SL Benfica, teoria que há bem pouco tempo não teve vontade de negar a um fantoche do JN. O passado de Jorge Jesus no Benfica foi bestial, mas para o Maior do Mundo, no presente e no futuro ele não passará de uma besta. Na Catedral, só como adversário e em situações em que a sua entrada não possa ser proibida, por exemplo, ao serviço do Sporting CP. Até porque Pinto da Costa gosta muito dele, são muito amigos, mas para treinador só o quis quando ganhava no SL Benfica... mistérios da vida..."

A análise ao jogo

"Com a introdução de ferramentas que nos permitem obter dados em tempo real dum jogo e de cada um dos seus intervenientes, a análise ao rendimento das equipas passou a ser muito mais estatística. Contudo, estamos perante uma actividade desenvolvida por humanos e não no campo das ciências exactas.
Quando se afirma que a equipa teve um rendimento inferior num determinado jogo em relação aos seus valores absolutos, não estamos a dizer qualquer inverdade, estamos apenas a comparar dados de um conjunto de jogos com um jogo específico sem ter em atenção outras componentes.
O equilíbrio num desafio deve ser conseguido pelo valor das equipas. Quando falamos em resultados nivelados, estamos a referir-nos a partidas em que existe incerteza no resultado. Para isso, no geral, os intervenientes têm de ter capacidade idêntica ou similar. Este é um factor para que esse mesmo jogo tenha equilíbrio. As competições devem ter em atenção que o seu sucesso se concretiza pelas condições de equilíbrio que se conseguem estabelecer. Todavia, o equilíbrio também pode ser obtido pelo estado do terreno. Um relvado em más condições provoca maior igualdade e, em muitos casos, uma ideia errada de capacidade dos intervenientes.
Quando, nestas situações, apenas analisamos a estatística, concluímos que o jogo tem valores indicam uma maior proximidade das capacidades dos participantes. Na verdade, lendo de forma isolada a informação estatística, concluímos que desvirtua o que se passou. O jogo também pode ser equilibrado pelo mau estado do piso. A velha mentira de que o campo é igual para as duas equipas, apenas tapa o sol com uma peneira. O estado do relvado é factor decisivo para o rendimento. A qualidade do jogo tem níveis diferentes consoante a bola corra de forma mais ou menos rápida, não é indiferente jogar num bom ou mau piso."

José Couceiro, in A Bola

Um trajeto razoalvelmente tuga até ao Euro 2020

"Estamos no Euro 2020.
Significa que no Verão afinal vamos ver o Europeu (ufa!), mas a verdade é que esta fase de apuramento soube a pouco. Portugal assentou basicamente o seu jogo na genialidade do Ronaldo e no nosso talento único para usar a calculadora.
Para quê as tácticas quando temos a matemática.
De resto, queixamo-nos muito. É sempre assim. Criticámos, por exemplo, o facto termos jogado num batatal, mas não nos esqueçamos que é um batatal tratado por alguém que ganha no mínimo dois mil euros por mês. É um batatal de topo.
Em toda a qualificação, o mister Fernando Santos nunca facilitou. Usou sempre a táctica 4-3-3-e-se-não-funcionar-mete-no-Ronaldo-que-ele-resolve. Por isso é que Portugal é campeão europeu: não há cá facilitismos com o nosso engenheiro.
Rui Patrício foi dono e senhor dos postes. O Beto e o Anthony Lopes iam mais para lhe fazer companhia.
A lateral direita alternou entre Nélson Semedo, João Cancelo e Ricardo Pereira, mas foi este último que terminou a qualificação, e bem: Ricardo Pereira está sempre ligado à corrente. Corre mais do que os adversários, mais do que os colegas, e às vezes, mais do que a bola. Se não o tivessem avisado que os jogos tinham acabado, ainda estaria a correr agora no Luxemburgo.
Na lateral esquerda, consistência defensiva e centros teleguiados. Duas coisas que Raphael Guerreiro e Mário Rui não tiveram porque estão a guardá-las para o Euro. Génios.
Os centrais estiveram sempre em bom nível. Pepe desta vez não bateu em nenhum adversário. Fora isso, não lhe aponto mais nenhuma falha. Rúben Dias está sempre no sítio certo e intimida os adversários só com o olhar. Ainda tem muito a aprender com Pepe. José Fonte é a nossa versão do Robocop. Marque um golo ou seja expulso, a sua única expressão facial é pestanejar, e é porque tem mesmo de ser.
A meio-campo, o Rúben Neves é um William Carvalho, mas sem o bigode sexy. O Danilo Pereira um Rúben Neves, mas sem o futebol inglês. O Pizzi é a regularidade a meio-campo, mas sem um nome português.
Quanto a João Moutinho, tenho para mim que é filho ilegítimo do Fernando Santos e por isso joga sempre.
Bruno Fernandes esteve um pouco aquém do esperado. Talvez por ter ao seu lado jogadores de qualidade, algo a que não está habituado ultimamente. Quando finalmente se habituou, marcou um golo decisivo no último jogo.
Já Bernardo Silva é um pintor impressionista do século XIX. Qual Claude Monet, para quem a pressa é inimiga da arte, finta 7 adversários só enquanto ajeita a camisola. Depois dá a maior parte dos golos a marcar porque os grandes artistas não gostam de se chatear com coisas banais.
Lá na frente, Cristiano Ronaldo, claro. O que mais há a dizer sobre ele? Vai bater todos os recordes de internacionalizações, golos, e selfies com adeptos que invadem o relvado. O melhor do mundo fala português e é nosso.
Já o Messi e a Argentina, mais uma vez, voltam a falhar a qualificação para um Europeu. Ridículo. 
Mas houve mais. Gonçalo Paciência, por exemplo, ameaça ser o goleador da Selecção, quando mudar o nome para Impaciência. André Silva está a tornar-se num excelente contabilista, de tão poupadinho que é nos golos. Fossemos nós assim na electricidade. Dyego Sousa, por fim... é uma jóia de moço. É simpatiquíssimo e tem um belo sorriso.
Garantida a qualificação e em clima de festa, Fernando Santos ficou com a expressão a quem assaltaram a casa e roubaram o carro. Ao sair do campo ainda ficámos com a sensação de que esboçou um sorriso, mas não, era apenas aquele trejeito que ele faz com a boca.
Agora, é fazer o resto da época para estar ao melhor nível em Junho do ano que vem. Somos os campeões em título e queremos reconquistar o caneco! Por isso, mister Fernando Santos, faça o favor de convocar o Éder."

Antevisão...

Escândalo no Hóquei

"A equipa de hóquei em patins parte para a próxima jornada do Campeonato Nacional na frente da classificação, apesar de a vantagem pontual estar condicionada pelas incidências ocorridas na deslocação ao recinto do HC Braga, em que o resultado foi um empate (4-4). O que se passou no desenrolar e principalmente no final do jogo da última quarta-feira vem ao encontro daquilo que tem manchado a modalidade ano após ano.
São erros atrás de erros no decurso da presente época, o que já tinha inclusivamente levado outros clubes a manifestarem o seu descontentamento na Comunicação Social.
Com tantos anos a apitar, os árbitros não mostram sinais de evolução ao longo dos últimos anos, continuam a cometer erros que influenciam os resultados, dando a ideia de que não aproveitam esses lances para analisar o que têm de melhorar.
Não têm sido dados passos em frente no sentido de renovar quem dirige os jogos, mesmo com a mudança que houve na Direcção da Federação de Patinagem de Portugal (FPP). É preciso acompanhar o investimento que o Sport Lisboa e Benfica – e os restantes clubes participantes – têm feito no hóquei em patins nacional e que faz com que o Campeonato seja considerado actualmente o que tem os melhores praticantes do mundo.
Nesse sentido, a situação que leva ao empate do HC Braga devia ser encarada como algo a rever em futuros jogos. O nosso guarda-redes Pedro Henriques toca primeiro na bola e depois, na sequência, o adversário aproveita para arrancar um penálti. Este é apenas um entre alguns lances que vão ser devidamente expostos à FPP, numa lógica de pedagogia, no sentido de contribuir para a evolução da modalidade, de forma a minimizar os erros. As falhas existirão sempre – seja de árbitros, dirigentes ou jogadores – mas há que querer evoluir.
Neste próximo domingo, dia 24 Novembro, no recinto do FC Porto (15h00), espera-se que seja um jogo sem casos para bem da modalidade e da verdade desportiva.
Mas, infelizmente, já há muito que não nos surpreendem as más arbitragens no hóquei em patins. Os erros têm sido constantes, invariavelmente em prejuízo do Benfica.
Bastam dois exemplos, dos muitos que poderíamos referir. Aquele Valongo–Benfica escandaloso, em 2013/14, em que tudo valeu excepto permitir que o Benfica ganhasse a partida; e aquele Sporting–Benfica de má memória, disputado em Alverca na última jornada de 2016/17, em que foi anulado um golo, de forma caricata, senão mesmo escabrosa, no último minuto.
Houvesse justiça e a verdade desportiva tivesse prevalecido e sido defendida só nesses dois jogos, já para não mencionar muitos outros, teríamos mais dois títulos de campeão nacional no nosso palmarés.

P.S.: A agenda benfiquista, para o fim-de-semana, está muito preenchida, com destaque para a importante partida da Taça de Portugal, em que a nossa equipa de futebol deslocar-se-á a Vizela para defrontar o líder da série A do Campeonato de Portugal. Será mais uma boa oportunidade para os benfiquistas, residentes no norte do país, apoiarem a nossa equipa e aproveitarem para visitar a Casa do Benfica na cidade minhota."