Últimas indefectivações

domingo, 22 de dezembro de 2024

Terceiro Anel: Diário...

Terceiro Anel: Nacional...

O Benfica Somos Nós - S04E27 - Nacional...

Observador: E o Campeão é... - "Benfica é outro quando Di María está em pleno"

Pre-Bet Show #97 - 🟢⚪ “Gyökeres é o melhor jogador de sempre do Sporting”

Observador: E o Campeão é... - Sporting está "perro"?

Comunicado


"Depois de analisada a acusação constante do processo n.º 5340/17.7T9LSB e ouvidos os seus Defensores, o Sport Lisboa e Benfica informa que foi decidido não requerer a fase facultativa de instrução, preferindo-se a ida direta a julgamento.
Foram dois os motivos que pesaram nesta decisão: por um lado, as limitações probatórias inerentes à fase de instrução; por outro, o arrastamento temporal que a realização da fase de instrução iria provocar no processo, com os inerentes prejuízos à imagem e credibilidade do Clube.
O Sport Lisboa e Benfica pretende, assim, avançar diretamente para julgamento, sede que permitirá, sem quaisquer limitações, fazer prova plena da falta de fundamento da acusação deduzida pelo Ministério Público e pugnar-se pela respetiva absolvição."

Brasil: Só 19 técnicos despedidos!


"O Brasileirão-2024 só despediu 19 treinadores. Só? Sim, só. Desde 2012 que os dirigentes — e os adeptos que os pressionam — não demonstravam tanta paciência com os técnicos nem tanta convicção nas próprias escolhas.
É um número absurdo, tendo em conta que o campeonato é composto por 20 equipas? É, claro. Supera os números da Premier League, de La Liga, da Bundesliga, da Serie A, da Ligue 1 e da Liga Portugal da época passada. Na verdade, despediram-se mais treinadores no Brasil do que nas ligas inglesa e alemã 2023/24 somadas — e mesmo que acrescentemos a francesa dá quase empate entre o país sul-americano e os três países europeus.
Mas, ainda assim, temos de começar por algum lado, temos de ver o copo meio cheio: no ano passado, caíram 26! De 2013 a 2023, aliás, nunca se registou menos de 20 despedimentos, ou seja, na média, é como se todos os clubes trocassem e ainda sobrassem mais umas quantas chicotadas. No Brasileirão de 2015, foram 32: à oitava jornada já metade dos clubes mudara de treinador.
Contribui para esta dança absurda nas cadeiras, além das citadas impaciência e falta de convicção nas próprias escolhas diretivas, mais um fator: o calendário. O Brasileirão começa uma semana, às vezes menos, depois dos estaduais, os cemitérios de treinadores que deixam logo na corda bamba os dois ou três técnicos de clubes grandes que não os ganhem.
Ainda assim, merecem elogios as seis direções, algumas já são administrações de SAD, que resistiram a despedir este ano: Palmeiras e Botafogo, orientados pelos portugueses Abel Ferreira e Artur Jorge, os dois clubes que lutaram pelo título; Fortaleza e Bahia, de Juan Pablo Vojvoda e Rogério Ceni, emblemas geridos com profissionalismo que andaram, sobretudo o leão, sempre na parte alta da tabela; o Grêmio, que apesar das desilusões foi treinado por alguém que tem até direito a estátua no estádio, Renato Gaúcho; e, acima dos demais, o Criciúma, que, mesmo sempre aflito, prestigiou o trabalho competente de Cláudio Tencati. Renato e Tencati saíram, sim, mas só após o fim do campeonato.
Menção ainda para os portugueses que passaram pelo Brasileirão deste ano mas, por uma razão ou outra, não o concluíram: Pedro Caixinha (Bragantino), António Oliveira (Corinthians), Petit (Cuiabá) e Álvaro Pacheco (Vasco da Gama)."

Atypical: I Went Off… Redemption Game

sábado, 21 de dezembro de 2024

O verdadeiro edifício

É pecado dizer que o nosso Campeonato está bom?


"Três candidatos separados por dois pontos. Para a maioria de nós vêm aí as Festas, para os três candidatos ao título vem um período que pode ser decisivo

Nos últimos 20 anos, só em cinco ocasiões a equipa que virou o ano em primeiro lugar o perdeu em maio. É nisto que devem estar a pensar treinadores, jogadores, dirigentes e adeptos dos três candidatos ao título, a dois jogos da passagem para 2025 e depois de o Benfica ter apimentado ainda mais a luta com a vitória desta quinta-feira na Choupana, num jogo em atraso que era uma espécie de reserva moral para os encarnados e uma esperança contida de Sporting e FC Porto.
Passado o teste encarnado na Madeira, de forma categórica e incontestável, os holofotes mediáticos viraram-se de imediato para o dérbi de 29 de dezembro.
Arriscaria, porém, que a jornada do próximo fim de semana pode até dizer mais sobre o futuro do que propriamente o desfecho do Sporting-Benfica que fará descer o pano sobre 2024.
O Sporting é quem tem mais a perder neste processo, vítima de si próprio justamente por ter perdido seis pontos inesperados que lhe poderiam ter dado um revéillon descansado, independentemente do que viesse a suceder no grande clássico. Arriscaria que o resultado de domingo, frente ao Gil Vicente, em Barcelos, será mais determinante para o ainda líder (convém não esquecer esta condição) do que propriamente o da receção ao Benfica.
Mesmo vencendo, como é expectável mas muito longe de garantido, haverá sempre um Sporting que se pressente ir de mais para menos, enquanto o Benfica, salvo enorme surpresa que o Estoril possa causar na próxima segunda-feira, vai a Alvalade claramente de menos a mais, mesmo com o percalço do empate na Vila das Aves.
Na sombra, quase em pezinhos de lã, trabalha o FC Porto. Longe de ser brilhante, tem sido eficaz na maior parte dos seus desafios internos. Perdeu com os dois rivais, é certo, mas perdeu fora de casa e tem o alento de saber que os recebe na segunda volta. E é muito por isto que a próxima jornada é mais importante do que parece: se no sábado ultrapassar o fantasma de Moreira de Cónegos, a equipa de Vítor Bruno, com a garantia de que um dos dois ou os dois adversários diretos perderão pontos uma semana depois, pode ainda dormir no primeiro lugar, ainda que à condição. E isso sabe sempre bem, sendo que o FC Porto também vai claramente de menos a mais.
Quando entrarmos em 2025 perceberemos melhor o que está e o que pode acontecer na Liga. Sempre com o sortilégio próprio do futebol, e ainda bem."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Vitória SC: os factos de uma campanha histórica na UECL

PortugueseSoccer #235 - Match Day 15; Is Vitor Pereira a Good Wolves Choice? Big 4 Report; Vitoria History!

Zero: Tema do Dia - 209x João Matos: a dimensão desta marca

Zero: Saudade - S03E15 - «Purple Rain» em Guimarães ao som de Rui Costa, Batistuta & Ca

SportTV: NBA - S03E11 - A todos um bom ALL-STAR

Zero: Afunda - S05E26 - Com Francisco Carvalho: é esta a afirmação dos Bucks?

Três pontos merecidos


"O Benfica venceu, por 0-2, na deslocação ao Nacional. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Boa exibição
O treinador do Benfica, Bruno Lage, considera que "a equipa fez um jogo muito bom" e releva "a exibição da equipa, com personalidade, com golos e com imensas oportunidades", alcançando uma vitória "indiscutível". 
 
2. Objetivo cumprido
Florentino salienta: "A nossa mentalidade era jogar, ainda que as condições fossem adversas, e estávamos prontos. Demos uma boa resposta, controlámos o jogo, tivemos mais oportunidades, e o nosso objetivo foi feito."

3. Man of the Match
Di María foi considerado o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja os golos do Benfica frente ao Nacional de outro ângulo.

5. UEFA Youth League
No sorteio realizado nesta manhã, o Benfica ficou a saber que defrontará o AZ Alkmaar no seu terreno nos 16 avos de final.

6. Outros resultados
A equipa masculina de voleibol ganhou, por 2-3, no reduto do Trentino, um resultado insuficiente ante o campeão europeu em título para seguir em frente na CEV Volleyball Cup. A equipa feminina de voleibol ganhou, por 1-3, na visita ao Vilacondense. Nesta manhã, os Sub-17 de futebol triunfaram, por 1-2, no campo do Real SC de Massamá.

7. Campeonatos Nacionais de natação
Depois da excelente prestação a nível individual, neste fim de semana realizam-se, em Albufeira, os Campeonatos Nacionais de natação de clubes. O treinador José Machado refere que o grande objetivo é "reconquistar o título no masculino e tentar ficar nos três primeiros [lugares] no feminino".

8. Ação natalícia
Mais uma iniciativa da Fundação Benfica, desta feita em associação com a Superbrand e com a colaboração do nadador olímpico do Benfica Diogo Ribeiro.

9. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV."

O homem do capacete azul morreu de capacete branco


"Alberto Ascari foi um dos nomes mais triunfantes dos primórdios da Fórmula 1.

Quando o Ferrari 750 Monza conduzido por Alberto Ascari entrou em velocidade excessiva na Curva del Vialone do Autodromo Nazionale di Monza, perpassou pela cabeça de alguns que se agrupavam em redor da pista uma sensação de impotência. O carro perdeu a aderência, afundou o nariz e deu duas cambalhotas antes de ficar imóvel de rodas para o ar. Cuspido para o alcatrão, Ascari sofreu múltiplas fraturas e morreu poucos minutos depois. Estávamos no dia 26 de maio de 1955, Alberto tinha apenas 36 anos e já fora campeão do mundo de Fórmula 1 por duas vezes, em 1952 e 1953. Vários pequenos mistérios continuaram para sempre a rodear a sua morte. Era famoso pela sua destreza e, ao mesmo tempo, pela extrema segurança com que conduzia. Ah! Alberto Ascari não era um qualquer. Alberto Ascari é um dos nomes maiores entre os ases do volante. E, no entanto, naquele dia fatídico muitos pormenores pareceram desmentir as certezas que o envolviam. Não era para ter avançado para a pista, mas insistiu em experimentar o carro do seu amigo, Eugenio Castellotti, Il Bello, que viria a morrer dois anos depois num acidente em Modena; usava o capacete branco do companheiro em vez do seu habitual capacete da sorte, de um azul-vivo; quatro dias antes sofrera um aparatoso acidente no Mónaco e insistia em voltar depressa às pistas para ultrapassar o trauma. Tudo se juntava para contrariar a sua imagem de rigor absoluto. Por que pedira ele à Lancia, a sua escuderia, que lhe desse a autorização para que, nessa tarde, pudesse guiar um Ferrari? Saudades do tempo em que fora campeão com a marca do Cavallino Rampante? Perguntas sem resposta.
A morte vivia no sangue e na memória de Alberto. Aos sete anos, o pai, Antonio, outro monstro das pistas, morreu num acidente em Autodrome de Linas-Montlhéry, quando comandava o Grande Prémio de França ao volante de um Alfa Romeo. A dor não lhe tirou a audácia. Começou pelas motos. Passou aos automóveis com a ajuda do grande amigo do seu pai, Enzo Ferrari, que um dia disse sobre ele: «É inultrapassável! Se ganha a dianteira de uma corrida ninguém é capaz de superá-lo». Tomou conta da garagem da família durante a II Grande Guerra e teve sucesso no negócio que partilhou com Luigi Villoresi, seu conterrâneo milanês, também ele piloto nos primórdios da Fórmula 1, ao manter o fornecimento de carburantes para os veículos militares que travavam combates no Norte de África. Estreou-se em grande no I Campeonato do Mundo, fazendo parte da equipa da Ferrari juntamente com Gigi Villoresi e com o francês Pierre Raymond Sommer: na segunda corrida da competição, Grande Prémio do Mónaco, arrebatou o segundo lugar atrás do argentino Juan Manuel Fangio. Isto é, ficou em primeiro lugar entre os pilotos que eram deste mundo.
O norte-americano Andrew Alm Benson foi um indivíduo curioso. Professor de Biologia na Universidade da Califórnia, tornou-se igualmente um estudioso das competições automobilísticas. Escreveu ensaios. E livros. Escreveu inevitavelmente sobre Alberto. «Com a sua camisola azul-clara e o seu capacete a condizer, era uma figura inconfundível dentro do um Ferrari vermelho. Sentava-se de costas direitas e ombros ligeiramente curvados, bem mais próximo do volante do que os seus rivais. Não fazia parte do estilo dos pilotos modernos de Fórmula 1. Tinha um duplo queixo e umas bochechas que o levavam a parecer-se mais com um padeiro milanês do que com um feroz condutor. E, no entanto, era uma terrível e impiedosa máquina de competição. Dominou os Grandes Prémios como ninguém antes dele». A sua popularidade foi enorme, talvez por esse mesmo ar de padeiro milanês ao qual juntava uma índole bonacheirona e amigável. Em 2018, o escritor de livros de suspense, Mark Sullivan, publicou Sob Um Céu Escarlate. Um romance com cenários verdadeiros que aborda a vida contrariada de um jovem milanês, Pino Lella, que vê o mundo virado do avesso quando rebenta a II Grande Guerra e é obrigado pelos pais a alistar-se na Wermacht, convencidos de que seria a melhor forma de o manter longe dos cárceres do fascismo. Lella acaba por se tornar o chofer oficial de Hans Leyers, o representante de Hitler na Itália de Mussolini. Só um homem conseguiu ensinar-lhe a guiar na perfeição: Alberto Ascari!"

Nacional-Benfica, 0-2 Águia vermelha em pedra dura furou resistência de Lucas França


"Demorou, demorou, demorou, mas golos acabaram por aparecer, pelo meio de uma exibição de luxo do guarda-redes do Nacional 

Demorou, demorou, demorou, mas, como água mole que vai batendo em pedra rija, os golos do Benfica foram surgindo, apoiando-se a exibição das águias encarnadas na figura de Di María. O argentino não teve o rendimento de luxo a que habituou os portugueses, mas conquistou a grande penalidade, marcou-a irrepreensivelmente e chegou ainda ao segundo golo, num remate frágil, mas colocadíssimo, que fugiu ao controlo de outra das grandes figuras dos 90 minutos: o guarda-redes Lucas França. O Benfica volta, assim, às vitórias depois do empate com o Aves SAD na jornada anterior e passa a estar ensanduichado entre Sporting e FC Porto: 36, 35 e 34 pontos, respetivamente, para os três primeiros.
Onde há 74 dias havia nevoeiro começou por aparecer nesta quinta-feira um gigante de 1,94 metros: Lucas de Oliveira França. O guarda-redes do Nacional foi o primeiro grande obstáculo que o Benfica teve de ultrapassar para chegar à vantagem. Pelo chão, pelo ar, com as mãos ou com os pés, o brasileiro foi verdadeiramente intransponível nos primeiros 45 minutos do jogo da Choupana.
O Benfica, mesmo sem exibição de luxo, poderia ter chegado ao intervalo com vantagem bem tranquila, tantos foram os remates enquadrados e perigosos que criou e finalizou. Porém, às cabeças de Pavlidis (12’) e Otamendi (36’) e aos pés de Akturkoglu (29’) respondeu Lucas França com um punhado de defesa extraordinárias. O Benfica não estava a jogar futebol encantador, mas dominava todas as variáveis, com exceção, claro, de colocar a bola no fundo da baliza. Porém, sejamos justos, grego, argentino e turco fizeram tudo de forma quase perfeita. O problema foi mesmo ter aparecido no caminho o goleirão paraíbano de Alhandra.
Por volta da meia hora, o nevoeiro voltou a aparecer na Choupana, mas, desta vez, apenas ténue e que não impedia que se continuasse a ver razoavelmente bem. Os encarnados continuavam a rodar a bola por quase todas as zonas do relvado, mas sentiam algumas dificuldades em entrar na grande área da equipa madeirense e, quando o faziam, encontravam o muro chamado Lucas França. E mesmo em cima do intervalo, aos 45+3, Akturkoglu recebeu a bola junto à marca de penálti, rodou um pouco e rematou. Era quase impossível não ser golo, mas Lucas França esticou-se, esticou-se, esticou-se e, no chão, esticou então os dedos da mão direita e desviou a bola para canto. Escrevemos muito, até agora, sobre o brasileiro, mas o resumo dos primeiros 45 minutos centrava-se quase só em Lucas França.
A segunda parte começou quase como terminara a primeira. Com o Benfica a criar muito perigo e, desta vez, com intervenientes diferentes: Kokçu e a barra. O turco rematou fortíssimo, parecia que a bola ia passar muito por cima da baliza, mas, de repente, curvou-se e embateu na barra. Não havia Lucas Franças, havia barra.
O golo, porém, continuava perto de aparecer. E assim foi aos 59’, depois de Di María cruzar, na esquerda, a meia-altura, aparecendo a mão de Ulisses Rocha a impedir que a bola chegasse a Pavlidis. Grande penalidade óbvia. Que Di María transformou em golo de forma perfeita. Estava desfeito o 0-0 e estava violada a baliza de Lucas França.
Tiago Margarido tinha de tentar algo de diferente para mudar o rumo do jogo e fez. Trocou Appiah por Daniel Penha, Isaac por Dyego Sousa e Matheus Dias por Bruno Costa. Tentar, tentou, mas não resultou. O Nacional continuou a ser uma presa demasiado frágil para um Benfica que nem estava a ser exuberante. E pouco depois, num remate um pouco frouxo, mas colocado, Di María ampliou para 2-0.
Estava fechado o resultado e foi então que, percebendo que a vitória dificilmente fugiria, Bruno Lage começou a rodar jogadores: Akturkoglu por Beste, Aursnes por Leandro Barreiro, Di María por Schjelderup e Kokçu por Rollheiser. O Nacional poderia aproveitar para crescer, mas quem cresceu mesmo foi Leandro Barreiro, desviando de cabeça para a baliza dos madeirenses, obrigando Lucas França a desviar para o poste."

Não Foi Fantástico, Mas Foi QB E Foi Mais Do Que Justo


"Nacional 0 - 2 Benfica

09' Dos 8 minutos corridos em outubro, jogaram-se 3. Veremos que tempo adicional dará o árbitro.
14' Toma lá amarelo Pavlidis, que é para saberes que amarelar os jogadores do Benfica é fácil.
25' Benfica a dominar, a controlar o jogo, a criar perigo, a não concluir. FDX!
30' Olhem lá o nevoeiro a cair sobre a Choupana. Querem ver que isto vai ser suspenso outra vez? VER-GO-NHA!!!
35' Terceira grandíssima oportunidade, terceira grandíssima defesa do guarda-redes deles. E continuamos empatados... 
43' Di María não está nos dias dele - já não esteve na Vila das Aves. Vá lá, Angelito, tira aí um coelho da cartola para me fazeres passar por totó!
45' Lá está a vigarice do tempo adicional a não compensar a outra paragem. Deu 4 minutos...
45+3' O Aktürkoglu de há um mês já tinha metida duas lá dentro.
45+4' Temos que acelerar processos. Com a velocidade da primeira parte vai ser difícil.
50' Grande estouro do Kokcu na barra!!! Se chuta assim bem, que chute mais vezes.
51' Onde anda o Pavlidis da pré-época? É que não consegue mandar uma lá para dentro. Uma!
57' PE-NÁL-TI! Mais descarado é impossível. Com o braço aberto tirou o pão da boca ao nosso. Vamos Di María!
59' Goooooooolo! É continuar para o segundo golo. É proibido gerir esta vantagem.
62' O Di María precisava de ver um amarelo? Para quê este puxão?
63' Quero ver os entendidos a pedirem um amarelo para este pisão no Di María. Se fosse o argentino a fazê-lo pediam vermelho!
66' Toma lá outro pisão, Angelito, e não te queixes! Amarelo? No bolso do senhor árbitro.
74' Pronto, já posso descansar um pouco... obrigado Di María - e vão dois!
82' Grande assistência do Di María, grande cabeceamento do Barreiro, mais uma nos ferros.
90' Por onde andam as bolas paradas com perigo do Benfica? 11 cantos e nada...
90+4' Serviço cumprido. Três pontos para as contas do 39. Venha o Estoril!"

Se houver bruma na Choupana, o Benfica terá sempre Di María


"Num jogo que não começou, mas recomeçou num lançamento lateral, o Benfica livrou-se do nevoeiro que teima em revisitar o estádio do Nacional da Madeira por via do talento do seu jogador mais divergente. Ángel Di María marcou os golos da vitória (0-2) que deixou os encarnados a um ponto da liderança do campeonato

Está o árbitro à beira da área, ergue o apito com o braço em ângulo reto, o dedo da outra mão a apontar para o objetivo, okay, todos os presentes julgo terem entendido a mensagem, não era necessária uma perspicácia de Sherlock Holmes para os jogadores, quase todos enfiados no retângulo à frente da baliza de Trubin, compreenderem que só escutado o silvo é que Gustavo Garcia poderia fazer um jogo de futebol começar não colocando a bola a rolar, mas arremessando-a, as suas manápulas a serem os primeiros membros a tocarem nela em vez de serem os pés de alguém.
Pegando aos oito minutos, mais exatamente aos oito minutos e cinco segundos jogados há dois meses, o esquizofrénico Nacional-Benfica era reiniciado com um lançamento lateral, das mãos para a molhada, lá foi a bola finalmente devolvida ao jogo que estampou previsões de meteorologistas, augúrios de neblina e relatórios do IPMA na tinta de jornais desportivos. À hora do recomeço, o denso nevoeiro no alto da ilha da Madeira permanecia, circundava o estádio, as imagens de drone atestavam o temperamento nublado da Choupana, mas, sobre o hectare de relva, alguma bruxaria parecia haver.
Na aberta do maldito nevoeiro que adiou a partida e muitas mais haverá de empurrar para outras datas, os madeirenses, nativos deste clima, estiveram a apertar o Benfica nos minutos de arranque, tinham pressão a todo o campo, reclamaram segundas bolas, encostaram sem temores nos adversários. Apareciam para serem duros de lidar. O tempo, enquanto trazia “rabanadas” de nevoeiro de quando em vez, como dizia a minha colega de carteira, Lídia Paralta Gomes, densas nuvens do feitio da Choupana a lembrar que bastava ele querer para o jogo ir de novo para coma induzido, haveria de ser preenchido pela supremacia do Benfica.
Mantendo-se o Nacional a querer pressionar não muito em cima, mas com a equipa subida no campo, os encarnados fizeram por aproveitar os espaços entre os adversários. Sem grandes adornos a meio-campo, despreocupados com ligações e passes no miolo, procuraram os seus mais frenéticos, os atacantes vindos de fora, para se vingarem do nevoeiro. Por duas vezes, a agilidade de Di María serviu remates, um no chicote do seu pé esquerdo que cruzou à cabeça de Pavlidis, outra após ziguezaguear com o seu corpo-esparguete, cruzar rasteiro e Aktürkoglu rematar.
Noutro par de ocasiões, houve Kökçü, o intermitente se bem que incisivo turco, pachorrento em certos vislumbre quando depois é visto a injetar energia em passes, ou nele próprio: da esquerda, onde mais se tem baseado com Bruno Lage, cruzou para a bola ressaltar na relva e encontrar a cabeça de Otamendi perto do segundo poste; mais tarde, numa incursão sua ao sprint pelo centro-direita e por dentro de Di María, zonas não habituais nele, pediu ao argentino o passe que apanhou e remeteu para Pavlidis, de costas, servir novamente um remate de Aktürkoglu.
Nos quatro flagrantes intrometimentos do Benfica por entre as brumas do nevoeiro da Choupana houve as mãos, ou a perna esquerda, do atento Lucas França, guarda-redes sónico nos reflexos, a muralhar a sua baliza contra a porosa linha defensiva do Nacional, sôfrega com a genica de Di María com bola e o faro do extremo turco a aparecer no lugar certo para finalizar.
Na vez que a atenção e o posicionamento do guardião de nada lhe valeram, não por inaptidão sua, antes pela habilidade alheia, houve a trave a salvá-lo de um remate à distância de Kökçü, badalada inaugural do sino de alerta na segunda parte que continuou a ter um Benfica incisivo a atacar a área. Já sem a bipolaridade do nevoeiro, desaparecido com o acendimento dos holofotes do estádio, os encarnados mantiveram a procura de desequilíbrios por fora, onde Di María não se cingia à sua predileta ala direita e foi ao outro lado para espreitar o remate que desencantar um penálti, ao embater na mão de Ulisses Wilson.
O golo (59’) fez outro guizo soar no radar dos jogadores de Bruno Lage, há dias desleixados na Vila das Aves, onde em vantagem foram amorfos em demasia, amoleceram-se no jogo e o leme que perderiam seria aproveitado pelo AVS. Não foi o caso na Madeira.
Alérgicos aos esconderijos, os três médios deram-se ao jogo, mostraram-se à saída de bola, Aursnes e Kökçü não sumiram dos ângulos de visão de Florentino, a tríplice irrequietação deles manteve as dúvidas na marcação dos jogadores do Nacional e o Benfica foi arranjando vias para os passes saírem. Diminuíram as chegadas à área de Lucas França, aumentou a segurança nas posses, de maior a capacidade para a equipa reter a bola. Os madeirenses, curtos na dependência em Luís Esteves para desencantarem rasgos nas suas tentativas de avançar no relvado, não conseguiam incomodar a estabilidade dos visitantes.
Mesmo com outra raridade nas aproximações à baliza, quando as teve o Benfica irrompeu por fora, quase sempre no jogo exterior. Uma correria de Alexander Bah para se juntar a uma dessas incursões tirou um cruzamento que Gustavo Garcia, trapalhão, cortou para os seus próprios comparsas, para a marca de penálti, onde uma carambola se disputou até a sua sobra ir aos pés de Ángel Di María, um rato de delgada esperteza que sem espaço, quase nenhumas possibilidades, entalado numa vereda de pernas. Vendo-se cercado, o argentino fez o remate passar, docilmente, por entre as tenazes de um adversário. Lucas França não teve comprimento para impedir o segundo golo (74’).
Sem artimanhas de reluzir nos olhos, tão-pouco jogadas de desenho de louvar, o Benfica manteve a mão no jogo sem altos e baixos. Ter às tantas Zeki Amdouni na frente, um atraído por combinações e passes por natureza, ajudou ao certo controlo que houve até ao fim. A dinâmica no flanco direito, por onde Aursnes não se farta de rasgar diagonais e Bah de correr pela linha, foram forçando as condições para Di María, o maior divergente da equipa, fazer das suas. Ainda tirou um cruzamento para a cabeça de Leandro Barreiro mandar a bola ir chatear a barra da baliza.
Quando se ouviu o apito-mestre, a marotice da Choupana já revisitava o estádio, via-se o traço de personalidade do seu microclima que mais desgostos causa ao futebol beijar suavemente as bancadas. Di María tinha um comprido casaco vestido, fora substituído ainda o jogo não terminara. Amainado o talento do argentino, as brumas tinham a veleidade de se voltarem a mostrar. Com ele à solta, o Benfica repeliu-as para ter a vitória que o deixa a um ponto da liderança do campeonato, a pouco mais de uma semana de visitar o Sporting."

Vinte e Um - Como eu vi - Nacional...

BI: Nacional...

5 minutos: Nacional...

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Vermelhão: Adiamento, nevoeiro, guarda-redes em modo 'parede'... e vitória do Benfica!

Nacional 0 - 2 Benfica


Finalmente! 2 meses depois de ter começado, no meio do nevoeiro, o jogo acabou!!! E voltámos a ter neblina intensa, mas desta vez, deu para chegar ao fim!!!

Vitória justíssima do Benfica, com um 0-2 que pecou por ser escasso! O melhor jogo do Benfica, neste último ciclo após as Seleções... Na partida da Taça, com o Estrela goleámos, mas hoje, fora de casa, até acho que jogámos melhor, o resultado só não acabou em goleada, porque o guarda-redes do Nacional, fez a exibição da sua vida!!!

Os primeiros minutos após o recomeço, até não foram fáceis, com o Nacional a ganhar 3 cantos praticamente consecutivos, mas a meio da 1.ª parte, já o Benfica dominava completamente o jogo, e quando os remates começaram a acertar na baliza, só as defesas 'impossíveis' do goleiro adversário, evitaram o golo...

O empate ao intervalo, era extremamente injusto. E foi preciso esperar por um penalty (claro) para desbloquear a partida! Pouco depois, num dos remates mais 'fraquinhos' do Benfica, matámos o jogo com o 2.º golo!!!


Além do relvado pesado, dum adversário muito agressivo, que teve autorização para bater, as falhas na finalização, deram uma emoção à partida, que era totalmente desnecessária!

Uma nota para a forma como o Nacional tentou ultrapassar o Benfica, no início da partida, quando ainda tinham força: cavalgadas individuais, por jogadores fortes e rápidos fisicamente! Esta é uma das estratégias mais usadas contra o Benfica, por este tipo de equipas. O Benfica tem um défice físico na recuperação de bola...


Mais uma vez, assistimos a uma partida, com os jogadores do Benfica a serem agredidos, pisados constantemente, e os Cartões, só saíam para os jogadores do Benfica! O Di Maria, às vezes exagera nas quedas, mas isso não justifica levar cacetada de meia-noite e nada ser assinalado!


Antes do Natal, ainda temos o Estoril na Luz. E não será fácil, até porque o tempo de recuperação é curto, e vamos levar com um adversário motivado, que teve uma semana inteira para preparar o jogo... Extremamente importante, terminar este ciclo com mais uma vitória, pois logo a seguir temos a deslocação ao Alvalixo!

Eliminação, apesar de vitória histórica...

Trentino 2 - 3 Benfica
25-22, 25-22, 20-25, 18-25, 13-15


Vitória histórica, contra o actual Campeão Europeu! É verdade, que após o 2-0, a eliminatória ficou decidida, e os Italianos, rodaram alguns jogadores, mas o plantel do Trentino tem alguns dos melhores jogadores do Mundo, e além disso o Benfica também rodou alguns dos titulares!

Nivaldo em grande, dando a indicação que tem que ser titular, em conjunto com o Pablo, até porque o Japa não tem estado ao seu melhor! O Godlewski também entrou muito bem...

Mais do que Ser Campeão: Recuperar a Alma do Benfica


"Bem, acho que tenho de falar sobre isto. Não consigo explicar a frustração que senti depois do jogo contra o AVS. A equipa da casa empatou ao último minuto, numa segunda parte onde estava a crescer e o nosso Benfica em movimento contrário. Tal como tem feito nos últimos jogos. Vejo uma opinião muito dividida sobre o trabalho de Bruno Lage. Vejo gente a olhar para as estatísticas e a pensar como estavam na época do Roger; vejo gente a ser completamente arrasadora para Bruno Lage, chamando-o de medíocre. Eu limito-me só a observar e encarar os factos. Estamos muito melhor com Bruno Lage do que estávamos com Roger Schmidt (também não era preciso muito). Mas temos de olhar para as coisas como elas são. A equipa demonstra e transpira desgaste. Vê-se. Esse é o primeiro ponto.
Segundamente, nestes últimos jogos em específico, há demérito do nosso treinador. Mexeu mal. Mexeu mal e sem critério. Decisões que nos fazem pôr as mãos à cabeça. Contudo, temos de encarar a realidade. Recuperou toda a porcaria que Roger Schmidt fez. Lage pode não ser um treinador brilhante, mas tem muitas qualidades. Sabe o que é o Benfica, puxa pela bancada. Claro que isso não chega, é necessário o trabalho sujo. Os treinos, a dinâmica coletiva e, sobretudo, a luta. Suor e lágrimas. Raça, querer e ambição. Temos de ter isso de volta. Não interessa quem são os jogadores ou o treinador, essa é a nossa identidade. O objetivo não é só ser campeão, é mais profundo do que isso. O nosso objetivo é trazer o Benfica de volta.
Há umas semanas, ouvi uma frase que foi dita pelo nosso amigo Bakero há uns tempos que está relacionada com isto. O mesmo falou sobre o estado do nosso Benfica e disse algo que me deixou a pensar durante muito tempo. Ele falou sobre o facto de, atualmente, miúdos com 20 anos não terem muito Benfica para recordar. Não há muito onde se possa agarrar. Não há aquelas memórias lendárias que tanto o Bakero, o Picado, o João Nuno e o Sérgio tiveram. Bem, sendo um rapaz de 19 anos, que foi incentivado pelo pai a ir ao estádio desde pequenino, acho que tem tudo a ver com legado. Benfiquistas mais velhos têm de explicar aos benfiquistas mais novos o que é a Mística. Parece tudo muito bonito, mas, quando chegamos ao estádio e percebemos essa ideia, vemos que os nossos pais tinham razão.
Agora, é o nosso trabalho passar a Mística para a geração seguinte.
Saudações Benfiquistas"

Os três grandes em estado de emergência


"Pouco futebol, resultados indefinidos até aos últimos instantes dos jogos e muito nervosismo colocam Sporting, Benfica e FC Porto nesta fase da temporada em estado de emergência

Pouco futebol, resultados indefinidos até aos últimos instantes dos jogos e muito nervosismo colocam Sporting, Benfica e FC Porto nesta fase da temporada em estado de emergência. Em comum, as equipas dos três únicos candidatos ao título de campeão nacional, a qualidade exibicional sofrível.
Os leões a milhas do patamar alcançado já esta época com Ruben Amorim, disfarçam mal as debilidades e insuficientes na era João Pereira, para o que as duas vitórias consecutivas são ténue panaceia. Ainda a de ontem, para a Taça de Portugal, no prolongamento, sobre ao Santa Clara, foi sintomática da crise de confiança que grassa na equipa sportinguista e ao que a impaciência dos adeptos em nada ajuda a debelar. Por isso, nervos, muitos, refletidos em expulsões, duas, uma do suplente Ricardo Esgaio, no banco. João Pereira não lidera, não transmite a confiança que os jogadores dentro e fora do relvado necessitam. Ao treinador leonino não se vislumbra essa capacidade agregadora e mobilizadora, a não ser que a acumulação de vitórias lha proporcione.
Série vitoriosa duradoura era o que garantia ao treinador Bruno Lage manter aparente boa sustentabilidade no Benfica - e à equipa. Essa terminou na jornada transata do campeonato, na Vila das Aves, sem brilho e, pior, antevendo-se pelo desempenho mediano, e em declínio, que o conjunto encarnado vinha a exibir há alguns jogos. O duelo de hoje, no Funchal, com Nacional – ainda ameaçado pelo nevoeiro que já o adiara – assume importância acrescida. Ou o conjunto benfiquista mostra na Choupana que a recente escorregadela foi única ou uma segunda consecutiva poderá voltar a puxá-las para baixo, depois de tanto esforço, com Lage, para se reerguer para a luta. Uma coisa é certa, e não depende do resultado na Madeira: a águia tem de jogar mais, muito mais, e nas adversidades o treinador tem de mostrar que tem melhor golpe de asa.
No FC Porto, as mesmas causas, a qualidade insuficiente do futebol praticado pela equipa e a contestação crescente ao treinador Vitor Bruno, geram ainda maior nervosismo, que já atingiu, sem espanto, o presidente André Villas-Boas, envolvido em polémica com adversários no túnel do Dragão no final do jogo com o Estrela. Mau exemplo de quem deveria dar bom, mas que infelizmente não é exclusivo do líder portista. No Benfica, Rui Costa também tem cadastro em incidentes do género naqueles acessos ao relvado/balneário. Só Villas-Boas, por ser recente no cargo, ainda não se tinha iniciado nesses maus comportamentos."

Quanta Liga joga o Benfica na Choupana?


"Ninguém percebeu nada do que se passou naqueles poucos minutos na Choupana em outubro, mas quando se olha para lá dos resultados, facilmente se percebe que foi fora de casa que o Benfica passou por piores momentos na Liga, o último dos quais nas Aves. A exceção é o bom jogo do Vitória de Guimarães na Luz, onde até o FC Porto sofreu um resultado com 40 anos.

O futebol do Benfica melhorou, mas ainda não estabilizou. Bruno Lage encontrou um onze, não se sabendo ainda se iniciou nas Aves um processo de rotação ou se essas mudanças que aplicou na equipa titular foram episódio que dificilmente vamos ainda ver.
Apesar dessa estabilidade no onze não há ainda uma consistência nas exibições, mais visível no tipo de desafio que os encarnados enfrentam nesta quinta-feira.
Já o escrevi antes e se volto ao argumento é porque o Benfica ainda não encontrou solução para algo que me parece cada vez mais evidente, pela sua recorrência.
Foi isso que, por fim, derrubou Schmidt e foi isso que retirou algum momento ao Benfica nesta fase. Lage encontrou alguns caminhos para a felicidade - o mais evidente frente ao At. Madrid que, ironicamente, se perdeu no nevoeiro que atirou o confronto com o Nacional para um dezembro congestionado no reino das águias.
Ninguém percebeu nada do que se passou naqueles poucos minutos na Choupana em outubro, mas quando se olha para lá dos resultados, facilmente se percebe que foi fora de casa que o Benfica passou por piores momentos na Liga, o último dos quais nas Aves. A exceção é o bom jogo do Vitória de Guimarães na Luz, onde até o FC Porto sofreu um resultado com mais de 40 anos.
Tudo o que ronda esta deslocação à Madeira e à Choupana em particular já é de si uma adversidade: um duelo fora de calendário, a aterragem no Funchal, os requisitos com uma ficha de jogo que pode ser alterada mas só até certo ponto, uma partida que ainda parece um jogo total, mas que tem menos de 90 minutos para se resolver e até o facto de haver uma maior preocupação geral com o tempo previsível do que o onze provável.
Lage tem de uma forma ou outra dado soluções à equipa. Errou na estratégia em Munique, terá aprendido com isso e também terá pensado nas substituições que fez nas Aves. Ali o Benfica sofreu e acabou com um empate amargo, apesar do toque a reunir que o capitão Nico Otamendi deu antes da partida. Talvez esteja a faltar essa parte nesta equação: os jogadores.
Talvez seja preciso mentalizarem-se que para os adeptos é mais, ou pelo menos tão, importante ganhar na Choupana numa tarde de quinta-feira para a Liga como é em Turim numa noite europeia frente à Juventus.
O Benfica tem muita Liga em jogo no que resta do tempo com o Nacional. Não pelos pontos, pois aí haverá margem para recuperar, mas pelo que pode tornar-se como equipa, se os jogadores deixarem de se sentir incómodos em campo de cada vez que visitam outro estádio na Liga."

Adiante...


"Olhar em frente e para o que aí vem é a única atitude que o Benfica pode ter depois de uma semana que empatou a sua caminhada. Dois empates que podiam e deviam ter sido vitórias, mas que a inoperância atacante a juntar, mais no caso do Bolonha, às boas exibições dos guarda-redes contrários transformaram-se em perda de pontos importantes. No mais, a ineficácia é a única semelhança entre os jogos pois se na quarta-feira o Benfica foi em crescendo e acabou a sufocar o adversário, nas Aves deixou fugir um jogo, e uma vitória, que estava “cantada” por um colapso exibicional na última meia hora de jogo que só o “vírus Champions” pode explicar. É um facto que os jogos pesam e que neste fim de semana, Bayern e PSV perderam a invencibilidade, Juventus, Arsenal e Real Madrid empataram com equipas do fundo da tabela e o Barcelona perdeu em casa com o Leganés, mas isso não pode apagar erros próprios pois com mais maturidade na hora de defender estes pontos não podiam ter sido desperdiçados depois de uma hora em que o jogo esteve controlado e em que devia ter sido resolvido. A última meia hora foi um suplício que acabou por ter um fim dramático com um golo sofrido em resultado de uma falta (?) que não devia ter acontecido. Feito, nada a fazer, a não ser preparar já o jogo com o Nacional e depois com o Estoril para “respirar” um pouco no Natal. Este mês de dezembro, como aqui escrevi, exige mais ação e menos palavras e o adiamento do jogo com Nacional em nada ajudou, mas é nestas dificuldades que se vê a fibra de campeão e é a essa que o Benfica terá de recorrer para fazer o que tem de ser feito nos próximos oito dias - ganhar!"

Terceiro Anel: Diário...

Na Madeira para vencer


"O desafio entre Nacional e Benfica, interrompido por fracas condições de visibilidade devido a nevoeiro, é reatado hoje, às 17h00. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Focados e determinados
O treinador do Benfica, Bruno Lage, revela a mentalidade do grupo de trabalho para atingir os objetivos: "Estamos preparados para jogar o jogo e queremos muito jogar o jogo. A ambição deste Clube é enorme. A nossa pressão é diária, é de vencer todos os jogos. A nossa exigência é máxima. Estamos numa posição em que dependemos apenas de nós para sermos campeões; e acredito muito, pela resposta que os jogadores vão dando, que é com este plantel que a equipa vai ser campeã nacional."

2. Contratos prolongados
Bah e Bajrami de águia ao peito até 2029.

3. Prémios entregues
Bruno Lage, treinador do mês, Di María, jogador e avançado do mês, e Tomás Araújo, defesa, já receberam os prémios relativos a novembro.

4. Resultados
Em hóquei em patins, o Benfica ganhou, por 6-8, no rinque do HC Braga. Em andebol, triunfo benfiquista, por 26-34, no reduto do Dom Fuas. A equipa B de futebol venceu, por 0-1, na visita ao Middlesbrough na Premier League International Cup.
Anteontem, os Sub-23 golearam o CF Estrela, por 7-0. E, no basquetebol, vitória por ante o NINERS Chemnitz a contar para a Basketball Champions League.

5. Outros jogos do dia
No voleibol, a equipa masculina atua no pavilhão do Trentino em jogo da 2.ª mão dos oitavos de final da CEV Volleyball Cup (18h00), e a feminina visita o Vilacondense (21h00).

6. Sub-15 na Seleção Nacional
Foram 7 os jovens futebolistas do Benfica ao serviço de Portugal no Torneio de Desenvolvimento da UEFA.

7. Ações de solidariedade
Veja as reportagens da BTV sobre as ações de solidariedade empreendidas pela Fundação Benfica, os atletas, treinadores e colaboradores do Clube, o plantel dos Juvenis de futebol e jogadoras das equipas femininas de andebol e futsal.

8. Hóquei em patins celebra o Natal
A secção realizou o convívio de Natal e reuniu cerca de 200 pessoas.

9. Basquetebol em convívio de Natal
Cerca de 300 pessoas juntaram-se à festa de Natal do basquetebol benfiquista."

História Agora


Presidência da FPF


"5 PONTOS SOBRE O APOIO DO BENFICA À CANDIDATURA DE PEDRO PROENÇA

1. Pedro Proença tem toda a legitimidade de se candidatar à presidência da FPF e querer o apoio do Benfica para essa candidatura.

2. Toda a gente sabe, porém, que Pedro Proença tem um índice de rejeição nos benfiquistas que estimo acima dos 80 por cento.

3. Jamais o Benfica pode apoiar um candidato a qualquer orgão de gestão do futebol português - Liga, FPF, etc. - sem no mínimo explicar pública e claramente aos Benfiquistas as razões desse apoio.

4. Mais: desejavelmente, o Benfica só deve apoiar um candidato a qualquer orgão de gestão do futebol português - Liga, FPF, etc. - se garantir previamente o compromisso do candidato com um "caderno de encargos" com medidas concretas e calendarizadas relativas aos pontos que o clube considera essenciais para a transformação do futebol português.

5. O Benfica apoiou Pedro Proença para este mandato à frente da Liga explicando que todos os outros clubes o tinham apoiado e que não fazia sentido ser o Benfica a ir contra esse movimento. Acontece que nunca o maior de Portugal pode ir atrás dos outros, antes terá que ser ele próprio o catalizador das mudanças que considera serem urgentes implementar no futebol português. Deseja-se que não volte a repetir esse erro agora."

O João Gabriel acordou e escolheu a violência 🫶 Tão isto!

Chorões!

Vermelho claro...

Exemplo de como um jogador do Sporting, sofre uma falta:

No Princípio Era a Bola: O problema recorrente do Benfica de Bruno Lage e o discurso alheado da realidade de João Pereira

O «menos pior»


"«São esses jogos de 1-0 [triunfo do Benfica diante do Vitória] que vão fazer a diferença».
«Foi uma vitória que valeu apenas um ponto [empate do FC Porto com o Famalicão]».
«A nossa equipe [Sporting frente ao Boavista] esteve ao nível do clube».
As declarações acima são de personagens distintos, mas, no fundo, nos esfregam na cara o mesmo: o futebol português está aceitando ser nivelado por baixo.
Não bastasse o fraco nível exibicional dos três grandes nesta altura da temporada, ainda somos obrigados a levar semanalmente com discursos resignados, pouco ambiciosos e repleto de lugares-comuns.
É bem verdade que Bruno Lage, Vítor Bruno e João Pereira não são exímios comunicadores. Longe disso. Entretanto, os três poderiam - ou deveriam - querer mais. Exigir mais. Isso, claro, pelo menos quando forem abrir a boca.
Sim, estamos órfãos de Ruben Amorim. Nos entregou futebol e comunicação de alto nível nos últimos anos. Porém, não serve como desculpa, sobretudo quando (ainda) há uma diferença abismal de competitividade e investimento para outros 15 clubes da elite.
Dito isso, não é preciso dominar narrativas e interpretações para perceber desde já que o futuro campeão nacional caminha para ser o "menos pior", dentro e fora das quatro linhas."

Uma nova era


"Esta semana pode ter sido uma das mais importantes para o futuro do futebol feminino nacional. E europeu. Está a iniciar-se uma nova era neste setor e Portugal não pode ficar de fora deste novo ciclo. Jogadoras, clubes e seleções têm de caminhar de mãos dadas porque o que aí vem promete revolucionar e muito o quadro atual.
Vamos por partes. A UEFA confirmou esta segunda-feira várias medidas que irão impulsionar e injetar valores monetários como nunca no futebol feminino. No âmbito do Euro-2025, os prémios pagos a jogadoras internacionais, aos clubes que cedam as suas atletas e também às respetivas seleções serão maiores do que nunca, na ordem dos €41 milhões para as equipas presentes na fase final do Europeu, que irá decorrer na Suíça. Representa um aumento de 156% em relação a 2022. O próximo Europeu será, por isso, uma grande oportunidade para mostrarmos o talento português. E contra a Espanha, a Itália e a Bélgica vamos mesmo precisar de muito, muito talento. E organização. E competência.
Ainda no âmbito da UEFA, ficou a conhecer-se o formato e nome da nova prova europeia feminina, a Women's Europa Cup, disputada por eliminatórias. Em função do ranking, Portugal terá três equipas na Champions nas próximas duas épocas (uma diretamente outras duas através de fases de acesso), conquistando assim o direito a poderem obter verbas na ordem dos €800 mil/ano. E quem for eliminado numa fase preliminar pode, ainda, transitar para a tal Europa Cup. E é por isto que é preciso uma liga feminina forte, profissional, que consiga garantir cada vez mais apoios para os clubes, melhores condições de treino e de jogo.
O que nos conduz a outro dos grandes momentos da semana: o anúncio da formalização de candidatura de Pedro Proença, que hoje irá entregar a sua lista para a Direção da Federação Portuguesa de Futebol. Trata-se de uma grande notícia para o futebol português. Também para o feminino, cujo crescimento e modelo organizativo tem necessariamente de entrar na discussão dos dirigentes federativos com a máxima prioridade.
A UEFA já avisou, está a colocar meios à disposição como nunca, agora cabe-nos dar o passo rumo à profissionalização. As nossas jogadoras assim o exigem e o merecem. Pedro Proença, homem conhecedor como poucos do futebol e do terreno, homem de ação, que sabe reconhecer e procurar o talento, a organização e a competência, está preparado e é a pessoa certa para elevar o futebol português, incluindo o feminino, para uma nova era.
Saúde e boas festas."