Últimas indefectivações

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

O exemplo de Nadal e Federer


"Ninguém é eterno. A retirada de Nadal já era esperada até porque tinha sido anunciada o mês passado pelo espanhol. Depois de Federer, o grande rival, Nadal seguiu o mesmo caminho. Uma coisa é certa, tanto um como o outro deram um enorme contributo ao desporto mundial.

Carreira incrível
Nadal teve uma carreira única. Com apenas 19 anos ganhou o primeiro título de Grand Slam. Marcou uma era no ténis juntamente com Federer e posteriormente Djokovic. Quem o viu ao longo de 20 anos percebe quais as caraterísticas que o representam. A qualidade que sempre demonstrou é inquestionável. Contudo, como todos sabemos, não basta ter qualidade para se alcançar o sucesso. Nadal sempre demonstrou um enorme compromisso com a sua profissão. Como jogador de ténis sempre foi dedicado, trabalhador, incansável, mentalmente muito forte, aguerrido e empolgante. Quem acompanhou a sua carreira lembra-se de jogos memoráveis, alguns deles com mais de cinco horas de um ténis de enorme qualidade.

Grandes adversários
As grandes carreiras ficam marcadas por embates empolgantes e por adversários fortes. Nadal e Federer são um enorme exemplo no ténis e no desporto. Um alimentou o outro. Mais tarde, o crescimento de Djokovic veio fazer deste trio o melhor de sempre no ténis. Nadal e Federer trouxeram algo único ao desporto mundial. Sempre foram rivais nos recintos de terra batida ou de relva, mas sempre se respeitaram e demonstraram um enorme fair play. Federer ou Nadal nunca falharam quando o momento era de reconhecimento um do outro. Sempre souberam aplaudir-se mutuamente. Se dentro dos recintos demonstraram uma qualidade ímpar, fora da competição reforçaram o estatuto de lendas do desporto mundial.

O ténis sai valorizado
Após a despedida destes dois monstros do desporto mundial, podemos dizer que o ténis saiu a ganhar. Há um antes e um depois de Federer e Nadal. Estes dois enormíssimos jogadores são um exemplo do caminho que o desporto deve seguir. Cheios de ambição conseguiram ter uma carreira carregada de títulos e de grandes encontros, mas nunca esqueceram os verdadeiros valores do desporto, como o respeito pelos adversários e pelos adeptos, o estatuto de ídolos e os exemplos que sempre passaram para os mais novos. Não é fácil dentro do desporto encontrarmos dois jogadores com esta classe, que souberam conviver, e demonstrar tanto respeito um pelo outro e pela profissão. Os valores que estes dois ídolos passaram para os fãs e para os praticantes do ténis são inquestionáveis. Esta forma de estar trouxe muitas vantagens à modalidade tornando-a ainda mais apelativa para patrocinadores e parceiros, que se reveem nos espetáculos proporcionados antes, durante e depois dos encontros.

Rivalidadee crescimento
Se analisarmos o comportamento destes dois craques e o transportarmos para outros desportos podemos chegar a algumas conclusões. Ninguém tem dúvidas de que o ténis ganhou muito com Federer e Nadal, não só pela qualidade do jogo, mas também pela ética que sempre tiveram nas carreiras. Acredito que os dois jogadores também têm a noção que se ajudaram, mutuamente, a crescer a todos os níveis. Tiveram de se superar e melhorar constantemente o seu jogo para poderem vencer títulos de uma forma sistemática.
Os duelos que travaram permitiram que ganhassem ainda mais mediatismo, a nível mundial, o que lhes trouxe naturais benefícios pela dimensão que foram conquistando a nível global. São dos poucos atletas que sempre foram admirados pelo dom que têm, pelo esforço, dedicação e sucesso, mas também pelo respeito e fair play que sempre demonstraram para com os adversários. Num mundo cada vez mais global, e em que há cada vez maior atenção aos comportamentos dos grandes protagonistas, o ténis, pela forma de estar destes dois enormes atletas, saiu reforçado e muito valorizado.
Toco neste ponto para demonstrar a importância dos grandes atletas ou das grandes instituições no rumo que pretendemos seguir. No desporto é possível vencer e ter a forma de estar correta. Se o fizermos iremos valorizar-nos e, em simultâneo, também iremos valorizar as competições em que estamos inseridos. Faço um paralelismo entre o ténis e o futebol. O exemplo de Federer e Nadal pode ser incrível… se o soubermos interpretar. Uma competição será cada vez mais valorizada se existirem rivalidades positivas que façam com que todos tenham de melhorar constantemente. É ainda fundamental que todos saibam ganhar e perder. O reconhecimento do vencedor é uma demonstração de fair play que todos devem ter. É muito importante que exista a perceção de que os grandes clubes e os seus jogadores são exemplos para muitos jovens que se estão a desenvolver e que serão os ídolos de amanhã.
Como tal, é determinante que quem tenha protagonismo tenha também a responsabilidade de contribuir para uma cultura desportiva mais positiva e saudável. Reconhecer e aplaudir o mérito dos vencedores deveria ser algo natural numa competição. Ao longo destes 20 anos, Nadal e Federer foram muito mais do que apenas enormes jogadores. Foram embaixadores do ténis e do desporto mundial.
No final das suas carreiras fica o reconhecimento dos fãs, do mundo do ténis e de personalidades de todos os quadrantes. No fundo, de todos os amantes do desporto que puderam deliciar-se com aquilo que os dois tenistas exibiram nos courts ao longo dos anos. Por tudo isto que acabei de descrever, tanto Nadal como Federer deixaram o ténis um jogo muito mais positivo, limpo e valorizado do que quando iniciaram as suas carreiras. Um legado inestimável.

Gyokeres
Que época! 59 golos em 2024 e está apenas a 10 do melhor ano de sempre de Ronaldo e Lewandowski.

Lusitano de Évora
Está a provar por que a Taça de Portugal é uma competição especial. Voltou a surpreender ao eliminar o Aves SAD."

Sete em homenagem a Nené


"O Benfica está nos oitavos de final da Taça de Portugal, ao ganhar ao Estrela da Amadora, por 7-0, em noite de homenagem a Nené, perante 56 094 espectadores, no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Goleada dedicada a Nené
O treinador do Benfica, Bruno Lage, destaca a boa exibição e o resultado volumoso numa noite de tributo à glória do Benfica, notável goleador, Nené: "Foi uma entrada muito forte da nossa parte e, praticamente durante todo o jogo, criámos várias oportunidades de golo. Para a história fica, uma vez mais, uma bonita homenagem. Recordarmos que, há alguns anos, tivemos a oportunidade de ganhar 10-0 no dia [de aniversário] do Chalana. Hoje marcámos sete golos para fazer esta bonita homenagem ao míster Nené."

2. Hat-trick com golo antológico
Autor de três golos, o segundo um hino ao futebol, de uma assistência e considerado o homem do jogo, Di María considera que foi um "jogo espetacular em todos os sentidos, fizemos um jogo incrível" e acrescenta: "Depois do encontro com o FC Porto, tínhamos de demonstrar que seguimos iguais, e hoje voltámos a uma grande demonstração."

3. Reencontro com os golos
Arthur Cabral bisou, está "muito feliz por ter voltado a marcar" e confessa-se grato: "Quero agradecer muito à torcida por hoje, ao míster por me ter dado minutos, e aos meus companheiros também, que foram ali levantar-me e disseram que o golo ia sair."

4. Dedicado a Nené
75 anos de vida de uma glória do Benfica comemorados no Estádio da Luz.

5. Sétima vitória
A equipa B do Benfica ganhou, por 0-2, na visita ao Portimonense, vencendo pela sétima vez em 11 jornadas. Nélson Veríssimo salienta: "Num contexto competitivo exigente, os nossos jogadores deram mais uma vez uma resposta positiva."

6. Outros resultados
Em voleibol, triunfo benfiquista, por 3-0, frente ao Leixões; em râguebi no feminino, vitória, por 45-12, frente ao Sporting; em polo aquático, derrota nos homens e vitória nas mulheres, nas deslocações ao Sporting.
Esta manhã, em hóquei em patins, o Benfica sofreu um desaire no rinque do FC Porto (3-2). No futebol de formação, os Sub-17 golearam, por 1-7, na visita à Académica.

7. Jogos do dia
A equipa feminina de voleibol atua no pavilhão do Braga (15h00). As equipas femininas de basquetebol e futsal recebem o CPN (15h00) e o Futsal Feijó (19h30), respetivamente."

BiCabral!!!

Passe...

Coletivo...

Di María faltou ao Consílio dos Deuses para estar na Luz a representá-los


"Uma exibição feérica do internacional argentino valeu-lhe um hat-trick em 18 minutos. Foi bagagem suficiente para que o Benfica conseguisse partir para uma goleada (7-0) e eliminasse o Estrela da Taça de Portugal. Kökçü e Aktürkoğlu emprestaram frescura à segunda parte, onde os encarnados confirmaram o bonito serviço que Di María fez na primeira. Leandro Santos, formado no Seixal, estreou-se na equipa principal das águias

É preciso ter-se alcançado um estatuto de tal modo elevado para se ser homenageado com uma estátua em vida. Por tudo o que de bom tem feito pela seleção argentina e não só, Di María já deverá ter assegurado que um qualquer escultor lhe martele as feições de Fideo num naco de mármore. Quando o artista se começar a debruçar sobre esse assunto, entreguem-lhe a imagem do golo de pontapé de bicicleta que marcou ao Estrela da Amadora. Por certo que fazer levitar alguns quilos de pedra será milagre que os deuses terão todo o gosto de conceder a um dos seus sócios.
Di María trouxe à Terra, em dia de Taça de Portugal, uma espécie de Web Summit de atos taumatúrgicos, onde a maioria dos problemas podem ser resolvidos com recurso à inteligência artificial que parece ter sido uma invenção de1988, quando nasceu, em Rosário, o prodígio alviceleste. Com 18 minutos de relógio a rodar, já moravam três golos do extremo na baliza do Estrela da Amadora.
Podem dizer que está acabado, que a idade lhe sugou nutrientes futebolísticos. Não passarão de infundadas considerações sem comprovativo empírico. É normal que o tempo o tenha mudado, mas não será a cronometragem a ditar a sua utilidade. Caso não se farte Di María de dar aos outros o que ele próprio, sentado no sofá como espetador, é incapaz de ver em mais alguém, o argentino terá vaga garantida num contexto de excelência.
A lustrosa entrada em jogo do extremo facilitou a passagem do Benfica à próxima eliminatória da Taça de Portugal. No plano tático, Bruno Lage voltou a fazer coexistir Álvaro Carreras e Jan-Niklas Beste. O protagonismo que esta dupla costuma chamar ao corredor esquerdo, quando atua em conjunto, não se vislumbrou, migrando para a ala contrária. À direita, o triângulo Bah-Aursnes-Di María dinamitou o ataque encarnado e fez ruir as intenções defensivas de Guilherme Montóia e Nilton Varela.
Lage deu-se ao luxo de poupar alguns dos habituais titulares, recorrendo a Arthur Cabral e a Benjamín Rollheiser para compor a frente de ataque. Kerem Aktürkoğlu, Vangelis Pavlidis e Orkun Kökçü ficaram no banco. Não foram mudanças que tenham retraído a ofensividade do Benfica. Além do hat-trick de Di María, Carreras e Beste também podiam ter marcado ainda na primeira parte.
Porém, o Benfica não foi perfeito do ponto de vista defensivo - setor onde António Silva voltou a somar uma rara titularidade. Samuel Soares, o guarda-redes da Taça de Portugal, viu o seu sossego vilipendiado por Rodrigo Pinho e André Luiz.
Di María não deixaria o campo, aos 65 minutos, sem juntar aos golos a assistência para o 4-0 apontado por Aktürkoğlu, bem mais eficaz do que o desleixado Arthur Cabral. O turco foi o primeiro a ser lançado num lote de substituições aparentemente programadas. Seguiu-se o compatriota Kökçü. Kaboré, lateral-direito que chegou à Luz no verão, nem no banco de suplentes se sentou. Leandro Santos, jogador de 19 anos formado no Seixal, ocupou o slot deixado livre pela ausência do internacional pelo Burquina Fasso e até teve direito a estrear-se na equipa principal do Benfica.
O Estrela, treinado por José Faria, acabaria por se tornar inofensivo. O esmorecer da atitude que outrora tinha levado a equipa da Reboleira a pensar em sair da Luz pelo menos com um golo marcado serviu como suplemento vitamínico para o Benfica. A pilha Zeki Amdouni correu nas costas da linha de descrentes defesas e marcou o quinto golo. O parceiro de ataque do suíço, Arthur Cabral, fez o sexto e o sétimo por estar no sítio certo à hora certa. Nos oitavos de final, os encarnados têm pela frente o Farense."

Benfica-E. Amadora, 7-0 Na bicicleta de Di María até Arthur Cabral fica em forma


"Ao minuto 18 já o Benfica tinha resolvido a eliminatória com o Estrela da Amadora. Di María fez três golos e uma assistência. Arthur Cabral esteve muito perdulário, mas ainda teve acrobacia para bisar

As saudades da Argentina são a felicidade do Benfica. Enquanto a seleção de Lionel Scaloni vai pesando a ausência de Di María – apenas três vitórias em seis jogos desde a retirada de Ángel -, o Benfica beneficia por ter ainda o craque, e agora a tempo inteiro.
É verdade que Otamendi também teve lugar no onze de Bruno Lage, mas talvez o mesmo não tivesse sucedido com Di María – pelo menos com tanta frescura - se este tivesse andado igualmente a viajar por Assunção e Buenos Aires nos dias anteriores. Ficou em Lisboa, trocou o avião pela bicicleta, e assim, num registo mais ecológico, conduziu o Benfica aos oitavos de final da Taça de Portugal.
Ao minuto 18 já Di María tinha completado o hat trick mais rápido da carreira, que teve como ponto alto um golaço – o segundo - de pontapé de bicicleta. Mais uma obra de arte para a notável galeria que é a carreira de Fideo.
A eliminatória ficou arrumada logo aí, por força dessa entrada autoritária do Benfica, mesmo com cinco alterações na equipa inicial relativamente à goleada no clássico com o FC Porto. Uma das novidades foi Samuel Soares, que ainda brilhou três vezes na baliza encarnada, mas o 5x4x1 do Estrela da Amadora de José Faria mostrou-se demasiado frágil na Luz.
Em 4x3x3, com Aursnes sempre como guarda-costas de Di María, e desta feita com Rollheiser na meia-esquerda, o Benfica jogou a seu bel-prazer, com facilidade a ultrapassar a primeira linha defensiva do adversário e depois, a explorar triangulações – Carreras/Rolheiser/Beste e Bah/Aursnes/Di María – para criar inúmeras situações de finalização.
Arthur Cabral foi para o intervalo a lamentar um falhanço incrível, mas Akturkoglu, lançado ao intervalo, mostrou a eficácia habitual ao assinar o quarto golo benfiquista (59'). Depois dos três golos marcados, Di María ainda fez a assistência para o golo do turco, antes de abandonar o encontro.
O Benfica nunca baixou (muito) a intensidade, até pela qualidade dos jogadores que foram entrando. Bruno Lage promoveu a estreia do lateral Leandro Santos, mas ao mesmo tempo lançou Kokçu e Amdouni, os dois jogadores que desenharam o quinto golo: notável passe do internacional suíço a servir o avançado suíço na área.
Vangelis Pavlidis é que não saiu do banco, embora tenha chegado a fazer exercícios de aquecimento. Bruno Lage foi sensível ao momento de Arthur Cabral, mesmo depois de ver o avançado brasileiro desperdiçar três golos (que pareciam) feitos. O próprio público da Luz, tranquilizado pelo marcador, incentivou o avançado brasileiro nos momentos de desacerto, e acabou por ter retribuição dupla, já nos minutos finais. Porventura inspirado em Di María, o ex-Fiorentina fez o 6-0 com um remate acrobático na área, após jogada de Schjelderup, e fechou as contas com uma finalização fácil, após defesa incompleta de Meixedo.
Garantido o apuramento com estrondosa goleada a uma equipa do mesmo escalão, o Benfica não só conseguiu prolongar o estado de graça decretado frente ao FC Porto, como pode ainda ter revitalizado uma opção de ataque."

Cadomblé do Vata

Bicicleta Cabral!!!

Como se diz bicicleta em 'Argentino'?!!!

Tri Maria!!!

Esteves: Estrela...

Vinte e Um - Como eu vi - Estrela...

Águia: Estrela...

Terceiro Anel: Diário...

Nene: Estrela... e Nené!!!

Visão: Estrela...

TNT: Tamos Juntos - Estrela...

BI: Estrela...

5 minutos: Estrela...

domingo, 24 de novembro de 2024

Vermelhão: Show na Taça...


Benfica 7 - 0 Estrela


Regresso às competições de clubes, com mais uma goleada á Lage!!!  Goste-se ou não do nosso actual Mister, é um facto indesmentível que o Benfica de Lage, goleia regularmente os nossos adversários! Podem argumentar que a competitividade interna é fraca, mas isso também é verdade para os outros 'grandes'... ou para o Benfica de outros treinadores!!!


Jogo decidido aos 18 minutos, com o hat-trick do Mágico Argentino, com o 3-0... Com uma maravilhosa bicicleta pelo meio!!! E só não chegámos ao mítico 15-0, porque o Arthur esteve uma noite desastrada, com muito desperdício (e com o árbitro a inventar algumas faltas ofensivas ao nosso avançado... evitando que ele tivesse marcado mais cedo!!!).


Curiosamente, apesar da goleada e da nossa grande superioridade, o Estrela ainda chegou a criar perigo, tal como fez recentemente em Alvalade, onde também sofreu muitos golos, mas onde também marcou... e nesse jogo, o marcador só não ficou mais apertado devido a mais uma arbitragem manhosa, que beneficiou as Osgas! Sendo que hoje, ainda deu para o Samu fazer uma excelente exibição, mostrando melhorias: se dentro dos postes e nos cruzamentos sempre me convenceu; no jogo com os pés, demonstrou muitas vezes, excesso de confiança, 'agarrando-se' demasiado â bola, retardando muitas vezes o 'chutão', algo que hoje não fez... prova de maturidade!


Se na defesa, ainda jogámos com alguns Internacionais, no meio campo para a frente, jogaram exclusivamente jogadores que não foram às Seleções. Mas apesar das alterações, não se notaram as ausências... Rotação importante, para preparar os jogos da Champions, e ao mesmo tempo, dar minutos a jogadores com menos utilização, como por exemplo o Rollheiser...

Resumindo: duas bicicletas magnificas, homenagem ao Nené, apoio aos 'azares' do Arthur, os grandes momentos da noite! E estamos na próxima eliminatória da Taça, onde teremos que regressar ao Algarve, para defrontar o Farense (ainda não sei em que Estádio, se for no São Luis, com um relvado pior, será complicado...)!


Agora, na Quarta, jogo importantíssimo no Mónaco. Jogo ideal para 'recuperar' os 3 pontos perdidos na Luz, com o Feyenoord! Mas este Monaco está a fazer uma grande época, na Champions, e a nível interno... Será muitíssimo complicado...

Vitória Algarvia!

Portimonense 0 - 2 Benfica


Mais um excelente jogo, com muitas oportunidades desperdiçadas, mas também com algumas falhas defensivas, que o Gustavo, o André ou a fortuna a safarem-nos!!!


Mais uma...

Benfica 3 - 0 Leixões
25-19, 25-17, 27-25


Mais uma partida sem perder um Set... desta vez, com o Leixões a dar trabalho somente no 3.º Set...
Ainda sem o Pablo e sem o Alejandro!

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #2

Observador: E o Campeão é... - Com João Pereira até Esgaio marca

Coitadinhos!!!


"O treinador da equipa que teve desde Maio cerca de 15 jogos a jogar em superioridade numérica, penaltis a torto e a direito, golos oferecidos e os adversários amarelados antes dos 30 minutos de jogos...
É PRECISO TER MUITA LATA!!"

Siga o baile!!!

Sai mais um vermelho para o Musa!

Até com o Amarante!!!


"Seja na Liga Portugal, seja na Taça do Portugal, os meninos especiais da turma podem tudo.
Mesmo a ganhar 3-0 ao Amarante!!! Ao Amarante!!!
Não há vermelho!?"

Regresso à competição


"Após mais uma paragem para compromissos das seleções, o Benfica volta à ação ao receber o Estrela da Amadora, na Luz, às 20h45, a contar para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Motivados e focados
O treinador do Benfica, Bruno Lage, salienta: "O mais importante é o que temos de fazer durante os 90 minutos, fazer um bom jogo e vencer a partida, porque um dos nossos objetivos é seguir em frente e levar a equipa até à final e vencer a Taça de Portugal."

2. Outros jogos do dia
O dérbi com o Sporting em râguebi no feminino, às 16h00, é no Estádio de Honra da Cidade Universitária de Lisboa, e o embate de voleibol, na Luz, com o Leixões tem início marcado para as 17h00. Também há dérbis no polo aquático, ambos em casa do Sporting (masculinos às 16h30 e femininos às 18h30).
Nesta manhã, a equipa B visitou o Portimonense e ganhou por 0-2.

3. Agenda para amanhã
Os Sub-19 visitam o Lusitânia nos Açores (11h00 locais), os Sub-17 deslocam-se à Académica (11h00). Às 11h30 começa o clássico de hóquei em patins, no Dragão Arena, entre FC Porto e Benfica. A equipa feminina de voleibol atua no pavilhão do Braga (15h00). As equipas femininas de basquetebol e futsal recebem o CPN (15h00) e o Futsal Feijó (19h30), respetivamente.

4. Convocada
Marit Lund integra a mais recente convocatória da seleção da Noruega.

5. Fórum de treinadores
Treinadores das equipas seniores, masculinas e femininas, das modalidades de pavilhão partilharam experiências e conhecimentos em torno dos valores e da identidade do SL Benfica.

6. Reforço da mística
A equipa feminina de voleibol do Benfica visitou o Departamento de Reserva, Conservação e Restauro. "Porque temos muita gente nova no Clube e no país, é mesmo muito importante virmos cá e termos a consciência de quão grande é o Benfica e quantas conquistas já foram feitas", afirma Rui Moreira.

7. Uma visita especial
Jacqueline Stewart, filha do mítico treinador Jimmy Hagan, emocionou-se com objetos relativos à passagem do seu pai pelo Glorioso durante uma visita ao Estádio da Luz e ao Museu Benfica – Cosme Damião.

8. Captações no atletismo
Os treinos de captação, para jovens nascidos entre 2009 e 2013, realizam-se no dia 30 de novembro (sábado), entre as 13h30 e as 16h30, na Pista Municipal Professor Mário Moniz Pereira, em Lisboa.

9. História
Veja a habitual rubrica das manhãs de quinta-feira da BTV.

10. Casa Benfica Danbury
A BTV acompanhou a celebração da nova imagem desta embaixada do benfiquismo nos Estados Unidos da América.

11. Casa Benfica Arouca
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, marcará presença na inauguração das novas instalações desta embaixada do benfiquismo, agendada para 30 de novembro."

Jogo da Palavra: José Manuel Delgado...

RND: 45 minutos...

11: Gonçalo Moreira...

Lanças...


História Agora


A farsa dos treinadores que são e não são: organizem-se, por favor


"SENDO o respeito a base mínima para vivermos em sociedade, devo dizer que tenho todo o respeito e — acrescento para sair da base e tentar exprimir-me melhor — consideração por Tiago Teixeira (por razões que nem vêm ao caso).
Todo o respeito e consideração por João Pereira, pelo Sporting, pela FPF, pela UEFA e pela ANTF.
Como jornalista, cidadão, adepto e consumidor de informação acho, no entanto, que não fui considerado nesta farsa de ter o treinador UEFA PRO, em vez do verdadeiro, a falar nas primeiras conferências de imprensa do Sporting pós-Amorim.
Com todo o respeito por todas as partes e suas razões, ocorre-me o soundbyte daquela anedota de mau gosto: «Organizem-se!»

De chorar por mais
A equipa de andebol do Sporting parece querer tornar-se um caso muito sério. 39-28 ao PSG não é para todos.

No ponto
A visita de André Villas-Boas a Angola ajudou a perceber a verdadeira dimensão do FC Porto.

Insosso
O treinador sabe sempre mais que quem vê de fora, mas não foi bonito o que aconteceu a Quenda na Seleção. De todo.

Incomestível
O Sporting corre riscos de não poder encher Alvalade na Champions por causa da pirotecnia. Será isto amor ao clube?"

As cadeias alimentares no futebol


"A Liga dos Campeões distribuiu cerca de 2000 milhões de euros pelos participantes em 2023/24 – a Taça dos Libertadores da América entregou meros 214.
O vencedor da principal competição europeia, que no ano passado foi o Real Madrid, pode faturar até 114 milhões de euros; o campeão da Libertadores de 2024, o Botafogo ou o Atlético Mineiro, vai receber 31.
Estas diferenças, assim como a posição de Flamengo e Palmeiras na classificação do site Transfermarkt dos clubes mais valiosos do planeta, em 59.º e 60.º, respetivamente, entalados entre os franceses de meio da tabela Nice, 58.º, e Rennes, 61.º, são citadas dia sim, dia sim, no Brasil para demonstrar a luta desigual entre o futebol sul-americano e o futebol europeu. E para justificar o undecacampeonato – o palavrão é atribuído a quem é campeão 11 vezes seguidas – dos representantes do Velho Continente no Mundial de Clubes, cinco do Real Madrid, dois do Bayern, um do Barcelona, um do Chelsea, um do Liverpool e um do Manchester City, e apenas seis vezes em finais frente a clubes sul-americanos.
«É a ditadura do capital», lamenta-se no Brasil. «Uma injustiça», queixam-se as torcidas locais. O mundo é, de facto, demasiado desigual – e o mundo do futebol acompanha-o. Mas a desigualdade dói mais quando a sentimos na pele do que quando fazemos outros senti-la.
«Aqui [na Argentina] entre o Torneio dos Campeões do Mundo e a Copa da Argentina não dá nem para cobrir os autocarros dos adeptos... mas o clube pertence aos sócios», escreveu Juan Sebastián Verón, hoje presidente do Estudiantes de La Plata, numa rede social, por entre emojis de sorrisos, provavelmente amarelos. La Brujita comentava a notícia dos quase 16 milhões de euros ganhos pelo Flamengo com o triunfo na Copa do Brasil, sobre o Atlético, há dois fins de semana. O Fla faturou 32 vezes mais do que o vencedor da Copa da Liga argentina, precisamente o Estudiantes, de Verón, um arrebatado defensor das SAD no seu país.
Ou seja, da mesma forma que os brasileiros (e demais sul-americanos) se sentem impotentes para lutar contra o poder do capital europeu ilustrado no tal undecacampeonato, os argentinos (e demais sul-americanos) sentem-se impotentes para lutar contra o poder do capital brasileiro ilustrado no seu hexacampeonato, a contar já com 2024, na Libertadores.
É a tal cadeia alimentar que, traduzida para Portugal, permitiu ao Sporting desviar o treinador do SC Braga em 2020 e ao Manchester United desviar o treinador do Sporting em 2024."

sábado, 23 de novembro de 2024

Antevisão...

Esclarecimento


"O Sport Lisboa e Benfica desmente categoricamente que esteja na disposição de prescindir de Nicolás Otamendi no mercado de janeiro, sublinhando, igualmente, que o capitão de equipa não tem qualquer intenção de sair do Clube.
Ao longo das últimas semanas, temos assistido a sucessivas (des)informações que dão conta de pseudo saídas de vários jogadores do Benfica no mercado de janeiro, que não correspondem à realidade e acabam apenas por criar ruído."

A revolução não será televisionada


"Jogos de clubes portugueses nas competições da UEFA voltaram a ser de «interesse generalizado do público». Mas o caminho para que voltem a ser transmitidos em sinal aberto não é fácil

O despacho publicado na quarta-feira em Diário da República, que define «os acontecimentos que devem ser classificados de interesse generalizado do público» em 2025 e que por isso devem ser transmitidos por «operadores interessados na sua transmissão televisiva que emitam por via hertziana terrestre com cobertura nacional e acesso não condicionado» — ou seja, pelos canais que estão na TDT, em resumo RTP, SIC e TVI —, causou frenesim. Iremos voltar a ter equipas portuguesas a jogar na UEFA em sinal aberto, depois desses encontros terem desaparecido da lista há um ano?
Não contem já com isso. Por enquanto, e citando o fabuloso poema/canção de Gil Scott-Heron, «a revolução não será televisionada». A própria Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), no parecer obrigatório que entregou ao Governo sobre a lista de acontecimentos de interesse do público, lembra que «nem o titular dos direitos exclusivos está incondicionalmente obrigado a cedê-los aos operadores terceiros para tanto legalmente habilitados, nem estão estes vinculados a garantir a sua aquisição a todo o custo». Mais: «não cabe aos detentores dos direitos exclusivos assegurar a efetiva e incondicional disponibilização desses direitos, mas apenas facultar a operadores terceiros a possibilidade de acesso a esses mesmos direitos, em termos não discriminatórios e de acordo com as condições normais do mercado.»
E esse mercado ficou muito inflacionado na recente compra de direitos das competições europeias para o ciclo de 2024 a 2027. A Sport TV fez uma proposta milionária à UEFA pelos dois primeiros pacotes da Champions — na prática, os dos jogos das equipas portuguesas. Para que um deles fosse transmitido em sinal aberto, SIC ou TVI (a RTP, com o Governo a retirar-lhe a possibilidade, fica sem possibilidade de competir) teriam provavelmente de pagar metade. Há um ano, Pedro Morais Leitão, administrador delegado do grupo Media Capital, dono da TVI, admitia não terem condições para isso. «Os preços tornaram-se incomportáveis para as televisões abertas», afirmou ao +M. Bastará o fim da publicidade na RTP para lhes dar esses meios?
«Na falta de acordo entre o titular dos direitos televisivos e os demais operadores interessados na transmissão do evento, há lugar a arbitragem vinculativa da [ERC], mediante requerimento de qualquer das partes», determina a Lei da Televisão. Tenho sérias dúvidas que se chegue, sequer, aí, pelo menos até ao fim da época."

BI: Entrevista - Robinho

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Futebol em canal aberto: o que vai mudar nos direitos de transmissão em Portugal?

Zero: Saudade - S03E11 - O pé esquerdo de Drulovic no pelado do Ramaldense: tudo pelo número '11'

Modelo falhado na Taça da Liga


"O artigo de hoje tem como tema central a Taça da Liga. É uma competição que diz muito a qualquer braguista, porque o SC Braga já a venceu por três vezes. Além disto, o atual Campeão de Inverno mora em Braga, após a brilhante conquista da edição anterior, depois de abater o favorito Sporting CP e o Estoril na final, com dificuldades além do expectável, uma vez que a conquista só aconteceu no desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
Esse encontro da final ficará marcado na memória do capitão Ricardo Horta, por causa daquele golo de qualidade elevada que conseguiu marcar, a que a gíria do mundo da bola designa por «golaço». O capitão bracarense também guarda no livro das suas melhores memórias o golo decisivo que derrotou o FC Porto no último minuto na segunda conquista brácara.
A Taça da Liga foi mudando de formato ao longo dos tempos e os seus objetivos iniciais foram sendo arrasados pelos interesses financeiros da competição, uma vez que ela surgiu para permitir que jogadores mais jovens ou menos utilizados encontrassem um espaço para poderem competir. Ao longo dos anos a Taça da Liga foi ganhando prestígio, deixando de ser a «Taça da Cerveja» como depreciativamente era designada até dar lugar ao honroso título de Campeão de Inverno.
A Taça da Liga foi ganhando dignidade e passou a ser um objetivo claro que todos os clubes, incluindo aqueles que normalmente se designam como integrantes de um sistema que impede a evolução do futebol em Portugal. Na minha opinião, talvez tenha faltado coragem para atribuir ao vencedor da Taça da Liga um lugar nas competições europeias, de modo a que ela se tornasse ainda mais importante. A Liga Portugal foi buscando formas de aumentar a atração da Taça da Liga, de modo que a sua conquista se tornasse verdadeiramente fatal no orgulho dos adeptos. Obviamente que quem nunca venceu tende a subtrair o valor que a competição efetivamente possui. Contudo, se a criação de uma final four elevou bastante o seu interesse, a ideia de deslocalizar essa fase final para um qualquer ponto do globo distante de Portugal não mereceu acolhimento positivo por parte dos adeptos.
Afinal, o futebol ainda continua a ser o desporto do povo e nem tudo pode ser trocado pelos interesses mercantilistas que giram à sua volta. Foi assim que começaram as primeiras ações de protesto, em especial por parte das claques ou dos grupos organizados de adeptos, se assim quiserem designar.
O sorteio condicionado, com os quatro primeiros classificados da liga a serem designados como cabeças de série, traz alguma semelhança com o que se passa nas competições internacionais, tanto a nível de clubes como de seleções, onde o ranking tem uma palavra a dizer, mas já era bastante discutível porque tendia a proteger os mais fortes.
A presente edição da Taça da Liga sofreu alterações inaceitáveis, com o apuramento direto de oito equipas para os quartos de final, onde ganharam lugar os primeiros seis classificados e os dois primeiros clubes da segunda liga. Este modelo implementado revela-se como falhado, porque não é nada inclusivo, deixando de fora muitos clubes das ligas profissionais e levou à fúria louca dos adeptos, em desacordo com o tipo de competição levado à prática.
Talvez seja altura de as entidades competentes pensarem na possibilidade de os jogos particulares de pré-época darem às primeiras eliminatórias, permitindo o apuramento de forma das equipas em competição e dando um caráter mais inclusivo que por agora está muito distante. Nas competições europeias as equipas portuguesas disputam cada vez mais eliminatórias de acesso às fases decisivas e, por esse facto, podiam ser protegidas nas eliminatórias iniciais sem prejudicar a inclusão de outras agremiações desportivas.
O futebol agradece que se reconheça o erro que foi este modelo implementado, assim como se reflita seriamente na ideia de manter em Portugal a fase decisiva da competição.
Uma nota final para os quartos de final, que apuraram sem surpresa os quatro primeiros da liga anterior, que jogaram em sua casa, com os benefícios que daí advêm. O dérbi ímpar do Minho deixou nos registos um triunfo dos Gverreiros do Minho sobre os Conquistadores, além de muito ruído à volta da arbitragem.
Sobre esta já me pronunciei no passado, mas não posso deixar passar em claro as palavras irresponsáveis do antigo árbitro João Ferreira, na qualidade de dono da verdade, ao referir que «agarrar não é falta», nem merece ser vista como infração. Esse senhor prestou um mau serviço ao futebol."

Pre-Bet Show #89 - Rúben Amorim no teatro dos sonhos

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Observador: E o Campeão é... - Dinamarca "está no papo" ou é adversário difícil?

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Pequenos erros


"Presidente do Comité Olímpico considerou que o nadador Diogo Ribeiro, que considera ser de excelência e eleição, «tem alguns pequenos pormenores que devem ser afinados» e há um acompanhamento a ser feito. Mas até sabe que quando foi, duas vezes, campeão do mundo apenas o foi porque havia outros que estavam mais focados nos Jogos, para os quais ia para tentar chegar à final. Pelos vistos foi o único a falhar em Paris 2024. O que lhe vale é que há quem o continue a fazer.

Na passada semana, na véspera da Celebração Olímpica 2024, tradicional gala anual do Comité Olímpico de Portugal que após cada celebração de uns Jogos tem sempre outro brilho, li uma entrevista do presidente do COP Artur Lopes à Lusa. Tendo por base uma questão sobre o relatório da Missão a Paris-2024 o atual líder do COP elogiava o foco e prestação «num momento de excelência» dos ciclistas Rui Oliveira e Iúri Leitão pela conquista do primeiro título olímpico, no madison, que não vem do atletismo e com Iúri, prata no omnium, a cometer a proeza de ser o único português a ganhar duas medalhas na mesma edição. Brilhante!
Mas, antes dos elogios à dupla e ao trabalho realizado, começa por se referir ao nadador Diogo Ribeiro. «O Diogo é um caso de um atleta de excelência, de eleição, mas que, como outros atletas, tem alguns pequenos pormenores que têm de ser afinados. É um jovem — muito jovem —, pouca experiência, portanto todo esse acompanhamento vai ter de ser feito...»
«Enquanto presidente, quero que o acompanhamento a esse atleta seja feito de modo a que os pequenos erros que possam ter acontecido durante o seu trajeto em Paris sejam emendados. Se são erros dele mesmo, há que fazer-lhe ver porquê e como é que se conseguem alterar. Se são externos, há que os corrigir imediatamente», continuava.
«O caso do Diogo Ribeiro, se calhar, vai ser um dos que nos vai dar mais entendimentos. No entanto, devo dizer que Portugal tem muita mania do 8 ou 80, passamos de uma depressão completa para uma euforia, não somos bipolares, mas quase, portanto há que ter cuidado com tudo isso. O atleta em si mesmo é um atleta de excelência, mas já sabíamos quando competiu e foi campeão […] que naquela altura não estariam os melhores a competir. Havia outros ao lado que não estavam a fazer e que estavam só focados nos Jogos Olímpicos», adiantou ainda sobre o duas vezes campeão mundial.
Achei curioso que, antes dos Jogos, quando o COP fez a previsão de medalhas e lugares de honra, não tenha efetuado logo a ressalva e o tenham incluído como possível finalista, o objetivo. Opção que a federação de natação também dispensou e que A BOLA até alertou que, à partida, havia 14(!) mais rápidos do que ele na start list e era necessário, para proteção do próprio, baixar expectativas. Mas, se calhar, para Artur Lopes, o melhor era mesmo o Diogo não ter sido campeão mundial porque em Doha não estavam alguns dos melhores e era só o 15.º do mundo.
É verdade que Diogo, o tal jovem de 19 anos, que se queixou das condições da Aldeia Olímpica, o que nos dias seguintes muitos, não portugueses, também o fizeram e até se mudaram para hotéis — o relatório deve referir isso —, não soube escolher o timing da queixa dos problemas que sentira para dormir e comer em condições, entre outros.
Hoje tem noção disso, mas, no momento, a frustração de como se sentira limitado a nadar e na ambição não lhe permitiu essa perspetiva após a última prova e disparou.
Esperei que, habitualmente céleres a defender os seus, a federação, o Benfica, a Comissão dos Atletas Olímpicos reagissem à apreciação de Artur Lopes e lhe explicassem que o problema do Diogo não foi propriamente dele, mas de como chegou preparado a Paris. Falei com alguns e nem sabiam da entrevista.
Depois pensei, espera, o Artur Lopes, ex-presidente da federação de ciclismo, deve ter-se informado porque o Diogo Ribeiro só foi semifinalista aos 50 livres e na segunda metade das provas de 100 livres e mariposa quebrava. E, certamente, antes de falar sobre ele publicamente, parece que foi o único que não cumpriu objetivos, até conversaram sobre as suas naturais preocupações.
Enganei-me. Perguntei ao Diogo, que não havia lido a peça, se alguma vez falou com Artur Lopes, antes ou depois deste presidir ao COP. Respondeu-me que nem sabe quem é. «E não estou a ser mau, só sincero».
É provável que Artur Lopes, vice-presidente do COP há 24 anos e presidente desde meados de agosto, também ande ocupado com outros pequenos pormenores que tenham de ser afinados."

Um sindicato que não gosta dos associados


"Todos nós, sportinguistas, sentimos muito a saída de Ruben Amorim e tivemos algumas dúvidas com a escolha de João Pereira para o seu lugar.
Os primeiros sinais, no entanto, são de continuidade, o que aparentemente é bom. Assim, Roberto Martínez continua a desconsiderar os jogadores do Sporting como fazia no tempo de Amorim e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), através do seu presidente, o inenarrável José Pereira, já participou de João Pereira por falta de nível para o cargo, como havia feito com Amorim. Tudo como dantes.
Nunca consegui perceber a ANTF, e eu já fui 12 anos sindicalista ao mais alto nível, sendo secretário-geral e presidente de um importante sindicato. Sempre aprendi com os melhores sindicalistas nacionais que a principal missão de um qualquer sindicato é "prestar serviços de caráter económico e social aos seus associados; participar na elaboração da legislação do trabalho"; participar ativamente na qualificação dos seus associados; organizar e lutar por ações de formação profissional; estabelecer relações ou filiar-se em organizações sindicais internacionais de forma a melhor defender os seus associados; e nunca, mas nunca mesmo, litigar contra os seus associados ou apoiar litígios entre eles. Antes de litigar contra um associado, deve expulsá-lo.
A ANTF é a única associação de classe que litiga contra os seus associados. A única que estabelece uma estratificação social entre os seus associados, considerando uns de 1.ª classe, e por isso, com mais direitos do que os outros. Ninguém conhece à ANTF uma ideia, uma diligência, uma organização de capacitação dos seus associados. Ninguém ouviu alguma vez o presidente da ANTF ou algum dos seus dirigentes lutar pela abertura de mais vagas e de mais cursos de formação para os seus associados, que lhes elevasse o seu nível e lhes desse todas as competências para poderem exercer a sua profissão sem entraves.
Honestamente e posso andar distraído mas apenas ouço falar da ANTF quando fazem prova de vida e dizem quem vão apoiar para futuro presidente da Federação – curiosamente, o seu presidente declarou apoio a uma pessoa que ainda não é candidato, o que do ponto de vista ético é brilhante –, e quando participam dos seus associados, no sentido de os impedirem de trabalhar.
E apesar de o futebol ser uma atividade curiosa, diferente das outras do ponto de vista sindical, é exatamente igual às outras. Vejam o Sindicato dos Jogadores de Futebol e o seu presidente Joaquim Evangelista (pessoa com quem nunca falei) mas que é um leão na defesa dos seus associados, principalmente dos mais desfavorecidos, dos menos capacitados, daqueles que jogam em clubes de menor dimensão, porque são esses que por norma têm mais problemas.
Talvez José Pereira e os seus colegas de direção fossem melhores dirigentes de uma qualquer associação de patrões. De trabalhadores, não são de certeza absoluta."

O Misterioso Billy Smith – feio, porco e muito mau


"William aparecia nos jornais ligado ao título de The Dirtiest Fighter Who Ever Lived.

Sexto de seis irmãos, William Amos Smith era um patife de pai e mãe. Nasceu em Little River, Digby, Nova Escócia, Canadá, a 15 de maio de 1871, filho de um desgraçado que se dedicava à pesca e à copofonia, com mais empenho na última do que na primeira, e que só se lembrou de registar o rebento mais novo quando este já cumprira os dez anos de idade. A mãe, Adelia Dakin, no intervalo de parir crianças e de mudar fraldas fazia serviços caseiros consta-se que sempre má catadura. Dos irmãos (Thomas, Nelson e St. Clair) e das irmãs (Elizabeth e Adelaide), apenas Thomas se preocupou com ele. Ao mudar-se para Portland, Oregon, Estados Unidos, com a mulher que arranjara entretanto, uma tal de Mary Elizabeth Beech, levou consigo o caçula, já com 19 anos, completamente fixado numa carreira de pugilista e com algumas vitórias de truz sobre gente tão conhecida na altura como eram Ed Harvey e Frank Tebeau. Não tardou muito a ser chamado para São Francisco e combater no Wigwam Theatre, no California Athletic Club e no Occidental Athletic Club, palcos destinados apenas ao melhores. Pelo caminho desenvolvera o seu estilo ardiloso do boxe bruto. Um estilo que lhe permitiu, de forma bastante suja, bater Jack Dempsey, o primeiro campeão do mundo de pesos-médios, com mais nove anos e, pelo menos, mais nove quilos do que ele. Dempsey levou para contar e não ficou nada satisfeito com isso. Além dos murros da ordem foi massacrado com cotoveladas e golpes baixos. William não entrava no ringue para combater; entrava para ganhar fosse de que maneira fosse. Não admira que das suas 22 derrotas durante a carreira profissional, doze tenham sido por desqualificação. Nem todos os juízes estavam para o aturar.
No dia 15 de dezembro, quando venceu Danny Needham, começou a afirmar aos jornalistas que era natural de Boston, mais uma daquelas lampanas que faziam parte do seu reportório. Alguns deles, mais criteriosos, duvidaram da proveniência daquele animal selvagem que não tinha nem sequer pejo de morder os adversários, se se visse à rasca. Quando se tornou campeão do mundo de meios-médios, foi escrutinado até ao dia da sua conceção. Para os repórteres da Costa Leste, que pouco ou nada sabiam dele, era um mistério não encontrarem nenhuma nota biográfica por entre os pugilistas inscritos na sua área de trabalho. Chamaram-lhe um mistério. Ficou. E William gostou bastante: Mysterious Billy Smith passou a ser o seu nome de cartaz. Acartava uma boa dose de publicidade. Mas não o impediu de perder o título ao ser derrotado por Tommy Ryan no Twin City Athletic Club in Minneapolis. Derrota por apenas dois pontos, mas mais dolorosa do que os cortes que sofreu nas superciliares. A sua fama tinha, no entanto, chegado a diversos cantos do universo juntamente com as histórias de combates no qual se tornava feio, porco e muito mau. Convidaram-no para uma digressão a Londres. Billy Smith tinha apenas 24 anos mas um currículo impressionante, embora este pudesse por vezes confundir-se com um cadastro. Desafiado para fazer três combates num só dia, a sua farronca impediu-o de recusar essa proposta muito pouco desportiva. Vendo bem, estava-se positivamente marimbando para o desporto. Desde que daí viessem uns bons punhados de dólares, estava pronto para tudo. Os britânicos Trooper Ham, Jack Bryan e Arthur Morris serviram de ‘guinea-pigs’. Tirando Morris, foram espancados sem piedade e retirados do ringue com as fuças em papa e os narizes a precisarem de reparação urgente. Regressou aos Estados Unidos para ser mais duas vezes campeão do mundo. Só que, entretanto, deixou-se envolver num daqueles combates que não tinham hipótese de vencer: o dos casamentos. O homem a quem a imprensa chamava de ‘The Dirtiest Fighter Who Ever Lived’ viu a primeira mulher, Minnie Valentine Merchant, morrer ao fim de um ano de conjúgio. Os resultados da autópsia foram por demais preocupantes. Minnie tinha sido envenenada, muito provavelmente através de algo que comeu. Seria Smith suficientemente bruto para matar um jovem com a qual se unira pouco mais de um ano antes? A sombra pairou sobre ele e tornou-o ainda mais inquieto e ainda mais canalha no momento de desancar opositores. Recompôs-se e casou outra vez, agora com uma moçoila de Queens, Nova Iorque, assim para o finório: Mary Maime Cavanagh. Não aturou durante muito tempo o feitio azedo de William e pediu o divórcio. Smith pouco se ralou. Logo no dia seguinte a ter assinado a papelada, casou-se pela terceira vez, desta feita com Josephine Hoffstatter-Barde. Combatia em casa como se fosse num ringue: sem escrúpulos. Foi morrer junto do irmão mais velho, em Portland. Onde tinha um bar chamado The Champion’s Rest. Quem o viu achou-o cansado."