Últimas indefectivações

terça-feira, 7 de maio de 2024

O Triste Adeus (Matemático) Ao Título De 2023-24


"Famalicão 2 - 0 Benfica

Antes de Jogo
> Fim de semana carregado de títulos e de importantes vitórias rumo a outros títulos. Ganhar ao Famalicão. Pelo Benfica, sempre pelo Benfica, adiar a festa do título de alguém é algo que pouco interessa.
> Gosto: de ver Carreras, Kökcü (em vez de Rafa) e Marcos Leonardo na equipa.
> Não gosto: de Aursnes a lateral direito com a possibilidade de lançar Diogo Spencer no jogo; de João Mário em vez de Florentino, obrigando João Neves a esfalfar-se como bombeiro defensivo do meio campo.

Durante o Jogo
> 2 min Belo passe de Carreras, deixando Neres em posição de escolher a quem assistir. Mas que desperdício, ó Neres...
> 5 min E já vai um golo anulado para cada equipa por fora de jogo. Dúvidas no nosso: se o guarda redes pode jogar a bola com as mãos, as mãos não contam?
> 17 min Bem, que gesto técnico de cabeça do Marcos Leonardo, com os pés no chão, em rotação, grande defesa do guarda-redes, que pena!
> 25 min Vários lances de perigo nas duas áreas, belo jogo. >30 min O nosso meio campo sem o Tino dá muitas abébias - e a defesa é que sofre.
> 40 min Di María está no jogo, em todo o lado no ataque; já o Kökcü deu uma de Rafa nos últimos jogos: desaparecido em combate. Não está no lugar dele?
> 45 min Empate ajusta-se. Tino em aquecimento acelerado, mais o Arthur Cabral. Marcos Leonardo já está no duche? E o João Mário?
> 46 min O Rafa também entrou. E o João Mário ficou...
> 53 min Mais um passe teleguiado do Di María a isolar alguém nas costas da defesa deles. Há pouco foi João Mário a desperdiçar, agora o Rafa. Acordem!
> 58 min Di María no ferro. Estamos em cima deles, a criar e a falhar oportunidades. E vai mais um passe do Angelito a isolar alguém, desta vez foi o Arthur a desperdiçar. Assim...
> 65 min Se o empate ao intervalo se ajustava, estes 20 min da segunda parte já o tornaram claramente injusto para nós.
> 69 min Que me desculpem os admiradores do João Mário, mas assim não dá. O que eu não dava para que vocês tivessem razão.
> 71 min Trubin volta a sofrer um golo entre ele e o primeiro poste, nem sequer se lançou...
> 75 min Agora, só agora, entrou o Tiago Gouveia. Agora, só agora, saiu o João Mário.
> 77 min Mais um jogo interrompido por causa da pirotecnia. Até quando?
> 80 min Nunca tive a sorte de ver o Luiz Júnior fazer um jogo menos bom com o Benfica. Defende sempre tudo!
> 85 min Passe falhado do Tino, 2-0 para eles e é o triste adeus, agora matemático, à renovação do título.
> Acabou: as últimas imagens são normalmente as que ficam - e as últimas imagens deste jogo são péssimas. O segundo lugar há muito que era o nosso destino, mas tínhamos obrigação de acabar de forma diferente."

Por culpa de Puma, um Benfica que se deu mal com felinos perdeu o título para os leões


"Na melhor fase do Benfica no jogo, Puma Rodríguez marcou para o Famalicão e mandou que os festejos começassem em Alvalade. Zaydou fez o segundo para os minhotos e aí a festa do Sporting saiu à rua. Os encarnados estavam impedidos de deslizar sob pena de verem o rival lisboeta ser campeão nacional, mas não conseguiram evitar o desaire (2-0)

Os contratos televisivos multimilionários só podem ser assinados com a certeza de que em frente dos ecrãs estão milhões de pessoas. Ter uma quantidade significativa de gente a ver os seus jogos é algo a que os jogadores se habituam cedo nas carreiras. Aquilo a que podem não estar tão acostumados é a saber que o plantel do rival está sentado numa mesma divisão a torcer por uma escorregadela.
O Benfica, a precisar de um deus para pedir ajuda, que fosse a Cronos, deus do tempo. Só assim se adiariam as contas do título para o mais tarde possível. Tudo o que não fosse vencer o Famalicão dava o título ao Sporting. A melhor forma de combater os nervos que daí podiam advir, muito embora o prejuízo maior tenha sido feito no passado, era marcar cedo.
Em circunstâncias como esta, em que no quadro tático Roger Schmidt deve ter escrito que o Benfica se ia organizar no sistema tático de OR-GU-LHO, obviamente que o lado emocional entrou de mão dada com os jogadores encarnados. Porém, em vez do brio levar a uma abordagem ao jogo repleta de valentia, o clube da Luz decidiu abrir-se com o Famalicão numa conversa sobre fragilidades.
O futebol ping pong à moda minhota demonstrou a incapacidade do Benfica em dominar. O Famalicão, descomprometido em relação à classificação, expôs-se ao risco de levar muitos elementos ao meio-campo contrário e contribuiu para a atividade sísmica que abalou a partida. Cedo apareceram as primeiras ameaças de verdadeiro caos. Di María foi apanhado fora de jogo quando marcou, do mesmo modo que Jhonder Cádiz também não escapou ao escrutínio da equipa de arbitragem.
O Famalicão de Armando Evangelista, além de inclinado para o ataque, alargava muito a circulação, em especial com variações para a direita, onde Martín Aguirregabiria se projetava para testar as capacidades defensivas do compatriota Álvaro Carreras. Foi por ali que Puma Rodríguez também descolou rumo a um remate que bateu no poste.
Com as duas equipas em 4x2x3x1, os famalicences interpretaram o sistema de forma mais atrevida com Zaydou a ter liberdade para ocupar espaços que, no Benfica, João Neves e João Mário, não conseguiram replicar. Com os encarnados a optarem por um certo exagero posicional que nem Neres ou Di María estavam a conseguiu quebrar, o Famalicão continuou a ser perigoso. Desta vez, foi Cádiz a aparecer numa posição boa o suficiente para não atirar tão por cima como acabou por acontecer.
Quando se espremeu o rendimento ofensivo do Benfica, o sumo recolhido foi um cabeceamento de Marcos Leonardo, titular depois do bis contra o SC Braga, que o guarda-redes do Famalicão, Luiz Júnior, defendeu junto à relva. Soube a pouco.
Roger Schmidt tentou agitar as águas e ninguém melhor do que Rafa para o fazer. Ao intervalo, o alemão abdicou de ter Kökcü como terceiro médio para colocar o camisola 27 nas costas do avançado que, na segunda parte, foi Arthur Cabral. Foram trocas acertadas. Com as movimentações sem bola, Rafa e Arthur Cabral forçaram a linha defensiva do Famalicão a recuar, criando espaço para que Di María passasse a decidir de frente para a baliza contrária.
As novas dinâmicas do Benfica levaram Rafa a aparecer na cara de Luiz Júnior que, por coincidência, se vestiu de verde, e nesses preparos travou o desvio subtil. Pouco depois, Di María atirou ao poste. As mudanças dos encarnados contrastaram com a insistência do Famalicão na mesma estratégia.
Os comandados de Armando Evangelista voltaram a expor Álvaro Carreras e nem a tentativa de dobra de Otamendi conseguiu evitar que Puma Rodríguez voltasse a fazer nova diagonal. Acontece que, na ocasião, o internacional pelo Panamá corrigiu a direção do remate, dando instruções à bola para aterrar na baliza de Trubin. Depois, foi Zaydou que se soltou até ao ataque e fez o 2-0 perante o ucraniano.
Por muito que tenha sido com uma dose cavalar de esforço dentro do campo que o Sporting se sagrou campeão, foi do sofá que viu confirmar-se a derrota do Benfica e começou a festejar o 20.º título de campeão nacional. Famalicão acabaria por ser o local onde os leões foram buscar a vitória, na jornada 20 que cavou um fosso irrecuperável para o segundo lugar, e foi no Minho que os encarnados enterraram a luta."

Vinte e Um - Como eu vi - Famalicão...

Águia: Famalicão...

BI: Famalicão...

Bigodes: Famalicão...

5 minutos: Diário...

Memória e história


"Os eventos que marcam os anos que passam

Aqui há uns anos tinha estabelecido para mim, e partilhado com alguns companheiros do jornal: quando começarem a chegar aí à redação os miúdos nascidos em 2000 – ano em que acabei o curso – é sinal para me reformar. Na minha cabeça seria como um espelho virado para nós, um sublinhar dos primeiros cabelos brancos e dores nas costas, um sinal para regenerar. Há muito tempo que deixei de perguntar a idade aos que entram, apenas o ano em que nasceram, porque está aí o verdadeiro choque.
Dizem o ano e faz-se em mim silêncio a ligar a data a factos, mão na testa. Primeiro os de 1995, depois os de 1998. Não eram nascidos no ano de 1994 em morreu o Kurt Cobain e cheguei à escola em choque para falar da notícia com as amigas, logo a seguir o Ayrton Senna naquele domingo em que não acabei o almoço, nem nunca mais apontei num caderno os tempos de qualificação e corrida da Fórmula 1, como faria mais tarde a ver horas de etapas da Volta a França, em vez de estudar para exames.
E por fim os de 2000. Eles já chegaram. Para eles o Y2K é história, o 11 de Setembro também mesmo sendo já nascidos. Até do Euro-2004 só têm memórias difusas de bandeiras nacionais às janelas. Sofreram pouco naquele jogo com a Grécia que daqui a nada faz 20 anos, vá lá.
Por acaso ainda cá estou, mas mais calma. Eles andam aí e trazem frescura, novos interesses, ensinam-nos a ver o TikTok e o Reddit. Mas se calhar nunca viram um Rambo, também ele história do cinema. É giro falar sobre o que é história para eles e memória para mim, como esta semana aconteceu com o ‘Vítor do Poste’, um dos cromos do incrível programa Liga dos Últimos, no final dos anos 2000.
A vigência de Pinto da Costa na presidência do FC Porto tem praticamente a minha idade. A sua saída do comando dos dragões vai ser memória comum. Também as conferências de Rúben Amorim, com todos a torcermos para que volte atrás na intenção de passar a ser um chato. Quem sabe o que estarão daqui a uns anos a pensar dos nascidos em 2025 a chegar a uma redação em que serão eles os veteranos…"

segunda-feira, 6 de maio de 2024

3.ª Campeãs Nacionais

Sportiva 51 - 67 Benfica
13-21, 12-26, 6-15, 20-15


Finalmente, com uma semana de atraso, Campeãs Nacionais! Sem 'brancas' fica mais fácil!!!

Foi uma época complicada, com um arranque péssimo, com várias contratações falhadas, mas conseguimos retificar, e mesmo sem uma Base 'a sério', conseguimos ser melhores que as adversárias!!!

A Quevedo foi a MVP hoje, e foi a MVP do Campeonato, é claramente a nossa jogadora mais desequilibradora, com a Rapha longe do seu melhor, ainda por cima a fazer de Base, que não é!!!

Parabéns ao Eugénio, por ter reconhecido a tempo os erros de programação...

Com o jogo interior reforçado, com a Quevedo, a Letícia, e Artemis, além da Cruz, com por exemplo, a Compal e a Soeiro, e teríamos equipa para fazer uma graçinha para o ano na Europa!!!



13.ª Taça Hugo dos Santos

Corruptos 66 - 72 Benfica
19-18, 16-17, 18-20, 13-17


Podia ter sido mais confortável, mas 3 jogos em 3 dias, com o Benfica a ter sempre menos tempo de recuperação do que os adversário... com alguns jogadores, 'tocados', o Douglas foi poupado, o Zé Silva só jogou hoje... Tudo somado, num ambiente adverso, praticamente a jogar a Final em casa do adversário, vitória muito saborosa, dando um embalo para os Play-off's que poderá ser precioso!!!


Como não poderia deixar de acontecer, mais uma vez, ataque racista, dos mesmos de sempre, ao nosso banco! Já perdi a conta à quantidade de vezes que estas situações se passaram contra o mesmo adversário... e até não me admirava que os ignorantes, agressores verbais, fossem sempre os mesmos!

PS: Não faz sentido separar o palmarés da Taça da Liga, da Taça Hugo dos Santos, são a mesma competição! O Benfica conquistou o seu 13.° título, e não o 7.° !!!

Vermelhão: Suicídio...

Famalicão 2 - 0 Benfica


Fim da narrativa, do matematicamente possível, com uma derrota totalmente escusada, em mais uma preparação para um jogo totalmente suicida, com decisões inconcebíveis: entrar em Famalicão, com dois Laterais muito ofensivos, que no momento da perda de bola, estão quase sempre em posição de 'ataque'; e com o Neves e o João Mário no 'meio', sem o Tino, é simplesmente incompreensível! Não retificar o posicionamento da equipa, aos pontos fortes do adversário, não é aceitável...

A revolução ao intervalo, resultou não porque o Kokçu, o Neres e o Leonardo saíram! Resultou, porque o Tino entrou!!! O problema é que com este 'erro' de principiante, quando mais tarde, em desvantagem era necessário mudar alguma coisa, já não havia soluções no banco, porque tinham saído ao intervalo!!!

O Leonardo, merecia estar em campo, no início do 2.º tempo, quando o Benfica, 'acampou' no meio-campo adversário...

Primeira parte com muitas oportunidades, para os dois lados, mas com um Benfica cheio de 'buracos', tal como grande parte da época, antes do regresso do Tino à titularidade!

No 2.º tempo, 25 minutos de domínio do Benfica, com a bola praticamente sempre no meio-campo ofensivo, com várias oportunidades... e com o Famalicão a marcar, naquele momento contra a corrente do jogo! E depois, como afirmei anteriormente, um Benfica sem capacidade para dar a volta...

E sim, o Tino depois errou no 2.º golo, num passe que normalmente ele nunca arriscaria fazer, se não tivesse em modo desespero a correr atrás do prejuízo!

A conferência de imprensa no pré-jogo até foi 'acertada', mas a preparação deste jogo, pareceu-me quase auto-sabotagem! A incapacidade de apreender com os erros; com a convicção de cumprir o contrato até ao fim, está a começar a cheirar a 'despede-me, e paga a indemnização'!!! Algo, que eu tenho recusado acreditar nos últimos tempos...!!!

A decisão neste momento já devia estar tomada. Neste momento a preocupação de todos, deveria ser a preparação da próxima época. O ambiente em volta da equipa, e até dentro da equipa (apesar dos jogadores continuarem a 'correr'), é péssimo... Para ganhar títulos, é preciso ter fé, acreditar, ganhar balanço... e assim, poucos acreditam!


Vitória até debaixo de água!!!

Valadares 0 - 1 Benfica
Chandra


Jogo potencialmente decisivo para a atribuição do título máximo nacjonal, disputado num terreno completamente impróprio para consumo, mais parecia uma piscina, com o Benfica a 'safar-se' com um golo antes do intervalo!!!

Quem diria que a Chandra, numa semana fosse decisiva na Taça da Liga e no Campeonato!!!


Mas pronto, só falta mais uma jornada, mais uma vitória! O Racing é a melhor defesa do Campeonato, são fortíssimas nas bolas paradas áreas, defensivas e ofensivas e dão pau a tudo o que mexe! Se alguém pensa que o jogo da próxima jornada no Seixal, vai ser fácil: desenganem-se!!! Temos que encarar o jogo, como fosse a Final da Champions... Estamos a um deslize, duma péssima época!!!



3.º lugar...

Sporting 3 - 6 Benfica

Jogo a feijões, para definir o 3.º lugar, mas que psicologicamente até pode ser importante, com uma vitória relativamente confortável do Benfica, com bons golos, com a equipa a demonstrar um bom espírito coletivo...
E até na forma como permitimos os golos, sempre em 4x5, pode ser um aviso daquilo que nos espera, numa potencial Final do Play-off...

Uma nota para as agressões: mais uma vez, várias agressões aos nossos jogadores, mais uma vez, sem expulsões! Nem com árbitros internacionais! E até para o guarda-redes do Sporting, defender com as Mãos fora da área... Mas pelo menos, nas outras faltas, houve mais 'equilíbrio', nunca tivemos pressionados com o número de faltas, algo raríssimo nos derbys internos!

Vitória do Palma (5-1), na Final contra o Barcelona, provando que a nossa derrota nas Meias, nos custou provavelmente mais um Caneco internacional!!! E também provando que afinal o Palma não é assim tão fraco: Bicampeão europeu!!!

2 pontos perdidos...

Benfica 2 - 2 Paços de Ferreira
Cauê, J. Rego


Vantagem de 2-0 ao intervalo, num jogo que parecia controlado, muitas oportunidades no início do 2.º tempo, com o 3-0 muito próximo, o guarda-redes adversário defende tudo, e num contra-ataque vantagem reduzida! Chegamos aos descontos e sofremos o golo do empate...!!!

Juniores - 11.ª jornada - Fase Final

Farense 0 - 0 Benfica


Se estava difícil, com este empate, ficou praticamente impossível!
É verdade que tivemos algumas lesões importantes: Neto e defesa-esquerdo, hoje o Martim, mas perdemos demasiados pontos, em jogos 'fáceis'!!!

Juvenis - 10.ª jornada - Fase Final

Sporting 1 - 2 Benfica
Fernandes, Pastel


Jogo equilibrado, com o Benfica a entrar melhor, a marcar, mas depois tivemos dificuldades em gerir a vantagem...
Permitimos o empate, duma forma ingênua mas perto do final, também de forma muito ingênua, beneficiámos de um penalty, que o Pastel não perdoou!

8 pontos de vantagem, a 4 jornadas do fim, agora vamos ter dois jogos seguidos no Seixal, Braga e Corruptos, importante vencer os dois, principalmente com os Corruptos, se isso acontecer vamos provavelmente celebrar o título a 2 jornadas do fim!

Iniciados - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 0 - 0 Sporting


Empate, que é um mal menor, já que assim mantemos a vantagem grande, apesar de hoje, ofensivamente a equipa não ter conseguido criar jogo de qualidade...

São 7 pontos de vantagem, a 5 jornadas do fim, precisamos basicamente vencer os 3 jogos em casa. E já não vamos ter confronto direto com os mini-corruptos, que estão em 2.º lugar que ainda vão a Alcochete!

Pentacampeões!


"O Benfica é pentacampeão nacional de voleibol. Este é o destaque na BNews, numa edição dedicada à atividade desportiva benfiquista no fim de semana, recheada de partidas importantes.

1. Hegemonia
No quinto jogo da final entre Benfica e Sporting, perante um Pavilhão da Luz lotado, os encarnados venceram por 3-1 e asseguraram o título nacional pela quinta vez consecutiva, a 12.ª do palmarés benfiquista.
Marcel Matz enaltece o longo percurso vitorioso: "O Pentacampeonato é difícil. Tivemos o ano da pandemia, em que estávamos invictos, e, por isso, são seis anos sem perder. É uma grande história. Eles trabalham forte, têm uma química grande. Vamos sempre respeitar os adversários e entrar com tudo para ganhar. Os adeptos são incríveis, merecem o Penta."
Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta o "feito extraordinário" do "pentacampeonato e dos nove títulos desde 2012/13", e refere o papel dos adeptos: "Criaram um verdadeiro ambiente à Benfica, contribuindo de forma inequívoca para as vitórias que conduziram a mais este título nacional."

2. Somar três pontos
O Benfica visita o Famalicão, com início da partida agendado para as 20h30. Roger Schmidt aponta ao triunfo: "Queremos fazer um bom jogo e vencer. Estamos prontos para fazer um jogo de topo, é esse o nosso foco."
O treinador do Benfica foi também bastante perentório quanto ao seu futuro: "Não estou no mercado! Trabalho no Benfica e adoro o meu trabalho. Estou completamente focado no meu clube, estou muito feliz por estar aqui e vejo muito potencial para os próximos anos para continuar a desenvolver a equipa e procurar mais títulos. Vou permanecer no Benfica até 2026."

3. A uma vitória do título
Em futebol no feminino, o Benfica ganhou, por 0-1, na visita ao Valadares Gaia e está a uma vitória, na última jornada, de conseguir o tetracampeonato (caso o Sporting não vença nesta tarde, o título fica assegurado).

4. Na final
No basquetebol, o Benfica está na final da Taça Hugo dos Santos, após eliminar o Sporting nas meias-finais (66-73). O jogo derradeiro, com o FC Porto, disputa-se em Gondomar, às 16h30.

5. Jogo do título
A equipa feminina de basquetebol do Benfica pode sagrar-se campeã nacional nesta tarde. A negra é nos Açores, em casa do União Sportiva, às 15h00 (14h00 locais). Para Eugénio Rodrigues, o desafio será "decidido por detalhes, por dinâmicas dentro do próprio jogo, e por aspetos emocionais".

6. Campeãs
A equipa B de futebol feminino do Benfica conquistou o título nacional da 2.ª Divisão, ao bater o Vitória SC, por 3-1, na penúltima jornada.

7. Futebol de formação
A equipa B do Benfica recebe o Paços de Ferreira às 18h00. Os Sub-19 jogam no reduto do Farense às 16h00.
Nesta manhã houve dois dérbis com o Sporting: nos Sub-17, vitória, por 1-2, aumentando a vantagem pontual no topo da classificação; nos Sub-15, empate sem golos no Benfica Campus e preservação da liderança alargada da fase de apuramento do campeão.

8. Outros resultados
O Benfica foi eliminado nas meias-finais da UEFA Futsal Champions League pelo Palma, após desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
No hóquei em patins, triunfo, por 0-3, na deslocação ao Famalicense, valendo o 2.º lugar no final da fase regular do Campeonato, ultrapassando Sporting e Oliveirense na derradeira jornada. Nos quartos de final da prova, o adversário é o Valongo.
A equipa feminina de futsal do Benfica está na final do Campeonato. Ontem ganhou, por 4-1, ao Santa Luzia.
No andebol, derrota caseira com o FC Porto, por 29-34. E a equipa feminina deu um passo muito importante para a revalidação do título ao ganhar, por 30-32, na visita ao Madeira SAD.

9. Jogos do dia
Além das partidas já referidas, estão agendadas, para hoje, as seguintes: Benfica e Sporting têm jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugares na UEFA futsal Champions League (14h00); a equipa feminina de voleibol disputa a final da Taça Federação em casa do Vitória SC (16h30); a equipa feminina de hóquei em patins recebe, na Luz, o APAC Tojal (15h00); em râguebi, no Estádio Universitário, receção ao CDUL a contar para os quartos de final do Campeonato Nacional."

Mães!

Terceiro Anel: Diário...

José Mourinho, claro!


"O ‘special one’ faz falta; Pinto da Costa, atenção à porta dos fundos; Schmidt não faz desconto ao Benfica

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José Mourinho está mortinho por voltar a treinar e eu espero vê-lo já na próxima época numa grande liga — e se antes, durante o Euro, fosse possível que repetisse experiências passadas e comentasse numa televisão próxima de nós alguns duelos da Seleção Nacional na Alemanha…
Recordo o ar de espanto generalizado na redação de A BOLA na Travessa da Queimada quando Vale e Azevedo, em setembro de 2000, a mostrar que mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia, apostou num treinador especial para o Benfica ainda ninguém sonhava que se tornaria mundialmente conhecido por special one.
Assisti em trabalho a uma das primeiras sessões de Mourinho na antiga Luz. Aquilo que normalmente era uma obrigação profissional pouco prazerosa, porque os treinos repetiam-se sem quase nada de inovador, transformou-se num admirável mundo novo. Como esquecer, por exemplo, os irmãos Metralha, jogadores da equipa B promovidos para estimular a competitividade interna? «Os treinos no Benfica eram, no mínimo, caricatos. Diariamente, um grupo de bons rapazes dava uns toques na bola, fazia umas corridas e era tudo», eis a forma como caracterizou, à data, o balneário dos encarnados.
No verão de 2001, ao acompanhar a preparação de pré-temporada do UD Leiria, em Tábua, confirmei que aliava a métodos revolucionários personalidade fora do comum que já transparecera no esticar de corda com Manuel Vilarinho que resultou na saída do Benfica. Antes de um jogo — habitual naqueles tempos a encerrar os estágios — entre jornalistas, estudantes aspirantes a treinadores que seguiam os trabalhos e membros do staff do clube, alguns elementos da SAD leiriense começaram a aquecer ainda o treino decorria.
Lá do outro lado, Mourinho, sem o estatuto que goza hoje, apercebeu-se da invasão e expulsou os patrões de campo. Temi que a partida não se disputasse e que fosse obrigado a mudar a página já escrita para noticiar uma chicotada psicológica logo no defeso. Não foi o caso, o encontro iniciou-se mas terminou aquém da hora, ordem de Mourinho, cuja equipa guardava vantagem de um golo e sofria pressão que adivinhava o empate. Protestei, em vão.
«Jaques», assim me apelidou nas quatro linhas, quero acreditar porque tinha o potencial do avançado brasileiro acabado de chegar a Leiria, embora suspeite que teria a ver, isso sim, com a estatura elevada de ambos: «Querias empatar, queres ver...»
O futebol tem mais piada com ele e agora pouco me interessa discutir se está ou não atualizado — aposto que está, mas adiante. Se o objetivo do futebol continua a ser marcar mais golos que o adversário e vencer, contrataria José Mourinho para dirigir a minha equipa. Aliás, se conhecerem mais alguém que tenha conquistado uma Taça UEFA e uma Champions, em épocas seguidas, num clube português, avisem...

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Pinto da Costa deixou o Dragão na noite eleitoral pela porta da garagem, a forma como gerir a transição da SAD para André Villas-Boas ditará se sairá em definitivo pela porta dos fundos ou pela saída principal.

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«Para mim é muito claro que fico até 2026 no Benfica», sentenciou Roger Schmidt, na antevisão ao jogo deste domingo em Famalicão. Se fica ou não, veremos, certo é que, desde este sábado, ficou claro para Rui Costa que se prescindir do alemão não terá desconto na indemnização a pagar ao técnico."

A falta de hombridade


"Administração da SAD do FC Porto ainda em funções não fez a devida leitura dos resultados eleitorais, caso contrário tinha renunciado imediatamente em bloco. E Pinto da Costa devia ser o primeiro a dar o exemplo...

André Villas-Boas apelou a uma transição célere e pacífica de poderes caso vencesse as eleições, algo que conseguiu de forma retumbante e com números históricos. Mais de oitenta por cento dos eleitores optou por uma mudança diretiva e essa percentagem permite ao novo presidente exigir que a Administração ainda em funções opte por uma saída airosa e deixe trabalhar uma renovada e enérgica equipa, por forma a inteirar-se de dossiês prementes como o negócio dos direitos comerciais do Estádio do Dragão com a empresa Ithaka, os moldes da construção da academia da Maia e, claro está, tratar da questão relacionada com continuidade (ou não...) de Sérgio Conceição no comando técnico do FC Porto.
Se o bom sendo prevalecesse e as pessoas tivessem a hombridade de reconhecer a vontade expressa de forma brutal nas urnas pelos associados, André Villas-Boas não estaria a deparar-se com enormes contratempos para assumir o poder de forma célere.
Pinto da Costa e a restante equipa da SAD parece disposta a atrasar sobremaneira uma nova era no FC Porto nas mais variadas áreas e isso, por mais que lhe custe, é adiar o inadiável. Há decisões estruturantes por tomar, os problemas de tesouraria são gritantes, os credores surgem a rodos. É o descrédito é total. Será que as pessoas em causa, sobretudo o líder cessante, não poderia fazer uma introspeção e perceber que o povo foi soberano e que é necessário permitir que os novos órgãos sociais possam tomar pulso ao gigantesco buraco financeiro que assola o emblema do clube mais representativo da região Norte?
O abraço dado entre os presidentes na finalíssima do voleibol feminino, no Dragão Arena, pareceu sincero, mas horas depois André Villas-Boas deparou-se, através da sua equipa, com adversidades relacionadas com a passagem de testemunho, que está a ser um verdadeiro caos.
Fica a prova de que nem a retumbante derrota nas eleições fez mudar o status quo que imperou na liderança de Pinto da Costa e dos seus acólitos. Saber perder é uma virtude e o líder carismático ainda não teve uma palavra para com o universo azul e branco desde que viu André Villas-Boas goleá-lo nas eleições. Depois de uma campanha em que foi muito mal orientado por gente que gravitava à sua volta, muitos deles sedentos de dinheiro e poder, Pinto da Costa vê-se agora na iminência de ficar sozinho, mas creio que haverá sempre alguém que nunca deixará cair o presidente dos presidentes. Refiro-me a André Villas-Boas e não tenho dúvidas de que o tempo irá dar-me razão..."

A nostalgia dos ‘mata-mata’


"Copa do Brasil, que começou esta semana a doer, tem peso proporcional muito maior no Brasil do que a Taça em Portugal

Em julho de 2019, Jorge Jesus, acabado de chegar ao Brasil, viu o seu Flamengo ser eliminado pelo Athletico Paranaense nos quartos-de-final da Copa do Brasil via penáltis. Dada a repercussão colossal do desaire, disse, dias depois, algo como «foi só a taça, pá, ainda temos Brasileirão e Libertadores», duas competições que os rubro-negros, aliás, acabariam por vencer meses depois.
Ao chegar à Luz, vindo do Rio de Janeiro, o treinador português, naquele estilo fanfarrão que o caracteriza, sublinhou que só lhe faltava ser campeão do mundo: «De resto já ganhei tudo...». Na imprensa brasileira, o jornal Extra, atento, fez logo questão de o chamar de desmemoriado: «Então e a Copa do Brasil?».
As duas histórias acima servem para provar que para os portugueses e para os europeus em geral a taça nacional, por mais que as festas finais em Wembley ou no Jamor sejam uma delícia, é sempre secundária. Para os brasileiros, não.
Na prática, a CBF, que organiza Brasileirão e Copa do Brasil, não oferece um tostão a quem ganhar o primeiro - é à TV Globo, como detentora dos direitos, que compete distribuir os ganhos -, mas enche os cofres do vencedor da segunda (cerca de 13 milhões de euros), do outro finalista (5,5 milhões), dos semifinalistas (1,7 milhões) e por aí adiante.
Essa é uma pista, financeira, para entender a discrepância de opiniões entre JJ e os brasileiros sobre a relevância da prova que esta semana se iniciou no Brasil, pelo menos a doer, com a entrada em campo dos clubes envolvidos nas provas sul-americanas.
A outra, mais subjetiva, está na nostalgia que ela provoca. Não tanto uma nostalgia da prova em si - afinal é jovem: nasceu em 1989 - mas dos jogos a eliminar, extirpados do Brasileirão em 2002 para tristeza de tantos saudosistas.
No Brasil, assim como nos EUA, onde nenhum dos seus principais desportos contempla o empate ao fim do duelo, o tudo ou nada deve prevalecer, razão pela qual aqueles saudosistas ainda sentem que falta qualquer coisa numa prova, como o Brasileirão, que termina numa jornada, perdida, sem quartos de final, sem meias-finais, sem final, sem... mata-mata.
São gostos que não se discutem. Entretanto, se o mata-mata exerce assim tanto fascínio é contraditório que na Copa do Brasil as eliminatórias se joguem a duas mãos - se é mata-mata, que se mate ou se morra em 90’ e não em 180’, com um intervalo frustrante de semanas entre as partidas.
Não só se ganharia em emoção, como ainda se estimulariam surpresas, que dão às taças nacionais o seu encanto, e ainda se desafogaria o calendário insano do país. Como o calendário está, ele mata mesmo mas é de cansaço."

domingo, 5 de maio de 2024

12.ª Campeão Nacional

Benfica 3 - 1 Sporting
25-21, 16-25, 25-15, 25-23


Extraordinário! Mais uma! Na superação... contra um adversário valoroso, que subiu bastante de qualidade em relação à época anterior, que nos deu muita luta, novo título, o Pentacampeonato!

Mesmo com uma equipa limitada, com jogadores veteranos, que provavelmente fizeram hoje o seu último jogo da sua carreira, não trememos, fazemos valer o factor casa, como em todos os jogos desta Final, e celebrámos no final...

O Banderó nestes dois últimos jogos em casa 'acordou', o Pablo foi o melhor jogador da época, o França subiu bastante de forma neste Play-off...

Na próxima época, temos que fazer uma revolução, 4 ou 5 jogadores novos, mas hoje a despedida dos Imortais foi feliz!

Estamos na Final...

Sporting 66 - 73 Benfica
12-20, 20-26, 19-15, 15-12

Jogo feio, com mais uma boa vantagem na 1.ª parte, mas com uma péssima 2.ª parte, onde contra um Sporting com duas baixas muito importantes, permitimos uma perigosa recuperação, com o jogo a 1 ponto, a poucos minutos do fim!!!

Amanhã na Final, contra os Corruptos, com as duas equipas, a fazer 3 jogos em 3 dias, mas com o Benfica a ter jogos menos 'intensos', temos tudo para vencer... mesmo sem o Zé Silva na rotação!

Ultrapassagem dupla!!!

Famalicense 0 - 3 Benfica

Vitória importantíssima na última jornada da fase regular, que com as derrotas da Oliveirense, e do Sporting, nos fez saltar para o 2.º lugar da classificação, alterando as combinações no Play-off de forma significativa! Vamos defrontar o Valongo nos Quartos... e em caso de 'vitória' a Oliveirense ou o Barcelos nas Meias!
Fundamental recuperar o Nicolía e o Zé Miranda...

Esta equipa merecia mais 'sorte' esta época!!!

Benfica 29 - 34 Corruptos
14-14

Com uma equipa extremamente remendada, com muitos putos da equipa B, ainda Juniores, demos muita luta, e a poucos minutos do fim, ainda estávamos a disputar o resultado... A quantidade de lesionados continua a impressionar!!!

PS1: Grande vitória da nossa equipa feminina de andebol na Madeira (30-32), contra o nosso principal adversário, sem a nossa jogadora mais influente. A doença repentina da Viktoryia deixou-nos desfalcados neste momento decisivo da época, com a vitória a ser o único resultado 'possível', isto numa semana muito preenchida, mas mesmo assim, ganhámos! Ainda faltam algumas vitórias para selar o Campeonato, temos alguns jogos em atraso, mas no papel somos favoritos, mas as camisolas não ganham jogos...


PS2: A nossa equipa B feminina de futebol, sagrou-se hoje Campeã Nacional da II Divisão, derrotando o Vitória de Guimarães por 3-1! As nossas meninas, a maior parte ainda Júnior demonstrou toda a sua qualidade! Só não sobem à I Divisão, porque não é possível!!!

Antevisão...

BI: Antevisão - Famalicão...

5 minutos: Diário...

Uma competitividade por saborear


"Registo dos clubes lusos na UEFA foi apenas o 9.º, atrás de Bélgica, Turquia e Rep. Checa

Portugal acabará em sétimo lugar do ranking da UEFA, o mesmo posto em que começou a época e sabe já que começará a próxima precisamente na mesma situação. No arranque para 2023/24, estava a 3,684 pontos dos Países Baixos e, apesar de ter feito melhor registo do que os neerlandeses, a distância após o verão cifrar-se-á nos 5,884, fruto da perda do registo de 2019/20 em que os clubes lusos foram superiores.
A França, que já esteve a tiro, partirá com 9,149 pontos de avanço no 5.º lugar, e a Bélgica, 8.ª, parece estar a ganhar-nos terreno. Com uma equipa ainda em campo, o Club Brugge - perdeu a primeira mão da meia-final da Liga Conferência com a Fiorentina por 3-2 - começará 2024/25 pelo menos a 5,016 pontos de Portugal. Já esteve bem mais longe. Em 2022, terminou em 13.º.
É de assinalar ainda que a soma das seis equipas portuguesas em prova foi inferior a oito outros países, atualmente por esta ordem: Itália (7 equipas), Alemanha (7), Inglaterra (8), França (6), Espanha (8), Bélgica (5), Turquia (4) e República Checa (4). A tendência não é, obviamente, favorável ou animadora. Passou menos de um ano desde que a conta oficial da Liga Portugal avisou a da Eredivisie para aproveitar o 6.º lugar enquanto durasse. Pelos vistos, continuarão a gozá-lo por muito mais tempo. Infelizmente.
Por muitas desculpas que se arranjem, algumas válidas outras nem por isso, a Liga portuguesa está a perder força europeia. Há quem se recuse a vê-lo e procure estudos ou visões segmentadas para continuar a achar que está tudo bem. Não está e pouco foi feito para contrariar o problema.
É neste 7.º lugar e em aparente quebra que se encontra a competitividade do campeonato, com as suas equipas, embora compensadas pelo amealhar dos grandes e por vezes do SC Braga, a fazer pior do que belgas, checos e turcos.
O país ainda vai conseguindo seduzir alguns bons jogadores, porém estes acabam quase sempre em Sporting, Benfica ou FC Porto, e os restantes emblemas não possuem argumentos semelhantes aos de outros países em cenário mais ou menos semelhante. É normal que estejam mais frágeis num contexto nacional, em constantes movimentos iô-iô sem conseguir um crescimento sustentado ou sequer estabilizar numa zona da tabela ao longo de vários anos, e ainda mais quando se confrontam com as provas europeias.
Também parece inconcebível que os responsáveis da Liga valorizem o nosso campeonato ao lado de uma Big Five quando se aborda a questão da centralização dos direitos televisivos - o Santo Graal, cada vez mais um placebo do que a cura de todos os males - quando na realidade parecemos estar a cair abaixo de outras até aqui inferiores, embora mais espetaculares em campo e nas bancadas, e igualmente capazes de gerar talento, no equilíbrio de forças continental. Nesta altura, quem quer realmente lá fora, exceto os emigrantes, saber do nosso campeonato? Alguém?"

Terceiro Anel: Lanterna Vermelha - S01E11 - Soraya Latif VS Diogo Oliveira!

A Verdade do Tadeia #2024/156 - Segundo match-point

Terceiro Anel: Diário...

Ligar o que é preciso


"O Sporting vai renovar com Coates por mais um ano e fará bem

O Sporting renova por mais um ano o contrato com Sebastián Coates e provavelmente faz bem. Além da competência que o central uruguaio de 33 anos ainda mostra no campo (e são inúmeras as provas de que um futebolista moderno que se cuida bem pode esticar a carreira), ele representa muito mais para o clube treinado (ainda) por Rúben Amorim. Coates é titular e o capitão da equipa e está em Alvalade desde a temporada de 2015/2016, tem personalidade e estatuto que fazem dele uma referência no e do Sporting, com tudo o que isso representa de importante para a estabilidade num balneário de clube grande.
Por contraditório que possa parecer, ao renovar com o veterano Coates o Sporting está a acautelar o futuro e essa é uma preocupação que deve ser partilhada pelos principais rivais, Benfica e FC Porto.
No FC Porto o tema das referências ou a iminente falta delas adquire maior relevância, pois Pepe tem 41 anos, não dura para sempre e termina contrato no final desta temporada, não havendo notícia, sobretudo em momento de transição de presidentes — de Pinto da Costa para André Villas-Boas —, que tenha ainda renovado. Mas, no Dragão, a maior referência, no balneário e no clube, desde 2017/2018, será talvez o seu treinador, Sérgio Conceição. Que, by the way, renovou até 2028 mas cuja continuidade estará dependente de uma conversa que já teve ou ainda vai ter com o novo presidente André Villas-Boas.
O Benfica, até com alguma surpresa, renovou na época passada com o seu capitão, Nicolás Otamendi, campeão do mundo pela Argentina, que tem 36 anos mas continua, tal como Coates e Pepe, a mostrar como se joga bem. Renovou com ele até 2025 e pode ficar descansado que continuará a manter a identidade do seu balneário. Também lá continua João Mário, de 31 anos, há três épocas na Luz, com contrato até 2026 e também ele a mostrar solidez na relação com um clube que, mais uma vez, pode mudar de treinador.
Para os três grandes de Portugal continua a ser absolutamente vital vender jogadores para depois comprar novos jogadores. Mas diria que igualmente determinante será manter e criar jogadores-referência que possam ligar o que é preciso ligar."

'Porque hoje é sábado' O FC Porto e a ‘revolução dos cravas’


"A dia 27 de abril bastou ter aparecido um opositor credível e corajoso para que o velho regime de 42 anos caísse com estrondo

Quando Jorge Nuno Pinto da Costa chegou, há quarenta e dois anos, à sua cadeira de sonho, nas Antas, ainda não havia dragão, nem no estádio, nem no nome de guerra. O acontecimento marcou o início de uma histórica revolução no FC Porto. O novo presidente assumiu, desde o início, uma linha de rutura com a política conformista e tolerante de Américo de Sá e impôs um estado de guerra ao poder sulista, acusando os responsáveis do futebol português de estarem dominados e controlados pelo Benfica e pelo Sporting.
O ideólogo da revolução foi José Maria Pedroto, que influenciou, decisivamente, a ação de Pinto da Costa, criou a revolta do verão quente portista e abriu as portas a uma cisão interna, que acabaria na estrondosa vitória do ex-chefe de departamento de futebol nas eleições de abril de 1982.
Esse foi o ano em que o Conselho de Revolução reuniu pela última vez em Portugal, o ano em que se comemorou o oitavo aniversário do 25 de Abril, o ano em que a CGTP convocou a primeira greve geral no país, o ano em que o Papa, João Paulo II, visitou Fátima, em agradecimento à Virgem por o ter salvo num atentado no Santuário, e também o ano em que a Argentina invadiu as Malvinas, o que a levaria a uma guerra com a Inglaterra da senhora Thatcher. Portanto, foi há muito tempo e se o mundo e o país eram outros, o futebol português nem sequer tinha uma ideia de que poderia tornar-se numa indústria e num grande negócio.
Em pouco tempo o FC Porto ficou irreconhecível e numa altura em que o país aprendia a democracia e iniciava a luta por direitos cívicos, Pinto da Costa foi inteligente e determinado na ação. O FC Porto passou a ter, pela primeira vez, um núcleo profissional e fechado na gestão do seu futebol profissional e lançou-se numa cultura de vitória e de espírito de conquista sem limites.
Pinto da Costa sabia bem que não podia haver conquista sem poder e que a estrutura ainda feudal do futebol português, que mais do que pela direção da Federação passava pela arbitragem e pelo sistema de disciplina e de justiça, tinha de ser ocupada pelo FC Porto e pelos seus aliados. Por isso, soube ser generoso com todos os que o apoiavam e implacável com os que se lhe opunham a uma conquista total do poder no futebol nacional.
É verdade que Pinto da Costa não olhou a meios, nem a processos, para atingir o seu objetivo, mas também é verdade que só o conseguiu com competência técnica e uma invulgar sensibilidade para dirigir o clube e o seu futebol profissional.
Como inevitavelmente acontece aos líderes de longa duração, com os anos, as virtudes foram sendo substituídas pelos vícios crónicos e os aliados da causa pelos invasores dos interesses pessoais, que acabaram por dominar os claustros. E foi assim que a grande e histórica revolução de 1982 se transformou na revolução dos cravas, ou seja, de muitos que beneficiaram das inevitáveis fraquezas e contradições do regime para tratarem da vidinha e garantirem um futuro que, sem F C Porto, nunca seria tão generoso.
Como se viu no último dia 27 de abril, o velho e saturado regime caiu de podre. Bastou ter aparecido um opositor credível e corajoso, capaz de dizer, alto e bom som, que o rei ia nu. Os portistas mobilizaram-se para votar, e oitenta por cento dos muitos milhares de votantes elegeram André Villas-Boas. É de uma nova revolução no FC Porto que se aguarda com expectativa. E, ao mesmo tempo, o regresso a uma cultura democrática, na qual irá assentar a opção por uma visão moderna de gestão de um clube que tem, por destino, cumprir o seu futuro.

Dentro da área
Vai ser já ou será depois?
Sporting à entrada da porta do título de campeão nacional. Os sportinguistas não contam os dias, mas os minutos que faltam. Claro que querem que a festa se faça o mais cedo possível. Pode ser já amanhã, se o Sporting vencer hoje e o Benfica não vencer no domingo, ou pode ser na semana seguinte, mas a verdade é que o campeonato já não irá fugir. Para o histórico clube de Alvalade, mais importante ainda do que ser campeão é provar que está de regresso, de corpo inteiro, ao mundo restrito dos grandes do futebol nacional.

Fora da área
Os estudantes voltaram à rua
Como nas históricas lutas do tempo da guerra do Vietname, os estudantes universitários americanos lutam nas ruas contra a desumanidade da guerra na faixa de Gaza. Em Paris, os estudantes da Sorbonne seguiram o exemplo dos seus colegas americanos e diz-nos a História que, em breve, a contestação estudantil irá alastrar pelo mundo. Importante ter em conta que não é Israel, nem os israelitas que estão em causa, mas o regime cruel e dogmático que o governa. Entretanto, a contestação estudantil dá novos sinais de esperança ao mundo."