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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Na Europa, as contas são outras


"O Benfica leva seis penáltis a favor em oito jogos europeus. No campeonato português, em igual número de partidas, foram apenas dois. O FC Porto recebeu sete cartões amarelos nas primeiras oito jornadas da Liga, mas em apenas dois jogos da Champions já chegou aos cinco. E o banco portista também teve uma experiência diferente. Em Sevilha, um adjunto de Farioli foi expulso, o treinador viu o amarelo e o delegado ao jogo também foi advertido. Tudo na mesma partida.
Não sei se estas diferenças se vão manter até ao final da temporada, mas confesso que tenho curiosidade em acompanhar os próximos jogos europeus. Sobretudo no caso do FC Porto, cujo banco de suplentes costuma ser bastante participativo nas discussões com os árbitros. Em Sevilha, parece que encontraram um interlocutor menos paciente. Em Portugal, os protestos, a pressão constante e as movimentações junto à área técnica raramente têm consequências semelhantes. Na Europa, pelos vistos, a tolerância é outra.
Quanto aos penáltis do Benfica, não se trata de esperar que as estatísticas sejam iguais nas duas competições. Os jogos são diferentes e cada lance deve ser analisado individualmente. Mas seis grandes penalidades em oito partidas europeias, contra apenas duas no campeonato português, é uma diferença que merece atenção. Sobretudo quando nos lembramos de algumas decisões que têm motivado discussão nas jornadas da Liga. Não será certamente por falta de presença do Benfica nas áreas adversárias.
A propósito de arbitragem, o Conselho de Arbitragem decidiu avançar com o fora de jogo semiautomático. Já não era sem tempo. O Benfica tinha incluído esta medida no documento que entregou à Federação Portuguesa de Futebol com propostas para reformar o setor. Espero que a sua implementação permita acabar com algumas das intermináveis esperas do VAR e com as discussões sobre linhas traçadas em imagens que nem sempre ajudam a esclarecer os lances.
Mas seria um erro ficar por aqui. O Benfica apresentou propostas bastante mais profundas e que mereciam ser discutidas com seriedade. Uma delas defende a entrega da supervisão da arbitragem a uma entidade externa e independente, com poderes para acompanhar o funcionamento do setor e implementar as alterações necessárias. A arbitragem portuguesa precisa de uma reforma que vá muito além da introdução de novas tecnologias.
Outra das propostas do Benfica passa pela separação entre a entidade responsável pelas nomeações e aquela que avalia os árbitros. Parece-me uma alteração fundamental. Quem escolhe os árbitros para os jogos não deveria ser também responsável por avaliar o seu desempenho. E essas avaliações deveriam ser públicas, com critérios conhecidos e transparentes. Hoje, os adeptos sabem quem foi nomeado para determinado encontro, mas pouco conhecem sobre a avaliação que é feita depois do jogo e sobre as consequências dessa avaliação nas nomeações seguintes.
Não percebo por que razão estas propostas não merecem maior atenção. Durante anos ouvimos falar da necessidade de melhorar a arbitragem portuguesa, mas continuamos a discutir os mesmos problemas praticamente todas as semanas. Os árbitros precisam de condições para trabalhar e de estruturas que lhes garantam independência. E os clubes têm o direito de conhecer os critérios utilizados nas nomeações e avaliações. O Benfica apresentou um conjunto de propostas concretas. Seria importante que a Federação Portuguesa de Futebol e o Conselho de Arbitragem não se limitassem a aproveitar apenas aquelas que dizem respeito à tecnologia.
Entretanto, o Observatório do Futebol do CIES divulgou um estudo que coloca o Benfica no quarto lugar mundial entre os clubes que mais valorizaram os jogadores contratados desde 2022. Apenas o Eintracht Frankfurt, o Real Madrid e o Paris Saint-Germain aparecem à frente. O FC Porto surge na 12.ª posição e o Sporting na 25.ª. No grupo dos dez primeiros não aparece, portanto, qualquer outro clube português.
O estudo considera as mais-valias realizadas com transferências e a valorização estimada dos jogadores que continuam nos plantéis. Não estamos a falar da formação, mas da capacidade para contratar jogadores que se valorizam. E esta distinção é importante, porque o Benfica tem sido frequentemente elogiado pelo trabalho desenvolvido no Seixal, mas muito criticado pela sua política de contratações.
Confesso que gostava de ouvir alguns dos especialistas que passaram os últimos meses a criticar praticamente todas as contratações do Benfica. Houve erros, alguns deles caros, e ninguém os deve ignorar. Mas também houve uma tendência para transformar cada contratação numa oportunidade para anunciar mais um desastre. O estudo do CIES não significa que todos os negócios tenham sido bons, mas coloca o Benfica numa posição que dificilmente combina com algumas das avaliações que fomos ouvindo.
E os números dentro de campo também não são propriamente maus. O Benfica marcou 45 golos em 15 jogos oficiais, uma média de três por partida. Uma produção ofensiva que contrasta com as críticas feitas durante meses à composição do plantel. Não deixa de ter graça que uma equipa tantas vezes apresentada como tendo falta de soluções ofensivas esteja a marcar com esta regularidade. Pavlidis tem sido uma das figuras deste rendimento. O avançado grego soma 18 participações diretas em golos nos 14 jogos considerados nestas estatísticas. Não se limita a finalizar, participa na construção ofensiva e tem sido determinante na forma como o Benfica chega à baliza adversária. Os seus números ajudam a perceber a importância que ganhou na equipa.
É evidente que o Benfica tem de transformar esta qualidade em títulos. Depois das últimas temporadas, os adeptos não se podem contentar com boas estatísticas ou valorizações de mercado. Mas também não faz sentido continuar a desvalorizar o plantel quando os números começam a contrariar algumas das críticas que foram feitas. E talvez fosse bom que quem passou meses a apontar defeitos à equipa tivesse agora a mesma disponibilidade para reconhecer aquilo que está a correr bem.
Quanto ao FC Porto, vou continuar atento aos cartões nas competições europeias e, sobretudo, ao comportamento do seu banco. Depois do que aconteceu em Sevilha, talvez Farioli tenha percebido que a margem para protestar não é exatamente a mesma em todos os estádios."

Reagir com rassa !!!

Está alguém preocupado?!

Em Inglês...

Fora de série !!!

Bétis e PSV?!!!

AH POIS É...


"1. O City era de outro campeonato, uma das melhores equipas do mundo, assim se justificou a derrota caseira. O Bétis estava em terceiro da liga espanhola, é equipa muito difícil quando joga em casa, assim se justificou a segunda derrota na Champions em dois jogos. Mas o que dizer do PSV? É um colosso do futebol europeu? É equipa de meter respeito a qualquer um fora de casa?

2. A época passada, na Liga Europa, que agora é desvalorizada porque nela o Benfica tem obtido bons resultados, as más prestações eram justificadas pela rotação que Farioli fazia na equipa. A verdade é que com menos rotação o Porto foi eliminado por uma equipa inglesa - o Nottingham Forest - que lutava arduamente para não descer de divisão.

3. As diferenças das estatísticas de faltas e amarelos do Porto na liga de cá e na Champions esta época já por aí circularam, não vou bater mais nisso, apenas dizer que são bem elucidativas e reveladoras do estatuto de exceção de que a "fisicalidade" - assim lhe chamam - portista goza nas competições internas.

4. Há muito que defendo árbitros e VAR estrangeiros para determinado tipo de jogos na nossa liga. Não é por nada, não é por desconsiderar os nossos, alguns até fazem boas arbitragens lá fora, é só porque a probabilidade de árbitros e VAR estrangeiros apitarem condicionados em Portugal é muito, muito menor. Mais: se os nossos vão apitar lá fora - o João Pinheiro, por exemplo, não estava disponível para o Dragão porque estava fora a apitar -, porque não podem vir árbitros de fora apitar aqui?

5. Em suma: é muito mais fácil ser intenso e dominador quando se joga com dualidade de critérios a favor, com árbitros como Miguel Nogueira e outros que tais, que deixam passar impunes entradas para amarelo ou mesmo para vermelho. Quem não se lembra do último clássico no Dragão? Isto ajuda a explicar como é que em Portugal só ganham e na Champions só perdem."

Sabia que...


Quem protege Gustavo Correia?


"Gustavo Correia apitou, em Braga, o seu sétimo jogo da presente Liga em oito jornadas. É o árbitro com mais jogos apitados na principal competição do futebol profissional. Ou se trata de um fora de série da arbitragem ou não há árbitros que cheguem em Portugal.
Gustavo Correia é o árbitro que foi apanhado a falsificar um relatório, com mentiras sobre o diretor desportivo do Benfica, com o intuito de o prejudicar. Um ato que os regulamentos punem com suspensão de duas a dez temporadas. O Conselho de Disciplina transformou isso numa repreensão.
Já o Conselho de Arbitragem nem isso. Pelo contrário, deu-lhe sete jogos da Primeira Liga como árbitro principal em oito jornadas. Qual é a mensagem que o Conselho de Arbitragem pretende enviar com estas sucessivas nomeações de Gustavo Correia? Que o crime compensa?
Em três dos sete jogos que apitou, Gustavo Correia foi amplamente criticado pelas suas atuações. Ou seja, praticamente metade dos jogos que apitou terminaram com vários clubes a apresentar queixas contra Gustavo Correia. Porque é que o Conselho de Arbitragem defende tanto este árbitro?
Na época passada, Gustavo Correia apitou dois jogos do Benfica. Cometeu erros graves em ambos, que significaram a perda de quatro pontos. No Estádio da Luz, frente ao Casa Pia, assinalou uma grande penalidade inexistente contra o Benfica.
Numa fase crítica do campeonato, voltou a prejudicar o Benfica. Não assinalou um penálti contra o Famalicão, entre vários outros erros. O empate do Benfica, nesse jogo, afastou o Benfica da Liga dos Campeões. Será este histórico nos jogos do Benfica que faz de Gustavo Correia um dos árbitros da moda para o Conselho de Arbitragem?
Perante tudo isto, seria bom que a direção do Benfica fosse intransigente na defesa dos interesses do clube. É preciso questionar publicamente a escandalosa proteção do Conselho de Arbitragem a Gustavo Correia. E é fundamental exigir, tantas vezes quantas for necessário, que este árbitro seja impedido de apitar mais jogos da Primeira Liga."

Ronaldo paga cabaz alimentar


"Segundo a DECO Proteste os 63 produtos que compõem o cabaz alimentar rondam os 255 euros, valor da multa aplicada pelo CD da FPF a Cristiano Ronaldo. Agora, Jesus é livre de convocá-lo. Conhecer a decisão da justiça federativa, foi, metaforicamente, para JJ, como passar por mais uma estação da ‘via crucis’…

O Conselho de Disciplina da FPF, em conformidade com os regulamentos vigentes, usando as ponderações que justificou em acórdão, decidiu suspender Cristiano Ronaldo por 30 dias e aplicar-lhe uma multa de 255 euros, por ter abandonado os trabalhos da Seleção Nacional em Copenhaga.
Na prática, porque os 30 dias não cobrem qualquer jogo de Portugal, Ronaldo pagou 255 euros pelo seu ato de insubordinação, o que deu, contas feitas, 127,5 euros por ter falhado o jogo com a Dinamarca e outro tanto por não ter estado na partida com a Noruega.
É esta a cotação da disciplina no futebol nacional, o que nos remete para questões mais vastas, vindo de imediato à memória uma imagem publicada pelo Expresso online que mostrava a ‘acampada’ do Rossio, e um cartaz, a negro, com letras brancas, com a assinatura do movimento anarquista, que dizia: ‘Livres e Rebeldes Contra Toda a Autoridade’.
Resumindo, caso todos os jogadores da Seleção Nacional fossem iguais (e há, pelo menos, um que é mais igual que os outros), estariam abertas, de par em par, as portas da anarquia na equipa mais representativa de Portugal. De qualquer forma será interessante estarmos atentos às cenas dos próximos episódios, que prometem manter as audiências no ‘top’. Agora, a batata quente passou para as mãos de Jorge Jesus, naquele que é o caso mais delicado da sua longa carreira, tão relevante que pode determinar a imagem que o selecionador nacional irá deixar no futebol, onde sempre foi conhecido como irredutível defensor da disciplina e dono e senhor das suas decisões.

JORGE JESUS
Se Jesus convocar Cristiano Ronaldo para o duplo embate com o País de Gales e a Dinamarca, perderá toda a autoridade (já minada, há que admitir, depois de uma conversa sobre o que queriam que dissesse na conferência de imprensa antes do jogo do Parken, com elementos da equipa técnica do Al Nassr e da estrutura de Cristiano Ronaldo) perante a opinião pública e, sobretudo, os restantes jogadores. Cada vez que o selecionador nacional fizer algum reparo (e ele é de fazê-los…), imediatamente virão à colação as duas vezes, a frio, por escrito, após cuidada ponderação, em que Ronaldo lhe chamou mentiroso. Os jogadores, que o olham com respeito e até com fascínio, pelo carisma e pela paixão com que vive o futebol, não poderão deixar de ver nele alguém que aceitou coabitar com a humilhação.
Há um momento definidor na vida de todos os treinadores, aquele em que passam a poder dizer, sem receio de nada e de ninguém, «NÃO». Normalmente isso acontece a partir do momento em que atingem o desafogo material e têm um estatuto desportivo diferenciado. Jorge Jesus lutou muito para atingir esse nirvana (e se, se submeter agora, estará a ofender o Jorge Jesus do passado, quando ainda contava o dinheiro, que saiu de clubes por não querer abdicar de convicções) e seria penoso, para quem o admira, vê-lo passar a ser quem nunca foi. Não sei qual o nível de alinhamento de Jesus com o seu advogado, Luís Miguel Henrique (normalmente coincidem), que recentemente disse de Cristiano Ronaldo: «Com as suas atitudes, comportamentos e obsessão por determinadas métricas, está a conseguir o que nenhum adversário conseguiu: estragar a forma como lembramos tudo de bom que nos deu», e ainda, «Esse é o destino dos deuses e dos autocratas: acabam sozinhos no Olimpo, cercados por espelhos.». Se estiverem em sintonia (e há muitos anos que estão…), pode ser que estejamos na antecâmara de um novembro escaldante.
Francamente, muito francamente, não vejo, a não ser através de um exercício de hipocrisia militante, que depois de tudo o que sucedeu, foi dito e escrito, os egos de Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo possam coabitar, sem danos profundos e quiçá irreversíveis para a Seleção Nacional. Mas, repito a citação que aqui fiz há cerca de um mês, recordando o saudoso Vítor Correia, antigo árbitro e pioneiro dos comentários televisivos à arbitragem em Portugal: «Depois de ir ao circo e ver um porco a andar de bicicleta, acredito em tudo.»

CRISTIANO RONALDO
Mas há mais algumas coisas que devem ser ditas em relação a Cristiano Ronaldo, porque, como a poeira que anda no ar é tanta, perde-se o foco e ficamos com a vista turva, desviando-nos do essencial:
O capitão do Al-Nassr, aos 41 anos, não tem lugar no melhor onze de Portugal. A Seleção Nacional com ele, que está em grande forma para a idade que tem, mas já é insuficiente para se exibir nos grandes palcos, fica mais fraca. Ora, foi precisamente aqui que tudo começou, foi por ter sido substituído após uma exibição medíocre contra Gales, em Alvalade, e por, apesar de ter aquecido, não ter sido chamado - porque, realmente, o seu contributo não seria benéfico para Portugal - no duelo na Noruega, que o caldo se entornou com Jesus. Esta é a questão de fundo - é a minha opinião, respeito a dos outros mas não abdico da minha.
Haverá quem entenda que Ronaldo, pelo que fez, merece a titularidade. Não penso assim. Ronaldo, pelo que fez, merece a nossa gratidão e respeito. Merece a titularidade quem melhor contribuir para o sucesso da Seleção Nacional.
Existe outra linha de argumentação que aponta para a necessidade de manter Cristiano Ronaldo na Seleção pelo dinheiro que faz entrar na Cidade do Futebol. Com contratos assinados até 2030; sem jogos particulares (ocupadas que estão as datas pela Liga das Nações) que tinham ‘cachets’ variáveis; e sabendo-se que o horizonte de Ronaldo como jogador não alcançará o fim da década; onde está o prejuízo? E mesmo que o houvesse (haja), no dia em que não for o mérito desportivo a falar mais alto, o último a sair que apague a luz do aeroporto.
O derradeiro argumento usado para defender o regresso de Cristiano Ronaldo à Seleção Nacional, independentemente dos danos causados, tem a ver com o facto de, na melhor das hipóteses, só faltarem cinco jogos até que lhe possa ser feita uma homenagem condigna com a carreira que teve. Apesar de a popularidade de Cristiano Ronaldo nunca ter andado, em Portugal, tão por baixo como agora, há que não confundir ‘a estrada da Beira com a beira da estrada’: além da estátua, do nome no aeroporto, e em mais umas quantas ruas e avenidas, será justo que seja reconhecido publicamente, num estádio de futebol, pelo que fez. Mas, para isso, também não podemos confundir a prima do mestre de obras com a obra-prima do mestre e declarar que, para isso acontecer, CR deverá estar nos cinco jogos anteriores.
Depois do que aconteceu, não creio, sequer, que haja condições, sem mais danos, para o maior goleador da história do futebol assumir o papel que lhe era devido, colocando-se, de verdade, ao serviço da Seleção e deixar de viver no palácio de espelhos que habita. Depois da arrogância do comunicado que emitiu (elaborado de forma inteligente, reitero, que ‘entalou’ Jorge Jesus, o seu principal alvo), não vejo Ronaldo (sem lugar no ‘onze’) a aceitar ser suplente utilizado, não utilizado ou até ir para a bancada, tendo como prioridade contribuir para a coesão do grupo.

PALPITE
Dito tudo isto, qual é o meu palpite para o que se segue, se não houver nenhum impedimento de ordem física? Jorge Jesus engole o maior sapo do mundo, convoca Ronaldo, este é umas vezes titular, outras suplente nas partidas que se seguem, e a Seleção Nacional passa a viver num mundo de faz-de-conta, onde todos dirão apenas o que for politicamente correto. Pode ser que me engane, mas não me parece…"

BolaTV: Ronaldo: análise ao comunicado e a opinião da equipa sobre o possível regresso

Realidades!!!

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Observador: E o Campeão é... - Três jogos e zero pontos: Farioli ainda tropeça na montanha?