Últimas indefectivações
domingo, 3 de março de 2024
Tudo dito...
"O árbitro Fábio Veríssimo queria dar um penalty pela situação com o Edwards? Foi embaraçoso o que o Edwards fez. Foi uma situação de pouco respeito do jogador ao tentar sacar um penalty. Mas também foi embaraçoso que o árbitro o quisesse assinalar.
— O Fura-Redes (@OFuraRedes) March 2, 2024
O nível dos árbitros e das… pic.twitter.com/eckp2I10jU
Reviravolta...
Feirense 1 - 2 Benfica
Varela(2)
Excelente vitória, com o 'regresso' aos golos do Varela, que após a lesão grave, tem andado afastado da baliza! O Henrique também parece 'regressado' à melhor forma...
Pena o penalty desperdiçado pelo Nuno Félix, que teria dado mais tranquilidade na parte final!
Mais um festival do apito, principalmente dum fiscal-de-linha...
Vitória em Albufeira...
Imortal 84 - 95 Benfica
15-25, 23-29, 20-17, 26-24
Regresso às competições, após a paragem para as Seleções, ainda sem o Ivan...
Contas...
"A nossa posição financeira entre os 3 grandes é a melhor! Sem perdões ou calotes. Para garantir a sustentabilidade independente das transferências temos que: cortar 20M em gastos operacionais, reduzir 10M em despesas de pessoal e aumentar receitas em 10M€ com naming e patrocínios."
Onde fica Di María?
"O Benfica saiu vivo graças ao argentino, o maior criativo que temos por cá
Provavelmente, em Rosário, se quiser pensar no futuro do argentino . Os sinais de saída do são alguns, a trajetória inversa na carreira para acabar onde tudo começou fará sentido, mas, até lá, a pergunta: onde fica Di María entre pares?
Já todos argumentaram que Viktor Gyokeres é a contratação da temporada. Justificações acertadas. O sueco mudou o jogo leonino e parece que o Sporting entra sempre a vencer 1-0 com ele.
Di María não chegou ontem a Portugal. Chegou em 2007. Três anos na Luz fizeram dele, também, produto do futebol português- até pelos parâmetros da UEFA no que respeita à formação de futebolistas. O argentino saiu quase feito, voltou como jogador completo e com currículo raro.
Na folha de títulos de futebolistas estrangeiros, Di María vive entre Casillas, que teve uma passagem com relativo sucesso em Portugal, e Capdevila, que no Benfica pouco mais fez do que, de facto, «passear» o CV. O argentino, diga-se, é muito mais Iker do que Joan.
Troféus são uma medida, o talento outra. Onde fica Di María? Muito dependerá da nossa memória e capacidade de visualizar o que será história.
Ainda fui a tempo de um pouco de Madjer, e depois Balakov, Valdo, Preud’homme, Schmeichel, o inevitável Jardel – e não digam que marcar golos, por si só, não é um talento -, Lucho, Pablo Aimar, e ainda mencionando os naturalizados – Deco o melhor – e toda a Geração de Ouro, precedida de Futre e António Oliveira: não vi este, mas ainda fico admirado cada vez que peço ao Youtube que me mostre o que jogava o antigo selecionador! Di María, no talento , está entre estes.
É esse talento, mais do que o CV, que lhe possibilita aos 36 anos e numa fase final da carreira decidir jogos com regularidade. O Benfica saiu de Alvalade com uma derrota, mas saiu vivo. Graças à qualidade do pé esquerdo, e da cabeça, do ‘Fideo’, o maior criativo que temos por cá.
Até pela perspetiva de negócio, Gyokeres é a maior contratação da época. Já Di María é o maior presente. O ‘Fideo’ nunca será consensual porque, ao contrário de Lucho ou Aimar, não é cavalheiro, nem tem jeitos de nobreza. Tem, antes, aquele engano sul-americano em que muitos talentos são forjados na tentativa de, muito mais do que um jogo, ganhar a vida. Di María chegou a jogar com um cartão falso para, simplesmente, ajudar a equipa dos amigos de bairro a vencer e ser feliz com eles. É rezingão, hiperativo, supertalentoso, campeão do mundo e um gigante. Não deste futebol por aqui jogado, mas na sua dimensão global. Onde fica Di María? A pergunta original aponta ao mundo e, para quem discorda, pode cingir-se ao futebol argentino, esse de Maradona e Messi, onde o Fideo caminha logo atrás deles.
Gyokeres vai deixar saudades em Portugal e terá uma carreira pela frente; Di María vai deixar saudades no mundo inteiro, pela carreira que teve para trás, fruto do seu talento inolvidável, que mesmo aos 36 anos continuou a ser maior do que todos os outros em Portugal 2023/24."
Fazer simples é difícil
"Olhar sobre o Sporting-Benfica da Taça de Portugal e a constatação de que dores de crescimento nesta altura do campeonato são mais dolorosas
Roger Schmidt, em declarações depois do jogo, descomplicou o dérbi de quinta-feira da Taça de Portugal. O Benfica perdeu com o Sporting porque o Sporting foi melhor e marcou dois golos e o Benfica só um, ponto.
É futebol, é preciso «aceitar», defendeu o treinador dos encarnados, mesmo lamentando ele que o árbitro tenha anulado à sua equipa um golo que no seu entender foi «limpo». Simples.
O problema é que, no futebol, como, aliás, em quase tudo na vida, difícil é fazer simples e quem o consegue tem nessa capacidade uma qualidade preciosa. Na época passada, Schmidt pareceu tê-la. Chegou, formou um grupo novo, colocou os jogadores certos a jogar nas posições certas, passou ideias simples à equipa e que quem a via jogar entendia com facilidade; e o Benfica foi campeão nacional.
É verdade que o alemão foi criticado por rodar pouco os jogadores, mas nas respetivas posições, de acordo com as suas características, numa lógica que quase todos percebiam e até aqueles que veem sempre defeitos tiveram de render-se porque o Benfica jogava bem e ganhava.
O que mudou, então? Muita coisa. Os jogadores, a época, mas também a ideia do treinador parece diferente. A meio da temporada ainda não sabemos como joga o Benfica, nem o lugar de algumas peças no desenho que Schmidt idealiza. Ter várias opções e táticas, várias armas, é bom, mas ter continuidade também — numa lógica de treinador de bancada, claro.
Schmidt tem razão, por vezes os outros são melhores e ganham. Também tem razão quando lembra que o Benfica ganha muitas vezes. Mas também é verdade que devemos igualmente aceitar que parte dos adeptos das águias tenha ficado descontente e preocupada por ver a equipa jogar mal em Toulouse, na Liga Europa, e mal contra o Sporting, na Taça de Portugal. Só ganhar não chega no Benfica (e nestes dois jogos até empatou e perdeu…) e Schmidt sabe disso.
Voltando ao dérbi, vimos em campo um Sporting que jogou como uma equipa (bem) trabalhada e um Benfica que (ainda) está a ser trabalhado. E dores de crescimento nesta altura do campeonato são mais dolorosas. Simples."
Há coisas do diabo!!
"Adán fez má figura no último jogo do campeonato.
No jogo seguinte, para a Taça de Portugal contra o Benfica, ficou no banco.
Agora, que está a 45 minutos da renovação automática, ter-se-á lesionado com gravidade e poderá ter resto da época em risco no Sporting.
Acontece aos melhores. Os sportinguistas só esperam que Franco Israel não de umas "casas" por aí!! Ou então a comunicação social será conivente com mais esta situação.
A sorte do Adán é não se chamar Vlachodimos...
Imaginem só o que seria terem de chamar ao "mestre do treino e da tática" de mau gestor de recursos humanos!!
Rápidas melhoras para o Adán!! 😏"
Vale tudo...
E este golo validado ao Chaves? Quantos jogadores estão em fora de jogo posicional a obstruir a linha de visão do guarda-redes arouquense? As regras mudaram de quinta para sexta-feira?
— MasterPT (@MasteringPT) March 2, 2024
Vale tudo para travar o Benfica. Que lodo. pic.twitter.com/HGwFP58S1l
Válido!!!
"🚨 O golo do Chaves, esta noite, é validado quando estão 2 ou 3 jogadores em fora de jogo posicional, estando um ou dois a dificultar a visibilidade do guarda redes do Arouca.
🗣️ Agora já vale, não é senhores ex-árbitros!?"
Menos de 24 horas...
"Não foi preciso esperar muito tempo para mostrar ao mundo a "fantochada" que é o futebol português.
Nem 24 horas passaram e hoje tivemos este golo validado no Chaves - Arouca. Estavam não 1, não 2, mas sim 3(!) jogadores em fora-de-jogo posicional.
Hoje, golo validado. Ontem, golo invalidado.
Vale tudo.
O Benfica incomoda mesmo muita gente."
Futebol com Todos: a beleza tranquila do Manchester City
"Futebol 'made in Pep' é a melhor proposta de jogo da atualidade
Agora que já o confessei publicamente n’A Bola TV, posso deixar escrito: sou um guardiolista convicto.
Na verdade já o tinha escrito antes, mas foi há muitos anos, quando o Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta me arrebatou como até então só uma equipa fizera: o Brasil de 1982.
Há quem prefira a vertigem da velocidade, por exemplo. Embora me custe apreender a beleza do jogo defensivo, compreendo que também é uma forma de chegar a vitórias, conforme prova a História (e a seleção italiana de 1982, e mais duas mãos-cheias de equipas italianas e de outros quadrantes, o problema é que nunca perdoei Paolo Rossi e companhia). Tudo respeitável, incluindo os famosos autocarros. Sobretudo do ponto de vista dos treinadores, que dependem dos resultados mais que qualquer outro protagonista.
Enquanto espectador, porém, nenhum futebol me encanta como o que pratica o Manchester City, na senda do made in Pep, a melhor proposta de jogo que conheço e vejo com a mesma sensação de espanto e tranquilidade que sinto perante boa música e boa literatura.
De chorar por mais
A imagem de Coates a confortar João Neves no final do Sporting-Benfica de quinta-feira faz-nos acreditar nas pessoas e no Mundo.
No ponto
João Moutinho, sobre quem já se disse quase tudo, renovou pelo SC Braga até 2025 e vai jogar pelo menos até aos 38 anos.
Insosso
Após o bom espetáculo da primeira mão é uma pena ter de esperar cinco semanas pelo Benfica-Sporting que decide a presença na final da Taça.
Incomestível
Feio, escusado e ainda por cima imprudente o gesto de Cristiano Ronaldo que lhe valeu um jogo de suspensão na Arábia Saudita."
O homem que salvou o Benfica
"Manuel Vilarinho recebeu anel de platina «por ter na alma a chama imensa»
Numa cerimónia especial e de grande fervor clubista, realizada no sábado passado, no Pavilhão da Luz, a direção do Sport Lisboa e Benfica distinguiu cerca de mil e oitocentos associados, premiando a sua fidelidade com emblemas de ouro (50 anos), de prata (25 anos) e, muito especialmente, homenageando os 43 sócios que completaram 75 anos de filiação. A estes foi-lhes oferecido um anel de platina. E sabem quem estava incluído neste pequeno grupo? Exatamente o meu amigo Manuel Vilarinho. Se calhar o maior benfiquista que conheço. Não só pela paixão de «ter na alma a chama imensa» como, sobretudo, pelo muito que tem dado ao clube, ao longo da vida, numa dedicação sem limites.
Muitos consideram-no «o homem que salvou o Benfica», quando, no ano 2000, sucedeu a João Vale e Azevedo, assumiu a presidência e resgatou o clube de uma crise instalada. Rodeou-se de alguns amigos carismáticos, benfiquistas com poder, para promoverem a união das hostes e, todos juntos, recuperarem a credibilidade e a reconstrução do clube. Assim aconteceu. Durante o seu mandato, de outubro de 2000 a outubro de 2003. Inclusive, de forma arrojada, assumiram a construção do novo Estádio da Luz. Para o Euro-2004. Cujo discurso da inauguração foi, orgulhosamente, por ele proferido.
Como se sabe, Manuel Vilarinho, por decisão própria, fez apenas esse mandato de três anos, dando abertura para Luís Filipe Vieira (que ele chamara para dirigir o futebol) lhe suceder na direção. Todavia, continuou ligado, então como presidente da Assembleia Geral.
Naquele mês de outubro de 2000, a campanha para a presidência do Benfica foi tremenda. A nação benfiquista estava dividida e muitos diziam que, apesar de tudo, Vale e Azevedo estava de pedra e cal. Tanto mais com este a fazer um périplo pelas Casas do Benfica de todo o país, em campanha eleitoral, oferecendo-lhes apoios… Parecia inevitável. Os jornais, as rádios e as televisões davam-no como grande favorito à reeleição.
A BOLA aguardou pela manifestação do último dia da campanha. Centenas de pessoas, grandes figuras do universo benfiquista, todos reunidos num jantar convívio de apoio a Manuel Vilarinho. Eu estava lá a fazer a reportagem para o nosso jornal. Ainda me lembro do nome do rapaz (Horácio Nunes) do catering que me conheceu e veio cá fora trazer-me uma pratada. Que noite aquela. Apercebi-me logo da tremenda força desta candidatura. Entre outros, a presença inesperada de José Águas, o grande capitão dos bicampeões europeus. Que, embora muito doente, fez questão de estar presente (viria a falecer um mês depois). Porém, mais inesperada e decisiva foi a entrada do King Eusébio naquele pavilhão a abarrotar de gente. Ninguém esperava. Foi a loucura: «Ben-fi-ca! Ben-fi-ca! Ben-fi-ca!» Que grande ambiente de benfiquismo. Parecia que estávamos no Estádio da Luz. E todos concordavam que, em véspera das eleições, a presença de Eusébio neste grande jantar de apoio a Vilarinho seria decisiva para a votação.
Manuel Vilarinho venceu com 62% dos votos. Contaram-nos que no dia anterior, por influência do Comendador António Frias, do João Malheiro, de Paulo Valente e de Ribeiro e Castro, King Eusébio tinha faltado ao jantar de apoio a Vale e Azevedo, para o qual estava convidado.
Por acaso, devido à nossa afinidade, também fui marcado para fazer uma grande entrevista ao Manuel Vilarinho, como novo presidente do Benfica. Fomos a sua casa, em Azeitão. Uma mansão com piscina, um campo de futebol e um museu com troféus de caça grossa. Como dizia o seu amigo Horácio Galã: «É uma joia de pessoa. Amigo do seu amigo. Para além do Benfica, a caça é outra grande paixão do Dr. Manuel Vilarinho.»
Na Académica e no Cosmos
O Manuel Vilarinho é meu amigo de infância, rapaz da minha rua. Ele residia no n.º 35 e eu no n.º 61 da Estrada da Torre, no Lumiar; ele do Benfica eu do Sporting. Andava no Colégio Manuel Bernardes, no Paço do Lumiar. Era menino rico, filho do empresário Mário Vilarinho, dos cafés Chave de Ouro. Mas era popular, juntava-se à malta. Em 1962/63, com o Nuno Serra Cruz, o Hernâni Melícias e o Zé Maciel, criámos a Académica do Lumiar, clube de estudantes, com sede no Café da Torre, para rivalizar com o Real, clube de operários, com sede no Vitória Bar, na rua do Lumiar.
Arranjámos mais de cem sócios e jogávamos nos torneios populares. Eu era uma espécie de dirigente/treinador/jogador da Académica. Um clube que desapareceu quando fomos todos para o serviço militar obrigatório. Certo dia, Manuel Vilarinho, teria uns 14/15 anos, afrontou-me: «Óh Vítor! Tenho as quotas em dia e quero jogar.» No jogo seguinte o miúdo foi convocado e realmente tinha algum jeito. Ali no meio-campo, durinho, atrevido… Tinha andamento porque já jogava na equipa do Colégio. Mais tarde, soubemos que também jogou nas equipas da Faculdade de Direito e no Cosmos, nos torneios do CIF. Nesta última, a sua coroa de glória foi ter jogado ao lado do Eusébio e do Simões num torneio do Algarve.
‘Papoilas saltitantes’ da Luz
A minha memória dos benfiquistas Vilarinhos era ao domingo, depois de almoço, o jardineiro Manel tirava o automóvel da garagem (um Volvo dos caros) e, já na rua, com um pano, esfregava-o até brilhar. Até que aparecia o pai Vilarinho com os filhos Alberto e Manel, entravam na viatura e lá iam eles, pela azinhaga do Paço do Lumiar, o caminho mais curto para irem ver as papoilas saltitantes do Benfica, no Estádio da Luz. Lá se encontravam, nos lugares cativos, com os vizinhos Julião (cambista na baixa) e o filho, Zé Manel Antunes (também companheiro das futeboladas, atual sócio n.º 673 do Glorioso, quase a receber o anel de platina).
Outra conhecida afinidade da família Vilarinho era com a família do benfiquista Armando Machado, dono da famosa Adega Machado, no Bairro Alto. A casa de fados que amiúde frequentavam. Duas famílias que passavam férias nas termas do Vimeiro. Ou na praia de Santa Cruz, onde o clã Vilarinho tinha casa de férias.
«A educação em casa»
Este meu escrito de memórias vem na sequência da homenagem que o Benfica prestou a Manuel Vilarinho, conferindo-lhe o anel de platina pelos 75 anos de associado. Ouvi as suas palavras e fiquei sensibilizado com tanta emoção e tanta felicidade.
«Desde o ano passado que penso. Não posso morrer enquanto não receber o anel», disse, aliviado, o «homem que salvou o Benfica». E continuou: «Adoro isto. Viva o Benfica! A educação em casa era trabalho e Benfica. Estou felicíssimo. Isto está na massa do sangue. Nasci assim. É grande alegria», referiu, emocionado, na cerimónia de entrega, o sócio n.º 618 do Glorioso. Enquanto as bancadas do pavilhão repletas, todos de pé, num longo aplauso, de reconhecimento, ao popular Manuel Vilarinho. Bem merecido!"
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