Últimas indefectivações

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ainda a final europeia

"1. Ficou patente o desprezo que a UEFA (presidente, órgãos jurisdicionais, comités de arbitragem) tem relativamente a tudo o que não diga respeito a um certo poderio desportivo e económico.
2. Acabe-se com a fantochada das estátuas que estão na cabeceira. Uma delas estava a 2 metros de penálti descarado sobre Lima.
3. 12 olhos (árbitro, 2 assistentes, 4.ª árbitro e as 2 estátuas) não viram o guarda-redes do Sevilha defender 3 metros à frente da linha de baliza. Deviam ir para o Guiness oftalmológico. Aliás, foi o mesmo árbitro que até já validou um golo que entrou pelas malhas laterais. Foi premiado com uma final...
4. Tudo começou no jogo contra a Juventus. Três jogadores cruciais afastados em circunstâncias que nunca aconteceriam se fosse ao invés. Por exemplo, Salvio é impedido de jogar a final por um braço na bola, tal e qual aconteceu a Carriço num remate que ia direito à baliza sem que o penalti tivesse sido assinalado.
5. O Benfica poderia ter ganho o jogo. Mas é adequado afirmar que com Enzo, Salvio, Markovic, Fejsa e até Sulejamani (sujeito a uma agressão apenas com amarelo) o teria ganho com facilidade. Imagine-se o Real Madrid, o Barcelona ou o Bayern sem 5 jogadores fundamentais numa final e tirem-se as conclusões.
6. A Liga Europa traz-me sempre sentimentos contraditórios. Se Roberto não tivesse defendido tudo e mais alguma coisa no jogo da Champions na Grécia que determinou a passagem do Benfica para a Liga Europa, imagino-me a desfrutar do pleno nacional sem mácula. Um quase paradoxo...
7. A narração do jogo na tv portuguesa foi... inenarrável. Do princípio ao fim a desmerecer a equipa portuguesa."

Bagão Félix, in A Bola

Chamem-lhe o que quiserem

"Não foi o presidente do Benfica, de apelido Vieira, a chamar o avançado de apelido Vieirinha, apenas pelo capricho de perpetuar o seu apelido na selecção de todos nós benfiquistas.

VINTE E SETE anos depois, o Benfica conseguiu finalmente fazer uma dobradinha. Bravo! Uma dobradinha, para os leigos, é conquistar o campeonato e a Taça de Portugal numa mesma época. Foi precisamente o que aconteceu este ano ao Benfica e com grande autoridade.
À tão ansiada dobradinha juntou-se uma outra conquista de uma competição oficial, a já celebérrima Taça da Liga. Tudo somado foram três títulos muito saborosamente conquistados e ainda mais saborosamente festejados.
Contudo o país, por falta de assuntos estruturais sobre os quais se debruçar, e também por força do peso do Benfica na chamada sociedade e na chamada comunicação social, foi lançado para um debate semântico como não se via e ouvia em Portugal desde que, na já longínqua década de 80 do século passado, um presidente da AF Porto, Adriano Pinto, instituiu “dar o xito” como o fundamento filosófico do regime nascente.
O que era um «xito»? Nunca se soube muito bem, ainda que se desconfiasse. E como se escreve? É com x ou com ch? Questões que ainda hoje estão por responder, essa é que é a verdade...
E, passados tantos anos, chega mais uma novidade para o léxico: o que é um triplete? Ou é com a final e diz-se tripleta? Andas todos malucos a falar disto desde domingo quando Carlos Xistra, com x e não com ch, deu por acabado o jogo da final da Taça de Portugal no Jamor.
Diz-se de tudo. Que a Taça da Liga não conta e que a Supertaça conta. E diz-se também precisamente o contrário. Ontem, o site da FIFA saudava a proeza do Benfica chamando-lhe «treble» mas sabendo-se como o Benfica domina a FIFA e a UEFA logo se percebe a marosca internacional.
No campo adversário, rangem-se dentes com o tri-qualquer coisa inédito, arrepelam-se cabelos com a tripleta inaugural. Seja lá o que for, não tem importância nenhuma esta discussão semântica. O Benfica ganhou as três competições internas em que esteve envolvido em 2013/2014 e ganhou-as muitíssimo bem e com grande brilho. Chamem ao feito, porque se trata de um feito, o que quiserem. Não importa com toda a franqueza.
Razão tem, uma vez mais, Jorge Jesus que não vai em modas. O treinador do Benfica optou pela linguagem gestual. Bravo, mister! É mostrar os três dedos e acaba-se logo com a conversa.

RÚBEN AMORIM e André Almeida são os jogadores do Benfica que Paulo Bento vai levar ao Brasil. Faz bem Paulo Bento, em minha opinião, em assegurar a presença de dois Manéis na comitiva, sem menosprezo por Amorim e Almeida que têm nomes próprios e que foram, ambos, notáveis no contributo que deram à equipa campeã nacional de 2013/2014, vencedora da Taça de Portugal de 2013/2014 e vencedora da Taça da Liga de 2013/2014.
De um modo geral, a convocatória de Paulo Bento provocou e vai continuar a suscitar grande celeuma, o que é perfeitamente natural ainda que, uma vez mais em minha opinião, talvez fosse escusado tanto dislate visto que não há, em Portugal e por esse mundo fora, quem consiga definir a selecção portuguesa sem ser como a equipa onde joga Cristiano Ronaldo e «os outros todos».
Os outros todos (Cristiano Ronaldo à parte e Manéis do Benfica à parte) são 20, uns são bem melhores do que outros e ainda outros bem piores do que uns tantos que não foram chamados para a missão transatlântica. A todos eles, aos melhores, aos piores e aos assim-assim, desejo as maiores felicidades. 
Duda, jogador do Málaga que, sem qualquer espécie de surpresa, não foi eleito, reagiu com indignação à exclusão de Antunes, seu colega na Andaluzia, da lista definitiva do seleccionador nacional. Também gosto de Antunes e confesso, no entanto sem indignação, que me surpreende a sua ausência.
E também gosto de Duda, um excelente jogador. Duda tentou encontrar uma explicação plausível para o caso de Antunes e saiu-se com esta: «É o Benfica que manda na selecção.» Aqui discordo, com todo o respeito pela pluralidade das opiniões e pela opinião do Duda em particular.
Ao contrário do que o jogador do Málaga pensa e diz, não foi o presidente do Benfica, de apelido Vieira, o responsável pela chamada do avançado do Wolgsburg, de apelido Vieirinha, só pelo capricho ditatorial de perpetuar o seu apelido na selecção de todos nós, de todos nós benfiquistas, naturalmente.
Não, Duda, lamento contradizê-lo mas o Benfica não manda na selecção. Nem vislumbro qual seria a vantagem.

«OS presidentes do FC Porto e da Câmara de Gaia uniram as suas vozes contra o centralismo de Lisboa» foi notícia de ontem. Os dois presidentes juntaram-se para o assinar de uma nova parceria e lamentaram «o enterro da regionalização» que, segundo os próprios, foi fatal para um Norte que «se depaupera».
Precisamente por ouvir falar em «depaupera» veio-me à lembrança uma notícia do último Verão, publicada num respeitado diário generalista e que nunca vi contestada. Tem tudo a ver com o «depaupera», como terão oportunidade de constatar. Rezava assim, resumidamente para não maçar:
«O FC Porto levará 2666 anos para pagar o Centro do Olival», em título.
E porquê?
Porque sendo de 500 euros mensais o valor pago pelo FC Porto ao município gaiense pela utilização do seu centro de estágio que custou 16 milhões de euros aos depauperados munícipes gaienses ou, se preferirem, «aos cofres públicos», basta fazer as contas para se saber o tempo de espera até ao total ressarcimento público.
2666 anos, nem mais, nem menos. Ora tomem lá.
Mas como o contrato celebrado entre a Câmara de Gaia e o FC Porto vigora apenas por 50 anos, é de considerar muito seriamente a hipótese de ficarem os gaienses em 2016 anos de solidão, pendurados sem saber a que porta bater para a cobrança.
Entretanto, segundo os dois presidentes, a regionalização já foi enterrada quando tinha tudo para ser um sucesso.
O dito enterro da regionalização explica também o empobrecimento do país, excepção feita a Lisboa onde não há nem haverá um único pobre até 2666.

COM a conquista dos três troféus nacionais desta temporada, Luís Filipe Vieira ganhou junto dos sócios e dos adeptos do clube um estatuto que nunca teve. E Vieira demorou dez anos a conquistá-lo.
Trata-se da confiança. A confiança no presidente. Trata-se da multidão a pensar, perante os factos, que, se calhar, o presidente até é tipo para perceber mais disto do que nós, nós a multidão.
É apanágio dos adeptos estarem plenamente convencidos de que percebem mais disto do que o presidente, do que os treinadores, do que os enfermeiros, etc…
Por isso, no fim da temporada de 2012/2013, todos considerámos uma loucura, um risco sem precedentes a renovação do contrato com Jorge Jesus, gostando-se ou não do mister, porque tudo apontava para uma desastrosa sequela.
Sejamos francos, todos achámos que não.
O presidente entendeu que sim.
E lá tomou a sua decisão contra todas as correntes. Luís Filipe Vieira é um grande vencedor desta temporada pelo que conquistou para o Benfica e pelo que conquistou para si em termos de crédito.
Em 2003, poucos depois do ex-presidente do Alverca ter sido eleito pela primeira vez presidente do Benfica, um antigo presidente do Benfica, Jorge de Brito, conversando comigo mostrou grande interesse em conhecer pessoalmente Vieira que, simpaticamente, logo tratou de estar com Brito.
Como não se conheciam e como eu conhecia ambos convidaram-me para estar presente. Fui ter com eles a um restaurante no Guincho. Guardo e guardarei sempre para mim os ecos dessa conversa de um velho presidente com um novo presidente. O mais que vos posso dizer é que, pela minha parte de ouvidora, foi uma experiência única e adorável. Vieira foi o primeiro a sair porque já era presidente do Benfica e tinha mais do que fazer. Fiquei uns poucos minutos mais à conversa com Brito sobre assuntos vários que nada tinham a ver com o Glorioso. Mas quando nos despedimos, não resisti a perguntar ao antigo presidente:
- Então, gostou do nosso novo presidente?
E ele respondeu-me com um sorriso rasgado:
- Gostei. E sabe uma coisa? As pessoas aprendem, as pessoas aprendem… - e disse-o com ênfase, apontando-me o dedo como um mestre-escola a querer fazer valer os seus ensinamentos perante alunos reticentes.
Não podia deixar de partilhar esta pequena história num momento muito particular na vida do Benfica e num momento muito particular do percurso de Vieira como presidente do Benfica."

Leonor Pinhão, in A Bola

Tecnologia para ajudar Platini

"O sistema não é perfeito porque por detrás do árbitro está um homem, mas é quase."
Michel Platini, Presidente da UEFA, sobre as arbitragens com seis elementos

Há muito quem clame, incluindo eu, a necessidade de pôr a tecnologia, sobretudo as imagens de televisão, a auxiliar os árbitros de futebol. Mas percebi na semana passada que há algo ainda mais urgente: pôr a tecnologia a auxiliar Platini. O presidente da UEFA insiste que tudo está melhor desde que decidiu pôr mais dois árbitros nas linhas de fundo. O presidente da UEFA ou não tem televisão ou é um cómico...
Esta última apologia das equipas de arbitragem com seis elementos aconteceu horas antes da final da Liga Europa, em Turim. Depois foi o que se viu: penalty sobre Lima nas barbas dum dos árbitros de baliza, outro que parece existir sobre Gaitán nas barbas do outro, um amarelo para Siqueira nas barbas do fiscal de linha (que nada assinalou, e foi o árbitro, em pior posição, a inventar...), Beto a sair antes da linha, nos penalties, com todos a assobiar para o lado...
Se pensasse, Platini perceberia que o número de árbitros é irrelevante - porque muitas vezes veem coisas diferentes e depois alguém tem de decidir. E quantas vezes, como em Turim (admito que os árbitros de baliza tenham duas vezes dado indicação de penalty e nas duas tenham sido desautorizados por Brych...), não decide quem viu mal?

P.S.: Já ouvi dizer que o Benfica perdeu a final de Turim porque o Paulo foi lá, porque o Ricardo não foi, porque o João usou meias de cores diferentes, porque há 52 anos um treinador ressabiado fez uma previsão lógica. Disparates. O Benfica perdeu porque falhou dois penalties, o que atendendo aos marcadores, nem foi surpreendente, e porque nos 120 minutos anteriores, apesar do árbitro, apesar das baixas, não teve capacidade para ir para cima de uma equipa manifestamente inferior. Maldição? Superstição? Joguem mas é à bola."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

PS: Esta ideia de que o Benfica, mesmo prejudicado antes do jogo com os castigos, mesmo prejudicado durante o jogo, tinha a obrigação de jogar muito melhor para ganhar... é completamente idiota.

Paulo, o trepador de postes !!!

O Paulo Lopes está e fim de contrato, pessoalmente acho que devia renovar. Com a Oblak a titular, o Bruno Varela e o Paulo Lopes podem perfeitamente ser as opções... Não tenho nada contra o Artur, mas acredito que ainda tem 'mercado' e creio que tenha a ambição de não ficar uma época inteira no Banco...!!!

Benfica nas bocas do Mundo !!!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Vitória... muito 'azul' !!!

Sanjoanense 5 - 8 Benfica

O mais importante era a vitória, e a qualificação para as Meias-Finais da Taça de Portugal, onde vamos defrontar o vencedor da partida entre Juventude Pacense e a HC Cambra.
Não vi o jogo, mas não posso deixar de estranhar o 15-20 em faltas, e o 1-4 em Azuis!!! Tudo isto apitado por um dos famosos Pinto, o Zé!!! A falta de vergonha é inacreditável...

No rescaldo

"Terminou a época do futebol nacional, em que o domínio do Benfica foi total e justo. «O Campeão voltou» chama-se em uníssono, entre as hostes encarnadas. De facto, o que não foi apenas a alegria da conquista de todos os títulos nacionais numa temporada, mas a ideia que, desta vez, é para continuar. Que não foi fruto do acaso e de circunstâncias excepcionais, antes foi consequência de um trabalho persistente, competente, integral e estável que já se antevia em épocas transactas. A equipa acabou desgastada pelo cansaço físico e emocional. A final da Taça contra um valoroso para uma saborosa vitória, em particular para Jorge Jesus que bem a mereceu.
A temporada evidencia também que, para estar em todas as frentes, é preciso ter praticamente duas equipas de valor não muito dissemelhante. Com a agravante de, no próximo ano, haver essa aberração de mais 4 jornadas no Campeonato (para já não falar numa 2.ª divisão com 24 equipas e 46 jornadas!).
Agora começa o defeso, a meias com o Mundial. Vai ser um ver se ter avias com notícias, não-notícias, rumores mentidos e desmentidos.
Não sei o que vai acontecer no Benfica. Será bom que Jorge Jesus possa continuar o seu exponencial trabalho e que a inevitável sangria de jogadores seja controlado. Leio os jornais e, de tanto nome que se fala que vai sair, quase me pergunto se há equipa daqui para a frente. Confio nas decisões que terão que ser tomadas no equilíbrio do binómio resultados desportivos/estabilidade financeira. E também espero que se aproveitem alguma boas promessas da equipa B e de juniores."

Bagão Félix, in A Bola

Lima, em balanço...

Da Luz para o Mundo !!!

Pedro, o Grande !!!

Para a história

"O Benfica ganhou a Taça de Portugal juntando-se ao Campeonato Nacional e à Taça da Liga. Garanti um inédito triplete na história do futebol em Portugal.
Não foi nada fácil vencer o Rio Ave no Jamor, foi preciso muito trabalho e o particular talento de Gaitán e as mãos de Oblak. O Rio Ave montou bem a estratégia. Nuno Espírito Santo deu a iniciativa ao Benfica durante a primeira parte e preparou um feroz ataque na segunda aproveitando o desgaste físico e psicológico da equipa da Luz.
É bem verdade que o Benfica termina a época em beleza conquistando a 25.ª Taça num relvado absolutamente fantástico e preparado para receber o jogo do centenário entre Portugal e a Grécia no dia 31.
Uma nota de destaque para a nova bancada instalada criando óptimas condições para ver o espectáculo. As melhorias no Jamor são bem visíveis fruto da parceria entre o Governo e a FPF, mas se todos os adeptos se lembrarem de entrar 10 minutos antes do jogo a confusão existirá sempre. Todos sabemos que o piquenique no Jamor é tradição e festa, mas temos que ter a noção que não se pode prolongar quase até à hora do jogo.
Quem estava muito feliz era Jorge Jesus, que conseguiu finalmente ganhar a Taça de Portugal quebrando a maldição. Vejam bem como num ano quase muda tudo e para ser uma época perfeita só faltou mesmo vencer em Turim a Liga Europa.
O jogo foi lento e nem sempre bem jogado derivado ao calor, mas também ao desgaste físico dos jogadores. Uma final que todos queriam ganhar, mas só uma equipa podia levantar o troféu na prova rainha do futebol português. Calhou ao Benfica e fez-se história. Uma palavra para Carlos Xistra com trabalho globalmente positivo.
Para o ano teremos mais..."

Hermínio Loureiro, in A Bola

PS: 'Postei' esta crónica aqui, para provar a cegueira dos 'croquetes'!!! Apesar do sportinguismo do Hermínio Loureiro, reconheço-lhe qualidades. Um dos melhores e mais isentos dirigentes do futebol português, dos últimos anos...
Agora, como se pode ler, não está imune a alguns dos males... do Futluso:
- Como está habituado a ir para a Tribuna, com tratamento Vip, com estacionamento privilegiado, bilhete oferecido, à sombra... não pode sentir na pele, os problemas dos simples adeptos, que têm que comprar bilhete, têm que encontrar local para estacionar o carro - após os Parques do Jamor estarem fechados, apesar de ainda caberem muitos veículos lá dentro!!! -, têm que ir para a torreira do Sol, e para quem tem o azar de ficar na bancada Norte do Jamor, é obrigado a passar por 1 entrada!!! Uma entrada, para 1/3 da capacidade do Jamor!!!
- Outro vírus dos 'croquetes', é o cooperativismo!!! Parece que sentem a obrigação de se proteger uns aos outros... Elogiar o trabalho do Xistra, é mesmo de cego, mas também não o podemos acusar de muita coisa, porque os jornaleiros supostamente profissionais e isentos, fizeram o mesmo!!! Quando alguém (profissional) observa a repetição do penalty sobre o Lima, e diz que os jogadores tropeçaram, não podemos esperar muito mais dos 'croquetes' independentes!!!
- O problema destes 'vírus' (males) é que como não reconhecem os erros, para o ano, muito provavelmente, vamos ter que os aguentar novamente...!!!

Imortal

Tributo...

Campeões para sempre...

terça-feira, 20 de maio de 2014

Aviso à navegação...

Depois das celebrações, é tempo de começar a trabalhar exclusivamente na próxima época. O anuncio da contratação do jovem Polaco Dawidowicz, é um bom indicador...
Nas últimas vezes que fomos Campeões, passámos demasiado tempo a festejar, e acabámos por começar a época seguinte, mal preparados... Espero que isso não aconteça, desta vez. É sempre bom recordar que na época 2010/2011, começamos a época, com 9 pontos roubados nas primeiras 4 jornadas, e só não foram 12, porque o Roberto defendeu um penalty, na Luz, com o Setúbal!!!
O Benfica não pode cair no conto do vigário: Corruptos fragilizados !!! Nós sabemos que ele não precisam de treinadores ou jogadores, para serem competitivos... quem se deixar iludir que algo mudou no futebol português, está a ser ingénuo!!!

Se querem provas que o Sistema anti-Benfica está vivo, bem vivo, basta ouvir ou ler, a quantidade de atrasados mentais, que estão a tentar empurrar o Jesus para fora do Benfica!!! Inventam os argumentos mais parvos, para defenderem a saída do Jesus... Eles estão aflitos, desesperados...!!! Como já afirmei anteriormente, o Presidente do Benfica, nunca iria aceitar uma saída do Jesus, neste momento. Por isso, Jesus só sairá, forçando a saída, contra a vontade do Presidente, e isso é algo que o Jesus nunca fará ao Presidente, depois de tudo o que Vieira fez por ele... Nunca!!!

Resolvida a questão do treinador, vamos aos jogadores: as declarações do Rodrigo, e a indefinição no Valência deram-me algumas esperanças, mas a recente confirmação da compra do Valência pelo Peter Lim acabou com a novela: Rodrigo e André Gomes vão ser jogadores do Valência na próxima época. Ponto final. Hoje, é notícia a possibilidade do Garay, também ir para Valência, não sei se é verdade, mas se não for para Valência, deverá ir para outro Clube...
Não podemos ser hipócritas, quando são publicadas as contas do Benfica, é ver muitos escandalizados, com o Passivo, com a massa salarial, entre outras discussões. Também é 'praticamente 'público que o Benfica pretende baixar os custos fixos (salários) nas próximas épocas, sendo assim ninguém se poderá indignar quando o Benfica decide não acompanhar as ofertas salariais que se praticam fora de Portugal. Se fosse eu (adepto), a decidir, se calhar oferecia o salário que o Garay quisesse, mas ainda bem (para o Benfica!!!) que sou só adepto!!!
Mas no geral creio que os Benfiquistas já estão mentalizados, a saída do El Negro é praticamente inevitável, o regresso do Lisandro López deixa a maioria descansada, mas curiosamente, eu, não estou convencido!!! Até agora, ainda não vi o Lisandro jogar como Central do lado esquerdo!!! Para alguns jogadores, jogar num lado ou noutro, não interessa, mas para outros (Luisão por exemplo...) o rendimento é completamente diferente... Sempre vi o Lisandro como um possível substituto do Luisão e não do Garay... espero que os meus receios não se confirmem...
Estas três saídas (Garay, Rodrigo, Gomes), são aquelas que dou como garantidas. Aceitaria também com algum 'agrado', as saídas do Artur, do Sulejmani, e do Djuricic, caso tivéssemos propostas interessantes... Pela primeira vez, também aceitaria a venda do Cardozo!!! A meio desta época, o Benfica mudou a forma de jogar (também desconheço se o Cardozo está totalmente recuperado do problema nas costas), sabendo da necessidade do Benfica em efectuar receita com a venda de jogadores, entre perder o Enzo, ou o Gaitán, ou o Salvio... prefiro perder, neste momento, o Tacuara!!! Em vez de fazermos uma grande venda, como temos feito nas últimas época, podíamos chegar a um valor próximo, vendendo vários jogadores (o Kardec por exemplo, já conta para a soma...), que neste momento não são titulares... creio que é a melhor estratégia. Temos ainda vários emprestados, que também podem fazer parte destas contas...
Com a titularidade do Oblak, e com a excelente época do Bruno Varela na equipa B, creio que faz todo o sentido uma venda do Artur. O Sulejmani, foi bastante irregular, chegou a custo zero, e tem mercado nos Países Baixos. O Djuricic foi a grande desilusão da época, ainda é bastante jovem, mas se oferecerem um valor igual, ao que gastámos na compra, eu, vendia!!!
Digo já, que não acredito nas vendas do Salvio ou do Enzo. Mas no caso do Enzo é preciso renovar o contrato, com uma actualização salarial.
O caso mais bicudo pode ser o Nico. Só venderia o Gaitán por um valor a rondar os 30 milhões. Mas se ele sair temos que ir buscar outro jogador de valor idêntico, algo que não será fácil. O 'falado' Candeias, não chega!!!
Para fechar o dossier das saídas, falta falar dos emprestados: os dois defesas-esquerdos!!! A renovação do empréstimo do Sílvio creio que será fácil, devido à lesão... Mas no caso do Siqueira prevejo uma grande novela de Verão!!! O ideal seria mandar o Mitrovic à troca para Granada, mas também já li que o problema é o ordenado que o Siqueira pede!!! Com a lesão do Sílvio (se ficar...), temos que ter outro defesa-esquerdo logo no início da época. Este é daqueles assuntos que não pode ser adiado, até ao final da janela de transferências...

Em relação às entradas, com o anuncio do Dawidowicz, se confirmar-se como opção para a equipa A, resolvemos o problema da saída do Matic. Ainda por cima com o Amorim e o Fejsa, muitas vezes lesionados, temos que ter mais opções para o meio. Basta recordar como o Enzo terminou o jogo do Jamor!!! Aliás a questão das lesões recorrentes do Amorim e do Fejsa, faz-me mesmo duvidar, se além do Pawel, não deveríamos ter um 5.º médio-centro no plantel!!!
Sem o Rodrigo, e provavelmente sem o Cardozo, o principal problema do mercado, vai ser encontrar avançados para fazer companhia ao Lima. Pontas-de-lança de qualidade raramente são baratos... Gosto da atitude, e até reconheço algumas qualidades no Funes Mori, mas falta-lhe o faro pelo golo... Precisamos de 2 avançados de qualidade para fazer companhia ao Lima. Ponto final!!! E aviso já que o Belga do Standart, Batshuayi, não me convence!!!
O resto das contratações depende da confirmação das saídas: com Siqueira e Sílvio não precisamos de outro defesa... Com o Nico, não precisamos de mais Alas (Markovic, Salvio, Nico, Candeias(?), Hélder Costa...)

Para terminar a conversa, espero que o Bernardo faça parte do plantel principal. Neste momento, não reconheço ao Djuricic qualquer qualidade que o Bernardo não tenha, bem pelo contrário!!! Pessoalmente, o Lindelof também poderia fazer parte das opções, seria um 2.º André Almeida!!! O Sueco, pode fazer 3 posições, e neste momento até pode ser o melhor substituto do Maxi na lateral direita...
Em relação ao Cavaleiro, espero que seja uma opção para o lugar do Rodrigo. O Ivan não é extremo, é avançado... Quem pode fazer o papel de 5.º Ala, pode ser o Hélder Costa...!!!

Dos vários emprestados que o Benfica tem, além do Lisandro: Pizzi, Ola John, Nélson Oliveira, Farinas, Sidnei, Jara, Correa, Ascues, Djaló, Michel, Mitrovic, Airton, Varela, Correa, Liz, Rojas, San Martin, Clésio... de todos estes, aquele que está mais próximo de entrar na equipa, podia ser o Pizzi, mas não creio que seja jogador para o Benfica. Entre o Candeias e o Pizzi, acho que o Candeias tem mais capacidade de drible curto do que o Pizzi, e isso num Ala do Benfica é importante, porque o Benfica não joga em contra-ataque, um sistema que se adapta mais ao estilo do Pizzi. O Nélson Oliveira é uma questão de atitude. O Mitrovic fez uma boa época em Espanha, mas continuo a pensar que não tem qualidade para jogar no Benfica, devemos aproveitar a boa imagem que ele tem neste momento no mercado Espanhol... 

O meu plantel para o ano, com uma margem de erro grande, a esta distância:
GR: Oblak, Bruno Varela, Paulo Lopes
DC: Luisão, Lisandro, Jardel, Steven
DE: Siqueira(?), Sílvio(?)
DD: Maxi, Almeida, Lindelof
MD: Fejsa, Dawidowicz
MO: Enzo, Amorim, (?)
AD: Salvio, Markovic
AE: Nico, Candeias(?), Hélder Costa
AV: Lima, Cardozo(?), (?), Cavaleiro, Bernardo

Pawel Dawidowicz

Primeira contratação oficializada. Já cá tinha estado, já estava oficiosamente contratado, mas só hoje tirou a 'foto'!!!
Parece que os jornaleiros são unânimes, em apontar este jovem Polaco para a equipa B. Pessoalmente, sem ter acesso a informação privilegiada, não me parece que vá para a B. Aliás a minha confiança é tanta, que estou a escrever este post, porque se fosse para a B, não perdia tempo!!!
Tendo em conta a grande margem de erro, que os videos/resumos do YouTube merecem, este parece que não engana... Se tiver que apostar, aposto que vai ser opção para a equipa principal!!!
Ainda por cima alguns jogadores vão chegar atrasados devido ao Mundial, sendo assim é praticamente seguro o Pawel vai ter oportunidades na pré-época, e o Jesus não o vai desperdiçar. Provavelmente será uma opção para o lugar do Fejsa!!!
Agora só temos que aprender a pronunciar o nome dele... se calhar é melhor esperar pelo Jesus, ele seguramente vai traduzir a coisa por miúdos!!!

Cento e quarenta e três quilómetros para Oeste

"Não foi a primeira vez que o Benfica decidiu uma final europeia em Itália. A outra foi em 1965 e foi infame! Contra o Inter, em Milão, em pleno S. Siro. Ficou para a lenda!

DE Milão a Turim são 143 quilómetros. Para Oeste. Não foi esta a primeira final disputada pelo Benfica em Itália. Houve outra, em 1965. Injusta final, essa. Um pouco por toda a parte, havia o incómodo, o desconforto: a UEFA, pela voz do presidente do Comité Organizador da Taça dos Campeões, José Crahay, anunciara, após as meias-finais, que a final se disputaria em S. Siro, a casa do Inter, Campeão Europeu em título. A decisão era inédita, inacreditável. Mas foi levada por diante. Em caso de empate, finalíssima em Bruxelas.
S. Siro encheu, claro! 180 milhões de liras de receita, recorde absoluto do grande estádio de Milão, qualquer coisa como 8.500 contos da época.
80.000 pessoas estariam nas bancadas para assistir à segunda vitória da equipa de Moratti e Heleno Herrera na Taça dos Campeões da Europa.
«Lasciate ogni speranza, voi chi entrate», dizia Dante, no «Inferno».
S. Siro seria o inferno. Não havia esperança para o Benfica.
O Benfica contrariou o Inferno, no entanto.
«Esse Benfica que a UEFA quis transformar num grupo de convictos cristãos da era moderna, a lançar às feras famintas da grande arena de S. Siro, fora a grande sensação do jogo e dera uma 'lição de bola' ao estranho e 'irrealizado' Inter, edição H.H., com o seu futebol manhoso e sádico, marcado por aquilo que se chama em Itália de 'profundo realismo'» escreveu Vítor Santos em «A Bola».
Impressionante! Frente a um conjunto enrolado na sua casca, como o bicho-de-conta, o Benfica efectuara uma exibição estupenda de determinação e de autoconfiança, produzindo um futebol construtivo, profundamente atacante e sempre imbuído daquilo que se pode chamar o espírito imperecível do 'association'.
O Benfica foi, em S. Siro, personagem principal de um dos momentos mais dramáticos do futebol português. A três minutos do intervalo, um remate enrolado do brasileiro Jair, faz a bola fugir, em jeito de galinha assustada, por entre as mãos, por debaixo do corpo, pelo meio das pernas de Costa Pereira. Grande especialista do futebol de não perder Herrera era o mestre dos mestres no futebol de guardar vantagens inesperadas. O Inter defendeu-se, recolheu-se, fechou-se. Todos os verbos que pudesse utilizar seriam reflexos: eram onze homens trancados sobre si próprios, auxiliados pelo lamaçal em que se transformou um relvado infame. E contra isso nada pôde a valentia lusitana.
Aos 12 minutos da segunda parte, Costa Pereira, herói de Berna, réu de Milão, não resiste a uma hérnia discal e a um traumatismo no pé direito. Não sendo ainda tempo de substituições, é Cávem quem se prepara para vestir a camisola de guarda-redes. Mas é Germano que toma, finalmente, o seu lugar, incapacitado, também ele, por uma rotura muscular na coxa.
São dois infernos: o de S. Siro e o das lesões.
Nenhum ser humano seria capaz de atravessar dois infernos assim.

Uma avalanche de elogios
RODOLFO PAGNINI, jornalista do «L'Unitá»: «Escrevemos estas linhas febris enquanto os jogadores do Inter correm em redor do rectângulo, transportando bem alto, sobre as cabeças, a Taça da Europa. No centro do terreno encharcado de chuva e de suor, distingue-se o vermelho das camisolas do Benfica. Eusébio, Germano, Coluna e os seus companheiros olham para a festa que os envolve, desconsolados, tristes. A alegria do Inter é a sua tristeza. Uma tristeza, uma amargura, plenamente justificada. O público apercebe-se disso. E rompe um aplauso fragoroso e espontâneo. O Benfica perdeu, mas sai de campo com todas as honras. Pode levar consigo, para Lisboa, as armas do nobre vencido. Saído Costa Pereira, todos pensaram: o Inter tem a vitória na mão. E prepararam-se para saborear mais golos. Ao invés, a partida terminava, nesse momento, para a equipa de Milão. Porquê? Porque o Benfica, essa maravilhosa equipa, actualmente a mais forte da Europa, não quis render-se ao inelutável, e fez uma apelo ao seu desmensurado orgulho, lançando-se para a frente, de cabeça erguida, indo buscar forças ao fundo do coração e da alma».
J.L. Manning, jornalista do «Daily Mail»: «Com tudo contra si, o Benfica teve uma actuação memorável em S. Siro. A Taça da Europa foi, no entanto, entregue a uma equipa de Milão pela terceira vez. Mas esta vitória não tem qualquer justificação, desobedecendo a todos os princípios que deveriam balizar um torneio de futebol. Os portugueses foram derrotados por um golo de acaso que nunca teria sido marcado num campo em condições regulares. E durante a última meia-hora suportaram ainda a falta do seu guarda-redes. Ninguém poderá dizer que este jogo se moveu pelas regras da justiça! O Benfica tinha razões suficientes para se queixar da decisão da UEFA de marcar o jogo para o estádio do Inter. Mas presenteá-lo, ainda por cima, com um sepultura inundada, foi um verdadeiro insulto. O jogo devia ter sido adiado».
Jean Eskenazy, uma das figuras do jornalismo francês, conhecido por andar sempre elegantemente vestido e de cravo na lapela, escrevia por sua vez no «France-Soir», no seu estilo curioso e vivo: «Não pretendemos dizer que o Inter foi indigno da vitória. Mas quando recebe, uma pessoa bem educada deve dirigir a conversa. Ora, ontem, em S. Siro, só o Benfica fez as despesas da conversa, só ele recheou o jogo dos melhores trunfos. E mesmo jogando sem o seu guarda-redes obrigou os italianos a defenderem-se ferozmente. Se me fosse dado a escolher uma equipa à qual oferecer a vitória, não teria dúvidas: dá-la-ia ao Benfica. É uma grande equipa, cheia de talento, de coração e de vontade. Caiu como só os grandes sabem cair. Felicitemo-la. No jogo de Milão, foi o vencido que saiu engrandecido e isso força a nossa admiração e respeito».
Cento e quarenta e três quilómetros para Oeste e um sonho por descobrir."

Afonso de Melo, in O Benfica

PS: Afinal, além do Guttmann, parece que existe qualquer coisa entre o Benfica e esta região de Itália!!! Podem assistir aqui ao jogo completo:

O Cota, a dar música na despedida...

Nação vermelha...!!!