Últimas indefectivações
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
Na final four
"O Benfica venceu o Tondela por 3-0 e qualificou-se para as meias-finais da Taça da Liga. Este é o tema em destaque na BNews.
1. Missão cumprida
José Mourinho considera: "Mais de 50 mil pessoas num jogo dos quartos de final da Taça da Liga, a meio da semana, à noite, acho que é uma coisa fantástica e merecedora de mais da nossa parte. A vitória é normal, é mais que justa, é incontestável, mas eu esperava mais, principalmente na 1.ª parte."
2. Homem do jogo
Considerado o Man of the Match, Lukebakio pensa no coletivo: "Estava à procura do golo para ajudar o meu clube. Para nós, foi muito importante conseguir este resultado em casa, para os nossos adeptos, porque no ano passado ganhámos o título. Acho que é muito importante para o clube ganhar novamente este troféu."
3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos marcados pelo Benfica ante o Tondela.
4. Triunfo no clássico
Em hóquei em patins, o Benfica recebeu o FC Porto e ganhou por 4-2.
5. Outros resultados
Em Malta, o Benfica goleou o Loznica-Grad 2018, por 9-0, no jogo da 1.ª jornada do Grupo 3 do caminho A da Ronda Principal da UEFA Futsal Champions League.
A equipa feminina de voleibol do Benfica prossegue na qualificação para a CEV Champions League. Na 2.ª ronda obteve o apuramento após ganhar o golden set no reduto do CD Heidelberg Las Palmas.
A equipa feminina de basquetebol foi derrotada, por 109-58, na visita ao BAXI Ferrol em mais uma jornada da fase de grupos da EuroCup Women.
6. Jogos do dia
A equipa B recebe o Paços de Ferreira às 18h00 no Benfica Campus.
Em Malta joga-se a 2.ª jornada da Ronda Principal da UEFA futsal Champions League, com o Benfica a defrontar o Riga (15h30).
7. Contributo internacional
Cristina Prieto está na final da Liga das Nações ao serviço de Espanha.
8. Candidatura ao Guinness World Records
O Sport Lisboa e Benfica pretende registar o maior número de sócios participantes numa eleição de um clube desportivo que, recorde-se, atingiu os 86 297 votantes. O desafio é agora chegar aos 100 mil na segunda volta.
9. Halloween
No dia 31 de outubro (sexta-feira), das 18h00 às 00h00, as portas da Catedral abrem-se para uma experiência única e misteriosa, pensada para todas as idades."
Lições federativas
"O futebol mundial atravessa uma fase de transformação profunda, projetada em mudanças ambiciosas no calendário competitivo. Uma das novidades mais marcantes este ano foi o Mundial de Clubes que se juntou a outras competições já existentes em termos de seleções, como a Liga das Nações e os jogos de qualificação para o Mundial-2026.
A gestão de carga e a possibilidade de aumento de lesões tem sido tema diário e um dos bons exemplos disso foi a fase final da Liga das Nações de 2025, disputada entre França, Alemanha, Espanha e Portugal. A Seleção lusa foi a menos afetada por lesões entre as quatro finalistas e certamente que esse fator contribuiu para a vitória final.
A relação de confiança entre a Federação Portuguesa de Futebol e os clubes continua a ser um elemento essencial para o bom funcionamento do futebol em Portugal, especialmente no que diz respeito à Seleção sénior principal, bem como ao desenvolvimento de jovens talentos e credibilidade institucional.
A manutenção de contacto entre departamentos médicos e técnicos dos clubes para avaliar o estado físico dos jogadores tem sido uma constante. Provavelmente será a base para sermos ainda mais candidatos a campeões do Mundo. Qualquer problema de confiança que possa surgir quando jogadores regressam lesionados ou em má forma aos compromissos da seleção, atrasam sempre o sucesso comum.
Exemplo recente de uma tensão indesejada tem sido a França, com constantes problemas entre o Paris Saint-Germain (vencedor inequívoco da última UEFA Champions League) e a Federação Francesa de Futebol por convocar jogadores que, segundo o clube, estavam lesionados ou em recuperação. Isto inclui casos recentes de Ousmane Dembélé e Désiré Doué, ambos convocados pela seleção francesa e que ficaram posteriormente lesionados. O Paris Saint-Germain enviou uma carta a pedir protocolo de coordenação médica mais transparente e colaboração mais eficaz entre clube e federação.
Parece fácil concluir que se o jogador está apto a competir, está presente. Caso esteja lesionado, haverá outras oportunidades. Até porque só fisicamente capaz é que será uma verdadeira mais-valia. Mais recentemente, houve outra polémica entre o clube parisiense e a federação, após a dispensa de Bradley Barcola da seleção com diagnóstico de lesão crónica na coxa direita. Essa informação, contudo, não foi de todo confirmada pelo PSG.
Caso recente de um bom exemplo, refere-se à Seleção Portuguesa através do médio João Neves (também jogador do PSG). Convocado numa fase inicial, acabou por ser dispensado da convocatória da Seleção Nacional devido a uma lesão no tendão da coxa esquerda, contraída durante a partida do PSG contra a Atalanta. A Direção de Saúde e Performance da Federação Portuguesa de Futebol, em colaboração com o departamento médico do PSG, avaliou que o jogador não estava em condições físicas para participar nos jogos de qualificação para o Mundial-2026 frente a República da Irlanda e Hungria. Comunicação e colaboração simples e eficaz, não só para as pretensões coletivas como também individuais do atleta. A convocatória para um compromisso de seleção é um momento único e benéfico para todos, mas que exige equilíbrio entre oportunidades, desgaste físico e planeamento para que o jogador, o clube e a seleção tirem o máximo proveito desta parceria.
Existe outro tipo de situações que apesar de poderem estar associadas a uma possível defesa do atleta, têm o efeito contrário. Nicolás Otamendi jogou pela seleção argentina contra a Venezuela em setembro de 2025, apesar de estar lesionado, contrariando a decisão do seu clube. O selecionador Lionel Scaloni confirmou que Otamendi «foi jogar lesionado, às vezes contra a decisão do clube dele, e isso diz muito», destacando a dedicação extrema do jogador ao seu país. Obviamente que este episódio gerou uma grande controvérsia, já que o Benfica nunca divulgou qualquer lesão do jogador, capitão por sinal. A situação levantou questões sobre a comunicação entre o clube e a seleção, bem como sobre a gestão de lesões e o compromisso dos jogadores com as suas seleções nacionais.
Em média, durante a fase de qualificação os jogadores ficam entre 7 a 10 dias afastados dos seus clubes a cada janela temporal de compromissos internacionais. A janela típica contempla a chamada para apresentação à seleção que geralmente ocorre 3 a 4 dias antes do primeiro jogo, para fazerem treinos, avaliação médicas e preparação técnico-tática ao jogo. Normalmente são disputados 2 jogos oficiais por janela, com intervalo de 2 a 4 dias entre eles. Depois do último jogo, os jogadores costumam ter mais 1 a 2 dias para descanso e viagem de volta ao clube.
O desempenho de uma seleção nacional de futebol depende, em grande parte, da qualidade e da condição física dos jogadores que a compõem. É comum observar que as principais vitórias das seleções estão ligadas a uma forte base de atletas que chegam bem preparados fisicamente, muitas vezes provenientes de clubes dominantes nos seus campeonatos nacionais. O ritmo intenso das ligas onde os clubes são campeões também ajuda a preparar os jogadores para a exigência física e emocional dos torneios internacionais.
Quando uma seleção nacional consegue reunir um núcleo sólido de jogadores provenientes de clubes de topo, isso reflete-se diretamente na coesão tática, bem como na capacidade de responder às exigências físicas e estratégicas dos adversários. Por outro lado, lesões ou cansaço físico de jogadores importantes, frequentemente condicionados pelo excesso de jogos nos clubes, podem comprometer significativamente o desempenho da seleção. Há uma interdependência clara.
Uma boa relação entre federações e clubes reforça a necessidade de gerir a carga de trabalho dos atletas, protegendo a sua integridade física e, consequentemente, o desempenho coletivo. Se pensarmos por esta via e considerando que se é campeão do Mundo em pormenores, desta vez levamos vantagem sobre os dois últimos campeões do Mundo: França (2018) e Argentina (2022)."
❤️ O sonho do Gabriel!
❤️ O sonho do Gabriel! #FundaçãoBenfica pic.twitter.com/1YELaPAZlc
— SL Benfica (@SLBenfica) October 30, 2025
O Benfica ainda não sabe quem será o presidente, mas em Otamendi terá sempre um general
"Otamendi chegou aos 250 jogos com a camisola do Benfica, o dobro dos que fez pelo FC Porto, e marcou o primeiro golo da carreira de grande penalidade. A celebração de uma figura intemporal coincidiu com a confirmação de que Lukebakio é o dono do virtuosismo nos encarnados. Nos quartos de final da Taça da Liga, contra o Tondela (3-0), Mourinho fez algumas poupanças, mas nada que atrapalhasse o apuramento para a Final Four
Houve momentos em que nenhuma das 22 cabeças queria ter os pés no campo. O pouco entusiasmo que a Taça da Liga tem para dar advém da oportunidade de desenjoarmos das figuras de sempre. Porém, não pudemos contar com o contributo de José Mourinho para tal refresco.
Otamendi é uma estátua no onze e está há 250 jogos a comandar a defesa. Nem os 37 anos num calendário estreito para o repouso o despregam da equipa inicial. Habituados à sua tatuada presença estamos. Apenas nos causa surpresa vê-lo a marcar grandes penalidades, exercício que a sua mente maturada tem mais do que capacidade para fazer.
A leveza da terceira competição na hierarquia nacional fez com que a mão de Afonso Rodrigues na grande área, mal foi detetada, levasse o capitão a assumir a cobrança do castigo. Fê-lo exemplarmente, anotando o primeiro golo da carreira do ponto níveo nas redondezas da baliza e abrindo caminho para a vitória contra o Tondela (3-0) e o apuramento para a Final Four.
Os argentinos parecem ser os últimos tradutores da linguagem do amor ao futebol. Otamendi jogou num FC Porto muito melhor do que a versão média apresentada pelo Benfica desde que o central chegou à Luz. Vamos esperar pelo que dirá no final da carreira quanto a uma eventual preferência, mas compromisso nunca lhe faltou. Neste momento, tem exatamente o dobro de encontros vestido de encarnado e uma inexplicável conexão ao símbolo. Com o estatuto de campeão do mundo, em certos momentos do percurso, a realidade foi que o Benfica precisava mais de Otamendi do que Otamendi do Benfica, sendo as atitudes do próprio a apelarem ao contrário. A meio de um processo eleitoral, o Benfica ainda não sabe quem será o presidente do clube no futuro. Em Otamendi, terão sempre um general. Com os seus erros, mas um general.
Avesso à ingestão do exemplo, António Silva demorou poucos minutos a demonstrar na receção aos beirões habilidade para ser apanhado desprevenido. O lapso foi corrigido antes do contemplativo Yefrei Rodríguez rematar desde a boa posição que tinha conquistado.
Um meio-campo com Leandro Barreiro nunca vai ser o esplendor da imaginação. Esse capítulo ficou ao cargo de Lukebakio, insistente a soçobrar defesas na ala direita. O contorno de adversários ficou incompleto por culpa de Lucas Cañizares, subtituto de Bernardo Fontes.
O Tondela alterou dez jogadores face à receção ao Sporting para o campeonato. Na passagem que a equipa de Ivo Vieira fez pela centrifugadora, um Félix, genes futebolísticos que o Benfica tanto procurou no mercado de verão, mostrou-se na Luz. Tratou-se de Hugo e não João, o mais cobiçado dos irmãos e aquele que conquistou as bancadas antes de rumar ao Atlético Madrid.
No ponto de desunião entre Brayan Medina e Rémy Vita entravam os passes verticais de Sudakov. A Franjo Ivanovic saíram-lhe frustradas as tentativas de ganhar preponderância em relação ao suplente Pavlidis. Lucas Cañizares ia levando a melhor sobre o croata.
Um centímetro impediu o Benfica de estar à deriva na partida. A assistência de calcanhar com que Lukebakio abrilhantou a jogada concluída por Sudakov foi realizada para lá do enfiamento do árbitro assistente. A equipa de José Mourinho estava a ter um desempenho aceitável. Contra o campeão da II Liga, é certo, mas aceitável. O aumento da margem acabaria por chegar com nota artística à mistura. Richard Ríos quebrou a cintura de João Afonso e serviu Lukebakio para o encosto.
Para não deixar dúvidas de que a posição tem um dono firme, Pavlidis arrebatou mais um golo para a coleção de 13 que já leva esta época. Rémy Vita perdeu a bola onde não devia e Leandro Barreiro, desempenhando o tipo de funções em que pode ser útil, cruzou para o grego.
José Mourinho preferiu claramente cimentar processos do que encontrar novas alternativas. Mesmo com intervenções mais relevantes do que o costume de Samuel Soares, Leandro Barreiro e Ivanovic, o Benfica pressionou o carimbo para deixar uma marca mais nítida em vez de cunhar outro espaço na folha. Foi mais do que suficiente para sobrecarregar a agenda de janeiro com uma ida a Leiria para a Final Four, onde vai defrontar o SC Braga."
SERVIÇOS MÍNIMOS RUMO À FINAL FOUR
"BENFICA 3 - 0 Tondela
00 a fanzone é o meu barómetro. Será que passamos os 40 mil nas bancadas hoje?
15 se só tivesse entrado agora na Catedral não tinha perdido absolutamente nada. Já dei até praqui uns bocejos... se estivesse no sofá em casa já estaria a roncar forte e feio
30 depois de uma jogada individual do Lukebakio aos 18 minutos, que chutou quase na linha para defesa apertada do redes, agora o segundo momento de frisson da noite: uma bojarda do Ivanovic, descaído sobre a direita para mais uma defesa apertada do gajo que, é certo e sabido, vai ser o melhor em campo.
38 um tempão para o VAR confirmar um penalti que o apitador não viu, tal e qual sábado. Não está Pavlidis? El Capitan trata do assunto: um-zero!
47 vieram com ganas para a segunda parte: recuperação alta, Barreiro, Lukebakio com bela assistência de calcanhar e Sudakov de primeira, com o pé esquerdo, dois-zero. O VAR precisa de tanto tempo para validar um golo? Olha, olha, o Lukebakio estava fora de jogo. Um centímetro? Brincadeira...
63 o Tondela joga muito pouco, é verdade, mas o Benfica também não está a ajudar a animar isto. Entraram Prestianni e Pavlidis para agitar o nosso jogo ofensivo. Bem precisamos...
75 no meio de tanto passe falhado e tanta jogada inconsequente, aquele meio metro de gente, 25 nas costas, que corre com a bola como se não houvesse amanhã, cai no goto do tribunal. Vai colecionando boas jogadas que tem invariavelmente concluído com passes para os gajos de camisolas pretas.
Passámos os 50 mil!!! Ninguém bate os adeptos do Benfica! Mereciam um jogo melhor.
82 olhem lá o patinho feio Ríos: um tró-ló-ló, outro tró-ló-ló, toma lá Lukebakio que andas à procura do golo. Dois-zero! E não demorou nada para o apitador lhe dar um amarelo, ao Ríos, está de acordo com o nosso futebol de estufa.
90+1 o Samu também gosta de tró-ló-lós!
90+4 e o Pavlidis ainda foi a tempo de molhar a sopa. Este é fera, não há volta a dar-lhe. Sai uma vénia aqui do meu lugar de fundador.
90+6 serviços mínimos rumo à final four. Sábado espera-se melhor em Guimarães, sábado precisamos de melhor em Guimarães."
Organizado, o Benfica está. Mas só muito de vez em quando joga à bola
"Vitória sem contestação sobre o Tondela, mas com poucos remates e ainda menos momentos de encantar
O Benfica está na final four da Allianz Cup, mas a vitória por 3-0 sobre o Tondela com que lá chega esteve longe de encantar.
Na terça-feira, em conferência de imprensa, José Mourinho dissera que nesse dia as águias só trabalharam organização ofensiva. Organizados, realmente, estiveram, nestes quartos de final da Taça da Liga. E a vitória foi mais que justificada, considerando que a equipa de Ivo Vieira, mesmo não tendo ido à Luz com bloco muito baixo, ou só preocupada em defender, não criou um lance de golo. Mas faltou bom futebol, e num jogo perante um adversário mais forte, o pouco que o Benfica cria raramente dará para marcar e, consequentemente, vencer.
Mas talvez a organização seja o primeiro passo. A forma como as águias souberam reagir à perda de bola, matando à nascença a maior parte dos contra-ataques do adversário – com Barrenechea, nesse capítulo, em papel de destaque –, é uma mudança refrescante em relação ao que se viu nos últimos tempos na Luz.
Faz sentido que Mourinho comece por aí. Mas é bom que não demore a dar o passo seguinte, o de pôr a equipa a jogar à bola.
Sim, o Benfica teve momentos muito bons. O golo anulado pelo VAR por fora de jogo de um centímetro, por exemplo, a abrir a segunda parte, é uma bela jogada coletiva, com Barreiro a servir Lukebakio e o belga a dar de calcanhar para a finalização de primeira de Sudakov.
O 2-0, de Lukebakio, também – não só as fintas de Ríos na área, mas a forma como o colombiano ganhou espaço para arrancar, em combinação com Pavlidis e Barreiro.
Mas foi quase tudo. Sim, há um bom passe de Aursnes a desmacar Ivanovic aos 30’, com remate cruzado do croata para boa defesa de Cañizares. E há o terceiro golo, recuperação de João Rêgo em zona avançada, cruzamento imediato de Barreiro e finalização perfeita de Pavlidis.
Mas são momentos de qualidade individual, mais do que futebol coletivo. E poucos mais houve.
Aliás, para um Benfica que mudou apenas cinco jogadores no onze, e os que lançou de novo têm sido utilizados com regularidade, não eram corpos estranhos (mesmo assumindo a importância de Pavlidis ou Ríos na equipa), chegar ao fim do jogo com apenas 11 remates contra os suplentes do Tondela (só Medina tinha jogado de início contra o Sporting, para a Liga, no domingo, e saiu lesionado ao intervalo…) é pouco, muito pouco.
Penálti caído do céu
E convém não esquecer a forma como a história do jogo sorriu ao Benfica: com um penálti caído do céu, aos 41’, por mão de Afonso Rodrigues.
A análise da correção da decisão do árbitro deixo para Pedro Henriques, comentador de A BOLA. Mas não gosto de um futebol onde faça sentido aquilo ser penálti. O extremo do Tondela é atropelado por Barreiro; tem o braço aberto, porque está a equilibrar-se no domínio da bola, mas o médio do Benfica está a menos de meio metro dele quando toca a bola na direção da mão de Afonso Rodrigues. O árbitro, na justificação da decisão, referiu que o braço não estava em posição natural; o que não é natural, para mim, é que os árbitros tenham agora de ser especialistas em mecânica do movimento para perceber o que é natural ou não…
Otamendi converteu, trazendo até alguma recompensa justa às águias, que sem terem feito muito já tinham estado perto do golo por Lukebakio e Ivanovic.
Aquele golo brilhante anulado por um centímetro logo a abrir a segunda parte (48’) deu esperança aos mais de 50 mil adeptos que foram à Luz de que o jogo pudesse melhorar de qualidade nos derradeiros 45 minutos. Infelizmente, não foi o caso. Tirando um remate cruzado, um pouco ao lado, de Ivanovic, aos 59’, só na reta final a partida animou, já com Pavlidis, Ríos e Prestianni em campo e com o Tondela a tentar arriscar (na mesma sem criar perigo) um pouco na procura do empate.
Foi isso que deu espaço para o ataque rápido do 2-0, foi isso que ajudou à recuperação em zona ofensiva para o 3-0. Um resultado demasiado gordo para quem tem organização mas pouco futebol."
Pavlidis pintou a cor um filme a preto e branco
"A exibição do Benfica só escapou ao cinzento a meio da segunda parte, com a entrada do avançado grego. Não foi jogo para grandes exibições individuais, ainda que o Tondela pouco tenha ameaçado no ataque
Melhor em campo: Vangelis Pavlidis, 7
O resultado marcava 1-0 aos 64 minutos quando Pavlidis teve ordem para substituir Franjo Ivanovic e entrar em campo. Além do resultado incerto, o Benfica também parecia ter perdido um pouco o controlo da partida, com o Tondela a aproximar-se mais da sua área. Não foi imediato, porém a equipa de José Mourinho ganhou com o passar do tempo uma referência mais próxima — em termos territoriais e de ligação — do que o croata, capaz de segurar a bola e combinar, alimentando cada vez mais transições. Aos 83', participa ativamente na jogada do 2-0, na qual contribuem ainda Barreiro, Rios e Lukebakio, e no quinto minuto de compensação marcou, de primeira, o terceiro da sua equipa, agora a passe do luxemburguês. No tempo em que esteve em campo fez quase tudo bem.
SAMUEL SOARES (5) — Noite calma. Controlou a profundidade e só fez uma defesa, a fechar.
AURSNES (6) — Dos primeiros a animar o ataque. Lançou Sudakov (4'), que não finalizou, e Ivanovic (30'), com o croata a obrigar Cañizares à primeira boa defesa, e apareceu ele mesmo na frente, como quando não segurou passe letal de Lukebakio, já na área (21'), e não aproveitou a bola longa de Otamendi para cruzar bem para Ivanovic (32'). Sempre em jogo.
ANTÓNIO SILVA (5) — Estava atrasado na jogada mais perigosa do Tondela na primeira parte, num raro erro de Aursnes, que não segurou a bola de frente para a própria baliza. Valeu-lhe a lentidão de Yefrei Rodríguez e a recuperação do resto da equipa. De resto, noite descansada.
OTAMENDI (6) — Disse a Mourinho que queria jogar e carimbou o 250.º encontro pelas águias com o 1-0, de penálti, num pontapé cheio de confiança e manha suficiente para enganar Cañizares. Sempre perigoso nas bolas paradas ofensivas. Lá atrás, tranquilo qb.
DAHL (4) — Nova exibição cinzenta do sueco. Cumpre no seu papel na organização defensiva, porém, mais à frente, é incapaz de desequilibrar. Deixou muitas vezes Schjelderup demasiado só, a lidar com dois ou três rivais pela frente, o que obrigava o norueguês a reciclar muitas vezes a posse.
ENZO (6) — Dominador na maior parte das ações, percebe-se a importância que tem não só como referência defensiva, mas também como elemento determinante para o desdobramento da equipa para o ataque. O passe sai-lhe sempre redondo do pé direito, mas precisa de trabalhar o pior, o esquerdo, e também o excesso de confiança.
BARREIRO (6) — Ofereceu-se à construção e sempre que não o pressionaram ligou-se com os colegas como na jogada do golo anulado por 1 centímetro (!) aos 48' ou mesmo no 2-0, todavia, quando mais apertava à sua volta mais hesitava e a equipa não progredia. Sem bola, voltou a fazer movimentos de rotura para a área, a fim de surpreender, contudo esteve bem vigiado. Ainda assistiu Pavlidis.
LUKEBAKIO (6) — A equipa reconhece-lhe destreza no 1x1 e chama-o muitas vezes a esses momentos, ainda que nem sempre com o espaço necessário para que tenha maior sucesso. Duas boas jogadas no primeiro tempo: aos 13', ultrapassou o rival direto e não conseguiu encaixar o passe com a diagonal de Schjelderup e, seis minutos depois, fintou Vita e rematou contra o corpo de Canizares. Desapareceu até marcar o 2-0, numa simples tapinha.
SUDAKOV (6) — Parece crescer em confiança a nível do passe de rotura. Grande desmarcação de Aursnes aos 23, muito bem a servir Ivanovic perto do intervalo e a libertar Schjelderup antes da hora de jogo. Injusta a anulação do golo que marcou, pela beleza da finalização com o pé esquerdo.
SCHJELDERUP (5) — Demasiado só para poder ter impacto no ataque posicional, ainda que tenha tomado algumas más decisões quando apareceu a conduzir transições. A sua melhor iniciativa surgiu aos 59', quando serviu Ivanovic para o tiro.
IVANOVIC (5) — É avançado de explosão no remate, porém teve guarda-redes atento pela frente aos 30' e, aos 59, atirou ligeiramente ao lado. Pouco alimentado, ainda assim trabalhou.
PRESTIANNI (5) — Mexe sempre com o jogo, pela velocidade que acrescenta, mas precipita-se na tomada de decisão.
RÍOS (6) — Entrou muito bem no encontro. Já depois de carregar a bola em alguns ataque, virou do avesso Afonso Silva antes de oferecer o golo a Lukebakio e ainda obrigou Cañizares a bela intervenção.
JOÃO REGO (-) — Cinco minutos em campo.
TOMÁS ARAÚJO (-) — Entrou para ser lateral e dar um pouco de descanso a Aursnes."
Subscrever:
Mensagens (Atom)






