Últimas indefectivações

domingo, 29 de março de 2026

O silêncio que diminuiu um feito histórico


"Há momentos na vida desportiva de um país que deviam ser inequívocos e celebrados sem reservas.
O recente título europeu conquistado por Portugal no rugby é, sem qualquer margem para dúvida, um desses momentos.
Na verdade, não é apenas um momento — são dois. Portugal sagrou-se Campeão da Europa no escalão sénior e também no escalão de Sub-20, um duplo feito de enorme relevância desportiva e estratégica, que evidencia a consistência e a qualidade do trabalho desenvolvido no rugby nacional, designadamente nos Clubes e na FPR.
E, no entanto, o que se tem verificado é uma preocupante mistura de desconhecimento e alheamento perante conquistas que deviam orgulhar todo o país.
A propósito, convém desmistificar e lembrar que, no rugby europeu, a única entidade com competência para atribuir títulos de Campeão da Europa é a Rugby Europa.
Esta organização congrega 49 federações nacionais e é a legítima confederação continental da modalidade. Entre essas federações encontram-se as que integram o chamado “Torneio das Seis Nações”. Contudo, estas federações — apesar do seu peso histórico e mediático — não estão fora da Rugby Europa. Pelo contrário: fazem parte integrante da estrutura, beneficiando apenas de um regime particular que lhes permite organizarem-se de forma autónoma do ponto de vista competitivo e financeiro.
Torneio não é campeonato! O prestigiado Torneio das Seis Nações é, como o próprio nome indica, um torneio anual entre seis seleções. É uma competição fechada, histórica e de enorme relevância mediática — e isso não está em causa. Mas importa clarificar: o vencedor do Torneio das Seis Nações é o vencedor de um torneio, não é Campeão da Europa.
Esta distinção, que pode parecer semântica, é na verdade estrutural. No quadro competitivo europeu, os Campeonatos da Europa são organizados pela Rugby Europa, em diferentes divisões e escalões etários, e os seus vencedores são, esses sim, os legítimos Campeões da Europa. Portugal é hoje prova inequívoca dessa realidade — tanto no escalão sénior como no Sub-20.
A ausência das Seis Nações não invalida o título de Campeão, porquanto, por opção própria, as seleções das Seis Nações não participam nos Campeonatos da Europa organizados pela Rugby Europa. Essa escolha — legítima — não pode, contudo, desvirtuar a realidade competitiva.
Em todas as modalidades desportivas, existem estruturas continentais que atribuem títulos oficiais, independentemente da participação de todos os países mais fortes. O rugby não é exceção.
Assim, Portugal é Campeão da Europa — em seniores e em Sub-20 — porque venceu as competições que estatutariamente atribuem esses títulos.
Um sinal de futuro, não apenas um feito isolado. O duplo título europeu não é apenas um sucesso pontual. É um sinal claro de que existe um caminho estruturado, sustentado e com futuro no rugby português. Ganhar nos Sub-20 significa garantir continuidade, profundidade e ambição. Ganhar em seniores confirma maturidade, competitividade e afirmação internacional. Juntos, estes títulos representam algo raro: presente e futuro alinhados no sucesso.
Esta não é uma discussão nova, nem nasce de um momento de entusiasmo nacional. É uma questão que tem sido levantada, de forma consistente, nos fóruns próprios da Rugby Europa — incluindo no seu “board” — por quem conhece profundamente a estrutura da modalidade. Defender a legitimidade do título europeu não é um ato circunstancial. É uma posição de princípio, sustentada ao longo do tempo, independentemente de quem vence. O que está em causa, o que verdadeiramente preocupa não é a divergência de opinião... essa é saudável. O que preocupa é o desconhecimento generalizado e a incapacidade de reconhecer feitos que deveriam unir, valorizar e projetar o país. Desvalorizar estes títulos é, no fundo, desvalorizar os atletas, os treinadores, os dirigentes, os Clubes e todo um ecossistema que tem trabalhado, muitas vezes longe dos holofotes, para alcançar este nível.
Portugal alcançou um feito histórico no rugby europeu. É duplamente Campeão da Europa — em seniores e Sub-20 — de pleno direito, por mérito desportivo e reconhecimento institucional. O mínimo que se exige é que esses feitos sejam compreendidos, respeitados e celebrados como tal. Ignorá-los não diminui os títulos. Mas diminui-nos a todos."

Reabre el estadio Azteca

DAZN: F1 - Qualificação...

sábado, 28 de março de 2026

IA

A caminho do Mundial...

Otamendi: até as melhores novelas acabam um dia


"O ciclo de Otamendi terminou há duas épocas, mas a insistência na continuidade — por medo de crescer e falta de rumo — hipotecou o futuro de António Silva e a evolução da equipa

De cada vez que me perguntam sobre Otamendi, sou o mais claro que posso. O ciclo do argentino no Benfica acabou há duas épocas e de cada vez que Rui Costa encolhe os ombros e assina a sua continuidade prejudica a evolução do setor. Até as melhores novelas um dia acabam. Esta é daquelas que tem mau argumento e péssimas interpretações. E, ao dizer isto, sei que a primeira coisa que a direção do Benfica vai fazer é lutar para que fique. Porque no gabinete da presidência se olha sobretudo a curto prazo, nunca ninguém dá um passo atrás para conseguir distinguir o quadro completo. The big picture.
Otamendi, se ficar, será titular. Nenhum treinador, e já ficou provado que Mourinho também não o fará — porque também ele pensa no imediato —, o colocará no banco. Há muito tempo que é o pior, mas joga sempre. Aqui, ainda há a justificação da situação física de Tomás Araújo, gerido com pinças desde a última temporada devido a uma pubalgia. No entanto, quando fica curto, recorrer a Barrenechea, em vez de a um miúdo do Seixal, que melhor conhece a posição, é sempre mais prático para o mais especial dos técnicos portugueses. O mesmo que diz que aposta na juventude e é sempre o primeiro a duvidar dela.
Jogando sempre, o argentino, de 38 anos, tapa, à vez, a utilização de António ou de Tomás, e impede quem joga ao seu lado de se assumir, finalmente, como patrão. Podem dizer-me que não há mais ninguém com o mesmo carisma, mas não confundam fragilidade emocional de quem passou por uma época difícil e teve de se reerguer praticamente sozinho com má-vontade para assumir o momento e o peso da camisola. Sempre esteve disponível, mesmo quando em luta consigo próprio.
Em nome da experiência, impede-se que outros, já mais que maturados, aos 22 e 23 anos, depois de quase 200 jogos a sério (somando equipa B, Gil Vicente e Seleção) evoluam finalmente para aquilo que se espera deles. Esqueçam o ridículo argumento de mais um ano de maturação. Parece que estamos a lidar com juniores acabados de chegar.
Porque Tomás é melhor, os técnicos têm feito a escolha mais natural. E, com isso, um ativo importante como o António, nunca será valorizado como deveria ser, com apenas mais uma época de contrato. O que é quase o mesmo que dizer que, para ter Otamendi e Tomás, o clube abdicou do caminho que tinha para ele traçado e a dúvida instalou-se na sua cabeça.
Se quiserem podem argumentar que ainda há tempo para renovar. Mas quantos já não o terão sondado e continuarão a fazê-lo? O Benfica tem duas janelas para evitar o custo zero. De alguém que, não sendo perfeito, mas com a continuação de trabalho específico, poderia tornar-se a grande referência para os próximos anos. Uma gestão quase criminosa.
A permanência de Otamendi evita também que haja um esquerdino sobre o eixo na construção. O argentino está longe de ser progressivo no passe com o pé direito e pior ainda é com o contrário, mesmo que por vezes tenha os seus momentos. Nico não foi feito para isso, ainda que tenha evoluído um pouco nos tempos passados com Guardiola. E isso quer dizer o quê? Que a equipa é mais facilmente pressionada. Qualquer solução que não seja bater na frente e, mesmo aí a definição dos colegas é superior, tem melhores intérpretes com António e Tomás. Depois, sim, é preciso contratar. Já era urgente no verão. E no verão antes desse. Ou então perceber se há no Seixal candidatos à altura.
Com o argumento da experiência, o Benfica evitou tocar num setor que pedia renovação há algum tempo, tapou o crescimento futebolístico e mental de jovens formados por si, viu talvez o seu maior ativo desvalorizar ao ponto de ficar a tiro num último ano de contrato, e constrói de forma desequilibrada a partir de trás, entregando-se mais facilmente à pressão dos adversários. Não digo aqui que Otamendi não faz cortes importantes e não luta, mas até aí, no seu perfil de liderança, por vezes deixa algo a desejar. Mais do que colocar a agressividade a resolver tudo, há que ser racional para encontrar as decisões certas.
O Benfica já não precisa assim tanto de Otamendi, embora não o tenha ainda percebido. Não pode é querer substituí-lo por qualquer um. Um upgrade na defesa é, há muito, necessário, e até Trubin tem cometido erros a mais entre algumas grandes defesas. Mas não só. A novela Otamendi revela parte do medo que o clube tem em crescer. Voltar à sua real dimensão.
Já se percebeu que José Mourinho só não continuará a ser treinador do Benfica se não quiser. Ainda que o triângulo amoroso de que faz parte com Pedro Proença e Roberto Martínez possa ser condicionante importante, tudo leva a crer que se passe com o Special One o mesmo que viveram Roger Schmidt e Bruno Lage. Se depois sobrevive ou não às primeiras jornadas é outro tema.
A julgar pelas últimas decisões, o técnico parece ter-se reequilibrado num duplo-pivot com Aursnes (talvez o verdadeiro capitão) e Barreiro, Prestianni à direita, Sudakov no meio e Schjelderup à esquerda. Na frente, Pavlidis. Mourinho estabilizou aqui depois de Rafa e Lukebakio terem respondido mal à titularidade.
Diria até que este onze seria o ideal para enquadrar um médio de criação atrás de Sukakov. Mais associativo, capaz de complementar Aursnes — a quem falta capacidade de romper linhas com o passe e em progressão — e se associar à frente. Alguém que não é Enzo, a não ser que se chame Fernández ou Pérez, Barreiro ou Rios, o tal ponto de interrogação de 27 milhões que irá prolongar-se para a próxima época. Mas Mourinho quer esse médio? Quer o mister que a equipa avance para o domínio dos encontros? Ou estará a pensar outra vez na dimensão física e com medo de mudar?
Será que o Benfica vai querer escolher o caminho ou irá entregar-se por inteiro ao treinador? Vai ser o Benfica à Mourinho ou aquele que os adeptos e os sócios querem que seja? Tantos anos depois, Rui Costa continua sem responder à pergunta mais simples e importante de todas: qual é o rumo, senhor presidente?"

BF: Mourinho...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Como está a luta pela subida à Liga Portugal Betclic?

Observador: E o Campeão é... - Jamaica ou RD Congo. Quem se juntará ao grupo de Portugal?

Observador: Três Toques - Telefone no banco? Só se for para pagar a multa

Terceiro Anel: Memórias da Luz...

ESPN: Futebol no Muindo #550 - BRASIL SENTE A FORÇA DA FRANÇA, E ITÁLIA A UM JOGO DA COPA

ERC contestada


"Em destaque na BNews, a posição assumida pela Direção do SL Benfica em relação à deliberação sobre a Benfica FM por parte da entidade que regula a comunicação social.

1. Decisão da ERC em causa
José Gandarez, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, reage à decisão da ERC sobre a Benfica FM: "É uma decisão sem fundamentação legal e que deve envergonhar os juristas e as pessoas que tomaram esta deliberação."

2. Contributos internacionais
Acompanhe a prestação nas seleções dos 15 jogadores do plantel profissional de futebol.

3. Últimos resultados
Vitórias benfiquistas das equipas masculinas de basquetebol e hóquei em patins ante, respetivamente, SC Braga (104-63) e Oliveirense (3-1), e derrota em futsal na visita ao Famalicão (4-3).

4. Agenda para sábado
Há três jogos na Luz: às 15h00, o Benfica recebe a Ovarense em basquetebol no masculino; e as equipas femininas de andebol e hóquei em patins defrontam, respetivamente, Academia São Pedro do Sul (19h00) e Sanjoanense (20h30).
Na Guarda, a equipa feminina de polo aquático luta com o Fluvial Portuense pelo acesso à final da Taça de Portugal. Em Paredes, a equipa feminina de basquetebol disputa as meias-finais da Taça de Portugal, com o Esgueira (15h00). A equipa masculina de voleibol atua no reduto do SC Espinho (19h00). No Estádio Universitário de Lisboa, o Benfica visita o CDUL em râguebi.

5. À conversa com a campeã do mundo
Agate Sousa, campeão do mundo de salto em comprimento em pista curta, em entrevista à BTV.

6. Protagonista
Thaís Lima, guarda-redes de futebol do Benfica que volta a integrar a convocatória da seleção brasileira, é a entrevistada da semana.

7. Contrato renovado
Os canoístas João Ribeiro e Messias Baptista prologam o vínculo ao Benfica até 2029.

8. Benfica Legends
Antigos jogadores do Benfica e do Borussia Dortmund empataram 1-1 em jogo comemorativo do centenário do Estádio Rote Erde, antiga casa do clube alemão.

9. Benfica Escolas de Futebol
Realizou-se mais uma jornada da Zona Centro.

10. Nota de pesar
Faleceu Alberto Miranda Borges, antigo jogador e treinador de râguebi do Benfica, contribuindo para a conquista de 4 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal.

11. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV."

Alterações regulamentares


"Nos termos do Regime Jurídico das Federações Desportivas, compete à Direção aprovar os regulamentos, sem prejuízo de as respetivas alterações apenas produzirem efeitos no início da época desportiva seguinte. As alterações propostas passam ainda por um período de consulta pública, obrigatório nos termos do Código do Procedimento Administrativo, por 30 dias úteis. Neste enquadramento, e face a factos ocorridos recentemente, foram aprovadas, em reunião de Direção da Federação Portuguesa de Futebol de 23 de março, propostas de alteração ao regulamento disciplinar para a próxima época, com o objetivo de reforçar a segurança e os valores do desporto.
As principais medidas passam pelo agravamento de sanções nos seguintes casos:
- Agressões e declarações ofensivas e caluniosas, especialmente as que tenham por alvo os elementos da equipa de arbitragem, determinante para defender os árbitros e o princípio da imparcialidade que pauta a função;
- ;Declarações ofensivas e manifestamente contrárias aos princípios desportivos de dirigentes desportivos para com outros dirigentes desportivos ou organizações, de forma a conferir responsabilidade e responsabilização acrescidas, até pelo exemplo que devem dar aos adeptos e à sociedade, aos dirigentes desportivos;
- Comportamentos discriminatórios dos adeptos, visando enfrentar com mais vigor e eficácia fenómenos de racismo, xenofobia ou qualquer outro tipo de discriminação;
- Posse e uso de material pirotécnico, numa clara medida de combate a um fenómeno que tem conduzido a diversas interrupções do espetáculo desportivo, com risco pela integridade física dos espectadores."

31 de março: o verdadeiro deadline do Fair Play Financeiro


"No futebol europeu, há uma data que raramente entra no discurso mediático, mas que pesa tanto como qualquer jornada decisiva: 31 de março. É nesse momento que os clubes provam, perante a UEFA, se estão em condições de competir, não apenas desportivamente, mas financeiramente.
O artigo 71.º do Regulamento de Licenciamento de Clubes e Sustentabilidade Financeira da UEFA determina que, para obter licença, um clube deve demonstrar - até ao referido prazo - que não tem dívidas vencidas a outros clubes («no overdue payables»), relativamente a transferências de jogadores realizadas.
Este critério não surge isolado. Pelo contrário, integra um bloco coerente de exigências financeiras que inclui também o artigo 72.º (relativo a dívidas a trabalhadores) e o artigo 73.º (relativo a dívidas fiscais e contributivas). Em conjunto, estes preceitos desenham uma ideia muito clara da exigência de sustentabilidade financeira dos clubes.
No caso do artigo 71.º, o foco está nos outros clubes. E essa escolha não é inocente. O mercado de transferências assenta numa cadeia de obrigações sucessivas em que um incumprimento num ponto pode desestabilizar vários intervenientes. É o efeito dominó. Ao exigir que, a 31 de março, não existam montantes em atraso, a UEFA protege a confiança entre clubes e a própria credibilidade do sistema.
Mas o Regulamento vai mais longe ao definir o que é, afinal, uma dívida vencida. O Anexo H do Regulamento estabelece um critério funcional: um montante é considerado em atraso se não for pago nos termos contratualmente acordados ou legalmente impostos.
Contudo, e porque toda a regra tem a sua exceção, a mesma norma reconhece exceções relevantes. Se o montante foi pago, compensado, diferido por acordo escrito ou se estiver em litígio perante uma autoridade competente, não entra nesta categoria.
No entanto, a UEFA deixa claro que litígios meramente dilatórios ou contestações infundadas não afastam a qualificação de dívida vencida. Isto é, o sistema não ignora a complexidade das relações jurídicas, mas também não tolera expedientes artificiais para ganhar tempo.
Por outro lado, a exigência de transparência é total. O artigo 71.º obriga à apresentação de uma tabela detalhada de transferências, com identificação de valores pagos, em dívida, diferidos, litigiosos ou contingentes. O mesmo sucede com as tabelas relativas a trabalhadores (artigo 72.º) e autoridades fiscais (artigo 73.º).
E é aqui que o dia 31 de março ganha verdadeira relevância. Funciona como um momento de fotografia financeira do clube. Não interessa apenas o volume de receitas ou o valor do plantel, importa saber se os compromissos assumidos foram honrados dentro dos respetivos prazos.
Importa também sublinhar que o Financial Fair Play, na verdade, não proíbe o endividamento. Permite diferimentos, negociações e estruturas financeiras complexas. O que não permite é o incumprimento. Ou seja, um clube pode estruturar pagamentos e negociar prazos, desde que honre aquilo a que se comprometeu. No fundo, é uma forma de se exigir credibilidade financeira num mercado cada vez mais exigente.
Num contexto de crescente sofisticação financeira no futebol, estas normas assumem um papel disciplinador. Evitam que a competitividade desportiva seja artificialmente inflacionada à custa de incumprimentos sistemáticos.
No fundo, o que o artigo 71.º impõe é um princípio básico: no futebol europeu, competir implica responsabilidade. E responsabilidade, neste contexto, traduz-se na obrigação simples de pagar o que se deve, a quem se deve, quando se deve."

Pensões para atletas: Espanha executa, Portugal continua a adiar


"Há momentos em que a política acerta, o que infelizmente nem sempre acontece por cá. Em Portugal, persiste uma explicação confortável para o que falha: a de que somos pequenos demais, menos território, menos economia, menos recursos, menos escala. Mas não é a dimensão que falha, é a execução. Basta olhar para dossiês como a alta velocidade ou o novo aeroporto, sucessivamente adiados, para perceber que o problema não é falta de ambição, é incapacidade de concretizar.
Espanha já percebeu isso há muito tempo e está a agir. Está em marcha, para aprovação no Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações, um projeto de Real Decreto que resolve um problema concreto com uma solução objetiva: tornar contabilizáveis, para efeitos de pensão de reforma, os anos de atividade de atletas profissionais que competiram antes de estarem integrados no sistema contributivo. O diploma abrange, em particular, atletas que exerceram atividade nas décadas de 1980, 1990 e início dos anos 2000, um período em que o profissionalismo coexistiu com um vazio legal em matéria de descontos. É um mecanismo simples: esses anos passam a contar como carreira contributiva, com efeitos diretos no acesso à reforma e no valor das pensões. Não é um plano, não é uma intenção, é uma decisão com consequência.
Por cá, seguimos outro caminho. Temos a Lei n.º 13/2024, com medidas relevantes para o pós-carreira, desde quotas no emprego público a incentivos ao setor privado, passando pelo apoio ao empreendedorismo e pelo acesso ao ensino superior. Mas falta a pergunta essencial: quantos beneficiaram? Quantos atletas foram integrados? Quantos encontraram emprego? Quantos criaram projetos sustentáveis? Sem métricas, sem monitorização e sem responsabilização, tudo isto arrisca ser apenas um catálogo de intenções. E lanço daqui o desafio: seria mesmo muito interessante conhecer os números, suspeito que seja uma mão cheia de nada.
O padrão repete-se. Distribui-se pouco por muitos, evitam-se escolhas e dilui-se responsabilidade. Num contexto de recursos escassos, isso não é neutro, é ineficiente. O mesmo se observa no Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo. As metas são ambiciosas e, essas sim, quantificadas: entre a s quais destaco o reduzir a taxa de inatividade física de 74% para 46% da população e aumentar o número de atletas federados em mais de 500 mil até 2036. O “o quê” está definido. O problema está no “como”.
Alcançar uma redução desta magnitude na inatividade física implica uma transformação estrutural: reforço efetivo da educação física nas escolas, aumento do tempo útil de prática, programas comunitários de proximidade, integração do desporto nos cuidados de saúde primários e incentivos concretos à prática regular. Já o crescimento de mais de 500 mil atletas federados não acontece por decreto, exige clubes mais capacitados, menos barreiras de acesso, custos reduzidos para as famílias, uma base escolar articulada com o sistema federado e um modelo competitivo mais inclusivo. Nada disto se faz com medidas avulsas ou genéricas.
Basta olhar para a execução. O segundo semestre de 2025 já passou e estavam previstas seis medidas: três no pilar do desporto na sociedade, de natureza genérica, como o apoio à prática feminina ou à inclusão nos clubes; duas no desporto de formação e alto rendimento; e uma nas infraestruturas, a requalificação de centros de alto rendimento. Mas quais centros, quando, como e com que impacto? Mesmo admitindo que algumas já tenham arrancado, não se conhece informação pública clara, nem um estado de execução minimamente detalhado.
Ao mesmo tempo, acumulam-se dezenas de iniciativas no calendário, sem hierarquia nem ligação evidente a resultados. Mais medidas, menos foco. Pior, medidas estruturais, com maior impacto potencial, são empurradas para o segundo semestre de 2027, enquanto se antecipa uma dispersão de ações de efeito incerto no curto prazo. E, num movimento que agrava esta fragmentação, foi também solicitado a cada federação um plano estratégico a 12 anos. A pergunta impõe-se: com que prioridades, com que métricas e, sobretudo, com que articulação com o plano da tutela? Sem alinhamento claro, arrisca-se a multiplicar documentos, dispersar ainda mais os recursos e criar camadas adicionais de planeamento sem impacto real.
Mesmo quando se fala em melhor gestão, como unidades de business intelligence, falta o essencial: usar dados que já deviam existir para decidir, eliminar o que não funciona e reforçar o que resulta. Sem isso, medir é irrelevante.
O problema não é a ambição, é a ausência de escolhas. Um plano que tenta fazer tudo não faz nada bem. Uma gestão exigente faria o contrário: definir poucas prioridades, concentrar recursos, estabelecer metas intermédias obrigatórias e avaliar com consequências e responsabilização. Fazer menos, mas fazer melhor.
Quando liderei a Associação de Atletas Olímpicos de Portugal e, nesse contexto, apresentámos uma proposta simples, em 2022, contar os anos de prática desportiva para efeitos de reforma através de uma fórmula ponderada, a resposta foi o silêncio. Uma proposta semelhante, apresentada no mesmo ano pelo olímpico Paulo Frischknecht, então Presidente da Fundação do Desporto, teve o mesmo destino. Numa reunião formal na então Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, em que estive presente, a resposta ao pedido feito para ter em conta os anos de prática desportiva para esses atletas olímpicos dos anos 80 e 90 foi muito clara e audível : devemos trabalhar para os atletas atuais e futuros; para os do passado, e cito “não criem problemas onde eles não existem”. Talvez seja precisamente esse o problema.
Sem execução, sem avaliação e sem memória, a política pública transforma-se num exercício de intenção. Entretanto, mantém-se o padrão da palmadinha nas costas aos atletas, “coitados figurantes”, pois os que entraram no sistema já fazem parte dele e, sem culpa, não o fizeram antes e continuam com medo de fazer parte da mudança. Privilegia-se o que é visível, eventos, cerimónias, pódios, que estes governantes, como outros anteriores, adoram, e, no meio, surge um pedido lancinante, de mão estendida aproveitando a ocasião favorável: “por favor, Sr. Primeiro-Ministro, dê-nos uma pista curta”, enquanto se ignora o que verdadeiramente transforma.
Pelo meio, vão surgindo histórias individuais de excelência, como as de Agate Sousa, Gerson Baldé ou Isaac Nader, muitas vezes apesar do sistema e não por causa dele. São eles que hoje elevam o nome do país e que amanhã, se nada mudar, correm o risco de ser apenas mais uns quantos nomes esquecidos e venham os próximos.
O desporto, e o país, precisam de outra coisa: menos planos, mais execução, mais escolhas e mais impacto. Porque, no fim, a diferença é simples: Espanha faz; Portugal continua a adiar. E, assim, adia também o futuro das gerações passadas, presentes e futuras."

sexta-feira, 27 de março de 2026

Mais uma...

Benfica 3 - 1 Oliveirense

Mais uma vitória, nesta época 'invencível', mas com os golos da vitória, a aparecerem mesmo no finalizinho! A equipa baixou de forma, nas últimas semanas, os jogos têm sido mais apertados, mas se tudo correr bem, na recta final, onde tudo se vai decidir, vamos voltar ao nível que já jogámos esta época!

Mais um grande golo do Ordoñez!!!

Na última jornada, vamos a Itália, ao Bassano, o último classificado do nosso grupo!

Absurdo...

Famalicão 4 - 3 Benfica

Foi basicamente uma 'gigante branca' de 30s, onde sofremos 3 golos!!! Inacreditável...!!!
O 1.º lugar da fase regular, está praticamente garantido, talvez por isso, tivesse existido algum espírito de 'caridade'! Com golos falhados, e depois com a tal 'branca'!!!

5 anos depois!!!

BI: Megafone #284 - A novela Bernardo Silva

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #45 - Vitória frente ao Vitória SC e o Hexa no feminino aqui tão perto

BI: Benfica Podcast #588 - International break Part 58

BI: Modalidades #177 - Semanada...

BF: Lista...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Eleições FPB: o que está em causa?

Observador: E o Campeão é... - Guedes vai ganhar lugar cativo nas escolhas de Martínez?

Observador: Três Toques - Serviço forte ou altura no ténis: o que conta mais?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #109

SportTV: Bancada Livre - 'Paulinho é a Eva da Seleção' !!!

BolaTV: O Lado Direito do Mister #7 - A comunicação dos jogadores nos clubes e na seleção

BolaTV: Toque da Bola - S01E17 - Couceiro

Renascença: Jogo da Palavra - Carlos Godinho

Lanças...


História Agora


Um destino pior que a morte


"«Toda a gente fala da carência que existe hoje de árbitros, mas eu gostava de saber quem é que quer ir para árbitro»
Artur Soares Dias, antigo árbitro português, após conferência em Cascais

Podes conhecer o mundo, diziam. E é uma maneira de ganhares algum dinheiro. E mais uns quantos argumentos que fizeram a filha de um amigo tirar um curso de arbitragem e começar a apitar. Aguentou dois anos.
O desporto, sobretudo na adolescência, envolve muitos sacrifícios. São os treinos, são os fins de semana com compromissos, as noites em que não se pode estar com amigos. Para quem o faz por paixão, há recompensas — como qualquer praticante o dirá. Eu, que fui federado em basquetebol até aos 17 anos, não trocaria essas noites ou fins de semana perdidos pela camaradagem, pelas amizades, pelo prazer de jogar e competir.
Mas quando a recompensa das noites e fins de semana perdidos é ser-se insultado, ameaçado, tantas vezes agredido, é difícil fazer as contas e achar que vale a pena. Sobretudo porque, admitamos, poucos têm verdadeira paixão por arbitrar. Se tiverem um filho na escola, perguntem à turma, à escola inteira — quem sonha ser jogador de futebol? e quem sonha ser árbitro?
Se um miúdo em cem responder que quer ser árbitro, aconselho rápida ida ao psiquiatra. Pode até estar tudo bem, mas não é normal desejar um destino pior que a morte. E enquanto não mudarmos mentalidades, enquanto continuar a haver insultos, ameaças, agressões, nunca será resolvida a carência de árbitros."

Legends: Borrusia 1 - 1 Benfica

Zero: Saudade - S04E29 - Barroso...

SportTV: ReporTV - Fora de Estrada...

DAZN: F1 - Antevisão GP do Japão

Ronaldinho, a alegria do futebol


"No passado sábado, Ronaldinho celebrou o 46.º aniversário. E quando este jogador faz anos é o futebol que está de parabéns. «Quando tens uma bola de futebol nos pés, tu estás livre. Tu estás realmente feliz», nas palavras de Ronaldinho Gaúcho. E talvez seja mesmo isto que tanta gente tenta explicar sem nunca conseguir dizer tão bem.
Porque não se trata só de futebol. Trata-se de um estado raro, quase invisível, em que o tempo abranda e o mundo é muito mais leve. É aquela «gaveta do nada» fantástica, onde estamos realmente a aproveitar o momento. É curioso como esse tipo de felicidade não grita e, ainda assim, não falta nada naquele momento. É por isso que tantas pessoas voltam sempre ao mesmo. Ao futebol, à música, ao mar, à corrida... Qualquer coisa que as leve de volta a essa gaveta. Porque lá dentro não há obrigações nem fretes.
Ronaldinho Gaúcho foi tudo isso, e muito mais, no topo do desporto-rei. O camisola 10 não foi apenas um jogador de futebol, mas sim um estado de espírito. Um lembrete vivo de que o jogo, antes de ser tática e estatísticas, é alegria. É liberdade e arte.
Quando o futebolista brasileiro estava em campo, algo mudava. O futebol deixava de ser previsível e tornava-se surpresa. Cada toque na bola parecia carregado de imaginação, como se ele estivesse a brincar na rua, descalço, sem pressão, sem medos. O sorriso constante, mesmo nos momentos mais difíceis, dizia tudo. Para ele, jogar nunca foi um peso, foi sempre um autêntico privilégio.
Hoje, vivemos uma era em que o futebol é cada vez mais físico e mais controlado. Os jogadores são atletas quase perfeitos, as equipas funcionam como máquinas afinadas, cada movimento parece calculado ao milímetro e as amarras táticas falam mais alto do que a imprevisibilidade. Também há beleza nisso. Mas é uma beleza diferente. Mais eficiente do que espontânea.
Ronaldinho era o contrário disso tudo. Era o improvável. O gesto que ninguém esperava. O drible que parecia impossível. Ele jogava com a leveza de quem não precisava de provar nada a ninguém. E talvez por isso tenha provado tudo. Era o futebol em estado puro. Na verdadeira essência da palavra.
Comparar Ronaldinho aos tempos de agora é quase comparar um poema a um relatório. Ambos têm valor, mas só um faz o coração bater mais rápido. Num mundo cada vez mais sério e acelerado, ele foi a prova de que jogar com um sorriso pode ser a maior forma de genialidade.
Quando se fala de Ronaldinho Gaúcho, os 15 troféus conquistados ao longo da carreira são quase um detalhe. Uma das mais bonitas histórias aconteceu quando jogava no Barcelona, no El Clásico contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu. Depois de marcar dois golos incríveis, com dribles que deixaram toda a defesa perdida, algo raro aconteceu. Os adeptos do Real levantaram-se e aplaudiram-no, completamente rendidos ao futebol em estado puro. Num dos palcos mais difíceis do mundo, Ronaldinho não foi vaiado. Foi celebrado. Não como adversário, mas sim como um verdadeiro artista.
Há também a famosa história ocorrida na sua infância. Ainda jovem, num jogo de futsal, Ronaldinho marcou todos os golos da sua equipa numa vitória por 23-0. Mais do que o número, impressiona a naturalidade com que isso é contado. Como se já ali fosse inevitável que ele seria realmente diferente.
Ronaldinho Gaúcho nunca pareceu obcecado por ser o melhor do mundo. Talvez por isso tenha sido, à sua maneira, absolutamente único no mundo do futebol. As histórias dele não são só sobre vencer. São sobre encantar e inspirar. E isso, no desporto atual, é talvez o troféu mais raro de todos."

Orgulho de pertença


"O termo belonging ou pertença tornou-se um dos desafios mais críticos e também um dos maiores ativos no desporto nos dias de hoje. Num contexto de globalização, digitalização e crescente necessidade de aumentar as receitas, os clubes enfrentam um desafio estrutural: manter os adeptos, torná-los fiéis (em alguns contextos mundiais, a nova geração é bastante mais fiel aos atletas do que aos clubes) e transformá-los em participantes ativos, e não apenas consumidores ocasionais. A diferença entre estes estados define aquilo a que chamamos massa adepta, a sustentabilidade emocional (talvez o valor mais desafiante e diferenciador) e a vertente económica dos clubes.
Nos modelos associativos, como os grandes clubes portugueses, existe uma base histórica de pertença assente em identidade, território e participação formal. O sócio vota, influencia, critica ativamente e, em muitos casos, sente que o clube é uma extensão da sua própria identidade e que tem poder de decisão no seu futuro.
No entanto, este modelo traz grandes desafios. A nova geração exige proximidade contínua, muito mais transparência e experiências relevantes no dia a dia, não apenas em momentos de jogo ou em atos eleitorais.
Nos clubes com propriedade privada, o desafio é mais estrutural. A ausência de mecanismos formais de participação limita o sentimento de pertença emocional e orgânica. O adepto tende a posicionar-se como cliente de um produto de entretenimento, altamente competitivo, mas emocionalmente mais distante (Liverpool é um bom exemplo deste equilíbrio muito ténue). Nestes casos, o belonging é construído através de estratégias consistentes de engagement, narrativa e inclusão simbólica. Ou seja, casos como o do clube italiano Como, que torna a ida a um jogo numa experiência quase gourmet, com valores a rondar os mil euros, para que, durante o pré, durante e pós-jogo, os interessados possam ter outras experiências e, por vezes, o jogo fique quase para segundo plano.
O principal desafio para os próximos anos está na capacidade de operacionalizar a pertença. Isto implica três eixos muito críticos. Primeiro, acesso: criar canais reais onde o adepto sente que a sua voz é considerada (o grau de influência também varia consoante as culturas de cada país e as culturas organizacionais dos clubes). Segundo, continuidade: manter uma relação permanente, com conteúdo, experiências e interações relevantes fora do ciclo competitivo, e não aparecer apenas quando é preciso financiamento ou em momentos eleitorais. Terceiro, identidade: preservar a autenticidade num ambiente cada vez mais padronizado e orientado para escala global.
A tecnologia pode ajudar, mas não resolve o problema por si só e pode até tornar todo o processo demasiado plástico. Plataformas digitais, dados e personalização só geram valor se estiverem alinhados com uma proposta clara de inclusão. Caso contrário, reforçam o consumo, não a pertença.
O risco estratégico é claro: clubes que não conseguirem evoluir de audiência para comunidade perderão relevância emocional, mesmo que mantenham sucesso desportivo ou financeiro no curto prazo. O futuro não será definido apenas por quem ganha, mas por quem consegue fazer com que mais pessoas sintam que fazem parte."

Portugal de Pessoa é muito maior do que o dos venturas


"No dia do Livro Português, podemos (re)ler a Mensagem de Fernando Pessoa e perceber que Portugal é uma missão, uma ideia do tamanho do mundo, não um pequeno retângulo monocromático...

Há mais de cinco séculos, as caravelas portuguesas percorreram mares nunca antes navegados, acrescentando mundos ao Mundo. Sempre sonhei que Portugal se completasse cinco séculos depois como o centro do Mundo onde todos vêm dar. Uma viagem em sentido inverso. Portugal como o país europeu mais a sul; país africano mais a norte; país americano mais a nascente e país asiático mais a ocidente. Que reunisse a excelência do Mundo e a paixão de quem quer partilhar connosco caminho, com respeito absoluto por quem somos, mas sem terem de abdicar da identidade que trazem e que podem acrescentar à nossa. Um Portugal que fala várias línguas, canta vários estilos musicais, prova vários sabores, reza vários credos sem que tenhamos de abrir mão do português, fado, bacalhau ou missa.
Gerson Baldé nasceu em Albufeira e tem raízes guineenses; Agate de Sousa nasceu em São Tomé e Príncipe; Isaac Nader nasceu em Faro, filho de pai marroquino. São apenas os três mais recentes galardoados por feitos no atletismo ao serviço de Portugal. Uma história comum a tantos desportistas de eleição que competem e competiram por Portugal. O país que é meu e que é deles. De direito, de nascença ou de coração. País universal, diverso e tolerante. Assim não tenhamos a desventura de estragar tudo. E saibamos integrar, com controlo e de forma faseada, não um faz de conta de portas sem escrutínio.
Porque hoje é o Dia do Livro Português, porque não (re)ler A Mensagem de Fernando Pessoa? Que nos fala da ideia de que Portugal não é apenas um país, uma realidade geográfica confinada num pequeno retângulo. Portugal é uma missão espiritual e universal. Uma identidade que se realiza no encontro com o outro, com o mar, na viagem e no desconhecido. Deixando e colhendo impressões digitais. Tornando-se muito maior do que o tamanho geográfico. O meu País tem o tamanho do Mundo, não o façam pequeno ao querer que seja monocromático…

Desporto não tem de pedir desculpa
Recebi um simpático email de um fiel leitor, que muito aprecio, a questionar a febre presidencial a que António José Seguro já se terá rendido de receber e condecorar atletas por feitos desportivos. Como se não houvesse mais portugueses, com atividades mais relevantes, segundo o próprio, para condecorar.
Vejamos: não contando com Seguro, que está a começar, Marcelo Rebelo de Sousa condecorou quase 2300 pessoas. Dessas, cerca de 400 eram desportistas, um pouco abaixo de 20 por cento. Nomes como a notável investigadora Elvira Fortunato; o professor Manuel Heitor; os diplomatas Aristides Gonçalves e Vitor Sereno; o banqueiro António Horta-Osório; a pianista Maria João Pires ou a artista plástica Joana Vasconcelos; e muitos agentes económicos e culturais, em Portugal e pelo Mundo, foram galardoados no passado recente.
O desporto não tem de pedir desculpa por receber mais atenção do que outras atividades. É uma atividade importante. Económica e social. Para a projeção e auto-estima de um país. O mal nunca esteve no destaque que se dá ao desporto. O mal está na falta de interesse e divulgação em quase todas as demais áreas."

Pogacar é um génio perigoso


"Ninguém sabe como parar o corredor esloveno, na sua ambição de reescrever a história do ciclismo. A cada etapa, a cada, prova nova lição de superioridade que já parece normal. E se é normal, como viveremos perante a dura realidade da nossa pequenez?

Gosto de Tadej Pogacar, confesso. Quando penso que já não pode surpreender, eis que se reinventa e volta a deixar todos de boa aberta. Em San Remo, naquele monumento que lhe faltava caiu a 33 quilómetros da meta. «Acabou» exclamaram todos os entendidos, com razão. As imagens da televisão mostravam o caos. Rasgado, ensanguentado, levantou-se e voltou à estrada. De forma inacreditável, como se não sentisse dor, sofrimento ou medo. Encontrou forma de ganhar ao sprint. Quatro centímetros. Por quatro centímetros, transformou a corrida numa vitória impensável, memorável.
E ninguém questionou esta exibição de superioridade por se tratar de Pogacar. Parecia normal, foi normal, por ser Pogacar, que já mostrou que nada está fora do seu alcance. Mais do que ler – e li – as centenas de comentários nas redes sociais que cada vez mais questionam a naturalidade da sua competência e agitam a eterna e resistente bandeira do doping, colada irremediavelmente ao ciclismo, pergunto-me até onde esta normalização dos seus feitos nos levará.
Atacou, insistiu, venceu. No final, soube-se que o fez com uma bicicleta danificada, travões comprometidos! Como se não bastasse apenas a sua exibição de superioridade, ainda somos confrontados com mais este doce pormenor. Como não adorar um enredo destes?! Um final feliz para um herói que nem é particularmente expressivo ou entusiasmante, quando salta da bicicleta.
Às vezes, parece que oiço o saudoso Fernando Emílio e imagino o que diria de Pogi. Uma parte sei, mas não posso reproduzir aqui por pudor, ainda que a ideia me faça sorrir ao imaginar aquele sotaque alentejano a reproduzir as suas teorias.
Gosto de Pogacar, gosto dos heróis, mas questiono se estaremos a normalizar a sua superioridade e por que caminho isso nos leva. O problema não é o esloveno – assim espero, porque ninguém aguentaria mais um herói com pés de barro - que é, provavelmente, o ciclista mais completo da sua geração. Ou de várias gerações. O problema é o que projetamos nele. A necessidade quase infantil de transformar cada vitória num feito épico, cada risco numa virtude, cada limite ultrapassado numa prova de grandeza moral. E quando tudo isto for normal, então o que é que deixa de ser?
Chamam-lhe génio. Talvez seja. Mas há uma linha ténue entre o génio e a exceção perigosa — aquela que reenquadra o padrão e obriga todos os outros a segui-la. Quando o impossível se torna norma, o desporto entra num território onde ganhar já não chega — é preciso sobreviver ao absurdo para merecer.
Pogacar não tem culpa disso. Ele corre. E ganha. Como sempre se pediu aos campeões. O problema não é Pogacar não ser normal. É começarmos a achar que isto devia ser."

quinta-feira, 26 de março de 2026

Qualificados...

Benfica 104 - 63 Braga
27-21, 25-9, 28-16, 24-18

Vingança atrasada da eliminação da Taça de Portugal, com uma vitória na Taça Hugo dos Santos, e respectiva qualificação para as Meias-Finais...

Terceiro Anel: Bola ao Centro #192 - GOLEAR SEM CONVENCER E FUTURO INCERTO!!

A empatia, segundo Farioli (um entre muitos portugueses no banco)


"Schmidt foi crucificado por não falar português, mas Farioli também não arrisca e está tudo bem. O italiano é empático, possui carisma e, acima de tudo, tem quem o proteja das intempéries que afogaram o alemão

Ri-me, confesso. Quando se começou a dizer que a grande lacuna de Roger Schmidt no Benfica era, ao fim de tantos meses, não dizer uma única palavra de português, ri-me. E foi mesmo um dos pregos na sua cruz.
Não só os jornalistas o entendiam e podiam filtrar as suas palavras para gente menos esclarecida, como provavelmente todos os jogadores percebiam o que deles era pedido sem esforço, desde o primeiro dia. Schmidt foi campeão, porém desmoronou-se, face ao peso dos resultados posteriores. A falta de apoio por parte da direção, que o deixou sozinho a lutar com adeptos em fúria, qual D. Quixote e moinhos de vento, foi decisiva. Mais do que as exibições — quem viu ambas, não pode dizer, em perfeito juízo, que as de agora são melhores —, a falta de rumo no mercado, a falência da ligação ao scouting e uma rigidez tática de fundamentalista combinaram entre si para o adeus.
Hoje, todos se lembram do teimoso alemão a dizer aos adeptos para ficarem em casa se estavam no estádio para assobiar. A lógica do politicamente correto alerta-nos que não o deveria ter dito. No entanto, tinha razão. E não podemos viver num meio em que não se tolera a verdade. Schmidt alertava-nos para a cultura desportiva que não temos.
Francesco Farioli não fala português. Está em Portugal há sete meses. É italiano e fala italiano, que tem muito mais parecenças com o português do que o alemão. Num mundo feroz como o de hoje, ambos preferem expressar-se em inglês, a fim de evitar equívocos. Só que o paralelismo acaba aqui. Se um foi crucificado, o outro é endeusado. Muito provavelmente, o italiano será o novo campeão. Ao vencer, a comunicação foi fácil. A mensagem passou, mas as conferências foram brilhantes? Ou talvez o latino tenha sido mais empático. Mais português entre muitos no banco.
O técnico contou sempre por perto com Villas-Boas — dá-me pena que após tantos anos se mantenha esta inspiração em truques do passado, como a TV na cabine do árbitro, bolas que desaparecem nos descontos e cartazes no balneário rival — disposto a fazer o trabalho sujo na guerra pelo penálti e pelo poder, aliviando também a pressão sobre os jogadores.
Na Luz, nunca houve apoio ao treinador. O Benfica não passa de enormes peças soltas a gravitar à volta do passado. É, por isso, que um aglutinador como Amorim e um Mourinho doutros tempos fazem sentido porque preenchem o vazio na decisão. E vejam: até falam português!"

BF: Defesa...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que falta decidir na qualificação do Mundial 2026?

Observador: E o Campeão é... - Pausa para seleção assusta clubes no final do campeonato?

Observador: Três Toques - Está oficialmente aberto o mercado dos advogados do amor

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #109

Atividade benfiquista


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Calendário
Estão agendados os jogos do Benfica da 28.ª à 30.ª jornada da Liga Betclic.

2. O sonho do Fandimatle
Uma iniciativa conjunta do Futebol Profissional e da Fundação Benfica.

3. Jogo do dia
Às 19h00, no Pavilhão Fidelidade, o Benfica defronta o SC Braga a contar para a fase de grupos da Taça Hugo dos Santos de basquetebol no masculino.

4. Agenda para 5.ª feira
Às 19h00, o Benfica visita o Famalicão em futsal. Às 20h30, as águias recebem a Oliveirense em mais uma jornada da fase de grupos da WSE Champions League de hóquei em patins.

5. Receção aos medalhados
A chegada ao aeroporto de Lisboa de Agate Sousa, campeã do mundo de salto em comprimento em pista curta, e de Isaac Nader, vice-campeão do mundo dos 1500 metros em pista curta.

6. Campeão nacional
O canoísta Fernando Pimenta é campeão nacional de fundo em K1 pela 18.ª vez consecutiva.

7. UEFA Youth League
Os bilhetes para a meia-final entre Benfica e Club Brugge já estão à venda. O jogo é em Lausana, na Suíça, no dia 17 de abril às 13h00 de Portugal Continental.

8. Esclarecimento
Kristian Olsen, andebolista do Benfica, aborda a recuperação da sua lesão.

9. Reencontro
Antigos jogadores de Benfica e Dukla Praha encontraram-se no Estádio da Luz, 40 anos depois da eliminatória da Taça dos Clubes Vencedores das Taças que opôs os dois clubes.

10. Legends
Equipas formadas por antigos jogadores de Benfica e Borussia Dortmund defrontam-se em jogo comemorativo. O encontro disputa-se hoje, às 18h00 continentais, no Estádio Rote Erde e integra as celebrações do centenário do antigo recinto do clube alemão.

11. Iniciativa do Museu
Veja as melhores imagens da iniciativa "O Melhor Pai do Mundo… Veste a Camisola!", organizada pelo Museu Benfica – Cosme Damião para assinalar o Dia do Pai.

12. Slide in Stadium e Radical
Experience by Night De 25 de março a 5 de abril, o Estádio da Luz está repleto de atividades radicais que vai querer aproveitar ao máximo."

A disciplina, o banco e a seca


"Já com o seu treinador no banco, em mais uma suspensão de uma decisão do Conselho de Disciplina que não perdeu a sua sanha com o Benfica e decidiu ainda castigar Dedic com dois jogos por ter agarrado outro jogador, e com algumas surpresas no "onze", como a estreia de Enzo a central, e que bem que jogou, e a titularidade de Sudakov e Prestianni, o Benfica conseguiu uma vitória justa contra um Vitória empenhado, mas infeliz a sair da pressão que o Benfica foi capaz de fazer a espaços.
Com Ríos a dar o exemplo e a apadrinhar o regresso de Prestianni à titularidade, depois de saber que está entre os eleitos do campeão do Mundo, e a acabar com a "seca" de golos de Pavlidis, que continua a lutar muito e, por vezes, demasiado longe da baliza, a exibição acabou por ser quanto baste para arrancar uma vitória tranquila e provar, mais uma vez, que o banco é rico em opções e capaz de dar qualidade como Ivanovic, que entrou muito bem, Rafa ou Lukebakio.
Nos sete jogos que restam, era bom que o Benfica mantivesse a eficácia, prolongasse a pressão que foi capaz de asfixiar o adversário nos primeiros 20 minutos e melhorasse o último passe para que possa fazer o que terá de ser feito, ganhar todos os jogos, e atingir objetivos importantes como o segundo lugar, que está longe de ser o primeiro dos últimos e, quem sabe, poder aproveitar uma improvável escorregadela do líder.
Que esta paragem permita a recuperação total de Otamendi e do "motor" Aursnes para a máquina estar afinada na reta final e que traga uma quebra acentuada de forma ao F. C. Porto são as amêndoas desejadas para a Páscoa."

Prata da Casa #43 - Recordes Mudaram Muito ou Não, Meira + PIKI BLINDIRS, Quem Vê Caras

Rabona: The end of one of the most dominant Premier League eras

Zero: Entrevista - João Carvalho...

Zero: Negócio Mistério - S05E23 - Roberto...

SportTV: Vamos à Bola - Portimonense...

Os 15 anos da guerra fria entre a FPF e a Liga (2012/2026)


"A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, fundada em 1979, organiza o principal campeonato desde 1995. Estruturalmente alinhada com a Federação Portuguesa de Futebol até 2011, a eleição de Mário Figueiredo, a 6 de janeiro de 2012, iniciou um ciclo de desalinhamento de 15 anos.
Reinaldo Teixeira é o presidente da Liga desde abril de 2025 e será reeleito para um novo mandato até 2031. Se os próximos cinco anos da sua liderança forem semelhantes ao primeiro, a FPF e a Liga vão completar um ciclo de 20 anos de Guerra Fria.
As sociedades desportivas, diplomaticamente, conseguem sempre evitar tomar parte da contenda, e são capazes até de apoiar em simultâneo dois líderes que se digladiem (o que ainda não é o caso atual).
Uma única vez tomaram partido e demitiram o presidente da Liga de forma fulminante — porque estava iminente a falência da Liga.
A ameaça mais evidente de não haver, neste momento, um entendimento entre a FPF e a Liga será um acordo de venda dos direitos televisivos pior do que seria possível, com perda de receita para os clubes. Se não fosse este o momento da centralização, o que por si só torna inevitável o alinhamento estratégico, um ciclo de cinco anos poderia passar depressa? Atentemos a dois períodos recentes.

O ciclo 1999-2004
Em 1999, numa rara convergência e sintonia entre o poder político, FPF, Liga e clubes, Portugal ganhou a organização do Europeu de 2004. Estávamos no 11.º lugar do ranking da UEFA e só tínhamos duas presenças na fase final do Mundial (1966 e 1986). Em cinco anos, foram construídos ou remodelados 10 novos estádios.
No início de 2022, Ernie Walker, o então presidente da Comissão de Estádios da UEFA, em visita a Portugal declarava: «É admirável o que se passa. Nunca nenhum país do mundo construiu 10 estádios num tão curto espaço de tempo (...) É incrível o que se passa em Portugal. No início havia algum ceticismo, a situação era mesmo algo dramática, mas já vimos que é possível alcançar os objetivos.»
Estes novos estádios, deram um grande impulso ao futebol português, aumentando muito as assistências, a segurança, mas também as receitas do dia de jogo. Benfica, FC Porto, Sporting, SC Braga e Vitória de Guimarães, como estariam hoje sem estes novos estádios? O estádio de Faro, embora não tenha uma equipa residente, é uma mais-valia enorme na região, são lá realizadas 150-200 atividades durante cada ano, e foi um investimento muito rentável — está pago desde 2024.
Os estádios do Bessa, Aveiro e Leiria, em graus diferentes, foram a sombra deste magnífico evento, devido ao seu custo (resultado da dimensão exagerada da lotação) e à inesperada perda de competitividade das equipas residentes (Boavista, Beira-Mar e União de Leiria).
Este ciclo de cinco anos, 1999-2024, impulsionou muito a competitividade do futebol português, que dele ainda hoje beneficia.

O declínio estrutural entre 2009 e 2014
Em 2009, foi aprovado o regime jurídico do seguro desportivo, uma pesada responsabilidade que agravou em mais de 10% os custos salariais com os jogadores.
Em 2012, o IVA dos bilhetes subiu de 6 para 23% e a taxa de IRS passou de 42% para 48% (mais 5% para rendimentos acima de 250.000 euros brutos, sendo que o salário médio na Primeira Liga era de 390 mil euros em 2024).
Como o mercado de jogadores é global, este agravamento exponencial da carga fiscal resultou numa grande desvantagem competitiva.
Outro golpe profundo na competitividade das equipas portuguesas foi dado em 2014 — a proibição dos fundos de investimento deterem direitos económicos de jogadores de futebol.
Com os novos estádios e o investimento partilhado com fundos de investimento na aquisição dos melhores talentos sul-americanos, Portugal conseguiu ter sete equipas presentes em finais da Champions e da Liga Europa entre 2003 e 2014. Em 11 finais, Portugal venceu três. Das 22 equipas que as disputaram, sete vezes foram portuguesas (32%). Desde que foi decretada a proibição, nem mais uma vez uma equipa portuguesa esteve numa final europeia.
Em cinco anos, a perda de competitividade das equipas nacionais foi gigantesca e, institucionalmente, nada se fez para o evitar.
Ao misturar combate à violência com ameaças à liberdade de expressão, a APAF está a dar passos firmes na direção errada.
Desde 2016 que o líder da APAF (associação de classe dos árbitros, o sindicato) transita diretamente para presidente do Conselho de Arbitragem da FPF. Embora não seja incompatível ou ilegal, gera legítimas dúvidas. Seria expectável que o líder da Associação dos Treinadores, escolhesse o próximo selecionador nacional?
Insistirem em querer ser a única classe profissional em Portugal que não pode ser criticada, é uma causa perdida. Uma pretensão irrealista e imoral num país democrático, em que os líderes das instituições são difamados diariamente, num país que pertence à União Europeia e se orgulha da liberdade de expressão. Como podem, em 2026, insistir em sanções devido a desabafos, a quente, no fim de um jogo?
A APAF deve evoluir e abandonar soluções irrealistas para problemas sérios, e dedicar a sua atenção em medidas que resolvam os problemas e não em procurar títulos de notícias que, além de efémeros, até podem ser considerados ofensivos para outros agentes desportivos, como os treinadores ou os jogadores.
Por exemplo, definir que a imagem da transmissão não se pode focar no árbitro principal no momento em que o VAR está a analisar um lance seria uma medida positiva.
Os intermináveis minutos que o árbitro principal é focado, enquanto aguarda por uma decisão do VAR, são uma pressão gigantesca. Sabe que a imagem está parada nele, enquanto aguarda saber se tomou uma decisão correta ou errada. Se é chamado a verificar a imagem, a corrida é um suplício. Os espectadores iam preferir ver e ouvir em directo quem está no VAR a analisar o lance — a ser filmado de costas."

Da hedionda ICE aos blues texanos


"CNN Internacional. Caos nos aeroportos americanos. Nem de propósito: as imagens das filas, agentes (curiosamente, nenhum caucasiano) da hedionda ICE a «passear». Pertenciam ao Aeroporto George Bush ou, se quiserem, Internacional de Houston, por onde muitos fãs portugueses terão de passar.
Conheci bem o Aeroporto mais frequentado dos USA. Provavelmente será uma surpresa para muitos, mas esse titulo pertence ao gigantesco hub de Atlanta, onde estive várias vezes. O George Bush fica a Norte e a cerca de 30 km da área citadina da, em geral, divertida e animada Houston. E há muito para fazer: por exemplo, visitar o Space Center.
Para os fãs de blues e música ao vivo, a proposta da Oitava é o muito Tejano local de nome House of Blues, situado na Caroline Street. Se virem um barbudo parecido com Billy Gibbons dos ZZ Top, pode ser que…
Para terminar esta primeira volta pela zona de divertimento da colossal cidade de Houston, sugiro uma visita ao único Rooftop Cinema Club onde, rodeados pela Skyline e uma iluminação alucinante, podem ver Cinema ao ar livre - uma experiência intensa para preparar o apoio à nossa Seleção.
Os luso-americanos concentram-se na Costa Leste e na Califórnia! Para muitos, Houston vai ser o primeiro contato com a «tal» América ! Vamos que Vamos? Sim!!!"