Últimas indefectivações

domingo, 2 de novembro de 2025

Rapidez!

Benfica 3 - 0 Clube K
25-13, 25-19, 25-8

Treino pouco puxado... amanhã temos derby!

Feito

St. Andrews 1 - 6 Benfica

Último jogo desta fase, com mais uma vitória larga, contra um adversário com muitos brasileiros...

Cegueira selectiva!

O homem do título!

Eleições à porta: um mau momento para lançar jovens


"«É possível que me apaixone por um jogador que não está na equipa B nem nos sub-23 que possa dar o salto direto. Os treinadores são todos diferentes relativamente à forma como avaliamos o potencial»
José Mourinho, treinador do Benfica, na conferência de imprensa de sexta-feira

Há um momento certo para um treinador de futebol apostar em jovens? Não exatamente. Mas há momentos errados.
Pode ser tentador, por exemplo, fazê-lo quando os resultados não estão a aparecer — uma forma de dar uma injeção de energia à equipa, de pôr em causa comportamentos de veteranos; e às vezes resulta, mas é profundamente injusto para quem é lançado nessas circunstâncias.
A probabilidade de as coisas correrem bem é menor do que quando a equipa está num bom momento, e muitos miúdos ficam com o destino traçado porque não aproveitaram essa primeira oportunidade, como se a responsabilidade fosse deles.
Mas ao ouvir ontem Mourinho, em conferência de imprensa, apercebi-me de outro momento pouco indicado para lançar jovens: em cima dumas eleições disputadas.
O treinador do Benfica anda a ver treinos dos juniores e dos juvenis, mas não esperem que agarre num miúdo de 16 ou 17 anos e o ponha a jogar em Guimarães, ou com o Leverkusen.
Vamos supor que o faria com um lateral-esquerdo. Por muito bom que fosse, por muito bem que respondesse, a conversa cairia inevitavelmente no facto de ter passado esse miúdo à frente de Rafael Obrador, contratado no último verão por 5 milhões de euros. Seria quase uma tomada de posição em relação à política desportiva das águias que poderia influenciar as eleições."

Borges confia em muitos mais que Mourinho


"A diferença na gestão das duas equipas portuguesas que participam na Champions; leão planeou melhor a época isso vai gerar frutos; diferenças começam a ficar à vista

Quanto valem 90 minutos de descanso? A época ainda não chegou a metade e por esse motivo talvez ainda não sejam visíveis os sinais de desgaste acumulado, mas mais lá para a frente os muitos detalhes podem pesar. Analisando a gestão nas duas equipas portuguesas que participam na Champions vemos que Rui Borges pôs em campo uma equipa nova diante do Alverca na Taça da Liga, voltou à fórmula inicial diante do mesmo adversário, em jogo do campeonato, e saiu de ambos os encontros com a certeza de que tem opções sólidas, em qualidade e quantidade, antes de uma deslocação difícil a Turim. O contrário do que se verificou com o Benfica, pois José Mourinho mais uma vez deu mostras de que não confia em mais do que 14 ou 15 jogadores, obrigando o mesmo núcleo duro a uma rodagem permanente. Ganhou ao Tondela com um onze não muito diferente daquele que defrontará o Vitória, em Guimarães, e que forçosamente que irá receber o Leverkusen para a Champions, encontro no qual está proibido de perder pontos se quiser manter esperanças na qualificação para o play-off.
Uma época desportiva mede-se na soma de muitas decisões e momentos, mas também de contexto. E foi esse enquadramento positivo que permitiu ao bicampeão enviar às feras vários miúdos da formação e produzirem resultados, como aconteceu na goleada a meio da semana frente aos ribatejanos, algo que não se vê na Luz, onde o treinador parece andar à procura de um tesouro escondido nas profundezas do Seixal que possa trazer algo de novo à equipa e representar, mais que esperança, um abanão. Não há oura forma de dizê-lo: quando um treinador busca tanto nos escalões mais abaixo é porque falta algo no topo, o que expõe debilidades no desenho do plantel. É, também, uma mensagem que passa. Para dentro e para fora.
Se houvesse lógica no futebol, os leões podiam começar a distanciar-se das águias porque há um trabalho de continuidade de treinador (já se pode dizer de uma vez por todas que se nota a impressão digital de Rui Borges), rotatividade quando necessária, boas doses de criatividade (Pedro Gonçalves, Trincão), extremos que desequilibram à vez (Catamo, Quenda), opções válidas no banco e na formação e pontas de lança que marcam alternadamente. Nos encarnados, isto surge em doses muito mas reduzidas, está tudo muito mais espremido, mais forçado e menos fluido. E com um Mundial de Clubes nas pernas no acumulado. Mais cedo ou mais tarde haverá uma fatura para pagar."

Um problema de linhas (imaginárias)


"Há uma razão pela qual são os arquitectos a desenhar casas, os veterinários a tratar de animais, e os pilotos a pilotar aviões. Faz portanto todo o sentido escolher árbitros para aplicar geometria descritiva em frames obtidos por câmeras de segurança montadas em postes de iluminação.

Estamos em 2025, dizem-me. No filme Regresso ao Futuro 2, os protagonistas iam até 2015, onde havia carros voadores, casacos que se secavam sozinhos, tratamentos de rejuvenescimento rápido onde retirávamos a pele velha como se fosse uma máscara, máquinas de venda ambulante com comida criada no momento, atacadores que se apertavam sozinhos, skates voadores, enfim… toda uma miríade de invenções tecnológicas que até ver, ainda não tivemos acesso. Contudo, as mentes mais brilhantes do nosso século já conseguiram criar bonecas sexuais com inteligência artificial que também preparam e servem bebidas, por isso menos mal.
No que a futebol diz respeito, a tecnologia viria supostamente ajudar a tornar as decisões menos subjectivas. Com a prática, talvez até mais rápidas. Conceptualmente, a intenção era boa. O problema está na implementação.
Vou tentar fazer uma comparação, sigam se conseguirem a linha de raciocínio. Em 2012 fui convidado a falar numa conferência onde 3-4 médicos de uma instituição norte-americana estavam excitadíssimos para falar do uso de câmeras termográficas para detectar lesões crónicas. Na altura, a termografia era um tema "sexy" em conferências deste género, e a apresentação tinha atraído um número impressionante de profissionais e cientistas interessados em ouvir mais sobre isto. E de facto parecia que se tinha encontrado finalmente uma ferramenta extraordinária no diagnóstico médico, com potencial para outras aplicações que ainda ninguém tinha equacionado. O entusiasmo era palpável, e houve várias perguntas da audiência que parecia igualmente curiosa e interessada neste tema. Eis que lá no fundo, um senhor em idade de reforma, pede o microfone para fazer uma pergunta:
"Como é que vocês incorporaram o índice de luz reflectida pelas estruturas circundantes e pelos próprios pacientes na vossa análise estatística?". Perante o silêncio dos médicos, o senhor continuou: "Como calibraram o equipamento? Fizeram-no antes de cada aplicação? E que equipamento usaram para detectar a humidade relativa? Era um equipamento validado cientificamente? E como incoroporaram esse valor nos vossos cálculos? Estabeleceram areas under the curve para determinados píxeis? Que critérios usaram para excluir outliers, e para determinar número de píxeis necessários em áreas afectadas com a condição médica que procuravam? Como determinaram padrões termográficos de normalidade para as lesões? As margem de erro são coerentes?"
Os médicos, que vinham de uma instituição bastante prestigiada, olharam uns para os outros, esboçaram uma resposta, para ficaram depois em silêncio com uma expressão infeliz. O que raio falava estava o velho a falar?! O que ele disse interessa alguma coisa para o que estamos aqui a discutir?!!
O senhor em causa era o "pai" da termografia aplicada ao diagnóstico terapêutico. Tinha escrito duas "bíblias" na matéria. Os médicos estavam claramente a nadar fora de pé.
O problema era evidente: tinham em seu poder uma ferramenta incrível, com resultados que todos queriam ver, mas a excitação de demonstrar o que conseguiam fazer com esta tecnologia levou a que a sua implementação dosse defeituosa. Muito também por culpa dos intervenientes no processo, que por perceberem parte da equação (medicina), excluíram do processo outras valências que são essenciais na averiguação do problema. A metodologia usada até chegar a estes resultados foi imprecisa e, consequentemente, as conclusões apresentadas não tinham validade científica. Algo que, por analogia, se pode aplicar ao protocolo para apurar o fora-de-jogo no futebol moderno.
As câmeras usadas para apurar o fora-de-jogo têm, por norma, 30 fps. Ou seja, temos frames a cada 33.33 milésimos de segundo. Diz-me o Google que a média de velocidade da bola num passe é 100 km/h (aparentemente, o remate mais rápido de sempre registou uma velocidade de 211 km/h). Ou seja, num passe feito a 100 km/h, a bola avança 92.6 cm a cada 33.33 milésimos de segundo. Por outras palavras, a bola pode avançar quase 1 metro entre 2 frames. Diz igualmente o Google que a velocidade média de um jogador de futebol é 17 km/h. Ou seja, fazendo os mesmos cálculos, um jogador em velocidade média (e já nem estou a considerar um jogador em sprint) pode avançar 15.74 cm entre 2 frames. O que quer isto dizer na prática?
Quer isto dizer que é cientificamente impossível determinar, em bola corrida, um fora-de-jogo de 3 cm. Imaginem então um fora-de-jogo de 1 cm! Mesmo com a colocação certa de linhas, com o melhor ângulo, e com os melhores profissionais atrás dos ecrãs, simplesmente não há tecnologia que consiga determinar com este grau de exactidão o fora-de-jogo.
O Wenger sugeriu que se mudasse a regra, e que enquanto houver partes do corpo do atacante sobrepostas à do defesa, a jogada deve prosseguir. Em boa verdade, iremos continuar a ter o mesmo problema, e estaremos a olhar novamente para os centímetros,
A não ser que resolvam colocar microchips na bola e nas chuteiras dos jogadores, e alterem as regras do fora-de-jogo para só contar a posição dos pés, não antevejo que este problema se resolva nos próximos tempos. Até lá, deixem de atirar areia para os olhos dos adeptos. O sistema actual é falível, e portanto o mais correcto é perceberem que têm de aceitar uma margem de erro para o fora-de-jogo (os ingleses deixam o lance prosseguir se as linhas do atacante e do defensor se tocarem, por exemplo).
Sempre fui defensor do VAR, mas começa a tornar-se muito complicado defender a paragem de uma partida por vários minutos para brindarem os adeptos do futebol com más decisões. Isto sim, é matar o jogo."

Ganhar em Guimarães



"O destaque nesta edição da BNews é o embate com o Vitória SC às 20h30.

1. Ambição
José Mourinho sublinha: "Temos de ir lá com enorme ambição, mas completamente enquadrados naquilo que vai ser o jogo e completamente cientes das dificuldades que vamos encontrar. Benfica é Benfica, e joga para ganhar o Campeonato, joga para ganhar todos os jogos do Campeonato."

2. Bastidores
Veja imagens exclusivas da chegada da comitiva benfiquista ao hotel no Norte de Portugal.

3. Marca redonda
Otamendi chegou aos 250 jogos de águia ao peito em competições oficiais.

4. Ligação à Formação
José Mourinho acompanha com atenção o trabalho das equipas de formação do Benfica.

5. O sonho do Gabriel
Uma iniciativa conjunta do Futebol Profissional e da Fundação Benfica.

6. Últimos resultados
A equipa B ganhou ao Paços de Ferreira por 2-1. No futsal, ao vencer o Riga por 1-6, o Benfica garantiu o apuramento para os oitavos de final da UEFA Futsal Champions League.

7. Outros jogos do dia
Os Juniores recebem o Académico de Viseu às 15h00. Às 16h00, deslocação a Guimarães em basquetebol. Às 17h00, receção ao Clube K em voleibol. À mesma hora joga a equipa feminina de futsal no pavilhão do Santa Luzia. A equipa feminina de andebol visita o Juve Lis (17h15). A partida da última jornada da Ronda Principal da UEFA futsal Champions League, em Malta com o Luxol St. Andrews, começa às 18h00. O embate no rinque da Sanjoanense em hóquei em patins é às 19h00.

8. Chamadas internacionais
O Benfica, com 9 jogadores, é o clube mais representado na convocatória para o Mundial Sub-17 de futebol.
São sete os andebolistas e duas as basquetebolistas do Benfica convocados por várias seleções nacionais. 

9. Entrevistas
No site oficial poderá ver e ler as entrevistas à futebolista Caroline Møller, a Ana Catarina, guarda-redes de futsal recentemente distinguida pela revista Forbes Portugal, e a Guilherme Adão, capitão de equipa bicampeão nacional de paintball.

10. Visita especial
A equipa técnica de futsal do Benfica visitou as instalações, em Malta, do Mediterranean College of Sport, parceiro estratégico do Clube.

11. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV.

12. Casa Benfica Lagos
Conheça esta embaixada do benfiquismo através da lente da BTV."

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Quando há Pote, o leão nunca passa fome

Terceiro Anel: React - Mourinho...

SportTV: Primeira Mão - 💥 Palmeiras vence a LDU rumo à final! Surpresas na formação dos 3 grandes

DAZN: Europa - Fejsa sobre Ruben Amorim, Mourinho, e a dificuldade de jogar no Benfica

Abel, o verdadeiro Jesus


"Jorge Jesus, Abel Ferreira e Artur Jorge são muito mais que três sobreviventes no cemitério de treinadores que é o Brasil. São três vencedores da Libertadores. Mas cada um com marca única...

Há um denominador comum: são portugueses. Talvez encontremos ainda outro: têm espírito de conquista, de aventura e de vitória. Dito isto, são bem diferentes, mas igualmente credores de loas e de homenagens, porque triunfaram num dos cenários futebolísticos mais complicados do planeta, para um treinador de futebol: o Brasil. o ao pé da boca, o Brasil, estando longo do estigma de “cemitério de treinadores”, e, porém, um desafio constante aos técnicos, cujas folhas de serviços, passados alguns anos, têm de ver linhas aumentadas, tantas e, por vezes, tão breves são as estadias em cada clubes, em cada projeto.
Se há algo que, pela positiva, deve distinguir um dirigente ligado ao futebol de alto rendimento, é o absoluto respeito pelo fator tempo. O quinhentista espanhol Pedro Calderon de la Barca já o escrevia: «O tempo é aquele que, embora mudamente surdo, sem dizer nada… diz tudo!». E o tempo, sendo porventura o fator mais determinante para o sucesso de um projeto técnico no comando de uma equipa de futebol, é talvez o menos respeitado e observado pelos dirigentes de topo.
Avancemos para os treinadores portugueses de verdadeiro sucesso em terra de Vera Cruz: no Flamengo, Jorge Jesus. Uma velha raposa do treino, com sucesso em Portugal, acarinhado por milhares e odiado por outros tantos, por via das vitórias, claro, mas também por uma postura muito sui generis, privilegiando o diálogo mais básico e, talvez, mais direto e eficaz com os seus grupos de trabalho, e uma concepção de futebol muito prático, direto, organicamente voltado para o objetivo final: ganhar.
Pois foi assim que Jesus se tornou Rei num dos mais difíceis cenários brasileiros, o do Flamengo, gigante nacional e de galões no estrangeiro. Ganhou tudo o que havia para ganhar, incluindo o épico triunfo na Libertadores, em Lima, com direito a algo que Jesus sempre soube cultivar muito e bem: o soundbite. Depois dele, seria difícil (talvez impossível…), alguém português levar de novo o nome do país às páginas de história da mais importante competição continental sul-americana para clubes.
Entenda-se o desabafo de Jesus como geracional. Porque dois outros nomes deram sequência ao fantástico legado deixado pelo antigo técnico de Benfica e Sporting no Mengão. Abel Ferreira havia chegado há pouco e começava uma maravilhosa história no Palmeiras, bem distinto, na sua génese e agregação ao clube, de Artur Jorge, que entretanto, qual meteoro, chegava, via e vencia no Botafogo.
Aliás, o homem de Braga que aterrou no Rio de Janeiro e depressa conquistou o Fogão foi o quem mais próximo esteve da emergência de vitoria dos clubes brasileiros e da vulcânica mas quase episódica carreira num emblema do país. A sua saída, aliás, nunca foi bem digerida por responsáveis e adeptos do Botafogo. A bem dizer, com razão: mal explicada, mal despedida, mal resolvida, a coberto dos milhões de petrodólares que, certamente enriquecendo a conta bancária ao ponto de não necessitar, sequer, de treinar mais um dia que fosse, mancharam incontornavelmente a imagem de absoluto sucesso que Artur Jorge havia construído, um ápice, no Rio de Janeiro.
Resta Abel. Mais um Ferreira, dos muitos milhares que, com o mesmo apelido, e ao longo de séculos, atravessaram o Atlântico para se agregarem a novos costumes, a outro ritmo de vida e a uma concepção muito própria de emigração. Emigrante de luxo, Abel, que havia tentado episodicamente o PAOK, enfrentava de peito feito o desafio de fazer regressar o Verdão aos caminhos do sucesso interno. Mas a verdadeira ambição pairava no ar e radicava na realização dos sonhos continentais, com a (re)conquista da Copa Libertadores.
O que o duriense foi conseguindo, ao longo de cinco anos de consulado técnico na Sociedade Esportiva Palmeiras, é notável e quase inigualável, ao ponto de, pela generalidade da crítica brasileira, ser já considerado o melhor treinador da história do clube. Aos 46 anos, tem elementos, na sua personalidade, que não são apenas distintivos. São altamente reconhecidos e valorizados.
A humildade, essa ideia tão abstrata quanto comprovável por reações simples e transversais, seja pela paciência enorme com a acirrada media brasileira, seja pelo contacto direto, aberto, frontal e sincero com os adeptos que o aguardam à saída do Centro Capitão Adalberto Mendes, a Academia do clube. O foco, sempre presente na comunicação interna e externa, no modo muito particular de defender o grupo mas, também, de o confrontar perante as derrotas e as dificuldades de cada momento, na certeza de que, com a clareza do processo comunicativo, seriam ganhos trunfos essenciais para o prosseguimento do projeto.
A crença, que, no caso prático de Abel, nada tem de estranho ou sobrenatural, antes radica no processo, na sua orientação, na estratégia e nos meios, sabendo muito bem que, desta maneira e em absoluto respeito pelos seus métodos, estaria (e estará!) cada vez mais próximo de continuar a atingir patamares competitivos de excelência e, consequentemente, de sucesso.
Tão diferentes no método, na digestão das vitórias e na relação com o sucesso.
Tão iguais na vontade e na capacidade de mostrar que, afinal, os treinadores portugueses no Brasil podem, sobretudo, calar a boca a muitos e abri-la de espanto a tantos outros…

Cartão amarelo
Tem apenas 17 anos e, em si, todos os sonhos do mundo. Madalena Costa, madeirense e patinadora de excelência, sagrou-se campeã do Mundo. Mas não de juniores. É campeã do Mundo de seniores, mostrando destreza, fidelidade à sua paixão de sempre e qualidades de topo, fazendo dela um exemplo de dedicação à modalidade. Se o Hóquei em Patins, durante muitos anos, foi a vertente maior da patinagem, Portugal tem agora um extraordinário motivo de orgulho nesta estudante da Madeira. Ela, sim, campeã do Mundo.

Cartão Vermelho
É verdade que o rapaz não tem culpa de ser filho de quem é. E até pode vir a ser um bom jogador de futebol. Mas o desnecessário interesse mediático em torno de Cristiano Júnior já aborrece. Foi convocado para os sub-15, e parece que não havia mais ninguém nessa seleção a jogar e a marcar golos. Agora, com os sub-16, a mesmo coisa. É mau para as Seleções Nacionais, e muito mau para um jovem que, a vir a ser um bom futebolista, terá de o justificar por si, e com o tempo que, agora, muitos teimam em não lhe conceder."

Mbappé, Ronaldo, Di Stéfano e Eusébio


"Esta sexta feira, Kylian Mbappé recebeu, no camarote de honra do Santiago Bernabéu, a sua primeira Bota de Ouro, acompanharam-no todos os seus colegas de equipa numa cerimónia com discursos do presidente Florentino Pérez, de Juan Ignacio Gallardo, diretor de MARCA e vice-presidente da ESM (European Sports Media), a entidade que institui o prémio, e palavras finais de agradecimento do próprio Mbappé. Tudo muito formal, pouco a ver com o ato sério e ao mesmo tempo descontraído e divertido que, há 14 anos, A BOLA organizou em Madrid para entregar a Cristiano Ronaldo, então jogador do Real, a segunda Bota de Ouro da sua carreira.
Foi algo histórico que na mesma mesa principal se tenham sentado Cristiano, Eusébio e Alfredo Di Stéfano numa das pontas estava Vitor Serpa, então diretor do nosso jornal, e na outra eu, para, modestamente, procurar conduzir a sessão, olhando para os três e procurando imaginar como teria sido o futebol com eles pertencendo à mesma geração e jogando na mesma equipa.
A nota alegre foi dada por Eusébio ao contar como na final europeia de Amesterdão viu realizado o seu sonho de ter a camisola do Di Stéfano. «Na equipa o único que falava espanhol era o Coluna e foi ele que, antes de o jogo começar, foi ter com ele para o tentar convencer. Quando terminou o desafio fui a correr ao seu encontro e, com toda a modéstia, pedi-lhe: 'D. Alfredo, por favor, gostava muito de ter a sua camisola, tirou-a, deu-ma, agradeci-lhe e escondia-a nas cuecas, sabia que, depois de termos ganho, ia haver invasão do campo com o perigo de, no meio da confusão, alguém me a roubar. Eu quase não sabia o que era a Taça dos Campeões Europeus, não lhe dava grande importância, o que eu de verdade queria era ter a camisola do Di Stéfano, esse era o meu grande troféu».
O público, que enchia a sala, delirou e aplaudiu a mais não poder a simples e despretensiosa forma como Eusébio contou a sua história que era a da grande admiração de um jovem pelo seu grande ídolo. Com o tempo ambos se tornaram bons amigos, admiravam-se um ao outro e suspeito que esse dia de novembro de 2011 foi o último em que estiveram juntos. A Eusébio não voltei a vê-lo antes de nos deixar pouco mais de dois anos depois, Di Stéfano durou seis meses mais, dias antes de partir, abriu-me as portas da sua casa para conceder para o nosso jornal a sua última entrevista, uma honra tão grande como triste, pois teria preferido mil vezes que os dois amigos ainda estivessem entre nós para continuarem a contar-nos as suas deliciosas histórias. Mas a vida, quando decide aplicar a sua lei, é implacável e não perdoa."

Um título vale mais que mil imagens


"O portuguesão, forma informal como a Liga Portugal é tratada na comunicação social do Brasil, é acompanhado de longe pela maioria dos brasileiros — pelo menos por aqueles que não pertencem à bolha dos jornalistas desportivos nem fazem parte daquela pequena tribo apaixonada por todo o futebol internacional.
Logo, nas ruas do Brasil nem sempre se sabe quem foi o campeão português, o vice, etc. Mas muita gente tomou conhecimento do extraordinário Benfica, 4-Barcelona, 5, de janeiro deste ano, ou dos 4-1 do Sporting ao Manchester City, de dois meses antes. Assim como o FC Porto supera os rivais no imaginário dos brasileiros por causa do título da Liga dos Campeões, em 2004, entre outros troféus internacionais conquistados já neste século.
Essa conquista, porém, é, sejamos realistas, uma miragem hoje para qualquer clube português ou outro que não pertença à elite de 12, 10, oito grandes, mesmo muito grandes, tubarões europeus, como Real Madrid, Bayern, PSG, Manchester City, restante armada inglesa e afins.
Daí entender-se o que Rui Borges, treinador do Sporting, defendeu recentemente: «A nossa Champions é o campeonato.» Na Liga Portugal, os leões são candidatos ao título; na Champions, além dos euros pelos pontos, lutam por um brilharete, por uma gracinha, em suma, lutam pela imagem internacional. E, nos clubes de futebol, um título vale mais do que mil imagens.
Pela mesma razão, aquela loucura que se viveu no Brasil, quase comparável à vivida numa Copa de seleções, durante o Mundial de Clubes dos EUA de junho passado, uma prova que esteve longe de ser unanimidade de crítica e de audiência noutros pontos do globo, tenderá a esbater-se.
Na primeira edição do Mundial, os quatro clubes brasileiros passaram todos à fase a eliminar, bateram alguns daqueles tubarões citados acima e sonharam, por isso, com o troféu. Antes de caírem na real: na hora em que aqueceu, o Flamengo perdeu para o Bayern e Fluminense e Palmeiras, que batera o Botafogo, sucumbiram ao campeão Chelsea.
Os próximos mundiais, de 2029, de 2033 e por aí adiante, assim como as intercontinentais, vão com certeza sublinhar o domínio dos gigantes europeus e provar aos clubes brasileiros que, assim como os portugueses na Champions, podem aspirar no máximo a brilharetes, gracinhas, em suma, a retocar a imagem. E ouvir os treinadores locais dizerem, tal como Rui Borges, que o Mundial deles é o Brasileirão. E a Libertadores."

BolaTV: Ticha Penicheiro...

Cómo ser Lamine Yamal

Cómo ser

sábado, 1 de novembro de 2025

Antevisão...

Missão: Guimarães

BI: Antevisão - Guimarães...

BF: Vencer para convencer...

Bem, Janice...

Tempo Livre...

Obrigado, VAR, mas assim… não, obrigado!


"Defensor da tecnologia a favor da verdade me confesso, mas... 1 cm fora de jogo?! Caramba!

O VAR veio mudar o futebol para melhor. Repito e amplifico: o VAR veio mudar o futebol para muito melhor!
Bastava ver o recente jogo do Sporting na Champions com o Marselha para, desde logo, sem hesitações, justificar a existência do VAR. Sem ele nesse encontro, as decisões humanas teriam sido um desastre, como foi um desastre aquela inesquecível e vil arbitragem de um já longínquo duelo entre leões e Schalke 04 na fase de grupos da mesma competição.
Sou um defensor do VAR enquanto instrumento defensor da verdade. E, em competição, onde tantos valores são exacerbados, do espírito de equipa à lealdade, há um valor que se sobrepõe a todos: a verdade do resultado, das decisões do juiz em campo, da justiça, portanto.
É, por isso, que o VAR tem de continuar, para sempre, ligado ao desporto-rei, como já vai acontecendo, há muito, noutras modalidades (desde logo, o photo-finish no atletismo ou no ciclismo, a par de uma série de tecnologias nas linhas de meta, como na natação, ou o olho de falcão no ténis). Garantem a verdade, são bem-vindas. Para sempre, repito.
Há, porém, em particular no caso do VAR, muitas arestas a limar. Uma delas passa pelo fora de jogo milimétrico, aquele de 1 cm, como o que anteontem impediu Sudakov de celebrar um golo. OK, dirão muitos: é verdade que queres, então aí tens. Pois, mas como a tecnologia (ainda) não funciona ao milímetro (momento exato da saída de bola, largura das linhas, etc.) então não me venham com verdades ao milímetro. Crie-se já uma margem de dúvida. De 10, 15 cms que seja... Mas crie-se!"

O futebol perdeu a alma — e nem o VAR a encontra


"Um fora de jogo de um centímetro já basta para detonar a emoção e estragar o espectáculo. Em que momento o jogo virou 'nonsense'? Quando foi que perdeu a alma?

Um fora de jogo de um centímetro — e tanto poderia ser de cinco ou dez, que me levaria ao mesmo. A mão na bola, ou melhor a bola na mão, à queima-roupa, que vale penálti. Um futebol que já não avalia a intenção, o desequilíbrio, a escorregadela, o ritmo, o contexto e todos os pisões são amarelos, exceto os que descarregam nas articulações e valem o vermelho direto.
A lei é a lei, as recomendações são mais do que recomendações e o bom senso já não é mais do que conceito inexistente para esse Big Brother seletivo, que avalia dois ou três momentos e fecha os olhos a outros mil, nem sempre menos importantes. É o tal do protocolo. O futebol ultramoderno que, por comparação, nos deixa sim extasiados com recordações em technicolor de um outro — cheio de imperfeições e magia — que vivemos e revivemos mais intensamente.
Percebo que para os mais novos seja menos relevante, porém ainda sou do tempo do aguaceiro de papelinhos sobre o relvado do Monumental e de Zico e Sócrates a afundarem-se no Sarriá, e tenho quase a certeza de que não haveria Golo do Século sem a Mão de Deus. Maradona não seria Maradona, e acredito que isso me teria tornado, pelo menos a mim — se não mesmo a todos nós —, uma pessoa pior.
No futebol de hoje nada é definitivo até lhe tirarem a prova dos 9, o quadrado perfeito, graças a uma raiz quadrada exata. Tornou-se um espetáculo de dúvida. O árbitro não apita, o auxiliar mantém em baixo a bandeira diante do comboio desgovernado que lhe passa à frente, espera-se pela imagem que os desresponsabilizará a todos. Os adeptos gritam golo a medo, temendo o anticlímax e o regresso ao passado. Os jogadores festejam o alívio depois de arrefecer, à espera de uma decisão que os confirme. Sobretudo por cá. Porque se tenta ver tudo e, por vezes, não se vê nada. E nem sempre se reúnem os elementos de prova corretos para que se tome a melhor de todas as decisões.
O golo passou, perdeu lugar de protagonista. Celebra-se hoje a decisão e não o remate. Ainda se torna mais importante o resultado neste mundo resultadista, porque a beleza, se houve, já não é relevante. A solenidade, com banda sonora de Champions para acentuar o momento, está no apontar para a marca ou no ligar do microfone colado com tape junto ao rosto, no play pressionado nas costas para a telegráfica sentença, decorada e simplificada ao máximo, desde aquele cada vez mais inócuo após revisão.
Há sempre alguém que, de tempos a tempos, atira em jeito de afinal quem é que tinha razão? que hoje ninguém pode negar que o VAR é absolutamente necessário. Eu, como sempre vivi bem sem ele, digo que depende das expetativas. Nunca achei que iria resolver todos os problemas do mundo ou sequer trazer a tão romantizada verdade desportiva, seja lá o que isso for, como muitos bradaram aos céus. Só que ninguém o quis estranhar para não dar parte fraca, convictos todos estavam de que o novo Santo Graal iria ser-lhes sem dúvida favorável — e assim o entranhámos ainda mais depressa. Aceitámos um jogo cada vez menos humano. Terá sido o nosso maior erro.
É um futebol higienizado.
A cada paragem, o jogo morre um pouco. E nós, com ele. O nosso está moribundo há muito, por culpa da incompetência de quem o lidera e de um Estado que, seja qual for a sua cor, nunca quis saber. Os pensadores deste país entendem que, apesar de mover mais gente do que tudo o resto, é algo menor. O tal ópio do povo. Serve apenas de bandeira para a fotografia junto dos vencedores, como tantos ditadores aproveitaram sem qualquer pudor ao virar de cada página da História. O novo Coliseu, os novos gladiadores. Quando este cair, Roma cairá. Só em Portugal se acha que uma parte de Lisboa permanecerá independentemente da outra, ou o Porto prevalecerá num país em ruínas.
É o jogo do contrassenso. A melhoria dos relvados acabou com os heróis da lama e muitos momentos épicos. À exceção de uns quantos espalhados pelo planeta, os novos estádios são palco para ópera e não para um 12.º jogador entrar em campo e decidir ou para fazer abanar as fundações de uma bancada, e por cá esse tem mais que fazer do que ir ao estádio. O excesso de oferta matou o interesse. Os nossos filhos veem a Premier League, o Barcelona e o Real Madrid, a Champions e nunca a Liga Europa. Alguns nem sabem o que é a Liga Conferência e poucos mais além destes querem saber.
O futebol moderno tornou-se uma sucessão de frames, montagem fria em que se perde a trama e com ela os heróis. Uma soma de segundos analisados em câmara lenta que já não contam uma história, apenas procuram culpados. O erro, que era humano e portanto belo, passou a ser tratado como grave falha do sistema, que coloca tudo em causa. E os jogos, antes cheios de suor e nervo, parecem agora experiências de laboratório: os corpos medidos, o tempo vigiado, a emoção editada.
Jogar certo tornou-se mais importante do que jogar bem porque não há bom senso. Que importância têm dez centímetros num fora de jogo, quando tantas e tantas vezes não garantem qualquer vantagem. Ou o que ganha o defesa quando o avançado foge da baliza e lhe atira a bola contra o braço, a curta distância, com o árbitro a alegar que não é natural uma posição que tem tudo de normal. Todos os que jogam o sabem. Mas não é certo! Regra é regra, repete-se. E jogar certo é o que importa. Mesmo que o improviso, o risco, a centelha façam mais pelo espetáculo do que estar tudo nos conformes. Desde que no limite do bom senso.
O futebol quis tornar-se ciência exata, em nome dos milhões que se movimentam, e esqueceu-se de que sempre enriqueceu a ser arte imprecisa. Talvez um dia, quando nos apercebermos de que a perfeição é inimiga da paixão, se volte a festejar antes da revisão. Que o grito volte a sair sem pedir autorização ao ecrã, sem a dúvida que o congela. Até lá, viveremos neste simulacro — nem por isso limpo de erros, mas desprovido de alma. O futebol, o verdadeiro, continua à espera de quem o devolva à terra. Com as mãos sujas de barro. Como sempre foi."

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Análise a oito pontos do debate Rui Costa vs Noronha Lopes

Observador: E o Campeão é... - "Falou-se muito no debate, mas houve poucos esclarecimentos"

Observador: Três Toques - Dentro das quatro linhas os 60 anos transformam-se em 20?

Terceiro Anel: React - Debate...

Visão: Joaquim Ferreira Bogalho

Observador: Decisão - Como os números explicam as posições tomadas no debate

De que clube sou eu?


"Esta pergunta tem a resposta mais obvia e mais importante de toda a minha vida, sou do Benfica. A beleza e o orgulho que é quando me perguntam o clube e me dão a oportunidade de dizer, sou do Benfica sou do histórico glorioso Sport Lisboa e Benfica! Então, se eu sei de uma forma clara que sou do Benfica, porque faço a pergunta de que clube sou eu?
Lembro-me desde pequeno querer ser adulto e sócio do Benfica, sócio o meu pai fez-me, adulto tive de esperar o mesmo tempo que alguns já esperaram para ganhar 1 campeonato (e se custa a passar), uma das vantagens que eu via em ser adulto era poder acompanhar o Benfica sempre e como quisesse, até aos 18 anos ia ao Benfica quando o meu querido pai me levava, depois dos 18 tirei a carta, fiz red pass e lá comecei eu esta aventura que passados 18 anos ainda permanece, acompanhar o clube de forma a que me sinta útil e importante, nem que seja num grito.
Acompanhar o Benfica trouxe-me os meus melhores amigos, melhores momentos, melhores sentimentos, os dias mais esperados de sempre… “toda a semana a pensar neste dia”, todas as noites pensar no 11, pensar em jogadas, fazer contas aos 3 resultados, adormecer e acordar a pensar no Benfica!
Então vamos lá esclarecer as minhas dúvidas, depois destes 35 anos de vida, 24 de sócio e 18 de cativo, faz sentido duvidar de que clube somos? NÃO!
Faz sentido analisar no que o clube se tornou nos últimos anos para que esta pergunta me passe pela cabeça? FAZ!
Quando comecei a acompanhar o clube era uma criança a passar a adolescente, vivíamos no que nós sócios apelidamos de “vietnam” antes do ano de 2000 (há mais de 25 anos), secura de títulos, jogadores fracos, treinadores fracos, estádios vazios, pouco associativismo, contas por pagar, falta de dinheiro, enfim era o que era. Tínhamos como presidente Vale e Azevedo que sucedeu a Manuel Damásio.
27 de Outubro de 2000, eleições para o Sport Lisboa e Benfica entre o então presidente João Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho, lembro-me de promessas de jogadores, se de um lado prometiam Jardel do outro o regresso de Rui costa, míticos debates televisivos e míticas assembleias que me relataram. Lembrar que Vale e Azevedo teve um mandato terrível a nível desportivo e dispensou João Vieira Pinto. Nessas eleições não podia votar (tinha 10 anos), porém também tive uma promessa, se Manuel Vilarinho ganhasse as eleições o meu pai fazia-me de sócio. Tive na fila de mão dada e lembro-me das conversas, falavam muito do Eusébio, passados alguns anos entendi o motivo. (Vale e Azevedo que viria a ser detido por defraudar o clube.)
Manuel Vilarinho trouxe Benfica ao Benfica, nessa altura éramos um clube atabalhoado a nível administrativo, financeiro e desportivamente não contávamos para o Totobola. Todas as ajudas eram poucas, nem que fosse uma ajuda do ex-presidente do Alverca que era sócio do Porto e do Sporting. Manuel Vilarinho cumpre 1 mandato de 3 anos e não se recandidata.
Passados 3 anos, dia 31 de outubro de 2003 Luís Filipe Vieira foi eleito pelos sócios do Benfica como presidente, teve no clube tantos anos quantos quis (saiu em 2021 detido), nunca teve oposição que colocasse em causa o seu trono, a não ser quando em 2020 aparece João Noronha Lopes. Luís Filipe Vieira era um presidente com muito pouco Benfica ninguém sabia que ligação de afeto tinha ao clube um homem que era presidente do Alverca e sócio de mais clubes até dos principais rivais do Benfica, frio, responsável a sua maneira, ambicioso nas áreas de infraestruturas e em quem os sócios sabiam o que esperar. Luís Filipe Vieira era acima de tudo um homem muito esperto que queria perpetuar o seu poder até quando não lhe interessasse mais, alterou estatutos, criou um programa de alargamento de sócios que possibilitou ao Benfica chegar a clube com mais sócios no mundo, chamou sempre para si a oposição e colocou o Benfica como capa de negociatas, interesses e processos duvidosos que ainda hoje estão em julgamento. Devolveu, no entanto, ao Benfica a competência desportiva e a estabilidade financeira que durante tantos anos fugiram ao clube.
Entre prós e contras cada sócio fará a sua análise.
Luís Filipe Vieira consegue trazer de volta aos 34 anos Rui Costa, ídolo dos benfiquistas por quem todos sempre sonharam com o regresso, passados 2 anos Rui Costa não tem nenhuma influencia positiva no futebol do Benfica, na época de 2006/2007 ficamos em 3º na liga, perdemos com o Varzim nos oitavos da taça, na liga dos campeões ficamos em 3º no grupo e fomos aos quartos de final na taça UEFA, no torneio Guadiana ficamos em 3º. Na época de 2007/2008 alcançamos um 4º lugar na liga, meias finais na taça de Portugal, voltamos a ficar em 3º no grupo da liga dos campeões e na taça uefa perdemos com o Getafe nos oitavos, nesta época Rui costa levanta o seu último título pelo Benfica, torneio Guadiana.
Luís Filipe Vieira viu em Rui Costa o que mais ninguém via, e que mais tarde se veio a arrepender de pensar que tinha visto, pensou o presidente que tinha ali um diretor desportivo que poderia dar um bom administrador de SAD e quem sabe até um dia presidente do Benfica.
Será que esta visão era mesmo assim? Ou era mais um argumento para o perpetuar no poder?
Quem melhor que Rui Costa a seu lado para que os sócios ficassem descansados com as suas intenções perante o Benfica?
Ano de 2021. Rui Costa assume a presidência do Benfica por motivos especiais, mas pouco surpreendentes, Rui Costa Já foi tudo no Benfica, jogador, diretor desportivo, administrador da SAD, vice-presidente do clube e mão direita do presidente. Passados 4 anos de presidência temos um Benfica com um presidente que se diz impreparado, pouco atento, assume responsabilidades, mas não tem consequências e as vezes assina sem ler, contrata jogadores em que o perfil não falha, mas o jogador pode falhar coloca um miúdo de 18 anos a falar aos jornalistas depois de lavar 5 no dragão 1 semana após a morte da sua mãe, despede treinadores consecutivamente em setembro quando estes prepararam época e plantel, planeia planteis sem a mínima estruturação, afasta os sócios do clube, tem o porto campeão no seu estádio, não consegue ganhar ao rival em casa num jogo que daria 1 campeonato, fez do rival bicampeão e vencedor de 1 dobradinha, tem um investimento brutal em modalidades sem retorno desportivo, faz investimentos de 130 milhões de euros e despede o treinador a 3ª jornada para num ato eleitoralista José Mourinho lhe salvar a pele…
Mas não se preocupem porque Luís Filipe Vieira que trabalhou com Rui Costa durante anos já falou várias vezes dele e não nos meteu medo até nos tranquilizou, só disse que ele era calão, ignorante, incompetente, sem noção e também pediu desculpa aos benfiquistas por o indicar aos sócios como alternativa para presidente, além de Luís Filipe Vieira todos os ex vice-presidentes e colaboradores do Benfica têm tido o mesmo tipo de elogios para Rui Costa.
Chegamos a 1 semana das eleições, eleições para o grande Sport Lisboa e Benfica e como têm lido neste resumo este é o meu clube, o que eu amo, o que eu nunca vou largar e o que me faz rir e chorar!
Nestas alturas os sócios do Benfica dizem sempre presente. Nenhum sócio é mais que outro para se achar dono de razão ou sabedoria.
Eu gostava que daqui a 35 anos a minha filha (tem 1 ano) estivesse em frente a 1 computador e escrevesse que no dia 8 de novembro de 2025 os sócios do Benfica saíram a rua, percorreram o mundo para votar e que com esses votos esta tendência de derrota e comodismo se afastou de vez do clube que o pai a ensinou a amar, que no dia 8 de novembro os interesses de quem governa o clube são mesmo só governar o clube. Daqui a 35 anos espero que a minha filha possa falar de um Benfica vencedor, ambicioso, com ideais e valores de 1904, daqui a 35 anos espero ter tantos anos como campeonatos ganhos, daqui a 1 semana dia 8 de novembro espero ter um dos dias mais felizes da minha vida, por isso voto numa mudança de ideias de valores de formas de ser e de estar perante o clube.
Espero que o meu pai esteja a festejar vitorias do Benfica junto aos grandes que já partiram, estou eternamente agradecido pela melhor herança que me deixou, cá por baixo vou fazendo o que posso para que um dia a minha filha tenha muito orgulho em ser do BENFICA.

PS: Quando votamos não estamos a votar numa só pessoa, votamos no que achamos que essa pessoa pode trazer com ela, e acho que já nos chega de porrada, o Benfica precisa da nossa ajuda e nos temos a obrigação de ajudar o Sport Lisboa e Benfica!
E PLURIBUS UNUM"

Benfica: nada mudou com o 'debate' multiscreen


"Mais de uma hora em quatro TV's não permitiu a qualquer dos candidatos à presidência do Benfica dizer algo de novo ou determinante. Sobra a ironia de o eleitorado de Vieira vir a revelar-se decisivo

Nenhum dos dois candidatos à presidência do Benfica é um verdadeiro político. O que não é necessariamente mau, apenas pode contribuir para pouco ou nada mudar de cada vez que falam e tentam apelar aos sócios.
Explicando melhor: quero acreditar que qualquer dos candidatos saberia responder à pergunta «como vê o Benfica em 2029, quando houver de novo eleições?». A culpa de a pergunta não ter sido feita não é obviamente deles, como não foi dos outros quatro que ficaram para trás na primeira volta, mas um verdadeiro político teria sabido dar o salto para o futuro. Rui Costa escusava de ouvir que deu equipas a treinadores já depois de o campeonato começar, Noronha Lopes tinha evitado contradições em relação ao que foi dizendo ao longo dos anos.
Em 70 minutos de debate, falou-se duas vezes e meia do futuro: sobre o que pode acontecer em janeiro (na verdade não é futuro); sobre a relação com os grupos organizados de adeptos (ninguém disse nada, como ninguém nada diz há anos quando está à vista de todos que o Benfica os tem); sobre os direitos televisivos (finalmente foi assumido o que estava na cara há muitos meses — o Benfica tudo fará para atrasar a aplicação da lei, e Pedro Proença bem ajudou à festa quando acenou com utópicos 300 milhões aqui há uns tempos).
Há nas eleições do Benfica, como em qualquer outra, permita-se o exagero, três dimensões fundamentais para a decisão antes de se colocar a cruz no boletim: o julgamento sobre o passado recente, a perceção e a convicção.
Em relação ao passado, a questão fulcral é se Rui Costa se demarcou suficientemente de Luis Filipe Vieira ou representa a continuidade. Não sendo certo que os sócios do Benfica queiram uma rotura total.
Sobre a perceção: se um candidato admite não ter lido o programa de outro, quantas pessoas achamos que leram o programa de alguém em quaisquer eleições em que tenham votado?
A convicção parece ser o ponto essencial. Os fenómenos do clubismo, da religião e do partidarismo contam à partida com muitos fiéis que o serão sempre, não importa o que se faça.
O debate foi civilizado, as TV fizeram o que puderam nesta nova modalidade de igualitarismo mediático que transforma debates em conjuntos de entrevistas, mas na verdade pouco terá mudado desde dia 25. E a chave, ironicamente, parece ficar no eleitorado de Luís Filipe Vieira..."

Rui Costa com a bola


"A perceção do debate eleitoral a dois para a presidência do Benfica foi a de uma vitória clara de Rui Costa. João Noronha Lopes precisava de tirar a bola ao maestro e sair a jogar, impondo as ideias e o projeto, mas foi precisamente no futebol que ficou aquém das expectativas. Um sinal eloquente: até os fanáticos da mudança nas redes sociais admitiam à noite a iminência da continuidade.
Noronha Lopes não estava preparado para a pergunta de Mariana Águas sobre que decisão tomaria se José Mourinho só ficasse na Luz com Mário Branco na estrutura. Pedro Ferreira é um excelente profissional, mas considerá-lo mais importante para o Benfica que manter o Special One no banco, e não ter uma resposta assertiva preparada, agravou o receio das consequências da mudança.
Os candidatos estavam em empate técnico face à decisão de Manteigas para a 2.ª volta. O piscar de olho forçado de Noronha aos apoiantes de Vieira ficou fora de personagem e pode ter hostilizado alguns ‘manteiguistas’. O curso do debate inclinou o campo a favor do incumbente."

DAZN: The Premier Pub - Especial com Ruben Amorim

Rabona: How Kompany’s Bayern went from DOUBTED to DOMINANT

Rabona: Juve’s NIGHTMARE Start: From Disaster to Confusion… again

Expert's do sofá!


"Não estamos a falar de um treinador qualquer, Arne Slot o ano passado atingiu o Olimpo, antes já tinha mostrado na Holanda a sua categoria…agora vê-se a braços com um ano horribilis, a turba o normal é pedir a sua cabeça, bem cortadinha pela direção do clube e que entre novo feiticeiro para o seu lugar.
Mas a diferença é que em Inglaterra há cultura desportiva, para isso muito valeu o trabalho de Alex Ferguson à frente do Man United, foram décadas de trabalho recheadas de sucesso…mas para ele dar frutos demorou 6 anos…antes disso também esteve na corda bamba…mas deram-lhe tempo, acreditaram nas suas capacidades e astúcia!
Dito isto, é o que espero que deem a Mourinho tal como esperava que dessem a Roger Schmidt ou mesmo Lage, mas atualmente é preciso ter uns do tamanho do mundo para resistir a turba que ao primeiro sinal de fraqueza ataca a jugular!
O que tem a sua piada, já que somos representados por um animal altivo, que faz da sua paciência uma virtude predatória…sinais dos tempos, a gerações não tem paciência nem para nada nem para ninguém, no Football Manager é atar e por ao fumeiro, se correr mal, começa nova gravação, mexe no editor e siga…somos os maiores, os inventores do desporto rei. Na vida real não é assim!
Como é que ganhamos o TETRA?
Com eles no sítio, a turba mandou decapitar Jorge Jesus na escadaria do Jamor, a demais direção idem, alguém com eles no sítio segurou para lá do razoável, o resultado??? As bases que nos deram o Tetra, um ano em que ganhamos tudo e o regresso às desejadas finais europeias…se bem que com falhanço na mais alta prova da UEFA…como é que os nosso rivais nos conseguiram enfrentar além dos ataques da SANTA ALIANÇA??
Com estabilidade diretiva e técnica, se bem que muito ajudado, Sérgio Conceição conseguiu forma grupos de trabalho altamente competitivos, à sua imagem, de faca nos dentes dentro de campo, no outro lado da segunda circular passada a fase da experimentação que teve nomes como…José Peseiro, Kaiser, Tiago Fernandes, Pontes, Silas até à aposta e manutenção de Ruben Amorim, o obreiro do projeto de Varandas que alicerçado com todos os movimentos de bastidores que o caso dos emails lhe proporcionou se posicionou como herdeiro de Jorge Nuno Pinto da Costa, para isto tudo muito contribuíram aqueles que hoje se perfilam como alternativas…
Com uma série de indivíduos colocados em locais chave para doutrinar as massas…a mensagem não passou na plenitude e a resposta veio na primeira volta das eleições, não invalida que na segunda não possam ganhar, a máquina está montada para isso, mas a que custo?
A custo da divisão e fragmentação total da família BENFIQUISTA!
É triste, mas é a realidade dos factos!
Podem pintar com “exigência”, “mudança” e outros adjetivos muito bonitos e argumentos ainda mais, tudo se resume a isto!
Tivesse Rui Costa ganho o campeonato e o Dom Sebastião nem a jogo vinha, ganhando a taça…já teria ponderado e ponderado…tendo perdido isso…veio a jogo.
Calculismo e taticismo puro e duro!
Política.
Nada mais.
O que espero…que no dia 9 de Novembro, quem perca se chegue à frente e nos una a todos, que diga alto e bom som que acabou e os machados de guerra são para serem enterrados naquela hora e minuto, só assim qualquer um deles ganhará respeito, ou ainda mais dos Benfiquistas!
É o que espero!!
E Pluribus Unum!!"

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O exemplo de governação que vem da vela e o futebol devia seguir


"O desporto é uma indústria global que exige visão estratégica e sustentabilidade económica.
A vela internacional acaba de dar um passo histórico com a criação da America’s Cup Partnership, uma estrutura cooperativa que garante partilha de receitas, governação conjunta e estabilidade financeira.
Por cá, o futebol profissional português continua a navegar à vista, preso a um modelo obsoleto e desigual.
A America’s Cup Partnership mostra-nos que os rivais também podem ser parceiros estratégicos. Ao unir equipas sob um mesmo quadro de gestão e distribuição de receitas, a competição deixou de ser uma guerra de sobrevivência e passou a ser uma plataforma de crescimento conjunto. É o exemplo de uma indústria que percebeu que a cooperação não anula a rivalidade. Pelo contrário, torna-a sustentável.
Em Portugal, o cenário é o oposto. Três clubes concentram quase todos os recursos televisivos, comerciais e institucionais, enquanto dezenas de outros lutam apenas para existir. Muitos projetos de formação, que deveriam ser o alicerce do futuro, vivem em estado de quase colapso. Há academias sem meios para manter treinadores a tempo inteiro e sem infraestruturas funcionais, clubes que recorrem a voluntários para garantir treinos e competições, e estruturas de base que sobrevivem com orçamentos inferiores ao salário mensal de um jogador da I Liga. É uma realidade quase invisível, mas profundamente corrosiva.
Esta desigualdade mina o produto-futebol. Quando o investimento de base desaparece, a qualidade técnica e humana do desporto degrada-se. Nenhuma indústria prospera se o seu ecossistema for assimétrico e precário. O futebol português precisa urgentemente de uma reforma de governação e de partilha de valor, semelhante à adotada pela America’s Cup.
Um modelo em que clubes e Liga atuem como parceiros económicos, partilhando receitas de forma proporcional, permitirá proteger os mais pequenos e fortalecer o conjunto. A concorrência desportiva mantém-se viva, mas sustentada por uma base económica sólida e inclusiva.
Os gigantes da vela mundial conseguiram ultrapassar o ego institucional em nome da sobrevivência coletiva. Em Portugal, o futebol profissional não pode continuar a confundir rivalidade com isolamento."

Licenciamento e sustentabilidade financeira da UEFA: implicações para os clubes


"Os adeptos do futebol europeu ouvem frequentemente falar de clubes sob investigação ou alvo de sanções por parte da UEFA, no âmbito do chamado fair play financeiro. Mas o que está realmente em causa quando a gestão financeira de um clube é colocada sob escrutínio pela UEFA?
A entrada em vigor do Regulamento de Licenciamento e Sustentabilidade Financeira da UEFA marca um ponto de viragem no enquadramento jurídico-financeiro do futebol europeu. O que começou, em 2010, como o projeto de Financial Fair Play (FFP), transformou-se, desde 2022, num sistema sancionatório de compliance, em que a gestão responsável é tão determinante como o desempenho dentro das quatro linhas.
Estas normas constituem obrigações jurídicas de natureza regulatória, integradas num licenciamento obrigatório que condiciona o direito de participação nas competições europeias. A obtenção e manutenção da licença da UEFA depende da conformidade integral com os critérios de licenciamento e de sustentabilidade.

A UEFA como reguladora do ecossistema económico do futebol europeu
Em termos práticos, o regulamento reforça três grandes pilares do regime de sustentabilidade: a «no overdue payables rule», que impede clubes de manter dívidas vencidas perante terceiros (sendo certo que valores em contencioso, desde que reportados corretamente, não são contabilizados como incumprimento); a «football earnings rule», que limita o défice financeiro acumulado a 60 milhões de euros ao longo de três períodos de reporte consecutivos (podendo esse limite ser aumentado até 10 milhões de euros adicionais, em caso de cumprimento de determinados indicadores de solidez financeira); e a «squad cost rule», que introduz um teto máximo para os gastos com o plantel (salários, transferências e comissões), fixado em 70 por cento das receitas relevantes a partir de 2025, num regime progressivo iniciado em 2023 (90 por cento) e 2024 (80 por cento).
A UEFA assume-se, assim, não apenas como organizadora de competições, mas como reguladora do ecossistema económico do futebol europeu, com poderes para fiscalizar, sancionar e condicionar a participação dos clubes.

Supervisão e controlo: o papel do CFCB
Os clubes reportam a sua documentação financeira ao órgão de licenciamento nacional (em Portugal, a Federação Portuguesa de Futebol) que avalia a conformidade e submete os dados à UEFA. O Club Financial Control Body (CFCB), o órgão de administração da justiça e controlo financeiro da UEFA, supervisiona todo o processo e decide sobre eventuais sanções a aplicar.
Sendo certo, que as decisões do CFCB são suscetíveis de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), em Lausanne, nos termos do artigo 34.º do Regulamento Processual do CFCB e do artigo 62.º dos Estatutos da UEFA. Exemplo disso foi o caso do Manchester City, que havia sido excluído das competições europeias, mas recorreu e viu a decisão ser revertida pelo CAS.

Um sistema sancionatório graduado
O regulamento prevê um sistema sancionatório graduado: desde advertências e multas, passando por restrições na inscrição de jogadores e retenção de receitas, até à exclusão temporária das provas europeias (a sanção máxima). Não obstante, prevê também a possibilidade de celebração de settlement agreements, que são acordos formais entre a UEFA e os clubes que visam regularizar situações de incumprimento financeiro.
Sob supervisão do CFCB, estes instrumentos permitem definir compromissos claros de correção orçamental e prazos de execução, oferecendo uma alternativa à aplicação imediata de sanções mais gravosas. Contudo, o incumprimento dos termos acordados pode resultar na reabertura do processo e na imposição plena das penalidades previstas.
Na prática, estas regras acabam por transferir para os clubes o maior peso da conformidade, expondo a contradição entre o seu papel central no sistema e a crescente vulnerabilidade a que estão sujeitos.
A exclusão da Juventus das competições europeias em 2023 é o exemplo mais emblemático do novo rigor da UEFA. Esta decisão, baseada precisamente nos princípios de sustentabilidade financeira, demonstrou que o regulamento é aplicado de forma objetiva, mesmo a instituições históricas do futebol europeu. O impacto deste tipo de sanções reforça a perceção de que o incumprimento destas normas pode colocar em causa a própria sobrevivência competitiva de um clube.
Em contrapartida, o Paris Saint-Germain (PSG), após anos de escrutínio, poderá estar prestes a sair da vigilância do órgão de controlo financeiro da UEFA, fruto de receitas recorde e ajustamentos internos, demonstrando que mesmo clubes com forte suporte financeiro externo são agora compelidos a provar sustentabilidade financeira e não apenas liquidez imediata.

Desafios e paradoxos do regulamento
Contudo, subsistem desafios estruturais. As exigências de compliance poderão acentuar a assimetria entre clubes com estruturas administrativas robustas e aqueles com menor capacidade de reporte e planeamento. Esta assimetria cria um paradoxo: o regulamento, concebido para nivelar o jogo competitivo, pode inadvertidamente consolidar a vantagem dos clubes mais estruturados, reforçando uma elite financeira que já detém maior capacidade de investimento e acesso a mercados mais favoráveis.
E, por isso, a centralização do conhecimento técnico e a capacidade de navegar com segurança no complexo sistema de licenciamento e compliance transformam-se em ativos estratégicos quase tão valiosos quanto o próprio plantel desportivo. Do ponto de vista jurídico, este desequilíbrio exige uma vigilância interpretativa constante.
Em síntese, o Regulamento de Licenciamento e Sustentabilidade Financeira da UEFA representa a consolidação de um novo paradigma jurídico-desportivo: o equilíbrio financeiro deixou de ser uma recomendação ética e tornou-se uma obrigação normativa, fiscalizada e sancionada com rigor. A Juventus simboliza o preço do incumprimento. O PSG, a prova de que até os gigantes precisam de se ajustar às regras do jogo. No futebol atual, o compliance jurídico-financeiro tornou-se, assim, o novo «jogo invisível» do futebol europeu e quem não o jogar bem, arrisca-se a ficar fora do jogo."

Zero: Afunda - S06E11 - Orlando preocupa e Reaves explode

Mais 3 pontos...

Benfica 2 - 1 Paços de Ferreira


Nova vitória, com os reforços da equipa principal... Estes 6 pontos, nestas duas jornadas, vão ser bastante úteis na luta pela manutenção!

Bom jogo, mas fomos perdulários, não era necessário tanto sofrimento! Esta aposta nos 3 Centrais, está a resultar...

Qualificação...

Riga 1 - 6 Benfica

Segunda goleada... foi pena o golo sofrido a poucos segundos do final, teria sido interessante ter como objetivo não sofrer golos nestes 3 jogos!

O André Coelho acabou por ser expulso, também perto do fim!

Já com a qualificação garantida, jogamos no Sábado com a equipa da casa: St. Andrews.