Últimas indefectivações
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
Regulamentos
"O Regime Jurídico das Federações Desportivas define o enquadramento legal de aprovação e revisão de regulamentos federativos.
Nesse âmbito, cabe à Direção a competência de aprovar os regulamentos e publicitá-los. Este poder regulamentar está, no entanto, balizado por várias disposições legais que asseguram a organização e a estabilidade normativa no contexto desportivo. Em particular, o artigo 34.º, n.º 4 estabelece uma regra específica para a revisão de regulamentos federativos, indicando que a aprovação de alterações só pode produzir efeitos a partir do início da época desportiva seguinte, salvo quando decorrer de imposição legal, judicial ou administrativa.
Neste enquadramento, é essencial que os clubes e demais intervenientes se mantenham atentos às atualizações regulamentares que entram em vigor com o início de cada nova época desportiva. A promoção desta transparência e da necessidade de participação é reforçada pela existência de um período de consulta pública, obrigatório, no âmbito do qual todos os interessados podem pronunciar-se sobre os projetos de regulamentos ou alterações propostas.
Em todo o caso, importa sublinhar que o início de qualquer processo de alteração regulamentar promovido pela FPF, ou por outra federação desportiva, deve ser conduzido de forma clara, transparente e participada. É crucial que as federações garantam um diálogo aberto com os clubes e representantes dos agentes desportivos, permitindo que todas as partes interessadas sejam efetivamente ouvidas ao longo do processo. Este compromisso com a transparência não só cumpre os preceitos legais, mas também fortalece a credibilidade das instituições e promove a confiança no sistema desportivo."
Newcastle...
"Newcastle 3-0 Benfica
Uma primeira parte repartida, em que o Newcastle foi eficaz frente a algum desperdício da nossa parte.
Segunda parte totalmente do Newcastle…nem deu para respirar, principalmente a seguir ao segundo golo que sentenciou a partida.
Falta intensidade, faltam nomes que metam receio aos adversários.
No papel os reforços pareciam colmatar as lacunas, na prática ainda não se viu nada e a equipa até aparenta ser mais fraca do que a do ano passado…o que é estranho dado ao facto de se terem ido buscar reforços para as posições certas…no entanto as 3 vendas desnecessárias no fecho do mercado enfraqueceram muito o plantel, principalmente a saída de Arturkoglu + Florentino que davam profundidade ao plantel além de Arturkoglu ter uma relação com o golo que por exemplo Lukebakio aparenta não ter.
Juntamos a isto a pré-época inexistente e a falta de interrupção competitiva para alguns jogadores e temos uma bomba nas mãos.
Veremos se a coisa melhora daqui para a frente, Mourinho tem muito trabalho, principalmente no mercado para melhorar o plantel.
Melhor em campo dos nossos Anatoly Trubin.
Parabéns ao Newcastle, dos clubes de fundos ou oligarcas é o que tem um projeto mais sustentado, sempre em crescendo desde que foi adquiro pelo fundo soberano saudita, escolheram um treinador e ao longo destes anos foram lhe dando as soluções que ele pretende e vendendo bem…os euros ajudam muito…faz parte!"
HORRÍVEL, MAU DEMAIS!!!
"Newcastle 3 -0 BENFICA
Pré-jogo 1 - ver futebol em Inglaterra é outra coisa, ninguém lhes chega aos calcanhares, o resto é conversa.
Pré-jogo 2 - ambiente Benfiquista ao rubro na zona que nos está atribuída. Fora de casa, desculpem lá, a malta dá dez-zero ao que se passa na Catedral.
Pré-jogo 3 - No bar, muita gente a perguntar-me pelo voto, em quem votar? Ainda há muita gente indecisa, muito mais do que dizem as sondagens, não me canso de afirmar isto, é uma realidade.
BORA LÁ AO JOGO
(em direto, desde o nível 7 da gigantesca bancada de uma das cabeceiras)
00 dizem que o ambiente aqui é brutal, as bancadas jogam, e isto está cheio que nem um ovo. Vamos carregar com três centrais ou o Tomás a defesa esquerdo? Oh-la-la-la-la-la-la-hey-jude! Isto promete!!! Agora o hino da Champions, fdx, até arrepia, como eu gosto disto. Vamos Benficaaaaaa!
06 Dedic safou-se a um amarelo. E já de seguida que corte do António, canto, ui, que perigo, já passou.
15 epá, Lukebakio, que bem rececionado e a progressão pela linha foi linda, pena a finalização não ter dado golo.
17 o apitador interrompe uma jogada de perigo nossa e não dá amarelo para o faltoso? Sabe o que é a lei da vantagem?
21 mais Lukebakio, remate cruzado ao segundo poste, ui, ui, daqui deu sensação de que ia para golo.
22 e eles respondem com um remate igual - St James Park ia indo abaixo.
27 Trubin à andebol, com os pés, a defender, grande, tens que estar em dia sim, precisamos de ti.
30 jogo equilibradíssimo - e é tudo o que há para dizer da primeira meia hora.
32 pronto, perca de bola no meio-campo, transição rapidíssima e conclusão à boca da baliza, facílima. Que merda! O perigo deles tem estado a nascer todo do lado do Tomás - alguma vez jogou a lateral esquerdo?
38 ainda não dei pelo Sudakov, mas como o nosso ataque é do outro lado do campo pode ser que seja falha minha
40 a equipa sentiu o golo? Eles têm estado melhores nos últimos minutos.
44 estamos a reagir, a criar perigo, vamos!!!
45+2 tudo para o descanso. Mourinho precisa de arriscar alguma coisa, a derrota tira-nos praticamente da fase a eliminar da Champions.
46 agora vamos atacar para a baliza aqui mesmo debaixo das nossas barbas. Eles que sintam o apoio que não pára e se inspirem para dar a volta ao resultado.
51 perigo num canto, cabeçada por cima, isto não mudou, estamos com dificuldade em sair a jogar, em entrar no último terço.
55 mais uma defesa difícil do Trubin para a contabilidade deles. Há soluções no banco para mexer nisto? O nosso plantel é curto. Investimos mais de 100 milhões e não temos opções no banco para virar um jogo?
60 fdx, tantas más decisões na hora de criar perigo, é tudo feito em esforço, assim é complicado. Mourinho a arriscar: tira Dedic e mete Ivanovic.
70 transição, nós lá na frente, falha - do António, acho - e toma lá o dois-zero. Mourinho nunca ganhou aqui? Não vai ser hoje.
75 eles estão completamente por cima do jogo, temos equipa muito curta para estas andanças. Ouvem-se cânticos em St James Park. Bancadas a vibrar, em uníssono, com cada pequeno lance bem sucedido.
82 estava na cara: três-zero! Simples, retilíneo, diretos ao golo. Que desastre.
87 Ivanovic a extremo... e vendemos o Akturkoglu... enfim...
89 eles vão perdendo oportunidades. Que isto acabe rápido. Já não estamos aqui a fazer nada. Segunda parte miserável. Mais uma defesa do Trubin. E mais outra! Ui, ui, ui!
90+2 é facto: não temos equipa para a Champions. Será que temos para a ligazinha interna? A ver vemos."
Para contradizer Mourinho, o Benfica foi a Newcastle ver jogar
"O treinador, na véspera, desfizera-se em elogios à valia do Newcastle e à aura do seu St. James' Park, coisa que o Benfica fez por engrandecer, ao ser derrotado (3-0) pela máquina de pressão dos ingleses com a qual nunca soube lidar. Tomás Araújo foi lateral esquerdo e, muitas vezes, presa fácil para a forma como o adversário apertou a todo o campo. Ao terceiro jogo na Liga dos Campeões, os encarnados continuam com zero pontos
Este Newcastle, o lá de cima das zonas industriais e mais cinzentas de Inglaterra, há muito que não é o das danças de Faustino Asprilla, colombiano que bailava com a camisola listada a boiar-lhe, o patrocínio à cerveja local estampado no peito, após marcar golos servidos pelo cabelo L’Óreal de David Ginola, craques prévios à vigência carnal do senhor tão mítico que ficou escultural, à porta do estádio. Até os tempos com Bobby Robson na dobra do milénio parecem tão distantes, os dias do gentil cavalheiro a comandar a equipa que tinha no coração que despejava amores para cima do tipo que não convenceu, mas, pelos vistos, enamorou.
José Mourinho amoleceu o seu, enterneceu com o retorno a St. James’ Park, cheio de cordialidade apareceu e com doçura nos desabafos, da véspera, deixando surpresos os jornalistas ingleses habituados à sua bélica figura, treinador da terra queimada, eu-contra-todos porque todos-contra-nós. Era o segundo regresso a Inglaterra em coisa de dois meses com o intuito de colocar o Benfica com pontos na Liga dos Campeões, este mais barulhento, mais desenfreando, também um pouco pressionado pelas circunstâncias.
Cedo o Newcastle quis ir para cima como sabe e gosta, com um jogo direto, sem floreados ou paciências de monge no passe, os centrais a olharem para longe em cada bola, à procura dos homens da frente, em cada bola que tinham, o intuito coletivo a nortear toda a gente. Penou o Benfica no quarto de hora inicial, eram muita a pressão, muitos os apertos dos ingleses mal perdiam a bola, Enzo Barrenechea não se virava com as receções e ainda menos Richard Ríos, o médio que se chamado a jogar, sem espaço, a equipa sofrerá sempre com ele, e por causa dele.
Sofreram bastante os encarnados, reféns da postura enérgica do Newcastle a montar cercos mal perdia a bola e quase sempre a pressionar os defesas centrais que eram três a construir, Tomás Araújo a perfilar-se com António Silva e Otamendi, dando a largura a Fredrik Aursnes, mas a servir de lateral esquerdo nos momentos defensivos, que muitos eram. Não era o Newcastle de outrora, mas, tão incomodados os três de trás com tanta pressão, sem linhas para os médios que andavam lado-a-lado, presas fáceis, muito menos para o escondido Sudakov, enquanto agoniou o Benfica viu os 2,01 metros de Dan Burn ganhar um canto lá no alto para Trubin ser socorrista.
Findos 15 minutos, numa súbita passividade do Newcastle a reagir a uma falta, Enzo lá se pôde virar, ver o campo e lançar um passe longo que Lukebakio recebeu com algodão nas costas de Burn, pesado de rins. O belga embalou rumo à baliza, o remate foi salvo por Nick Pope, o único que sentiu o momentâneo espernear com vida do Benfica. Pouco depois, uma rara pressão alta da equipa obrigou o guarda-redes a despachar a bola para canto e, na consequência do estaminé montado em redor da área inglesa, a única fonte de rapidez incisiva com a bola dos encarnados teve um remate-banana, da direita, que embateu no poste.
Foram cinco minutos, pareciam prenunciadores, seriam antes mentirosos.
Serviram de rastilho para a corrente do Newcastle, que aumentou a voltagem do seu jogo e evidenciou como inamovível estava o Benfica, sem entender o que fazer, ou como o fazer para se adaptar ao adversário. Voltarem as perdas de na saída de trás, a incapacidade em usar bolas recuperadas, a cegueira em verem o generoso espaço nas costas dos médios adversários. Outro canto seria reclamado por Dan Burn, salvo de novo por Trubin, já o seu vizinha no gigantismo, Nick Woltemande, fugira de Otamendi para servir um remate de Jacob Murphy.
A ameaça engordava e concretizou-se quando Ausnes, colado à linha e pressionado, mesmo assim foi alvo de um passe do igualmente apertado Tomás Araújo. O norueguês livrou-se da bola à primeira, endossou-a para o centro, acabou roubada e logo Bruno Guimarães rasgou o passe que Murphy usou para servir Anthony Gordon, o mais irrequieto de quem joga nas margens do rio Tyne, para o seu quarto golo (32’) na Champions. O estádio rugia à inglesa, o Benfica ruía na sua unidimensionalidade.
Colados ao intervalo, mesmo antes e logo depois, nas raras vezes em que iludiu a pressão a equipa de José Mourinho lançou de imediato um passe que pusesse a correr Lukebakio, singela fonte de acelerações dos encarnados, único apto a receber nos últimos 30 metros, encarar quem o vigia e finalizar a jogada. Na primeira, Pope defendeu a tentativa, na outra o Newcastle mais rápido foi, porque já sábio estava da intenção, a recuar jogadores para cerrar a intenção do belga que é jogador para se afunilar numa só - tentar armar o pé esquerdo e disparar à baliza. Tudo previsível.
Domesticada a vontade encarnada, sobrou ao Newcastle vagar para forçar a sua, sem se desviar um milímetro. Com a sua roldana da pressão a todo o campo, marcando ao homem e aproveitando - ao forçar passes para esse lado - a presença de Tomás Araújo na esquerda da defesa, os magpies limitaram o Benfica a muito pouco ou quase nada enquanto Woltemande tentou de fora da área, Lewis Miley desperdiçou uma ocasião, na pequena área, ao saltar sozinho num canto, e os muitos cavalos no motor de Bruno Guimarães mantinham o Newcastle na constante rotação, superior quase sempre à dos encarnados.
À boleia do pulmão do brasileiro que joga, passa, rouba, pressiona e corre de uma área à outra, plenas posses da sua moldagem ao futebol inglês, e também a reboque da confiança aceleradora de Anthony Gordon, locomotiva de corridas com a bola à esquerda, o Newcastle amestrou o Benfica, parecendo encurtar a trela com o tempo, não o contrário como é costume uma equipa em vantagem consentir. Porque tudo lhe parecia sorrir a preceito, até em apontamentos básicos.
Como no canto que Nick Pope agarrou e à vontade foi deixado ficar, na área, ao caminhar, olhar ao longe, admirar o horizonte, dar uns passos de balanço, ponderar o que lhe apetecia na manhã seguinte ao pequeno-almoço e arremessar a bola sem que alguém do Benfica se pusesse à sua frente, para o retardar. O lançamento de 59 metros caiu para lá da linha do meio-campo, no caminho de Harvey Barnes, que a recebeu após António Silva falhar o corte. O segundo golo (70’) sentenciou os encarnados, o Newcastle estava imparável contra uma equipa com as vazas ainda mais encurtadas, com Aursnes a lateral e Ivanovic improvisado a extremo, na esquerda. Sudakov foi substituído tal como jogou, desaparecido.
Fosse a partida agraciada por mais tempo, o resultado iria dormir pançudo, tal o desbalanço que o campo acentuava sem dó. O Newcastle, sem amainar na pressão, recuperava uma bola atrás da outra na metade encarnada, cada vez mais uma equipa desequilibrada e a ver Gordon combinar com o calcanhar de Woltemande e a lançar Barnes para o terceiro golo (83’) surgiu em três simples, mas incisivos passes, qualidades fugidas a um Benfica inerte.
Descontados os remates de Lukebakio na primeira parte, não se notou uma ponta por onde puxar algum indício de crescimento na equipa para o futuro próximo, nem nos derradeiros minutos, quando o resultado podia clamar por compactar a organização e atenuar os danos, mas não. O Newcastle recusou-se a abrandar, o Benfica não se protegeu e o findar do jogo proporcionou remates perigosos a Burn, Joelinton e Botman, ainda embalados numa equipa sedenta a ir contra outra inofensiva.
Disse Mourinho, quando bradou ao saudoso Bobby Robson e à fascinação com que lhe falava desta terra, deste clube, que “as pessoas não vêm a Newcastle para ver jogar, vêm para jogar com a equipa”. O Benfica provou o equívoco, lá foi para ver os ingleses jogarem e agora restam-lhe cinco jogos nesta Liga dos Campeões, ou 15 pontos disponíveis para acrescentar aos zero que tem ao fim de três tentativas. Os sócios encarnados irão com esta imagem à Luz, no sábado, para votarem no próximo presidente enquanto o treinador, saia o que sair das urnas, fica com motivos para acentuar o grisalho no cabelo.
O clube está para decidir quem pretende ter no alto da tribuna. Cá em baixo, no relvado, há muito ao qual atentar de preocupante."
Newcastle-Benfica: 1-0, por Gordon: anatomia de um golo cheio de equívocos
"O Benfica sofreu o primeiro golo no St. James Park aos 32 minutos. Anthony Gordon bateu Trubin pela primeira vez, na sequência de um ataque rápido dos magpies que contou ainda com uma assistência de Jacob Murphy. Mas os problemas começaram bem mais cedo.
As várias ações de um momento decisivo para o desfecho negativo das águias na UEFA Champions League:
- Benfica recupera a bola após passe longo de Pope;
- Tomás Araújo entrega em Aursnes, o qual devolve ao lateral-esquerdo improvisado para depois passar a Enzo;
- Inicialmente Enzo tem linha de passe vertical para Pavlidis, enquanto Lukebakio procura movimento de ruptura (em vez de derivar para dentro de modo a se aproximar do grego), mas orienta apoios para o lado;
- Não vê Dedic em vantagem posicional a subir nas costas de Gordon e entrega a bola a Ríos. Neste momento, perdem-se dois timings de ligação em progressão: vertical com Pavlidis, diagonal com Dedic;
- Olhando para o posicionamento/comportamento do colombiano, questiono qual a necessidade da aproximação de Ríos em relação a Enzo, se este não estava a ser pressionado?
- Ríos passa a António Silva. O central tem espaço para progredir, atrair, fixar e soltar, mas pausa o jogo sobre a meia direita;
- Lukebakio começa a baixar para servir de apoio frontal, atraindo a atenção de dois jogadores do Newcastle. Gordon, pronto para saltar na pressão caso António Silva decida progredir com mais largura, está focado apenas no homem e na bola. Não lê o espaço à sua volta;
- Dedic, que havia subido quando a bola estava em Enzo, mantém largura e profundidade. Demora a baixar em largura para ser linha de passe segura. E não percebe que há um espaço interior a atacar: o espaço nas costas de Gordon, mais precisamente entre Gordon e o colega mais próximo;
- António Silva orienta apoios para trás e solicita Otamendi. Dada a proximidade da primeira linha de pressão do Newcastle, o passe deveria ter seguido para Trubin, de modo a atrair a pressão ou reiniciar a fase de construção com mais critério;
- Otamendi, Lukebakio, António Silva (poderia ligar com Ríos), Otamendi, Tomás Araújo, eis uma sequência de passes à retaguarda que ajudaram a atrair a pressão alta inglesa, que funcionou sempre com referências individuais;
- Otamendi ainda sinalizou a Araújo que endossasse a bola a Trubin, mas o esférico seguiu para Aursnes. O norueguês, inteligente e bom de bola, procurou ligação directa com Pavlidis. Faltou dinâmica de terceiro homem a partir do momento em que Otamendi passou a Araújo e este se ligou a Aursnes;
- O Newcastle recuperou a bola, foi incisivo e fez o que todas as equipas devem fazer quando recuperam a bola no meio-campo ofensivo: olhou para a frente, encontrou o espaço criado pelo desposicionamento defensivo encarnado e efectuou um passe vertical de ruptura;
- Em contrapé, a defesa encarnada não foi lesta a reagir e a reorganizar-se com as devidas coberturas defensivas. Bola no espaço, o homem livre ataca-o e cruza;
- António Silva tem leitura errada e procura fechar o avançado que ficou na entrada da grande área, quando a sua principal preocupação deveria ter sido fechar a zona próxima da baliza, em cobertura a Otamendi;
- Gordon, em vantagem posicional relativamente a Dedic, faz o golo inaugural do encontro.
1-0, o Benfica em desvantagem aos 32 minutos."
Predador viu sinais de fraqueza e atirou-se à jugular
"Benfica deu sinais de vida na primeira parte mas foi liquidado, sem dó nem piedade na segunda. Newcastle muito mais forte e melhor
NEWCASTLE - As chamas cuspidas por pistolas atrás dos painéis publicitários, já com as bancadas quentes pela iminência do pontapé inicial, anunciaram um jogo escaldante e excitante — e não foi preciso esperar muito tempo para saltarem faíscas de duelos brutos pela bola, para homens de barba rija, se ainda hoje podemos dizê-lo ou pior escrevê-lo, acelerações vertiginosas, mas também desenhos táticos dignos de arquitetos e dribles virtuosos de artistas a escapar a labirintos de pernas.
A primeira parte do jogo foi riquíssima em tudo o que tem de bom o futebol ao mais alto nível, de Liga dos Campeões, acrescente-se ao que se disse oportunidades de golo nas duas balizas, o golo do Newcastle ou uma bola que Lukebakio atirou ao poste.
Mourinho adaptou a equipa ao Newcastle, não só com a entrada de Tomás Araújo para a esquerda — que difícil foi ter Murphy pela frente — e Aursnes à frente dele. No centro do meio-campo, Ríos não perdia de vista Ramsey, Barrenechea fazia o mesmo com Bruno Guimarães e Sudakov e Pavlidis tentavam pressionar a saída de bola e ao mesmo tempo fechar a linha de passe para Miley, primeiro homem da construção.
O Benfica demorou 10 minutos a estabilizar, nos quais o Newcastle tem duas boas ocasiões, passou a controlar muitos momentos de jogo. Faltava o resto, ou seja, o momento ofensivo. A melhor solução que encontrou foi procurar o espaço nas costas de Burn, lateral-esquerdo matulão que poderia passar muito bem por estivador numa qualquer rua britânica, através de Lukebakio. Tentou fazer o mesmo na esquerda, mas nem Aursnes é Lukabakio nem Burn é Trippier.
O Benfica, mesmo assim, teve três oportunidades boas, todas pelo extremo belga — primeiro ganhou a Burn, isolou-se mas perdeu o duelo com Pope (15’); depois atirou ao poste direito (21’); finalmente, depois de bom lance coletivo, finalizou para mais uma intervenção de Pope (43’), esta já depois do golo do Newcastle.
Foi a sair com a bola controlada, porém, que o Benfica sentiu mais dificuldades. E foi assim que os ingleses marcaram — Aursnes, pressionado, tentou meter um passe da linha para dentro e, ato contínuo, contra-ataque rápido com os encarnados desposicionados, espaços por todo o lado e finalização de Gordon (32’). Essa fragilidade na reação à perda de bola, sobretudo para lidar com a velocidade de execução inglesa, foi um quebra-cabeças para o Benfica, que muitas vezes se viu em inferioridade nos corredores — circunstância que se manteve no jogo e, por isso, o Benfica quase nunca teve laterais a participar no ataque.
A segunda parte começou com tanta ou mais fúria em campo. E com o Newcastle a atirar-se à jugular do Benfica, expressão utilizada por Mourinho. Miley (52’) e Murphy (54’) estiveram perto de liquidar o Benfica, com o remate a sair perto do poste esquerdo e outro a ser desviado por Trubin para canto, respetivamente. O Benfica não conseguia pegar no jogo, tentava sobreviver, dava os sinais de uma presa vulnerável, que o predador devorou.
Mourinho mexeu no jogo aos 63’ — saiu Dedic lesionado, entrou Ivanovic, que foi fazer de Aursnes e este de Dedic. Nada mudou. Nessa altura era forte a corrente do rio Tyne, o mesmo é dizer de Newcastle, o jogo só tinha um sentido e o Benfica capitulou num lance incrível — depois de um canto, Pope lança a bola com a mão para o meio-campo do Benfica, António Silva falha o corte e Barnes correu em passadeira vermelha para o 2-0 (70’).
O Benfica, depois, definhou, definhou e definhou na medida exata em que o Newcastle, mais forte e mais equipa, cresceu, cresceu e cresceu. Já só havia um dúvida. Qual seria a vantagem do Newcastle no fim. Barnes voltou a marca (83’). Ficou 3-0. Podia ter sido ainda pior."
Tomás na loja dos horrores em 'Halloween' antecipado
"Relegou Dahl mas foi calcanhar de Aquiles e ficou (e não só ele...) nos lances que definiram a derrota no St. James Park; Lukebakio soltou garras, foi fonte (única) de perigo e ficou a centímetros do golo da noite; Mourinho só fez uma alteração...
A figura: Lukebakio (6)
Foi o principal destinatário do jogo ofensivo dos encarnados — obrigados a virar à direita não apenas por estratégia mas também por notório mau funcionamento do flanco oposto — e fez o que lhe competia, semeando o pânico nos terrenos pisados pelo calmeirão Dan Burn, que teve água pela barba com o belga pela frente nos primeiros 45 minutos. Ganhou a frente ao possante lateral dos magpies aos 15', após belo lançamento longo de Barrenechea, e disparou de ângulo apertado no primeiro aviso a Pope. Aos 21' voltou a meter as garras de fora num remate arqueado de pé esquerdo, da quina da área, que caprichosamente bateu no poste direito de Pope. Voltou a assinar remates de meia distância aos 43' e aos 49', mas depois foi perdendo gás e sozinho não se pode fazer (quase) tudo...
6 TRUBIN — Começou o jogo a dar sinal de insegurança numa saída precipitada aos 7'. Mas analisados os 90' impediu derrota mais volumosa: defesa a dois tempos aos 10'; aos 27' teve reflexos para com o pé desviar remate de Bruno Guimarães; impediu Gordon de bisar aos 55' num remate cruzado; aos 90' desviou cabeceamento de Botman; aos 90'1' negou o golo a Joelinton com defesa espantosa. Nada a fazer nos golos...
4 DEDIC — Foram evidentes as dificuldades com a imprevisibilidade e velocidade de Gordon e na ligação direta com Lukebakio. Ficou nas covas no lance do 1-0, o motor a diesel não teve chances com o turbo a gasolina do camisola 10 dos magpies. E o esforço a que foi obrigado teve custos e fê-lo sair com problema físico aos 63' após o enésimo pique.
4 ANTÓNIO SILVA — Ainda ajudou a segurar as pontas defensivas na primeira parte — grande corte aos 8’ a tirar o pão da boca a Ramsey —, entrou bem após o descanso com boa ação (47') sobre Gordon na área, mas comprometeu no lance do 2-0, falhando a interceção do pontapé de baliza de Pope, que assim assistiu Barnes.
5 OTAMENDI — As movimentações de Woltermade e de Gordon deram muito que fazer e as dificuldades para lidar com o superior poderio aéreo do Newcastle nas bolas paradas foram mais um obstáculo, mas ainda foi o que saiu menos mal da horrenda noite defensiva dos encarnados. O lance do 3-0 diz tudo...
3 TOMÁS ARAÚJO — Surpreendentemente apareceu a lateral-esquerdo no St. James Park, relegando Dahl para o banco. E teve noite horrenda, num Halloween antecipado... Não teve cabedal para segurar Murphy e fez ruir o 0-0 aos 32' com passe apertado para Aursnes, que despachou involuntariamente para Bruno Guimarães, deixando depois Murphy voltar a entrar-lhe nas costas para receber o passe a rasgar do brasileiro — devia ter prestado atenção quando Otamendi lhe disse para dar a Trubin... Também ficou na fotografia do 2-0, não reduzindo o ângulo já apertado do remate de Barnes.
4 RÍOS — A combatividade do colombiano seria fundamental no St. James Park, mas sem conseguir aliar isso ao transporte da bola que o carateriza, levando tudo e todos à frente, ou sem a circular com precisão de pouco serviria. E assim foi. Tentou morder calcanhares a Ramsey, mas foi levado na correnteza dos magpies e não ajudou a águia a ter dimensão ofensiva.
4 BARRENECHEA — Foi amassado na centrifugadora dos magpies, apesar do notório esforço para segurar o corredor central, que foi perdendo eficácia com o passar dos minutos. Foi dele o lançamento longo, aos 15', para Lukebakio ganhar as costas a Burn e disparar para defesa de Pope. Mas faltou dar seguimento a mais lances idênticos.
4 AURSNES — Não conseguiu fazer funcionar o flanco esquerdo em termos ofensivos e também lhe foi difícil controlar as incursões dos magpies por aquele flanco. Foi dele o mau passe, ainda que forçado, que esteve na génese do 1-0.
5 PAVLIDIS — Jogo muito inglório para o grego, com pouca bola, obrigado cair para o flanco muitas vezes, quase sem oportunidades e até a ver-se no papel de ter de cruzar (60') para a área...Ganhou o primeiro canto (16'), amarelou Thiaw (18'), disparou à malha lateral (19'), lutou, mas não chegou para evitar a pesada derrota.
4 SUDAKOV — Não resultou minimamente a proximidade a Pavlidis. Andou demasiado escondido do jogo, muito tempo sem bola, a perdê-la quando a tinha, incapaz de fazer face à pressão adversária.
5 IVANOVIC — Rendeu Dedic aos 63' e com Aursnes a recuar para lateral-direito foi ocupar o lado esquerdo da zona intermediária, mas a capacidade ofensiva das águias já era muito diminuta. Foi o único jogador que Mourinho fez saltar de um banco que tanto tem criticado por falta de opções..."
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
Vermelhão: Continuamos a zeros!
No 1.º tempo, ainda equilibrámos, e voltámos a criar as primeiras e melhores oportunidades, como tinha acontecido em Londres, novamente pelo Lukebakio, mas a partir do momento que ficámos em desvantagem, deixei de acreditar...
Já o tinha dito a um amigo horas antes do jogo, este era um daqueles adversários, que para o Benfica retirar algo positivo do jogo, tinha que 'marcar' primeiro, pois os Ingleses são muito perigosos nas transições... e num jogo com o resultado em aberto nos últimos minutos, teríamos sempre em desvantagem, porque o ritmo e intensidade inglesa é muito superior à nossa!
Benfica, sempre. pic.twitter.com/Oci3i7PVXA
— SL Benfica (@SLBenfica) October 21, 2025
A entrada do Araújo no onze, para lateral esquerdo, só pode ser explicada, pela vontade de dar mais centímetros à equipa... Mas a decisão mais absurda do Mourinho, foi mesmo, as Não Substituições, quando a equipa estava completamente rota e perdida em campo, após o 2-0! Só não saíamos de Inglaterra com uma goleada histórica, porque o Trubin no final, acabou por defender tudo!
As opções no banco são poucas, colocar os putos nestas circunstâncias até podia ser perigoso para a carreira dos miúdos, mas havia jogadores no banco, nem que seja para dar descanso a alguns dos titulares, a pensar no jogo de Sábado... Barreiro, Dahl e Schjelderup podiam ter entrado. Mourinho no início da carreira chegou a 'castigar' jogadores ao não os substituir quando estavam a jogar mal!!! Espero que desta vez, as razões tenham sido outras...
Lukebakio e Trubin os únicos que merecem elogios, e muito medo pela lesão do Dedic!
Como se viu nos resultados de hoje, as goleadas foram muitas e amanhã, provavelmente vamos ter mais goleadas! Com este formato, existe menos 'pressão' em cada jornada especifica, uma equipa goleada hoje, pode-se qualificar mais tarde, os orçamentos contam, mas os momentos físicos de cada equipa, com os jogadores mais castigados nas Seleções serão muito importante, na gestão de resultados...
Benfica fans in fine voice in Newcastle ahead of tonight’s game.
— The Away Fans (@theawayfans) October 21, 2025
👏🇵🇹pic.twitter.com/NDqcRb6dOD
Concordo com o Mourinho em relação à questão pontual. O Benfica tem que ganhar os dois próximos jogos em casa: Leverkusen e Napóles, ganhar em Amesterdão, e depois voltar a vencer em Turim... para não levar a decisão para a última jornada com o Madrid! È possível?! Sim, é possível... Mas não será nada fácil, a equipa terá que melhorar muito... Estes 0 pontos em 3 jornadas, deveriam ser 3 pontos em 3 jornadas, no papel, mas mais do que a matemática, o ambiente eleitoral, a chicotada do treinador, e o plantel curto, com uma pesadissima herança da falta de férias e duma pré-época absurda, está a pesar muito no rendimento da equipa...
Superiores...
Finalmente, um jogo, onde acabámos por materializar em golos a nossa superioridade... Sendo que na 1.ª parte parecia que íamos novamente, um daqueles jogos sofridos, com muito desperdício Mas na 2.ª parte, apesar do penalty desperdiçado, lá conseguimos golear!
Vitória importante...
18-16
Vantagem grande, em jogo importante para garantir a passagem para a próxima fase, e com estes 13 golos de vantagem no confronto direto, ficámos com alguma margem de manobra, para o jogo na Hungria!
Agora, não podemos adormecer nos restantes jogos!
Derrota em França...
21-24, 24-19, 17-8, 27-18
Segundo tempo horroroso, depois duma 1.ª metade mais ou menos, com o Benfica na luta pelo vitória, apesar de alguns erros desnecessários... Mas depois, faltou tudo...
Com esta derrota, com a diferença pontual enorme, muito provavelmente selámos o 4.º lugar no grupo...
Benfica, a alma que nos une
"Como antigo jogador e capitão do Sport Lisboa e Benfica, aprendi que o que distingue o nosso Clube não é apenas a grandeza das suas vitórias, mas a alma que o move. A paixão dos nossos adeptos, a força dos nossos valores e a união de uma história feita de trabalho, humildade e ambição. O Benfica é mais do que um clube. É um sentimento coletivo, uma herança que se transmite de geração em geração, um modo de estar na vida.
Ao longo de muitos anos, tive o privilégio de representar o Benfica em campo e fora dele. Conheci o peso e o orgulho de vestir o Manto Sagrado, de liderar companheiros que deram tudo em nome de um ideal comum: vencer, mas vencer com dignidade, com entrega e com respeito por quem veio antes e por quem há de vir depois. Ser do Benfica é isso: é servir, é honrar, é acreditar.
Conheço bem Rui Costa. Vi-o crescer no Clube, vi o talento e a inteligência com que interpretava o jogo, e sobretudo vi nele algo que não se ensina: amor genuíno ao Benfica. O Rui é a expressão viva da nossa mística. Jogador excecional, homem de carácter, dirigente comprometido. Dentro e fora de campo, sempre o guiou o mesmo propósito: só o Benfica importa. Hoje, como presidente, continua a fazê-lo com o mesmo sentido de missão e com a serenidade de quem sabe que o sucesso se constrói com trabalho e com visão.
Nestes quatro anos difíceis, Rui Costa devolveu estabilidade, credibilidade e esperança. Reergueu um Benfica que vinha de um período conturbado, reforçou as equipas, apostou na formação e lançou projetos que nos preparam para o futuro. O Benfica voltou a crescer, dentro e fora de campo. Voltou a ser respeitado em Portugal e lá fora. Voltou a ser visto como aquilo que sempre foi: uma força positiva, desportiva e social, que inspira milhões de pessoas.
Mas o que mais me orgulha é que este crescimento foi feito com alma. Com a alma dos Sócios e dos adeptos que nunca viram o Benfica como um negócio, mas como uma família. Com a alma dos nossos atletas e treinadores, das Casas do Benfica espalhadas pelo mundo, e de todos os que, de forma silenciosa, servem o Clube todos os dias. É essa alma que Rui Costa compreende e defende. É por isso que acredito que ele é o presidente certo para continuar este caminho.
O programa 'Só o Benfica Importa' é a tradução prática dessa alma. Não é apenas um conjunto de promessas, é um compromisso com a identidade e com o futuro. Fala de modernização e sustentabilidade, mas fala também de valores, de ética e de pertença. De um Benfica que cresce sem perder as suas raízes. De um Benfica que quer ser campeão em todas as frentes, mas também solidário, inovador e próximo dos seus. Um Benfica que quer alcançar meio milhão de sócios, projetar a marca no mundo, concretizar o Benfica District e a Cidade Benfica, modernizar o Estádio da Luz e criar experiências que reforcem a ligação de cada adepto ao Clube.
Mas, sobretudo, um Benfica que não esquece a sua mística. Que não esquece Eusébio, Coluna, José Águas, Torres, Simões, e tantos outros que nos ensinaram que o Benfica nunca caminha sozinho. Que o nosso maior património são as pessoas — os Sócios, os adeptos, os atletas e as glórias que construíram este caminho de 121 anos. É por eles e com eles que Rui Costa quer continuar a liderar o Clube.
Como candidato pela Lista G, liderada por Rui Costa, sinto-me honrado por poder contribuir para este projeto. Porque sei que servir o Benfica é um privilégio e uma responsabilidade. E porque acredito que Rui Costa é a garantia de continuidade de um trabalho sério, exigente e apaixonado. Com ele, o Benfica tem uma liderança que respeita o passado, vive o presente e prepara o futuro.
O Benfica é uma instituição ímpar. É o maior clube do mundo porque tem os melhores adeptos do mundo. A nossa força está na nossa união. Quando estamos juntos, somos imparáveis. Quando o nosso foco é comum, o Benfica e só o Benfica, nada nos pode dividir.
No dia 25 de outubro, o futuro está nas mãos dos Sócios. É o momento de escolher entre quem promete e quem já provou. Entre quem quer servir e quem já serviu com lealdade. Entre o ruído e o trabalho. Acredito que os benfiquistas saberão escolher o caminho certo, o caminho da responsabilidade, da ambição e da alma.
Rui Costa é esse caminho. É o símbolo de uma geração que fez do talento compromisso, e do amor ao Clube um projeto de vida. Ele encarna o que de melhor tem o Benfica: a vontade de vencer e de unir. A sua candidatura é mais do que uma lista. É uma causa. E essa causa é o Benfica. Por tudo o que fez e continua a fazer, Rui Costa merece a confiança de todos os benfiquistas.
Com ele, o Benfica está, e continuará a estar, em boas mãos. Porque, no fim de tudo, é isso que verdadeiramente importa: só o Benfica importa."
Mourinho, a equipa e até o público na Luz
"Encarnados jogam em Inglaterra para a Liga dos Campeões, no meio de eleições e de uma equipa com problemas identificados
Estamos a meros dias de uma eleição histórica. O Benfica vai a votos sábado e quem sair vencedor terá de levar o clube para um desconhecido território dos direitos televisivos centralizados. Marcará a semana e por aí se começará, então, a definir o futuro do clube e, pela representatividade do Benfica no universo português, também o que pode vir a ser o futebol nacional: sobretudo em caso de mudança, pois Rui Costa manterá a validação do projeto de Proença na FPF, como não se prevê que mude a posição em relação aos direitos televisivos.
No meio de tudo isto, é hora de jogar à bola. No lançamento do duelo com o Newcastle, José Mourinho começou por responder a uma questão com a pressão de se jogar no Benfica. Como bem disse o técnico, «não é para todos». Obviamente que esta ideia não é exclusiva na Luz, é a condição dos clubes grandes e de seus intérpretes, pois é também no capítulo mental que um futebolista dos encarnados se deve distinguir.
Entre várias ideias, Mourinho voltou a não poupar nada na análise à equipa e identificou que lhe falta velocidade nas pernas - «não temos alas rápidos» - e nas decisões - «Se a primeira coisa que tu pensas quando recuperas a bola é passar para o lado, é passar para trás ou se é tentar encontrar opções à tua frente...». O técnico sadino chamou-lhe intensidade mental e aqui reside uma das grandes diferenças do Benfica para os rivais internos.
É uma das coisas, não única, que faz com que as estrelas da Luz percam brilham nos palcos pequenos. Porque se há coisa que Schmidt (2.º ano), Lage e agora Mourinho tiveram em comum foi esse futebol de ritmo lento que o técnico referiu ontem e que sucede, sobretudo, frente a equipas de menor dimensão, mais até fora de portas, mas já com alguma recorrência também em jogos na Luz.
Esta equipa prefere o conforto da posse à vertigem de um ataque rápido, prefere esperar pelo adversário que perseguir e tentar roubar-lhe a bola.
O jogo com o Newcastle está muito longe de ser desafio igual à I Liga e no meio da análise ao adversário, Mourinho referiu: «As pessoas não vêm aqui para verem um jogo, as pessoas vêm aqui para jogarem com a equipa.»
Uma ideia à qual não me admirava que o treinador regressasse, apelando aos benfiquistas que fizessem o mesmo. Há talvez quem, argumentando com a exibição audível dos adeptos em Stamford Bridge, ache o contrário. Ou simplesmente não frequente mais estádios para além da Luz...
Mourinho, recordemos, é pago para encontrar soluções. O primeiro passo para tal é identificar os principais problemas. Parece-me que isso já o fez. O resto talvez só lá para janeiro..."
Ambição na Champions
"Nesta edição da BNews, o destaque é o desafio do Benfica na Liga dos Campeões em Newcastle.
1. Impor qualidade
José Mourinho considera: "É um jogo extremamente complicado para nós e para eles." E acrescenta: "Não é decisivo. Agora, jogaremos a pensar que sim, mas não é. Temos de tentar impor as nossas qualidades. É um ambiente incrivelmente difícil, mas pode funcionar a teu favor se ficares contente e confortável de jogares nessas circunstâncias."
2. Dar tudo para vencer
Trubin afirma: "Precisamos de ser a nossa melhor versão. É um momento especial, um estádio incrível. Penso que vai ser um jogo muito interessante para nós e também para o oponente. Estamos na Champions League. Há sempre uma responsabilidade enorme, pressão enorme, mas a este nível há que lidar com isso e dar tudo para vencer."
3. Bastidores
Veja imagens exclusivas da preparação da equipa e da viagem até Newcastle.
4. Informações para os adeptos
À atenção dos Benfiquistas presentes em Newcastle para apoiarem o Benfica.
5. Youth League
Às 14h00 é a vez de os Juniores defrontarem o Newcastle. Vítor Vinha salienta: "Vamos ter de estar altamente focados, do princípio ao fim, para anular aquilo que são os pontos fortes do Newcastle, mas, ao mesmo tempo, para tentar impor o nosso jogo, para nos superiorizarmos e trazermos os 3 pontos, que é o nosso objetivo."
6. Andebol na Luz
Hoje, às 19h45, há jogo europeu de andebol na Luz, entre Benfica e FTC-Green Collect, da Hungria, a contar para a fase de grupos da EHF European League.
7. Basquetebol em França
O Benfica visita o Le Mans Sarthe Basket em mais uma jornada da fase de grupos da Basketball Champions League (19h00).
8. Tarde à Benfica
17 Benfica Escolas de Futebol dos distritos de Lisboa e de Setúbal reuniram-se no Benfica Campus com 270 crianças a jogarem nos campos n.º 5 e n.º 6.
9. Bicampeões nacionais
A equipa de paintball do Benfica revalidou o título nacional.
10. Educar, partilha e inspirar
Veja as melhores imagens da 2.ª edição do Dia Aberto aos Professores, uma iniciativa do Museu Benfica – Cosme Damião."
Mal podemos esperar
"1. A Federação Portuguesa de Futebol é muito boa a
organizar “eventos”. Houve recentemente um Portugal Qualquer-Coisa Summit a que até o presidente da República compareceu, e toda a gente ficou
contente porque a presença do presidente da
República valida não só o “Summit” como também
valida o “Qualquer-Coisa”. E é, justamente, sobre o
“Qualquer-Coisa” que hoje gostaria de falar um
bocadinho, mas só um bocadinho para não maçar.
2. Paralelamente a este grande evento internacional
surgiu o presidente do Sporting perante um semicírculo de jornalistas de microfone em punho e saiu-se
com declarações que não vou editar nem dar ao trabalho de as colocar em português. Tenham paciência, porque a tirada é longa e arrevesada.
3. Cá vão as preciosas informações que o presidente
do Sporting partilhou com a comunicação social de
serviço: “Há pouco tempo estive com o atual presidente da Federação e onde até ele me disse que ele
fez o mapeamento das afinidades clubísticas dos
órgãos sociais da Federação, e não é que 38% são
afetos ao Benfica e 25% ao Sporting?” É melhor
nem pedir para repetir.
4. Foi isto mesmo, palavra por palavra e pela ordem
aqui apresentada, que Frederico Varandas disse
acrescentando que “isto” – ou seja, aquilo – “não
preocupa nada o presidente do Sporting – ou seja, ele
próprio – “porque o presidente do Sporting – outra
vez ele próprio – “votou num projeto de pessoas que
considera sérias e íntegras” – ou seja, Pedro Proença
e a sua equipa de devotos benfiquistas
5. Houve quem se ofendesse, houve quem se risse,
houve quem se preocupasse, houve uma quantidade de reações maioritariamente pacíficas e bem-
-dispostas que não deram grande importância aos
alegados mapeamentos de Proença, sendo que
quem mais se abespinhou com as declarações do
presidente do Sporting foi o próprio Pedro Proença,
naturalmente.
6. O presidente da FPF negou tudo. “Não há qualquer
mapeamento clubístico. Vamos lá ver se nos entendemos. Quando existiu o processo eleitoral, toda a
gente sabe – é do conhecimento público – as tendências clubísticas, direi eventualmente religiosas
ou políticas dos candidatos. É importante colocar
isto no local certo.” Só faltou a Proença explicar
onde é esse tal “local certo”, mas ficará para outra
ocasião, certamente. Mal podemos esperar.
7. Em resumo, o presidente da Federação Portuguesa
de Futebol chamou mentiroso ao presidente do
Sporting Cube de Portugal. E não teve a menor
importância o facto de o presidente do Sporting ter
sido assim desmentido sem a menor diplomacia
pelo presidente da FPF. São as coisinhas cá do
nosso futebol."
Leonor Pinhão, in O Benfica
As primeiras árbitras de basquetebol em Portugal
"PAULA PEYROTEO
E ERNESTINA COIMBRA,
DO SPORT LUBANGO
E BENFICA, FORAM
PIONEIRAS A APITAR
NUM CAMPO PORTUGUÊS.
O Campeonato Nacional de
basquetebol feminino
passou a receber as equipas campeãs de Angola
a partir de 1960/61. Nesse ano,
a vencedora foi a filial benfiquista de Lubango, então Sá da Bandeira, o Sport Lubango e Benfica,
equipa poderosa que também
conquistou o Campeonato Nacional, superando a Académica
de Coimbra, o melhor grupo na
metrópole. Deste modo, a equipa
angolana apurou-se para ser
a equipa representante de Portugal na Taça dos Clubes Campeões Europeus de basquetebol
feminino.
A primeira eliminatória decorreu na Corunha, em janeiro de
1962. No seu regresso a Lisboa,
onde embarcariam para África,
a Federação Portuguesa de Basquetebol não perdeu tempo em
promover um torneio de basquetebol feminino no Pavilhão dos
Desportos, na noite de 18 de
janeiro de 1962, com dois objetivos fundamentais: homenagear
as atletas do Lubango e, sobretudo, angariar fundos para mitigar
os gastos da sua deslocação à
Europa.
Foram convidadas a competir
as equipas do CDUL, do Queluz e
do Benfica, que acabava de recuperar a atividade do basquetebol
feminino. Na primeira meia-
-final, a equipa homenageada
derrotou o Queluz por 32-2, mas
foi a segunda meia-final que verdadeiramente marcou este torneio, quando o Benfica alinhou
contra o CDUL num jogo que contou, pela primeira vez num
campo desportivo português,
com duas mulheres a arbitrar.
Paula Peyroteo e Ernestina
Coimbra, basquetebolistas do
Sport Lubango e Benfica, tinham
realizado um curso de arbitragem
meses antes, em Benguela, dirigido por Artur Tavares, um dos
dois primeiros portugueses a
arbitrar um jogo de basquetebol
internacional. O duelo terminou
num 17-6 em favor das universitárias, resultado normal considerando a recente retoma do Benfica. A melhor marcadora encarnada foi a eclética Teresa Torgal, e
quanto às árbitras, notou-se-lhes
“uma natural falta de hábito e
uma certa ‘negligência’ a apitar”.
Ernestina Coimbra alinhou
nos dois jogos pelo Lubango,
marcando 7 pontos em cada um,
e Paula Peyroteo alinhou apenas
na final. Sempre superior, jogando um basquetebol rápido, moderno, em que “evoluiu melhor
do que muitos conjuntos de rapazes”, a equipa da filial benfiquista
venceu o CDUL por um expressivo 44-6, sendo entregue das
mãos do inspetor dos desportos o
troféu Sport Lubango e Benfica à
capitã lubanguense, Regina Peyroteo. A equipa manteria a sua
hegemonia nas épocas seguintes, sagrando-se tricampeã nacional em 1962/63.
Embora esta seja uma filial já
extinta, pode conhecer mais
sobre a expansão do Benfica no
mundo através das suas filiais,
expostas na área 26 – Benfica
Universal, no Museu Benfica –
Cosme Damião."
Somos todos do Benfica
"À medida que se aproxima o dia
das eleições, cresce a animosidade entre candidaturas, cresce
a polarização entre adeptos,
cresce a linguagem agressiva,
para não dizer insultuosa,
mesmo entre alguns dos candidatos.
É o mundo que temos, e ao qual
chegámos por vários motivos,
um dos quais, seguramente,
o efeito das redes sociais – com
os algoritmos que empurram
cada um para a sua trincheira,
com o anonimato que muitas
vezes favorece o insulto, e sem
filtro para as “fake news” plantadas e rapidamente difundidas.
O resultado está à vista, no país
e no mundo. O Benfica, como
clube popular, não fica à margem do fenómeno, e as últimas
AG são disso exemplo.
É preciso que toda a gente,
a começar naturalmente pelos
candidatos, entenda que somos
todos do Benfica, e que os nossos adversários não estão no
candidato A, B ou C, nem nos
apoiantes de D, E ou F. Os nossos adversários são os rivais
desportivos Sporting e FC Porto.
É nesse combate, dentro do
campo, com elevação, que nos
devemos centrar.
No dia 26, ou no dia seguinte
a uma eventual segunda volta,
só haverá um presidente do
Sport Lisboa e Benfica. Nesse
dia, como hoje, como ontem, só
existe um Benfica, que tem de
ser defendido e protegido por
todos os que dizem amá-lo.
A democracia na nossa casa
antecedeu, em muito, a do próprio país. A nossa gloriosa história é um repetido exemplo de
democracia, pluralismo e tolerância, com todas as opiniões
livres de expressão interna e
externa, mas confluentes no
objectivo comum de engrandecimento do Clube.
Quando vejo um candidato a
presidente do Benfica (independentemente de qual seja) insultar outro, é ao Clube que está a
insultar.
Espero que até ao dia 25 a discussão se centre nas propostas
que cada um tem para o futuro,
e não a lavar roupa suja acerca
do que possa ter corrido mal no
passado."
Luís Fialho, in O Benfica
Desporto
"A Semana Europeia do Desporto
está aí para nos recordar que
o desporto é muito mais que
competição, relevando em duas
dimensões importantíssimas,
o desporto para todos e o desporto ao longo da vida. Por isso, se
quisermos verdadeiramente
entender e aproveitar o desporto
de uma forma integral, devemos
fazê-lo para lá do jogo ou do
espetáculo, tocando domínios tão
importantes como a saúde, a
educação, a inclusão e a aprendizagem ao longo da vida.
Na verdade, desde a mais tenra
infância, quando a motricidade
desperta e se desenvolve, até
à velhice, quando a atividade
física prolonga a autonomia
e a dignidade, o desporto potencia e transforma vidas. Promove
a igualdade de género, a integração dos diferentes, combate
o isolamento e edifica o envelhecimento ativo, constrói pontes onde antes havia barreiras, e
possibilidades onde parecia não
haver opções.
Por tudo isto, investir no desporto é investir no futuro do país
e da Europa. Menos doença,
mais qualidade de vida, menos
custos de saúde pública, mais
energia produtiva e bem-estar
coletivo. Mais produtividade,
mais coesão social e maior longevidade. Por tudo isto, assumimos o desporto como instrumento de progresso social e
humano.
Carrega, Benfica!"
Jorge Miranda, in A Bola
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