Últimas indefectivações

sábado, 9 de novembro de 2024

Muito Benfica para apoiar


"A agenda desportiva benfiquista para o fim de semana em foco nesta edição da BNews.

1. Chamadas internacionais
António Silva e Tomás Araújo integram a mais recente convocatória da Seleção Nacional.

2. Clássico no domingo
Benfica e FC Porto encontram-se na Luz, domingo às 20h45. Já é conhecida a equipa de arbitragem.

3. Futebol
No sábado, a equipa feminina visita o Racing Power (17h00). Os Sub-19 defrontam o Torreense no Benfica Campus (15h00). No dia seguinte, a equipa B recebe o Alverca (15h30), os Sub-23 deslocam-se ao reduto do Portimonense (11h00) e, à mesma hora, os Sub-15 são anfitriões da Académica de Santarém. 

4. Equipas masculinas
Há várias equipas em ação no sábado. No futsal, o Benfica tem encontro marcado com o Fundão, às 19h00, na Luz. Em basquetebol, hóquei em patins e voleibol, jogos na condição de visitante de Esgueira (21h30), Oliveirense (18h00) e AA Espinho (17h45), respetivamente.

5. Equipas femininas
Em andebol, partida na Luz com o Gil Eanes (sábado, 15h00). Domingo, às 14h30, visita ao Parede em hóquei em patins; às 15h00, desafio com o Maia, na Luz, em futsal; e, às 15h30, deslocação ao Avense 78 em voleibol.

6. Na Europa
A equipa feminina de polo aquático do Benfica compete no Grupo D da 1.ª fase de qualificação da LEN Challenger Cup Women. Nas duas primeiras partidas obteve vitórias frente a Estrela Vermelha (7-28) e Galatasaray (8-12). Nesta tarde é a vez de defrontarem o Esslingen, da Alemanha (17h00), e, amanhã, às 17h00, o adversário é o Unirea Alba Iulia, da Roménia.

7. Seleção Sub-18
A mais recente convocatória inclui cinco jogadores do Benfica.

8. Reforço
Samara Vieira, internacional brasileira, junta-se ao plantel da equipa feminina de andebol do Benfica.

9. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV."

Lanças....


Um trio de ases


"Jorge Jesus que me dê licença, ele que continua a espalhar competência e a agrupar títulos, mas há três treinadores portugueses que têm de ser colocados acima dos demais, ao dia de hoje: Marco Silva, Paulo Fonseca e Rúben Amorim. Marco porque compete a nível de topo – não há campeonato acima da Premier League – e cada vez melhor; Paulo por ser apenas o terceiro português, após Mourinho e Villas Boas, a ter chegado, no caso dele a pulso, a um dos maiores (mesmo dos maiores) clubes europeus; Rúben Amorim por estar a dias de integrar esse mesmo núcleo restrito e após ter conseguido tornar-se o melhor treinador - pelo menos dos que nos lembrámos - da história do Sporting. Escolho escrever isto esta semana, também em homenagem a três jogos admiráveis que as suas equipas concretizaram.
A vitória menos impactante foi naturalmente a do Fulham, diante do Brentford, até por ser um resultado previsível. O elogio não resulta por isso, na essência, de um jogo só, mesmo com aquele final empolgante, de uma reviravolta após o minuto 90 que foi tão feliz como justa. Há duas razões mais relevantes: uma anímica, porque a equipa vinha de uma série de jogos sem ganhar, com uns quantos pontos perdidos à beira do fim, pelo que perder de novo, e em casa, agravaria uma sensação de incapacidade que a forma de jogar não sugeria; e uma outra ainda mais decisiva, eminentemente tática, porque fez justiça a uma equipa que sabe o que faz em cada momento e que reparte o jogo, corajosamente, em qualquer campo, mesmo face ao mais apetrechado oponente. Este Fulham 2024/25 é o melhor projeto da carreira de Marco Silva até agora. E o treinador português está hoje claramente na elite, em grande medida porque nunca deixou de evoluir. E fez a equipa, todo o histórico clube londrino, crescer com ele.
O que escrevi antes, recordo que disse, por palavras muito idênticas e na minha crónica anterior, sobre Rúben Amorim. Quando um treinador melhora a cada ano a sua proposta de jogo, percebe melhor os jogadores de que necessita e os faz crescer, e tem como consequência uma evolução notável da equipa e mesmo do clube que serve, não há prova de competência mais eloquente. No últimos anos, o Sporting não foi apenas Amorim mas nada foi mais importante que Amorim no Sporting. O modo como saiu de Alvalade foi a imagem certa numa história perfeita: uma exibição para guardar, um resultado para nunca esquecer, e, na hora de analisar toda aquela emoção, a mesma lucidez, humildade e classe que sempre revelou. Estava escrito, disse ele. Pareceu mesmo. Mas o essencial do guião foi ele que o escreveu, ao longo destes anos.
Na mesma noite, outro resultado incrível de um comandante português, na impecável vitória do Milan em Madrid, em casa do rei da Champions e perante um Ancelotti atónito. Porque não foi só o resultado, foi o modo como conseguiu. Uns dias antes, o Barcelona tinha goleado no mesmo estádio, com o brilho dos seus meninos geniais que aqui elogiei, marcando quatro golos mas vivendo igualmente uns quantos lances de sobressalto, resultantes de um jogar de risco que deve ser sempre a matriz do Barça. Vi ambos os jogos com atenção e devo ser justo: o Milan, coletivamente, foi ainda melhor. Fonseca estudou o adversário como sempre soube fazer e aplicou a estratégia que lhe permitiu dominar a todo o tempo, numa aula de como controlar sem bola e ferir com ela. Não marcou mais golos porque simplesmente não calhou, ou então porque Rafael Leão não é ainda o atacante completo que Fonseca reclama que ele seja, chegando-se mais à baliza e definindo melhor. Mas se alguém tiver capacidade de dizer isto ao (ainda) jovem e prodigioso atacante português que lhe faça chegar: em vez de amuar com o técnico que tem, que o aproveite. O Leão que vi em Madrid é talvez o melhor de que me lembro. E bem gostava de os ver festejar juntos daqui a uns meses. Porque Leão vai a tempo de juntar aos melhores do mundo e de caminho fazia justiça a Paulo Fonseca, o melhor dos treinadores que os portugueses têm dificuldade em colocar entre os melhores."

Crónica de uma viagem a Munique


"Estas viagens têm uma certa rotina associada. Sai o sorteio, começam as conversas nos grupos do WhatsApp. "E que tal Munique? Quem vai ao Mónaco? Para Turim os voos estão carotes...". A minha opção recaiu por Munique. Sempre quis visitar a Alemanha, é um clube e estádio icónico, uma cidade com uma vibe muito forte por cerveja e conseguiríamos ficar em casa do familiar de um dos nossos. Vamos a isso! Que é como quem diz a mais de 4.000 quilómetros e 3 países no espaço de 48 horas...
A viagem começou às 22h de 3ª feira no aeroporto de Lisboa. Voo até Barcelona onde faríamos escala para Munique. Do seguinte modo: aterrar na cidade Condal à meia-noite e meia e embarcar para a Baviera às 6h da manhã. Dormir? Dormir is overrated. Tal como ficar no conforto do aeroporto nessas horas. É muito mais divertido sair, apanhar um autocarro e chegar às Ramblas à 1h30 da manhã de uma 4ª feira. Com tudo naturalmente quase fechado e pouca gente na rua. Bares abertos já foi difícil de encontrar, discotecas pediam valores de entrada que não queríamos dar, a solução foi a mesma que quando lá tínhamos estado em 2021 para o 0-0 com o Barcelona (ainda hoje não te perdoo, Seferovic!): comprar latas de cerveja aos vendedores ambulantes nas Ramblas. Latas a 1 euro e sempre fresquinhas (tiram-nas das tampas de esgoto, não sei como isso funciona e acho que nem quero saber). A meio da noite um daqueles vendedores senegaleses "oferece-nos" as tradicionais pulseiras, em que já todos sabemos o esquema: "é de borla porque sou muito simpático, mas já que as tens na mão, agora oferece lá uma moedinha, que até parece mal". Os meus dois companheiros de viagem tomaram a decisão certa e óbvia: colocá-la no pulso a viagem toda porque daria sorte no jogo e eu cometi o grande erro: atirei a pulseira para o lixo. Escusado será dizer que ainda hoje me culpam da derrota. Se tivesse mantido a pulseira, claramente teríamos vencido 1-0 e o Bayern só teria tido 30% de posse de bola. No regresso ao aeroporto o nosso uber esteve envolvido num acidente de automóvel e um sem-abrigo bateu no motorista, coisas tão random que às vezes me pergunto se estas histórias para contar durante muitos anos são inevitáveis nos aways europeus. Mas pronto, apanha-se outro uber e pede-se a ele para voar até ao aeroporto, para chegarmos a tempo do avião para Munique.
Está frio na cidade alemã. "Ainda bem que trouxe o casaco. Mas as botas vieram só passear, porque não chove.". Comboio para deixar a mochila em casa e rumo à Marienplatz, a icónica praça da cidade. Tempo para comer uma sandes cujo nome em alemão nem me recordo nem atrevo a tentar escrever e as famosas salsichas. E claro, começar a beber cerveja, muita cerveja. Num bar de repente já não somos 3, somos 15, porque mais malta que conhecemos vai chegando. Há um senhor idoso alemão que se aproxima de nós e explica (a um de nós que vive na Alemanha e percebe alemão) que se lembra de ter visto na TV o Benfica de Eusébio a ganhar ao Real Madrid. Coisas que nos fazem recordar a grandeza intemporal do Benfica.
Quando saímos do bar, está já a praça cheia de Benfiquistas. Resolvemos não ir na primeira leva rumo ao estádio e sabemos pouco depois que a linha se encontra parada, por terem atirado uma tocha para os carris. Coisas que não se entendem. Mas lá seguimos num comboio a abarrotar de adeptos do Benfica e do Bayern em ameno convívio até à estação do Estádio e é quando o vejo pela primeira vez. Aquele exterior vermelho é icónico. E o interior também. Ainda bem que o jogo foi adiado por 15 minutos, porque ainda deu para beber mais uma cerveja nos corredores do estádio e o jogo começa. 4.000 Benfiquistas contra 71.000 alemães. O apoio deles ao início é forte, mas depois calam-se. Soubemos que tinha sido pela morte de um adepto deles. O Benfica não ajuda, porque pouco toca na bola e pouco passa do meio-campo, mas o nosso apoio é forte na medida do possível. Algo desorganizado e nervoso, mas vamos tentando. Como os outros não cantam, ecoamos pelo estádio.
Nestes jogos contra o Bayern há sempre o receio da goleada e portanto quanto mais o tempo vai avançando, mais vamos agradecendo o nulo. Mas é triste ver um Benfica tão encolhido e tão incapaz de ser corajoso e sei lá, tentar jogar um pouco à bola. Nem as equipas pequenas do Tugão jogam assim tão recolhidas na Luz. Mas enfim, todos sabem o que aconteceu e esta crónica não é sobre táticas nem sobre o jogo propriamente dito. O Benfica sofreu um golo na 2ª parte e isso bastou para perder. No final do jogo regressamos a casa, sem grandes aventuras pelo meio, apenas uma paragem num restaurante de fast-food para comer qualquer coisa e ir dormir. Aquela coisa que não tínhamos feito na noite anterior!
Baterias recarregadas, tempo de acordar, tomar o pequeno-almoço (novamente aquela sandes que nem sei como googlar o nome) e passear pela cidade, o chamado "turistar". A cidade é bonita, mas fico com a sensação que só lá voltarei para novo jogo com o Bayern ou para a Oktoberfest. Por volta das 14h arrancar para o aeroporto, fazer escala de 2 horas em Milão e voo para Lisboa. Aterramos em Portugal por volta da meia-noite. 
Não sei se os jogadores do Benfica têm noção dos sacrifícios que fazemos nestas viagens. Do dinheiro que gastamos, do sono que não dormimos, das horas passadas em aeroportos, mas é o que é. Também, honestamente, não é por eles que o fazemos. É pelo amor ao clube, pelo emblema e para ver o senhor de idade alemão a falar-nos de ter visto o Benfica de Eusébio a derrotar o Real Madrid em 1962. E é também pela amizade, pela aventura, pela cultura e pelo viver mundo. O jogo do Benfica é o pretexto para a viagem, mas o jogo acaba por ser apenas 90 minutos em 48 horas. Quem não é adepto de futebol talvez não entenda e considere tudo isto uma maluqueira, mas quem sente, sabe. E quem não sente, não sabe o que perde.

Ps: Obrigado ao zerozero pela compreensão da minha ausência prolongada nestas crónicas, devido a motivos pessoais. Espero voltar a escrever novamente com mais regularidade."

Respirar Benfica


"Todos sabemos que o Sport Lisboa e Benfica, desde a sua fundação, é um bastião do povo, uma instituição baseada na humildade, no trabalho árduo, na competência, na honestidade e na perseverança dos seus fundadores, sócios e adeptos, todos eles alimentados pela chama imensa que arde dentro de cada alma Benfiquista pelo Mundo fora.
Cada um de nós teve o seu trajeto de como se tornou Benfiquista, logo cada um de nós respira Benfica de maneira diferente, onde todos nós temos as nossas opiniões acerca da Direção, dos treinadores e dos jogadores. Elas, muito provavelmente, irão divergir em algum momento e isso é natural. No entanto, há uma coisa que nos une a todos e que, consequentemente, nos torna todos iguais: o nosso amor pelo Benfica.
Este amor onde todos nós pomos de parte as nossas diferenças, os nossos problemas e as nossas mágoas pessoais em prol do Glorioso. Este amor onde, seja onde for, haverá um Benfiquista a cantar e a apoiar. Este amor onde todos nós caminharemos juntos e sempre com o Benfica, jamais contra. Este amor que, durante mais de um século, viu incontáveis glórias, vitórias e conquistas que, ainda hoje, são faladas de forma saudosa para nunca nos esquecermos do quão grandes somos.
Que se continue a respirar Benfica e que nunca deixemos as nossas diferenças, a incompetência, a apatia, as aldrabices e a arrogância matarem este sentimento único e radiante que pode ser resumido numa frase:
E Pluribus Unum."

Uma derrota anunciada


"Este é um texto difícil de escrever.
Por um lado estou triste com a exibição e resultado de ontem. Por outro, e olhando para a equipa que temos, acho que seria quase impossível fazer melhor. E isto não faz de mim um benfiquista menos exigente ou resignado, mas uma equipa como o Bayern consegue evidenciar todos os defeitos de um plantel. E ontem foi feio. Já lá vamos.
Demos uma imagem pobre num dos principais palcos europeus e mentiria se dissesse que não me sinto desiludido, mas acho que este é um bom momento para fazer uma introspecção sincera. Não podemos esquecer que esta é a mesma equipa que há pouco mais de 1 mês nos maravilhou com uma exibição de encher o olho frente ao Atlético de Madrid (que ontem foi vencer a Paris, já agora). Então o que mudou? Vou tentar explicar a minha visão da coisa sabendo à partida que é difícil agradar a todos e que muitos nem vão passar do ponto 1 porque... enfim, estamos em 2024 e pouca gente tem tempo para ler coisas desalinhadas com as suas ideias.

1 - A estratégia
Poupanças! Medo! Estas duas palavras apareceram muito associadas ao 11 e à exibição da equipa. Creio que é aqui que vou perder metade dos leitores, porque acho que a estratégia e tática foram bem pensadas. Na teoria, tudo o que Bruno Lage preparou para este jogo fez sentido. Reforçou o centro da defesa para libertar os alas para que pudessem fazer todo o corredor; reforçou o meio-campo com 3 médios em que um era mais defensivo e os outros dois tinham a responsabilidade de fazer circular a bola. Akturkoglu no apoio ao ponta-de-lança, Amdouni, que tinha como missão dar profundidade à equipa. Não vejo aqui nada de escandaloso nem descabido. Continuo convencido que a ideia era correta e, muito provavelmente, tomaria decisões semelhantes nas mesmas circunstâncias. Até a gestão do Di Maria fez sentido para o palco e adversário! Sendo assim, pouco tenho a apontar ao nosso treinador. Começo bem, não é? Continuemos.

2 - O contexto
O nosso e o deles. 
No nosso tivemos a surpresa, que já não é surpresa nenhuma, da lesão do Bah que condicionou de forma evidente a nossa capacidade de sair a jogar. Não tanto pela ausência do dinamarquês, mas mais pelo seu substituto que, apesar de ter feito uma exibição qb, continua a não mostrar argumentos para jogar a este nível. Sem Bah e com Carreras amarrado do lado esquerdo, ficámos sem capacidade para sair pela alas e foi fácil para o Bayern controlar o jogo no nosso meio-campo. No deles, é preciso não esquecer os resultados do gigante bávaro contra os principais clubes portugueses e como isso provavelmente pesou na abordagem a este jogo. O Sporting já lá levou 7, o Porto 6 e o Benfica 5 por três vezes. O melhor que conseguimos foi um empate a 2 em casa e duas derrotas por 1-0 na Alemanha. E isto pesa. É inevitável que este cenário esteja na cabeça de toda a gente quando se joga frente a este adversário em particular. É um encaixe péssimo para as equipas portuguesas e, pior ainda, não temos armas físicas para contrariar o poderio do adversário. E é aqui que me parece estar a chave deste insucesso.

3 - O jogo
O Bayern não conseguiu rematar à nossa baliza nos primeiros 30 minutos e isso significa que esta parte da estratégia foi bem pensada e executada. Linhas baixas, sectores compactos, jogadores solidários. Nesse sentido tudo correu bem e o 0-0 ao intervalo abria boas perspectivas para, finalmente, termos um resultado positivo em Munique. Mas se esta parte da estratégia correu bem, a outra correu muito mal. A ideia, óbvia, era baixar linhas e aproveitar contra-ataques para ferir o adversário. Tirar-lhe o espaço das nossas costas e aproveitar o adiantamento da defesa contrária para explorar ataques rápidos. O problema é que não temos jogadores capazes de jogar assim, o que é um problema crónico nos nossos plantéis, e fomos completamente engolidos nos 90 minutos acabando por perder 1-0 sem qualquer ponta de dignidade. Não fomos humilhados no resultado, mas a exibição foi francamente pobre. Nós, os adeptos, sabemos; os jogadores sabem; o treinador também. E o diretor de comunicação, que esteve ao lado de Bruno Lage na conferência de imprensa após o jogo a pedir que assumisse a responsabilidade, também sabe. Passámos uma má imagem como clube e isso deixa-me profundamente triste. Se preferia jogar aberto e ser goleado? Não. Mas isto não foi muito melhor. Senti-me como um adepto do Pevidém provavelmente se sentiu ao defrontar o Benfica e não sei como lidar com essa ideia.

4 - Um problema crónico
Então se Bruno Lage fez, na minha opinião, uma leitura correta do adversário e da estratégia, o que falhou? O mesmo de sempre. O Benfica não tem jogadores fisicamente capazes de batalhar contra um adversário destes. Não há velocidade, não há tamanho, não há agressividade. E isto tem muito a ver com o perfil de jogadores que continuamos a contratar para determinadas posições. Não me entendam mal, não acho que temos de ir a correr contratar gazelas com 2 metros para todas as posições, mas existem sectores onde a aceleração, potência, velocidade e capacidade técnica são fundamentais para dar à equipa armas para ultrapassar adversários que são muito fortes fisicamente. Dos jogadores que estiveram em campo com a nossa camisola, apenas um tem velocidade e potência, mas jogou sempre sozinho e foi completamente abafado pelos adversários, acabando por sair ao intervalo sem glória. Então e que posições são essas onde é fundamental ter jogadores com argumentos físicos? Na minha opinião, que vale tanto como as outras, são estas: laterais, extremos e avançados. Olhando para os nossos laterais, só Bah tem velocidade, mas longe de fazer a diferença com esses argumentos. É só mais rápido que os outros colegas da mesma posição e sofre quando apanha um adversário mais rápido pelo seu flanco. Carreras é muito interessante a nível técnico, mas não tem aceleração. Nos extremos... talvez Tiago Gouveia tenha algumas destas características, mas para além de ausente é um pouco irregular. Ou seja, temos bons jogadores tecnicamente, mas são facilmente controlados quando têm de jogar mais isolados apostando no 1 Vs 1 e contra-ataque. Os nossos avançados são grandes, mas, não me levem a mal, não têm sido grande coisa. Ontem o Pavlidis foi completamente incapaz de segurar uma bola que fosse. Parecia um menino a jogar entre Palhinha, Upamecano, Min-Jae... e basicamente toda a restante linha defensiva alemã. Falta, ou pelo menos faltou neste jogo, agressividade! E assim fomos constantemente empurrados para a defesa enquanto ficámos na expectativa à espera de um milagre do futebol. Não aconteceu e perdemos.

5 - Qual é a solução?
De imediato? Nenhuma. Temos de jogar com o que temos e é algo que, provavelmente, não se resolverá tão depressa. Mas sinto que devemos começar a olhar para esta questão de outra forma porque o futebol de alto nível em 2024 não é amigo de equipas pouco agressivas e sem capacidade física. Assim seremos sempre comidos, seja em Portugal, onde os nossos adversários têm apostado mais neste perfil de jogadores com grande sucesso, como na Europa.
Ganhar ao FC Porto."

Treinadores: a eterna dança


"Portugal parece andar para trás no que diz respeito a projetos sustentados de treinadores num clube. Será tudo uma questão de economia. Mas também há a própria dinâmica dos treinadores...

HÁ poucos dias, Bernardo Silva e Pep Guardiola constatavam o óbvio: o crescimento sustentado do Sporting no panorama futebolístico português deveu-se a um trabalho de continuidade, desenvolvido pelo homem que agora ruma a Manchester para ser rival semanal dos que terça-feira foram rivais pontuais em Alvalade, para a Liga dos Campeões.
Depois do próximo domingo, dia da despedida efetiva de Rúben Amorim do Sporting, em Braga, não restará na Liga portuguesa um único treinador que tenha começado a época anterior, 2023/2024, ao serviço do respetivo clube, salvas as exceções das duas equipas que subiram da II Liga, Santa Clara e Nacional (será por acaso?).
Havia outro, Luís Freire, mas foi despedido esta semana do Rio Ave depois de perder cinco jogos, quatro dos quais contra as quatro equipas teoricamente mais poderosas do campeonato — Sporting, Benfica, FC Porto e SC Braga —, não perder em casa há quase um ano e ter passado ano e meio sem poder contratar jogadores. Subiu a equipa da II Liga à primeira, mas tudo se esquece com demasiada facilidade.
Após um período marcado por aparente estabilidade, que parecia indiciar novos tempos, com a longevidade de treinadores como Sérgio Conceição, Rúben Amorim ou o próprio Luís Freire, o futebol português voltou ao rame-rame das chicotadas por dá cá aquela palha, órfão de projetos e refém de conjunturas que podem nada querer dizer. Ou então podem querer dizer muito, como por exemplo ter gestões profissionais e empresariais que, dada a natureza negocial do futebol, se regem por princípios de valorização de ativos para posterior venda, mesmo que os ativos não tenham tido o aval do treinador. Se os ativos não agem pode haver problemas. Há saídas de técnicos, já esta época, que deixam gatos escondidos com rabos enormes de fora no que respeita à sagrada autonomia dos treinadores sobre a constituição das equipas. Mas caberá aos treinadores denunciá-lo com todas as letras, se acharem pertinente.
Há também que ter atenção, nesta dança eterna, a dinâmica da própria classe: todos amigos na teoria, mas concorrentes no que ao mercado de trabalho respeita. Será a lei da vida. Por cada treinador que é despedido há um que volta a ter emprego. E muitos, sabemo-lo, posicionam-se favoravelmente para o que der e vier, de forma mais ou menos mediática. É a economia, estúpido..."

Futebol de ricos, num país de pobres


"Assistir a futebol em Portugal é, cada vez mais, um passatempo de ricos. E apenas de ricos. Pela primeira vez em muito tempo, não podemos assistir a futebol nos canais abertos. Seja do campeonato, algo que já acontece há muito tempo – demasiado, até -, seja das competições europeias. E para nós, benfiquistas, a situação ainda consegue ser pior. Segundo dados da DECO Proteste, os adeptos do Benfica têm de pagar, pelo menos, mais 24% do que os restantes adeptos de futebol. Isto porque, como todos sabemos, à Sport TV temos de acrescentar a BTV para assistir aos jogos caseiros do nosso Clube. Por exemplo, um adepto do Sporting ou do Porto, que queira ver os jogos do seu clube no campeonato nacional e nas competições europeias, terá de pagar 34.99€. Já um adepto do Sport Lisboa e Benfica ainda terá de acrescentar a BTV no valor de 11,49€, perfazendo um total de 46,48€ por mês.
Longe de mim querer opinar sobre como deveriam ser geridos os canais públicos... Mas não seria uma mais-valia estes canais passarem a transmitir os jogos nacionais e internacionais dos nossos clubes? Sim, eu sei, a Sport TV comprou esses mesmos conteúdos. Mas – e ainda por cima numa altura em que tanto se fala no futuro da televisão pública – não seria uma grande aposta do canal público a aquisição destes direitos? Não seria uma forma de reverter a quebra em audiências e receitas? E não esqueçamos que novos contratos terão de acontecer a partir da época 2027-2028, com a tão afamada centralização dos direitos televisivos.
Se, ao início, a aposta na BTV era compreensível por todos, numa luta contra a hegemonia da Sport TV, agora não o é. Até porque, neste momento, parece-me que jogamos ao lado da Sport TV e não contra o seu monopólio. Recordemos o jogo adiado contra o Nacional por causa do nevoeiro.
Ou seja, a opção dos dirigentes do Sport Lisboa e Benfica tem sido clara e inequívoca: andar de mãos dadas com quem gere a transmissão do futebol em Portugal. Mas e a BTV? Porque é que continuam os adeptos do Benfica a ter de pagar mais para ver o mesmo número de jogos de futebol que os outros adeptos? Não seria justo o acesso à BTV ser gratuito para sócios? Ou, de repente, uma luta pelos direitos do clube acaba por ser revelar, afinal, apenas mais um negócio capitalizado pela paixão dos adeptos? Suspeito que assim seja.
Que Rui Costa e a restante direção não queiram afrontar quem manda na transmissão do futebol em Portugal, é uma opção. Errada, na minha opinião, mas é uma opção. Que Rui Costa e a restante direção continuem a compactuar com a penalização dos seus associados e adeptos… Pois, isto não pode ser opção, muito menos num clube fundado pelo povo e para o povo. Um clube que, em vez de um passatempo para ricos, ambicionou ser uma oportunidade de sonho e glória para aqueles que a vida impede de vencer. Para aqueles que dificilmente poderão optar por pagar 46,48€ por mês para viver o seu clube.
Posto isto, cumpre perguntar: vai o Sport Lisboa e Benfica continuar a optar pelo que não pode ser uma opção?"

SportTV - NBA - S03E05

Zero: Afunda - S05E14 - Afirmação de Neemias e os Warriors em grande

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Boa entrada...

Estrela Vermelha 7 - 28 Benfica
1-8, 3-6, 1-6, 2-8
Macleod(7), Sousa(5), Nunes(4), Sousa(3), Hazell(2), Arromba(2), Aline(1), Jardim(1), Milheiro(1), Alba(1), Aikema(1)


Na Roménia, na fase de qualificação para a LEN Challender Cup, de Polo Aquático feminino, o Benfica entrou com tudo no 1.º jogo, derrotando as Sérvias de forma convincente...

O próximo jogo é com o Galatasaray, as favoritas... portanto, mais complicado!

Decisão na boca certa!!!

🤨 então?

Para os 🦎 que andam de peito cheio...

Memórias 'inglórias'!

O Benfica Somos Nós - S04E19 - Bayern...

Terceiro Anel: Bola ao Centro #74 - Imagem inglória!

O Cantinho Benfiquista #189 - Domingo Há Final

BI: Bancada Jovem - S02E02 - Semana decisiva

Benfica Podcast #540 - Lage's Lab

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica pensa e joga "pequeno"?

Terceiro Anel: Bayern...

ESPN: Futebol no Mundo #396 - Barça e Real Madrid em situações opostas na Champions; análise da rodada

Rabona: Champions...

Chuveirinho #101

Resultado aquém do pretendido


"Na visita ao Bayern Munique, para a Liga dos Campeões, o Benfica foi derrotado por 1-0. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Olhar em frente
O treinador do Benfica, Bruno Lage, considera: "Se pudéssemos sair das referências individuais e ter mais bola, poderia resultar. Faltou-nos ter maior controlo do jogo com bola." O grupo de trabalho já está focado no próximo desafio: "Agora é pensar no FC Porto."

2. Focados no próximo embate
Otamendi afirma: "Se as coisas tivessem saído bem, quiçá estaríamos a falar de outra coisa. Não saíram como desejávamos, mas há que olhar em frente, pensar no fim de semana, e tratar de voltar às vitórias."
Aursnes comenta: "Temos de continuar, teremos um jogo duro no domingo, vamos recuperar bem e estar prontos."
Trubin realça: "Foi o jogo mais difícil que tivemos nesta época. Uma das melhores equipas do mundo neste momento, fora de casa, num estádio e num ambiente incríveis, por isso foi muito difícil para nós."
Beste salienta: "É o Bayern Munique, quando lhes dás uma chance para marcar, eles marcam."

3. Chamadas internacionais
Barreiro e Amdouni estão convocados pelas seleções dos seus países.

4. Distinção
Na eleição do Jogador do Mês da Liga Betclic em setembro/outubro, Aktürkoğlu recebeu a maioria dos votos dos treinadores.

5. Empate que soube a pouco
No jogo entre Bayern e Benfica a contar para a UEFA Youth League registou-se um empate a três golos. Vítor Vinha refere: "Ficámos a dever a nós mesmos a vitória, num campo difícil. Somos uma equipa que está aí e que vai lutar pelos seus objetivos."

6. Forte presença
Na mais recente convocatória para a Seleção Nacional Sub-19 constam 10 futebolistas do Benfica.

7. Vitória na Grécia
O regresso benfiquista, passados 34 anos, às competições europeias de voleibol no feminino fica assinalado por um triunfo, por 1-3, no reduto do adversário, o AEK Atenas. A 2.ª mão dos 16 avos de final da CEV Challenge Cup joga-se na Luz, dia 14, quinta-feira, às 20h00."

História Agora


Imparável!


"Plano da UEFA vai injetar 1 bilião de euros no futebol feminino

Passou praticamente despercebida, aos media nacionais, a notícia de que a UEFA se prepara para investir como nunca no futebol feminino. Na última quarta-feira de outubro, dia 30, o organismo presidido por Aleksander Ceferin revelou o projeto denominado Unstoppable (imparável), dando conta que até 2030 irá injetar €1 bilião no futebol feminino europeu. O plano passa essencialmente pelo desenvolvimento das categorias de base dos clubes europeus e profissionalizar a modalidade no velho continente.
O Unstoppable estabelece as prioridades estratégicas da UEFA tendo em vista a próxima geração de jogadoras, treinadores, árbitros, voluntários e até adeptos. O objetivo centra-se em fazer com que o futebol seja a modalidade coletiva mais praticada por mulheres e raparigas em todos os países europeus, aumentar o número de ligas profissionais e o número de jogadoras profissionais, estimando-se que até 2030 possam ser cerca de cinco mil as jogadoras profissionais na Europa.
Esta pode, assim, ser uma oportunidade única para Portugal do ponto de vista da criação de condições para a liga feminina se profissionalizar, mas também para os clubes terem acesso a meios e verbas para apostarem em condições dignas para o futebol praticado pelas mulheres, sejam elas jovens ou adultas. Teremos, dessa forma, um campeonato mais competitivo, mais atrativo para jogadoras que agora optam por outras paragens, capaz de gerar mais receitas, mais público, mais interesse por parte dos media, e também agregar mais interesse junto dos patrocinadores. Ganham as jogadoras, ganham os clubes, ganha a Seleção Nacional. Está dado o mote: este é o momento, em 2030 será tarde de mais.
O próximo jogo da Seleção A Feminina irá jogar-se pela primeira vez num grande palco do futebol nacional, o Estádio do Dragão. No próximo dia 29 de novembro, o recinto portista será, assim, o palco da primeira mão do play-off final de acesso ao Campeonato da Europa de 2025, que opõe a nossa Seleção à Chéquia. Encher o Dragão seria um ótimo incentivo para as nossas conquistadoras, mas também um sinal inequívoco do rumo que queremos para o lado F do futebol."

Cadomblé do Vata

O Benfica europeu não esteve em Munique


"ALGUMAS REFLEXÕES E QUESTÕES SOBRE A TRISTE NOITE DE ONTEM

1. Acredito que Bruno Lage quis dar um pendor defensivo à equipa face ao poderio ofensivo do Bayern. Se acredito que Bruno Lage queria que a equipa se acantonasse lá trás, que defendesse tão dentro da área, que fosse tão incapaz de ter bola para contra-atacar aqui e ali? Penso que não, que Bruno Lage acreditou que com a estratégia que montou a equipa ia fazer outra figura. A verdade é que não fez, nem pouco mais ou menos.
2. Bruno Lage reconheceu que sua estratégia não estava de todo a funcionar, tanto assim que fez duas mudanças logo ao intervalo, ou seja, ainda com o resultado em zero-zero, um resultado que se podia considerar favorável. Consegue uma equipa com aquele desempenho mudar o chip para com isso mudar a tática ou, ao menos, o comportamento face ao adversário? A história diz-nos que é difícil, muito difícil, e a história ontem bateu mais uma vez certo: as mudanças pouco ou nada mudaram.
3. A história também nos diz que uma equipa que se considera satisfeita com o empate raramente não sai derrotada de um jogo. O erro esteve só no plano de jogo, que falhou, ou era mesmo difícil, para não dizer impossível, com os jogadores que Bruno Lage tem à sua disposição dar mais luta ao Bayern? Acho que, mesmo com tração atrás, aqueles jogadores tinham que dar muito mais luta ao Bayern. Mesmo perdendo.
4. Porque não se soltou o Benfica depois de sofrer o golo, porque não foi atrás do empate? Basicamente, penso, porque arriscaria sofrer mais golos e o diferencial de golos vai ser um fator de desempate fundamental para o apuramento para a fase seguinte. Como em todos os outros jogos deste novo modelo de Champions, ontem não era de todo igual perder por um ou por dois, três ou quatro. No final da fase de liga veremos se valeu a pena.
5. Pareceu óbvio que Bruno Lage poupou alguns jogadores para o clássico de domingo. Faz sentido uma equipa querer competir a este nível, na Champions, priorizando a competição interna? Todas as grandes equipas vão com tudo a todas as competições mais importantes, por que não há-de o Benfica fazer o mesmo?
6. O erro faz parte do futebol. Bruno Lage reconheceu que não esteve bem, pelo que agora se exige não menos do que uma reação à Benfica na receção ao Porto no domingo. Lá estarei, como sempre, para apoiar a equipa, o treinador, todos. A equipa terá que estar a um nível muito superior ao de Munique. E nós, os adeptos, teremos que estar ao nível dos que em Munique não pararam de apoiar a equipa."

Mudou o sistema, não mudou a tradição e o Benfica saiu derrotado de Munique


"Bruno Lage preparou-se para o Bayern Munique, mudou peças e sistemas, mas a Allianz Arena continua a ser território maldito para o futebol português. Os encarnados, acossados durante quase 90 minutos pela artilharia bávara, perderam por 1-0 e estão agora no 19.º posto da Liga dos Campeões

Há palcos mais ou menos malditos e a Allianz Arena de Munique é um deles para o futebol português. Não falamos de azares ou derrotas circunstanciais. Falamos de catástrofes futebolistas, eventos traumáticos, como foram os 7-1 ao Sporting em 2009, os 6-1 ao FC Porto em 2015 ou os 5-1 ao Benfica em 2018.
Democraticamente, o Bayern Munique distribuiu violência aos três grandes de Portugal no seu novo estádio e até a seleção alemã ali trucidou a portuguesa no Euro 2020 (os 4-2 foram, covinhamos, até lisonjeiros). Melhor resultado de uma equipa portuguesa na Allianz Arena? Um nulo do Sporting em 2006 e talvez o Belenenses tenha saído de Munique com uma sensação de dever cumprido por ali ter perdido por apenas 1-0 numa 1.ª ronda de Taça UEFA em 2007.
Impunha-se então esse desafio ao Benfica: ganhar pela primeira vez em Munique, importante depois da derrota em casa por 2-0 com o Feyenoord. Do outro lado, o Bayern de Kompany, a voar na Bundesliga, mas com duas derrotas consecutivas na Liga dos Campeões.
Lendo o adversário, Bruno Lage mudou: entrou em campo com três centrais, mais presença a meio-campo e um ataque móvel com Aktürkoglu e Amdouni. O objetivo era ter segurança na posse, baralhar o adversário e tentar agarrar as oportunidades dadas para ataques rápidos.
Mas posse foi coisa que o Benfica não teve ao longo de todo o jogo. Os encarnados abraçaram a guerilha e o Bayern obrigou a equipa portuguesa a entrincheirar-se na sua área. Ainda assim, os alemães foram quase sempre uma equipa trapalhona. Todo o ascendente resultou apenas num golo, a meio da 2.ª parte. O Benfica mudou, mas a tradição manteve-se: mais uma vez uma equipa portuguesa não ganhou em Munique.
A estratégia encarnada terá resultado na 1.ª meia-hora. Sem bola, o Benfica defendia bem, evitando o poder de fogo do Bayern. Não houve remates até aos 30 minutos (na primeira vez que o Benfica se desorganizou) e quando apareceram não levaram perigo à baliza de Trubin, presença segura ao longo de todo o jogo. A pressão alta do Benfica raramente apareceu, mérito também do controlo do Bayern.
Depois do intervalo, Lage desfez a ideia inicial, atirando Pavlidis às feras. Beste entrou para o lugar de Kaboré, o elo mais tremeliquento do Benfica na 1.ª parte. E depois de uma entrada segura, o Bayern voltou a enviar toda a artilharia para a área dos encarnados, num ataque ainda mais intenso do que no primeiro tempo.
Faltava, no entanto, criatividade à equipa da casa, incapaz de penetrar com qualidade nas linhas defensivas do Benfica, que ia sobrevivendo de faca nos dentes. A entrada de Leroy Sané trouxe outras ideias aos alemães, com o extremo a iniciar um duelo bem particular com Trubin, que foi ganhando a luta, com várias defesas resolutas. Mas estaria mesmo no pé esquerdo do ex-Manchester City a origem do único golo do jogo: Sané despejou para a área, Kane ganhou nas alturas a Tomás Araújo e Musiala estava no coração da área para cabecear para as redes.
O golo do Bayern não trouxe grandes alterações ao jogo do Benfica, sempre com grandes dificuldades em encadear jogadas ofensivas - os encarnados acabaram com um remate, contra os 23 dos bávaros, mesmo que muitos deles carentes de perigo. Pavlidis foi um homem só na frente e a entrada de Di María para a vez de um desta vez apagado Aktürkoglu não teve os efeitos desejados. A derrota, protelada pela eficácia defensiva do Benfica, justifica-se e deixa o Benfica com 6 pontos, ainda em lugar de playoff, mas sem grande margem de manobra para o que aí vem."

Jogámos como equipa pequena; Trubin evitou males maiores


"Vamos defrontar a maior "besta negra" do Benfica na Europa. Seis vezes os apanhámos, 12 jogos, portanto, temos zero vitórias e só três empates. É hoje?
A minha esperança centra-se essencialmente numa eventual surpresa tática que Lage possa ter preparado para este jogo, para dar a volta ao poderio ofensivo deles e explorar as debilidades defensivas, que as têm.

00' O onze já me surpreendeu, vamos lá arriscar uma interpretação, no fim é fácil: jogamos com três centrais, com o Kaboré na direita, penso que para explorar ofensivamente o corredor, com o Renato no meio, para transportar jogo, e com o Amdouni na frente, ou seja, sem ponta de lança fixo, tirando partido da velocidade e facilidade de remate do suíço. Que este onze e a tática que lhe está associada surpreendam também o Bayern.
15' Encostados lá trás. Sem grande perigo deles. Por mim, assinava já o empate.
20' Olha-se para os matulões da defesa deles e não se percebe como é que lhes vamos ganhar bolas em profundidade.
22' Trubin no chão, assistido. Time out para Lage dar instruções?
30' Ficou tudo na mesma. Tomás Araújo a sobressair nas ações defensivas.
35' Parece um treino de ataque contra defesa. Tomem lá a bola e ataquem de novo. E as bolas já estão a ir à nossa baliza. É hora de Trubin brilhar.
40' Mas estes gajos só têm onze??? Não são 14 ou 15? Estão em todo o lado, as segundas bolas são todas deles.
45+1' O melhor da primeira parte? Os adeptos, incansáveis, fantásticos a fazerem-se ouvir, a apoiar.
46' Beste e Pavlidis. Amdouni - esteve em campo? - e Kaboré - um erro de casting? - para fora do jogo. 52' O nosso primeiro ataque continuado do jogo.
65' O jogo continua na mesma toada da primeira parte. Vamos conseguir aguentar 90 minutos? Trubin vai brilhando.
68' Adivinhava-se, estava-se a ver. Mas há falta sobre o Tomás Araújo. Se impede de saltar é falta. Alô VAR? Somos mesmo pequeninos lá fora.
70' E agora Bruno Lage? Como levar uma equipa de tração atrás para a frente?
80' Venha lá o Arthur, que só marca grandes golos. Que nos ajude hoje, já que anda afastado há muito dos grandes momentos.
90+4' Sejamos justos: este jogo não contava para as contas do apuramento. Para as contas do apuramento perder por um até nem foi um desastre. Com 36 equipas e só 8 jogos vai haver muita igualdade pontual e a diferença de golos vai ser decisiva. O desastre foi mesmo a total incapacidade demonstrada para ao menos incomodar o Bayern."

BI: Bayern...

5 minutos: Bayern...

Nene: Bayern...

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Vermelhão: Sabor inevitável...

Bayern 1 - 0 Benfica


O principal problema destas 'invenções' para este tipo de jogos, são as rotinas! No papel a ideia até pode resultar, mas na prática, os jogadores não estão habituados a jogar desta maneira! Hoje, se defensivamente até cumprimos quase sempre as indicações do treinador, ofensivamente a equipa nunca conseguiu efetuar as transições que o treinador tinha previsto!

Um dos problemas endémicos do plantel do Benfica, é a falta de capacidade física: caparro e velocidade em vários sectores! Hoje, entre todos os 'pares' em campo, talvez o Carreras tivesse vantagem física sobre o adversário direto, de resto perdíamos em quase todos os indicadores! E assim, juntando o caparro à qualidade técnica, neste caso a qualidade de passe do adversário, nunca poderíamos jogar de peito aberto!

Nestas situações muitas vezes fica a sensação que se o Benfica tivesse arriscado mais, poderíamos ter tido mais sorte no marcador, mas hoje, pessoalmente, não fiquei com essa sensação: se o Benfica tivesse apostado num 11 e na estratégia 'habitual', teríamos muito provavelmente sido goleados!!!

Não posso castigar o Lage por ter tentado. Com o Roger, teríamos jogado sem alterações, e muito provavelmente no final da partida seria criticado... Mas para se jogar assim, as caraterísticas dos jogadores e as rotinas têm que ser outras...

Durante muito tempo conseguimos bloquear o jogo, mas com o cansaço normal, começamos a cometer alguns erros de posicionamento, e o Bayern começou a rematar, principalmente na consequência de bolas paradas... No 2.º tempo, os problemas começaram mais cedo.... e golo acabou por aparecer, com alguma naturalidade, num ressalto...
Até final, nunca conseguimos rematar, tivemos alguns momentos de 'quase' perigo, mas a equipa estava formatada para defender... Além disso, é muito complicado 'tirar' a bola a esta equipa do Bayern!

O Trubin fez uma das melhores exibições no Benfica, o Tomás não merecia ficar mal na foto do golo sofrido, esteve praticamente inultrapassável no 1x1 (pessoalmente, acho que o Kane fez falta... aliás, na jogada seguinte, marcou uma falta igual do Beste junto da outra área, e até deu Amarelo ao Kokçu!). O Renato 'aguentou' quase 90 minutos, falta ganhar a confiança necessária para arriscar o contacto no 1x1 defensivo! Nota ainda para o Carreras, que foi de longe o jogador que mais arriscou, 'meter' o pé nas disputas de bola...

No meio de tudo isto, pelo menos deu para 'descansar' alguns titulares para Domingo! A recuperação do Bah é fundamental... O Aursnes tem sido o jogador mais sacrificado com minutos, mas é indispensável no meio-campo!

A qualificação nunca passou por este jogo, no Mónaco e na Luz com Bolonha, esses sim, serão os jogos decisivos. A equipa apesar da derrota, correu, e 'sacrificou-se' hoje, tentando uma estratégia quase anti-natura para aquilo que estão habituados, portanto merecem 'respeito'!

Mas agora o que interessa, é o jogo de Domingo que terá uma dinâmica diferente! Vamos voltar ao Tugão, com todas as armadilhas conhecidas...

Estreia vitoriosa...


AEK 1 - 3 Benfica
17-25, 11-25, 25-21, 19-25


Primeira Mão dos 16 avos de final da Taça Challenge da CEV, em Atenas, com uma vitória clara... Mas ainda falta o jogo na Luz.

Empate madrasto!

Bayern 3 - 3 Benfica


Empate conquistado nos descontos, numa partida onde devíamos ter goleado! Bastava algum acerto na finalização! Temos melhor equipa, mas quando não se marca, sofre-se!!!

Entrámos a ganhar, depois de alguns falhanços épicos, permitimos logo o empate, mas antes do intervalo chegámos à vantagem mínima, mais que justa, num Canto!
No 2.º tempo, entrámos a dominar, voltámos a desperdiçar, e após as substituições tradicionais por volta dos 60 minutos, ficámos um pouco perdidos... e o Bayern sem saber ler nem escrever marcou dois golos de rajada!!!
Fomos para cima deles, voltámos a falhar golos inacreditáveis, mas nos descontos, em novo Canto, empatámos...

Grande jogo dos dois médios: Martim Ferreira e Tiago Freitas... Hoje faltou o Olívio Tomé (castigado), o Edu e o Gonçalo Moreira fisicamente tiveram muitas dificuldades... Boa entrada do Neto, talvez os melhores momentos no pós-lesão!

Estamos no bom caminho para a qualificação, mas podíamos estar melhores... Recordo que das quatro partidas que faltam, pelo menos 3 têm normalmente equipas de formação fortes: Mónaco, Barcelona e Juventus, só o Bolonha poderá ser mais  acessível!

3x4x3


Segunda Bola


Terceiro Anel: Antevisão - Bayern...

Munique é para valentes


"Gerir competições e prioridades são exercícios nada fáceis de resolver

O Estádio de São Luís foi durante muito tempo sinal de dificuldade e dúvida para os visitantes, mesmo os mais pintados. Há muitos anos, já o espesso bigode do famoso espanhol Paco Fortes, jogador e mais tarde treinador local, atormentava quem chegava. Como se sabe, contra este encanto local histórico, a modernidade trouxe outras prioridades que não aquelas que faziam do estádio farense um clássico da resistência dos pequenos frente aos nobres visitantes, tantas vezes foram postos em causa.
No meu caso as recordações de lá não são as melhores. Não me lembro que lá tenha sido especialmente feliz. Ao contrário, foi lá que sofri a única sanção disciplinar da minha carreira. Para quem se lembra, havia uma espécie de VAR que analisava os vídeos e castigava os intervenientes, mas depois dos jogos. Foi algo que durou pouco, mas eu fui um dos poucos premiados com essa inovação. Coisas do século passado...
Voltando ao presente, os calendários apertados obrigam o Benfica a olhar também para a frente. Taça da Liga e campeonato a ter que ganhar, e Liga dos Campeões para sonhar. Gerir competições e prioridades são exercícios nada fáceis de resolver, em que os ses e dúvidas se amontoam na cabeça de quem tem de decidir.
Quando falamos de algum jogo que passou e se diz que foi tremido, é certo que traduz alguma insegurança mostrada, mas resulta de mais uma jornada vencida, mesmo encaixada entre um Santa Clara e um Bayern, em tudo diferentes.
A exibição não foi das melhores, naquilo que pareceu ser um ensaio para Munique, em função da constituição do meio campo reforçado com Florentino. Ensaiar ganhando era o que se exigia...
Foi um jogar pensando no próximo, o que por vezes se torna perigoso mas difícil de evitar, num estádio estranhamente despido de publico, contrariando a expectativa dos organizadores e a habitual forte adesão de adeptos do Benfica.
Faro é passado e agora em Munique é para valentes e fazer aquilo que nunca foi feito. A cautela de braço dado com a personalidade pode resultar.

Amorim
Ruben Amorim, independentemente dos clubes que representou ou representará, constitui um fenómeno que ficará na nossa história da bola.
Um modelo de treinador original mas simples. Um personagem diferente com uma clareza rara no discurso e um humor que fará falta no nosso meio.
Um verdadeiro achado para liderar e revirar clubes históricos em continuadas dificuldades. A primeira prova foi bem cumprida e com distinção, em território nacional. À partida para uma nova empreitada no exterior, que podemos considerar ainda de maior exigência, acredito muito que consiga repetir o êxito alcançado. Se existem figuras unânimes no nosso meio futebolístico, este é o homem e com toda a justiça.

Banco
Ainda há demasiada que gente acha que os melhores treinadores são aqueles que mais esbracejam e gritam no banco. Ao contrário, essa é, tão somente, a expressão da natureza da pessoa e que muitas vezes também retrata a respetiva fraqueza e insegurança, não representando qualquer mais valia que se conheça. Bem sei que é um comportamento populista que alguns apreciam mas, ao correr ao longo da linha mais do que o seu extremo, os misteres-atletas contribuem mais para o colorido do espetáculo do que para qualquer orientação tática da sua equipa.
Já Lage tem um bom equilíbrio e controlo entre a análise tranquila com os seus assistentes, a conversa com alguns jogadores quando alguma paragem o permite e alguma efusividade estratégica quando é necessária mais energia.
Ainda falando de treinadores e dos bons, Luís Freire, do Rio Ave, foi recentemente demitido do seu cargo após um empate caseiro. Era o treinador com mais tempo de permanência num clube da Liga, o que diz bem da sua capacidade e influência.
Luis Freire é um caso infelizmente raro, de quem progride pela sua competência e mérito. Alguém que começou nas divisões inferiores, se evidenciou e subiu até ao nosso principal campeonato pelos resultados conseguidos. Uma raridade e um exemplo a seguir."

Terceiro Anel: Diário...

Fora de Jogo - 90+3' - S02E08 - Miguel Farinha | A Europa está toda enganada sobre a centralização os direitos TV?

Zero: Tema do Dia - Goleada do Sporting ao City: melhor que isto é impossível?

Observador: E o Campeão é... - This is Amorim, amigos ingleses!

Zero: 5x4 - S05E10 - Benfica, Sporting e SC Braga engatam: regresso à normalidade?

Zero: Senhoras - S05E10 - Daniel Pacheco: «O projeto do FC Famalicão é parecido com o Benfica»

Zero: Negócio Mistério - S03E08 - Diego no Porto

Os novos desportos para as gerações mais novas


"Os adeptos têm acesso a uma enorme quantidade de conteúdo desportivo em múltiplas plataformas, mas este ecossistema é cada vez mais complexo e pode impactar o envolvimento e a paixão da próxima geração de adeptos de desporto. Estas mudanças também podem apresentar inúmeras oportunidades para os clubes e atletas se conectarem com os adeptos e criar ligações mais profundas com eles.
As tecnologias emergentes e as formas de produzir entretenimento estão a criar novas possibilidades para toda a indústria desportiva e a avançar na era dos desportos com experiências imersivas. Nesta nova era, os adeptos podem até esperar em criar as suas próprias realidades desportivas digitais, feitas à medida dos seus gostos particulares. Com esta nova realidade de desportos fragmentados, nem todos os espetadores terão a mesma experiência, mesmo assistindo ao mesmo evento desportivo ao vivo.
Os adeptos vão poder escolher perfeitamente quais os recursos que desejam utilizar para satisfazer as suas necessidades a qualquer momento de uma transmissão. Os desportos imersivos vão integrar canais e plataformas digitais para responder aos desejos dos adeptos proporcionando assim um nível de personalização imbatível.
Atualmente existem cerca de 200 modalidades reconhecidas oficialmente e mais de 800 modalidades e variações não cobertas ou supervisionadas por federações, ligas ou associações. Percebe-se por estes números que nas últimas décadas, particularmente desde a mudança do século, que surgiram novos desportos de acordo com as novas exigências dos consumidores.
Claro que, dentro das 200 modalidades oficiais, existe um grupo restrito delas que congrega muitas audiências, patrocinadores importantes, centenas de milhões de adeptos e receitas e lucros avultados. Num nível seguinte existem outras modalidades de menor dimensão, mas de enorme relevância para determinados segmentos de consumidores e, finalmente, modalidades muito pequenas que procuram satisfazer pequenos nichos de mercado.
Espera-se no futuro que, em cima das 200 modalidades oficiais e das restantes 800 variações atuais, surjam ainda milhares de inovações que vão fragmentar o mercado de uma forma profunda e irremediável. Para além da esperada fragmentação, assistiremos a uma fusão dentro do mercado do entretenimento com a criação de eventos, competições e provas que vão mesclar diferentes modalidades, atletas masculinos, femininos e robots, ou até desporto com música, sempre suportados com uma dose massiva de tecnologia.
Através de algum pensamento lateral e alguma criatividade não será difícil imaginarmos eventos no futuro de corridas ou futebol praticado por drones ou ainda dronesurf ou drone boarding, combinações perfeitas para entusiasmar a geração. Teremos assim em simultâneo a oportunidade de expandir até as modalidades tradicionais para novos territórios e para novos segmentos."

Atypical: 4-Hours Until Game Time - My DETAILED Pregame Routine as a Pro Basketball Player