Últimas indefectivações

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Os Olímpicos e o retrato de quem os organiza


"A utilização dos Jogos Olímpicos, na “era moderna”, como forma de propaganda dos Estados que os organizam é um clássico que vem desde a Alemanha de Hitler. Os JO de 1936 foram mesmo os primeiros a ter os resultados a serem transmitidos por telex em tempo real para os media e com cobertura televisiva, com transmissão para salas de cinema especialmente equipadas na cidade de Berlim (e com potência suficiente para poder ser, eventualmente, o primeiro sinal rádio de TV interestelar da Humanidade - algo que Carl Sagan virá a utilizar com especial efeito dramático no seu livro de ficção, adaptado a filme com o mesmo nome, Contacto).
O Reich usou com êxito os Olímpicos de 36 para promover a superioridade tecnológica alemã (ainda que lhes tenha saído o tiro pela culatra quanto à “supremacia ariana”, em especial por terem de mostrar ao mundo as imagens do negro norte-americano Jesse Owens a vencer quatro Medalhas de Ouro, nos 100 e 200 metros, nas estafetas e no salto em comprimento. E, pelo caminho, inventaram a “cerimónia de abertura” dos JO.
Desde então, cada país organizador faz por mostrar ao mundo - num evento que se pretende desportivo, mas que é obviamente político - quão superior é relativamente aos restantes. Os JO de Tóquio1964, por exemplo, foram os primeiros a serem transmitidos em direto através de satélite para a Europa e América do Norte, inaugurando a cobertura televisiva moderna Olímpicos.
A União Soviética, em 1980 ampliou de forma sistemática esta utilização do satélite. E transmitiu em direto para o mundo a imagem de paz e união, encabeçada pela hoje mítica mascote Misha, um ursinho desenhado pelo ilustrador infantil russo Victor Chizhikov, que marcou por completo todo o evento.
Durante este período, os comunistas soviéticos pareceram capitalistas, tanto foi o merchandising olímpico com o Misha que foi produzido: aparecia em chávenas, T-shirts, cinzeiros...
A mensagem: o “grande urso” russo era afinal um querido ursinho inofensivo, de braços abertos ao mundo, incapaz de maldade. A invasão do Afeganistão, iniciada meses antes, em dezembro de 1979, que levou os EUA de Jimmy Carter a boicotarem estes JO, era obviamente uma missão de pacificação a pedido do Governo legítimo do país. Algo, aliás, ainda hoje defendido por grande parte da extrema-esquerda, portuguesa e não só. Mas estou a sair do tema. Ou talvez não...
Misha era ainda a resposta de propaganda perfeita - através de um boneco infantil - de que é o imperialismo americano que tudo faz para destruir um belo momento de encontro pacífico da Humanidade na capital do paraíso da “ditadura do proletariado”. E, ainda que tal possa hoje custar a acreditar às gerações mais novas, para muito boa gente, funcionou. O boneco marcou pelo menos duas gerações e o momento do encerramento dos JO, em que o Misha parte para sempre preso a balões sobre o Estádio Olímpico levou muitos às lágrimas.
Nesses instantes, os comunistas deixaram de ser os velhos no camarote a ver passar procissões de soldados com marchas ridículas e carros com mísseis intercontinentais. Passaram, por alguns segundos, a seres humanos. E houve quem lhes tivesse dado o benefício da dúvida das suas intenções - e nunca tivessem daí saído, infelizmente. É esse o poder da boa propaganda.
Na missão de tentar controlar as mentes dos outros, dos líderes religiosos aos políticos, passando pelos marketeers, há efeitos fáceis de prever - que a rainha Isabel II a receber James Bond (interpretado por Daniel Craig) em Buckingham para a escoltar até à cerimónia inaugural dos JO de Londres 2012 será de imediato um clip viral na internet é claro-; outros mais difíceis de medir a priori as consequências exatas. É por demais evidente que a cena da “última ceia” da abertura de Paris2024 foi desenhada para criar polémica, mas toda a onda de controvérsia que se gerou, entre os ofendidos e os que vieram a correr intelectualizar a coisa foi de tal forma ridícula que demonstra bem como o ser humano, tendo as suas necessidades básicas asseguradas, é incapaz de priorizar as suas energias relativamente aos assuntos que importam para a sua real sobrevivência.
Mas é também nesses efeitos imprevisíveis, por vezes indesejados, que muitas vezes se encontram as pérolas. E estes JO de Paris não foram exceção. Na Cerimónia de Encerramento, demonstraram, ainda que sem querer, como é diferente a forma de ver a liberdade no Velho e no Novo Continente. Enquanto Paris encerrava da forma como abriu, com grandes (e um pouco chatas) figuras cénicas, houve um momento de passagem de testemunho para Los Angeles, com a intervenção de Tom Cruise, em que caiu ali a energia e a capacidade cénica americana que é um contraste tão evidente como, literalmente, do dia para a noite (eram 23.00 em Paris, 14.00 na Califórnia).
No vídeo que nos foi mostrado, quando a bandeira olímpica “chega” a Los Angeles e passa de mão em mão por várias personalidades, que vão correndo em direção à praia onde se realizará um pequeno concerto, as pessoas pelo caminho, aparentemente cidadãos comuns, curiosas, juntam-se de livre vontade. Não porque são obrigadas a isso, não porque estejam a seguir “a estrela”, não porque vão em “espírito de missão”... Vão porque querem ir ver o que é que se passa. Porque é bom, porque é giro, porque têm energia. São felizes. E isso transmite-se pela TV.
Independentemente do que possam ter ouvido dizer por aí, o sonho americano continua bem vivo. Os cuidados de saúde de que está a precisar são alguns, de facto, mas na realidade - e quando olhamos para o que andamos a fazer com a nossa liberdade - não são mais do que os nossos. Aliás, quem nos dera!"

BI: Famalicão...

O Benfica Somos Nós - S04R04 - Famalicão...

RND - Carrega...

Visão: S06E01 - Começou como Acabou

5 minutos: Aniversário - Diário...

El Mítico #98 - Nueva temporada, viejos problemas

O Futebol é Momento - S03E01 - Abre’olhos

Mata-Mata - Mercado, Super-taça e primeira jornada da LP1 e LP2!

A Verdade do Tadeia #2025/1 - Benfica cai em Famalicãoa

Zero: Mercado - Neres, Danilo, João Félix

Zero: Ataque Rápido - S06E02 - Sousa out, Schmidt off e o «pai ta on» com Arthur Quezada

Chuveirinho #88

Terceiro Anel: Diário...

Tailors - Final Cut - S03E14 - João Carvalho

ESPN: Futebol no Mundo #369 - Guia do Italiano, Supercopa inglesa e Espanha campeã olímpica

Falso que o Sport Lisboa e Benfica procure treinador


"É totalmente falso que o Sport Lisboa e Benfica, finda a 1.ª jornada do Campeonato, esteja no mercado à procura de treinador, assim como falsos são os nomes que têm surgido na opinião pública ou publicada.
Falso, pura especulação e aproveitamento gratuito."

1 Minuto


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Estilhaços dolorosos no Sporting


"O CD da FPF abriu um processo de averiguação. Fê-lo para conhecer os factos e agir em conformidade. Vamos assumir que foi Nuno Santos que fez estilhaçar o vidro, o que pode suceder?

Na final da Supertaça, jogo que o FC Porto venceu o Sporting por 4-3, Nuno Santos, jogador do campeão nacional, partiu um vidro de proteção de um camarote e os estilhaços atingiram uma adepta que ficou ferida, tendo sido suturada com 30 pontos na cabeça. Entretanto, o Conselho de Disciplina da FPF já informou que abriu um processo de averiguação. Fê-lo para conhecer os factos e agir em conformidade. Vamos assumir que foi Nuno Santos que fez estilhaçar o vidro, o que pode suceder? 
Primeiro pode haver uma ofensa com caráter criminal, embora não seja crível. É seguro que o jogador não terá atuado com dolo: «não (...) atuou com intenção (...) de magoar», lê-se no art.º 13.º e 14.º do Código Penal. Mas terá atuado com negligencia? «Age com negligência que, por não proceder com o cuidado a que segundo as circunstâncias, está obrigado», diz o art.º 15.º do Código Penal. Estaria Nuno Santos obrigado a ter mais cuidado? A isso os tribunais responderão, se for o caso, e todos são considerados inocentes, sempre, até prova em contrário.  
O jogador pode alegar várias causas: que o vidro estava em más condições, ou que estava mal instalado, ou que estava solto, ou outras. Em suma, difícil será perceber o que aconteceu e tudo depende do que se provar. Em caso de negligência, o atleta poderá ser considerado culpado. Mas neste tipo de situação, que não foi de vida ou de morte, apesar de sério, o procedimento criminal dependerá provavelmente de queixa. A ser deverá tratar-se de ofensas corporais simples — art.º 143 do Código Penal. Veremos como o Ministério Público vai analisar a matéria. As normas do Código Civil, que tratam das questões da indemnização, não são muito diferentes desta. Se o jogador agiu com dolo ou negligência pode ter de indemnizar. Mas reitero, será preciso provar. 
Vejamos de outro prisma: sim, o proprietário do estádio pode ser o responsável, basta provar-se que o vidro estava mal colocado ou não estava em condições. Nesse caso, a parte negligente poderá ser a CM de Aveiro. E sim, pode ter de indemnizar ou ser punida criminalmente. Mas mais uma vez: será preciso provar.  
No âmbito do Regulamento Disciplinar da FPF, as coisas são muito parecidas. O art.º 139 refere que «quem no exercício da sua atividade desportiva ofender a integridade física de espectadores, é punido com (...) suspensão de um a quatro jogos (...) se a ofensa for leve» e «seis meses a dois anos (...) se a ofensa for considerada grave». Dúvidas não restam que o jogador estava a exercer a sua atividade desportiva, embora não jogasse. E que é um «agente desportivo» pelo que a norma aqui se aplica. Esperemos para ver se é considerado culpado ou se é ilibado, mas em caso de culpa será um caso de negligência e de ofensa corporal simples, pelo que a punição deverá ser leve.
O Direito ao Golo vai para Iúri Leitão e Rui Oliveira, medalhas de ouro no ciclismo nos Jogos Olímpicos em Paris. E para Patrícia Sampaio e Pichardo, respetivamente, medalhas de bronze e prata. São fantásticos, parabéns!"

O Benfica sabe o que é o relógio?


"A ditadura do relógio é a principal diferença entre a pré-época e a temporada oficial. Há uma coisa a fazer durante 90 minutos. Ganhar um jogo.

Há coisas que não entendo nas equipas grandes. Ou melhor, que são mais difíceis de explicar do que outras. Qualquer equipa que joga para ser campeã está metida numa ditadura: a do relógio.
Há uma expressão em inglês que define isto: ‘on the clock’. Por exemplo, quando as equipas profissionais norte-americanas estão no draft- simplificando, para quem não é familiarizado com o processo, onde se escolhem futuros jogadores - quando chega a sua vez têm x minutos para decidir. Estão, portanto, ‘on the clock’. No fundo, é uma contagem decrescente que limita o tempo de ação.
Há também uma frase de Michael Jordan que ecoa por aí, no desporto mundial. «Nunca perdi um jogo, apenas fiquei sem tempo.» Ora, não foi por falta de tempo que o Benfica perdeu em Famalicão. Foi mesmo pela falta de urgência!
A ditadura do relógio é a principal diferença entre a pré-época e a temporada oficial. Há uma coisa a fazer durante 90 minutos. Ganhar um jogo. Não é treinar, não é melhorar índices físicos, não é assimilar processos. É sair do campo com um triunfo sobre o adversário.
Idealmente, a jogar bem. A superiorizar-se aos adversários, a praticar um bom futebol. Mas até o Barcelona de Guardiola terá tido os seus momentos de menor beleza. No fundo, aquilo que sucede a qualquer equipa do mundo: jogar mal. Mas quando se joga mal é preciso vencer na mesma. Essa é a parte que distingue os campeões dos outros. E os campeões sabem-no e percebem-no. O Benfica, neste momento, parece estar longe de saber isso.
Aos 30 minutos de jogo, já era mais do que visível que era preciso agitar, que os futebolistas precisavam de despertar para essa tal urgência. 60 minutos parecem muito tempo no futebol, mas não são. Não são quando ninguém entende que é para se fazer no momento seguinte o que já se devia ter feito.
Devemos sempre discutir opções táticas, estratégias, mas o que me escapou no Benfica foi o lado emotivo. Só muito perto do final é que se viu alguma reação, energia. No resto, foi como se os jogadores tivessem todo o tempo do mundo. Não tinham. É o primeiro jogo, bem se sabe, mas a ditadura do relógio começou.
O Benfica tem de abrir os olhos para voltar a ter esse espírito competitivo. Não fui eu quem o disse, foi o capitão de equipa…"

Primeira parte em modo 23-24, segunda em registo 23-24 foi


"Famalicão 2 - 0 Benfica

> Schmidt vai apresentar a equipa mais utilizada na pré-época. Não é a minha preferida, mas faz sentido. Fiquei curioso para ver como é que vão encarar o jogo: entrar com tudo, em cima deles, não os deixar respirar?
> Esqueci de trazer o protetor 50. Esta bancada mais parece um solário, um gajo frita aqui. O que a gente não faz para apoiar o Glorioso.
> Ganhar ou ganhar. Dez jogos de enfiada para ganhar sem dar abébias. Vamos, Benfiiiicaaaaaaa!!!
> 12 min. Entrada mole, golo deles: 0-1. Agora toca a acelerar atrás do prejuízo.
> 25 min. Não criamos perigo e não temos nenhum desiquilibrador e eles muito fechados. Nós a falhar passes e o Morato a perder bolas em zonas proibidas - desvaloriza a cada 90 minutos que pisa o relvado. Só Prestianni agita qualquer coisinha e Pavlidis mostra esforço e intenção.
> 30 min. Quantas paragens já teve isto? O futebol português não tem mesmo emenda.
> 40 min. Tenho até dó do Pavlidis. Não entra um passe, não conseguem com ele uma combinação, não lhe exploram a profundidade.
> 45 min. Primeira parte com 60% de posse, um só remate enquadrado e 0.35 de "expected goals". O que é isto? O pior do Benfica 23-24 em campo.
> Schmidt tem que mudar muitas coisas ao intervalo: jogadores e dinâmicas. Ou arrisca-se a sair daqui sem os três pontos.
> Não gosto do Benfica de preto. Ao intervalo mandava-os já entrar de vermelho. Mais uma forma de os agitar!
> 50 min. Mais um jogador do Famalicão no chão, cheio de dores, coitadinho. Entretanto, é o Beste que não acerta um centro. E mais outro jogador deles no chão. E mais outro ainda. VER-GO-NHA! Vamos ver quanto tempo dá no fim.
> 73 min. Eis Di María. Se não for ele, não vejo como sair daqui com pontos, tanta é a apatia, a inoperância, a falta de qualidade.
> 75 min. O que é que ainda ali anda a fazer o Morato???
> 83 min. Eles, em contra ataque, sempre mais perto do 2-0 do que nós do 1-1. Uma na barra!
> 90 min. 2-0. Pior entrada na Liga era impossível. Muito pior que a época. passada no Bessa. Mau, muito mau, mau demais.
> Muitos já estavam a defender a venda do Neres. Mas o Neres não faz falta a esta equipa?
> A única coisa que se aproveitou deste dia foi o almoço benfiquista em Famalicão: Sergio Soares, José Manuel Antunes, António Manuel Bernardo, Jose Manuel Oliveira e Jorge Fernandes. Valeu!"

Com Sorriso, estava na cara que o Benfica ia perder em Famalicão


"Os encarnados voltaram ao local onde entregaram o título ao Sporting na temporada passada e, no primeiro jogo oficial em 2024/25, escorregaram em Famalicão. O Benfica perdeu por 2-0 no Minho, num jogo em que, maioritariamente, só conseguiu criar perigo com remates de longa distância. Além dos golos, a equipa de Armando Evangelista enviou uma bola ao poste e teve uma série de oportunidades para marcar. O resultado foi o que sobrou depois de pagos os impostos

 “Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta”

Óscar Aranda é ziguezagueante, dá-lhe gozo conduzir a bola. Não é jogador para se livrar da amiga ao primeiro toque. Gosta de usufruir da atenção que ela lhe dá e que ele retribui. Mas há vezes em que tem mesmo que a deixar ir por um caminho que só ela pode seguir. Depois de rodar no espaço que o Benfica deixou entre a defesa e os médios, o espanhol compreendeu que a rota era demasiado óbvia para não soltar a companheira. Dando-lhe balanço, partilhou-a com um colega que lhe deu um bom banho, vestiu-lhe um pijama, fez-lhe uma papinha e meteu-a na baliza. O (re)tratamento perfeito do passe colocado nas costas de Jan-Niklas Beste.
Quem marcou fê-lo no primeiro jogo oficial pelo Famalicão. Concretizou o remate e colou o seu nome na boca de todos os companheiros. Calma, não os amordaçou. Pelo contrário, testou a elasticidade da boca dos minhotos. Era Sorriso, o extremo brasileiro, a distribuir sorrisos por um sítio onde acabou de chegar. Estava na cara, dele e na de todos, que a vantagem contra o Benfica era um arranque de jogo pelo qual valia a pena fazer uma espargata de lábios.
Há demasiadas caras novas no Benfica para associar o descalabro inicial em Famalicão com o trauma parceiro da memória associada ao regresso ao sítio onde, na época passada, os encarnados entregaram o título ao Sporting. Os reforços estão impossibilitados de usar tal motivo como semente da sua desinspiração. Nos primeiros 12 minutos oficiais com a camisola do Benfica, também eles tiveram direito a uma amostra do que foi o Benfica da época passada: instável e a duvidar de si próprio.
Jan-Niklas Beste foi vítima da bola descoberta que, no centro do terreno, alguém deixou que Aranda colocasse nas suas costas. De resto, o alemão era o mais pujante na manobra ofensiva sendo até eventualmente penalizado pela ousadia já que a linha defensiva não parece oleada ao ponto de equilibrar as aventuras do jogador vindo do Heidenheim que relegou Carreras para o banco. É normal que não esteja, tão normal que não se deve manter durante muito tempo, visto que, quando estiverem 100% disponíveis, António Silva e Otamendi devem tomar os lugares que foram de Morato e Tomás Araújo na primeira jornada do campeonato.
No Famalicão, Zaydou Youssouf e Mirko Topic eram uma dupla rotinada com e sem bola – contraste com Florentino e Leandro Barreiro. O primeiro pode dar mais pelas leggings que usa em pleno mês de agosto, mas o outro não lhe fica atrás. Eram o portão da equipa de Armando Evangelista, os guardiões das trocas entre João Mário e Aursnes no centro-direita. Longe estava o técnico de imaginar que seria o seu friorento médio a fazer o 2-0, aos 90 minutos, numa jogada que contou com o característico apoio frontal de Mario González.
O galgar de Gianluca Prestianni na hierarquia do Benfica posicionou-o na esquerda. É nele que parece morar a essência elétrica que o torna no mais natural sucessor de Rafa na posição nas costas do avançado, assim o entenda Roger Schmidt. É que, aproveitando o seu posicionamento lateral, podemos dizer que é parecido com Rafa visto de lado. Nem na posição em que efetivamente jogou, nem naquela em que pode vir a jogar, Prestianni teve oportunidade para se evidenciar. Saindo ao intervalo, faltou-lhe tempo para o fazer.
A saída do jovem argentino coincidiu com a entrada de Orkun Kökçü, mas foi quando Florentino foi substituído que se viu uma mudança mais substancial. João Mário foi recuando para ver o jogo de frente e rematou muito forte para uma defesa de raspão do guarda-redes famalicense Luiz Júnior. Também perto do golo esteve Di María assumindo um livre quando tinha entrado há instantes. Nos cerca de 20 minutos em que esteve em campo, relembrou os encarnados do que estiveram perto de perder neste mercado. O perfume... o futebol de Di María ainda cheira muito bem.
O Famalicão reduziu a capacidade de ter bola na segunda parte, mas, excetuando remates de longe, não se expôs a poder sofrer o empate. A exceção foi o remate de Tiago Gouveia que, na fase do desespero, galgou até à área e errou o tiro de pé esquerdo. De resto, foi Zaydou que, antes de marcar, tentou o chapéu a Trubin. Também Aranda, a quem a amiga bola foi devolvida, rematou ao poste. Seria o avolumar de um resultado justo.
A epígrafe que nas primeiras linhas foi usurpada pertence a Eugénio de Andrade. São versos do poema “Sorriso”, homónimo do herói da tarde em Famalicão. No nome comum ou no nome próprio, há vestígios da alegria de um começo promissor."

Terceiro Anel: Famalicão...

Visão: Explica - Famalicão...

Águia: Famalicão...

5 minutos: Famalicão...

Nem tudo o que reluz é ouro


"Mais ouro, menos ouro, a verdade é que enquanto o Estado gastar metade com a atividade desportiva de cada cidadão do que gastam os seus parceiros europeus, não saímos da cepa torta…

A delegação olímpica portuguesa regressou de Paris com o melhor pecúlio medalheiro da história da participação do COP nos Jogos, com o bronze de Patrícia Sampaio no judo, a prata de Pedro Pablo Pichardo no triplo salto e de Iúri Leitão no Omnium, e o ouro da dupla Iúri Leitão e Rui Oliveira no Madison. Significa isto que o Desporto português está melhor do que há quatro anos, ou há oito, ou há doze, ou há dezasseis, ou há vinte, ou há vinte e quatro? Não, está, infelizmente, na mesma, como a lesma. E estou particularmente à vontade para falar sobre esta matéria porque antes dos Jogos de Paris começarem escrevi que o número de medalhas, para o bem e para o mal, nunca poderia ser um aferidor da qualidade do nosso Desporto. E também porque de há muitas décadas a esta parte tenho referido, das mais variadas maneiras, que Portugal não é um País de Desporto e que a classe política não liga nada, para lá da cosmética, ao setor. Quem tiver dúvidas desta realidade, atente neste simples facto: o Estado português gasta com a atividade desportiva de cada cidadão metade do que gastam em média os restantes Estados da União Europeia. Mais palavras para quê?
O problema do Desporto é que não dá votos. É por isso que nunca houve um entendimento entre os partidos para criar um plano plurianual, que fosse pensado não aos quatro anos de uma legislatura mas a várias décadas, que realizasse um trabalho de base que desse frutos reais e duradouros. Como vivemos apenas de medidas avulsas, de avanços e recuos que impedem a continuidade, mantemo-nos na nossa mediocridade apenas enfeitada com uns fogachos aqui e ali conseguidos, sem que se chegue ao cerne da questão. A situação só conhecerá alteração quando quem nos governa (e como há alternância na ocupação do poder é necessário um acordo de regime) aceitar que o Desporto é um investimento e não uma despesa e que gastar dinheiro no Desporto é, a prazo, poupar na Saúde, na Justiça, na Educação ou na Segurança Social.
Mas pode perguntar-se se o que se visa com um investimento no Desporto é conquistar medalhas olímpicas? E a resposta é um rotundo não. O que se visa é dar à população portuguesa, das mais sedentárias da Europa, a possibilidade de ser mais ativa e saudável, de praticar atividade física desde muito cedo de forma organizada, de ganhar cultura desportiva, e dessa forma criar níveis de socialização suscetíveis de gerar comportamentos mais solidários e evitar vícios que podem ir da teia da droga à dependência dos aparatos eletrónicos. Se tudo isto for feito — e estamos a falar de um investimento que além de infraestruturas requer, sobretudo, capital humano especializado — talvez dentro de alguns anos a face do País possa começar a mudar.
Imagine-se, por absurdo (atendendo à realidade como a conhecemos), que antes do fim de 2024 os dois maiores partidos portugueses acordavam num pacto para uma política desportiva pensada a vinte anos e começavam, de imediato a pôr mãos à obra. Provavelmente, só começariam a ser vistos resultados daqui a uma dúzia de anos, o que poderia projetar uma representação olímpica de qualidade lá para 2044, porque da massificação haveria de surgir uma elite capaz de competir ao mais alto nível. Ou seja, a prioridade seria sempre tornar a população mais ativa e saudável; e dessa atividade em massa surgiriam com naturalidade talentos que caminhariam depois para a especialização. Ora, isto não é inventar a pólvora, é apenas seguir os passos dos países que apostaram em defender a saúde dos seus cidadãos através do Desporto.
Agora coloquemos os pés no chão e calcemos os sapatos dos governos, deste e dos anteriores: perante um SNS (de incontornável utilidade) cheio de problemas; reivindicações (seguramente justas) de professores, médicos, enfermeiros, polícias, militares e funcionários públicos; necessidade de reequipar as Forças Armadas; premência na requalificação da rede ferroviária; ou vontade de aliviar a carga fiscal — tudo medidas que podem render votos a curto prazo —, será que há espaço para pegar numas centenas de milhões e avançar com um plano para o Desporto, mesmo reconhecendo os méritos, que só venha a dar frutos daqui a mais de uma década? Infelizmente, neste sistema pensado para quem está no poder apresentar serviço a cada quatro anos, não me parece — o que nos remete para o início desta peça e para os fogachos de Paris, depois dos fogachos de Tóquio e antes dos fogachos de Los Angeles — que no País que gasta metade do que os outros parceiros europeus com a atividade desportiva dos seus cidadãos, alguma coisa vá mudar. Sim, é verdade, agradecendo as medalhas no Madison ao Iúri e ao Rui, nem tudo o que reluz é ouro…
Dos quatro pódios conseguidos por Portugal em Paris, dois foram no ciclismo de pista. Quando, há 15 anos, Laurentino Dias, que tinha a tutela do Desporto, e Artur Lopes, presidente da Federação de Ciclismo, apostaram, cada um disponibilizando os meios que lhe competiam, na construção de um velódromo na Anadia, ouviram das boas e das bonitas: para quê, se não tínhamos tradição na pista? Depois dos estádios de Aveiro e Leiria, ia nascer mais um elefante branco na Anadia! Era dinheiro deitado à rua, sabe-se lá com que intenção… Enfim, o costume em Portugal sempre que se pretende fazer alguma coisa, da Expo ao Euro, do CCB ao túnel do Marquês, da expansão do metro ao novo aeroporto, passando pelo Alqueva.
Felizmente, vozes de burro não chegam ao céu e o velódromo foi feito e tornou-se num polo de desenvolvimento do ciclismo de pista que, 15 anos depois, nos deu ouro e prata nos Jogos Olímpicos.
Para se ter sucesso no Desporto, é preciso plantar e ter paciência para que as árvores cresçam e a colheita seja farta. Também se pode ir comprar a fruta já madura, mas não é a mesma coisa…

PS — Parabéns a todos os atletas que estiveram em Paris, aos seus técnicos, e ao COP, que, através de José Manuel Constantino, nunca calou que, em termos de Desporto em Portugal, o rei vai nu.

PS2 — O simbolismo é evidente. José Manuel Constantino esperou pelo fim dos Jogos Olímpicos de Paris para se despedir da sua existência terrena. A notícia da sua morte, sem ser uma surpresa, não deixa de ser brutal, porque contrasta com a vontade de viver que dele emanava, e com os projetos que tinha para o futuro. Portugal perde uma voz livre, que nunca se calou em defesa do Desporto. Eu perco um amigo de décadas. Que o seu exemplo faça escola, e as suas palavras corajosas e sábias sejam, mais cedo do que mais tarde, levadas à prática."

12 de agosto de 1984, o ouro olímpico de Carlos Lopes


"Que une Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Nélson Évora, Pedro Pichardo, Iuri Leitão e Rui Oliveira? O ouro olímpico. O primeiro aconteceu a 12 de agosto de 1984, há exatos 40 anos!

Há exatos 40 anos, grande parte dos portugueses estava em frente a um televisor, por volta das três da manhã, a beber cafés atrás de cafés e a esfregar os olhos para esconder as ramelas, tentando aguentar-se acordado para ver a parte final da maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Cerca dos 35 quilómetros, com quase uma hora e cinquenta e cinco minutos de prova, Charles Spedding, que comandava a prova, olha para o lado e fica estarrecido. Um português de 37 anos corre um metro atrás de dele e, com um calor infernal, corre sem qualquer esforço. O inglês pensa: «Como é possível que ele esteja a correr de boca fechada após 35 quilómetros?!»
Faltavam pouco mais de sete quilómetros para que os líderes da maratona entrassem no Los Angeles Memorial Coliseum e, daí para a frente, seria um festival. O tal português de 37 anos, magro como um fio de prumo, depressa ganha vantagem sobre Charles Spedding e John Treacy: cinco metros, 25 metros, 50 metros, 100 metros. Quando percorre o túnel que antecede a entrada no estádio olímpico, há 200 metros de diferença entre o português, o inglês e o irlandês. Na pista de tartan, onde percorrerá os últimos 550 metros, perante mais de 90 mil pessoas, o português ouve a maior salva de palmas da carreira. Já sem a boca fechada, antes semi-aberta com o sorriso largo de quem sabe que, em breve, dentro de dois minutos e pouco, se sagrará como o primeiro campeão olímpico da história do desporto de Portugal. Sim, parece que foi ontem que os tais portugueses sorvedores de café viram, pela primeira vez, o ouro olímpico no peito de um português, mas foi há exatos 40 anos: 12 de agosto de 1984.
Portugal estava órfão de génio assim. Joaquim Agostinho, o enormíssimo ciclista que, durante década e meia, encantara o país, morrera três meses e dois dias antes. António Livramento, o soberbo hoquista, ia nos 41 anos e descalçara os patins há já alguns anos. Eusébio da Silva Ferreira, o espantoso futebolista que liderara o Benfica e a Seleção Nacional entre 1962 e 1975, tinha 42 anos e o último jogo fora em 1980, ao serviço dos Buffalo Stallions, num torneio indoor. Mesmo com a boa participação do futebol no Euro-1984, com um honroso 3.º lugar, Portugal continuava a ser, dez anos após o 25 de abril de 1974, um país muito cinzento e cinzentão. Até que o herói de Los Angeles, que já fora herói em Chepstow, Montreal e Nova Iorque, se consolidou como o maior herói dos maiores heróis de Portugal.
O nome desse herói, o tal português de 37 anos, magro que nem um fio de prumo, é fácil de pronunciar: Carlos Alberto de Sousa Lopes. Quatro nomes para a história eterna de Portugal. O primeiro campeão olímpico português, tal como Rosa Maria Correia dos Santos Mota foi a primeira portuguesa campeã olímpica (maratona-1988), Maria Fernanda Moreira Ribeiro foi a primeira campeã olímpica numa prova de pista (10 000 m-1996), Nelson Évora foi o primeiro campeão olímpico numa disciplina técnica (triplo salto-2008), Pedro Pablo Pichardo Peralta foi o primeiro campeão olímpico sem ascendência portuguesa de qualquer tipo (triplo salto-2020) e agora Iuri Leitão/Rui Oliveira, primeiros campeões olímpicos fora do atletismo (e Iuri o primeiro com duas medalhas numa mesma edição!). Entre Carlos Alberto de Sousa Lopes (12/08/1984) e Iúri Gabriel Dantas Leitão/Rui Filipe Alves Oliveira (10/08/2024) há um hiato de 39 anos e 363 dias. O sorriso rasgadísssimo de Rui Oliveira é inesquecível, tal como é inesquecível o dia 12 de agosto de 1984: quarenta anos exatos."

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Vermelhão: Péssimo arranque...

Famalicão 2 - 0 Benfica


Mau arranque, exatamente igual ao fim da época anterior, no mesmo Estádio, contra o mesmo adversário, num jogo que pareceu uma fotocópia!

Não é falta de atitude, mas os jogadores quando fazem pressão alta, facilmente ficam fora de posição, os adversários já sabem onde os buracos vão abrir, e levamos transições rápidas, com a defesa desamparada... E com um adversário a marcar no 2.º remate, em desvantagem, a nossa falta de criatividade ofensiva, é realçada, sem Alas (e quando jogamos com extremos, normalmente jogam com o pé trocado!), afunilamos o jogo, e facilitamos o trabalho ao adversário...

Escrevi no final do jogo do Fulham, que com os percalços da pré-época, ainda não tínhamos um 11 titular. Não acredito que o 11 que começou hoje, vá ser o 11 mais usado, o plantel ainda não está definido e os jogadores das Seleções que chegaram mais tarde, ainda vão provavelmente entrar, além dos lesionados, mas as dinâmicas estão 'complicadas'! Acho que temos melhor plantel, as contratações acrescentam, mas sem o verdadeiro '8' (muita esperança no Rollheiser), e sem Alas que criem desequilíbrios (a venda do Neres, sem substituto, não faz sentido...), ficamos muito previsíveis!

E com o barril de pólvora na contestação ao treinador e à Direção, podemos ter um 'fim' de temporada tragicamente prematuro! Também escrevi que a continuidade do Roger era muito perigosa, porque um mau início de temporada, seria fatal! E infelizmente, este prognóstico vai ser testado...

Jogar com o Tino e Barreiro não dá! Digo-o desde do primeiro teste na pré-época! Sem Alas dribladores é dar o ouro ao bandido! Montar uma equipa aparentemente para fazer pressão alta, e ganhar a bola rapidamente, e depois perder quase todos os duelos, é suicida!

Além de todas as nossas culpas, uma nota sobre o Verdíssimo: já o Benfica tinha dois Amarelos, quando foi assinalada a primeira falta a favor do Benfica!!! 'Exemplar' a forma como dá a lei da vantagem em lances de Cartão para os nossos adversários, sem que o Benfica tenha qualquer vantagem!!!
Penalty descarado sobre o Pavlidis, quando estava 1-0: toque na perna direita, do Grego - quando este tentava dominar a bola -, por trás... Inacreditável como o Malheiro no VAR ficou calado! Criminosa a forma como os expert's justificam a decisão, com a falta de intensidade! Na melhor das hipóteses, são todos intelectualmente corruptos...

As duas próximas duas jornadas na Luz, serão fundamentais para trazer alguma 'paz'... nem que seja temporária! Reintegração dos internacionais que chegaram tarde, recuperação dos lesionados, principalmente do Rollheiser... perceber a condição do Renato, e a definição do plantel, nas Saídas e nas Entradas!

Durante muitas épocas, o Benfica não conseguia ganhar na 1.ª jornada, até houve uma falsa superstição, que defendia ser necessário um mau início de época, para o Benfica ser Campeão. Mas nos dias de hoje, os Campeões, praticamente não perdem pontos, com equipas pequenas... e o Benfica não vai ter penalty's como os Corruptos tiveram ontem, nem vai ter ofertas como a Lagartada teve na Sexta, existem mesmo razões para os Benfiquistas estarem preocupados...

Competitividade à portuguesa, meus amigos, é isto


"A diferença entre os grandes e os outros é exatamente a mesma, como se viu em Alvalade e no Dragão. É cada vez mais difícil desafiar a lógica

O futebol português é previsível. É, obviamente, caricatura, mas esperar mais do que triunfos tranquilos de leões e dragões, construídos cedo, diante de Rio Ave e Gil Vicente, seria colocar a lógica de parte.
As ideias dos vila-condenses, que têm um treinador competente e que devemos elogiar por querer sempre lutar pelo resultado, iriam naturalmente encaixar no processo dos homens de Alvalade, habituados a atrair os rivais à sua teia, antes de serem letais. Não é uma crítica a Luís Freire, apenas a constatação de que havia fortes probabilidades de correr mal.
Um erro, num mau passe ou abordagem, seria sempre capitalizado como antes pelo Sporting, que monta um bloco médio precisamente para poder aproveitar o espaço nas costas da primeira fase de construção dos rivais, com ataques velozes dos três da frente: Gyokeres, Pedro Gonçalves ou Trincão.
O Sporting não precisa de muitas oportunidades para marcar, como se viu também na Supertaça, e se marca primeiro, aí ao contrário do que aconteceu em Aveiro, e também porque do outro lado estava quem estava, um clube que respira uma eterna atitude never say die, dificilmente perde coesão.
Para os leões, nada melhor do que acabar rapidamente com as dúvidas que ficaram do clássico. Tocar a reunir. E tudo se precipitou para essa conclusão. Um golo cedo nessa triangulação Quenda-Gyokeres-Pedro Gonçalves e outro, pouco depois, no tal erro que aparece quase sempre. Jonathan assistiu e deixou o espaço necessário para um chapéu que valeu o bis de Pote. A partir daí, mesmo que nunca se tenha perdido de visto a baliza dos visitantes, era mais fácil gerir.
No Dragão, 24 horas depois, o Gil Vicente não se quis expor e preferiu suster o FC Porto. A linha defensiva muitas vezes englobou seis elementos, porém, nunca é só uma questão de número. Um erro de abordagem quase infantil de Jonathan Buatu arrumou com a estratégia à meia-hora. Depois, mesmo com uma ou duas iniciativas desenhadas, o espaço acabaria por destroçar de vez com as expetativas dos visitantes, que acabaram com dez.
Quando se fala de os pontos conquistados na Liga dos Campeões e na Liga Conferência serem os mesmos quando se analisa a questão da competitividade ou se acha que se podem tirar conclusões sobre esta na distância entre o primeiro e o quinto classificado de um campeonato, percebe-se o quão longe se está a atirar do problema. Porque competitividade à maneira lusa, meus amigos, é isto!"

Sentidas condolências por José Manuel Constantino


"Faleceu o presidente do Comité Olímpico de Portugal.

O Sport Lisboa e Benfica expressa sentidas condolências pela morte de José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal.
A sua dedicação e paixão pelo movimento olímpico português serão um legado que perdurará para sempre na memória de todos os que com ele tiveram o privilégio de conviver.
Nascido em 21 de maio de 1950, José Manuel Constantino era sócio número 24 197 do Sport Lisboa e Benfica, desde março de 1994.
Neste momento de tristeza, o Clube endereça a amigos e família sentidos pêsames."

Entrar a ganhar


"O Benfica dá o pontapé de saída no Campeonato Nacional em Famalicão com o objetivo de voltar a ser campeão. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Preparados e focados
Roger Schmidt considera a equipa preparada para entrar no Campeonato da melhor forma: "Os jogadores trabalharam arduamente nesta pré-época. A mentalidade e o foco no treino e nos jogos particulares foram muito bons. Cabe-nos transferir o que fizemos na pré-época, no treino e nos jogos de teste, para o campo em Famalicão."
O treinador do Benfica revela confiança no trabalho desenvolvido pela equipa: "Sentimo-nos preparados para uma época difícil. Vejo energia positiva, qualidade no treino e compromisso com o nosso estilo de jogo. Queremos jogar um futebol ofensivo com muita intensidade. Queremos ganhar o título."

2. Jogos Olímpicos
Está a terminar a presente edição dos Jogos Olímpicos, na qual participam 32 atletas do Benfica.
No penúltimo dia, o canoísta Fernando Pimenta terminou a final de K1 1000 metros na 6.ª posição. Teresa Portela foi 10.ª em K1 500 metros. Samuel Barata estreou-se na maratona (48.º classificado). Já neste domingo, Miguel Sánchez contribuiu para o bronze de Espanha no andebol.

3. Torneio conquistado
A equipa feminina de futebol do Benfica ganhou o Troféu do Algarve ao vencer os dois jogos realizados (Sevilha e Sporting).

4. Ambição
Rute Costa, em entrevista ao jornal O Benfica, revela que o objetivo do grupo de trabalho é "continuar a fazer história".

5. Resultados da formação
A equipa B perdeu, por 2-1, na visita ao Leixões. Os Juniores ganharam, por 0-1, na deslocação ao reduto do Farense. Os Juvenis venceram, por 3-2, na receção ao Sporting.

6. Pré-época do andebol
A equipa do Benfica participou no Gaia Handball Week. No primeiro encontro, frente ao Ángel Ximénez Puente Genil, empatou 32-32. Na segunda partida, obteve uma vitória, por 40-33, ante o CB Cangas.

7. Reforço
O zona 4 Nivaldo Gomez, voleibolista de nacionalidade cubana, integra o plantel às ordens de Marcel Matz.

8. Contrato renovado
A futsalista Janice Silva continua de águia ao peito

9. Andebol feminino
Rita Campos renova contrato, Patrícia Rodrigues e Audília Carlos regressam ao Clube e Sofia Ferreira também é reforço.

10. Bom desempenho
Mariana Vargem é vice-campeã europeia Sub-23 de triatlo."

Zero: Mercado - David Neres, Bruno Fernandes, Fábio Carvalho

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - David Neres, Lukaku, Matthijs de Ligt

Os críticos do sofá


"Não sei se andam cá o tempo inteiro mas eles fazem-se notar significativamente de 4 em 4 anos. Aparecem de repente, sem aviso prévio. Não os vemos durante vários anos mas num determinado mês de um determinado ano eles sobressaem. Apelidei-os de "críticos do sofá". Parecem ter um prazer especial com o insucesso e vêm preparados para apontar o dedo. Surgem de mãos dadas com a desgraça, são irrealistas e opinam sem saber. São uma espécie que critica a performance desportiva no conforto do seu sofá. Talvez não seja no sofá mas a analogia à ausência de atividade física fica percetível. Porque quem quer que faça desporto, a qualquer nível, não tende a ser critico assim. Atualmente uma larga maioria aparece sob o manto confortável do anónimo, sem cara nem identificação nos confins das redes sociais. Mas eles têm uma opinião. Principalmente quando um atleta português falha. Têm opinião porque a liberdade de expressão assim o é e o conforto do seu sofá dá asas à sua imaginação para criticar e incansavelmente rebaixar.
Durante aproximadamente um mês, os Jogos Olímpicos entram pelos nossos ecrãs e ao realizarem que existem mais modalidades desportivas em Portugal, muitos formam opinião sobre um assunto que pouco ou nada sabem. Poucos sabem se a Irina é médica e treina, poucos sabem se a Cátia é enfermeira e treina, poucos sabem se a Salomé não tem clube e treina, poucos sabem se a Rochele teve problemas pessoais e treina, poucos sabem se o Fernando não vê os filhos há meses e treina, poucos sabem o que é um estágio, poucos sabem como funciona um apuramento olímpico, poucos sabem como funciona o financiamento desportivo em Portugal, poucos sabem o valor de uma bolsa de preparação olímpica, poucos sabem como é uma qualquer estrutura federativa em Portugal, poucos sabem quanto do vosso IRS vem para o desporto, poucos sabem qual o orçamento de um clube, poucos sabem quanto ganha um atleta, poucos sabem o que se faz noutros países, poucos ou nenhuns sabem mas muitos opinam. Alguns veem uma informação nas redes sociais e assumem como certa, têm a ousadia de criticar campeões da Europa e do Mundo, acham que sabem de desporto, fazem a simples relação de medalhas/número de habitantes e pensam que é uma ciência exata. Por falar em ciência, se virem um foguetão também opinam sobre engenharia aeroespacial? Provavelmente também devem ter opinião sobre isso.
Se os muitos se juntassem e utilizassem a sua perspicácia para evoluir, acredito que estaríamos claramente num panorama desportivo muito superior. Mas lá está, "só és criticado por quem faz menos e nunca por quem faz mais". Por isso vos digo, a todos os atletas olímpicos que participaram nestes Jogos Olímpicos 2024 e aos que venham a seguir: os críticos do sofá estão à espera que vocês caiam, não lhes deem descanso."

domingo, 11 de agosto de 2024

Antevisão...

Fácil...

E assim começa...!!!

Tempo de ofertas!

Tarde azarada!


Leixões 2 - 1 Benfica
Wynder(42')


Estreia, com penalty desperdiçado, auto-golo, lesão grave do Gustavo, e duas expulsões (a primeira claramente exagerada...)!!!



5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Aquecimento...


Idiotas úteis!


"Estão desesperados e de cabeça perdida. A escumalha que comete um ato destes, justamente na véspera do início de uma nova época, não tem amor pelo clube.
Além disso, um cartaz deste tipo, feito numa gráfica, não sai nada barato. Claramente, alguém está a financiar este ataque ao Benfica. E não é difícil adivinhar quem.
Não passarão!"

Kika Nazareth pôs o dedo na ferida


"João Neves não falou sobre a mudança para Paris, de modo a expor os seus argumentos. Nem precisou. Kika Nazareth falou por ele

Ninguém duvida, creio eu, que Kika Nazareth gosta do Benfica. Ou melhor, que gosta mesmo muito do Benfica. Provam-nos as imagens em pequenina, os festejos já adulta, até algumas declarações precipitadas, originadas numa juventude mediática a partir do momento em que se tornou símbolo do futebol encarnado. E sim, sem o feminino a acompanhar, porque, se bem se recordam, até houve uma altura em que se brincou que a internacional portuguesa podia muito bem jogar pela equipa masculina.
Kika Nazareth não será a primeira futebolista portuguesa a jogar no estrangeiro. Felizmente, sobretudo para elas, já houve jogadoras que conseguiram entrar nas principais ligas do mundo.
A questão é que o futebol feminino cresceu no mediatismo. Só quem andou distraído é que achou que isto não ia acontecer. E vai continuar a suceder, com a entrada do FC Porto, o trabalho dos clubes e, já agora, da Federação. Quando oiço ou leio que tudo é melhor noutros lados, acho mesmo que isso é relativo, para dizer que não é bem assim ou em muitos casos, sequer, verdade: a questão é que os outros são maiores, levam anos de avanço e, portanto, queremos chegar a eles, mas temos de acreditar na estratégia.
As transferências, de cá para fora, e de fora para cá, têm tido atividade, os valores começam a ter relevância e não há quem não queira ter a liga feminina no seu canal.
Desculpem o desvio, mas há coisas que para mim têm de ser ditas. E das coisas que disse, dizia eu que o futebol feminino cresceu em mediatismo, a seleção portuguesa começou a ter resultados, o Benfica também (ajudou muito ter rivais como o Sporting e o SC Braga) e de repente há uma jogadora cuja saída do clube quase provoca tanto barulho como a do amigo João Neves.
O médio do PSG não falou sobre a mudança da Luz para a Cidade Luz, de modo a expor os seus argumentos. Nem precisou. Kika Nazareth falou por ele. «O Benfica é o meu amor, mas procurava o melhor para a minha carreira.»
A internacional portuguesa pôs o dedo na ferida. O problema, meus caros, não é do futebol masculino ou feminino, nem da Liga Portugal ou da Liga Feminina. Nem sequer é do Benfica.
É mesmo de um país em que um terço dos seus jovens emigra — é só pesquisar e ver quem nos acompanha nesta métrica. Enquanto isso não se resolver, ninguém se iluda, não há amor por um clube que aguente.
Kika Nazareth pôs o dedo na ferida. A ferida é que não é bem aquela que se pensa..."

Ascensão e queda de um general


"Com o tempo, o poder de Madureira foi alastrando para lá da curva sul do Dragão, até se tornar um género de herói de banda desenhada, sem limites na ação e imune às consequências

Fernando Madureira, conhecido nos ambientes mais prosaicos do mundo da bola pela alcunha de macaco, vive tempos de uma dupla e aflitiva angústia pela privação da liberdade que lhe foi judicialmente sentenciada e pela possível privação do título de sócio do FC Porto, que lhe poderá vir a ser imposta no âmbito de um processo disciplinar que lhe deverá ser instaurado no seu clube de sempre.
Sinceramente, não sei qual destes dois danos lhe causará mais tristeza e sofrimento. Madureira era líder da claque dos Super Dragões há 30 anos e até chegou a ser — pasme-se — um líder não oficial, mas notoriamente reconhecido, da claque de apoio da Seleção Portuguesa de futebol durante o célebre Euro-2016, que nos deu o título inesquecível de campeões da Europa.
Ao longo de décadas, com o apoio e a proteção material e espiritual de Pinto da Costa, Madureira era visto apenas como um género de enfant terrible, ao qual não poucos achavam uma certa piada, sobretudo pelos dissabores que provocava aos adeptos rivais e, não em menor escala, aos dissidentes do, então, sagrado regime portista.
Com o tempo, o poder de Madureira foi alastrando muito para lá da curva sul do estádio do Dragão, até se tornar num género de herói de banda desenhada, sem limites na ação e imune às consequências, o que, naturalmente, há muito deveria ter levantado interrogações sérias sobre a conivência do sistema político, judicial e até associativo.
Foi preciso ter acontecido uma revolução provocada pela bombástica eleição de André Villas-Boas, que derrubou o regime de Pinto da Costa, para expor, enfim, Fernando Madureira e sus muchachos ao plano de uma nova realidade legal e policial, que imediatamente agiu sem pestanejar.
Pinto da Costa, seu reconhecido amigo e admirador, já não ocupava a cadeira de presidente do clube, o seu estatuto tornava-o, agora, bem menos relevante naquela que fora uma enorme capacidade de influência no sistema e Madureira viu ainda esfumar-se a vaga de apoio que esperaria receber do seu, antes, poderoso exército de Super Dragões. E, assim, desamparado e desprotegido, viu avolumarem-se graves acusações no chamado processo Pretoriano. O futuro não é promissor.
Villas-Boas, o jovem líder vencedor, não tem como lhe perdoar. Sofreu consequências físicas e psicológicas por ter tido a ousadia de desafiar o regime e viu família, amigos e companheiros de jornada eleitoral serem afrontados num clube em estado de pré-guerra civil. O novo presidente rompe definitivamente com o estilo e a ordem do passado, quer um FC Porto diferente, vencedor, sim, mas moderno e civilizado. Num clube assim, elementos como Fernando Madureira vão ter de ficar à porta. E, no entanto, este temido general do anterior regime era o mesmo que, por ironia, terá preenchido os requisitos para se tornar mestre do desporto, com uma pequena tese, em que defendeu o projeto da Bancada Total com vista a um futebol moderno que deveria considerar a importância da «estratégia entre o clube e a sua claque de apoio» considerando, entretanto, que essa claque deveria «estar a par da lei».
Madureira, que é agora acusado por responsabilidade em atos de violência e de intimidação como líder dos Super Dragões, tinha, antes, conquistado o reconhecimento universitário por defender uma teoria para o futebol moderno, onde as claques deveriam ter «a responsabilidade de criar e oferecer entretenimento… de maneira a conseguir mais público e sobretudo cada vez mais famílias». O género humano é complicado.

Iúri de prata
Festeje-se o feito, celebre-se o atleta. Iúri Leitão conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Omnium é uma modalidade complexa, com todos os ciclistas à volta de uma pista somando pontos em quatro variantes. Não é fácil de entender, mas entre uma sociedade das nações em bicicleta notou-se que emergia um português. Também seria bom reconhecermos a importância do trabalho feito no Centro de Alto Rendimento da Anadia e no velódromo de Sangalhos. E aprender com isso.

Pobre justiça
De prescrição em prescrição se vai diluindo todo o (antes) mediático caso Sócrates. O complexo processo que apontava para graves crimes cometidos pelo ex-primeiro-ministro de Portugal está a caminho de uma década, e ainda sem chegar aos tribunais. Provavelmente, nunca chegará. E tudo isto parece passar-se sem escândalo, o que sugere que os portugueses aceitam viver com a pobre justiça que lhe dão."

O valor de 'decidir em casa'


"Jogar a segunda mão perante o próprio público é visto no Brasil como uma supervantagem – será mesmo?

SÃO PAULO — Numa eliminatória a duas mãos, é melhor jogar primeiro em casa? Ou começar fora? É provável que a maioria dos adeptos portugueses (e europeus em geral) opte pela última hipótese, até porque, racionalmente falando, ser dono de casa na segunda mão pode garantir mais tempo nessa condição, caso o duelo precise de 30 minutos de prolongamento e ainda de penáltis.
E, emocionalmente falando, ser anfitrião da segunda metade de um desafio de 180 minutos transmite mesmo uma sensação mais confortável do que o inverso: depois de suportar os 90’ supostamente mais difíceis, ainda há os 90’ supostamente mais fáceis.
Entretanto, no Brasil (e talvez na América do Sul em geral) jogar em casa é considerado, racional e emocionalmente, um caso tão sério que merece um sorteio à parte tão ou mais relevante para a torcida quanto o sorteio em que é conhecido o rival. ‘O clube x decide em casa’ justifica um título, uma manchete, como se jogar a segunda mão no estádio a que se está mais habituado valesse, desde logo, um golo.
Mas será? O melhor é parar de papo e ir diretamente às estatísticas feitas por quem sabe.
Depois de analisar 392 duelos de 14 épocas da Taça dos Libertadores da América e da Liga dos Campeões, o especialista em ciência de dados Daniel Takata concluiu, no portal UOL, que em 59 por cento das ocasiões o clube que joga a segunda partida em casa, de facto, apura-se. Mas calma que a resposta ainda não está dada.
Como bom matemático, Takata dividiu os dados por fases da competição porque, muitas vezes, com base no regulamento, nos oitavos de final as equipas que tiveram melhor desempenho na fase de grupos jogam o segundo encontro em casa e, por isso, em tese, apresentam uma superioridade natural. E, com efeito, em 62 por cento dos oitavos de final ganha quem joga a segunda mão fora.
Nos quartos de final o registo é, outra vez, de 62 por cento, mas nas meias-finais, quando teoricamente os confrontos são mais equilibrados, a situação inverte-se: em 61 por cento dos casos, jogar em casa primeiro resulta em apuramento.
O dado é corroborado pelas finais, sempre a duas mãos, da Copa do Brasil: apesar de os adeptos intuírem o contrário, em 19 das 35 decisões (54 por cento) ganhou quem começou por ser o anfitrião.
Aliás, na madrugada de quinta-feira, os três treinadores portugueses em atividade nos oitavos da edição deste ano da prova acabaram todos eliminados – e dois decidiram em casa.
A conclusão, portanto, é que não há conclusão. E é por ter poucas ou nenhumas conclusões que o futebol é um (apaixonante) livro em aberto."

Concussões cerebrais: as vantagens da nova lei


"As substituições permanentes por concussão (pancada na cabeça) serão introduzidas nas leis do futebol para a época 2024/2025, após decisão do International Football Association Board (IFAB).
A medida, que foi testada em várias competições como a conceituada Premier League, entrou em vigor a 1 de julho de 2024, mas assume um caracter opcional, competindo à Federação/Liga de cada país a sua implementação ou não.
Se implementada, as equipas poderão utilizar substituições adicionais permanentes, uma por jogo, se algum jogador apresentar sinais de concussão, independentemente do número de alterações já realizadas.
- A implementação da medida em Portugal será um grande passo para garantir uma maior e efetiva proteção da saúde dos atletas num tema tão controverso como é a gestão clínica da concussão no terreno de jogo.
- Esta revisão do IFAB, fundamentada na extensa pesquisa médica sobre o bem-estar dos jogadores de futebol e coerente com recomendações de painéis de peritos como o Concussion Sport Group, apresenta várias vantagens:
- Impede que um jogador sofra outra concussão na partida, o que pode ter consequências graves; - Envia uma mensagem forte – "em caso de dúvida, sente-os" – que maximiza o bem-estar dos jogadores;
- Permite que o jogador seja substituído sem desvantagem numérica/tática da equipa, priorizando assim o bem-estar do atleta;
- Reduz a pressão sobre a equipa médica para tomar uma decisão rápida;
- É simples de implementar e pode ser aplicável a todas as divisões do futebol, incluindo ligas inferiores, onde geralmente não há médicos ou pessoal medicamente qualificado.
As evidências médicas sugerem que não há tempo suficiente durante o jogo para realizar uma correta avaliação do estado do jogador pelo que, em caso de suspeita de concussão, o atleta deve sempre sair de campo.
A revisão do IFAB às leis do futebol prioriza a saúde e bem-estar dos atletas, protege a sua integridade física e salvaguarda a adequada avaliação clínica dos jogadores por parte dos corpos médicos de cada clube."