Últimas indefectivações

sábado, 13 de julho de 2024

A caminho de Arouca


"DE NOVO EMPRESTADO SEM OPORTUNIDADE DE SE MOSTRAR

1. Em dia de confirmações relativamente a entradas - defesa esquerdo (Beste) e continuidade de Di María - quero dedicar este post a alguém que, para meu desgosto, vai mais uma vez sair, mesmo que não definitivamente.

2. Sei que o Henrique Araújo era apontado por Rui Costa como o dono da camisola 9 do Benfica para a época 2022-23, época em que subiu a sénior. E não admirava: o seu percurso no futebol de formação para aí claramente apontava.

3. Admiro no Henrique Araújo as suas muitas características e qualidades de número 9, mas também o seu enorme benfiquismo, o que não é coisa pouca nos tempos que correm.

4. Sabemos que Henrique Araújo nunca caiu nas boas graças de Roger Schmidt, que, segundo julgo saber, e é preciso dizê-lo, sempre foi honesto para com o jovem madeirense.

5. Roger Schmidt não me deve explicações - era o que faltava! -, mas eu adoraria saber o porquê de não ter concedido a Henrique Araújo as mesmas oportunidades que tiveram, por exemplo, Musa, Tengstedt e Arthur Cabral.

6. A última vez que vi o Henrique Araújo com o Manto Sagrado vestido foi no António Coimbra da Mota. Entrou muito perto do fim e logo marcou um golo extraordinário, anulado já não me lembro bem porquê.

7. Já sei que vão alegar que os empréstimos não têm corrido bem a Henrique Araújo. A pergunta que se impõe é a seguinte: um ponta de lança com características de clube grande, formatado para isso mesmo ao longo de todo o processo de formação, tem boas probabilidades de ser bem sucedido em clubes cujo sistema de jogo é completamente diferente?

8. Continuo a acreditar no Henrique Araújo e à espera do dia em que se imponha a ponto de vestir a camisola 9 como titular indiscutível do Glorioso. Florentino pode bem ser um exemplo de que correr mal noutros lados não significa o fim enquanto projeto para o Benfica."

Penáltis: da sua conversão um cântico de glória, da sua falha o toque dos finados


"A importância do treino num momento tantas vezes (e cada vez mais) decisivo para ultrapassar a fronteira entre a derrota e a vitória

Creio já ter merecido uma intervenção da minha parte na publicação deste tema. Contudo, chamo a atenção para algumas alterações, já que tem vindo a ser assunto a merecer muita atenção neste Europeu 2024, dado o facto em que pela sua conversão, surge o cântico dos vencedores em glória, e na sua falha o toque a finados dos vencidos.
Surgem de forma frequente opiniões referentes a esta questão como se de um caso de sorte ou azar se tratasse no êxito para a sua resolução.
Sabemos hoje que a dinâmica do futebol, e o seu grau de exigência para o sucesso, tem de estar ancorada de razões que sejam capazes de promover a capacidade de vencer resistências adversas, para a obtenção de níveis elevados de rendimento, para que se atinja o êxito.
Não sendo o futebol uma ciência, são várias as ciências que oferecem um contributo extraordinário para que tal aconteça, tais como: fisiologia, psicologia, nutrição, treino desportivo, estatística, medicina desportiva, biomecânica … etc… que, associadas a uma planificação e programação cuidada, podem conduzir ao sucesso na competição.
No correspondente ao caso em causa, isto é, na marcação de uma grande penalidade, estudos de vários autores como Morris e Franks (1997) e Wisiak (2004), ajustados e confirmados pessoalmente, uma bola que atinja em média uma velocidade de 100 a 120 Km/h – 20.83 a 27.73 metros/segundo, demora 600 a 400 ms (milissegundos) a ultrapassar a linha de baliza.
Caso o guarda-redes espere pelo remate para reagir, terá um diferencial de 338 ms a seu desfavor, pois o seu tempo de reação é de cerca de 700ms, isto é, uma velocidade de reação de 4 metros/segundo, quando para ter tempo de defesa, deveria possuir uma velocidade de 7.7 m/s. Logo, o guarda-redes tem mesmo de se antecipar à saída da bola, pelo marcador, acompanhado do seu poder de intuição ou previsão antecipada do resultado. Pergunto: será possível treinar isto e em que condições o deverá fazer?
Sabemos que os maiores fatores para um boa tomada de decisão e que podem influenciar a resposta, são: capacidade sensitiva, perceção, memória, atenção e concentração, capacidade de ultrapassar expetativas perante a pressão, capacidade intelectual, autoconfiança, motivação, boa condição física…
Também a experiência acumulada referente aos jogadores marcadores, uma boa leitura da trajetória de corrida, o foco visual (perante níveis de ansiedade elevados, o jogador marcador tem tendência a centrar o seu olhar para as zonas de maior preocupação), a perna de apoio para o remate, a posição da bacia no momento do pré-contacto com a bola, a posição do braço contrário à perna do remate (tendência para um ligeiro ou amplo afastamento lateral), são indicadores a ter em conta no aspeto avaliativo para quem defende.
Ainda ao jogador rematador (e também ao guarda redes), deverão estar associadas uma elevada capacidade de concentração, utilizando a capacidade respiratória, imaginação e visualização mental, focalizando de forma antecipada as condições de previsão do êxito como sentir a bola a bater nas redes, ou na defesa da mesma, os colegas a aplaudir, o estado de graça autenticado com uma palavra-chave, eliminando fatores adversos, considerados como lixo (ruído, resultados negativos, experiências nefastas, condições atmosféricas, informações derrotistas que surgem do exterior…), e remetendo para o seu interior um pensamento positivo misturado de afeto, que pede ser exemplo de familiares ou de pessoas que fazem parte do código pessoal de regeneração afetiva, pois, como temos dito, o pensamento positivo ajuda de forma extraordinária a concentrar naquilo que se pretende atingir e destruir o que se pretende evitar.
Num ou noutro caso, como atrás referi, deverá apelar ao nível da consciência uma palavra ou frase-chave, que funcionará como garantia de uma testemunha viva, ou âncora para o sucesso. Além do mais, poderá verificar o seu estado de ansiedade somática, analisando o suor de mãos, inquietação corporal momentânea, batimento cardíaco (sabemos que em situações desta natureza, a frequência cardíaca pode registar valores de 160 a 180/minuto).
É evidente que para se obter estes níveis de prestação é necessária muita qualidade e perseverança no treino (que habitualmente cognominamos de engenharia ambiental, associada a outro palavrão – dessensibilização sistemática), que ainda estará para durar, (cada vez menos tempo do que o previsto), o seu processo de planificação e aplicabilidade.
Penso por isso que é preciso tudo fazer para que estas e outras questões que o jogo coloca devam ser resolvidas pelo treino, e que as questões do treino se promovam no jogo.
A título pessoal posso atestar que em cerca de 82% das marcações de grandes penalidades, imediatamente antes de a bola ser desferida, é estimada a direção para o local onde se vai dirigir, esquerda ou direita do guarda-redes.
Marcação de uma grande penalidade, azar, sorte, lotaria? Ou o uso do treino em competência para a conversão da oportunidade (defesa ou golo) em jogo?...
Jamais será a razão absoluta ou a certeza das razões para o sucesso … mas que ajudará a algo de mais significativo em se poder guiar contra o fracasso, eu penso que não estarei errado.
É claro que não será fácil este envolvimento na preparação para a competição porquanto se sabe que quaisquer metodologias que contenham algo de inovador, ainda, (para alguns) constituem matéria quase ofensiva … esses que julgam que no FUTEBOL SE PASSA O SEMPRE DE SEMPRE!"

DAZN: Beste...

Viva Espanha!


"A seleção que melhor futebol joga chega à final com todo o mérito - e quem diria que falar com os jornalistas e mostrar-se mais aos adeptos não faz perder jogos...

Muitos de nós viemos parar aqui porque temos duas paixões: o Jornalismo e o Desporto. Daí que acompanhar uma grande competição como um Europeu de futebol seja um momento especial, em que aliamos as notícias e a atualidade aos grandes jogos que esperamos conseguir ver. É uma adrenalina constante, que nos faz consumir e produzir informação a toda a hora, na esperança de que do outro lado haja alguém tão interessado quanto nós em tudo isto (e há, obrigada por isso a quem nos lê).
No entanto, já não somos crentes. Chegamos aqui após muitos meses (e anos) de silêncios cada vez menos compreensíveis, de estratégias de comunicação que se resumem a esconder jogadores e de adeptos que chegam a defender exclusões de jornalistas sem perceberem que são eles os mais prejudicados. Só que, também por isso, um Campeonato da Europa ainda nos traz esperança. Unir um país em torno de uma seleção não se faz sem falar, sem mostrar, sem estar nas capas dos jornais. E, felizmente, ainda há quem saiba isso.
Falo, então, de Espanha. Podia bastar termos estado atentos à imprensa espanhola — foi raro o dia em que um jogador (ou mais) desta seleção não deu uma entrevista ou respondeu a um desafio —, mas em 2024 isso não nos diz tudo. As redes sociais são hoje um motor imparável e, através delas, Espanha foi dando aos adeptos o que eles queriam: os bastidores, esse monstro debaixo da cama que assusta tantos especialistas do mundo do futebol. E, com isso, conseguiu o quê? Lamine Yamal não aprendeu a rematar assim por ter contado e mostrado como fazia os trabalhos de casa durante o Euro, mas não estaremos todos mais encantados com ele também por causa disso? Eu acho que sim.
O futebol precisa de craques como este miúdo de 16 anos que torna as nossas noites europeias mais excitantes (ao contrário de selecionadores como Deschamps, Southgate ou Martínez, que nos aborrecem), mas estou convencida que também precisa muito de um ingrediente: emoção. E ninguém se emociona com jogadores todos iguais, calados ou com clichês ditos em conferências de imprensa, sem outros traços de personalidade que não sejam a forma como discutem um lance com o árbitro ou como celebram um golo. Queremos mais, precisamos de mais, e não é por nós. É por todos os que gostam disto.
Viva, então, a Espanha por estar a disputar um Europeu com emoção, dentro e fora do campo, sem que até agora essa abertura esteja a prejudicar a prestação dos jogadores. Esse mito vai ter de acabar um dia..."

Feira dos Três - Euro24 - Pateiro...

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Jan-Niklas Beste


Horas e horas de comentários supostamente bem informados e nickles, nada!!! Linhas e linhas de comentários nas redes sociais, com fontanários infalíveis... e nada!!!



Defesa esquerdo contratado, Beste! Pré-convocado para o Europeu, melhor jogador duma das grandes surpresas da Bundesliga, nas primeiras posições em vários itens nos rankings individuais, contratado em 'segredo', por metade do valor referenciado no Transfermarkt...!!! E mesmo assim, alguns já encontraram 'defeitos'!!!


Vou esperar pelos jogos para ter uma opinião definitiva, mas parece-me um jogador muito parecido com o Grimaldo... inclusive nas bolas paradas! Tem jogado a extremo, numa equipa mais defensiva, mas para mim o teste do algodão, será a forma como irá definir na 1.ª fase de construção... porque defensivamente, pela agressividade, até parece-me melhor que o Grimaldo!!!

5 minutos: Beste...

Visão: Beste...

Bc: Beste...

ESPN: Futebol no Mundo #359 - Colômbia desafia Argentina pelo título da Copa América

Coitadinhos!!!

Trabalho...

BI: Temporada 1994/95

O 10 está morto, viva o 10!


"O futebol conseguiu destruir de forma autofágica o seu maior símbolo e fonte de magia

O futebol inverteu-se, deixou-se virar do avesso. Hoje, tudo é invertido, falso ou decimal: os laterais, os centrais e os extremos invertidos, os 6,5 e os 9,5, e os falsos 9 e 10. Até o guarda-redes passou a ser o falso líbero. O jogador tornou-se híbrido, ocupa, à vez, mais bolsas de espaço.
O trinco, médio defensivo destruidor e posicional, morreu. O dez, símbolo-maior não só em campo, mas de um modo de estar e de vida, quase de rockstar, é apenas número sem significado. O extremo clássico está em vias de extinção.
As linhas apertaram para levar ao limite a máxima de Cruijff e Michels: torna o campo grande com bola e pequeno sem esta. O problema é que hoje já ninguém lhe devolve as reais dimensões. Todos não só sabem como pensam mantê-lo o mais reduzido possível.
Num mundo em que se privilegia o futebolista aposicional e multifuncional, ao 10, primeiro, roubaram o espaço. Apertaram o que havia entre linhas até se sentir claustrofóbico. Então, exilou-se num flanco. Destros na esquerda, canhotos na direita, e partir daí para dentro.
Contudo, tornou-se vítima do próprio sucesso e abriu o caminho aos extremos de pé contrário, mais dribladores e explosivos, embora com menos passe. Messi sobrevive por ser um génio, porém já combate «últimas batalhas».
Outros baixaram, como Pirlo e Modric. Mas teriam sempre de ser muito bons como foram para subsistir, ou o multifuncional garantiria sempre mais recuperações e os mesmos passes verticais.
Com os extremos em diagonais outside-in, os treinadores abusam das linhas de 5 e acrescentam gente ao interior. O jogo tornou-se mais defensivo: na busca de superioridades, na falta de risco, na aposta nas bolas paradas ou nos penáltis.
De forma inacreditável, um futebol autofágico destruiu o seu maior símbolo. Perdeu magia, ficou previsível, igual, enfadonho. E, aí, sobressai o original, com respostas para tudo.
Os sul-americanos, que ainda protegem Messi e James, olham com desdém para a Europa. A Argentina, única capaz de quebrar a série de Mundiais ganhos pelo Velho Continente num momento afirmação da sua maior figura, ainda os cria. O Brasil não. Até o relacionismo de Diniz, que combatia a normalização do juego de posición, entrou em desgraça.
Todo o continente atravessa uma crise de talento. E se, de repente, os resultados se tornarem ainda mais negativos, cairá o maior obstáculo a nova (e infeliz) europeização da América Latina."

João Neves — na vontade o futuro


"De pouco valerá Rui Costa acenar com nova proposta de renovação se o jovem decidir sair

A um mês do pontapé de saída da nova época, ou seja da primeira jornada do campeonato, o plantel do Benfica, como das restantes equipas, está longe de estar fechado. Contratados o médio Leandro Barreiro e o avançado Vangelis Pavlidis, no caso do grego uma tentativa óbvia de encontrar alguém com as características mais adequadas ao que pede o jogo de Roger Schmidt, depois de Arthur Cabral não ter correspondido às expectativas, falta ainda um lateral-esquerdo, que não deverá demorar muito a chegar à Luz, para ser titular, e um lateral-direito para competir com Alexander Bah. Podemos todos identificar outras fragilidades e necessidades no grupo, mas essas são, para já, as prioridades do Benfica.
Como qualquer clube português que depende da venda dos melhores e mais valiosos por muitos milhões para manter equilibrado o modelo de negócio, o Benfica vai mesmo perder alguns jogadores. Rui Costa já foi confrontado com propostas para as transferências de João Neves e António Silva, seguramente outras mais elevadas chegarão à Luz, mas sem o valor que o Benfica considerará justo. Não foi pouco dinheiro: €60 milhões pelo médio e €35 milhões pelo defesa-central.
João Neves é mesmo o elefante na sala de estar do Estádio da Luz, considerando que o Benfica está disponível a vender o passe de António Silva para ficar com o médio. Rui Costa já lhe ofereceu um novo contrato, dobrando o salário para um milhão de euros limpos, mas a verdade é que o jovem não aceitou. Não poderemos evitar concluir que não sentiu nesse valor o reconhecimento que considera justo, sobretudo quando outros companheiros ganham bastante mais do que isso. Foi um mau começo para quem quer a muito custo que João Neves fique pelo menos mais uma época.
Rui Costa sabe, melhor do que ninguém, por ter negociado contratos na qualidade de jogador e presidente, que estará condenado a perder João Neves no momento em que ele for sensível a uma proposta financeira e desportiva que o Benfica não lhe poderá oferecer. Não é preciso recuar muito. Enzo Fernández foi insensível a todos os argumentos para continuar na Luz depois do Mundial e de uma oferta do Chelsea. Nem sequer parou para pensar na promessa de que teria a porta aberta para deixar a Luz menos de seis meses depois, no fim da época. E saiu em janeiro. Gonçalo Ramos, como Rui Costa reconheceu, já não estava com a cabeça no Benfica desde que recebeu uma oferta do PSG. E saiu sem sequer jogar a Supertaça com o FC Porto.
O futuro de João Neves está, pois, na vontade dele. Se sair os efeitos na equipa são imprevisíveis, isso obrigará o Benfica a substituí-lo, mas os efeitos emocionais nos sócios e adeptos são fáceis de adivinhar – será, não obstante as melhores explicações, considerado um fracasso do Benfica, da Direção, de Rui Costa. Kika Nazareth e João Neves são, provavelmente, os mais queridos da nação benfiquista. A primeira saiu por uma «proposta irrecusável». O segundo poderá ser confrontado com o mesmo."

A realidade do Benfica a 11 de julho de 2024


"Impressionante, a corrida aos bilhetes de época; fundamental, aprender com os erros cometidos; e a conclusão é que a aposta no equilíbrio e no coletivo é sempre a que recompensa mais...

Qual é a realidade do Benfica no início da temporada de 2024/25? Nada mais fácil de caraterizar: apesar do aumento de preços, dos 45 mil lugares de época disponíveis para Red Pass, há cerca de 400 ainda no mercado, para uma lista de espera que ronda os 17 mil. Quer isto dizer que, apesar das desilusões da temporada passada, apesar da míngua de títulos, a que a Supertaça não matou a sede, apesar da desconfiança generalizada relativamente a Roger Schmidt, apesar das Assembleias Gerais marcadas pela contestação, o benfiquista puro e duro, do Terceiro Anel, que não pertence a qualquer bolha elitista que funciona em circuito fechado, continua a acreditar no clube, no lema, na força da tradição, e mais uma vez diz presente, abstraindo-se das questões políticas, apostando no que paga (e não é já assim tão pouco): 90 minutos caseiros, nacionais e internacionais, de uma experiência imersiva, de partilha de um ideal, uma cor e de uma comunhão centenárias, traduzidos, na expressão maior, no quarto de hora que durou, sem bola, o intervalo do jogo com o Marselha, na época passada, na homenagem a Sven-Goran Eriksson. Esse é o Benfica que não tem preço.
E quanto ao plantel? Francamente, se não houver saídas, ao dia de hoje o Benfica apenas precisa de um defesa esquerdo que esteja para lá de todas e quaisquer dúvidas. É claro que daria sempre jeito um Nélson Semedo ou um João Cancelo que jogasse igualmente em bem em qualquer das alas. Mas, mantendo os pés na terra, e sabendo que Aursnes é capaz de fazer essas posições, a prioridade será investir, sem tibiezas, incertezas ou hesitações, em alguém que pegue de estaca, e nesse particular, quer o departamento de scouting, quer o próprio treinador, devem atravessar-se, sendo que ainda hoje não se sabe quem foi responsável pela contratação de Jurásek.
Mas vamos falar de futebol. Se Aursnes for o escolhido para a ala esquerda (ou, imagine-se, João Mário), sabendo-se que tenderá a reforçar o ‘miolo’, privilegiando o jogo interior, o lateral deverá ter condições para chegar à linha de fundo, fazendo a ala, à imagem de Grimaldo. Contratar um jogador que não tenha estas características (como foi o caso de Jurásek, ou aconteceu com a adaptação canhestra de Morato) só pode resultar em asneira. Aguarde-se pelo reforço anunciado e também pela evolução de Carreras…
Ainda falando de futebol, agora com maior profundidade, e entrando já no âmago da estratégia e do modelo: o que quer Roger Schmidt? Na primeira época de águia ao peito, o técnico alemão foi perfeitamente explícito: apostou num futebol moderno, feito de pressão alta, onde todos trabalhavam por igual no momento de recuperação da bola, e a partir daí, com o adversário desequilibrado, criava superioridade numérica que materializava em golos. Graças a esta forma de jogar, em que todos colaboravam por igual, foi capaz de sobreviver à perda do melhor jogador, Enzo Fernández, e além de vencer a Liga, realizou uma excelente campanha europeia. Mas na época seguinte, as mudanças foram muitas, e para pior, e é a partir dos erros cometidos que Schmidt deve aprender a esquematizar 2024/25. E quais foram esses erros? À partida três, crassos, imperdoáveis, de palmatória:
1) – Quando saiu Gonçalo Ramos para o PSG, o Benfica perdeu o primeiro defensor, e hipotecou a possibilidade de executar a pressão alta que lhe permitia roubar a bola ao adversário e atacar a seguir em superioridade numérica. Por isso, passou a ser mais fraco, quer a defender, quer a atacar, porque escolheu para substituir Ramos um ótimo futebolista, Arthur Cabral, mas talhado para outro futebol. Enfim, um erro de casting.
2) A partida de Grimaldo, que fazia as despesas do ataque no flanco esquerdo e se ocupava da maior parte das bolas paradas, foi um tiro no pé que o Benfica deu e nunca foi capaz de emendar. Provavelmente, ao longo da temporada de 2023/24, a ala esquerda foi aquela em que os encarnados se mostraram mais perdidos, especialmente o seu treinador, que chegou a apresentar duplas de profundidade zero formadas por Morato e João Mário, que colocavam a equipa, como dizem os brasileiros ‘ferida de asa’. Com este contexto, o equilíbrio esquerda-direita perdeu-se, e o Benfica passou a ser, a maior parte das vezes, uma equipa condenada a afunilar o jogo contra equipas com a zona central densamente povoada, o que explica os pontos perdidos em casa contras conjuntos do último terço da tabela. Esta realidade, vista já em Roger Schmidt quando ao serviço do PSV, nomeadamente quando teve de jogar contra um Benfica de Jesus com dez jogadores apenas (expulsão de Lucas Veríssimo) e não foi capaz de penetrar a muralha encarnada, repetiu-se amiúde na época passada.
3) A chegada de Di María desequilibrou o resto. De uma penada, o Benfica deixou de atacar pela esquerda com a saída de Grimaldo, e deixou de defender pela direita com a inclusão de Di María. E em relação ao argentino, que não subsistam dúvidas, El Fideo foi o melhor jogador do Benfica com a bola no pé, fez coisas maravilhosas e revelou-se de uma entrega total. Porém, para trás, por mais que quisesse, e quis, já não podia. Seja como for, independentemente de se achar maior ou menor utilidade na presença do argentino na equipa do Benfica, a verdade é que com ele as coisas mudaram muito…
E em 2024/25, como será? Parece claro que Roger Schmidt precisa de regressar às origens, exigir pressão alta, equipa subida e pouco espaço entre setores, usar Pavlidis, que sabe fazê-lo, como usava Gonçalo Ramos, dar a direita um Neres que seja coletivo e se complemente com Bah, ou em alternativa a um Schjelderup que cresceu tanto que foi chamado à Seleção A da Noruega, que tenha em Leandro Barreiro, mais consistente do que Florentino, o par ideal para João Neves, e que se mantenha atento em relação à condição psicológica de António Silva e à condição física de Nico Otamendi, cuja presença nos Jogos Olímpicos de Paris não augura nada de bom para o Benfica.
Esta é a situação a 11 de julho, que pode ser alterada e desmentida pelos ditames do mercado, que não deixará de produzir consequências até ao derradeiro segundo. Para já, uma verdade parece insofismável: o Benfica foi pior de uma época para a outra porque se deixou desequilibrar, apostando em individualidades que por mais que brilhassem nunca acrescentaram ao coletivo. O segredo para 2024/25 estará em devolver o comboio aos carris, colocando o foco na equipa, porque, como se viu em 2023/24, no futebol ninguém ganha nada sozinho."

Intensidade na preparação


"Esta edição da BNews é dedicada a vários temas da atualidade benfiquista.

1. Pré-época
O plantel às ordens de Roger Schmidt continua focado em preparar a temporada da melhor forma.

2. Saídas anunciadas
O Benfica anunciou o empréstimo ao Arouca, por uma temporada, de Henrique Araújo. E a saída, a título definitivo, de Leo Kokubo.

3. Sub-23 no relvado
Os Sub-23 já preparam a nova época, com bola.

4. Hendecacampeãs nacionais
Vencer a Taça de Portugal é o objetivo que se segue. E a presença dos adeptos na sessão de autógrafos realizada ontem é um tónico adicional.

5. Comunicado
A reação oficial do Sport Lisboa e Benfica à ausência de algumas das mais consagradas hoquistas nacionais na convocatória da seleção lusa para o Mundial."

História Agora

Tempo de vida ganho!

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica considera inaceitável que algumas das suas principais atletas e melhores jogadoras da modalidade não tenham sido incluídas na convocatória da Seleção Nacional feminina de hóquei em patins para o Campeonato do Mundo. Uma decisão inexplicável, num ostensivo ato provocatório e persecutório da parte da Federação de Patinagem de Portugal e do seu selecionador.
Mais uma atitude vexatória e desrespeitadora para com o Sport Lisboa e Benfica e as suas jogadoras, cujo contributo foi decisivo para a conquista de mais de 30 títulos, entre os quais 11 Campeonatos consecutivos, e, igualmente importante, para a afirmação e projeção da modalidade em Portugal e além-fronteiras.
O Sport Lisboa e Benfica repudia mais este triste episódio protagonizado pela atual Federação de Patinagem de Portugal, cuja Direção não defende os interesses de Portugal nem da modalidade."

Agenda criminosa...


"No hóquei em patins, a convocatória da seleção feminina para o Mundial de setembro foi recebida com surpresa e, confesso, alguma indignação. O selecionador, inexplicavelmente, decidiu deixar de fora algumas das jogadoras mais consagradas e reconhecidas do mundo.
Sim, leram bem: as jogadoras do Benfica, campeãs por onze vezes consecutivas, Maria Vieira, Marlene Sousa e Maria Sofia Silva, foram sumariamente excluídas. A elas junta-se a Beatriz Figueiredo, que já conhecia bem o sabor amargo de ser preterida.
Meus caros, não tenhamos medo das palavras: esta decisão, na verdade, soa como um ajuste de contas pessoal do selecionador e da Federação contra várias jogadoras do nosso clube.
Afinal, de que adianta ser campeã onze vezes consecutivas se, na hora H, o mérito é simplesmente ignorado? Fica a questão 🤷‍♂️."

Modelo de negócio do Tugão 'pequeno' em perigo!!!

Terceiro Anel: Bola ao Centro - S02E57 - Rola a Bola e começam os Jogos!!

Águia: Diário...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - Jan-Niklas Beste, Francisco Conceição e Balotelli

Zero: Tema do Dia - João Palhinha: a mudança, um ano depois

Chuveirinho #83 - Obrigado por tudo, Ronaldo

Terceiro Anel: Euro24 - Dia 19...

Vizak: Previsões...

No Princípio Era a Bola - A resiliência de Inglaterra, a seleção que não treme perante o abismo

Rabona: Euro24 - Final previsões...

Rabona: Euro24 - Daily...

Caldeira: Inglaterra...

TNT: Eurocopa...

TNT: Seleções...

TNT: Ronaldo & Messi...

Portugal, o Euro 2024 e o silêncio


"A prestação da Seleção na Alemanha é defensável, mas seria bom que alguns dos principais responsáveis a defendessem

«Queríamos mais. Merecíamos mais. Por nós. Por cada um de vocês. Por Portugal. (…) Dentro e fora de campo, tenho certeza de que este legado será honrado e continuará a ser construído. Juntos.»
Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção, nas redes sociais, após a eliminação de Portugal no Euro 2024

Em janeiro de 2023, quando apresentou Roberto Martínez como sucessor de Fernando Santos, Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, estabeleceu as meias-finais das grandes competições como a meta mínima a atingir – com o argumento de que a diferença entre vencer e perder as provas está nos detalhes, mas é preciso avançar bastante para se poder jogar nesses detalhes.
Na semana passada, Portugal caiu no Euro 2024 nos quartos de final. Aconteceu perante a França, vice-campeão mundial, no desempate por penáltis – a má fase de grupos dos bleus, que terminaram o Grupo D atrás da Áustria, atirou-os para o caminho luso e essa coisa dos detalhes acabou antecipada.
Dito assim, a eliminação prematura nos quartos não deslustra. É mais do que defensável. No Mundial 2022 Portugal também caiu nos quartos de final, mas às mãos de Marrocos, o que, convenhamos, não é a mesma coisa, mesmo que a seleção africana já tivesse eliminado a Espanha na ronda anterior…
Se a falha na obtenção do objetivo mínimo é defensável, seria bom que alguém a defendesse – sobretudo porque a qualidade do futebol que a Seleção jogou já é muito mais difícil de aceitar. Fernando Gomes, porém, já deu os parabéns a Pedro Gonçalves pela conquista da Taça Cosafa com a seleção angolana mas ainda não se lhe ouviu uma palavra sobre o Euro 2024 após a eliminação de Portugal (bem sei que não foi Fernando Gomes a compor a mensagem para o treinador português dos Palancas Negras, mas foi feita em nome dele).
Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção e um dos jogadores mais criticados por uma prova muito aquém das expectativas, em que Portugal veio para casa após seis horas seguidas sem marcar golos, também não falou logo após a eliminação. O que disse, fê-lo depois, nos seus termos, nas redes sociais, não dando sequer a oportunidade de perguntar porque raio é que Portugal mereceria mais, como defendeu.
A participação da Seleção no Euro 2024 foi muito menos dramática do que a pintaram, mas seria bom que alguns dos principais responsáveis o assumissem."

Inconsciência social no rescaldo do Euro 2024


"Não creio que a Seleção Nacional seja neste momento um lugar seguro para os jovens talentos

Diogo Costa, guarda-redes da Seleção, apesar da eliminação de Portugal saiu do Campeonato da Europa como um quase herói. Há pouco mais de um ano e meio, o mesmo guarda-redes era acerrimamente criticado pela sua prestação no Mundial, especialmente frente à seleção marroquina. Questionou-se o seu valor e até a sua dedicação. António Silva errou (vamos assumir que sim) durante o jogo deste Euro 2024 frente à Geórgia, tal como aconteceu com Diogo Costa no rescaldo do Mundial do Qatar, foi alvo de duras críticas, mas não construtivas. As redes sociais e até os média encheram-se de comentários e posts maliciosos, que não só questionavam o valor do atleta como o ridicularizavam. Infelizmente, a inconsciência social dos danos que podem ser causados com estes comentários não se ficaram por aqui durante este Europeu. Repetiu-se após o jogo contra a França, mas com uma mudança de alvo. Foi a vez de João Félix ser responsabilizado após ter falhado um penálti. Mais uma vez uma enxurrada de insultos, ofensas e mensagens de ódio.
Não importa aqui qual é o atleta alvo de críticas, nem o erro ou dimensão do erro cometido e da sua consequência. Também não se pede que não se analisem os erros dos atletas, nem que os mesmos não sejam avaliados por eles. Isso é inevitável e quando feito de forma adequada pode ser um input positivo para o desenvolvimento do atleta. Mas aquilo a que se tem assistido é tudo menos positivo, este tipo de comportamento que tem sido reiterado pela sociedade em geral tem efeitos nocivos para a saúde mental e bem-estar dos atletas. Na mesma sociedade onde hoje tanto se discute saúde mental, e onde a mesma é utilizada tantas e tantas vezes como bandeira, existe muito pouca consciência de que as palavras são armas e ferem profundamente.
De algum tempo a esta data que se discute o envelhecimento da Seleção Nacional, defendendo-se veementemente a integração de atletas mais jovens. Mas será de facto a Seleção Nacional um lugar seguro para os jovens talentos? Deveria ser, mas não creio que neste momento o seja. Um lugar seguro para jovens é um lugar onde se possam desenvolver e, sim, errar faz parte do processo de desenvolvimento, faz parte do ganhar experiência. Quando qualquer erro coloca o atleta no olho do furacão, então não é um lugar seguro.
É enquanto jovens que os indivíduos estão mais vulneráveis às opiniões alheias e às pressões externas. Quando um jovem atleta é alvo de críticas severas e exposição mediática tão negativa a sua autoestima pode sofrer um golpe significativo, pois a autovalorização dos jovens é altamente influenciada pela perceção de aceitação ou rejeição por parte dos outros. Apesar do impacto poder ser maior em jovens, independentemente da idade, isto pode desenvolver no atleta inseguranças, dúvidas, medos e anseios que em futuras situações de pressão podem surgir como bloqueadores à sua atuação. Esse medo pode resultar em um ciclo de autossabotagem, onde a preocupação com o julgamento externo impede o atleta de atuar ao seu melhor nível. Em termos de saúde mental situações como esta podem levar os atletas a desenvolver síndromes do espectro da ansiedade, mas também depressivos, com todas as consequências negativas que daí podem advir."

Zero: Saudade - S02E45 - Finais de Europeus? Jordão, Vilfort, Bierhoff, um podcast para heróis

COP: Paris - Leandro Ramos...

quinta-feira, 11 de julho de 2024

BI: On Tour - O Euro, os reforços e a saída de Kika

Visão: React - Tino & Barreiro

DAZN: Leandro Barreiro...

A gratidão nacional e a seleção nacional


"Não foi bom o Europeu de Portugal. Foi de menos a mais, com uma exibição muito competente na despedida, mas esta foi uma seleção que demorou a assentar num plano de jogo, viveu um experimentalismo tático com alteração de estruturas – dois e os três centrais? - que consumiu tempo e revelou escassa utilidade, sofreu com algumas opções incompreensíveis, em que avulta a substituição de Vitinha com a Eslovénia, e não teve, o que é óbvio ao fim de cinco jogos, verdadeiro poder de fogo no ataque. Os mais de 300 minutos sem conseguir marcar um golo com que despediu da prova são eloquentes.
Cristiano Ronaldo não foi naturalmente o único problema, mas foi um problema, como se adivinhava, em particular após o jogo com a Irlanda, que iludiu quanto à condição atual daquele que é um dos melhores futebolistas mundiais de sempre. Ronaldo não devia ter sido titular indiscutível da seleção e menos ainda participar (quase) todo o tempo em todos jogos, prolongamentos incluídos. Parece hoje evidente que a sua história, única e incomparável, não o pode eternizar nas opções táticas, porque não pode a gratidão nacional a definir o onze da seleção nacional. Jogando tempo idêntico, é difícil imaginar que Gonçalo Ramos, Diogo Jota ou João Félix – aqueles que também podiam desempenhar a função – não tivessem acrescentado golos à carreira lusa no torneio da Alemanha.
A gestão do futuro não se afigura fácil, sem que se descortine uma solução ótima. Cristiano Ronaldo não deu sinais de querer abandonar o grupo e parece até óbvio – e respeitável, do ponto de vista pessoal - que pretenda outro final para a sua história de quinas ao peito. Assim, contar ou não com CR7 na Seleção, e em que moldes – não sendo eu adepto de teorias da conspiração ligadas a influências de A ou B - estará na exclusiva competência e responsabilidade de Roberto Martínez. Quando o técnico espanhol assumiu a equipa de Portugal, Fernando Santos tinha acabado de virar uma página, assumido pela primeira vez, com atos – a colocação de Ronaldo a suplente em dois jogos do Mundial do Catar – que o craque indiscutível tinha deixado de o ser. Instalou-se um psicodrama, os três golos de Ramos de pouco valeram, a seleção perdeu com Marrocos e Santos caiu. Recém-chegado, Martinez foi à Arábia falar com o português mais famoso do mundo e decidiu que mais valia gerir a questão Ronaldo a partir de dentro do que tê-la a atormentá-lo, em permanência, a partir de fora. Mais que avaliar agora se foi certo ou errado, algo me parece evidente: na caminhada para o Mundial, Portugal já não poderá, em definitivo, ser Ronaldo e mais dez. Acontece que um recomendável meio termo – ter Ronaldo mas assumir que ele pode ser substituído, suplente e até nem convocado – nunca vai ser fácil de gerir, desde logo pelo próprio, mas também pelos média e pelo público mais ululante que se acotovela a ver jogos quando da seleção se trata.
Restam-me duas certezas:
1. Clarificar o lugar está reservado a Ronaldo é fundamental para que não se desaproveite mais uma vez o potencial desta incrível geração de talentos, em que alguns dos mais brilhantes – como Bernardo, Bruno e Cancelo – até já tocam a casa dos 30;
2. Uma coisa é a crítica, outra é o achincalhar um atleta, seja com números ou memes, para mais quando se trata de uma lenda única como Ronaldo, no tanto que representa para Portugal e os portugueses.

PS: Já agora e guardadas as proporções, o mesmo se aplica a João Félix, um dos celebrados (e verdadeiros) grandes talentos da seleção: atacar e desvalorizar um atleta, aproveitado o facto de ter falhado um penalti é mais que ignorância e injustiça, é uma indecência."

Dar a cara...

Angel...

Negociadores infalíveis!

Pontos Europeus!

Golos Europeus!

Vergonha: provavelmente as 3 melhores jogadores nacionais, fora da convocatória!

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Mercado - Ioannidis, Rodrigo Mora e Philippe Coutinho

Zero: Tema do Dia - Lamine Yamal: que fenómeno é este?

Zero: Reactzz #13| Desafio da bola na barra

Honra e orgulho


"Fernando Pimenta é porta-estandarte da comitiva portuguesa nos Jogos Olímpicos. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Escolha justa
O canoísta Fernando Pimenta, um dos 20 atletas do Benfica em representação de Portugal nos próximos Jogos Olímpicos, foi escolhido para encabeçar a comitiva portuguesa na cerimónia de abertura do certame. A par do atleta benfiquista estará Ana Cabecinha, marchadora do Clube Oriental de Pechão.

2. Na final
A Argentina está na final da Copa América e contou, nas meias-finais, com o contributo do capitão do Benfica, Otamendi.

3. Sessão de autógrafos
É hoje, às 18h00 na Benfica Official Store do Estádio da Luz, a sessão de autógrafos das hendecacampeãs nacionais de hóquei em patins.

4. Sub-23 em preparação
Prosseguem os trabalhos de pré-época desta equipa de formação do Benfica.

5. Campeão
A equipa feminina de aquatlo do Benfica sagrou-se campeã nacional. A nível individual, Miguel Arraiolos e Maria Gonçalves, atletas do Benfica, conseguiram o título nacional.

6. Convocada
Ana Bolzan, andebolista do Benfica, foi chamada pelo Brasil para participar nos Jogos Olímpicos.

7. Cinco anos de grande dedicação
Adriana Lage, tricampeã nacional de andebol, deixa de representar o Clube.

8. Para ti Se não faltares!
Está concluído o XII Torneio Final do Para ti Se não faltares!, um projeto da Fundação Benfica. O evento derradeiro, realizado no Pavilhão Fidelidade, contou com a presença das futsalistas Janice, Fifó e Ana Catarina."

Estes sorteios da Liga...


"A CULPA É DOS ALGORITMOS, MAS QUE SÃO PROGRAMADOS POR PESSOAS

Haveria muito para comentar sobre o sorteio de ontem para o calendário da Liga 24-25, mas vamos só concentrar-nos no que se tem passado nos embates entre Benfica e Sporting.
> Nas últimas nove épocas, desde que Pedro Proença dirige a Liga, só por duas, repito duas vezes o dérbi da segunda volta não calhou numa das últimas cinco jornadas. (Só uma vez calhou numa das cinco primeiras.)
> Só por uma vez não caiu numa das últimas sete jornadas.
> Em cinco das nove épocas, mais de metade, portanto, Benfica e Sporting defrontaram-se numa das duas últimas jornadas. (Nunca nas duas primeiras.)
> Em seis das nove épocas o Benfica defrontou o rival em casa deste na segunda volta.
Não estou a manifestar um lamento, nem a discutir se isto é bom ou mau para o Benfica, para o Sporting ou para a Liga. Só estou a manifestar a minha estranheza por tanta coincidência ao longo de tantas épocas.
A culpa, dizem para aligeirar responsabilidades, é dos algoritmos. Só não dizem que os algoritmos são programados por pessoas! Logo...
Sou contra as condicionantes dos sorteios. Devíamos voltar ao sorteio puro. E, como fazem os ingleses, a segunda volta ter um alinhamento diferente da primeira.
A proteção aos nossos clubes que andam pela Europa faz-se deixando mexer nas datas dos jogos dentro de determinadas regras, claras e bem esclarecidas previamente.
Isto posto, vamos é tratar de ganhar os jogos todos!
CARREGA, RUMO AO 39!!!"

Calendário da FIFA e Jogos Olímpicos


"Os Jogos Olímpicos não fazem parte do international match calendar masculino da FIFA 

Este ano realizar-se-ão os Jogos Olímpicos. No que diz respeito à modalidade futebol coloca-se a questão acerca da cedência de jogadores para as seleções olímpicas por parte dos respetivos clubes. Qual o enquadramento normativo desta questão? Podemos encontrar esta resposta no Regulamento do Estatuto e Transferência de Jogadores da FIFA.
No seu Anexo 1, estão previstos os princípios relativos à cedência de jogadores, femininos e masculinos, de futebol e de futsal, para atividades das seleções nacionais.
Tomando como exemplo os princípios estabelecidos para o futebol masculino, verificamos que os clubes têm a obrigação de ceder os seus jogadores para as respetivas seleções nacionais, e desde que a competição para a qual são convocados faça parte do international match calendar, ou seja, o calendário de jogos internacionais estabelecido pela FIFA por um período de 4 anos. Por outro lado, estabelecem as regras que o clube não está obrigado a ceder os seus jogadores para competições que não estejam incluídas neste calendário FIFA. Uma importante diferença é que se um jogador cedido no âmbito de uma competição incluída no calendário FIFA, e durante esse período, sofrer um acidente ou lesão que o impeça, temporariamente, de competir, o clube é indemnizado pela FIFA.
Ora, os Jogos Olímpicos não fazem parte do international match calendar masculino da FIFA, pelo que os clubes não estão, de acordo com as normas em vigor, obrigados – juridicamente falando - a ceder os seus jogadores para as seleções olímpicas. Contudo o mesmo não acontece para o futebol feminino, uma vez que o international match calendar feminino prevê expressamente o Women’s Olympic Football Tournament."

ESPN: Futebol no Mundo #357 - Espanha x Inglaterra

Bechler: Inglaterra...

ESPN FC: Inglaterra...

EuroFut: Inglaterra...

AA9: Espanha...

Rabona: Euro24 - Daily...

Bechler: Espanha...

Quezada: Espanha...

ESPN FC: Espanha...

TNT: Espanha...

Castro: Espanha...

EuroFut: Espanha...

Bc: Espanha...

Falar de milhões é fácil, mas quem se lembra dos tostões?


"Por cada jovem jogador que chega à primeira divisão nacional (para não falar do resto), há milhares que ficam pelo caminho. É fácil apontar o dedo, é mais difícil pensar

Poucas horas antes de Lamine Yamal, Nico Williams, Olmo, Mbappé, Hernández ou Griezmann desfilarem no maior palco da Europa, o dos milhões, duas dúzias de futebolistas de Portugal treinavam-se no Complexo Desportivo do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, em Odivelas, ao abrigo de uma iniciativa chamada «Estágio do Jogador».
O «Estágio do Jogador» é um eufemismo para «estágio de jogadores que iniciam a época desempregados, sem clube onde jogar». Parece um estigma? Talvez. Mas o «Estágio do Jogador» é uma excelente iniciativa do Sindicato, cuja ideia original remonta a 2001, ainda sob a liderança de António Carraça. Foi interrompida durante dois anos e retomada em 2004, já com Joaquim Evangelista à frente da direção.
O «Estágio do Jogador» fez o seu percurso. Realizou-se durante muitos anos no Estádio Nacional e desde 2018 tem lugar na Academia do Jogador, em Odivelas, o centro de treinos do Sindicato. Só isto já demonstra uma evolução. Histórico do «Estágio do Jogador»
Feita a média a todos estes anos, há uma taxa de empregabilidade na ordem dos 66 por cento. Dois terços dos jogadores que passaram por esta etapa menos expectável e mais dolorosa conseguiram clube na respetiva época. Podíamos elencar nomes e exemplos, alguns eventualmente surpreendentes, mas não é isso o mais importante.
O importante, mesmo, é que todos quantos giram em torno do futebol percebam que há o lado dos milhões e o lado dos tostões. Já agora, num tempo marcado por demagogias de direita e alvos fáceis, era importante que quem enche a boca com os chavões dos «milhões que se ganham no futebol» pensasse nas dezenas de milhares de praticantes que pouco mais têm que tostões. Que gostam de uma atividade, se embriagam com a possibilidade de sucesso e acabam a ganhar os tais tostões durante 10 ou 15 anos, para acabarem uma carreira aos 35 anos sem eira nem beira.
O Sindicato de Jogadores (engraçado falar de sindicatos hoje em dia, não é?), como é sua obrigação, tem-se preocupado com estes temas. E por isso, além de promover iniciativas como esta de mostrar jogadores ao mercado, tem insistido na importância das carreiras duais — simplificando ao máximo: estudar enquanto se joga.
Cabe aos pais, avós, encarregados de educação, tutores, treinadores ou seja quem for que se responsabilize pelas nossas crianças e jovens serem os primeiros a perceber que os milhões estão guardados para poucos, muito poucos. Por cada futebolista milionário há mais de mil futebolistas frustrados. Devia ser a vida, mas há gente que não o percebe."

Honra aos campeões


"As jornadas inaugurais não deviam ficar dependentes da sorte do sorteio para que exista uma comemoração. Neste caso até se poderia aproveitar os campeões serem o mesmo clube.

Pela oitava vez desde que passou a existir o campeonato nacional de basquetebol, em 1932/31, haverá um clube, neste caso o Benfica, que começa a temporada como tricampeão masculino e com ambições de chegar ao tetra. Coincidentemente, o mesmo que conseguiu tal feito em cinco dessas ocasiões, mas, uma vez mais, poucos parecem interessados, desportiva e comercialmente, em marcar o arranque da mais importante competição nacional com pompa e enaltecendo o facto.
Até para que se procure a distinção face às restantes modalidades que, nessa altura, já estarão em ação ou prestes a arrancar os respetivos campeonatos e, quer queiram ou não, serão concorrentes como produto desportivo para o qual se deseja manter ou conquistar público.
Por isso, foi com espanto que constatei que no sorteio da passada semana das Ligas Betclic masculina e feminina, entre as condicionantes que sempre existem, e bem, por parte da federação para que se acautele que equipas da mesma cidade ou região não atuem em casa no mesmo dia ou, se possível fim de semana, assim como se tem em conta deslocações entre as ilhas e o continente, e na gestão dos melhores árbitros, não estivesse igualmente a condicionante para que o primeiro jogo do campeão fosse em casa e fazer dele uma festa entre adeptos.
Foi tudo colocado no mesmo saco, como se fosse igual. Mas não é. Ou pelo menos não deveria ser. A equipa feminina das águias teve sorte e disputará a 1.ª jornada, a 6 de outubro, na Luz, contra o Basquete de Barcelos. Já a masculina, cuja competição começa um dia antes e tem visibilidade e impacto superior, vai à Madeira defrontar o Galomar.
Com patrocinadores que investem nos clubes e no campeonato, a Liga vai renovar com o seu por mais três temporadas, há muito que, pelo menos as jornadas inaugurais, não deviam ficar dependentes da sorte ou azar do sorteio para que exista uma comemoração. Neste caso até se poderia aproveitar o facto, ainda mais raro, de ambos os campeões serem do mesmo clube.
Podia, facilmente, referir a NBA, que no dia em que começa a fase regular só tem dois jogos agendados, um em cada costa e escolhidos a dedo, e com o campeão a ser uma das equipas em ação pela honra e para que o mundo que acompanha a Liga assista à cerimónia da entrega dos anéis e hastear do estandarte do título. E então, no dia seguinte, sim, jogam todos os outros. Exemplo há muito adotado por essa Europa fora, menos cá, onde nem os campeões jogam, por exemplo, um dia antes.
A surpresa foi ainda maior sabendo que o próprio Benfica não pediu para disputar o primeiro encontro em casa e até ficou contente por ir à Madeira e assim despachar cedo essa viagem tendo em conta que terá de fazer algumas devido à participação, para já, na Liga dos Campeões.
Houve quem dissesse que o encontro dos encarnados na 2.ª jornada, contra a Oliveirense, era mais apetecível na televisão para ronda inaugural. Não peço tanto. Bastava inverter quem joga em casa — ainda há tempo para isso —, e se crie um evento à volta do momento, dentro e fora do pavilhão, à imagem do que, em tempos, a Liga Profissional realizou, chegou a ser em outras localidades, para a garantir casa cheia. Não se vendem espetáculos nem patrocínios através de bancadas vazias.
Se bem que há quem pretenda que passe a existir a entrega de um anel aos campeões, uma vez mais à imagem da NBA, a verdade é que os vencedores da época anterior receberam uma medalha, o que não acontece na liga americana, e por isso o significado do anel seria mais simbólico, mas, numa altura em que se sabe que aumentou a visibilidade da prova e público nos pavilhões, gosto de quem deseja: redesenhar o troféu de campeão, que passe a haver mais jogos em direto nos canais televisivos e não só o Jogo da Jornada e que as transmissões tenham sempre, por contrato, que finalizar com declarações dos protagonistas e não a seco.
Até outubro ainda há tempo para muito, é só quererem. Mas será que clubes e a FPB querem?"