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quinta-feira, 21 de março de 2024

Lixívia (23/24) 26 (-1 jogo)


Tabela Anti-Lixívia
Benfica.........64 (-5) = 69
Sporting.......... 65 (+16) = 49 (-1)
Braga...........53 (+9) = 44
Corruptos...58 (+19) = 39

Jornada típica, onde mais uma vez os Corruptos em dificuldades foram 'salvos' por uma expulsão incrível! E a Lagartada, mesmo sem necessitar, beneficiou de um penalty, assinalado, com o jogo parado!!!

Nas últimas jornadas, após o Cãoceição se ter queixado dum suposto excesso de Amarelos, tem sido uma maravilha! Praticamente os Amarelos para os jogadores Corruptos (1 em 4 jogos: contra o Benfica!), mas também acabaram os Amarelos para os jogadores do Sporting, do Braga e para os adversários do Benfica!!! Sejam eles quem forem!!!

Relembro, que a estratégia defensiva dos Corruptos, baseia-se praticamente em exclusivo nas Faltas! Fazem Faltas sistematicamente... e ofensivamente são os Campeões dos mergulhos!!! Mas Amarelos, só para os adversários...

Numa partida onde foram perdoados pelos menos 4 Amarelos aos Corruptos, o jogador do Vizela é expulso com 2 Amarelos, no início do 2.º tempo, com os Corruptos em desvantagem no marcador! Sendo o 2.º Amarelo, uma daquelas faltas onde o Mini-Cão, procura o contacto e atira-se para a piscina! Curiosamente, em Rio Maior, o Di Maria tentou algo parecido na área do Casa Pia, e todos consideraram uma simulação!!!

Em Braga nada a assinalar... em Alvalade, num Canto, antes da bola ser batida, o jogador do Boavista agarra o adversário, caem os dois, embrulhados, e o Godinho no VAR, chama o Nobre, e decidem em marcar penalty, apesar do jogo estar parado, no momento da suposta Falta!!! Lagartos a serem Lagartos!!!

Em Rio Maior, destaco, a vergonhosa Realização da PorkosTV, a censurar todas as potenciais Faltas favoráveis ao Benfica, que poderiam dar Amarelos aos adversários! Manipulação pura e dura... Chapadas, cotoveladas ou 'ombradas' sobre o Rafa, um potencial penalty sobre o Neves, tudo escondido!!!

No golo anulado ao Neves, o mais incrível, é o facto da maior parte dos Benfiquistas ter achado uma boa decisão!!!
O Neves só estaria em fora-de-jogo, se a intervenção do guarda-redes do Casa Pia, fosse considerada uma Defesa! Não foi! Ele saiu da linha de golo, e disputou a bola com o Toni, inclusive atingiu a cabeça do Toni com uma cotovelada na cabeça... Portanto, houve uma disputa de bola, o Baptista tocou na bola, e bola sobrou para o Neves, portanto o Neves nunca poderia estar fora-de-jogo, porque o 'passe' é feito pelo guarda-redes adversário! Não foi um ressalto, houve uma tentativa de domínio de bola, que correu mal, por incompetência do guarda-redes... E não foi uma defesa, porque o remate do Nico, não ia para a baliza!

Como não poderia deixar de ser, no rescaldo só se faltou dum potencial penalty do Aursnes! Isto porque a PorkosTV decidiu censurar imagens claras, que demonstram que o Aursnes está fora do campo, quando agarrou a bola... para as mostrar no programa pós-jogo Juízo Final! Com o Lagarto Rui Pedro Rocha com o pito aos saltos no direto, à procura de polémica!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Boavista(f), D(3-2), Nobre, (Narciso, A. Campos), Prejudicados, (-3 pontos)
2.ª-Estrela(c), V(2-0), Correia, (Rui Costa, Rui Silva), Nada a assinalar
3.ª-Gil Vicente(f), V(2-3), Pinheiro, (C. Pereira, P. Ribeiro), Prejudicados, (2-4), Sem influência
4.ª-Guimarães(c), V(4-0), Almeida, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar
5.ª-Vizela(f), V(1-2), Godinho, (Rui Costa, Bessa Silva), Prejudicados, (0-2), Sem influência
6.ª-Portimonense(f), V(1-3), Malheiro, (Martins, A. Campos), Prejudicados, (1-4), Sem influência
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Pinheiro, (Soares Dias, P. Soares), Prejudicados, Sem influência
8.ª-Estoril(f), V(0-1), Narciso, (Rui Costa, C. Martins), Prejudicados, (0-2), Sem influência
9.ª-Casa Pia(c), E(1-1), C. Pereira, (Pinheiro, L. Maia), Prejudicados, (3-1), (-2 pontos)
10.ª-Chaves(f), V(0-2), Malheiro, (Esteves, Cidade), Nada a assinalar
11.ª-Sporting(c), V(2-1), Soares Dias, (Martins, Godinho), Prejudicados, (4-1), Sem influência
12.ª-Moreirense(f), E(1-1), Veríssimo, (Melo, N. Manso), Prejudicados, Impossível contabilizar
13.ª-Farense(c), E(1-1), Nogueira, (Martins, P. Brás), Nada a assinalar
14.ª-Braga(f), V(0-1), Godinho, (Soares Dias, P. Soares), Nada a assinalar
15.ª-Famalicão(c), V(3-0), Narciso, (Melo, S. Jesus), Prejudicados, Beneficiados, (5-1), Sem influência
16.ª-Arouca(f), V(0-3), Veríssimo, (Martins, H. Ribeiro), Prejudicados, (0-4), Sem influência
17.ª-Rio Ave(c), V(4-1), Vasillica, (Nobre, B. Jesus), Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (+2 pontos)
18.ª-Boavista(c), V(2-0), Correia, (Esteves, Felisberto), Prejudicados, (5-0), Sem influência
19.ª-Estrela(f), V(1-4), Malheiro, (L. Ferreira, Manso), Nada a assinalar
20.ª-Gil Vicente(c), V(3-0), Martins, (Correia, I. Pereira), Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(f), E(2-2), Godinho, (Hugo, V. Marques), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
22.ª-Vizela(c), V(6-1), J. Gonçalves, (Esteves, A. Campos), Nada a assinalar
23.ª-Portimonense(c), V(4-0), Nogueira, (C. Pereira, T. Costa), Nada a assinalar
24.ª-Corruptos(f), D(5-0), Pinheiro, (Martins, A. Campos), Prejudicados, (4-0), Sem influência 
25.ª-Estoril(c), V(3-1), M. Oliveira, (L. Ferreira, N. Manso), Prejudicados, (4-1), Sem influência
26.ª-Casa Pia(f), V(0-1), C. Pereira, (Rui Oliveira, C. Campos), Prejudicados, (0-2), Sem influência

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-2), Melo, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Casa Pia(f), V(1-2), Almeida, (Hugo, R. Soares), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Famalicão(c), V(1-0), Narciso, (Nobre, N. Pereira), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Braga(f), E(1-1), Godinho, (Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-0), M. Oliveira, (Martins, H. Ribeiro), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(c), V(2-0), C. Pereira, (Almeida, B. Jesus), Nada a assinalar
7.ª-Farense(f), V(2-3), Godinho, (Mota, J. Fernandes), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(c), V(2-1), Nobre, (Esteves, Felisberto), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência
9.ª-Boavista(f), V(0-2), Almeida, (Rui Costa, Bessa Silva), Beneficiados, (+2 pontos)
10.ª-Estrela(c), V(3-2), Narciso, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Benfica(f), D(2-1), Soares Dias, (Martins, Godinho), Beneficiados, (4-1), Sem influência
12.ª-Gil Vicente(c), V(3-1), C. Pereira, (L. Ferreira, J. Fernandes), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Guimarães(f), D(3-2), Pinheiro, (Hugo, A. Campos), Beneficiados, Prejudicados, (3-0), Sem influência
14.ª-Corruptos(c), V(2-0), Almeida, (Martins, B. Jesus), Prejudicados, (4-0), Sem influência
15.ª-Portimonense(f), V(1-2), M. Oliveira, (L. Ferreira, P. Ribeiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Estoril(c), V(5-1), C. Pereira, (Nobre, N. Pereira), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Chaves(f), V(0-3), Godinho, (Esteves, Felisberto), Nada a assinalar
18.ª-Vizela(f), V(2-5), Narciso, (Rui Costa, Manso), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência
19.ª-Casa Pia(c), V(8-0), H. Carvalho, (Esteves, P. Martins), Beneficiados, Sem influência
21.ª-Braga(c), V(5-0), Nobre, (Soares Dias, Bessa Silva), Nada a assinalar
22.ª-Moreirense(f), V(0-2), Veríssimo, (Melo, L. Costa), Nada a assinalar
23.ª-Rio Ave(f), E(3-3), Narciso, (Nobre, N. Pereira), Nada a assinalar
24.ª-Farense(c), V(3-2), C. Pereira, (Esteves, H. Ribeiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
25.ª-Arouca(f), V(0-3), Almeida, (Martins, Vaz Freire), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
26.ª-Boavista(c), V(6-1), Nobre, (Godinho, P. Mota), Beneficiados, (5-1), Sem influência

Corruptos
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), Malheiro, (Rui Costa, C. Martins), Nada a assinalar
2.ª-Farense(c), V(2-1), C. Pereira, (Martins, A. Campos), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
3.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Veríssimo, (Correia, J. P. Afonso), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
4.ª-Arouca(c), E(1-1), Nogueira, (Rui Oliveira, P. Ribeiro), Beneficiados, (0-2), (+1 ponto)
5.ª-Estrela(f), V(0-1), Pinheiro, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Nobre, (Narciso, Felisberto), Nada a assinalar
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Pinheiro, (Soares Dias, P. Soares), Beneficiados, Sem influência
8.ª-Portimonense(c), V(1-0), Almeida, (C. Pereira, L. Costa), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Vizela(f), V(0-2), M. Oliveira, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
10.ª-Estoril(c), D(0-1), Martins, (Almeida, A. Campos), Beneficiados, Sem influência
11.ª-Guimarães(f), V(1-2), Almeida, (Nobre, P. Brás), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
12.ª-Famalicão(f), V(0-3), Nobre, (Rui Costa, Bessa Silva), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
13.ª-Casa Pia(c), V(3-1), J. Gonçalves, (Correia, I. Pereira), Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Sporting(f), D(2-0), Almeida, (Martins, B. Jesus), Beneficiados, (4-0), Sem influência
15.ª-Chaves(c), V(1-0), Correia, (Malheiro, Felisberto), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
16.ª-Boavista(f), E(1-1), M. Oliveira, (Rui Costa, S. Jesus), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Braga(c), V(2-0), Malheiro, (Martins, Vaz Freire), Prejudicados, Sem influência
18.ª-Moreirense(c), V(5-0), Godinho, (Rui Oliveira, H. Marques), Beneficiados, (5-1), Sem influência
19.ª-Farense(f), V(1-3), Pinheiro, (Nobre, F. Pereira), Nada a assinalar
20.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Nobre, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, Impossível contabilizar
21.ª-Arouca(f), D(3-2), Almeida, (L. Ferreira, I. Pereira), Nada a assinalar
22.ª-Estrela(c), V(2-0), Martins, (C. Pereira, H. Santos), Nada a assinalar
23.ª-Gil Vicente(f), E(1-1), Veríssimo, (Malheiro, A. Campos), Nada a assinalar
24.ª-Benfica(c), V(5-0), Pinheiro, (Martins, A. Campos), Beneficiados, (4-0), Sem influência 
25.ª-Portimonense(f), V(0-3), Soares Dias, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-Vizela(c), V(4-1), J. Gonçalves, (L. Ferreira, H. Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Famalicão(c), D(1-2), Veríssimo, (Rui Costa, T. Costa), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Chaves(f), V(2-4), J. Gonçalves, (Esteves, Felisberto), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(f), V(2-3), C. Pereira, (Rui Costa, N. Manso), Nada a assinalar
4.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho, (Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
5.ª-Farense(f), D(3-1), Nobre, (Malheiro, Felisberto), Nada a assinalar
6.ª-Boavista(c), V(4-1), Soares Dias, (Godinho, P. Mota), Beneficiados, (3-1), Impossível contabilizar
7.ª-Estrela(f), V(2-4), Almeida, (D. Silva, N. Cunha), Nada a assinalar
8.ª-Rio Ave(c), V(2-1), M. Oliveira, (V. Santos, S. Jesus), Nada a assinalar
9.ª-Gil Vicente(f), E(3-3), Malheiro, (J. Gonçalves, A. Carneiro), Nada a assinalar
10.ª-Portimonense(c), V(6-1), Godinho, (Hugo, A. Campos), Prejudicados, (7-1), Sem influência
11.ª-Arouca(f), V(0-1), J. Gonçalves, (V. Santos, C. Campos), Nada a assinalar
12.ª-Estoril(c), V(3-1), B. Vieira, (Malheiro, H. Coimbra), Nada a assinalar
13.ª-Vizela(f), V(1-3), C. Pereira, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar
14.ª-Benfica(c), D(0-1), Godinho, (Soares Dias, P. Soares), Nada assinalar
15.ª-Casa Pia(f), V(1-3), Martins, (Nobre, N. Pereira), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência
16.ª-Guimarães(c), E(1-1), Pinheiro, (Hugo, V. Marques), Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17.ª-Corruptos(f), D(2-0), Malheiro, (Martins, Vaz Freire), Beneficiados, Sem influência
18.ª-Famalicão(f), V(1-2), M. Oliveira, (Hugo, H. Ribeiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
19.ª-Chaves(c), E(1-1), J. Gonçalves, (Vasillica, A. Mesquita), Beneficiados, Sem influência
20.ª-Moreirense(c), V(1-0), Pinheiro, (Esteves, A. Campos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
21.ª-Sporting(f), D(5-0), Nobre, (Soares Dias, Bessa Silva), Nada a assinalar
22.ª-Farense(c), V(2-1), Narciso, (Correia, I. Pereira), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
23.ª-Boavista(f), V(0-4), Correia, (Godinho, R. Teixeira), Nada a assinalar
24.ª-Estrela(c), V(2-0), Malheiro, (B. Vieira, Rui Cidade), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
25.ª-Rio Ave(f), E(0-0), Veríssimo, (Melo, S. Jesus), Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
26.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Vasilica, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
2 / 6

Sporting
4 / 3

Corruptos
6 / 6

Braga
6 / 4

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
7 / 2
Minutos:
317 (9+85+84+47+38+22+32) - 88 (57+31) = 229m (superioridade)

Sporting
5 / 2
Minutos:
154 (9+86+9+46+4) - 102 (55+47) = 52m (superioridade)

Corruptos
5 / 5
Minutos:
111 (16+13+5+32+45) - 157 (9+84+15+46+3) = -46m (inferioridade)

Braga
3 / 1
Minutos:
95 (24+67+4) - 42 = 53m (superioridade)

B) Amarelos
Contra (antes dos 60m) / Adversários (antes dos 60m)
Benfica
47 (20) / 73 (37)

Sporting
62 (27) / 69 (29)

Corruptos
71 (30) / 89 (35)

Braga
62 (25) / 63 (27)

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Vasillica - +2
Nobre - -1
C. Pereira - -2
Pinheiro - -2
Godinho - -2
Hugo - -2
Narciso - -3

Sporting
Almeida - +6
Narciso - +4
L. Ferreira - +4
Melo - +2
Godinho - +2
Hugo - +2
Nobre - +2
Mota - +2
Rui Costa - +2
C. Pereira - +2
M. Oliveira - +2
Martins - +2

Corruptos
Nobre - +6
C. Pereira - +5
Almeida - +5
Correia - +5
Veríssimo - +3
Martins - +3
Rui Costa - +3
Pinheiro - +2
Melo - +2
Malheiro - +2
Nogueira - +1
Rui Oliveira - +1

Braga
Esteves - +4
Hugo - +3
Pinheiro - +3
J. Gonçalves - +2
M. Oliveira - +2
Narciso - +2
Correia - +2
Malheiro - +2
B. Vieira - +2
Verísismo - -2
Melo - -2

Anexos(V):
Árbitros:
Benfica
Malheiro - 3
Godinho - 3
Pinheiro - 3
Narciso - 2
Veríssimo - 2
Correia - 2
Nogueira - 2
C. Pereira - 2
Nobre - 1
Almeida - 1
Soares Dias - 1
Vasillica - 1
Martins - 1
J. Gonçalves - 1
M. Oliveira - 1

Sporting
Narciso - 4
C. Pereira - 4
Almeida - 4
Godinho - 3
Nobre - 3
M. Oliveira - 2
Melo - 1
Soares Dias - 1
Pinheiro - 1
H. Carvalho - 1
Veríssimo - 1

Corruptos
Almeida - 4
Pinheiro - 4
Nobre - 3
M. Oliveira - 2
Malheiro - 2
Martins - 2
Veríssimo - 2
J. Gonçalves - 2
C. Pereira - 1
Nogueira - 1
Correia - 1
Godinho - 1
Soares Dias - 1

Braga
Godinho - 3
J. Gonçalves - 3
Malheiro - 3
C. Pereira - 2
M. Oliveira -2
Pinheiro - 2
Nobre - 2
Veríssimo - 2
Soares Dias - 1
Almeida - 1
B. Vieira - 1
Martins - 1
Narciso - 1
Correia - 1
Vasilica - 1

Anexos(VI):
VAR's:
Benfica
Martins - 5
Rui Costa - 3
Esteves - 3
Narciso - 2
Soares Dias - 2
Melo - 2
C. Pereira - 2
L. Ferreira - 2
Pinheiro - 1
Nobre - 1
Correia - 1
Hugo - 1
Rui Oliveira - 1

Sporting
Esteves - 4
Martins - 4
Melo - 3
Nobre - 3
Hugo - 2
L. Ferreira - 2
Rui Costa - 2
Narciso - 1
Almeida - 1
Mota - 1
Soares Dias - 1
Godinho - 1

Corruptos
Martins - 4
Rui Costa - 3
Narciso - 3
Correia -2
Rui Oliveira -2
Nobre - 2
Melo - 2
C. Pereira - 2
Malheiro - 2
L. Ferreira - 2
Soares Dias - 1
Almeida - 1

Braga
Hugo - 3
Rui Costa - 2
V. Santos - 2
Malheiro - 2
Esteves - 2
Soares Dias - 2
Godinho - 2
Melo - 2
David Silva - 1
J. Gonçalves - 1
Narciso - 1
Nobre - 1
Martins - 1
Vasillica - 1
Correia - 1
B. Vieira - 1
Narciso - 1

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
A. Campos - 4
N. Manso - 3
P. Soares - 2
V. Marques - 2
Rui Silva - 1
P. Ribeiro - 1
Bessa Silva - 1
C. Martins - 1
L. Maia - 1
Cidade - 1
Godinho - 1
P. Brás - 1
S. Jesus - 1
H. Ribeiro - 1
B. Jesus - 1
Felisberto - 1
I. Pereira - 1
T. Costa - 1
C. Campos - 1

Sporting
N. Pereira - 3
S. Jesus - 2
B. Jesus - 2
Felisberto - 2
Bessa Silva - 2
H. Ribeiro - 2
V. Marques - 1
Rui Soares - 1
J. Fernandes - 1
Godinho - 1
J. Fernandes - 1
A. Campos - 1
P. Ribeiro - 1
Manso - 1
P. Martins - 1
L. Costa - 1
Vaz Freire - 1
P. Mota - 1

Corruptos
A. Campos - 4
S. Jesus - 3
Felisberto - 2
I. Pereira - 2
H. Santos - 2
C. Martins - 1
J. P. Afonso -1
P. Ribeiro - 1
P. Soares - 1
L. Costa - 1
V. Marques - 1
P. Brás - 1
Bessa Silva - 1
B. Jesus - 1
Vaz Freire - 1
H. Marques - 1
F. Pereira - 1
V. Marques - 1

Braga
S. Jesus - 3
V. Marques - 3
Felisberto - 2
A. Campos - 2
T. Costa - 1
N. Manso - 1
P. Mota -1
N. Cunha - 1
A. Carneiro - 1
C. Campos - 1
H. Coimbra - 1
P. Soares - 1
N. Pereira - 1
Vaz Freire - 1
H. Ribeiro - 1
A. Mesquita - 1
Bessa Silva - 1
I. Pereira - 1
R. Teixeira - 1
Rui Cidade - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Malheiro - 3 + 0 = 3
Godinho - 3 + 0 = 3
Martins - 0 + 3 = 3
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Pinheiro - 2 + 0 = 2
Narciso - 1 + 1 = 2
C. Pereira - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1
Luís Ferreira - 0 + 1 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 3 + 0 = 3
Almeida - 3 + 0 = 3
Narciso - 2 + 0 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1

Corruptos
Pinheiro - 3 + 0 = 3
Almeida - 3 + 0 = 3
Nobre - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Malheiro - 1 + 1 = 2
Soares Dias - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Correia - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Braga
J. Gonçalves - 2 + 1 = 3
Malheiro - 2 + 1 = 3
Nobre - 2 + 1 = 3
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Almeida - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Correia - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
David Silva - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1

Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Martins - 1 + 5 = 6
Pinheiro - 3 + 1 = 4
Narciso - 2 + 2 = 4
C. Pereira - 2 + 2 = 4
Malheiro - 3 + 0 = 3
Godinho - 3 + 0 = 3
Correia - 2 + 1 = 3
Soares Dias - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
Esteves - 0 + 3 = 3
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Nogueira - 2 + 0 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2  = 2
Almeida - 1 + 0 = 1
Vasillica - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 3 + 3 = 6
Almeida - 4 + 1 = 5
Narciso - 4 + 0 = 4
Godinho - 3 + 1 = 4
Melo - 1 + 3 = 4
Esteves - 0 + 4 = 4
Martins - 0 + 4 = 4
C. Pereira - 3 + 0 = 3
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Soares Dias - 1 + 1 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
H. Carvalho - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1

Corruptos
Martins - 2 + 4 = 6
Almeida - 4 + 1 = 5
Nobre - 3 + 2 = 5
Pinheiro - 4 + 0 = 4
Malheiro - 2 + 2 = 4
Correia - 1 + 2 = 3
C. Pereira - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
Narciso - 0 + 3 = 3
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Soares Dias - 1 + 1 = 2
Rui Oliveira - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Nogueira - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1

Braga
Godinho - 3 + 2 = 5
Malheiro - 3 + 2 = 5
J. Gonçalves - 3 + 1 = 4
Nobre - 2 + 1 = 3
Soares Dias - 1 + 2 = 3
Narciso - 1 + 2 = 3
Hugo - 0 + 3 = 3
C. Pereira - 2 + 0 = 2
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Pinheiro - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Correia - 1 + 1 = 2
B. Vieira - 1 + 1 = 2
Vasillica - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
V. Santos - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Almeida - 1 + 0 = 1
David Silva - 0 + 1 = 1

Anexos(X):
Jornadas anteriores:
Jornada 20 (-1 jogo)
Jornada 21 (-1 jogo)
Jornada 22 (-1 jogo)
Jornada 23 (-1 jogo)
Jornada 24 (-1 jogo)
Jornada 25 (-1 jogo)

Anexos(XI):
Épocas anteriores:

Nota de Pesar


"Faleceu António Pacheco, antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica, aos 57 anos.

O Sport Lisboa e Benfica lamenta o falecimento do seu antigo jogador, António Pacheco, e dirige à sua família as suas mais sentidas condolências.
António Pacheco serviu o Benfica durante seis épocas consecutivas, ao serviço do qual venceu dois Campeonatos, uma Taça de Portugal e, ainda, uma Supertaça. Ao longo da carreira, assumiu-se como um esquerdino rápido, fulgurante e que se distinguiu pelas assistências e pelos golos que marcou.
Ao todo, apontou 69 golos em 269 jogos pela equipa principal do Benfica, entre 1987 e 1993. Durante esse tempo, António Pacheco ainda disputou duas finais da Taça dos Campeões Europeus, em Estugarda, frente ao PSV, e, em Viena, diante do Milan.
As suas fintas, os seus golos, e os títulos que ajudou a conquistar são o legado que deixa, para sempre, na rica e incomparável história do Clube.
António Pacheco deixa-nos cedo demais, aos 57 anos. Até sempre, Pacheco."

Competitivo e entusiasmante


"O destaque desta edição da BNews é a estreia benfiquista nos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino.

1. Uma hora de sonho
Frente ao Lyon, um dos clubes mais cotados na vertente feminina do futebol europeu, o Benfica, perante 19 736 espectadores no Estádio da Luz, foi derrotado por 1-2. A 2.ª mão dos quartos de final está agendada para o próximo dia 27 de março.
Filipa Patão considera que "foi um grande jogo de futebol". "Fizemos jus àquilo que disse na conferência de Imprensa [de antevisão], que era sermos uma equipa competitiva. Destaco a primeira parte que fizemos", analisa a treinadora.
Na opinião de Andreia Faria, a autora do golo benfiquista, "foi um jogo muito bem conseguido". "Conseguimos anular aquilo que são os pontos fortes do Lyon, mas infelizmente não conseguimos aguentar o resultado até ao fim. Fica a garra e a vontade que a equipa demonstrou", realça.

2. Convocados
São 32 os jovens futebolistas do Benfica em ação por várias seleções jovens.

3. Ação de formação
Mais de 160 treinadores das Escolas de Futebol do Benfica participaram no evento realizado no Complexo Desportivo do Estádio da Luz.

4. Bom desempenho
Os ginastas do Benfica conseguiram 12 lugares no pódio, dos quais seis na posição cimeira, no Campeonato Territorial da Associação de Ginástica de Lisboa de Duplo Minitrampolim e Tumbling.

5. Casa Benfica Tondela
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 30.º aniversário."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Evangelista é o escolhido: boa opção do Famalicão?

Cansados e enferrujados


"Na Luz e no Dragão, ao cansaço físico há a acrescentar a fadiga ao treinador e a uma administração a cheirar a bafio; nunca terá havido momento tão propício a um leão... campeão

Quase duas semanas sem competição parece uma eternidade para os adeptos mas servem para os treinadores dos grandes clubes fazerem o que não conseguem na vertigem do dia a dia, com jogos espaçados entre um piscar de olhos. Jogar e recuperar; jogar e recuperar outra vez; outra vez ainda… Foi até aqui a cansativa rotina de clubes como Sporting, Benfica e FC Porto. Por isso, nestas quase duas semanas sem competição, ainda que sem os internacionais por perto, leões, águias e dragões podem descansar e afinar táticas.
Só que cansaço é, nesta altura de decisões, palavra de ordem não apenas no relvado mas também fora dele. E é aqui que o Sporting começa a ganhar em relação aos rivais na luta pelo título. Raramente é assim nesta altura do ano mas também por isso será pelos sportinguistas considerado imperdoável que os leões de Amorim não saibam aproveitar a oportunidade para serem campeões pela segunda vez numa tão curta janela de tempo.
Explicando: a fadiga de que Rúben Amorim se queixou e se verificou sobretudo nos jogos com o Farense e com a Atalanta é a única com que os leões se têm de preocupar, podendo agora geri-la no recato da Academia. Já na Luz e no Dragão, ao cansaço físico há a acrescentar o cansaço ao treinador e às recentes trapalhadas de uma administração que tem muita história para glorificar mas que cheira cada vez mais a bafio.
Ou seja, o momento joga a favor dos leões. Ultrapassaram os meses de fevereiro e de março na liderança (mesmo com menos um jogo) e reina a união - os resultados da equipa de Amorim conseguiram unir o que algumas políticas que a administração de Varandas separou e solidificar o sucesso das que foram bem acolhidas.
Já na Luz, onde mora o plantel mais forte de Portugal, assobia-se mais as escolhas do treinador e aplaude-se menos os golos. Há jogadores que pedem mais protagonismo (em entrevistas fora de tempo) do que pontos alguma vez já deram à equipa - o estatuto que Kokçu reclama é descabido porque não conquistado. E a Norte, onde o atraso para o líder é já de sete pontos (que podem ser 10), a corrente de união que dura há 40 anos pode até não se quebrar, provavelmente não será ainda quebrada, mas está tão ferrugenta que até parece que o Dragão se transformou em Alvalade de outros tempos…
Já aqui escrevi que o plantel leonino é curto, já aqui escrevi que nisso o treinador tem culpa por ter preferido grupos pequenos em demasia - basta um lesionado, dois no máximo, para o banco não ter as soluções exigidas - e acrescento agora que a administração também embarcou em contratações de inverno que nada acrescentaram e que duvido venham alguma vez acrescentar. Mas se o momento conta, então nunca terá havido um tão propício a um leão... campeão."

Se há grito, há dor


"O episódio Kokçu vem reforçar a questão: a taxa de sucesso dos reforços de verão do Benfica foi muito reduzida, mesmo com dinheiro para gastar

Que eu saiba Orkun Kokçu não é perito em comunicação, mas parece: escolheu a melhor altura para dar aquela entrevista porque na ausência de competição de clubes as suas palavras ajudam a preencher o vazio mediático. Não se fala de outra coisa.
As palavras do internacional turco têm criado debates interessantes sobre a pertinência, legitimidade e motivos para tais declarações e admito que todos os pontos de vista são aceitáveis.
Não me atrevo, porém, a fazer qualquer juízo de valor em relação ao camisola 10 das águias. Porque ainda será necessário perceber a história toda: se se tratou de um ato precipitado ou se pelo contrário foi algo muito calculado, admitindo perdas imediatas mas ganhos futuros.
Não vejo grandes diferenças, por exemplo, entre esta entrevista e a que Vlachodimos concedeu a um órgão de informação grego em abril de 2021, quando afirmou sem rodeios que tinha chegado o momento de sair do Benfica após ter perdido a titularidade para Helton Leite. «Estou pronto para seguir em frente. É algo que quero. Consolidei a minha carreira, conquistei títulos e joguei a Liga dos Campeões e a Liga Europa. O Benfica deu-me muito, mas penso que estão reunidas as condições para dar o passo seguinte. Agora é altura de tentar um novo desafio», afirmou.
A história diz-nos que tudo aconteceu ao contrário. Nem o guardião saiu naquele ano como recuperou o estatuto e só três anos mais tarde acabou por abandonar o clube pela porta pequena num processo que mostrou um Roger Schmidt menos empático e cujas consequências na sua relação com o balneário só daqui a uns tempos iremos compreender de uma forma mais clara.
Mais que eventuais repercussões para o jogador ou para a dinâmica de grupo, considero que o mais relevante não é o que disse Kokçu ou o timing das suas palavras, mas sim porque o disse. Não é preciso abrir muito as entrelinhas para perceber que há um problema de egos no balneário. Não que seja uma novidade, isso existe em todos os grupos, mas o episódio revela alguma falta de tato na gestão de cabina.
Não acredito que o médio tenha mentido ao afirmar que já falara sobre o assunto com as pessoas certas; e também não creio que o treinador do Benfica tenha faltado à verdade ao demonstrar a sua admiração e perplexidade pela entrevista do jogador. Logo, o que pode estar aqui em causa é uma falha de comunicação latente e bem mais extensa, que se tem traduzido em erros na preparação de jogos e, vê-se agora de modo mais cru, na interpretação de sinais que já estariam à vista – Kokçu parece desde há muito, de facto, um jogador triste.
Este caso reforça ainda outra questão: o Benfica teve uma taxa de acerto muito reduzida nos reforços de verão, mesmo tendo muito dinheiro para gastar. À exceção de Trubin (com falhas aqui e ali, porém o balanço é claramente positivo para o ucraniano) e Di María (boa época do argentino no plano individual, mas a equipa coletivamente não parece melhor), foram muitos erros de casting. Falhas na análise do ponto de vista técnico, mas também de perfil (incluindo o psicológico) que devem convocar uma reflexão muito profunda na SAD liderada por Rui Costa.
Kokçu decidiu dar agora um grito, mas fica a ideia de que a dor existe há muito e tem sido tratada com analgésicos de curta duração. A águia ainda vai a tempo de encontrar a cura?"

Casos e casinhos


"Ainda a entrevista de Kokçu: o que nos sucederia se, em nome da liberdade de expressão, desatássemos a criticar em público as direções das empresas em que trabalhamos?

Na essência, a liberdade de expressão não estará em causa no caso Kokçu. Defendo-a com unhas e dentes, sabendo da responsabilidade de maravilhoso direito. E é, em parte, pela força dessa responsabilidade que, profissionalmente (mas não só), há muito defendo o elogio em público e a crítica em privado. Mas vamos ao caso: Kokçu é tão livre de falar que... falou. É verdade que terá no contrato cláusulas (anticonstitucionais?) que resultarão em multa por ter concedido uma entrevista não autorizada pelo patrão, mas mais do que ato, o que o deixa em xeque é o conteúdo.
O que me levou a refletir: sei que sou livre de criticar o meu diretor nas redes ou numa entrevista. Mas alguém imagina que eu passaria incólume se decidisse bradar aos quatro ventos que ele nada percebe da poda? Que deveria pôr-me a fazer grandes reportagens e não a editar uma secção? Ou que as melhores entrevistas deveriam ser conduzidas por mim e não pelo Manel? Ou que A BOLA me foi buscar à concorrência a peso de ouro e depois nunca me acarinhou, nem me pôs a tratar do filet mignon? Pois... o resultado não seria, decerto, o melhor para mim. Como, no Benfica, não foi para Vlachodimos, para João Victor, ou, agora, para Kokçu que, em primeira instância, ficou logo fora dos convocados.
Livre, até ver, da mão dura de Schmidt ficou, sim, Di María, depois de em duas ocasiões, em agosto e novembro de 2023, ter mostrado a sua irritação ao ser substituído. «O mister sabe que não gosto», disse, então, também numa entrevista a órgão de informação estrangeiro. Nada sucedeu. Talvez por estatuto, sim, mas digamos que há também que medir a gravidade de cada situação...
Os casos e casinhos têm sido muitos e com grande alarido na Luz, mas há uma evidência impossível de esconder: o Benfica está nos quartos de final da Liga Europa, está na luta pelo título na Liga e está nas meias da Taça de Portugal. Sabendo-se, claro, que ainda pode ganhar tudo ou... nada. O balanço da tempestade far-se-á, então, em maio."

Deixem os ‘high fives’


"Em várias ocasiões vi repórteres a irem-se embora e realizadores a ‘espumarem-se’

Que é importante que o melhor basquetebol nacional passe na televisão, mesmo num período em que as gerações mais jovens acompanham muito do desporto em outras plataformas digitais e por vezes via programas não diretamente ligados às organizações dos campeonatos, disso não há dúvidas.
Apesar do investimento da federação nos últimos anos em ter todos os jogos do campeonato masculino e feminino online na FPB TV em direto com dois comentadores, os encontros semanais, quer em A BOLA TV como na RTP, e a esta, normalmente, cabem as decisões dos troféus, continuam a ser importantes para um público geral que mais facilmente diz dez ou quinze estrelas da NBA que cinco da Liga Betclic.
Por isso, há demasiados anos assisto perplexo aos finais dos jogos na RTP, sobretudo naqueles em que não havendo nada em especial em disputa, senão a vitória, muitas vezes tem um repórter para falar com vencedores e vencidos. Vejo treinadores que vão dar high fives a tudo o que são membros da equipa e do adversário até ao roupeiro, enquanto passam minutos de transmissão e há um desgraçado à espera deles ou outro a encher chouriços na cabina a fazer uma análise já feita.
Que aconteça nos grandes clubes de futebol que transmitem as partidas das respetivas equipas e têm tempo de antena livre, isso, mesmo sendo minutos desperdiçados, até dou de barato. Acabam todos por falar, se bem que alguns espetadores tenham entretanto mudado de canal. Agora, que aconteça com a RTP, que tem grelhas a cumprir, às vezes com outros diretos, e a partida demorou mais do que devia…
Em várias ocasiões vi repórteres a irem-se embora e realizadores a espumarem-se — se não é futebol ninguém espera eternamente — porque o técnico resolveu reunir-se com os seus jogadores para lhes dar ali uma palavra, alguns no balneário, e nunca mais aparecia, ou então porque decorria a infindável parada de cumprimentos. Depois é ouvi-los falar que em Espanha é assim, na NBA é assado…
Será que nunca repararam que na tão rica NBA mal termina o jogo a câmara entra pelo campo pois não há tempo a perder? Nem espectadores. Será que é preciso ter milhões de dólares ou basta não desperdiçar as centenas de euros que o canal em Portugal está a gastar para manter o direto, às vezes fora das grandes cidades? Não gostam de aproveitar esse tempo para promover aquilo em que trabalham diariamente e desejam que ganhe outra dimensão?
E depois, quase sempre, a cereja no topo do bolo. Aqui também na promoção do jogo no(s) dia(s) seguinte. O basquetebolista que fala não é quem marcou cinco ou seis triplos, o lançamento da vitória ou terminou com 30 pontos. Não. É o que esteve 7 ou menos minutos em campo e registou 2 pontos. Um mimo... É mesmo esse que vai ajudar a vender a modalidade e fazer-me desejar ver a próxima transmissão ou ir ao pavilhão e fazer com que o espetáculo seja desejado, já que nunca está garantido a priori que será de qualidade? Na NBA é mesmo o suplente que pouco ou nada decide que antes ou no final aparece a fazer previsões e análises e que as pessoas querem ouvir em vez de LeBron James, Curry ou Antetokounmpo…"

Esteves: Lyon...

BI: Lyon...

Quezada: Lyon...

Surpresas acontecem por acaso, esta competitividade não: Benfica perde com o Lyon na Liga dos Campeões


"O Benfica conseguiu estar a vencer o Lyon graças a um golo de Andreia Faria, mas as francesas deram a volta (2-1) na segunda parte. Num Estádio da Luz com 19.736 adeptos para assistirem à 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, as encarnadas tornaram-se na primeira equipa portuguesa a disputar um jogo numa fase tão adiantada da competição. Resta a segunda mão para tentar uma surpresa contra as oito vezes vencedoras da prova

Andreia Faria tinha 60 metros pela frente. Não estava obrigada a bater o recorde nacional da distância. Neste caso, a meta era outra. A bola não lhe saiu do pé até entrar na área. Pudera, estava desprovida de apoio. Perseguiam a jogadora do Benfica as desesperadas defesas do Lyon que davam aos pedais contra uma autêntica mota. Quando a centrocampista deu uma guinada à direita foi para ir na direção da bandeirola de canto festejar o golo que fez acreditar num resultado com contornos épicos.
As francesas, ainda decorriam os festejos, reuniram-se no meio-campo para acertarem contas em relação aos erros que estavam a cometer. E tudo se resolveu com uma conversa. Com essa, no meio-campo, e com a que tiveram no balneário antes de uma segunda parte ao nível do currículo que têm.
Opunha-se a força de um clube com oito Ligas dos Campeões conquistadas contra outro que participou em quatro edições da prova. O Benfica já tinha a história escrita, visto que nunca nenhuma equipa portuguesa tinha estado nos quartos de final. Era então de esperar que a hesitação, o medo e a ansiedade estivessem do lado de quem, pela primeira vez, ocupa um lugar que não conhece, mas as encarnadas até às escuras se orientavam.
À luz da técnica de Kika Nazareth, uma de várias perdas de bola do Lyon no seu meio-campo acabou nos pés de Nycole. Desencorajada a rematar, a brasileira entregou em Andrea Falcón, que veio embalada do lado esquerdo. O remate com a parte interior do pé acabou no poste como reflexo da intervenção da guarda-redes chilena Christiane Endler.
Era a sinédoque dos 15 minutos inaugurais do Benfica que, a partir da pressão alta, incomodou constantemente as centrais do Lyon, Vanessa Gilles e Mbock Bathy. Com a experiência de Wendie Renard sentada no banco, e sem Ada Hegerberg nem Daniëlle van de Donk, as líderes da liga francesa demoraram a render ofensivamente. Mérito da postura camaleónica que o Benfica, do ponto de vista tático, apresentou.
Em organização, as jogadoras de Filipa Patão desmontavam o 4x4x2 losango com que tentavam sair a jogar a partir dos pontapés de baliza e vestiam um 3x5x2, com Andrea Falcón e Lúcia Alves projetadas, Anna Gasper a suster o meio-campo e Kika Nazareth a fazer dupla com Andreia Faria uns metros mais à frente. Era uma maleabilidade conhecida por parte das encarnadas que fecharam o grupo A no segundo lugar, apenas atrás do Barcelona.
O empate (4-4) arrancado pelas encarnadas frente às detentoras da Liga dos Campeões, no Seixal, acrescentava a convicção de que, de novo contra uma equipa de referência na Europa, podiam fincar o pé ao Lyon. No entanto, o ímpeto foi travado quando a alemã Sara Däbritz tornou trending o seu discernimento. Não seria de esperar outra coisa. A equipa treinada pela luso-francesa Sonia Bompastor visitava a Luz ainda sem ter perdido qualquer encontro ao longo da época, ainda que, durante a fase de grupos, a invejável solidez das francesas tenha encontrado exceção em dois empates contra as norueguesas do Brann e as checas do Slavia Praga.
A maca levou para fora do campo a lesionada Nycole, mas não a expectativa que o Benfica tinha que os lapsos do Lyon viessem também até à Luz. Depois de Ucheibe conseguir voltar a controlar Cascarino, flanqueadora que gerou uma situação para Eugénie Le Sommer finalizar dentro de área, as campeãs nacionais voltaram aos níveis de conforto que apresentaram inicialmente. Foi aí que, perante o contexto, Andreia Faria intercetou a circulação das adversárias e correu campo fora até marcar. Antes do final da primeira parte, Chandra Davidson voltou a levar as águias até perto da baliza, mas o remate saiu fraco e até podia muito bem ter sido transformado num passe para a zona central, onde estava Kika Nazareth.
Lindsey Horan, internacional pelos Estados Unidos que quase se viu eliminada por Portugal no último Mundial, é algo ineficaz na arte de esconder sentimentos e barafustava para o ar. Parecendo que não, era um elogio ao Benfica que entrou bem na segunda parte com um cabeceamento de Chandra Davidson ligeiramente ao lado.
Sonia Bompastor trocou as extremos de lado e conseguiu com isso voltar a expor Ucheibe, nigeriana muitas vezes prejudicada pelo adiantamento de Andrea Falcón. Kadidiatou Diani fugiu duas vezes à central do Benfica. Numa delas, rematou ao lado e, na outra, foi negada por Lena Pauels num duelo que se voltaria a repetir mais duas vezes, sempre com a alemã a sair por cima. Mais eficaz foi Cascarino, que empatou o encontro.
Filipa Patão, limitada pela ausência de Jéssica Silva (ex-Lyon), foi mexendo no meio-campo e na defesa para conter o que se tornou numa supremacia clara das francesas. Com outros argumentos no banco, Sonia Bompastor fez entrar Vicki Becho que, de imediato, marcou um golo que acabaria anulado. À entrada para os últimos dez minutos, o Lyon colocava tanta gente quanto podia no ataque. Sara Däbritz, que começou o jogo como centrocampista mais recuada, acabou a completar a cambalhota no resultado dentro da pequena área.
A evolução não podia ter dado mais provas de ter chegado ao futebol feminino nacional. Da última vez que o Benfica e o Lyon se tinham encontrado, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2021/22, a equipa portuguesa tinha perdido ambos os encontros por 5-0, no Seixal. Desta vez, perdeu por apenas 2-1, na Luz, perante 19.736 adeptos, e conseguiu estar por cima. Isto, realmente, já não é como antigamente."

Honraram o Manto Sagrado perante 20 mil! 👏👏👏


"Benfica 1 - 2 Lyon

Antes do Jogo
> Como elas merecem jogar uns quartos de final da Champions. E como merecem fazê-lo na Catedral.
> Muitos benfiquistas nos arredores do estádio, no Colombo, na fanzone, acredito que elas vão ter uma moldura humana a condizer.
> Lyon é das grandes equipas da Europa. Mas se íamos ganhando ao todo poderoso Barcelona, por que razão não acreditar?

Durante o Jogo
> LA, LA, LA, LA, LA, EU AMO O BENFICA...
> Elas são umas matulonas, nossa senhora! Mas nós, a jogar de pé para pé, já mandámos uma aos ferros.
> 20 min e elas a criar vários lances de perigo na nossa área e as nossas apertadas lá trás.
> O poder físico das francesas a impor-se. Do nosso lado é o perfume da Kika Nazareth, jogadora diferenciada, sem dúvida.
> Eh lá lá! Grande golo da Andreia Faria, roubou a bola, correu meio campo sozinha e não falhou. A Luz ao rubro. E já perdemos outra oportunidade soberana, carago!
> Acabámos a primeira parte em cima. Vamos conseguir aguentar isto os 90 minutos? Como vai ser a partir dos 70 min?
> 55 min Que bela entrada na segunda parte!
> Elas estão a tomar conta do jogo outra vez. Temos que ter bola novamente.
> 63 min Aí está o empate: 1-1.
> Estamos com dificuldades. Bem a treinadora: três substituições de uma assentada. Refrescar antes dos 70 min.
> Porra que elas estão a criar perigo a cada lance que lá vão. Acho que não me importava que isto acabasse já. Não saímos do nosso meio campo.
> 78 min A superioridade do Lyon já deu em novo golo. Mas as bancadas continuam a puxar. Vamos Benfica.
> Jogar assim na Champions não é para todas. Honraram o Manto Sagrado! Parabéns miúdas!!! E saem debaixo de uma merecida salva de palmas.
> 20 mil nas bancadas! Muito acima da média da liga masculina. Bem, então se retirarmos a essa média os jogos do Benfica..."

RND - Carrega...

O Benfica Somos Nós - S03E46 - Casa Pia...

Fora de Jogo: 90+3 #31 - Pedro Bouças

Zero: Negócio Fechado - S02E10 - Onyewu no Milan

Leonor, excerto...

Contas Feitas, Dúvidas Desfeitas, excerto...

6, excerto...

FanZone, excerto...

Central, excerto...

Total, excerto...

Zero: 4.ª à grande...

quarta-feira, 20 de março de 2024

Até as pernas aguentarem...!!!

Benfica 1 - 2 Lyon


Jogo fácil de analisar: a partir dos 60 minutos, começaram a faltar pernas, e não aguentámos, a pedalada do Lyon!

Aquilo que o Benfica tem feito na Champions é extraordinário, o jogo no Seixal contra o Barça foi fenomenal, e ontem voltámos a jogar ao mesmo nível, mas contra uma equipa mais física do que o Barça, com jogadoras mais rápidas e fisicamente poderosas, a nossa estratégia arriscada de quase uma marcação 'melhor-a-mulher' campo todo, com a linha defensiva alta, começou a meter água...

Ainda por cima, tivemos duas substituições forçadas por motivos físicos, a Jéssica nem foi opção, e nas opções do banco, tivemos uma Pauleta ainda longe do ritmo ideal, depois da longa paragem devido a lesão, e a Norton, esta época parece uma veterana a jogar!

Independentemente daquilo que acontecer no 2.º jogo em França, estas jogadoras só merecem palmas!


São só rumores, mas a ausência da Jéssica 'cheira mal'! O individualismo exacerbado é um dos problemas dos dias de hoje, pertencer a um Clube e a um coletivo, é contra-natura para alguns! Quem não sonharia ontem estar no relvado da Luz a defender as cores do Benfica, com aquele ambiente, naquele grupo de jogadoras, com aquela atitude humilde, lutadora e ambiciosa?!!!


Águia: Kokçu...

Chuveirinho #66

BenfiquistadeGaia: Casa Pia...

Central, excerto...

Total, excerto...

Seja onde for


"1. No domingo, pela 6 da tarde, o Benfica tem encontro marcado com o Casa Pia. È o nosso compromisso da 26.ª jornada do campeonato nacional de futebol. Faltam, portanto, 9 jornadas para o fim da prova. Há 27 pontos para conquistar. Anda lá, Benfica!

2. A 'casa' do Casa Pia é o Estádio Pina Manique. Não há, em Portugal, campo mais vizinho do nosso Estádio da Luz do que o campo histórico dos gansos. O Casa Pia vai na segunda época consecutiva na liga principal, mas, pelos vistos, ainda não aprontou o seu estádio para as exigências da competição ao mais alto nível. Só pode ser esta a explicação para o Casa Pia fazer os seus jogos, como anfitrião, em Rio Maior, no Estádio Municipal de Rio Maior, a perto de uma centena de quilómetros de Lisboa. Coisas bizarras da nossa liga.

3. Seja em Rio Maior, seja onde for, ao Benfica nunca falta apoio. E, no domingo, em Rio Maior, não faltarão muitos benfiquistas, daquela zona contentes por irem ver o Glorioso mais perto das suas casas do que no Estádio da Luz. Que a nossa equipa saia de lá com os 3 pontos e que os nossos adeptos saiam de lá felizes com o resultado e com a exibição. Não se pode mais nada.

4. Dois jovens supertalentosos 'made in Benfica', João Neves e Kika Nazareth - ou Kika Nazareth e João Neves, na realidade tanto faz - concederam uma entrevista conjunta à plataforma Fútbol Emotion e deram-se a conhecer melhor aos seus incontáveis fãs. Ambos foram questionados sobre o tema discriminação. Kika Nazareth respondeu assim: 'Estava a borrifar-me se jogava com rapazes ou raparigas, queria era jogar futebol. As bocas que ouvia entravam a 100 e saíam a 1000. Sou um pouco privilegiada pelo contexto em que cresci, onde a mulher nunca foi desvalorizada.' E mesmo que fosse, a Kika saberia voar sobre qualquer tipo de desvalorização. Já nasceu assim.

5. João Neves, por sua vez, sentiu discriminação por motivos de... tamanho. Mas soube ignorar os preconceitos alheios. E explicou como: 'Nunca deixei de jogar apesar da estatura mais baixa. Equilibrar inteligência com o físico é um ponto muito forte no meu jogo'. É um ponto forte, sem dúvida, mas não é o único. Há outros pontos fortes no jogo de João Neves, uma grande quantidade deles.

6. A UEFA voltou a tomar a palavra no que diz respeito aos atiradores de tochas que conspurcam o nome do Benfica. O comportamento de uns quantos artistas priorécnicos nas bancadas de Toulouse forçou a UEFA a ameaçar o Benfica com o espetro da proibição de venda de bilhetes a adeptos para o próximo jogo europeu fora de portas. Basta mais uma tocha no relvado num internacional, e volta acontecer o que já aconteceu em Milão, onde, nesta temporada, o Benfica jogou sem público seu nas bancadas.

7. Alguém tem de pôr cobro a isto."

Leonor Pinhão, in O Benfica

A oportunidade que tardava em surgir


"Após um período conturbado, Álvaro Magalhães demonstrou a sua qualidade

Um jogador de futebol tem de revelar atributos não só técnicos e físicos como também psicológicos. Quanto maior for o clube que representa, maior será a exigência. Quando ingressa no clube, sente pressão para demonstrar a sua qualidade o quanto antes, por forma a que a descrença dos adeptos não aumente de dia para dia. A palavra flop começa a ser pronunciada de forma quase automática sempre que o seu nome é referido. O próprio jogador poderá chegar a duvidar de si mesmo.
Álvaro Magalhães parecia ser um desses casos. Na temporada 1980/81, brilhou ao serviço da Académica de Coimbra, despertando o interesse de Benfica, FC Porto e Sporting. A concorrência era tão intensa, que os encarnados asseguram a sua contratação em Janeiro de 1981, ingressando no Clube na temporada seguinte. Bastante elogiado, a sua afirmação parecia ser uma questão de tempo. No entanto, 'quatro meses se passaram sem qualquer oportunidade'. O jogador passou a questionar o seu próprio valor: 'Passei maus momentos, horas de amargura. (...) Nos treinos sentia-me nervoso. Parecia que pisava um terreno de jogo pela primeira vez. Já não acreditava em mim mesmo'.
O apoio dos colegas de equipa foi fundamental para superar essa situação. 'O Humberto Coelho, quando me via em baixo, dizia-me: 'Calma, pá, que a tua hora há de chegar'. O defesa estava certo! Uma onda de lesões impulsionou a sua oportunidade, e logo num jogo de elevada dificuldade. Perante o Sporting, Álvaro Magalhães protagonizou uma excelente exibição: 'Uma estreia feliz. (...) Trouxe ao futebol do Benfica velocidade, temperamento, força, correndo para a frente e não para os lados e para trás. (...) Pelo que jogou ontem, tratou-se de uma excelente aquisição do Benfica'. O primeiro passo para a sua afirmação estava dado.
Poucas semanas depois, deu razão à frase de que 'os grandes jogadores aparecem nos grandes jogos'. Na 1.ª mão da final da Supertaça, frente ao FC Porto, atuou como defesa-central e rubricou nova exibição de elevada qualidade. Os encarnados ganharam por 2-0, e o jogador foi apontado como um dos principais elementos para que o Benfica não tivesse consentido qualquer golo: 'Coube ao novato a parte maior do duelo direto com Walsh, o mais avançado dos portistas - duelo ganho quase sempre, até mesmo nas bolas altas em que o irlandês é perito. Este ruço é mesmo capaz de ganhar o lugar'. Os adeptos também ficaram rendidos ao seu talento: 'Público já tem, e na Luz isso pode ser meio caminho andado, ainda há por ali muito adepto do jogar à Benfica, entendido como rima obrigatória da genica'.
Após um início doloroso, Álvaro Magalhães conquistou o coração dos adeptos benfiquistas e tornou-se numa das figuras dos encarnados durante a década de 1980. Extremamente empenhado, não dava uma bola como perdida, trilhando uma carreira de sucesso de águia ao peito. Em 9 épocas conquistou 4 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 1 Supertaça.
Saiba mais sobre a carreira deste fantástico jogador na área 23 - Inesquecíveis, do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Património da Humanidade


"Este é um tema recorrente em cada época futebolística. A dado momento da temporada, nestas minhas crónicas semanais, volto sempre a um tema: os assobios na Catedral. Não é assunto que me agrade abordar, mas a força das circunstâncias assim o exige.
Continuo sem entender, ano após ano, jogo após a jogo, de que forma uma assobiadela aos nossos jogadores, equipa técnica ou direção pode ajudar a equipa a conseguir um melhor resultado. Não entendo e não acredito que alguém tenha um argumento aceitável para defender essa causa perdida. A menos que esteja em causa uma candidatura do assobio a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO (como acontece nas ilhas Canárias), não se justifica.
Vinda de duas derrotas internas com rivais e de um infeliz empate caseiro europeu, a equipa precisava de dar outra imagem. E começou logo por fazê-lo com o complicado Estoril, sofrendo o empate e voltando à liderança do marcador ainda antes do intervalo. Mas nunca chega, não é? Depois de mais 10 passes do meio-campo para tentar desequilibrar a defesa do adversário, há há alguém na bancada que mete os dedos à boca para mostrar o seu desagrado. 'Para trás mija a burra', ouve-se. É a exigência, dizem-me de peito inchado. A mesma exigência que, provavelmente, alguns destes assobiadores não têm no seu dia a dia, no trabalho, na educação dos filhos ou na sociedade. É pena que o futebol continue a ser espelho de tantas frustrações e um viveiro de adeptos sem cultura desportiva.
Assobiar alguém que representa o SL Benfica, para mim, é inconcebível. Terminado o jogo, venham as críticas e as análises, mas durante a partida, digam-me lá como é isso ajuda. Se o assobio ao adversário, quando está com a bola, serve para enervar e criar pressão, qual a explicação para assobiar os nossos? Inventivo? Só se o assobio for feito num timbre diferente, melodioso, que, em vez de enervar, inventiva. Duvido muito."

Ricardo Santos, in O Benfica

O Benfica são os benfiquistas


"Estamos a entrar na fase decisiva do campeonato, e a margem de erro é mínima. Não só para a equipa, mas sobretudo para os adeptos benfiquistas. Podemos exigir competência e empenho máximo aos nossos craques no relvado, no entanto, temos de saber corresponder nas bancadas. Afinal, se esperamos o melhor da parte da quem veste o manto sagrado dentro de campo, a verdade é que os jogadores também esperam o melhor de quem veste o manto sagrado fora dele. Jogar no Benfica e não ter os adeptos a apoiar é como fazer um churrasco sem carne. Não tem sentido. Por isso, temos a missão de corresponder com aquilo que melhor sabemos fazer na vida: motivar incondicionalmente o Benfica. No meu caso, não me ocorrem muitos mais exercícios para além deste onde eu seja extremamente competente.
Nesta fase da época é ainda mais crucial que tenhamos uma preparação ao nível da preparação dos nossos atletas no Seixal. Comer bem, cuidar de nós e dormir o número de horas suficiente para nos apresentarmos ao melhor nível quando a bola começa a rolar. Temos de ser capazes de brilhar cá fora para que os jogadores possam brilhar lá dentro. Concentrar energia na palma das mãos, não só para aplaudirmos e incentivamos como ainda para erguermos bem lá no ar os cachecóis vermelhos e brancos. Alongar os músculos da garganta, porque para apoiar o Benfica é ainda mais importante ter a voz bem afinada do que para participar na Eurovisão. Dominar os graves e os agudos até pode ser difícil, mas encher os pulmões para cantar o hino golo do Glorioso acarreta uma responsabilidade muito maior. Faltam nove finais, e temos todos de estar em forma. Eu estou pronto, espero que o leitor também."

Pedro Soares, in O Benfica

Nove finais


"Faltam nove jogos no Benfica para concluir o campeonato. E olhando para os calendários, ficam duas impressões. A primeira é que temos de os ganhar todos. A segunda é que, se tal acontecer, seremos campeões.
Uma dessas partidas será em Alvalade. Vencendo-a, necessitaremos ainda de, pelo menos, um empate do rival. Além do jogo em atraso em Famalicão, o Sporting tem de se deslocar à Amadora, a Barcelos, ao Estoril e... ao Dragão. Acreditando que não existam factores extradesportivos e condicionar qualquer desses jogos, é lícito esperar que deles resulte, pelo menos, o tal empate de que precisamos - e que até pode acontecer em casa, diante de Boavista, Guimarães, Portimonense ou Chaves.
Não estando os resultados de terceiros em nossas mãos, há que fazer a nossa parte - a começar pela deslocação a Rio Maior para defrontar o Casa Pia.
Este adversário tirou-nos 2 pontos na Luz. Esses pontos, tal como os desperdiçados diante do Farense igualmente no nosso estádio, são os que me custam mais a digerir. São eles (2+2=4) que nos estão a impedir de liderar a classificação. Com eles, estaríamos em linha com as melhores safras dos últimos 15 anos (ao longo desse período, mais do que 65 pontos à 25.ª jornada, tivemos só em 2013 e no ano passado). De resto, perder no Porto (esquecendo os números), empatar em Guimarães e em Moreira, e, enfim, escorregar no Bessa a abrir a temporada, num jogo repleto de infelicidades, não diverge muito daquilo que seria um campeonato normal do Benfica, de um Benfica campeão.
Não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Em futebol jogado, digamos assim, merecemos vencer esses dois jogos. Falhámos 'apenas' na eficácia - que tem sido uma pecha demasiadas vezes repetida ao longo da época.
Agora não há margem de erro. Daqui até ao fim, é ganhar ou... ganhar."

Luís Fialho, in O Benfica

Um planeta com valores!


"Nunca como hoje se falou tanto do nosso planeta, da importância que tem e do seu óbvio papel vital para a humanidade. Não devia fazer falta pensar sobre o assunto quando todos os dias em que se levanta o Sol sabemos que a Terra deu uma volta e que mais à frente vai voltar a virar com o cair da noite. Porque é essa a nossa posição do Universo que a ciência demonstra e que antes se explicava apenas pela religião. Quer isto dizer que, sempre que pensamos na humanidade, na sua proveniência e no seu destino, todos os caminhos vão dar à nossa condição planetária.
Tivemos, portanto, a sorte, por graça divina ou por casualidade cósmica, de ter um planeta só para nós e não podemos de forma nenhuma dar cabo dele, seja do ponto de vista ambiental, seja do ponto de vista social. Foi assim que a humanidade foi capaz de construir civilizações, de lhes dar estrutura, forma e valores que não pode nunca esquecer, mas que às vezes parece ter esquecido.
Para que a vida humana seja possível, é preciso que o planeta em que vivemos seja viável, e isso só poderá acontecer com uma sociedade, justa, digna e coesa, de pessoas com valores e com a capacidade de os pôr em prática. Para isso, é preciso uma sociedade com valores, razão mais que plena para que a Fundação Benfica promova o projeto KidFun há uma década e nas próximas que estão para vir!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"2
Florentino é agora o 2º jogador formado no Benfica Campus, ex-aequo com Gonçalo Ramos, com mais jogos oficiais no estádio da Luz (53). Já era o 2º incluindo particulares (57). António Silva é o 6º, Morato o 7º e João Neves ascendeu à 10ª posição;

3
Di María passou a ser o 3º melhor marcador de sempre do Benfica na Liga Europa / Taça UEFA com 9 golos (o mesmo registo de Pizzi e Simão, num ranking liderado por Cardozo, com 22, seguido de Nuno Gomes, com 12)

10
Kökcü é o 3º membro do plantel a chear às 10 assistências para golo, depois de Rafa (14) e Aursnes (11);

12
Otamendi passou a ser, a par de Bento, o 12º futebolista que mais vezes envergou a braçadeira de capitão ao serviço da equipa de honra do Benfica (157 vezes, inclui particulares);

62
Marcos Leonardo soma 5 golos em 312 minutos de utilização (inclui tempos adicionais). Marcou a cada 62 minutos em campo. Tiago Gouveia tem um golo em cada 136 minutos. No binómio golos e assistências, Marcos Leonardo mantém os 62 e Tiago Gouveia desce para 109 (Com Neres a intrometer-se na parelha ao ter 107 minutos de utilização por cada golo ou assistência);

70
Pietra tinha 70 anos quando nos deixou. Contribuiu para 31 títulos e troféus oficiais do Benfica como jogador (4 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 2 Supertaças, 2 Taças de Honra) e treinador-adjunto (6 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 6 Taças da Liga e 4 Supertaças). Fez ainda parte, sem ter disputado qualquer jogo oficial, do plantel que venceu o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal em 1986/87. Como jogador, representou a equipa de honra em 407 partidas (24º), das quais 325 oficiais (22º) – 228 no Campeonato Nacional (20º).

* Não inclui o Rangers – Benfica."

João Tomaz, in O Benfica

Fever Pitch - Domingo Desportivo - A Mão de Rio Maior é Pior Que o Apagão do VAR

Sinal Vermelho - Casa Pia...

Arthur resolve


"A vitória tangencial do Benfica, em Rio Maior, face ao Casa Pia e a goleada do Sporting, em casa, com o Boavista, dizem-nos, sobretudo, que o campeonato e a luta pelo título continuam em aberto. Para quem queira sublinhar a escassez da vitória encarnada convém recordar que o Casa Pia, sendo irregular e tendo sofrido goleadas como a de Alvalade, é, no entanto, a mesma equipa que tinha tirado pontos ao Benfica na Luz e, mais ainda, que o Sporting só saiu com os três pontos de Rio Maior graças a um golo manifestamente irregular, por fora de jogo de Paulinho.
Neste jogo, o Benfica apresentou-se com menos uma opção por afastamento, inevitável, de Kokçu depois da entrevista que deu, colocando em causa a autoridade do treinador. Uma atitude sem nenhum nexo quando o jovem jogador até tinha estado bem na jornada anterior e, aparentemente, aproximava-se do seu melhor, na posição que vinha reclamando.
A resposta veio de Arthur Cabral que, sem queixas nem entrevistas, saído do banco, fez uma declaração a reclamar titularidade sob a forma de um golo espetacular e mais uma “bomba” a levar muito perigo à baliza de Ricardo Batista. Isto num jogo em que as substituições acrescentaram, particularmente, com a entrada de David Neres e do decisivo Arthur, e em que também João Mário e Florentino estiveram muito bem e vários furos acima da média. Tratam-se de unidades importantes, sobretudo, se considerarmos que, depois da inédita vitória em Glasgow e da qualificação pelo terceiro ano consecutivo para esta fase de uma prova europeia, os encarnados são os únicos em três frentes, pelo que todos vão fazer falta."

Masterclass...

Calendário à medida

Mauro Xavier, in Record

Se Kokçu fosse Di María...


"Mensagem nas redes sociais mostra que Kokçu continua a pensar apenas em si

Campeão em Portugal, Espanha e França. Detentor de uma Liga dos Campeões, de uma Copa América, de um título mundial e de uma medalha de ouro olímpica, entre muitos outros troféus. Com este currículo, Ángel di María teria alguma legitimidade para dar uma entrevista a questionar abertamente as opções do treinador do Benfica. Talvez escapasse com um puxão de orelhas numa sala qualquer do Seixal e a sentença pública de uma multa que nunca chegaria efetivamente.
Se tivesse sido o argentino a dar tal entrevista, o Benfica e Roger Schmidt teriam um problema bicudo para resolver. Tratando-se de Orkun Kokçu é, antes de mais, uma atitude embaraçosa para o jogador de apenas 23 anos, campeão neerlandês pelo Feyenoord.
Não está em causa a liberdade de expressão, por mais pertinente que seja esse debate, digno de uma reflexão profunda dos jogadores. O que aqui se censura não é a decisão de dar uma entrevista à revelia do regulamento interno do clube, mas o conteúdo da mesma.
O internacional turco deixa claro que esperava ter outro status, como se 25 milhões de euros não fossem pompa suficiente. Diz que nunca fizeram com que se sentisse importante, mas reclama antes de se revelar verdadeiramente importante para a equipa. Alega que não foge às expectativas, que não é jogador de dar um murro na mesa, mas procurou dar justificações na comunicação social antes de justificar o investimento em campo.
O problema de Kokçu está, pelos vistos, no papel que o treinador lhe dá. Entende que não é o certo, aquele que melhor rentabiliza as suas características, e até lembra que Schmidt já o conhecia dos Países Baixos. Queixa-se que está demasiado preso a tarefas defensivas e que precisa de mais liberdade.
É verdade que o meio-campo do Feyenoord permitia que Kokçu jogasse mais solto, mas também porque o turco tinha conquistado esse privilégio. Era o elemento incontornável em todas as jogadas de ataque da equipa de Roterdão. Tanto pegava na bola junto dos centrais, como depois aparecia mais à frente, a fazer o último passe. Tanto fechava junto do médio mais posicional como saltava na pressão logo à saída da área contrária, sabendo que teria alguém na cobertura.
Esse Kokçu, a fazer lembrar Enzo, não tem sido o do Benfica. Será um reflexo do coletivo, acima de tudo, mas sem que o turco tenha conseguido justificar, em 34 jogos, que merecia perder alguns deveres para ter mais direitos. Ao dar uma entrevista tão inoportuna, no conteúdo e na ocasião, Kokçu mostrou que não estava preocupado com a equipa, e a mensagem publicada ontem, nas redes sociais, confirma o pensamento individualista. O jogador do Benfica defende uma crítica construtiva, mas esqueceu-se de olhar para o que tem feito e comparar com a influência que João Neves assumiu, ou mesmo com a perseverança de Florentino, estimado apenas nas situações de crise."

Kokçu e a opinião que ninguém lhe pediu


"Acontece uma vez por outra ter de relembrar aos meus filhos que vivem num regime autocrático. Não utilizo palavras pomposas para explicar os fundamentos deste sistema. A primeira estratégia passa sempre pela pedagogia, mas, não raramente, a coisa acaba num «sim, mas a mãe e o pai é que mandam, por isso fazes o que nós estamos a dizer». O protesto acabará por perder força e a manifestação desmobilizará até à hora da refeição. Em breve as crianças voltarão a mostrar que são a melhor coisa do mundo. Até lá chegarmos, dá sempre algum trabalho. E, ainda que não seja em 2024 que receberei da Academia o sempre desejado prémio de Pai do Ano, é justamente esse troféu que os meus filhos me vão oferecer nesta manhã de Dia do Pai. Tal como em outros regimes autocráticos, o elogio da liderança política será premiado, neste caso com um jantar à escolha das crianças.
Não me lembro de alguma vez ter comparado a liberdade de duas crianças a viverem debaixo do meu teto com o modo de organização da maior instituição do país, mas há uma primeira vez para tudo. Escrevo isto porque há alguns dias continuo a tentar compreender o que passou pela cabeça do jovem Kokçu. Não sei se foi o empresário que o convenceu a dar esta entrevista, ou se o próprio jogador achou que seria uma boa ideia, mas a série de equívocos encontrados nas respostas teve o condão de me irritar.
Bem sei que recentemente vimos um avançado do Benfica fazer um pirete a meia dúzia de adeptos na garagem do estádio, e também me recordo de um Grimaldo em despique com os adeptos, mas há um requinte adicional nesta entrevista de Kokçu. O turco terá aparentemente ignorado que é só mais um jogador do plantel e fez ouvir a sua voz como se alguém lhe tivesse pedido a opinião. É uma conversa notável em que ficamos a saber várias coisas.
Em primeiro lugar, Kokçu esperava ter sido apresentado aos adeptos de outra forma, presumo que naquela varanda por cima da porta 18, perante uma multidão de adeptos imaginários que ali acorreriam para ver a apresentação de um tipo do Feyenoord que deixa lá ver se joga alguma coisa. Em segundo lugar, Kokçu está magoado porque sente que o Benfica e o treinador não lhe deram importância, apesar de o jogador ser frequentemente titular e ter frustrado as expectativas até agora. Aparentemente, segundo o próprio jogador, estamos a uma pequena correção tática de descobrir um predestinado. É aliás Kokçu quem recorda que foi eleito o jogador do ano na Holanda, um prémio que o turco só não receberá novamente esta época porque está a jogar em Portugal, onde ninguém quer saber dos prémios que ele ganhou. A entrevista termina com Kokçu a explicar que ainda vai conquistar a confiança dos adeptos, bastando para isso que o coloquem a jogar na posição certa. No fundo, está mais ou menos tudo mal excepto Kokçu.
Estamos em março de 2024 e o Benfica disputa três provas a nível nacional e internacional. É uma boa altura da época para relembrar a estes atletas qual é o regime em vigor no clube. Brincadeiras à parte, direi que não é exatamente uma autocracia, mas também não é seguramente uma hierarquia horizontal em que todos têm direito a partilhar a sua opinião nos jornais. Como se tudo isto não bastasse, Kokçu apareceu agora nas suas redes sociais a esclarecer o tema. Comecei a ler julgando que vinha aí um pedido de desculpas, mas enganei-me. Kokçu achou por bem esclarecer que é importante sermos críticos uns dos outros e que, passo a citar, discutiu a sua visão com o clube nos meses recentes. É extraordinário que, passados alguns dias sobre a entrevista, o atleta ainda se sinta na liberdade de ensaiar teorias sobre a importância do pensamento crítico e da visão que absolutamente ninguém lhe pediu para partilhar.
Há uma corrente nos últimos dias que reconhece a validade das observações de Kokçu, um pouco como se faz quando o segredo de justiça foi violado e não nos resta outra opção senão avaliarmos as escutas, vestindo a beca de juiz sentados no café ou nas redes sociais. Eu até admito que exista validade nas opiniões, mas acontece que eu e, suspeito, muitos outros adeptos, não estamos interessados na opinião do Kokçu neste momento. A função dele neste momento não é emitir opiniões. Pode jogar a 6, a 8, ou a 10. Por mim até pode ir à baliza antes de voltar a explicar o que pensa sobre a sua situação particular. Que jogue onde for necessário para o Benfica conquistar os troféus que está a disputar. Até esse dia chegar, Kokçu deve ajudar a equipa, o treinador e todos os colegas a atingir os objetivos do clube, que, já agora, também deveriam ser os dele. É preocupante que um atleta profissional, num grupo como o do Benfica, que joga por milhões de adeptos e por muitos milhões de euros, coloque o seu interesse acima dos objetivos da equipa. É preocupante pelo que revela acerca do jogador, mas também pelo que nos diz acerca de um certo excesso de liberdade que parece imperar no grupo de trabalho. Neste Dia do Pai, apetece-me pedir ao presidente Rui Costa que lembre ao atleta quem manda nisto afinal de contas.
Resta-me esperar que a multa seja bem pesada e que Kokçu volte a fazer a única coisa que é esperada dele. Não é pouco: jogar à bola, função para a qual foi contratado antes de começar a emitir opiniões como se pretendesse o lugar de Domingos Soares de Oliveira. Venha daí esse imenso futebol que diz ter na ponta dos pés, mas sem desculpas. Se aparecer, não terei problema nenhum em dizer ao mundo inteiro que Orkun Kokçu, esse mago turco, calado é um poeta."