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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Querem matar o Futebol! A história e a irracionalidade sobre a regra mais importante do jogo


"“Ok temos de jogar bem. Mas o que é jogar bem ou jogar mal? Para mim, sempre foi uma questão de distância (entre jogadores)!”
(Johan Cruyff, 2014)

Será o título demasiado dramático? Acabar com o jogo de Futebol tal como o conhecemos, é de facto o que está em causa. Se preferirem uma visão um pouco mais simpática, e à imagem de um clássico filme de ficção, a mudança em causa implicaria transformá-lo numa horrível “criatura” híbrida.
A regra do fora-de-jogo é provavelmente a mais complexa, controversa e que mais debate tem suscitado no Futebol desde a sua introdução em 1863. Torna-se, em primeiro lugar, fundamental perceber todo o seu enquadramento para a podermos discutir. Tanto que o autor e antigo selecionador Brasileiro e posteriormente jornalista (João Saldanha, 1968) defendeu que a discussão do jogo, nomeadamente o seu treino, táctica e preparação dependeu de “quatro épocas marcantes:
1. Antes da primeira lei do fora-de-jogo;
2. Depois do aparecimento desta lei;
3. O surgimento da segunda lei do fora-de-jogo;
4. O surgimento da medicina desportiva e da preparação física dos jogadores”.
Antes da introdução da regra, (João Saldanha, 1968) descreve que “apenas havia jogadores que corriam ou ficavam parados dentro do campo, sem posições definidas. O futebol era feio e esteve a ponto de sucumbir como jogo ou competição porque não tinha graça. Não adiantava ser um bom jogador, que soubesse driblar e dominar a bola, porque um perna-de-pau qualquer, comodamente encostado perto a uma das balizas, esperava a bola chegar e fazia o golo que dava tanto trabalho ao outro que era bom jogador. O facto de não existir “offside” levava a que um grupinho ficasse perto de uma baliza e outro lá do outro lado também esperando a bola”. Segundo a (Wilkipédia, 2023) “o jogo ficava sem emoção, ao mesmo tempo deixando um vazio no campo”.
Assim, mesmo nesta fase da história do jogo, transparece então já existir uma sensibilidade e racionalidade sobre o mesmo e a sua evolução. Permitido pelo regulamento desse tempo dada a ausência da regra do fora-de-jogo, os jogadores encontravam oportunidades para finalizar com enorme facilidade. Jogava-se em demasiado espaço e desse modo estávamos perante um jogo diferente, “estranho” e até…. sublinhe-se… menos “emocionante”. Disputava-se portanto, um jogo caótico que provocava a anarquia e onde a sua dimensão colectiva era assoberbada pelas relações individuais ou no máximo, grupais. Dadas algumas vozes de personalidades históricas no jogo que se têm levantado nos últimos anos contra a regra do fora-de-jogo defendendo mesmo até a abolição da regra, tal cenário caótico descrito atrás resultante dessa eventual decisão foi também referido em 2017 num artigo da JornalismoPortoNet, projecto da Universidade do Porto.
Por outro lado, ao contrário do que por vezes se supõe, sendo o golo raro no Futebol ao invés da grande maioria dos outros desportos colectivos, isso torna-o mais apetecível e mais desejado. E sendo mais difícil de obter, será consequentemente resultado de uma maior necessidade de qualidade individual e colectiva das equipas para o obterem. E deste modo, e não menos importante, maior motivo de celebração e felicidade. Ou seja, traz uma maior paixão ao jogo, facto que é comprovado com a quantidade de adeptos, de sentimentos e de emoções que provoca. Comer todos os dias uma determinada iguaria tenderá a torná-la banal.
Voltando à história do jogo, perante o cenário caótico descrito, o fora-de-jogo foi criado. A (Wilkipédia, 2023) descreve que em 1863 a primeira regra do fora-de-jogo dizia “que um atacante, para não estar em posição de fora-de-jogo, teria que ter, pelo menos quatro jogadores à sua frente”. A introdução da regra provocou às equipas uma maior necessidade de organização. De acordo com o website (História do Futebol), “com essa nova lei, as equipas obrigaram-se a adoptar tácticas relacionadas com posicionamento dos jogadores em campo, visto que o jogo não podia ser mais jogado de qualquer maneira. O sistema táctico começou a ser utilizada pelas equipas ingleses Nottingham Forest e Blackburn Rovers. O sistema era o 2-3-5 e tinha as posições de avançados, médios e defensores”. Deste modo, cada posição / função foi-se também especializando e conhecido determinada nomenclatura. Por exemplo, (João Saldanha, 1968), descreve o “”back” direito, esquerdo; “half” direito, “center-half”, etc.”.
Mas rapidamente se percebeu que a regra trazia outros problemas. Neste sentido, segundo a mesma fonte, “em 1866, vem a primeira alteração: a quantidade de jogadores à frente do atacante passava de quatro para três. Em 1907, vem a segunda alteração na regra: a infração só poderia ser sinalizada se o jogador estiver na outra metade do campo”.
Ainda assim, a regra estava longe da perfeição. Naturalmente, e como sempre, as equipas exploraram ao milímetro tudo o que a lei permitiria. Quem defendia partia a equipa e definia para um dos defensores uma missão especial, ao qual os brasileiras chamaram de “beque-avança” (os defensores eram, em inglês, backs). Segundo (João Saldanha, 1968), um seria o “”beque-espera” e “beque-avança””. Este jogador, como o próprio nome indica, avançaria no momento certo para provocar o fora-de-jogo ao deixar apenas um defensor mais o guarda-redes no seu meio-campo. Por outro lado, segundo vários autores, estes dois defensores, normalmente um com maior papel de marcação e o outro como líbero, seriam suficientes para anular as outras situações ofensivas que escapavam ao fora-de-jogo. Tal é referido pelo mesmo autor ao descrever que “dois beques sabidos paravam todo o ataque adversário”. Saldanha ainda acrescenta que “o ataque tentou defender-se desta artimanha e formava em linha porque a lei também dizia que se o atacante estivesse atrás da linha da bola não estava fora-de-jogo. Foi por isto, inclusive, que os atacantes ficaram sendo chamados de jogadores da “linha”. Mas a artimanha dos beques levava a melhor e enfeiava o jogo”. Como consequência, de acordo com (Rodrigo Vergara, 2016), os jogadores “concentravam-se no meio-campo e os jogos acabavam sem finalizações, a não ser na marcação de faltas”.
O brasileiro (João Saldanha, 1968) foi então mais longe e sustentou que tal cenário era “era uma contrariedade ao que há de mais puro no futebol – e o que mais deve ser defendido: o talento. Sempre o talento, que é o que desenvolve o futebol e apaixona a multidão. Por esta imposição, a lei teve novamente de ser modificada fazendo surgir a mais importante etapa do futebol”. Assim, segundo o (História do Futebol), quem estudava o jogo compreendeu a falha e foi promovida uma alteração à regra em 1925. A partir desse momento para que um atacante recebesse a bola de forma legal no meio-campo adversário seriam necessários apenas dois defensores entre si e a baliza adversária. A (Wilkipédia, 2023) expõe que deste modo “desafogou-se o meio-campo, já que provocar o fora-de-jogo com um só jogador ficou arriscado e a defesa foi recuada. Por conta disso, os jogos acabaram ficando mais movimentados e a quantidade de golos aumentou vertiginosamente. Como exemplo, a temporada 1924 / 1925 da Football League registrou 4700 golos em 1848 partidas. A temporada seguinte (a primeira após a alteração na regra), para a mesma quantidade de partidas, foram marcados 6373 golos (aumento de 35,6%)”.
Segundo (João Saldanha, 1968), a partir desse momento, “tudo teve de ser modificado, pelo menos onde a lei foi imediatamente compreendida”. Ainda do ponto de vista táctico, o autor (Rodrigo Vergara, 2016) descreve que o meio-campo passou a “lugar de craques. É ali que, trocando passes ou driblando, os bons jogadores avançam com a bola sob controle até o destino final: um remate à distância ou penetração de um atacante por trás da defesa até ao golo. Era do que brasileiros e latino-americanos precisavam”. O autor sustenta ainda que essas culturas de jogo “sempre preferiram carregar a bola e a possibilidade de jogar dessa maneira marcou uma supremacia. Coincidência ou não, o futebol brasileiro como o conhecemos só apareceu depois de 1925. Até então, a a Selecção brasileira só havia ganho um campeonato sul-americano, em 1919. O primeiro reconhecimento mundial veio com o terceiro lugar, em 1938, na Copa da França”. Consequentemente, estruturalmente as equipas também mudaram. O website (História do Futebol) explica ainda que “houve a necessidade de três defesas pelo menos, porque a nova condição do fora-de-jogo permitia que o atacante enfrentasse até um defensor e o guarda-redes. Aumentou a emoção e as oportunidades de golo e evidenciou o talento dos jogadores. Os sistemas tácticos também foram aperfeiçoadas e surgiram outros (…): o famoso WM: o 4-2-4, o 4-3-3, o 5-2-3, etc.“. O autor (João Saldanha, 1968) acrescenta que “aqueles dois espertalhões agora tinham também saber jogar à bola. Não bastava o artifício de um deles adiantar-se. Para deter o ataque era preciso que os três beques se adiantassem ao mesmo tempo, e deixassem apenas o goleiro entre o atacante que iria receber a bola, para colocá-lo em fora-de-jogo. Mas essa era uma manobra perigosíssima. Antes era feita por um só. Agora teria de ser feita por três, numa fração de segundos. Um que ficasse parado e tudo iria água abaixo”.
Como estes factos sucederam há um século atrás, numa sociedade sempre com pressa de viver, em que o presente já se torna um passado longínquo, infelizmente torna-se natural que essa memória se tenha perdido, e que os menos conscientes para a dinâmica do jogo não consigam percepcionar e antecipar o que seria o jogo sem esta lei. Que para nós e tantos outros, se tornou fundamental para o Futebol ser o fenómeno tão amado que é hoje.
Mas a ignorância sobre a regra não conhece tempo. Segundo a (Wilkipédia, 2023), mesmo no momento da sua instituição, já se levantavam vozes contra a regra pois “atrapalharia o espectáculo do futebol”, até porque “os defesas têm justamente a função de defender o adversário na sua própria área”. Ora… noutra perspectiva, será esse o caminho que o Futebol tem percorrido? O pensamento individual a sobrepor-se ao colectivo? O pensamento atomista e mecânico sobrepondo-se ao complexo? Com excepções pontuais dada essa mesma natureza complexa do jogo, todas as variáveis que influenciam o rendimento de uma equipa e ainda o sub-rendimento dos seus adversários, se recordarmos a história das últimas décadas, foram as equipas que abordaram o jogo de forma mais colectiva e complexa que alcançaram mais sucessos e principalmente, de forma continuada. Acreditamos que essa não será só uma das chaves do sucesso no jogo, mas também numa visão mais ampla… também da espécie humana, pois como disse Valdano, “a vida é um desporto de equipa”.
Recentemente, Marco Van Basten, lendário ex-futebolista mas sem grande sucesso no cargo de treinador, foi um dos que defendeu a abolição da regra, num momento, pasme-se, em que era director para o desenvolvimento técnico da FIFA. O que podemos retirar do seu discurso é que comprovou de forma clara que uma coisa é a esfera do saber-fazer, e outra mais profunda, do saber-sobre-o-saber-fazer, tal como abordámos noutro artigo nessa altura. Agora… treinadores que tiveram mais sucesso e que estiveram durante muito tempo tecnicamente ligados ao jogo é que nos causam estranheza como não conseguem antecipar as consequências do que defendem.
É certo que Arsène Wenger (agora também diretor técnico da FIFA!) não propôs o mesmo que Van Basten, mas o que defende terá algumas consequências idênticas à total abolição da regra. A jornalista (Isabel Dantas, 2023) cita o técnico francês:
“Com o VAR a detetar infrações mínimas, beneficiar o atacante em caso de dúvida desapareceu – e isso tem uma razão de ser.”
Sim, tinha. A falibilidade do ser humano, neste caso do árbitro auxiliar. E isso deveria ser algo considerado natural por um ser humano que deveria compreender e abraçar a sua imperfeição. Contudo, numa sociedade dominada pela competitividade, individualismo e egocentrismo, apenas o outro falha. Ou pior. Falha porque vários exemplos de personagens com muito maior responsabilidade social “erram” de forma consciente e como tal, se um árbitro erra e prejudica a equipa, é “óbvio” que tal também tem de suceder de forma deliberada. Mas esta será uma profunda e longa discussão que não desejamos continuar aqui. Contudo, por outro lado, é uma posição legítima defender a abolição total do erro arbitral no jogo de Futebol. Mas não será com esta medida que tal irá suceder. Apenas será modificar as suas consequências. Para quem defende a ausência do erro, bastará ser só um bocadinho mais paciente, pois tendencialmente a tecnologia dará essa resposta no futuro.
“Queremos uma regra que seja justa. Se um jogador está três centímetros fora de jogo na construção de uma jogada e muitas coisas acontecem até ser marcado um golo, é justo anular esse golo?”
Sim… parece-nos… óbvio. Na perspectiva micro e apenas nalguns exemplos, a leitura, o último passe, escondê-lo, o seu timing, a execução perfeita de quem assiste, por outro lado e noutros exemplos, a noção do comportamento dos defensores adversários, a desmarcação, a recepção que é realizada em simultâneo com a leitura do comportamento do Guarda-Redes adversário de forma a decidir rapidamente a finalização, são tão importantes como o que Wenger refere que acontecerá antes. E se o último passe for realizado directamente pelo Guarda-Redes? É menos justo anular esse golo porque não houve “assim tanta coisa” a acontecer antes? É a quantidade de coisas que torna a situação mais ou menos justa? Já vimos, por exemplo, Ederson Moraes a conseguir tais proezas.
E só estamos a olhar para a questão do pondo de vista de quem erra e fica fora-de-jogo. Porque… quem defende, e que de forma também complexa garante comportamentos individuais, sectoriais, inter-sectoriais e colectivos como a leitura, o subir e o retirar profundidade sem perder de vista a bola, quando dar mais largura, quando concentrar, quando cobrir, quando conter e quando pressionar, a coordenação com a restante última linha, a orientação dos apoios, a decisão de quando acompanhar a desmarcação de ruptura adversária e / ou quando voltar a alinhar para procurar colocar um ou mais adversários em fora-de-jogo, apenas nalguns exemplos, não têm igualmente mérito? Se o realiza de forma eficaz, não será de forma igualmente brilhante? E fundamentalmente… isto não é também jogar… bem… futebol? Como tantas vezes se diz… defender também é uma arte. Sejamos francos. Wenger foi um extraordinário treinador que revolucionou o futebol inglês e internacional. Mas aqui fica patente as razões da sua queda, tantas vezes expressas no jogo das suas equipas. A desvalorização de sub-momentos defensivos em relação aos ofensivos.
“Se um marcador está dois centímetros fora de jogo porque tem ombros mais largos do que o adversário, teve realmente a vantagem do fora de jogo para marcar?”
Arsène, o futebol é de todos… e para todos. E esse jogador, para chegar a esse nível também terá imensas qualidades e / ou vantagens. Não existe a perfeição nem saberemos o que isso é. O que sempre sucedeu, desde o alto rendimento até à “rua”, inclusive pela “selecção natural”, é o encobrimento ou desenvolvimento das fraquezas de cada um no jogo. Individual e colectivamente. Se tem ombros mais largos terá, por exemplo, que se posicionar mais atrás e de forma óptima para atacar o espaço em profundidade, terá que conhecer melhor o jogo e antecipar mais rapidamente a situação, a intenção e o timing do companheiro que realiza o passe, terá que conhecer melhor as desmarcações circulares, por onde as realizar e ser melhor a acelerar e na velocidade de deslocamento. A própria recepção também será decisiva para não perder a vantagem obtida em relação ao adversário. Mas ombros mais largos também são uma vantagem noutras situações, como nos duelos, para proteger a bola em situação de apoio frontal, até no plano do detalhe como é o caso da integração numa barreira. Esses centímetros podem fazer a diferença. Se chegarmos à conclusão que são só desvantagens e que o treino de qualidade não está a ajudar, ou estará então na função errada, ou não terá qualidade para o nível do jogo em que se encontra. Mas este argumento não servirá também para o opositor directo que o atacante defronta nessa desmarcação? Nesse caso, ombros mais largos, característica até mais tradicional nos defesas, também poderá colocar um adversário em jogo por centímetros…
“Acho que todos concordamos que não é o caso.”
Não caro Arsène. Nem todos. E diremos até que se compreenderem, pensarem… bem… no jogo e anteciparem o que é provável que suceda e explicarem isso a quem não o consiga fazer, desconfiamos que a maioria rejeitará tal proposta.
“É por isso que estamos a testar aquilo a que chamamos ‘regra da luz do dia’ para o fora-de-jogo, o que significa que teria de haver um determinado espaço entre os jogadores para que uma posição fosse considerada fora de jogo.”
Nesta linha de pensamento, se existem problemas e discussões sobre escassos centímetros em jogo ou fora-de-jogo, mudar a regra desta forma não manterá a questão, só que em vez da zona mais adiantada do atacante, a discussão passaria para os seus segmentos corporais mais recuados? Então isso não manterá a questão sobre a precisão da avaliação e sobre o timing / frame no qual a bola sai do pé do atacante que realiza o passe?
“Isto seria também uma evolução.”
Terminamos os comentários às declarações de Wenger, refutando, para nós, a mais importante. Tal não seria uma evolução. Seria sim, regressão. Regressão táctica aos primórdios do Futebol que descrevemos no início do texto. Isto porque a possibilidade do atacante estar à frente do último defensor, mesmo que por alguns centímetros, torna-se uma enorme vantagem para o último passe, e desta forma isto traria receio aos defensores em se posicionarem mais alto e até para manterem a última linha alinhada. Estar centímetros adiantado é o suficiente para ganhar vantagem, não só espacial, como também para usar o corpo para proteger a posição ganha e impedir o defensor de recuperar para o espaço entre o atacante com bola e a sua baliza, primeira condição da contenção. E nesta situação também o dissuade de tentar alguma intercepção ou desarme, pois uma potencial falta, provavelmente dará direito a expulsão. Perante este cenário, a tendência seria os defensores baixarem e defenderem junto da sua baliza e com isto perderem também a capacidade de pressionar alto no campo e de serem “ofensivas” sem bola. E como um princípio fundamental do jogo passa por procurar “criar superioridade numérica”, a equipa sem bola, quer defendendo colectivamente (zona), quer individualmente (homem) procuraria baixar outros jogadores para esse espaço, formando-se aglomerados de jogadores pelo campo todo. Sem fora-de-jogo ou com esta nova regra do fora-de-jogo, o mais provável seria assistirmos à regressão do Futebol aos seus primórdios.
No fundo a discussão não é sobre melhorar o jogo ou as suas regras. É sobre filosofia e crenças, ainda por cima… confusas. Mais precisamente sobre a prevalência do Futebol “ofensivo” sobre o “defensivo”. Uma vez mais, defender bem (uma obrigação no jogo para quem o quer vencer) não implicará obrigatoriamente defender mais, quer isso represente mais tempo, espaço ou número. Mas, defender bem, até poderá significar atacar melhor. Tal como atacar mais, em tempo, espaço ou número, não significará que se ataque com qualidade. Ah… e Arsène: pode-se “atacar”, defendendo. Inclusive até como algumas vezes as suas equipas no Arsenal nos prensenteavam com os sufocantes pressings a que submetiam os adversários. Não era no sub-momento defensivo Impedir a construção, nomeadamente no pressing, que as suas equipas revelavam graves problemas defensivos. Portanto, considerando a relatividade de “espectáculo” e da “estética” do jogo, a alteração proposta, afinal não “acabaria por favorecer mais o futebol de ataque e, consequentemente, o espectáculo”.
Por outro lado, aqueles que, dentro do campo, sentiram a evolução do jogo e o conseguiram racionalizar tornam-se preciosos para que se perceba o que está realmente em causa. Um desses exemplos é o ex-internacional brasileiro Tostão que, citado por (Rodrigo Vergara, 2016), aponta que “o futebol perderia a graça”. Justificando, à imagem do artigo de 2017, que “no meio-campo, em vez de dribles geniais, veríamos poucos atletas disputando bolas perdidas. O futebol ficaria parecido com o basquetebol: jogadas concentradas sob os cestos e lances decididos em detalhes”. Citado pelo mesmo autor, o jornalista Armando Nogueira vai mais longe e defende mesmo que “isso mataria o futebol”.
Como (Vítor Frade, 2017) sustenta, “a regra do fora de jogo não é “uma”. É “a” lei fundamental do futebol. “Espero que a revolta dos treinadores seja suficiente para evidenciar que isto é uma aberração. Neste sentido: passa a ser outra coisa””. Deste modo, a questão à volta do fora-de-jogo não se torna apenas uma questão sobre as regras do jogo. É muito mais do que isso. É não só uma dimensão do DNA do jogo para ele ser o que hoje é, como também levanta questões mais amplas na nossa sociedade sobre a diferença entre o pensamento individualista e o pensamento colectivo. 
Quer no futebol, quer na sociedade em geral, chegamos à conclusão que, neste momento, os historiadores têm um papel “decorativo” e o seu trabalho não é valorizado. A hipótese alternativa não é melhor porque revela uma falta de inteligência absurda. A todos os níveis estamos na iminência de repetir erros do passado. Perante isto, recordamos o poema que Vítor Frade escreveu sobre o tema, já com 7 anos, mas ainda tão actual…
“Não foi Trump ser eleito
Que me trouxe dor ao peito,
Foram as condições a jeito…
Cruyff que diria
De van Basten ou até de Guardiola
Sobre os ‘devaneios-porcaria’
A infecionarem-lhe a tola?
Porquê Cruyff a medida?
Quase só ele foi ‘extraterrestre’
Como jogador E treinador,
E no entender o jogo está o teste!”
(Vítor Frade, 2017)"

Até sempre, Franz Beckenbauer

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Importanting!

Visão - S05E19 - Entrada com o pé direito | Arouca, mercado

BI: Megafone #12 - "Quem me dera que chegue e rebente o tugão"

Terceiro Anel: Bola ao Centro #27 - Goleada a norte e Batalha na Luz para a Taça de Portugal frente ao Braga!!

A Bola: Aursnes...

Terceiro Anel: Café #17 - Diogo...

Derrota em Londres...

Fulhan 3 - 1 Benfica
Spencer

Souza; Spencer, Muller, Bajrami, Kiko; Zan, Rafa Luís, Gomes; Precatado, H. Félix; Varela

Péssima entrada em campo, aos 30' estávamos a perder por 3-0...!!!

Equipa montada, com jogadores de três equipas (B, Sub-23 e Sub-19), portanto não se pode esperar muito mais... Dar ritmo, contra outro 'tipo' de futebol, a jogadores que por vários motivos, tiveram menos minutos na última semana...
Amanhã temos a 1.ª jornada, da fase final, da Liga Revelação...

Craques eternos: O King e o Kaiser


"Vi uma única vez Franz Beckenbauer jogar. Foi numa visita do Bayern ao velhinho estádio da Luz, em jogo a contar para a primeira mão dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus.
Corria o mês de Março de 1976 e, com mais uns tantos amigos benfiquistas, apanhámos o comboio na Parede, saímos na estação de Algés e, depois, foi no 50, que tinha uma paragem na Segunda Circular mesmo em frente ao estádio, que lá chegámos. Com uma antecedência enorme, assim era na época.
O Bayern era o bicampeão europeu em título, tinha uma equipa soberba, onde pontificavam, para além de Beckenbauer, capitão de equipa, o guarda-redes Stepp Maier, os médios Uli Hoeness e Jupp Kapellmann, e os avançados Gerd Muller - o mítico "bombardeiro"! - e Karl-Heinz Rummenigge. Eusébio já não jogava no Benfica (a fotografia é de outra ocasião).
Beckenbauer personificava, como ninguém, a função de líbero, jogando recuado em relação à linha de defesa, para poder dobrar os companheiros, sendo dele, depois, a responsabilidade de sair a jogar - aliás, nunca vi, até hoje, algum defesa tratar tão bem a bola como ele, ficando na memória de todos a forma como colocava, com precisão única, a bola à distância.
Tinha um estilo muito próprio, deslocava-se sempre de cabeça levantada, com a leveza e a elegância de um príncipe. Não me recordo - e acompanhei-o muito mais vezes através da televisão - de o ver fazer uma falta rude sobre um adversário.
Na Luz, o bicampeão europeu Bayern geriu tranquilamente o jogo e regressou a Munique com um empate a zero. Lá, no estádio Olímpico, é que foi o diabo: golearam-nos por 5-1. Haveriam de renovar o título europeu, batendo nas meias-finais o Real Madrid e na final os franceses do Saint-Etiénne.
Jamais esquecerei o maior líbero da história do futebol mundial, o "Imperador" Franz Beckenbauer. Foi depois um treinador e dirigente de enorme sucesso também.
RIP FRANZ BECKENBAUER!"

Benfica em movimento


"A atividade desportiva do Benfica e o evento do Museu Benfica – Cosme Damião, "De Moçambique para o mundo", são os destaques nesta edição da BNews.

1. Vitória com golos bonitos
As Inspiradoras ganharam, por 3-0, ao Valadares Gaia. Kika Nazareth, com dois golos e uma assistência para Jéssica Silva, foi a mulher do jogo. Filipa Patão enaltece a exibição da equipa e vê margem para melhorar: "Temos de trabalhar para dominar todos os momentos do jogo, independentemente do que aconteça. A equipa está de parabéns, fez um excelente trabalho, mesmo com menos uma jogadora."

2. Triunfos no basquetebol
A equipa masculina ganhou no reduto da UD Oliveirense, por 55-77, e a feminina venceu na deslocação ao CAB Madeira, por 58-73.

3. Outros resultados 
Os Sub-17 golearam o Casa Pia, por 7-1 e, no futsal, derrota a penalizar a falta de eficácia (2-1, em Ponte de Sor, frente ao Eléctrico).

4. Coloque na agenda
A equipa B visita hoje o Fulham, às 19h00, em jogo referente à 2.ª jornada da Premier League International Cup.
Amanhã tem início a fase de apuramento do campeão da Liga Revelação, com os Sub-23 do Benfica a receberem o Torreense no Benfica Campus (11h00).
Na quarta-feira, a primeira equipa em ação é a feminina de futebol, às 17h00 no Benfica Campus, nas meias-finais da Taça da Liga frente ao Valadares Gaia. Passada uma hora, o Benfica recebe, na Luz, o Berlin Recycling Volleys em jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões de voleibol. Às 20h30, jogo de basquetebol no reduto do Galomar para a Taça Hugo dos Santos. E, às 20h45, no Estádio da Luz, Benfica-Braga a contar para a Taça de Portugal.

5. De Moçambique para o mundo
O evento do Museu Benfica – Cosme Damião, o qual celebrou e homenageou as vidas e carreiras desportivas de Eusébio da Silva Ferreira e Mário Coluna, contou com dois painéis. No primeiro, intitulado "De Moçambique para o mundo", participaram Nuno Domingues, Luís Lapão e António Pinhão Botelho. No segundo, a glória António Simões esteve acompanhado por Iolanda, Lourdes, Raquel e Regina, filhas e netas de Mário Coluna.

6. Protagonista
Agora também disponível, na íntegra, no Site Oficial, a entrevista a Alex Pinto, o treinador da equipa feminina de futsal que venceu o Futsal Women's European Champions."

Rafa, um rebelde sem causa


"Rafa é sempre o melhor em campo para os adeptos. Não há volta a dar. É um avançado, está sempre envolvido em oportunidades de golo e, nos intervalos de um ou outro momento verdeiramente inolvidável, e tem-nos pelo menos um por época, a sua velocidade deixa rasto difícil de esquecer por parte de quem assiste.
Também os treinadores se rendem às evidências: preferem ter em campo até ao limite dos limites alguém que pode decidir em qualquer jogada, mesmo que o momento não seja favorável ou a exibição não aponte para aí. Um dia vai acontecer, valerá a pena e tudo fará sentido. Não o fará é na maior parte das vezes.
Com 82 golos e 59 assistências em 301 jogos pelos encarnados, Rafa tem uma ação decisiva a cada 2,13 encontros. Não é mau, porém está longe de ser brilhante. Sobretudo, se olharmos para o que falha. E não só golos. São as assistências, o penúltimo passe e até a simples tabela. Coisas fáceis, inexplicáveis para alguém com tanta influência.
Rafa é, no futebol, um pouco o que é na vida. Um rebelde sem causa. Ninguém percebe porque decide daquela maneira ou qual a causa do seu protesto. Os colegas entendem-no e isso parece bastar-lhe no mundo em que vive. Se lhe chegará no pós-Benfica é outra questão para a qual, para já, não há resposta. Isto se, no último momento, não colocar em xeque toda a lógica e assinar um novo contrato. Porque é o Rafa e é tudo possível. Mesmo que nada o faça prever e, na realidade, seja de todo inesperado.
Rafa não estaria por cá se fizesse melhores passes, tomasse melhores decisões ou marcasse mais golos, todavia os grandes portugueses também deveriam privilegiar jogadores com um QI futebolístico diferente, que os aproxime dos maiores da Europa. Porque é aí que está a diferença: os melhores são os que falham menos. Não os que correm mais."

FC Porto, verdade ou consequência...


"Há 48 dias, em entrevista à SIC, Pinto da Costa prometeu capitais próprios positivos, ou lá perto, para dezembro de 2023. Aguardemos, pois...

A 21 de novembro de 2023, em entrevista à SIC, Jorge Nuno Pinto da Costa, ainda no rescaldo da tumultuada AG do FC Porto, ocorrida oito dias antes, fez uma fuga para a frente e definiu prioridades: «A primeira é que o barulho de redes sociais não chegue à equipa de futebol, e que ela esteja tranquila para atingir os objetivos de toda a estratégia, que passam por estar nos oitavos de final da Champions. A segunda preocupação é que em dezembro, na estratégia traçada, possamos apresentar lucro e possamos ter capitais próprios positivos. Se não forem positivos, perto de positivos. E em terceiro, a minha preocupação é a nossa Academia. Só estou preocupado com isso. Temos três metas, passar aos oitavos de final e depois ir o mais longe possível. Meter as máquinas no terreno e apresentar em dezembro capitais próprios positivos.»
Volvidos 48 dias, e cumprido o desiderato de estar na fase a eliminar da Liga dos Campeões, nada se ouviu em relação aos capitais próprios, ou perto disso, aguardando-se, a propósito, um anúncio do FC Porto. Esperemos que, num horizonte próximo, o presidente dos dragões, que mostra, a cada dia que passa, continuar na posse de todas as capacidades intelectuais e cognitivas, mantendo uma extraordinária adesão à realidade, anuncie o que projetou. E quanto à Academia, porque os tempos de escrutínio político não são os mesmos da construção do Olival, que não teve custos, assumidos pela autarquia de Gaia (e não foram trocos, estamos a falar, há mais de 20 anos, de 16 milhões de euros), para o FC Porto, há que esperar para ver quando, como e quem financiará este novo projeto apadrinhado por Pinto da Costa. Os tempos noticiosos estão cada vez mais vorazes, a tendência para o esquecimento, em função de novos factos que vão assoberbando a atualidade, é constante, mas há que ter memória para se poder jogar ao verdade ou consequência.
A cerca de três meses das eleições no FC Porto, a equipa de futebol, cujos resultados poderão ter impacto na tendência dos votos, está a mostrar dificuldade de afirmação, pelo que deveremos aguardar pelo que resta desta janela de mercado de janeiro para podermos aferir da capacidade (ou não) de resposta da SAD no reforço do plantel, reclamado por Sérgio Conceição. Como se percebe, muito se joga no reino do dragão...


"

David Carmo: a sombra da própria sombra


"O (mau) rendimento do defesa do FC Porto continua a ser um enigma, como se voltou a ver, neste domingo, frente ao Paços de Ferreira na derrota do FC Porto B

Enigma é algo que não se consegue explicar ou que é difícil de entender. É o caso de David Carmo. Para quem não integra o grupo de trabalho do FC Porto, o rendimento do defesa de 24 anos é um enigma enorme. Não é o primeiro, nem será o último. Todas as épocas, em todos os clubes, são contratados flops. St. Juste não é um enigma, pois sabe-se o que está na base de não ser regular: lesões.
David Carmo deu o salto no SC Braga em janeiro de 2020 e, primeiro com Rúben Amorim e depois com Carlos Carvalhal, teve um bom primeiro ano. Sofreu fratura da tíbia e do perónio direito em fevereiro de 2021, regressou à equipa um ano depois, sendo sempre titular, ao lado de Paulo Oliveira, Diogo Leite ou Vítor Tormena, na defesa a três de Carvalhal. No início de 2022/2023, o FC Porto contratou-o ao SC Braga por 20 milhões de euros. Os dragões podiam ter optado pelo seu Diogo Leite, igualmente alto, igualmente esquerdino, igualmente de 23 anos, mas preferiram David Carmo. Sugestão de Sérgio Conceição ou opção da SAD portista, não se sabe publicamente. Diogo Leite saiu para o Union Berlim e realizou 40 jogos, enquanto David Carmo (com Pepe, Marcano e Fábio Cardoso no plantel) ficava-se pelos 18. Muito pouco para quem lutava com um quarentão, um trintão a caminho de ser quarentão e um ex-Santa Clara.
Estava a caminho de ser um enigma enorme, mas era ainda apenas um pequeno enigma. Nesta época teve sete oportunidades no onze inicial do FC Porto, primeiro numa defesa a três (com Pepe e Marcano), depois numa dupla de centrais (com Fábio Cardoso, Zé Pedro ou Pepe), devido à lesão grave de Marcano. Viu cinco cartões amarelos e uma vez o vermelho, por acumulação.
Tudo terminou após o jogo com o Sporting. Pepe esteve mal, Pepe foi expulso e, no treino seguinte, segundo se sabe, David Carmo pôs em causa as opções de Sérgio Conceição e o rendimento de Pepe. Caiu para o FC Porto B. E que aconteceu? Perdeu em casa com o Nacional (2-3) e neste domingo com o P. Ferreira (0-3): seis golos sofridos pelo FC Porto B com Carmo em campo. Culpa exclusiva dele? Claro que não. Mas continuou a ser uma sombra da própria sombra, com erros, maiores ou menores, nos três golos pacenses. Que se terá passado nestes três anos? Má avaliação dos dirigentes do FC Porto? Deslumbramento do jogador? Mal aconselhado? Psicologicamente de rastos? Tudo é possível. A solução parece óbvia: sair de Portugal. Os últimos meses no FC Porto e os sucessivos erros que tem cometido indiciam que o seu futuro, seja na equipa A do FC Porto ou na B, está perto do fim. Talvez o ideal seja fazer o que fez Eduardo Quaresma: sair e voltar mais forte."

Catão, explica!!!

5 minutos: Diário...

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia #2024/103 - Sporting e Benfica avançam

Chuveirinho #56 - Joaquim Jorge...

Falsos Lentos - S04E18 - Manuel almoça sozinho

Golaço #167 - Un "dérbi do Minho" qui a tenu ses promesses et des candidats au titre qui se réduisent

O Futebol é Momento - S02E22 - Oh pá não me lixem

Tailors - Final Cut - S02E08 - João Lapa

Zero: Mercado - Musa, Renato Sanches e Fábio Carvalho

Quezada: Patrocínios...

ESPN: Futebol no Mundo #301 - Dorival na seleção, estreia de Arda Güler e eliminação do Arsenal

Zero: Tema do Dia - Brasil...

Hora, excerto...

Mercados, excerto...

6, excerto...

Trio, excerto...

Hora, excerto...

Segundo Poste...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Vitória...

Oliveirense 57 - 77 Benfica
17-17, 9-22, 16-22, 13-16

Depois das derrotas no início de época com a Oliveirense, parece que já não 'caímos' na mesma esparrela! Apesar da vitória tranquila, com algumas 'mini-brancas' pelo meio, não foi um jogo bonito!

Vitória, com golos bonitos...

Benfica 3 - 0 Valadares



Regresso da competição no novo ano civil, com um resultado curto (mesmo jogando com 10, mais de uma hora!), num mês com muita competição... com o regresso da Jéssica, e com a Kika a sair novamente tocada!!!

Derrota no Alentejo...

Eléctrico 2 - 1 Benfica

Mais uma derrota, 'garantindo', muito provavelmente, o 3.º lugar, no final da época regular, novamente!!!

Muitos remates desperdiçados, numa partida onde fomos novamente muito previsíveis no ataque, e acabámos por sofrer golos em contra-ataques...

Vitória pelo Rei


"Em homenagem ao maior símbolo do Sport Lisboa e Benfica, 11 "Eusébios" entraram em campo e derrotaram o Arouca, por 0-3. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Triunfo bem conseguido
Roger Schmidt realça a boa exibição frente a um adversário exigente num campo difícil e a motivação extra de Eusébio: "O nome deste jogador incrível na parte de trás das camisolas, claro que é uma motivação extra para os jogadores. Não foi fácil jogar neste relvado. Foi uma vitória merecida e estou muito feliz por termos conseguido vencer este tipo de jogo, porque não é fácil."
Quanto aos 50 jogos no Campeonato português, nos quais obteve 80% de vitórias, o treinador do Benfica considera que "temos de continuar".

2. Objetivo alcançado
Kökcü, autor de um golo e uma assistência, realça o cumprimento do plano de jogo e refere a crescente adaptação a uma nova realidade: "Sabíamos o que tínhamos de fazer. Explorar a profundidade, e fizemo-lo bem, marcámos dois golos dessa forma, o que é ótimo. Neste momento, passados seis meses, sinto-me mais adaptado a tudo aqui."

3. Futebol – resultados
A equipa feminina recebeu e venceu o Valadares Gaia, por 3-0. A equipa B derrotou o Belenenses, por 2-1, no Benfica Campus, onde os Sub-19 bateram a Académica, também por 2-1. Os sub-17 golearam, por 7-1, o Cova da Piedade. E os Sub-15 ganharam, por 4-0, ao Portimonense.

4. Modalidades – resultados
Em voleibol, o Benfica visitou o Vitória de Guimarães e ganhou, por 0-3. Em râguebi, vitória, por 16-17, no campo do Direito. No hóquei em patins, vitória volumosa ante o Famalicense (10-1). A equipa feminina de futsal segue em frente na Taça de Portugal após bater o Povoense, por 9-1, e a de andebol triunfou na deslocação ao Gil Eanes (23-30).

5. Agenda do dia
Em basquetebol, a equipa masculina do Benfica desloca-se ao reduto da UD Oliveirense (17h00) e a feminina visita o CAB Madeira (16h00). Em futsal, jogo frente ao Eléctrico, em Ponte de Sor (17h30).

6. Iniciativa do museu
É hoje, às 15h30, que se realiza, no Museu Benfica — Cosme Damião, o evento "De Moçambique para o Mundo" | Conversa mítica sobre Eusébio e Coluna com convidados especiais. Consulte a programação do museu para o primeiro trimestre de 2024."

Marcos Leonardo, o menino que “encantou a quebrada”


"Tem apenas 20 anos e é a nova grande contratação do Sport Lisboa e Benfica. Mas quem é realmente Marcos Leonardo?
Apelidado com o “sucessor” de Neymar Júnior na Vila Belmiro, o camisa nove do Santos FC chega à Luz por uns incríveis 18 milhões de euros, ficando ainda a equipa brasileira com uma percentagem importante num futuro negócio pelo jovem atacante brasileiro.
O “menino da vila”, assim era carinhosamente apelidado pelos adeptos do clube brasileiro, chega a Lisboa para concorrer à partida com Arthur Cabral e Casper Tengstedt, visto que Petar Musa pode estar mesmo de saída do plantel encarnado. Na minha opinião, percebo perfeitamente esta contratação, porque o Benfica necessita realmente de um avançado diferente daqueles que tem atualmente à sua disposição.
No entanto, também concordo que, neste momento delicado da época, a contratação de um novo ponta de lança devia recair em alguém mais experiente, que pudesse garantir 15 golos na segunda metade da época desportiva. Isto é algo que Marcos Leonardo até pode garantir, porque tem qualidade para isso, mas existe toda uma fase de adaptação que o jovem vai ter de enfrentar.
Voltando a esta questão, primeiro que tudo é importante analisar a saída de Gonçalo Ramos, porque é necessário percebermos que o Benfica não perdeu só um goleador, perdeu muito mais que isso.
Com a saída do jovem internacional português, a equipa de Roger Schmidt ficou refém do seu primeiro “defesa”, alguém que com os seus movimentos conseguia frustrar a primeira fase de construção das equipas adversárias, conseguia impedir que esta construção funcionasse, e depois era um jogador forte a jogar de costas para a baliza, muito forte no ataque à profundidade, predicados aos quais juntava ainda uma frieza imensa na finalização. Com a saída de Gonçalo, tinha logicamente de entrar alguém com as mesmas características ou então, pelo menos, similares, algo que não aconteceu.
O Benfica contratou então Arthur Cabral que, apesar de ser um bom ponta de lança, simplesmente não tem as características que Gonçalo Ramos tem, e às quais a equipa encarnada estava habituada. Olhando para o plantel de Roger Schmidt, o jogador que se aproxima mais de Ramos pelas características é Tengstedt, ainda que, na minha opinião, esteja muito longe da qualidade que deve ser imposta para jogar num clube desta dimensão.
Por isso, acredito que o Benfica vai transferir Musa, porque é o jogador que tem mais mercado de entre os três atuais avançados do plantel encarnado, mas também é aquele que mais tem contribuído para o sucesso coletivo, sendo uma clara má opção desportiva. Porém, é algo que se entende tem em conta a conjuntura.

O que é que Marcos Leonardo pode trazer à equipa encarnada?
Esta é a grande questão. Como referi anteriormente, acredito que o Benfica precisa urgentemente de um goleador, alguém diferenciado, que para mim teria de ser alguém já experiente na Europa para causar impacto imediato.
Ainda assim, tenho de bater palmas a esta contratação, porque se trata de um jovem com um potencial imenso que, com apenas 20 anos de idade, já era capitão do Santos e internacional sub-20 pela “canarinha”, onde leva sete golos em sete jogos. Apesar de não ser um jogador de enorme estampa física, tem apenas 1,74m, compensa com outras características.
Marcos é forte nas desmarcações diagonais e procura muito o jogo exterior, algo que pode dar imenso jeito a Roger Schmidt tendo jogadores como Rafa, que sabem explorar bem as zonas centrais do terreno.
Sendo muito forte tecnicamente e bastante rápido, consegue partir facilmente das zonas exteriores do terreno de jogo, procurando a grande área e o golo, tendo em conta o seu faro apurado. É um jogador que não se esconde do jogo, bem pelo contrário, e pode encaixar que nem uma luva no sistema de jogo do Benfica.
Apesar de todo este potencial, não deixa de ser uma aposta de risco, porque tem apenas 20 anos e vem de uma realidade completamente distinta, mas acredito que com calma e paciência, vamos ver um grande ponta de lança a atuar na Luz. Será que Marcos pode causar impacto imediato?
Na minha opinião, é um “pau de dois bicos”, porque realmente não conseguimos prever a capacidade que o jogador tem ou não de se adaptar rapidamente. Contudo, acredito que é necessária esta tal paciência por parte dos adeptos porque, acreditem, estamos na presença de um grande projeto de jogador, que vai dar certamente que falar muito em breve.
Senhoras e senhores, abram alas para o “Menino da Vila”, Marcos Leonardo!"

Visão: Rollheiser...

Chama acesa sobrepõe-se a gelo da Serra | FC Arouca 0-3 SL Benfica


"Confirma-se o melhor momento do SL Benfica na presente época, com uma vitória por 0-3 no terreno do FC Arouca, com golos de Rafa Silva, Orkun Kokçu e Petar Musa.
Com dificuldades, fruto de um jogo de qualidade da equipa da casa, as águias souberam gerir a sua vantagem e demonstraram estabilidade, que faltou em alguns jogos da época.

Cair na armadilha do Arouca
Dentro da vitória, justa diga-se, o conjunto de Roger Schmidt batalhou, em especial no primeiro tempo, contra a constante armadilha do fora de jogo montada pelo Arouca.
A jogar numa linha alta e bem coordenada, a equipa de Daniel Sousa obrigou o Benfica a acertar os timings das desmarcações e do último passe, algo que não aconteceu na primeira parte.
Rafa teve de esperar pela terceira vez para ver um golo seu validado, a recompensar o maior poderio ofensivo das águias. As desmarcações nas costas de Galovic por parte de Arthur Cabral foram importantes para quebrar a defesa.
Nos duelos, os encarnados foram mais fortes, com os seus centrais a imporem-se no ar e estarem conectados. A única grande pecha defensiva deveu-se a um passe mal medido de Kokçu, que podia ter dado a igualdade ao Arouca, não fosse um imperial Trubin.

Começar bem e acabar ainda melhor
A entrada forte no segundo tempo, com o alto contributo da dupla Rafa – Di Maria, permitiu ampliar o marcador e ganhar mais segurança na partida.
Num esquema defensivo 4-4-1-1, as águias baixaram linhas e deram primazia à segurança defensiva. Nesse capítulo, a equipa da capital demonstrou grande conforto.
Petar ‘super sub’ Musa, fez o terceiro e final golo do jogo, demonstrando uma enorme aptidão a aproveitar as oportunidades que vão surgindo.
Exibição segura das águias, frente a um bom adversário, mas com uma vitória justa."

Benfica FM #259 - Arouca...

Bigodes: Arouca...

O Benfica Somos Nós - S03E30 - Arouca...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Lamentos!


"Ex-Benfica esteve mal no segundo lance e sofreu golo nos únicos dois remates do adversário.
Amanhã nas bancas, não percam:
▶️ "Nuno Espírito Santos perde balneário"
▶️ "Nuno Espírito Santos não sabe gerir conflitos"
▶️ "Nuno Espírito Santos destrói ativo do clube"
A sorte dele é saber falar inglês..."

Feliz início de ano novo

Jaime Cancella de Abreu, in O Jogo

O rejuvenescimento do Benfica


"Águias continuam a atrair promessas mas não podem esquecer o equilíbrio

A estratégia não é nova, nem sequer exclusiva do Benfica: comprar talento jovem, extrair rendimento desportivo e depois tirar proveito de uma valorização substancial. Basta pensar em Di María, que entretanto até voltou a Lisboa, mas que em tempos aproveitou a ponte da Luz para passar do Rosario Central para o Real Madrid.
A diferença, de então para cá, está sobretudo nos valores que o Benfica desembolsa. Se antes estes talentos eram garantidos por menos de 10 milhões de euros, agora a regra começa a fixar-se nas duas dezenas. Um claro reflexo dos tempos, que aumentam tudo aquilo que se vende por aí, incluindo futebolistas, mas também um sinal da capacidade financeira da SAD encarnada, que não só aumentou a fasquia, como também anda a tocar lá mais vezes.
Uma vantagem relativamente à concorrência interna e uma forma de contornar as potências estrangeiras, que vão aprendendo as vantagens de dispensar o revendedor e comprar diretamente ao produtor. Mas a realidade é que a oferta supera a procura, e a capacidade financeira permite que o Benfica consiga manter-se entre os principais intermediários.
Enzo Fernández pouco tempo ficou na Luz, mas ainda fica bem no cartão de visita, pelo menos na hora de negociar com clubes que pensam logo no argentino quando chegam àquela alínea do acordo que fala em mais-valias.
Entre a reputação e a capitalização, o Benfica continua capaz de recrutar alguns dos jovens mais promissores do futebol mundial, com toda a subjetividade que a expressão acarreta. Pode já não conseguir chegar a Claudio Echeverri ou Vítor Roque, mas vai buscar Andreas Schjelderup, Marcos Leonardo ou Gianluca Prestianni. E o tempo que usa para jogar na antecipação é aquele que lhes dá para crescer.
Mas ao seguir esta estratégica, que não é nova, o Benfica não pode esquecer que as listas de talentos do amanhã incluem também nomes como António Silva e João Neves, por exemplo. Essa capacidade de ser produtor e intermediário ao mesmo tempo, que não lhe é exclusiva, deve ser mantida em equilíbrio, para garantir que só vai buscar fora aquilo que não está a conseguir produzir.
No que diz respeito aos exemplos mais recentes, a estrutura encarnada não parece estar a negligenciar nenhum talento do Seixal, mas esse é um sinal pouco entusiasmante relativamente ao que existe na antecâmara da equipa principal. O tempo ajudará a perceber se é uma circunstância extensível aos rivais, ou uma vantagem perdida nos últimos anos de cultivo.
E dentro da incontornável aposta na juventude, seja ela interna ou externa, o Benfica não pode esquecer que o equilíbrio também se faz com pilares mais sólidos, e que alguns dos que tem atualmente vão deixar de contar. Se foi preciso poder de antecipação para atrair algumas promessas, o desafio agora é mostrar jogo de cintura para garantir nomes mais consolidados."

Janeiro: um mês de decisões


"Apesar de todas as dificuldades, Sporting continua a ser a equipa mais consistente

O mês de janeiro é sempre agitado. Por um lado, os clubes procuram fazer os ajustamentos que necessitam para tornarem os seus planteis mais capazes e, por outro, trata-se de um mês em que a densidade competitiva é muito elevada. Este ano, janeiro ganha uma importância adicional, por ser a derradeira oportunidade para se fazerem os últimos retoques, cruciais para acrescentar qualidade e lutar por um título, que todos sabem a importância que tem…

Benfica: procurar o equilíbrio
A vitória de ontem frente ao Arouca veio confirmar que o Benfica está bem posicionado, em todas as frentes, nas competições internas e tem a oportunidade de fazer algo mais na Liga Europa, apesar do planeamento para a época em curso não ter sido bem feito. Janeiro constitui assim uma oportunidade para equilibrar o plantel e dotá-lo de ativos com um perfil mais próximo da forma de jogar que Roger Schmidt pretende implementar. Se o equilíbrio do plantel é fundamental para atingir o sucesso desportivo, é importante que a estrutura encarnada não descure a importância do equilíbrio financeiro. As decisões que serão tomadas devem ter esta lógica sempre presente, até porque um clube financeiramente estruturado será sempre desportivamente mais forte. Assim, é tao importante encontrar jogadores que acrescentem valor à equipa, como não deixar desvalorizar outros, que constituíram investimentos elevados e que não estão a ter o rendimento esperado. Neste capítulo, parece-me que o Benfica está a fazer o correto. Como exemplo, a procura de soluções para Jurasek faz todo o sentido. Trata-se de um jogador que não se conseguiu impor e que não ganha nada em ficar parado. O ideal será encontrar um clube que o receba, de forma a que o jogador tenha capacidade de jogar, voltar a ganhar confiança para que no futuro possa regressar e lutar pela titularidade ou, no limite, possa despertar o interesse de outros clubes, fazendo com que o Benfica recupere ou consiga reduzir a perda de um investimento tão elevado. Simultaneamente, depois da contratação de Marcos Leonardo, o clube encarnado ficará com quatro soluções para a frente de ataque. Possivelmente um dos três avançados que constituem o plantel poderá ser vendido, por uma questão de equilíbrio desportivo e financeiro. Em termos competitivos, o mês que agora começou será muito intenso. Não só estarão em disputa a liderança do campeonato, a passagem de mais uma eliminatória da Taça de Portugal (frente ao SC Braga) e o troféu da Taça da Liga, como a força psicológica que as vitórias podem atribuir em caso de sucesso.

A contratação de Marcos Leonardo
Marcos Leonardo é a primeira contratação do mês de janeiro. Trata-se de um jovem com enorme potencial. As suas caraterísticas encaixam na forma que Roger Schmidt gosta de jogar: móvel, intenso, agressivo e de remate fácil. Terá de trabalhar os posicionamentos no momento defensivo e a reação à perda de bola. A grande questão relativa ao jogador brasileiro prende-se com a adaptação, de duas formas distintas. A primeira é que por ser uma contratação de janeiro, não tem uma pré-época para conhecer e se adaptar aos colegas, ou seja, terá de o fazer em competição, o que pode originar que este processo seja mais demorado. O segundo ponto tem a ver com a adaptação a um novo país, novos costumes, nova realidade e com o facto do seu último jogo ter sido realizado a 7 de dezembro. Se as expetativas em torno desta contratação são muito elevadas, será importante que a estrutura encarnada acompanhe de perto o dia-a-dia do jogador, de forma a que não aconteça o que sucedeu com Everton Cebolinha ou Gabriel Barbosa, que nunca conseguiram demonstrar o seu potencial. Relativamente à transferência em si, há uma grande conclusão que podemos tirar: o Santos fez o melhor negócio possível. Com uma margem negocial reduzida, pelo facto de ter descido de divisão e de não ter capacidade para pagar os salários ao jogador, conseguiu vender o seu ativo pela cláusula de rescisão com mais 10% de uma futura mais valia. Melhor seria impossível!! No caso do Benfica, percebemos que não aproveitou a fragilidade do vendedor. Quanto ao investimento realizado, é percetível que se trata de uma aposta forte da estrutura encarnada. O ser caro ou barato dependerá do rendimento do atleta dentro do relvado. Não tenho dúvidas que, se demonstrar todo o potencial que lhe é atribuído, acabará por ser um bom investimento!

Porto: pressão aumentou
O FC Porto vive dias difíceis. Todos percebemos que o plantel precisa de reajustes e de acrescentar qualidade em várias posições, mas também todos sabemos que não há capacidade financeira para o fazer. Esta posição de fragilidade não é mais do que o reflexo de anos e anos de más decisões e de uma gestão de recursos irresponsável. Não posso deixar de relembrar as palavras de André Villas-Boas na última assembleia quando questionou se esta administração também hipoteca o seu património familiar à proporção e velocidade com que hipoteca o futuro do FC Porto. De uma forma prática, a má gestão não tem reflexo no imediato, mas vai desgastando, deteriorando, prejudicando e limitando o crescimento de uma empresa. No caso do Porto é evidente a perda de qualidade do plantel portista, ano após ano, com vendas abaixo do valor que se podia alcançar e com a saída de jogadores importantes a custo zero. A acrescentar a tudo isto, existem um conjunto de investimentos elevados que não corresponderam dentro do relvado, como nos casos de David Carmo, Veron, Grujic, Fran Navarro ou mesmo Nico González. Não questiono o valor dos atletas, o que me parece evidente é que para um clube com as dificuldades que estão visíveis, a margem de erro é muito mais reduzida, porque, se se falha nas contratações, não existem mais recursos para voltar ao mercado. Assim, neste momento, a preocupação do FC Porto é de tentar encontrar soluções para estes jogadores que estão parados, a desvalorizar, que não acrescentam valor ao plantel e só posteriormente perceber se consegue ir ao mercado encontrar soluções low cost que acrescentem valor. Entretanto, o ano desportivo vai-se desenrolando e as debilidades da equipa continuam bem visíveis. Depois da saída prematura da Taça da Liga, janeiro começa com mais um empate. A uma jornada do fim da primeira volta, o FC Porto já perdeu 13 pontos, sendo que no último campeonato perdeu 17 no total! Na próxima semana tem dois testes de elevada importância: vai ao Estoril, com quem já perdeu duas vezes, para a Taça de Portugal e recebe o SC Braga na última jornada da primeira volta. Uma semana que pode melhorar a confiança da equipa ou aumentar a desconfiança. Com o empate frente ao Boavista, a pressão aumentou.

Sporting: contornar obstáculos
O ano começa bem para o Sporting. Uma goleada frente a um adversário perigoso e que tem causado muitos problemas, sobretudo, ao FC Porto. Rúben Amorim e a sua equipa sabem que este será um mês muito importante. As ausências de Morita, Diomande e Catamo serão um obstáculo que Amorim terá de saber contornar. A acrescentar, as lesões de jogadores importantes serão outra preocupação. Apesar de todas estas dificuldades, o Sporting continua a ser a equipa mais consistente. Tem um plantel curto, mas que se sente importante, porque todos têm vindo a ter minutos e a confiança do treinador e isto pode fazer a diferença. As vitórias, os golos, a confiança, os adeptos e a boa forma de jogadores como Gyokeres e Edwards irão ser determinantes para os leões conseguirem contornar estas dificuldades e manterem o nível desportivo, até que cheguem os jogadores que estão a representar os seus países. No limite, janeiro será mais um teste à mentalidade que Rúben Amorim aborda tantas vezes. No capítulo de aquisições, o Sporting poderá tentar reforçar o sector do meio campo, onde as opções são mais escassas, tentando encontrar uma solução para o presente, mas também para o futuro, de forma a que se justifique o investimento.

A valorizar: Diogo Jota
Esteve lesionado, regressou e não demorou muito a demonstrar a sua importância no Liverpool. Destaca-se onde se deve destacar que é dentro dos relvados! É um dos jogadores mais subvalorizados em Portugal. Merecia maior atenção e destaque.

A desvalorizar: FC Porto
Em 16 jornadas já perdeu 13 pontos, num ano em que apenas uma equipa irá ter entrada direta na LC e com prémios superiores."

Eusébio...


"Otamendi, que representava o FC Porto no emblemático clássico de 12 de janeiro de 2014 — onde os jogadores do Benfica usaram camisolas com o nome de Eusébio nas costas —, publicou esta fotografia.
As voltas que a vida dá. ❤️"

O Benfica precisava da sua chita, por isso, Rafa correu


"Perante um Arouca que tentou sempre pressionar a saída de bola com um bloco alto, jogando com a linha defensiva muito subida, o Benfica massacrou o espaço que sempre existiu nas costas dos defesas. Nessa missão, o vertiginoso Rafa, com um golo e uma assistência, foi usado e abusado para os encarnados terem a vitória (0-3) que lhes permitiu manter a perseguição ao Sporting e fugir um pouco ao FC Porto

Uma equipa que se defenda com um bloco alto tem logo, à cabeça, vantagens prazerosas, venha o adepto que desgoste de ver o clube pelo qual torce a querer recuperar a bola perto da área contrária e atire a primeira pedra: entusiasma quem vê, denota coragem e intenção. Principalmente, reflete uma ideia do treinador, esse ser a quem gentes da bancada e do sofá lá em casa valiam atestados de incapacidade em avistar o óbvio, o futebol tem a sina de quem não faz vida do futebol achar que pesca mais de futebol do que as pessoas nele trabalham e de todo será o caso de Daniel Sousa.
Para ser anfitrião do Benfica, o esperto técnico do Arouca montou a sua equipa para defender alto e a todo o campo, que não é sinónimo de ser asfixiante a pressionar. Sem as corridas do lesionado Casper Tengstedt, o tecnicamente o mais falível dos avançados que compensa com uma apetência para atacar espaços nas costas dos defesas, Daniel Sousa saiu com a equipa num bloco subido, junto aos centrais do Benfica na saída de bola, deixando a linha defensiva a dois, três metros do equador do meio-campo se os encarnados jogavam na sua metade do campo. A estratégia era clara.
Com João Mário e Di María crónicos pedantes de bola no pé, o mais vagaroso Arthur Cabral na frente e só Rafa com queda para zarpar em sprints para o costado dos defesas, o Arouca conspirava com a orfandade de soluções dos visitantes. Pressionou a todo o campo, quis sempre incomodar as receções de Otamendi e António Silva e do médio que baixasse para lhes pedir bola. Passou a primeira parte com o bloco mais subido, mesmo com o Benfica também a pressionar alto perante a simultânea insistência do Arouca em sair a jogar com passes curtos e os jogadores próximos, atraindo os adversários até conseguir chegar a Mujica, Jason ou Cristo González, a tríplice espanhola que acelerava as jogadas.
O jogo foi um tu cá, tu lá de pressão a todo o campo, mas nunca à maluca. Agradável de ver apesar do relvado esburacado que fazia saltitar a bola, atazanando as receções de bola, isso e o lento ritmo dos passes em ambas as equipas impediu que a partida engordasse em qualidade. Mais pressionado e menos móvel do que o caçula com quem dividia meio-campo, a influência de Kökçü no passe foi parca - e quase castigadora. Aos 41’, rodopiando sobre ele próprio ao receber a bola de Trubin, passou-a sem olhar para António Silva e Mujica, intercetando a tentativa, rematou para o guarda-redes ucraniano salvar o Benfica e a recarga de Cristo sair depois para lá da barra.
Antes, com 22’, os frutos da pressão sem medos logo à saída de bola forçou um Otamendi a tentar um passe longo para fugir ao cerco: o que lhe saiu do pé foi mais um remate ao corpo de Sylla, que deixou a sobra em Mujica, cujo pontapé em arco rasou o poste direito. Criteriosa e valente a construir da própria área, a equipa do Arouca vivia com a calma do capitão David Simão a filtrar os primeiros passes, mas sem, sem a bola, a vida não era descansada.
Mesmo incomodado no primórdio das jogadas, a perder mais vezes a bola do que o costume, os jogadores do Benfica tiveram desde cedo os olhos postos no posicionamento da linha defensiva do Arouca. Sempre tão subidos, tão decididos em ‘encurtar o campo’ jogável para o adversário, os seus centrais condenavam-se a verem explorado o muito espaço que ia deles até à baliza. Avançado para combinar e tocar, Arthur Cabral atacou essa tal profundidade um par de vezes, uma delas servido por João Neves para ir servir um Rafa em fora de jogo; pouco depois, Aursnes isolaria de novo o português para outro golo anulado.
Matreiros, os encarnados foram percebendo que a insistência do Arouca em defender longe da sua área seria melhor aproveitada sem pressa. Mastigando um pouco mais as jogadas, com João Mário em relva mais centro do campo e Aursnes a desmarcar-se também por dentro, para arrastar atenções e deixar vias de passe livre para Di María ter tempo e espaço com bola. Tivesse o argentino ambas e a cabeça erguida para a baliza, Rafa era uma fonte de diagonais apontadas às costas dos defesas. Aos 39’ e à terceira vez, lá foi ele atrás de uma bola picada pelo canhoto fino como esparguete para marcar o primeiro golos.
O castigo não tardou em duplicar, ainda a segunda parte se espreguiçava e a fórmula quase se repetia. De novo o Benfica magicou pela direita para libertar Di María à beira da área, Rafa logo atacar a pradaria por trás dos defesas e servir Kökçü para o segundo golo (49’). Com tanto relvado vago e à mercê, a escolha do jogador a atacar aquele espaço era óbvia.
E sem ser um total marasmo, o jogo atravancou-se um pouco a partir daí. O Benfica abdicou de pressionar tão alto, recuou as linhas e o Arouca alargou o seu tempo com bola ao invés de ter de se preocupar tanto em juntar o bloco para tentar recuperá-la no campo adversário. Mas a linha defensiva muito se continuou a fixar na divisória a meio do campo, sempre subida, sempre corajosa, enquanto a equipa só num remate de Morlaye Sylla (56’), à entrada da área, ameaçaria a baliza de Trubin. Sem capacidade para incomodar a organização sem bola do Benfica, com muito de Cristo e pouca uva extraída das suas ações, os anfitriões nunca deixaram de se colocar a jeito.
Mesmo mais pachorrenta, já sem necessidade de acelerar a sua vida em qualquer ataque, o Benfica ainda avistava a imensidão de relva livre entre De Arruabarrena e os defesas. Só o estado decadente da relva atraiçoou Rafa com um ressalto mesmo antes de rematar (62’) apenas com o guarda-redes à frente e um corte, nas últimas, de Tiago Esgaio desviou o remate de João Mário (69’) no final de uma jogada de pequenos toques de primeira entre João Neves, Rafa e Arthur Cabral. Antes da última machadada, o génio cada vez mais deambulante e parcimónio em corridas de Di María tentou um golo do meio-campo.
O terceiro golo (85’) acabaria a provar como o Benfica, lenta mas, pelos vistos, já seguramente, vai sendo apresentado a alguma frescura que lhe escasseou ao longo da primeira metade da época. Acelerando pela esquerda, Kökçü esperou para o gigante Morato, a habituar-se a ser lateral, aparecer a correr por dentro - o turco pediu uma tabela, foi à linha de fundo cruzar a bola e esforço foi compensado pelo pé que Petar Musa esgueirou na frente do defesa, antecipando-se com o calcanhar.
Sem encantar ou maravilhar, o Benfica primou pela eficácia em explorar uma debilidade auto-provocada pelo Arouca e soltar a chita que tem guardada. Soube esperar pelos momentos certos para soltar Rafa nas costas dos defesas e recolher os frutos de lhe pedir, uma e outra vez, para que corresse. E ele correu, rápido como de costume."

Mais uma vitória rumo ao 39!


"Arouca 0 - 3 Benfica

Não foi o futebol que se praticou na primeira parte no relvado que amainou o frio que se viveu nas bancadas.
Rafa a marcar e o bandeirinha a apagar - muitas, muitas dúvidas no primeiro golo anulado. Por fim, à terceira foi de vez: 0-1!
De resto, vimos o Benfica a dominar, mas com muitas decisões erradas e passes falhados. E vimos mais uma grande defesa do Trubin. E confirmámos - se é que era necessário - a necessidade urgente de contratar um defesa esquerdo que saiba atacar.
Venha a segunda parte. E abre logo com mais um golo que o outro bandeirinha queria anular também. Com dois a zero vamos ver isto mais descansados - e cada vez com mais frio nas bancadas.
Um relvado miserável para a Liga pensar no que anda a fazer. Assim é difícil jogar bom futebol.
Musa entra e marca. É atualmente o nosso melhor ponta de lança, mas parece que as coisas lhe correm melhor quando sai do banco. Assim seja.
Ponto final: 3-0!
E O BENFICA GANHOU!!!"

Vinte e Um - Como eu vi - Arouca...

A Verdade do Tadeia - Flash - Benfica...

Terceiro Anel: Arouca...

El Mítico - Arouca...

BI: Arouca...

5 minutos: Arouca...

Quezada: João Vítor...

Zero: Mercado - David Carmo, André Gomes, Ronald Araújo

Zero: Mercado - Tiago Djaló, Gonçalo Borges, Rollheiser

6, excerto...

Hora, excerto...

BTV: pós-jogo, excerto...

RTP, excerto...

Hora, excerto...