Últimas indefectivações
terça-feira, 18 de abril de 2023
segunda-feira, 17 de abril de 2023
Até à próxima
"«Quando há muitos anos, comecei a escrever para os jornais, um velho e sábio jornalista disse-me: ESCREVE SEMPRE A TUA PRÓXIMA CRÓNICA COMO SE FOSSE A ÚLTIMA.»
A frase não é minha, por isso é que está entre comas, mas sim de Dinis Machado, também ele um velho e sábio jornalista (e escritor), que publicou várias crónicas sobre futebol em jornais e revistas portuguesas ao longo dos anos 70, 80 e 90 — textos esses posteriormente reunidos no livro A Liberdade do Drible, de 2015.
Esta, intitulada «Até à Próxima», foi escrita a 1 de Dezembro de 1988, no jornal no Tal & Qual, ainda o Tal & Qual era um jornal e eu um miúdo de oito anos a dar os primeiros toques na bola e no abecedário. Após esta frase, escrita assim mesmo, a letras garrafais, enumera uma série de razões que justificam esta atitude perante a crónica, entre elas «pode dar-te um vazio na cabeça», «podem roubar-te a esferográfica», «o teu maior inimigo pode não te dar tempo a que faças outra» ou «o amanhã é precário».
Não sou saudosista, creio já ter dito e repito, mas sempre que leio e releio e estes textos, não deixo de ficar fascinado.
Os títulos — «Evocação das Colecções de Cromos», «A Infância e o Futebol», «O Sonho do Velho Treinador», «Guarda-Redes - o Lugar e o Risco» ou «Breviário Felliniano» eram, desde logo, um manifesto de intenções, uma espécie de linha vermelha para todos aqueles cujo futebol não vai para além do resultado e das cores do clube. Ali as regras eram outras, quem mandava era o cronista e não o jogo, alguém capaz de «desperdiçar» uma crónica d’ A Bola a dissertar sobre o cinema de Fellini, como aconteceu a 14 de Julho de 1995. A dada altura, porventura sentindo-se um pouco culpado, afirma que «um dos prazeres, aqui, nesta coluna, são as várias deslocações do tema».
Desconheço se tinha muitos ou poucos leitores, nem haveria, por aqueles dias, uma forma eficaz de medir o real alcance dos textos, tenho, apesar de tudo, a certeza de que eram vitais à saúde do jornalismo. A falta de espontaneidade, de improviso, de rasgo e de génio que a maioria de nós, mais ou menos fanáticos, com maior ou menor cultura desportiva, reconhece existir no futebol moderno, é a mesma de que, salvo raras e honrosas excepções, padece o jornalismo — desportivo ou não. Que os responsáveis de um site especializado tenham tido a ousadia de deixar um cronista escrever sobre os jogos de futebol entre amigos, com várias e flagrantes deslocações do tema, é um feito e um privilégio.
Esta será a última crónica. Chega quando estou no estaleiro há três semanas, com uma infecção respiratória que me tolheu os pulmões e as pernas levando-me, inclusive, a questionar se alguma vez voltarei a entrar em campo (oh dramatismo, é claro que voltarei). Não pensem, contudo, que a direção se aproveitou do meu estado para arrumar a casa, nada disso. Foi uma decisão pré-programada, saber sair a jogar e soltar a bola a tempo, no campo como na escrita.
Ao contrário de Dinis Machado, nunca escrevi nenhum destes textos como se fosse o último, mas sempre como se fosse a primeiro. Vai dar ao mesmo, porventura. 15 crónicas sempre com o esférico rente à relva, de cabeça levantada, procurando defender até à exaustão aquela velha e ultrapassada ideia de que os melhores jogadores, tal como os melhores leitores e jornalistas, são aqueles que conseguem ver o campo todo e rematar para lá do seu umbigo."
A saga dos Anjos de Caras Sujas
"Maschio, Angelillo e Sivori foram caçados pelos clubes italianos depois da vitória na Copa América de 1957 - eram os Carasucias
Michael Curtiz nasceu em Budapeste com o nome de Manó Kertész Kaminer. Um tipo inquieto, pode dizer-se. Contava histórias sobre si próprio que nunca foram confirmadas pela realidade dos factos. Que tinha fugido de casa ainda garoto, por exemplo, para se juntar a um circo e tentar a carreira de trapezista. Ou que tinha feito parte da equipa de esgrima da Hungria que disputara os Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo. Pequenas mentiras com que entretinha os amigos e compunha um currículo um pouco mais excitante do que aquele que possuía, embora o simples facto de ter combatido na I Grande Guerra como soldado de artilharia do exército austro-húngaro já chegasse e sobrasse para poder puxar dos galões. Apaixonado pelo cinema, tornou-se um realizador de renome em Viena até que Jack Warner o contratou para os seus estúdios em Hollywood onde assinou mais de trinta películas, a mais marcante das quais Casablanca, em 1942, com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Só Casablanca teria bastado para o deixar para sempre amarrado à gloriosa história do cinema mas Curtiz, que por pirraça, assinava com os mais variados nomes que conseguia compor com as letras do nome original - Michael Courtice, Michael Kertesz, Mihaly Kertesz, Michael Kertész, Mihály Kertész, Kertész Mihály e etc. - também tenha realizado Angels With Dirty Faces, em 1938, com James Cagney e Humphrey Bogart, a história de dois miúdos nascidos no mesmo bairro violento de Nova Iorque, com um a seguir a vida de padre e o outro a transformar-se num gangster sem escrúpulos.
Durante vários anos, Angels With Dirty Faces caiu no esquecimento até que, por causa do Campeonato Sul Americano de 1957, cinco jovens que formavam a linha avançada da Argentina, Corbatta, Maschio, Angelillo, Sívori y Cruz (com Sanfillipo a cumprir também o seu papel), fizeram com que um jornalista cujo nome a história não guardou, resolvesse recordar-se de Michael Curtiz e chamar ao grupo Los Carasucias. Inequivocamente tratavam-se de miúdos com um descaramento divino. E trataram abaixo de cão todos os adversários que lhes passaram pela frente, a começar pela Colômbia (8-2), seguindo-se o Equador (3-0), o Uruguai (4-0), o Chile (6-2) e o Brasil que viria a ser campeão do mundo um ano mais tarde (3-0). O nome pegou. E mal o torneio chegou ao fim, os clubes italianos, que nadavam em dinheiro, lançaram-se literalmente à caça de reforços entre eles. Maschio seguiu para Bolonha. Angelillo foi contratado pelo Inter. Sivori ganhou aura de grande estrela da Juventus. Os três levaram consigo para o calcio a alcunha inconfundível: Gli Angeli Della Faccia Sporca.
Na Argentina, onde tinham ganho o cognome com carinho, passaram a ser carasucias no mau sentido pois desistiram também de jogar pela seleção do seu país para se naturalizarem italianos e vestirem a maglia azzurra. Por seu lado, o público italiano devotava uma adoração completa aos seus argentinos já que muitos outros se seguiram a Maschio, Angelillo e Sivori. Uma capa espampanante da revista Calcio Ilustrato juntou Omar Sivori com Antonio Valentin Angelillo. E berrou na manchete: «Artisti e calciatori - il gioco degli argentini scattena le multitudine!» Mas a vida não correu bem a todos, sobretudo a Angelillo que teve o desplante de cometer um crime de coração e apaixonar-se por uma loira calipígia de nome de batismo Atillia Tirone e Ilya Lopez de apelido de palco.
Atillia era uma daquelas italianas à Sophia Loren, capaz de tirar o fôlego a qualquer romântico profissional como era o caso de Angelillo. Passaram a ser inevitáveis e indivisíveis. Onde estava um estava o outro e onde estava o outro estava o um. Quem não gostou da paixão shakespeariana foi um trombalazana chamado Helenio Herrera, também argentino, um fanático do cattenacio, treinador do Inter que deu ordens para que dois ou três esbirros lhe fizessem relatórios sobre a vida amorosa do Anjo da Cara Suja. Acusou-o de passar demasiadas noites nos cabarés nos quais Ilya Lopez atuava e, dono de um insuportável mau feitio, também embirrou com a pinta de ator de Hollywood de Antonio a quem alguns adeptos tinham passado a chamar de Cary Grant n.º 9. Herrera era o homem de mão de Angelo Moratti, magnata do petróleo, e fazia tudo o que queria e lhe apetecia no clube. Tratou de despachar Angelillo desfazendo a personalidade do rapaz numa imprensa que também dominava com mestria. O destino marcou-lhe o caminho da Roma e, em seguida, do Milan. Os 81 golos que marcara nos três anos em que vestiu a camisola azul e preta não serviram para alterar a ideia de Herrera. Não tinha simpatia por jogadores com pinta de estrelas de cinema. Mesmo que tivessem a alcunha de Cara Suja."
Goleada...
Cada vez mais perto do título, com mais uma goleada, contra a 3.ª classificada do Campeonato...
Admito que estas 'invenções' tácticas que esta equipa faz recorrentemente, chateia-me! Só a diferença brutal com as adversárias, permite vencer com tanta facilidade, com tantas adaptações!!!
Derrota, no jogo 1...
Fonte do Bastardo 3 - 2 Benfica
22-25, 18-25, 25-21, 25-21, 15-12
Com esta paragem longa, entre a Meia-Final e esta Final temia que a equipa perdesse ritmo, mas o problema pareceu-me ser algum cansaço nos últimos Set's, com destaque para a receção, com o Japa a 'destacar-se' nos erros!
Vamos ter 3 jogos na Luz, para nos sagrar Campeões (resolvê-los em 3 Set's de preferência!), mas temos que parar o Oposto da Fonte, que é mais que metade do perigo!!!
Avalanche...!!!
Benfica 14 - 3 Murches
Resultado pouco habitual nos dias de hoje, num bom jogo nosso, onde o adversário não conseguiu acompanhar o nosso ritmo...
Jogo de Hóquei?!!!
O que dizer: mais um palhaço ladrão no apito, e mais uma equipa que tem 'brancas' inacreditáveis na defesa!!! Hoje, o jogo até estava equilibrado, mas bastou sofreu o 1.º golo (em mais um penalty inacreditável...) para a equipa se desorientar...
No 2.º tempo, conseguimos empatar (3-3), com 15 minutos para jogar, mas imediatamente a seguir perdemos totalmente a cabeça...!!!
Vamos ter um final de temporada aflito, a lutar pela manutenção...
Nota ainda para o regresso do Martim Neto, após lesão grave.
Juvenis - 12.ª jornada - Fase Final
Mais uma vitória, na caminhada...
Cuidado com a ilusão da classificação, já que o Sporting tem um jogo a menos, e ainda temos que ir a Alcochete!
Diria que neste momento, nos 3 escalões, estamos na luta pelos títulos em todos, sendo que os Iniciados estão muito bem colocados; os Juvenis também, até porque faltam menos jornadas; e os Juniores, são os que estão na situação mais complicada, apesar de ainda dependerem somente dos nossos resultados!
Injusto
"Merecíamos outro resultado na deslocação a Chaves, mas continuamos a depender de nós próprios. Este e outros temas hoje, na News Benfica.
1
Nos últimos dias assistimos a declarações públicas com o objetivo claro de pressionar a arbitragem e, especificamente, condicionar a atuação do VAR.
No último minuto do tempo de compensação, um penálti sobre Otamendi é ignorado pelo VAR. O tempo de paragem da partida torna ainda mais incompreensível a ausência de alerta e ação por parte de quem teve acesso a todos os ângulos do lance.
2
Na opinião de Roger Schmidt, a análise à derrota em Chaves, por 1-0, "é muito simples": "Não marcámos. Tivemos várias oportunidades, mas o guarda-redes fez boas defesas."
O nosso treinador enaltece o empenho dos jogadores e aponta baterias para os próximos desafios: "A equipa esforçou-se muito e tentou tudo até ao último segundo. Já não estávamos satisfeitos com o empate, e depois perdemos. Vamos reagir já no próximo jogo. Continuamos a ser a única equipa que tem tudo nas suas mãos. Tivemos uma boa reação no balneário e estamos juntos. Temos de manter-nos unidos, e é isso que vai acontecer."
Veja a conferência de Imprensa de Roger Schmidt, aqui.
3
Gonçalo Guedes lamenta o resultado e recentra o foco do plantel: "Entrámos para ganhar os três pontos, fizemos tudo o que era possível para vencer, não conseguimos. Saímos daqui tristes porque queríamos ganhar. Estamos em primeiro, queremos continuar em primeiro, ganhar o Campeonato, isso é o mais importante."
4
Na vertente feminina do futebol jogamos em Braga, às 15h00. Filipa Patão garante que "a equipa está motivada para acabar esta época da melhor forma, e isso significa ganhar o Campeonato e a Taça de Portugal, os objetivos que nos faltam". "Mas o foco é jogo a jogo", afirma.
5
Começa, às 17h00 (horário local) nos Açores, a final do Campeonato de voleibol. Frente à Fonte do Bastardo, a nossa equipa tenta o inédito tetra. Marcel Matz fez a antevisão: "Vencermos fora será muito importante, mas não é determinante. Se vencermos os três em casa, conseguimos o título, mas claro que uma vitória inicial no reduto da Fonte do Bastardo coloca uma pressão muito grande na equipa adversária."
6
A nossa equipa feminina de andebol tem hoje a oportunidade de conquistar mais um troféu, a Taça FAP. Ontem, nas meias-finais, bateu o Alavarium, por 37-23. A final é com o Madeira SAD, às 17h00, na Maia.
E estamos na final four da WSE Champions League Women de hóquei em patins. Ontem ganhámos ao Valdagno, na Luz, selando o apuramento.
7
Confira os restantes resultados e a agenda para este domingo no Site Oficial."
O que se passa com Henrique Araújo?
"Constantemente visto como uma das maiores promessas do SL Benfica em toda a sua formação, era até apontado à titularidade acima de Gonçalo Ramos, no início da época, aquando a saída de Darwin.
Mas, a verdade é que mesmo depois de começar a temporada na primeira equipa dos encarnados, os poucos minutos de jogo que lhe foram dados por Roger Schmidt, levaram a que um empréstimo ao Watford FC fosse a melhor solução para o madeirense e para o seu processo de evolução.
No entanto, o empréstimo não está a correr de feição e Henrique soma apenas 315 minutos em Inglaterra, não tendo apontado nenhum golo, portanto, o que é que se passa com o jovem português?
Henrique tornou-se o melhor marcador de sempre da Equipa B das águias ainda há uns meses. Feito esse, que aconteceu numa altura onde permutava regularmente entre a primeira e a segunda equipa na busca por mais minutos e ritmo de jogo, visto que o avançado já há algum tempo se encontrava num patamar superior à segunda Liga.
Antes disso, na temporada passada, Henrique já havia marcado três golos na equipa principal nas seis vezes que foi chamado a jogo, onde mostrou sempre grande disponibilidade e qualidade no processo ofensivo da equipa encarnada.
Já na Youth League, competição conquistada pela formação encarnada, Henrique Araújo também teve um papel bastante preponderante onde apontou um hat-trick na final da prova, sendo a estrela da equipa, como era tantas vezes ao longo da sua formação.
Dito isto, é estranho pensar no facto de que, agora que tem mais hipóteses de se mostrar e provar a sua qualidade, o jovem ponta de lança tem vindo a desiludir e a não conseguir encontrar a sua melhor forma.
Henrique tem apenas 21 anos e certamente que um empréstimo, até ao momento falhado, não ditará a sua carreira, basta olhar para o caso de Florentino, por exemplo.
Florentino, também ele vindo da formação, já depois de ter feito uma boa primeira época pela equipa principal, foi emprestado por duas vezes sem sucesso aparente, acabou por regressar ao Benfica e se afirmar como um titular indiscutível, sendo um dos jogadores mais importantes da equipa neste momento.
Por isso, mesmo que até ao fim do empréstimo o madeirense não se consiga destacar, não se deve de forma alguma questionar a sua qualidade ou o seu futuro no Benfica.
Henrique Araújo é um avançado talentoso, com grande instinto goleador e irreverência no que toca à finalização. Aos 21 anos apresenta ainda uma margem de progressão enorme.
Portanto, com a iminente saída de Gonçalo Ramos na próxima temporada, o Benfica tem em Henrique Araújo uma solução direta, sem qualquer tipo de custos ou despesas desnecessárias.
Henrique representa o futuro do SL Benfica."
Denunciar...
"É dever cívico de todos os benfiquistas partilharem o que se está a passar e denunciarem o que estão a cozinhar nos bastidores do futebol português.
Primeiro tentaram a estratégia dos casos reciclados e da difamação através da imprensa, mas como não resultou, passaram ao plano B, que já todos conhecemos tão bem. São mais de 40 anos a fazerem o mesmo.
O resultado está neste vídeo."
Erro grave!
"O FC Porto, sem jogar a ponta de um corno no Dragão contra o último classificado, ganhou 2-1 com dois penáltis sacados no espaço de 7 minutos. O golo da vitória só foi conseguido depois dos 80, e ainda tremeram nos descontos, acabando o jogo a sofrer e agarrados às cordas.
Momentos antes, o Benfica perde o jogo num penálti claro aos 94 minutos transformado numa falta ofensiva que dá golo do Chaves no contra-ataque.
O mesmo Chaves perde com o FC Porto num jogo em que um jogador seu sofre pisão no calcanhar e ele é que leva amarelo e minutos depois é expulso por indicação do VAR. Nem é ele (Jô) que derruba o Otávio, mas o cheiro a cloro estava tão apetecível que o portista teve de mergulhar.
Dois amarelos mal dados no espaço de minutos: um numa falta que sofre, outro numa que não comete. E assim o FC Porto fica em superioridade numérica e ganha o jogo à rasca a jogar contra 9 (Chaves ainda viu mais um expulso). Namaso, que deveria ter sido expulso, sorriu.
Algum adepto deles fala que não jogam nada? Nenhum. Tudo caladinho. Só gozam connosco porque sabem o que se está a passar. “Até maio ainda muita coisa vai acontecer” (Pinto da Costa). E os nossos, em vez de se unirem e batalharem, ainda chamam palhaços a quem denuncia isto e defende o Benfica.
Pois bem, somos palhaços. Se ser palhaço é defender o Benfica, então somos todos palhaços com muito orgulho. Que vão para o estádio assobiar a equipa, gravar tiktoks e postar stories no Instagram se isso vos faz mais benfiquistas que nós, mas só quando o Benfica apresentar bom futebol. Aparentemente isso é que é o novo benfiquismo puro. Quando perdermos, a deixa é criticar tudo e todos, menos os árbitros - ainda para mais condicionados pelo FC Porto, como e viu durante toda a semana! -, que não têm culpa nenhuma, coitadinhos!
Não são apenas certos jogadores que têm demonstrado atitudes incompreensíveis. São também muitos adeptos, espelhando fora de campo uma hipocrisia brutal. “Joguem à bola!" Quanta legitimidade para quem se está a borrifar e só apoia nas vitórias. Menos ataques aos nossos, mais união e garra pelo Benfica.
Ganhar as restantes finais que faltam. Seguimos líderes com 4 pontos de avanço. Nada estava ganho e nada está perdido. Benfica acima de tudo, seja nos bons ou maus momentos.
Ontem, hoje e sempre. Rumo ao 38."
Assim se deturpa um campeonato
"É incompreensível o VAR não marcar penalti no lance do Otamendi, para além do segundo cartão amarelo que ficou por mostrar ao João Pedro.
A pressão exercida durante a semana, a fazer lembrar os tempos áureos do Apito Dourado, deu os seus frutos. Nenhuma instância federativa ou da Liga se manifestou até ao momento."
Consequência...
"Não serve de desculpa, mas a pressão que foi exercida sobre a arbitragem durante toda a semana teve os seus resultados.
Penalti por marcar sobre Otamendi aos 90+3'.
O VAR tem OBRIGAÇÃO de marcar.
Parabéns aos adeptos que lotaram o estádio do Chaves. Apoiaram e cantaram pelo Benfica o jogo todo. Seja onde for, dizem PRESENTE."
"Joguem à bola"!
"Pedro Henriques diz peremptoriamente que é penálti a favor do Benfica na falta que origina o golo do Chaves.
VAR da Sport TV diz que é penálti claríssimo a favor do Benfica e expulsão do jogador do Chaves.
Mas os benfiquistas do “joguem à bola” acham que um lance de penálti aos 94 minutos transformado em falta ofensiva (dando origem ao golo do Chages) não teve qualquer influência no resultado final.
Temos o que merecemos.
Enquanto uns andam a semana toda a condicionar e a ameaçar os árbitros que vão apitar os jogos do Benfica, os benfiquistas andam a varrer para debaixo do tapete os roubos e ajudam à festa dos andrades. Como não estamos a jogar bem, temos adeptos que consideram normal sermos roubados. Três anos disto não chegaram para abrirem os olhos.
O Benfica é o único clube do mundo que pode ser roubado à vontade quando não joga bem porque os adeptos acham que existe uma lei especial que define que o Benfica só tem direito a penáltis se apresentar futebol espetáculo e golear.
Os benfiquistas acham genuinamente isto e não aprendem. Nunca aprenderão. Os maiores inimigos do Benfica são os próprios adeptos!
Entretanto, o FC Porto teve 2 penáltis a favor no espaço de 7 minutos.
Pinto da Costa: «Até maio ainda muita coisa vai acontecer».
Vítor Baía pressiona arbitragem: «Que não se repitam erros que influenciam resultados».
Sérgio Conceição: «Não pode haver dois pesos e duas medidas».
Está feito. São 4 décadas disto e os benfiquistas continuam a ser comidos de cebolada.
Parabéns ao FC Porto. Conseguiram o que queriam: dividir os benfiquistas e condicionar as arbitragens. Xeque-mate!
A seita do "joguem à bola e não falem de arbitragens!" - um novo tipo de benfiquismo, aparentemente - é que se delicia com isto. Há meses que andavam escondidos na cave e finalmente têm oportunidade para debitar toda a verborreia que armazenaram ao longo da época enquanto tudo estava bem.
Carreguem! O espaço de comentários é vosso!"
domingo, 16 de abril de 2023
Continua atual
"O mundo divide-se entre otimistas e pessimistas. Na realidade, também existem aqueles para quem tudo é indiferente, mas isso estraga-me o raciocínio logo no primeiro parágrafo e vou deixar esses no banco.
Repito, o mundo divide-se entre otimistas e pessimistas.
Entre aqueles que acham que depois da tempestade vem a bonança e aqueles que acreditam piamente na lei de Murphy.
Entre aqueles que partiram uma perna, mas ao menos têm a outra e os dois bracinhos, e aqueles que pensam que só com uma perna e sem bracinhos não se consegue subir as escadas.
Entre aqueles que pensam que há coisas bem piores na vida do que o momento atual e aqueles que só pensam no fim trágico.
Entre aqueles que acreditam que o futuro será melhor — apesar de gastarmos uma ou mais vidas — e aqueles para quem esta já é um esforço.
Entre aqueles que sentem que todos os momentos fazem parte do nosso crescimento e aqueles que só recordam os dias maus.
O mundo divide-se entre otimistas e pessimistas.
Mas e a realidade fica onde? O que é o momento quando a bola insiste em não passar a linha? Qual o peso do passado quando o futuro já pareceu mais perto?
Quem estuda História sabe que as avaliações e análises com a bola ainda no ar e, sobretudo, antes do apito final valem pouco. É preciso distanciamento. E serenidade, mas isso não rima com amor ao futebol.
Depois dos primeiros berros de dor, angústia e medo — os meus vizinhos dirão que até pareciam urros — tentemos compreender tudo o que se tem passado nos últimos tempos: derrota; derrota; derrota. Isto são os factos. Ideias que parecem igualmente válidas: desgaste mental & físico; erros de abordagem técnica; incompreensão e medo (dentro e fora de campo). Lamentavelmente, não conhecemos o quadro todo para saber o que estará a acontecer realmente, por isso só podemos especular.
Sei bem que todos gostam de adivinhar e de validar teorias sem provas. O amor ao futebol e ao nosso clube também é isto. E isto acontece comigo amiúde e sei bem que não sou o único.
Também acredito que violência verbal ou física serve de pouco. Ou seja, desconfio que insultos a atletas, treinadores ou outros são contraproducentes. Pelo contrário, precisamos de recuperar o “colinho” e de gritar a plenos pulmões: “de muitos, um”. A resposta terá sempre de ser a mesma: união.
Não esperem que união seja o resultado da falta de crítica, pelo contrário a união é a soma de exigência e do desejo.
Sim, é sobre desejo que falamos aqui: queremos ser campeões. Mas só o podemos ser se todos lutarem por isto. Em campo, os jogadores têm de perceber o que significa vestir a nossa camisola. Menos do que concentração, profissionalismo, qualidade e suor é derrota. Nas bancadas, os adeptos têm de perceber que é um privilégio estar ali a representar quem não pode. Menos do que uma garganta rouca é derrota. Longe do estádio, os restantes adeptos têm de perceber que a sua hora chegará, que não faz sentido invejar os outros ou comprar guerras. Menos do que Benficar todos os dias é derrota.
E eis que chego ao fim e não posso fugir mais à dolorosa palavra: derrota. Doeu. Dói sempre, talvez doa mais quando nos pareceu um conceito ausente tanto tempo. Mas, se vivermos para lá do momento e da atualidade, a derrota esteve sempre presente na nossa história. O que sempre nos tornou grandes foi a capacidade de transformá-la em vitórias.
Por mim, e por ti que estás desse lado, tenho a certeza de que jogavamos já amanhã."
Vermelhão: Líderes... apesar de tudo!!!
Incrível a forma como acabámos por perder este jogo, quando tudo parece correr mal, ainda corre pior!!! Penalty descarado não assinalado a favor do Benfica e imediatamente a seguir, o jogador que sofreu o penalty, tem uma receção desastrada, e isola um adversário!!!
Voltámos a não jogar bem, mas fizemos o suficiente para vencer... obviamente que desperdiçar golos, com a baliza praticamente aberta, não ajuda!!! Continuo a defender que a equipa fisicamente não está bem, isso nota-se na pressão 'atrasada' que fazemos, mas também se nota, na falta de 'criatividade' que o Roger aludiu no último terço...
Contra adversários altamente motivados (hoje houve Malão...), com esquemas muito defensivos, temos tido muitas dificuldades em dar a volta, quase sempre com pouca presença na área (o Gonçalo é muitas vezes o único jogador dentro da área...), e com o Roger a não apostar numa dupla de avançados (Musa, Ramos, por exemplo...), insistindo no Rafa, que tem estado muito apagado, fica mais complicado marcar!
Hoje, com o Neres (que eu e muitos outros tínhamos pedido!), os problemas mantiveram-se...
A somar a isto tudo, mais um penalty inacreditável não assinalado... e se o árbitro até pode ter desculpas, o VAR não tem qualquer desculpa, nenhuma! Mas a pressão pública que foi feita esta semana pelos Corruptos, resultou e o cabrão cobarde ladrão do Nobre ficou calado!!!
Mas a 'pressão' não se sentiu somente no penalty! O critério disciplinar durante toda a partida, foi absurdo: 4 amarelos para o Chaves, dois na parte final (nem deviam contar!!!), num jogo onde se fartaram de dar porrada, com entradas de carrinho constantemente, e várias faltas cínicas ('inteligentes' para alguns!), e zonas de perigo a passarem sem qualquer castigo!!!
E já agora, comparem o penalty marcado a favor dos Corruptos, com o empurrão ao João Mário aos 61 minutos!!!
4 pontos, é muito pouco, comparando com os 10 pontos que tínhamos! Mas ainda são 4 pontos, e só nós dependemos de nós!!! É verdade que vamos continuar a ter arbitragens encomendas, e que os 'outros' vão ganhar todos os jogos de uma maneira ou de outra, mas 'só' temos que vencer o Estoril, o Gil, o Portimão, o Santa Clara e o Braga na Luz, para sermos Campeões!!!
Vitória e 2.º lugar...
Benfica 98 - 81 Oliveirense
26-17, 28-15, 24-21, 20-28
Continuamos a jogar bem sem o Ivan...
Com a vitória dos Corruptos, no Alvalixo, vamos muito provavelmente terminar a fase regular em 2.º lugar, o que implica jogar uma potencial Meia-final do Play-off contra os Lagartos, e uma potencial Final contra os Corruptos, com a 'negra' a ser jogada fora... tudo por culpa nossa!
Provavelmente, fatal...
Águas Santas 26 - 26 Benfica
(15-15)
Empate fatal, que obriga agora a vencer os dois jogos (Sporting e Corruptos), para sermos Campeões!
Isto a vencer por 2 golos perto do fim, e em vantagem numérica, e mesmo assim, não conseguimos vencer!
Juniores - 8.ª jornada - Fase Final
Algumas alterações, mas uma goleada confortável... Pareceu-me um 'ensaio' para a jogo de Alcochete, com um meio reforçado!!! Com a vantagem do Famalicão de 3 pontos, não podemos perder pontos com o Sporting...
Iniciados - 9.ª jornada - Fase Final
Pena, não termos conseguido manter a vantagem de 0-2 ao intervalo, após algum desperdício, e o aproveitamento das bolas paradas por parte do adversário...
Temos 5 pontos de vantagem no final da 1.ª volta; hoje, sofremos os dois primeiros golos da Fase Final, e temos de facto a melhor equipa da competição... Temos tudo para sermos Campeões!
Objectivo: ganhar
"Segue-se nova jornada da Liga Portugal e, como não poderia deixar de ser, a ambição de vencer mantém-se. Este é o tema em destaque na News Benfica, mas há muito mais.
1
Para Roger Schmidt, o regresso ao Campeonato (em Chaves, às 18h00) "é um jogo muito importante". O nosso treinador salienta que "faltam sete jogos para acabar o Campeonato, temos sete pontos de vantagem e cada vitória deixa-nos mais perto de sermos campeões".
Focado em somar três pontos em mais uma jornada do Campeonato, Roger Schmidt enaltece o percurso da equipa na prova: "Temos feito uma época fantástica e com muitos pontos ganhos. Os jogadores têm estado muito bem. Vi uma equipa em treino a olhar para a frente, muito motivada. Relembro que jogámos 11 partidas na segunda parte da temporada. Ganhámos 10 jogos, marcámos 27 golos e sofremos dois. Olhando para a segunda metade da época, o que os jogadores têm feito é fantástico."
2
Tem início, amanhã, a final do Campeonato Nacional de voleibol. Em entrevista ao jornal O Benfica, Marcel Matz fez antevisão da fase decisiva da prova, que nos coloca frente a frente com a Fonte do Bastardo. Leia aqui.
3
No andebol feminino, disputamos as meias-finais da Taça FAP ante o Alavarium. O jogo é às 17h30, na Maia. João Alexandre Florêncio afirma que "as nossas expectativas são de ganhar e chegar à final". Caso o consigamos, a partida derradeira é amanhã frente a Madeira SAD ou São Pedro do Sul.
4
Outros jogos agendados para hoje: às 13h00, na Luz, 2.ª mão dos quartos de final da WSE Women Champions League frente ao Valdagno; às 15h00, embate de andebol no reduto do Águas Santas; os Sub-19 recebem o Alverca, às 16h00, no Benfica Campus; às 16h30, receção à Oliveirense em basquetebol; às 20h00, a nossa equipa feminina de futsal tem a difícil deslocação ao Nun'Álvares; às 21h30, em Esgueira, joga-se o primeiro encontro das meias-finais do Campeonato de basquetebol feminino.
Nesta manhã, os Sub-15 visitaram o FC Porto e empataram 2-2. Com este resultado, a nossa equipa terminou a 1.ª volta da fase de apuramento de campeão na liderança com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado.
5
José Jardim é uma figura incontornável do Benfica, o Senhor Voleibol, como muitos o apelidam. A edição desta semana do jornal O Benfica relembra o seu notável percurso no Clube, em discurso direto sobre as carreiras de jogador, treinador e dirigente, que pode ler no Site Oficial.
6
Pedro Pichardo foi homenageado pelo Comité Olímpico de Portugal. Saiba mais, aqui.
7
Conheça a Casa do Benfica Murtosa através desta reportagem da BTV."
Foram beneficiados em mais de 14 jogos, mas continuam a agir como vítimas e a pressionar as arbitragens como se nada fosse
"Deve ser verdadeiramente frustrante constatar que apesar de terem usado e abusado de todos os estratagemas sujos dentro e fora de campo, tal não chegou para conseguirem o 1º lugar. Como não tiveram sucesso e não existem mais casos para difamarem o Benfica - ou alguém duvida de quem esteve por detrás de tudo o que se passou? -, resolveram perder a pouca vergonha que lhes restava e meteram a carne toda no assador sem qualquer pudor.
É sempre isto. Sempre. Quando não conseguem a liderança por mérito, lá aparecem os dirigentes a condicionar os árbitros e a claque trata de fazer o resto. Se os enfrentam, ameaçam que os vão “foder” e mandam-nos para a jarra, como fizeram ao Vítor Ferreira durante mais de um mês.
O FC Porto insiste nas mesmas táticas abjetas. Se estivessem em primeiro, estaria tudo lindo e maravilhoso e os pássaros cantavam. Perfeito, mesmo, era o Benfica ter beneficiado de 2 penáltis durante toda a época (de preferência marcados já depois dos 90’ ou com o campeonato perdido) e o FC Porto ter usufruído de 30 em duas épocas, como recentemente aconteceu. Aí até o sol raiava!
Nojento o estado do futebol português. Presidente da Liga calado, Presidente da Federação calado, Conselho de Arbitragem calado, Conselho de Disciplina calado e APAF calada. Tudo borrado até ao pescoço e ninguém faz nada.
Nada!
É ameaças e condicionamento dos seus dirigentes (“vou-te foder!”) em direto e ao vivo para todos verem, é do treinador, é dos Super Dragões, é dos cartilheiros, é dos paineleiros, é dos jornais e canais a mando do clube, é dos jornalistas que servem como caneta de aluguer para debitarem fake news e difamarem a bel-prazer o Benfica. É todo um amontoado de merda vindo da Torre das Antas que até um cego, surdo, mudo e sem nariz conseguiria detetar a “300km de distância”.
Mas ninguém faz nada. Ninguém. Rui Santos teve a coragem de chamar os bois pelos nomes e no dia a seguir até a morada detalhada do local de trabalho da sua esposa colocaram no Porto Canal.
E é isto. Não se passa nada. Tudo isto é normal. Tudo isto é FC Porto. Tudo isto é Liga Portugal."
Revoltante...
"Verdadeiramente inacreditável, inadmissível, revoltante, inaceitável. Ninguém, absolutamente ninguém denunciou o facto do VAR do Benfica-Inter ser um senhor NEERLANDÊS. País que estava em confronto directo connosco para as vagas nas competições Europeias de 2024/2025. O senhor NEERLANDÊS que chama o árbitro para marcar um penalti que vai contra todas as indicações passadas aos árbitros, uma vez que a bola ressalta da cabeça para o braço. O senhor NEERLANDÊS que decidiu não chamar o árbitro quando viu o Gonçalo Ramos ser agarrado e pontapeado dentro da área.
Sport Lisboa e Benfica, Federação Portuguesa de Futebol, Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Comunicação Social Portuguesa TODA, ninguém denunciou esta nomeação verdadeiramente vergonhosa e inaceitável. O Benfica perdeu, está tudo satisfeito e não há nada a questionar ou investigar.
O nosso desencanto é grande, a vontade de deixar isto tudo de vez é muita. Não somos nós, que temos os nossos compromissos profissionais, familiares e pessoais, que temos obrigação de andar sempre a denunciar a merda toda que se passa no futebol Português, e desta vez a ultrapassar fronteiras.
Não façam nada, não digam nada. O futebol Neerlandês agradece. E não se esqueçam de centralizar os direitos televisivos segundo critérios onde nem sequer aparece o share de cada clube. Metam critérios de classificações e afins que o futebol Português tratará muito bem de enrabar o Benfica à força toda, como tem feito nos últimos largos anos."
𝗕𝗲𝗻𝗳𝗶𝗰𝗮 𝗲𝗹𝗲𝘃𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗻𝗼 𝗿𝗮𝗻𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗮 𝗨𝗘𝗙𝗔
"Sérgio Conceição afirmou que o FC Porto tem feito a sua parte no que diz respeito ao ranking da UEFA, um facto inquestionável. No entanto, é importante reconhecer que o Benfica também tem obtido resultados extremamente significativos, tendo inclusivamente ultrapassado o FC Porto no ranking nacional das últimas 5 épocas.
Na época passada e na atual, o Benfica alcançou consecutivamente os quartos de final da principal prova de clubes, o que demonstra a sua competência e trabalho árduo. Este ano, a equipa liderada por Roger Schmidt já soma 28,000 pontos no ranking da época, sendo mesmo a melhor equipa europeia nesse particular até à data. É um testemunho do mérito do Benfica em elevar o nome de Portugal além-fronteiras.
Portanto, é hora de reconhecer e destacar o desempenho impressionante do Benfica no cenário europeu e a sua contribuição significativa para a melhoria do ranking da UEFA."
sábado, 15 de abril de 2023
Caímos no ranking, e agora? Esqueçam a centralização dos direitos televisivos
"Portugal perdeu o sexto lugar do ranking UEFA para os Países Baixos. Objetivamente, essa queda diz-nos que em 2024/2025 vamos ter apenas um clube apurado diretamente para a Liga dos Campeões e um segundo a ter de desbravar caminho pela sinuosidade das fases de apuramento; outros três passarão a jogar na Liga Europa e na Liga Conferência. O momento é negativo e, qual impulso irracional, apregoam-se "pensos rápidos" para tapar a ferida.
Uma dessas fórmulas mágicas - a mais debatida e defendida - é a da centralização dos direitos televisivos. Mais dinheiro para os clubes médios/pequenos vai gerar maior competitividade interna, logo maior qualidade futebolística e... problema resolvido. É esta, em traços gerais, a doutrina vigente junto dos grupos que defendem este caminho para o futuro do futebol nacional. Não negando a boa intenção, não acredito nesta "fórmula mágica".
Há exemplos de mercados "semelhantes" que nos devem servir de alerta; países onde a centralização dos direitos televisivos "encurtou" distâncias a nível interno, mas que atirou para o campo da irrelevância internacional os seus principais clubes. Na Turquia, Galatasaray, Besiktas e Fenerbahçe "desapareceram" da elite europeia; na Polónia, Legia de Varsóvia ou Lech Poznan não têm qualquer expressão além-fronteiras; na Bélgica, Anderlecht e Club Brugge estão longe de serem relevantes na Liga dos Campeões.
E nos Países Baixos? O campeonato que acabou de ficar com o sexto lugar que era de Portugal também negoceia coletivamente os direitos televisivos e, para lá de todas as qualidades, também tem visto os seus grandes clubes perderem força internacional. À exceção do Ajax em 2018/2019, grandes campanhas na "Champions" são utópicas para clubes como o de Amesterdão, o PSV ou o Feyenoord. Portanto, maior competitividade interna (discutível, ainda assim) mas irrelevância nos principais palcos europeus. É esse o exemplo maior.
O receio que esse efeito aconteça em Portugal é imenso, não o nego. FC Porto e Benfica, sobretudo, são amplamente mais competitivos na Liga dos Campeões do que qualquer um dos "grandes" clubes dos países acima referidos; e é por isso que o nosso campeonato tem sido, em regra, o sexto mais cotado, ora com aproximações ao quinto lugar, ora com quedas para o sétimo. Mas se retirarmos poder aos principais clubes, o caminho dificilmente será melhor.
A minha reticência não se prende exclusivamente à centralização dos direitos que, per si, não é errada. Prende-se com exemplo concretos que demonstram uma realidade diferente daquela que muitos imaginam possa vir a acontecer; e agarra-se a um medo inevitável de quem conhece o modus operandi do futebol português. Mais dinheiro para administrações mal geridas é um desastre à espera de acontecer. Querem exemplos? Vamos a isso.
Académica OAF e Belenenses estão nos campeonatos secundários; Santa Clara, Paços de Ferreira, Marítimo e Estoril-Praia lutam pela manutenção atualmente; Rio Ave e FC Arouca já estiveram na Segunda Liga nos últimos anos e o Vitória SC é um exemplo crónico de má gestão e incapacidade de gerar o potencial existente. O que é que todos estes clubes têm em comum, para além das dificuldades óbvias? Foram os representantes portugueses na Europa fora do "top-4" na última década.
Nove emblemas que chegaram aos palcos - e ao dinheiro - do futebol europeu sem que daí resultasse uma melhor gestão desportiva ou financeira. Seria profundamente ignorante não ter em consideração as idiossincrasias do mundo do futebol em Portugal, um país onde a corrupção anda de mãos dadas com a normalidade, onde o amadorismo nos gabinetes ainda é uma verdade reinante e onde mais dinheiro, por norma, representa uma tentação ainda maior para fazer o mal e não o bem."
Efab⚽lação (24) O direito à habitação segundo a UEFA
"Portugal perdeu um lugar nas provas europeias de clubes e foi despromovido para a terceira linha de importância na Liga dos Campeões - mais um duro golpe no delirante projecto de internacionalização da Liga Portugal. Durante três anos, a ameaça de perder aqueles lugares e descer na hierarquia da UEFA mereceu repetidos alertas na comunicação social, mas nada foi feito para evitar a queda para um alçapão de onde vai ser quase impossível sair.
Dois clubes, Porto e Benfica, mantiveram esforçadamente aquela posição destacada com sucessivas presenças nas fases adiantadas das provas, a que se juntou este ano o Sporting. Mas não chegou.
Ironicamente, esta míngua da fatia do bolo da UEFA que vai ter sérias implicações nas finanças dos nossos grandes clubes, dois deles em permanente estado de falência técnica, surge no melhor ano do século em que, por pouco, não tivemos pela primeira vez três equipas nos oitavos da Champions.
Quando se pensa na solidariedade global subjacente à distribuição mais “justa” dos direitos televisivos a nível nacional, esta hecatombe europeia permite antever o que vai acontecer na Liga Portugal: reduzir o poder dos grandes para disfarçar as fraquezas dos pequenos apenas servirá para desbaratar recursos, diminuir competitividade geral e premiar a indolência.
Os clubes que querem ser ajudados a nível interno nunca mostraram qualquer ambição europeia, por contraste com os seus concorrentes da França, da Itália, da Holanda ou da Bélgica (tal como os da Rússia até ao desvario putinesco), os quais vêm trabalhando para cimentar posições nas competições intermédias e acabaram contemplados com a criação da Liga Conferência, o grande bodo aos pobres que a UEFA concebeu à medida deles, com um impacto tremendo nos rankings, mas que os nossos dirigentes fizeram questão de negligenciar. Por causa do trabalho que exige, como foi exemplo o banho de humildade a que José Mourinho e a Roma se sujeitaram na época anterior.
Dos 20 principais países do ranking europeu, apenas Portugal, Croácia e Grécia não tiveram representantes na fase de grupos, pelo que a participação de Gil Vicente e Vitória de Guimarães, em vez de somar, representou um factor de divisão e perda de significativa percentagem dos pontos que os três grandes conseguiram amealhar na Champions. A isso ainda se juntou a confrangedora participação do Sporting de Braga em duas provas ao seu alcance.
Como na fábula da formiga e da cigarra, a falta de massa crítica da maioria dos nossos clubes para enxergarem um horizonte internacional quando há mais vagas do que nunca nas provas europeias deriva da mesma preguiça funcional que os faz invejar e reclamar das receitas desproporcionadas dos três clubes grandes. É o pensamento transferido do “direito à habitação”, por leitura enviesada das regras constitucionais: se eles têm, nós também temos “direitos”, assim mesmo, caidinhos do céu, como o obscuro “projecto de internacionalização” que preenche a retórica de Pedro Proença sempre que se aproximam eleições na Liga, sem que se lhe conheça uma ideia ou uma ação concreta.
A realidade é brutal: o direito a habitar as provas da UEFA e a receber as suas rendas milionárias conquista-se no terreno de jogo, no trabalho ético, competente e persistente. Para lá chegar, é necessário crescer internamente, desenvolver competências, investir no trabalho, alargar influência desportiva, obter resultados, construir património, aumentar e consolidar audiências. Sem ceder à tentação de saltar etapas e pretender um crescimento artificial através do usucapião dos maiores rendimentos dos clubes grandes que se pretende por via administrativa com abusiva intervenção estatal e que apenas replicará à escala nacional este anunciado empobrecimento, desportivo e financeiro, que ontem se confirmou na Europa: dividir para diminuir."
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