Últimas indefectivações

sexta-feira, 18 de junho de 2021

SL Benfica | 5 retornados úteis para 2021/2022


"Num ano que se espera de requalificação do plantel, importa perceber o momento do SL Benfica e o desgaste financeiro que 2020-21 proporcionou. Em temporada atípica, na qual a grande maioria dos clubes optou por reforçada cautela no momento de ir às compras por força do impacto da pandemia nas suas contas em relação à bilheteira, principalmente, as águias foram em sentido contrário.
98,5 milhões de euros gastos, a janela de transferências mais dispendiosa da história do clube e o sexto lugar no ranking mundial do mesmo índice. Com o fracasso a toda a linha, é momento de voltar ao projeto imposto desde 2016 – foco no Seixal – e voltar a basear o plantel na prata da casa, que na sua maioria se aventurou Europa fora em 2020-21.
Ao todo, foram 16 os emprestados pela equipa principal dos encarnados, que se espalharam por 11 países e que, com raras exceções, viram o seu desenvolvimento comprometido por opções desadequadas na escolha dos destinatários.
É hora de voltar a casa e contribuir para a causa benfiquista, sedenta de uma base identitária que relacione equipa e massa adepta e da qualidade imposta pelo produto nacional, visível nas grandes carreiras das seleções nacionais Sub-21 e “A”.

1. Carlos Vinícius – Dez golos e três assistências enquanto alternativa a Harry Kane, cumprindo na perfeição o papel a que foi proposto. 13 contribuições para golo em 1009 minutos (20 jogos), perfazendo média de 77 minutos entre cada participação em finalização certeira da equipa: só os 45 milhões da cláusula de compra impediram a continuidade de Carlos Vinícius em Londres, para bem do SL Benfica.
Na Luz e com os elementos da frente em claro défice emocional – temporadas complicadas para Darwin, Waldschmidt ou Gonçalo Ramos –, Carlos Vinícius teria impacto e assumiria papel de destaque, regressando onde nunca deveria ter saído, quando se despediu enquanto melhor marcador do campeonato 2019-20.
O seu regresso, porém, esbarra na vontade de Jorge Mendes, que pretende negociar o ponta-de-lança e garantir encaixe financeiro significativo, vontade a que o SL Benfica não é alheio.

2. Florentino Luís – Experiência pessoal incrível para o atleta, comprometendo, paralelamente, o plano desportivo. O empréstimo ao AS Mónaco foi passo atrás na carreira – nove jogos na Ligue 1 (235 minutos), dois na Coupe de France –, parado que esteve praticamente todo a temporada.
Olhando o plantel monegasco, percebia-se desde logo uma extrema dificuldade em competir por um lugar: com Tchouameni, Fofana ou Fábregas, a condição de emprestado retirou-lhe quaisquer hipóteses de afirmação. Porquê valorizar Florentino quando se dão 15 milhões ao RC Estrasburgo para contar com Fofana? Ou 18 milhões ao FC Girondins de Bordeaux para contar com Tchouaméni?
As qualidades superlativas do seu talento, traduzidas numa admirável visão de jogo e num completo domínio da arte de defender, não se ofuscam porém com tanta facilidade nem passam despercebidas a quem sabe.
Rui Jorge viu nele a peça fundamental no equilíbrio do seu onze na fase a eliminar do Euro quando os jogos pediam mais segurança do que aquela que Daniel Bragança conseguia assegurar – a entrada em campo do médio do SL Benfica foi fulcral tanto com a Itália como com a Espanha, assegurando-lhe titularidade na final contra a Alemanha. Se o resultado final foi inglório, certezas ficaram assentes quanto às capacidades intactas de Florentino, apesar de um ano clubístico menos conseguido.
A voltar à Luz, colmatava uma série de problemas apresentadas pela intermediária em 2020-21. Um ‘6’ clássico ao gosto de Jorge Jesus, que rende mais como único homem, pivot defensivo que liberta o outro médio da parelha para papel mais despreocupado e que poderia até conciliar-se com Julian Weigl em jogos de maior envergadura tática.
Pelo que pode oferecer no seio do plantel e pelas características distintas, novo empréstimo não se justifica.

3. Gedson Fernandes – Começou mal a sua aventura no estrangeiro. A chegada a um Tottenham com ambições de top quatro da Premier League não foi o espaço ideal para ter minutos, como seria expectável.
A essa incapacidade de se afirmar num plantel recheado de estrelas conciliou-se o pouco à vontade de Gedson em jogar como lateral – posição onde Mourinho mais via utilidade nos talentos do multifacetado médio benfiquista. Não quis, a sua vontade em triunfar enquanto box-to-box remeteu-o a papel de terceiro ou quarto plano: daí que só tenha cumprido um jogo nos primeiros seis meses de 2020-21, 90’ na terceira eliminatória da FA Cup.
A mudança para Istambul foi então lufada de ar fresco necessária na sua carreira. A partir de janeiro foi fulcral na luta pelo título turco – 17 jogos na Süperlig, 1399 minutos – caminhada inglória para o Galatasaray SK, que perdeu o confronto com o rival Besiktas JK por um mísero golo (os mesmos pontos, 84, diferença de golos 45-44 a seu desfavor). Apesar disso, essa boa sequência deu-lhe estatuto para o Euro Sub-21, onde foi titular nos quartos e meias-finais, atuando no lado esquerdo do losango de Rui Jorge.
A alta rotação que emprega no seu jogo e a dimensão física que dá à equipa são características a gosto de Jorge Jesus, mas cabe ao SL Benfica perceber que papel irá ter Gedson dentro do grupo: seria sempre solução muito prática num papel de rotação, pela polivalência e características diferenciadas que lhe permitem fazer a diferença no aspeto físico.
Porém, da Turquia ouvem-se laivos de interesse tanto de Galatasaray SK como dos rivais Besiktas JK, cabendo ao SL Benfica discernir em que tipo de contornos se assume o interesse turco: novo empréstimo, tendo em conta a nova visão financeira do clube, só se justificará com cláusula de compra obrigatória.

4. Jota – Ganhou outro fôlego com o papel importante que teve no Euro Sub-21. Saiu do banco nos três jogos da fase a eliminar e ajudou a seleção de Rui Jorge com um golo, além de dar outros recursos técnicos e amplitude ao 4-4-2 losango apresentado.
Durante a temporada, na La Liga, foi na maioria do tempo suplente quer de Óscar Plano quer de Orellana, ainda assim com aptidão suficiente para completar 17 jogos, o que equivale a 665 minutos, mais 63′ para a Taça do Rei.
Além da concorrência, foi obrigado a duas paragens prolongadas – infeção por Covid19 e entorse -, com as participações a intensificarem-se nesta reta final de época: o que prometia uma ideia de continuidade para uma eventual segundo ano de empréstimo, não tivessem os leoneses descido ao segundo escalão, ao terminarem no 19º posto da La Liga.
Com estilo idêntico ao de Everton Cebolinha, Jota seria adição valiosa às extremas encarnadas, mais não fosse nessa perspetiva de rotação. Com as saídas de Pedrinho, Cervi ou Chiquinho, ganha-se o espaço necessário para inclusão de Jota no plantel principal dos encarnados, num regresso que se concilia com os desejos de recato financeiro e valorização de prata da casa.

5. Tiago Dantas – A grande paixão futebolística de Hansi Flick. Com a saída do técnico de Munique, o clube liderado por Rummenigge e Salihamidzic abandonou as pretensões de desenvolvimento dos talentos de Tiago – apesar da cláusula de compra, cifrada nos 7,5 milhões de euros, ser esforço mínimo para os cofres alemães.
Com a saída do técnico alemão rumo à Maanschaft, a política interna voltou aos moldes tradicionais: a prioridade é a prata da casa, Musiala, Arp, Zirkzee, Rhein e companhia. Com sete jogos cumpridos na 3.Bundesliga ao serviço da equipa secundária e dois na divisão principal, junto das estrelas maiores do conjunto, não se pode considerar época perdida para Tiago Dantas: a experiência de treino acumulada junto de grandes craques e de um grande treinador são experiência que lhe será muito útil no futuro.
A única condicionante do seu talento, a capacidade física, seria aspeto visado com o máximo cuidado na sua aventura alemã, entretanto interrompida precocemente – e por isso mesmo, regressando à Luz e a conceitos futebolísticos primitivos, muitos não lhe verão grandes possibilidades de integrar a intermediária das águias.
Não é fácil imaginá-lo num meio-campo a dois de Jorge Jesus: e mais difícil ainda é imaginá-lo no futebol sem ideias a que se assistiu em 2020-21, em Lisboa. Ainda assim, é essencial segurar Dantas e introduzi-lo na equipa principal, com uma perspetiva a longo prazo. A inteligência ímpar do seu jogo e as doses industriais de criatividade que empresta ao conjunto assim o obrigam."

O Cantinho Benfiquista - Euro 2020 Special | Better Late Than Never

Tóquio #17 - Patrícia Sampaio

Euro2020: Países Baixos 2 - 0 Áustria

Euro2020: Dinamarca 1 - 2 Bélgica

Euro2020: Ucrânia 2 - 1 Macedónia do Norte

Espírito desportivo: valores em conflito


"Os universos moral e desportivo cruzam-se. Com a prática desportiva pretende-se inventar um universo à parte: ser “desportivo” é ser “moral”; ser “atleta” é ser “exemplar”. Cremos que é uma imagem demasiado fácil e redutora, até porque temos versões negativas da prática desportiva: os excessos, as lesões, as violências, as corrupções, etc. No geral, o desporto vive prosaicamente com o seu tempo, pretendo magnificar a sua imagem. Desejando ser um modelo, deixa-se devorar pela paixão. Quando se pretende perfeito, cria uma certa inquietação.
Que sentido dar, então, a estes “combates” regulamentados, do qual o desporto-espetáculo se tornou emblemático, esta “mise en scène” que se pretende exemplar e que fascina? O tema educativo está, inevitavelmente, presente, mas como compreender um desporto que afirma o seu valor formativo, quando, na verdade, pode trair o seu projeto inicial? Quais são os valores que são transmitidos aos jovens de hoje?
Se olharmos para a expansão do desporto no final do século XIX, ou seja, o das competições físicas abertas a todos, regulamentadas pelos clubes e associações, não parece existir uma exigência pedagógica. A moral da valorização da competição, em que se promete o seu controle, faz sonhar com uma prática onde triunfam os equilíbrios educativos: o prazer e a vontade, a iniciativa individual e solidária. Nasce um “espírito desportivo”, uma Morale des Sports, para retomar o título de um ensaio de Paul Adam (1907), que leva à “energia do caráter e o vigor”, e que alia o aperfeiçoamento individual e o respeito pelo outro. Nasce também o sentido da regra moral em que a gratuitidade do confronto desportivo leva ao “culto da honra e da sinceridade”, segundo Pierre de Coubertin.
Difundir o “fair-play” atravessa a vida doméstica e a vida do trabalho, e nas relações sociais. Daí a insistência do modelo exemplar do desporto. O desporto agrada pelo fervor competitivo e pela sua moralidade. A prática imposta constrói um mito, ou seja, um evento de uma perfeição credível e, portanto, realizável num mundo quotidiano, a crença da sociabilidade exemplar, idílica, que proíbe a banalidade dos dias.
O espírito desportivo é uma forma excecional de suscitar os modelos e de os exibir. Como todo o fenómeno de sociedade, a ligação entre desporto e educação, postulando a virtude do desporto, presta-se a diversas interpretações. O espírito desportivo assenta numa representação do homem e da mulher (corpo e alma) e a expressão de um jogo através de regras e de representação de um homem e de uma mulher aptos a desenvolver as suas qualidades físicas e intelectuais."

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Leonor...

O outro lado da conquista


"São os momentos sensacionais da história do Benfica que inspiram, diariamente, o trabalho do Património Cultural do Clube

Berna, Suíça, 31 de Maio de 1961, 20:33, Portugal estremece de orgulho! Milhões, benfiquistas, mas acima de tudo, portugueses, todos em uníssimo gritam: 'Ganhou o Benfica'! Uma vitória contra o Barcelona entregaria ao Benfica a primeira Taça dos Clubes Campões Europeus. Conquista enorme que inaugura a presença benfiquista, e portuguesa, no pódio do futebol europeu.
No dia 24 de Maio de 1961, quarta-feira 'eram 11:40, exactamente, quando o enorme «DC-8», da «Swissair», deixou as pistas do aeroporto da Portela (...) chegou a Genebra às 13.28 (...). Fantástico é o progresso, que já quase tornou nulas as distâncias'! De Genebra para Berna prosseguiram de comboio, onde numa 'das carruagens (...) podia ler-se: Benfica F. C. - nome inventado, como está bem de ver, pelo pessoal da estação...' Peripécias curiosas aconteceram em terras suíças.
Pelos relatos do jornalista que acompanhou a comitiva no trajecto Berna - Spiez, traduzem-se em palavras as emoções: 'Fomos galgando a estrada por entre montanhas cobertas de neve (...) e, a medida que nos aproximávamos de Spiez, mais sentíamos aumentar, se possível (...) a beleza, o verdadeiro encanto da região'.
A fatura do aluguer do autocarro que transportou a comitiva, datada de dia 9 de Junho de 1961, discrimina os trajectos, diz-nos quem ali viajou e o custo total de 493 francos suíços. Tal é o nível de descrição deste documento que mais parece que ouvimos o chocalhar das moedas.
Momentos de descontração reinaram nesta viagem! Basta ver alguns dos registos fotográficos para o perceber, jogadores e treinador relaxados, em passeio. A fotografia é, aliás, a melhor forma para revivermos estes e outros momentos, como por exemplo o que ficou registado, meses antes, quando José Augusto, erguido pelos adeptos, festejou a passagem para as meias-finais da competição.
É através do património documental que chegou até nós que conhecemos os rostos, os percursos, os adversários as atitudes de fair play, os relatos, que nos sentimos mais próximos dos momentos, que nos emocionamos. Descobrimos estas e outras curiosidades, como a estria do fato de treino utilizado ou ainda a presença de Eusébio nos treinos, quando ainda estava em processo de integração na equipa. Os documentos ajudam-nos a contar esta história, mas que podia ser qualquer outra, desde que de grandeza ímpar na história do Sport Lisboa e Benfica.
Para saber mais sobre o acervo do SL Benfica e o trabalho desenvolvido pelos departamentos do Património Cultural, comemore os 60 anos desta conquista visitando a exposição temporária Unfolding - O Outro Lado do Acervo, no piso 2 do Museu Benfica - Cosme Damião."

Filipa Carvalho, in O Benfica

Toni & Toni...

Renato...

Lanças...

105x68...

Fever Pitch - Euro2020 (I)

Euro2020: Itália 3 - 0 Suíça

Euro2020: Turquia 0 - 2 País de Gales

Euro2020: Finlândia 0 - 1 Rússia

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Orçamento aprovado


"Ontem, em Assembleia Geral, os sócios do Sport Lisboa e Benfica tiveram a oportunidade de se pronunciar acerca da proposta de orçamento do Clube para 2021/22, bem como o parecer do Conselho Fiscal, os quais mereceram a aprovação com 53,254% de votos favoráveis, num total de 1559 votantes.
O orçamento ordinário de exploração, o orçamento de investimentos e o plano de atividades elaborados pela Direção definem e mensuram as linhas mestras da gestão do Clube, sendo que, para 2021/22, se prevê um lucro antes de impostos de cerca de 5,6 milhões de euros, em linha com a tendência verificada em anos anteriores, consolidando assim um trajeto de recuperação e fortalecimento dos fundos patrimoniais.
Destaca-se ainda o aumento de quase 10% do investimento nas modalidades, bem como a previsão do aumento de receitas de merchandising, inscrições e mensalidades, royalties, publicidade e patrocínios e quotização, impulsionados pela evolução positiva da situação pandémica e subsequente alívio das medidas de confinamento.
Hoje o dia ficará marcado pela primeira intervenção pública da glória Simão Sabrosa na função que lhe é confiada, desde 1 de junho, de diretor das relações internacionais do Benfica.
Numa entrevista concedida à BTV, que será transmitida hoje às 18h30 e que terá publicação na edição desta semana do jornal O Benfica, Simão Sabrosa manifestou o seu "muito orgulho" por poder novamente contribuir para o sucesso do Clube, ciente de que se trata de um "desafio muito importante representar o Benfica ao mais alto nível".
Chamamos também a atenção para a entrevista de Valter Neves à BTV, em direto, a partir das 21h30. A notável carreira do hoquista bem como os novos desafios serão alguns dos temas abordados.
Nota ainda para a vitória da seleção portuguesa, por 3-0 à Hungria, na estreia no Euro 2020. Rafa esteve em destaque ao ter participação direta nos três golos. Fez duas assistências e sofreu uma grande penalidade."

Análise: Rui Pedro Braz...

Morato | A aposta de Jesus para 2021/22


"Morato pode ser um dos reforços do SL Benfica para o centro da defesa. A temporada a nível de clubes chegou ao fim e as equipas começam a preparar os plantéis para a próxima época. O Sport Lisboa e Benfica não é exceção, mas, no entanto, nem sempre é necessário recorrer ao mercado de transferências para se realizar melhoramentos no equipa, sendo o caso do jovem brasileiro uma prova disso.
Os encarnados utilizaram, na temporada que agora findou, um sistema de três centrais de forma recorrente e é possível que continue a investir neste esquema tático, que até agora era pouco utilizado. 
No esquema de Jorge Jesus, Otamendi, Vertonghen e Lucas Veríssimo eram os habituais titulares para a defensa encarnada, mas há um jovem à espreita por uma brecha na defensiva das águias para se afirmar.
Morato teve poucos minutos de utilização na pretérita temporada e prevê-se que seja um dos jovens a impor-se na época 2021/2022. Com a concorrência de peso dos centrais acima mencionados, o brasileiro pode ainda ter de lutar mais por um lugar no plantel caso o SL Benfica decida ir ao mercado em busca de mais alternativas para a posição mais recuada da defesa.
Morato é um jovem formado nos brasileiros do São Paulo FC e chegou a Lisboa em 2019 a troco de 7,6 milhões de euros, mas, até agora, não tem tido muitas oportunidades para se afirmar na equipa principal do Sport Lisboa e Benfica.
Atualmente com 19 anos, o esquerdino tem rodado entre a equipa de sub-23 e a equipa B encarnada. Na temporada que agora terminou, o jovem envergou o manto sagrado por quatro ocasiões: duas para a Primeira Liga e duas para a Taça de Portugal.
Apesar de não ser uma opção recorrente, pelo menos até agora, julgo que Morato será uma mais-valia para a equipa do SL Benfica e que terá mais oportunidades no futuro imediato. Se continuar a evoluir a este ritmo, prevejo um futuro promissor para o central carioca.
Jorge Jesus chegou mesmo a comentar a situação de Morato no plantel e afirmou que é um jovem com qualidade e grande margem de progressão. Declarou ainda que o período que o jogador passou a treinar com o plantel principal das águias ajudou bastante na sua evolução, pelo que se espera que Jesus veja no defesa um jogador de rotação para a próxima temporada.
A verdade é que um jogador desta idade necessita de minutos de jogo para progredir e jogar pela equipa B dos encarnados e ser uma possível opção para a defensiva da equipa principal parece ser uma boa opção para o jogador prosseguir a sua carreira ao invés de ser emprestado a outra equipa.
Morato tem qualidade, mas ainda não tem o que é preciso para se afirmar no onze do Sport Lisboa e Benfica. Contudo, a seu tempo, haverá de lá chegar."

Saudades!


"O fim do maior pesadelo da acabadinha de cumprir centenária história Gloriosa, estava ao virar de uma esquina de 90 minutos em terras invictas aos quadradinhos. Com a ansiedade a bater o céu, fui cedo para o Café Barrinhos e ocupei o lugar mais próximo da televisão. Nem a cerveja que já começara a escorrer por todo o lado acalmava o nervosismo. Batiam os pés no chão, tamborilavam os dedos na mesa, miravam o tecto os féretros oculares. A sala foi-se compondo de convivas à espera do título. No meu lugar fui medindo distâncias para as cadeiras e mesas vizinhas, prevenindo pontapés aqui e encontrões ali nos momentos de festejo.
A natureza expansiva das minhas reacções à evolução dos jogos do Benfica eram bem conhecidas e melhor recebidas por ali. A queda para o calão ordinarote também não me provocava engulhos nem reclamações adversas do taberneiro nem dos restantes fregueses. Foi neste plano de condições aceites por todos que a poucos segundos do início da partida, entrou pela porta o meu Tio Galito, homem habituado ao meu vocabulário Benfiquista por ter já partilhado vasto número de partidas comigo, acompanhado da esposa, a minha Tia Ana, senhora que me teria numa prateleira bem mais respeitável, por me conhecer apenas no plano familiar.
Varado por uma pinga de pânico pelo que pudesse sair da minha boca na seguinte hora e meia e encharcado por baldes cheios de desânimo por ser logo “aquele” o jogo que exigiria de mim um controlo emocional nunca dantes alcançado, ouvi o silvo que deu início ao fim de 11 anos de seca. Com bola a rolar havia pouquíssimos minutos, sem saber precisar quantos exactos, Simão pega na bola, passa por um boavisteiro, desenleia-se do segundo portuense e ao terceiro vestido com camisola esquisita é atirado ao chão em falta. Sentadinho, impávido e efervescente na minha cadeira, oiço lá de trás troar a voz da Senhora Minha Tia Ana “óóóhhh rasteirou o Simãozinho… filho da puta, filho da puta, filho da puta”, abrindo as portas para o chavasco verbal que daí até final coroou a festa de arromba desse dia.
Tenho saudades da estrica de ver um jogo do Sport Lisboa e Benfica, do palavrão sentido no falhanço, da cadeira a voar no gamanço, dos joelhos a deslizar no golaço. Tenho falta de gritar aos putos que passam em frente ao ecrã, de pedir desculpa ao senhor do banco da frente pela enésima joelhada na cabeça, de conduzir nas ânsias de não chegar atrasado ao jogo. Preciso de me preocupar em não fazer barba em dia de jogo, estacionar no mesmo sítio longe do café e “prender o burrinho” porque já alguém se sentou no meu lugar. Necessito de sentir a boa disposição incontida de ver o Benfica ganhar… caramba, nos dias que correm, até da agonia deprimente de ver o Glorioso perder sinto falta."

Cadomblé do Vata


"1. A selecção levou 150 quilos de bacalhau para a Hungria… se Jonas tivesse sido convocado pelo Engenheiro, transformava aquilo tudo em golos.
2. O empresário do Nuno Tavares disse à imprensa italiana que o lateral esquerdo não vai sair do SL Benfica… as más notícias continuam a atingir os benfiquistas como granizo nas cerejas da Cova da Beira.
3. Na conferência de imprensa de ontem, Cristiano Ronaldo retirou as garrafas de Coca Cola da mesa e substituiu-as por uma de água… só faltou o Twix no fim para ser o Alardo Challenge.
4. Depois da derrota da Polónia na jornada inaugural do Euro20, a imprensa polaca tem-se dedicado a arrasar Paulo Sousa com críticas… se precisarem de uma ajudinha, avisem que em 4 ou 5 horas meto-me em Varsóvia.
5. Will Dantas, empresário do Pedrinho disse numa entrevista que “Jorge Jesus trata mal todos os jogadores”… duvido que esta opinião seja partilhada pelo empresário do Gilberto."

Euro2020: Portugal 3 - 0 Hungria

Euro2020: França 1 - 0 Alemanha

terça-feira, 15 de junho de 2021

Coroa

Tóquio à vista


"A cinco semanas do arranque dos Jogos Olímpicos de Tóquio, há ainda atletas perseverantes a trabalhar para obter acesso à maior competição multidesportiva do planeta. No Sport Lisboa e Benfica, estamos confiantes quanto às qualidades técnicas e aos resultados que poderão alcançar os mais de 20 nomes ligados ao Clube que estarão em prova no Japão, a partir de 23 de julho.
Entre modalidades individuais e coletivas, os benfiquistas poderão acompanhar, à distância, os desempenhos de nomes familiares no Atletismo, na Canoagem, no Judo, no Triatlo, no Taekwondo e na Natação. É, portanto, garantido que as cores de Portugal terão, em Tóquio, competidores com verdadeiro ADN Benfica. Além das supracitadas modalidades, há ainda que referir a possibilidade de se confirmarem, através de convocatórias para as respetivas seleções, presenças de vários andebolistas nacionais e de futebolistas, em particular do plantel da equipa feminina que culminou a época com a conquista do título inédito no principal escalão.
Atesta bem esse ADN Benfica a consistência dos excelentes resultados alcançados recentemente pela judoca Telma Monteiro – a medalha de bronze em 2016, a única do país, sagrou-se Campeã da Europa –, por Pedro Pichardo – Campeão Europeu do triplo salto em pista coberta –, e pelo canoísta Fernando Pimenta – Campeão do Mundo e vice-campeão da Europa. Três expoentes máximos em desportos de grande prestígio olímpico, e para os quais os portugueses terão os olhos arregalados e as expectativas bem elevadas.
Sobre estes e de todos os restantes apurados, sabemos que apenas o espírito resiliente, o forte compromisso com o treino e a alta competitividade lhes permitiu o "passaporte" para os Jogos de 2020 – sim, a organização manteve a designação do evento, apesar de todas as incertezas que se tornaram evidentes aquando do adiamento pelo impacto da COVID-19, em março do ano passado.
Aconteça o que acontecer em Tóquio – e acreditamos que vão acontecer coisas boas! –, também já pensamos em Paris 2024. Tal como na génese do projeto, em 2005, em que Vanessa Fernandes era grande referência, na esfera do Benfica Olímpico, um pouco mais longe dos holofotes, há já outros talentos a serem acompanhados e trabalhados por equipas multidisciplinares, que poderão ter o auge desportivo no próximo ciclo olímpico. Os de "amanhã", como os de agora, fruto de muito trabalho e sacrifício, estarão munidos do potencial e da ambição necessários para chegar mais rápido, mais alto, mais forte. À Benfica.

P.S.: Hoje realiza-se, no Pavilhão n.º 2 do Complexo Desportivo do Estádio da Luz, a Assembleia Geral Ordinária que tem como ponto único deliberar sobre o orçamento ordinário de exploração, o orçamento de investimentos e o plano de atividades elaborados pela Direção, bem como o parecer do Conselho Fiscal, para o exercício de 2021/2022. A votação decorre entre as 10h00 e as 21h00. Fica o apelo à participação de todos os sócios!"

Modalidades #51 - Semanada...

Porque a bola pincha


"Não é preciso conhecer as leis da física para sabermos que a bola pincha. Mas não deixa de ser maravilhoso como, por uns dias, descobrimos que o futebol, mais do que os capacetes azuis das Nações Unidas, consegue fazer respeitar à escala continental um mesmo código de conduta, as regras do jogo. Em campo, países ricos e países pobres, de distintas geografias, separados por todo o tipo de diferenças culturais, sociais e religiosas, e por vezes até envolvidos em conflitos armados, aceitam jogar sob o mesmo regulamento e compreendem que um indivíduo que não conhecem de lado nenhum, vestido de forma diferente e de apito na boca, o faça cumprir - tomara António Guterres!
Com um ano de atraso, devido à pandemia, o Euro 2020 joga-se em 11 cidades de 11 países, até 11 de julho, e a seleção portuguesa inicia hoje mesmo a defesa do título europeu, em Budapeste, frente à seleção da casa, a Hungria, com quem nunca perdemos. Num dia em que Alemanha e França, nossos principais adversários na fase de grupos, medem forças em Munique, Portugal terá, à partida, uma estreia acessível na prova, embora os magiares contem do seu lado com o forte apoio vindo das bancadas do estádio batizado com o nome Ferenc Puskás, ainda hoje considerado o melhor futebolista do século XX. Do nosso lado, o selecionador nacional promete o melhor, ou seja, tudo: a nossa equipa "vai dar tudo o que tem para dar uma alegria" aos pelo menos 11 milhões de adeptos que somos das cores nacionais.
É claro que um campeonato entre nações acentua o lado nacionalista e patriótico das equipas e suas hordas de apoiantes, avivando a memória dos livros de Astérix, que jogam com estereótipos sobre a rivalidade entre britânicos, suíços e germânicos - ainda que se saiba agora que o goleador sueco Zlatan Ibraimovic, apesar de ausente neste torneio, se prepara para vestir a pele de ator, alinhando como centurião romano, chamado de Caius Antivirus, no quinto filme em imagem real sobre as aventuras do gaulês criado por Uderzo e Goscinny. Mas entre o entusiasmo e a paixão pelo futebol, é a diversidade de gentes que torna o Campeonato da Europa tão especial. E a beleza do futebol é que ninguém tem de renunciar àquilo em que a infância e a circunstância converteram cada um. Ali, todos se reconhecem diferentes, também porque as mesmas regras se aplicam a todos.
Assim como o mercado do futebol, o número de seleções participantes passou de quatro em 1960, para 16 em 1996, e para 24 em 2016. Ainda hoje sorrimos quando alguém diz que "jogamos todos muito bem, e no final ganha a Alemanha"; mas até nisso a história destes campeonatos europeus desmente a piada francesa, porque em 15 campeonatos já conhecemos dez diferentes campeões. Portugal entre eles, desde 2016, com aquele golo do Eder que nos fez pular de alegria, mesmo sem o Cristiano dentro de linhas. E quem não sabe fica a saber que, tal como na política, também no futebol não há homens providenciais: os melhores do mundo saem por vezes vencidos do seu pedestal. Eu, que sou antigo, ainda guardo a vaga memória do primeiro Euro. Ganharam os soviéticos, mas do que eu me lembro bem é do Lev Yashin, o "Aranha Negra de Moscovo", assim conhecido por equipar sempre de preto, o único guarda-redes alguma vez eleito Futebolista Europeu do Ano. Entrementes, o coronavírus não joga, mas vai certamente participar. É, para já, a verdadeira potência mundial, a única capaz de nos ensinar o que é verdadeiramente importante entre os países nas próximas semanas: solidariedade e justiça no combate ao adversário de todos."

Por que hei de gostar de futebol?


"Eu sei que estou em contraciclo, visto que mais um campeonato de futebol europeu está aí à porta. Que eventos desta importância não sejam ensombrados por mais acontecimentos grotescos. Só assim poderei mudar a minha a opinião.

Entre um almoço corrido e a aula da tarde, lá tive uns segundos para espreitar um dos noticiários televisivos. Por momentos pensei que estava a ver uma ficção inserida num programa jornalístico, mas percebi que aquele aparente “Fight Club” a céu aberto e em plena luz do dia era nas ruas do Porto.
Aquelas dezenas de homens meio desnudos, atrelados com fúria uns nos outros, eram adeptos ingleses (muito pouco snobs) que vieram a Portugal, que lhes abriu as portas em tempos de estado de calamidade, para que, todos juntos, vissem ao vivo a final da principal competição europeia de futebol.
Deste texto não sairá uma crítica à abertura de exceções para o futebol, mas sim uma reflexão sobre os motivos pelos quais grande parte das ações associadas ao futebol não me merece atenção nem tão-pouco respeito. Mesmo antecipando a suscetibilidade de sensibilidades várias, aqui vai a minha resposta à pergunta “porque hei de gostar de futebol?”.
Basta introduzir as palavras “violência” e “futebol” em qualquer motor de busca online para ter um manancial de sugestões de casos de brutalidade no e pelo futebol em Portugal, num constante abuso da força entre adeptos – quais gladiadores –, entre treinadores – agredidos e agressores altamente mediáticos –, e entre presidentes dos clubes – autênticos imperadores que agregam os seus homens pela luta pela causa clubística.
Ora, se esta modalidade se confunde com o todo do desporto em Portugal, que continua a discriminar as mulheres (nos salários, na presença mediática e tanto mais) e que incita, não raras vezes, ao conflito físico, porque a continuamos a venerar quase religiosamente? Não sei.
Mas voltemos à violência, que, nas suas mais diversas expressões, é naturalizada pelo futebol e seus agentes ativos, quase sempre “desculpados” e “perdoados” com o argumento equivocado de que mexe com “emoções fortes”. E os casos avolumam-se. Só mesmo a velocidade da informação é que torna até as situações mais graves em fait divers, que se esfumam entre comentários televisivos estéreis e publicações mais ou menos insanas nas redes sociais.
Permitam-me, então, um breviário do futebol e violência em Portugal em apenas quatro anos.
Em 2017, um adepto é atropelado mortalmente nas imediações de um estádio. Resultado final: quatro anos de prisão e a promessa de voltar a ser um ‘bom menino’. Ainda em 2017, o caso de um jogador que decidiu andar à canelada com o árbitro, num acesso de fúria absolutamente descontrolada. Resultado final: 11 meses de pena suspensa, uns euros de indemnização e a promessa de tomar Victan antes dos jogos. Em 2018, um conjunto de adeptos alucinados decide assaltar o castelo e atacar os soldados em pleno espaço de treino. Resultado final: pouca coisa ou coisa nenhuma. Para terminar o rol: um jornalista é agredido por um dos agentes do futebol. Resultado final: o agressor foi suspenso uns dias e terá prometido voltar a ser um menino bem-comportado.
Este rol é muito breve tendo em conta tanto que tão pouco digno se passa no futebol e em muitas ações que dele, por ele, resultam. Por isso, custa-me entender a candura com que agressores e incitadores de violência são tratados e a displicência com que alguns treinadores e jogadores praticam atos e usam palavras indecentes, quando sabem que tantas crianças os têm como ídolos e exemplos.
Eu sei que estou em contraciclo, visto que mais um campeonato de futebol europeu está aí à porta. Que eventos desta importância não sejam ensombrados por mais acontecimentos grotescos. Só assim poderei mudar a minha a opinião. Por enquanto: não há porque gostar de futebol."

O desporto e o serviço público de televisão


"Discutir o serviço público de televisão é mais do que abordar a programação de uma estação de televisão. E avaliar o contributo que este deve dar no domínio da informação à sociedade está muito para além das suas competências técnicas.
E se isso é verdade para vários domínios da sociedade, também o é para o desporto.
Para alguns trata-se de um assunto que é uma espécie de reserva corporativa, excluindo ou desvalorizando aqueles que, fora do sistema que ao longo de décadas dominou os vários poderes nos quais opera o serviço público de televisão, ousam pronunciar-se. Mas é óbvio que o assunto interessa a todos os portugueses que se preocupam com a comunicação social pública e, no nosso caso particular, com o desporto.
Desde logo, começando por lembrar que gerações de portugueses acompanharam as principais vitórias de atletas e equipas portuguesas em competições internacionais e Jogos Olímpicos através do serviço público de rádio e televisão. Durante décadas este serviço público assumiu um papel de incontornável importância para o desenvolvimento desportivo nacional, pois a reconhecida qualidade técnica dos seus profissionais contribuiu para a formação desportiva das audiências, em território nacional e na diáspora.
Estas conquistas fazem parte do imaginário de milhões de portugueses. Representam um inestimável património coletivo do país e são momentos incontornáveis na afirmação da nossa identidade. Foram poderosos fatores agregadores das comunidades de língua portuguesa que, espalhadas pelo mundo, acompanharam em direto, a cada momento, o percurso até à glória dos seus desportistas culminada com a bandeira nacional içada no mais elevado mastro e os acordes do hino nacional escutados por milhões.
Nesta medida, por mais diversas que sejam as perspetivas em torno do conceito de interesse público, onde se ancora o serviço público de rádio e televisão, este acervo cultural assume um papel incontornável e inalienável, forjado ao longo de décadas na construção social da identidade desportiva nacional.
Trata-se, também por isso, de um património que se projeta muito para além do direito consagrado à informação pública, pois este direito afigura-se muito mais contingente do que os traços distintivos da história e da memória. E de um património que não pode ser apenas avaliado à luz de audiometrias de audiência ou de lógicas comerciais.
O panorama do mercado audiovisual e a sua relação com o fenómeno desportivo na emergência da sociedade das novas tecnologias de informação e comunicação tem sofrido profundas e rápidas transições que reconfiguram e colocam novos desafios à missão do serviço público de rádio e televisão em relação ao desporto.
Na recente discussão pública sobre o serviço público de televisão o Comité Olímpico de Portugal teve oportunidade de reiterar o seu entendimento sobre o que está em causa: a capacidade de o serviço público difundir e promover a dimensão social e cultural na diversidade do desporto, como retorno dos benefícios económicos e sociais que este proporciona à comunidade.
Nesse sentido, a estratégia de conteúdos desportivos numa ótica de serviço público não pode ficar refém de critérios comerciais para assegurar a sua sustentabilidade, nem o espaço público televisivo pode ser ocupado apenas por quem detém condições económicas e financeiras para garantir a produção dos seus eventos e publicitar as suas iniciativas, normalmente com custos associados consideravelmente mais elevados do que o mercado concorrencial.
Como não é aceitável uma tendência monotemática nos espaços de debate replicando a lógica da concorrência do setor privado num modelo em tudo semelhante e circunscrito ao espetáculo desportivo do futebol profissional, limitando o debate sobre os problemas do desporto a este particular.
Por outro lado, o mercado digital e a diversificação de plataformas de distribuição de conteúdos desportivos têm assumido uma dimensão cada vez mais relevante nos consumos desportivos da população e na comercialização dos direitos de transmissão, os quais representam um pilar fundamental na sustentabilidade do tecido desportivo europeu.
É já hoje uma tendência precipitada pela revolução digital os organizadores das competições desportivas que não conseguem espaço no mercado televisivo tradicional assumirem a condição de produtores de transmissões dos seus próprios eventos via plataformas de streaming ou nas redes sociais, substituindo-se aos grandes operadores e criando audiências específicas.
Este fenómeno abre uma discussão em torno do papel - e do futuro - que os canais tradicionais devem assumir perante uma audiência que despertou para novos produtos e formas de consumo. O que representa igualmente uma oportunidade para criar um serviço público mais consentâneo com a capacidade de responder às exigências da audiência nacional.
É nosso entendimento que sem uma opção mais clara e incisiva por parte do serviço público de televisão, o desporto continuará refém da pouca atenção que lhe é concedida, das dificuldades que a esmagadora maioria das modalidades têm em conseguir um espaço, mesmo custeando as respetivas transmissões, e de uma situação de profundo desequilíbrio na grelha de programação em relação a outros setores, desde logo pelas prioridades assumidas no contrato de concessão agora em discussão.
Este é, portanto, o momento decisivo para projetar o futuro ajustando as orientações do serviço público à transição célere e profunda que o panorama audiovisual desportivo tem vivido e aos desafios iminentes que se colocam ao desenvolvimento do desporto português."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que Rui Pedro Braz assume o cargo de Diretor-Geral do Futebol Profissional a partir de amanhã, dia 15 de junho.
O Sport Lisboa e Benfica endereça as maiores felicidades a Rui Pedro Braz no exercício das suas novas funções."

Steven Nzonzi, o médio que o Benfica precisa


"Especulado ao interesse do Benfica, embora aparentemente demasiado caro mensalmente para os cordões da águia, poderá Nzonzi trazer o que falta no jogo dos encarnados?
Claramente que o médio francês tem o perfil que tanto escasseia na zona intermediária encarnada, e que porventura condenou a equipa de Jesus a uma temporada de rotundo insucesso.
Nos dias que correm não pode nos grandes clubes haver tantos “meios” jogadores – no sentido de apenas serem competentes em uma das fases do jogo – Ofensiva ou Defensiva. Nzonzi tem o perfil do médio que dá bola à sua equipa – Porque tem capacidade para a recuperar, e sem esta… não jogas! e em posse não sendo um criador, acrescenta e bastante.

Aos 32 anos continua a somar temporadas plenas de jogos, pelo que estará mais que a tempo de rubricar uma / duas temporadas de elevado nível em Portugal – Até porque sempre jogou com várias “mudanças” acima da realidade Liga NOS.
Passada larga, imponência no duelo defensivo, capacidade para fechar o espaço defensivo, mas também progredir em posse, sair tranquilo da pressão e ligar o jogo de forma veloz pela eficiência das suas acções técnicas. Nzonzi que somou cinco jogos no último Campeonato do Mundo, que venceu, seria pois claro uma tremenda mais valia no plantel do Benfica."

Cadomblé do Vata


"1. Terminado o campeonato, os despromovidos Rio Ave e Farense parecem parecem depositar esperanças na permanência devido a um eventual incumprimento de pressupostos financeiros do Boavista… não quero dar más noticias a vilacondenses e algarvios, mas os boavisteiros têm tanto dinheiro que em Janeiro até compraram o Chidozie em final de contrato com o FC Porto, por 5 milhões de euros.
2. No totobola do Mercado Glorioso, hoje o Record meteu a cruzinha em Gil Dias, dando-se ao desplante de rabiscar em primeira página, que o português foi “pedido de Jorge Jesus”… algo me diz que um rapaz agenciado pela Gestifute, que com 24 anos já passou por 9 clubes em 7 anos, não assina contratos por ser “pedido do treinador”.
3. O Benfica despediu-se hoje do capitão Jardel… sem ele no plantel, o Manto Sagrado vai continuar a ser ensopado em campo com suor, lágrimas, mas muito menos sangue.
4. Segundo variadas fontes, Luís Filipe Vieira está-se a preparar para, quase 1 mês após o término do campeonato, explicar aos Benfiquistas as razões para tão desastrada temporada… o cúmulo da incompetência é andar 5 meses a dizer a frase “a culpa é do Covid” e mesmo assim, precisar de mais 1 mês para se preparar para dizer a frase “a culpa é do Covid”.
5. No futsal, pela segunda vez esta época, levamos 2-6 do Sporting e tal como na última final do campeonato, as equipas trocaram guardas de honra entre si… destas duas tradições que parecem estar a nascer na modalidade, espero que só a última tenha vindo para ficar."

SL Benfica | Rui Pedro Braz assume o futebol encarnado


"O SL Benfica oficializou a contratação de Rui Pedro Braz esta segunda-feira. Está assim encontrado o sucessor de Tiago Pinto como Diretor-Geral para o futebol das águias. Na mesma nota, os encarnados revelam que Rui Pedro Braz vai iniciar funções esta terça-feira, 15 de junho.
Licenciado em Comunicação Social, Mestre em Comunicação e Liderança e com um MBA em Gestão do Desporto, o analista e ex-comentador desportivo em Portugal há mais de 10 anos tem uma relação próxima com Jorge Jesus, pelo que esse possa ter sido um fator decisivo aquando da escolha do mesmo para o cargo.
Quando confrontado com a notícia, a 1 de junho, o agora dirigente dos encarnados até afastou o cenário, desmentindo uma ida para a Luz. “Não aceitei nenhuma proposta do Benfica porque não houve proposta nenhuma do Benfica. Em bom rigor é o que posso dizer. Terás sido tão surpreendido quanto eu. Estou aqui hoje e amanhã cá estarei, é o que posso dizer aos adeptos do Benfica, que são os principais interessados neste tipo de notícias”.
Pois bem, treze dias passaram e, aparentemente, tudo mudou. O antigo comentador da TVI, que já abandonou a estação face ao seu ingresso na Luz, irá assumir a pasta que outrora foi de Tiago Pinto, agora no AS Roma. Assim, a organização e gestão do futebol profissional do SL Benfica estará nas suas mãos.
E fala-se já da primeira contratação com dedo do recém-chegado Diretor-Geral. Steven Nzonzi estará a ser negociado pelo clube da Luz, que vê o ingresso do experiente centrocampista francês com bons olhos.
De relembrar que o jogador de 32 anos realizou 39 jogos pelo Stade Rennes FC, marcando um golo e somado uma assistência.
Apesar de não ser um nome consensual, penso que terá de ser dado o benefício da dúvida a Rui Pedro Braz. No papel tem as qualificações necessárias para desempenhar o cargo, pelo que teremos de esperar e ver se o consegue executar na prática. Depois, sim, tiraremos ilações."

SL Benfica | Toma Basic, o motor que falta?


"O meio-campo do SL Benfica tem sido um alvo da imprensa nacional e internacional com vários nomes a serem falados e o mais recente chega de França, mais propriamente do FCG Bordéus: Toma Basic.
O médio croata, de 24 anos, tem sido fortemente ligado a um possível interesse dos encarnados para reforçar aquela que é a posição mais débil da equipa de Jorge Jesus, a posição ‘8’. Com 1,90m e 82kg, Basic pode pisar terrenos mais defensivos – na posição ‘6’ – ou terrenos mais centrais – na posição ‘8’, muito à semelhança do que Nemanja Matic fazia quando jogava na Luz.
Depois do falhanço na contratação de Gérson (Flamengo), do empréstimo de Gedson Fernandes e da colocação de Pizzi na ala direita, a posição mais central do meio-campo ficou entregue a Adel Taarabt.
Ainda que o marroquino seja um jogador explosivo, dinâmico e muito utilizado por Jorge Jesus, a sua visão de jogo, eficácia de passe e, essencialmente, chegada ao último terço denotaram várias debilidades para titular do SL Benfica naquela posição.
Caso se confirme a vinda do atual jogador do FCG Bordéus para a Luz, o meio-campo ganha mais “músculo”, polivalência e mais golo – Taarabt não marcou qualquer golo na época transata, enquanto que Basic fez quatro.
Toma Basic tem duas internacionalizações pela seleção croata e esta época realizou 34 jogos na Primeira Liga Francesa, tendo marcado quatro golos. A sua chegada a França aconteceu no verão de 2018 quando o emblema do sudoeste pagou cerca de três milhões e meio ao Hadjuk Split pelo passe do croata. Atualmente, o seu valor de mercado ronda os nove milhões de euros, de acordo com o website transfermarkt.pt.
Ainda que seja fortemente apontado aos encarnados, existem outras ofertas vindas de Itália, algo que está “no topo das prioridades” do jogador, segundo as declarações do seu empresário, Adrian Aliaj, à imprensa local.
O emblema francês já fez saber junto dos clubes interessados que apesar de estar disponível para negociar, não aceitará menos de dez milhões de euros pelos serviços de Basic."

Rival invisível


"É impressionante ouvir os vários testemunhos acerca do impacto, a todos os níveis do surto de Covid no seio do plantel (sério: 'Rival Invisível', disponível no Benfica Play e redes sociais do clube). Pela extensão em tão curto espaço de tempo, em que chegou a haver, salvo erro, 25 infectados em simultâneo (jogadores, técnicos e estrutura de apoio), o Benfica teve de lidar com uma situação que assumiu contornos quase únicos a nível mundial.
Este é um documento precioso que nos ajuda a perceber, em profundidade, o que se passou com a equipa naquele período da temporada.
Não entendo a série como uma mera peça ilibatória do rendimento em campo, mas antes considero-a essencial para a compreensão das circunstâncias extremamente adversas com que o plantel se deparou em determinado momento e que, por força da insatisfação com os resultados, foram injustamente menosprezadas.
Mais do que as questões de natureza desportiva, saúde ou aptidão física para a competição futebolística, relevo a dimensão humana. Por boa vontade que tenha, só remotamente poderei, compreender pelo que passaram os elementos do plantel naquela altura.
A angústia por eventuais consequências nefastas para a carreira (caso grade de Daniel dos Anjos, da B), o receio de prejudicar os familiares e, num plano secundário, mas sempre latente e prioritário para os adeptos, a impossibilidade de reversão de um percurso de um percurso desportivo aquém das legítimas expectativas, certamente foram dificílimos de lidar e ultrapassar e só com a passagem do tempo e o restabelecimento da saúde esvaneceram.
Haverá muito a corrigir para regressarmos ao título já na próxima temporada. Mas é um erro menosprezar o impacto do surto de covid na nossa equipa em 2020/21."

João Tomaz, in O Benfica

Força, Portugal!


"Faltam cinco dias para a estreia de Portugal no Euro 2020. É a primeira vez que entramos na fase final de uma grande competição internacional com o estatuto de campeão em título e espero que sejamos capazes de defender essa condição com determinação e audácia. Mesmo antes de começar já partimos à frente da concorrência. O regulamento da competição está do nosso lado: os quatro melhores terceiros classificados continuam a apurar-se para os oitavos-de-final, o que significa que mesmo empatando os três primeiros jogos ainda podemos ambicionar erguer o troféu.
Apoiar a selecção nacional costuma ser um desafio, desta vez não será excepção. A partir do momento em que toca o hino, confesso que perco a paciência para a clubite aguda. Quem gosta de aturar aqueles adeptos que estão sempre à procura da primeira oportunidade para criticar os jogadores dos rivais? Eu aproveito para vibrar com eles. Andei uma época inteira a torcer para que o Pote tivesse uma cãimbra a cada remate à baliza, mas se ele marcar um golo na final até sou capaz de pintar o cabelo da mesma cor que o dele. Habitualmente, aprecio muito pouco o espírito combativo do Pepe, mas quando o homem veste a camisola de Portugal passa ser o cidadão natural de Maceió com quem eu mais simpatizo. Por norma fico incomodado quando o Palhinha fica imune a suspensões por acumulação de cartões amarelos, mas agora até poderei ficar bastante feliz, pois sei bem da importância dos médios defensivos na estratégia do mister Fernando Santos.
Pouco importa, pouco importa, se o onze ou a convocatória têm jogadores do rival. Tragam mas é a taça cá para Portugal."

Pedro Soares, in O Benfica

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Como quase sempre


"O rendimento das equipas do Benfica na maioria das modalidades não tem correspondido às expectativas. Falta ainda terminar o campeonato de Futsal, que pode alterar um pouco a equação, mas até agora apenas o Voleibol se mostrou ao nível daquilo a que nos habituámos na década anterior.
Reconhecer isso não nos inibe de olhar também para outros factores, alheiros ao desempenho de jogadores e técnicos, e que têm igualmente contribuído, em larga medida, para os maus resultados verificados.
Já aqui falei do Hóquei em Patins, cujas arbitragens continuam a ser dignas de um conto policial. Agora, também na Final da Taça de Portugal de Andebol se assistiu ao lastimável desempenho de uma dupla de arbitragem - diga-se a propósito, convenientemente branqueado pelo obtuso narrador da RTP -, que para além de prejudicar o Benfica, prejudicou sobretudo a qualidade de um espectáculo que muito prometia.
Foi pouco o tempo em que Chema Rodriguez teve em campo a equipa completa, tal o número inusitado de exclusões - algumas delas totalmente absurdas, e em momentos em que o Benfica parecia poder aproximar-se no marcador. O FC Porto é campeão invicto, tem melhor plantel, e podia ter ganho de outra forma. Talvez não necessitasse de ajudas. Mas elas apareceram, como quase sempre.
É triste constatar que, nas modalidades onde existe FC Porto, existem também arbitragens demasiado tendenciosas, como demasiada frequência. E quando tal não acontece, quando, por uma vez, não sentem o manto protector a que estão comodamente acostumados, logo cai a Torre dos Clérigos, como se viu há pouco tempo no Basquetebol."

Luís Fialho, in O Benfica

João Ribeiro


"João Ribeiro e Fernando Pimenta foram os grandes destaques de Portugal no Campeonato da Europa de Velocidade, conquistando três medalhas. Na Polónia, os dois canoístas do Sport Lisboa e Benfica exibiram toda a sua classe, confirmando o excelente momento de forma que atravessam em vésperas de Jogos Olímpicos.
Os feitos de Fernando Pimenta tornaram-se de tal forma vulgares, que a notícia será o dia em que não subir a um pódio. Foi a 104.ª vez que Fernando Pimenta brilhou numa prova internacional, o que diz tudo acerca do maior canoísta português e um dos maiores do mundo.
Quanto a João Ribeiro, o título de vice-campeão da Europa em K1 500m foi o corolário de uma carreira notável, alicerçada em muito trabalho e enorme ambição. João Ribeiro ingressou no SL Benfica, em Janeiro de 2012, altura em que todos defendiam a contratação de Emanuel Silva. Mas a prof. Ana Oliveira apostou num jovem de Esposende, considerado uma das esperanças da canoagem. Apesar de ter falhado o apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres, o Benfica renovou-lhe o contrato e João Ribeiro retribui a confiança com grandes resultados, sagrando-se campeão do mundo em K2 500m, no ano passado, na Alemanha, fazendo dupla com Emanuel Silva.
Benfiquista de alma e coração, jamais esquecerei uma entrevista que deu, em Março de 2019. 'Ter assinado pelo Benfica foi tão importante como ter sido campeão do mundo'. Foi este o título da entrevista ao jornal da Universidade Autónoma de Lisboa. João Ribeiro revelou ainda que queria ficar no Clube para o resto da sua vida desportiva. São atletas desta estirpe que o SL Benfica precisa."

Pedro Guerra, in O Benfica

Mudar o mundo


"É lugar comum que cabe às crianças fazer pequenas grandes coisas para com isso mudar o mundo. É lugar comum e é verdade que muitos dos males do mundo nascem nos comportamentos e na falta de compromisso dos adultos com os seus ideias, seja no plano social, da justiça ou do ambiente por exemplo.
A educação é seguramente a chave para uma mudança sustentável e impactante, sobretudo se os conhecimentos e valores veiculados pela escola forem objecto de confirmação social e reforço positivo dos seus pares, vizinhos e, sobretudo, dos seus familiares. Então, quando lançamos às crianças pequenos desafios como inventar ideias para melhorar o que está mal no ambiente, por exemplo, na verdade estamos a demonstrar-lhes a importância da atitude e da responsabilização individual, acima de todas as coisas. Dum desafio desmesurado, como o é 'mudar o mundo', mais que soluções esperam-se atenções e vontades individuais que germinarão pela infância e adolescência como sementes de cidadania para o futuro.
O mesmo princípio se aplica a todas as áreas do comportamento humano, desde a justiça social, a prevenção das diferentes formas de violência, a promoção de igualdade de género, de equidade e da não discriminação. Não é que a mudança para melhor não esteja ao alcance dos adultos, ou que a regulamentação, controlo social e punição dos comportamentos socialmente indesejáveis não funcionem. Na verdade, não só são uma garanta para todos nós como também ajudam à mudança, no entanto a verdadeira resposta aos flagelos da nossa vida actual está na cidadania e essa constrói-se dia-a-dia, individuo a indivíduo, criança a criança. Vem daí a nossa aposta inequívoca nas crianças, na sua educação e bem-estar. Não é mera convicção humanitária, é certeza de estar hoje a agir para mudar o mundo!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"3
Fernando Pimenta (prata e bronze) e João Ribeiro (prata) foram os canoístas medalhados ao serviço de Portugal no Campeonato da Europa;

8
Convocados para o Europeu que beneficiaram da formação do Benfica (incluo Nélson Semedo, que chegou ao Benfica aos 18 anos e fez o seu percurso na B, na qual se converteu num lateral de eleição). E oito são também os vice-campeões europeus sub-21 formados no Benfica. Estes dados não motivam comemoração benfiquista, mas constituem-se como uma demonstração cabal da excelente qualidade do trabalho desenvolvido no Benfica Campus na última década e meia;

9,84%
Aumento orçamentado dos custos das modalidades em 2021/22, depois do recuo motivado pela quebra de receitas devido à pandemia. É uma boa notícia: grande parte deste crescimento será canalizado certamente para o apetrechamento dos vários plantéis, sabendo-se que desde há duas décadas que o investimento nas modalidades tem respeitado sempre a sustentabilidade económica e financeira do clube;

12
Exclusões de dois minutos de jogadores do Benfica na final da Taça de Portugal, além da expulsão do treinador Chema Rodriguez. Ninguém põe em causa a qualidade do nosso oponente, o FC Porto, mas a já de si muito difícil tarefa com que a nossa equipa se deparava foi, assim, tornada praticamente impossível;

74
Assinalam-se hoje, dia 11, 74 anos do falecimento de Cosme Damião. Considerado o 'pai' fundador do benfiquismo, foi um dos fundadores, jogador de eleição, treinador de elevado mérito e dirigente inexcedível em empenho e benfiquismo. Foi um dos esteios do desenvolvimento inicial do clube, incansável na acção, visionário nas decisões. Teve o seu tempo e hoje é justamente reconhecido por isso. 'Sem Cosme não haveria Benfica'."

João Tomaz, in O Benfica

Euro 2020, Viva Portugal


"Com base numa espectativa previamente anunciada e amplamente desejada, chega até nós a festa das festas onde o Futebol vai durante cerca de 1 mês condensar várias histórias, reproduzir a arte num poema de bem jogar. Esse despertar de paixões pela presença de quem o pode respirar dentro do estádio ou no destino da distância, curvando-nos perante as belas imagens por uma jogada ensaiada ao pormenor dum passe de excelência, ou proveniente da magia duma bola parada, muito em especial quando propriamente é coroada em golo, então o foco irresistível duma libertação coreográfica, irradia o sinal duma magistral existência.
Mais do que mais um campeonato da europa, as circunstâncias do adiamento que lhe foram aferidas, libertam-nos do apagão com que durante um tempo doloroso fomos rubricando o encontro com a vida. Por isso e também por isso, será um campeonato da europa atipicamente diferente, quer por ser disputado em 11 cidades diferentes, jogadores e staffs submetidos continuadamente ao controlo preventivo “Covid-19” e a espectativa dos resultados, quer contando com a presença duma percentagem aleatória de público, depois dum tempo em que as competições estiveram bloqueadas por um silêncio ensurdecedor.
Qualquer jogo de uma seleção assume-se como um fenómeno de enorme cumplicidade, alicerçando de forma verdadeiramente abrangente todo um povo sem limites de tempo e vontades, envolvendo-se por uma labareda de emoções verdadeiramente contagiantes, onde as dinâmicas impostas pela competição se conjugam com a interdependência, indeterminação, variabilidade, imprevisibilidade, aleatoriedade, relação de forças, cooperação e oposição constantes, fazendo de cada lance uma oportunidade de exaltação.
Portugal diz presente mais uma vez. Mas não podemos esquecer que essa presença está inscrita no manancial de responsabilidade acrescida e claramente atestada nos cadernos do sucesso pela conquista do último europeu. Como sabemos, as estratégias para gerir o sucesso tornam-se por vezes muito mais difíceis do que enfrentar as oportunidades para eliminar o fracasso. Contudo, temos vindo a constatar em equipas campeãs, o traço da sua identidade está na humildade para aprender, e na competência para partilhar e daí a corrente do sucesso conseguido por um bom desempenho, perdurar mais no tempo, fazendo dessa circunstância uma das variáveis mais preciosas da vida.
Mas como estamos perante uma constante em apreço, que é o carisma ilustrado pela identidade coletiva dos nossos jogadores, bem ilustrada pelos valores da coragem, lealdade, humildade e coesão, que estão inscritos no habitáculo dos seus êxitos conseguidos, fazendo do sucesso o princípio de toda a causalidade, eu creio que estamos preparados para honrar com brilhantismo o sentimento deste nosso “nobre povo valente e imortal”.
Associado a tudo isto, também temos verificado ao longo do tempo que na magistratura de influência do nosso líder selecionador nacional Eng.º Fernando Santos, habita uma sólida estabilidade emocional, que permite de forma categoricamente consciente, estimular e encorajar, e porque acredita, através dessa constante e generosa convicção para o êxito, tem sido capaz de fazer reunir em cada gota de suor dos nossos campeões, paixão, rebeldia, consciência, amor e razão.
Muitas Venturas
Viva Portugal

Obs.1 - Aproveito para neste artigo saudar de forma absolutamente justa a nossa seleção sub 21 e todo o seu desempenho no recente campeonato da europa. Eu sei que atingimos uma bitola em que atingir o lugar de vice-campeão pode parecer pouco para quem tanto vale. Contudo a raça, paixão, motivação e galhardia interpretada pelos nossos jogadores superiormente liderados pelo selecionador Rui Jorge, cujo perfil de liderança assenta nos valores da honestidade, na firmeza de convicções, integridade e respeito, nos dá a certeza de que se no passado existem as recordações, no presente as convicções, no futuro encontraremos uma jovial e generosa esperança. Parabéns.

Obs.2 - Uma nota final de homenagem de despedida a “Neno” que pertencia ao gabinete de relações públicas, promoção e marketing do Vitória S.C. Tive a honra de o ter como aluno dos cursos de treinador e profissional leal e dedicado quando também tive a alegria e honra de servir o clube. Creio que não havia ninguém que ousasse tecer qualquer comentário menos abonatório pela sua conduta. Fazia da alegria e graça de bem existir uma civilidade de trato exemplar envolta num humanismo contagiante. Ainda este domingo de manhã constatei o longo cordão humano que lentamente e entre silêncios quebrados pela saudade, se preparava para a despedida. Não tenho dúvidas que pode ter sido desfraldada uma das bandeiras do Vitória S. C. mas creio que se ergueu uma estrela maior que haverá de iluminar o caminheiro para a conquista de novos desafios do futuro. Saudade."

Exemplo de superação


"O vínculo contratual poderá terminar, mas o emocional e o histórico perdurarão para sempre.
Jardel, "o guerreiro da Luz", deixa de representar o Benfica após 10 temporadas e meia, nas quais conquistou 14 títulos e troféus e se notabilizou pela elevada competência, entrega inexcedível, compromisso permanente e regularidade assinalável, características que lhe valeram a conquista a pulso da sempre exigente massa adepta benfiquista.
(...)
Chegou ao Clube em 2010/11, contratado ao Olhanense ia já a época a meio, incumbido da espinhosa tarefa de substituir David Luiz, admirado pela massa associativa e de partida para o Chelsea. Cedo se impôs, conquistando a titularidade e começando a demonstrar os atributos que suscitaram o interesse benfiquista na sua contratação.
Após três temporadas enquanto primeira opção de recurso na sua posição (59 vezes titular), Jardel firmou-se no onze inicial, passando a ser uma referência da equipa e estreando-se, inclusivamente, no papel de capitão. Foi figura central do bi e do tri, indispensável na caminhada rumo ao 37.
Jardel faz parte do restrito lote de futebolistas tetracampeões nacionais de águia ao peito (com André Almeida, Fejsa, Luisão e Salvio) e venceu mais um Campeonato, num total de 5, um feito que apenas 41 jogadores alcançaram em toda a história do Benfica. Contribuiu ainda para o triunfo benfiquista em duas Taças de Portugal, 5 Taças da Liga e 2 Supertaças (e fez parte do plantel que conquistou mais duas).
Na época do tri, num campeonato disputado palmo a palmo, foi o autor de dois golos decisivos, nas 30.ª e 32.ª jornadas, que valeram os três pontos à equipa em cada uma delas. Na época anterior, a do bicampeonato, marcou em Alvalade no tempo adicional e evitou a derrota.
Não foram, no entanto, estes golos fundamentais para títulos ou a consistência exibicional ao longo de anos que o tornaram consensual entre os benfiquistas.
Foi antes o regresso do balneário para a segunda parte de uma partida, na Luz, trajando uma toca protetora depois de ter necessitado duma longa assistência médica no primeiro tempo. Só passadas algumas horas do jogo terminado os benfiquistas tiveram oportunidade de perceber quão impressionante havia sido a galhardia com que Jardel abordara os lances de cabeça. O golpe profundo na face, que viria a necessitar de 20 pontos de suturação, em nada afetou o rendimento do central, a partir desse momento, por definição e por mérito próprio, um jogador à Benfica!
O Benfica e os benfiquistas estão agradecidos a Jardel pelo seu contributo para a causa benfiquista. Foi, indubitavelmente, daqueles jogadores do Benfica que, sempre que entrou em campo ao serviço do Clube (320 vezes pela equipa A, das quais 288 em todas as competições oficiais, incluindo 3 da Taça de Honra da AFL), se empenhou em cumprir o repto "honrai agora os ases que nos honraram o passado". Quando os jogos voltarem com público, Jardel estará na Luz para a devida homenagem dos sócios do Benfica e a merecida ovação no relvado.
Obrigado por tudo, capitão!"

Memória: Lisboa 45 !!!

domingo, 13 de junho de 2021

Fim de época...

Benfica 2 - 6 Sporting

As palavras do Joel no final reflectem o que se passou nestes 4 jogos da Final: o Sporting foi superior em dois e venceu os dois, o Benfica foi superior em dois e só venceu um... Quando em condições normais deveríamos ir para uma 'negra', vamos para férias!

Hoje, fizemos o nosso pior jogo da Final... principalmente, aqueles dois minutos, onde a ganhar por 1-0, cometemos erros consecutivos, que deram o 1-3 para o Sporting, com o Cecílio mais uma vez, em destaque nos brindes defensivos!

Não é fácil ser competitivo a este nível, quando defensivamente se dão consistentemente brindes, como nós continuamos a fazer...

Tudo isto, quando já temos que levar com o handicap habitual nos apitos: para serem assinaladas 5 faltas contra os Lagartos, têm que fazer cerca de 15... Hoje, por exemplo, quando já estava praticamente tudo decidido, a falta que o Henmi sofre no final, é para vermelho directo... por sorte, o Rafa ficou com o tornozelo no sítio! E nem sequer Amarelo levou... Até naquela falta que o Arthur sofre na 1.ª parte, que cai em cima de um adversário, na repetição, é visível o instinto do árbitro, em marcar falta contra o Benfica, mas arrependeu-se a tempo, e apontou o braço para o lado contrário!!!

O Joel está de facto muito desgastado, muito provavelmente vai sair, mas desenganem-se quem pensa que as coisas vão mudar radicalmente, porque enquanto o handicap arbitral continuar, será quase impossível o Benfica voltar a vencer o Campeonato... se o Ferrão fosse o Pivot do Benfica, seria um jogador banalíssimo, tal a forma como é permitido defender os Pivot's do Benfica...
Precisamos de um Fixo urgentemente... de resto, as alterações no plantel, são muito 'relativas'...!!!

PS1: Parabéns à nossa secção de Pólo Aquático feminino, pela conquista da Taça de Portugal e respectiva dobradinha!

PS2: No Atletismo, neste fim-de-semana, vencemos o Nacional de Pista ao Ar Livre em sub-23... No feminino, ficámos em 2.º lugar, 12 pontos das vencedoras.

Análise: Actualidade...

Comunicado


"A Direção do Sport Lisboa e Benfica e, em particular, o seu Presidente desmentem veementemente qualquer oposição à realização da Assembleia Geral Extraordinária solicitada por um grupo de sócios.
A Direção do Sport Lisboa e Benfica, no cumprimento estrito dos estatutos, dará todo o apoio aos órgãos sociais competentes para procederem à convocatória dessa mesma Assembleia Geral Extraordinária, em observância às diretrizes emanadas pela Direção-Geral da Saúde. E no mais breve prazo possível.
A Direção e o seu Presidente desejam as maiores felicidades ao Prof. Doutor Rui Pereira."

Uma Semana do Melhor...

Agenda...