Últimas indefectivações

sábado, 30 de março de 2019

Benfiquismo (MCXXXV)

Um dos nossos...

Uma Semana do Melhor... com o Gomes

Jogo Limpo... Tavares, Silva & Guerra

A justiça popular, de novo

"Sou sócio do Benfica há quatro décadas e das poucas coisas que tenho certas é que em circunstância alguma abandonarei a minha condição de adepto do Glorioso. Mas a paixão clubística mas não me levará a deitar às malvas fundamentos sacrossantos, nomeadamente aqueles que devem organizar um Estado de direito numa sociedade decente. Na verdade, é quando o tema é futebol, por definição um território movido a paixões, que os nossos princípios são postos à prova. É por isso que devemos deixar ao futebol o que é do futebol e à Justiça o que é da justiça.
Vem isto a propósito da sucessão de declarações lamentáveis que a minha amiga Ana Gomes proferiu este fim de semana em entrevista ao Record, agora a propósito de futebol mas em linha com o que se tem afirmado sobre muitas outras áreas. Quando o tema é Justiça, a Ana tem o condão de nunca acertar. Como todos os portugueses, tenho convicções subjectivas sobre a culpabilidade de muita gente e vivo com inquietação os casos com que a Justiça é passiva ou revela incompetência. Pior mesmo, só a sensação de que, entre nós, o sistema de justiça promove, demasiadas vezes, a culpabilidade na praça pública, não cuidando de produzir prova robusta em tribunal. Infelizmente, em Portugal, temos acumulado demasiados casos em que há mesmo fumo sem fogo - o que aconselha a não partirmos do princípio de que qualquer indício, devidamente promovido na praça pública corresponde a um ilícito criminal.
Pois o que a Ana faz, é alcandorar-se a justiceira e cavalgar qualquer presumível culpabilidade - sem nunca cuidar de perscrutar os factos ou desrespeitar a presunção de inocência -, para logo decretar subjectivamente uma condenação definitiva. Precisamente o que a justiça não deve fazer. Se já é assim em muitas áreas, futebol, e com a alavancagem das redes sociais, torna-se mais fácil fazer regressar tribunais plenários e o conceito de justiça popular ganha novas vestes, mas preserva a sua tenebrosa identidade. Ontem, como hoje, sustenta-se em julgamentos sumários, violação da privacidade, desrespeito pelas garantias processuais e, acima de tudo, sentenças sustentadas nas emoções da turba. Os riscos são, aliás, significativos. Se estivermos dispostos a deixar que a justiça popular trilhe o seu caminho no mundo do futebol, rapidamente lhe iremos escancarar as portas nas outras áreas da nossa sociedade. Convém não tratar as coisas da Justiça como se fosse um dérbi: trincheiras, muita paixão e incapacidade de preservar um chão comum, com regras do jogo partilhadas.
Numa - essa sim - notável entrevista ao "Expresso" este fim de semana, o advogado Rui Patrício lembra o óbvio:"O processo penal não serve para punir culpados, mas para averiguar: se há culpados." Nos tempos que correm, essa é que é infelizmente, a afirmação corajosa."

Os alertas do Benfica - Tondela

"Contra o Tondela joga-se o primeiro desafio de um ciclo que pode ser histórico. Amanhã à noite o Benfica tem de vencer e convencer

O Benfica - Tondela de sábado tem vários alertas que devem ser accionados. Primeiro a qualidade da equipa de Pepa, que não merece o lugar aflito que ocupa. Depois a necessidade de pontos do adversário, mas temos que acrescentar o histórico com uma derrota amarga no último ano. Por fim o facto de haver um jogo importante em Alvalade, na quarta-feira, não pode desviar um milímetro da nossa concentração para um ainda mais importante no sábado.
Jogamos com o Tondela o primeiro jogo de um ciclo que pode ser histórico. O Benfica de sábado à noite tem que vencer e convencer.
As notícias de uma casa perto de encher garantem o apoio de uma massa adepta incondicional. Mas gosto ainda mais quando é a equipa a levar os adeptos ao colo naquele casamento perfeito.
Esperamos pela notícia da total recuperação de Seferovic, e sobretudo pelo seu regresso em boa forma.
Na segunda mão da Taça temos que assegurar a presença no Jamor, esperando uma arbitragem correcta, facto que ainda não tivemos este ano frente ao adversário em questão. O resultado traiçoeiro do jogo da Luz não deixa margem para nada que não seja o melhor Benfica.
Ao contrário da generalidade das análises feita à dupla jornada da Selecção portuguesa, que apenas comentam em função dos resultados, penso que os dois empates da nossa Selecção mostraram que somos superiores quer à Sérvia (boa equipa), quer à Ucrânia (equipa limitada) e por isso estou agora mais convencido que iremos vencer o grupo e apurar Portugal para a defesa do título.
Numa semana onde jogou a selecção campeã da Europa, o espaço mediático estava tomado pelo mais andrajoso do futebol. Era deprimente o tema, os sujeitos e a sua abordagem. Descubra-se tudo e sobretudo os porquês. O espaço do lixo é infinitamente maior que o do jogo. O Benfica tem que perceber a razão e estar atento aos objectivos. Estando o Benfica em primeiro e a jogar bem, iremos ver de tudo fora do campo, para inverter esta posição.
O 37 não é por agora uma questão de justiça do futebol, já passou para uma questão de decência no futebol."

Sílvio Cervan, in A Bola

Sabe quem é? Não, não é o Cosme... - Marcolino Bragança

"Sobretudo por causa do que ele fez é que hoje há Benfica; O que levou os dissidentes para o Sporting? Um medo!

1. Sim, fala-se muito do Cosme Damião (e um bocadinho menos do Félix Bermudes), mas sem ele, sem aquele seu (muito esquecido) grito de resistência ao ataque de José Alvalade talvez não houvesse o SLB. (O pai era um nobre de Macedo de Cavaleiros: D. António Fortunato Pinto de Meireles. Engenheiro agrónomo, «qual de amor» atirou-se para São Tomé, dedicou-se a roça na ilha, descobriu nova paixão: rapariga de sangue negro). Ao tornar-se jogador do Sport Lisboa, havendo já lá os irmãos Meireles, era com o Bragança da mãe que o tratavam.
2. Nascera por 1891, para Lisboa viera aos 16 anos - fazer o liceu. Não tardou oferecer-se ao Sport Lisboa - e logo o puseram nas segundas categorias. Tanto era «back» esquerdo como «meia-defesa» (que era como se chamavam aos médio-centro).
3. Em Março de 1969, Rebelo Carvalheira, correspondente de A Bola em Angola, encontrou-o num hospital de Luanda a tratar-se de um atropelamento - lá contou: «Tenho vaidade de o dizer: sou dos principais culpados em que o clube não tivesse soçobrado na crise por que passou em 1907. Todas as noites me reunia à mesa do café com Cosme Damião para estudarmos a maneira de salvarmos o Sport Lisboa. Mas isso só foi possível com a ajuda de Félix Bermudes, a quem eu e o Cosme fomos procurar no seu escritório na Avenida da Liberdade. Logo se colocou incondicionalmente a nosso lado. Ainda estou a vê-lo, todo nervoso, a dizer: De quanto precisais, meus rapazes?».
4. A «crise» de que falava, causou-a José de Alvalade, desafiando para o Sporting os melhores jogadores do Sport Lisboa. E não deixou de largar a Rebelo Carvalheira revelação bem mais surpreendente: «Ao contrário do que muita gente tem dito, os nossos jogadores não abalaram para o Sporting só por falta de campo. O Sport Lisboa tinha ganho ao Carcavelinhos por 2-1. Foi vitória de extraordinária retumbância e autêntico escândalo para os «mestres ingleses» essa derrota. E, com medo do jogo de desforra, alguns dos nossos melhores jogadores aproveitaram a ocasião e fugiram para o Lumiar...»
5. Bermudes deu o maior quinhão - e com os 27 mil réis duma subscrição o Sport Lisboa pôde inscrever-se no Campeonato de Lisboa, passando a segunda categoria à primeira: «Já toda a gente estava a pensar que o clube tinha acabado quando o Cosme, o Bermudes, e eu aparecemos no Clube Naval, no Chiado, para inscrevermos o Sport Lisboa. Houve risos de escárnio, do Couto, um dos que tinham ido para o Sporting, ainda ouvi: «É uma pena insistirem. Acabavam com chave de ouro e assim vai ser uma tristeza, a gente não lhe faz a coisa por menos de 15». (O resto é o que se sabe - como falhou no prognóstico, o António Couto, arquitecto da estátua do Marquês, que Francisco dos Santos, outros dos dissidentes, haveria de esculpir...)
6. Ainda esteve na origem do Sport Lisboa e Benfica - e, terminado o liceu, voltou a São Tomé. Dedicou-se, tal como o pai, à agricultura. Depois, aventurou-se a Angola, criou fazenda de onde saíam as «melhores laranjas de África» - as laranjas do Lage que até passam por uma canção do Sérgio Godinho. Futebol, só deixou de o jogar aos 45 anos: «Comecei a não ter tempo de ir aos treinos, um dia, vi a bola a passar-me à frente e eu a não ter forças para lhe chegar. Tive vergonha e não voltei mais ao campo...»
7. O que não deixou, nunca foi outro hábito: o xadrez, onde um dos filhos era campeão: «Anos a fio, fazia jogos com o Félix Bermudes pelo correio». Após a conquista da Taça Latina, o Benfica andou por Angola, foi vê-lo jogar, discreto na bancada, sem se atrever a dizer quem era: «Tive receio que não acreditassem que eu fosse o homem que não os deixara morrer - e o Félix deixou-me encantado».
8. Ainda no hospital, largara em murmúrio ao Rebelo Carvalheira: «Este desastre, bem como ter de deixar o mato por medo de terrorismo, impediu-me de juntar uns dinheiros para ir a Lisboa ver o Benfica, ver o Eusébio, de quem oiço maravilhas». Poucos meses depois, foi o Benfica a Luanda - e, tendo lido o que lera, em A Bola, Borges Coutinho chamou-o a passar uma tarde com a equipa, a conhecer o Eusébio e o Coluna. (Morreu em Abril de 1971 - pouco depois de fazer 80 anos)."

António Simões, in A Bola

O crime quase perfeito

"“Através de um amigo lá de Gaia conseguimos aceder à correspondência do Benfica. Aquilo não diz grande coisa, mas se embrulharmos bem um ou dois mails até podemos gerar alguma polémica, e depois fazer o máximo de barulho. Vocês vão criar blogues para explorar o assunto, e infiltrarem-se em fóruns benfiquistas com dezenas de perfis falsos para causar ruído e desunião. Entretanto, arregimentamos um lote de jornalistas simpáticos, cirurgicamente colocados nos vários grupos de media, para dar eco ao que for sendo divulgado. Depois, com gente amiga, criaremos um conjunto de fake news que ajudem a construir a imagem que pretendemos: a de um Benfica corrupto.”
Terá sido mais ou menos isto que foi dito na célebre reunião secreta do Altis, entre as direcções de comunicação de Porto e Sporting.
O crime parecia perfeito, mas, como acontece nos filmes, falharam alguns detalhes. Primeiro, os benfiquistas não reagiram como eles esperavam e mantiveram-se unidos em torno do clube. Depois, o presidente do Sporting foi corrido. Por fim, o pirata foi descoberto e preso.
Quando lemos certas notícias, ou vemos algumas peças televisivas, verificamos que parte daquela estratégia ainda está de pé. E percebemos que a comunicação baixou a um nível nunca antes visto, entrando de cabeça na era da pós-verdade, em que os factos são o que um homem quiser.
Agora procura-se branquear o crime informático. Seja através de uma estação de televisão parceira do Der Spiegel (que comprou produtos do roubo), seja pela boca estridente de uma eurodeputada que fez carreira a gritar por quase tudo sem perceber de quase nada."

Luís Fialho, in O Benfica

Negócio do futebol tratado com os pés

"A integração, na próxima temporada, do Gil Vicente na Liga - que parecia pacífica desde que a decisão, na sequência de sentença judicial, foi tomada e comunicada ainda a meio da época 2017/2018 - tem sido alvo de contestação e já forçou a FPF a tomar, em comunicado, uma posição musculada. Estamos, pois, na antecâmara de mais uma confusão à boa maneira do futebol português do antigamente, onde o prometido era quase sempre, não devido, mas de vidro, e por isso quebrava-se com demasiada facilidade.
Fala-se já à boca cheia num alargamento da Liga para vinte clubes, como forma de resolver o imbróglio a contento de todos, mas esta estratégia, usada com sucesso no passado, esbarra agora em duas dificuldades que antigamente não existiam:
a) Em primeiro lugar, mais dois clubes na Liga, para além do prejuízo óbvio para o nível médio da competição, implica que sejam pagas mais duas comparticipações televisivas e nem esse é o desejo de quem tem aberto os cordões à bolsa, as operadoras, nem se vê forma dos restantes clubes abdicarem de parte do que lhes cabe em prol dos náufragos do alargamento;
b) Ao contrário do que acontecia no passado, quando a FPF não tinha o peso específico que tem hoje, e tinha de andar a reboque de quem realmente mandava, os sinais que chegam da Cidade do Futebol revelam determinação e firmeza, o que poderá ser suficiente para fazer abortar as tentativas golpistas.
Infelizmente, aquilo a que se assiste não é mais do que a prova de que o negócio do futebol em Portugal continua a ser tratado com os pés..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Todos à Luz!

"Oito semanas, oito jornadas, 24 pontos em discussão. O campeonato vai entrar, definitivamente, na recta final e é a partir de agora que tudo irá decidir-se num derradeiro sprint entre as equipas que ocupam as primeiras quatro posições, mas também entre todas as outras que ainda têm objectivos em aberto.
Ao Benfica faltam 5 jogos no nosso estádio e 3 deslocações. Não se pense, porém, que iremos encontrar alguns adversários mais difíceis do que outros. Fora de hipótese! Temos a certeza absoluta de que serão, todas elas, jornadas de máxima exigência – oito jornadas que vão ser encaradas como oito verdadeiras ‘finais’.
Só uma equipa em estado de alerta máximo conseguirá superar os obstáculos que nos aparecem no calendário. O primeiro deles, o Tondela, é o mesmo que há pouco mais de um ano venceu no nosso estádio. Só isso já seria o suficiente para se perceber a dificuldade que nos espera.
É preciso que nos mobilizemos – todos! – para mais uma grande noite de futebol, para mais um grande espectáculo e, claro, para a conquista de mais 3 pontos.
Há uma boa notícia já garantida: o Estádio da Luz deverá contar este sábado com uma das maiores enchentes da temporada. A onda vermelha continua a crescer a cada dia e a confirmar que jamais deixará de caminhar ao lado da equipa. Seja onde for!

PS: É já amanhã, às 16 horas, que acontece o primeiro Benfica-Sporting em futebol feminino. Um momento histórico e, ainda por cima, por uma causa maior. Que o Estádio do Restelo tenha a moldura humana que o momento justifica e que o povo moçambicano merece."

sexta-feira, 29 de março de 2019

"FC Porto exerce uma forma anticultural daquilo que é o futebol"

"O antigo jogador do Benfica, José Augusto, esteve ontem no Estádio da Luz para a apresentação do livro '115 anos Gloriosos', e aproveitou para demonstrar o seu desagrado com tudo o que tem sido dito nos últimos tempos sobre o seu clube do coração.
Em declarações à margem do evento, o antigo extremo português não poupou críticas à estrutura do FC Porto e apontou o dedo aos responsáveis do clube portista pela forma como têm encarado o desporto em Portugal.
"Todos os campeonatos têm a sua história e este tem uma muito especial, pois alguém quer derrubar o Benfica. Mas não conseguem porque o clube é muito grande. Usa-se todos os meios para se criar uma desmotivação não só nos directores, mas na massa associativa. Estamos habituados a essas situações e vamos ganhar o campeonato com todo o mérito", começou por dizer José Augusto.
"Quem está a desestabilizar? Os elementos que compõem o FC Porto, que tem usado e abusado mas vão pagar por isso", acrescentou o antigo internacional português.
"É uma pena pois o Benfica e o FC Porto, nos meus tempos, davam-se muito bem e agora não é tanto assim. O FC Porto é um clube que eu considero, mas não pela forma como agora tem sido gerido publicamente. No meu tempo, não era o clube que é hoje. Não ganham e querem ganhar e, nesta fase em que estamos em igualdade de pontos, voltaram novamente ao ataque. Mas é um ataque desmobilizador para eles, não para nós. Também querem ganhar o campeonato e exercem uma forma anticultural daquilo que é o futebol. Lamento profundamente que o futebol português descambe para esta situação", sentenciou José Augusto."

Festejos do título em 1973, a cores



"O Benfica inicia amanhã a primeira de oito finais rumo ao 37º Campeonato. Seja em que ocasião ou ano for, o Benfica ser Campeão é sempre o objectivo desejado por todos os Benfiquistas. É a tarde/noite em que o Universo se alinha e tudo faz sentido. Arrisco-me a dizer que não há na língua Portuguesa expressão mais bonita que essa: "Benfica Campeão".
No vídeo poderão ver um excerto do excelente documentário "Eusébio - A Pantera Negra" com imagens raras e a cores do festejo na Luz de mais um título no início dos anos 70. Eram os tempos de Eusébio, de Jimmy Hagan, de um estádio mítico ainda com o 3º anel por fechar. E que só poderia terminar com a eterna invasão de campo por parte do público, uma tradição que se perdeu na mudança de estádio e neste futebol moderno que não consente tal gesto ao povo.
Carrega Benfica, rumo a mais uma festa de Campeão!"

Conversas à Benfica #54

32 torneios coroam 32 campeões em 2019

"Um fenómeno único, pelo menos nos últimos 29 anos, mas com fortes probabilidades de ser um recorde na história do ténis profissional, leva-me a interromper a trilogia de artigos dedicados à cerrada luta de bastidores pelo domínio político da modalidade.
Segundo a WTA, fundada em 1973, esta época de 2019 marca «a primeira vez na história (do circuito profissional feminino) que os primeiros 13 títulos do ano foram conquistados por 13 jogadoras diferentes».
E no circuito profissional masculino? Embora a ATP tenha sido fundada em 1972, os seus dados estatísticos referem-se a 1990, o ano de nascimento do actual ATP Tour, mas também são arrasadores: «um recorde de mais torneios (consecutivos) diferentes (19) com 19 campeões diversos para iniciar uma época, isto desde 1990».
Se este fenómeno num dos circuitos já seria estranho, nos dois em simultâneo é inédito.
Em 32 torneios disputados este ano nas primeiras divisões do ténis houve 32 vencedores distintos! Veremos se o supertorneio de Miami (Masters 1000 ATP e Premier Mandatory WTA) irá quebrar esta tendência.
Esta raridade é mais inesperada no circuito masculino do que no feminino. Afinal, se olharmos apenas para os principais títulos, os do Grand Slam, constatamos que os últimos nove, isto é, todos os de 2017 e 2018 e o primeiro de 2019, foram sempre parar às mãos de Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic.
Pelo contrário, no circuito feminino, como várias vezes escrevi aqui, no mesmo período de tempo, produziu-se outra singularidade, ao conhecermos oito campeãs diferentes nos oito Majors de 2017 e 2018, algo que sucedeu apenas pela segunda vez na história da modalidade.
No último ano fui dando conta de como me parecia que os monstros sagrados do ténis mundial masculino continuavam a deter o poder com um punho de ferro, sobretudo nos eventos mais mediáticos, enquanto na vertente feminina parecia-me que o circuito estava órfão de uma dominadora, desde que Serena Williams parou de jogar entre Janeiro de 2017 e Março de 2018, por ter sido mãe, com várias complicações de saúde pós parto.
O súbito surgimento de Naomi Osaka, que venceu dois Majors seguidos, no US Open de 2018 e no Open da Austrália de 2019, parecia indicar o fim dessa orfandade mas, afinal, vivemos um ano em que ninguém é capaz de somar dois títulos.
A conclusão evidente é que as novas gerações estão finalmente a singrar ao mais alto nível. Não é por acaso que a WTA diz que das 13 campeãs de 2019, nove têm 24 anos ou menos. No ATP Tour, dos 19 campeões, oito têm 25 anos ou menos."

A Origem...!!!

Arguidos...!!!

"Bom dia.
Como sempre, teremos de ser nós a fazer o trabalho de casa que determinados meios da comunicação social se recusam a fazer.
De seguida, vamos divulgar alguns dos envolvidos na teia do cibercrime que teve como único objectivo destruir a imagem e a credibilidade do Sport Lisboa e Benfica.
Todas as seguintes pessoas são arguidas em processos distintos que estão a decorrer na justiça, mas que confluem para o mesmo processo chave. Apontem os nomes, pois todas estas pessoas são arguidas nos mais variados crimes, entre os quais roubo, manipulação e violação de correspondência privada, entre muitos outros.
Sem mais demoras, aqui vai:
- Aníbal Pinto;
- Rui Pinto;
- José Américo Amorim;
- Pinto da Costa;
- Reinaldo Teles;
- Adelino Caldeira;
- Rui Vieira e Sá;
- Fernando Gomes;
- Francisco J. Marques.
A teia está a ser desmontada, as peças do puzzle estão finalmente a ser encaixadas e o padrão começa, finalmente, a ficar claro para todos. Enquanto existirmos, o tempo do apito dourado acabou e não permitiremos que volte mais. Acabou a manipulação de informação, acabou o constante clima de coação e ameaças, acabou a manipulação de massas e acabou a desinformação e calúnias.
Podem ter a certeza que de onde esta e outras informações vieram, muitas mais chegarão e serão divulgadas em tempo oportuno. A palhaçada que tem reinado no futebol português acabou."

Cadomblé do Vata (trapalhadas!)

"1. Bruno Fernandes já está cansado de tanto treinar nestas duas semanas, mas continuamos a ser bombardeados com notícias que o colocam em dúvida para Chaves e SLB... por favor, alguém explique a esta gente que o Dia Mundial do Teatro foi na quarta feira e só durou 24 horas.
2. O advogado do Hacker do Sporting foi considerado arguido no caso da Doyen… só não percebi se foi por “extorsão de 1 milhão” ou se por “degustação de 1 melão”.
3. António Fiúsa regressou para dizer que “Proença é um banana”… infelizmente para o ex. Presidente gilista, se for processado pelo Presidente da Liga, não se vai poder escudar numa posição de whistleblower, porque a informação que ele tornou pública, já era do conhecimento de todos.
4. O SLBenfica anunciou lotação esgotada para o jogo contra o Tondela, mas apesar disso, ainda há bilhetes, porque alguns vão ser vendidos 2 vezes… a força da Nação Gloriosa vê-se nestes pormenores: não só levamos a equipa ao colinho dos adeptos, como vemos os jogos ao colinho dos adeptos.
5. Diz o Record hoje, que “Bruno Lage mandou os jogadores do SL Benfica atacar o pé direito de Pepe”… só não refere é que como retaliação, Pepe esteve 90 minutos a mandar o pé direito atacar os jogadores do SL Benfica."

Mais um arguido...

"Veja-se bem a teia criada pelo #fcporto nos crimes e na comunicação social( para não falar na PJ, Ministerio Publico etc) O hacker Rui Pinto teve como advogado, Aníbal Pinto, ao qual hoje foi constituído arguído por alegadamente estar envolvido na tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.
Na base da acusação está a tentativa de extorsão à Doyen Sports em 2015, na qual Rui Pinto terá pedido um milhão de euros ao fundo maltês como compensação para não divulgar os segredos que teria em sua posse.
Então , e apesar de estar ainda como arguído, é fácil compreender a teia montada pelo porto. Rui Pinto, pratica vários crimes em que pelo menos um pode ter o Aníbal Pinto envolvido, que por sua vez assumiu a defesa do Hacker e que como "pagamento", o fcporto manda-o para a #cmtv limpar a imagem do hacker e em sua defesa, para que o Rui Pinto e o Aníbal Pinto se mantenham calados sobre esses crimes.
Teremos os superdragões um dia destes também com faixas a pedir a libertação do Aníbal Pinto, a mando do presidente do porto?
Acredito que sim, como também acredito que a comunicação social vai achar que nada está ligado. Nunca nada está ligado quando se trata do porto... afinal de contas existem vários Anibeis em vários canais."

O rol...

A palhaçada

A nebulosa do futebol

"Não há mal que o futebol seja um negócio multifacetado. O mal está em toda a mancha negra que o rodeia. Porque como negócio também ele obedece às mesmas regras da economia, do trabalho e da fiscalidade.

Em Portugal, como em muitos outros países da Europa à Asia ou Austrália, o futebol é desporto de eleição e polo de interesse generalizado. Entre conversas de café e programas de TV sem fim, as audiências capitalizam e as vendas de jornais desportivos esmagam as tiragens.
O futebol não deixa ninguém indiferente. Durante anos servindo de anestia de regime, mais recentemente como montra de orgulho nacional ostentando os novos heróis, de Eusébio a Figo e símbolo máximo actual, Cristiano Ronaldo.
A modalidade evoluiu de uma forma estonteante, deixando de ser um mero desporto para passar a indústria que movimenta muitos milhões de euros e, por consequência, centro de múltiplos interesses.
Benfiquista, adepto e sócio, não é sobre o futebol clubístico que pretendo reflectir. Antes fazendo parte da enorme massa humana que aprecia a modalidade e vê no futebol uma actividade vibrante, que nos transporta para um espaço mais emocional onde o adulto vira criança, onde as paixões despertas ultrapassam o racional e o espectáculo nos convoca para uma adesão sem limites.
Na estrita medida em que o futebol desliza para o negócio, onde o debate público à sua volta perde o simples gozo para se emaranhar numa teia profunda e sem nexo. Isto faz-nos temer pelo futuro, pois a cada escalada de afirmações excêntricas a credibilidade diminui.
Nas últimas semanas, o ruído tem crescido e já não é o jogo psicológico do embate de fim de semana, com meras motivações clubísticas. Nem tão-pouco a denúncia do Football Leaks sobre o sistema ou ainda os ataques aos sistemas informáticos dos clubes e das federações.
Entrámos numa espiral de ataques e contra-ataques, onde a credibilidade e o respeito mútuo entre os protagonistas já não existem. Os jornais enchem-se de parangonas, entre atacados e respectivas reacções. A dimensão da situação ultrapassou em muito o âmbito desportivo para despertar nas malhas e no limite da legalidade.
Não esquecemos as acusações no âmbito internacional na FIFA e na atribuição da organização de campeonatos à escala mundial. Não esqueçamos as notícias de outras ligas e divisões. Insultos, ameaças verbais e físicas, corrupção e fraude num conjunto de insinuações que corroem a nobreza do, antes chamado, Desporto-Rei.
Ninguém fica imune às notícias, nem ninguém deve ficar impune perante os factos. Enquanto uns proclamam a defesa do sistema, outros apresentam-se como arautos da legalidade. No intervalo, uns incendeiam a situação e outros alimentam-se dela.
Não é razoável deixar crescer a dúvida na opinião pública. E os agentes do sector devem estar atentos a este fenómeno, a começar pela federação e liga. Mais ainda, o Governo não pode ignorar que a situação contamina o desporto nacional. E as autoridades judiciais de investigação devem ser claras na sua atitude de combate aos factos que integrem o tipo de crime. Ninguém pode assistir da bancada a este derrapar de situação.
Ninguém pode ignorar as graves acusações, como as da eurodeputada Ana Gomes. Mas, se as mesmas foram proferidas de forma gratuita, deve ficar claro que ninguém se pode esconder por detrás de uma condição de imunidade.
Os verdadeiros protagonistas do futebol devem ter presente que este manto nebuloso lançado sobre a modalidade, não é folclore ou música, constitui um primeiro passo para destruir os seus próprios negócios de futebol. Não há mal que o futebol seja um negócio multifacetado. O mal está em toda a mancha negra que o rodeia. Porque como negócio também ele obedece às mesmas regras da economia, do trabalho e da fiscalidade, além de todos os tipos de crime que por vezes se deixa florescer."