Últimas indefectivações

domingo, 10 de fevereiro de 2013

São 2 pontos perdidos... mas nada está perdido !!!


Nacional 2 - 2 Benfica

Começamos muito mal... não sei se o primeiro lance, onde a bola tem um ressalto estranho, enganando o Luisinho e o Artur, foi a causa, mas a verdade é que o Luisinho nunca se encontrou nas suas funções defensivas, e o Artur teve muitas responsabilidades no 2.º golo!!!
A incapacidade que o Benfica demonstrou em evitar os cruzamentos adversários acabou por ser fatal durante o jogo, é verdade que o Nacional depois daqueles 5 minutos iniciais, nunca mais teve oportunidades escandalosas, mas foi sempre insinuando algum perigo... Nos jogos onde perdemos pontos esta época, sofremos sempre golos 'estranhos': com o Braga (Melga), com a Académica (Xistra), com os Corruptos (Garay, Artur) e hoje, uma defesa parada a pedir fora-de-jogo, e um Artur sem saber se defendia de joelhos, ou se atirava-se lateralmente!!!
O Benfica foi crescendo no jogo, tivemos sorte ao beneficiar de um auto-golo - o primeiro em muitos, mas mesmo, muitos jogos!!! -, mas depois tivemos muito mérito, na maneira fenomenal como o Urreta marca o segundo!!! E a partir deste golo, o Benfica, finalmente começou a dominar como costuma fazer, criando muito perigo... nos últimos minutos da 1.ª parte, e no início da 2.º parte... até que contra a corrente, depois de vários golos falhados de forma escandalosa pelos nossos avançados, o Nacional empata... O Benfica sentiu o golo, o Nacional recuou ainda mais, criamos algum perigo, mas foi preciso chegar aos últimos minutos para começarmos a sufocar... O Gottardi que durante o jogo já tinha feito grandes defesas, nos últimos minutos esmerou-se, nas defesas e nas simulações de lesão, acabando por impedir a vitória do Benfica.
Muito se vão discutir as opções do Jesus, mas creio que a única onde ficámos a 'perder' foi na ausência do Melga - que tem vindo a jogar limitado, a lesão não aconteceu no Paraguai... - de resto, é normal numa equipa como o Benfica, com muitos internacionais, fazer algumas alterações... normalmente as equipas com muitos jogadores nas Selecções perdem sempre algum gás, na jornada seguinte...

O Desdentado fez o seu trabalhinho normal, nada de surpreendente, aliás já nos fez muito pior!!! Muito se vai falar das expulsões, mas ninguém vai falar do critério torto durante os 90 minutos, onde permitiu uma agressividade excessiva dos Nacionalistas. Ao contrário do 'famoso' jogo de Setúbal onde expulsou dois jogadores do Vitória, com duplo amarelo, por excesso de zelo, hoje, nenhum Madeirense seria expulso com duplo amarelo - o Cardozo obrigou a quebrar esta regra!!! Se o Cardozo foi 'totó' - apesar de um pontapé daqueles durante o jogo, nem falta seria marcado, se fosse a favor do Benfica!!! -, a expulsão do Matic é de bradar aos céus... só mesmo uma pessoa condicionada por um anti-Benfiquismo doentio podia dar vermelho numa situação daquelas, neste caso nem acredito em Fruta!!! Nenhum Frutado teria tal imaginação!!! Obviamente que o objectivo aqui, é condicionar os próximos jogos... a ausência do Matic com o Setúbal, já se fez notar, nada melhor que voltar a impedi-lo de jogar... Também tenho a certeza, que ninguém irá discutir os dois penalty's na área do nacional: 1.º por Mão na bola, e a 2.ª por derrube de Claudemir ao Gaitán, que premeditadamente impediu o Gaitán de saltar, e não foi o Nico a saltar para cima do adversário, como às vezes acontece em lances destes!!!

Apesar da exibição menos conseguida, em alguns momentos, não creio que a equipa mereça criticas exageradas, numa época ainda sem derrotas no Campeonato - só em Portugal uma série destas não dá título!!!
Estávamos avisados das dificuldades extras, devíamos ter tido outra entrada na partida, é verdade...
Após o empate dos Porcos Corruptos, podíamos hoje ter começado a cavar a diferença... São dois pontos perdidos, é verdade, mas nada está perdido...
Mantenho o meu pessimismo em relação ao título - por razões extra-quatro-linhas!!! -, mas hoje quem deve estar mais preocupado são os Corruptos!!! E nem se podem queixar do Cosme, como eles tanto gostam de fazer, tapando os olhos aos cegos!!!
Apesar do pessimismo recordo que no ano, do último título, também tivemos um empate difícil de engolir, no início da 2.ª volta... foi em Setúbal (1-1), com uma arbitragem do Jorge Sousa completamente absurda, com um absurdo auto-golo do David Luiz e com o Cardozo a falhar absurdamente, um penalty, no último minuto, por excesso de força!!! Mas só voltámos a perder pontos no antro da Corrupção, com o Benquerença como 'maestro'!!!

Bi-Campeões Nacionais Masculinos de Pista Coberta


No final do 1.º dia estávamos em 2.º lugar, a 2 pontos do Sporting, mas hoje demos a volta, e conquistámos pela 2.ª vez consecutiva o Campeonato Nacional de Pista Coberta em Masculinos. Mesmo com alguns ausentes - Nelson Évora, Jorge Paula, Marcos Chuva... -, a equipa acabou por conseguir o triunfo... mais uma vez numa emocionante estafeta dos 4x400, como já habitual !!!
Na Pista Coberta, a diferença entre as equipas não é tão grande, como ao Ar Livre, já era de esperar um duelo apertado... temos o veterano Rui Silva a dominar o meio-fundo, e o jovem Nascimento que foi contratado este ano pelo Sporting, como as nossas pedras no sapato!!!

As meninas ficaram em 2.º, mas estão cada vez mais perto, hoje chegaram mesmo a aproximar-se...!!!

Começo trémulo, mas acordaram a tempo !!!


Benfica 93 - 79 Académica
20-26, 26-13, 24-21, 23-19

Mais um jogo com a Académica, mais uma vitória... que começou por ser complicada, mas com o decorrer do jogo, a normal diferença de valor entre os planteis, foi-se repercutindo no marcador...
Mas é bom recordar que a Académica está a jogar sem o Americano (não sei se está lesionado, ou se foi recambiado!!!), e sem o Fernando Sousa... e se a nossa única derrota foi com o CAB, a Académica, devido à regularidade do seu jogo, é na minha opinião, o principal candidato a chegar à final do Campeonato!!!

Perder no melhor momento !!!


Tondela 1 - 0 Benfica B

Primeira parte muito má, onde o Mika foi o salvador, 2.ª parte muito melhor, com várias oportunidades, e quando menos se justificava, o Tondela marcou...!!!

Vitórias !!!


Modicus 1 - 3 Benfica

Jogo agradável, ainda não estamos a jogar ao nível desejado, mas depois de um período muito mau, as exibições têm melhorado... 

PS1: A 6.ª falta marcada ao Benfica, nos últimos segundos da 1.ª parte, é um excelente exemplo de como é extremamente difícil ganhar ao serviço do Benfica, em qualquer modalidade!!!

PS2: Parabéns para as nossas meninas, que venceram a Taça da AF Lisboa de Futsal. Para a próxima época já haverá uma competição nacional, mas para a história ficará a 9.ª Taça Distrital para a secção feminina de Futsal.


sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Matilha

"A Matilha não morde, mas mente. É essa a sua arma: a mentira. Foi para isso que os escolheram a dedo: medíocres intelectuais, fracassados nas suas profissões, gente basicamente reles e facilmente manobrável. São pagos como príncipes, estes mendigos de D. Palhaço. Têm avenças de milhares pagos por jornais e televisões em troca da sua ridicularia. Por dinheiro fazem tudo menos ser dignos.
Certa vez, em Teerão, na primeira cimeira dos Aliados, Winston Churchill chicoteou Estaline com esta frase assassina: «Em tempo de guerra, a verdade é tão preciosa que deve estar sempre protegida por um guarda-costas de mentiras».
Não vejo que membro da Matilha possa ter lido Churchill. Todos eles, sem excepção, têm aquela sabedoria de comprimidos adquirida no Reader's Digest. Mas eles sabem tudo sobre as mentiras e com elas procuram disfarçar a verdade indesmentível de um Mundo corrupto até ao tutano.
O Merceeiro-dos-Tiques-Esquisitos já ameaçou do alto da sua cátedra podre prejuízos para breve. Ele sabe. Sabe que de um momento para o outro, um árbitro prostituído, cumprirá o seu dever para com o Madaleno. Todos eles sabem. O Copiador-Barato-de-Livros-Alheios, o Baladeiro-da-Melena-Sebenta, o Banqueiro-Degenerescente, o Bola-de-Banha-Fanfarrão...
Algo se prepara nas sórdidas esquinas que vão da Alumiara a Santo Ovídio, reino velhaco do suborno.
Dia a dia, a matilha propaga os seus ganidos. E esses ganidos são estridentes, histéricos, e o seu bafo insuportável fede nos nossos calcanhares. Ladram porcarias e abanam as caudas à espera que a bota de D. Palhaço lhes acerte na boca ou no cachaço. E, aí, lambem-lhe as mãos..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Líderes...


Benfica 5 - 2 Valongo

Jogo teoricamente complicado, que com uma grande entrada, ficou muito mais fácil !!! Estamos a jogar bem...

Vitória clara no Faial


Sp. Horta 21 - 32 Benfica

Jamor, claro...

"1. Salvo algum bem inesperado 'desastre', o Benfica voltará ao Jamor para a final da Taça de Portugal. Foi excelente a vitória em Paços de Ferreira, perante um valioso adversário. Partindo do princípio de que não haverá 'escândalo' no jogo da 2.ª mão, o problema que agora se coloca (ou alguns querem colocar) diz respeito ao Estádio Nacional, que sempre serviu para a final da Taça mas agora parece não ter condições. Até já ouvi falar na necessidade de mais casas de banho. Admito que sejam úteis mas não acredito que seja, indispensáveis. Ou será que o envelhecimento da população portuguesa, com o consequente aumento de problemas urinários, se fará notar de tal forma no dia da final da Taça?

2. Terminou (felizmente...) o anacrónico período de transferências de Janeiro... embora para alguns países ainda possa haver saídas. No que nos toca, saíram Bruno César e Nolito e entraram para a equipa B alguns jovens que se espera venham a revelar-se. Tudo calmo. O FC Porto foi buscar dois 'veteranos' que brilharam no Sporting mas depois saíram mal (um bateu no director desportivo, o outro inventava lesões). O Sporting venceu (barato...) ou emprestou muito, fez viajar um ex-jogador até Lisboa que, afinal, não iria poder jogar e falhou contratações de última hora - uma confusão total. Enfim, foi um mês 'animado'...

3. Os dirigentes do FC Porto são sempre muito elogiados pelos negócios que fazem. Agora fizeram mais dois. Primeiro, a SAD do clube comprou os 15 por cento do passe de João Moutinho que não detinha, ficando com a totalidade dos direitos desportivos do jogador. Antes, cedera (como habitualmente a um desses esquisitos fundos não se sabe bem de onde) 37,5 por cento dos direitos do jogador por 4,125 milhões de euros e, depois, em duas ocasiões (2011 e agora) readquiriu-os pagando 7,3 milhões. Ou seja: pagou quase o dobro do que havia recebido. Passados dois dias, surge a notícia da reaquisição de 35 por cento do passe de James Rodriguez. Há dois anos, o FC Porto havi-os cedido a um fundo por 2,55 milhões de euros. Agora pagou 8,75 milhões para os readquirir. Mais do triplo...

4. Tenho sempre algumas reservas quando os êxitos são das camadas jovens pois o que se deseja é que esses êxitos surjam igualmente mais tarde, quando são seniores. Mas não deixa de ser agradável a notícia de que o Benfica voltou a conquistar o título Europeu Júnior de Corta-Mato. As nossas modalidades continuam a brilhar."

Arons de Carvalho, in O Benfica

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A 'delegação' e o beijo da morte

"Em setenta anos da vida do Jornal oficial do Benfica, talvez seja esta a primeira vez em que nos pronunciamos directamente sobre o fadário dos vizinhos ali do outro lado. Mas os lamentáveis espectáculos de dissensões em que se têm entretido há décadas, com a mesma farronca genética de sempre, no contumaz registo da mais completa incapacidade técnica de gestão e no esbanjamento da dedicada cegueira (e do dinheiro...) dos seus enganados sócios, só podiam tê-los levado onde hoje estão e, pelo andar da carruagem, onde hão-de ficar por muito tempo. São merecidos os enxovalhos por que passam? São. São totalmente merecidos e por exclusiva culpa própria: em vez de se dedicarem ao rigor e à prudência que, há muito, os tempos aconselhariam à curta medida das suas pernas, parece que com o que sistematicamente mais se preocupam é em iludir e iludirem-se, nas basófias de que ali se alimentam órgãos sociais, directores e treinadores e mesmo muitos atletas, passados, presentes (e futuros...)
Grandeza? Glória? Onde é que isso já vai! Agora só lhes vê é miséria, vergonha e desgraça, no negro futuro que têm pela frente. No estado em que se encontram, o que ainda lhes pode vir valer não é nenhum da meia dúzia de proto-candidatos, numas eleições de opereta pontuadas com novas cenas de pugilato. São os bancos. Os bancos vão ter que se chegar à frente e pôr alguma ordem naquilo, porque precisam ver de volta tudo quanto outrora ali foram dando de barato.
O problema é que a impressionante baderna estrutural que os devastou e a vergonhosa ruína competitiva em que mergulharam, não os prejudicam só a eles próprios: contribuem para a lenta desconstrução da estrutura competitiva do país e, pior do que isso, continuam a afectar gravemente o clima de seriedade que, de uma vez por todas, carece ser reposto na indústria do desporto e nas suas envolventes, em Portugal.
É que, ainda por cima, tudo faz supor que, mais a norte, mais depressa do que as pitonisas possam prever, mal se fine o presente consulado, de repente se venha a escancarar um processo idêntico, porventura ainda mais escandaloso, com a explosão de outro albergue espanhol, em que as comadres zangadas acabarão a lavar a roupa suja toda. Nessa altura, finalmente, há-de vir à luz do dia a completa narrativa de podridão das arbitragens, da corrupção e das trafulhices jurídicas, ou, quem sabe, até dos dopings que, em duas décadas, valeram tantas taças e campeonatos ganhos à matroca, cá dentro e lá fora. E só então muitos dos nossos tristonhos vizinhos irão compreender o que verdadeiramente significa o prolongado beijo da morte em que há tanto tempo se enleiam com 'a sede'..."

José Nuno Martins, in O Benfica

Para que serve um regulamento?

"Um regulamento, normalmente, serve para reger os deveres e direitos dos membros de uma organização. Há casos em que não é bem assim. Há casos em que um regulamento serve para ser contornado, subvertido e ignorado. Há casos documentados em que o atropelo de um regulamento serve, inclusivamente, para silenciar todas as instituições que deveriam zelar pelo cumprimento do mesmo. 
No passado dia 14 de Dezembro, Pedro Proença decidiu adiar um jogo entre o Setúbal e o FC Porto. O regulamento diz que o jogo se deveria realizar nas 30 horas seguintes, salvo se os delegados dos dois clubes declararem no Boletim do Encontro o seu acordo para a realização do jogo noutra data, respeitados os limites regulamentados. O mesmo regulamento diz que os jogos das competições oficiais adiados no decurso da primeira volta têm de ser realizados obrigatoriamente nas quatro semanas que se seguirem à data inicialmente fixada para o jogo, salvo casos de força maior devidamente comprovados e reconhecidos por deliberação da Comissão Executiva da Liga. Assim sendo, pergunto-me acerca de qual terá sido a fundamentação para justificar o motivo de força maior que ‘legitimou’ a realização do jogo no dia 23 de Janeiro. Além disso, importa esclarecer se os delegados de jogo escreveram ou não, no próprio dia, no boletim de jogo, a nova data concreta do encontro. Algo me diz que tal não se verificou e tudo indica que esta marcação para o dia 23 de Janeiro não tem qualquer base regulamentar.
Atropelar os regulamentos implica sanções desportivas. Neste caso, o atropelo dos regulamentos implica apenas o silêncio. Um estrondoso e vergonhoso silêncio."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Sporting precisa de uma 'perestroika'

"Na última jornada vimos um FC Porto muito competente, organizado e capaz em Guimarães, e um Benfica que passou com facilidade e sem grande brilho o obstáculo V. Setúbal. Mesmo sabendo que, segundo as regras, ganhou 3-0 no Dragão para a Taça da Liga, o V. Setúbal é uma equipa frágil.
Bem mais difícil será a deslocação à Madeira, frente a um Nacional tradicionalmente difícil. A nota positiva do último jogo (para lá dos três pontos) foi a confirmação de um Enzo de superior qualidade e rara inteligência táctica.
Dos seus jogos fora de casa que faltam ao Benfica neste Campeonato, este é um dos 3 mais difíceis e por isso merecedor de cuidado e atenção. Jogadores vindos de viagens longas com as selecções, a deslocação à Madeira e o pensamento num jogo Europeu são tudo perigos que se têm que contornar este fim-de-semana. Acredito que se possa manter um trilho de vitórias para não fugir do principal objectivo.
O Sporting é um clube com uma história de respeito e tradição. Este degradar da sua imagem, esta bandalheira institucional, esta agonia desportiva são más para o desporto português. Neste momento é mais fácil ao sportinguista esperar uma derrota do Benfica, do que uma vitória do Sporting para se alegrar. Este caminho leva à satelização e menoridade de um dos maiores emblemas portugueses. Gostava de ver o Sporting recuperado. Gostava de ver gente competente e séria a assumir candidaturas. Bem sei que não são um benfiquista típico nesta matéria, mas um rival de respeito e tradição é bom para o desporto e aumento o mérito das conquistas.
Daquela amálgama de azedume, incompetência, arrogância, invejas pessoais, tem que renascer um Leão com brio e dignidade. Os sportinguistas estão capazes de recorrer a uma troika embora a minha sugestão fosse pelo contrário e de fazerem uma perestroika."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

'Goal leverage'

"O vencedor da Liga será provavelmente definido numa espécie de photo-finish. Benfica e Porto não descolam, jogam bem e com autoridade, cada qual no seu diferente modo de o fazer.
Os portistas - após a sua decepção do Braga-Benfica - apostam na recorrente quebra de rendimento do Benfica por estas alturas. Os benfiquistas desesperam por um percalço azul e branco que lhes permita ir ao Dragão com vantagem.
Fiquei preocupado com a sinceridade de J. Jesus no domingo: «Com (o mercado) Janeiro, o Benfica não ficou mais forte em nada.» Ao contrário, o Porto depois de Lucho em 2012, compra velharias que podem ser relíquias. Tem-se falado sobre a possibilidade de desempate final por goal average, expressão inglesa que, todavia, quer dizer outra coisa: quociente entre golos marcados e sofridos.
O Benfica já perdeu para o Porto dois campeonatos pela diferença de golos: em 1959 e em 1978 (aqui sem ter perdido qualquer jogo). Hipótese que só importa se os resultados entre ambos forem iguais. Assim se o Benfica empatar no Porto por 2-2 (como o ano passado), a diferença total de golos pode ser decisiva. Por isso, não gostei de ver o Benfica contra o Setúbal, deixando correr, algo apático, satisfeito com 3 golos, sem atrevimento e avidez pela goleada ao alcance.
Por fim, continua a intrigar-me a moleza anestesiante, o conformismo da derrota por antecipação, a falta de autocarros de certos clubes sempre que jogam contra o Porto, e, ao invés, a sua genica, vontade de comer a relva, pujança e agressividade físicas sempre que têm o Benfica pela frente. Tudo uma questão de goal leverage..."

Bagão Félix, in A Bola

Variações sobre autogolos e Jamor

"Já o Joãozinho poderá um dia contar aos netos que fez um autogolo em Vila do Conde exactamente no dia em que Cristiano Ronaldo fez um autogolo em Granada. A perfeição continua a não existir.

A final da Taça de Portugal é no Jamor. Grande novidade? Nem por isso. Nos seus anos primitivos e final da Taça jogou-se nos há muitos demolidos campos das Salésias e do Lumiar. A primeira edição decidida no Jamor aconteceu em 1946 e até 1961 não houve outro palco para o acontecimento.
Em 1961 os finalistas foram o FC Porto e o Leixões e a final da Taça disputou-se nas Antas por ser mais perto para ambos, presume-se. As estradas era más e nem se chegou a equacionar a hipótese de uma viagem marítima, a vapor, com saída do porto de Matosinhos rumo à gare da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, e volta.
A Rocha do Conde Óbidos, por ser de um conde, da nobreza, estava portanto muito associada ao Sporting e o desembarque e posterior embarque em território do inimigo não pareceu nada aconselhável aos dirigentes do FC Porto de então. Outros tempos, não duvidem.
O Leixões, embalado pelas ondas e pelo sonho de poder aterrar com a Taça dos braços directamente em casa, aceitou logo como boa ideia da viagem a vapor Matosinhos-Lisboa-Matosinhos, sempre junto à costa. Mas para o FC Porto era impensável. Condes e viscondes, nem vê-los. Realizou-se, deste modo, o jogo no Estádio das Antas e, algo surpreendentemente  terminou com a vitória do Leixões por 2-0 nessa edição de 1961 da Taça de Portugal.
Um pequeno à parte para contar aquela que não terá sido a melhor anedota desta final. Tratou-se de uma gaffe que ficou histórica nos anais da imprensa em Portugal. Confiante na vitória do FC Porto e de tão crente no resultado final,  Norte Desportivo - hoje extinto - pôs a circular uma primeira edição com uma bonita primeira página expressando a estrondosa vitória do FC Porto sobre o Leixões por 4-2. Houve que esperar pela segunda edição para saber o resultado de verdade.
Vem isto a propósito da recente gaffe cometida pelo site da Liga, no final do último clássico, dando a vitória por 3-2 ao Benfica quando, na verdade, o jogo de recepção ao FC Porto terminou empatado 2-2. Houve quem se indignasse e, certamente, com razão. O importante é todos termos consciência de que o futebol é como na vida: o que para uns é crime para outros é poesia e vice-versa.
Depois da final de 1961, nas Antas, a festa do futebol voltou ao Jamor e houve que esperar mais uma década para vê-la a voltar a sair da sua casa. Aconteceu em três edições sucessivas, nos anos que se seguiram à revolução dos cravos e porque o recinto se encontrava em obras de «desfascização ideológica», e, por isso mesmo, fechado ao público.
Não me venham dizer que a palavra 'desfascização» não existe porque estamos no mundo do futebol onde até os jogadores se «desposicionam-se» e «temporizam» a toda a hora.
Adiante:
Em 1975, a final da Taça de Portugal realizou-se em Alvalade e o Boavista ganhou ao Benfica, em 1976 realizou-se nas Antas e o Boavista ganhou ao Vitória de Guimarães e em 1977 voltou a realizar-se nas Antas e o FC Porto ganhou ao Sporting de Braga.
Curiosamente, nem ao antigo regime nem neste que está em vigor, conseguiu o Benfica que alguma vez se marcasse uma final da Taça para o seu Estádio da Luz, ao contrário dos seus maiores rivais que receberam o evento nas suas casas, aproveitando ou não o ensejo como lhes coube aproveitar.
De 1977 até hoje só por mais uma vez a final da Taça saiu do Jamor. Em 1983, e por muita insistência do FC Porto, a final voltou pela terceira vez ao Estádio das Antas e pela segunda vez o FC Porto perdeu uma Taça de Portugal em casa, desta feita para o Benfica que venceu o jogo por 1-0, golo de Carlos Manuel. Ainda bem que o Benfica em quase oitenta edições da prova nunca insistiu para jogar uma final em casa porque coisas destas acontecem a todos que a tal se arriscam.
Este ano houve dúvidas sobre a realização da final da Taça de Portugal no Jamor. Por razões de segurança, entenda-se. O futebol e o país mudaram muito desde os tempos em que os adeptos dos clubes finalistas rumavam ao Jamor de manhã cedinho de bandeira e lancheira, famílias inteiras fornecidas para os épicos piqueniques que antecediam a final. Era todo um ambiente de confraternização entre adversários à sombra da mata do Jamor, um vai-vem de petiscos acabados de cozinhar, um toma-lá-dá-cá que fez da final da Taça de Portugal uma romaria, uma festa popular que até culminava num jogo de bola.
Pessoas credenciadas que expuseram dúvidas sobre a realização da final no Estádio Nacional em 2013, apontaram, em benefício do Jamor, o caso evidente de estar afastada a hipótese de uma final entre clubes grandes, todos rivais uns de outros, embora haja uns mais rivais do que outros como é de conhecimento geral.
Nos tempos que correm, foi esta a mensagem transmitida, seria impossível garantir a segurança dos adeptos e dos utensílios do piquenique se a final fosse um Benfica-FC Porto ou um Sporting-Benfica. Já se fosse um FC Porto-Sporting, aparentemente, nada havia a temer pela saúde dos comensais sendo certo que os sportinguistas forneciam os ingredientes e os portistas forneciam o lume e os abanicos.
Nos tempos modernos, com a exacerbação de tudo o que ao futebol diz respeito, organizar um final da Taça de Portugal entre arqui-rivais no Jamor é um risco, consideram alguns. Penso que um dia, para o ano talvez, valerá a pena correr esse risco sem necessidade de arame farpado a dividir a mata do Jamor. Há que confiar.

CANTO de Nolito, Ronaldo de cabeça, golo. Resultado: 1-0. Foi excelente a estreia de Nolito ao serviço do Granada. Nunca lhe terá passado pela cabeça que haveria um dia de centrar uma bola tão perfeita, tão perfeita, que desviando na cabeça do astro português acabasse por entrar que nem um tiro na baliza do Real Madrid.
Foi o primeiro autogolo da carreira de Cristiano Ronaldo e com que desalento viveu esse momento o único jogador que vem disputando com Lionel Messi o ceptro de melhor do mundo. Normalmente, na Liga espanhola, quando o argentino marca 2 golos o português responde com 3 e vice-versa, quando o português responde com 3, o argentino contrapõe com 4 e vice-versa. Andam nisto há umas quantas temporadas para gáudio dos aficionados de todo o mundo.
Se em vez de ser um tipo de feitio bisonho, Messi tivesse a personalidade de um grande artista, descomplexado, maior do que a sua própria lenda, teria com certeza respondido ao autogolo de Cristiano Ronaldo com, pelo menos dois autogolos, no jogo do Barcelona que se seguiu. Era disso que eu estava à espera. Paciência. A perfeição não existe.
Já o Joãozinho poderá um dia contar aos netos que fez um autogolo em Vila do Conde exactamente no mesmo dia em que Cristiano Ronaldo fez um autogolo em Granada. A perfeição continua a não existir.

GODINHO LOPES tentou a última cartada de confiança junto dos adeptos do Sporting utilizando o nome do Benfica e do presidente do Benfica para reganhar créditos da forma mais rasteira. O Benfica reagiu oficiosamente chamando mentiroso ao ex-presidente do Sporting. Não era preciso.
Só é pena que entre tantos jornalistas que tiveram oportunidade de ouvir Godinho Lopes não houvesse um que lhe recordasse que, ao contrário do que diz, o primeiro mandato de Vieira rendeu um campeonato  uma Taça de Portugal e uma Supertaça e que, também ao contrário do que diz, na época de 1976/1977 o Sporting esteve fora da Europa por ter sido o 5.º classificado na temporada anterior e por não ter ganho a Taça de Portugal, à época a segunda porta de acesso às competições da UEFA. Seria assim tão difícil?"

Leonor Pinhão, in A Bola 

Agradecimento

" 1. Como não li nenhum comentário acerca da posição pública assumida pelo seleccionador de Cabo Verde no CAN, a decorrer na África do Sul («Cabo Verde é um país lusófono, o português é a língua oficial e quem quiser que se sujeite às regras. Um dos males da língua portuguesa não se afirmar internacionalmente é que gostamos de ser gentis com os estrangeiros e falamos a língua deles...»), quero aqui agradecer ao Sr. Lúcio Antunes a desassombrada lição de patriotismo e de cultura aplicada que nos dá a todos. Esta é mais uma virtude que o aproxima e identifica com Mourinho.
Gostava de ver Vítor Pereira a usar a mesma firmeza para esclarecer a razão porque atira para o rol dos proscritos todos aqueles jogadores que, de algum modo, se atrevem a manifestar o seu desacordo perante alguma decisão dele. Vai longa a lista: Álvaro Pereira, Fucile, Rolando, Iturbe, Souza... Se julga que o ostracismo é o melhor modo de impor a sua autoridade, engana-se redondamente. Esse é o recurso dos pávidos.
Assim como gostava de compreender como é que a SAD do FC Porto tida por intransigente e hábil nos negócios, vendeu 35 por cento do passe de James por 2,55 milhões de euros e agora, decorridos dois anos, os recompra por 8,7 milhões. Mais 6,150 milhões. Uma valorização de 342 por cento!!! Se os números de base estão certos, não se entende...

2. Comemorou-se em Itália o 'Dia da Memória', em homenagem aos milhões de hebreus mortos nos campos de extermínio nazis. O futebol recordou, em particular, uma dessas vítimas, o treinador húngaro de origem judaica Arpad Weisz, o Mourinho de então, que foi campeão com o Inter, onde projectou o desconhecido Giuseppe Meazza, e com o Bolonha. Meazza, que hoje dá nome ao estádio de San Siro, foi o melhor jogador italiano de todos os tempos, duas vezes campeão do Mundo com a squadra azzurra."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O cavalo selvagem

"Shakespeare teria gostado dele. Vítor Baptista era feito do mesmo barro com que fazem os heróis trágicos, como Jim Morrison ou George Best.
Tinha um talento especial para transformar permanentemente a vida em teatro. Escancarava com insistência as portas e as janelas proibidas, descobrindo ventos e tempestades inimagináveis. Era um ser desabridamente humano, com tanto de vilão como de criança ingénua e desconcertante. Não procurava deliberadamente os holofotes, mas a sua personalidade excêntrica fazia com que os holofotes o procurassem.
Nascido e criado no seio de Setúbal, abraçou o Vitória, onde cresceu como jogador e encetou o caminho das suas vivências mirabolantes.
Aos 18 anos, venceu a Taça de Portugal ao serviço dos sadinos. Inicialmente com funções de médio, seria o técnico José Maria Pedroto a traçar-lhe o destino de finalizador. 'Força, talento, visão e remate', assim o resumiu, um dia, Amadeu José Freitas. Como goleador, viveria o auge em 1971, seu ano derradeiro no Bonfim, antes de voos mais altos. Falhou, então, por uma unha negra a Bola de Prata, com o benfiquista Artur Jorge a toldar-lhe o sonho no último jogo do campeonato.
E veio o Benfica, onde imperavam os treinos árduos de Jimmy Hagan. De águia ao peito, sagrar-se-ia cinco vezes campeão nacional em apenas sete épocas. Pelo meio, seria um autêntico cavalo selvagem, que nunca o clube nem a selecção ou a sociedade conseguiriam domar.
Em 1978, marcou um golo que foi um brinco, resolvendo, na Luz, o jogo com o Sporting a contar para o Nacional'. Quando os companheiros o abraçaram, saltou-lhe da orelha o polémico e arrojado talismã de brilhantes que lhe tinha custado os olhos da cara. O jogo parou, e, enquanto o público, mal refeito da festa, procurava desvendar o que fazia o jogador de rabo para o ar, revolvendo a relva, Vítor Manuel Ferreira Baptista, o homem, semeava a estória mais caricata do futebol português. 'Perco dinheiro a trabalhar', diria. Era o canto do cisne. No rescaldo da cena, em atitude reincidente, declarou-se mal pago, recusando-se a alinhar, dias depois, frente ao Liverpool. Que tinha dores de cabeça. O despedimento com justa causa foi santo remédio.
Regressou a Setúbal, numa passagem fugaz com passaporte para o Porto, onde o acolheu o Boavista. Aí, treinava quando queria, 'que era o Vítor Baptista'.
Talvez inspirado por Burt Lancaster, que certo dia o fez chorar no filme Trapézio, nunca parou com os saltos mortais. Sairia do Bessa para o San José Earthquakes, dos Estados Unidos, onde não aqueceu o lugar. Regressado à pátria, seguiram-se Amora, Montijo, União Tomar, Monte Caparica e, finalmente Estrelas do Faralhão, da II Divisão Distrital, de Setúbal. Aí chegou em meados de 80, veterano já, depois de ter passado o último Natal com a namorada numa barraca tapada com jornais.
Eram já os pântanos da droga e da delinquência com a justiça à perna. Chegava aos tribunais a saía. Era «um homem bom e generoso, desviado pela sua própria imaturidade e por circunstâncias várias da sua vida em particular». Mas esse desvio reiterado levá-lo-ia ao cárcere. Depois de sair, conseguiu empregar-se na Câmara de Setúbal como jardineiro. Voltas para aqui, voltas para acolá, e acinzentou-se a sua relação com as flores, assumindo o ofício de coveiro. Caminhava já para o dia 1 de Janeiro de 1999, a partir do qual as portas e as janelas proibidas descansaram finalmente em paz. Tinha 50 anos. Por muitos ventos e tempestades que envolvam o seu nome, Vítor Baptista será sempre 'o Maior', como ele próprio, um dia, do alto da sua célebre inspiração, se auto-proclamou. Glosando um dito do também indomável Maradona, no dia da sua despedida: 'Yo me equivoqué y pagué, pero la pelota no se mancha.' "

Luís Lapão, in Mística

O absurdo e o bizarro

"Decidiu o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol remeter para a Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga uma denúncia anónima que, supostamente, relata a utilização irregular de jogadores do Benfica no jogo com a Académica de Coimbra, a contar para a Taça da Liga.
Situação bizarra esta, uma vez que a Conselho de Disciplina da FPF viola com esta actuação os regulamentos que deveria cuidar de fazer respeitar. Denúncias anónimas e sem fundamento devem ter um único tratamento por parte deste órgão disciplinar: lixo.
Em segundo lugar, no caso do Benfica, manifestamente quem tomou tal decisão, parece desconhecer a letra e o espírito do regulamento de competições.
Quem fez a denúncia tinha um único objectivo: confundir situações que não são comparáveis. Só se estranha a absurda decisão do CD da FPF."


PS: Nos últimos dias muitos de nós perguntavam: qual vai ser o alibi pífio utilizado para ilibar os Corruptos, peloo erro, na utilização indevida dos 3 jogadores no jogo da Taça da Liga?!!!
Já não precisamos de esperar mais!!! Esta denuncia anónima validada pelo CD da Federação, só tem um objectivo: levantar uma cortina de fumo, confundir, para posteriormente ilibar os Corruptos, alegando o espírito dos regulamentos... tentado criar a ilusão de que o Benfica também teria sido 'ajudado' !!!
Não é a primeira vez que estes esquemas são usados, a estória do Conselheiro Matrimonial é só o exemplo mais famoso!!!
Para os mais distraídos recordo, que o tal regulamento que os Corruptos violaram, serve para regular a utilização de jogados na equipa B... Quando tentam colocar no mesmo saco, dois jogos da equipa principal do Benfica, é sinal que esta gente acha mesmo que toda a gente é burra... mas tenho a certeza que os avençados vão dar corda ao assunto, afinal são pagos para isso...

Meia-vitória do Futebol em África !!!

Não tenho seguido a CAN com atenção, vi grande parte dos jogos de Cabo Verde - por razões sentimentais... -, e pouco mais. Hoje assisti ao prolongamento da Meia-final entre o Gana e o Burkina-Faso. O Burkina acabou por ganhar nos penalty's, mas o árbitro Tunisino fez tudo, mas mesmo tudo, para o Gana vencer...!!! Já nos Quartos-de-final, no Cabo Verde-Gana, ficou-me claramente a impressão que a arbitragem estava inquinada, mas ainda pensei que a minha costela Cabo-Verdiana, me tivesse 'tapado' a visão!!! Esta noite, o Gana beneficiou de um golo mal anulado ao Burkina, e perto do fim, um descarado penalty contra o Gana, deu cartão vermelho ao melhor jogador do Burkina - que agora vai falhar a final da CAN, por uma suposta simulação, que não fez!!!
Não sei quem estava interessado que o Gana fosse à final, não sei se alguém no Gana comprou o árbitro, não sei se foi uma qualquer organização criminosa de apostas desportivas, sediada na Ásia - ou noutro local qualquer... -, não sei se a organização do torneio queria o Gana na final - duvido, até porque daquilo que vi nos jogos da África do Sul (país organizador), não me pareceu existir arbitragens excessivamente caseiras!!! -, agora aquilo que sei, é que uma equipa de arbitragem tentou viciar o resultado de um jogo, à descarada, sem qualquer pejo, qualquer pessoa que perceba minimamente de futebol, viu o que se estava a passar... Nem parecia um Jogo, parecia mais uma qualquer etapa do WWF (Wrestling Americano!!!), onde os socos e os pontapés são a fingir, e os KO são combinados...
Muito sinceramente não tenho qualquer fé, numa auto-regeneração das instituições desportivas Mundiais - ou Nacionais -, a auto-regulação é uma enorme treta, as Federações estão infectadas até ao tutano de corruptos, a cultura dominante é corrupta... e ironicamente, temos a inacção do Internacional Board - maioritariamente Britânico - como o principal aliado, na perpetuação deste Sistema...
Os Americanos nestas coisas não perdoam, nas Ligas profissionais Americanas sabem perfeitamente, que a credibilidade dos resultados, é essencial, nos futuros resultados financeiros das Ligas e dos Clubes, a sustentabilidade da industria desportiva a longo prazo, está directamente ligada à transparência dos resultados... eles até podem ter resultados 'arranjados', mas nunca permitiriam tristes espectáculos, como aquele que hoje assistimos no Gana-Burkina. Com a manutenção do Sistema Corrupto no Futebol, a tendência será a perda de adeptos, nos Estádios, e nas audiências... o Futebol até pode ganhar espaço em novos mercados na Ásia e na África, mas nos mercados tradicionais, o público está a começar, a perceber o que se passa... Estão a abrir os olhos...
E mesmo em Inglaterra, a ingenuidade já não é igual, hoje já consigo explicar, com alguma facilidade, a um Britânico, aquilo que passa em Portugal com os 'Apitos Dourados', algo que a alguns anos era difícil, porque eles estavam completamente a leste das roubalheiras...

O Sistema - seja ele qual for... - hoje, não conseguiu o seu objectivo - levar o Gana à final -, mas o Burkina perdeu o seu melhor jogador ofensivo... uma meia-vitória, que sabe a pouco!!!

Paradoxo de... Alvalade

"Um sociólogo americano escreveu uma história à volta de uma família texana que vive em Coleman e a que chamou Paradoxo de Abilene. Num sábado de muito calor, a filha do casal perguntou: «Porque não vamos jantar a Abilene?», cidade a cerca de 70 Km. A avó respondeu: «Se a tua mãe quiser, podemos ir»; a mãe, por sua vez, replicou: «Se o teu pai quiser, vamos...». O pai, esse, limitou-se a um lacónico: «Por mim, tudo bem!»
Sem mais, preparam-se para ir jantar a Abilene. A viagem foi incómoda: o carro era um velho Buick sem ar condicionado  o calor tórrido, a estrada poeirenta e em obras. Depois, já na cidade, tiveram de esperar muito para jantar num dos restaurantes, repletos naquele fim-de-semana. Nem sequer jantaram no que mais apreciavam e a comida foi má e cara!
Por fim, regressaram a casa, extenuados. Nessa altura, o pai terá dito, em tom zangado: «Mas de quem foi esta ideia peregrina de ir a Abilene num dia destes?» A sua mulher retorquiu: «Eu sempre pensei que tu queiras ir!...» A filha não ficou atrás e acrescentou: «Mas a mãe também queria ir», e mesmo a sua avó concluiu: «Não, o que nós pensámos é que tu é que fazias questão em ir», virando-se para o genro...
O resto da história - previsível - é deixado à imaginação de cada um...
Moral da história: formam-se decisões sem ninguém as ter tomado verdadeiramente! Daí o seu autor lhe ter chamado um paradoxo comportamental.
Escrevo estas linhas e rapidamente passo do Texas para Portugal e de Abilene para Alvalade. Onde nos últimos anos este paradoxo vem pairando. E onde, ao contrário da simpática família do Texas, não há petróleo."

Bagão Félix, in A Bola

Assim é muito difícil

"Nem betão, nem portas de aço, nem cortinas de fumo, não há nada que consiga isolar a equipa de futebol do Sporting dos imparáveis desvarios dos órgãos sociais do clube, por muito que Jesualdo Ferreira tente motivar os jogadores e apelar ao bom senso.
Os dirigentes dão tiros nos pés, os jogadores marcam golos na própria baliza e já não se sabe quem contagia quem. Tinha acontecido a Xandão no jogo com o Guimarães na jornada anterior, aconteceu a Joãozinho e a Pedro Mendes no último sábado em Vila do Conde perante a estupefação geral. E o Sporting voltou a perder e a atrasar-se na luta por um lugar europeu. Onde é que já se viu uma coisa destas?"