Últimas indefectivações

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Será que Rui Costa não aprendeu?


"Segurar Bruno Lage depois da forma como terminou a época passada foi aposta de alto risco e que o presidente poderia ter evitado. Mais ainda depois de ter visto o que aconteceu a Roger Schmidt

As eleições de 25 de outubro já mexem, e muito, com o universo Benfica e até já Bruno Lage entrou na campanha por Rui Costa. O treinador diz que não, que é «apenas treinador de futebol» e preocupado somente com essa tarefa, mas lembremo-nos que foi o próprio, em fevereiro último, na antevisão a um jogo com o Moreirense, a lançar Rui Costa para a recandidatura. É estranho, por isso, que Bruno Lage atire para a opinião pública a perceção de que tem entrado no jogo político das eleições, quando já várias intervenções do treinador o deixaram bem claro.
Quando João Noronha Lopes garantiu que, se for eleito novo presidente, Bernardo Silva será jogador do Benfica, o treinador ripostou, por meias palavras, que o acarinhado jogador do Man. City também voltará a vestir de águia ao peito se Rui Costa vier a ser reeleito. Será mesmo assim? Há muitas dúvidas, sobretudo pela manifestação pública de apoio do médio a Noronha Lopes em 2020, mas certo é que parece pouco elegante fazer de Bernardo Silva arma de arremesso eleitoral e motivo de braço-de-ferro.
Ao mesmo tempo, Bruno Lage quis mostrar-se agradecido por «ter sido o único mercado em que o presidente e a direção levaram em conta as ideias do treinador», esquecendo-se de que estava a abrir a porta para surgirem dúvidas sobre o funcionamento dos mercados anteriores do Benfica no mandato de Rui Costa. O que aconteceu, então, com Roger Schmidt? O treinador não foi ouvido? Será que, por exemplo, quis mesmo Jurásek ou Arthur Cabral para substituírem Grimaldo e Gonçalo Ramos? Bruno Lage quer sentar-se no tabuleiro político, de forma menos discreta do que, há ano e meio, Sérgio Conceição fez com Pinto da Costa, é certo, mas esse é um jogo perigoso e que poderá ser a sua sentença caso o futuro na presidência não passe por Rui Costa.
E por falar em Roger Schmidt, é impossível não recordar o início da época passada, quando o antecessor de Bruno Lage veio de 2023/24 com o machado em cima da cabeça, quando se constata o burburinho que já existe em torno do futuro de Lage. Rui Costa preferiu atirar dinheiro para cima do plantel, gastando quase 130 milhões de euros em reforços, em vez de olhar para o verdadeiro problema. O treinador gaba-se de saber o futebol de que os benfiquistas gostam e faz questão de lembrar o passado, mas esse agora não joga, e o que se vê é um Benfica encolhido e em transição contra qualquer adversário. É curto."

Direitos televisivos: ganha o Benfica?


"A ideia por detrás da centralização dos direitos televisivos passa pela venda em pacote do direito de transmissão de todos os jogos. A centralização é o modelo, bem-sucedido, da Premier League.

A centralização dos direitos televisivos em Portugal mais parece uma telenovela daquelas que não acabam. O Benfica diz que não aceita, FC Porto e Sporting são as personagens misteriosas que se escondem atrás do Benfica. Depois há os atores secundários que durante uns episódios parecem ser os principais, a Liga e FPF. Estes, dizem que a centralização dos direitos permitirá vender os jogos de futebol às televisões por muito mais dinheiro. São daqueles, como o Governo Socialista que fez a lei, que acreditam que escrever no Art. 4º, do DL22-B 2021 que «os direitos de transmissão (…) são objecto de comercialização centralizada em termos a definir mediante de proposta da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga (…)» tudo resolve.
A ideia por detrás da centralização dos direitos televisivos passa pela venda em pacote do direito de transmissão de todos os jogos. Isto, dizem a FPF e a Liga, permitirá vender muito mais caro do que clube a clube. A centralização é o modelo, bem-sucedido, da Premier League. Mas em Inglaterra, foi um acordo entre os clubes, não uma lei! Além do mais, quer-se equilibrar os orçamentos dos clubes: ou seja, pretende-se que em nome da competitividade em campo, Benfica, FC Porto e Sporting passem a partilhar as suas receitas com os restantes clubes. Mas esquecemos que o futebol em Portugal no que ao número de espectadores respeita, é sobretudo, os 4 grandes!
Diz o decreto que em Portugal a diferença entre a sociedade desportiva que mais recebe — normalmente o Benfica — e a que recebe menos, chega a 15 vezes. E que em Itália e Espanha é 3 vezes, na Alemanha 2,5 vezes e na Inglaterra 1,3 vezes.
Analisemos uma questão fundamental: o sucesso do futebol português não é mérito de nenhum Governo nem do que fez a lei nem de outro. Porquê fazer leis de eficácia duvidosa? O pedido foi de quem? Diga-me, caro Leitor, se um dos grandes não cumprir, quem o vai obrigar?
É possível que a centralização dos direitos permita vendê-los por muito mais dinheiro. Ou não. Atrás de uma suposta competitividade do futebol português está muito mais do que os direitos televisivos. Clubes a mais na Liga Portugal pode ser uma razão. A Inglaterra, com 60 milhões de habitantes, tem o mesmo número de clubes que Portugal com 10 milhões: 20. Não admira que muitos dos nossos jogos tenham poucos espectadores.
O Governo de António Costa obrigou à centralização dos direitos, mas não decidiu a partilha. E aqui está o grande problema se a partilha for proporcional ao poder e prestígio de cada clube, fica tudo na mesma. Mas não sendo, porque deverão os grandes clubes aceitar receber menos? Ninguém sabe.
Mais: acredito que nos próximos episódios vamos falar sobre se o Governo pode mesmo obrigar vinte SADs privadas, a vender o seu produto em bloco.
Hoje o Direito ao Golo vai para o ciclista João Almeida: venceu a etapa mais dura da Vuelta (Espanha) e ficou em segundo na geral. E vai também para a Seleção feminina de futebol de praia que foi campeã europeia! Parabéns."

SportTV: Titulares - 🔥 Chegou a hora: Benfica entra em campo na Liga dos Campeões!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do DIa - Mota e Faria «out»: há impaciência em Portugal?

Observador: E o Campeão é... - "A cada conferência de imprensa...cada tiro, cada melro"

Observador: Três Toques - Armand Duplantis continua a somar recordes

Andreas, não insistas mais


"1. Os nossos jogadores andaram ao serviço das suas seleções na última semana. É sabido que o Benfica tem um quadro internacional de jogadores, e, como são bons jogadores – nem é preciso alargarmo-nos nos adjetivos –, é natural que sejam chamados pelos selecionadores dos seus respetivos países quando o calendário obriga. Para o Benfica, e para os benfiquistas, o importante é que os nossos jogadores internacionais regressem sempre bem-dispostos e de boa saúde. É assim que o Benfica os aguarda.

2. Pronto, queridos amigos, acho que fiz o possível para evitar tecer considerações sobre a chatice que significam estas pausas das seleções para um vasto grupo de adeptos, entre os quais me encontro, que se arriscam a ser tidos como pouco “patrióticos” visto que só o Benfica e os jogos do Benfica lhes interessam. Com um “viva a seleção!” final me redimo do meu pecado. Viva a seleção, pronto.

3. Dando seguimento à análise anterior, vamos então falar um bocadinho sobre a seleção da Noruega. Melhor, vamos falar do Benfica tendo por ponto de partida a seleção da Noruega, que é uma seleção como outra qualquer, mas que tem a diferenciá-la das demais o facto de contar regularmente com o contributo do nosso jogador Andreas Schjelderup. E, tal como conta com Schjelderup, não conta com Fredrik Aursnes por decisão do próprio, que cortou relações com a seleção do seu país há coisa de ano e meio. Por mim, fez muito bem.

4. Não faço a mínima ideia das razões que levaram Aursnes a desistir da sua seleção, mas o Benfica, que é o que nos interessa, ficou a ganhar com esta disponibilidade do nosso super-hiper-multitasks para os assuntos exclusivos do Benfica. Na Noruega, onde o nosso Schjelderup esteve agora para se dedicar por breves dias à sua seleção, os jornalistas locais pediram ao jogador do Benfica para convencer Aursnes a regressar à seleção.

5. “Dou o meu melhor”, respondeu-lhes Schjelderup, confessando-se, no entanto, incapaz, de fazer o seu compatriota mudar de ideias. Schjelderup já tinha confessado aos jornalistas portugueses que Aursnes é o seu “melhor amigo”. Aos jornalistas noruegueses estendeu as suas opiniões sobre o amigo-jogador. “Ele é muito bom. Trata-se de um dos jogadores mais subestimados que temos na Noruega. É alguém de quem sentimos a falta aqui como pessoa e como jogador.”

6. Compreendemos a mágoa do Schjelderup, mas com a falta que o Aursnes faz à Noruega aguentamo-nos nós, benfiquistas, muito bem. Vá-se lá compreender as razões que o levaram a dizer ‘não’ à sua seleção. Respeitemo-las.

7. Andreas, não insistas mais."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Corrida contra o tempo


"ANTÓNIO FARIA IMPÔS UM LONGO DOMÍNIO NUMA PROVA EM QUE O TEMPO RARAMENTE PERDOA QUEM O DESAFIA

O atletismo é a primeira modalidade a ser praticada. Antes de começarmos a jogar qualquer outra, teremos já corrido, saltado e lançado objetos uma numerosidade de vezes. Mesmo sem termos perceção disso, temos contacto com a base de todos os desportos. Noutras modalidades, percebemos que a conjugação de capacidades nos torna singulares. Com os anos, apesar de essas capacidades físicas diminuírem, o conhecimento do jogo e a experiência adquirida fazem com que se seja um elemento importante e possa assim prolongar a carreira. Mas, no atletismo, as categorias incidem em apenas um aspeto físico: velocidade, força, resistência ou impulsão. Os atletas potenciam essa capacidade e apuram a técnica de cada movimento, em que, por ser tão minucioso, cada milímetro faz a diferença. São atletas com tempo limitado e em que o tempo é severo.
António Faria decidiu, ainda muito novo, que o seu desporto de eleição seria o atletismo. Extremamente rápido, foi natural a escolha pelas distâncias de 100 m e 200 m, seguindo assim os passos do seu ídolo, Tomás Paquete. Aos 18 anos, ingressou no Benfica e, três anos depois, estreou-se nas competições seniores. Na sua época de estreia, sagrou-se campeão nacional nos 100 m e nos 200 m. No ano seguinte, repetiu o feito.
No entanto, a imprensa levantava dúvidas de que se conseguisse manter nestas distâncias: “Os tempos que obteve estão entre os nossos melhores nas respectivas distâncias, mas a sensação que o atleta nos dá de ser melhor na prova de 400 metros avoluma-se a cada passo.” Empenhado em provar que era um velocista puro, António Faria sagrou-se crónico vencedor dessas provas no Campeonato Regional e no Nacional até ao início da década seguinte.
O atleta não se destacava apenas em Portugal, impondo a sua qualidade no panorama internacional, após ter representado a seleção nacional pela primeira vez no Portugal-Sul da França, em 1955. No ano seguinte, o velocista assinalou a presença no duelo ibérico de forma retumbante, ao vencer nos 100 m e nos 200 m, dando início a uma “série de 12 vitórias que viria a obter nestes encontros, facto que constitui recorde”. A sua prestação foi de tal forma meritória, que o Governo espanhol o distinguiu com a Medalha de Mérito Desportivo de Espanha.
Em 1963, terminou a carreira ainda na plenitude das suas capacidades e com o recorde nos 100 m e 4×100 m. Atleta fantástico, António Faria ditou na pista, onde cada centésimo conta, onde a margem para o erro é mínima e o corpo é levado ao limite, uma das histórias mais marcantes do atletismo. Numa das categorias mais duras e exigentes, não só provou que era um verdadeiro velocista como surpreendeu todos ao impor um domínio raro, prolongado e quase impossível de manter numa disciplina em que as carreiras costumam ser breves como o som do tiro de partida. Enquanto muitos viam o auge escapar em poucos anos, Faria resistiu. Na linha de partida, não corria apenas contra o tempo. Corria contra a lógica. E triunfou.
Saiba mais sobre este brilhante atleta na área 3 – Orgulho Eclético, do Museu Benfica – Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Benfiquismos


"Quando aprendi a ser benfiquista, nem sabia quem era o presidente do Clube. Sabia, sim, tudo sobre o Chalana (nome completo, data e local de nascimento), sobre o Nené, o Shéu, o Humberto Coelho, o Bento. Lia, relia e decorava os números e os nomes que constavam dos Cadernos d’A Bola – publicação que permanecia durante meses na minha mesa de cabeceira. Conhecia também o glorioso passado do Clube através das fascinantes histórias que o meu pai me contava, vividas quer ainda no Campo Grande, quer mais tarde no Estádio da Luz, com intérpretes heróicos como Rogério Pipi, Arsénio, José Águas e, depois, o grande Eusébio.
Só havia um canal de televisão, sem tempo para futebol, muito menos para discussões sobre ele. Não havia Internet, e muito menos as redes sociais que trouxeram a taberna para o espaço público – infelizmente não só no desporto.
O que me interessava eram as fintas de Chalana, os cortes de Humberto, os passes de Shéu, os golos de Nené, as defesas de Bento, e, sobretudo, as vitórias do Benfica – que, ainda assim, nunca deixou de ser um clube democrático, e em que a democracia precedeu, no tempo, a do próprio país.
É algo perturbador constatar que hoje, para uma parcela de benfiquistas, muitos deles ainda bastante jovens, seja mais aliciante polarizar opiniões em torno de temas como os Estatutos, as eleições ou os candidatos. Talvez sinal dos tempos, dos algoritmos e da histeria colectiva que tomou conta das sociedades ditas “modernas”, com consequências ainda imprevisíveis.
Obviamente também irei votar, e farei a minha escolha na altura própria, mas, caramba, o Benfica que me interessa não é o das burocracias. É o dos jogos e o das vitórias. No Benfica que eu amo, os protagonistas são os jogadores e os treinadores. E faço questão de vivê-lo assim até ao acto eleitoral."

Luís Fialho, in O Benfica

Segundos melhores do mundo!


"O sonho é sempre ficar em 1.º, mas ser pela 2.ª vez vice-campeão mundial é um orgulho para qualquer seleção, e foi isso que a seleção nacional de futebol de rua conseguiu alcançar.
Este magnífico resultado é tanto mais importante quanto esta seleção provém de um verdadeiro projeto social com ampla representação territorial. Quer dizer, longe de apenas fazer atividades para selecionar uma equipa e treiná-la a pensar no Campeonato do Mundo, o que seria mais fácil, a CAIS desenvolve um complexo projeto de desenvolvimento social dos jovens, em todos os distritos de Portugal, com um treino continuado de competências pessoais e sociais e, claro está, de muito e bom futebol. Além disso, não tendo ainda condições para fazer uma equipa inteiramente feminina, a CAIS abraçou o desafio de integrar já neste campeonato duas jogadoras na seleção, e elas mostraram bem estar à altura
Portanto, o resultado aqui vem do trabalho profundo e extenso de todo o país, honrando dessa forma as cinco quinas que a seleção enverga no peito, mostrando que juntos somos invencíveis e que, hoje como sempre, este pequeno país que é Portugal agiganta-se quando é preciso e faz frente a qualquer um. Para o ano, como todos os anos até aqui, a Fundação Benfica cá estará de novo para acolher, em nome da mística benfiquista, este valoroso projeto. Parabéns, Portugal! Parabéns, CAIS! Parabéns, equipa!"

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Qarabag

Vermelho no Branco - Escorregadela na Luz

O Benfica Somos Nós - S05E10 - Santa Clara

Transforma #196 - "JOGADORES DE MILHÕES, COM LAGE, JOGAM COMO OS DE TOSTÕES"

BF: Estará Ivanovic a ser bem aproveita no Benfica?

3 Toques - É preciso blindar esses jogadores dos assuntos externos...

Terceiro Anel: Champions...

Entrevista Noronha...

O Benfica é um clube apetecível


"Assumamos aquilo que já estava evidenciado: os resultados desportivos terão grande influência no desfecho das eleições de outubro. Tendo isso em mente, torna-se difícil perceber como é que os encarnados continuam a pôr-se a jeito (Arouca e Aves podem ter-lhes custado o último campeonato), oferecendo esperança aos adversários até ao derradeiro suspiro. O que sucedeu com o Santa Clara já podia ter sucedido na Reboleira ou em Alverca...

As eleições do Benfica, marcadas para o próximo dia 25 de outubro, entraram numa nova fase, que deixa a nu, para quem ainda tivesse dúvidas, o nexo de causalidade entre o sentido de voto e os resultados desportivos. Para além da desnecessária alusão de Bruno Lage à promessa eleitoral de Noronha Lopes, envolvendo Bernardo Silva (Jimmy Hagan ficou famoso pelo ‘no comments’ com que invariavelmente atalhava aquilo de que não queria falar), o empate caseiro dos encarnados frente ao Santa Clara agitou os ‘gatos’ dentro saco dos candidatos, uma figura de estilo sempre presente em atos eleitorais, seja de que natureza forem. À medida que vão aparecendo por Lisboa cartazes de Luís Filipe Vieira, que dizem ‘O Presidente Voltou’, Bruno Lage passou, definitivamente, a ser um alvo a atacar, para enfraquecer Rui Costa. Pelos vistos, pouco importa para o discurso mais imediatista o apuramento para a Champions (um bálsamo para o próximo presidente, seja ele quem for), a vitória na Supertaça, ou o percurso limpo que o Benfica vinha a fazer na Liga. Aqui chegado, poderia dizer que bastou uma fífia de Otamendi para ser tudo ser colocado em causa. Não o farei, contudo, porque entendo que o que aconteceu aos encarnados frente aos açorianos, esteve para acontecer na Reboleira e em Alverca, e sucedeu, na época passada em Arouca (empate de Wewerson aos 90+5) e Aves (empate de Devenish aos 90+4), quatro pontos ‘oferecidos’ que podem ter custado o título aos encarnados. E quando digo ‘oferecidos’ não estou a retirar mérito ao Arouca ou ao Aves, estou, sim, a evidenciar que, tal como aconteceu na sexta-feira frente ao Santa Clara, faltou instinto matador, profundidade e agressividade ao Benfica para, em vez de dar esperanças e fazê-lo acreditar, colocar o adversário KO. Estabelecido (na minha opinião, que não é verdade absoluta) que Lage passou a ser meio de retirar argumentos a Rui Costa, viremos a nossa atenção para o plantel (ainda é cedo para se falar em equipa) que os encarnados construíram, deixando de lado os números contraditórios do ‘deve e haver’, apresentados pela SAD e pela Oposição, algo que pertence, sobretudo, ao campo da ‘politiquice’. Com Dedic, Obrador, Ríos, Barrenechea, Sudakov e Ivanovic, obviamente que o Benfica ficou com mais ovos para fazer uma saborosa omelete, o que também significa que, associado, entra em cena também uma maior exigência por parte dos adeptos.
Ganhe quem ganhar as eleições, vai ter os milhões da Champions a dourar as contas, e um plantel de grande qualidade, eventualmente apenas a necessitar de um ou outro acerto pontual no mercado de inverno. E herdará (ou continuará a ter) outro bem precioso e, por vezes, difícil de explicar: o entusiasmo de uma massa adepta rejuvenescida, que jogo a jogo enche o estádio da Luz.
Se é certo que nenhum clube ganha tudo, todas as vezes, o sucessor de Rui Costa (quem sabe, ele mesmo) terá condições incomparavelmente melhores, a anos-luz de distância, das que se depararam a Manuel Vilarinho em 2000 ou a Luís Filipe Vieira em 2003. Só assim se entende, aliás, que tenham surgido tantos candidatos às eleições de outubro. O Benfica é um clube apetecível."

Eleições do Benfica: Bernardo e Amorim também vão a votos


"Eleições no Benfica aquecem com promessas eleitorais: umas mais claras, outras pela rama. Certo é que na campanha de Noronha Lopes já 'entraram' os nomes do treinador do United e do craque do City

Apesar de ainda faltarem 41 dias para as eleições do Benfica, a campanha segue a todo o gás e intensifica-se à medida que as semanas vão passando e que se aproxima a data (25 de outubro) que definirá se Rui Costa continua na presidência das águias ou se será substituído por Noronha Lopes, Luís Filipe Vieira, João Diogo Manteigas, Martim Mayer e Cristóvão Carvalho (ou, até, recém-chegado Paulo Parreira).
O atual líder é, curiosamente, o mais silencioso. Fez um vídeo de apresentação e pouco mais. Vai aguardando que o luxuoso mercado de transferências, a entrada na Champions e os resultados sejam a gasolina que possa levá-lo à reeleição — as exibições mais recentes da equipa, a constante contestação a Bruno Lage e o tempo que alguns reforços demoram a mostrar-se não auguram, para já, nada de muito positivo...
Os restantes candidatos, inevitavelmente, vão lançando o fogo de artifício possível: Vieira aposta no trabalho feito durante os seus mandatos, Cristóvão Carvalho fala em... Klopp, Manteigas e Mayer estão mais reservados; por fim, com mais estrondo, surgiram as promessas recentes da campanha de Noronha Lopes, desde logo pelo próprio concorrente à cadeira do poder, afirmando que, com ele, Bernardo Silva vai voltar ao Benfica — «tem um contrato à espera dele», disse o candidato —, e também pelo seu número 2 para o futebol, Nuno Gomes, ontem mesmo lançando em Évora o nome de Ruben Amorim para a arena da campanha eleitoral: «Um dia, vai treinar o Benfica.»
Duas notas sobre estes dois nomes, que até partilharam o balneário do Benfica, sob comando de Jorge Jesus, em 2013/2014, e que este domingo estarão frente a frente no dérbi de Manchester.
Primeiro, sobre Bernardo Silva: é sabido junto de quem o rodeia que quer muito vir a ser, um dia, presidente do Benfica; isto é, quer seguir as pisadas de Rui Costa, embora a estratégia do ainda craque do Manchester City e da Seleção de Portugal seja diferente.
Bernardo, de 31 anos, quer voltar ao Benfica mais novo do que Rui Costa (que regressou em 2006, com 34 anos), deixar a sua marca como jogador ainda em excelente forma e, rapidamente, avançar para a cadeira de sonho, a da presidência. Quanto a Ruben Amorim, é benfiquista assumido e, podemos garantir (e não é à toa que Nuno Gomes o mencionou), é o treinador pretendido por Noronha Lopes, em cuja lista há pelo menos mais um nome (também benfiquista, mas dificilmente tão consensual), embora, claramente, segunda escolha, porque a primeira é, de longe, o atual técnico do Manchester United."

Vai o plantel responder à pedalada de Farioli?


"Início de época do treinador do FC Porto lembra o arranque de Roger Schmidt no Benfica e está nos antípodas do que Bruno Lage oferece. Mas só o tempo dirá quem tem a melhor estratégia. Rui Borges, esse, está no 'meio'

É de pequenas batalhas que se ganham as grandes guerras e neste capítulo o FC Porto está momentaneamente mais bem posicionado. Única equipa com cinco vitórias em outras tantas jornadas, líder isolado da Liga, que apresenta até agora o melhor reforço da competição (Froholdt) e um futebol de alta voltagem que agrada ao adepto e promove espetáculo. É normal, e até legítimo, o otimismo que se vive no Dragão, tendo em conta o termo de comparação recente, o que prova mais uma vez que o projeto como conceito holístico tantas vezes vendido à opinião pública só existe se houver efetivamente um bom treinador.
Vive Francesco Farioli um estado de graça que o próprio tem vindo a conquistar por mérito próprio, mas também algo muito típico dos momentos de viragem nos clubes. A novidade é sempre refrescante, principalmente quando as bases parecem sólidas, e é precisamente esse o período que o treinador italiano atravessa, tendo já passado com distinção dois exames difíceis: o clássico com o Sporting em Alvalade e a capacidade de mudar, à força, muitas peças face a muitas lesões e mesmo assim não perder a identidade de um Porto rock n'roll.
Salvaguardando as devidas diferenças de estilo e contexto, o início de temporada de Farioli no FC Porto tem muitos pontos de contacto com o arranque de Roger Schmidt no Benfica em 2022/23: na frescura de ideias, na abordagem ofensiva, na forma como os jogadores agarraram um conceito de jogo exigente e ambicioso. Ambos vendem aquilo que qualquer adepto gosta: a sensação de que isto é apenas o início.
Tudo o que Bruno Lage não representa. Já teve o seu estado de graça, seguiu-se a desgraça, o regresso e agora uma espécie de teste à paciência dos adeptos e à autorresistência. Numa leitura imediata e simplista será fácil afirmar que o português estará numa situação mais frágil que o italiano, mas convém lembrar que o técnico natural de Setúbal está a ficar cada vez mais conservador e excessivamente estratégico, pensando a médio e longo prazo. Parece ser algo pensado.
No meio, situa-se Rui Borges. Não convoca euforias nem depressões, apenas uma consistência sólida que é posta à prova semana a após semana e com um plantel que vai dando garantias. A fotografia do momento é, pois, feita em tons azulados, mas só o tempo dirá se Farioli tem soluções em quantidade suficiente para aguentar uma pedalada tão forte. Porque já são demasiados os lesionados em tão pouco tempo."

O antagonista mais acessível

Di Magia !!!

No Princípio Era a Bola - Os erros repetidos pelo Benfica, a segurança do FC Porto e as figuras goleadoras do Sporting

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

ESPN: Futebol no Mundo #491 - Prévia da Champions e análise do final de semana

5 MInutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Amorim em alerta vermelho

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Benfica e Sporting estreiam-se na Champions 25/26!

Observador: E o Campeão é... - Noronha Lopes a "correr" mais rápido para a presidência?

Observador: Três Toques - Adepto do United faz promessa e fica com visual inesquecível

Zero: Ataque Rápido - S07E07 - Grandes não tão grandes

Segundo Poste - S05E07 - "Bruno Lage está a prazo"

Rola Bola - Peixe, Paulo Souza, Oceano e Petit

Falsos Lentos - S06E02 - Batáguas apoia Paulo Parreira!

Chuveirinho #142

Tailors - Final Cut - S04E08 - António Conceição

DAZN: Bundesliga - R3 - Golos

DAZN: La Liga - R4 - Golos

DAZN: Premier League - R4 - Golos

Andebol Feminino - 36-25

Kanal - Tamos Juntos...

João Almeida sai da Vuelta de consciência tranquila. A sua equipa não


"A determinado momento da Vuelta, Jonas Vingegaard desfez-se do bigode que a esposa considerou hirsuto. Da camisola vermelha foi mais difícil livrar-se até porque o valor que a licra tingida acrescenta à sua carreira é bem maior que uns pelos na cara. Na última corrida de três semanas da temporada, o dinamarquês esteve 15 dias vestido à líder da classificação geral. Um decrépito João Almeida deixou cair do tubo de escape pingas de sofrimento na Bola del Mundo, enquanto o rival levitava o figurino seco que aparenta não ter bolsos para tanta força.
Jonas Vingegaard está numa fase da carreira que se assemelha a um voo de ligação entre a Terra e a dimensão de Tadej Pogacar. João Almeida agarrou-se às asas do avião e fez o nórdico parecer superável, acabando batido pela perspicácia do agora vencedor de três grandes voltas. Vingegaard não venceu a Vuelta sozinho. Sepp Kuss, a Ursa Menor que em 2023 ganhou o périplo espanhol quase sem querer, e Matteo Jorgenson foram dois motores a suplantar o líder da Visma nos momentos de maior aperto.
Ao contrário do que a UAE pensa, uma equipa não são oito ciclistas – que por acaso têm o mesmo patrocínio, vestem-se de igual e vão para as etapas no mesmo autocarro – a correr ao desbarato. Entre eles é preciso estabelecer uma hierarquia e delinear uma estratégia. Não o fazendo, a equipa de João Almeida mancou contra uma Visma que usou as cartas todas. A UAE ganhou sete etapas, a Visma ganhou a classificação geral. Isto não significa que o jogo ficou 7-1, porque as duas equipas estavam a disputar competições diferentes. A UAE andava entretida com a Taça da Liga, a Visma com a Liga dos Campeões.
A equipa de João Almeida não lhe deu a mínima razão para pensar que podia ganhar a Vuelta. Tratou-se da crença individual de um gigante a fazer por si o que ninguém fez.
A gestão desportiva imberbe da UAE ultrapassou o prazo de validade no dia em que alguém considerou justo equivaler Juan Ayuso a João Almeida, dando uso à conversa dos “dois líderes”. Levantado o véu, o espanhol até já tinha a saída do conjunto dos Emirados decidida antes da Vuelta. O despautério teve novo capítulo quando o êxodo de Ayuso foi tornado público em plena corrida.
O desnorte atingiu o auge na etapa 19. Após o contrarrelógio em que Almeida conquistou dez segundos a Vingegaard, a UAE deixou o líder da classificação geral escapar numa meta volante e conquistar quatro segundos em bonificações de forma gratuita. Pode-se dizer que, perante a falta de colaboração dos companheiros, devia ter seguido o oponente por conta própria. O mesmo na etapa 2, onde entrou na subida mal posicionado e foi surpreendido. No entanto, apenas uma equipa sem voz de comando se cala na orientação dos corredores.
Marc Soler e Juan Ayuso foram lobos solitários, correndo desligados do interesse comum. Matxin, o diretor da UAE, vinha a público dizer coisas como “todos com o João” ou “não vamos estar nas fugas”, sendo ridicularizado pelas ações concretas dos ciclistas. Todos acabaram por sorrir, menos quem mais merecia. O português podia, mesmo com toda a ajuda do mundo, não conseguir vencer a Vuelta, mas pelo menos não seria o único a dormir descansado.
A insuficiência lógica da UAE já tinha custado o Giro a Isaac Del Toro. O mexicano passou três semanas a carecer de proteção enquanto a direção desportiva acreditava cegamente que tinha em Juan Ayuso um todo-poderoso. Na falta de orientação, Simon Yates completou uma reviravolta épica no Colle delle Finestre e usufruiu de um plano exímio da Visma. A única grande volta em que a UAE superou os neerlandeses foi no Tour, sucesso que se justifica com a capacidade financeira para pagar qualquer coisa como €8 milhões ao autossuficiente Tadej Pogacar.
João Almeida está na melhor forma da sua vida. Esperemos que se mantenha nesse planalto durante muito tempo para não recordarmos esta edição da Vuelta como uma oportunidade desperdiçada. Igualar o melhor resultado de sempre de um português (Joaquim Agostinho, 1974: 2.º lugar) numa grande volta e vencer no Angliru são momentos que vão ficar tatuados na história. Ainda assim, soa a sonho por cumprir."

Desporto na escola, essa miragem


«O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular, estando definido no Decreto-Lei n.º 95/91 (...) como o conjunto das práticas lúdico-desportivas e de formação com objeto desportivo desenvolvidas como complemento curricular e ocupação dos tempos livres, num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividade da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo, desenvolvendo as suas atividade nas escolas dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e nas escolas do ensino secundário».

Este é o texto oficial e institucional no site do Desporto Escolar que depois, infelizmente, não tem reflexo real nas escolas do país. Deixando de lado o quão tarde saem os horários na escola que as minhas filhas frequentam, acresce que num 7º ou 8º ano, quem tem horário à tarde não pode frequentar o desporto na escola – onde até há padel! - pelo facto de estas atividades decorrerem também à tarde. Não tiveram «regime de liberdade de participação e de escolha», procurando atividade desportiva onde ainda havia vagas. Questionei em fevereiro, na reunião de meio do ano, o então diretor de turma (DT), que disse que «ia ver». Coitado, ele tinha bem mais em que pensar. Nada aconteceu, já que estes horários são feitos em setembro. Na semana passada, estive em duas reuniões de pais em que lancei o assunto, um DT não sabia nada, outro reencaminhou para o professor de Educação Física. Bem sei que é uma questão menor quando comparada com a falta de professores para disciplinas nucleares, mas faz parte da harmonização de um ambiente escolar que se está a tentar melhorar com medida de proibição de telemóveis no recinto escolar, que aplaudo.
Não tenho ilusões de que isto seja diferente este ano, neste que será o primeiro dia de aulas para milhares de crianças e o calendário do Desporto Escolar ainda nos é desconhecido, pelo que o complemento curricular ficará para mais tarde.
Assim, procurámos atividades físicas para as crianças noutros espaços porque deve ser lá que nascem figuras como João Almeida, Diogo Ribeiro, Iúri Leitão, Fernando Pimenta, Nuno Borges ou Neemias Queta. Porque no desporto na escola, infelizmente, não é."

Vuelta 2025: a corrida interrompida


"A Volta a Espanha em Bicicleta terminou este domingo, encerrando uma edição frenética marcada por grandes feitos desportivos, mas também com fortes tensões políticas. Com um volume de negócios superior a 85 milhões de euros, a prova é capaz de gerar receitas avultadas através de direitos televisivos, patrocínios, turismo, bilheteira e merchandising, mas sofreu vários problemas financeiros, desportivos e reputacionais durante a edição deste ano.
A cobertura mediática é cada vez mais global, com transmissão em mais de 190 países e uma audiência acumulada superior a 400 milhões de espectadores. Nas redes sociais, o evento gerou mais de 1,2 mil milhões de interações digitais, consolidando-se como uma das competições mais valiosas do ciclismo mundial.
O nosso João Almeida foi um dos grandes protagonistas da edição. Terminou em segundo lugar na classificação geral, igualando o feito histórico de Joaquim Agostinho em 1974. Almeida venceu a emblemática etapa do Alto de l’Angliru, protagonizou duelos épicos com o “Super-Homem” Vingegaard e tornou-se o único português da história a terminar as três grandes voltas entre os cinco primeiros. A sua prestação gerou destaque em mais de 60 publicações internacionais, e o número de seguidores nas suas redes sociais aumentou 38% durante a prova.
A edição de 2025 ficou também marcada por um episódio sem precedentes: a suspensão da última etapa, em Madrid, devido a protestos pró-Palestina. Mais de 100 mil manifestantes invadiram o circuito final, derrubaram barreiras e bloquearam o percurso, obrigando os organizadores a cancelar a etapa e a cerimónia de pódio. O vencedor, Vingegaard, e o vice, João Almeida, não cruzaram a meta nem foram oficialmente consagrados.
Os protestos visaram diretamente a equipa Israel-Premier Tech, gerando tensão entre atletas, patrocinadores e autoridades. A organização mobilizou mais de 1.500 polícias, o maior contingente desde a cimeira da NATO em 2022, mas não conseguiu evitar o impacto. Estima-se que o cancelamento da etapa tenha causado uma quebra de 12% nas receitas previstas, afetando contratos de transmissão, ativações de marca e vendas de merchandising.
A ausência da cerimónia de consagração retirou visibilidade aos patrocinadores principais, como a Carrefour, Skoda ou LaLiga, que tinham preparado ações promocionais para o encerramento. A repercussão política foi intensa: o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, elogiou os manifestantes, enquanto a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, criticou duramente o governo por “alimentar a confrontação”.
A organização da Vuelta confirmou que 22 agentes da polícia ficaram feridos e dois manifestantes foram detidos. A etapa foi cancelada a cerca de 50 km da meta, e os ciclistas foram retirados em veículos das suas equipas. A imagem de Jonas Vingegaard parado entre camiões da polícia, sem poder celebrar a vitória, tornou-se símbolo de uma edição marcada pela tensão social e pelo conflito internacional.
Política e desporto sempre andaram de mãos dadas, para o bem…mas também para o mal."

SportTV - MotoGP - S04E16 - O protagonista

Zero: Afunda - S06E03 - Conclusões do EuroBasket e ponte para a NBA; Kawhi e Adam Silver

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Vitória...

Benfica 3 - 1 Rio Ave

Superioridade que não deu goleada, devido a mais um festival de desperdício....

Regresso do Lúcio, sem o Pany e o Coelho... e com o Gugiel ainda sem minutos!

Nulidade...

Benfica 0 - 0 Racing Power


Segundo jogo oficial da época, segunda desilusão! As lesões não ajudam, a integração tardia das contratações não ajudam! Mas, os sinais são péssimos!

Mesmo jogando mal, ainda criámos algumas jogadas de perigo, mas o desperdício 'ganhou'!!!

Não posso deixar de falar mais uma vez da arbitragem: um roubo, de princípio ao fim, e não foi incompetência, foi mesmo premeditado!

Bastidores: Voleibol Feminino...

Futsal Feminino: 0-6

Rafaela...

BF: É isto que Lage vê em Barreiro!

Apetece-me gritar com todos os Benfiquistas!


"Depois de uns segundos com a cabeça a rodar, incrédulo com o que estava (novamente) a acontecer, enfiei-me na cadeira e preparei-me para o impacto da dor que apareceu como um camião. Em milésimos de segundos racionalizo o que acabou de acontecer: «Não acredito. O Santa Clara empatou, dois pontos perdidos, mesmo com um a mais. Não jogamos nada, esta época está a ser igual às outras, mesmo com mais de 100 milhões investidos.»
Mas depois o camião abalroou-me e absorvi a dor em segundos porque já estou anestesiado. Já estou habituado. Pensei e isto é profundamente triste: «Foi só mais uma sexta-feira na minha vida de benfiquista.»
Há 30 anos que vou ao Estádio da Luz e não minto se disser que em 20 desses 30 (e estou a ser simpático) em todos eles tive esta sensação de fragilidade, de precipício, de assobios e burburinhos no estádio ou então daquelas vitórias de tédio e de morte lenta em que todos sabemos que estamos a ir de vitória em vitória até à derrota final. Vivo e recordo o passado Glorioso do Benfica e morrerei a achar que este é o maior clube português e que é vergonhoso ganhar tão pouco e essa revolta ainda sinto.
Essa chama ainda sinto. Às vezes apetecia-me gritar aos ouvidos de todos os meus consócios no Estádio da Luz e chamar-lhes todos os nomes possíveis e imaginários. Corria cadeira a cadeira e gritava-lhes, mas com muitas asneiras à mistura que aqui não posso escrever.
«Pá, como é que aceitas isto? Como é que te habituaste a isto? Perdemos campeonatos atrás de campeonatos, não ganhamos uma Taça de Portugal há uma porrada de anos, levamos cinco do FC Porto, o FC Porto vem cá ser campeão, o Sporting já ganha mais que nós, os nossos dirigentes gastam rios de dinheiro, se calhar andam para lá a roubar o clube e não passamos da cepa torta. Revoltas-te com o Lage? Revolta-te é com os presidentes, caramba!!!». E claro que o caramba aqui seria outra palavra começada por c...
É que depois sai uma sondagem que diz que Rui Costa está à frente nas intenções de voto, com Vieira a aproximar-se. E eu, já em casa, preparo-me novamente para o impacto da dor que parece um camião a albaroar-me. Sentindo a cabeça a rodar, incrédulo com o que está (novamente) a acontecer, enfio-me na cadeira e absorvo a dor, que em segundos passa. Não duvido. É possível.
Que mesmo com isto tudo, sejam o Rui e o Vieira que estejam na frente, e não o Manteigas e o Noronha. Apesar de todas estas estaladas constantes, há uma maioria silenciosa dos sócios do Benfica que me assusta profundamente. Aqueles sócios que não estão nas redes sociais.
Ou que estão no Facebook. Que vivem o Benfica nessa rede azul, na tasca, na casa do Benfica e na BTV. Para eles, o Noronha é o homem dos hambúrgueres e mal sabem quem é Manteigas. Portanto, a solução é o Rui ou o Vieira. Até porque são estes sócios quem mais sofrem com o Síndrome de Estocolmo que Vieira os injetou: quem vem de fora são sempre abutres e garotões.
Ingratos que se esquecem como estava o clube antes dos salvadores chegarem. Nem as pedras da calçada tínhamos. E temos ganho. Até fomos Tetra. E não se pode ganhar todos os anos. Há azares. E a arbitragem. E o Pinto da Costa mandava nisto tudo. E agora é o Varandas.
Sinto-me como aqueles hamsters que correm e correm na roda, mas nunca mais saem do mesmo sítio. Há 30 anos que vou ao Estádio da Luz. E em 20 desses 30 anos (e estou a ser simpático) vivo este Benfica doente, viciado, podre, anestesiado, esquecido do que foi e do que deveria ser.
Sinto que na melhor das hipóteses tenho mais 30 anos para ir ao Estádio da Luz. Será que 20 dos próximos 30 (e se calhar a ser simpático) serão mais disto? E que morrerei sem respirar fundo, fechar os olhos e pensar: «Tanto tempo à espera disto. Mas o Benfica que sonhei e ambicionei durante tantos anos está de volta. O Benfica que me ensinaram, que aprendi lendo e vendo vídeos, o Benfica de antigamente, o Benfica que deveria ter sido de sempre. Elevado, místico, glorioso, vitorioso, puro, belo, vermelho. A sentir novamente a imponência das palavras Sport Lisboa e Benfica. Estádio da Luz. Inferno da Luz. A vénia. A mística. O terceiro anel. O clube do povo.»
Já há 7 anos que colaboro com o zerozero com estas crónicas. A intenção sempre foi soltar o que me vai na alma e se quem ler se identificar, ainda melhor. Mesmo sabendo que há sempre críticas porque aos olhos de alguns me torno em mais um dos abutres, dos garotões, dos que querem tacho, dos que não têm gratidão. Mas é o que é. Quem se expõe, dá a cara e dá opiniões, leva com o bom e o mau. Mas a frase recorrente nestas crónicas sempre foi:
Do Benfica não se desiste.
Mas da forma mais pura e profunda vos confesso: Está difícil. Está muito difícil. Honestamente se em outubro o Benfica não muda de vez para pessoas novas e continua neste marasmo, eu sinto que irei perder as forças. Abandonar o clube ou deixar de ser dele nunca, porque não o consigo, mas ficarei prostrado no chão das misérias por tempo indeterminado sem saber o que mais pensar sobre este clube ou sobre a sua massa associativa
Foi uma crónica mais pessimista, porque é o que vai na alma hoje. Depois de amanhã, é dia de voltar à luta. Escrever, twittar, falar, lutar pela mudança. Todos precisamos de falar com todos, principalmente com aquela maioria silenciosa dos sócios do Benfica que não estão nas redes sociais. Se conheces um, insiste. Continua a falar com ele. Relembra-o que o Benfica é o maior clube Português e ganhar tão pouco é inaceitável. E que se hesitam que as pessoas que por lá passaram já desviaram um euro que seja do clube, o perdão é imperdoável.
Até 25 de outubro tenho, temos, de lutar com todas as nossas forças. Depois desse dia, logo se vê. Nem quero pensar. É o dia do 25 de Abril Benfiquista. De olhar para o futuro a cores. Ou a continuação de dias cinzentos, anestesiados e pobres, como era Portugal antes do dia da Revolução."

As culpas do Benfica


"O Benfica empatou, 1-1, com o Santa Clara no arranque da quinta jornada do campeonato, depois de um erro enorme do seu central e capitão da equipa, Nicolás Otamendi, mesmo no final do jogo, coisa rara na última época e no início desta para o experiente jogador argentino, mesmo que muitos aproveitem o momento para recordar outros erros do passado, que na verdade não foram assim tantos, e como se fosse possível um defesa-central de 37 anos, com uma carreira quase inacreditável por clubes e seleção, ao nível do rendimento, consistência e longevidade, por vezes não os cometer.
No final do jogo com os açorianos, Otamendi apressou-se a fazer o que era mais certo: pedir desculpa aos adeptos no estádio, pedir a palavra e através da Comunicação Social assumir responsabilidades e consequências perante os benfiquistas, de forma geral.
A seguir, na sala de imprensa, Bruno Lage deu também um passo em frente e disse que a culpa não era de Otamendi, mas dele. Jogador e treinador têm razão.
A culpa do golo do empate do Santa Clara é de Otamendi, não é de mais ninguém. Mas a culpa de uma exibição fraca, que conta uma história de um jogo com pouquíssimas oportunidades de golo para o Benfica e algumas muito perigosas para o Santa Clara, não é de Otamendi, é de Bruno Lage e de mais ninguém; até porque me parece que a equipa interpretou em campo uma estratégia que trouxe do balneário, e o erro terá sido não conseguir desviar-se dela para se adaptar às dificuldades que encontrou. Portanto, culpa do treinador.
Não vale a pena encontrar justificações no calendário competitivo, que ditou este jogo para uma sexta-feira, no pouco tempo de treino após o regresso dos jogadores das seleções, na falta de conhecimento da equipa em relação aos reforços. Naturalmente que tudo isso influencia, condiciona, mas a verdade, nua e crua, é que uma equipa do Benfica, seja qual for o contexto, tem obrigatoriamente de jogar um futebol melhor no seu estádio e principalmente contra uma equipa mais fraca, que ainda por cima jogou em inferioridade numérica desde o minuto 37, quando teve um jogador expulso.

Como diz o povo: isto não vai lá com palavras.
No futebol, não para as contas, mas para os adeptos, também é muito importante como se empata e perde, às vezes até como se ganha. Maus jogos acontecem, o Benfica não joga sozinho no campo, claro, mas desde o início deste campeonato que a equipa das águias vinha dando sinais de que a qualquer momento um mau resultado poderia acontecer. Pelo que conseguiu desde que pegou na equipa, Lage merece algum crédito, mas a culpa será sempre dele, no sucesso e no insucesso. E não ficará melhor na fotografia se o assumir. Como diz o povo: isto não vai lá com palavras."

Eleições do Benfica: Bernardo e Amorim também vão a votos


"Eleições no Benfica aquecem com promessas eleitorais: umas mais claras, outras pela rama. Certo é que na campanha de Noronha Lopes já 'entraram' os nomes do treinador do United e do craque do City

Apesar de ainda faltarem 41 dias para as eleições do Benfica, a campanha segue a todo o gás e intensifica-se à medida que as semanas vão passando e que se aproxima a data (25 de outubro) que definirá se Rui Costa continua na presidência das águias ou se será substituído por Noronha Lopes, Luís Filipe Vieira, João Diogo Manteigas, Martim Mayer e Cristóvão Carvalho (ou, até, recém-chegado Paulo Parreira).
O atual líder é, curiosamente, o mais silencioso. Fez um vídeo de apresentação e pouco mais. Vai aguardando que o luxuoso mercado de transferências, a entrada na Champions e os resultados sejam a gasolina que possa levá-lo à reeleição — as exibições mais recentes da equipa, a constante contestação a Bruno Lage e o tempo que alguns reforços demoram a mostrar-se não auguram, para já, nada de muito positivo...
Os restantes candidatos, inevitavelmente, vão lançando o fogo de artifício possível: Vieira aposta no trabalho feito durante os seus mandatos, Cristóvão Carvalho fala em... Klopp, Manteigas e Mayer estão mais reservados; por fim, com mais estrondo, surgiram as promessas recentes da campanha de Noronha Lopes, desde logo pelo próprio concorrente à cadeira do poder, afirmando que, com ele, Bernardo Silva vai voltar ao Benfica — «tem um contrato à espera dele», disse o candidato —, e também pelo seu número 2 para o futebol, Nuno Gomes, ontem mesmo lançando em Évora o nome de Ruben Amorim para a arena da campanha eleitoral: «Um dia, vai treinar o Benfica.»
Duas notas sobre estes dois nomes, que até partilharam o balneário do Benfica, sob comando de Jorge Jesus, em 2013/2014, e que este domingo estarão frente a frente no dérbi de Manchester.
Primeiro, sobre Bernardo Silva: é sabido junto de quem o rodeia que quer muito vir a ser, um dia, presidente do Benfica; isto é, quer seguir as pisadas de Rui Costa, embora a estratégia do ainda craque do Manchester City e da Seleção de Portugal seja diferente.
Bernardo, de 31 anos, quer voltar ao Benfica mais novo do que Rui Costa (que regressou em 2006, com 34 anos), deixar a sua marca como jogador ainda em excelente forma e, rapidamente, avançar para a cadeira de sonho, a da presidência. Quanto a Ruben Amorim, é benfiquista assumido e, podemos garantir (e não é à toa que Nuno Gomes o mencionou), é o treinador pretendido por Noronha Lopes, em cuja lista há pelo menos mais um nome (também benfiquista, mas dificilmente tão consensual), embora, claramente, segunda escolha, porque a primeira é, de longe, o atual técnico do Manchester United."

BF: Estará aqui o possível novo treinador do Benfica?

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Mais uma dor de cabeça no pior jogo da era Farioli

Martínez, Varandas e Lage: uma questão de perspetiva


"Em Portugal, o futebol tem um enorme peso mediático. Esta realidade faz com que a comunicação ganhe cada vez maior peso tendo em conta a perceção que se quer passar aos adeptos. Por este motivo, as empresas de comunicação têm vindo a crescer. Muitas vezes o objetivo destas empresas é tentar transformar uma informação com conexão negativa em algo extremamente positivo.

Roberto Martínez
O selecionador nacional chegou e rapidamente se tentou integrar na nossa cultura. Esforçou-se por falar português nas conferências e é sempre afável com todos aqueles com quem contacta. Neste campo não tenho nada a apontar.
A questão muda de figura quando o tema é o que se passa dentro das quatro linhas. Importa referir que existem vários caminhos para se ter sucesso e que não existe apenas uma fórmula para vencer. Assim, admito que não concordo com a forma como Roberto Martínez pretende alcançar o sucesso.
O trabalho de um selecionador é mais complexo do que o de um treinador de uma equipa que joga semana a semana. O tempo de treino é muito mais reduzido. Isto faz com que as rotinas que se pretendem implementar sejam mais difíceis de alcançar. Quando vejo a Seleção Nacional a jogar penso muito nisto.
Roberto Martínez opta, de uma forma regular, por colocar jogadores em posições que raramente jogam e altera constantemente sistemas táticos. Baralha os adversários e baralha os nossos jogadores. O melhor exemplo é o de Nuno Mendes. Quando é que Nuno Mendes mais brilhou com Martínez? Na fase final da Liga das Nações onde pôde explorar todo o corredor esquerdo. A conquista da Liga das Nações demonstra isto que estou a referir. Foi quando o selecionador alterou a equipa (entrada de Nélson Semedo), e simplificou, que nos conseguimos sobrepor aos adversários. Nem tudo está mal quando se perde e nem tudo está bem quando se ganha.
Apesar de Martínez ter uma percentagem de vitórias elevada, a realidade é que estamos a perder tempo. Ao fim de quase três anos de Martínez no comando, entendo que devíamos ter outra capacidade exibicional. Esta ideia ganha ainda mais força quando vemos um jogo de Espanha e nos questionamos: a Espanha tem melhores jogadores que Portugal? Não creio. Então porque joga um futebol encantador e nós não? Simplesmente porque, como dizia Cruyff «no futebol o difícil é fazer o simples».
Se o selecionador nacional tivesse implementado uma forma de jogar similar a que De La Fuente implementou em Espanha teríamos tido mais sucesso desportivo? Não consigo responder a esta pergunta. O que sei é que se o tivesse feito, antes dos jogos começarem, a nossa confiança seria muito maior do que a que temos neste momento, porque, a realidade, é que nunca sabemos que Seleção vamos ter dentro do relvado.

Frederico Varandas
Esta semana surgiu uma informação que o Al Ahli, da Arábia Saudita, pretendia contratar Frederico Varandas para ser o CEO do clube. Inclusivamente surgiu a informação que a proposta seria de €12 M.
Não sei se quem deu a notícia teve a noção de que a proposta deveria ser em SAR (moeda da Arábia Saudita), ou seja, com o câmbio feito, a proposta seria de €2,7 M em três anos… Apesar deste pormenor, não é o valor ou não da proposta que me causa estupefação. O que me deixa intrigado é o facto de Frederico Varandas ter chegado até ao momento da apresentação de proposta. Seria incrível que um clube quisesse contratar um CEO sem o entrevistar.
Ora, assim sendo, Frederico Varandas, atual presidente do Sporting, aceitou passar por um processo de recrutamento quando dirige o clube do seu coração? Tudo isto ainda é mais confuso porque Varandas foi eleito e não contratado pelo Sporting. Para baralhar ainda mais, a proposta apresentada pressupunha a entrada em funções no imediato.
Aqui surgem várias questões: o atual presidente do Sporting entrou num processo de recrutamento colocando a hipótese de sair imediatamente do Sporting? Podemos equiparar um presidente a um diretor-geral ou a um diretor-clínico? Não deveria ter, desde logo, recusado a abordagem inicial que lhe foi feita?
O mais interessante é que a forma como a informação nos chegou é que até na Arábia Saudita pretendem contratar o presidente do Sporting, tentando com isto reforçar o seu valor e qualidade. A minha interpretação é que ao passar por todo o processo até chegar à formalização de uma proposta, Varandas deu um tiro na cultura leonina.
De agora em diante o presidente do Sporting não vai ter moral para questionar um seu colaborador (jogador, treinador ou diretor) quando, com contrato, falar com outros clubes que o abordem. A cultura vem de cima para baixo…

Bruno Lage
Mais uma vez foi infeliz a comunicar. Não sei se leu mal o que tinha no caderno ou não. A realidade é que referiu que este foi o primeiro mercado em que a direção desportiva e o presidente dos encarnados ouviram a opinião do seu treinador.
O gabinete de comunicação do Benfica apressou-se a corrigir o que o seu treinador tinha acabado de dizer na conferência de imprensa: o treinador encarnado queria afinal dizer mercado de verão!! Tiro várias conclusões sobre esta questão.
A primeira é que esta declaração não saiu da cabeça de Lage. Se analisar apenas o que treinador encarnado referiu, o projeto desportivo encarnado fica muito mal na fotografia. No mercado de Inverno o Benfica contratou Bruma, Bellotti, Dahl e Manu.
Numa altura em que o Benfica estava na Liga dos Campeões e com aspirações na Taça de Portugal e campeonato, a estrutura encarnada contrata jogadores sem falar com o treinador? Estas palavras de Lage não quererão passar a responsabilidade do insucesso da última época para a administração?
Por outro lado, se o que Lage queria dizer era mercado de Verão, será que ele quis mandar um recado a Vieira? A rápida reação do gabinete de comunicação do Benfica quererá dizer que a mensagem foi concertada e não da autoria do treinador encarnado? Faz sentido um treinador de uma equipa querer envolver-se nas eleições? O treinador é um funcionário do clube ou de um Presidente?

A valorizar: Vasco Botelho da Costa
Bicampeão nos sub-23, campeão do campeonato de Portugal com o UD Leiria, subida de divisão com o Alverca e na época de estreia na Liga Portugal está em segundo à quinta jornada. Aos 36 anos, Vasco Botelho da Costa é o treinador do momento.

A desvalorizar: Bruno Lage
O futebol demonstrado deixa muito a desejar, mas pior foi a forma como não conseguiu responder quando o questionaram por uma explicação para a incapacidade ofensiva do Benfica."

Cristiano Ronaldo e o prémio Puxa-Saco


"A Liga atribuiu ao craque o prémio de Melhor de Sempre. Se foi pelo trajeto no campeonato nacional, total de 25 jogos, é desajustado; se foi para lhe afagar o ego, haja noção...

A recente decisão de a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) atribuir a Cristiano Ronaldo o prémio de Melhor de Sempre é, no mínimo, controversa. Ninguém duvida da qualidade, da carreira ou da dimensão planetária do craque, mas a própria natureza da distinção entra em contradição com a realidade do percurso de CR7 em Portugal.
Após formação no Andorinha, Nacional e Sporting, o madeirense que se tornou cidadão do mundo estreou-se na principal equipa dos verdes e brancos num duelo da terceira pré-eliminatória da UEFA Champions League, nulo em Alvalade diante do Inter, a 14 de agosto de 2002. O baile de debutantes na Liga portuguesa não tardou, a 30 de setembro, em casa do SC Braga, derrota dos leões, por 2-4.
No final dessa temporada de 2002/03 — no começo da seguinte, recorde-se, logo rumou ao Manchester United depois de ter impressionado Alex Ferguson na inauguração do novo estádio leonino — podia orgulhar-se de ter participado em 31 partidas, 25 no campeonato. E até hoje, ano da graça de 2025, nunca mais Ronaldo picou o ponto em encontros da principal competição do nosso calendário.
Em Portugal, Ronaldo foi apenas promessa antes construir o estatuto de lenda que ostentou com as camisolas de Manchester United, Real Madrid, Juventus, Al Nassr e Seleção. O reconhecimento que agora lhe é dado soa a deslocado, é como premiar um aluno melhor da turma embora ele só tenho frequentado as primeiras aulas do ano letivo a anteceder mudança prematura de escola.
Antes que as irmãs de Cristiano Ronaldo me aconselhem a «coçar os cotovelos numa parede áspera», como Kátia recomendou a Luís Figo em polémica datada de janeiro de 2015, assino já declaração de interesses em que afirmo solenemente jamais ter visto um jogador de nível superior ao mano Aveiro.
Não se trata, pois, de negar a grandiosidade do atleta. Quando a LPFP distinguiu Ronaldo como Melhor de Sempre, na gala de terça-feira de entrega dos prémios relativos à… Liga da época transata, parte-se do princípio que a essência do troféu refere-se ao trajeto do laureado no campeonato nacional. Se, ao invés, a intenção da LPFP foi somente afagar o ego do capitão da equipa das quinas, assim do nada, quando tantos enormes jogadores se destacaram na história da prova e justificavam a honraria, então talvez fosse boa ideia apelidar o galardão de prémio Puxa-Saco."

BolaTV: Hoje Jogo Eu... - Adérito Esteves

Rabona: PRÉVIA da Fase da Liga dos Campeões 2025-26 (todos os clubes)

Rabona: Os motivos pelos quais Pochettino deixou os fãs APAVORADOS… mas há ESPERANÇA?