Últimas indefectivações

terça-feira, 22 de julho de 2025

Sorteio dita Nice


"O sorteio da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga dos Campeões é o destaque desta edição da BNews.

1. Adversário na Champions definido
Benfica e Nice vão medir forças na 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Champions. Os jogos são nos dias 5/6 de agosto (1.ª mão) e no dia 12 do mesmo mês (2.ª mão).

2. Supertaça
Os bilhetes para a Supertaça, a realizar no dia 31 de julho no Estádio Algarve, estão temporariamente esgotados. A venda reabre amanhã às 10h00.

3. Preparação da equipa B
Foi realizado mais um jogo-treino, desta feita ante o Académico de Viseu.

4. Início dos trabalhos de pré-época
Os Juvenis deram o pontapé de saída na preparação para a nova temporada.

5. Renovação de contrato
Bélone Moreira, capitão da equipa de andebol do Benfica, prolongou o vínculo contratual ao Clube por mais uma época.

6. Bons desempenhos
Etson Barros e Leandro Ramos em destaque no Meeting de atletismo Maia Cidade do Desporto.

7. Iniciativa da Fundação Benfica
Jovens ucranianos visitaram o Estádio da Luz e o Museu Benfica – Cosme Damião, numa iniciativa da Fundação Benfica e dos Serviços Sociais da GNR, em colaboração com a Guarda Nacional da Ucrânia."

SportTV: Mercados - Mercados dos grandes a fechar?

Zero: Mercado - Villas-Boas cumpre promessa com chegada de Froholdt

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quais os alertas da Champions para o Benfica?

Observador: E o Campeão é... - Benfica e Porto, mostrem as cartas, porque cheira a "all-in"

Chuveirinho #134

Lamine e as influencers virtuais: estupidez artificial


"Não me lembro do dia em que fiz 18 anos. Mas sei que não tive uma festa ao almoço com os meus pais como se tivesse acabado de fazer 10, e outra à noite como se tivesse mais de 30, como aconteceu há dias com Lamine Yamal.
O jogador do Barcelona passou dos beijinhos à avó num restaurante para uma festa temática de máfia italiana, que o levou a oscilar entre um fato branco com bengala e o tronco nu, pescoço adornado com uma corrente, avaliada, por quem fez, em 400 mil euros. Mas eu aos 18 anos não era campeã da Europa, nem do meu país. É evidente que perante uma festa para a qual é pedida a restrição de telemóveis todos querem saber o que aconteceu, e o que passou para fora foi melhor do que se poderia imaginar: senhoras com certo número de peito convidadas, anões contratados para abrilhantar a festa com imagens de jogo e armas de fogo. Associações a queixar-se da presença dos anões, estes a pedir que os deixem trabalhar. Tenho até um colega que viu o bolo, uma torre de pistolas, fichas de casino, notas, balas, copos de espumante, correntes e até a mensagem «i love milfs», e pensou que fosse inteligência artificial, tal era o mau gosto. Não era.
E assim anda a fina linha entre esta inteligência que faz de nós desconfiados, descrentes, tontos, tudo agravado pela tendência crescente para as influenciadoras virtuais, como revelado pela conta da ‘fantasma’ Mia Zelu, que passei a conhecer este domingo. Uma influenciadora virtual, ou seja uma pessoa que não existe, que come, viaja, vive a vida que muitos desejariam. Não custa tanto dinheiro e pode promover qualquer produto em qualquer lado, até no Espaço.
Estes olhos cansados já têm alguma dificuldade em distinguir, por isso aquela sensação passada pela série Black Mirror, de um futuro tecnológico que ainda não chegou, mas está muito próximo, está cada vez mais presente. Este dilema é também abordado no filme Mountainhead – em que uma aplicação IA permite criar vídeos falsos tão bons que estalam guerras civis em vários pontos do planeta. Como a população tem como fonte de informação as redes sociais e não os jornais, tudo fica perdido.
Perdidas ficaram também na semana passada duas pessoas que, num concerto dos Coldplay, viram toda a vida virada do avesso. Mas aposto que preferiam que aquela kisscam fosse apenas virtual."

Streaming: o novo jogo fora das quatro linhas


"O mundo continua a mudar com uma rapidez enorme e a tecnologia acelera mudanças de comportamento dos consumidores. O consumo de desporto em 2025 já não se limita ao que acontece dentro das quatro linhas. A forma como os adeptos assistem, interagem e se envolvem com os eventos desportivos está a ser profundamente transformada por tecnologias como a inteligência artificial, a realidade aumentada ou as plataformas de streaming.
O modelo tradicional de transmissão linear está a dar lugar a experiências personalizadas, interativas e sob procura. Plataformas como a Apple TV, Amazon Prime e DAZN lideram esta revolução, oferecendo transmissões com múltiplos ângulos de câmara, estatísticas em tempo real e conteúdos exclusivos adaptados aos interesses de cada utilizador.
O recém-terminado Mundial de Clubes na DAZN ou os Jogos Olímpicos de Paris na Max foram os maiores exemplos da nova forma de acompanhar os grandes eventos desportivos.
A personalização é agora central, onde cada um escolhe o que vê, da forma que quer ver e a quer horas quer ver. A inteligência artificial permite que os adeptos recebam destaques personalizados, recomendações de jogos com base nos seus clubes favoritos e até alertas em tempo real sobre momentos-chave.
Esta abordagem está a redefinir o conceito de fidelização, especialmente entre as gerações mais jovens, que valorizam experiências digitais imersivas e sociais. A integração com redes sociais, como chats ao vivo e watch parties, tornou-se uma extensão natural da experiência desportiva.
O mercado global de realidade aumentada no desporto deverá atingir os 18 mil milhões de dólares até 2028, impulsionado por estas novas formas de consumo. Em Portugal, esta tendência ainda está em fase embrionária, mas representa uma oportunidade estratégica para clubes e ligas que pretendam internacionalizar as suas marcas e captar novas audiências.
A centralização dos direitos televisivos, se bem executada, poderá ser o ponto de partida para uma nova era de conteúdos desportivos portugueses, mais relevantes, mais digitais e mais globais. A capacidade de gerar experiências personalizadas será determinante para o sucesso competitivo das organizações desportivas, que terão de investir em tecnologia, dados e criatividade para se manterem relevantes num mercado cada vez mais fragmentado e exigente.
Este novo paradigma exige uma abordagem estratégica por parte dos clubes, ligas e federações, que devem investir em talento digital, parcerias tecnológicas e modelos de negócio centrados no adepto. A capacidade de adaptação será determinante para garantir relevância num ecossistema desportivo cada vez mais competitivo e fragmentado.
Bem-vindos ao futuro!"

SportTV: MotoGP - S04E12 - Pressão? Só dos pneus!

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Richard Rios, BEM-VINDO!!!


"1. Richard Rios vai ser reforço do Benfica e a crer nos valores que vêm sendo referidos - 27M€ para o Palmeiras + 3M€ para o jogador -, não será sequer o jogador mais caro da história do futebol português – o FC Porto, falido até mais não, investiu no total 32 milhões de euros em Samu.

2. O que nos diz a experiência da vida é que normalmente é o barato que sai caro e a experiência do futebol que jamais uma equipa vencedora levou um clube à falência. Ora as equipas vencedoras não se fazem só - longe disso - de bons jogadores, mas sem bons jogadores não se fazem equipas vencedoras.

3. Só depois de vermos Richard Rios com o Manto Sagrado vestido, só com o decorrer do tempo, portanto, poderemos confirmar se o investimento foi elevado ou altamente rentável. Se for rentável desportivamente, que é a primeira coisa que me interessa, será um dia rentável economicamente.

4. Para já sabemos que é um 8 de categoria, com o poder físico de que nós tanto precisamos no meio-campo, com técnica e capacidade de remate a meia e longa distância, um 8 batalhador, com raça, transportador de jogo, com golo. 5. Estou desejoso de o ver jogar ao vivo, provavelmente no próximo sábado na Eusébio Cup já se exibirá, por agora ficam as boas-vindas para o Richard Rios, que seja feliz na Luz!"

Benfica: planeamento desportivo ou eleitoral?


"O que se pede a uma estrutura de um clube nos dias de hoje? Numa primeira análise, é importante que exista compromisso, união e respeito entre todos aqueles que têm cargos de liderança. Depois destes pressupostos essenciais, será fundamental que aqueles que têm cargos de decisão saibam antecipar cenários e trabalhem a pensar no presente e no futuro, ou seja, que não tomem decisões ao sabor do vento.

A importância de um bom planeamento
Este é um ano diferente para o Benfica. As eleições de outubro são importantes para os sócios escolherem o caminho que pretendem seguir: a manutenção de um ciclo de vícios criados durante anos (Rui Costa e Vieira) ou um corte com o passado (João Diogo Manteigas, Noronha Lopes ou Martim Mayer). Hoje o meu foco está na vertente desportiva, onde o Benfica também está a viver um ano atípico. A época 2024/25 foi longa e desgastante. Todos sabiam que a presença no Mundial de Clubes iria ser benéfica financeiramente, mas iria criar dificuldades no planeamento da época seguinte. Desta forma o que deveria ter sido feito? Deveriam ter sido antecipados vários cenários de forma a que o clube estivesse preparado para o que iria encontrar pela frente.
Por norma, a próxima época começa-se a planear com muita antecedência. Em janeiro já devem estar identificadas as posições que irão necessitar de ser reforçadas. Em simultâneo, quem gere a vertente desportiva deverá ter uma ligação com a área financeira para perceber qual a capacidade para ir ao mercado, e quais os valores que terão de ser concretizados em transferências, de forma a que as contas fiquem equilibradas no final do ano fiscal. Assim, em janeiro os clubes devem começar a trabalhar em vários campos: organizacional, com a preparação da pré-época tendo por base diferentes cenários; desportivo, com a identificação das posições e dos alvos que se pretendem contratar; financeiro, sabendo quais as necessidades de vendas de jogadores que terão de ser feitas para equilibrar as contas.
Ora, no caso do Benfica, tendo em conta que iria disputar o Mundial de Clubes, o planeamento desta época deveria ter sido equacionado em dois cenários: se tivesse sido campeão nacional teria mais margem para preparar a época uma vez que entraria diretamente na Liga dos Campeões; se ficasse em segundo teria de estar preparado para ter o plantel praticamente definido no início de julho. Em teoria era isto que deveria ter acontecido. Na prática foi o inverso. O exemplo da marcação da Supertaça Cândido de Oliveira é paradigmático, pela forma como no dia 16 de junho se acorda uma data com Sporting e FPF sem pensar nas consequências.

Riscos de um mau planeamento
Todos percebemos que o Benfica é um clube que, como diz o seu treinador, vive um dia de cada vez. Eu acrescento que os seus dirigentes vivem um dia de cada vez a pensar em outubro e não no futuro do clube! Isso percebe-se pela forma como são tratados todos estes temas de vital importância. A realidade é que estamos a 11 dias da final da Supertaça e existem inúmeras indefinições no plantel encarnado.
Quais as consequências desta forma de trabalhar? A primeira é a ausência de condições para que Bruno Lage possa utilizar a pré-época para criar rotinas e trabalhar a mecanização da equipa, e que poderão ter consequências nos importantes e determinantes desafios que o clube irá ter pela frente no curto prazo (Supertaça + pré-eliminatórias de Liga dos Campeões). A segunda é que o facto de não ter um plantel próximo de estar fechado faz com que inúmeros potenciais reforços sejam abordados e falados. Isto traz dificuldades adicionais ao treinador encarnado, uma vez que muitos jogadores do plantel sentem que não têm presença garantida, o que acaba por influenciar o foco, compromisso e união entre todos. Por fim, outro efeito colateral desta forma de gerir é que os alvos que o Benfica tem identificados e pretende contratar ficarão inflacionados, uma vez que quem os vai vender sabe da urgência e necessidade que o Benfica tem em fechar as suas contratações.

Formação 'vs' investimento externo
É certo e sabido que o Benfica tem uma formação muito conceituada e valorizada no mundo do futebol. No último ano o clube encarnado foi campeão em todos os escalões, mesmo com uma estratégia que faz com que jogadores mais novos joguem nos escalões acima. Outro ponto relevante é que as seleções nacionais têm constantemente a presença de jogadores do Benfica. Por exemplo, o Benfica teve 9 jogadores na seleção campeã europeia de sub-17. Estranho o facto de num plantel com 25 jogadores não serem criadas condições para que os jovens da formação tenham espaço e tempo para poder demonstrar o seu valor.
O mais recente exemplo foi a contratação de Barrenechea. O argentino tem 24 anos é um jogador com potencial, joga como médio mais recuado, é agressivo, varia o corredor com facilidade, mas não se aproxima muito da baliza do adversário. Tem o upgrade de poder chegar à seleção argentina o que pode gerar bom rendimento financeiro no futuro. Contudo, se analisarmos as alternativas, o Benfica podia ter optado por fazer regressar Diogo Nascimento. Trata-se de um jovem de 22 anos que fez um grande europeu de sub-21, que pode jogar a 6 ou a 8 e que tem uma enorme capacidade de construção. É um jogador que pode jogar na mesma posição de Barrenechea, mas com caraterísticas diferentes. A sua qualidade na construção e a capacidade de gerir os momentos do jogo poderiam ser mais-valias, assim como a forma como se consegue integrar no último terço do terreno. O investimento seria muito mais reduzido, aproximadamente €2 M vs €15 M . Mais uma vez o Benfica preferiu olhar para fora e não para dentro. O Diogo irá continuar a carreia no Olympiakos que irá disputar as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.

A valorizar: Luís Freire
Uma carreira feita a pulso. Passou por todos os escalões do futebol português com enorme qualidade. Chega agora aos sub-21 portugueses com todo o mérito.

A desvalorizar: Rui Caeiro
Depois da confusão em torno da sua nomeação para vice-presidente da FPF, agora assume o pelouro da arbitragem. Trata-se de uma decisão surpreendente!"

Gastos?!

Fidelidade...!!

Manteigas #4 - Transparência e Comunicação

Michael: Benfica Sign Richard Rios! Colombian Salsa To Lisbon 🦅

Zero: Mercado - Amorim chama por Gyökeres

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Gyökeres só quer sair, Amorim está de braços abertos

Zero: Entrevista - Drulovic...

Tony: Live - Madrugada...

Visão: React - Debate sobre Luís Filipe Vieira...

BolaTV: Hoje Jogo Eu... - Ricardo Jorge Costa...

Throne: How a RELEGATED Team Won the Portuguese Cup in the Craziest Season Ever

domingo, 20 de julho de 2025

Dia 6...

Aula de alemão com Professor Barreiro 📚

Bernardo Silva: 'the Captain' e o futuro


"Em 2019, Vincent Kompany, lenda do Manchester City e uma das vozes mais respeitadas no balneário do clube, dizia com humor e lucidez: «O Bernardo é 50% palhaço e 50% líder. Quando for 25% palhaço e 75% líder, será o capitão desta equipa.» Pois bem, o futuro chegou. Pep Guardiola decidiu que Bernardo Silva é o novo capitão do Manchester City.

É uma decisão inédita. Pela primeira vez na sua carreira, Guardiola não colocou a escolha da braçadeira nas mãos dos jogadores e do staff técnico. Após uma temporada em que, nas suas palavras, viu coisas de que não gostou, o treinador decidiu intervir diretamente. Escolheu Bernardo para liderar. Com ele, como vice-capitães, estarão Rúben Dias, Rodri e Erling Haaland. Mas é ao médio português que cabe agora o símbolo da liderança, o peso da herança, a responsabilidade de guiar um dos melhores plantéis do mundo.
Ser capitão de uma equipa como o City não é um prémio - é uma missão. E não se resume a entrar em campo com a braçadeira no braço ou a representar o grupo no sorteio do pontapé de saída. Ser capitão é ser exemplo - em campo e fora dele. É ser equilíbrio nos momentos de tensão, voz nos momentos de dúvida, abraço nos momentos de dor. É saber quando falar… e quando escutar.
Bernardo sempre teve essa sensibilidade. Chegou a Manchester em 2017, vindo do Mónaco, e rapidamente se impôs com a sua inteligência, humildade e capacidade de trabalho. Ganhou o respeito dos colegas, o carinho dos adeptos e a admiração dos treinadores. Não grita, não impõe. Mas todos o seguem. Porque Bernardo lidera de forma invisível, como só os grandes o sabem fazer.
Kevin De Bruyne, um dos maiores génios da última década, disse-o sem hesitar: Bernardo é o jogador mais subvalorizado da Premier League. Só quem joga com ele percebe tudo o que ele dá.
João Cancelo foi ainda mais longe: É dos jogadores mais inteligentes com quem joguei. Sabe sempre o que fazer.
E Guardiola, que já treinou alguns dos maiores de sempre, vê em Bernardo um perfil raro: completo, fiável, generoso com o jogo e com os colegas.
A escolha de Bernardo também simboliza uma era. Ele é um dos sobreviventes da geração que construiu o City campeão da Premier League, da FA Cup e da tão desejada Liga dos Campeões. É parte do ADN vencedor do clube. É memória viva de um futebol que se joga com cabeça, criatividade e compromisso.
A nomeação como capitão coincide, no entanto, com um momento de viragem na sua carreira. Aos 30 anos, com contrato até 2026, Bernardo já admitiu que esta poderá ser a sua última temporada em Inglaterra. Sei o que vou fazer, mas não é tempo de falar sobre isso. Estou focado em jogar bem pelo City, afirmou recentemente.
Há rumores de um possível regresso à casa-mãe, o Benfica. Eu acredito que Bernardo Silva será jogador do Benfica na próxima época caso não renove contrato com o City. Não por uma transferência milionária. Mas porque é o único cenário possível para um jogador deste calibre regressar a um clube português: de forma livre, por vontade própria e com o coração como bússola.
Bernardo virá não para terminar a carreira, mas para ser uma mais-valia clara para o Benfica. Recusará clubes de dimensão planetária, que o desejam. Recusará os milhões das Arábias, que o encantariam financeiramente, mas não espiritualmente. Porque o que move Bernardo não são apenas títulos ou dinheiro - é pertença, é identidade, é paixão.
Ao longo da sua carreira, provou ser um profissional de excelência, mas também um homem de valores. E é isso que o torna especial. Tal como a sua liderança no City não assenta em gritos, o seu eventual regresso à Luz não será um gesto mediático. Será, isso sim, um gesto de amor.
No futebol de hoje, onde as lealdades são frágeis e os compromissos voláteis, Bernardo Silva representa algo raro: uma coerência entre o que se joga, o que se sente e o que se acredita. Foi assim no Mónaco. É assim em Manchester e na nossa seleção. E poderá ser assim, muito em breve, em Lisboa.
Bernardo Silva é agora o capitão dos citizens. Não por gritar mais alto. Mas por saber escutar. Não por impor autoridade. Mas por inspirar confiança. Não por ter chegado ao topo. Mas por nunca ter deixado de ser fiel à sua forma de estar: com humildade, trabalho, talento, lealdade e um toque de irreverência."

O peso do nome e da camisola do Benfica


"Dois anos e meio depois, o Benfica procura reformular um meio-campo que viu partir Kokçu, ainda não sabe o que sucede com Florentino Luís, gostava de ter Renato Sanches outra vez, mas a cem por cento, e que, estava já à vista na época passada, necessitava de futebolistas diferentes na sua composição

Diz-se que a camisola do Benfica pesa. É uma daquelas frases ligada à História do clube da Luz, de que só os grandes prevalecem ao vestirem de encarnado. E por grande não se entenda apenas no talento. É preciso força mental, não sucumbir à pressão, pois jogar no Benfica não é o mesmo que jogar noutros: pela obrigação de vencer, pelo estilo, pelo mediatismo que o clube provoca.
O Benfica não é caso único, ou, melhor dizendo, aquela frase podia aplicar-se a outro clube com as mesmas características dos encarnados. Mas Enzo Barrenechea, reforço para o meio-campo, carrega ainda o ‘peso’ do nome.
Não será por aí que se define o argentino contratado ao Aston Villa, ou mesmo pela nacionalidade que tem no passaporte, mas Barrenechea, para além do peso da camisola, ainda vai ter de gerir a expectativa de um terceiro Enzo na Luz.
O nome e o país de nascimento podem ser vistos como uma coincidência, porque o que se espera na realidade é que o rapaz vindo do Aston Villa tenha o sucesso que os homónimos tiveram. Ainda que Pérez tenha tido mais tempo que Fernández, Enzo I e Enzo II deixaram marca indisfarçável no clube.
O primeiro porque foi, provavelmente, o médio mais completo do século XXI na Luz e que preencheu todos os requisitos que o Terceiro Anel impõe: qualidade técnica e tomada de decisão bem acima da média, atitude e lealdade.
Já Fernandez foi um fenómeno relâmpago, um jogador que mal chegou se impôs pela sua qualidade mundial e que, quando partiu, abanou tanto as coisas que até hoje se pensa que uma dinastia de sucesso foi interrompida naquele janeiro de 2023.
Dois anos e meio depois, o Benfica procura reformular um meio-campo que viu partir Kokçu, ainda não sabe o que sucede com Florentino Luís, gostava de ter Renato Sanches outra vez, mas a cem por cento, e que, estava já à vista na época passada, necessitava de futebolistas diferentes na sua composição. Com Barrenechea, o Benfica procura melhorar um setor que não está fechado.
Há outra parte, porém, que merece atenção: o modo do negócio. Os objetivos podem ou não ser alcançados, mas comprar um jogador se ele (e a equipa?) atingir certas metas, pode ser um bom plano, visto do lado avesso: se Enzo não fizer jus ao nome e não atingir certos números, o Benfica não precisará de comprar. No fundo, o risco foi minimizado e o investimento menor, evitando-se um possível erro, se Barrenechea não aguentar o peso da camisola. A não ser, claro, que os tais objetivos sejam tão fáceis como encontrar um argentino chamado Enzo e que é jogador de futebol…"

Di María vale 100 mil sócios


"Eis a lista tradicional dos cinco grandes da Argentina, os dois primeiros acima dos demais: River, Boca, Independiente, Racing e San Lorenzo. Eis agora a lista, atualizada nos últimos dias, dos quatro clubes com mais sócios no país: River, Boca, Independiente e… Rosario Central.
Qual a razão para termos um intruso? Ángel Fideo Di María, claro. Com o ex-Benfica, o Central ultrapassou 100 mil sócios, atrás apenas de River, com 351 mil, Boca Juniors, 323, e Independiente, 160. O argentino foi ponto de partida para A BOLA falar com dirigentes e especialistas sobre sócios no Brasil. O Palmeiras é líder. Para Henrique Guidi, diretor de negócios do Grupo End to End, que faz a gestão do programa de sócios do verdão, «o clube foi o primeiro a entender que existe um ecossistema de produtos que se podem potencializar».
O Inter, primeiro clube brasileiro a atingir 100 mil sócios no país, tem faturado perto de 14 milhões de euros por mês. «De 2022 para cá, tivemos um aumento de 40 mil sócios», diz Victor Grunberg, vice do clube. Já o Santos saltou de 45 mil sócios para aproximadamente 67 mil, impulsionado pelo regresso de Neymar. «Mas a ampliação de sócios é uma meta estratégica desde 2024, trabalhamos para tornar o programa mais atrativo e eficiente», afirma o presidente Marcelo Teixeira.
«Quanto mais conexão o departamento de marketing tem com o futebol, com mais antecedência saberá coisas e poderá transformar toda a audiência em negócios», diz Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing desportivo.
Para Henrique Borges, executivo de novos negócios na Somos Young, empresa que utiliza tecnologia de ponta no atendimento a sócios, a evolução dos programas mudou a forma como os clubes veem o mercado. «Eles já perceberam que oferecer apenas acesso aos jogos não é suficiente, até porque essa vantagem é limitada pela capacidade do estádio, é necessário o torcedor ser o foco e, para isso, é fundamental conhecê-lo bem.»
Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, diz que«na prática o número de sócios é pouco relevante». «O que interessa é a relação entre o quanto se arrecada com eles e o número de lugares para venda avulsa do qual o clube abdica para atendê-los», acresdcenta. Por falar em estádios, a biometria e outros requisitos hoje usados no Brasil são essenciais. «Com sistemas de controle de acesso biométrico e facial e gestão em programas de sócio, temos contribuído para segurança, conforto e interatividade», explica Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, empresa dedicada à modernização dos estádios.
Entretanto, contratar craques como Fideo ajuda."

Exigir com inteligência


"Fui — e continuo a ser — um crítico feroz do silêncio que esta direção manteve durante demasiado tempo. A perda de respeito institucional, a subjugação do Benfica aos interesses do status quo do futebol português, a defesa de lugares comuns em vez da defesa intransigente do clube… tudo isso não passou despercebido nem para mim, nem para milhares de benfiquistas que, como eu, exigem mais do que palavras vazias.
Durante anos, assisti frustrado a uma postura que, em vez de proteger o Benfica, pareceu deixá-lo refém de uma lógica de acomodação e silêncio estratégico. Essa passividade alimentou um sentimento de abandono, uma sensação crescente de que o nosso clube estava a perder a voz — não apenas nos palcos desportivos, mas sobretudo no cenário político e institucional onde se jogam muitos dos destinos que o Benfica precisa de conquistar.
Por isso, nunca hesitei em denunciar esta falta de coragem, esta subalternidade à corrente dominante, esta incapacidade de afirmar o Benfica com a firmeza que ele merece. O silêncio foi para mim uma ferida difícil de aceitar. E esta minha crítica é pública, honesta e fundamentada.
Mas hoje, perante o comunicado do clube depois da final da Taça de Portugal, não posso ficar indiferente. É impossível passar ao lado desta tomada de posição que, sendo tardia, é genuína na sua essência e necessária no seu tom. É a primeira vez em muito tempo que vejo o Benfica erguer-se com clareza e firmeza para denunciar o que de errado se passou, sem rodeios, sem ambiguidades.
Isso não significa que tenha deixado de exigir ou que me tenha tornado um adepto acrítico da direção atual. O meu voto no próximo ato eleitoral será pensado, crítico e consciente, porque a mudança que o Benfica precisa é profunda e estrutural. Também continuarei atento e pronto a denunciar eventuais falhas, incoerências ou recuos.
No entanto, não quero — e não posso — deixar que a legítima vontade de mudança se perca num ruído constante de desconfiança, numa lógica de rejeição automática que acaba por ser contraproducente. O benfiquista que só sabe dizer “não” a tudo o que vem da direção, mesmo quando o que vem é finalmente uma reação forte e clara, transforma-se numa espécie de criança que faz birra, que grita, que bate o pé, mas que já ninguém leva a sério.
Essa postura não serve o Benfica. Ela dispersa energias, fragmenta vozes e afasta os que podem ser aliados numa verdadeira transformação do clube. Porque para mudar o Benfica não basta querer. É preciso saber construir. Saber reconhecer os primeiros passos, ainda que imperfeitos. Saber criar pontes em vez de levantar muros.
A exigência deve ser um instrumento inteligente — que não abdica de exigir o melhor, mas que não rejeita o que é positivo só porque não veio no momento perfeito ou da forma ideal. Só assim poderemos ser mais do que um coro de reclamações inconsequentes. Só assim poderemos ser agentes de mudança real.
Por isso, lanço um apelo: sejamos exigentes, sim, mas com inteligência e responsabilidade. Que a nossa voz seja firme, mas construtiva. Que a nossa crítica seja um passo para a mudança, e não uma barreira que a impeça. 
A exigência sem direção é apenas barulho. A crítica sem propósito é apenas desgaste. O que o Benfica precisa — e o que todos nós, benfiquistas, precisamos — é de uma exigência que saiba quando pressionar, mas também quando reconhecer avanços, mesmo que pequenos. Que saiba diferenciar a crítica que derruba da crítica que ergue, a dúvida que paralisa da dúvida que instiga o debate e a melhoria.
Mais do que nunca, o clube precisa de união na diversidade, de vozes plurais que se respeitem, de uma base sólida onde possam crescer ideias e projetos. Precisamos de transformar a nossa indignação em força construtiva, em contributos práticos, em mobilização inteligente.
Se continuarmos a agir como aquela criança que faz birra e já ninguém liga, corremos o risco de perder a oportunidade histórica de sermos protagonistas da mudança que todos desejamos. Corremos o risco de ficar presos num ciclo de desilusão que paralisa e afasta quem quer avançar.
O Benfica não merece isso. O Benfica merece um movimento vivo, dinâmico, que sabe ser exigente sem ser destrutivo, que sabe criticar sem perder a esperança, que sabe lutar sem se fragmentar.
É nessa exigência consciente e coletiva que reside a nossa maior força. É na capacidade de unir, mesmo com diferenças, que construímos o verdadeiro futuro do clube.
Por isso, não basta querer mudança — é preciso agir com inteligência para que essa mudança aconteça. E isso começa em cada um de nós: na forma como debatemos, na forma como pressionamos, na forma como apoiamos.
Se formos capazes de canalizar a nossa paixão benfiquista para uma exigência madura, equilibrada e inclusiva, teremos uma voz que não poderá ser ignorada. Uma voz que poderá, finalmente, mudar o Benfica para melhor.
Este é o desafio — e a responsabilidade — que hoje nos cabe a todos."

Máximo empenho


"A chegada de Barrenechea e os trabalhos de pré-temporada são os destaques desta edição da BNews.

1. Reforço
O argentino Barrenechea chega do Aston Villa e já está às ordens de Bruno Lage. "Lutar por tudo, como a própria história do Benfica assim o dita", salienta o novo n.º 5 encarnado.

2. Alta intensidade
Os trabalhos de pré-época continuam a elevado ritmo.

3. Informação clínica
Nuno Félix sofreu uma entorse do joelho direito com rotura completa do ligamento cruzado anterior.

4. Sessão fotográfica
Está realizada a sessão fotográfica oficial para a temporada 2025/26.

5. Supertaça
Os ingressos para a Supertaça, agendada para 31 de julho no Estádio Algarve, são colocados à venda na próxima segunda-feira, dia 21.

6. Renovações de contratos
A futsalista Janice Silva continua de águia ao peito até 2028. E o andebolista Alexis Borges também fica ligado ao Clube por mais 3 anos.

7. Sorteio EHF European League
O Benfica integra o Grupo E desta competição europeia de andebol.

8. Inscrições abertas
As inscrições para a nova época decorrem entre 18 e 31 de julho, na secretaria do Complexo de Piscinas do Estádio da Luz, e retomam no dia 1 de setembro.

9. História
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

10. Casa Benfica Vila Nova de Cerveira
Esta embaixada do benfiquismo celebrou 20 anos de vida."

Zero: Mercado - Benfica no Brasil para trazer reforço

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Vieira quer ou não quer? E Richard Ríos pode ser outro Thiago Almada?

História Agora


Pior que perder é ganhar e não ser amado — o exemplo do Belenenses


"O desporto pode ser equiparado a uma arena, onde o ser humano revela o melhor e, às vezes, o pior de si. A linha entre a glória e a derrota é muitas vezes ténue. É por isso mesmo que o desporto emociona tanto. Lembro-me de há uns dias me terem dito que não iam ver a final do Mundial de clubes, por estar já decidido.
As expetativas para o Paris Saint-Germain (PSG) na final do Mundial de Clubes 2025 eram altíssimas, tanto por parte dos adeptos como da imprensa europeia e internacional. O PSG chegou ao Mundial como campeão europeu, após vencer a Champions League 2024–25, um marco histórico para o clube que há anos perseguia esse título. Na meia-final, derrotou (aliás, goleou) o Real Madrid, aumentando ainda mais a confiança dos parisienses. O treinador principal, Luís Enrique, campeão da Europa também com o Barcelona em 2015, era visto como o líder ideal para levar o PSG ao seu primeiro Mundial de Clubes. Pois bem, foram três secos.
Por outro lado, mesmo perdendo e com um treinador a ter um comportamento extra-jogo condenável, não me lembro de ver o PSG tão respeitado e amado como agora. O tão esperado sucesso do PSG, especialmente nos últimos anos, com investimentos milionários, tentou impactar positivamente os fãs de futebol e eventos ligados ao clube. Mas será que Messi, Neymar ou Mbappé conseguiram isso? O emblema da cidade de Paris, para mim, elevou-se com a humildade, conexão forte e multifacetada do seu treinador, extensível a um plantel trabalhador e presente. Neste momento não há uma super-estrela na equipa, mas existe uma super-equipa. Noutros tempos, a falta de tradição histórica comparada a outros clubes mundiais, bem como o ambiente desconectado dos adeptos locais à cultura futebolística francesa, influenciou este distanciamento emocional, principalmente para quem valoriza clubes com uma identidade bem definida.
Tal como Mourinho conseguiu no Chelsea de outrora. Acredito que esse Chelsea foi mais amado nos anos 2000 do que atualmente. Mourinho criou um Chelsea forte, competitivo e com uma mentalidade vencedora, o que mudou o patamar do clube em Inglaterra e a nível mundial. Também há casos em que apesar de o clube pouco ter ganho, tem a admiração de tudo e todos.
O Leicester City durante décadas oscilou entre a primeira e a segunda divisão, sem grandes títulos nacionais. Na altura já era conhecido pelos seus adeptos apaixonados, mas não era considerado um gigante do futebol inglês. Sob o comando do treinador Claudio Ranieri, com jogadores como Jamie Vardy, Riyad Mahrez e N’Golo Kanté, o Leicester surpreendeu o mundo com uma equipa compacta e um estilo de jogo eficiente. Durante toda a temporada de 2015/16, praticamente todos duvidavam dos foxes. Mas o tempo foi passando e continuavam no topo da tabela. O Leicester foi campeão com 81 pontos, mais 10 que o segundo classificado desse ano, o Arsenal.
Contrariamente ao que se possa pensar, não era uma obsessão esta conquista. Foi apenas uma boa consequência do trabalho realizado. Até porque no dia em que foi campeão, Claudio Ranieri foi almoçar com a mãe a Itália. Os festejos ficaram para depois.
Se esta é uma história bonita para se contar futuramente a filhos e netos, houve outras que os meus avós me contaram. A memória que me foi passada vezes sem conta e que mais me marcou, chama-se Clube de Futebol Os Belenenses.
No futebol, a paixão dos adeptos é um fator que ajuda a definir a identidade de um clube, mas nem todos os clubes grandes conseguem manter uma base de adeptos altamente apaixonada ou envolvida. Descreviam o clube como uma grande família de pessoas que adoravam jogar e torcer pelo seu clube de futebol. Era um clube que ganhava muitas vezes, mas perdia ainda mais. Não era isso que importava, era mesmo a identidade única de um clube com adeptos fiéis e apaixonados, mesmo em momentos difíceis. Os azuis do Restelo apoiam o clube com intensidade, mantendo viva a chama do futebol e a esperança de dias melhores. Para ajudar o clube a crescer e ficar mais forte, foi criada uma empresa para cuidar da equipa profissional, chamada SAD, como se fosse um grupo que cuidava do futebol de forma mais séria. Só que, com o tempo, essa empresa e o clube começaram a perceber que afinal não falavam a mesma língua. Foi como se uma parte da família fosse morar longe e não quisesse mais dividir a mesma casa. Então, o clube original, juntamente com os seus amigos, sócios (e apaixonados de sempre) decidiu começar de novo. Do zero. Mesmo na liga mais baixa portuguesa, como se fosse uma escola para aprender a jogar bem de novo. E sabem o que aconteceu? Outra história bonita. A ascensão meteórica azul começou na distrital de Lisboa em 2018 e seguiram-se subidas consecutivas até ao Campeonato de Portugal e, posteriormente, às ligas profissionais. Participaram na segunda Liga na época 2023/24 com estrutura de barro, acabando por descer nesse mesmo ano. A Liga 3 é o seu presente habitat e o grande desafio está aí. Fazer do Belenenses o clube sonhado em 1919 ou continuar na senda das últimas décadas. Interessa fazer parcerias acertadas, conseguir alavancar investimento desportivo e dar o salto para lugares de destaque no desporto nacional novamente. Imaginem um clube com 77 presenças na 1ª Liga, que até ao ano 1982 nunca tinha descido de divisão. O Belenenses, clube campeão nacional por 4 vezes, vencedor de 3 taças de Portugal, com 19 pódios na 1ª divisão. Escolheram renascer. Porque, às vezes, pior que perder é ganhar e não ser amado."

Feminino: que passe a chamar-se Futebola, que ela aqui é mais bem tratada...


"Nos últimos dias, regressei, por imposições de agenda profissional, à cobertura de uma grande competição internacional de futebol no feminino.
Uma espécie de déja vu em relação a duas viagens à Nova Zelândia, em 2023, para acompanhar os dois momentos mais marcantes da modalidade e do género, em Portugal: o apuramento — pela primeira vez — para a fase final de um Mundial e, seis meses depois, a participação em pleno na competição, com os sonhos, os desafios, as promessas e, sobretudo, a verdadeira assunção internacional do futebol feminino das quinas, mostrando a evolução, aprendendo com os erros, aguentando a pressão e, do outro lado do Mundo, deixando um perfume que garantia o crescimento e a melhoria gradual, em termos competitivos, quando confrontado com as grandes potências mundiais.
O Euro 2025 (que, para Portugal, é o terceiro consecutivo, depois dos Países Baixos, em 2017, e de Inglaterra, há três anos), é apenas mais uma peça na construção de um espírito, de uma ideia, de uma demonstração de capacidade que, degrau a degrau, vai nivelando a seleção portuguesa por parâmetros internacionais, vai concedendo palco às melhores jogadoras e abre portas à massificação da modalidade dentro das fronteiras do país.
Relembro e sublinho, aliás, que esse foi um dos objetivos fundamentais da criação do Canal 11, em agosto de 2019, e da gestão programada e estratégica de Fernando Gomes, primeiro com Tiago Craveiro, depois com Luís Sobral, tentando aumentar o número de praticantes federadas e a dimensão das competições disponíveis.
Muitos foram, como devem calcular, os entraves encontrados. Desde as componentes puramente logísticas ao grau de pouco desenvolvimento ideológico que, há uns anos, ainda grassava em Portugal relativamente à expansão do futebol no feminino. Nunca o projeto tinha sido estruturado no espaço e no tempo, nunca todas as vias apontavam para a prossecução do mesmo objetivo.
Há um nome, vindo das Índias, a quem, pé ante pé, com racionalidade, conhecimento e abertura, o futebol no feminino e a sua explosão competitiva muito devem. Francisco Neto não é apenas um excelente gestor de balneário e de mentalidades. É um conhecedor profundo da realidade do futebol no feminino por todo o mundo. É respeitado e faz-se respeitar, mas é tolerante com os imponderáveis e sabe que Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Nos últimos anos, a seleção portuguesa esteve em três fases finais de Europeus e, pela primeira vez, na fase derradeira de um Mundial. Numa lógica de consolidação e crescimento, o que se pede às Navegadoras é que consigam carimbar a viagem ao Brasil, para o Mundial de 2027. Mas aqui é essencial ter os pés na relva e perceber o quão difícil será alcançar esse objetivo, porque as soluções não são lineares, a bola é redonda, a concorrência é muito forte.
Tanto quanto a que tenho visto na Suíça, numa fase final de Europeu esplendorosa. A qualidade individual das jogadoras, a capacidade tática, física e coletiva são exponenciais, e têm proporcionado espetáculos fantásticos para quem enche os oito estádios helvéticos ou observa, com todo o detalhe, nas transmissões televisivas.
Mas também no empenho, na garra, no desportivismo, no fair play, na capacidade de entender o jogo como um conjunto de momentos em que «o máximo» tem de ser palavra de ordem.
Passados à fase de eliminação direta (com os quartos-de-final), o degrau superior é atingido à velocidade da luz e da crença de grupos muito coesos e selecionadores que têm tempo e lastro para efetuar o seu trabalho. É justamente isso que Francisco Neto tem tido (e, salvo inflexão de última hora, continuará a ter), na Cidade do Futebol com as Navegadoras.
Os principais nomes presentes na Suíça dispõem, exatamente, de estruturas altamente profissionais para apresentar resultados. E a elas ligam-se jogadoras de topo, muitas delas a partilharem balneário num clube durante a temporada e, agora, em terras helvéticas, adversárias de ocasião.
Podia escolher várias, que os exemplos são imensos e em cada jogo, mas é impossível ficar indiferente a Lucy Bronze. A defesa lateral da seleção inglesa, campeã europeia em título e vice-campeã mundial, é o exemplo acabado de determinação e empenho, de uma osmose cativante com as suas companheiras de seleção, com adversárias e com o público, cuja interação é notória.
Tem 33 anos e corre como uma miúda, joga como uma veterana e representa todos os valores que o futebol no feminino pode aportar. Se estamos fartos de perdas de tempo, manhas, pequenas faltas e sorrisos marotos nos jogos da vertente masculina (mesmo ao mais alto nível), atenhamo-nos nesta imagem renovada, de estádios cheios, jogos imprevisíveis e disputados até ao apito final, excelentes arbitragens, variantes táticas surpreendentes e uma capacidade de inovar, com margem ampla de progressão, que o futebol no masculino talvez já não tenha.
Não sei quem sucederá à Inglaterra como campeã europeia. Mas sei que a UEFA tem, nos Europeus femininos, tal como a FIFA a nível global, um filão a explorar que retorna ao jornalista e ao adepto o prazer de ver e sentir o futebol
Que passe a chamar-se Futebola, porque ela, a bola, é muito mais bem tratada.

Cartão branco
Foram 15 anos de Rui Jorge e a ele a FPF e o futebol português devem um prolongado e merecido agradecimento. O Selecionador Nacional de sub-21 passou por várias fases do desenvolvimento desportivo, institucional e estrutural da Federação Portuguesa de Futebol, aguentou o barco em imensas ocasiões e conseguiu, gradualmente, dignificar Portugal e as suas grassroots, numa perspetiva de aproveitamento e filtragem de jogadores e de talentos para a seleção AA.
Chega Luís Freire, e com ele (não o conheço pessoalmente, sublinho), a garantia, pelo que tem demonstrado, de um trabalho de fundo e de ligação intersetorial, como se exige a quem seja titular do cargo. Boa escolha de Pedro Proença. Que tenha a pontinha de sorte que é, também, essencial.

Cartão amarelo
Todos já percebemos que, mais cedo ou mais tarde, Viktor Gyökeres vai passar a tomar o pequeno-almoco à beira do Tamisa e a vestir de encarnado e branco.
Mas toda a mise em scène, o triste espetáculo mediático (com o patrocínio e a colaboração do jogador, do seu agente e de vários dirigentes, faz-nos descredibilizar os processos e perceber que, afinal, o circo é muito mais importante do que o essencial.
Falamos de milhões com a mesma facilidade com que, provavelmente, não conseguimos ser solidários com quem está perto de nós…"

sábado, 19 de julho de 2025

Enzo Barrenechea


Apresentação oficial do nosso novo centrocampista, argentino, mas com muitas épocas na Europa, por Itália e Espanha! Não se impôs em Inglaterra no Aston Villa, mas as indicações são positivas.

Médio, possante, com boa pressão alta, forte nos duelos defensivos, e com bola no pé, sabe fazer passes médios/longos, de cabeça levantada!


Com a lesão do Manu, precisávamos de mais um '6', o Tino é curto (ainda pode sair inclusive...), com o Prioste sem minutos, sabendo que om Veloso e o Rafa Luís, são mais '8' do '6', esta contratação era obrigatória...

Dia 5...

Terceiro Anel: Enzo Barrenechea...

Terceiro Anel: DRS #18 - Guerra Mercedes / Red Bulll e revisão da temporada de 2007

Independente, não necessariamente isento


"Estreio hoje este novo espaço de comentário. As Crónicas de Bancada serão um espaço quinzenal onde me debruçarei sobre o desporto no geral, o futebol em particular e o Benfica em especial.
Não pretendo oferecer uma análise técnica, como a que alguns estão habilitados a fazer graças ao seu percurso profissional. Também não trarei uma leitura especializada, como outros podem proporcionar, fruto de conhecimento profundo. Esta será a visão de um adepto. De alguém que vive o desporto com emoção, sentado numa bancada de um estádio, num pavilhão, junto a um ringue ou, simplesmente, no sofá, agarrado ao ecrã da televisão, sentindo cada momento com intensidade.
Serei uma voz livre e independente. Mas não serei uma voz isenta. Escreverei como benfiquista. Será enquanto adepto que partilharei a minha visão, naturalmente apaixonada, mas sempre com o rigor, a liberdade e a independência que faço questão de preservar e que os leitores merecem.
Prestes a iniciar uma nova época futebolística, esta é daquelas alturas em que, mesmo com a bola parada, os adeptos estão colados às notícias que chegam dos clubes, principalmente dos seus. As mexidas nos plantéis são sempre capazes de provocar diferentes estados de ânimo. Excitação, ansiedade, desalento são apenas alguns dos sentimentos que vamos experimentando ao ver jogadores e treinadores a sair ou a entrar. Cada contratação ou saída desperta expectativas e receios. Faz parte da emoção do futebol.
O mercado de transferências é, além de importante, uma das fases mais agitadas e emocionantes da época, mantendo-nos ligados às novidades e ao futuro dos nossos clubes. É neste período que se começa a decidir, em boa parte, o que poderá acontecer nos meses seguintes dentro das quatro linhas.
Os três grandes chegam a este início de época com desafios acrescidos. No Benfica, as eleições de outubro prometem marcar o arranque da temporada. No Sporting, o principal trio do clube saiu. Sem Amorim, Viana e Gyokeres, cresce a expectativa para perceber como Frederico Varandas irá conduzir a preparação da nova época. No FC Porto, que já vai no terceiro treinador desde a era Villas-Boas, o mais surpreendente parece ser a aparente abundância de recursos para reforçar o plantel.
Como se vê, não faltam ingredientes para um começo de época agitado e cheio de emoção.
No Benfica, as saídas de Di María e Kokçu aumentam o nervosismo de qualquer adepto, não apenas pela qualidade que ambos acrescentavam à equipa, mas também pela proximidade do jogo da Supertaça, sem que ainda tenham chegado reforços à altura para os substituir.
Aproveito para deixar um breve aparte sobre a Supertaça. É verdade que a data do jogo foi, numa fase inicial, acordada entre os clubes envolvidos. No entanto, nessa altura, era impossível para o Benfica antecipar o percurso que acabaria por fazer no Mundial de Clubes. Qualquer tentativa de alterar a data nessa fase poderia até ter sido interpretada como um ato de arrogância.
Após a participação na competição, o Benfica solicitou o adiamento da Supertaça. Nada de extraordinário. É precisamente o que outros clubes, noutros países, também fizeram: ajustar os seus calendários em função da presença no Mundial de Clubes. E não é caso único. Já vimos, por diversas vezes, equipas com campanhas prolongadas na Liga dos Campeões ou na Liga Europa a pedirem alterações de datas e a serem atendidas com naturalidade por outros clubes.
Lamento que o Sporting não tenha acedido a esse pedido e, mais ainda, que a intervenção da Federação não tenha sido mais firme neste processo.
No Sporting, a novela Gyokeres está a chegar ao fim. Depois de Varandas ter concedido mais uns dias de férias ao avançado sueco, numa tentativa de evitar que este falhasse a apresentação no início dos trabalhos da nova época, não conseguiu, no entanto, que essa regalia surtisse efeito. Gyokeres quer sair, o empresário pressiona e Varandas já percebeu que perdeu margem de manobra.
O negócio deverá fechar-se por cerca de 70 milhões de euros. Oficialmente, o Sporting manteve-se firme. Na prática, cedeu. Vai vender Gyokeres por menos do que o Benfica vendeu Darwin. E convenhamos, a importância do sueco na conquista dos dois últimos campeonatos foi determinante. Talvez só comparável, nas últimas décadas, ao impacto de Jardel no Porto e no Sporting ou ao de Jonas no Benfica.
Mas antevejo que, por ser Varandas e por ser o Sporting, muitos dirão que foi um bom negócio.
No Porto, parece haver fenómenos que desafiam até os mais céticos. Um clube que, pela manhã, está com enormes dificuldades financeiras, consegue à noite aparecer com um orçamento robusto, a contratar como se não houvesse amanhã. Pode parecer um milagre, mas é apenas o FC Porto, à moda Villas-Boas.
Na apresentação do novo treinador esperava-se um entusiasmo contido, talvez uma ou outra promessa de luta pela competitividade. Em vez disso, André Villas-Boas fez do evento quase um espetáculo presidencial, anunciando milhões e um músculo financeiro reforçado. Fala-se no maior investimento de sempre no plantel.
A pergunta que fica é: de onde vem este dinheiro? Há pouco tempo, o clube enfrentava sanções da UEFA por incumprimento do fair-play financeiro. A tesouraria era apertada. Agora, a liquidez parece abundante. Uma coisa é certa, alguém acabará por pagar esta fatura!"

Neymar volta a bater à porta que Gyokeres ainda não abriu


"Já sentou à mesma mesa de Messi e Ronaldo e, aos 33 anos, mostra-se mais focado. Já o sueco precisa de sair de Portugal para poder falar de Haaland e Kane como pares

Viktor Gyokeres acredita que já se senta à mesa de Kane, Lewandowski e Haaland. Disse-o numa entrevista e, ao fazê-lo, colocou de lado falsas modéstias e assumiu perante o planeta que se sente entre pares quando está ou fala com os melhores pontas de lança da atualidade. No entanto, e creio que o nórdico também o sabe, apesar de estar muito perto, ainda precisa de subir de patamar. Tomar de assalto uma grande liga como fez com a portuguesa.
Talvez seja por aí que sinta que é agora, aos 27 anos, custe o que custar, que terá melhores condições para fazê-lo. Corre à frente do rasto de duas temporadas alucinantes e tem, ao que tudo indica, pretendente e campeonato certos a desejá-lo. O resto não passará de uma novela que já há muito perdeu interesse e se esgotou a si própria. Em que as cenas mais emotivas não passam da mistura de testosterona com falta de bom senso e de empatia, disfarçadas sob a capa da defesa dos próprios interesses por cada uma das partes.
Haverá negócio ou um problema sério, e este não se resolverá apenas com multa pesada e um pedido de desculpas. O tempo mede-se de forma diferente no futebol, os golos apagam tudo, inclusive faixas pintadas de descontentamento nas bancadas — confirmando que muitos ídolos escondem pés de barro —, porém o desfecho está longe de ser tão fácil como Frederico Varandas, o Irredutível, o pinta. Enquanto tudo parece bloqueado por um ou outro bónus, resta esperar que entre um adulto na sala ou alguém ganhe consciência de que existe essa responsabilidade. Enquanto tal não acontecer, não há razão para que seja o tema deste espaço. O que não quer dizer que não sirva de pretexto.
Se o sueco tem já o convite para passar a comer na mesma mesa dos melhores avançados da atualidade, Neymar sentou-se mesmo ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo durante parte da carreira. Mostrou um talento absurdo enquanto emocionalmente conseguiu viver na sombra do argentino, obrigou depois o PSG a bater todos os recordes de transferência ao chegar aos 222 milhões de euros, porém faltou-lhe então o que outros dois foram aprendendo, com os anos, a ser, tornando-se líderes. Quis tanto ser el puto amo que depois, num país em que os parisienses já ganhavam quase tudo e quase sempre, não conseguiu colocar sobre as suas costas e levantar o nariz do Concorde para outros voos.
Hoje, a dimensão de Ney é mais próxima de um Ronaldinho Gaúcho do que da Pulga ou do Bicho. Ou sequer de Pelé. Um potencial melhor da história do pescoço para baixo. Ainda assim fora de série, claro, mas aquém do que chegou a prometer.
Não tenho nada contra jogadores que se divertem em campo, bem pelo contrário, até pela forma sisuda que o futebol tem assumido, contudo, quando veem o truque mais importante do que o golo, a humilhação mais saciante do que a finta bem-sucedida, algo se perde nos objetivos do jogo e, se quisermos, nos princípios do desportivismo e do respeito pelo próximo. Com Neymar, um pouco como já acontece, por exemplo, com o também Júnior Vinicius, que parece ter saído do mesmo molde, passou-se várias vezes do limite. É como se fossem Jedi perdidos para o lado negro, e usassem a Força, muito forte em ambos, para fins menos próprios.
Essa perda de foco terá contribuído para não ter chegado a tocar o céu. Depois, vieram as lesões. Várias traumáticas, algumas musculares e as piores, as que envolvem ligamentos estilhaçados, ausências longas e recuperações dolorosas. Por talvez se sentir injustiçado pelos deuses, que não lhe terão devolvido o que acha que deu ao jogo, teria, aos 33 anos, pouco por que voltar, porém, ainda assim, reuniu todas as suas forças num único objetivo. Estar no próximo Campeonato do Mundo, a sua última oportunidade para um grande título. Não sei se os últimos meses fizeram com que Neymar finalmente focasse na estrada à sua frente.
Não sei se há um novo Neymar, confesso, já que a amostra é pequena num percurso longo praticamente todo feito no sentido contrário. No entanto, aquele que o Vila Belmiro viu na vitória diante do Flamengo foi um aparentemente diferente. Correu praticamente a todas as bolas descobertas, pressionando de forma incansável do primeiro ao último minuto, quando não jogava 90 seguidos há mais de cinco meses. Pareceu pesado, a camisola branca algo justa e guardou toda a expressividade com que se quer diferenciar para o novo penteado. Serviu inúmeras vezes de porto de abrigo para a sua equipa, criou transições praticamente do nada e não perdeu um duelo ofensivo, focando-se na objetividade, algo que tantas vezes lhe faltou ao longo da carreira.
Foi puro talento. Mesmo mais redondo e menos veloz, carregou o Santos aflito na tabela durante todo o encontro. Aos 85 minutos, recebeu a bola na área e segurou-a com facilidade. Fugiu ao adversário direto, ajustando para o pé direito e rematou forte. Era o golo que coroava o melhor em campo. Era o golo do Menino da Vila. E que nos faz desejar, mesmo a quem o recordará sempre a uma dimensão diferente dos maiores, que não se perca outra vez. Honestamente.
No Mundial tripartido do próximo ano, o Brasil precisará do líder que Neymar nunca conseguiu ser até aqui, entre muitas outras coisas. Seja no Escrete ou nos clubes por onde passou, foi muitas vezes o melhor jogador, porém raramente aquele que os colegas seguiriam cegamente para as batalhas.
Talvez seja demasiado ingénuo encontrá-lo em escassos 90 minutos, só que, para já, é o melhor que conseguimos. O melhor que ele tem para nos mostrar. É que, além de o dever ao seu país, também está em falta consigo próprio, e se não for agora não será nunca. Vinicius, Raphinha, Matheus Cunha, e também Estêvão e outros que estão a aparecer, iriam agradecer. Até o treinador, Don Carletto, parece ser apropriado. Ainda que a distância competitiva para os melhores do planeta, incluindo a rival Argentina seja grande, o Brasil espera, enfim, ver o Neymar que sempre quis e dizer-lhe, mesmo que tarde, que chegou a tempo."

MANDAM EM TUDO! GOZAM COM TUDO!


"1. Imaginem que Proença levava para a FPF, ainda por cima para chefiar a arbitragem, um ex-braço direito de Luís Filipe Vieira. Caía o país, enchiam-se horas de programação nas televisões, sabemos bem que tema ocuparia as capas dos jornais. Foi tomar conta da arbitragem na FPF, arbitragem essa que é o principal pilar da verdade desportiva, um ex membro da comissão executiva do Sporting de Bruno de Carvalho e não se passa nada? Pois Pinto da Costa não faria melhor: ABRE A PESTANA, BENFICA!

2. Matheus Reis cometeu o ato bárbaro que se conhece sobre Belotti na final da Taça. Quando fez isso sabendo que havia VAR, sabia também da impunidade de que gozava sendo jogador do Sporting. Depois ainda achincalharam com o vídeo "nós aqui pisa na cabeça", publicando-o no próprio site do clube. Ontem, por fim, a cereja em cima do bolo: no jogo com o Celtic, saiu Hjulmand e a braçadeira de capitão... passou para o braço de Matheus Reis. Um prémio de bom comportamento, porque para eles um pisão na cabeça de um adversário, até hoje não retratado pelo jogador ou pelo clube, faz parte do modo de estar do clube que se diz diferente - e é diferente! Pois Pinto da Costa não faria melhor: ABRE A PESTANA, BENFICA!"

Zero: Mercado - Live - Quem está a fazer um melhor mercado?

SportTV: Mercados - FC Porto não desiste de Kenneth Taylor?

Zero: Mercado - Leão bate o pé pelo capitão

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Leonardo Jardim surpreendente no Cruzeiro: é candidato ao Brasileirão?

Observador: E o Campeão é... - A quem dá jeito Richard Ríos? Talvez ao Sporting

Observador: E a Campeã é... - Espanha? A questão é por quantos ganha

O clã Conceição não conseguiu tramar o FC Porto


"A vingança esteve à vista no negócio de Francisco para a Juventus, mas Villas-Boas saiu como grande vencedor do duelo

Muito se tem falado da forma corajosa e intransigente como Frederico Varandas tem defendido os interesses do Sporting no caso Gyokeres.
Mas, enquanto se aguarda pelo desfecho da mais longa novela deste verão, há já um vencedor declarado no campeonato da «defesa corajosa e intransigente dos interesses» dos respetivos emblemas: André Villas-Boas!
Um troféu que teve como momento definitivo a venda de Francisco Conceição à Juventus, num negócio cujo valor total resultará no encaixe rumo aos cofres do FC Porto de 42 milhões de euros, à razão de 32 milhões pela transferência e de 10 pelo empréstimo efetuado na época passada (sete fixados no momento do contrato de cedência e mais três pelo apuramento da vecchia signora para a UEFA Champions League).
Ora, se de um lado da história há um vencedor, então há, igualmente, um perdedor, no caso o clã Conceição, que não só ficou, agora definitivamente, sem qualquer ligação ao FC Porto, como também falhou a perspetiva de encaixar os 6,4 milhões de euros a que equivaleriam os 20 por cento do passe detidos por Francisco Conceição.
Nas negociações, Villas-Boas traçou esses 20% como linha vermelha (ou azul...) e daí não saiu. Francisco — decerto sob alta influência do pai, Sérgio — mostrava-se igualmente irredutível e o negócio esteve por um fio. Uma das partes teria de ceder, acabou por ser o clã Conceição a fazê-lo, por via da assinatura de um documento a validar que o jogador prescindia da mencionada percentagem.
Se a ideia era tramar o FC Porto ou vingar-se, ela falhou redondamente. E com isso saíram vencedores totais Villas Boas e o clube a que preside."