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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Caldas SC 1-1 SL Benfica (3-5 g.p.): A Taça no seu esplendor


"A Crónica: O Sonho Adormecido De 2018 Durou Duas Horas, Mas João Mário Dá A Vitória Às Águias

Duas equipas que não sabem o que é perder, na atual temporada, defrontaram-se na terceira eliminatória da Taça de Portugal. Ambas vinham de empates fora de portas, o Caldas SC na casa do FC Alverca (0-0), duelo a contar para a quinta jornada da Liga 3, e o SL Benfica perante o Paris Saint-Germain FC, em Paris, no quarto jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões (1-1).
O conjunto de José Vala “encontrou” um Campo da Mata, bem-composto, para receber os encarnados com os adeptos eufóricos, o que motivou o Caldas a entrar a todo o “gás” na partida, condicionando a saída de bola do Benfica, algo característico da equipa militante da Liga 3.
No decorrer da primeira parte os encarnados foram obrigados, e com mérito, pelos jogadores do Caldas SC, a ter mais paciência com bola, o que possibilitou várias recuperações de bola no último terço dos pelicanos, tendo mesmo a melhor oportunidade da primeira parte à passagem do minuto 37- com um remate do “meio da rua” de João Silva que embateu no poste e contou com um desvio in extremis de Helton Leite.
O marcador não sofreu nenhuma alteração na saída para os balneários, apesar das dificuldades que o Benfica encontrou, principalmente na primeira fase de construção, perante a pressão eficaz dos visitados.
No regresso para a segunda parte, o treinador alemão, Roger Schimdt, lançou na partida Diogo Gonçalves e Petar Musa e optou pelas saídas de Florentino e Rodrigo Pinho, como forma de refrescar a equipa.
Alterações que fizeram efeito logo ao minuto 53 com um golaço de Musa numa jogada individual, onde ultrapassou os dois centrais do Caldas e finalizou com todo o critério no poste direito de Wilson Soares. O golo veio dar um maior conforto aos encarnados, com Petar Musa a conseguir aproveitar, em mais duas ocasiões, a profundidade dada pelos pelicanos.
Apesar da desvantagem no marcador, o Caldas SC continuou predesposto ao jogo, sendo que era o Benfica quem tinha mais posse de bola, recompensados ao minuto 74, após um erro do jovem central, António Silva, com o recém-entrado, Gonçalo Barreiras, a não perdoar na cara de Helton Leite.
O empate obrigou os visitados a ter que jogar os últimos 15 minutos regulamentares em 30 metros, e tendo o jogo interior dificultado, as “águias” apostaram nos cruzamentos para a área, o que não surtiu nenhum resultado, levando a disputa da terceira eliminatória da Taça de Portugal para o prolongamento.
Na etapa regulamentar, o cansaço fez-se sentir nos jogadores do Caldas com o Benfica a superiorizar-se, mas a não conseguir criar perigo para a baliza de Wilson, levando mesmo a decisão da eliminatória para as grandes penalidades.
Na marca dos 11 metros foi o Benfica quem saiu vencedor da terceira eliminatória da Taça de Portugal frente ao Caldas SC (4-5).

A Figura
Wilson Soares – O guarda-redes do Caldas SC fez-se gigante e levou os pelicanos às grandes penalidades, permitindo à equipa das Caldas da Rainha sonhar com a passagem para a próxima fase da Taça de Portugal.

O Fora de Jogo
Rodrigo Pinho – A oportunidade foi dada, mas o avançado do Benfica não soube aproveitar. Surgiram-lhe algumas oportunidades de fazer a diferença, mas esteve sempre ao lado do jogo, sendo mesmo substituido ao intervalo por Petar Musa.

Análise Tática – Caldas SC
O conjunto de José Vala organizou-se num 3-5-2 como é costume, sem alterações face ao último duelo da Taça de Portugal, perante o SC Covilhã.
O Caldas SC procurou sair a jogar no sistema tático base, mas quando defendia colocava-se num 5-3-2, com ambos os alas, Nuno Januário e João Silva, a baixarem para ajudar nos processos defensivos.
Os pelicanos condicionaram o jogo interior dos encarnados com os médios, Miguel Rebelo, André Pierre e Leandro Borges numa marcação zonal, obrigando os encarnados a explorar as laterais. A nível ofensivo o Caldas não se desfazia da posse de bola, procurando sempre jogar de pé para pé sem se amedrontar com o poderio do Benfica.
Com o passar dos minutos, onde o cansaço falou mais alto, o Caldas SC apostou num 5-4-1 como forma de se fechar no seu meio-campo, utilizando o contra-ataque como arma.

11 Inicial e Pontuações
Wilson Soares (8)
Nuno Januário (5)
Yordi Marcelo (6)
André Sousa (7)
Militão (7)
João Silva (7)
Miguel Rebelo (5)
André Perre (5)
Leandro Borges (6)
João Rodrigues (4)
Henrique Henriques (5)
Subs Utilizados
Gonçalo Barreiras (7)
Francisco Miranda (5)
Miguel Marques (5)
Diogo Clemente (5)
Luís Farinha (5)
André Simões (5)

Análise Tática – SL Benfica
Partindo do já habitual 4-2-3-1, com algumas alterações devido ao calendário que se avizinha para os encarnados, não tantas como o especulado, Roger Schmidt não baixou a guarda e apenas vez cinco alterações em relação ao último jogo com o Paris Saint-Germain FC.
Na tentativa de se desfazer da marcação muito forte do Caldas, Aursnes e João Mário tiveram um papel importante na primeira fase de construção do Benfica, sempre à procura das movimentações de Rodrigo Pinho, em profundidade, na segunda parte de Musa e as aproximações de Draxler.
Sem bola, a procura pela mesma foi sempre a missão principal com uma pressão alta como é de costume na equipa comandada por Roger Schmidt.

11 Inicial e Pontuações
Helton Leite (5)
Gilberto (5)
António Silva (4)
Brooks (5)
Grimaldo (5)
Florentino (4)
Enzo Fernández (6)
Aursnes (6)
João Mário (6)
Draxler (3)
Rodrigo Pinho (3)
Subs Utilizados
Diogo Gonçalves (6)
Musa (7)
Ristic (4)
Chiquinho (4)
João Victor (4)"

O Benfica Somos Nós S02E23

Águia: Diário...

Bigodes: Caldas...

Águia: Caldas...

BnR: Caldas...

5 minutos: Caldas...

16 de Outubro


domingo, 16 de outubro de 2022

Vermelhão: Mata só encantou nas penalidades!

Caldas 1 (3) - (5) 1 Benfica


A principal ilação desta noite, é a falta de profundidade do plantel, em algumas posições, principalmente no sector criativo! Sem o Neres e sem o Rafa, ficamos sem ideias, e contra equipas que se 'fecham' bem, com 3 Centrais, tudo fica mais perro... É verdade, que com alguma eficácia na concretização, o jogo não tinha ido a prolongamento e muito menos a penaltys, mas falhámos! Temos 5 jornadas, até à abertura do Mercado de Janeiro... O último mercado de transferências, foi na minha opinião, um dos melhores das últimas épocas, mas ficou 'curto'! È mais ou menos assumido que estivemos interessados no Aoaur e no Ocampos... pois bem, que seja retificado em Janeiro, até lá... é rezar para que o Neres e o Rafa, estejam disponíveis...

O 11 surpreendeu alguns, pessoalmente só teria mudado o Grimaldo pelo Ristic... Eu tenho a vantagem, de ser vizinho do Caldas, e só os ingénuos poderiam pensar que o jogo desta noite seria fácil! O jogo da vida, para praticamente todos os jogadores do Caldas, os benfiquistas e os lagartos... e a nossa 'sorte' acabou por ser o relvado 'novo', porque com um piso em más condições tudo seria mais complicado! Basta ter alguma memória, e verificar nas últimas épocas, os jogos desta eliminatória da Taça, do Benfica, com equipas da Liga 3: quase sempre vitórias curtas, à rasca... hoje, acabou por ser nos penalty's! Dito isto mérito para o Vala, que montou muito bem a equipa... 

Tenho 3 preocupações no final deste jogo: 120 minutos do João Mário e Enzo... e a titularidade do Aursnes: suspeito, que a insistência do trio Tino/Enzo/Aursnes, tenha sido uma tentativa do Roger em dar mais rotinas a estes jogadores, preparando o jogo do Dragay, antecipando a indisponibilidade do Neres!!!

Já agora, a forma como o Caldas defendeu e pressionou, até pode ter sido um bom treino, para o jogo da próxima Sexta-feira!!! E boa resposta do Roger, na 2.ª parte, mudando a forma do Benfica atacar, demonstrando leitura de jogo... o 2.º tempo podia e devia ter acabado em goleada! Se o Caldas, teve momentos muito bons, o golo acaba por surgir numa altura onde o Benfica estava muito melhor...

Não havendo muito para destacar pela positiva, realço a estreia do João Vítor e a titularidade do Brooks! O bom golo do Musa, no meio de falhanços incríveis...
Ao contrário do que foi dito na RTP, este não é o segundo erro do António, foi o primeiro! O penalty de Paris é um lance que acontece aos melhores, basta perguntar ao Verrati!!! Foi um má recepção, que em nada apaga o que o António tem feito... Tenho toda a confiança no puto!
A escolher o MVP, votava no Aursnes, o homem não se cansa!!!


Agora, descansar e recuperar. Temos tempo. Tenho a certeza, que a ideia será 'assumir' o jogo no Dragay, e fazer o mesmo que temos feito noutros jogos esta época. Mas é importante perceber, que as regras no Dragay são diferentes... muito diferentes, e só se os jogadores todos tiveram mentalizados disso, é que poderemos ter sucesso... E como se viu contra o PSG e até hoje através dos jogadores do Caldas, a 'atitude' faz maravilhas!!!

99

Sangalhos 65 - 99 Benfica
18-25, 20-29, 17-24, 10-21

No meio dos jogos da Champions, temos a Liga, e mesmo com algum descanso aos mais utilizados, 'goleada' em Sangalhos!!!
Mais uma vez, mais Triplos do que Lançamentos de Dois, com 46% de longa distância!!!

Seguro...

Benfica 3 - 0 Nun'Álvares
25-16, 25-17, 25-16

Vitória muito tranquila... mesmo com muita rotação!

Hat-Trick...

Benfica 3 - 0 Famalicão
Cloé(55', 57', 77')


Não foi fácil, com muitas jogadoras nas selecções e ainda algumas lesionadas ou a recuperar de lesão, a preparação para este jogo não foi a ideal, mas temos a Cloé!!!

Terceiro Anel: Antevisão...

Ristic | Finalmente há substituto para Grimaldo


"A contratação de Mihailo Ristic foi vista pelos responsáveis encarnados como oportunidade de negócio que resolvia um dos grandes problemas do Benfica 2021-22, a falta duma opção de origem para render Grimaldo em momentos de menor fulgor competitivo. Gil Dias fora empenhado nesse papel por Jorge Jesus, que viu no extremo português um competente ala para o seu 3-4-3. Veríssimo chegou, implementou de novo a defesa a quatro e Gil regressou à obscuridade: se as suas caracteristicas nem sequer eram as ideais para uma linha de três, as debilidades ficavam completamente expostas em linha de quatro. Tornava-se óbvio para todos qual seria uma das prioridades deste mercado.
Ristic encantara pela Ligue 1 ao serviço do Montpellier HSC – como mostra e bem este artigo do ProScout, redigido por Rafael Silva e com dados de Pedro Carvalho -, apesar do clube terminar como 13.º classificado e com 61 golos sofridos em 38 jornadas.
Ristic não baseia a sua reputação pelo fulgor nas acções defensivas – ainda que a percentagem de desarmes seja admirável -, antes foi captado como alternativa a Grimaldo pela astúcia técnica que imprime em cada gesto no meio-campo adversário. O que pode ser explicado pelo facto de Mihailo não ser lateral de origem, tendo deambulado por várias posições do terreno e por isso a desenvoltura com bola no pé. Nos escalões de formação do FK Estrela Vermelha foi defesa-central, médio-defensivo e extremo – e essa polivalência fez… Ricardo Sá Pinto, responsável pelos gigantes sérvios em 2012-13, acreditar no jogador, levando-o ao banco na última jornada dessa Liga. A estreia a sério só viria no ano seguinte, com as boas indicações a levarem o FK Krasnodar a desembolsar cinco milhões pelo seu passe: e é apenas na Rússia que se fixa definitivamente como lateral.
Do empréstimo ao AC Sparta Praga – onde apenas fez um jogo… – à assinatura de contrato pelo Montpellier foi um pulo (ainda que ninguém tenha percebido bem como nem porquê) mas em França assumiu-se como um dos bons valores do campeonato. Foram 99 jogos em quatro temporadas, que não chegam para convencer a maioria dos benfiquistas, que olham com desconfiança para a relação entre a idade do jogador e o currículo parco, sobretudo se olharmos às internacionalizações.
Pela selecção da Sérvia, Mihailo nunca se conseguiu assumir como um dos imprescindíveis, tendo à sua frente na hierarquia o craque Kostic ou o experiente Mladenovic, além de Lazovic.
Chegando a Lisboa, a lesão (uma entorse) logo no início da pré-época não ajudou á adaptação, obrigando Grimaldo ao mesmo esforço que fizera na última metade da época transacta. Mihailo teve que esperar até Outubro para surgir na primeira equipa e mostrar-se ao tribunal da Luz, que teve no jogo frente ao Rio Ave a primeira oportunidade de ver 90 minutos do sérvio.

A Estreia A Titular
Mihailo estreia-se finalmente entre as opções inicias em Outubro, no interregno entre as partidas frente ao PSG, incluído num onze alternativo, mas que deu bem conta do recado (como mostrou o 4-2 final): entre os estreantes destacou-se Diogo Gonçalves, que desbravou pela esquerda e que mostrou grande entendimento com o sérvio. Mihailo teve constante ajuda do português e foi com ele que combinou preferencialmente, dotando o Benfica da capacidade habitual em criar perigo daquele lado, geralmente com Grimaldo-João Mário.

GoalPoint VS Rio Ave


Aproveitou a oportunidade para tirar dúvidas aos mais cépticos em relação ao seu valor, demonstrando os tais pormenores técnicos que em nada ficam a dever ao melhor Grimaldo. Recorreu à trivela para proporcionar uma das oportunidades mais flagrantes a Gilberto, parada exemplarmente por Jhonatan; Combinou com Diogo Gonçalves, Enzo e Draxler, associando-se em zonas interiores como faz tão bem Grimaldo; e correu, cavalgou e mostrou uma apetência física que proporcionará grande desenvoltura para futuros momentos defensivos, não tão recorrentes neste jogo de sentido único.

E A Conveniente Ronda De Taça De Portugal
Aquela que poderia ter sido nova oportunidade d’ouro para ganhar ritmo e entrosamento não o foi pela opção conservadora de Roger Schmidt em manter a espinha dorsal do 11 para o encontro das Caldas: e assim, Grimaldo foi a jogo e só foi substituído aos 78’. Felizmente para Ristic – não para o Benfica – o encontro fechou com uma igualdade a um no tempo regulamentar e jogaram-se mais 30 minutos. Ou seja, Ristic acabou por efectuar 42 minutos, quase uma parte completa. Nada mau.
Dos 35 passes que tentou, acertou 30; tentou nove cruzamentos, ainda que só um tenha alcançado a cabeça dum colega; se perdeu por duas vezes a bola e cometeu três faltas, contrabalançou com cinco recuperações e duas faltas sofridas. Arriscou mais uma pertinente trivela, que começa a tornar-se imagem de marca, e deu rotatividade à ala num período do jogo onde o Benfica não saiu do meio-campo adversário. Por fim, com a necessidade de se desempatar por grandes penalidades, foi dele o 0-2 na sequência de conversões.
Não foi deslumbrante e não meteu em cheque as excelentes indicações de uma semana antes – antes progrediu nos índices físicos e voltou a entrosar-se nas rotinas ofensivas do conjunto, que os defensivos pouco foram objecto de estudo, mais uma vez. Haverá com certeza oportunidade de provar a sua valia nesse capítulo."

O Cantinho Benfiquista #119 - Um Benfica Europeu

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que o atleta Bernardo Ramalho vai cumprir um segundo empréstimo – agora no Murches – na presente temporada desportiva, após o Clube Desportivo de Paço de Arcos (CDPA) ter aceitado a sua saída.

Face às considerações incorretas que constam de um comunicado emitido nesta última sexta-feira, dia 14 de outubro, pelo CDPA, o SL Benfica esclarece o seguinte:
1. Recomendou ao atleta Bernardo Ramalho que ficasse até ao fim da cedência, apesar de o acordo entre as partes prever a opção de retorno;
2. Após a vontade reiterada pelo atleta em sair, o CDPA foi contactado no sentido de ir ao encontro da vontade do jogador;
3. Caso o CDPA não tivesse concordado, o SL Benfica teria aceitado a sua posição e o atleta Bernardo Ramalho iria cumprir o empréstimo;

Posto isto, o Sport Lisboa e Benfica repudia as insinuações feitas pelo Clube Desportivo de Paço de Arcos neste processo, não admitindo que seja colocada em causa, em nenhuma circunstância, a sua forma de estar no desporto.
Aproveitamos para desejar boa sorte ao hoquista Bernardo Ramalho neste novo empréstimo (ao Murches), deixando votos de uma boa época para o CDPA."

𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗮𝘁𝗶𝗻 𝗣𝗮𝗻𝗮𝗴𝗼𝗽𝗼𝘂𝗹𝗼𝘀, 𝗼 𝗳𝗮𝗹𝘀𝗼 𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲𝘀á𝗿𝗶𝗼


"O presidente do Portimonense, imagine-se, participou na transferência de Nakajima de um clube do Qatar (Al Duhail) para o FC Porto. Poderíamos ignorar, até, o facto de Theo não estar habilitado para o efeito – e por isso foi penalizado pelo CD da FPF. Até se poderia dar essa “de barato”. Mas um presidente de um clube da I Liga estar por detrás da transferência de um jogador para um outro clube da I Liga… é 𝘂𝗺𝗮 ‘𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝘁𝗲𝘇𝗮’ 𝗹𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁á𝘃𝗲𝗹, 𝘃𝗲𝗿𝗴𝗼𝗻𝗵𝗼𝘀𝗮 𝗲 𝗶𝗻𝗱𝗶𝗴𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗲𝘁𝗶çã𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲 𝗿𝗲𝗴𝘂𝗹𝗮 𝗻𝗲𝗺 𝘀𝗲 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗿𝗲𝗴𝘂𝗹𝗮𝗿. Indecente!
Nem vale a pena referir, sequer, as artimanhas usadas no negócio. Tudo demasiado mau para ser verdade. Seria o mesmo que o presidente do Benfica mandatar, por exemplo, o presidente do Paços de Ferreira para contratar um jogador para as águias. Ou o mesmo que o presidente do Sporting mandatar o presidente do Marítimo para contratar um jogador para os leões. Como é que isto se resolve? 𝗧𝗵𝗲𝗼, 𝗼 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗲𝘀𝘁á 𝗽𝗿𝗼𝗶𝗯𝗶𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗲 𝗿𝗲𝗴𝗶𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗺𝗲𝗱𝗶á𝗿𝗶𝗼 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗱𝘂𝗮𝘀 é𝗽𝗼𝗰𝗮𝘀 𝗲 𝗽𝗮𝗴𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗺𝘂𝗹𝘁𝗮. 𝗣𝗿𝗼𝗻𝘁𝗼. 𝗦𝗶𝗴𝗮 𝗮 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗮.
O FC Porto pagou 600 mil euros a Theo Fonseca pela intermediação do negócio. O Conselho de Disciplina aplica-lhe agora uma pena de 1.836 euros. Como diz o outro é fazer a conta: 𝟱𝟵𝟴.𝟭𝟲𝟰€. Foi este o lucro do presidente do Portimonense por ter levado Nakajima até Pinto da Costa.
𝗢𝗻𝗱𝗲 𝗲𝘀𝘁á 𝗡𝗮𝗸𝗮𝗷𝗶𝗺𝗮?
A vida de Nakajima dava um filme. Ora vejamos: 08/2017:
emprestado pelo FC Tokyo ao Portimonense 01/2018:
vendido pelo FC Tokyo ao Portimonense 𝟬𝟮/𝟮𝟬𝟭𝟵:
𝘃𝗲𝗻𝗱𝗶𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗶𝗺𝗼𝗻𝗲𝗻𝘀𝗲 𝗮𝗼 𝗔𝗹 𝗗𝘂𝗵𝗮𝗶𝗹: 𝟯𝟱𝗠! 07/2019:
vendido pelo Al-Duhail ao FC Porto: 12M 01/2021:
emprestado pelo FC Porto ao Al-Ain FC 08/2021:
emprestado pelo FC Porto ao Portimonense 09/2022:
transferido do FC Porto para o Antalyaspor: custo 0
𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗷𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟯? 𝗘𝗺𝗽𝗿é𝘀𝘁𝗶𝗺𝗼 𝗮𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗶𝗺𝗼𝗻𝗲𝗻𝘀𝗲?"

Cartel criminoso...


"O jogo da Taça de Portugal que opõe o Canelas ao Vitória SC vai ser patrocinado, nas camisolas, por um cartel criminoso, e a FPF assobia para o lado.
Aliás, a Federação Portuguesa de Futebol conta nas suas fileiras com alguns membros desse cartel, para os apoiar nos jogos da sua equipa. Sendo a claque da Seleção apoiada e financiada pela FPF, não estará aqui um claro conflito de interesses?
Nunca é demais lembrar que a claque dos Super Dragões é apoiada e patrocinada pelo FC Porto, o que, por si só, já implicaria um claríssimo conflito de interesses, uma vez que o Vitória SC concorre diretamente com o FC Porto na Liga portuguesa."

Intocáveis...


"Os Super Dragões são patrocinados pelo FC Porto (bilhetes, viagens, etc.), que por conseguinte patrocinam o Canelas. Isto configura um claríssimo conflito de interesses e vai contra a regulamentação das competições nacionais.
A Federação Portuguesa de Futebol está à espera de quê para agir? Porquê este silêncio? Porquê este compadrio?
É fugas ao fisco sem demissões.
É atropelo à própria regulamentação em que permitem que clubes sejam patrocinados por claques oficiais de outros clubes.
É claques de outros clubes que são ajudadas pela Federação.
É orgãos oficiais cheios de gente submissa ao FC Porto.
É um silêncio confrangedor sobre insultos de jogadores que ofenderam milhões de portugueses, sem castigos e sem que alguém viesse reprovar o que aconteceu.
É campanhas criadas para proteger uns e acusar outros de falta de profissionalismo (Pepe e Octávio vs Rafa).


É uma ditadura total em que se risca com o lápis azul comentadores e jornalistas, silenciando-os e impedindo-os de criticar o sistema implementado nos últimos 40 anos.
Mas o que vem a ser isto? Até quando iremos permitir que esta gente comande o desporto português?!
Isto é uma VERGONHA! Nem nos saudosos anos 90, em pleno Apito Dourado, se faziam as coisas à descarada como hoje fazem. E sem qualquer pudor pois sabem que são intocáveis!"

A sério?!


"Ana Guedes Rodrigues era a Diretora de Informação do Porto Canal no período em que os mails roubados ao Benfica chegaram às mãos de Francisco J Marques e restantes arguidos no processo que está a decorrer. Chamada a prestar declarações, esta semana, a jornalista relevou ter sofrido pressões para ‘ajustar’ o seu critério editorial: “𝗠𝘂𝗶𝘁𝗮𝘀 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀 𝗻ã𝗼 𝗮𝗰𝗵á𝘃𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗿𝗲𝗹𝗲𝘃â𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗵𝗮𝘃𝗶𝗮 𝘀𝗶𝗱𝗼 𝗱𝗶𝘁𝗼 𝗲 𝗻ã𝗼 𝗳𝗮𝘇í𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗻𝗮𝗱𝗮. 𝗠𝗮𝘀 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 é𝗿𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝘃𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗻𝗼𝘁𝗶𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼. 𝗛𝗮𝘃𝗶𝗮 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀ã𝗼. 𝗗𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀á𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗿𝗼𝗱𝘂𝘇𝗶𝗿 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗻𝗼𝘁í𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗮𝘀 𝗿𝗲𝘃𝗲𝗹𝗮çõ𝗲𝘀…” Bem dizia ele que o melhor ainda estava para vir!
Uma Diretora de Informação, por definição, manda. É responsável pelo conteúdo que põe no ar. E não deve, em circunstância alguma, estar sujeita a qualquer tipo de tentativa de intervenção – venha ela de onde vier. Ana Guedes Rodrigues denunciou que ela e o próprio Diretor do canal, Júlio Magalhães, foram pressionados para fazer alinhamentos contra o Benfica. Disse, ainda, que “a partir de certa altura, essas peças noticiosas passaram a ser feitas pelos jornalistas de conteúdos do FC Porto. As reportagens já vinham montadas”. 𝗡ã𝗼 𝘁𝗲𝗿á 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗮𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗘𝗥𝗖 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝗮çã𝗼?
No seguimento disto, revelou Ana Guedes Rodrigues, “fui afastada das reuniões com a administração. Não sei porque fui afastada. Suponho que por não estar de acordo com coisas que se diziam…” No pequeno perfil que está disponível no site da CNN, onde atualmente trabalha, pode ler-se sobre a jornalista: “É licenciada em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela Faculdade de Letras do Porto. Os Direitos Humanos, em particular, é uma das suas principais áreas de interesse.” Fez bem em deixar o Porto Canal. Quem se preocupa com Direitos Humanos, de facto, merece melhor sorte."

Marionetes!


"Porto Canal, a mixórdia jornalística de um canal de clube sectário com um canal regional de financiamento público.
Já não há vergonha absolutamente nenhuma. Cometem-se os crimes todos possíveis e imaginários, e se envolve o Calor da Noite, chuta-se para canto ou deixa de se falar de fininho. E, no fim, não se passa nada.
E o Juca Magalhães que não sabia de nada, hein? Delicioso.
Que País, meus senhores! Que País!!!"

Todos sabem a resposta, mas preferem fechar os olhos


"Estes, como outros órgãos de comunicação e jornais que, através dos nossos impostos, são subsidiados por todos nós e que se vergam às ordens da Torre das Antas, são jornais submissos ao FC Porto e que se refugiam na premissa mentirosa de serem jornais ou órgãos de informação generalistas sem filiação clubística, mas que não são. São veículos de propaganda trapaceira ao serviço de um clube que tem controlado tudo nos últimos 40 anos.
Apenas enganam os adeptos do próprio clube que protegem. A ex-diretora de informação do Porto Canal foi a primeira a dar o mote e a revelar o modus operandi da administração do FC Porto contra o Benfica e a estratégia de difusão de informação daquele clube, mas mais seguir-se-ão.
“TIC TAC”, diziam eles. Agora que o cerco começa a apertar parecem baratas desesperadas a fugir."

Toupeira?!


"Entre elementos da Liga Portugal , Ministério Público, Juízes, Empresários e dirigentes de clubes, todos foram vasculhados.
Afinal quem é que é toupeira?"

14, mais do que 60 !!!


"O estranho nisto é a banca ter recusado 60 milhões do Textor para comprar as VMOCs do Sporting e depois tê-las vendido ao Sporting por… 14 milhões. Optou por tirar o dinheiro do nosso bolso, dos contribuintes. É um escândalo que ninguém parece se insurgir.
O governo e as instituições de cariz público continuam caladas.
Na comunicação social, nem um pio. Siga o baile!"

Crime?!


"O que dizer de um banco que está intervencionado - ou seja, a ser sustentado pelos impostos dos portugueses - que recusa um negócio de 60 Milhões de euros de um investidor estrangeiro e depois aceita negociar com o Sporting CP as mesmas VMOC'S por 14 Milhões de euros!?
Entretanto, John Textor na sua página numa rede social, desmente parcialmente a notícia e informa - o que ainda torna mais gravoso - que infelizmente o jornal Record não procurou confirmar a notícia junto dele. Acrescenta que na verdade ofereceu uma solução de 150 Milhões pela maioria das VMOC's de forma a que se evitassem mais perdas, fazendo regressar a maioria do control da SAD ao clube. Na época e devido à proximidade das eleições do Sporting, o clube recusou recebê-lo.

Onde está a Comissão Parlamentar de Inquérito?
Onde está a, sempre lesta a comentar nos assuntos que envolvam o SL Benfica, Ana Gomes?
Onde estão os Responsáveis Governamentais que fazem a gestão dos fundos aplicados no Novo Banco?
Para além dos vários perdões que muito já levaram os portugueses, ainda se recusam a vender pela melhor oferta?
A quem prestam contas estes gerentes bancários?
#VMOCS #contribuintes #novobanco"

15 de Outubro


sábado, 15 de outubro de 2022

Antevisão...

O Benfica Somos Nós S02E22

O "ladrão de bancos" decidiu começar a falar...


"Portanto, em breve teremos um "herói" dos portistas que vai virar vilão e malfeitor. Um traidor do sangue azul e branco de Contumil.
Prevemos que em breve a arma do Mesquita Alves volte a aparecer para "suicidar" mais um 😏"

Constantin Teodoro Panagopoulos !!!


"Segundo palavras de Pinto da Costa, "Theodoro Mendonça" não é acionista da SAD portista.
Ficando a faltar saber se Constatin Panagopoulos (o outro nome usado por Theodoro Fonseca) será.
Para já o que o Conselho de Disciplina da FPF apurou foi que:
✅ Constantin Teodoro Panagopoulos e Theodoro Fonseca são a mesma pessoa.
✅ Constantin Panagopoulos detém 50% do capital da empresa For Gool Company, com sede no Reino Unido, sendo os outros 50% pertencem a Justyna Wojcik.
✅ A For Gool Company de Theodoro Fonseca detém 85,88% das acções da Portimonense Futebol SAD, sendo, por isso, a accionista maioritária.
✅ Enquanto Constantin Panagopoulos, Theodoro Fonseca não está inscrito na FPF em representação de algum clube ou sociedade desportiva, nem nunca esteve registado como intermediário.
✅ O filho, Theodoros Panagopoulos (Theo Ryuki), esteve inscrito pela Portimonense SAD como jogador profissional na época 2021/2022, tendo rescindido o contrato por mútuo acordo ainda em 2 de Agosto de 2021. Já tinha jogado nos juniores do FCP. Segundo o site da especialidade, Transfermarkt, terminou a carreira na temporada 2019/20.
✅ A YK Teo, representada por Constantin Panagopoulos, iniciou em Abril de 2016 processo de registo como intermediária na FPF, onde declarou que o referido CP era o representante da empresa entregando também cópia do Passaporte. Nunca completou o processo e por isso nunca teve junto da FPF registo como intermediária.
✅ A 25 de Junho de 2019, a FCP SAD celebrou documento escrito na cidade do Porto com a YK Teo contrato de intermediação desportiva com vista à prestação de serviços de intermediação na negociação da transferência internacional do jogador Nakajima do Al Duhail para a FCP SAD.
✅ A FCP SAD assumiu pagar à IK Teo 600 mil euros como contrapartida pelos serviços prestados, sendo esses:
a) Aconselhar o clube na estratégia negocial com o Al Duhail;
b) Actuar como intermediário da FCP SAD comunicando ao Al Duhail os termos contratuais propostos pela FCP SAD;
c) Convencer o Al Duhail a aceitar os termos propostos pela FCP SAD;
✅ A assinatura do representante da YK Teo é semelhante à do passaporte detido por Constantin Panagopoulos.
✅ Nakajima assina contrato de trabalho desportivo com a FCP SAD a 01/07/2019. 11) O acordo entre o Al Duhail, a FCP SAD e Nakajima indica na clausula 8 que a FCP SAD declara que o intermediário IK TEO participou em representação da FCP SAD nas negociações do referido acordo.
✅ O contrato de trabalho desportivo assinado entre Nakajima e a FCP SAD refere na sua clausula 7 que “o presente contrato foi celebrado sem a intervenção de intermediário, em representação do clube”.
✅ No registo do contrato de trabalho desportivo junto da FIFA, no campo que se destina a prestação de informação se houve a actuação de intermediário, a FCP SAD fez contar ter sido representada pela IK TEO.
✅ O registo no FIFA TMS (Transfer Matching System) é preenchido pelo clube, neste caso a FCP SAD, conforme esclarecimento da Direcção de Registos e Transferências da FPF.
✅ Constantin Panagopoulos tornou pública a sua intervenção na intermediação do negócio na rede social Instagram.
✅ O administrador da Portimonense SAD, Edgar Vilaça, diz conhecer o nome “IK TEO” mas desconhecer a sua estrutura societária.
✅ O administrador da Portimonense SAD, Robson Ponte, diz desconhecer o nome “IK TEO”. 18) Os referidos administradores dizem tratar dos temas da Portimonense SAD com a acionista Justyna Wojcik e não com Constantin Panagopoulos.
✅ Ficou provado que o accionista do Portimonense, Constantin Panagopoulos, também conhecido por Theodoro Fonseca, exerceu a actividade de intermediário em nome da FCP SAD, não estando habilitado e credenciado para o fazer.
✅Diz o acórdão: “…Constantin Panagopoulos atuou com conhecimento de que a sua conduta era ilícita, não se abstendo de realizá-la, conformando-se com o resultado directo da sua conduta – atuando portanto com dolo directo.” Continua o acórdão: “…inexistindo qualquer conduta posterior que abone a favor do arguido.”
✅ Não ficou provado/demonstrado o papel do filho de CP, Theodoros Panagopoulos, apesar de em notícias da comunicação social aparecer ao lado de Nakajima como “seu empresário”.
Ora, por tudo isto o CD da FPF decidiu multar Theodoro Fonseca em 1836€, sendo que por intermediação do negócio do jogador nipónico Nakajima, recebeu 600 000 euros do FC Porto
 O crime compensa! São #40anosdisto ."

Grande estouro de Mauro Xavier em Pinto da Costa


"Para além de demonstrar que o Turista de Vigo não sabe usar o dicionário, também colocou a nú mais umas negociatas entre FC Porto e Theodoro Fonseca, accionista da Portimonense SAD.
Um homem que mesmo sem licença para ser agente, recebeu 600 mil euros do FC Porto para negociar Nakajima.
Mais uma vez o crime compensou.
Theodoro Fonseca ganhou 600 mil euros num negócio em que irá pagar de multa 1836€ por processo levantado pela Conselho de Disciplina da FPF.
Carrega Mauro 🔴⚪"

Jordão em terra


"O avançado só deu conta de que a equipa tinha partido sem ele quando olhou à volta e não viu ninguém do Benfica

Ascensão à equipa de honra é um passo bastante exigente. De repente, passa-se a partilhar balneário com os nossos ídolos e a pedir a bola a quem até há pouco tempo se pedia autógrafos. O processo é vertiginoso. A popularidade aumenta de um momento para outro, tal como a exigência. Para se afirmar, é necessário adaptar-se o mais rapidamente tanto ao que se passa dentro de campo como fora. Quem resiste, prova que tem todas as condições para almejar a uma carreira como a dos seus ídolos e assim tornar-se referência para os mais novos.
Em 1972, Jordão cumpria a segunda temporada ao serviço da equipa de honra. Dentro de campo, o avançado demonstrava um à-vontade próprio de um veterano e a audácia própria de um jovem, não temia o erro e encarava os adversários sem qualquer preocupação. Apesar de plenamente integrado, o jogador ainda revelava bastante timidez fora das quatro linhas, tal como ficou evidente na deslocação dos encarnados à Suécia.
O Benfica iniciou a campanha na Taça dos Clubes Campeões Europeus frente ao Malmo. A 1.ª mão foi disputada na Suécia. O Benfica viajou dois dias antes, num percurso em que se fazia escala em Copenhaga. Tudo parecia correr normalmente, até que na chegada à Suécia se notou a falta de um jogador: Jordão. O avançado 'não ouvira a chamada dos passageiros e, quando deu por isso, já não viu ninguém do Benfica'. Como a viagem de Copenhaga até à cidade sueca de Malmo era de apenas 10 minutos, o jogador optou por aguardar que a sua ausência fosse notada.
Assim que os dirigentes benfiquistas deram conta do sucedido, entraram em contacto com os funcionários de uma avioneta, que localizaram Jordão e o levaram para a Suécia. 'E tudo acabou em bem, como nos contos em que os meninos se perdem'.
A viagem atribulada pode ter-se repercutido na exibição dos benfiquistas, que perderam por 1-0. Na 2.ª mão tudo seria diferente, com Jordão a voltar a ser figura central. O avançado inaugurou o marcador, empatando dessa forma a eliminatória. Os encarnados galvanizaram-se para uma prestação de gala e triunfaram por 4-1.
Jordão realizou uma excelente exibição, mesmo tendo sido alvo se marcação cerrada por parte dos suecos: 'assinou boas jogadas e alguns remates de categoria', um dos quais 'de fora da área, a bola embateu na trave, ressaltou para o rectângulo, e Eusébio, na recarga, fulminou as redes suecas'. A um minuto do fim, os suecos ainda reduziram, mas o passaporte do Benfica para a fase seguinte já estava garantido.
Saiba mais sobre este fantástico jogador na área 22 - De Águia ao Peito do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Golo...

A Verdade do Tadeia #675 - A festa da Taça

14 de Outubro


Lanças...



João Félix: não adianta plantar laranja à espera de colher goiaba


"O Atlético de Madrid nunca tratou João Félix como um jogador de 120 milhões de euros. João Félix, por sua vez, nunca se portou como um jogador de 120 milhões de euros. Simples assim.
A explicação para o casamento fadado ao fracasso antes mesmo de os noivos subirem ao altar não é nenhum bicho de sete cabeças: João Félix, quando foi vendido pelo Benfica, não era um jogador de 120 milhões de euros.
Sim, Diego Simeone tem grande parcela de culpa no cartório. Não conseguiu, mesmo depois de quase quatro temporadas, extrair o melhor de um atacante com enorme qualidade e características únicas.
Honestamente, o próprio João Félix não fica muito atrás na fila da responsabilidade pelo insucesso. Até fez boas exibições, mas nunca convenceu e poucas vezes demonstrou ser verdadeiramente um acima da média. Por enquanto.
O contexto atual surpreende um total de zero pessoas. Há muito potencial e, especialmente, um longo caminho de evolução e consolidação pela frente. O português pode, sim, atingir o posto de melhores do mundo, mas, claramente, não vai ser nos colchoneros.
Qual é a lição aprendida por João Félix? Atirar o colete ao chão não diz tudo, mas é uma resposta significativa. Qual é a nossa lição? Nem sempre a melhor oferta financeira é a melhor oferta de jogo. Que sirva de exemplo para outros jovens promissores."

Aconselho Disciplina


"Por que razão os castigos são tão brandos? Por que razão o mesmo comportamento vale castigos diferentes? Por que razão há tantas multas tão baixas e outras tão altas? Ninguém compreende.

Perguntar ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol quais são os seus critérios para definir multas e castigos é o mesmo que perguntar a Marcelo Rebelo de Sousa sobre a sua agenda. São mistérios insondáveis, impossíveis de desvendar, que nem os próprios conseguem perceber o que os instiga a fazer o que fazem.
Esta semana, o treinador Petit foi multado com um jogo de suspensão e 1632 euros por ter dito ao árbitro Luís Godinho – atenção, perdoem-me os mais sensíveis – o seguinte: “Já não me apitavas há dois anos e continuas a mesma m*****”. Os asteriscos vão rimar com ´herda´, para o caso de não ter sido evidente o seu significado. Por razões que desconheço – talvez masoquismo ou ócio – entretive-me a ler os comentários acerca desta multa, e quase todos diziam que quem diz a verdade não merece castigo.
Com base neste preâmbulo, gostaria de dizer algumas coisas que considero relevantes:

1. Em Portugal considera-se normal insultar os árbitros. E se o insulto for verdadeiro e corresponder à realidade, melhor ainda. Devemos exaltar e fazer uma estátua a quem o diz. Atrelado ao argumento da normalidade da ofensa, surge também aquele velho discurso de o futebol ser um jogo de emoções e de que os árbitros não devem poder ofender-se assim sem mais nem menos. Mas reagir com o coração nas mãos é muito diferente de insultar como fez Petit, e se o propósito é criticar o árbitro, há instâncias próprias para o fazer. Além disso, não se trata de ofender o árbitro, trata-se de não saber comportar-se num jogo de futebol e não ser capaz de suster as indignações, por mais justas que possam parecer. Imaginemos que Luís Godinho dizia o mesmo ao Petit: “Há dois anos que não apitava um jogo teu e continuas uma m****?”. Por mais verdadeiro que fosse, por mais que lhe desse a vontade, um insulto é um insulto, e não pode ser considerado uma conduta normal, muito menos meritória.

2. Claro que os árbitros devem ser criticados. É por isso que, como disse, existem lugares próprios que os avaliam após cada jogo, para sabermos se sobem ou descem a sua pontuação. Neste âmbito, estou de acordo que os árbitros poderiam ter uma avaliação mais exigente e os resultados deveriam ser divulgados com maior transparência. A arbitragem portuguesa não é exemplar e uma das razões é a sua muito parca avaliação. Relembro que os árbitros são a autoridade maior num jogo de futebol. Por isso, quem é que os treinadores e os jogadores se julgam para estarem sempre a insultar os árbitros quando não concordam com eles? Fazem tantas vezes o que querem e nada acontece. Relembro, uma coisa é o calão, um ou outro palavrão, uma cara mais feia ou irritada por uma má decisão, outra é o permanente insulto. O jogo deve ser um lugar para o Homem aprender o que é viver com seriedade, fair-play e respeito por qualquer ser humano.

Aproveito para enumerar alguns exemplos de outras realidades com quem nós, pessoas do futebol, podemos aprender: em Inglaterra, por exemplo, um treinador não pode falar sobre um árbitro, nem antes nem depois do jogo. Se fala, é multado severamente. No rugby, apenas o capitão de equipa pode falar com o árbitro. Na NBA, gestos obscenos ou comportamentos desadequados valem milhares e milhares de dólares de multas. Claro que também há maus exemplos, mas são punidos como deve ser e, porque há condenação popular e legal, são exemplos excecionais e nada comuns.
Aqui, em Portugal, um gesto ordinário é literalmente ordinário. Petit foi multado como foi (tendo sido estranhamente castigado há uns tempos por um mês por causa uma coisa semelhante), o Sporting foi multado com quase 4 mil euros por um atraso de 6 minutos, Sérgio Conceição foi multado em 500 euros, Rochinha viu a sua falecida mãe ser insultada com palavras que valeram um castigo de 300 euros ao Boavista e cânticos racistas nem mil euros de multa valem, em muitos casos. Por que razão os castigos são tão brandos? Por que razão o mesmo comportamento vale castigos diferentes? Por que razão há tantas multas tão baixas e outras tão altas? Ninguém compreende.
São perguntas a que o Conselho de Disciplina deve responder com rigor, transparência, coerência e implacabilidade. Continuarmos livres para fazer disparates dentro e fora de campo é fundamental, mas se, à boa maneira portuguesa, continuarmos a lidar com comportamentos desastrados através de panos quentes, multas anedóticas ou medidas avulsas e inconsistentes que nada resolvem, a verdadeira reforma que o futebol clama com urgência mantém-se por fazer, encostada a um canto como um jogador não convocado. Cabe ao Conselho de Disciplina fazer aquilo que lhe compete: prevenir e, se for necessário, reagir com mão firme para que as atitudes erradas de hoje sejam uma exceção no futuro.
Não só são incompreensíveis os critérios, como algumas das mais altas instâncias do futebol continuam, direta ou indiretamente, a promover um desporto intolerante, desrespeitoso e violento, e fecham os olhos ao negar a sua principal função: ajudar a que ele se evidencie como um dos principais motores para o desenvolvimento da sociedade, como um lugar para as famílias, para aprender o valor das regras, da diferença, da liberdade, do respeito pelo outro, da superação, do empenho e para saber que na vida existem muitos campos. E neles, devemos entrar inteiros, humildes, profundamente humanos e sedentos de vitória."

Segunda...

Roger Federer, Simone Biles, Michael Phelps e a pressão da perfeição


"Apesar de nos habituarmos a ver os atletas de alta competição a terem exibições sobre-humanas, a verdade é que para atingirem esse nível são submetidos a um grande volume de treino (teoria das 10 000 horas de Anders Ericsson). Além de todo esse processo de treino, junta-se uma grande densidade competitiva e longos períodos longe da família, que resulta num elevado desgaste, tanto físico como emocional, durante muitos anos e desde tenra idade. Tudo isto, se for mal gerido, pode ter repercussões tanto na saúde física como na saúde mental.
Vemos muitas vezes a celebração do sobre-humano, mas raras vezes o quanto custou.
Não é incomum vermos atletas que, com tanta ambição e obstinação em busca da excelência desportiva, entram num ciclo vicioso de demasiada carga de treino, demasiado cedo, durante muito tempo e com pouca recuperação, proporcionando episódios de lesão e/ou overtraining. Depois, com a pressa de ultrapassarem esse período, voltam a ter o mesmo processo na ânsia de voltarem ao seu nível competitivo.
A primeira pergunta que normalmente fazem quando sofrem alguma lesão é: “Quando posso voltar a treinar?”. A paragem, do ponto de vista do atleta, é dos processos mais difíceis de gerir e terrível para a sua saúde mental. Instaura-se ansiedade e questões na sua mente como “voltarei ao meu nível?”, “quanto tempo terei de treinar para compensar o tempo perdido enquanto os meus adversários estão a 100%?”, “vou ter mazelas definitivas?”. Se por um lado não se pode (ou deve) entrar neste ciclo de ansiedade, por outro também não se pode desligar completamente daquelas que são as suas rotinas. Atingir esse equilíbrio é um dos pontos pelos quais esta gestão é tão difícil. Um forte suporte e sensibilidade de todos aqueles pertencentes ao ciclo mais próximo do atleta é absolutamente essencial.
No tema da saúde mental, talvez mais complexo que o lado físico, cada vez mais vemos atletas a virem a público numa demonstração de coragem e de rompimento com a cultura da “aura de invencibilidade” e a anunciarem que precisam de algum tempo para cuidarem de si e da sua mente, resultado da pressão da perfeição. Casos como Simone Biles, Michael Phelps, Tom Dumoulin, Naomi Osaka, Marcel Kittel, e tantos outros, são exemplo das pressões às quais atletas de alto perfil são sujeitos e revelam mais do que a ponta do iceberg que normalmente vemos.
Um dos episódios recentes que demonstra o peso que a alta competição tem para um atleta foi protagonizado por Roger Federer, que chorava compulsivamente no seu adeus aos courts. Alguém não ligado ao desporto pode perguntar o porquê de tanto “drama”, tendo ele atingido o nível estratosférico que conhecemos. Mas para um atleta deste calibre, mesmo com os milhões ganhos ao longo da sua ilustre carreira, significa um adeus a toda uma vida dedicada à excelência, 24 horas por dia, durante muito tempo e desde muito cedo. É uma mudança drástica, com um grande vazio, na qual na prática se está a despedir de uma vida que não volta mais."

A importância da saúde mental dos atletas


"Émile Durkheim é o primeiro a elaborar e a aplicar um método científico na sociologia. Como meio de análise, é preciso introduzir a noção de “factos sociais”, definindo-a pela sua generalidade ao interior da sociedade e descrevendo duas caraterísticas: a sua exterioridade relativamente às consciências individuais e a ação coercitiva que pode exercer sobre essas mesmas consciências. Para Durkheim, os factos sociais consistem em representações e/ou ações da sociedade, e não na pessoa. Segundo esta definição, a linguagem verbal num determinado país é um facto social. É preciso, por isso, considerar os factos sociais como coisas e não como ideias abstratas. Isso, torna Durkheim o primeiro sociólogo empirista. Ele aplica o seu método a um vasto estudo sobre o suicídio, que ele comparar com os diferentes dados demográficos (idade, sexo, local de residência e situação social). A sociologia do desporto visa descrever o desporto, como facto social, e procura estudar a realidade desportiva, composta de ações, de práticas e de comportamentos. Procura compreender as interações que se estabelece entre a pluralidade desportiva e as organizações sociais. A sociologia do desporto surge tardiamente e, como a sociologia geral, os primeiros trabalhos sobre a sociedade desportiva emanam de filósofos. Os sociólogos começam a se interessar pelo fenómeno desportivo durante os anos setenta, sobretudo em França.
A prática do desporto, que associamos ao bem-estar e saúde, pode ser também destruidora. Um estudo escocês, realizado em 2016, com uma amostra de 6000 indivíduos, revelava que 10% dos jovens com menos de 16 anos se auto-mutilaram no quadro do seu desporto de competição e 1% tentaram o suicídio. Muito pouco estudada, esta violência infligida pelos atletas está bem presente e é preocupante. As tentativas de suicídio podem decorrer da “pressão associada à importância de ganhar”, ao abuso de substâncias (álcool e drogas) e da “reforma antecipada ou mal planificada”. Um atleta que deixa, prematuramente, o seu desporto de eleição e se encontra sem diploma escolar, e sem outro meio de assegurar a sua subsistência, pode entrar num estado depressivo e, eventualmente, suicidário. Michel Phelps, um nome bem conhecido no mundo da natação, revelou a sua experiência contra a depressão A ginasta Simone Billes e as tenistas Naomi Osaka e Ashleigh Barty decidiram colocar, em primeiro lugar, a sua saúde mental.
Em Portugal, um dos atletas a fazê-lo foi o surfista Vasco Ribeiro, que revelou ter pedido ajuda profissional. Mais recentemente, dia 10 de setembro de 2022, foi o jogador de futebol Cristiano Ronaldo a partilhar uma fotografia ao lado do Jordan Peterson, conhecido psicólogo. Phelps, que se tornou um dos grandes embaixadores mundiais em defesa da importância da saúde mental dos atletas, declarou que preferia ter a oportunidade de salvar uma vida do que ganhar mais uma medalha de ouro. Na sua opinião, já se perderam demasiados atletas olímpicos para o suicídio. Merece reflexão e a sociologia do desporto poderá contribuir nessa análise."