Últimas indefectivações

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vai uma aposta?

Normalmente não faço antevisões aos jogos, faltam-me dotes de adivinhação para tal - por acaso a semana passada no rescaldo do Benfica-Braga afirmei que o Braga a jogar daquela maneira iria ser facilmente derrotado pelos Corruptos, mas isso também era fácil...!!! -, mas hoje vou abrir uma excepção, em 3 pontos:
1º) Gostaria de saber a razão que leva ao facto do relatório do senhor Capela, referente ao jogo Olhanense-Benfica, ainda não ter sido tornado público!!! Nestas ocasiões, quando envolve outros clubes, existe sempre uma conveniente 'fuga de informação', mas neste caso só se falou de rumores!!! O tal rumor indicava que a 'agressão brutal' do Aimar, tinha infligido um golpe tão profundo, que o jogador adversário tinha ficado a sangrar!!! Eu ainda sou do tempo, onde a punição para um árbitro, em caso de mentir deliberadamente num relatório, era a irradiação - Calabote, e a hora exacta a que o jogo se iniciou!!!
2º) Noto que a principal preocupação da PSP é evitar que os adeptos do Benfica se vinguem dos tristes, vergonhosos e criminosos acontecimentos do jogo da 1ª volta. Mas não seria mais prudente, a PSP preocupar-se em vigiar os autores dos tristes, vergonhosos e criminosos acontecimentos da 1ª volta?!!! Sendo assim, sou levado a perguntar: quanto tempo vão ter que esperar os adeptos do Benfica para entrarem dentro do Estádio?!!! Será que conseguem entrar todos até ao intervalo?!!! E talvez a pergunta mais significativa: qual será o minuto, onde vamos assistir a uma Carga Policial sobre os adeptos do Benfica?!!! Da mesma PSP que na 1ª volta, nada fez...!!!
3º) Mas a minha grande dúvida em relação ao jogo desta noite está na arbitragem, do senhor Soares Dias - o mesmo que o ano passado expulsou o Sidnei ainda na 1ª parte com duplo amarelo: qual o minuto da partida, em que será mostrado um cartão vermelho, a um jogador do Benfica?!!! Alguém quer apostar?!!!
Como hoje estou optimista, e para não 'descascar' muito no árbitro, aposto no minuto 55... provavelmente o Maxi com duplo amarelo!!!

PS: Precisamos de atitude de Campeão, só assim será possível sonhar, e mesmo assim...

domingo, 8 de abril de 2012

Título na Pontinha


A nossa equipa de Infantis venceu o prestigiado Torneio da Pontinha, de forma bastante autoritária.
Na fase grupos começamos por derrotar o Sporting por 3-1, depois vencemos os Chineses do Shandong somente por 1-0, terminando esta fase derrotando os Franceses do Lyon por uns enfáticos 5-0 !!! Nas meias-finais eliminámos os Corruptozinhos por 2-0 (que pelo que vi no jogo de atribuição do 3º lugar, com o Barça, fartam-se de dar porrada!!! Começam cedo...!!!), e na Final voltámos a ganhar ao Sporting, desta vez o jogo foi mais equilibrado, vencemos por 1-0, com o golo da vitória a aparecer nos últimos minutos, pelo 'palito' Mesaque Dju... Aliás também vencemos os prémios individuais: Domingos Quina o melhor jogador, Diogo Garrido o melhor guarda-redes, e Edi Semedo o melhor marcador com 4 golos... Parabéns merecidos para os miúdos...

Apontamentos

"1- As palavras mais significativas sobre o que têm feito ao Benfica são as de Maxi Pereira no final do jogo com o Olhanense. São palavras deixadas a meio, feitas de sílabas secas, arrancadas à indignação, e de sílabas caladas na impossibilidade de exprimir fielmente a revolta. Tudo o que se disser é pouco, todas as palavras são poucas para exprimir o nojo que sentimos perante a chafurdice em que transformaram o futebol português.
2- O Benfica recebeu e venceu o Braga. Foi um jogo tremendo, com emoção, entrega total de todos os futebolistas e uma abnegação sem mácula. Tivesse havido essa entrega em todos os jogos do campeonato e não estaríamos sujeitos às incompetências encomendadas de muitos dos árbitros que poluem o futebol português.
3- Durante o jogo com o Braga, o speaker do nosso Estádio, certamente obedecendo a ordens, fez o que não devia. Nós, público benfiquista, com todas as nossas virtudes e defeitos que nos distinguem dos outros, não estamos habituados a exprimir emoções por encomenda, porque sim, porque fica bem ou porque convém. Exprimimos o nosso apoio de forma incondicional nos momentos em que sentimos que este se deve expressar. Mal ou bem, somos assim há mais de cem anos e não somos, nem seremos, um público amestrado à voz de ninguém. Há momentos em que puxamos pelos nossos dentro do campo e há momentos em que são os nossos que puxam pelo público. É uma relação nossa e directa, sem a interferência de ninguém. Não perceber isto é não perceber o Benfica.
4- Escrevo este texto antes de saber o resultado da nossa deslocação ao campo do Chelsea. Neste momento, a minha atenção está totalmente focada na próxima jornada do campeonato nacional. Ganhá-la é imprescindível. É nesta competição que temos de estar concentrados. É muito importante que todos percebamos isto."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

sábado, 7 de abril de 2012

É possível...


Benfica 101 - 73 Lusitânia
26-14, 23-15, 26-20, 26-24

É impossível não ficar frustrado no final da Fase Regular: com 2 vitórias sobre os Corruptos, e ficar em 2º lugar, atrás dos mesmos Corruptos!!! Se a derrota em Ovar ainda se poderia compreender (não com aqueles números), as derrotas fora de casa com este Lusitânia e com o Sampaense foram muitos difíceis de 'encaixar'!!! Mas agora não se pode mudar nada... Só temos que trabalhar para melhorar, passar uma eliminatória de cada vez, e na provável Final, voltar a vencer no antro Corrupto... e isso só será possível com grande intensidade defensiva, algo que tem faltado em vários momentos... Mas como os resultados demonstraram este Benfica, mesmo com todas as insuficiências, tem tudo para ser Campeão, mesmo sem a vantagem do factor casa no Play-Off...
Fico feliz por saber que o Sérgio Ramos já voltou aos treinos e pode mesmo regressar à equipa no próximo jogo... Por outro lado, a ausência do Gentry nas próximas 5 semanas, vai exigir ao Elvis muitos 'minutos'!!!

Liderança reforçada...



Benfica 3 - 1 Ac. Espinho
25-17, 25-22, 21-25, 25-8

Jogo interessante, sempre controlado, desta vez entrámos bem no jogo, e não demos de 'avanço' como a semana passada. Continuamos a não ganhar por 3-0, mas desta vez creio que nos faltou um bocadinho de sorte no 3º Set, depois de alguns pontos mal jogados (é verdade), com as substituições, a equipa demonstrou vontade em recuperar para evitar mais um Set, mas os toques do Bloco 'caíram' sempre para o sítio errado!!! Mas a resposta no 4º Set foi inequívoca...
Com a derrota do Sp. Espinho em casa com o Castêlo, o Benfica praticamente garantiu o 1º lugar no final da 2º Fase... Mas assim a minha convicção que será o Sp. Espinho o nosso adversário na Final fica um pouco abalada, já na próxima jornada, a deslocação do Fonte Bastardo a Espinho poderá clarificar alguma coisa... Se por um lado seria interessante uma 'Vingança' contra os 'Bastardos', friamente, continuo a preferir o Espinho, não vá a equipar 'bloquear'!!!

Marcar... e depois "dormir" !!!


Braga 5 - 5 Benfica

Não é fácil compreender como é que se desperdiça uma vantagem de 1-5 !!! É verdade que temos jogadores importantes lesionados, é verdade que os árbitros principalmente na 2ª parte apitaram a 'pedido das bancadas', mas nada disso é razão suficiente para a desconcentração geral nos minutos finais da partida... Estranha incapacidade em ter a bola no pé nos últimos minutos, e quando a equipa quis voltar  'pegar' no jogo, não conseguiu!!!
Com este mau resultado perdemos toda a margem de manobra que tínhamos, com a provável vitória Lagarta nesta jornada, vamos ficar em igualdade pontual, ambos com 3 empates e o resto vitórias, sendo que o Benfica tem uma vantagem considerável na diferença de golos... nas 3 jornadas que faltam não é expectável que isso mude... não podemos perder a liderança nesta fase regular...

Adenda: Pois é, parece que hoje foi dia de empates: o Sporting também empatou com o Modicus, assim tudo ficou na mesma na classificação!!!

Notícia estranha

"Comunicado: Se isto não é uma tentativa de condicionar...
Disfarçada de notícia, o "Record" assumiu, na sua edição deste sábado, uma tentativa descarada de condicionar, para o jogo de segunda-feira, entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa e Benfica, um dos árbitros da primeira Liga. Em toda a página 16, onde a matéria é tratada, não se encontra um único facto, apenas suposições:
a) Uma possível queixa do árbitro Duarte Gomes relativa a Carlos Freitas, director desportivo do Sporting;
b) Duarte Gomes possível árbitro do jogo de segunda-feira - Afinal está na Madeira a arbitrar o Marítimo - Nacional e, por certo, não viajou este sábado para território insular.
Não existe confirmação que qualquer uma destas alíneas seja verdadeira, mesmo assim o "Record" decidiu avançar com uma página inteira, construída na sua maior parte como se de um artigo de opinião se tratasse. É de realçar a parte em que se pode ler textualmente: “Acontece que o árbitro acusado comeu e calou.
Seria de esperar que sendo a matéria tão delicada o jornalista escrevesse um nome ou associasse uma cara do Sporting a quem tudo isto provoca tanto “desconforto”, mas a única coisa que encontramos no artigo é um vago “temem os responsáveis leoninos”.
Se o assunto é notícia, então não se percebe que a mesma não mereça chamada de primeira página, a não ser que o objectivo fosse outro.
Alega o autor do artigo que a prática do antigo Conselho de Disciplina deixou de prevalecer. Lembramos apenas que o actual Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol também contrariou tudo o que era jurisprudência anterior em matéria de castigos quando sancionou com dois jogos Pablo Aimar. Não vimos o "Record" dedicar uma página a esta contradição, e esta sim fundamentada em factos.
Este jornal tem demasiadas responsabilidades para cair em situações destas, ainda por cima quando envolve um dos seus directores adjuntos."

Gobern...

"Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai…

1. Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. Já me aconteceu ter que o fazer em campos tidos como adversos – as antigas Antas, o antigo Alvalade. Não festejo contra ninguém, nem me pinto de raiva ou de provocação. Gosto muito do meu clube. Tenho esse direito.
2. Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. Saber se existiu proporcionalidade entre o meu lapso e a posterior sentença, isso é outra conversa. Tenho a minha opinião (por mais que isso custe aos que viram nessa minha mania uma coisa qualquer chamada “falta de isenção”) mas, com vossa licença, opto por guardá-la.
3. Desafio um adepto de qualquer clube a manter-se quieto depois fechado num estúdio – já a comentar as incidências de um jogo mas sem poder perder as jogadas-chave de outra partida, que terá que comentar de seguida e que se reveste de muito maior importância – diante de um encontro que decide a continuidade nas corridas ao título, emotivo como aquele foi, decidido no último quarto de hora, e com um golo favorável no tempo de compensação. Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. Por maioria de razão, não foi – insisto – uma provocação a ninguém, muito menos aos adeptos do Sporting de Braga.
4. Quanto à minha “atitude continuada” no programa, digo apenas isto: nunca me limitei nas minhas críticas pelo facto de ser adepto do Benfica. Julgo, inclusivamente, que o condicionamento funcionou ao contrário, obrigando-me a ser mais exigente com o meu clube do que com os outros. Nunca ofendi nenhuma instituição, nunca mencionei sequer a vida privada de dirigentes, técnicos ou jogadores – as críticas foram sempre dirigidas a comportamentos públicos e relacionados com o futebol.
5. Apesar de poder ter ofendido – involuntariamente – alguns telespectadores com o meu gesto, acabei por ser agradavelmente surpreendido com a quantidade de mensagens de apoio que recebi de sportinguistas e portistas, bem como de alguns adeptos do Braga. Agradeço o gesto, que me deixa mais descansado quanto ao meu desempenho no programa. De caminho, e sem querer entrar em discussões académicas, quero deixar bem claro que não acredito na “isenção” ou na “imparcialidade”. Respeito, evidentemente, todos os meus parceiros de ofício que optam por não revelar as suas preferências clubísticas. Eu escolhi outro camnho mas, dentro daquele estúdio de tantos sábados, a única camisola que vesti foi a da RTP. E, se quiserem, a de um combate por um futebol melhor e mais autêntico.
6. Tenho que agradecer aos benfiquistas o apoio demonstrado. Algumas mensagens foram verdadeiramente comoventes, outras muito estimulantes. E, de alguma forma, acaba por ser significativo o facto de elas não virem de gente com responsabilidades directivas, mas das bases, dos adeptos, dos meus pares. Não esquecerei o aconchego, nesta hora complicada de viver.
7. Agradeço aos meus amigos, a todos os que não conheço, a alguns com quem não falo há mais de vinte anos, à minha família (que se afligiu e a quem recordo que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes), a camaradas de profissão que julgava perdidos no tempo, a jornalistas que mal conheço, a figuras públicas cuja atitude não precisa de ser aqui publicitada, até velhos companheiros destas e outras lides (pelo incómodo que isso lhes possa ter causado não devo deixar de referir o Pedro Ribeiro, o Paulino Coelho, o José Mariño, o Jorge Alexandre Lopes, o Manuel Queiroz, o João Querido Manha, o Nuno Dias, o Leonardo Ralha, o José Carlos Soares, o João Carlos Silva, o Miguel Carvalho, o Rui Baptista, a Maria João Fialho Gouveia, o Luís Miguel Pereira, o José Zambujal, a Lurdes Feio, o José Paulo Fafe, a Raquel Morão Lopes, o Paulo Marcelino – obrigado a todos e mais aqueles de que possa estar a esquecer-me.
8. Ironizando, quase apetece dizer que valeu a pena tudo isto só para ser nomeado numa coluna do José Ferreira Fernandes, a quem fico devedor de mais esta atenção. Como de costume, ele viu o pormenor que escapa aos outros. Como é seu hábito, partiu do ponto para chegar ao todo. Soube-me especialmente bem o propósito guerreiro da Helena Sacadura Cabral e da Maria João Duarte. O meu parceiro, Pedro Rolo Duarte, esse nunca falha. Permitam-me, ainda assim, que saliente uma mensagem simples, “um abraço” só, de um homem com quem nunca falei pessoalmente mas que, se dúvidas houvesse (e eu já não as tinha), se confirmou como aquilo a que os meus avós chamariam “um cara direita” – Nuno Gomes, o (antigo) capitão do Benfica, hoje profissional de mão cheia do Braga.
9. Nesta espécie de despedida, antes de voltar à “vida real”, faço questão de agradecer a dois homens que, pela entrega, pelo profissionalismo, pela boa disposição e por um quase infinita capacidade de trabalho, caminham para o lugar dos eleitos num mister que não é para todos – o Hugo Gilberto e o Manuel Fernandes Silva. Não há melhor. Quanto ao Bruno Prata, quero afiançar-lhe que, escaramuças à arte, guerrilhas postas de lado, mantenho o que disse na primeira emissão do “Zona Mista”: aprendi com ele. Futebol mas, mais do que isso, lealdade e disponibilidade. Já que não nos deixam ser adversários, lá teremos que ser amigos.
10. Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.
11. Aos que escolheram o insulto, a insinuação, a mentira, a queixinha – já conseguiram o que queriam. Agora, por favor, vão marrar para outro lado, que eu, felizmente, tenho mais que fazer.
12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.
14. Obrigado, ainda uma vez. Até um dia destes. Boa Páscoa. Espero as amêndoas só na segunda-feira."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Enormes e eternos

"Não acredito em vitórias morais, mas detesto derrotas imorais. Na passada quarta-feira o Benfica, aumentou o seu prestígio, ao ser afastado da Liga dos Campeões daquela forma. A eliminação de quarta-feira foi imoral e deu moral. Sem centrais, com duas arbitragens inclinadas, com uma personalidade invejável, foi um grande Benfica Europeu aquele que caiu em Londres. Caiu amparado por 3000 adeptos que durante 94 minutos calaram Stamford Bridge. Há clubes que têm nos seus adeptos das suas páginas mais míticas, as suas marcas distintivas, acontece por exemplo com Celtic e Liverpool. O que se passou entre os adeptos e o Benfica na passada quarta-feira aproxima-se em muito desse patamar de excelência. Também por isso há que ter orgulho.
Há razões para os adeptos terem orgulho na equipa e há razões para a equipa ter orgulho nos adeptos. A equipa que deixou pelo caminho aqueles que este ano serão campeão Inglês e campeão russo, respectivamente, merecia estar nas quatro melhores da Europa. Ainda assim o Benfica teve uma excelente participação na Liga dos Campeões. Temos de volta m Benfica consistentemente forte na Europa.
Verdade é que a justiça tarda mas não falta, para o ano o Benfica estará na Liga dos Campeões e o Chelsea não. Podem anotar. Há condições para manter a vontade e a qualidade de jogo e vencer os seis jogos que faltam. Com seis vitórias teremos seguramente um título e muito provavelmente dois.
Ganhar ao Sporting na segunda-feira e conquistar em Coimbra o troféu na sábado seguinte são decisivos para uma época do tamanho das nossas ambições e da nossa história. Sem erros dos árbitros já éramos campeões, se não houver mais erros ainda o seremos. A parte que depende de nos é estarmos focados no nosso jogo, sem outros factores e acreditar que haja correcção e honestidade."

Sílvio Cervan, in A Bola

Juniores - Fase Final - 9ª jornada

Cafú

Setúbal 3 - 4 Benfica

Susto desnecessário, a vencer por 0-3 permitimos o empate e só aos 87 minutos o Cafú 'salvou' os 3 pontos!!!
Na próxima jornada recebemos os Corruptos, jogo que poderá ser decisivo, em caso de vitória damos um passo gigante para o título (algo altamente improvável a alguns meses atrás!!!)...

Benfica..........20
Sporting..........19
Corruptos........18
Braga..............16
Guimarães.......11
Nacional..........11
Setúbal............4
Leiria...............4

Para memória futura...

Recordo aqui o épico jogo de Marselha para a Liga Europa, com o nefasto Skomina a passear a sua 'classe'!!!

Não encontrei um video com o resumo, completo, do Benfica 1 - 1 Man United, para a 1ª jornada da Champions desta época, sendo assim deixo aqui a minha avaliação do trabalho do árbitro:
"Quando soube que seria o Skomina o 'mariscador', fiquei preocupado, alguns benfiquistas, meio a brincar meio a sério, levantaram a hipótese que a arbitragem em Marselha era uma indicação do 'caseirismo' do árbitro, e que esta noite, ele voltaria a provar o seu 'caseirismo'!!! Pois bem, afinal o problema não é o 'caseirismo'!!! Nojenta, vergonhosa, a UEFA no seu melhor (não estou a ser irónico!!!)... não houve golos mal anulados, penalty's, expulsões, até porque os jogadores ajudaram, mas as faltinhas marcadas, e as faltinhas não marcadas em determinados lugares do campo, fizeram desta actuação, deste Esloveno amante de Sapateira, um perfeito exemplo de um 'trabalhinho' Inteligente!!! Vai longe este Skomina, dentro de pouco tempo vamos ver este espécime nos mais importantes jogos Europeus, de certeza absoluta...!!! Quando ontem, os Corruptos venceram com um extremamente zeloso árbitro Alemão, o mesmo que na Luz com o Twente, teve um critério 'larguissimo', à Inglesa(!!!), esquecendo-se inclusive de um penalty, maior que os caranguejos do Alasca(!!!), ficou claro que o Benfica não tem 'gabarito' Europeu (ainda bem!!!)... Ontem o livre que deu o golo do empate aos Corruptos, não teve repetições, mas como o treinador adversário se queixou, bastava os adeptos Corruptos, protestarem falta, e ela era logo marcada, hoje na Luz, parecia que estávamos a jogar em Old Traford!!!"

Fomos apitados 3 vezes por este animal, e por 3 vezes fomos prejudicados, como não acredito que o Benfica tenha provocado um trauma de infância a este Esloveno, algo se passa na UEFA para que isto seja o 'pão nosso de cada dia'!!! Sim, porque não é só o Skomina, este como ainda é novo, ainda faz as coisas de maneira demasiado descarada, com mais uns aninhos e ninguém dá pelos arranjinhos!!!
Por tudo isto, e muito mais, a recepção à equipa na última madrugada foi mais que justa:


Vitória


Benfica 10 - 2 Infante de Sagres

Injusta eliminação

"A eliminação do Benfica teve tanto de injusta, como de regeneradora. Injusta, porque nos dois jogos foi a melhor equipa. Regeneradora, porque vem de Stamford Bridge uma equipa animicamente forte.
O jogo londrino disputou-se debaixo de um imenso nevoeiro que me impediu de ver o Maxi em boa parte do jogo e terá reforçado o daltonismo num ignoto árbitro esloveno. Um juiz que preencheria todos os requisitos para fazer parte dos árbitros da nossa Liga.
Um nevoeiro que, incidentalmente, também houve la Luz que impediu um italiano (com nome terminado em i, bem poderia chamar-se Platini) de ver uma braçada de Terry.
J. Jesus e os jogadores foram inexcedíveis. Num jogo desta dificuldade, Jesus teve que armar uma defesa de recurso e totalmente improvisada. Quantas equipas assim não teriam sucumbido, mesmo na alta-roda do futebol?
Os grandes jogos do Benfica são aqueles em que tem sido possível conjugar melhor a filosofia de ataque com uma atitude mais cerebral do todo. Foi assim com o Basileia fora, o M. United, o Zenit na Luz, o Sporting de Braga em casa ou o Porto fora. Bem sei que está no código genético do SLB jogar em ritmo de permanente ataque, mas às vezes o excesso de cavalgada não produz os melhores resultados (o caso do golo do Chelsea na Luz...).
Este jogo evidencia ainda que, numa época com tanta intensidade competitiva, é fundamental rodar os jogadores e prepará-los para entrarem bem em qualquer momento. Vimos um magnífico Matic, um Capdvila que poderia ter jogado mais jogos, como vínhamos vendo um Jardel e um Miguel Vítor antes de se magoarem. Para já não falar em Saviola."

Bagão Félix, in A Bola

6 de Maio de 2009 Stamford Bridge...

"Na data referida no título deste editorial, uma calamitosa arbitragem do norueguês Tom Ovrebo permitiu ao Barcelona eliminar o Chelsea, em Stamford Bridge, abrindo caminho à equipa de Pep Guardiola para a vitória na Cahmpions. Reclamaram, carregados de razão, os londrinos. Ontem, os planetas alinharam-se de forma a que os blues de Londres fossem redimidos (em parte) do prejuízo de há três anos. Depois de muito ajudados, em Lisboa, pelo italiano Tagliavento, os ingleses tiveram no seu estádio, frente ao Benfica, o militante apoio do esloveno Skomina, que inviabilizou que a excelente exibição de um enorme Benfica tivesse como resultado natural a passagem dos portugueses às meias-finais.
Skomina, numa linha de imparcialidade semelhante à de Overbo, foi amigo do rico Chelsea, uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário...
Os três mil adeptos benfiquistas que ontem marcaram presença em Stamford Bridge entoaram, muitas vezes, o nome de Michel Platini, presidente da UEFA. Mas, pelos vistos, nem com seis (nem com sessenta!) árbitros a coisa vai ao sítio. Na noite em que se abateu sobre a equipa de Jorge Jesus uma tempestade perfeita, o Benfica foi enorme, teve raça e mística e lutou até ao último segundo por uma presença nas meias-finais da Champions, que plenamente justificou dentro das quatro linhas. Agora, o Benfica tem de focar-se no campeonato e reagrupar forças para encarar olhos nos olhos a batalha de Alvalade.
(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

Ressurgiu o melhor Benfica...

"Contra ventos e marés, impecável organização e... tamanha alma que a fadiga levou sumiço... (...)

NUNCA desistir. Pelo menos nisso, o Benfica foi ontem brilhante. Tinha garantido ir a casa do Chelsea para ganhar e não esteve longe de o conseguir. Teve tudo a seu desfavor, começando pelo incrível rol de lesões nos seus 4 defesas centrais! Tendo de recorrer a impensável dupla Javi-Emerson, nem isso lhe conteve ímpeto atacante logo de início e pelo tempo fora. Espectacular e força anímica, resistiu a penalty, ao 1-0 daí decorrente e até à expulsão de Maxi que o atirou para 50 minutos em inferioridade numérica. Sempre ao ataque, dando o litro para virar do avesso a evolução da eliminatória. Exclente Benfica. Impecável na organização da equipa contra ventos e marés - defesa improvisada, linha média sem Javi e sem Witsel nos 50 minutos em que teve de ser lateral-direito; mas Matic foi... enorme! -, gigantesco coração, preciosa chamada de Nélson Oliveira, Yannick e Rodrigo para reforçar aceleração ofensiva. O Benfica não estará nas meias-finais da Champions (é difícil assinalar penalty contra o Chelsea - flagrante braço à bola na Luz; foi facílimo assinalar penalty contra o Benfica em discutível infracção de Javi...; e que discrepância de critério nos amarelos...), mas assinou ontem a sua mais convincente exibição dos últimos meses. Tamanha a alma que até a fadiga levou sumiço.
Ah!, ontem até houve a descoberta de que Emerson poderá ser muito melhor defesa-central do que defesa-esquerdo...

(...)"

Santos Neves, in A Bola

quinta-feira, 5 de abril de 2012

As noivas da bola (e um saltinho a Londres)

"Se para manter a Liga até ao fim, é necessário transformar os árbitros nas noivas do futebol, que repiquem os sinos. Uma noiva só se descobre no altar e um árbitro à saída da cabina

VÍTOR PEREIRA (refiro-me ao presidente da Comissão de Arbitragem e não ao treinador do FC Porto) decidiu esconder as nomeações dos árbitros para a última jornada do campeonato e a coisa até lhe correu bem. Houve um inusitado sossego no país nos dias que antecederam a acção e depois não houve grandes protestos sobre o trabalho dos árbitros em todos os jogos da ronda 25. Talvez não tenha sido apenas uma coincidência feliz.
E, pelo menos, dá que pensar e logo numa jornada em que houve um confronto entre rivais directos, candidatos ao título, e que terminou com a vitória de uma equipa, a consequente derrota da outra e com uma grande penalidade pelo meio, o que poderia dar azo a grandes lamentações se, porventura, Vítor Pereira não tivesse escondido João Ferreira até praticamente ao momento em que o árbitro subiu ao relvado do Estádio da Luz.
Ou se, porventura também, não tivesse sido tão espampanante a cabeçada do desastrado Elderson no doutor Bruno César, especialista em reanimações. Pormenor que, para o caso, pouco ou nada interessa.
Porque o que de relevante aconteceu nesta última jornada foi uma ausência de casos e uma ausência de tal monta que quase deixou sem assunto de conversa 10 milhões de portugueses. Isto é subversivo, notem bem. Sem com que dizer mal dos árbitros durante uma semana inteira poderão os nacionais dedicar-se a observar a sua própria realidade com consequências funestas para o sossego do país.
E nesta estamos. Temos de optar entre o sossego dos árbitros e o sossego do país.
Voltemos ao futebol. No último fim de semana não houve queixas contra os árbitros, foi a regra. O presidente do Sporting de Braga e o guarda-redes do Sporting de Braga deram-se ao luxo de poder dizer que houve motivo para a grande penalidade com que o Benfica inaugurou o marcador.
Quanto à excepção a este estado de harmonia geral, registe-se com muito boa vontade um curtíssimo lamento de Sérgio Conceição, treinador do Olhanense, no final do jogo que disputou com o FC Porto. E nem de um lamento se trata. Foi antes uma delicadeza: «Houve um erro ou outro por parte da arbitragem, sem relevância, que também não ajudou o nosso objectivo», bem dito.
Na Marinha Grande, se quiserem outro exemplo, esteve Pedro Proença a dirigir o jogo entre o União de Leiria e o Sporting e também se registou um não-caso que, sem o árbitro ter sido escondido, poderia ter resultado num caso de enormes proporções. E por ser já um árbitro com traquejo em apagões, Proença lidou muito melhor com a falta de energia na Marinha Grande na noite de domingo do que terá lidado com a falta de energia em Braga quando o Benfica foi lá jogar em novenbro.
Tudo isto para dizer, com toda a franqueza, que a medida de Vítor Pereira foi ajuizada. E poderia até instituir-se como preceito a observar daqui para a frente em prol do sossego dos árbitros e do consequente desassossego social que se instalaria no país por falta de assunto sobre árbitros.
A Liga portuguesa é a mais competitiva da Europa, dizem os especialistas estrangeiros surpreendidos com a novidade. E se para a manter a competição acesa até ao fim sem declarar guerra aos árbitros é necessário transformá-los nas noivas do futebol, que repiquem os sinos das igrejas. Se uma noiva que se preze só se descobre à chegada ao altar, um árbitro à saída da cabina.
E assim seremos todos muitos felizes para sempre.

PERMITAM-ME que partilhe uma surpresa enorme que tive esta semana. Penso que a grande maioria dos leitores se sentirá tão surpreendida quanto eu. Sabiam que aquela coisa do Apito Dourado ainda não acabou? Eu, honestamente, não sabia. Pensava que o dito processo estava já morto e enterrado há muito tempo. Mas não. Ainda anda por aí, pelos tribunais.
Mas anda muito devagarinho como tive oportunidade de constatar ao ler uma notícia do semanário Sol que dizia ter sido instaurado «um inquérito, a pedido do Conselho Superior da Magistratura, para investigar o que se passou na secretaria do Tribunal da Relação do Porto que fez com que o processo principal do Apito Dourado ficasse um ano parado de forma anómala».
O que se terá então passado na secretaria para que, segundo o Sol, estejam agora «a prescrever os crimes de corrupção passiva» e «os 11 arguidos condenados ficarão impunes»?
Bola e justiça, são mundos diferentes.
Em futebol, a expressão ganhar na secretaria não abona os vencedores. Na justiça, que é um assunto sério e tem outros léxicos, as coisas não se passarão assim de certeza absoluta.

NA minha opinião, o FC Porto demorou uma enormidade a desmentir a notícia deste jornal que dava como certa a saída de Vítor Pereira (refiro-me ao treinador e não ao presidente dos árbitros) no final desta temporada, caso ganhe ou caso perca o campeonato.
A notícia de A BOLA foi para a rua ainda madrugada, quando os jornais se começam a vender nos quiosques, nas estações de comboio e em todos os apeadeiros. O desmentido só surgiu aos olhos do grande público ao princípio da tarde quando alguns sites reproduziram o comunicado oficial e furibundo do FC Porto.
Nem que fossem 15 minutos... mas passou, de facto, muito tempo. Deve ter sido longa a agonia de Vítor Pereira à espera de que a entidade patronal fizesse publicamente o que lhe competia.
No seu comunicado, o FC Porto acusa A BOLA de estar a prestar um favor ao Benfica porque é ao Benfica que «interessa» a notícia, presume-se que pelo efeito desestabilizador potencialmente causado no balneário do Dragão.
Também na minha opinião, ao deixar passar tanto tempo - nem que fossem 15 minutos... - até ao desmentido oficial, o FC Porto terá inadvertidamente desestabilizado mais Vítor Pereira do que a notícia de  BOLA. Mas opiniões são opiniões.
O FC Porto promete responder com vitórias e com o tempo às «infelizes mentes» que produziram a provocação.
Com o devido respeito, penso que o FC Porto não está a ver bem a situação. É que a coisa ainda é mais grave do que parece e sempre, claro está, em função dos interesses do Benfica. Porque, certamente por absurdo, é para os benfiquistas muito importante que, caso ganhe ou caso perca o campeonato, Vítor Pereira continue a ser treinador do FC Porto no próximo ano.
E depois deste desmentido tão veementemente ofendido do FC Porto, torna-se mais difícil que isso não aconteça. A partir de agora é uma questão de egos. E lá mais para diante se verá quem estava a falar a sério e quem estava a falar a brincar.

ONTEM, em Londres o Benfica portou-se muito bem jogando mais de metade do jogo com menos um jogador do que o adversário. Compreende-se o desejo de Jorge Jesus de encontrar o Chelsea nesta fase da competição. Em inferioridade, o Benfica atacou a baliza do Chelsea toda a segunda parte, conseguiu marcar um golo e criou inúmeras oportunidades.
Não foi por causa de ter jogado com dois centrais de recurso que o Benfica perdeu a eliminatória em Stamford Bridge. Em futebol-futebol, o Benfica teve sempre argumentos para os ingleses. E ontem esses argumentos estiveram quase sempre à vista.
Quantos aos outros argumentos, quer na Luz quer em Londres, ficou provado que, de facto, o Benfica não os tem.
Descansem bem. Porque bem merecem."

Leonor Pinhão, in A Bola

Cobardes pouco originais !!!


Nas vésperas de mais um clássico, mais uma vez temos Casas do Benfica vandalizadas... os Lagartos não têm imaginação nenhuma, continuam a copiar os piores exemplos dos Corruptos!!!
Não é fácil 'construir' e manter uma Casa do Benfica, é necessário muita dedicação, e trabalho... neste caso a todos os Benfiquistas de Quarteira, Faro e São Brás de Alportel o meu total apoio, tal como a equipa demonstrou ontem, apesar das contrariedades, nunca desistimos...!!!

Benfica TV 'chega' a França

Depois de um início com toda a força, o processo de internacionalização da Benfica TV parecia estar 'emperrado'... algo que esta notícia felizmente contraria... ao chegar ao mercado Francês, a Benfica TV dá um salto enorme, é provavelmente o maior mercado Lusitano fora de Portugal... Mais uma vez, parabéns à Benfica TV.

Jesus e César

"Começou atrasado. Dez minutos. Quase acabava no dia das mentiras. Refiro-me, ainda, ao Benfica-SC Braga. Mas, o jogo, desportivamente falando, não foi uma mentira. Bem disputado (o que não é necessariamente o mesmo que bem jogado), com seriedade, sem a overdose de casos que alimentam o espiríto da mediocridade.
O Benfica ganhou o jogo no fim. Como o Braga havia ganho em Olhão nos derradeiros instantes. Tal como o Porto evitou a derrota em casa com a Académica. Sabemos como custa perder nessas circunstâncias e como é saborosa a vitória ao cair do pano. Fruto de uma perspectiva muito nossa que, às vezes, faz acabar o jogo antes do fim, porque o último minuto vale menos do que todos os outros, apesar de ter exactamente a mesma medida de sessenta segundos.
O Benfica ganhou um jogo em que o valoroso adversário teve mais classe do que o clássico Chelsea que, não obstante, saiu vencedor. É assim o futebol e é essa a sua magia inesgotável.
O árbitro errou algumas vezes, mas não foi o astro da noite. Ainda bem.
O Braga evidenciou ser uma equipa que já ultrapassou há muito a mediania de equipa provinciana. Está no lote dos primeiros, ainda que sem iguais pressões e exigência. Oito dos que jogaram na Luz foram dispensados ou dispensáveis nos ainda chamados três grandes. Tem um treinador jovem, sensato, inteligente e que não se esconde em desculpas esfarrapadas de mau perder.
O Benfica demonstrou, com superior orientação, uma grande determinação, superando o cansaço mental e anímico de uma derrota amarga dias antes. Em véspera de Domingo de Ramos: a Jesus o que é de Jesus e a César o que é de César."

Bagão Félix, in A Bola

Trégua olímpica

"Este ano, pela primeira vez, todos os países membros das Nações Unidas assinaram a trégua olímpica para o período dos Jogos de Londres. Daqui a uns meses, o Mundo volta a viver uma das tradições inteligentes da Grécia Clássica, que consistia na declaração de um período de deposição das armas e observação de paz absoluta, de forma a assegurar toda a segurança aos participantes e assistentes aos Jogos de Olímpia.
Este ato único universal transporta-nos para um Mundo de verdade, respeito e harmonia em forma de redoma cercada de hipocrisia por todos os lados. Os povos em paz e os desportistas numa competição desenfreada, quantas vezes nos limites da legalidade e da correção, em particular pelo recurso ao doping, sem esquecer o jogo súcio que as regras de algumas modalidades admitem, nomeadamente as do futebol – sem dúvida o menos olímpico de todos os desportos.
Foi precisamente a sua natureza apaixonante que trouxe o futebol para cenários de desconfiança e batota que o ameaçam, mas não conseguem derrubá-lo. Quando as coisas parecem muito negras, uma espécie de trégua olímpica sempre surge em nome do bom senso, refreando as hostes e salvando o essencial, até à próxima guerra.
Desta vez foram os árbitros que obrigaram os agentes extremistas que mantêm o futebol português a viver sob permanente ameaça de estado de sítio a assinarem uma espécie de trégua olímpica, fingindo que respeitam a classe de que mais dependem para alcançarem o sucesso. Foi surpreendente a obediência dos guerrilheiros da verdade desportiva nesta primeira jornada sob efeito da ameaça de boicote, embora fique por saber se um fim-de-semana com poucos erros e com vitórias dos mais fortes valeu, de facto, mais do que o medo de não ter árbitros para a explosiva 26.ª jornada.
Os próximos dias esclarecerão esta dúvida e, se tudo não tiver passado de um ataque de pânico generalizado, haverá que tirar consequências da ameaça dos árbitros. Eles deixaram-se criticar, pisar e vilipendiar, gradualmente, pela falta de independência e pela corrupção moral (e não só) de gerações sucessivas, colocando-se cobardemente no final da cadeia de interesses, incapazes de gerir uma boa imagem e uma comunicação coerente.
Acossados pela coação introduzida na internet pelos adeptos mais cobardes, que nenhum emblema renega, até reagiram da pior forma, colocando-se numa posição eticamente indefensável. Se todos os agentes envolvidos neste meio desistissem por ameaças veladas ou explícitas, há muito não haveria, por exemplo, jornalistas capazes de dar a conhecer o que para aí vai de marginalidade e falsidade.
Não nos iludamos, pois, com a trégua em curso. Os dirigentes dos clubes não respeitam os árbitros e o ilusório fim-de-semana de decoro e mesuras que vivemos acabará por descambar, assim que não houver remédio para as classificações. Os árbitros ficarão, então, reféns da sua contra-ameaça, obrigados a assumir-se repugnantes e dispensáveis, com uma inaceitável deriva justiceira, ou a recuar para um estado de bom senso olímpico que, manifestamente, lhes tem faltado nos últimos tempos."