Últimas indefectivações

sábado, 15 de abril de 2017

Vermelhão: Santa vitória...!!!

Benfica 3 - 0 Marítimo


Finalmente, um jogo 'decidido' antes do intervalo, sem sustos, nem rezas... tão descansado, que quando o jogo acabou, mais de metade dos espectadores já tinham saído das bancadas (inacreditável)!!!
O único 'susto' foi mesmo a 'finta' do Ederson, ainda com 0-0 !!! De resto, um Marítimo a fazer anti-jogo desde o primeiro segundo, a fazer pontaria aos calcanhares dos nossos avançados... e quando ficou em desvantagem, provou não ter um 'plano' ofensivo... a intenção era mesmo, o 0-0 !!!
O Benfica nem começou muito bem, com dificuldades em ultrapassar a última linha do adversário... com as quebras de ritmo constantes, o jogo até estava morno, mas mesmo assim o guarda-redes ia tendo algum trabalho... até que o 1.º entrou... Foi um daqueles auto-golos que deve ser 'perdoado' pois se o Luís Martins, não faz o corte, tinha o Mitro nas costas para empurrar...
Com 3-0 ainda pensei que o Benfica fosse à procura de mais golos, mas optámos por fazer uma gestão mais 'calma'... mesmo assim tivemos oportunidades descaradas, com o Mitro em dia não... e até podia ter havido um 2.º auto-golo!!!
Recordar que a diferença de golos pode decidir o Campeonato, e neste momento, estamos em desvantagem em relação aos Corruptos!!!
Gostei da forma 'unida' como a equipa festejou os golos!!!
O Ederson fez uma exibição com várias desconcentrações... algum excesso de confiança!
O Semedo, não está no topo de forma... parece-me cansado... a mudança de velocidade ofensiva está 'perra'!!! Luisão continua imperial nas bolas paradas defensivas, mesmo sofrendo bloqueios constantes...!!! O Lindelof subiu novamente de forma nos últimos jogos... Este regresso do Grimaldo é muito bem vindo, principalmente neste tipo de jogos... mas muito sinceramente, na próxima jornada, eu escolhia o Eliseu...!!! Podem-me chamar maluco... mas ao Grimaldo, ainda lhe falta alguma velocidade... e a 'ratice' do Eliseu nos jogos grandes faz sempre falta!!!
Fejsa a recuperar o ritmo... mesmo assim ainda 'falhou' algumas recuperações, mas está a recuperar... e até a confiança de fazer passes longos está de volta... Bom jogo do Pizzi, contra um meio-campo muito povoado, soube recuar e procurar os espaços...
O Salvio fez um dos melhores jogos dos últimos tempos... ainda longe do seu melhor, mas hoje até ganhou vários ressaltos nas fintas, algo que sempre fez... E até gostei de ver o Salvio atrás do Mitro!!! O melhor jogo do Rafa, sem contar os jogos 'grandes'...!!! Sempre que recebe a bola parado, faz asneira... se acelerar com o esférico, é um perigo... Este tem a titularidade garantida em Alvalade!
Regresso aos golos do Jonas... mesmo sem as movimentações entre linhas que ele nos habituou... volta a dizer: parece-me fisicamente limitado! Imagino que esteja a treinar condicionado durante a semana... O Mitro 'decidiu' guardar os golos para a próxima semana!!!
Tenho que rever os lances na televisão, mas parece-me que ficou por marcar um penalty sobre o Mitro... e ainda houve um braço na bola que me deixou dúvidas... Agora, o critério disciplinar foi mais uma vez absurdo: basicamente 'cancelou' as leis... Isto de acabar um jogo sem mostrar um Amarelo, até pode ser 'bonito', mas quando isso é feito contra as 'leis' não faz sentido... Felizmente, o jogo ficou decidido cedo...
O jogo dos Corruptos amanhã é indiferente, o jogo de Alvalade vai ser sempre decisivo... A notícia da não convocação do Marafona (com o Goiano e o Baiano também metidos ao barulho...) aparece quando já tinha aparecido notícias de Malas... Quando me dizem que as Malas para 'ganhar' não é ilegal nem é eticamente reprovável, farto-me de rir... Quem recebe para para ganhar, também recebe para perder...!!!
Finalmente, vamos ter uma semana para completa para preparar um jogo... algo muito mais importante do que se pode pensar! Aliás, os recentes 'bons' resultados dos Lagartos, deve-se muito ao facto de estarem desde do final de Janeiro a fazer um jogo por semana...!!!
A pressão fora de campo, será enorme, espero que os comunicados Lagartos, e post's não desapareçam esta semana... já toda a gente sabe que o árbitro será Soares Dias, e que o meio-campo e defesa Lagarta vão ter 'carta branca' como gostam... e como tiveram na Luz! Portanto muito cuidado com a estratégia...
Com o Jonas em forma, eu teria dúvidas... mas assim, eu apostava no reforço do meio-campo, com o Samaris ou o Augusto... com o Rafa e o Salvio a apoiar o Mitro!

Mais uma vitória...

Benfica 87 - 70 Corruptos
22-6, 12-21, 28-27, 25-16

Mais um daqueles jogos irritantes, com um final feliz... Depois do início demolidor, era impensável o 'empate' no 3.º período, mas mesmo assim tivemos a força (nos Triplos do Tomas...) para voltar a cavar a diferença...
Tudo isto, sem o Mário, sem o Lonkovic... ainda sem o Cláudio... e com o Hollis claramente limitado...

Iniciados - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 0 Corruptos


3 jogos, 3 vitórias, 10 golos marcados e nenhum sofrido...
Na próxima jornada em Alcochete, uma vitória será um passo gigante para o renovação do título!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Não há que levar a mal

"A luta pelo título nacional será disputada entre o Benfica e o clube daqueles que queriam que fosse o Benfica no avião do Chapecoense. São desejos diferentes, nós queremos ganhar-lhes, eles querem que o Benfica morra. Há até um elemento nacional no desejo, pois a nossa inexistência seria a única hipótese de os rivais serem os maiores. Não há que levar a mal, pois há uma perturbadora questão de dimensão.
Não sei quem tem vantagem nesta luta pelo título, mas, por agora, somos nós que temos um ponto de vantagem. Jogámos pouco em Moreira de Cónegos e não vale a pena entrar por sofismas ou aldrabices argumentativas. O Moreirense jogou bem acima das expectativas e parabéns ao Petit (grande Armando Teixeira). O Benfica jogou bem abaixo do nosso desejo e teremos que melhorar. Curiosamente valeu ao Benfica em Moreira de Cónegos uma entrega individual sem mácula e o resultado sem dano. Todos os benfiquistas queriam uma exibição mais conseguida e a boa solução estará em conseguir hoje esse objectivo com o Marítimo. Bem sei que jogámos melhor contra o FC Porto e não vencemos, bem sei que por agora vencer é fundamental, mas logo, frente ao Marítimo, quero mesmo vencer e jogar muito bem. O adversário tem imensa qualidade, é uma das nossas derrotas nesta Liga e, para carrascos completos, já temos os cinco pontos perdidos com o V. Setúbal. Estamos avisados e não podemos facilitar. São seis jogos para o Campeonato e um para Taça de Portugal. 630 minutos para uma época de sonho. Não é fácil mas é possível.
Em semana de Liga dos Campeões, fica uma sugestão a Karl-Heinz Rummenigge: há dez treinadores portugueses que se forem contratados pelo Bayern o fazem campeão europeu dois em cada três anos. A continuar assim poderá muito bem ser a Juventus, como defendo desde o início da época."

Sílvio Cervan, in A Bola

É importante apoiar!

"O ambiente do futebol português, à semelhança do vivido na temporada passada, está irrespirável. A diferença é que, se há um ano as acusações torpes e as insinuações constantes brotavam somente em Alvalade, agora germinam também nas Antas.
Que há e sempre houve anti-benfiquismo por essas bandas, já nós sabemos. E nem sequer é novidade ser tão notória a instrumentalização desse sentimento na comunicação desses clubes, servindo simultaneamente de pressão aos diversos agentes, de auto-motivação e de desresponsabilização dos seus insucessos. O que eles não percebem é que, tendo nós a capacidade desportiva para lutar por títulos, só nos motivam em prol da prossecução dos nossos objectivos. Criticando-nos e acusando-nos constantemente, mais do que induzirem comportamentos autofágicos entre nós, antes nos unem. Tornam evidente, para nós, que há um objectivo maior - sermos campeões - do que a exigência connosco próprios que tanto gostamos de sentir, apregoar e praticar. Essa terá o seu tempo, o qual ainda não chegou. E, com isso, ofereceremos a necessária tranquilidade e o indispensável apoio que a nossa equipa tanto necessitará quando a desinspiração for a nota dominante, como aconteceu em Moreira de Cóengos no passado fim-de-semana, não pondo em causa, no entanto, a justiça da nossa vitória. Pela minha parte, obrigado aos anti-benfiquistas.
Entretanto, a nossa equipa de voleibol disputará mais uma final dos play-off's, a oitava consecutiva, numa temporada em que tem sido afectada por uma quantidade inusitada de lesões. Para um clube com pouca tradição na modalidade como o Benfica, é impressionante o percurso feito nos últimos anos."

João Tomaz, in O Benfica

Sem medo

"Todos nos lembramos da temporada passada. De um lado estava o Bicampeão, com um treinador novo e uma pré-época minada pelos erros de preparação de quem cá estava antes. Do outro lado estava um clube mais pequeno, com um treinador novo que se julgava o rei Midas e que prometia este mundo e o outro com o apoio de um dirigente obcecado com o vermelho. Contra uma campanha orquestrada por dirigentes rivais, contra favores na comunicação social, contra insultos de baixo nível, conseguimos aquele que eu e muitos como eu considerámos o mais delicioso título de campeão da história.
Hoje, vejo que estava enganado. Em 2016/17 estamos a assistir ao mais desesperado plano de ataque de que há memória no futebol português. De um lado está o Tricampeão e líder do campeonato desde a 5.ª jornada. Do outro, está o 2.º classificado - ainda com hipóteses reais de chegar ao 1.º posto - e o 3.º classificado, com sonho megalómano de que ainda é grande e com a azia de sempre.
Além deles, estão também todas as outras equipas que têm defrontado o SL Benfica com a motivação suplementar de dar o litro, o quilo e o quilómetro para roubar pontos ao líder. Não têm conseguido e isso vê-se nas acentuadas quebras de forma que apresentam na jornada seguinte ao embate com o SL Benfica - pura e simplesmente deixam de saber jogar, correr e dar cacetada. O que uma mala não faz...
É por isso que vos digo: este é o mais importante campeonato na história do SL Benfica. E não apenas por ser o Tetra, mas por ser aquele que todos os outros querem evitar legal e ilegalmente. 
Hoje, com o Marítimo, podemos ficar um degrau mais perto de fazer História. E de os calar de vez."

Ricardo Santos, in O Benfica

Orgulho!

"Repleto de macacos e papagaios, quer a norte, quer a sul, o futebol português tem vindo a transformar-se num triste Jardim Zoológico.
São membros de claques a agredir e a intimidar tudo o e todos, como um exército profissional do crime (o que falta para prender certos indivíduos? É para isto que serve o registo das claques?).
São dirigentes a incitar constantemente ao ódio, com a cumplicidade de um sistema mediático decadente, e numa tentativa desesperada de vencer a qualquer preço. São sinistros directores de comunicação, de estilo apalhaçado, a chafurdar no lodo e à procura de protagonismo pessoal (o caso das 'cartilhas' é das discussões mais ridículas dos últimos anos).
São as televisões a aproveitar para transformar lixo em audiências - à custa dos clubes, do desporto, e da nossa sanidade mental.
A porcaria é já demasiada, e o clima começa a ficar irrespirável. Quem quisesse acabar como futebol não faria melhor.
Alheio a tudo isto, o Benfica lá vai trilhando o seu caminho. Enquanto eles berram, incendeiam, ameaçam, e tentam desestabilizar, aqui, na nossa casa, trabalha-se. E essa atitude, que tanto nos orgulha, e tanto nos distingue, deve-se, sobretudo, à conduta de um homem o nosso líder, Luís Filipe Vieira.
Vieira é hoje um farol de bom sendo que se destaca no meio da poluição em que vive o futebol luso, e o empurra para o abismo.
Temos sido campeões no campo. Mas também no discurso, na razão, no equilíbrio e no respeito.
Força, presidente! Os benfiquistas estão consigo, e orgulham-se da sua postura. Já não é apenas o Benfica que precisa de si. O desporto português também."

Luís Fialho, in O Benfica

Contra factos

"Moreira de Cónegos, 9 de Abril. Moreirense-SL Benfica. Factos:
2'15 - Entrada dura de Dramé sobre Rafa;
8'28 - Falta de Dramé sobre Salvio;
10'44 - Caué atinge Nélson Semedo com uma cotovelada;
13'45 - Bouba Saré atinge Jonas, derrubando-o;
24'24 - Rafa é derrubado por Sagna;
25'07 - Luisão é impedido por Diego Ivo e Bouba Saré de cabecear a bola em plena área do Moreirense. Penálti;
26'28 - Rafa é puxado por Sagna;
27'36 - Boateng simula sofrer falta inexistente de Fejsa e Nélson Semedo, enganando o árbitro;
29'16 - Dramé comete falta sobre Nélson Semedo;
30'08 - Falta de Luisão sobre Boateng. Capitão advertido com carão amarelo;
36'01 - Boateng comete falta sobre Rafa;
36'50 - Salvio corta a bola sem falta sobre Pedro Rebocho;
39'08 - Nova falta cometida sobre Rafa;
40'39 - Nélson Semedo sofre entrada dura de Dramé, que é admoestado com cartão amarelo;
58'56 - Rafa é derrubado por Sagna;
69'38 - Grimaldo sobre falta dura de Bouba Saré, que vê amarelo;
82'43 - Cervi é atingido por Sagna;
84'59 - Dramé pontapeia Cervi e não vê segundo amarelo;
90'59 - Roberto provoca Ederson, encostando-lhe a cabeça;
91'18 - Samaris responde a provocação de Diego Ivo com tentativa de agressão.
Vinte lances polémicos que permitem tirar conclusões óbvias! O Sport Lisboa e Benfica vence graças a uma prestação operária e um momento de inspiração de Pizzi e de Mitroglou. Vergonhosamente, FC Porto e Sporting, através dos seus pontas-de-lança oficiais e oficiosos, passa a imagem que os Tricampeões foram beneficiados pela arbitragem. Como um dia escreveu o Padre António Vieira, 'muitas vezes a mentira hoje no mundo é mais poderosa que a verdade'."

Pedro Guerra, in O Benfica

Abominável Homem das Neves

"A calota Polar está a derreter a boa velocidade.
Mas o Abominável Homem das Neves está a tentar tapar o sol com a peneira. Ai! Descobriu que afinal nem sol têm!
A Miss Piggy vocifera frases e frases sem sentido, para justificar o seu ordenado chorudo pago pelos sócios do clube. Convenhamos, ele tem mesmo cara de cromo!
Cartilha para ali, cartilha para aqui, eis quanto senão alguém lhedisse:
- Chefe! Nós temos uma cartilha e é escrita directamente por si!
- Lá estás tu a turvar-me o pensamento! És mesmo da oposição, que só teve 18%. Por qué no te callas?
- Eh, Presidente! Uau! Sabe falar castelhense!
- Ó cromo, é castelhano!
Conversa da Treta era um programa excepcional desempenhado também por um saudoso actor que infelizmente já faleceu! Mas a conversa que apresentámos vai certamente radicar nos anais da história da breheirice.
(...)"

Pragal Colaço, in O Benfica

Benfiquismo (CDXXXVIII)

Todos... juntos!!!

Aquecimento... Tugão Maximus!

Por que é que o Benfica vai continuar à frente nos próximos anos

"Não sei se repararam, mas há dias saiu uma notícia interessante que passou pelos pingos da chuva: anunciava o Benfica que a aposta para os próximos anos é a estratégia digital.
Basicamente a SAD encarnada garante que 50,4 por cento de todas as receitas já chegam do mercado internacional: contando-se nesta definição de mercado internacional tudo o que vem do estrangeiro, receitas de Champions, vendas de jogadores, merchandising, enfim. É um número admirável que indica o caminho para o futuro.
Mas o Benfica quer mais, quer mais adeptos, mais consumidores, mais receitas.
Diz ter um estudo feito por ele - que vale muito pouco externamente, portanto - que 50 milhões de pessoas em todo o mundo têm interesse no Benfica: ou seja, para 50 milhões de pessoas o nome do Benfica não é indiferente, tendo existido algum tipo de contacto.
É a esses milhões de pessoas que quer chegar, provocando algum envolvimento delas com a marca. Em linguagem técnica chama-se engagement.
É aqui que entra a estratégia digital.
O Benfica anunciou que está a trabalhar em parceria com empresas como a MacKenzie e a Microsoft, tendo um total de 40 pessoas envolvidas directamente no projecto.
Ora a estratégia digital é nesta altura fundamental em qualquer grande organização.
Olhando de fora para FC Porto e Sporting, parece-me que o Benfica já é dos três grandes o clube que trabalha melhor as redes sociais. Mas isso não chega: não chega por que há por aí muitas empresas que trabalham de facto muito bem as redes sociais.
A social media, e o marketing digital em particular, tornou-se uma parte medular no crescimento de qualquer empresa. Permite comunicar melhor e chegar a mais gente.
É uma comunicação sem barreiras e sem fronteiras, muito mais eficaz do que as formas tradicionais de promoção. Permite utilizar várias ferramentas que tornam a mensagem mais sedutora, mais direccionada, mais emotiva. Falam directamente ao coração. A social media é enfim um mecanismo admirável de comunicação e comprometimento.
Vale a pena lembrar que Cristiano Ronaldo, por exemplo, facturou segundo a Forbes 164 milhões de euros com as redes sociais no último ano.
Anunciar que a estratégia digital é a grande aposta para os próximos três anos é um sinal de saúde, inteligência e planeamento.
Infelizmente para eles, os rivais parecem estar nesse aspecto um passo atrás. Um porque está demasiado ocupado em colocar a casa na ordem para ter tempo para pensar no futuro, outro porque já teve uma estratégia clara de valorização da marca mas perdeu-a com o desmantelamento da estrutura mais forte do futebol português, elogiada até na Europa.
Enquanto o isso, o mundo evolui a uma velocidade vertiginosa: e o mercado português é curto para sustentar um clube de topo europeu.
É preciso encontrar novos públicos que comprem merchandising, mas sobretudo que gerem audiências: para o clube, para a marca e para os patrocinadores.
É um caminho longo que é preciso percorrer.
É claro que a internacionalização traz inconvenientes: não gera adeptos, gera consumidores. Podem ter simpatia, mas não têm paixão. No dia em que não estiverem contentes com o produto, afastam-se dele. Mas esse é o preço a pagar.
Importante é aumentar o auditório.
Até porque permite posicionar o clube na primeira linha de uma futura liga europeia: que será, mais tarde ou mais cedo, o presente. Mais simpatizantes, mais audiência, mais dinheiro, mais peso. Um clube assim é música para os ouvidos da UEFA.
Por isso, lá está, apostar na estratégia digital é um sinal de inteligência e perspicácia.
Vale a pena gastar menos tempo a discutir insignificâncias e pensar um bocadinho nisso."

“Sigo atrás de ti, vigilante”

"Meu querido amigo e companheiro Zé da Europa:
Aceita o meu abraço fraternal. Abraço destes, grande José Augusto, já te dei mais de meia centena de vezes.
Vais conquistando pontos nesse jogo tão bonito que é a vida. Octogenário? Para o que deu, insistes em ganhar o campeonato da longevidade. Fazes bem, fazes muito bem mesmo. Tu és um campeão, tens a fibra, tens o músculo, tens a alma. Estás fresco e ágil. Estás fino e resoluto. Mas olha que no nosso Benfica, o Rogério Pipi já vai com mais de noventa. E o Zé Bastos? E o Ângelo? Segue o trilho da conquista, quero e sei que te vou dar muitos mais abraços de parabéns.
Continuas a ser um irrepreensível homem de família, não te esqueças de dar um beijo à tua mulher, que de forma exemplar dignificas. A ela e a todos os teus descendentes, eles que transportam um sangue vermelho-vivo, carregado de intensidade bonita.
E o teu Barreiro? Tanto amor declarado, tu que és um dos grandes filhos dessa terra emblemática, património de ideias que fazem agitar as boas vontades. Sou teu vizinho sentimental, recordo-te, ou não tivesse nascido na Cruz de Pau, dentro das fronteiras do belo Seixal, que hoje até serve de fábrica de talentos desses meninos que soubeste inspirar.
Que dizer do Benfica, o grande amor que partilhamos? Somos tricampeões, caminhamos para o tetra. Não é treta, amigo, é mesmo tetra. Podemos lá chegar daqui a um mês, algo que nem tu nem eu conseguimos, nem os nossos saudosos Eusébio e Coluna.
O Benfica está um clube imenso com todos os traços de modernidade, orgulho maior da nossa condição lusitana. E a Selecção Nacional, tal como nós na epopeia de 66, tem brilhado a grande altura, muito na esteira do teu exemplo, enquanto responsável máximo, na Minicopa de 72, no Brasil.
Sigo atrás de ti, vigilante. Sabes que o apreço é sentido. Vou querer apanhar-te na idade, mas tenho consciência de que, por maior o esforço, jamais saberei contar histórias de forma brilhante, um dos teus traços distintivos.
Abraço rubro do teu amigo"

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Contra tudo e contra todos... Vamos lá jogar à Benfica

"Há uma agenda secreta com um guião ultraconfidencial das centrais de comunicação (e avençados) que não quer o Benfica campeão.

1. Das agendas secretas dos impolutos do futebol português
De repente, as virgens do futebol português descobriram - num conluio que nenhuma cartilha poderia imaginar - que é preciso derrotar o Benfica.
Apelam a todas as forças, chamam todos os ajudantes, clamam por indulgência, invocam cumplicidades... porque é preciso derrotar o Benfica!
Não se sabe bem porquê - nem o explicam - mas há uma agenda secreta com um guião ultraconfidencial das respectivas centrais de comunicação (e avençados) que não quer o Benfica campeão.
Onde, na época passada, habitava a defesa intransigente do melhor treinador do mundo, vive hoje a ataque grátis e infundado contra o Benfica!
Porque todos podem ganhar... menos o SLB!
E é contra essa agenda secreta de comprometidos - constituída em cima de vínculos emotivos ou remunerados - que temos de lutar.
Não basta derrotar os adversários!
Temos, também, de esmagar estas agendas secretas, que têm como único objectivo - como tinham no ano passado - que... não ganhemos!
O verdadeiro motivo?
Vejam os títulos conquistados, nos últimos 3 anos; adicionem-lhe a inveja que sempre tiveram da nossa grandeza, que, mesmo durante os tempos da nossa crise, não conseguiram ultrapassar e superar; juntem-lhe o cumprimento do fair play financeiro da UEFA!!!
Explosivo, não é?
Perceberam, agora, toda esta pressão, todo este criar de casos, esta aliança contra nós?

2. ... Até à olímpica ignorância das ameaças aos árbitros que apitam o Benfica...
Navegando pela net, longe das cartilhas, encontrei no blogue Novo Geração Benfica, um texto de um tal Shadows, em que era referida a situação a que eu próprio aludira na SIC, na segunda-feira passada.
As minhas dúvidas do dia anterior foram transformadas em perguntas concretas.
Afinal... onde há fumo... pode haver fogo!
Então, será verdade que (e cito) «... o árbitro Tiago Martins, que apitou o Moreirense-Benfica, está a ser alvo de intimidação e ameaças de violência por parte de adeptos do FC Porto»?
Sendo notícia - como é - não seria normal que fosse este um dos temas de quem tem programas de desporto na televisão, por exemplo?
Pois devia, mas não foi!
Porque isso não serve para atacar o Benfica... e só isso lhes interessa!
Então não seria obrigatório para quem fala de futebol ter referido e analisado que «... foi ontem divulgado o domicílio profissional de Tiago Martins» numa página ligada expressamente a uma claque de um dos clubes desta santa aliança, contra o Benfica?
Ou o que importa é falar do Samaris (sempre na expectativa de poder não jogar em Alvalade, como se o Benfica, sem ele, passasse a jogar com 10, desde o 1.º minuto), porque só o Benfica dá audiências e dizer mal do Benfica não dá direito a umas bofetadas?
Preocupado com os ataques permanentes ao Benfica, esqueceram (e volto a citar) «... mais um episódio de intimidação a árbitros... Depois de Soares Dias e Jorge Ferreira, também Tiago Martins é ameaçado».
Aqui sim, poderiam perguntar, porque não tomam medidas a FPF ou o IPDJ, para impedir actos de intimidação ou coacção das claques de futebol?
Coragem, ... só contra o Benfica.
No resto, ... o medo, sempre o medo!!!

3. ... Passando pela impunidade do Canelas... Futebol Clube, do Porto
E quando o País (e o mundo... ou... algum mundo) se preparava para aprofundar a discussão sobre a agressão violenta do jogador do Canelas... Futebol Clube, do Porto, ao árbitro José Rodrigues, que resultou numa tripla fractura no nariz - onde acabaríamos, com toda a certeza, a discutir as suas ligações a uma claque e a um clube - eis que os avençados conseguem, com êxito, diga-se, desviar as atenções desse escândalo... mundial!
Desde O Globo que refere que os «... episódios de agressões a árbitros e adversários são recorrentes na trajectória do Canelas», um clube que «... vira líder em Portugal ao assustar adversários, que nem aparecem para jogar», passando pela catalão Sport, que relembrou o «carácter violento da equipa», ou pelo El País, que toca na ferida e menciona que o Canelas «agrupa o líder dos Super Dragões», até à Gazzeta TV que a qualificou como sendo a «equipa mais agressiva da Europa», vamos tendo de tudo.
Lá por fora, porque, por aqui, ninguém se mexe!
Muito menos a Associação de Futebol do Porto (AFP), que sabe que, desde o ano da fundação, em 2010, o Canelas... Futebol Clube, do Porto, tem subido regularmente de divisão.
A não ser que todos os dirigentes dos clubes (12 em 13) que se recusaram a jogar com o Canelas... Futebol Clube, do Porto, sejam todos... do Benfica!
Querem ver???
Ora, por que razão não perguntou a AFP a esses clubes o motivo que os levou a não querem jogar contra o Canelas... Futebol Clube, do Porto, preferindo perder pontos e pagar multas em consequência de não comparência?
Já não falo das carrinhas que foram incendiadas, ou da necessidade de policiamento excepcional nos jogos deles, onde chegaram a estar 3 delegados da AFP!!!
A impunidade - que não acredito que tenha a ver com relações entre advogados e clientes - continua!
Agora, imaginem lá que o capitão de equipa do Canelas... Futebol Clube, do Porto, era o líder de alguma claque do... Benfica!
Lá vinham as virgens do nosso futebol falar, semanas seguidas, sobre isso!
Assim, uns dias na semana, uns minutos nuns programas... e... siga a atacar o Benfica, que é para isso que nos pagam!
Continuo a aguardar uma posição do presidente da AFP.
E, repito, o que disse há uma semana, sobre não o considerar como alguém com medo ou conivente...
E não ser que, com a sua inacção, não dê razões para pensar o contrário!
Porque, se está à espera que o assunto seja condenado pelo tal pequeno jornal electrónico diário que o clube principal dos adeptos dos Canelas... Futebol Clube, do Porto, disponibiliza... então... tem de esperar sentado.

4. ... Para terminar com chave de ouro com a conclusão do canal da equipa principal dos adeptos do Canelas... Futebol Clube, do Porto, sobre o apito dourado!
Mas nada como acabar em beleza.
Ouvi dizer - porque, obviamente, não vejo - que, no canal do clube principal dos adeptos do Canelas... Futebol Clube, do Porto, terça à noite, chegaram à conclusão que o Apito Dourado foi uma ficção montada para prejudicar o Porto.
Disseram-me que foi assim que terminou o Programa.
Está tudo explicado!
Já George Orwell, em 1984... falava destas coisas, ... 1949 (ano em que um despacho ministral do governo do Estado Novo - à força??? - o litígio com a família Andrade, sobre os terrenos do Estádio das Antas)!

Com ou sem cartilha, com ou sem Samaris, com ou sem ameaças a árbitros...
Nos seis jogos que faltam, vamos lá jogar à Benfica.
Rumo ao Tetra e ao trinta e seis."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Inovação queixista

"O Sporting continua a sua caminhada de títulos. De jornal, claro. Queixam-se de tudo contra o Benfica. Do que só a sempre atenta inteligentsia leonina perscruta nos jogos. Ou de palavras de Rui Vitória, que, em Fevereiro (!) se exprimiu de um modo que, na boca de outros, seria elegante. Ou reclamando junto do Instituto para Juventude e Desporto, assim descobrindo a pólvora sobre claques, como se as houvesse boas e más.
Neste ritmo patológico de queixumes, há agora uma inovação. A queixa sobre jogos com terceiros, desde que um seja o SLB. Deve haver leoninos guardiões da moral desportiva ou olheiros de putativas infracções, mais atentos aos jogos do Benfica do que do seu clube.
Por outro lado, oficialmente, ou por via das redes sociais, há sucessivas investidas de funcionários não eleitos, em particular dos chamados directores de comunicação. Tornou-se uma moda, perigosa moda. Já lá vai o tempo em que apenas assessoravam quem tem o direito de falar em nome do clube. Agora debitam por eles, pelos outros e por tudo e nada. Foi também assim que se pôde ouvir hilariante charla sobre cábulas que alguns comentadores benfiquistas usam (depreciando-se, é certo), como se isso fosse virgem e constituísse um crime (nota pessoal: jamais receberia uma palavrinha sequer).
Contra o Benfica, marchar, marchar. Ora agora bates tu, ora agora bato eu. Cá por mim, até acho queé um factor de união dos benfiquistas que, agradecem, penhoradamente, generosas alianças.

P.S. O Benfica - se quiser ser tetracampeão - tem de jogar muito mais do que no domingo. E Samaris merece ser castigado."

Bagão Félix, in A Bola

Como ganhar credibilidade

"Sou cada vez mais defensor do modelo inglês: arbitragem e disciplina fora da Liga e Federação. Veja-se o caso da arbitragem: em 2001 foi criada a PGMO (Professional Games Match Officials Board). Um organismo que reúne 109 árbitros profissionais e 206 assistentes e que responde directamente ao governo. Deste lote, 18 formam o Grupo de Selecção: a nata da nata sem limite de idade - 2 têm mais de 50 anos, 11 com mais de 45 e apenas dois têm menos de 35 - avaliados por uma equipa de ex-árbitros (presidida por Mike Riley), de antigos jogadores e treinadores e com o apoio de um programa informático. As classificações são feitas internamente, sem pressões ou gritarias, e se for necessário que o melhor (Martin Atkinson, por exemplo) apite todos os derbies, fá-lo. Os bons para os grandes jogos. Isto não faz dos juízes ingleses os melhores da Europa, mas faz deles provavelmente os mais credíveis. Porque funcionam como uma bolsa de árbitros ao estilo da NBA: são autónomos.
Comparemos agora com Portugal: um grupo de árbitros em que mais de metade tem menos de 35 anos (está provado que aos 40 é quando eles atingem o auge da carreira), com limite de idade até aos 48, uma série de condicionalismos (só podem apitar três vezes um clube numa volta, só podem apitar um clube se tiverem passadas três jornadas desde o último jogo desse emblema) e permanentemente com a espada de Dâmocles sobre a cabeça consoante os ventos ou as cores dominantes. Culpa dos clubes, que aprovaram os regulamentos.
O que seria preciso mudar? Lei de Bases e regime jurídico da Federação. Empreitada dura. Mas estejamos descansados: confrontado com as 44 agressões a árbitros, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, disse há três dias: «Temos de pôr em perspectiva: foram 44 em centro e tal mil jogos».

Fernando Urbano, in A Bola

Devemos aprender com a Champions

"Um olhar atento por estes últimos jogos da Champions. Ver jogar Juventus, Real Madrid, Bayern, Atlético, até o próprio Mónaco. Uma conclusão: falta intensidade competitiva, em todos os momentos do jogo, na acção de ataque e, sobretudo, na acção defensiva às principais equipas portuguesas.
Houve um tempo em que os célebres trinta metros que faltavam ao futebol português nos distanciavam quilómetros das melhores equipas europeias, agora falta-nos intensidade. Claro que há momentos de jogo intensos no futebol nacional, mas a intensidade é intermitente, falta acção constante a ritmo elevado e falta ter a noção de que é preciso mudar a ideia de que a defesa posicional e a marcação tradicional do espaço é suficiente.
Não ponho em causa a qualidade dos treinadores portugueses - era só o que faltava. Ponho em dúvida se pelo facto do futebol, em Portugal, ser tão desequilibrado, se as principais equipas não se viciaram num futebol de picos de ritmo e de intensidade, mas sem uma entrada constante ao jogo, muito especialmente quando a missão é procurar e conquistar a bola.
Por cá, procura-se a bola com paciência dos que esperam pelo erro, em especial, nas zonas de construção do adversário, mas já não é assim. A resposta adequada ao jogo deve ser precisamente o contrário, ou seja, a impaciência em ganhar a bola.
Os grandes jogos, com grandes equipas decidem-se, evidentemente, com jogadores de excepção, como Ronaldo, mas os jogadores que desequilibram são os que mais precisam de equipas consistentes e que fazem os 90 minutos em constante aceleração."

Vìtor Serpa, in A Bola

Lanças... Patetas e Palermas Unidos FC

Benfiquismo (CDXXXVII)

Este penalty não foi assinalado...
e mesmo assim, a Taça foi nossa!!!

Satisfação pela demarcação

"O Sport Lisboa e Benfica registou e manifesta satisfação por ter verificado a forma célere como a instituição Futebol Clube do Porto se demarcou do muito grave e lamentável cântico que ontem se ouviu.
Que este triste episódio, que a todos nos envergonha e que estamos certos em que ninguém se pode rever, sirva para todos reflectirmos sobre as nossas responsabilidades e contribuirmos para parar este clima de tensão.
O desporto e o futebol congrega a paixão de todos os praticantes e adeptos pela alegria e sã competição e rivalidade entre clubes que promove. E são estes os valores que estamos certos todos comungam."

6 Benfiquistas no '11' do SJPF de 2015/16

Os danos da porcaria

"Ultrapassou todos os limites éticos e deontológicos o que se passa em programas ditos desportivos. Falo de alguns da CMTV, mas  infelizmente, não só. É confrangedor ver pessoas respeitáveis no meio de touradas de sangue onde só falta o touro. Ali, o que importa é excitar a discussão pela discussão, dar argumentos de ódio para ouvintes mais propensos à acefalia, repetir imagens de 'enorme importância' vezes sem conta até se ficar nauseado. Há profissionais respeitáveis, é certo, no meio de tudo aquilo. Mas também há os que nem se esforçam um milímetro por serem imparciais como é seu dever deontológico e que se comportam como adeptos, mais parciais que os representantes dos clubes. Os oráculos que se lêem debaixo de ecrãs divididos aparvalhadamente em 3 ou 4 partes são um pré-incitamento à violência, que depois se crítica angelicamente. Dá-se guarida a declarações de energúmenos que são tratados como heróis. E há quem tenha sido afastado por falta de 'capacidade' para incendiário, pois o que importa é atirar acendalhas para cima do fogo tão artificial, quanto teatral. Tudo vale em nome das audiências. Uma vergonha!
O mimetismo é uma doença, por natureza, contagiosa. Se exceptuarmos a RTP 3, bem mais contida, os outros canais afzem por copiar o original. A TVI24, com excelentes jornalistas, deixa-se enlevar por discussões patetas e patéticas, onde tudo se discute menos os jogos. E a SIC Notícias, também com bons jornalistas, é cada vez mais um 'canal de bola'. Inimaginável é a SIC Radical transmitir o Brasileirão de futebol, pervertendo assim todas as regras fundacionais e de licenciamento deste canal Vale tudo!"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Na frente

"Do “clássico” da semana passada resultaram duas evidências. Depois do chamado “jogo do ano”, que iria, ou poderia, decidir o campeonato, o Benfica permaneceu isolado no primeiro lugar. Além desse facto, os encarnados são agora os únicos a depender de si para alcançar o título.
Chegará isto para nos satisfazer? Não!
Queríamos obviamente a vitória, aumentado, com ela, a vantagem para o segundo classificado. E a nossa equipa fez por merecê-la, jogando melhor, dominando a maior parte do tempo, criando várias oportunidades de golo, falhando apenas na concretização – muito por mérito do guarda-redes rival, que, à semelhança do que ocorrera na época transacta, voltou a ser o melhor em campo. Os festejos dos jogadores do FC Porto no fim do encontro são, aliás, bastante reveladores quanto ao alívio que sentiram por não saírem derrotados da Luz.
Este jogo passou, sem a glória que pretendíamos, mas também sem qualquer mácula. Estamos firmes na frente, e temos sete finais para chegar ao ambicionado “Tetra”. Aquilo que a equipa mostrou em tão solene ocasião – desmentindo algum cepticismo que começava a adensar-se em torno dela – dá-nos plena confiança quanto ao caminho que falta percorrer. Temos etapas difíceis, mas todas são para vencer, como, de resto, diante dos mesmos adversários, nos mesmos campos, aconteceu há um ano atrás.
Neste domingo, em Moreira de Cónegos, joga-se mais uma “final”, perante um conjunto que luta vigorosamente para não descer de divisão, e que tem um treinador especializado em tirar pontos aos mais fortes.
Não esperamos facilidades, mas…temos de ganhar. E vamos ganhar!

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Os 'clientes' habituais d'O Indefectível devem ter reparado que na última semana não 'postei' aqui os colunas de opinião do jornal O Benfica. Pois bem, normalmente recebo o jornal via CTT, à Quinta-feira e 'posto' aqui no blog na Sexta. Mas esta semana o carteiro ainda não me 'visitou'!!!! Se calhar amanhã vou receber dois jornais...!!! Vamos ver... Os CTT continuam-me a surpreender!!!
Sendo assim, aqui fica a crónica do Luís Fialho, que 'pesquei' no seu blog pessoal!!!

Derrota no antro Corrupto

Corruptos 30 - 27 Benfica
(15-16)

Resultado acaba por ser 'normal', num jogo muito equilibrado, com o Benfica a ceder nos últimos 10 minutos... O plantel já é curto, mas sem o Ales e o Mitrevski ainda fica mais curto... sendo que nestes jogos mais intensos, a rotação obrigatória, fica mais complicada... Mesmo assim, continuo a pensar que o Benfica, tem muito provavelmente o melhor treinador do Nacional, e com 2 ou 3 contratações, ficaríamos ao mesmo nível dos Corruptos e Lagartos...
A melhor notícia da noite, acabou por ser a derrota do ABC!!!

ADENDA:
Aqui fica mais uma pérola dos legalizados adeptos Corruptos:

Os novos pontas de lança

"Longe vão os tempos em que os adeptos falavam sobre a soberba intervenção do guarda-redes, o formidável corte do defesa, o passe magistral do médio ou o golaço do avançado, conversa sempre salpicada com os incontornáveis casos de arbitragem. Tudo mudou. Os feitos (ou defeitos) dos jogadores são cada vez mais o tema periférico de tertúlias invariavelmente dominadas pelos erros ou acertos dos homens do apito e, sobretudo, pelas exibições daqueles que parecem ter-se tornado os grandes protagonistas do jogo.
- Viste aquela entrada em tackle do Francisco J. Marques (Director de Comunicação do FC Porto)?
- Viste a entrada por trás de Luís Bernardo (Director de Comunicação do Benfica)?
- Viste a entrada a pés juntos do Nuno Saraiva (Director de Comunicação do Sporting)?
Entendo a importância da comunicação nos tempos actuais, mas não o peso que tal função assumiu no futebol português e não percebo nem entendo que comunicação se confunda com propaganda, quase sempre de muito baixo nível, doentia, saloia, destrutiva, impulsionada por dirigentes cegos pela obsessão (não confundir com ambição) de ganhar e ávidos por procurar todo o tipo de atalhos para lá chegar.
Talvez o próximo passo seja a aposta na prospecção para identificar e contratar os directores de comunicação com mais potencial, reduzindo o investimento canalizado para o desenvolvimento de jogadores, os quais, aparentemente, já não são o principal factor de decisão.
Alguém sabe quem são os directores de comunicação da Juventus, do Man. United, do PSG, do Bayern ou do Real Madrid? Claro que não. Mas por cá, eles são os donos do palco, enquanto os jogadores vão sendo cada vez mais silenciados e formatados. E ainda nos surpreendemos com cartilhas? Onde há peixeirada, há peixe podre."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

PS: Todas as semanas as crónicas do Gonçalo, são 'iguais': meter 'todos' no mesmo saco!!!
Como é que é possível comparar a postura pública do Luís Bernardo com os outros 2 directores de comunicação?!!!

Futebol - da euforia ao conflito ... da paixão à agressão!...

"Como sabemos a modalidade de Futebol tem um forte impacto na sociedade, inspirando artistas, despertando paixões, suscitando críticas, tudo isto justificado pelo maior impacto social transmitido pelos media, envolvendo directa e indirectamente bilhões de pessoas quer na sua prática, quer na condição de adeptos e profissionais pelos serviços prestados. Daí que qualquer jogo, especialmente quando se apresenta como um fenómeno de consumo como expressão de alta popularidade, gera forte impacto nos hábitos e atitudes de um povo, podendo mesmo constituir-se como um laboratório de análise social.
O Futebol assume-se de facto como um fenómeno de grande complexidade, servindo de espaço de união ou dispersão, alicerçando de forma abrangente toda uma sociedade sem fronteiras, onde a sua linguagem universal se documenta e exalta.
Perante a dinâmica que o jogo faz incidir e da importância excessiva atribuída tanto às vitórias como às derrotas, pode desempenhar um papel projectivo e colector de frustrações dos adeptos quando perdem e exaltação desmedida daqueles que simplesmente ganham, abrindo espaço para ondas de violência como feridas abertas, prontas a latejar. Quantas vezes, frases feitas de boas maneiras envoltas em gestos de simpatia cobertos por sorrisos, escondem frustrações de desempenho, que a impulsividade duma simples acção acaba por ser a tampa dum ódio libertador pronto a ser disparado. 
A dinâmica imprimida pela conquista da bola, a inquietude revelada nos lances falhados, a má interpretação pelo julgamento do jogo, a conquista do resultado positivo como única garantia para premiar o sucesso, associado a demais causas, tais como: deficiente formação educativa, acompanhada duma degradante iliteracia desportiva, impreparação e masculinidade dos intervenientes, natureza do recinto desportivo, obscuridade e ruído, álcool e outras drogas, rivalidade e racismo, historial qualificativo de violência, grupos ultras e hooliganismo, apresentam-se como índice de causalidade mais evocativo para a violência.
Por vezes o estado de alma, como eco libertador da consciência de quem joga ou assiste, dirige ou treina, julga ou comenta, pode gerar festa e tragédia, esperança e medo, dúvida e razão e da euforia ao conflito, como da paixão à agressão, vai a distância dum tempo favorável para a criação de situações conflituosas, dando lugar à euforia e à cólera perante as fases mais relevantes: marcação ou não de penalty, o golo marcado ou invalidado, a falta inexistente e o estádio transforma-se numa labareda de opiniões com efeitos por vezes dramáticos.
Cria-se à volta e por dentro do espaço de jogo um ambiente propício ao conflito, dado que proliferam escondidos nas próprias sombras, um contingente de inadaptados e marginalizados, que sempre estão dispostos a reincidir as regras do bom senso, incitando ao conflito, tendo ali uma boa oportunidade de provocar o tumulto. São como bestas humanas que se infiltram na multidão, estendendo tapetes de sangue por onde passam, cobrindo de luto a essência pacífica e emuladora que sempre o belo jogo deve promover.
Agressões de forma continuada a árbitros por parte de jogadores e adeptos, absurdas incongruências de ira e raiva portadoras de graves conflitos corporais entre assistentes, discussões acesas em alguns programas de comunicação social que nos entra pela casa dentro documentadas por imagens que enganam e disfarçam com a falta de vergonha como são expostas. Futebol, este belo jogo, também sugado pelo trânsito das palavras e das ideias, demente entre as pessoas que espreitam o conflito, dele se alimentam e se revisitam no espelho da própria ignorância … eis a loucura de trato misturada por uma linguagem rasca entre alguns figurões, prisioneiros pelas malhas da animalidade, grosseria e bestialidade.
É urgente e necessário tomar mediadas severamente punitivas para quem não é capaz de viver de forma social e pedagógica o compromisso do Fair – Play, que implica o respeito pelas regras, a garantia de cumprimento de um conjunto de deveres, obrigações e comportamentos, um modo de pensar e actuar, perante uma filosofia de vida que enriquece de forma exemplar a identidade individual ou colectiva, pelas manifestações de orgulho cooperante e participativo.
A título de exemplo, podemos apelar a um maior reforço de segurança, a identificação e imediata punição do agressor, eliminando-lhe o acesso ao recinto do jogo, (deslocando-se para o efeito à esquadra ou comando policial, possibilitando-lhe a audição em relato ou visualização do mesmo), formação e educação cívica e desportiva e trabalho comunitário congruente até à irradicação absoluta.
Creio que deste modo, estarão criadas as condições para deixarmo-nos envolver por este belo sentimento de amor ao Futebol, transferindo-o para um jogo fantástico, apelando a raros e únicos momentos de inspiração em movimento, onde a harmonia do gesto, insubordinado umas vezes, inspirador e ousado noutras, mas sempre emocionalmente excitante, nos confere.
Então sim, será apresentado o Futebol em jogo como arte, cultura, ciência e razão, gerado por uma fonte mobilizadora, onde possamos situar a dignidade da pessoa com a autenticidade do cidadão e de onde poderão ressaltar boas notícias … notícias de paz, de generosidade e duma inatacável honestidade de processos!..."

As declinações semânticas da bola

"Começa por uma proclamação simbólica, de carácter arquetípico: ela é esférica e a esfericidade é, como intuiu o próprio Parménides, expressão simbólica de uma infinitude, sem começo e sem fim: simboliza a própria redondeza do ser cuja propriedade é simplesmente ser! Mas a bola, como principal protagonista do jogo, ela é sinal de contradição: todos a querem ter e todos a querem acariciar – embora só uns tantos sejam entendidos neste tipo de carícias - , mas todos passam o tempo dando-lhe pontapés – ou pauladas, como no hóquei em patins ou no hóquei em campo! As equipas andam o tempo todo em busca dela, mas o que realmente se verifica é que não descansam enquanto não a vêem longe de seus domínios: ela gera simultaneamente os fenómenos de atracção e de rejeição.
As equipas têm horror que ela possa anichar-se caprichosamente nas redes do seu território definitivo e inegociável – a baliza (o gol, no Brasil) – mas festejam em delírio quando isso acontece nas redes do lado contrário do campo, um campo simultaneamente de batalha e ringue de Wrestling, de rijos gladiadores e de macios fiteiros: sim, a maior parte do tempo os soldados desta peleja entretêm-se a desentenderem-se da bola e a rebolarem-se, em estridente gritaria, na relva fofa desta versão urbana e sofisticada das guerras púnicas. A bola também como elemento de um exercício manhoso de simulação e engodo, algo que está convertendo, sobretudo o futebol, num espectáculo ilusório, o que seria bem fácil de contornar: um cronómetro que ignore, como no basquetebol ou no futsal, o tempo gasto com interrupções resolveria o escândalo.
Mas a bola, enquanto símbolo redondo do ser, encarna também, talvez por isso mesmo, a simbologia da sensatez, do juízo, daquilo que deve ser: fulano ou sicrano não bate bem da bola, isto é, ele não gasta da loja do bom senso – ele não é bom da cabeça, tendo esta como o último andar do edifício corporal onde supostamente está instalado o painel de comando – e sabemos todos os problemas clássicos dos últimos andares, sobretudo quando os prédios são muito altos. Por isso uma agressão em campo a um adversário implica que o autor se esqueça da bola e perca a cabeça – que sem cabeça não há jogo que se veja, que possa agradar aos espectadores.
Mas a bola é também motivo de qualificação performativa: dizer, por exemplo, que o Bernardo Silva “é bom de bola”, como ouço aqui no Brasil invariavelmente da boca dos exuberantes relatores, é afirmar que ele é particularmente habilidoso, com superiores qualidades técnicas, que é, enfim, um desses raros acariciadores justamente da redondinha. Neste caso, uma vez mais, a bola como signo cinético de uma perfeição que se busca na orla do infinito. Como na consagradíssima e brasileiríssima expressão “show de bola” que expressa de forma gutural e quase em registo de samba, que isso ou aquilo não poderia estar melhor, como tão gracil e sugestivamente o mostra o vendedor (brasileiro) de bolas de Berlim nas areias intermináveis de Monte Gordo, ou nas praias de Copacabana e Ipanema, onde curiosamente espontâneas equipas de vólei dão, nem mais, um grande “show” de bola!
A bola como metáfora em movimento de ventos ora benéficos ora maléficos: ela não vai à minha bola, ou seja, ela “deu-me com os pés” – pontapeou-me para longe do seu território, quanto mais longe melhor – como as equipas fazem, contraditoriamente, com a bola. A bola é a princesa da corte do jogo, pois encarna as qualidades de leveza, de perfeição, de amor – e todos se empenham em ostensivo galanteio: todos, tomados de tórrida paixão se perdem num infatigável exercício de sedução. É por isso que a bola simboliza também a dimensão empática e convivial do jogo: “eu vou à bola dele” (ou dela), querendo com isso enfatizar a simpatia que por ele ou ela nutro – sinal unitivo, de conciliação.
Atendo-nos em exclusivo ao futebol, verificamos que é um jogo contraditório,, paradoxal: tem na bola a sua menina dos olhos e desata aos pontapés a ela. Mais: reclama mestres da táctica, engenheiros que pensem um jogo que, paradoxalmente se joga com os pés, as extremidades mais afastadas da cabeça, onde se localiza o cérebro, alegadamente a sede desse pensar. O futebol é um jogo dúplice – por várias razões, mas sobretudo porque, reclamando a cabeça, ele se baseia no timus (thymus), na sede das emoções, o que faz com que amiúde se choquem a beleza geométrica do jogo e o excesso agonístico, o que acontece quando os agentes perdem a cabeça, quando passam a bater mal da bola.
E falta fazer referência à expressão que o meu querido leitor tem entalada na garganta; “baixa a bola (bolinha)”. E eu baixo, que não quero provocar nem pôr-me em bicos-de-pés. Expressão que conhece a seguinte variação: “bate a bola baixo”, isto é, “não faças ondas”. Não, não faço: não quero molhar ninguém!"

Quando os "golden boys" se transformam em "shadow boys"

"Por esta altura do ano começa-se já a falar da 15ª edição do "Golden Boy", prémio atribuído anualmente pelo diário desportivo italiano "Tuttosport" ao melhor jogador com menos de 21 anos a actuar na Europa.
Em 2016, Renato Sanches foi o feliz contemplado com o galardão e, em 2017, repete esta nomeação, partilhando agora o "palco dos possíveis candidatos" com os portugueses Rúben Neves, Rui Pedro, Diogo Dalot e José Gomes.
Alguns dos ex "golden boys" mais conhecidos são Lionel Messi, Wayne Rooney, Pogba, Fàbregas, Agüero, Van der Vaart e também Balotelli.
Contudo, e de posse destes dados, atendendo a que esta lista de nomeados chega quase aos 100 candidatos e que já vai na 15.ª edição, a reflexão que se impõe deverá ser:
Onde andam estes (se calhar) quase 1500 promissores talentos?
O caso paradigmático de Renato (o qual não irei comentar, por razões de natureza ética, mas que, por agora, faz lembrar os rumos de tantas outras "jovens promessas"), com a própria imprensa local a questionar a sua rara utilização, deveria fazer-nos parar e questionar todo este processo.
Estarão os Clubes e os "adultos significativos" destes jovens (encarregados de educação) a fazer, efectivamente, o seu papel no processo formativo dos mesmos?
Estarão focados em todas as dimensões da formação do atleta e do atleta como pessoa?
Ou, tal qual adeptos, perdem o seu foco na "contabilização" do número de assistências, remates e golos que estes conseguem fazer? No valor do seu passe?
Quantos destes atletas, projectados para um "aparente" sucesso, muitas vezes efémero, chegam a uma idade "adulta" (18 anos) com a devida preparação para lidar com a exposição associada ao sucesso, com as questões associadas à gestão financeira do seu património ou à própria gestão emocional que precisam fazer com os seus "entes queridos".
Quantos deste jovens não protagonizam apenas, uma espécie de "canto do cisme", onde após uma primeira transferência de grande visibilidade, acabam por se "esfumar" no clube que os acolhe, nunca dado continuidade ao talento outrora demonstrado?
Onde termina a responsabilidade dos clubes, dos pais... onde começa a dos próprios atletas que, muito frequentemente, aos 18 anos evidenciam uma imaturidade sócio-afectiva que os impede de ter o discernimento necessário para tomar a "decisão certa"?
A própria Premier League publicou no passado ano de 2016 um desconcertante estudo que aponta para o facto de que cerca de 60% dos seus atletas, 5 anos após o término das suas carreiras, se encontrarem na falência... financeira e afectiva, pois a taxa de desestruturação do agregado familiar e, até de consumo abusivo de substâncias (ex: álcool), é também ela, elevadíssima.
Estes dados são públicos e do conhecimento de uma larga maioria de intervenientes no contexto desportivo (dirigentes, treinadores, pais...) e, face a isto, o que tem sido feito?
A frequência com que chegam ao meu local de trabalho, "jovens promessas" cuja preparação para a vida e para a disciplina que os contextos de excelência exigem é francamente diminuta, é efectivamente elevada.
Frequentemente, e a titulo de mero exemplo, antes mesmo de me poder debruçar sobre os aspectos específicos do treino de competências psicológicas para a performance, torna-se emergente encaminhá-los para um nutricionista que os ensina a gerir o apport energético que têm que fazer para competir no máximo da sua capacidade. Na realidade, um especialista que, às vezes, tem que os ensinar até a fazer as compras necessárias, ajudando-os a reconhecer o que devem ingerir e onde comprar.
É que, sem "energia", qualquer treino de optimização da gestão emocional será sempre deficitário, face ao que poderia trazer ao desempenho do atleta.
Profissionais que trabalham no seu quotidiano em processos one-to-one, em contexto privado, dificilmente conseguirão ter o "impacto em massa" necessário.
Os grandes players que actuam neste segmento e que tem acesso directo aos atletas e, por essa mesma razão, Partilham em conjunto a responsabilidade da sua formação (pais, clubes, federações e outros organismos), Precisam, neste contexto, fazer um statement diferente, quanto mais não seja, e se não for pela preocupação com a pessoa que está por trás do atleta, por uma questão de aumentar as condições de sucesso daqueles que são o seu "activo financeiro":
- Maior diferenciação cognitiva (entenda-se, aposta genuína no plano escolar), maior educação da sua consciência corporal (fisio-nutricional) e maior destreza em processos psico-emocionais, associados à Pessoa e à optimização desportiva do atleta, resultarão sem dúvida, num maior retorno financeiro a médio-longo prazo, na medida em que teremos atletas com mais e melhores ferramentas para lidar com aquele que é, demasiadas vezes, um contexto extraordinariamente hostil: o da alta-Competição.
Se não o fizermos, continuaremos todos, a "instrumentalizar" miúdos em larga escala, negando-lhes, à partida, o conhecimento necessário para "sobreviverem" ao "pseudo-sucesso" para que são formatados.
Urge, sem dúvida, uma atitude diferenciada.
(nota: entenda-se "contexto hostil", nesta linha de pensamento, como qualquer contexto onde nos sintamos obrigados a performances de elevada exigência, sem que se observem as condições ideias para as mesmas, exemplo: ter que assumir o seu talento, num país, cultura e dialeto diferentes... num balneário repleto de rostos desconhecidos)"

História!

Emocionante !!!

A verdadeira cartilha

"Aparentemente, tem provocado grande ruído o facto de o Benfica enviar informação circunstanciada a alguns comentadores, pasme-se, afectos ao clube. Ainda não consegui perceber qual é exactamente o problema com este facto.
A semana passada, quando confrontado com a existência de tal informação, quer no Record, onde escrevo vai para quatro anos, quer na Sport TV+, onde comento desde o início do canal, fui claro na resposta, que recupero: "Cartilha só conheço a Maternal do João de Deus e o facto de um clube enviar informação sistemática é sinal de organização e de profissionalismo". Acrescentei que escrevo aquilo que penso e digo o que me apetece e que, para mim, é muito mais importante para formar a minha opinião as conversas quotidianas que tenho com outros grandes benfiquistas, os meus amigos Bernardo Azevedo, João Tomaz e Manuel Castro.
Este ponto é fundamental porque ajuda a perceber a verdadeira cartilha que rege os benfiquistas. Uma cartilha que firma um clube que não só existe para além de qualquer direcção, por natureza transitória no tempo e limitada no seu poder, como recusa qualquer tipo de culto da personalidade do Presidente, quem quer que ele seja. O Benfica de que me habituei a gostar, e que sinto como meu, é mesmo uma agremiação de inclinação popular, pluralista e com adeptos hipercríticos e de pendor pessimista face à performance desportiva. Quando no nosso estádio os cânticos forem a Presidentes ou nas bandeiras se vir a face de dirigentes, é a identidade do Benfica, clube de espírito democrático e nascido nos meios populares de Lisboa, que estará a ser afrontada. Bem sei que isto custa a perceber a todos aqueles que veem os outros à sua imagem e que, por isso, não hesitam em utilizar epítetos como 'avençados'. Tudo o que devo ao Benfica, e não é pouco, é do domínio imaterial: angústias diárias e emoção incontida nas vitórias.
Quem quiser fazer o exercício, que julgo penoso, de recuperar todos os meus textos no Record, concluirá que está perante um olhar não isento sobre o futebol e o Benfica em especial (afinal sou o sócio 8001 do Glorioso), mas também perante uma visão livre. Bem sei que para o lúmpen que pulula em redor do mundo do futebol seja difícil perceber que é possível ter uma filiação clubística inegociável, vibrar com as vitórias da nossa equipa, mas manter espírito crítico sobre a forma como a equipa joga ou até sobre as opções estratégicas que o clube toma. Não há opinião neutra e muito menos comentário higienizado. Os que me leem e ouvem sabem que sou – e, posso garantir, serei sempre –, com orgulho desmedido, benfiquista."

105x68... Falar daquilo que ninguém quer falar!!!

Benfiquismo (CDXXXV)

Rei...

A maior ameaça de sempre ao futebol

"Se tivéssemos ganho aquele jogo que perdemos em dezembro, agora bastava empatar este. Se aquela bola que bateu na trave tivesse entrado, o jogo seria totalmente diferente. Se o árbitro tivesse visto aquela falta, se calhar até nem perdíamos.
O futebol tem muitos «ses» e o mais normal é aparecer logo alguém a dizer que o «se» não interessa. Mas…e se? Já interessa? Interessa e muito.
E se aquele frango não tiver sido bem um frango? E se aquele passe falhado tiver sido, afinal, calculado com toda a precisão? E se aquela reviravolta não tiver sido incrível mas consentida? E se na bancada estiver alguém sentado conhecedor de resultado e marcha do marcador ainda o árbitro não tinha apitado para o início?
Enquanto meio país discute com o outro meio se foi fora de jogo ou não, se o penálti foi bem assinalado ou aquela bola entrou mesmo na baliza, um problema bem maior corrói, centímetro a centímetro, a estrutura que sustenta todo o fenómeno.
O problema das apostas é a maior ameaça de sempre ao futebol. Maior do que o doping, por exemplo. Nem um presidente incompetente, um director corrupto, um treinador mal intencionado e, muito menos, um jogador com pouco jeito têm capacidade para fazer tão mal ao desporto como a desconfiança.
Antes, o Liverpool recuperava de um 3-0 em 45 minutos e era só épico. Hoje fazem o mesmo e é de investigar. O 5-3 de Portugal à Coreia do Norte levantaria muitos sobrolhos houvesse apostas online na década de 60.
O problema central não é, assim, o que se ganha, o que se perde, se serão ou não apanhados. O maior golpe é mesmo a desconfiança. Que o imprevisto passe a ser sempre suspeito, o que fere de morte toda a lógica do futebol.
A sociedade actual acredita em cada vez menos coisas. Não há fé no amor, na amizade, no casamento, na boa vontade, na política, no jornalismo, na solidariedade. Olhamos para uma imagem à procura do Photoshop, ouvimos um cantor identificando os efeitos que a gravação levou.
Vemos uma prova de ciclismo à espera da contra-análise. Apresentam-se números de vendas e fala-se em «milhões da treta». Vê-se um erro de um árbitro e tenta-se logo descobrir intencionalidade.
Não há fé em nada e nem sequer entramos por caminhos religiosos.
Era mesmo preciso acrescentar o jogo da bola, até agora território sagrado?
É urgente uma solução que limpe de vez a dúvida e deve ser esse o foco dos responsáveis do futebol nos próximos tempos. Pois se deixamos de acreditar que aquele remate foi naquela direcção porque havia a melhor das intenções, mais vale fechar o campo e, como no velhinho jogo da rua, pegar na bola e levá-la para casa. Porque aí, pelo menos, todos suavam para ganhar e a única aposta que valia era a do vais ver como eu te ganho."

terça-feira, 11 de abril de 2017

Irado... e com razão!


PS: A única coisa que está a mais neste clip, é a comparação entre os tweets do João Gabriel com os post's e a intoxicação dos actuais directores de comunicação Corrupto e Lagarto... são em tudo diferentes... mas como é visível nas imagens, é aquela velha estratégia de meter tudo no mesmo saco! Aliás quem tiver a paciência de rever o programa todo, vai verificar que os comentadores Lagarto e Corrupto, defendem que o culpado do clima actual do Tugão é do Benfica!!!!!!

Benfiquismo (CDXXXIV)

Espírito Santo