Últimas indefectivações

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Sporting dividido em três

"De facto, ao despedir José Peseiro, primeiro, e ao dispensar Marcel Keizer, depois, Frederico Varandas criou a ideia de que a equipa podia fazer muito mais, só que estava mal orientada. Ou seja, enganou duas vezes os sócios. E ao prometer-lhes o que não era razoável, Varandas cavou a sua própria sepultura – estando agora a pagar as disparatadas expectativas que criou.

Neste momento, o Sporting não está dividido ao meio – está dividido em três.
De um lado, os apoiantes de Frederico Varandas, que são cada vez menos.
De outro lado, os apoiantes de Bruno de Carvalho.
Finalmente, os apoiantes dos candidatos derrotados, sobretudo João Benedito e José Maria Ricciardi, que são cada vez mais.
Diga-se que só os primeiros querem hoje que o Sporting ganhe; os outros fazem figas para que perca, para haver eleições ou para ficar claro que Bruno de Carvalho é que era bom.
Acontece que os apoiantes de Bruno de Carvalho deveriam estar calados. Por duas ordens de razões: porque foi ele que se suicidou, ao enveredar por um caminho sem saída, e porque é ele o principal responsável pelo estado a que o clube chegou. E não se vai levantar tão cedo. A nível emocional, a nível financeiro, a nível desportivo o Sporting está de rastos – e o descalabro foi sobretudo provocado por Bruno de Carvalho. Por isso, os seus apoiantes deviam ter hoje vergonha de aparecer à luz do dia. Deviam esconder-se.
Mas aqui começam as culpas de Frederico Varandas.
Tendo em conta o estado em que herdou o clube, o actual presidente devia ter exposto claramente a situação aos sócios e não dar-lhes a ilusão de que o Sporting estava bem e recomendava-se, a ponto de poder lutar pelo título de campeão.
De facto, ao despedir José Peseiro, primeiro, e ao dispensar Marcel Keizer, depois, Frederico Varandas criou a ideia de que a equipa podia fazer muito mais, só que estava mal orientada. Ou seja, enganou duas vezes os sócios. E ao prometer-lhes o que não era razoável, Varandas cavou a sua própria sepultura – estando agora a pagar as disparatadas expectativas que criou.
Quanto aos apoiantes de Benedito e Ricciardi, são apesar de tudo os que podem falar com mais à-vontade. Não lançaram o clube no caos nem foram responsáveis pelas más decisões deste último ano. Têm as mãos limpas.
E têm um futuro à frente, pois mais tarde ou mais cedo vai haver eleições, já que não é expectável que a equipa principal comece de um momento para o outro a ganhar tudo – e por cada derrota haverá mais lenços brancos em Alvalade. Assim, Benedito e Ricciardi terão em breve a oportunidade de se candidatar de novo.
Resta-me acrescentar que a sorte do Sporting é que ganhe o ex-banqueiro. Porque o momento é tão grave que não se compadece com boas vontades ou voluntarismos.
O Sporting vai lutar pela sobrevivência – e isso exige maturidade, personalidade forte e experiência da vida. Ora, nesse aspecto, o mais preparado é José Maria Ricciardi. Oxalá na altura em que Varandas cair ele ainda esteja interessado em pegar nos destinos do clube. Caso contrário, o futuro será negro."

Missão cumprida

"Na antevisão ao Cova da Piedade – Benfica, tínhamos vaticinado um Benfica focado e empenhado em fazer uma boa exibição para garantir a passagem à eliminatória seguinte da Taça de Portugal. Foi o que se passou na passada sexta-feira, com Bruno Lage a destacar a seriedade com que a nossa equipa abordou a partida ao longo dos noventa minutos.
Todos conhecemos as habituais dificuldades sentidas após as paragens para os compromissos das selecções e o nosso histórico recente frente a clubes de escalões inferiores na fase mais prematura desta competição (Montalegre, 1.º Dezembro, Real Massamá, entre outros, já para não referir a eliminação de sete primodivisionários nesta ronda, todos por clubes de escalões inferiores).
A nossa equipa fez o que lhe competia, contrariando a tendência dos últimos anos, e obtendo, assim, uma vitória confortável, marcando quatro golos e não permitindo sequer oportunidades de golo ao adversário. Foi uma vitória justa que, não obstante a facilidade, em teoria, da partida, deixou indicações positivas.
A rotatividade no onze promovida por Bruno Lage não afectou o rendimento ofensivo, nem a solidez defensiva da equipa. Houve vários jogadores, entre os menos utilizados, a terem a possibilidade de adquirir ritmo competitivo (destaque para regresso, após lesão, de Florentino). A destacar, também, a dinâmica ofensiva que permitiu a criação de muitas oportunidades de golo. E a veia goleadora de Pizzi e Vinícius (o primeiro já chegou aos dez golos esta temporada, o seu máximo numa época é quinze).
Mas houve muito Benfica neste fim de semana, com vitórias de todas as nossas equipas principais das modalidades de pavilhão e, também, dos vários escalões de formação de futebol (exceptuando os juniores que, com excesso de pontaria aos postes, empataram com o Sporting em Alcochete 2-2). 
Aconteceu também um marco histórico no futebol feminino português. A vitória concludente, por 3-0, frente ao Sporting no estádio da Luz foi presenciada por 12812 espectadores, estabelecendo o recorde de assistências em competições oficiais.
A vertente feminina do futebol está em franco desenvolvimento em Portugal e o Benfica está, como não poderia deixar de estar, na linha da frente desse percurso ascendente e irreversível que a todos nos deve motivar e orgulhar."

31 de Junho !!!

"Seguem animados os dias do Sporting. Parece uma competição a ver quem prejudica mais o clube, e vão todos empatados em 1.º lugar. Não se salva ninguém: dirigentes, treinador, jogadores, departamento jurídico, adeptos, claques... Reparemos nesta sequência:
1. Silas, que precisa de tempo para implementar as suas ideias, manda antecipar o jogo com o Alverca.
2. Em vez de aproveitar o jogo para rotinar a equipa nas novas dinâmicas em ritmo competitivo, apresenta um onze de segundas linhas.
3. A equipa é eliminada com estrondo da Taça de Portugal, por 2 golos de diferença, frente a um clube do Campeonato de Portugal.
4. Silas acaba a mandar bocas ao melhor jogador, que jogou como quis e cagou no que era suposto ter feito, abrindo desde logo um foco de tensão que não pode resultar em coisa boa.
5. Os adeptos aumentam a contestação, há escaramuças em Alverca.
6. Como se não bastasse a derrota no campo, a direcção de Varandas tenta ganhar o jogo pateticamente na secretaria, contestando a utilização de um jogador do Alverca, baseando-se num regulamento que... não diz respeito à Taça de Portugal.
7. Numa partida de futsal, as claques presentes no Pavilhão João Rocha alheiam-se do jogo para invectivarem Varandas. Há relatos de invasão da tribuna, agressões, vandalismo do automóvel de um dirigente e reforço policial. Varandas sai escoltado do recinto.
8. O Alverca reage à queixa do Sporting com humor e superioridade, sublinhando o amadorismo de quem lavra o protesto.
9. Depois do sururu no pavilhão, o clube anuncia o rompimento do protocolo com as claques, num comunicado que repete o amadorismo de comunicados anteriores, inventando o dia 31 de Junho do calendário varandiano.
10. Claqueiros não se conformam com a perda dos privilégios e prometem, nas redes sociais, tornar a vida de Varandas um inferno. Nós terminamos esta sequência no ponto 10. O clube deve terminar, profetizamos nós, aí pelo 31."

Benfiquismo (MCCCXXIX)

Projecto...

A festa da Taça

"O Benfica encarou o jogo frente ao Cova da Piedade com a humildade necessária

1. A festa da Taça já determinou, até ao momento em que escrevo, a eliminação de cinco equipas da primeira Liga. Com estrondo foram afastados o Sporting e o Vitória de Guimarães. E por duas equipas, e dois clubes, que me dizem algo. O Alverca que há largos anos acompanhei em termos jurídicos e o Sintra Football que vi nascer e que tem subido, num ápice, nos diferentes escalões do nosso futebol. E ambos com direcções dinâmicas e apaixonadas e o Alverca com uma SAD que claramente quer apostar forte em termos de futebol português. Depois Farense, Académica e Feirense eliminaram Aves, Portimonense e Tondela o que evidencia uma competitividade crescente entre a primeira e a segunda liga e, diria, um equilíbrio que reflecte uma mudança de paradigma no nosso futebol. O Benfica encarou o jogo frente ao Cova da Piedade com a humildade necessária e mostrou que tem todas as condições para entrar, com confiança, no primeiro ciclo infernal de jogos que irá até aos primeiros dias de Novembro. Para já terá a final frente ao Lyon. Jogo decisivo para as legítimas aspirações europeias da equipa liderada por Bruno Lage. E tal como o Benfica a próxima semana terá que ser uma semana em que Portugal entre na Europa. Pelo menos em termos de futebol. Aqui tem de haver um Portugal in! Já que em termos britânicos o Brexit é mar de incertezas!

2. Esta terceira eliminatória da Taça de Portugal arrancou, com terrível estrondo, na quinta-feira em Alverca e termina hoje em Matosinhos no princípio da noite deste domingo. Terá nove jogos objecto de transmissão televisiva o que representa uma verdadeira revolução. Quatro foram repartidos pela RTP e pela Sport TV e os outros cinco, tal como já ocorrera na anterior eliminatória, foram (ou serão) objecto de transmissão pelo novo Canal 11, o canal da Federação Portuguesa de Futebol. E neste domingo, logo de manhã, teremos o Águias de Moradal - Vitória de Setúbal e no final da tarde o saudado Beira-Mar - Marítimo e o referenciado Leixões a defrontar o Praiense. Ou seja o 11, canal, vai ao distrito de Castelo Branco, a Oleiros, em rigor ao complexo do Ventoso - no Estreito - para levar a todos a prova rainha do futebol português. Como tinha estado na segunda eliminatória na pitoresca Rabo de Peixe, ali em São Miguel, para nos proporcionar uma disputada partida, onde o Académico de Viseu ganhou com dificuldade. Constatamos, assim, que a realidade televisiva está a mudar. Melhor se está a modificar como decerto o presidente Fernando Gomes teve oportunidade de referenciar se saúda - com os principais clubes portugueses. Além da competitividade do nosso futebol a questão da centralização dos direitos televisivos estará, de novo, na ordem do dia. E nas vésperas da apresentação das linhas programáticas do novo Governo e na antevéspera de uma reformulação europeia das competições de clubes com inevitáveis consequências nos respectivos exclusivos televisivos. O certo é que hoje só há Taça de Portugal no canal 11. Os quatro grandes já jogaram e, aí a RTP - para o ano a TVI! - e a Sport TV já transmitiram os respectivos jogos.

3. Na passada segunda-feira assisti, ao vivo, ao Ucrânia - Portugal. Graças à simpatia e à fraternidade do Arunas Pukelis, também vice-presidente da Federação de Futebol da Lituânia, e na companhia envolvente e sempre inspiradora do Bruno, do Pedro e do Paulo, e rodeado de apaixonados ucranianos, vibrei com o golo 700 de Cristiano Ronaldo e sofri com a derrota de Portugal. Mas percebi, desde a manhã desse dia, que seria um dia especial para a Ucrânia. A capital respirava festa e as bancadas amarelas e azuis eram milhares. Era feriado, decerto. E percebi, assim, informando-me, que era o Dia do Defensor da Ucrânia e que só é comemorado, por razões óbvias, desde 2015. O sentimento de patriotismo sentia-se em cada fila das bancadas. E percorria todo o estádio, totalmente esgotado. Os militares, através de altas patentes, estavam representados na primeira fila da tribuna presidencial. E percebemos que há, aqui, uma guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Assumida e não ignorada. Há uma guerra que atingiu directamente mais de um milhão de pessoas e a Ucrânia sabe que é um estrangeiro próximo para a Rússia e um território que a União Europeia e a NATO não querem - não podem! - abandonar. A festa no final do jogo, com o apuramento directo da Ucrânia para o europeu de 2020, e logo com uma vitória face ao campeão europeu em título. Portugal, foi imensa e intensa. Houve fogo de artifício e um concerto no estádio de um dos cantores do momento da Ucrânia! Aquilo que os responsáveis ucranianos consideravam quase que impossível concretizou-se: a vitória e o justo apuramento. E tudo aconteceu nesse Dia do Defensor da Ucrânia. E, aqui, a palavra patriotismo é a palavra certa. Nós, aqui neste rectângulo onde o ponto mais ocidental do continente europeu (Cabo da Roca), não sentimos - e muitos não percebem e não entendem - este patriotismo que percorre alguns Estados da grande Europa. Foi graças ao futebol que, para além dos livros e das leituras, senti, antes na Lituânia e agora na Ucrânia, o sentimento profundo de Pátria. E nela está a bandeira e o hino, a língua a também a moeda, os símbolos e as referências. E devo, daqui, um agradecimento penhorado ao Arunas Pukelis, e à sua família. Na certeza que em meados de Novembro lhes proporcionaremos a possível retribuição. Nós que somos a marca da primeira vaga de globalização que o Mundo conheceu! E que no futebol estamos no topo!

4. Sabemos todos que a vida é variedade. Como também a vida é um viajante. Esta semana deixou-nos o Senhor Rui Jordão. Vibrei com ele, e muito, no Benfica e sofri com ele envergando a camisola do Sporting. Aqui com uns colegas marcantes como António Oliveira e Manuel Fernandes. E num tempo em que Yazalde era uma referência em Alvalade. A gazela africana, de Benguela, acompanhou a minha transição do Colégio Militar para a Faculdade de Direito. Recordo um Sporting - Benfica - em Março de 1974 - com uma saborosa vitória do Benfica liderado por Fernando Cabrita por cinco a três com golos de Nené(2); Humberto, Vítor Martins e Jordão! E uma equipa onde estavam Toni e Simões, José Henrique e Diamantino, Vítor Baptista e Artur, entre outros. Ele que jogou, ainda, com Artur Jorge e Jaime Graça e que era de uma simpatia pessoal cativante. Como alguns dos seus quadros bem evidenciam. Já que cá ficam e neles está o seu traço e as suas cores, a sua vivência e os seus sentimentos. Que a sua pintura retrata e bem expressa. Mas jamais esquecerei aquela meia-final do Europeu de 1984 contra a França, que vivi ao vivo, e os seus golos, o prolongamento... e o golo que nos afastou da final... de Platini. Rui Jordão merece que aqui recordemos José Marti: «A morte é uma vitória, e quando se viveu bem o caixão é um arco do triunfo»!

5. Ontem no Estádio da Luz, um estádio emblemático, disputou-se um Benfica - Sporting em futebol feminino. Acredito que o mau tempo afastou muitos adeptos. Mas o que sabemos é que assistiram à justa e merecida vitória das benfiquistas 12.812 espectadores, ou seja, um recorde em Portugal no que concerne a jogos oficiais de futebol feminino. E na televisão, no referenciado Canal 11, foram decerto centenas de milhares a vibrar com o jogo e as suas incidências. Para alegria, merecida, da estrutura da Federação e da direcção do canal, e logo, do Tiago Craveiro e do Nuno Santos. Por mim a partir do sempre acolhedor e cativante Montebello Vista Alegre - que merece sempre uma nova visita e uma farta degustação! - fica a nota que o futebol feminino está a conquistar, a passos largos, novos e novas adeptas."

Fernando Seara, in A Bola

De vergonha em vergonha?

"O FC Porto não facilitou e despachou o Coimbrões, fazendo aquilo que um grande deve fazer quando defronta equipas que lhe são tão inferiores: entrou a todo o gás, resolveu nos primeiros 15 minutos e depois geriu. Juntou-se assim, o dragão, a Benfica e SC Braga na próxima ronda da Taça de Portugal, de onde caiu, com estrondo, o Sporting. Ou não? Soube-se ontem que pode, afinal, não ser bem assim. Terá encontrado o departamento jurídico dos leões uma nesga de esperança numa suposta utilização irregular de Luan, médio do Alverca que tinha sido expulso no jogo anterior, a contar para o Campeonato de Portugal. Haverá, é certo, adeptos do Sporting que se sentirão mais envergonhados por estar a Direcção a tentar ganhar na secretaria o que vergonhosamente perdeu no campo. Mas enfim, há regulamentos e, se o Sporting entende que não foram cumpridos e que por isso foi prejudicado, pode protestar, esteja do outro lado o Alverca ou o Benfica. A questão que se coloca, apresentada que foi a queixa, é se tem plena certeza Frederico Varandas (ninguém avançaria sem a sua autorização) que pode ganhar. Porque, convenhamos, se não lhe for dada razão, esta derrota na secretaria será ainda mais humilhante do que aquela que a equipa de futebol sofreu no relvado em Alverca...

PS - As claques leoninas voltaram ontem a manifestar-se contra Varandas, numa estratégia de guerra aberta que visa aproveitar o momento frágil do presidente. As razões para este ambiente são conhecidas. Espera-se, para o bem do Sporting e de todos os outros clubes, que, se tiver de cair, Varandas não caia por causa das claques..."

Ricardo Quaresma, in A Bola

O Funambulismo

"Em certas modalidades, em vez de se cronometrar a velocidade deveria cronometrar-se a lentidão

Marcha bem acima do solo
1. Leio que o «maior funâmbulo do século XIX foi Jean François Gravelet (1824-1897) que atravessou as cataratas de Niágara numa corda de 76mm». 76mm mal dá para pousar a parte de trás do pé. Trata-se, portanto, de colocar todo o peso em setenta e seis milímetros de solo pouco sólido, a corda. Porém, não pode ser, na verdade, todo o peso sobre a corda pois assim o funâmbulo cai. O peso tem de ser distribuído, mas de uma forma louca, demente: parte do peso cai sobre aqueles 76 milímetros, a outra pare do peso do corpo é dirigida para o ar, para o espaço vazio. Como é que o ar suporta peso? não sabemos. Como é que o espaço vazio, o velho ar não de deixa cair, a um sujeito que não é um pássaro? também não sabemos. Mas sim, é isso: uma corda de 76mm para Jean Gravelet, mais conhecido como Charles Blondin.
A corda, especifica ainda o livro dos recordes do Guiness, tinha 335 metros de comprimento.
Pois bem, não é corrida de cem metros, nem sequer uma corrida de velocidade de 335 metros porque as velocidades do funâmbulo, que esta 48,75 metros acima do nível das águas, ou melhor, a 48 metros acima do solo duro, não podem ser as mesmas de um velocista. Trata-se de uma corrida lenta. Uma marcha, uma marcha lenta.

Corridas de lentidão
2. Em certas modalidades em vez de se cronometrar a velocidade deveria registar-se a lentidão. E sim, há certas sujeitos, certos atletas, certos jogadores de futebol tão lentos que não fazem corridas de velocidade, mas sim de lentidão. De qualquer maneira, não vamos dizer os nomes.
Na verdade, é curioso pensar-se nisso: o mesmo instrumento, o cronómetro, mede e contabilidade a velocidade e a lentidão. O que é quase inaceitável, diz Jonathan, um amigo. Deveria existir um cronómetro para medir a rapidez e um outro aparelho completamente diferente para medir a lentidão. Por exemplo, uma ampulheta já é um instrumento mais apropriado para medir a lentidão.
A corrida de certas atletas seria contabilizada pelo cronómetro, enquanto a de outros atletas mais lentos seria registada pela ampulheta, eis uma proposta. Ou mesmo, no limite, para os muito, muitíssimo, lentos, as suas corridas seriam medidas pela luz do sol. A velocidade do sol basta para os muitos lentos.
Sol: uma espécie de cronómetro antigo que funciona sempre, não avaria; cronómetro sem motor e sem uma precisão por aí além, mas sol é sol.

O recorde de Baldwin
3. Pois, mas voltemos a essa corrida lenta, o funambulismo: andar em cima de uma corda muitos metros acima do solo é uma corrida, ou marcha, que quer ao mesmo tempo percorrer 335 metros de comprimento e não cair. E de facto é isto: uma corrida que quer evitar a queda passa a ser mais mental do que física. Não acelerar mais do que um limite perigoso, tal exige uma concentração absoluta.
Um dos mais velhos funambulistas, talvez o mais velho, foi um tal de William Ivy Baldwin (1866-1953) «que atravessou South Boulder Canyon, Colorado, USA, num arame com 97,5 metros de extensão, sobre um abismo de cerca de 381 metros» no preciso dia do sei 82.º aniversário: 31 de Julho 1948. Uma notícia que impressiona. E uma idade que impressiona ainda mais.

Envelhecer em cima do solo
4. - É curioso pensar nisto - diz o meu amigo Jonathan - à medida que se vai envelhecendo o andar diminui de velocidade e, no limite, o solo torna-se semelhante a uma corda colocada bem acima do chão. O solo parece que fica mais alto e a queda mais perigosa. O muito idoso caminha no solo parecendo que vai cair; corre um certo perigo e por isso transforma-se, de certa maneira, num funâmbulo sobre o solo, um funâmbuo rodeado de chão por todos os lados. E sim, em redor do idoso muito vagaroso, há perigo, o perigo da queda.
Para todos nós, a vida um pouco isto: envelhecer é semelhante a uma aprendizagem de funâmbulo: aprende a andar com cautela, senhor e senhorita, como se o solo fosse uma corda estreita.
Eis o envelhecimento: a arte do funâmbulo."

Gonçalo M. Tavares, in A Bola

Senhor Jordão

"Caro Rui Jordão (aliás, Sr. Jordão).
Ao ouvir a notícia da sua mort, as primeiras ideias que me apanharam foi a da sua imortalidade e a de poder dizer o que Galeano disse de Muller sendo uma coisa a razão de outra:
- ... disfarçado de avozinha, ocultos os caninos e as garras, sem que, às vezes, alguém desse por isso, deslizava, lobo mau, até à grande área, diante das balizas lambia os beiços, a rede era a renda de noiva de uma menina irresistível - e, liberto do disfarce, lançava a mordida...
Estranho (ou não) logo se soltou, de dentro da minha cabeça, voz a lembrar-me gente que julgava mais marcante do que você (no futebol português):
- Do Ronaldo e do Eusébio, do Figo e do Chalana, do Futre ou do Deco nem é preciso falar...
e, como se me atordoasse com o rol, foi atirando, no seu clamor, ao rodopio:
- ... e ainda há o Artur José Pereira e o Pinga, o Peyroteo e o Travassos, o Águas e o Matateu, o Coluna e o José Augusto, o Hilário e o Simões, o Alves e o Humberto, o Oliveira e o Bento, o Nené e o Gomes, o João Pinto e o Vítor Baía, o Paulo Sousa e o Rui Barros, o Couto e o Rui Costa, o João Vieira Pinto e o Pauleta, o...
Não, não lhe permiti mais, perguntei-lhe apenas (a essa voz vinda do fundo menos emocional de mim) se se esquecera do Woody Allen ter dito, certa vez:
- Eu não quero alcançar a imortalidade através da minha obra, eu quero tornar-me imortal sem ter de morrer...
e rematei a questão como você rematava a bola que lhe chegava aos pés em flor e de lá saia em fogo nunca fátuo, exclamando-lhe (a essa voz vinda do fundo menos emocional de mim):
- Nesse meu recanto em que o coração tem razões que a razão pode não compreender (ou não querer compreender) Jordão já vivia imortal sem ter de morrer. E assim continuará, por lá, sem que eu esteja interessado em descobrir, caro Rui Jordão (aliás, Sr. Jordão), em que número ou que escala você está nessa imortalidade - a jogar eterno em mim como Galeano pôs Muller na sua poesia."

António Simões, in A Bola

Lei da Segurança no Desporto (II)

"A semana passada demos conta de algumas novidades trazidas pela Lei n.º 113/2019, que procede a alterações ao regime jurídico da segurança e combate ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos. Uma das principais novidades é a introdução do artigo 16.º - A, que institui a criação de zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos.
Diz o artigo que nos recintos onde se realizam espectáculos desportivos integrados nas competições desportivas de natureza profissional considerados de risco elevado, são criadas zonas com condições especiais de acesso e permanência nas zonas referidas são reservados apenas aos adeptos detentores de título de ingresso válido e do cartão de acesso a zona com condições especiais de acesso e permanência de adeptos. Estas zonas especiais devem ter entrada exclusiva, não permitindo fisicamente a passagem dos espectadores para outras zonas e sectores, e garantir o acesso a instalações sanitárias e serviços de bar.
A utilização de megafones e instrumentos productores de ruídos, bem como de bandeiras, faixas, tarjas e acessórios, de dimensão superior a 1m por 1m, é permitida nas zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos, sendo que a utilização destes materiais é sujeita a aprovação conjunta por parte do promotor do espectáculo desportivo e das forças de segurança e serviços de emergência.
O incumprimento destas regras implica, para o promotor do espectáculo desportivo, a realização de espectáculos desportivos à porta fechada, sanção a aplicar pela Autoridade para a Prevenção da Violência no Desporto."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Normalíssimo...!!!


PS1: E só não ganhamos em Juniores, no relvado de Alkacete, (2-2), porque enviámos três bolas aos ferros, e a Lagartada marcou um golo metros em fora-de-jogo!!!

PS2: Destaco também a vitória do Rugby sobre o Técnico...!!!

domingo, 20 de outubro de 2019

Demolidora

"A equipa de futebol feminino do Benfica tem protagonizado um início de época digno de registo. As “águias” começaram por derrotar o Sporting Clube de Braga, actual campeão nacional, por 1-0, na Supertaça e apresenta um registo totalmente vitorioso na Liga BPI, a principal divisão de futebol feminino nacional, com um pleno de quatro vitórias em quatro jogos, somando 41 golos marcados e zero golos sofridos.
A mais recente vítima da equipa comandada por Luís Andrade foi o eterno rival, Sporting, que perdeu por 3-0, em jogo a contar para a quarta jornada do campeonato nacional. O dérbi teve uma assistência de 12,812 adeptos, número recorde de espectadores num jogo oficial de futebol feminino em Portugal.
Demolidora. Talvez seja a palavra que melhor descreve a equipa de futebol feminino do Benfica. Se na época transacta as encarnadas “passearam” pelo segundo escalão do futebol nacional, este ano o cenário parece ser similar. As jogadoras apresentam uma qualidade técnico-táctica amplamente superior à maioria das adversárias, justificando assim as sucessivas goleadas da equipa da Luz. Denotar que o Benfica acabou a época passada com um registo de 452 golos marcados e seis golos sofridos, números que demonstram clara superioridade face aos restantes adversários.
No meio da supremacia vermelho e branca, há que destacar uma jogadora em particular: Darlene. De fino recorte técnico e de uma capacidade de finalização assombrosa, a ponta de lança canarinha é a figura de destaque nas “águias”. Em duas épocas de Benfica, Darlene soma 119 golos, tornando-se numa peça fulcral no futebol praticado pelas encarnadas.
A equipa de futebol feminino do Sport Lisboa e Benfica tem vindo a assumir-se como uma das equipas mais fortes no panorama desportivo nacional. Com a sua criação, em 2018, as “águias” vieram acrescentar competitividade e qualidade ao “desporto-rei” feminino nacional, tornando a luta pelo título de campeãs nacionais mais intensa e aguerrida."

Uma tonteria

"E o próprio António Costa, que tantas vezes aparece ao lado de Luís Filipe Vieira no Estádio da Luz, estará com isso a ‘instrumentalizar o Benfica’ para angariar votos?

«Somos um pequeno grupo de benfiquistas que vem por este meio expressar indignação perante um facto que já passou todos os limites: André Ventura usou e usa o Benfica para criar uma persona política. A instrumentalização política do Benfica é errada por princípio. Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente anti-sistema e xenófobo […] O Benfica é o clube mais popular de Portugal, é de ricos e pobres, de brancos e negros, de muçulmanos e ciganos. A direcção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica».
Assim reza um documento assinado por cinco ‘notáveis’ benfiquistas: Henrique Raposo, Jacinto Lucas Pires, José Eduardo Martins, Pedro Norton e Ricardo Araújo Pereira.
Leio e não acredito.
Tenho estima por alguns dos subscritores e custa-me a crer que se tenham envolvido numa tonteria destas. Basicamente, dizem que André Ventura ‘instrumentalizou’ o Benfica e que o Benfica se devia demarcar dele porque é ‘xenófobo’.
Em primeiro lugar, Ventura instrumentalizou o Benfica como? Apareceu na campanha com um cachecol do Benfica ou terminava os discursos gritando ‘vivas’ ao Benfica?
Parece que não.
A instrumentalização dever-se-á, pois, ao facto de ser comentador desportivo afecto ao Benfica. Mas por isso não tinha o direito de se candidatar a deputado? Telmo Correia, Diogo Feio, Santana Lopes, Hélder Amaral, Nuno Magalhães, Rui Gomes da Silva e muitos mais, que são ou foram comentadores futebolísticos, estão impedidos de se candidatar a deputados?
E o próprio António Costa, que tantas vezes aparece ao lado de Luís Filipe Vieira no Estádio da Luz, estará com isso a ‘instrumentalizar o Benfica’ para angariar votos?
Em segundo lugar, o Benfica devia demarcar-se de Ventura, como? Fazendo um comunicado a dizer: «Atenção que este senhor não representa o Benfica»?
Mas isso já se viu alguma vez?
Ou deveria mesmo expulsá-lo de sócio, com a alegação de ser ‘xenófobo’?
Mas alguém já foi expulso do clube pelas suas posições políticas?
Francamente, não se vê como o Benfica poderia ‘demarcar-se’ de André Ventura.
E se o fizesse, teria de se demarcar de muita gente…
Em terceiro lugar, custa-me perceber a ‘indignação’ de Ricardo Araújo Pereira.
Não tendo ele problemas em votar no PCP, que apoiou os crimes de Estaline e apoia ditaduras como a da Coreia do Norte e da Venezuela, tem problemas em ser do mesmo clube de André Ventura? Isto faz algum sentido?
Ou será que Araújo Pereira nega os crimes do estalinismo e os atropelos aos direitos humanos de Maduro e Kim Jong-un?
E, já agora, aos outros quatro subscritores da carta não lhes fez comichão subscreverem um documento ao lado de uma pessoa com as posições políticas de Araújo Pereira?
Ou a indignação só funciona para a direita e não para a esquerda?
Em quarto lugar, os subscritores da carta não perceberam uma coisa básica: ela só beneficiou André Ventura.
Aliás, os ataques de que Ventura tem sido alvo um pouco por toda a parte só o beneficiam, porque além de lhe darem visibilidade revelam receio. Quem o ataca mostra medo dele.
E isso só aumenta a sua importância.
Nessa medida, esta carta foi um ato muito pouco inteligente. Os seus efeitos foram exactamente opostos ao objectivo pretendido.
Em quinto lugar – e muito mais grave do que tudo o resto – esta carta levou a política para dentro do Benfica.
Até aqui, no Benfica não havia partidos: comunistas, socialistas, sociais-democratas, centristas, esquerdistas, fascistas sentavam-se lado a lado nas bancadas da Luz sem preconceitos políticos.
Eram todos benfiquistas, ponto final.
Ora, esta carta veio criar clivagens entre os benfiquistas.
«Eu não quero estar ao lado deste senhor, porque é fascista».
«Eu evito sentar-me ao lado daquele, porque é comunista».
«Eu recuso-me a vestir a mesma camisola daqueloutro, porque é homofóbico».
Se entrarmos por aqui, nunca mais paramos.
Por todas estas razões, a carta do ‘pequeno grupo de benfiquistas’ foi uma enorme tonteria, como comecei por dizer.
Não se percebe o que diferencia Ventura dos outros comentadores desportivos que se candidataram a deputados.
Não se vê como o Benfica poderia demarcar-se dele.
Não se compreende a ‘indignação’ de Araújo Pereira.
Além disso, a carta teria sempre efeitos opostos aos pretendidos e levou indesejavelmente a política para dentro do clube.
Nesta questão, o Benfica teve mais tino. Não se demarcou de André Ventura, como sabemos – mas demarcou-se dos subscritores da carta, respondendo-lhes aliás laconicamente.
Era o que mereciam."

Nota de condolências

"O Sport Lisboa e Benfica apresenta as mais sentidas condolências pelo triste falecimento de Sequeira Andrade, nosso antigo dirigente e ex-director do jornal O Benfica.

Dirigente dedicado e um dos nossos mais antigos sócios – faria 75 anos de associado em 2020 –, distinguiu-se pela sua actividade na secção de Atletismo do nosso Clube, num percurso de intensa actividade em prol da promoção do desporto.
Sequeira Andrade (91 anos), jornalista de eleição, integrou ainda os órgãos sociais da Federação Portuguesa de Atletismo. Estudioso da modalidade, publicou diversos e pertinentes livros neste âmbito."

Segredo estava nas combinações

"Cova da Piedade quis obrigar o Benfica a jogar por fora, mas águias descobriram o caminho

Benfica igual, Cova diferente
1. O Benfica apresentou-se na sua forma habitual, em termos de organização e dinâmica defensivas e ofensivas, apesar da mudança de alguns intérpretes. A ideia, obviamente, era dominar o jogo: ofensivamente através de alternância entre o jogo interior e o exterior; defensivamente a tarefa passava por reagir rápido à perda de bola para travar os possíveis contra-ataques do adversário.
Já o Cova da Piedade alterou a sua forma de jogar, apostando numa linha de cinco defesas com três centrais e à frente uma linha de quatro com bloco baixo e espaço reduzido entre as duas linhas, ficando o avançado Yuhao Liu entre os centrais do Benfica. A ideia era retirar espaços nas costas da defesa e entre as linha média e defensiva, por forma a causar dificuldades ao jogo das águias.

A ironia das transições
2. O Cova da Piedade até esteve bem defensivamente até ao primeiro golo do Benfica (neste tipo de jogos a estratégia dos mais pequenos passa sempre por jogar com o relógio e retardar ao máximo o primeiro golo adversário, por forma a que este possa enervar-se a perder lucidez), mas importa referir que, ironicamente, face à estratégia utilizada, ia sofrendo dois golos através de transições, nas poucas vezes em que se expôs, a primeira numa recuperação de bola do Benfica no meio-campo, a segunda numa perda de bola do central Aleff, mas Pizzi e Vinícius, respectivamente, ambos isolados na cara do guarda-redes, não aproveitaram.

Não é com cruzamentos
3. Aspecto importante: perante uma linha de cinco defesas com três centrais não é com cruzamentos para a área que fica mais fácil fazer golo (esse é precisamente o objectivo de quem defende), mas sim trabalhando e forçando o jogo interior através de combinações directas e indirectas. Pizzi e Grimaldo eram os jogadores que estavam a interpretar melhor essa necessidade, tentando ao chamadas tabelinhas naquilo que chamo de jogo interior pelas meias (a zona entre as laterais e o centro). Foi exactamente numa dessas combinações, no caso entre Pizzi e Vinícius, que o Benfica fez o 1-0 - há um Benfica com Pizzi e outro sem Pizzi, precisamente pela importância que tem nestes movimentos, por ser o jogador do Benfica que melhor interpreta esta dinâmica.
Esse golo desbloqueou o jogo e a tarefa do Benfica ficou ainda mais facilitada logo no início da segunda parte, com o 2-0. Com os encarnados confortáveis no jogo, o Cova da Piedade ainda retirou um central para colocar um médio, visando tapar mais o corredor central, mas a opção não se revelou eficaz e o Benfica, mesmo gerindo após o 3-0, chegou ao 4-0. Uma vitória justa.
Em termos ofensivos o Cova da Piedade foi uma equipa pouca incómoda, mas importa dizer, porque parece ter passado despercebido, que a única ocasião clara de golo da equipa foi anulada por um fora de jogo que não existiu."

Filipe Rocha, in A Bola

Cadomblé do Vata (Lagartices #98989724)

"Resumo das últimas 24 horas do Sporting CP: perderam no Seixal em sub 23; perderam na Luz em femininos; tentaram ganhar a uma equipa do 3º escalão na secretaria; o presidente teve que fugir do Pav. João Rocha escoltado pela polícia... o saudosismo brunocarvalhista é estúpido e um tremendo desrespeito pela excelente peça humorística que Frederico Varandas está a levar à cena no Campo de Jogos Cristiano Ronaldo."

Isto não é jornalismo, é lixo

"O que aliás não surpreende, estamos perante o jornal oficioso da Torre das Antas, que visa de forma clara e intencional, encetar e promover uma campanha de perseguição ao jogador espanhol, Raúl de Tomás, procurando deste modo minar e destabilizar o balneário do SL Benfica.
Nada de novo. Quem não se lembra na época passada da divulgação dos contratos dos jogadores Ferreyra e Castillo? (caso esse ainda por explicar)
O modus operandi é sempre o mesmo. De forma ilícita ou utilizando o controlo total que detém na comunicação social, atacar ou provocar, de diferentes formas, o Sport Lisboa e Benfica e todos os seus profissionais.
Neste caso em específico, a unica coisa que temos de questionar, é até quando o SL Benfica vai continuar a ser permissivo com este e outros orgãos de comunicação social, que têm uma agenda concertada e deliberada anti Benfica?"

Benfiquismo (MCCCXXVIII)

Branco imaculado!

Superiores...

Benfica 3 - 0 Sporting


Triunfo que peca por escasso!!! Temos melhor equipa, sem qualquer dúvida... e se não fosse o talento individual de uma ou duas jogadores do Sporting na defesa, se calhar tínhamos tido mesmo uma cabaçada histórica!!! O 1.º golo veio 'atrasado' e o 2.º veio 'atrasadíssimo', tal o nosso volume ofensivo...

A equipa está a jogar muito, com a Darlene nesta nova posição a dar muita criatividade à equipa. Enquanto as duas contratações na frente, fazem mesmo a diferença! A Cloe e a Nycole estão a um nível muita acima da nossa realidade... a Geyse, continua fazer tudo bem, menos a decisão!!!
Se a raça do meio-campo com a Pauleta e a Vitória merecem destaque, com a Andreia Faria a um nível muito bom quando entra, tenho que destacar as nossas jovens na defesa... mesmo as mais novas quando entram não tremem!

Eu compreendo que no futebol feminino o jogo é mais puro. sem maldade, e as arbitras tendem em deixar jogar, mas também existe limite para as entradas a 'matar'... Fomos obrigados a fazer várias substituições por lesão, algumas nem faltam foram... Curiosamente, foi curioso verificar como o vírus Lagarto dos assobios e protestos, também já chegou à equipa feminina, contrariando o habitual no futebol feminino!!!

Estava à espera de mais gente nas bancadas, mas mesmo assim deu para bater o recorde de assistências em Portugal...

Boa vitória...

Benfica 3 - 0 Sp. Espinho
25-16, 25-22, 25-19

Wolfhi(11), Rapha(10), Théo(9), Honoré(9), Japa(8), Violas(3), Gaspar(2), Lopes, Zelão, Pinheiro, Guerreiro, Sinfrónio; Casas, Simões

Mesmo sem fazer um jogo perfeito, vencemos bem, um Sp. Espinho que me parece mais forte do que o ano passado, com alguns ex-jogadores de regresso (creio que têm mesmo hipóteses de se intrometer na luta pelo 2.º ou 3.º lugar da fase regular)!

Vitória sobre o Campeão em título...

Benfica 77 - 67 Oliveirense
(18-14, 20-21, 14-18, 25-14)

Sem o McGhee, sem o Hollis e sem o Lima, tivemos dificuldade no jogo interior, mesmo ganhando mais ressaltos, permitimos demasiadas penetrações, ofensivamente os Triplos também não 'entraram' (felizmente do outro lado também não!).
Acabámos por vencer o jogo no último período, com a Oliveirense a depender muito do Norelia, e nós mesmo assim com mais opções...

Na próximo jornada vamos ao antro Corrupto, e precisamos que os lesionados regressem...