Últimas indefectivações

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Em memória de Rogério “Pipi” (1922-2019)

"Diz a memória popular que Rogério Lantres de Carvalho foi o mais hollywoodesco jogador do futebol português. Criado em Chelas, filho e irmão de malta da bola, chega ao Benfica em 1942, a troco de 26 contos. Faz carreira auspiciosa, chega ao Brasil para jogar com a camisa alvinegra do Botafogo, voltando ao fim de oito meses por travessuras do lendário Heleno.
Um dos protagonistas da famosa Guerra do Bacalhau, sempre se assumiu como figura destacada da história encarnada. O casamento acaba em 1953, depois de Otto Glória preferir o profissionalismo – Rogério tinha 32 anos e percebeu a deixa. A imagem eterna a segurar na Taça Latina dignifica-o e faz parte do imaginário de todo o adepto, acabando poucos anos depois no seu original Chelas, hoje Oriental, a troco de… nada. Era por amor. No resto da sua vida, vendeu automóveis com a mesma facilidade com que desfazia adversários na ala esquerda.
Nasceu em Chelas. O seu pai fora fundador do clube com mesmo nome, que mais tarde passaria a Oriental, e o seu irmão dava pelo nome de Armínio França, destacando-se como um dos craques da equipa. Lá começou então Rogério a dar os pontapés, mas o peso do parentesco reforçou nele medos e traumas de falhanço monumental: seria sempre o “irmão do França”…
Fez o quarto ano de escolaridade e foi-se empregar no Grémio das Carnes. Aí faz amizade com… Fernando Peyroteo, que repara nas suas qualidades futebolísticas aquando de uma jogatana da malta do trabalho e leva-o para o Sporting CP. Faz um treino na equipa de reservas, mas não corre bem. Vítima de complô dos colegas, a bola poucas vezes lhe chegou e Rogério decide nunca mais lá voltar, até Peyroteo chamar a atenção da direcção leonina para o drama.
Dos homens de alta patente, vem a oferta de 25 contos. Os do Benfica, sempre atentos às movimentações adversárias dentro e fora do campo, sobem a parada em mais um conto e levam o menino de 20 anos para o recinto do Campo Grande, estádio predecessor da Luz. 16 contos de luvas para Rogério, 10 para o Chelas e um jogo amigável entre as equipas: acordo espontâneo.
Com a camisola berrante, estreia-se num sempre competitivo embate com “Os Belenenses”, nas Salésias, em Outubro de 1942: como extremo-direito, que só passaria ao lado contrário aquando da despedida de Francisco Valadas. Janos Biri assim decidiu, fazendo a quase totalidade da sua carreira nesses terrenos, apesar da sua má vontade: disse Rogério durante a vida fora que se tivesse sido… interior (ainda em alturas do WM) teria rendido o dobro. O dobro rendia ele sempre que o certame era a Taça de Portugal, sendo a prova-rainha a sua predilecta para causar estragos: em cinco participações na final, marca 15 golos e vence todas! Na sua estreia, o Benfica bate o campeão da II Divisão, Estoril, por expressivos 8-1… com cinco golos do prodígio.
No final dessa época de 1942-43, já se destacava como uma das figuras daquela equipa que faz a histórica primeira dobradinha. Irreverente, armador genial, finalizador de excelência, e o aprumo na aparência de uma figura da televisão. O penteado sempre impecável e a elegância nos gestos auguraram-lhe a alcunha de “Pipi”. A história começa na sua chegada: Gaspar Pinto, central e grande nome, vendo o seu aspecto alto e espadaúdo, tenta “Agulha”, que não pegou porque Francisco Albino, outro dos líderes de balneário, se chegou à frente com o “Pipi”, que era o que se chamava aos rapazes da moda, de casacos cintados e colarinhos altos.
Contextualiza Rogério: «Eu era um jogador muito elegante, gostava de vestir bem e, um dia, um alfaiate famoso convidou-me a posar, ofereceu-me um fato de gala e um sobretudo e chamou um fotógrafo de arte. Fui, para espanto meu, primeira página da revista ‘Flama’ (quinzenário da Juventude Escolar Católica, criada em 1937 e extinta em 1976, responsável pela eleição das rainhas da rádio e da televisão), como se fosse um artista de Hollywood. E como estava todo pipi…” . Era o seu estilo inconfundível.
A sua importância no seio da equipa era um pau de dois bicos. Em meados dos anos 40, alguns jogadores do plantel benfiquista decidiram, sob égide da mocidade despreocupada, fazer uma grande almoçarada antes de jogo decisivo contra o Sporting, num restaurante para os lados do Lumiar. As batatas com bacalhau, em excesso, só provocaram lentidão e inépcia nos benfiquistas, que se viram atropelados pela turma leonina. Diz-se que, apesar do 3-1 registado, a diferença de rendimento foi tanta que se não fosse a incomum azelhice dos avançados verde-e-brancos, a contenda teria números muito mais expressivos…
A direcção do Benfica, naturalmente incomodada com o sucedido, decide multar em mês e meio de salário a quem desconfiavam ter participado no convívio. Rogério sempre jurou a pés juntos que nunca lá estivera, mas a sua exibição, segundo registos da época, foi tão inconsequente que a direcção nunca conseguiu acreditar nele.
Diz Rogério que sempre jogou por amor à camisola e que o dinheiro sempre foi pouco. Com uma única excepção. Em 1947, o Botafogo queria combater a popularidade do Vasco da Gama junto da crescente comunidade portuguesa, fruto do impulso sentimental dado pelo nome. Solução? Ir buscar a mais cintilante estrela do futebol português da época. 40 contos de luvas, quando o salário se cifrava perto dos mil escudos na Pátria. 100 contos para o Benfica, única quantia que fez o presidente Tamagnini Barbosa aceitar.
«Por exemplo, em 1945, por nos sagrarmos campeões recebemos um prémio de 500 escudos. Pareceu-nos uma fortuna, porque, naquela altura, o ordenado mensal de um craque andava pelos mil escudos. Por isso, ninguém podia viver só do futebol. Eu jogava e trabalhava com o Peyroteo no Grémio das Carnes; no Grémio das Mercearias trabalhavam o Espírito Santo, o Jesus Correia, o Canário. O maior prémio na Taça de Portugal foi em 1954, na minha última vitória: cada um de nós recebeu dois contos de réis, que naquela altura davam para sustentar uma casa de família um mês inteiro. Em Portugal, não se enriquecia com o futebol. Quando fui para o Brasil recebia 18 contos por mês. Num ano ganhei mais do que ganhara em toda a minha vida. Deu para comprar um automóvel, no regresso, que então era o sonho de qualquer jogador de futebol. Com o dinheiro do Benfica comprei uma bicicleta, que utilizava para me deslocar para o quartel durante a tropa…»
Foi, então, a única vez que seria obrigado a jogar por amor ao dinheiro. Ele que sempre se habituara a honrar o símbolo ao peito, em tempos de futebol ainda romântico. Ora, como em todas as questões onde o coração não participa, a sua passagem pelo Rio de Janeiro foi efémera. Heleno, a grande lenda do Fogão, fez a vida negra ao português, por conta de invejas e outros quinhentos que o tempo fez o favor de apagar. Entretanto, a gravidez da esposa e o seu desejo de que o filho nascesse em Portugal precipitaram o regresso de Rogério ao seu coração. Foram oito meses, oito jogos e nenhum golo.
Em Lisboa voltaria a reencontrar a tranquilidade que lhe permitia explanar todo o seu talento. Vítimas das circunstâncias – ele e a equipa -, só voltariam a ganhar títulos em 1949-50. Depois do domínio avassalador dos Cinco Violinos, o Benfica meteu as mãos no troféu da I Divisão, o que lhe permitiu a epopeia na Taça Latina da época seguinte. O primeiro grande troféu internacional do futebol português teve episódio curioso: a famosa fotografia de Rogério Pipi nasceu dum acaso. O capitão era Moreira e assim se explica que tenha sido ele a ter o prazer de levantar o caneco. «Quando o jogo acabou, ficou tudo louco. Só sei que, por entre empurrões, voando sobre os ombros dos benfiquistas em quase histeria, cheguei à tribuna. O Presidente da República (Óscar Carmona) pôs-me a Taça Latina nas mãos. Ainda hoje não consigo descrever o que senti…»
Um dos aspectos da lenda que foi conseguindo construir à sua volta tratou-se do lado humano de Pipi. Na histórica final da Taça de Portugal de 1953, que opunha dois grandes mestres do futebol português (Ribeiro dos Reis como treinador do Benfica e Cândido de Oliveira como treinador do FC Porto), haveria um relógio de ouro para o primeiro marcador do encontro. Rogério, motivado por participar nos seus jogos preferidos, não teve medo de inaugurar as redes. Que fez ao relógio? Entregou-o à direcção do clube, para que o leiloasse e metesse o lucro da venda no fundo de financiamento das obras do futuro Estádio da Luz.
Figura desta estirpe não merecia um fim injusto, motivado pelos adventos do profissionalismo. Otto Glória chega em 1954 e faz um ultimato aos jogadores: o emprego ou a bola a tempo inteiro, nunca os dois. Com 32 anos, Rogério viu que já não tinha grandes condições de se manter no clube e abandonar o emprego seria impensável. Preferiu a segurança financeira da venda dos automóveis e voltou ao Oriental: recusou de antemão qualquer ordenado, dinheiro que muitos clubes lhe queriam dar. De gratidão estava cheio o coração de Rogério e nem quis ouvir outras ofertas. Com a camisola do Oriental, ainda foi a tempo de ser campeão nacional da II Divisão. Reencontro feliz.
A 8 de Dezembro, despediu-se para sempre do Quarto Anel, um dia depois de completar 97 anos. Junta-se a outros grandes do Olimpo benfiquista, figurando entre eles como alguém a quem a conduta nunca atraiçoou, que nos gestos e nas palavras representou sobremaneira os valores do clube. Se o rendimento desportivo o coloca como marco na história, o lado humano do craque eleva-o a figura de culto e lenda instantânea do nosso imaginário. Pena, assim, o triste ignorar do jornal O Benfica na sua capa de 13 de Dezembro: não se percebe o esquecimento ou desprezo, gravíssimo em qualquer dos casos e merecedor de atenção por parte da direcção. Urge homenagear quem nos fez grandes e como o hino original Avante P’lo Benfica canta,
E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,
Honrai agora os ases
Que nos honraram o passado!"

Crime continuado?!!!

A cobardia dos jornalistas

"As imagens em que o treinador do Belenenses se queixava de ter levado um soco também não permitiam segundas leituras: ninguém se queixaria naquele tom, de forma espontânea, se não tivesse havido nada.

No último Domingo, o FC Porto empatou com o Belenenses no Jamor. No fim do jogo, interpelado sobre se tinha sido agredido por Sérgio Conceição, o treinador do Belenenses afirmou: “Não confirmo nem desminto”. E mais não disse, adiantando que estava ali para falar sobre o jogo.
No dia seguinte, a SIC transmitiu imagens captadas no intervalo da partida, em que o treinador do Belenenses gritava ter levado “um soco”. E repetia várias vezes a palavra “soco”, com ar indignado, chamando “boi” ao agressor.
Sérgio Conceição, nas declarações feitas no fim do jogo, não se referiu ao incidente.
O caso era gravíssimo, e logo surgiram de rumores de que teria havido um pacto entre Belenenses e FC Porto para “abafar” o caso. A hipótese fazia sentido, pois o presidente do Belenenses, Rui Pedro Soares, é adepto confesso do clube nortenho.
E, tudo somado, a questão não oferecia dúvidas. Toda a gente sabe - e os jornalistas por maioria de razão - o que significa a expressão “não confirmo nem desminto”: significa confirmação. E as imagens em que o treinador do Belenenses se queixava de ter levado um soco também não permitiam segundas leituras: ninguém se queixaria naquele tom, de forma espontânea, se não tivesse havido nada.
E, se dúvidas houvesse, elas seriam dissipadas na 4ª feira, quando um funcionário do Porto proibiu o treinador de falar do caso numa conferência de imprensa.
Pois bem: não houve um único jornalista desportivo, que eu visse, que tenha tido a coragem de dizer preto no branco: é evidente que houve uma agressão e que os clubes estão a tentar esconder o que se passou.
Nem um.
Mais: houve um (que eu vi) a dizer que era tudo mentira, porque uma “fonte próxima do treinador” dissera não ter havido qualquer soco. Ou seja, uma fonte anónima valia mais do que as imagens que todos tínhamos visto do treinador do Belenenses a queixar-se, do seu “não confirmo nem desminto” e da proibição feita pelo FC Porto ao seu treinador para falar do episódio.
Este caso é chocante. Claro que a agressão é grave. Gravíssima. Mas mais grave para mim é o silêncio dos jornalistas, a cobardia dos jornalistas, a falta de coragem dos jornalistas.
Na política, isto não seria possível. Haveria logo quem relatasse a verdade, quem a pusesse a nu. Mas no futebol há uma promiscuidade doentia entre jornalistas e clubes, que os leva a esconder os factos. E sobretudo quando se trata do FC Porto e do Benfica, além de promiscuidade, há também medo - medo de represálias, medo de serem colocados na “lista negra” dos clubes. Aliás, as expressões faciais de alguns jornalistas, quando interpelados sobre os acontecimentos, diziam tudo: pareciam comprometidos, quase envergonhados da sua falta de coragem para falar."

SC Braga 0-2 SL Benfica: Ia Uchendu, mas não foi

"Encontro à chuva entre campeãs e líderes termina com vitória das segundas e com a terceira partida sem vencer das primeiras. Depois da derrota frente ao Sporting CP e do empate em Ovar, as campeãs em título somam três jogos sem vencer na primeira volta e iniciam a segunda a oito pontos do líder Benfica.
Por seu turno, as encarnadas lisboetas seguram o primeiro lugar, com três pontos de vantagem sobre o Sporting, mantêm o registo imaculado (11 vitórias em 11 jogos) e voltam a não conceder golos (só o CF Benfica fez abanar as redes benfiquistas, por uma vez).
A partida inicia-se com um ligeiro ascendente das visitadas, que, aos 12 minutos, provocam o primeiro calafrio à defesa benfiquista. Um bom cruzamento de Uchendu encontra correspondência de Keane ao segundo poste, que atira ao lado. Três minutos volvidos e novo momento de perigo junto da baliza de Neuhaus, em lance que termina com falta assinalada sobre a guardiã brasileira.
A resposta das líderes da tabela ao domínio das campeãs surge aos 25 minutos, com Cloe, lançada em profundidade por Nycole, a não conseguir bater a guarda-redes arsenalista. Os restantes quinze minutos do primeiro tempo, pautados pelo equilíbrio, não encerram oportunidades de golo dignas de registo. Ao intervalo, marcador justificadamente inalterado.
O retomar do encontro traz um Benfica mais incisivo e um Braga mais perigoso. Uchendu regressa dos balneários decidida a continuar a fazer em água a cabeça de Daiane e na primeira oportunidade coloca em sentido a defensiva visitante. No entanto, o remate cruzado de pé esquerdo da nigeriana não segue para a baliza.
Na segunda oportunidade, o remate da 10 bracarense leva a direcção da baliza, mas encontra Dani Neuhaus. A brasileira defende para a frente e a bola é batida na frente pelas encarnadas de Lisboa. Passa o perigo e retorna o equilíbrio. Equilíbrio – palavra de ordem. Faltava um factor de desequilíbrio para movimentar o marcador. Luís Andrade pensou que Geyse poderia ser esse factor e… acertou.
Aos 60 minutos, a avançada brasileira entra e, aos 66 minutos, a avançada brasileira marca. Darlene transporta a bola da linha de meio campo até às imediações da área arsenalista, serve Geyse na direita e a recém-entrada finaliza com um potente e colocado remate cruzado pela relva.
Numa demonstração de carácter, a equipa da casa não quebra animicamente e carrega sobre as forasteiras, criando algumas situações de potencial perigo, marcadas pela ineficácia. Do outro lado, Geyse continua a minar a defensiva bracarense e ganha uma grande penalidade cometida por Jana. Chamada a bater, Darlene fá-lo de forma exemplar e amplia a vantagem benfiquista.
Aos 82 minutos, a sociedade brasileira Geyse-Darlene quase resulta no terceiro golo do Benfica. No entanto, a capitã das águias atira por cima, num cenário pouco habitual. Até final, nota de registo para um lance inusitado na área benfiquista, no qual as bracarenses não reduzem a desvantagem por mero acaso. O resultado não mais se alterou e, de forma ajustada, o Benfica sai de Braga com os três pontos na algibeira, pese embora a excelente réplica arsenalista.

Onzes Iniciais e Substituições:
SC Braga: Hourithan, Pratt, Jana, Diana Gomes, Rayane, Dolores, Ágata Filipa, Denali (Machia, 70′), Uchendu (Regina, 87′), Vanessa e Keane (Francisca, 87′).
SL Benfica: Dani Neuhaus, Daiane Rodrigues, Sílvia Rebelo, Raquel Infante, Yasmim, Andreia Faria, Catarina Amado (Geyse, 60′), Pauleta, Cloé Lacasse, Darlene (Lúcia Alves, 90′) e Nycole Raysla (Ana Vitória, 73′).

A Figura
Geyse – Até à entrada da brasileira, Uchendu parecia ter na mão o “prémio” de figura do jogo. Aos 60 minutos, tudo mudou: a exibição benfiquista, o resultado e essa hipótese que se encaminhava para facto. O golo – que desbloqueou a partida -, o penálti conquistado – que “matou” a partida” – e a influência de Geyse no jogo vale-lhe a atribuição de figura do jogo.

O Fora de Jogo
Ineficácia bracarense – Numa partida em que nenhuma individualidade nem nenhum dos colectivos se destacou pela negativa, só a ineficácia bracarense nas oportunidades de que dispôs se me afigura como aspeto negativo de um jogo bem disputado."

Vlog: Daizer com o Fama...

Umababarauma #8 - Canções sobre jogadores

Benfiquismo (MCCCLXXIX)

Super-Filipovic...

Vitória molhada, mas muito saborosa!!!

Braga 0 - 2 Benfica


Num campeonato, onde salvo uma grande surpresa, das equipas candidatas, só três tem capacidade para tirar pontos umas às outras, o campeonato 'decide-se' praticamente em 6 jogos: nos confrontos directos, entre Benfica, Braga e Sporting! Portanto, esta jornada, seria uma das mais complicadas e muito provavelmente decisiva... E com a nossa vitória, demos um salto gigante para o título!

Num jogo disputado em condições muito chuvosas, não estivemos bem na 1.ª parte, com o Braga a ser de facto a equipa mais perigosa. No 2.º tempo, com a entrada da Geyse, tudo mudou! A nossa extremo marcou um golo e ganhou o penalty que permitiu o 0-2! A Geyse tem um potencial enorme, técnica e fisicamente muito superior, mas 'decide' muitas vezes mal... mas hoje, foi 'decisiva'!!!

Vitória na Praia da Vitória...!!!

Fonte do Bastardo 0 - 3 Benfica
17-25, 17-25, 24-26

O ano passado, perdemos 'aqui', hoje, mais avisados, não demos hipóteses!
Na Quinta, na Luz, temos novo jogo da Champions...

Europa connosco

"Com estas nossas quatro equipas, e com um sorteio favorável, poderemos ter a ambição de nos aproximarmos da França no 'ranking'

1. Esta semana fui até Bragança. Na apresentação de um interessante livro, um jornalista perguntou-me se conhecia um cidadão da terra cujos primeiros nomes eram Luís Miguel. Olhei para ele e sorri. Respondi de imediato: Pizzi! Orgulho de Bragança, dessa terra fria e terra quente como o imortal Miguel Torga nos legou. Recordei-me daquele instante de memória ao longo do jogo de ontem frente ao Famalicão e de mais uma categórica exibição do Benfica e dos entusiasmantes golos do Pizzi. E também do golo do Vinícius após uma motivante jogada colectiva. Sem esquecer o de Caio o que é encorajante. O Benfica está bem. Colectiva e individualmente. Agora falta conhecer o adversário na Liga Europa e ultrapassar o Sporting de Braga na Taça de Portugal. Bruno Lage soube construir e soube resistir. E a prorrogação do seu contrato é um sinal. De justiça. E nestes tempos ser justo é um bem relativamente raro. E quando se concretiza merece registo e aplauso. Parabéns Bruno Lage!

2. Foi uma semana de ouro para as equipas portuguesas na Europa do futebol. Quatro vitórias e uma derrota e a ultrapassagem definitiva da Rússia e a consolidação total do sexto lugar no ranking da UEFA, o que determina que Portugal voltará a ter três equipas - duas directamente e uma na pré-eliminatória - na edição 2012/2022 da Liga dos Campeões. O que fica desta época é a confirmação da pentarquia que domina o futebol europeu. Nos oitavos de final da Liga dos Campeões só estão clubes das cinco maiores ligas europeias. Espanha e Inglaterra (4), Alemanha e Itália (3) e duas equipas fancesas (PSG e Lyon). E estas duas são as únicas equipas francesas que resistem na Europa do futebol esta época! E o interessante é que das 19 equipas que estavam nos Campeões das cinco principais ligas, só três - Lille, Inter de Milão e Leverkusen - não chegaram aos oitavos de final. Já nos dezasseis anos de final da Liga Europa estão representadas 18 ligas e com a nota bem especial de Portugal ter a maior representação, com quatro equipas e três delas como cabeças de série para o sorteio de amanhã. A hierarquia do futebol europeu está a consolidar-se. Nos Campeões os grandes nomes e, por sinal, os mais valiosos. Conquista desportiva combina com o valor do plantel. E, por sinal, só no grupo do Benfica é que a proximidade entre os valores dos plantéis era maior. Mas com Leipzig e Lyon a superarem, apesar de tudo, um Benfica em efectivo crescimento de valor. Na Liga Europa a presença de 18 ligas representa um maior equilíbrio e uma efectiva representatividade. Com Portugal a ter quatro equipas e a Espanha, a Inglaterra e a Alemanha a terem, cada uma, três equipas no sorteio de amanhã. Com a Itália, a Áustria, a Holanda ou a Escócia, por exemplo, a marcarem presença com duas equipas. E com uma equipa deparamos com a Grécia e a Ucrânia - ambas com treinadores portugueses que, aliás, são os que mais equipas lideram nos oitavos e nos dezasseis anos de final, respectivamente, da Liga dos Campeões e da Liga Europa! -, Dinamarca e Suíça, Suécia ou a Turquia. É nesta época, e com estas nossas quatro equipas, e com um sorteio favorável, poderemos ter a ambição de nos aproximarmos, em termos de ranking, da França e, logo, olharmos, com legitimidade,para o quinto lugar. Na antevéspera de mudanças significantes na Europa do futebol. Desde logo em razão das consequências do Brexit para o futebol inglês e, também, das mudanças anunciadas nas competições europeias de clubes, com a introdução, por exemplo, de uma verdadeira Liga Europa 2.

3. Importa, no entanto, que acompanhemos uma disputa que se está a desenrolar em termos de futebol mundial. E que, de verdade, representa, do nosso prisma, uma guerra em surdina entre a FIFA e a UEFA. Em meados de Novembro o Presidente do Real Madrid foi designado Presidente de uma nova associação mundial de clubes (WFCA). Diria que em contraponto à ECA, a associação dos clubes europeus, liderada pelo homem forte da Juventus, Andrea Agneli, O que é expressivo é que a nova associação mundial nasceu sob o patrocínio da FIFA e do seu presidente Gianni Infantino. E sem o patrocínio da UEFA e do seu presidente Ceferin. E, assim, face ao projecto da UEFA de uma superliga europeia, nasce, sob o suporte da FIFA; um projecto de um largo mundial de clubes. Não tenho dúvidas que a disputa é real e que Florentino Pérez busca aliados de referência no espaço do futebol europeu. Acredito que o acabado de anunciar jogo solidário a 29 de Março, no Santiago Bernabéu, entre o Real Madrid e o Futebol Clube do Porto, é um encontro de grandes nomes dos dois clubes e com louváveis fins de inclusão social. Mas é um sinal de proximidade entre dois clubes num tempo de mudanças - e de alianças! - no futebol europeu e no futebol mundial. Por aqui vamos acompanhando esta luta de poder que marca o final deste ano de 2019 entre a FIFA e UEFA. Olhando nesta semana para o Mundial de clubes e para a presença de Jorge Jesus e do Flamengo e do Liverpool e de Jurgen Klopp! E sabendo que quem vencer esta competição receberá cinco milhões de euros! E sendo, depois da emblemática presença de Manuel José (2005 e 2008), Jorge Jesus o segundo treinador português a participar nesta competição que arrancou, sem grande aparato mediático, na quarta-feira e da entrada em jogo de Flamengo e, depois, de Liverpool tudo será bem diferente. E com a nota que a partir de 2021 serão vinte e quatro as equipas que marcarão presença nesta prova e com oito clubes europeus! E o futebol sul-americano com seis e com a China - como país sede desse novo Mundial - a ter direito a um representante! Europeu em 2020, Mundial de clubes em 2021 e Mundial de selecções e  2022. E, no meio, Liga dos Campeões e Liga Europa. E, por cá, a nossa Liga com a atenção de a época 2021/2022 permitir dois clubes com entrada directa na fase de grupos da Liga dos Campeões. Milhões e mudanças. Rivalidades internas e rivalidades externas. O mundo é mesmo feito de mudanças.

4. Uma nota de pesar. Com a consciência que no mesmo berço se nasce e se morre. Na quinta-feira morreu a cidadã Laurinda Lopes. Natural de Prime, freguesia de Fragosela (Viseu) foi a primeira mulher árbitra da Europa. Fica aqui o necessário registo e os sentidos pêsames à família. Com a recordação saudosa de alguns outonos vividos nas vindimas em Fragosela! Saudades da infância nestas vésperas de Natal!"

Fernando Seara, in A Bola

Pizzi conduz Benfica imparável

"Vitória categórica e inquestionável de Benfica mais forte em todos os momentos de jogo

Benfica está a crescer
1. O Benfica venceu de forma categórica e passa o ano tranquilamente na liderança do campeonato, isto numa altura em que continua a crescer como equipa graças ao facto de ter apresentado o mesmo onze nos últimos quatro jogos. É um Benfica em consolidação de rotinas, de dinâmicas, quer ofensivas quer defensivas. Neste jogo o Benfica casou o resultado com a exibição: ambos foram bons. Este já se parece mais com o Benfica de segunda volta da época passada em que conseguiu reduzir a desvantagem para o FC Porto e ser campeão. Agra não há João Félix, mas há um Chiquinho que assume cada vez mais protagonismo e começa de facto, a ser Chicão.

Dupla Pizzi/Chiquinho
2. O Famalicão apresentou-se na Luz fiel à sua filosofia de jogo e tentou mostrar logo os dentes na primeira jogada do encontro com uma entrada forte pela esquerda construída por Fábio Martins. Mas o Benfica foi respondendo gradualmente, dando largura através dos homens dos corredores laterais, com Grimaldo e Cervi muito bem na esquerda e Pizzi em super forma na direita e ontem também bem apoiado por Tomás Tavares. Creio que Pizzi é o grande maestro do Benfica nesta altura, combinando também muito bem com Chiquinho: conhecem-se ambos e sabem de forma perfeita os terrenos que têm de pisar quer por fora quer por dentro para ocupar os espaços entre o lateral e o central adversário.

Lage estudou bem o adversário

3. Voltámos a ver um Benfica muito mais agressivo na recuperação de bola, notando-se neste jogo que a dupla Gabriel/Taarabt jogava por vezes muito mais adiantada a condicionar o meio-campo do Famalicão e a não deixar que o Gustavo Assunção se virasse para pegar no jogo. Ou seja, o Benfica foi uma equipa sólida, consistente, forte com e sem bola e foi construindo o resultado de forma natural como no final também o treinador do Famalicão reconheceu. Não houve demérito do Fama ontem à noite - foi apenas o terceiro jogo e que não conseguiu fazer golos - houve acima de tudo muito mérito do Benfica da forma como Bruno Lage preparou o jogo, de forma estratégica como percebeu onde era os pontos fortes do adversário e os conseguiu anular. Resumindo este é um Benfica imparável liderado por um super Pizzi. Não sabemos onde poderá chegar, mas esteve bem Bruno Lage no seu discurso a travar euforias."


Vítor Manuel, in A Bola

O reencontro com a estética

"Se ainda subsistissem dúvidas acerca da retoma exibicional do Benfica a goleada frente ao Famalicão tirou-as, uma por uma. Uma equipa que jogou em todo o campo, foi intensa na recuperação da bola e harmoniosa quando atacava. A melhor forma de aferir o estado de saúde de uma equipa de futebol é olhar para as caras dos jogadores. E o que se vislumbra em Pizzi, Vinícius, Gabriel ou Taarabt são expressões de tipos que estão realmente a ter um enorme gozo no que estão a fazer. Porque mais do que o resultado, o Benfica parece ter-se reconciliado com a estética, reencontrando-se com o legado criado por Bruno Lage. O treinador das águias teve algumas dificuldades para devolver aos seus adeptos o nível de espectacularidade da segunda volta de 2018/2019 mas todos já perceberam que encontrou a fórmula para, finalmente, substituir João Félix: não podendo encontrar um igual, juntou Taarabt, Gabriel e Chiquinho para darem a mesma criatividade do actual jogador do Atl. Madrid e libertarem Pizzi para aquela que poderá vir a ser a melhor temporada do internacional português. Já não foi a tempo para conseguir uma qualificação para os oitavos de final da Champions (era um objectivo perfeitamente exequível) mas chega e sobra para manter-se líder um campeonato médio-baixo ao nível da qualidade de jogo. Seria positivo para a competição que esta retoma exibicional das águias obrigasse os seus mais direitos rivais a subirem a fasquia, a bem de espectáculo e de um campeonato que se orgulha de ser o mais representado na Liga Europa. Mas talvez seja pedir muito. E por isso o Benfica parece ser, agora mais do que nunca, o grande candidato ao título."

Fernando Urbano, in A Bola

Pizzi e melhor

"O que é que tenho visto? Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor, destralhando o seu jogo daquilo que ele possa ter de mais espúrio (ou transformando, em campo, becos sem saída em linhas de fogo) - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor com a alma a chamar-lhe o coração aos pés onde não há medo e há flor, não há toleima e há golo - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor extraindo mais veleidades de menos desconcertos e mais argúcias de menos negrumes - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor sem que a pressão ou o desafio lhe entortem os pés ou o encalhem em falhanços ridículos ou golpes disparatados - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor moldando a dinâmica do seu jogo em mais iluminados processos de ataque e em menos desleixados processos de defesa - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor em busca da baliza sem se perder por atalhos e a romper, em fogacho, com aquilo que noutros seriam lances rotineiros, chatos ou inócuos - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Tenho visto o Pizzi a jogar cada vez melhor a iludir adversários e a destruir marcações, fazendo-o com génio e perspicácia (e com furor e fulgor) - e através disso a pôr a equipa melhor também.
Por isso já disse que quando o Pizzi joga bem, o Benfica joga melhor. E quando o Pizzi joga mal (o que é cada vez mais raro), o Benfica joga pior. Contra o Famalicão, voltei a ver o melhor do Pizzi num Benfica melhor.
(E ainda vi algo desse melhor Pizzi a aparecer, sorrateiro, outra vez, nos pés e na cabeça do Vinícius que, espantosamente, continua a ter lá também um pedaço de Eusébio - e por isso é que ele está no lugar certo à hora certa, nem que seja um segundo apenas)."

António Simões, in A Bola

Agradecimentos, conduta e sorte (provérbios aplicáveis à vida e ao desporto)

"Sem um bom adversário, todos os animais no mundo, todos os clubes, todos os atletas, todos os artistas, seriam fraquíssimos lentíssimos e bem estúpidos.

A quem agradecer quando se ganha
1. - A bom gato bom rato.
- Pois. Como explica esta frase, excelência?
- Se Vossa Excelência tem um rato forte e ágil e astuto e inteligente que o incomoda, o que deve procurar?
- Isso é fácil.
- Diga, excelência.
- Devemos, procurar um gato forte e ágil e astuto e inteligente.
- Exactamente.
- E portanto..?
- E, portanto, pode ter a certeza de que se domesticar um gato forte, ágil e astuto e inteligente e se não existir rato, o tal gato forte, ágil, astuto e inteligente ficará irritado porque não tem rato forte e ágil e astuto e inteligente que possa caçar.
- Isso, compreendo. Fica irritado. Até eu já estou a ficar com essa repetição.
- Mas a questão não acaba aí.
- Não?
- Não.
- À irritação segue-se a aceitação.
- Aceitação do gato.
- Aceitação por parte do gato forte, ágil, astuto e inteligente - do facto de não ter um rato forte, ágil, astuto e inteligente para caçar.
- Ok, compreendi.
- E depois de aceitar essa situação o gato forte, ágil, astuto e inteligente ficará mais mole, mais preguiçoso.
- Levanta-se mais tarde, mexe-se menos - para quê mexer-se?
- ... fica menos atento, adormece em cada canto, começa a engordar um pouco.
- Ui.
- Ou seja?
- Ou seja...
- O gato, que era forte, ágil, astuto e inteligente, sem um rato forte, ágil, astuto e inteligente, começa a ficar um gato fraco...
- ... lento...
- ... pouco atento...
- .... e pouco esperto.
- Sim?
- Sim, sem dúvida.
- Em poucos meses o gato que ficará fraquíssimo, lentíssimo e muitíssimo estúpido.
- Que chatice.
- Moral da história?
- Sem um bom adversário, excelência, todos os animais no mundo, todos os clubes, todos os atletas, todos os artistas, seriam fraquíssimos, lentíssimos e estupidíssimos.
- Ou seja, agradeça ao seu adversário: todas as qualidades que vossa excelência tem foi ele quem as aperfeiçoou.
- Quase sempre, no fundo, quando se ganha, os agradecimentos estão errados.
- Sim.
- Agradece-se a quem esteve do nosso lado, quando se deveria agradecer aos inimigos.
- Isso, isso mesmo.

Conselhos sobre conduta.
2. - Acender uma vela a Deus outra ao diabo.
- Sim, é melhor ir pelos dois caminhos.
- Não esquecer nenhum dos lados.
- Se não for a bem, vai a mal.
- Mais: se não for a mal, vai a bem.
- Eu diria: no limite, vai mesmo a bem.
- Em certos contextos, utilizar a bondade e os bons comportamentos... só mesmo se for necessário.
- Sim, só em última defesa.

Sobre a importância da sorte.
3. - Para o amor e para a morte não há cosia forte.
- Pois.
- Podes exercer toda a tua força sobre a morte e nada. Não vences a morte; nem num jogo de xadrez nem com a força do pulso.
- Nem por via da mente e do intelecto nem por via muscular e bruta.
- Nada, a morte não se vence pelo argumento nem ao murro.
- O mais forte é bem fraco perto da morte.
- Sim.
- O mais inteligente é boçal e estúpido diante da simples morte.
- Sim.
- E depois há o amor.
- Para o amor e para a morte não há coisa forte.
- Ou seja, só há coisa fraca.
- Diante do amor, tudo é lingrinhas e frágil.
- Pois.
- Mas se colocas amor e morte em ringue de boxe, nada a fazer. A morte vence sempre.
- Proposta de alteração ao provérbio: só a morte é coisa forte para o amor.
- Ou ainda...
- O amor, a morte e a sorte, não há nada mais forte. Um acrescento.
- A sorte, a sorte. Na vida e no jogo. Sim, não nos esqueçamos dela. A forte sorte."

Gonçalo M. Tavares, in A Bola

domingo, 15 de dezembro de 2019

Símbolos olímpicos e paralímpicos

"A 12 de Dezembro foi publicado, em Diário de República, o Decreto-Lei n.º 171/2019 que altera o «regime de protecção jurídica a que ficam sujeitos os símbolos olímpicos e paralímpicos e reforça os mecanismos de combate a qualquer forma de aproveitamento ilícito dos benefícios decorrentes do uso dos mesmos» instituído pelo Decreto Lei n.º 155/2012, de 18 de Julho.
Entendeu o legislador que o movimento paralímpico no nosso país foi-se consolidando ao longo dos anos, sendo que o Comité Paralímpico de Portugal deve ser a entidade com o direito exclusivo ao uso das propriedades paralímpicas e equiparadas.
O legislador entendeu ainda necessário actualizar as disposições do regime à luz do novo Código da Propriedade Industrial.
Estas alterações surgem em momento estratégico, antes do início do ano de 2020, ano em que se irão realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão, em Tóquio. A protecção das respectivas propriedades, como são a Divisa, o Símbolo, o Emblema, a Bandeira e o Hino, assume assim uma especial importância, uma vez que nestas ocasiões existe uma tendência forte para as marcas lançarem campanhas comerciais em que se associam indevidamente aos Jogos, respectivos Comités e atletas participantes.
Assim, é reconhecido, entre outros, ao COP e ao CPP o direito exclusivo ao uso das propriedades referidas, independentemente de qualquer registo, bem como o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento de usar, no exercício de actividades económicas, qualquer sinal igual, ou semelhante, em produtos ou serviços, que possa causar um risco de confusão, ou associação, no espírito do consumidor, com as propriedades."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

PS: A Lagartada do COP, finalmente conseguiu a 'arma' legislativa, para proibir o Benfica de usar a 'marca':  Benfica Olímpico!!!

Vinte e Um: Sorteio da Liga Europa...

Seferovic 100

O Desporto no coração da civilização

"As artes são sempre um bom barómetro da importância de um fenómeno no coração da civilização. Assim sendo, o desporto pode ser considerado um meio de expressão artística.
Para além da inspiração, o desporto dá o gosto da força, mas não é uma força qualquer. É o da força cultivada, trabalhada, controlada e honestamente utilizada. O desporto não se reduz a uma só prática e não existe confinado em si próprio. Ele não é apenas um espectáculo submetido às leis de audiências e dos mercados. Pela força das coisas, ele constitui-se em sociedade, tem instituições e regras. Ele organiza-se. Ele estrutura-se. Os poderes são distribuídos. Constituem-se hierarquias. Ele molda e é moldado. Como todo o fato social, o desporto é uma perpétua criação dos homens e das mulheres que o praticam e organizam, e estes homens e mulheres são, por seu turno, transformados por esta mesma criação. O mundo do desporto, apesar das suas especificidades incontestáveis, não paira de forma angélica por cima da sociedade global. É atravessado pelos campos de força da sociedade económica e política onde ele se situa. Ele não é um enclave autónomo, uma prática independente. Ele está ligado aos problemas de educação e de política, aos “dramas” de amor e de dinheiro. Ele é um elemento activo no seio de uma civilização. Os encontros de alto nível provocam um grande entusiasmo colectivo.
As grandes competições (futebol, râguebi, etc.) provocam explosões de alegria colectiva. O espectador atinge muito depressa o máximo de intensidade de participação e de comunhão. As multidões (espectadores) não vibram somente porque são mobilizados factores identitários. É-lhes dado a ver o rendimento do corpo humano, as performances físicas e a vontade de querer vencer. Concordamos com Magnane, na sua “Sociologie du Sport” (1964), quando escreve: “a paixão do espectáculo desportivo, independentemente da dose de convenção e de improvisação, da simulação e da autenticidade que comporta, manifesta-se sempre pela necessidade de evidência, pela obsessão do visível” (p. 101). O carácter obsessivo da performance é para o atleta o prolongamento do seu próprio eu projectado no exterior."

Que infância tiveste, Chiquinho?


"«E jogar na rua nada tem a ver com freestyle. Não tem a ver com organização, mas com tudo o que tem faltado nos programas orientados. É a bola a bater no chão irregular desenhando diferentes ângulos, obrigando a uma adaptação técnica, a um ganho de agilidade. É o estimular da criatividade usando os obstáculos. É o saltar por cima de um muro e deslizar por baixo dum carro para recuperar a bola que se perdia. A velocidade a que tudo decorre quando enfrentas miúdos com mais três anos, e a forma como tens de te adaptar se pretendes continuar a ser escolhido. É a persistência que adquires enquanto na baliza esperas pela tua oportunidade. Nada é oferecido! É o levantar permanente da cabeça porque não há equipamentos ou coletes, e tu tens de ver tudo. É o driblar quatro amigos porque não conseguiste vislumbrar um colega. É o tempo totalmente gasto a jogar. É o saber onde a bola não pode entrar, porque naquele quintal o vizinho vai furá-la! A variedade de situações… de jogo! Deixem as crianças ser crianças. Deixem os miúdos driblarem, os defesas ter a bola no pé, não apressem o guarda redes nas reposições de bola e forcem apenas no sentido de os fazer perceber o jogo e não a posição.
“Joguei à bola todos os dias da minha vida desde os três anos” Messi.»
In “Construir uma equipa Campeão” por Pedro Bouças

Cada lance em que Chiquinho intervém remete-me para um texto que escrevi há já alguns anos – Ninguém incorpora tão bem a importância da habilidade motora quanto o médio encarnado. A forma como enquadra, como roda sobre si mesmo, como muda de direcção. A agilidade que tem, como essa habilidade lhe permite ligar o jogo a 360º por uma eficiência absolutamente invulgar na forma como usa o corpo, é algo de absolutamente invulgar de encontrar nos dias que correm.
Não sei a quantas árvores subiste ou quantos muros saltaste enquanto fugias do vizinho, Chiquinho, mas a noção que tens do teu próprio corpo remete-nos para os apaixonantes jogadores de outros tempos.
Sobre Chiquinho, que foi por cá referenciado bem antes do sucesso no Benfica (aqui) na Académica, e (aqui) no Moreirense, não sobram muitos adjectivos para lá da evidência que a sua entrada na equipa do Benfica, pela sua qualidade motora, técnica e de decisões elevou para um nível não antes visto a equipa de Bruno Lage.
Com Chiquinho, cresceu também e muito Pizzi, e tornou-se para o Benfica fácil construir e criar."

Fama...

Vlog: Bello no Fama...

Cada vez que Vinícius faz a pose magnânima, há um departamento de comunicação entre Alvalade e o Dragão que esbraceja

"Vlachodimos
Mais uma hora e meia a assistir a bom futebol sem pagar bilhete. Depois venham dizer que não há dinheiro para competirmos com os grandes da Europa.

Tomás Tavares
Não foi por acaso que o André Almeida decidiu actualizar o seu perfil de LinkedIn ontem à noite. Exibição plena. Descobriu que o seu melhor colega no flanco direito é o apanha-bolas. Não sei qual é a cláusula de rescisão, mas parece-me baixa.

Rúben Dias
Na verdade ele tinha dito que queria umas novas colunas bluetooth, mas uma colecção de avançados do Famalicão para destruir ao fim de meia-hora também é um bom presente de Natal.

Ferro
Vou recuperar uma frase histórica de Bruno de Carvalho: “É importante os adversários começarem a dar mais luta”.

Grimaldo
Os seus piques pelo corredor esquerdo são uma coisa linda de se ver. Está num dos melhores momentos desde que chegou a Portugal, e por isso mesmo vou pedir ao Insónias em Carvão que recrie o poster do Vertigo com a silhueta do Grimaldo a romper pela lateral.

Gabriel
Sabem quem é que não achou piada nenhuma à exibição do Gabriel? O Florentino.

Taarabt
Depois de lhe termos salvo a vida, chega a fase seguinte da nossa história de amor com Adel Taarabt: o medo de o perdermos. Talvez seja hora de repor o seu antigo salário e começar a negar bilhetes aos observadores de clubes europeus dispostos a contratar jogadores com mais de 25 anos.

Pizzi
Começa a ser cansativo escrever tanto elogio e já não sei bem o que dizer sobre as incríveis exibições do nosso Zidane. Por isso, prefiro que seja o segundo melhor jogador da liga a escrever por mim. 

Cervi
Não quero estar na pele da pessoa que, daqui a poucas semanas, terá de dizer a Franco Cervi que este vai regressar ao banco de suplentes. Será necessário muito sangue frio para resistir quando aqueles olhos de rafeiro argentino começarem a emudecer.

Chiquinho
Agora que recuperou totalmente da lesão e ultrapassou a pressão de ser o novo João Félix ou coisa que o valha, Chiquinho parece mais livre, muito mais ligado à qualidade que o rodeia, e muito mais leve quando carrega o piano. Acima de tudo, aquele bigode já não parece uma piada de mau gosto, mas antes uma demonstração de personalidade e confiança. Se mantiver este este nível, tem a minha autorização para entrar em campo com umas argolas nas orelhas e umas grelhas de ouro nos dentes. 

Vinicius
Decisivo mais uma vez. O proverbial golinho a cada 45 minutos alimenta os sonhos de benfiquistas em êxtase, mas põe comida na mesa de mais gente. De cada vez que Vinicius coloca um ponto final numa jogada nossa e faz a pose magnânima, há um departamento de comunicação algures entre Alvalade e o Dragão que desata a esbracejar para justificar a sua existência e o futebol sofrível da sua equipa. A arbitragem, a falta de competitividade dos adversários, o polvo, seja lá o que for que permita explicar de um modo conveniente a nossa superioridade. Tudo menos o futebol propriamente dito, essa modalidade detestável que fará de Vinicius o próximo ídolo dos benfiquistas e a próxima úlcera dos rivais.

Seferovic
Ninguém nega que o suíço precisa de minutos, mas o facto é que estas entradas de Seferovic a 25 minutos do fim são um tanto ou quanto anti-climácticas. Está uma pessoa feliz da vida na bancada a especular sobre se o resultado final será 7 ou 8 a zero e de repente damos por nós a pensar que se calhar saíamos já para evitar a confusão na linha azul. Desculpa, Haris. O problema não és tu, sou eu. E o Vinicius, vá.

Caio Lucas
Sim, e então?

Jota
Esteve pior do que Caio Lucas. Que pare e reflicta sobre as suas acções."

Cadomblé do Vata

"1. Assumindo desde já que sou facilmente impressionável e altamente mal educado, deixem que vos pergunte.. é impressão minha ou o Benfica está a jogar à bola p'a caralho?
2. Independentemente da qualidade do futebol do Benfica, este foi um jogo sobre o qual F. J. Marques vai facilmente levantar suspeições... não só goleamos o 3° classificado, como até o Caio marcou um golo... investigue-se.
3. O relvado é novo e escolhido a dedo, mas hoje perdi a conta ao número de escorregadelas dos jogadores de ambas as equipas... está visto que no Seixal, não só temos que apostar na formação de jogadores e treinadores, mas também de tratadores de relva.
4. Pizzi escolheu mal a época em que passou a marcar golos que nem um tresloucado... devia-o ter feito há 2 ou 3 anos atrás, quando era médio e podia entrar nos rankings europeus dos maiores centrocampistas goleadores.
5. Terminamos o ano civil de 2019 com 34 jogos no campeonato, 31 vitórias, 1 empate, 2 derrotas e 109/23 em golos... ficam aqui então, os meus mais sinceros desejos que estes números melhorem drasticamente em 2020."

Benfica After 90 - Famalicão

Curtas da nova dinâmica de um Super Benfica

"Um grande Benfica, uma vez mais, no regresso à Luz na Liga NÓS.
Curtas de uma dinâmica que se desenha:
- Laterais por dentro na zona de construção
- Interiores perto da linha defensiva adversária no espaço central lateral prontinho a atacar profundidade
- Alternância entre jogo interior e alteração de corredor com passe longo
- Busca de oportunidades para cruzamento rasteiro
- Afastamento do AV para zona do 2 poste quanto bola no CL
Chiquinho – Taarabt – Pizzi, e com Vinicius eficientemente e eficaz em zona de finalização elevaram o jogo encarnado para um nível que não havia experienciado ainda na temporada.
Nota para Tomás Tavares. Depois de adquirido o ritmo de um futebol de adultos, já demonstra o porquê de estar a este nível tão cedo. Inteligência e qualidade técnica notável!"

Um 4.0 na escala de Pizzi

"Driblou, criou e inventou na primeira parte para, na segunda, receber e finalizar. Pizzi marcou dois golos, fez uma assistência e foi do melhor que se viu no Benfica que ganhou (4-0) ao Famalicão e se mostrou cada vez assente nas dinâmicas geradas entre o capitão e Chiquinho, nas bolas filtradas por Gabriel e no jogo criado por Taarabt

Não lhe apanhei o nome, o cabelo era grisalho, a cara rugosa, o senhor acumulava idade e estava à porta do Estádio da Luz, eu em casa, ele de câmara e microfone apontados, a ser um de muitos alvos para auscultação pré-jogo, banalmente cheias, por hábito, de opiniões parciais e superficiais e que mal chegam a roçar a superfície de uma análise com pés e cabeça.
O senhor sapiente se desvendou, durante mais de cinco minutos, falando sem quebras à “Sport TV” e prolongando a sua sessão no interrogatório em série que costumam ser estas coisas, partindo do particular Benfica-Famalicão para o futebol no geral, ele são e razoável, a dizer que um jogo, seja onde for, depende da “vontade de uma equipa que quer ganhar, sem ter medo de perder”.
É mera ocupação de espaço escrever que a frase se aplica ao Benfica, é de elogiar que exista na mesma linha que o Famalicão, que em dezembro, com 14 jornadas várias feitas a liderar o campeonato, joga na Luz iluminado pela mesma atitude de querer ganhar jogando como sempre - construindo do guarda-redes, na relva, de forma apoiada e curta, com jogadores a atraírem contrários, a fixarem-nos e a soltarem a bola - em vez de tentar não perder e, se der, vencer.
Em 45 minutos houve, apenas, dois chutões para a frente, espasmos sem nexo durante uma parte em que o querer sair de trás com a bola, do Famalicão, funciona até metade do tempo, de tabela em tabela, respeitando apoios frontais, até Fábio Martins ou Rúben Lameiras receberem, terem o seu lateral a correr-lhes pelas costas e criarem espaço para decidirem.
O primeiro remate na baliza é de Pedro Gonçalves, recto e às mãos de Vlachodimos, aos 27 minutos, quando Carlos Vinícius ainda nem um toque dera na bola, desligado da equipa porque o Famalicão compactava as linhas, cerrava espaços ao centro e obrigava Taarabt a distribuir passes por fora.
Mas foi aí, mais ou menos, que, sem bola, Chiquinho atinou na marcação a Gustavo Assunção, tapando o primeiro médio adversário e deixando o Benfica assentar as referências de pressão na saída de bola do Famalicão. Aos poucos, forçou os destemidos visitantes a errarem atrás da linha do meio campo e acelerou o ritmo nos momentos pós-bolas recuperadas.
Chiquinho intensificou-se, desatou a atacar o espaço entre central e lateral esquerdo com diagonais, ora recebendo de Tomás Tavares ou Pizzi, ora desviando atenções para arranjar tempo ao capitão. O mais inspirado, moralizado e em forma criador de jogo da equipa, com as suas acções de poucos toques na bola, recepções orientadas, piques curtos e um-dois constantes, fizeram crescer o jogo atacante do Benfica.
Pizzi já tentara canalizar o seu Van Basten interior, numa bola longa rasgada por Taarabt, já fizera um slalom da esquerda para dentro e já batera contra Defendi, na área. Já tinha três remates com um quê de espetacularidade quando uma diagonal de Chiquinho foi respeitada e ele cruzou a bola, rasteira e tensa, para Vinícius encostar o 1-0 perto do segundo poste.
O golo tão perto do intervalo não levou o Famalicão a corrigir o desamparo no seu lado esquerdo. Fábio Martins continuou a chegar tarde, ou a nem chegar, ao apoio e compensação defensivas, Centelles manteve-se sozinho perante Pizzi, às vezes até sem um central ou médio perto, na cobertura, devido às diagonais de Chiquinho.
Não é que o íman gerador de desequilíbrios estivesse, constantemente, colado a esse lado. Quando a bola chegava à direita, já o Famalicão se partira e desorganizara, cada vez mais partido nos momentos em que tentava pressionar o Benfica a todo o campo. Gabriel era sempre a opção perto da bola que a filtrava para longe da pressão, deixando Taarabt ser o criador-mor nos últimos 40 metros - e, aos 30 anos, pós-travessia no deserto, ser um 8 que rouba, desarma e intercepta tanto quanto passa, finta e remata.
E, de principal desequilibrador na primeira, Pizzi tornou-se no finalizador da segunda, receptor do último passe para deixar alguém apto para finalizar. Ele dominado duas bolas com o pé direito e rematou-as com o esquerdo, na área, batendo o 2-0 e o 3-0 à força, mais eficaz do que genial, decisivo no jogo em que se insuflou de confiança e regressou às tentativas insistentes de tabelas bonitas, à entrada da área, quando o resultado estava feito.
O Famalicão não mais teve fluidez para sair de trás com futebol apoiado, perdeu muitas bolas e só em transições rápidas, nos últimos 10 minutos, levou jogadas até aos remates de Fábio Martins, já Racic recuara para trinco sem resolver o problema da falta de referências livres para construir jogo causado pelo Benfica, que ainda faria o 4-0 por Caio Lucas, a fechar um contra-ataque em que Pizzi o assistiu.
A fórmula que Bruno Lage experimentou para afastar as dúvidas do Benfica, aproximar os bons pés na mesma equipa e criar dinâmicas/movimentos para os fazer render, juntos, deu-lhe mais uma prova de que poderá mesmo ser a solução para o titubeante arranque de época que a equipa mostrou.
Se Pizzi servir de escala e se fixar a mira nos números, estará mesmo a resultar: vai com 18 golos esta época, 11 no campeonato."

SL Benfica 4-0 FC Famalicão: 11.ª vitória consecutiva para fechar o ano no topo da Liga

"À 14.ª jornada, o SL Benfica, líder do campeonato, tinha pela frente a equipa sensação desta primeira parte da época, o FC Famalicão. Os encarnados vinham embalados da vitória europeia a meio da semana e queriam manter o registo imaculado na Liga Portuguesa, bem como a liderança isolada. Já os famalicenses, que já não venciam há quatro jogos, queriam voltar aos bons resultados e vencer no Estádio da Luz – caso acontecesse seria algo histórico.
Passados 20 minutos da partida, tínhamos o Benfica a controlar o jogo e o Famalicão atrevido, tentando através de transições rápidas conseguir criar perigo. Estava um jogo interessante, mas os remates enquadrados com a baliza? Esses haviam poucos ou nem sequer víamos… Não havia muito jogo perto de ambas as balizas, sejamos sinceros.
Aos 26 minutos, houve talvez a melhor oportunidade desta primeira parte. Novamente uma boa jogada por parte de Fábio Martins, que encontrou Pedro Gonçalves em zona frontal para a baliza de Vlachodimos. O número 28 famalicense viu uma brecha na defensiva encarnada e rematou com força para uma bela intervenção do guarda-redes grego do Benfica. Ficava o aviso para os encarnados que pareciam que tinha adormecido na partida.
O aviso serviu para alguma coisa, pois ao minuto 30 apareceu Pizzi a fazer a delícia dos adeptos. Pegou na bola e foi por ali fora e passou por tudo o que era jogador do Famalicão. No frente a frente contra Rafael Defendi foi o brasileiro que levou a melhor e deixou as suas redes invioláveis. Ainda no mesmo minuto, houve cruzamento de Rúben Dias para Cervi rematar e só um desvio de um jogador do Famalicão travou o que podia ter sido o primeiro da partida. Estava vivo o jogo tanto para um lado como para o outro, afinal.
Ao minuto 36, depois de um cruzamento encarnado e de um corte famalicense, a bola sobrou para Tomás Tavares, que com um pequeno toque encontrou Pizzi. O 21 encarnado rematou, mas, de novo, Rafael Defendi novamente a estar ao melhor nível e a não permitir o golo encarado, que tardava a aparecer. 
Tantas vezes lá foi o Benfica e com perigo que tinha mesmo de aparecer… Aos 38 minutos, Primeiro, foi Tomás Tavares que descobriu nas costas da defesa Chiquinho. Depois o 19 do Benfica fez um cruzamento a rasgar a defesa do Famalicão – e que passe! – e apareceu Vinicius que só teve de encostar. Estava feito o primeiro na partida e era encarnado (1-0). Destaque para o ponta de lança brasileiro que já marca há quatro jogos consecutivos a marcar em jogos da Liga e é já o melhor marcador do campeonato (dez golos).
O intervalo chegou e as duas formações recolheram para os balneários com a vantagem mínima para os encarnados. Nesta primeira parte, tivemos duas caras encaradas: uma primeira onde remates não existiram (até aos 30 minutos) e depois 15 minutos à Benfica onde apareceu muitos remates e um golo. O Famalicão estava muito bem na partida, mas faltava algo no último terço do terreno. Uma primeira parte muito equilibrada e interessante como há muito não se via sem ser em clássicos e derbis.
Se na primeira se demorou 30 minutos para a máquina olear, na segunda parte foram precisos só três minutos. Aos 48 minutos, oportuno o lançamento rápido de Tomás Tavares a lançar Chiquinho. O 19 do Benfica cruzou a bola que acabou por ser cortada por um defesa do Famalicão e depois apareceu Pizzi, que de primeira só teve olhos para a baliza e para o golo. Era o 2-0 na partida e era a melhor entrada que podiam ter os encarnados e o contrário para o Famalicão. Com este golo o capitão encarnado igualou Vinicius nos melhores marcadores da Liga.
Aos 63 minutos, Chiquinho podia ter feito um lance simples, mas quis brilhar nesta partida novamente com um excelente passe para Pizzi. Depois, o capitão encarnado recebeu a bola, deu um pequeno toque para o lado e de pé esquerdo marcou o segundo golo da sua conta pessoal e o terceiro na partida (3-0). Acho que é importante salientar o passe delicioso de Chiquinho e depois a jogada individual de Pizzi que está ao nível do passe.
Depois do terceiro golo, as trocas encarnadas levaram a um desacelerar por parte da equipa e o Famalicão meteu “a carne toda no assador”, mas sem grande sucesso, porque não houve grande oportunidade perto da baliza de Vlachodimos. As duas equipas pareciam já pensar muito nos seus compromissos para a Taça de Portugal. Contudo, enquanto escrevia isto… houve ainda tempo para mais um golo para o Benfica.
Ao minuto 89, um passe da grande área do Benfica para o meio campo que chegou a Seferovic e depressa se tornou um bom lance de perigo. O suíço tocou rápido para Pizzi, que depois encontrou Caio Lucas. O número sete galgou vários metros no campo e só teve de trabalhar o seu drible, marcando o quarto na partida (4-0).
Mais uma goleada do SL Benfica para fechar o ano civil de 2019 na Liga Portuguesa e para fazer um grande registo de onze vitórias consecutivas na competição – igualando o registo do FK Shakhtar Donetsk esta época. Os encarnados somam mais três pontos e são líderes isolados com 39 pontos, com mais sete pontos do que FC Porto se bem que com mais um jogo. Já o FC Famalicão não vence há cinco jogos, tem três derrotas consecutivas e mantém o seu registo negativo para o campeonato. As emoções da Liga volta só em 2020 tanto para encarnados como para os famalicenses.

Onzes Iniciais e Substituições:
SL Benfica – Odysseas Vlachodimos (GR), Grimaldo, Ferro, Rúben Dias, Tomás Tavares, Gabriel, Taarabt, Pizzi, Cervi (79′, Jota), Chiquinho (84′, Caio Lucas) e Carlos Vinicius (69′, Seferovic) FC 
Famalicão – Rafael Defendi (GR), Riccieli, Roderick Miranda, Nehuen Perez, Alax Centelles, Uros Racic, Gustavo Assunção (64′, Guga), Pedro Gonçalves, Rúben Lameiras (76′, Nico Schiappacasse) e Toni Martinez (64′, Anderson)

A Figura
Chiquinho – Peça fundamental neste resultado encarnado. Participou (duas vezes directamente e uma indirectamente) nos três golos que houve na partida e fez uma exibição monstruosa. Parecia que estava em todo o lado e aproveitou muito bem as bolas em profundidade que iam sendo feitas pelos seus companheiros. A demonstrar que merece as oportunidades que tem tido. Acabou por sair aos 84 minutos e foi mais uma chuva de palmas por parte dos adeptos para outro jogador do Benfica. (Não podemos esquecer Pizzi, que fez novo jogo monstruoso com dois golos).

O Fora de Jogo
Toni Martinez – O único momento em que realmente se viu a sua presença em campo foi numa recepção orientada incrível, que não deu em nada, e um lance aos 57 minutos em que apareceu em profundidade, mas a partir daí… nada. Também fica difícil quando a bola não chega lá e, portanto, pouco se falou de si no jogo, acabando por ser substituído aos 64 minutos."

Chiquinho... Nunca é tarde para chegar ao êxito!

"Nunca é tarde para chegar ao topo!
Chiquinho é cada vez mais um pedra fulcral no Benfica... aliás, hoje, frente ao Famalicão foi essencial na vitória dos encarnados com passes açucarados para os golos de Vinicius e de Pizzi!
Mas, o médio ofensivo, além de ser sinónimo da melhoria e (até da definição) exibicional da sua equipa, é um verdadeiro exemplo para quem quer chegar ao topo!
Tendo feito, praticamente, todo a sua formação no Leixões, depois do Boavista o ter descoberto no Roriz, seria emprestado ao Gondomar para jogar no terceiro escalão do futebol português! Regressaria ao Mar, para, não terminar a sua primeira temporada na equipa de Matosinhos...como resultado das suas boas exibições, rumaria ao modesto Lokomotiva na Croácia, para não ser feliz!
Por isso voltaria, rumo à Académica, para brilhar! Em Coimbra seria o melhor jogador da Liga de Honra e, finalmente, fazer os clubes da Primeira Liga perceberem que ali "existia qualquer coisa"! Seria o Benfica a apresentar argumentos suficientes para o conquistar...depois de um percurso feito a pulso, a lutar por um "lugar ao Sol", um sonho bonito parecia estar a realizar-se!
Mas, não seria assim... Chiquinho na Luz nem aqueceria o lugar! Após o estágio do clube seria dispensado por Rui Vitória, e como resultado da recompra do médio defensivo Alfa Semedo ao Moreirensepelos encarnados, rumaria aos Cónegos!
Aí, "Chiquinho seria Chicão"... golos, dribles, velocidade, intensidade quer nas transições ofensivas, quer agressividade nas defensivas, foi das grandes surpresas da bela equipa delineada por Ivo Vieira! 
Voltaria a fazer desencadear o desejo encarnado...que depois de o ceder como "contrapeso", para o reaver teve de pagar 3,75 milhões de euros ao seu antigo clube, com um acréscimo de 750 mil euros se os homens da Luz alcançarem a Champions League.
Entraria pé ante pé...quando se estava a afirmar, lesionar-se-ia! Porém, depois deste périplo para chegar ao topo, não se poderia deixar abater!
Regressou e tornou-se em peça chave numa Águia que mudou de cara para deixar de ser tão previsível como era no início da temporada...e ninguém duvide que tal se deve ao talento do jovem que subiu a pulso até ter a oportunidade que sempre fez por merecer!"

A Economia do Golo, in Facebook

Benfiquismo (MCCCLXXVIII)

Frio!!!

Vermelhão: mais uma confirmação, da subida de forma...

Benfica 4 - 0 Famalicão


Mais uma goleada, num jogo que até começou 'perigoso', com o Famalicão a conseguir chegar à área do Benfica, em contra-ataque, mas também com 'posse de bola'... sendo que desta vez, o nosso golo demorou algum tempo a aparecer. Só ao minuto 38 a bola 'entrou'... na Luz, para o Campeonato, temos marcado mais 'cedo'! Mas apesar das aparentes 'facilidades' que o resultado transparece, o Famalicão era o 3.º classificado antes desta jornada, a forma como acabámos por gerir a vitória no 2.º tempo, pode dar a ideia que o adversário 'facilitou', mas foi o Benfica que 'facilitou' ao marcar e ao jogar bem... Ao contrário do que aconteceu na visita do Famalicão ao Dragay, hoje, não houve golos 'oferecidos'!!!
É impossível não destacar o Pizzigol!!! Dois golos e de facto está em grande forma... Mas o Chiquinho está em 3 golos, dois com assistência directa e no nosso 2.º golo, faz o cruzamento, provocando o 'corte/assistência' para o Pizzi!
Sem desmerecer o impacto que a dupla Chiquinho/Vinícius deu ao Benfica... de todas as variáveis, continuo a defender que dupla Gabriel/Taarabt foi o factor mais importante para a enorme melhoria exibicional nos últimos tempos!
O Fama, veio à Luz, com um esquema defensivo muito parecido, com os esquemas que várias equipas nos tentaram 'travar' no início da época (hoje, tentaram pressionar mais alto...), mas nessa altura só tínhamos um médio de 'construção' no meio-campo, agora basicamente com dois 'lançadores', as marcações não dão resultado... e com os 3 Centrais, que quase todos nos têm tentado 'travar', o espaço nas 'costas' dos Laterais aparece com alguma facilidade... e se antes a bola não chegava lá, agora chega!!!
Ainda temos a Taça de Portugal (a Taça da Liga, está fora do nosso controle...) antes do Natal, mas o Campeonato só vai regressar no próximo ano civil, em Guimarães, um jogo seguramente muito difícil (na mesma jornada vamos ter um Lagartos-Corruptos), mas neste momento, temos na pior da hipóteses 4 pontos de vantagem! Tudo isto, porque conseguimos num mau momento de forma, conquistar os três pontos, jornada após jornada... Não sei se vamos ter 'retoques' na janela de transferências de Janeiro, mas a equipa neste momento está sintonizada... Pessoalmente, acho que existem posições que necessitam de reforço. Em caso de lesões em alguns jogadores fundamentais, ficamos sem substitutos à altura... Com a Liga Europa em Fevereiro, a equipa merece a ambição da conquista 'total', em todas as competições, sem ter que abdicar de uma pela outra, mas para isso é preciso profundidade no plantel... em todas as posições!

Vitória em Angra...

Lusitânia 60 - 103 Benfica
17-25, 14-28, 13-21, 16-29

Temos feito alguma 'rotação': hoje, tanto o Coleman como o Betinho, tiveram poucos minutos; invertendo aquilo que tinha acontecido na última jornada! Desta vez foi o Murry que 'carregou' a equipa (com 9 Triplos!), ele que no último jogo, praticamente não tinha saído do banco!