Últimas indefectivações

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Uma vitória sofrida

"O Benfica ontem venceu o Lyon por 2-1, a contar para o 3º jogo da Fase de Grupos da Liga dos Campeões.
A equipa encarnada sofreu para derrotar o conjunto francês e contou com a “ajuda” de Anthony Lopes, após o erro do português no segundo golo benfiquista.
Bruno Lage fez algumas poupanças e rodou a equipa para um jogo decisivo. Foram a jogo Odysseas, Tomás Tavares, Ruben Dias, Ferro e Grimaldo a compor o eixo defensivo. Florentino fez a sua estreia na competição ao lado de Gabriel. Cervi e Gedson jogaram nas alas e na frente alinharam Rafa e Seferovic.
O Benfica entrou relativamente bem no jogo com Rafa nas entrelinhas a provocar desequilíbrios com a sua velocidade. O Benfica enfrentou um Lyon extremamente desorganizado defensivamente e foi no meio da confusão francesa que Cervi assistiu Rafa que, sozinho, fuzilou a baliza de Anthony Lopes.
O Benfica tentava controlar o jogo, porém encontrou um Lyon que também precisava de ganhar e aos 20 minutos, um duro golpe nas aspirações encarnadas. Rafa lesiona-se após um lance insólito com o árbitro do jogo. Entra Pizzi para o seu lugar e o Benfica perde a capacidade de pressão que estava a ter até então. Assim, vai Gedson para o lado de Seferovic e Pizzi fica a actuar a partir da ala.
Na segunda parte, a equipa encarnada revelava-se apática. Deu a iniciativa do jogo aos franceses e limitou-se a esperar pelo fim do jogo. Juntando isso a um Seferovic desinspirado e um Pizzi apático, este foi o pior momento do conjunto português no jogo. Lyon demonstrava-se incapaz de causar perigo em ataque posicional e Lage decide fazer uma substituição. Entra Vinicius para o lugar de Seferovic.
Porém, o Lyon cada vez mais pressionava e procurava o empate e fez isso acontecer. Uma defesa desorganizada permitiu a Dubois descobrir Depay na área encarnada para fazer o empate.
Pouco tempo depois, Depay quase fazia a reviravolta, após um belo remate em jeito, Odysseas consegue fazer uma boa defesa para canto. Enquanto isso, o Benfica ainda não tinha rematado na segunda parte.
Após um momento de inspiração de Pizzi, este consegue descobrir espaço para fazer um bom remate que foi ao poste.
Mas o destino quis sorrir à equipa encarnada. Anthony Lopes comete um erro ao lançar a bola e Pizzi antecipa-se ao adversário, rematando de primeira para a baliza descoberta. Um infelicidade para o guardião português que resultou na vitória do conjunto benfiquista.
Por um lado, é de ressaltar Florentino, Grimaldo e Gabriel, fizeram um grande jogo ontem e foram tremendamente influentes na equipa.
Por outro lado, Seferovic e Pizzi (apesar do golo) foram alguns dos pontos negativos da equipa.
Neste jogo claramente se demonstrou que a Liga dos Campeões é apenas uma montra para os jogadores do Seixal. Um jogo decisivo para as contas do Benfica e ainda assim o treinador não joga com todos os titulares disponíveis? Não há Benfica Europeu nenhum, há apenas uma equipa sem ideias e um presidente com ideias de vender os jogadores formados cá, não para os manter e ir longe na Europa."

Florentino Luís: o regresso do polvo da Luz

"Após ter contraído uma lesão no menisco interno do joelho direito, há cerca de um mês, na partida contra o Sporting Clube de Braga, Florentino Luís está de volta às opções de Bruno Lage.
Numa altura em que as “águias” estão a tentar melhorar os níveis exibicionais, a recuperação de Florentino é uma excelente notícia para o técnico setubalense.
O regresso do médio defensivo português aumenta – e muito – a qualidade do leque de opções para aquela zona do terreno. De lembrar que neste último mês a posição foi ocupada por Ljubomir Fejsa, que não tem encantado os adeptos encarnados com as suas exibições menos conseguidas.
O jovem de 20 anos demonstra uma capacidade de leitura de jogo notável, que lhe permite antecipar as jogadas dos adversários e lançar contra-ataques fulminantes que apanham as defesas contrárias desprevenidas. Além disso, mostra uma grande capacidade no que ao passe e à construção de jogo diz respeito, um aspeto muito importante para o estilo de jogo que Bruno Lage quer implementar no Benfica.
De facto, o futebol praticado pela equipa da Luz decaiu após a lesão do jovem luso. O “trinco” português é o pêndulo que mantém o equilíbrio do jogo dos encarnados. Com a perda desse pêndulo, as “águias” demonstraram dificuldades na transição defensiva.
Segue-se agora o período de adaptação e de reintegração. De resto, Florentino regressou à competição frente ao Cova da Piedade, onde entrou para os últimos 20 minutos do encontro. Apesar da paragem, o “polvo da Luz” mostrou ter os tentáculos em excelentes condições, e, nos minutos em que esteve em campo, conseguiu estancar por completo as (poucas) tentativas da equipa de Almada chegar ao golo.
Na passada quarta-feira, fez os 90 minutos na vitória do Benfica por 2-1 frente ao Olympique Lyonnais, tendo atuado no meio-campo juntamente com Gabriel, mas ainda longe dos seus melhores desempenhos.
Agora, resta apenas saber quem é que irá fazer parelha com o “trinco” no meio campo das “águias” daqui para a frente. Irá Bruno Lage manter a aposta em Adel Taarabt, que tem protagonizado um ótimo começo de época, ou optará por dar uma nova oportunidade a Gabriel, conferindo assim uma maior presença física e capacidade de recuperação de bola no centro do terreno?
No meio de muitas dúvidas, há uma coisa que parece ser inquestionável: a posição número “6” do Benfica tem dono, e o seu nome é Florentino Luís."

SL Benfica 2-1 Olympique Lyonnais: Habemus primeira vitória na Champions

"Sim, é verdade. O SL Benfica, último classificado do Grupo G, venceu mesmo o Olympique Lyonnais, segundo classificado, na terceira jornada da Liga dos Campeões. E foi a primeira vitória dos encarnados, esta época, em jogos a contar para a liga milionária. Nem sempre foi vitória à vista, mas o que é certo é que Anthony Lopes deu de bandeja os três pontos ao Benfica num lance nada feliz.
O jogo começou algo estranho com as duas equipas a estudarem-se a meio campo e ainda pouco perigo tinha havido em ambas as balizas. Porém, é sempre bom um golo na partida, e madrugador? Ainda melhor! E foi isso que aconteceu ao Benfica.
Aos quatro minutos, Seferovic começou a construir jogo e com um bom trabalho no lado esquerdo do ataque, encontrou Rafa, que tentou tabelar com Gedson, mas com grande atrapalhação. Depois foi a vez de Cervi entrar bem no lance, ganhar a bola e com um toque subtil foi o suficiente para chegar a Rafa. O português recebeu a bola e num remate de raiva fez o primeiro golo encarnado na partida, e o seu primeiro na Champions. Estava aberto o marcador no Estádio da Luz e que bom começo para a equipa portuguesa!
Se as coisas tinham começado muito bem para o Benfica, logo houve um percalço. Rafa Silva lesionou-se e acabou por ter de sair do terreno de jogo com muitas queixas. Um problema para Bruno Lage, que via assim um dos melhores jogadores a sair… Para substituir o extremo português entrou Pizzi.
Uma má saída do Benfica, aos 27 minutos, e a bola acabou por sobrar para os franceses numa zona muito subida do terreno. Cornet apareceu nas costas da defesa encarnada e só teve olhos para a baliza, mas havia uma muralha espanhola para travar as intenções do francês. Grimaldo esticou-se todo e, com um grande corte, não permitiu que o esférico chegasse sequer à baliza – muito bem o espanhol. Uma primeira parte muito boa por parte da equipa portuguesa algo que já não se via há imenso tempo para os lados da Luz. Os encarnados estavam a jogar bem a meio campo e estavam a apostar em passes simples, bem como a passes longos, a virar o jogo de uma forma rápida e também ela simples. Só faltava uma coisa para que estivesse tudo bem: a finalização. Já do lado francês, o seu meio campo estava desorganizado e não havia ligação entre a defesa e o ataque, tornando assim difícil a construção de jogo.
Até ao final do primeiro tempo não houve mais nada a registar quanto a oportunidades de perigo em ambas as balizas. O Benfica foi, pela primeira vez nesta Champions, a vencer para o intervalo e via-se, finalmente, nos relvados da Luz, uma exibição digna da competição onde estão os melhores dos melhores.
O Olympique Lyonnais voltou dos balneários mais atrevido com duas arrancadas pelo flanco esquerdo, mas, ainda assim, não conseguiu levar a melhor no último terço. Outra das lacunas que se verificou na equipa de Rudi Garcia foi a lentidão nas construções das jogadas. Os franceses não estavam a conseguir impor velocidade no jogo e isso facilitava, e muito, a tarefa defensiva dos encarnados. Ainda assim, o Lyon apresentava-se, neste segundo tempo, melhor na recuperação de bola.
Aos 64′, Cornet percorre todo o flanco direito passando por Ferro e cria uma grande oportunidade para a sua equipa. Talvez a melhor até aí. Depois do remate do número 27, a bola foi parar à trave. Muito perigo para a baliza do Benfica, mas, felizmente, foi falso alarme.
No entanto, ao que parece, o alarme voltou a tocar perto da baliza encarnada e, desta vez, o golo aconteceu mesmo… Aos 70 minutos de jogo, Memphis Depay repôs a igualdade no marcador depois de ter sido “servido” com um excelente cruzamento do lateral direito – Dubois.
Lembram-se de falarmos do meio-campo na primeira parte? Pois bem, o cenário manteve-se: havia demasiados espaços no centro do terreno e isso acabou por interferir na qualidade de jogo. Outra coisa que se manteve neste segundo tempo foi, sem dúvida, a agressividade na disputa dos lances. Muitas foram as paragens de jogo provocadas por faltas.
Aos 79′, Memphis volta a ameaçar. O 11 deixa Tomás de Tavares completamente desorientado, puxa para o pé direito para rematar, mas valeu ao Benfica Vlachodimos que, com uma palmada na bola, cede canto para a equipa adversária. O Benfica baixou completamente o seu rendimento, mas, por outro lado, não havia um Lyon a impor-se completamente.
Apesar disto, aos 85′, as águias voltam a ameaçar. Pizzi remata forte no corredor central, mas o esférico vai parar ao poste. Nem um minuto depois desse mesmo lance, Pizzi volta a ser protagonista: depois de uma má reposição por parte de Anthony Lopes, o médio aproveita e, de primeira, marca o segundo da noite para o Benfica. O clube da Luz estava outra vez em vantagem e fazia-se a festa nas bancadas por parte dos adeptos lisboetas.
Não houve muito para contar do resto do jogo e ficava então para a história a vitória da equipa de Lage. Foi um jogo com uma ótima primeira parte da equipa da casa e uma segunda não tão bem conseguida, mas que acabou por ser feliz e permitir ao Benfica regressar às vitórias na Champions. 

Onzes Iniciais e Substituições:
SL Benfica – Odisseass Vlachodimos (GR), Alex Grimaldo, Rúben Dias, Ferro, Tomás Tavares, Gabriel, Florentino, Gedson Fernandes, Cervi (Raúl de Tomás, 77′), Rafa Silva (Pizzi, 20′) e Seferovic (Carlos Vinícius, 59′)
Olympique Lyonnais – Anthony Lopes (GR), Dubois, Jason Denayer, Marcelo, Youssouf Koné, Martin Terrier (Thiago Mendes, 55′), Houssem Aouar (Reíne-Adélaide, 87′), Lucas Tousart, Maxwell Cornet (Bertrand Traoré ,66′), Memphis Depay e Moussa Dembelé

A Figura
Os três pontos – O Benfica até esteve muito bem na primeira parte, mas parece que a paragem para o intervalo fez mal. Os encarnados entraram e jogaram mal no segundo tempo e ganharam graças a uma prenda do guarda-redes do Lyon, Anthony Lopes. O que valeu deste jogo – ou pelo menos da segunda parte? Só mesmo os três pontos que deixam a equipa do Benfica ainda viva no Grupo G. O 

Fora de Jogo
Anthony Lopes – O guarda-redes português quis dar uma prenda, mas não foi ao seu clube. O número um dos franceses quis sair a jogar rápido e fez um erro colossal que deu a vitória ao Benfica. Anthony Lopes nem estava a fazer um mau jogo, porém, o erro que fez aos 85 minutos leva-nos a dar-lhe o prémio de fora de jogo da partida.

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Bruno Lage: «Declarações mais importantes»
«A estratégia era muito simples: ter dinâmicas nos corredores e ter Rafa com espaço para jogar à vontade e isso podia criar dificuldades ao Lyon. Como conseguimos o primeiro golo, surgiu segundo aquilo que pensamos para o jogo. Quando Rafa saiu ficámos no mesmo sistema táctico, mas os jogadores não eram os mesmos e assim sentimos algumas dificuldades».
«Não sabemos ainda o que se passa com o Rafa». «É apenas uma vitória. Aquilo que podemos olhar era para aquilo que pretendíamos depois da paragem, ter uma entrada forte e vencer os três jogos. Esse é o nosso objectivo. Sabemos a importância do jogo e se não tivéssemos ganho estaríamos numa situação muito complicada, mas agora temos de pensar no próximo jogo».

Olympique Lyonnais
Rudi Garcia: «Declarações mais importantes»
«Vou falar com o Anthony para reconfortá-lo e dizer que todos erramos. Claro que aconteceu num momento mau porque era tardio no jogo, mas erros acontecem. Temos de ser objectivos e dizer que não fizemos uma boa primeira parte. Podíamos ter ganho o jogo se não acontecesse este erro». 
«Concordo que está tudo relançado nas contas do grupo e queremos ganhar o próximo jogo já contra o Benfica. Fomos bastante melhores na segunda parte e talvez um empate fosse um resultado mais justo para este jogo».
«Perdemos muitas bolas e não fomos fluídos no nosso jogo, mas tinha uma equipa muito ofensiva quando o jogo arrancou. Com a entrada do Thiago Mendes tornamo-nos muito mais equilibrados e conseguimos criar mais perigo»."

Fechados para vencer

"A estratégia de Bruno Lage foi clara – Percebeu que no nível Champions não dá para não ter elementos na linha média incapazes de defender com competência a cada instante, e depois de dois jogos em que esse linha não impediu os adversários de invadirem as zonas de criação, optou por quatro elemento de grandes traços defensivos.
442 habitual com opções técnicas a indiciarem claramente uma Estratégia de melhor Organização Defensiva para acertar posteriormente ofensivamente

O regresso da dupla Gabriel – Florentino foi uma benção – A quantidade de duelos que vencem e bolas que recuperam são desde logo um suporte para a saída em ataque rápido – método onde o Benfica é especialmente mais forte no processo ofensivo. A opção por Cervi e Gedson, não pode ser dissociada da capacidade de ambos em fecharem o corredor, serem agressivos e trazerem maior percentagem de recuperações comparativamente aos habituais Pizzi e Rafa. Não só estão e fecham o espaço como ainda garantem os roubos da posse.
Foi portanto um Benfica sobretudo pensado para elevar o nível da sua organização defensiva, e com isso garantir também mais contra ataques – E por isso, Rafa Silva na posição de avançado – Aquele que recebia em apoio na transição ofensiva para então acelerar em condução desorganizando defensiva adversária.
A primeira vintena de minutos foi o período mais do Benfica na Competição, mas a lesão de Rafa trouxe de volta os velhos problemas – Gedson sem capacidade para dar a qualidade de condução e definição do colega no espaço de segundo avançado – Apenas manteve a velocidade de deslocamento, mas sempre sem desequilibrar, ou sequer pensar o jogo ofensivo, e Pizzi no seu nível habitual Champions – Mau! Perdas, más recepções, incapacidade de fazer sequer a bola chegar a zonas mais ofensivas.
Posicionamento Ofensivo habitual do Modelo – Com RDT e Vinícius em simultâneo

Sem sair em Transição Ofensiva, e mesmo impedindo o Lyon de ser perigoso, o Benfica passou demasiado tempos em bola, e sem ameaçar a equipa adversária – Quando assim o é, a equipa expõe-se mais facilmente a um contratempo – Porque controlar o jogo é diferente de controlar o resultado, quando este é tão curto.
Depois de boas ideias, boa estratégia e entrada forte, a lesão de Rafa foi pena demasiado dura para uma equipa onde não abundam soluções com capacidade para rendimento imediato.
A vitória surgiu num lance fortuíto, e embora relance o Benfica no grupo, a certeza de que a tarefa de ir fazer pontos fora de casa será tremendamente difícil."

Benfiquismo (MCCCXXXII)

Prestígio...

Vermelhão: Finalmente... uma vitória na Champions!

Benfica 2 - 1 Lyon


'Matar' estes borregos, não dá títulos, mas é um 'começo'!!! Pelo menos vão deixar de 'contar' as 'não vitórias' consecutivas... provavelmente irão usar outro critério qualquer, sempre a tentar dar carga negativa! Uma 'conta' que pouca gente releva, é a questão da inexperiência a este nível deste jogadores: dos titulares de hoje, só 6 jogaram regularmente na Champions nas últimas épocas: Ody, Rúben, Grimaldo, Rafa, Cervi e Seferovic... o Tino estreou-se hoje, o Tomás fez o 3.º jogo, o Gabriel o ano passado jogou pouco e o Ferro fez hoje, o seu 2.º jogo da Champions!!!

O jogo não foi bonito, mas fomos eficazes, numa estória 'quase' invertida em relação ao jogo dos 'putos' na Youth League esta tarde...!!!
Este Lyon tem fragilidades defensivas, principalmente nas transições defensivas, mas com a bola nos pés, têm talento. Não são muito objectivos, mas individualmente os jogadores do Lyon têm qualidade, são rápidos e fisicamente bem dotados!!!
E por isso mesmo o Lage, optou por uma estratégia 'diferente'! Apesar do jogo ser na Luz, apostámos tudo claramente nas transições rápidas, vulgo contra-ataques! Por isso é que o Rafa foi opção para 2.º avançado, e o Gedson juntou-se ao Tino e ao Gabriel no meio-campo! Não foi por acaso que o Lyon ganhou em Leipzig em contra-ataque... hoje, na Luz, sem espaço nas 'costas' da nossa linha defensiva, criaram menos perigo (algo que aconteceu ao Benfica em São Petersburgo, por exemplo...)!!!
E de facto, dificilmente as coisas podiam ter começado melhor com o golo do Rafa... e mais duas ou três arrancadas, que prometiam outros golos, mais tarde ou mais cedo!!!
Mas, como tem vindo a ser habitual... nova lesão do Rafa (se calhar a mesma!), e a estratégia teve que ser 'remendada', com o Gedson a passar para 2.ª avançado, uma posição onde o jovem não tem rotinas, principalmente nas recepções direccionadas entre-linhas!!!
Com o Benfica a ganhar, esta situação até não era 'grave', mas impediu o Benfica de chegar ao 2.º golo... Ainda tivemos algumas oportunidades, mas foram poucas...

Defensivamente, o Lyon ia circulando a bola (quase sempre por fora), mas também não criava perigo, aliás os guarda-redes (os dois) praticamente não fizeram uma defesa (creio que o Ody fez uma!!!), os remates mais perigosos acabaram sempre por ser interceptados pelos defesas!!! O Rúben que o diga... 'ganda cornada'!!!
Com o empate tudo se complicou... fomos obrigados a tomar conta do jogo, e isso não foi fácil, até porque continuamos a não ter o elemento 'desequilibrador' entre-linhas, estilo Jonas ou Félix... E assim, acabou por ser mais com o coração, do que com a cabeça... e neste caso, com uma 'oferta' do Tony Lopes que o Pizzi aproveitou (não é fácil rematar de primeira, naquelas circunstâncias)!!!
Nos últimos instantes, nota para o Tomás Tavares, que 'segurou' a vitória, com um corte providencial!!!
O Rafa estava a 'correr' naturalmente para ser o MVP, mas a lesão fez 'tremer' os três pontos! Grande jogo dos nossos Laterais, Grimaldo e Tomás Tavares! O Tomás mais tímido ofensivamente, mas fez uma exibição acima da média...
Muitas dificuldades do Tino e do Gabriel nas marcações no meio-campo, jogaram quase sempre em inferioridade numérica, e foram obrigados a correr muito... Com poucas opções para passe à 'frente'!!!
Mais um jogo onde o Gedson começou na meia-direita (mais ou menos), passou para 2.ª avançado (mal) e ainda voltou para a ala direita...!!! Pessoalmente, como treinador de bancada, tinha optado pelo Taarabt para o lugar no Rafa e mantido o Gedson na direita... com o espaço dado pelo Lyon, entre-linhas entre a linha defensiva e a linha de meio-campo, o Taarabt teria dado mais qualidade à nossa posse de bola... e teria espaço para 'embalar' algumas arrancadas!
O Cervi voltou a ser titular na Champions, basicamente com a função de 2.ª defesa esquerdo!!! E nesse aspecto voltou a estar bem...
Rúben e Ferro nos primeiros minutos 'pareciam' estar 'moles', mas acabaram por estar quase sempre bem...
O Sefeorvic voltou a estar mal... sendo que depois daquela cacetada, pareceu-me ter ficado inferiorizado! O Pizzi entrou muito mal... e acabou por atirar uma ao poste, e ainda foi a tempo de marcar o golo da vitória!!!
Boa entrada do Vinícius... o R.d.T naquela 'jogada' tem que rematar à baliza...!!!
O Gabriel e o Ody terminaram o jogo em dificuldades físicas, espero que tenham sido só sustos!!!

Mais uma arbitragem inacreditável... Como é que o Lyon acaba com 11, quando devia ter acabado pelo menos com 9?!!! Com o VAR a ver e a calar-se!!!

Estávamos obrigados a vencer, uma não vitória, colocava em causa inclusive o 3.º lugar, e uma potencial 'despromoção' para a Liga Europa!!! Mas se quisermos ficar na luta, não podemos perder em Lyon daqui a duas semanas...!!! Suspeito que o Rafa não vai estar disponível... num jogo que muito provavelmente será muito parecido com este: um Benfica a apostar nas transições rápidas, mas sem o Rafa tudo será mais complicado...

Mas antes da viagem a Lyon vamos ter três jogos para o Campeonato, complicados: em Tondela e o Portimão e o Rio Ave na Luz, tudo com muito pouco tempo de recuperação e com lesões 'importantes' pelo meio...!!! Neste momento, aquilo que se pede é consistência defensiva: se mantivermos a bola longe da nossa baliza, estaremos mais perto de ganhar... nem que seja ás três tabelas, ou em bolas paradas... Sem o tal desequilibrador (papel que no actual plantel, só o Chiquinho poderá fazer...) lá na frente, sem a velocidade do Rafa, a nossa construção ofensiva fica muito limitada...

Vitoria no prolongamento...

Benfica 103 - 99 ZZ Leiden
28-25, 12-26, 22-15, 26-22, 15-11


Sinceramente, estava à espera de um jogo mais fácil, os Holandeses deram muita luta, num jogo onde pouco se defendeu!!! Num jogo onde dominámos os ressaltos, esperava-se uma diferença superior!

Sem o Betinho, acabou por ser o Zé Silva o 'marcador' surpresa!!!

Vitória na Bósnia...

Mladost Brcko 0 - 3 Benfica
22-25, 17-25, 21-25


Passo de gigante para passar à 2.ª pré-eliminatória, basta vencer 2 Set's na Luz, na 2.ª mão... O Budva está à nossa espera!!!

O Rapha está a ser o melhor pontuador em todos os jogos, grande arranque de temporada...

Os Bósnios no 1.º Set ainda encentaram uma boa recuperação, mas aguentámos nos últimos pontos... O 2.º Set não teve história... O 3.º Set foi mais equilibrado, mas no final não demos hipóteses!!!

Vitória em Torres Vedras...

Física 1 - 6 Benfica

Goleada, obtida nos últimos dez minutos... o jogo foi mais complicado, do que o resultado final aparenta!!!
Destaque para o regresso do Nicolia, após lesão...

Muito injusto...

Benfica 1 - 2 Lyon


Fomos melhores, durante os 90 minutos! E enquanto o Lyon estava satisfeito com o empate, fomos os únicos a procurar a vitória nos últimos minutos... quando num contra-ataque no último minuto dos descontos, sofremos o golo da derrota!!!

O empate já era bastante lisonjeiro para o Lyon, sofremos um golo num erro individual; empatámos de penalty, também num erro dum jogador do Lyon, mas fomos sempre os mais dominadores e objectivos, o Lyon criou algum perigo, mas sempre no contra-ataque!

Agora, se queremos lutar pelo 1.º lugar temos que vencer o próximo jogo em Lyon...

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Sob o signo da solidariedade

"Confiança, determinação e ambição: são estes os sentimentos de todos nós para o jogo desta noite, no regresso da Champions ao Estádio da Luz para o Benfica–Lyon com início marcado para as 20h00.
Tudo está em aberto no grupo considerado mais equilibrado da Liga dos Campeões e o apoio à nossa equipa será fundamental, face ao elevado nível de um adversário que desde 2016 não perde um jogo fora de portas na fase de grupos da Champions.
Mas o dia será também marcado por algo que extravasa o mero domínio da competição desportiva e que nos remete para valores fundamentais da nossa vida em sociedade, os quais o Benfica estimula e promove e que muito importa destacar.
Inseridas no âmbito da campanha #EqualGame, da UEFA, concebida para promover a inclusão, diversidade e acessibilidade, decorrerão hoje várias actividades no nosso Estádio, cuja finalidade prioritária se resume na mensagem de que, em campo, somos todos iguais.
O Benfica fez questão de se associar a esta campanha e equipas de reportagem da própria UEFA estarão hoje a cobrir as diversas iniciativas que programámos para a campanha internacional deste projecto.
O Sport Lisboa e Benfica tem consciência do papel que exerce neste domínio enquanto instituição de referência desportiva em Portugal, no resto da Europa e mundo, e não enjeita essa responsabilidade. Pelo contrário, assume-a e coloca essa vertente no centro da sua acção, como aliás é sobejamente conhecido por todos, através dos projectos implementados pela Fundação Benfica.
Luís Filipe Vieira foi esclarecedor quando ao posicionamento do Sport Lisboa e Benfica nestas matérias: "Estamos sintonizados com o espírito e os objectivos da campanha #EqualGame da UEFA porque somos parte desse combate, porque somos todos iguais!" Uma posição reflectida nestas palavras e, sobretudo, nos já vários anos que a Fundação Benfica se tem dedicado a estas causas, no seguimento, aliás, da prática no Clube desde que foi fundado em 1904, em que a inclusão, a igualdade de género, a luta contra a discriminação e a abertura incondicional à sociedade sempre imperaram.
Assim, entre as várias actividades que acontecerão hoje, destaque para a que decorrerá às 18 horas no piso sintético do complexo desportivo do Sport Lisboa e Benfica com a participação de muitas crianças e, a apadrinharem o evento, de Luisão e Nuno Gomes. E também para a entrega de 2560 convites a instituições de solidariedade para assistir ao Benfica–Lyon.
É com orgulho, satisfação e enorme sentido de responsabilidade que o Sport Lisboa e Benfica se associa a estas causas.
Somos todos iguais!"

Benfica Podcast #340 - Back Refreshed?

Benfiquismo (MCCCXXXI)

Abram alas...!!!

Gedson 50

Antevisão...

105x68... Santos & Duarte

O maior crime de sempre em Portugal - Parte IV

"Assustador! Assustador! Assustador! Mas há muito mais, muito mais coisas assustadoras!
'Cantarei até que a voz me doa
Ao meu país, à minha terra, à minha gente
À saudade, à tristeza que magoa
Ao amor de que ama e morre ausente'

'290. Com efeito, no dia 12 de Dezembro de 2017, pelas 22:13:56h, o arguido Rui Pinto, fazendo uso do IP 128.31.0.13 através de formas de anonimização, criou o blogue mercadobenficapolvo.wordpress.com, acessível, à data, através do URL https://mercado-benficapolvo.wordpress.com no domínio Wordpress.
291. Aquando do registo indicou como nome de utilizador 'mercadobenficapolvo' e, como endereço electrónico, 'ose-mails-dopredroguerra@tutanota.com', tendo dinamizado o conteúdo do blogue desde a sua criação, com publicações alusivas ao mundo futebolístico, como correio para efeitos de contacto'.
Dúvidas então não existem de que foi Rui Pinto que publicou as caixas de correio electrónico de todas as pessoas do Benfica que por isso foram afectadas e todas e quaisquer pessoas que trocaram e-mails com todos estes benfiquistas, eu incluído!
Todos, mas mesmo todos, são lesados pela conduta de Rui Pinto.
Outra coisa bem diferente é a quem foram entregues estas caixas de e-mails? Quem tem a informação toda dos e-mails destas pessoas?

Provas indestrutíveis
Quer Rui Pinto venha a argumentar que o saco 35 e 36 onde se guardaram vários discos rígidos, ou o saco 14 onde se guardou a pen drive XPTO, são provas nulas, porque o saco não foi fechado com cola-tudo, mas com cola UHU, ou que o saco se abriu na viagem até Portugal devido às zonas de turbulência do avião, ou ainda que os sacos de plástico vão ser proibidos, a verdade é que nada de nada retirará a realidade dos factos. E essa é só uma, com saco ou sem saco de plástico!
Vamos elencar de seguida aquilo que nos tempos remotos de juventude se designava por 'apanhado com a mão na massa!'
'46. ... os acessos às caixas de correio electrónico dos membros da Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD foram realizados, pelo arguido Rui Pinto, a partir dos IP 89.133.142.32 e 89.134.153.113, localizados em Szovetseg Utca 28/B 2.º 13.1074, 07.º Bairro, Budapeste, Hungria, onde o arguido Rui Pinto, à data residia.
47. Bem como a partir do IP 193.137.39.11, correspondente à Universidade do Porto, ao qual o arguido Rui Pinto lograva acesso.
79. A 16 de Janeiro de 2019, o arguido dispunha, guardados no disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33, dos seguintes documentos que havia retirado da caixa de correio de membros/funcionários da Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD.
215. No disco rígido da marca Western Digital (Elements), com o S/N WX51E944XR33, que se encontrava na residência do arguido, a 16 de Janeiro de 2019, mais concretamente no ficheiro de texto '0422127E-23B4-4F85-A85F-3DD8C6C54EAE.txt', o arguido Rui Pinto dispunha de anotações por si redigidas referentes à Doyen, com credenciais de acesso, plataforma de gestão de conteúdos, redes sociais, repositórios e partilha de ficheiros.
216. A 16 de Janeiro de 2019, o arguido dispunha, guardados no disco rígido da marca Western Digital (Elelments) com o S/N WX51E944XR33, dos seguintes documentos que havia retirado do sistema informático da Doyen Sports Investments Limited.
225. Com efeito, entendeu o arguido Rui Pinto como relevante guardar os seguintes ficheiros no seu disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33, designadamente.
238. No seu disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33, que se encontrava na residência do arguido a 16 de Janeiro de 2019, concretamente no ficheiro de texto 'F488C171-62B1-4C20-B906-8A4C995E1095.txt', o arguido dispunha de anotações por si redigidas referentes a FPF, desde endereços de correio electrónico e respectivas palavras-chave a plataformas de ficheiros.
286. Até 16 de Janeiro de 2019, o arguido Rui Pinto guardou no seu disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33, 1369 ficheiros, incluindo os formatos '.doc', '.docx', '.xls', '.pdf', 'video e audio', ficheiros comprimidos e '.csv', exfiltrados das pastas dos colaboradores da PLMJ.
288. No disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33, que se encontrava na residência do arguido Rui Pinto a 16 de Janeiro de 2019, concretamente no ficheiro 'W.rtf', o arguido dispunha de anotações por si redigidas referentes a palavras-chave de acesso a um e-mail com domínio da PLMJ - biblioteca@plmj.pt
383. Com efeito, entendeu o arguido Rui Pinto como relevante os seguintes ficheiros, no seu disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33, designadamente:
Extraídos da pasta do Conselho Superior do Ministério Público.
387. Tal actuação permitiu ao arguido Rui Pinto recolher diversos documentos, da caixa de correio do então director do DCIAP, que guardou no seu disco externo da marca WD, modelo WD Elements e com o N/S WXH1AC5CKXZF, desgnidamente.
394. No seu disco rígido da marca Western Digital (Elements) co o S/N WX51E944XR33, que se encontrava na residência do arguido Rui Pinto a 16 de Janeiro de 2019, concretamente no ficheiro de texto '0422127E-23B4-4F85-A85F-3DD8C6C54EAE.txt', o arguido dispunha de diversas anotações por si redigidas referentes à 'PGR', desde endereços de correio electrónico e respectivas palavras-chave, números de mecanográficos, páginas de acesso a plataformas de ficheiros, páginas de exfiltração de informação e páginas de phishing.
395. Em 16 de Janeiro de 2019, em momento em que ainda não tinha sido constituído arguido nos presentes autos, o arguido Rui Pinto tinha guardado, no seu disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XE33, os seguintes elementos referentes ao presente processo.
396. No dia 16 de Janeiro de 2019, o arguido Rui Pinto detinha na sua moradia sita em 1072 Budapest, VII, District, Vorosmarty utca 6. II. 15, o seguinte material informático:
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXH1AC5CKXZF;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51E944XR33;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXM1AC718NXU;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXJ1EA3KKZU8;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXJ1A967D0AL;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXB1E6543CH6;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXW1A7897K1C;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXJ1A48JK61E;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WX51EC64PVP7;
- 1 (um) Ml Box, da marca Xiaomi, com o S/N 13878/580285961;
- 1 (um) card da marca Sandisk com 512 MB de capacidade;
- 1 (um) disco SSD (solid Stade Drive) da marca Samsung, com o S/N S2Z6NY1HB84107 e com 128 GB de capacidade;
- 1 (um) cartão micro SD da marca Kingston com o S/N N0579-005.A00LF e com 16 GB da capacidade;
- 1 (um) cartao micro SD da marca Samsung com o S/N ICYH179GA136 e com 4 GB de capacidade;
- 1 (uma) pen USB da marca Kingston (DTSE9), com o S/N 0557S-312.A00LF KF 6644177 com 16 GB de capacidade;
- 1 (uma) pen USB da marca Sandisk (CruiserForce), com o S/N BL160325376D, com 16 GB de capacidade;
- 1 (uma) pen USB da marca Sandisk(CruiseSwitch), com o S/N BL170425486B, com 16 GB de capacidade;
- 1 (um) disco rígido da marca Western Digital (Elements) com o S/N WXP1EC4E9JES;
- 1 (um) disco rígido da marca LACIE com o S/N NL360SQW;
- 1 (um) disco rígido da marca LACIE com o S/N NL360SR1;
- 1 (um) Macbook Pro (A1502) com o S/N C02T96R2FVH3'

Agora imaginem quando forem analisados estes 11 discos que ainda faltam analisar, pens, suportes informáticos, o que não virá ainda.
Temos trabalho aqui para 10 anos!

Assustador! Assustador! Assustador! Mas há muito mais, muito mais coisas assustadoras!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Taça e traça

"Até é preciso algum esforço de memória (ou consulta) para nos lembrarmos do ponto actual do campeonato.

1. Tenho saudades do tempo da Taça de Portugal - já lá vão muitos anos - quando, terminado o campeonato, era disputada de enfiada. Bem sei que agora não há condições para que assim seja. Mas continuo a pensar que, entre o que já não pode ser e o que agora é, vai uma distância enorme. Hoje é tudo ao molho e fé em... sorteios. Se tivesse se escolher o melhor modelo, diria que a época deveria começar por esta competição, deixando apenas para depois do campeonato as meias-finais e a final. Seria um troféu mais dinâmico e competitivo. Dava mais corpo à ideia de ser a competição mais democrática. Teria como vantagem a consequente não interrupção do campeonato, a não ser por razões de jogos obrigatórios de Portugal. Evitaria até a batota de castigos limpos numa competição diferente. Se a isto, juntássemos a obrigatoriedade de, em todas as eliminatórias (e não apenas na agora realizada terceira eliminatória), os clubes primodivisionários jogarem na qualidade de visitantes quando defrontassem equipas de escalões diferentes, seria uma prova mais entusiasmante e vertebrada.
E o que temos agora? Uma versão engasgada em regime de conta-gotas. Além de equipas eliminadas, que, em magote, são repescadas (21, no total de 55), a datas previstas já com a presença das principais equipas, são 20 de Outubro (3.ª eliminatória), 22 de Novembro (4.ª eliminatória), 18 de Dezembro (oitavos-de-final), 15 de Janeiro (quartos-de-final), as duas primeiras semanas de Fevereiro (meias-finais). Vá lá que aqui acabou-se com as duas mãos para os semifinalistas que chegaram a ser intervaladas por dois meses...
Por tabela, temos o campeonato nacional numa versão de trapézio escaleno. A continuidade da competição é significativamente quebrada. A primeira volta decorre 11 de Agosto e 19 de Janeiro, ou seja durante 5 meses e 1 semana(!). Já a segunda volta é concentrada em 3 meses e 3 semanas (desde 26 de Janeiro e 17 de Maio). Em 9 semanas de Outubro e de Novembro, apenas se disputam 4 jornadas! Até é preciso algum esforço de memória (ou consulta) para nos lembrarmos do ponto actual do campeonato...

2. Entrementes, a actualidade com algum interesse escasseia. Os jornais desportivos diários têm de ter muita imaginação para dar corpo às muitas páginas que disponibilizam aos seus fiéis leitores. E eu, simples cronista semanal, confesso a minha dificuldade em escrever sobre assuntos que ainda não tenham sido já abastadamente comentados ou inventados.
Foi neste ínterim que resolvei fazer uma incursão, algo melancólica, sobre onde param (ou pairam) clubes que, na minha juventude ou mais recentemente, andaram na primeira divisão e depois desapareceram na descida às catacumbas de divisões secundárias.
Que me desculpem os leitores mais jovens, pois esta parte da crónica de hoje tem indesmentivelmente um sentido geracional mais estrito. Esta digressão é mais própria da minha geração, mas é desconhecida da grande maioria das seguintes.
O campeonato nacional deste ano assinala - ao que julgo, pela primeira vez - um marco insólito ao longo da sua história. É que entre a cidade de Lisboa e a cidade do Porto, na faixa litoral, não há nenhum clube a jogar na 1.ª divisão! Faltam, sobretudo, a Académica de Coimbra, um ou mais clubes do distrito de Aveiro, a União de Leiria e, mais perto de Lisboa, o Alverca ou o Torreense. Apenas encontramos o Tondela, mas já mais no interior, no distrito de Viseu.
Onde estão agora equipas cujo habitat mais comum foi do principal campeonato? Não falando das que agora militam no 2.º escalão, vejamos o que tem sucedido às outras.
No agora chamado Campeonato de Portugal (nome ambíguo, como se todos os outros fossem campeonatos que não de Portugal...) e, outrora e mais humildemente, 3.ª divisão moram: Vizela, Fafe, Recreio de Águeda, Sp. Espinho, Leça, Sanjoanense, Trofense, Caldas, Amora, que passaram mais ou menos esporadicamente pela 1.ª divisão. Lá se encontram também clubes que tiveram percursos mais assinaláveis, ainda que em tempos diversos: o Beira-Mar (27 presenças e uma Taça de Portugal, sendo o 11.º clube mais assíduo no campeonato principal numa lista completa de 71 equipas), agora a recuperar depois de ter quase desaparecido, a União de Leiria (18) que procura, igualmente, renascer das cinzas, o velhinho Lusitano de Évora (em bom rigor Lusitano Ginásio Clube), único representante do distrito a jogar na principal divisão em 14 temporadas, com jogadores que ficaram na boa memória do futebol, como Vital, José Pedro, Falé e Fialho, o Sporting de Espinho (11), o Oriental de Lisboa (7), o Torreense (6), bem como o Alverca (5) onde pontificou Mantorras. Mais recentemente, lá estão os antes primodivionários Arouca e Olhanense, depois de descerem dois degraus muito rapidamente.Por fim, assinala-se um clube de importante trajecto na Divisão maior, a CUF do Barreiro (23 vezes, alcançando um terceiro lugar e dois quartos), entretanto metamorfoseado no seu nome e agora chamado CD Fabril Barreiro e, ainda, o Olímpico do Montijo, descendente do antes Montijo que esteve 3 anos no principal escalão. O Felgueiras, que passou uma vez, no escalão principal (em 1995/1996, treinador então por Jorge Jesus) deu lugar ao FC Felgueiras 1932, a jogar também no 3.º escalão, tal como o União da Madeira que enfrenta um processo de insolvência.
Já em campeonatos distritais, há sete equipas, quase todas com uma boa história na 1.ª divisão: Barreirense (24 épocas), Atlético (24), Salgueiros (24), União de Tomar (6), único representante do distrito de Santarém, e Tirsense (8), a que se junta o Ginásio de Alcobaça que por lá passou em 1982/1983.
Clubes já que foram extintos e, entretanto, ressuscitaram. O Estrela da Amadora (16 presenças e uma Taça de Portugal), deu lugar ao agora Grupo Desportivo Estrela, a iniciar a sua longa caminhada na 3.ª divisão distrital. A Naval 1.ª de Maio (6 presenças), cujo futebol sénior foi suspenso, foi de algum modo também replicada através da Associação Naval 1893, a disputar os distritais. Também o velhinho União de Coimbra sucumbiu aos novos tempos, surgindo em versão 2.0, o agora chamado União 1919. O Elvas, clube que esteve 5 vezes na 1.ª divisão, e onde pontificou Patalino, deixou de ter equipa sénior em 2018. Também a última equipa alentejana a estar na 1.ª divisão, o Campomaiorense deixou de ter uma equipa sénior, tal como o Seixal que esteve lá em cima duas vezes. Por fim, o extinto GD Riopele jogou em 1977/1978 na 1.ª divisão.
Registe-se, ainda, a anomalia, por demais incompreensível, de o Clube de Futebol os Belenenses, uma vez campeão nacional e até há algumas décadas um dos quatro grandes, estar a disputar a 2.ª divisão distrital de Lisboa, enquanto a ainda estranhamente denominada Belenenses SAD está a jogar no campeonato principal. Este é o caso mais notório de divórcio clube/SAD, mas não se fica por aqui, com consequências também no Atlético Clube de Portugal, Lusitano de Évora, Torreense, Cova da Piedade, União de Leiria, Penafiel, Olhanense. Se as autoridades desportivas continuarem a ignorar olimpicamente esta questão, mais casos haverá no futuro na disputa entre a história, tradição e coração, de um lado, e o dinheiro de investidores de ocasião (onshore e sobretudo offshore), do outro.
Por fim, uma constatação curiosa: dos 18 clubes que esta temporada actuam na 2.ª divisão, só três nunca foram primodivisionários: Mafra, Vilafranquense e Cova da Piedade

Contraluz
- Tomba-Gigante: Há quem diga que foi o Alverca, depois de eliminar o Sporting. Foi mesmo?
- Simbolismo: Um minuto de silêncio, desta vez bem respeitado, no Cova da Piedade - Benfica pela morte do grande jogador Rui Jordão. Sessenta segundos em que apenas se ouviu o choro incontido de um bebé, algures no recinto. Comoveu-me esta junção entre o silêncio da tristeza diante da morte e as lágrimas da criança diante da vida.
- Escrutínio: Uma medida corajosa vai ser efectuada na Holanda no que se refere ao recurso ao VAR, pela qual os árbitros terão de revelar a suas decisões através dos ecrãs do estádio. Deste modo, os adeptos poderão conhecer as razões da intervenção e a explicação da decisão adoptada pelos árbitros que os levam, a recorrer ao VAR. Será sonhar que tal venha a acontecer por cá?"

Bagão Félix, in A Bola

Lage tem de ser um Mourinho

"O treinador da águia, que ouve notícias, lê jornais e gosta de andar informado, já se deu conta que o fantasma do costume volta atacar e, até ver, com mais força

Na semana em que regressam as competições europeias os jogadores das equipas portuguesas estão bem. Podem sentir-se enfastiados, por ausência prolongada de competição, entrecortada pelos jogos de selecções e apenas para os que tiveram esse privilégio, mas cansados, não, felizmente.
O Benfica, como único representante luso na Liga dos Campeões, é o primeiro a entrar em cena, amanhã, no seu estádio, diante de um Lyon às aranhas, actual 17.º classificado na Liga francesa, a quem está obrigado a ganhar, por respeito ao estatuto europeu da águia e, sobretudo, para manter viva a esperança de chegar aos oitavos de final, um dos objectivos desportivos proclamados por Luís Filipe Vieira e que, por excesso de ambição, dizem, tem sido gozado à tripla-forra por causa da sucessão de mais resultados, que se explicam pela discutível competência de jogadores com mais elevado estatuto e, talvez, pela vertiginosa ascensão de um treinador cujos méritos não se contestam, mas que, admito, ao chegar demasiado alto e depressa, se tornou imprudente ao ponto de admitir que, apesar de noviço na função, já terá crédito para errar e perder. Não tem, principalmente a este nível, porque os adeptos não vão esquecer nunca o vergonhoso legado de Rui Vitória que colocou o Benfica nas bocas do mundo pelos piores motivos, ser o último de entre os 32 clubes que participaram na edição de há dois anos: seis jogos, seis derrotas, um golo marcado e 14 sofridos. Na presente edição o quadro é menos deprimente, mas, muito cuidado, porque, neste altura, no universo dos oito grupos da Champions, com dois jogos e duas derrotas, além do Benfica, apenas se assinalam Atalanta, Leverkusen e Lille.

Há duas semanas escrevi neste espaço que, sendo Pizzi e Rafa Silva as principais referências da equipa encarnada e segundas ou terceiras escolhas da Selecção, alguma defeituosa avaliação prejudicou construção de um colectivo que se queria forte e que, afinal, se tem revelado mais vulgar do que o anterior.
A derrota sofrida com o FC Porto, ainda por cima na Luz, estragou tudo, ao colidir com o que se agradável o Benfica produziu na pré-temporada (vitória na International Champions Cup) se prolongou por Agosto, com triunfo na Supertaça e estreia empolgante na Liga (duas vezes 5-0, ao Sporting e ao Paços de Ferreira). O desfecho daquele clássico, porém, encolheu drasticamente a margem de tolerância, porque é assim que se vive o futebol, e Bruno Lage sentiu-se obrigado a reinventar a filosofia de jogo da equipa, com o mesmo plantel, sim, mas com novas ideias, e não através de experiências repetidas e adaptações gastas que só podem conduzir ao fracasso: foi assim com o Leipzig e, mais cruel, com o Zenit, por isso o presidente confessou a sua vergonha. Além de, como Lage compreenderá, a eliminatória com o Eintracht Frankfurt, na época passada, tal como aconteceu, ter provocado desconforto atroz, principalmente pela ligeireza, não há outro termo, com que foi abordada a segunda mão.

No jogo com o Lyon o Benfica tem de ser competente, mostrar capacidade de sofrimento, espírito de luta e de entreajuda e, de uma vez por todas, deve haver coragem na identificação e responsabilização de jogadores que, sendo fortes com os fracos e se amedrontam com os fortes, não justificam o que recebem, que é muito, nem as mordomias com que são tratados, ao nível do que melhor se pratica.
Em todas as circunstâncias, deve ser máxima a exigência do treinador, contratado para corresponder aos anseios da massa adepta, com vitórias e títulos, e não para receber elogios dos jogadores, razão pela qual me pareceu um inopinado exagero classificar de tremenda a atitude que tiveram no jogo com o Cova da Piedade.
De atitude tremenda precisa o Benfica amanhã, verdadeiramente tremenda, porque se for idêntica à que se viu na Piedade, diante de um oponente menor, não é previsível que o Estádio da Luz volte a reviver o ambiente das grandes noites europeias. Tantas na sua história, embora cada vez menos...
Por outro lado, o treinador da águia, pessoa culta, que ouve notícias, lê jornais e gosta de andar informado, com certeza que já se deu conta que o fantasma do costume volta a atacar e, até ver, com mais força. A única forma de o afastar é ganhar mais. O que nem é difícil. Bruno Lage até está em vantagem, mas não chega. Para consumo interno, já dizia Mário Wilson, qualquer treinador se arrisca a ser campeão no Benfica. O segredo estará em descobrir um Mourinho que aceite o desafio de lhe devolver o dimensão europeia que durante três décadas exibiu com reconhecido mérito e o tornou um emblema ainda hoje respeitado e admirado em tudo o mundo.

Na quinta-feira há Liga Europa. Acredito que FC Porto, Sporting e SC Braga vão passar à fase de eliminatórias. Ao Vitória de Guimarães tocou-lhe a fava, mas a visita ao Arsenal deve ser festejada. Prestigia o clube e os seus jogadores vão adorar exibi-se no relvado do Estádio Emirates."

Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 22 de outubro de 2019

A Pantera nunca engoliu o elefante

"O Luxemburgo veio jogar a Portugal... e, de imediato, lembrei-me de Eusébio

Coitado do nosso amigo sr. Ferreira: tinha um elefante do tamanho do Luxemburgo para engolir e nunca engoliu.
É que foi frente ao Luxemburgo, precisamente que teve a sua primeira oportunidade de jogar com a camisola dos cinco escudos azuis, a da selecção nacional. E do mal, o menos: marcou logo um golo.
Fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 1962, no Chile: Portugal estava no Grupo 6, com Inglaterra e Luxemburgo.
Realizara dois jogos em casa: vitória sobre o Luxemburgo (6-0); empate com a Inglaterra (1-1). Os ingleses tinham feito melhor: 9-0 e 4-1 ao Luxemburgo. Portugal estava assim, e para já, em desvantagem.
A imprensa gostava de chamar ao Luxemburgo a Cidade das Fadas ou Cidade de Opereta, por causa daquela arquitectura barroca, tão especial.
É uma cidade bonita, a Cidade do Luxemburgo.
O primeiro jogo de Eusébio por Portugal foi um dia triste. Muito triste para ele. Acreditem. O próprio mo contou.
Dia 8 de Outubro de 1961: a selecção nacional de Fernando Peyroteo era uma equipa de risca ao meio. Isto é: defesa à base do Sporting; ataque à base do Benfica. À frente de Costa Pereira, jogavam Mário Lino, Morato, Lúcio e Hilário, todos do Sporting. No meio, um benfiquista, Coluna, e um sportinguista, Pérides. Eusébio jogava na frente, com Yaúca, do Belenenses, Águas e Cavém.
Era o tempo de o 4-4-2 substituir por completo WM.
José Augusto e Santana tinham ficado em Lisboa. Fora de forma, justificara Peyroteo, agora um pouco surpreendentemente no cargo de seleccionador.
Aos 56 minutos, era o escândalo completo: um hat-trick de Schmidt; 3-0 para o Luxemburgo!!!
Ora batatas!

Que vergonha!
Eusébio vivia minutos tão tristonhos como toda a equipa, tolhido pela incapacidade de ultrapassar o vigor e o entusiasmo luxemburguês. Só que o seu talento inesgotável lançava-o para além de uma vulgaridade que se prendia aos gestos individuais e colectivos como um nevoeiro pegajoso das charnecas da velha Inglaterra.

A oito minutos do fim, arranca pela direita, junto à linha lateral, e vai levando a bola para o centro, driblando primeiro um, depois outro, e ainda outro adversário. O remate de pé esquerdo é tremendo: golo. De pouco serve. Hoffmann faz 4-1; Yáuca, 4-2.


Ingleses atentos!
No dia seguinte, a imprensa derrete a selecção.

E com razão, convenhamos.
Perder desta forma bruta contra os amadores do Grão-Ducado não lembrava ao mais pintado.
Peyroteo ainda solta um grito desesperado: 'Vamos ganhar a Inglaterra!'
Nenhum anjo bondoso o ouviu.
Eusébio não foge às críticas duras: que lhe falta experiência; que sem os remates fulminantes não disfarça faltas importantes; que não conseguiu ser o interior de ligação que teria sido, certamente, Santana. Vindo em peso do outro lado da Mancha para espiar o próximo opositor da selecção inglesa, a imprensa britânica não parece ter a mesma opinião. O prestigiado jornalista Peter Lorenzo, enviado-especial ao Luxemburgo, escreve no Daily Herald: 'O desfecho deste encontro é um dos maiores choques do futebol europeu e mundial. (...) Eusébio, o novo jogador-maravilha dos campeões europeus, começou a jogar como um mestre e marcou um soberbo golo de vinte e cinco metros'.
A paixão dos ingleses por Eusébio começava aí. A sua exibição em Wembley, quinze dias depois, torná-la-á ainda mais forte. Irá durar para sempre.
O Chile ficava agora demasiado longe.
Portugal confrontava-se com a pequenez do seu futebol: não havia gente capaz de substituir José Augusto e Santana; ninguém estava à altura do lesionado Germano.
Eusébio estava profundamente triste.
Mas foi sempre um campeão, nunca se resignou.
Poucos dias depois estrear-se-ia em Wembley, perante o exigente público britânico e com chusmas de jornalistas loucos para o verem ao vivo.
A sua desforra não tardaria a chegar.
O rapaz de Moçambique entraria em Londres como um rei. Retinta e divinamente negro!
(continua na próxima edição)"

Afonso de Melo, in O Benfica

Quem diria?...

"Uma diseuse que viria a ser primeira dama e dois jovens pianistas que se tornariam nomes maiores da música portuguesa

No final do ano de 1957, a Secção Cultural do Sport Lisboa e Benfica promoveu um 'Grande Festival de Arte'. A imprensa aplaudiu: 'O Serão de Arte do Benfica apontou afinal, e de maneira eloquentíssima, o grande exemplo: aos clubes pertence também educar e as musas não fazem mal ao Desporto, antes o sublimam com lufadas de espiritualidade que elevam a grei que o serve'.
O Cinema Império foi o palco desse 'Grande Festival', que teve lugar às 21 horas e 30 minutos do dia 10 de Dezembro. 'A elegante casa de espectáculos da Alameda foi pequena para a multidão que ali afluiu'. Nem as 'altas figuras da vida nacional' faltaram. 'Do seu programa, conscienciosamente elaborado', faziam parte as actuações da orquestra da Emissora Nacional e do orfeão do Benfica, declamação de poesia e um recital de piano. Foi 'uma grande noite benfiquista!' O que a maioria dos presentes não poderia adivinhar é que nessa noite subiriam ao palco três artistas que se viriam a ser figuras de relevo no panorama cultural português.
No recital de piano, o professor Campos Coelho - para além de tocar com Paulino Gomes Júnior, seu antigo aluno e então director do jornal O Benfica - brindou o público com a apresentação de dois jovens intérpretes. 'Dois dos meus mais talentosos alunos', afirmou. Os 'dois pequenos grandes pianistas que a «fábrica Campos Coelho» produziu para regalo de quantos apreciam a difícil, mais incomparável arte de «bem tocar piano»' eram, nada mais nada menos, que Maria João Pires e António Victorino de Almeida, então com apenas 12 e 17 anos, respectivamente.
E a artista que naquela noite 'encheu o palco com a sua maneira especial de interpretar' os poemas de Álvaro de Campos, Nazim Hikmet, Fernando Pessoa e Pablo Naruda, entre outros, era já considerada 'uma das maiores revelações artísticas da moderna geração': Maria Barroso, a mulher que viria a ser durante 10 anos primeira dama - o seu marido, Mário Soares, foi presidente da República entre 1986 e 1996.
O Benfica assumiu desde cedo o compromisso de contribuir permanentemente para o fomento da cultura. Na área 16 - Outros Voos, do Museu Benfica - Cosme Damião, pode saber mais sobre a relação histórica do Clube com diferentes polos da cultura."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Regresso da Champions

"Amanhã, às 20 horas, terá início o Benfica–Lyon da 3.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Só a vitória nos interessa, num grupo em que, previsivelmente, impera o equilíbrio no futebol jogado e em que está tudo em aberto.
O nosso próximo adversário empatou com o Zenit em França e venceu o Leipzig na Alemanha nas duas primeiras jornadas, somando quatro pontos. É líder, em igualdade pontual com o Zenit, e um triunfo da nossa equipa recolocar-nos-á na luta pela passagem aos oitavos de final.
Este é o único cenário que queremos antecipar, pois a exigência é máxima num clube como o nosso e acreditamos no valor da nossa equipa, pois já demonstrou que tem valor para fazer mais e melhor. O apoio será fundamental e por isso apelamos à forte presença dos Benfiquistas amanhã no Estádio da Luz e que estejamos com a nossa equipa em campo do primeiro ao último minuto.
Será o segundo jogo do ciclo intenso de sete partidas em 23 dias. À recepção ao Lyon seguir-se-ão três jogos para o Campeonato, com Tondela, Portimonense e Rio Ave, e a visita a Lyon. No dia 9 de Novembro será a vez da deslocação aos Açores para defrontar o Santa Clara, antes de nova paragem para as selecções.
Nota ainda para duas equipas do Benfica que entrarão em acção ao longo da tarde que antecede a partida frente ao Lyon. Os Sub-19 jogarão às 15 horas, no Benfica Campus, frente à sua congénere do Lyon. Procuramos a terceira vitória, em três jornadas, no Grupo G da UEFA Youth League. E às 17h30 será a vez do basquetebol, que defrontará o ZZ Leiden, da Holanda, no Pavilhão Fidelidade, a contar para a primeira jornada da fase de grupos da FIBA Europe Cup.

P.S.: Parabéns aos três futebolistas portugueses incluídos na lista de trinta candidatos a vencer, este ano, a Bola de Ouro, o prestigiado prémio instituído pela publicação France Football. Cristiano Ronaldo tem lugar cativo entre os nomeados e já foi o vencedor em cinco ocasiões. Bernardo Silva e João Félix foram nomeados pela primeira vez e Félix está igualmente entre os dez nomeados para o melhor jogador Sub-21 do ano. A inclusão de Bernardo Silva e João Félix acaba por ser, também, um reconhecimento do excelente trabalho desenvolvido na nossa formação, o que nos congratula e motiva para persistir na busca pela excelência neste e em todos os domínios. A sua presença são um motivo de enorme orgulho para todos os Benfiquistas."

Lage à France-Presse

Cadomblé do Vata (Félix e azias!!!)

"João Félix está entre os 30 nomeados para a Bola de Ouro. Desde que Ricardo Carvalho, Maniche e Deco estiveram na lista em 2004 e o nome de Rui Patrício apareceu nos seleccionados em 2016, que nenhum jogador da Liga Portuguesa atingia tamanho desiderato. Dando como certo que tal honra não teve origem em façanhas europeias (apesar do hat trick contra o Eintracht) como no brilhante caso dos portistas, nem se deveu a um título ao serviço da selecção (mal grado aquela hora contra os suíços na Liga das Nações) conforme sucedido com o guardião do Wolverhampton, deverão todos os apaniguados azul esverdeados que hoje se espumam de azia, sentir enorme orgulho no viseense, por ter sido ele a demonstrar que marcar golos ao FC Porto e ao Sporting CP, afinal dá prestígio internacional. Alex Apolinário e Lourency já procuram locais para festejar a integração na lista dos 30 em 2020.
Quem também não deverá conseguir esconder a felicidade é a Sra. Dra. Ana Gomes, que viu ontem confirmada a sua sensação de que o valor da transferência do dispensado das escolas do FCP para o Atlético de Madrid era negócio de lavandaria. O SL Benfica vendeu para Espanha um dos melhores 30 jogadores da temporada passada, com margem de progressão incrível, por 120 milhões de euros. Dito assim, foi um valor limpinho, limpinho nas lavandarias 5 à Sec, que foi como ficaram muitas gargantas quando ontem saiu a lista. Até porque que se saiba, não foram perdoados 100 milhões aos madrilenos, que ficaram ainda encarregados de pagar 1,2 milhões de euros ao FC Porto ao abrigo do Mecanismo de Solidariedade, valor que vai dar muito jeito para pagar nos próximos anos, as rendas mensais de 500,00€ pelo aluguer do Centro de Estágio do Olival.
Só para terminar, referir a presença de Bernardo Silva na já referida lista, o que coloca a formação do SLB em luta ombro a ombro com Ajax e Liverpool como clubes com mais jogadores formados na lista. Não é que seja algo de especial relevância, mas ainda sou do tempo em que estas curiosidades faziam capas de jornal. Isso e as listas dos Médios Mais Goleadores da Europa. Tudo muito anos 80, pelos vistos."

Mais um...