"Digam lá, sinceramente. O caudal de jogo ofensivo do SL Benfica no jogo com o Casa Pia AC
foi em alguma coisa inferior ao
do embate com o Académico de
Viseu FC? Ninguém no seu perfeito juízo pode dizer que houve
menor volume ou entrega dos
jogadores no empate a dois do
que na vitória por sete. E é
dessa matriz de jogo que temos
de falar.
Neste início de temporada, a formação masculina liderada pela
equipa técnica de Marco Silva
tem os olhos na baliza adversária. E troca os olhos aos defesas
contrários. Já sei, já sei, não
podemos descurar a outra baliza, a nossa. A solidez defensiva
é um dos elementos que dá
campeonatos, para evitar dissabores como o empate de estreia
na Liga Portugal. Isso também
se trabalha, mas, para já, deixem-me só ficar feliz com a
capacidade que a equipa de -
monstra para jogar de frente e
dentro da grande área dos nossos oponentes. E sentir-me
muito orgulhoso pela forma
como os nossos jogadores querem – e conseguem – recuperar
rapidamente a bola quando a
perdem. É também de atitude
que temos de falar. Na partida
da segunda jornada do Campeonato, com a exceção de Lenglet,
todos os jogadores já faziam
parte do plantel do ano passado.
E, em alguns casos e jogos, não
puderam ou não conseguiram
demonstrar essa vontade e isso
também nos deve fazer pensar.
Não pode ser um lugar-comum:
representar o Sport Lisboa e
Benfica no futebol e no que quer
que seja, tem de vir com algumas condições coladas ao corpo
e à alma, como a entrega total e
o desejo de ganhar. Estamos
numa fase demasiado precoce
da época (e já sabemos das artimanhas que estão montadas),
mas este Glorioso já é um bálsamo para tantas feridas que têm
sido causadas ao Clube. E é
assim, cobertos de mercurocromo emocional, que temos de
continuar. De preferência, unidos. Senão, não vale a pena."
Ricardo Santos, in O Benfica

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