Últimas indefectivações

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Terceiro Anel: Dia 13

Terceiro Anel: Prognósticos Quartos...

ESPN FC: Disappointed ending to Ronaldo's career?

Howson: Suíça...

O dia em que elogio Fernando Santos


"Era outubro de 2006, o Benfica ia visitar o Dragão e Fernando Santos treinava as águias. Para oferecer algo diferente sobre o engenheiro que desenhara o penta do FC Porto, fiz-me ao caminho e bati à porta da Igreja das Antas.
O padre Fernando era, à data, confessor e amigo próximo do treinador. Sem quebrar o sigilo da penitência, o sacerdote mostrou-me um lado menos evidente da figura que eu propusera descobrir.
Falou-me das «escapadelas» dos estágios para atender à missa, das aulas de catequese dadas ainda nos tempos do Estrela da Amadora, da colaboração humanista com o Seminário de Vilar e dos atos de contrição feitos em relação à vida profissional.
«O Fernando Santos era um bocadito mole com os jogadores. Não tinha a autoridade e a intimidade que deveria ter com eles. E eu cheguei a dizer-lhe isso», advertiu o senhor padre, ele próprio amante de um prazer terreno em forma de bola de futebol.
Este lado de maior condescendência preocupou-me, principalmente a partir do momento em que Fernando Santos assumiu o cargo de selecionador nacional. Como iria um homem «um bocadito mole» gerir os egos de tantos craques e o hedonismo altivo do maior de todos, Cristiano Ronaldo?
Fernando Santos optou pela proximidade e companheirismo. Amparou todas as decisões e comportamentos de Cristiano, permitiu-lhe a ausência antecipada antes do jogo para o terceiro e quarto lugares na Taça das Confederações (2017) e até o libertou da fase de grupos da Liga das Nações (2018), sempre a pensar na comunhão de interesses entre o grupo e o mais mediático futebolista do planeta.
Pese um ou outro exagero, Fernando Santos foi o selecionador que melhor soube lidar com Cristiano. Soube tê-lo sempre do seu lado e capitalizou essa confiança para influenciar o restante grupo.
Enquanto o rendimento de Cristiano Ronaldo foi estratosférico, os devaneios foram tolerados por todos – todos! – e as manias do avançado foram registadas apenas como tiques de uma personalidade ambiciosa disparada por um espírito de rara competitividade.
O pior estava por vir. O tempo apanhou Cristiano e Cristiano não soube aceitar as regras do tempo. Mas este não é um texto sobre Ronaldo. Quero falar das reações certeiras de Fernando Santos nos últimos dois dias. Reações que contrariam o senhor abade das Antas e a tese cristã do «bocadito mole».
O caráter de Fernando Santos não o permitiu embarcar na encenação de spin doctors apressados e o selecionador deu um murro na mesa. Não literalmente, mas deu. Não gostou «mesmo nada» das imagens de Cristiano a tecer impropérios aziados sobre o homem que mais o ajudou na Seleção Nacional e afirmou-o convictamente em praça pública.
Consequência direta dessas imagens, ou não, a verdade é que Cristiano Ronaldo foi para o banco de suplentes no decisivo jogo contra a Suíça – ao lado de João Cancelo, outro exemplar em penoso sub-rendimento neste Mundial.
Fernando Santos arriscou, olhou para quem estava melhor desportivamente e não quis saber das maiúsculas de cada nome. Podia ter corrido mal, naturalmente, e o ciclo do experiente treinador acabaria em tom de dó menor. Mas correu bem, correu extraordinariamente bem e Portugal escreveu uma das mais brilhantes páginas da sua história.
O selecionador mostrou a todo o planeta que a Seleção Nacional só tem um líder e esse chama-se Fernando Santos. Depois de demasiados anos numa ressonância pastosa daquilo que foi Portugal no Euro2016, o treinador reagiu e percebeu que jogar com os melhores e de forma ameaçadora é bem capaz de ser uma boa ideia.
O meu desejo? Que Santos não volte atrás e seja firme nas opções tomadas. Grande parte do mérito da imprevista goleada aplicada à Suíça nasceu na coragem do selecionador. Um homem que de bocadito mole nada teve nos últimos dias."

Está tudo a pensar no domingo de Ramos


"Sinal mais de Portugal frente ao país do sinal mais. Frente a canivetes, trouxemos uma moca de Rio Maior. Se eles guardam o dinheiro como guardam a sua baliza, aproximar-se-á, brevemente, novo colapso do sistema financeiro.

Não quero ser uma besta, mas espetámos seis sem sequer precisar da pontaria de Guilherme Tell. Numa inaudita inversão em termos de import-export, Portugal deu chocolate aos suíços, que vão querer esquecer esta noite. Algo que será difícil, dado o elevado número de automóveis de emigrantes portugueses que por lá circulam com um autocolante da FPF.
Fernando Santos - queiramos ou não admitir - cometeu uma espécie de regicídio futebolístico quando escalou um onze sem Cristiano. Ronaldo, neste Mundial, tem sido o D. Sebastião do futebol português: um homem desejado, mitificado, que quer entrar numa guerra para a qual não tem idade nem físico. Nos quartos-de-final, calha bem que enfrentemos Marrocos. É precisamente frente ao país de Alcácer Quibir que teremos finalmente a oportunidade de curar o nosso trauma com sebastianismos. Sendo que - não esquecer - Marrocos eliminou a Roja, saldando assim a dívida histórica de nos terem colocado nas mãos dos espanhóis em 1578.
Mas atenção, tenhamos cuidado com o jogo de sábado como quem tem cuidado ao escolher um hotel em Casablanca: os quartos até podem ser bonitos, mas certamente vão ser quentes. E se formos a penáltis? Eu punha o Ronaldo a marcar, contudo chamava João Moutinho para o motivar. Ele bate bem - se perdermos, paciência. Os marroquinos ficam com Casablanca e nós, bom, we’ll always have Paris… Para além disso, I think this is a beginning of a beautiful friendship.
Entre os portugueses e Gonçalo Ramos, claro. Nasceu em 2001, ano em que Pepe ganhou o direito legal a beber poncha nas folgas do Marítimo B, e soube hoje que ia atar as chuteiras no balneário para ocupar o lugar de um jogador que se estreou a marcar em Mundiais quando ele ainda precisava de ajuda para calçar ténis de velcro. Natural do Algarve, fez uma exibição de encher o Olhão.
Falando em coisas das quais não tem memória, Gonçalo Ramos tornou-se na Dinamarca de 92 desta competição. Alcança uma inesperada glória depois de ter sido repescado por causa de um conflito. Numa semana em que começámos a pensar que o ambiente na seleção se ia tornar numa Jugoslávia, foi preciso recorrer à neutralidade suíça para restaurarmos a união e a paz.
A verdade é que o jogo de hoje - frente ao país que escolta o Papa - nos fez considerar transgressões da tradição católica. É certo que calha na semana antes do Natal e não da Páscoa, mas dia 18 gostaríamos todos de festejar o Domingo de Ramos."

A seleção nacional jogou muito melhor sem Ronaldo


"Foi o dia para a noite. Pode ter sido só uma coincidência. Mas também pode ter sido resultado de uma maior coesão da equipa. Para azar de Ronaldo – e sorte dos portugueses –, o jogador que atuou na sua posição marcou três golos, um dos quais um remate fantástico.

Depois da controvérsia saída no jogo de sexta-feira frente à Coreia do Sul, em que usou o melhor vernáculo para mostrar o desagrado com a sua substituição, Cristiano Ronaldo começou o jogo de ontem contra a Suíça no banco de suplentes. Fernando Santos já tinha dito que não gostou nada do desabafo do jogador.
Tratou-se de algo inédito num desafio desta importância, dado o palmarés e estatuto do goleador. Mas na verdade esta opção até poderia ter aparecido mais cedo. Dada a sua idade e a fase da carreira que atravessa, provavelmente Ronaldo seria um jogador mais eficaz entrando, como entrou ontem, numa fase mais adiantada do jogo, quando os adversários começam a denotar desgaste.
Começar o jogo no banco podia ser uma opção do selecionador, em vez de um castigo.
Mas claro, havia recordes pessoais para quebrar, além de outras questões, como mostrar que, no braço-de-ferro entre Ronaldo e o treinador do Manchester United, era o jogador português quem tinha razão. Muitos esperavam esfregar na cara do treinador Erik ten Hag, com quem Ronaldo se incompatibilizou, as proezas do avançado português e mostrar-lhe o que tinha desperdiçado… Nesse sentido, quanto mais tempo Ronaldo estivesse em campo, mais tempo teria para provar o seu valor.
Na fase de grupos, porém, Ronaldo não teve uma prestação brilhante. Longe disso. Ele, que é um marcador nato, um ‘matador’, marcou apenas um golo, e de penálti (duvidoso, aliás). Em comparação com outros, como o seu eterno rival Messi, ou Mbappé, ficou a anos-luz.
Ontem Ronaldo não entrou de início e a seleção nacional jogou como ainda não tinha jogado, criando oportunidades sucessivas, dando poucas hipóteses ao adversário e marcando seis golos. Foi o dia para a noite. Pode ter sido só uma coincidência. Mas também pode ter sido resultado de uma maior coesão da equipa. Para azar de Ronaldo – e sorte dos portugueses –, o jogador que atuou na sua posição marcou três golos, um dos quais um remate fantástico. Resumindo: Portugal jogou muito melhor sem Ronaldo, como aliás já tínhamos sentido noutras ocasiões.
Há pessoas que ficam ofuscadas com o brilho das estrelas, mas não são os nomes nas camisolas que ganham jogos, como se viu também no Espanha-Marrocos. Ontem ficou demonstrado aquilo que muitos esquecem: o futebol é um jogo coletivo. E o nosso coletivo é mais forte sem Ronaldo."

A educação de Edson


"Quando se tornou num ponta-direita de recursos variados e chegou à selecção do Brasil já José Márcio Pereira da Silva tinha a alcunha de Zeca Diabo.

A Zequinha, desculpem lá, não é nome de jogador de futebol. Pelo menos que se veja, com perdão para todos os Zequinhas que andam por esse mundo fora a dar pontapés numa bola. Por bem menos do que isso Nelson Rodrigues quase acabava com a carreira de Coutinho, o colega das tabelinhas com Pelé no Santos: «Lembro-me que ao ouvir falar em Coutinho, pela primeira vez, tomei um susto. Comentei, então, de mim para mim: ‘Coutinho não é nome de jogador de futebol!’. De facto, o nome influi muito para o êxito ou para o infortúnio. Napoleão, se tivesse outro nome, já seria muito menos napoleónico. Outro exemplo: por que é que Domingos da Guia foi o que foi? Porque esse ‘da Guia’ dava-lhe um halo de fidalgo espanhol, italiano, sei lá. Ainda hoje, o sujeito treme quando ouve falar em ‘da Guia’. Mas o Coutinho tem contra si o nome. O sujeito que se chama apenas Coutinho dá logo a ideia de pai de família, de Aldeia Campista, Vila Isabel, Engenho Novo, com oito filhos nas costas e a simpatia pungente de um Barnabé». Também me lembro quando ouvi falar de Zequinha pela primeira vez. No dia 18 de Julho de 1971 o Maracanã recebeu 140 mil pessoas para assistirem ao Brasil-Jugoslávia que marcou a despedida de Pelé da selecção brasileira. Zequinha estava lá no meio de gente finíssima como Rivelino, Gerson, Brito, Piazza e Everaldo. Jogava na ponta direita que fora o lugar de Jairzinho no Mundial de 1970, o melhor Mundial de todos os tempos. O jogo terminou empatado (2-2) e Pelé marcou um golo a passe de Zequinha. Quando saiu, ao intervalo (Pelé, não Zequinha), o povo juntou-se num grito uníssono e emocionado: «Fica! Fica! Fica! Fica!» Não ficou. E nunca mais vestiu a camisola amarela com a qual ganhou três Campeonatos do Mundo - por acaso, no primeiro, na Suécia em 1958, o Brasil até jogou de camisola azul.
Zequinha não nasceu Zequinha nem foi baptizado de Zequinha, é claro. Embora no Brasil sejam capazes de fazer todas as trampolinices imagináveis com o nome de um indefeso nascituro. Começou, portanto, por ser José Márcio Pereira da Silva quando nasceu em Leopoldina no dia 17 de Novembro de 1949, na Praça da Bandeira, para ser mais específico. Desde bem cedo, na infância, dedicou-se horas a ver os treinos do clube que ficava mais próximo de sua casa, o Ribeiro Junqueira. Convenceu-se de que era capaz de fazer tudo aquilo que observava. E trabalhou duro para passar do grupo juvenil para a turma principal. O treinador, Getúlio Subirá, não teve dúvidas em relação às suas qualidades de extremo-direito rápido, de drible fácil e passe bem coordenado. Misturava em doses certas a arte com a objectividade. Tinha tudo para dar certo. E deu. No final de um jogo, um olheiro encantado com o seu estilo, perguntou-lhe: «Oiça lá garoto! Quero falar com seu pai. Ele está por aí?» Estava. E o sr. Zé da Antônia ficou feliz de trepar pelas paredes quando percebeu que queriam o seu filho no Flamengo. O seu coração fanaticamente rubro-negro ia sendo vítima de uma sulipampa.
No Flamengo Zequinha estoirou. Ainda não havia a novela O Bem-Amado, mas no teatro corria a peça de teatro que a antecedeu: chamava-se Zeca Diabo e era da autoria de Dias Gomes que a escreveu em 1942. Zeca Diabo era um cangaceiro assassino temido pelo povo de Sucupira e devoto do Padre Cícero. Por tudo e por nada soltava a frase que se colou ao linguajar corriqueiro da populaça: «Santo Padim Pade Ciço!» Zequinha não fazia chocalhar as pulseiras nem tinha aquele bigodão que Lima Duarte trouxe para os ecrãs. Era um mulato glabro e durante muitos anos enfeitou-se com uma carapinha em forma de bola. Mas os adeptos do Flamengo não estiveram pelos ajustes: ficou Zeca Diabo. O que, vendo bem, é melhor do que Zequinha, nem se discute.
Zequinha acabou por se dar mal no Flamengo em conflito com um tal de Valter Miraglia, o homem que assinara contrato com ele. Viveu uma fase depressiva, passou pelo Palmeiras e ressuscitou no Botafogo graças a Mário Zagallo, o técnico que levou o Brasil ao seu terceiro título mundial. Quando foi chamado para tomar conta da selecção, na véspera da viagem para o México, substituindo João Saldanha, sempre rodeado por problemas políticos por se afirmar comunista em plena vigência do poder ditatorial do presidente Emílio Medici, Zagallo não deixou de ter o Zeca Diabo na sua lista. Não coube nos escolhidos de 1970 e nessa equipa mágica que jogava com cinco números 10 - Pelé (Santos), Tostão (Cruzeiro), Jairzinho (Botafogo), Rivelino (Fluminense) e Gerson (São Paulo), mas já era um frequentador da canarinha no tal jogo da despedida de Pelé no qual fez um centro para o último golo do Rei vestido de amarelo. Quando a bola entrou na baliza, saiu correndo e gritando para quem o que quisesse ouvir: «O Pelé agradeceu-me o passe! O Pelé agradeceu-me o passe!» Tipo educado esse Edson Arantes do Nascimento."

A alta competição e a maternidade - nada é incompatível


"Um dos grandes dilemas das atletas continua a ser escolher entre a sua carreira na alta competição ou uma paragem para serem mães. Este dilema pode ser bastante prejudicial à sua performance, pois, no caso de escolherem adiar o chamamento materno, essa decisão pode deixá-las psicologicamente afetadas pelo facto de não estarem a seguir uma vontade que têm, intrínseca; mas, no caso contrário, ao decidirem optar por abrandar o ritmo e dedicarem-se à família, podem perder competições importantes e mesmo o ritmo de treino e trabalho necessários para chegarem ao topo.
Assim, partilho com os leitores a minha experiência.
Na verdade, desde muito nova que sou de certa forma obcecada pela organização do meu calendário e, consequentemente, dos meus objetivos, sejam eles de curto ou longo prazo. O que à primeira vista parece ser uma qualidade pode também ser um motivo de frustração, caso os passos a que me proponho não me levem ao fim desejado. No entanto, sempre foi a minha forma de viver e o meu motor, seja a nível pessoal, profissional ou desportivo. Foi dentro de um calendário preenchido que aprendi a viver e a construir degrau a degrau a minha carreira, mesmo por vezes não sendo fácil para os que me rodeiam.
Apesar de sempre ter desejado ser mãe, até ao ano passado a minha vida pessoal não mo tinha ainda permitido. Da mesma forma que, apesar de sempre ter tido como máximo objetivo participar nuns Jogos Olímpicos, até ao ciclo olímpico passado não tinha conseguido conjugar a forma física do meu cavalo com as datas de qualificação.
Ora, acontece que, por coincidência, tudo isto se tornou possível em simultâneo, o que me poderia ter deixado desorientada perante este dilema. No entanto, talvez por inconsciência, ou até um pouco de loucura da minha parte, a decisão maternidade vs. competição nunca esteve em questão, e decidi abraçar os dois objetivos em simultâneo, sem questionar. Comecei a construir uma planilha mental em que as datas se encaixavam na perfeição: entrar nos Jogos Olímpicos grávida de dois ou três meses, fazer o período de descanso pós-Jogos durante a gravidez (em que não há competições de maior importância), esperar o nascimento do bebé no início da época e ainda recuperar a tempo de começar a treinar e ser convocada para o Mundial do ano seguinte. Assim sendo, a gravidez não me iria fazer perder nenhum campeonato importante.
Com estes planos em marcha, tudo foi rolando e exatamente na mesma semana em que recebia a convocatória para a equipa olímpica de dressage, tive nas minhas mãos o teste de gravidez positivo. Apesar de estar a sair tudo como planeado, confesso que nesse momento senti um calafrio e algum medo, mas que rapidamente foi superado com objetividade e foco nos treinos.
Para mim tudo isto parecia lógico, mas como partilhar isto com a minha família, sem correr o risco de acharem que eu estava a exagerar e a correr riscos?
Decidi então apenas partilhar este desejo com o meu marido e com a minha assistente.
Fui bastante afortunada, pois todas as variáveis que não podem ser controladas correram bem. Apesar de estar preparada física e psicologicamente para ultrapassar as dificuldades inerentes a uma gravidez, tive a sorte de não ter enjoos, nem nenhum sintoma que condicionasse os treinos nem a performance. E assim segui para Tóquio com a minha Rosarinho na barriga.
Durante a competição tive o apoio incondicional das únicas pessoas que sabiam e com muita disciplina de treino, alimentação, hidratação e descanso consegui ter uma boa performance, que me permitiu contribuir para a conquista do Diploma Olímpico pela Equipa Portugal, em dressage.
No final das provas dei a boa nova aos meus pais e ao nosso chefe de equipa! Para além da felicidade pelas conquistas desportivas, todos ficaram eufóricos com a notícia da chegada de um “bebé olímpico”.
Com o regresso a Portugal, tudo continuou a correr lindamente e, mais uma vez, tive a sorte de os planos se continuarem a cumprir. A Rosarinho nasceu cheia de saúde em fevereiro e, tal como planeado, passado um mês estava a treinar, e passados dois meses a competir, o que me permitiu chegar a agosto ao nível de representar mais uma vez a minha bandeira no Campeonato do Mundo.
Sim, tive sorte de ter uma gravidez tranquila e de ter corrido um risco que acabou por correr bem, por isso agradeço a Deus todos os dias por ter estado mais uma vez ao meu lado. Mas tenho a certeza que se não fosse a força do meu desejo profundo para conseguir conquistar estes dois objetivos, aliado à perseverança, dedicação e estofo competitivo, nunca teria conseguido.
Sigam os vossos sonhos. Nada é incompatível."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Quinta...

Catar: o “fim” do futebol?


"José António Saraiva, no jornal Nascer do Sol, edição de 26 de novembro de 2022, vaticina que no Catar o futebol iniciou o seu funeral. Adianta que “a partir do momento em que deixa de ser um jogo e se torna um campo de batalha político-ideológico, o futebol acabou”. Creio que o funeral não está para breve. Só se for obra do Espírito Santo.
O futebol continua a ser um produto-chave no âmbito das guerras de audiências, a que se entregam os diferentes meios de comunicação social. Existe uma “teledependência”. Os direitos televisivos representam orçamentos colossais. Os jogadores tornam-se estrelas, aumentam a sua notoriedade e o seu valor de mercado. A transmissão de um jogo de futebol não começa no momento em que as equipas se encontram no campo e a bola colocada no centro do relvado. Tudo é “desenhado” antes. O futebol é considerado como uma manifestação exemplar do capitalismo globalizado. São muitos os governos que usam o futebol para entreter o povo, fazendo esquecer, por momentos, os reais problemas.
A ida de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, ao Catar só atesta o quanto os políticos se vergam ao futebol. Falam muito do problema dos direitos humanos no Catar. Mas não é preciso ir muito longe. Basta ir a São Teotónio (Alentejo) para se verificar como eles são atropelados todos os dias, e poucos se parecem indignar. O futebol não é um território neutro; nunca foi. Nesse sentido, a política nunca ficou à porta; ela entra pela “casa” dentro. Os meios de comunicação apenas dão visibilidade ao que existe. Tem razão o jornalista Mário Ramires, na sua crónica “Quando a Liberdade passa ao lado” (Nascer do Sol, 26/11/2022), quando refere que “basta atentar ao ridículo dos movimentos de contestação ao Mundial no Catar 2022. / Agora???”."

8 de Dezembro


Vitória na Suécia...

Rosengard 1 - 3 Benfica
Cloé(37', 40'), Nycole(47')


Esta foi uma daquelas ocasiões, onde sofrer um golo fez bem!!! Reagimos rapidamente, demos a volta ao marcador... e ganhámos com alguma tranquilidade!!!
Segunda vitória na Suécia, em anos consecutivos...

Numa altura, onde parece que as lesões estão a dar tréguas, com a rotação a ser feita de forma eficaz, estamos a jogar melhor... e com varias jogadoras com melhorias evidentes!

Pela calada...


"Em tempos de Campeonato do Mundo, nada melhor do que "limpar" a folha dos prevaricadores.
Assim como assim, passa tudo despercebido e ninguém fala nada sobre os crimes cometidos.

Nada se passou! Meteu-se tudo para o fundo da gaveta e acabaram-se as polémicas. Quando alguém se lembrar de avivar a memória, lá virão os cartilheiros dizer que afinal está tudo arquivado.
Parecem aqueles jogadores que estão "à bica" com cartões e vão jogar pela equipa B para "limpar" a folha de serviço.
#LigadaFarsa #corrupção #vergonha #40anosdisto"

Regresso aos treinos...

Semana de embates europeus


"São vários os jogos europeus esta semana, além de outros desafios a nível nacional. Este é o tema em destaque na News Benfica, além da extraordinária exibição de Gonçalo Ramos, por Portugal, nos oitavos de final do Campeonato do Mundo.

1
A nossa equipa de basquetebol recebeu e venceu o VEF Riga, por 84-71, e assumiu a liderança isolada do grupo F da Basketball Champions League. O triunfo, na última jornada, na Luz frente ao Limoges, garante a passagem direta à próxima fase.
Norberto Alves fez questão de agradecer a presença de adeptos junto da equipa: "No dia e à hora em que jogava a Seleção Nacional, quero agradecer aos Benfiquistas por terem estado no Pavilhão. Deram-nos a energia necessária nos momentos difíceis."
Veja o resumo no Site Oficial.

2
No outro jogo europeu da noite, a nossa equipa de andebol discutiu o resultado até final, mas não foi feliz ante o poderoso Montpellier, perdendo por 24-26.
Apesar da derrota, Chema Rodríguez elogiou a exibição: "Frente a uma superequipa, num grande jogo, não conseguimos ganhar, mas ganhámos muita experiência, e a partida foi decidida e marcada por detalhes. Foi um jogo incrível, de grande nível."
Pode ver o resumo, aqui.

3
Portugal venceu a Suíça, por 6-1, e está nos quartos de final do Campeonato do Mundo. Gonçalo Ramos estreou-se a titular na competição e foi a estrela da noite, autor de um hat-trick e de uma assistência.
Gonçalo Ramos passou a ser o português mais jovem de sempre a marcar nas rondas a eliminar do Mundial e há 32 anos que não se via um jogador, num Campeonato do Mundo, a conseguir um hat-trick dos oitavos de final em diante (o último havia sido Skuhravy, da Checoslováquia, no Itália’90). Com a qualificação de Portugal e Argentina, são cinco os jogadores do Benfica ainda em prova.
Veja os golos, aqui.

4
Em jogo da Liga Revelação, a nossa equipa Sub-23 venceu em Mafra, por 0-1, com um excelente golo de Rodrigo Matos.

5
Hoje há Liga dos Campeões de futebol feminino. Jogamos na Suécia com o Rosengard, às 17h45. Filipa Patão e Jéssica Silva falaram à comunicação social sobre esta partida.
A treinadora refere que "tivemos um Benfica com um nível muito alto em casa com o Rosengard e já com o Bayern mostrámos ter muitas hipóteses de lutar com qualquer equipa de Liga dos Campeões. Queremos fazer o melhor possível" e acrescenta que "temos pressão positiva de fazer o melhor possível e temos o objetivo de passar aos quartos de final. O outro objetivo é mostrar que o futebol português está a crescer".
Jéssica Silva alinha pelo mesmo diapasão: "Sabemos bater-nos bem contra grandes equipas e queremos muito jogar estes grandes jogos e continuar a mostrar o nosso futebol. Sentimos uma pressão positiva e há coisas a melhorar, mas estamos a assimilar bem as ideias da nossa treinadora e o objetivo é evoluir."

6
Na estreia benfiquista em competições europeias do basquetebol feminino, a nossa equipa tem feito um percurso notável, contando com somente vitórias nos jogos disputados e apuramento assegurado para os 16 avos de final. Espreite os bastidores desta campanha, nesta reportagem especial da BTV."

«Gonçalo Ramos é um bom GAJO...». 😏 Podes sair do Benfica mas o Benfica não sai de ti...


Nesta época de advento temos que relembrar as palavras do salvador!


Águia: Ramos... Mercado... Marrocos...

Águia: Suíça