Últimas indefectivações

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Um caso muito sério

" “Olá Google, por favor organiza o futebol português com eficácia e competência.”
Apesar de já se poderem fazer marcações com uma aplicação semelhante, neste caso não há capacidade possível para tão enorme desafio.
As falhas sucessivas de quem se julga sábio, as sistemáticas assimetrias e decisões motivadas por eventuais filiações/proximidades, a incapacidade em ouvir e em solicitar apoios, dificulta os acertos dos projectos, por melhor e mais fantástica/mediática que seja a imagem. Esta ajuda mas o conteúdo é o fundamental, desde que rigoroso, preciso, adequado e com capacidade de antecipação e de prevenção - o que costumamos designar por ginástica mental veloz.
Só com trabalho de grupo, sabendo ouvir, se consegue chegar mais longe com maior segurança e eficiência, permitindo estabilizar rumos de sucesso.
Mateus, actualmente jogador do Boavista FC, deveria ser reconhecido essencialmente pela sua capacidade e qualidade como jogador de futebol (em 2006, jogou pela selecção de Angola nos 3 jogos que essa selecção disputou no Mundial da Alemanha) e nunca como identificação de um caso, criado por outros.
11.01.2006: FPF e LPFP recusaram inscrição do jogador Mateus no Gil Vicente. Tinha representado o Felgueiras, como jogador profissional mas tinha mudado para condição de jogador amador quando transferido para o Lixa.
Sucederam-se processos, participações, inquéritos, recursos, queixas por o Gil Vicente ter recorrido a tribunais civis. Depois, diversas votações na Comissão Disciplinar da Liga, com demissões pelo meio e ameaças da FIFA à FPF por não conseguir disciplinar a LPFP.
Confusão generalizada, revelando a nossa ancestral desorganização efectiva.
Convém acrescentar que se a FPF tivesse transposto, para os seus regulamentos, as alterações das regras da FIFA relativas à situação dos jogadores amadores, o “Caso Mateus” nem teria acontecido. 
Nesse ano, foi decidida pela tutela do futebol português a descida administrativa do clube de Barcelos para a Liga II.
Passados 10 anos (25.05. 2016), o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa anulou o acórdão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, reabrindo as portas para o regresso do Gil Vicente à Liga I.
O caso arrastou-se em diversos tribunais, inclusive em instâncias internacionais para debater eventuais indemnizações.
10.05.2018 – Cimeira da Liga, em Coimbra. A decisão adiada em reuniões anteriores foi, finalmente assumida: Gil Vicente não vai integrar a Liga I na próxima época mas somente em 2019/2020. Rejeitada a possibilidade de o clube participar já na próxima edição da Liga I com eventual alargamento para 20 clubes.
Diversas alternativas se colocaram: subida do Gil Vicente na próxima época com aumento de clubes de 18 para 20 ou somente na época de 2019/20 (com regresso aos 18 clubes após a época de integração do Gil).
Venceu a opção de adiamento de acesso e, por essa razão, na época de 2018/19 vão descer 3 equipas da Liga I (em vez de 2) subindo, em 2019/20 além das duas da Liga II também o Gil Vicente. 
Incompreensível a decisão de “fingir que se compete”, pois os jogos do Gil Vicente (que esta época desceu ao CNS), não contarão para a classificação: então não é competição, mas treinos semanais diversificados!
Essa decisão prestigia o futebol nacional? Essa decisão aproxima ou afasta as competições profissionais das não profissionais? Essa decisão não será mais um passo para competições fechadas?
Chegou ainda a ser sugerida uma Liga com 19 clubes (descansando sempre uma equipa), bem como ficou a pairar a intenção de reduzir a Liga I para 16 clubes!
O Gil Vicente, em desacordo com a decisão da Cimeira de Presidentes, soube manter a tranquilidade bem como a confiança na justiça, mas considerou “incompreensível” a decisão aprovada e defendida pelo G15. Recorde-se que na próxima época o Gil Vicente vai competir no Campeonato Nacional de Seniores (sabendo que no final subirá automaticamente à Liga I) o que não é uma medida potenciadora de credibilidade, de combate à suspeição, de transparência, pese embora a dignidade que o clube vai defender.
O futebol português e o clube em particular mereciam maior atenção, mais profissionalismo e o cuidado indispensável.
Jogar sem pontuar, decidido pelos responsáveis, aporta um conjunto de originalidades demasiado excêntricas!
Fazer justiça passados 14 anos é, no mínimo, revelador da (des)organização do nosso futebol e respectivas lideranças: pelo menos, o Gil Vicente ganha uma batalha árdua num campeonato muito intenso e cansativo.
Espero que as indemnizações sejam justas.
Mas alguns poderão questionar que os casos não são todos antigos! As realidades de 2006 não são as mesmas de 2018. Contudo (e sem mencionar mais tristes “exemplos”) algo de inadmissível continua a acontecer, agora.
Neste final de época, provavelmente surgirão “casos” lamentáveis, que foram divulgados no devido tempo, perfeitamente evitáveis e que farão correr muita tinta, muita confusão jurídica e regulamentar. 
Há conflitos e “competições” entre instituições onde deveria haver cooperação intensa e competente; há movimentos para novos grupos lutarem por poderes que só fazem sentido como estratégia global e nunca parcelar; há consequências que o tempo desvendará e que novamente traduzirão a pouca dimensão de protagonistas e vaidades de quem tem prejudicado o futebol para benefícios grupais; alimentar guerras, com hipocrisias e comportamentos voláteis, conforme o momento e o espaço, tem sido um dos maiores entraves ao desenvolvimento sustentado do nosso futebol.
Preocupa-nos a vitória permanente da impunidade.
Vejamos um pequeno exemplo, dos muitos possíveis e intermináveis:
Foi atribuída uma pena de dois jogos de suspensão a um jogador do SLB. Essa pena foi aplicada pelo Conselho de Disciplina da FPF. De um dia para outro, o mesmo órgão federativo, presidido pelo Dr. José Manuel Meirim, despenalizou essa sanção. Seja na primeira decisão, seja na segunda, num espaço de poucas horas, houve erro grave mas não a necessária responsabilização pública.
Afinal, os casos estranhos e não esclarecidos não param nunca.
Não seria mais eficaz aplicar fundamentadas demissões?
O futebol nacional precisa de quem o saiba defender como prioridade e não como utilidade pessoal."

Um momento histórico para a justiça desportiva

"A mais recente polémica que envolveu a provável ilegalidade de uma sanção disciplinar de um dirigente desportivo de um clube de futebol demonstrou uma das maiores fragilidades da nossa justiça desportiva e, em particular, uma das maiores fraquezas do Tribunal do Arbitral do Desporto (TAD).
Conforme tive oportunidade de demonstrar em diversas ocasiões, existem certos casos em que havendo uma punição de agentes desportivos (por exemplo, atletas, dirigentes, etc), os efeitos desta última produzem-se inevitavelmente ainda antes de ser possível obter uma tutela judicial atempada junto do TAD.
Ora, esta foi precisamente uma das razões que justificaram um ataque feroz – pelos defensores do sistema de arbitragem necessária – ao sistema centrado exclusivamente na resolução de conflitos desportivos na jurisdição administrativa. Curiosamente, é a justiça administrativa que demonstra, com toda uma celeridade que deveria ser intrínseca ao TAD, que não é compaginável a inexistência de um efeito suspensivo das decisões disciplinares quando esteja em causa a impugnação de decisões disciplinares de um órgão puramente administrativo como é o Conselho de Disciplina de qualquer federação.
Na semana passada fez-se história porque, com muita ousadia, foram testados os limites do regime jurídico do TAD, permitindo abrir um caminho a uma interpretação que desse lugar à existência de uma tutela adequada e atempada – neste caso pelos tribunais estaduais – quando a parte lesada entende que existiu a aplicação de um acto administrativo ilegal.
A resposta para o problema da falta de celeridade está no artigo 41.º, n.º 7, da Lei n.º 74/2013, de 6 de Setembro, na redacção da Lei n.º 33/2014, de 16 de Junho (LTAD), no qual se define, em termos muito sumários, que cabe, no que toca à arbitragem necessária, ao presidente do Tribunal Central Administrativo Sul decidir sobre a viabilidade jurídica dos pedidos de medidas cautelares, caso o processo ainda não tenha sido distribuído ou o tribunal arbitral ainda não estiver constituído. 
Significa, portanto, que quando, em determinadas situações, as normas do regime jurídico que rege o TAD não permitem que as partes possam obter, em tempo razoável, a tutela cautelar junto do TAD, estas podem obter essa tutela junto dos tribunais administrativos. É a única forma de assegurar, a este respeito, a constitucionalidade do regime jurídico do TAD, conforme sempre defendi (designadamente no texto que escrevi com Daniela Mirante, O Regime Jurídico do Tribunal Arbitral do Desporto, 2016, p. 91).
Na verdade, por muito célere que a arbitragem possa ser em determinadas áreas, no domínio do Direito Administrativo Desporto e estando em causa direitos fundamentais, nomeadamente, por aplicação do direito sancionatório, o regime jurídico do TAD não foi pensado, nem apresenta o rigor jurídico para fazer face aos problemas reais que se colocam à realidade desportiva portuguesa. Basta olharmos para as melhores práticas da arbitragem internacional (com reflexos até na arbitragem nacional) para vermos que existem vários modelos, pense-se até mais imediatamente na fast track arbitration do Tribunal Arbitral du Sport onde existe uma decisão menos de 24 horas, que podem auxiliar na reforma legal que parece ser mais do que certa e inequivocamente necessária.
Este é, assim, um regime jurídico com falhas evidentes, pense-se, por exemplo, em todas as polémicas respeitantes à independência ou imparcialidade de determinados árbitros, a falta de publicidade das sentenças arbitrais ou mesmo as custas que são, a meu ver, claramente inconstitucionais.
Recentemente, uma questão em tudo idêntica à pretensão que teve sucesso junto do Presidente do Tribunal Central Administrativo Sul foi rejeitada pelo TAD. No caso Pedro Gil (processo n.º 31-A/2018) ainda que o TAD reconhecesse a ilegalidade da sanção disciplinar, decidiu que a impossibilidade de um atleta de exercer a sua profissão não era um dano suficiente grave para fundamentar o deferimento de uma providência cautelar.
A finalizar, é curioso mencionar que o próprio Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol parece, segundo foi noticiado, inverter o seu entendimento quanto à admissibilidade de efeito suspensivo quando exista recurso para o pleno do Conselho de Disciplina, seguindo agora o entendimento que defendo (v. A Resolução de Conflitos Desportivos: entre o Direito Público e o Direito Privado, 2017, pp. 297 e 465 e ss.), mas que não foi seguido em momentos anteriores. É de saudar que o tenha feito agora, esperando que o faça também no futuro.
Em suma, a realidade demonstrou que a falta de litigância do Desporto – historicamente muito desejada pelas federações desportivas – foi uma fonte de ilegalidades e de uma situação de sentimento de colocação do associativismo desportivo numa zona de extra-juridicidade. Trata-se de um tempo que acabou. É hora de os agentes desportivos fazerem valer os seus direitos fundamentais."

Obviamente, não me demito!

"Bruno de Carvalho não deseja continuar com Jorge Jesus no comando técnico da equipa de futebol. Manifestou essa ideia ao treinador, deixando em aberto a possibilidade de ainda o vir a suspender antes da final da Taça de Portugal e de lhe levantar um processo disciplinar para despedimento com justa causa.
Não é surpresa. A coexistência entre presidente e treinador tornou-se impossível, desde o preciso momento em que o treinador ficou do lado dos jogadores, quando estes foram atacados na sua dignidade profissional.
Os que conhecem a realidade do futebol saberão, porém, que não restava alternativa a Jesus, porque nenhum treinador pode ser líder de uma equipa que atraiçoa e a verdade é que o resultado da atitude do treinador se reflectiu, até ao jogo da Madeira, num inegável espírito de unidade e no sucesso de todo o grupo.
Nestas circunstâncias conhecidas, a estratégia da nota de culpa poderia ser vista como uma mera arquitectura de tesouraria e, como tal, a administração leonina sabe que corre sérios riscos e deverá ser devidamente ponderada para que o Sporting não acabe duramente penalizado.
Certo é que só muito contrariado Bruno de Carvalho terá Jesus no banco do Jamor, com possibilidade de terminar a época como responsável pela conquista de um importante troféu. E também é certo que, neste ponto, muito dificilmente haverá retorno. No final do extenso folhetim, que já tem muitos capítulos, ou Bruno de Carvalho demite o treinador do Sporting ou demite-se a si próprio, algo que a personalidade egocêntrica do presidente leonino nunca consentirá."

Vítor Serpa, in A Bola

terça-feira, 15 de maio de 2018

O homem que usou a camisola da Liberdade

"Jacinto. O Marques. Vencedor da Taça Latina. Havia nele uma honestidade e uma correcção à prova do tempo. Esteve quinze anos no Benfica. Um dia olhou para dentro de si próprio e disse adeus...

Pendular, hoje em dia, é nome de comboio. Em tempos era o apodo que davam a Jacinto: o Jogador Pendular.
Jacinto do Carmo Marques foi de uma regularidade tremenda ao longo de toda a sua carreira. Não era um artista: era essencialmente um trabalhador. Correcto, seguro, sem vaidades.
O Carlos Pinhão, meu mestre, dizia de jogadores como ele: são de dar-e-levar.
Jacinto dava e levava. À chuva, ao sol, nos relvados e pelados deste pais, e eles eram muitos, então, os pelados, claro está.
Veio da Cova da Piedade. Ou, melhor, das Barrocas.
Tinha o desporto no sangue: os irmãos Silva Marques, seus tios, tinham-se destacado na natação e no futebol.
Jogou numa equipa que tinha um nome lindo: Liberdade FC, de Mutela.
Ah! Quem não gostaria de jogar com a camisola da Liberdade?!
O seu pontapé era notável. Especialista no shooting da recarga. Depois vogou ao sabor da juventude: Sporting Piedense, Aldegalense, Carcavelinhos.
Jogou na Tapadinha antes de haver Atlético. Por 300 escudos...

No Benfica por 10 contos
O Benfica, por seu lado, já teve de alargar os cordões da bolsa. Jacinto ganhara nome e corpo. Tornara-se num jogador de mão-cheia. Vai daí, dez contos de réis trouxeram-no para o Campo Grande. Ficou feliz: 'O Benfica sempre foi o meu clube preferido!'
Isto dito por alguém que jogou no Liberdade...
Veio para o Benfica para ficar e foi ficando.
Quinze anos.
Vitórias brilhantes: Taça Latina, Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal.
Jacinto-para-toda-a-obra, ali na direita da defesa.
Duro, mas leal. Seiscentos jogos sem uma punição, um castigo.
A Liberdade vivia dentro dele. A sua Liberdade e a dos outros.
Tinha um entendimento especial com Moreira. Eram uma espécie de irmãos gémeos numa equipa de irmãos. Só uma equipa de irmãos venceria, no Jamor, o Bordéus naquele jogo que se ia tornando infinito.
Os anos passaram por ele, e ninguém notou.
Chegara ao Benfica com 22 anos e, de repente, não mais do que de repente, como diria Vinicius de Moraes, tinha 36.
Otto Glória não se assustou com a sua veterania no momento de entrar pelas portas que têm uma águia de asas abertas por cima do frontão. Confiou nele. Confiou sempre nele como outros haviam confiado.
Pendular, sim. E valente até à última gota de suor.
Jacinto Marques. Depois veio outro Jacinto, mais da nossa memória, da memória dos da minha geração.
Certo dia olhou para dentro de si próprio e decidiu que chegava. A insustentável irreversibilidade do tempo.
Os músculos, as articulações, os reflexos mudaram. O seu futebol feito de paixão e entrega, sempre físico, sempre de manga arregaçada, sempre de confronto peito a peito, era excessivamente exigente para a sua exigência.
Disse adeus com a humildade dos grandes nomes.
Sem dramas nem arrependimentos.
Fizera o seu trabalho. Tão honestamente como disputava cada lance. Do Liberdade ao Benfica."

Afonso de Melo, in O Benfica

Idalina, a pequena sereia do Benfica

"Era ainda menina quando começou a dar as primeiras braçadas pelo Benfica, onde cresceu e se tornou numa bela mulher.

A natação feminina no Benfica teve a sua estreia a 22 de Setembro de 1929, com a participação das pequenas nadadoras Idalina Oliveira e Dália Ferreira no Campeonato de Lisboa. Dália, com 13 anos, e Idalina, com 9 anos, obtiveram bons resultados, classificando-se em 3.º e 4.º lugar, na categoria de meninas.
Na época seguinte, a 20 de Julho de 1930, Idalina alcançou a primeira vitória da natação feminina 'encarnada', ao ganhar a prova de 66 metros em estilo livre para meninas até 15 anos, no festival de natação do Sport Algés e Dafundo. 'Em competição com outras meninas muito mais velhas', a pequena nadadora foi uma revelação. 'Aguentou-se muito bem até aos 33 metros; fraquejou depois no segundo percurso; mas teve entusiasmo e energia suficientes para fazer um bom esforço no final. Foi, pois um triunfo tão nítido como inesperado e brilhante'. Terminou a prova com um excelente tempo: 1 minuto, 37 segundos e 40 centésimos. No final, Idalina foi bastante aplaudida!
Poucos meses depois, uma nova vitória. A 21 de Setembro de 1930, venceu a Taça Costa do Sol no festival da piscina do Estoril, uma 'taça pequena em harmonia com a pequenina e simpática nadadora!'. Idalina, radiante por ser o seu primeiro troféu, decidiu oferecê-lo ao Benfica, num gesto de generosidade e gratidão.
Com um começo tão brilhante, Idalina veio a revelar-se uma excelente nadadora, fazendo todo o seu percurso desportivo no Clube. Em nove épocas, conquistou, de forma brilhante, oito títulos regionais. Em 1935, sagrou-se bicampeã de Lisboa na prova de 66 metros bruços, em meninas. Poucos dias depois, já na categoria de senhoras principiantes, sagrou-se campeã regional na prova dos 66 metros costas e nos 200 metros bruços. Em 1937, terminou a sua carreira em grande forma, ao sagrar-se campeã de Lisboa na prova dos 200 metros bruços e vice-campeã nos 400 metros livres. Durante as épocas em que representou a natação benfiquista, para além dos títulos, conquistou também imensos admiradores, que a presentearam por diversas vezes com elogios e ofertas, tanto pelo seu percurso vitorioso, como pela sua beleza, pois era de facto uma bela sereia!
Pode conhecer mais sobre a natação benfiquista na área 3 - Orgulho Ecléctico do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

O dia em que fiz um Negrette porque não consegui imitar Maradona

"Papelinhos atrás de papelinhos, a cair, ecrã abaixo. Cinzentos e brancos, monocromáticos. Boca aberta, cara de parvinho e não de parvo, que aos quatro anos ainda temos direito a diminutivo, num rés do chão nas Patameiras, Odivelas.
Casa de tios, primos de sangue e emprestados, espectadores como eu. Não sei se me explicaram, ou se perguntei, embrenhado naquela salgalhada analógica, em que tudo se confundia e hoje já só há no youtube. Ou nos arquivos da RTP.
1978, parece pré-história. A Argentina joga para ser campeã, para gáudio da junta militar de Videla, Massera e Agosti, anticomunista e antiperonista, o que quer que isso fosse nesse período do Neolítico. Não consta que señor Osvaldo, número 1 nas costas, tenha inventado naquelas canchas o cabrito à-Ardiles, muy seu. Caros, não se trata de culinária. Bola levantada pelo calcanhar por cima da cabeça e do miserável boche que o marcava, gravado em filme para exibir três anos depois, com Pelé, Van Himst e Moore, e esse mítico guarda-redes, lenda de todos os tempos, de nome inconfundível: Stallone.
A bola em câmara lenta, os olhares em cima dela. A elegância de um Nureyev no Quebra-Nozes. 
Vem 82 e o Naranjito, e Maradona anda por lá sem que me aperceba. Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, até sou capaz de ter torcido pela Itália, e por Paolo Rossi. Sim, calma, não repitam. 
Shiu!
Sei, agora, que foi heresia, quase de certeza um palavrão a ver com a igreja, e eu praticamente nunca lá fui. Fracos contra fortes, e sempre tenho pena de quem deles nada se espera. Por mim, estava bem se ganhassem. Digo que foi assim, e talvez tenha sido. Aos oito anos, escapa-nos tanta coisa! O futebol perde o romantismo no Sarriá, o Brasil a sua inocência, e eu ainda era novo para saber dessas coisas.
O meu Mundial tem de ser o de 86, no México. O do Azteca. Estugarda é ainda quadro fresco, quando Carlos Manuel volta a marcar e Portugal vence a Inglaterra. Futre é dos melhores do mundo, mas não chega para o 11 de Torres, que continua a sonhar todos os dias, até que a imagem se estilhaça com a perna de Bento.
Josimar é um maluco que atira do meio-campo, e já sei quem é Maradona, de quem dizem que é o melhor do mundo. Se faço de conta que não sei, ele lembra-me, abana-me e saio para a rua enlouquecido a perguntar se tinham visto o cometa que acabara de passar.
À falta de conseguir ser Diego, reinventei um Negrette em espelho, para o pé direito, num minifúndio baldio aos altos e baixos, depois de fintar raízes e ervas daninhas. Acertei em cheio no poste plantado há um dia, depois de arrancado das obras. É assim o melhor não-golo da minha vida.
Ainda no chão, já discutiam. O mais jeitoso da outra equipa apontava para o pior, que não era lateral-direito porque num seis-para-seis ou seis-para-sete
Para que ninguém fique de fora... não há essas complicações tácticas. Aí o pior vai quase sempre à baliza, e risquem o advérbio se for gordo. Sai um calduço e a pergunta, pouco mastigada
Estavas a dormir, não era?
Eu a amaldiçoar a vida. É pena! Seria primeira página no meu jornal imaginário.
Quatro anos depois, Maradona tem ainda mais massa gorda, mas não é desta que vai à baliza. É ele quem, sozinho, mata o Brasil, ainda um pouco romântico, com aquele passe de mágica para Caniggia. A Argentina chega à final também porque o guarda-redes magricela Goycoechea, suplente de Pumpido, defende todos os penáltis e mais alguns. Ao jeito do de Stallone, mas a sério, sem estar escrito no guião o lado para onde as bolas iam. Ganha a Alemanha, mas não é novidade. Lineker está lá, e repete o pensamento filosófico de um compatriota
São 11 contra 11 e no final...
Matthäus tem menos talento que Maradona, mas a coroa é sua, depois de uma batalha campal e de um penálti de Brehme.
1994. Romário, Bebeto e... Dunga. Menos romântico ainda. Hagi e Raducioiu! Já perdeu tempo de remate... Golo!
Stoichkov, Letchkov, Kostadinov e Balakov. Bergkamp. E Maradona, o golo à Grécia e o adeus por doping.
1998. Ronaldo Fenômeno e Zidane. Suker, Prosinecki e Boban. Outra vez Bergkamp, e Kluivert. 2002. Ronaldinho e o livre que retorce o bigode de David Seaman, Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos e... Roque Júnior. Também Oliver Kahn, apesar do frango na final. 2006, e outra vez Zizou, com Henry. Também Cristiano Ronaldo, Deco e Figo. Pirlo, Totti e Del Piero. 2010. Xaviniesta. Villa. Robben, Van Persie e Sneijder. Messi. Forlán. 2014. A Mannschaft inspirada por Guardiola. Neymar. Messi, claro, outra vez.
Agora, Rússia. Com amor. Já não imito Negrette, nem sou capaz de sair em drible como antes. Desta vez, quem quer que eles sejam têm de jogar também por mim.
Comecem lá isso, antes que arrefeça!"

Alvorada... do Vicente

Bruno de Carvalho e a suspensão de descrença

"A suspension of disbelief refere-se à aceitação temporária, por parte do leitor ou do espectador, das premissas de um trabalho de ficção, ainda que estas se coloquem como improváveis, contraditórias ou de natureza fantástica. Na sitcom Sporting de Bruno de Carvalho, o enredo tornou-se tão mirabolante que se tornou pouco plausível, levando à quebra da suspensão de descrença, à queda da quarta parede. Esta série, já com várias temporadas, seria agora muito possivelmente cancelada e criticada amplamente pela sua narrativa rebuscada e pelo desenvolvimento estereotipado de personagens. Isto claro, se não estivéssemos a falar da realidade.

No episódio de suspense que foi o dia de ontem, a equipa técnica de Jesus não terá sido suspensa, mas ter-se-á decidido o fim da linha para o treinador da Amadora em Alvalade. Se tal realmente acontecer, é uma assunção de derrota. Jesus era mais do que o treinador do Sporting, era a promessa de uma revolução na Segunda Circular. Jesus galvanizou os adeptos do Sporting, seduziu-os com a hipótese de serem campeões, pôs a equipa a jogar bom futebol, apesar de ter tido mais do que boas condições a nível de plantel.
A verdade é que o seu enorme ego, que não raras vezes reclama para si o mérito de reconduzir o Sporting ao caminho dos títulos, apesar dos números estarem longe de ser impressionantes, quase que contribuindo para uma lógica de Jesus ou caos, mina a relação de lealdade cega que hoje Bruno exigirá de alguém que trabalhe para ele, tal como exige aos seus apoiantes. No futuro, Bruno de Carvalho quererá alguém que trabalhe não com ele, mas para ele. Com Jesus existia uma certa paridade, uma certa igualdade de posição, que se terá tornado desconfortável em especial no último ano e que agora, em princípio, resultará na cisão.
No entanto, no caos recente que tem sido o futebol profissional do Sporting, Jorge Jesus terá tido um comportamento exemplar no caso da suspensão dos jogadores, após o jogo de Madrid, anunciada pelo presidente no Facebook. Contrariando o que dele se conhece, Jesus conseguiu parecer um homem avisado, de extrema ponderação e com o tacto diplomático para firmar compromissos. Contudo, após mais uma época a acabar em terceiro, agora o alvo da antagonização de Bruno de Carvalho é o próprio Jesus e a sua equipa técnica. Este tipo de balanços e decisões, tendo em conta que o projeto de ser campeão, mais uma vez, falhou, não seriam surpreendentes no fim da época. Agora, ocupar o espaço mediático desta forma e causar esta instabilidade em vésperas de disputar o segundo título nacional mais relevante, poderá resultar em mais um plot twist grotesco na história recente do clube de Alvalade.
Não nos esqueçamos, o Benfica falhou o objectivo do penta, no primeiro ano de vídeo-árbitro, segurou o segundo lugar com muita dificuldade, isto sem jogos europeus desde Dezembro e fora das Taças internas. Se falarmos de expectativas, o Benfica é o grande derrotado desta época. Obviamente que o segundo lugar se torna num elixir de vida, porque as verbas envolvidas num possível apuramento para a Champions alteram todo o planeamento financeiro da próxima época, mas na verdade o clube da Luz esteve muito abaixo do que se esperaria dele e Rui Vitória só não está debaixo de mais fogo porque é muito bem protegido pela direcção (convém dizer que também é mais fácil proteger um treinador bicampeão sem grande propensão a fazer rants egocêntricas). Mas o problema do Sporting tem sido, ao longo dos anos, tornar-se no spin dos adversários. Para que é que os outros clubes têm departamentos de comunicação, se o Sporting se presta tão facilmente ao absurdo?"

Mãos sujas - Esverdeadas !!!



Parece que isto só um aperitivo... É fácil de perceber que quem faz isto no Andebol, fará noutras modalidades! Esta época, a Final do Voleibol... e até o recente jogo Benfica-Burionhosa em Futsal, são muito suspeitos!!!
A primeira resposta Lagarta, dá a entender entre as linhas, que vão voltar a velha defesa: 'extrapolou as suas funções'! Vamos ver se pega desta vez...!!!

O presidente que caminha alegremente para o abismo

"Ninguém sabe para onde o clube caminha, mas percebe-se que os emblemas adversários têm razões para estar contentes com a continuidade de Bruno de Carvalho à frente da nau sportinguista.

A paixão exacerbada com que o futebol é vivido dá origem a situações verdadeiramente insólitas. Um bom exemplo é dado pelo presidente do Sporting, que faz questão de se comportar como se ainda fosse líder de alguma claque e provoca o caos sempre que decide inovar no campo da comunicação. A seu favor, diga-se, recuperou alguma da mística do clube, ganhou títulos em modalidades ditas amadoras como ninguém e no futebol a equipa principal andou nos últimos anos a lutar pelo título. 
Ao contratar Jorge Jesus ao rival da 2.ª Circular, Bruno de Carvalho enervou os adversários e deu aos seus sócios motivos para sorrirem. O problema surgiu depois de os resultados não aparecerem e de Bruno de Carvalho inventar uma nova estratégia: culpar os jogadores e treinadores dos insucessos futebolísticos. O mais curioso nesta história é que o intrépido líder escolheu datas fantásticas para o fazer: na véspera de compromissos decisivos para o clube.
Ninguém sabe para onde o clube caminha, mas percebe-se que os emblemas adversários têm razões para estar contentes com a continuidade de Bruno de Carvalho à frente da nau sportinguista. Afinal, quando alguém está constantemente a deitar gasolina na fogueira ninguém quer ser o bombeiro do clube rival.
Bruno de Carvalho comporta-se com o maior dos hooligans por uma razão muito simples: sabe que isso é bem aceite pelos adeptos radicais que vão para as assembleias gerais apoiar quem está na liderança. É assim em todos os clubes e o Sporting não é excepção.
Além dos radicais, conheço sportinguistas bem formados, que detestam violência, que pautam a sua vida por serem sensatos e fugirem de populismos mas que acreditam que o melhor para o seu clube é Bruno de Carvalho. Posto isto, Bruno até pode suspender Jorge Jesus e os capitães de equipa que terá os sócios do seu lado. Até ao dia em que acordarem do sonho guerreiro.

P. S. O que dizer de os jogadores terem sido recebidos à pancada por sócios “infiltrados” na garagem do clube? Depois disto, já nada nos pode surpreender."

Benfiquismo (DCCCXXVIII)

Carlão

Benfica FM - pós-Moreirense

Chama Imensa... Rescaldo da roubalheira...

Lixívia 34

Tabela Anti-Lixívia
Benfica ........ 81 (-8) = 89
Corruptos.... 88 (+13) = 75
Sporting .... 78 (+18) = 60

Fim de mais uma época vergonhosa, onde os avençados vão branqueando as roubalheiras defendendo o velho chavão que no final da época os erros acabam por ser de igual 'tamanho' para todos!!! Eu continuo a pedir para me indicarem UM jogo onde o Benfica foi claramente beneficiado, com influência pontual... repito UM jogo!!!
Sendo que o melhor que apareceu por aqui, foi um troll a falar do Corruptos-Benfica, onde de facto foi mal assinalado um fora-de-jogo aos Corruptos que daria golo aos Corruptos, tudo isto depois, do Felipe do Ricardo Pereira terem feito mais do que o suficiente para irem para a 'rua'!!!!

Nesta última jornada, com a Champions em jogo (com o Sporting), depois de dois Lagartos a semana passada no derby, voltamos a levar com um apitadeiro Lagarto... Verdíssimo!!!
Vencemos 1-0 com um penalty... o problema é que ele só marcou penalty ao terceiro penalty!!! Tudo isto com a possibilidade de rever os lances com o VAR, algo que ele sempre recusou!!!!
- Grimaldo empurrado pelo Alfa. Até admito que o mau domínio do Grimaldo 'enganou' o adversário, mas nos empurrões não existe 'intencionalidade', houve negligência, o Grimaldo é 'atropelado' pelao Alfa... o contacto é no peito do nosso defesa, é falta clara... Inacreditável como o VAR não actuou!
- Cervi atropelado pelo Yago. Este lance passou despercebido na crítica... Hoje, a rever o jogo na BTV, fiquei espantado como ninguém falou deste lance. O defesa entrou claramente com o ombro no peito do Cervi, só depois é que jogou a bola... A falta é evidente... Por acaso, na sequência deste lance, dá-se o 'outro' penalty, aquele que foi marcado!!!
- Grimaldo cruza, e o Alfa ingenuamente, 'estica' um dos braços... e faz penalty. Aumentou a área corporal...!!!
- Pouco depois, novo penalty... sobre o Zivkovic. No estádio ainda pensei que o contacto tivesse sido fora da área, mas as imagens são claras. O Rúben Lima 'abraçou' o Zivo pela barriga, dentro da área... Mais uma vez, inacreditável como o VAR não actuou...!!!

Disciplinarmente foi o costume, fartou-se de perdoar Amarelos ao Moreirense, chegou mesmo a avisar um jogador que ia mostrar Amarelo na próxima paragem, mas depois esqueceu-se....!!!
Os Anti's do costume, pediram Vermelho ao Luisão: o Amarelo foi bem mostrado, porque o jogador do Moreirense, teria que ultrapassar o Grimaldo que estava a fazer a 'dobra' na jogada...!!!

Não vi os jogos dos outros, mas ninguém reclamou de Casos...
Só uma nota, pelo facto dos pasquins e das televisões, terem ficado 'indignados' porque o Jorge Sousa, na Madeira, não ter mostrado um Amarelo a um jogador do Marítimo, aos 5 minutos...!!! Até nos resumos televisivos nas generalistas esta jogada apareceu...!!! Estão mal habituados...!!!

O rescaldo da primeira época do VAR é péssimo. Eu defendi e defendo a introdução do VAR, mas no Tugão enquanto os agentes desportivos forem corruptos e incompetentes, não existirá VAR que resolva os problemas do futebol...
Os critérios estão totalmente inquinados, e a manipulação começa nas realizações da PorkosTV, continua nos programas de rescaldo nas diversas televisões e é completado nos pasquins nos dias seguintes!!!
O facto de todos os árbitros que são nomeados para jogos de 'risco pontual' serem Lagartos ou Corruptos é significativo. Qualquer árbitro que se assuma como Benfiquista, ou rouba ainda mais o Benfica do que os outros (estilo Desdentado...), ou tem a carreira fodida...!!!

Os 4 Amarelos do Felipe Vale-Tudo é um dos 'símbolos' do Tugão de 2017/18 !!!

O problema é que isto é verdade para os árbitros, mas também é verdade nos órgãos de Justiça (CIIL, CD, TAD...), e é verdade nos pasquins, nas rádios e nas televisões...  A máquina de propaganda anti-Benfica está inserida por todo o lado... e os poucos Benfiquistas que tem direito a opinião no espaço público, estão condicionados porque se desmascararem a 'cartilha' são 'dispensados'!!!

Anexo(I):
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Feirense(c), V(1-0), Godinho (Xistra), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
11.ª-Guimarães(f), V(1-3), Soares Dias (Malheiro), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(c), V(6-0), Godinho (Pinheiro), Prejudicados, Beneficiados, (8-0), Sem influência no resultado
13.ª-Corruptos(f), E(0-0), Sousa (Hugo Miguel), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Estoril(c), V(3-1), Pinheiro (Manuel Oliveira), Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Tondela(f), V(1-5), Tiago Martins (Malheiro), Nada a assinalar
16.ª-Sporting(c) E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Prejudicados, (5-0), (-2 pontos)
17.ª-Moreirense(f), V(0-2), Mota (Godinho), Nada a assinalar
18.ª-Braga(f), V(1-3), Soares Dias (Godinho), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
19.ª-Chaves(c), V(3-0), Esteves (Vasco Santos), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
20.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paixão (Rui Oliveira), Nada a assinalar
21.ª-Rio Ave(c), V(5-1), Manuel Oliveira (Vítor Ferreira), Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Portimonense(f), V(1-3), Xistra (Rui Oliveira), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Boavista(c), V(4-0), Tiago Martins (Malheiro), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
24.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Veríssimo (Esteves), Prejudicados, (1-7), Sem influência no resultado
25.ª-Marítimo(c), V(5-0), Malheiro (António Nobre), Nada a assinalar
26.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa (Rui Oliveira), Nada a assinalar
27.ª-Feirense(f), V(0-2), Mota (Malheiro), Nada a assinalar
28.ª-Guimarães(c), V(2-0), Xistra (Veríssimo), Nada a assinalar
29.ª-Setúbal(f), V(1-2), Godinho (Hugo Miguel), Nada a assinalar
30.ª-Corruptos(c), D(0-1), Soares Dias (Tiago Martins), Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
31.ª-Estoril(f), V(1-2), Hugo Miguel (G. Martins), Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado
32.ª-Tondela(c), D(2-3), Almeida, (Vítor Ferreira), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
33.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Prejudicados, Beneficiados, (1-2), (- 2 pontos)
34.ª-Moreirense(c), V(1-0), Veríssimo (M. Oliveira), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado
10.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Sousa (Capela), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Braga(c), E(2-2), Xistra (Rui Costa), Beneficiados, (1-4), (+1 ponto)
12.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Tiago Martins (Xistra), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Belenenses(c), V(1-0), Almeida (Godinho), Nada a assinalar
14.ª-Boavista(f), V(1-3), Godinho (Vasco Santos), Nada a assinalar
15.ª-Portimonense(c), V(2-0), Capela (Xistra), Nada a assinalar
16.ª-Benfica(f), E(1-1), Hugo Miguel (Tiago Martins), Beneficiados, (5-0), (+ 1 ponto)
17ª-Marítimo(c), V(5-0), Xistra (Esteves), Nada a assinalar
18.ª-Aves(c), V(3-0), Pinheiro (Sousa), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
19.ª-Setúbal(f), E(1-1), Veríssimo (António Nobre), Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Guimarães(c), V(1-0), Godinho (Hugo Miguel), Nada a assinalar
21.ª-Estoril(f), D(2-0), Mota (Luís Ferreira), Nada a assinalar
22.ª-Feirense(c) V(2-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), (1-0), Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Tondela(f), V(1-2), Capela (Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
24.ª-Moreirense(c), V(1-0) , Tiago Martins (Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
25.ª-Corruptos(f), D(2-1), Soares Dias (Pinheiro), Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
26.ª-Chaves(f), V(1-2), Hugo Miguel (Veríssimo), Beneficiados, (2-2), (+ 2 pontos)
27.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa (António Nobre), Nada a assinalar
28.ª-Braga(f), D(1-0), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, Sem influência no resultado
29.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Esteves (Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
30.ª-Belenenses(f), V(3-4), Paixão (Capela), Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
31.ª-Boavista(c), V(1-0), Veríssimo (Vasco Santos), Nada assinalar
32.ª-Portimonense(f), V(1-2), Manuel Oliveira (Esteves), Nada a assinalar
33.ª-Benfica(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (+ 1 ponto)
34.ª-Marítimo(f), D(2-1), Sousa, (António Nobre), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado
10.ª-Boavista(f), V(0-3), Hugo Miguel (Tiago Martins), Nada a assinalar
11.ª-Belenenses(c), V(2-0), Veríssimo (Luís Ferreira), Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
12.ª-Aves(f), E(1-1), Rui Costa (Esteves), Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-5), Tiago Martins (Rui Oliveira), Beneficiados, (0-3), Impossível contabilizar
15.ª-Marítimo(c), V(3-1), Mota (António Nobre), Nada a assinalar
16.ª-Feirense(f), V(1-2), Veríssimo (Paixão), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
17.ª-Guimarães(c), V(4-2), Soares Dias (António Nobre), Prejudicados, Beneficiados, (4-2), Impossível contabilizar
19.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho (Soares Dias), Beneficiados, Prejudicados, (2-0), Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), E(0-0), Luís Ferreira (Manuel Oliveira), Nada a assinalar
21.ª-Braga(c), V(3-1), Hugo Miguel (Almeida), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
22.ª-Chaves(f), V(0-4), Soares Dias (Mota), Beneficiados, Prejudicados, (3-0), (+3 pontos)
23.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Xistra (Rui Oliveira), Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-3), Vasco Santos (Luís Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
24.ª-Portimonense(f), V(1-5), Sousa (Hugo Miguel), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
25.ª-Sporting(c), V(2-1), Soares Dias (Pinheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, (Xistra), Nada a assinalar 
27.ª-Boavista(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Esteves), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
28.ª-Belenenses(f), D(2-0), Hugo Miguel (Soares Dias), Nada a assinalar
29.ª-Aves(c), V(2-0), Almeida (Vasco Santos), Nada a assinalar
30.ª-Benfica(f), V(0-1), Soares Dias (Tiago Martins), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
31.ª-Setúbal(c), V(5-1), Pinheiro (Rui Costa), Nada a assinalar
32.ª-Marítimo(f), V(0-1), Xistra (António Nobre), Beneficiados, Impossível contabilizar
33.ª-Feirense(c), V(2-1), Godinho (Manuel Oliveira), Nada a assinalar
34.ª-Guimarães(f), V(0-1), Capela (Vasco Santos), Nada a assinalar

Anexo (II):
Nomeações
Benfica:
Hugo Miguel......: 3 (arb) + 4 (var) = 7
Xistra..............: 5 + 1 = 6
Godinho...........: 3 + 3 = 6
Veríssimo.........: 2 + 4 = 6
T. Martins.........: 2 + 3 = 5
Malheiro..........: 1 + 4 = 5
Soares Dias.......: 4 + 0 = 4
Sousa..............: 3 + 0 = 3
Esteves............: 1 + 2 = 3
M. Oliveira.......: 1 + 2 = 3
R. Oliveira........: 0 + 3 = 3
V. Ferreira.......: 0 + 3 = 3
Rui Costa..........: 2 + 0 = 2
Mota...............: 2 + 0 = 2
Almeida..........: 2 + 0 = 2
Pinheiro...........: 1 + 1 = 2
G. Martins.......: 1 + 1 = 2
V. Santos.........: 0 + 2 = 2
Paixão............: 1 + 0 = 1
Nobre............: 0 + 1 = 1

Nomeações do Fontelas (do Babalu)
Sporting:
Xistra............: 4 (arb) + 3 (var) = 7
Hugo Miguel....: 3 + 4 = 7
T. Martins.......: 3 + 4 = 7
Godinho.........: 5 + 1 = 6
Esteves..........: 1 + 5 = 6
Pinheiro.........: 1 + 4 = 5
Capela...........: 2 + 2 = 4
Rui Costa........: 2 + 1 = 3
Veríssimo........: 2 + 1 = 3
M. Oliveira......: 2 + 1 = 3
Sousa.............: 2 + 1 = 3
Nobre............: 0 + 3  = 3
Soares Dias......: 2 + 0 = 2
Paixão............: 2 + 0 = 2
L. Ferreira.......: 1 + 1 = 2
V. Santos.........: 0 + 2 = 2
Mota..............: 1 + 0 = 1
Almeida..........: 1 + 0 = 1
Malheiro.........: 0 + 1 = 1

Nomeações
Corruptos:
Hugo Miguel....: 4 (arb) + 4 (var) = 8
Soares Dias......: 4 + 2 = 6
Xistra............: 4 + 1 = 5
M. Oliveira......: 3 + 2 = 5
L. Ferreira.......: 2 + 3 = 5
Veríssimo........: 3 + 1 = 4
Sousa............: 3 + 1 = 4
T. Martins.......: 1 + 3 = 4
Godinho.........: 2 + 1 = 3
R. Oliveira......: 1 + 2 = 3
V. Santos........: 1 + 2 = 3
Esteves..........: 0 + 3 = 3
Nobre............: 0 + 3 = 3
Mota.............: 1 + 1 = 2
Paixão...........: 1 + 1 = 2
Almeida.........: 1 + 1 = 2
Pinheiro.........: 1 + 1 = 2
Rui Costa........: 1 + 1 = 2
Capela.............: 1 + 0 = 1
Malheiro.........: 0 + 1 = 1

Jornadas anteriores:
Épocas anteriores:
2016-2017
2015-2016

34

A culpa não é de Bruno de Carvalho

"Vítor Baptista teve sucesso e tinha fama de maluco. Mas possuía talento transbordante. Só com fama de maluco é difícil ter sucesso...

Quando, depois do jogo no Wanda Metropolitano com o Atlético de Madrid, Bruno de Carvalho abriu a Caixa de Pandora, o Sporting perdeu o equilíbrio e a serenidade, passando a vogar nas asas das emoções exacerbadas. Foi assim, num sentido, depois do duelo com o Paços de Ferreira, com os jogadores e a equipa técnica a darem uma volta olímpica em Alvalade; e foi também assim, em sentido oposto, com os jogadores ofendidos e vilipendiados, depois da derrota no Funchal. Nenhuma instituição do mundo pode viver entre o oito e o oitenta, é preciso estabilidade, planificação, coerência e convicções fortes para ter sucesso. Tudo isso faltou aos leões, que transformaram o maior investimento da época do futebol português num ninho de cucos. Disse o presidente do Sporting, em entrevista ao Expresso: «Sigo uma máxima do meu tio-avô: 'Para ter sucesso, a primeira coisa a fazer é criar a fama de maluco. Depois, é só mantê-la'» Bom, comecei a pensar em pessoas com sucesso e, francamente, para além de Vítor Baptista, não encontro quem se encaixe neste perfil. Será que Bruno de Carvalho quer ser o Vítor Baptista dos presidentes de clubes? Porém, nesta entrevista, ficámos a saber que o líder leonino tem feito tudo para criar fama de maluco. Mas será que é isso que os sócios do Sporting desejam, ter na presidência do clube alguém que pauta as suas acções para granjear fama de maluco? Pelo que foi possível ver nas últimas eleições, e até na mais recente Assembleia Geral, estará de acordo, daí o título desta crónica, «A culpa não é de Bruno de Carvalho», mas sim de quem o mantém no poder. E se há uma coisa que é verdade é que os clubes são dos sócios, e são eles quem mais ordena.
Depois do mais recente bate boca entre Bruno de Carvalho e Jorge Jesus, desta feita a propósito do pai do presidente e dos amigos do treinador, ficou novamente claro que não existem condições de coabitação entre ambos na próxima temporada. A não ser que ambos sejam malucos; e como só um deles publicamente afirmou desejar essa fama, não é crível que possam seguir um caminho comum. No próximo fim de semana joga-se a final da Taça e se os leões vencerem o D. Aves serão recebidos, na segunda-feira, seguinte, na Câmara Municipal de Lisboa. Jorge Jesus como Marco Silva? Parece.

Ás
Jonas
Marcou 34 golos na I Liga e sagrou-se vencedor da Bola de Prata. Provavelmente, pela influência que tinha no sistema de Vitória, a lesão que o afastou da fase crítica do campeonato pode ter custado o penta ao Benfica. Mas a homenagem que se faz é a um jogador talentoso, que vale o preço do bilhete. Não há muitos assim...

Ás
Nuno Manta
O Feirense comeu, durante boa parte da época, o pão que o diabo amassou, mas manteve-se firme convicção de que o treinador era capaz de levar a nau a bom porto. E foi. Nuno Manta, revelação da última temporada, confirmou-se como técnico a ter em conta na cena nacional, revelando um estofo assinalável. Parabéns!

Ás
José Couceiro
Se algum clube nacional enveredar, um dia, por uma fórmula que passe por um manager ao estilo inglês, José Couceiro tem todos os atributos para a função. O problema é que o nosso futebol está cheio de sapateiros que acham que sabem tocar rabecão... O V. Setúbal está salvo e Couceiro merece uma avenida à beira-Sado.

O melhor do futebol são os jogadores
«Acabei por exibir um cachecol que me foi passado, não sabendo o que estava escrito»
Alex Telles, jogador do FC Porto
Grande lição, aos pirómanos que parasitam o futebol português, do lateral-esquerdo dos dragões. «Jamais apoiarei o ódio (...) Respeito toda a gente e todos os clubes, se alguém se sentiu ofendido foi sem intenção, peço desculpa», escreveu Alex Telles nas redes sociais, mostrando de forma exuberante que o melhor do futebol são os jogadores. O meu aplauso sincero a Alex Telles.

Vira-se uma página no livro da História
A capa do suplemento de desporto do 'Daily Mail' revela-nos alguns dados importantes da estada de Arsène Wenger no Arsenal: 1234 jogos, 706 vitórias e 17 títulos, em 22 anos. Vira-se a página, respeita-se a História e nasce um mito, do calibre de Herbert Chapman. Mas a vida continua na casa dos gunners...

Salvador e Caetano
Abro aqui uma excepção para trazer a esta página um tema que nada tem a ver com desporto. Porém, creio que tem relevância mais do que suficiente e por isso aqui vai. Portugal acolheu o Festival da Eurovisão, magnífica organização e grande promoção do País, a contrastar com a mediocridade das canções concorrentes. Porém, o momento do dueto de Salvador Sobral e Caetano Veloso, interpretando «Amar pelos Dois», foi sublime, comovente e arrebatador, com entrada directa para o top das minhas memórias musicais. Tal como para Pessoa, a minha Pátria também é a língua portuguesa e Salvador e Caetano (vieram para ficar...) foram embaixadores de luxo que nos encheram de orgulho."

José Manuel Delgado, in A Bola

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Objectivos conquistados

"Jogo em que a ansiedade se sentiu em ambas as equipas. Bem precisam das férias.

Emoções
1. Jogo de emoções, com fraca qualidade e sinais de aflição a pairarem no ar. Partindo para este jogo numa posição de desconfio e em sofrimento visível, o Benfica conseguiu mesmo assim encontrar vontade e algum discernimento para entrar intenso e dominador, revelando alguma variação no seu jogo ofensivo e mobilidade suficiente para empurrar o Moreirense para a sua área. O regresso de Jonas trazia alguma confiança nos adeptos e a convicção de que o habitual caudal ofensivo da equipa com a presença do seu melhor jogador, seria traduzido com golos. O Moreirense organizado, com o seu bloco bem fechado e consciente da situação incomoda na tabela, procurou através de um forte momento defensivo travar as águias.

Sinais tristes
2. Apesar desta patente vontade e disposição ofensiva dos da casa, raras eram os momentos de alegria para os seus adeptos, que só encontravam em outras paragens - jogo nos Barreiros - motivos de festejo, tal a improdutividade demonstrada pelos atacantes da luz ao longo de toda a primeira parte. Com o tempo, o jogo ia adquirindo sinais tristes de um arrastado final de época: baixa intensidade, ausência de ideias e para piorar o cenário cinzento, a forte carga emocional que cedo se percebeu estar a minar a capacidade para tomar decisões acertadas aos intervenientes da partida, ia adensando e emperrando a fluidez. Jonas mostrava falta de ritmo competitivo e se o início do jogo estava pejado de intenções encarnadas, estas iam se desfazendo em estéreis movimentos atacantes, pouco critério nas ligações do seu jogo ofensivo e eram as dores alheias que alimentavam a alegria dos desinspirados e amarrados jogadores de Rui Vitória. Valeu um penalty sem sentido para animar as hostes da casa e trazer alguma tranquilidade a uma equipa que se revelava longe dos idos tempos de fulgor e empatia com o seu apaixonado público.

Águia ansiosa
3. Sem nada a perder Petit foi mexendo na sua estrutura e abria o jogo na busca de melhor sorte perante uma nervosa e ansiosa equipa do Benfica, que apesar de sobressaltada e agarrada a uma vantagem mínima, percebia que o contexto global era favorável às suas legítimas pretensões e Rui Vitória pragmático, deixou de lado as exigências artísticas e fechou o jogo, não permitindo que o afoito ofensivo dos de Moreira de Cónegos pudesse beliscar a suada vitória. A vitória vermelha era difícil mas justa e apesar de conseguida aos soluços traduzia a forma realista e consciente com que o seu treinador percebeu que o momento não convidava a grandes feitos e sim passar com mestria o tormento em que a sua equipa estava mergulhada e minimizar os danos, colar os cacos e se possível aproveitar tropeços alheios. O jogo terminou com as duas equipas a festejarem os objectivos perseguidos e a precisarem de uma pausa competitiva para recarregarem energias e descansarem dos socos levados ao longo de uma conturbada época."

Daúto Faquirá, in A Bola

PS: É impossível não notar alguma azia, no meio desta crónica...!!!