Últimas indefectivações

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Oitocentos mil milhões e uma mãe por encontrar

"Para alegria incontida daqueles que, como sapos, se lambuzam na lama em que vivem, tudo continua execravelmente na mesma. Ligeiramente atrapalhados por uma resistência alheia á qual não estão habituados, os empregados de D. Palhaço lá montaram diligentemente o circo no qual um homenzinho de cócoras, mais uma vez, se prestou sabujamente a ser protagonista perante a alegria bacoca da meia-dúzia de papalvos que perdeu tempo a assistir ao vivo à facécia do costume, e o encolher de ombros de desprezo da restante turba que já esgotou a paciência para estas estúpidas pantominas que só servem para somar troféus de fancaria. Nada a fazer. Quem nasce de cócoras jamais conseguirá viver de espinha direita. Resta-lhe servir diligentemente quem manda e ir comendo, aqui e ali, alguns restos de santola ou de sapateira que caiam como migalhas da mesa do rei lá na marisqueira de Matosinhos.

Mas, subitamente, ainda há surpresas. O incrível Shrek, um empurrador de bolas caricato que de um dia para o outro passou a valer oitocentos mil milhões de euros (ou oito mil milhões de euros, ou oitenta mil milhões de euros, ou oitenta euros, ou oito euros ou lá que é...) descobriu o pai. Já nada era tão emocionante, tão terno, tão digno do embaciar dos olhos e de uma furtiva lágrima desde que Edmundo de Amicis resolveu separar o pobre Marco da mãezinha, despachando-o para um calcorrear de quilómetros pela América do Sul. Radiante, exalando alegria por todos os poros, o incrível Shrek anunciou um pai! E que pai! Um pai à altura do incrível Shrek se é que entendem o que eu quero dizer. E agora que o incrível Shrek tem um pai, há que lhe arranjar uma mãe. Por mim não estou preocupado. Pelo que todos conhecemos do pai do incrível Shrek, ele tem tanta facilidade em pôr um patego de cócoras como em arranjar uma mãe para o rapaz. Até por que as há por aí bastante baratas e dispostas a todos os tipos de serviços. Até a casar com ele."


Afonso de Melo, in O Benfica

Futebol de autor

"Houve e há futebolistas que, pela sua capacidade de imprimir a todas as movimentações e decisões individuais um sentido colectivo, deixaram a sua impressão digital no imaginário dos adeptos.
Futebolistas como Johan Cruijff, Enzo Francescoli, Rui Costa ou Xavi exemplificam a capacidade de perceber o futebol para além do momento em que individualmente se tem a bola no seu domínio. De entre os vários nomes que se podem juntar a este grupo, destaco Pablo Aimar. “El Mago” Aimar é superlativo a pensar o futebol como uma dinâmica colectiva. À sua rapidez de raciocínio, que o leva a ter aquele centésimo de segundo que lhe permite antecipar a movimentação do adversário e da bola, junta uma invulgar qualidade de execução técnica. Olhamos para Aimar e vemo-lo dirigir toda uma equipa, descobrir espaço entre linhas adversárias, antecipar um desequilíbrio defensivo adversário, forçar esse mesmo desequilíbrio e obrigar a que todos os que o acompanham na sua movimentação ofensiva acabem por tirar partido das suas decisões. A capacidade que Aimar tem de descodificar o propósito das movimentações globais de companheiros e adversários manifesta-se com uma espontaneidade tal que aparenta ser um simples “puro acontecer”. Nessa ilusória simplicidade está encerrada a complexidade de perceber a sua acção como uma função em que nada é aqui e agora, porque todo o ‘aqui’ e ‘agora’ só existem com efectividade se forem a preparação de um espaço e tempo futuros. Se todos temos a percepção de que não há serviço colectivo nos futebolistas que não são capazes de se encontrarem com a equipa, basta ver as orientações que Aimar dá aos seus companheiros para perceber como há futebolistas que “obrigam” a que todos se encontrem entre si, de forma dinâmica.
Para além disso, há ainda a consciência de que em Aimar a vida se manifesta com mestria muito para além do futebol. Aliás, é na sua conduta como homem e cidadão que começa o futebol de autor que o imortaliza."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

"Os Imbatíveis" - Crónica número 30 e qualquer coisa!!!

Continuem a procurar os fantasmas internamente, desvalorizem a influência do Olarápio e restante pandilha, nos títulos nacionais, edição após edição...

Nem o actual Barcelona seria Campeão em Portugal.


domingo, 14 de agosto de 2011

Intervenção divina !!!






Já começa a faltar palavras, vezes sem conta, queixamo-nos da má fortuna, do nosso famoso 'mau' fado lusitano, mas desta vez, está-se a passar exactamente o contrário, creio não ser injusto ao afirmar que nunca uma Selecção nacional conseguiu tanto, jogando tão pouco... não confundir a atitude, e a entrega dos jogadores, com os maus espectáculos futebolísticos, a equipa tem atitude defensiva e por isso ainda não sofreu golos, o problema é quando é preciso atacar, normalmente é o Nelson contra o Mundo (ou o Caetano!!!), e muito pontapé para a frente...

Hoje, além daquilo que passou durante os 120 minutos, ainda tivemos a 'ousadia' de recuperar de um 1-3 nos penalty's para vencer por 5-4, algo que muito sinceramente não me recordo de ter acontecido alguma vez, a este nível...

Não sei se foi intervenção divina, ou somente a noite do São Mika, mas isto já começa a parecer macumba, e se no final do jogo anterior previa uma derrota pesada na despedida do torneio, agora tudo pode acontecer (inclusive a tal goleada!!!)... se fosse adversário de Portugal, depois de analisar a maneira como a equipa Portuguesa 'sobreviveu' neste torneio, ficaria com medo, pois parece que está 'protegida' ao mais Alto nível!!!

Não vi os jogos todos, mas este até pareceu o melhorzinho, com mais remates à baliza, a maior parte de longe, mas pelos menos rematámos...

TEATRINHOS

"Guardo a memória grata dos teatrinhos de robertos nas praias da minha infância. Há muito que desapareceram e, com eles, a magia de um trabalho de itinerância pobre que enchia de alegria os olhos das crianças, sob o sol escaldante dos meses de veraneio.

Nesses teatrinhos, pequenos palcos de madeira e lona que salpicavam de cor a brancura dos areais, havia sempre um vilão de cacete na mão que resolvia tudo à paulada, no meio de mais intimidante berraria. Os teatrinhos desapareceram há muito, mas os vilões dos teatros de robertos continuam a subir a cena, sobretudo quando fazem contas e são levados a recear que a nova temporada de praia não lhes corra de forma tão auspiciosa como a anterior.

Gosto de os ver a esganiçarem-se, assumindo as suas personagens para conseguirem criar a agitação de feira que constitui o tempero das grandes diversões populares. Aqui uma cacetada, ali uma fugaz provocação em falsete, mais adiante um insulto velado. Nada falta neste previsível arsenal de 'bocas' que servem para criar factos políticos-desportivos e para manter a pressão alta sobre os adversários mais temíveis e credíveis. Nem Sun-Tzu faria melhor no seu cada vez mais clássico 'A Arte da Guerra'.

E tudo por causa desta memória já longínqua dos teatrinhos de robertos que nunca seriam o que eram sem um vilão brandindo o seu cacete enquanto via partir para outros palcos de maior dimensão os seus melhores trunfos.

Entretanto, no palco principal, os mais destacados nomes do cartaz sobem à cena e vão mostrando do que são capazes na hora dos banhos turcos. Revelam-se coesos, bem preparados e com vontade de vencer, que é, afinal, o que verdadeiramente conta e deixa sem argumentos o vilão de cacete na mão dos teatrinhos de praia.

Há memórias que é sempre bom preservar, mais que não seja porque nos permitem recordar as tristes figuras que esses vilões de cacete na mão faziam, à torreira do sol, nos velhos teatrinhos de robertos."



José Jorge Letria, in O Benfica



PS: Não foi concerteza a intenção do autor, mas esta coluna 'encaixa' na perfeição no rescaldo Lagarto, após o empate com o Olhanense, inclusive os falsetes!!! Além da lona às riscas...!!!

Sem portugueses

"Acabou por ser fácil (mais fácil que o esperado) a nossa passagem ao 'play off' da Lia dos Campeões, depois de um empate na Turquia que acabou por saber a pouco, tantas as oportunidades falhadas. Mas foi uma exibição consistente, fechando todos (ou quase todos) os caminhos aos turcos.

Um jogo que ficou marcado pelo facto de, pela primeira vez nas competições europeias, termos jogado sem qualquer jogador português. Em 1979, já lá vão 42 anos, votei em Assembleia Geral contra a admissão de jogadores estrangeiros, pois pensava que o Benfica, como qualquer outro clube português, não teria meios para trazer melhores jogadores que os nossos. 'Perdi' a votação e ainda bem, pois, alguns (poucos) anos passados, o Benfica conseguiu mesmo grandes reforços, como Filipovic, Stromberg, mais tarde Magnusson, Valdo, Mozer, Ricardo, Schwarz, Thern, etc. A descolonização, em 1974/75, tornara inviável a tradição que durante mais de 70 anos foi um orgulho nosso: apenas jogadores portugueses.

Passados mais de 30 anos sobre a vinda dos primeiros estrangeiros, estamos no pólo oposto. Refiro-me com mágoa. É certo que prefiro ganhar só com estrangeiros a perder só com portugueses. Entre um bom (e acessível) estrangeiro e um português 'assim-assim', claro que prefiro ter o jogador estrangeiro.

E, sejam eles nacionais o não, os jogadores do Benfica terão sempre o meu apoio. Mas gostaria que fossem mais os portugueses na nossa equipa, embora compreenda que tal depende mais dos regulamentos do que da nossa vontade. A situação é a que é, e até o Sporting já compreendeu que, apenas com os jogadores da formação, não vai lá. O mal não é do Benfica, é do futebol português, é, afinal - vistos os exemplos de grandes clubes estrangeiros -, do futebol europeu. As regras comunitárias não ajudam nada (e continuo a pensar que não se deveriam aplicar ao desporto, uma actividade com características muito próprias) e seria bom que os clubes portugueses tentassem influenciar a Federação e a Liga e ainda a UEFA e a FIFA no sentido de 'travar' essa internacionalização das equipas. Pois, de outra forma, para quê estar a formar jogadores? Para reforçar outras equipas? O trabalho que fazemos no Seixal (e o Sporting faz em Alcochete) é muito bonito mas, se as coisas continuarem assim, não se traduz em resultados práticos. É pura perca de tempo e dinheiro. Infelizmente..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Galo !!!

Gil Vicente 2 - 2 Benfica


O 'galo' continua, voltámos a não ganhar na primeira jornada, frustrante após uma vantagem de dois golos... podíamos ter 'matado' o jogo em várias ocasiões, principalmente no início da segunda parte. Um erro individual na defesa e um remate fortuito de um jogador que só marca golos ao Benfica (numa altura em que o Gil nada fazia para marcar...) carimbou o resultado. É verdade que com o Jesus empatámos o primeiro jogo no ano do título, mas em Portugal, com os campos inclinados, qualquer perda de pontos por parte do Benfica é quase irrecuperável (não vi o jogo com muita atenção, mas aparentemente a única diferença para épocas anteriores, foi a 'não influência' do árbitro no resultado!!!)...

Curiosamente depois do empate, foi o pior momento do Benfica, onde faltou claramente um jogador tipo 'Cardozo' (além do Aimar)... sem o Luisão, o Maxi no banco acabado de chegar das mini-férias, com o Aimar a sair lesionado (e o Gaitán), o Witsel condicionado depois de ter jogado 60 minutos pela Selecção na Quarta-feira, somando todas estas situações, é óbvio que a equipa se ressentiu...



Mas pior que os dois pontos perdidos, é a 'onda'!!! A destabilização é um projecto declarado, desde do final da época passada, tendo como último objectivo a Direcção do Benfica (e os contratos televisivos), sendo o elo mais fraco, Jorge Jesus, vai ser a arma de preferência!!! Por isto tudo, e muito mais, é muito importante (fundamental mesmo) que os Benfiquistas, não entrem na 'onda'!! Eu sei que estou a pedir o impossível, mas fica aqui a referência... basta ler os primeiros (e habituais) post's irados na Glorisoesfera, com os famosos 'hiper-técnicos de teclado' a falar em tácticas, infalíveis como sempre, destilar piropos, sem sequer se preocuparem em analisar todas as condicionantes das lesões durante o jogo, a ausência de jogadores por castigo ou simplesmente por não estarem em Portugal, e a utilização de um jogador com menos de 48 horas de descanso em relação ao seu último jogo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ainda Roberto e a CMVM

"A Comissão de Valores Mobiliários (CMVM) foi lesta e acutilante em pedir explicações mais detalhadas à SAD do Benfica pela venda dos direitos de Roberto e, em suspender por breve tempo, a transacção das acções em Bolsa. Nada tenho a apontar à decisão da autoridade, embora a brevíssima suspensão das operações em bolsa me tenha parecido - para utilizar uma linguagem futebolística - uma forma de se querer mostrar peituda e raçuda. Se tal critério pega, fecha a Bolsa...

Tenho de admitir que a CMVM tomou boa nota dos frangos do espanhol. E que, por isso, tenha desconfiado dos valores anunciados no primeiro comunicado da SAD. Além disso, esteve certamente atenta às reacções dos incrédulos, dos invejosos e das habituais conversas de treta que, estranha e curiosamente, são imunes ao zelo da Comissão.

Mas - repito - fez bem. Como bem fez o Benfica ao esclarecer os contornos da transacção com o Real Saragoça e uma sociedade de direito espanhol. De uma operação que teve tanto de surpreendente, como de excepcional, a fazer fé no que é conhecido publicamente.

Esclarecida que foi a douta Comissão, fico, a partir de agora, atento a todos as movimentações das SAD futebolísticas. Sobretudo das que envolvem outros valores igualmente surpreendentes à luz dos critérios da CMVM ou em que intervenham sociedades sediadas em paraísos fiscais, bancos de marca branca, intermediários de ocasião, ou haja eventuais registos laterais.

Esta é mais uma das razões porque aplaudo a decisão da CMVM. Venha a coerência sistémica, como sói dizer-se agora. Não um (clube) por todos, mas uma (CMVM) para todos."



Bagão Félix, in A Bola

Fortius

Mais um recorde nacional, nas vésperas dos Mundiais da Coreia, as boas marcas sucedem-se, desta vez foi o nosso Marco Fortes, a bater o seu próprio recorde (+20cm) no Lançamento do Peso, com a marca de 20,89m, a poucos 11cm dos marcantes 21m... Seria engraçado passar os 21 nos Mundiais...!!!

Do momento histórico à questão política

"ONTEM jogou a selecção portuguesa e todas as oportunidades são boas para ver jogar Fábio Coentrão. Era um jogo particular e Portugal venceu por 5-0 o Luxemburgo produzindo uma exibição quanto baste mas empenhada, alegre e com golos, como os adeptos gostam.

O momento histórico do jogo não foi, no entanto, o inusitado golo de cabeça de Fábio Coentrão, nem o incrível pontapé com que Hugo Almeida marcou pela primeira vez contra os luxemburgueses, nem o livre soberbamente apontado por Cristiano Ronaldo que resultou no segundo golo de Portugal.

O momento histórico do jogo também não foi a entrada de Nuno Gomes em campo, porque, na verdade, não chegou a entrar.

O avançado do Braga passou o jogo todo sentado no banco a dar autógrafos à criançada tal como relataram os comentadores da RTP. Paulo Bento terá preferido dar mais tempo a Hugo Almeida para tentar o hat-trick do que interromper a sessão de autógrafos de Nuno Gomes.

São opções, há que respeitar.

O momento histórico do jogo aconteceu aos 84 minutos, já bem perto do final, quando Bruno Alves depois de ter entrado a pés juntos sobre um pacato luxemburguês viu, pela primeira vez na sua longuíssima lista de internacionalizações, um cartão amarelo mostrado pelo árbitro.

Alguma vez tinha de acontecer, não é?




A selecção de sub-20 está na Colômbia a jogar o Mundial do escalão. À partida de Portugal ninguém deu muita atenção aos rapazes porque longe vão os tempos em que as selecções ganhavam títulos e impressionavam toda a gente. Mas agora, como os sub-20 fizeram um bom arranque na prova, parece ter renascido entre os adeptos essa curiosidade e apego patriótico que nos leva a querer ver os jogos e a vaticinar o melhor.

Pelo menos foi o que me pareceu na noite desta ´

ultima terça-feira, quando já muito depois da hora de jantar se reuniu em frente ao meu televisor uma assembleia variada de pessoas de idades diversas e de filiações clubistas plurais porque a RTP transmitia em directo o Portugal-Guatemala dos oitavos-de-final da competição mundial.

Antes do o árbitro apitar, as opiniões eram unânimes. Que era uma vergonha para o futebol português não haver lugar para os nossos jovens talentos nas equipas de top que disputam a Liga principal, que era lamentável não haver um único jogador português entre as três dezenas de reforços com que o Benfica, o FC Porto e o Sporting se apetrecharam para esta época e, para terminar, que era impossível acreditar não haver lugar nos três grandes para nenhuma das extraordinárias promessas que iríamos ver em acção na TV.

O jogo começou. Aos 7 minutos todos estes pareceres pró-futebolista jovem português foram reforçados com o golo de Nelson Oliveira na transformação de uma grande penalidade. O entusiasmo foi ao ponto de se ouvirem benfiquistas reclamar a venda imediata de Cardozo porque Nelson Oliveira, que é da casa, fazia muito bem o lugar e de se ouvirem portistas manifestar a sua tranquilidade com a hipótese de saída de João Moutinho porque Caetano, sendo praticamente da mesma altura que Moutinho, é dez vezes melhor jogador.

O jogo continuou e não foi nada do que se estava à espera. Os guatemaltecos, estreantes nestas andanças, cheios de vontade de fazer o melhor possível não deixaram os portugueses jogar à bola como sabem e como gostam e a exibição dos nossos sub-20 descambou para uma sensaboria total apimentada com alguns momentos de inusitado perigo vindo da medíocre equipa adversária.

E, naturalmente, os pareceres da minha plateia caseira foram mudando. Nenhum dos jovens jogadores em campo passou a merecer o lugar em nenhuma equipa de top, por exemplo. E o Benfica, o FC Porto e o Sporting fizeram muitíssimo bem em ir buscar jovens estrangeiros porque já vêm com outro andamento e não jogam para o lado nem para trás, por exemplo.

São e serão sempre assim, voláteis, as opiniões dos adeptos. São convicções sedimentadas em 90 minutos de jogo e duram, inabaláveis, até ao próximo jogo que nunca é igual ao anterior.

Não querendo alinhar no campo das sentenças vãs sobre o futuro imediato de jogadores com menos de 20 anos, não posso, no entanto, deixar aqui expressa a minha convicção inabalável de que Mika, o guarda-redes, tem tudo para vir a ser um profissional conceituado na sua especialidade. E é um guarda-redes com sorte. Ao longo da carreira de Mika, o tempo se encarregará, ou não, de explicar isto de haver guarda-redes com sorte.




MANUEL NEUER, por exemplo, já foi um guarda-redes com sorte e agora, ao que tudo indica, é um guarda-redes sem sorte que é a sina de todos os guarda-redes cujo valor do passe atinge cifras de muito, muitos milhões de euros. Neuer era um guarda-redes com sorte no Schalke 04 e na selecção alemã e neste defeso foi transferido para o Bayern Munique por 21 milhões de euros.

Fez a sua estreia oficial pelos bávaros no domingo, no jogo de abertura do campeonato alemão, em casa, contra a modesta equipa do Borussia de Moenchengladbach, que esteve em risco de despromoção na época passada. Manuel Neuer contribui com uma saída em falso e muito atrapalhada para o golo da vitória dos visitantes. Os adeptos do Bayern de Munique não gostaram nada e criticaram À gerência do clube os valores astronómicos da contratação.

Já vimos isto em qualquer sítio...




UM benfiquista prontamente identificado agrediu o árbitro Pedro Proença à cabeçada no Centro Comercial Colombo que, para quem não sabe, fica mesmo à frente do Estádio da Luz. De acordo com as notícias dos jornais, o delinquente foi detido no local e quando chegou à esquadra da polícia apresentou às autoridades o seguinte cartão-de-visita: «Sou sócio cativo do Benfica.»

Dentro das mais do que lamentáveis circunstâncias, o Benfica teve muita sorte porque, assim, para além do tão desejável quanto básico comunicado de repúdio que rapidamente redigiu e fez circular manifestando a sua solidariedade para com Pedro Proença, poderá também agir disciplinarmente sobre o agressor que é «sócio cativo» do clube.

O Benfica teve sorte em o agressor não ser um simples adepto sem qualquer vínculo institucional com o emblema. Se assim fosse, o Benfica poderia censurar - como o fez - o acto em si, mas não teria qualquer tipo de autoridade sobre o energúmeno que nos envergonhou a todos. Tratando-se de um sócio cativo, o Benfica, se não quiser ficar manchado e cativo desta anormalidade de má e violenta índole, só terá de aplicar a sua lei interna, consagrada nos Estatutos do clube, e libertar-se rapidamente deste associado, banindo-o da qualidade de sócio.

Outra coisa não será de esperar que aconteça.

Certamente que no Benfica já estarão a tratar deste assunto que requer urgência e pragmatismo. No seu comunicado, a SAD do Benfica fez votos para que a «justiça aja de forma célere», referindo-se à justiça dos tribunais civis. Eu faço votos para que o Benfica aja de forma célere na medida justa da aplicação da sua lei interna.

É uma questão política, percebem?"


Leonor Pinhão, in A Bola

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Luxo em burgo

"Hoje, três dias antes do início da Liga, a selecção nacional vai jogar. Num confronto previsivelmente excitante, perante o Luxemburgo. O encontro ideal para treinar as dificuldades, perante um avassalador ataque e uma defesa coreácea do seleccionado luxemburguês. Enfim, um luxo em burgo algarvio.

De tal modo se trata de um teste crucial para enfrentar os jogos que se seguem de apuramento para o Europeu de 2012, que o seleccionador não hesitou em convocar um jogador que, no seu clube, ficou fora dos convocados no primeiro jogo oficial (Castro) e voltou a chamar a dupla de 35 anos, Quim e Nuno Gomes.

Quanto ao primeiro, tenho lido as suas declarações sobre o seu anterior clube, mas não vi as suas exibições nos jogos de preparação pelo Braga, depois de um ano de paragem por lesão. Mas devem ter sido de tal maneira convincentes que não devem deixar margem para dúvidas, depois de ter sido afastado (injustamente, diga-se de passagem) em... 2008.

Quanto a Nuno Gomes - um profissional exemplar, digo-o sem ironia - foi preciso sair do Benfica para voltar a ser convocado. Na última época jogou pouco e marcou muito para os escassos minutos que esteve em campo. Nesta pré-temporada gostaria de saber o que aconteceu para se ter alterado, como de dia para a noite, a posição do seleccionador. Talvez... ter saído do SLB!

Se é para os homenagear - o que, sinceramente, aplaudo - arranja-se melhor que o Grão-Ducado do Luxemburgo!

Enfim, para além de tudo isto, este será mais um encontro ideal para a estatística e para uma estrela. E mais um joguito para adicionar na escassa utilização desse elefante branco desportivo que é o estádio do Algarve."


Bagão Félix, in A Bola

Caído do céu !!!

Portugal 1 - 0 Guatemala
Nelson Oliveira


Isto pode parecer estranho, estamos nos Quartos-de-final do Mundial de sub-20, mas não jogamos NADA, mas mesmo NADA, mais uma exibição vergonhosa...

O Nelson é o único jogador que consegue fazer alguma coisa, mas quando chega à área é acometido da mesma doença dos colegas... ontem com um penalty caído do céu, que na minha opinião não existiu, lá vencemos à Guatemala por 1-0, à rasca, provavelmente a equipa mais fraca de todo o torneio, que chegou aos Oitavos sem saber ler nem escrever, após duas goleadas sofridas nos dois primeiros jogos com a Nigéria e a Arábia Saudita!!!

Cheira-me a goleada!!! Posso estar enganado, mas parece-me que esta equipa Portuguesa não vai ter uma despedida agradável deste Mundial... A Argentina também não está a jogar nada de especial, mas é uma tortura assistir a um jogo de Portugal, onde a equipa é incapaz de fazer uma jogada com pés e cabeça, a quantidade de passes falhados, e a falta de ambição ofensiva levam qualquer um ao desespero...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chuva voa !!!

Extraordinária marca, Marcos Chuva salta 8,34m... a segunda melhor marca nacional de sempre no Salto em Comprimento, somente a dois centimentros do recorde nacional do Carlos Calado.
Além da idade precoce, o profissionalismo do Marcos faz acreditar que dentro de 'pouco' tempo teremos aqui o próximo recordista nacional, para já o nosso atleta carimbou o passaporte para o Mundial da Coreia, que se disputará nas próximas semanas...

Parabéns Marcos.

O meu comunicado...

O Benfica, muito bem, publicou um comunicado, condenando a agressão a Pedro Proença, não falou em palhaçadas, nem atiçou fogueiras, tomou a posição institucional que se exigia perante as circunstâncias, sendo fiel aos princípios do Clube, isto numa altura em que as circunstâncias da ocorrência ainda não são totalmente conhecidas pela maioria do público... bastaria todas as instituições terem este comportamento civilizado, anti-incendiário e as coisas correriam melhor, mesmo com todas as trafulhices de bastidores...


Pessoalmente, sendo um simples adepto e sócio do Benfica, que vive num suposto estado de direito, mas onde os criminosos passeiam impunes e onde os ladrões agem como pavões, sem qualquer vergonha na cara, chegando ao cumulo de alguns, com canudo na mão, se passearem como virgens ofendidas nas televisões e jornais... Apesar de uma educação onde me foi dito que a violência nada resolve, apesar de como Benfiquista consciente da herança dos nossos fundadores, tolerante, pacifica, almejando sempre a elevação dos princípios, neste momento, a minha única surpresa, é o facto de isto não acontecer mais vezes, e com mais violência... e diga-se sem pejo, esta personagem já o merecia... e não vale a pena contratar as carpideiras do costume: está-se a matar o futebol; assim ninguém quer ir para a arbitragem; cada vez há menos gente nos estádios...!!!

Quem está a 'matar' o futebol são os Corruptos em Portugal, na Itália, na Espanha, na Grécia, na Polónia, na Turquia, na Bulgária, na China... na UEFA, na FIFA... quem está a 'matar' o futebol são os Políticos cúmplices das organizações criminosas, são os Juízes cúmplices das organizações criminosas, são os empresários agentes directos dos criminosos, são os jornalistas cúmplices lavando com lixívia toda a sujidade deixada para trás pelas organizações criminosas, quem está a 'matar' o futebol são os adeptos dos clubes beneficiados pelas organizações criminosas que vendem despudoradamente a alma dos seus clubes (e as suas) em nome de só mais uma vitória...

Isto que aconteceu ao Proença, não é 'nada', já venho a avisar à bastante tempo, um dia, que cada vez está mais perto, a 'tampa' vai saltar, e não vão ser só os dentes que se vão perder... até lá continuem a roubar descaradamente como o Proença (e muitos outros) faz, e depois queixem-se...

Continuem a promover e a idolatrar aldrabões profissionais, continuem a tapar os ouvidos quando é conveniente, continuem a promover a cultura da aldrabice, continuem em nome de uma suposta imparcialidade a ignorar a adulteração de resultados desportivos, continuem em nome de uma suposta preservação do bom nome do desporto a não condenar inequivocamente todas as trapaças, continuem a acusar de clubite, ou mau perder aqueles que denunciam os roubos, mesmo quando as provas são contundentes, continuem a olhar para o lado como tudo fosse normal, continuem a patrocinar um revisionismo histórico criminoso, continuem a tentar meter todos no mesmo 'saco' confundido roubos organizados, premeditados, planeados, repetidos, executados por jagunços, com reacções individuais a 'quente', continuem a participar activamente em todas as trapalhadas, ou simplesmente, a aceitar em silêncio as actividades corruptas passivamente, continuem a condenar vigorosamente as reacções indevidas, exageradas, impróprias daqueles que se sentem roubados e a calarem-se estrondosamente quando lhes é exigido garantirem a verdade desportiva... continuem... continuem... e talvez para a próxima em vez de se partirem dois dentes, vão usar os dentes, simplesmente, para identificação do... continuem...


PS: Logo hoje, no jornal A Bola, Cruz dos Santos, afirma que além dos 3 penalty's que ficaram por marcar a favor dos Corruptos na Supertaça, o primeiro golo do Benfica, contra o Arsenal, devia ter sido anulado, pois Aimar, terá feito falta sobre o central do Arsenal!!!!!!! E depois querem ficar com os dentes todos...!!! Por favor, já não enganam ninguém...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Maxi "à Benfica"

"1. O primeiro jogo do Benfica na Liga dos Campeões deste ano trouxe mais motivos de alegria para além da vitória, por 2-0, que espero tenha sido suficiente (escrevo antes do jogo da 2.ª mão). Entre eles, destaco o regresso de Ruben Amorim, ainda sem fôlego para os 90 minutos mas a exceder as expectativas depois de tantos meses de ausência, e a presença de Maxi Pereira, igual a si próprio, poucas horas depois de uma viagem transatlântica. A homenagem que o nosso presidente lhe fez expressa, sem dúvida, o sentimento de todos os benfiquistas para com um jogador verdadeiramente 'à Benfica'. E não é de agora. Faz dois anos, escrevi nesta coluna, aquando dos primeiros jogos da época 2009/10 da equipa conduzida por Jorge Jesus: "Que bem está a jogar a nossa equipa. No ano passado havia um que se distinguia pelo seu espírito de lutador, por nunca virar a cara à luta, por aguentar 'prego a fundo' os 90 minutos. Infelizmente, Maxi Pereira (é dele que falamos, claro...) foi o primeiro 'azarado' da época. Mas, ao menos, temos a satisfação de sentir que, agora, há vinte e tal 'Maxi's' na equipa. A lutar e a jogar." Isto foi escrito há dois anos. Felizmente, Maxi Pereira continua igual a si próprio. Um profissional a cem por cento.


2. A derrota do Sporting (0-3) no seu jogo de apresentação conta tanto como os nossos resultados, positivos ou negativos, da pré-época. Mas terá tido o mérito de acalmar alguns entusiasmos prematuros. Ao ponto de se ler e ouvir que, enquanto as aquisições do Benfica eram 'ainda mais um, comprado sem nexo e planeamento', as do Sporting eram fruto do 'excelente labor da dupla Duque-Freitas'. Vamos a ver...


3. Título de 1.ª página mais ridículo dos últimos (largos) meses na Imprensa desportiva nacional: "Recusada proposta de 80 milhões por Hulk". Lá dentro, o 'Record' acrescenta: "Dragões nem sequer deram margem para negociar". No texto, finalmente, atribui-se a origem da 'notícia' ao empresário do jogador. Até dá vontade de rir...


4. Vanessa Fernandes regressou às competições, sem pressão, mas com vitória. Nelson Évora regressou às boas marcas, a caminho de Londres 2012. Os nossos medalhados olímpicos de há (já) três anos estão no bom caminho, depois de graves problemas e lesões. Força!"


Arons de Carvalho, in O Benfica

Objectivamente (Lagartos...)

"Está praticamente montado o circo para o início da competição portuguesa a sério. Da Liga, à Supertaça, Taça de Portugal e Taça da Liga, as provas que vão ter de ser prestadas pelos grandes do Futebol nacional, sem preconceitos e sem reservas, que este ano o investimento foi muito forte. Principalmente o Sporting que, apesar da penúria, conseguiu arranjar 30 milhões para comprar jogadores e... um leão enjaulado!

É engraçado que este ano não reclamem os dirigentes sportinguistas sobre as desigualdades na capacidade de investimento, como o fizeram a época passada, alegando que o Benfica estava a ser beneficiado pelos empréstimos da Banca e que assim não era justo! Mas 'Deus escreve direito por linhas tortas' pois aí está pujante o leão com mil e uma aquisições, nova estratégia de marketing e uma sobranceria que os chegou a fazer gritar no Estádio em dia de apresentação da equipa:

«Campeões, Campeões!». Com um único senão. Ao fim de 25 minutos do jogo com a Valência já estavam a assobiar e a chamar nomes aos jogadores!

Os novos dirigentes do Sporting chegaram a dizer que este ano os seus adversários são apenas os do nível de um Barcelona ou de um Real Madrid! Qual 'Valências'!... Do circo montado, apenas restou o leãozinho... Coitado!

Uma palavra ainda para o «invencível» FC Porto, que diante do Lyon perdeu o primeiro jogo nesta fase de preparação da nova época. Não apenas pelo resultado em si, que revela uma forma bem diferente da época passada, mas pelas já habituais reacções do «inconcebível Hulk» que protesta por tudo e por nada! Pensa que está a falar com o Olegário Benquerença ou com o Artur Soares Dias... Claro que leva cartões!"


João Diogo, in O Benfica

Considerações (notas...)

"Maxi Pereira foi elogiado por tudo e por todos. Mas o que importa sublinhar é que partiu do próprio atleta a sua apresentação imediata, para ajudar o Clube que lhe paga a resolver tarefas difíceis. Se isto se passasse em outro local, teríamos jagunços à perna, e sabe-se lá até onde eles chegariam para resolver o que o chefe ordenasse.

Por falar nisso, lembrei-me agora que o 'cebola', além de sacar 200.000,00 euros mês livres de impostos, acaba o contrato na próxima época. Vou estar atento ao desenrolar deste pequeno caso para ver como ele vai acabar.

Os jornais desportivos, e não só, preocupam-se com o enorme plantel do nosso Clube e esqueceram-se de falar dos outros.

O Sporting contratou mais jogadores do que nós, mas estreou-se mal. Deviam era ter jogado com o Pinhalnovense e teriam ido para casa todos contentes. Se este resultado acontecesse connosco teria caído o 'Carmo e a Trindade'. E lá teríamos o Santos Neves, como de costume, a fazer profecias diluvianas quando se trata de falar do 'Glorioso'.

Este naipe de jogadores que o Benfica tem à sua disposição fazem deste um dos melhores planteis de sempre. Temos jogadores para várias posições e para jogar em sistemas de jogo variados. Ainda não há um grande conjunto, mas estou convencido que com o tempo tudo irá melhorar. Até meados de Setembro há muita coisa para ganhar ou perder. É neste período que nos temos de concentrar, arregaçar as mangas e mostrar aquilo que valemos. Se assim acontecer a época vai ser risonha.

A proposta de 80 milhões recusada por Hulk, e a fortuna, para Portugal, que Falcão aufere 300.000€ mês limpos, são dois casos distintos. O primeiro é de gargalhada nacional. O segundo é para enganar meninos. Aguardemos e, para já, fico-me por aqui. Mas ainda há muito, muito para dizer..."


José Alberto Pinheiro, in O Benfica

O fim de Amy num Mundo em crise

"Estou seguro de que também entre os jogadores de Futebol nacionais e estrangeiros muitos gostam da música de Amy Winehouse, desaparecida de forma trágica, aos 27 anos, na sua casa de Londres. Amy partiu com a mesma idade com que morreram Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix ou Brian Jones, entre outros. Até já se fala, com uma ponta de humor negro, do Clube dos 27, como se essa idade fosse uma espécie de Cabo das Tormentas, para muitos intransponível.

Mas, perguntarão os leitores, o que tem esta morte prematura a ver com o Mundo do Desporto? Na realidade, tem tudo e não tem nada. Tem tudo porque este tipo de situação-limite resulta da incapacidade que gente com grande talento evidencia em relação à permanente pressão mediática, que só pretende valorizar aspectos negativos e autodestrutivos do seu comportamento. Não tem nada porque os jogadores de alta competição estão sujeitos a uma vigilância e a um escrutínio constantes que os impedem de resvalarem para práticas de dependência que lhes destruam as carreiras.

Mas também no Futebol, em tempos diferentes dos actuais, se assistiu à autodestruição de jogadores de grande talento, como George Best ou Vítor Baptista. Hoje, um jogador que escolha o caminho errado, por mais talento que possa dar como garantia, tem, pela certa, um contrato rescindido e uma carreira sem horizontes.

No mundo do espectáculo musical as coisas são diferentes. Há o peso da noite e a necessidade de se encontrar inspiração.

Quem se quer destruir, facilmente encontra o caminho para o abismo. Foi esse que trilhou Amy Winehouse, cantora e compositora de características invulgares e com uma carreira fulgurante. A verdade é que não resistiu à pressão mediática, à dependência, à solidão e à luz ofuscante dos 'flashes', neste mundo que, transformado em verdadeira arena de circo romano, todos os dias precisa de novas vítimas para manter o público entretido. Enfim, sinais de uma profunda crise de civilização."


José Jorge Letria, in O Benfica

domingo, 7 de agosto de 2011

As grandes esperanças do merceeiro analfabeto

"Esfregando as mãos sebentas, o merceeiro analfabeto confessou, despudoradamente, que deposita grandes esperanças em Vítor Pereira. Pudera! Ano após ano, grandes esperanças são depositadas nos senhores de cócoras. Sempre disponíveis para um jantar de marisco em Matosinhos, nunca recusando um convite para uma deslocação nocturna a um arrabalde manhoso para uma muito católica apostólica romana conversa sobre pecadilhos parentais com o Professor Bambo da Madalena, fiéis utilizadores dos serviços íntimos das senhoras do calor da noite, é nos sequazes de Vítor Pereira que, muito correctamente, o merceeiro analfabeto aposta para mais uma época de vergonhosas fraudes semanais e de títulos de fancaria.

É nesta (in)cultura que tais vermes rastejam e se multiplicam. Sem surpresas. Ou talvez com a surpresa grotesca de ver um parolo tomar de assalto o castelo das Antas. Diz ele, fotografado orgulhosamente em tronco nú, para que todos possamos aquilatar das suas insuficiências e admirar o seu peito de tísico, que viveu os melhores momentos da sua estúpida existência. Parece que o estaminé estava ao abandono. Nem um único steward (provavelmente de cara esmurrada pelo incrível Shrek) lhe surgiu num corredor esconso. Dormiu serenamente, como qualquer habitual flausina, no gabinete onde, pelos vistos, repousam os troféus - eles sabem bem que quem ganha não são técnicos nem jogadores...

Depois, num reflexo de súbita criatividade, desceu ao relvado com duas taças e passeou-se com elas, fingindo ter em seu redor um estádio cheio a aplaudi-lo. O homenzinho pode ser um tonto, mas não é completamente insano. No fundo, limitou-se a fazer aquilo que habitualmente fazem os jogadores do seu clube: passeiam-se pateticamente exibindo taças que não são deles."


Afonso de Melo, in O Benfica

A treta

"Depois do discurso contra o Sul, do discurso sobre a penhora da retrete, do discurso em torno da fruta para dormir, do discurso em que imitava um aparelho de gps e indicava orientações sobre a localização da sua casa a um árbitro na antevéspera de apitar um jogo do seu clube e de tantos outros discursos a que a parvónia denomina “fina ironia”, o sr. Costa surgiu agora com o discurso da treta, referindo-se à venda dos direitos desportivos do guarda-redes Roberto.
Considero que o actual discurso da treta do sr. Costa constitui-se como uma evolução e, finalmente, está adequado à figura que o enuncia. Isto é de louvar. Aliás, foi também interessante ver como a comunicação social alinhada com o senhor do tal discurso da treta tentou, por todos os meios, desvalorizar o adversário do Benfica nesta fase da Liga dos Campeões. Numa atitude bacoca e a roçar um estranho e infundado complexo de superioridade, muitos foram os meios de comunicação social portugueses que não se cansaram de tentar desvalorizar o Trabzonspor. Houve mesmo alguns ‘opinadeiros’ que queriam demonstrar a fraqueza do nosso adversário referindo-se a uma suposta fraca qualidade e desorganização do futebol turco. Isto, meus caros, é uma treta. O futebol turco, no que respeita à tentativa de zelar pela verdade desportiva, dá lições a toda a organização do futebol português. No futebol turco, como se comprova com a actual situação criminal de alguns dirigentes (entre os quais os do Trabzonspor), não se considera uma treta a tentativa de adulterar resultados. Da mesma forma que não é um qualquer cacique de aldeia que, com duas tretas e um par de balelas, escarra na Justiça e leva um conjunto de lorpas a fazerem das tretas letra de lei e código deontológico.
Chegará o dia em que ainda nos vão querer obrigar a acreditar que há dirigentes de clubes que recebem árbitros em casa apenas para terem inocentes conversas da treta. Enfim, isto, como diria um tal de Calheiros, já são outros quinhentinhos…"


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Grande Torino


"Em 1949, o Benfica recebeu e venceu o Torino por 4-3 num encontro ensombrado pela tragédia que se seguiu.

O dia 4 de Maio de 1949 ficou marcado por uma tragédia que ensombrou a história do futebol mundial e a que o Benfica ficou indelevelmente associado. No regresso a Itália, depois de participar no encontro da festa de homenagem ao jogador benfiquista Francisco Ferreira, a equipa do Torino desapareceu tragicamente num acidente aéreo, a dez quilómetros de Turim.

MELHOR QUE A SELECÇÃO
No dia 3 de Maio de 1949, o Estádio Nacional veste-se de encarnado para ver actuar o mais popular jogador português frente aos melhores da Europa. À chegada a Lisboa, o clube grená é o detentor do 'Scudetto' há quatro temporadas e a equipa europeia do momento. Verdadeira constelação de estrelas. Com 52 pontos e 4 de vantagem sobre o Milão, segundo classificado, o Torino caminha confiante para o penta, quando faltam apenas quatro jornadas para o termo da prova.
O desafio está marcado para as 18 horas, com bilhetes entre os 15 e os 80 escudos. Apesar de o jogo ser a uma terça-feira, o público acorre com entusiasmo às bilheteiras.
O encontro termina em festa. O Benfica sai vitorioso por 4-3, superiorizando-se à melhor equipa europeia. O resultado, apesar de, naturalmente , secundarizado pela hecatombe, é, na altura, reconhecido como prestigiante para o futebol nacional, constituindo, então, a segunda derrota do Torino contra clubes estrangeiros nos últimos nove anos.

ATÉ TURIM
Após o encontro, realiza-se no restaurante Alvalade, ao Campo Grande, um banquete, em que tomam parte os atletas e dirigentes dos dois clubes e ainda jornalistas de ambos os países e algumas individualidades.
Durante o evento o presidente do Benfica, Mário Madeira, efectua um discurso em que enaltece Francisco Ferreira, agradecendo a presença do Torino. Ao vice-presidente dos transalpinos Mário Madeira oferece, como recordação da visita, uma salva de prata. Rinauto Agnisetta agradece o acolhimento e demonstra interesse em receber em Itália, para um tira-teimas, a equipa encarnada, repto que acolhe de Mário Madeira aceitação imediata.
Ao presidente ao Benfica Agnisetta oferece uma reprodução em prata da Mole Antonelliana de Turin e distribui lembranças aos jogadores benfiquistas e à equipa de arbitragem.
Depois do encontro de confraternização, a comitiva 'granata' regressa ao Estoril, onde se encontrava alojada no Hotel do Parque desde da sua chegada a Lisboa.
O dia seguinte amanhece cinzento. Pelas 8 horas, o grupo ruma ao Aeroporto da Portela. Sobre a pista, aguarda já o trimotor Savoia, da Avio Linee Italiane. Na despedida, o capitão Benfiquista, Francisco Ferreira, abraça, um a um, os convidados, oferecendo-lhes latas de atum, que sabia apreciarem muito. O ambiente é de alegria e satisfação. A derrota, essa, está já amenizada com a promessa de o Benfica se deslocar em Junho a Itália para um match-return. Após os cumprimentos finais, o capitão Mazzola, já na escada do avião, volta-se para os anfitriões e profere, crente num futuro certo, estas curtas palavras: 'Adeus, até Turim!'.
Já em território Italiano, o avião enfrenta um temporal violento. O altímetro avaria-se, marcando dois mil metros de altitude quando o aparelho se encontra, afinal, a 600 metros do solo... Turim está apenas a escassos dez quilómetros quando o avião embate na torre da Basílica de Superga, erigida sobre uma colina. O aparelho incendia-se de imediato e despenha-se em chamas, ao que se segue uma explosão, provocando a morte a todos os 31 ocupantes.


ECOS DA TRAGÉDIA
A notícia espalha-se. Milhares de pessoas acorrem ao local para testemunhar o desastre. No dia seguinte, os jornais Italianos fazem circular edições especiais dando conta do drama que acaba de enlutar o país e de propagar no mundo uma verdadeira onda de choque. Uma procissão de gente presta homenagem aos malogrados no Palácio Madama e meio milhão de pessoas toma parte no funeral de 6 de Maio de 1949. Os corpos seguem, aos pares à Catedral de S. João, atravessando as ruas de Turim apinhadas de gente e de lenços brancos.
No meio do infortúnio, cinco figuras emergem por terem escapado a tão negro destino: o guarda-redes suplente Renato Gandolfi, que cedera o lugar a Dino Ballarin; Sauro Tomá, que fica em Turim por se encontrar lesionado, e Lugi Gandolfi, um jovem que acabara de ascender à primeira equipa, proveniente dos juniores. Para além destes, também o presidente, Ferruccio Novo, acometido de uma broncopneumonia, e o telecronista Nicoló Carosio não haviam seguido para Lisboa.
À capital portuguesa a notícia chega dura e fria, atingindo profundamente o Benfica e os portugueses em geral. Nos primeiros instantes, o sentimento de camaradagem e de gratidão que resultara da vinda dos Italianos a Lisboa leva todos, no clube,a desejar que se trate de um erro. Mas o pior confirma-se. Na sede, a bandeira é hasteada a meia-adriça e a porta semifechada. A direcção do clube, contando com a presença de Francisco Ferreira, reúne-se estraordinariamente e decreta um luto de oito dias, adiando, de pronto, as festas comemorativas do 45.º aniversário.
A imprensa Italiana dá eco das manifestações de pesar em Portugal, particularmente em Lisboa e na Embaixada de Itália, e reproduz fotografias de Francisco Ferreira em estado de prostração, o que muito impressiona os Italianos.
O presidente do Benfica recebe do encarregado de negócios de Itália, Luigi Sabetta, uma carta marcante, em que este expressa a sua incredulidade e pesar sobre o sucedido. No documento, Sabetta salienta o facto de o Torino ter deixado o seu testamento desportivo, de juventude e de camaradagem no jogo com o Benfica, cuja 'bela equipa' designa de depositária desse testamento.
Privado de prosseguir o campeonato com a 'squadra' magnífica, o Torino faz avançar, em seu lugar, a equipa de juniores. Numa resposta solidária e desportiva, os clubes que a equipa grená defronta nas quatro jornadas restantes apresentam também as suas formações do mesmo escalão. O Torino vence todas as partidas e consegue o título, com 60 pontos, 5 de vantagem sobre o Inter, segundo classificado.

No dia 19 de Junho de 1949, o Estádio Municipal de Turim deveria encontrar-se cheio de público para assistir à partida de desforra entre o 'touro' e a 'águia'. Mas nas bancadas de fria pedra o vazio apenas. Um penoso e descomunal silêncio. Do Grande Torino, somente o vulto incontornável da memória."

Luís Lapão, in Mística

Os Reis da noite !!!

Benfica 2 - 1 Arsenal


A máquina parece estar afinada, segunda parte muito boa, num jogo demasiado durinho para amigável. O jogo ficou marcado pela estratégia inversa dos treinadores, enquanto o Benfica deixou os supostos titulares (do Javi para a frente!!!) no banco, o Arsenal ao intervalo deu descanso a alguns dos seus titulares.

O Arsenal na primeira parte teve demasiado espaço para jogar, eu sei que nestes jogos o 'estudo' do adversário é relativo, mas foi a defender, com quase todos os titulares desse sector a jogar, que o Benfica denotou maiores dificuldades...





Agora, é preparar o jogo da próxima Sexta-feira em Barcelos, sabendo que os particulares das Selecções vão atrapalhar bastante toda a semana de trabalho. O Eduardo não é 'problema', o Cardozo neste momento parece não ser primeira opção, mas a convocatória do Witsel 'incomoda' bastante...!!!


sábado, 6 de agosto de 2011

Parabéns Capitão !!!

O Benfica-Arsenal da Eusébio Cup começou mesmo agora, mas hoje 6 de Agosto, é o aniversário do nosso grande e eterno Capitão, Mário Coluna, são 76 primaveras...!!!








Obrigação cumprida

Portugal 1 - 0 Nova Zelândia


De novo Mika a 'fechar' a baliza e o Nelson a procurar o golo, desta vez com uma assistência para o nosso 'ex', Mário Rui!!!

Uma 2ª parte muito pobrezinha, contra uma equipa muito inferior.

Parece que vamos jogar com o México nos Oitavos, outra equipa que tem jogado muito pouco, apesar de estar referenciada como repleta de 'estrelas', com as lesões a acumularem-se na equipa Portuguesa, o difícil, pode tornar-se impossível...!!!

Podem ver aqui o resumo.


adenda: Afinal, o nosso adversário não vai ser o México!!! Só esta noite se saberá qual a nossa 'parelha' para os Oitavos, sendo provavelmente a Coreia do Sul ou a Croácia...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os milhões da treta...

"Imagine-se, por absurdo, obviamente, que um dos principais empresários portugueses comentava uma determinada operação de uma empresa cotada em Bolsa de um dos seus rivais, afirmando que esta tinha envolvido «milhões da treta». Sempre atenta ao Mundo, a Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), decidia, dentro dos direitos que detém, pedir explicações adicionais sobre a operação a esse empresário, ao arrepio, até, do que vinha sendo a sua prática corrente em casos semelhantes com outras entidades.

Perante este cenário, que colocava numa posição no mínimo ingrata perante a opinião pública, este fornecia à CMVM - que entretanto suspendera as acções da empresa visada - todas as informações requeridas sobre a tal operação. Verificados os dados, a CMVM concluía que nada de anormal se passara e levantava a suspensão sobre as acções. Porém, os danos provocados à imagem da empresa visada eram já irreversíveis. O que faria a CMVM num caso destes?

Como agiria a CMVM relativamente a quem levantara a infundada suspeição se os nomes em causa fossem os de Américo Amorim, Belmiro de Azevedo ou Soares dos Santos?

Os termos em que Pinto da Costa, no Porto Canal . no primeiro dia em que este operador passou a estar na órbita portista - se referiu à transferência de Roberto para o Saragoça, afirmando que se tratava de «milhões da treta» merecerá alguma acção da CMVM? Porque o que aconteceu foi que o presidente da SAD do FC Porto, empresa cotada em Bolsa, lançou forte suspeição, não sustentada, como se viu, sobre uma operação da SAD do Benfica, também cotada em Bolsa. A tudo isto, o que terá o regulador a dizer? A palavra à CMVM..."


José Manuel Delgado, in A Bola

O melhor arranque de sempre

"Caros Benfiquistas:
Cá estamos nós na melhor parte de um época futebolística: o arranque. Tudo parece possível! Os jogadores que ficaram vão render mais, os que foram embora não vão fazer falta e os novos podem ser grandes craques. E é assim todos os anos, por muitos Pringles, Rojas ou Jorge Soares que por cá passem. Claro que o nosso enorme e sofredor coração ficou partido com a partida do nosso querido Fabinho para Madrid - este não é, decisivamente, um bom momento para a esquerda em Portugal, Sócrates e Louça que o digam -, mas fica um pequeno consolo: os 'espanhardos' nunca conseguirão pronunciar correctamente o nome do oxigenado das Caxinas, irão ter de resignar-se com 'Coentrallo' ou algo assim, por isso 'Coentrão' só mesmo nós. Já para não falar dos 30 milhões . outro bom consolo.
O que mais parece preocupar quem acompanha a nossa pré-época é o número de jogadores que integra o plantel, que será o suficiente para fazer três equipas. Se calhar até nem seria mau o Benfica poder inscrever mais duas equipas na 1.ª Liga, ao menos aí poderia falar-se realmente de 'três grandes'. Mas não, não se preocupe a concorrência, não queremos tirar o lugar a nenhuma outra agremiação desportiva, por reduzida que seja a sua expressão em termos de adeptos. É fácil para nós percebermos a reacção que lhes causa ver tanta gente num plantel. É mais ou menos o mesmo que lhes acontece quando veem o número de pessoas que enche as bancadas em qualquer estádio em que o 'glorioso' jogue, em qualquer país que seja - faz-lhe confusão.
Também para as publicações desportivas esta altura da época é entusiasmante. Tanto que as coisas, para eles, parecem acontecer mais devagar. Entre o anúncio de interesse do clube num jogador e a efectivação do mesmo passam-se incontáveis etapas, como se tivéssemos regressado à altura dos Descobrimentos e os jogadores de futebol viajassem para Portugal numa caravela: 'Benfica interessado em jogador X'; Pai diz que Benfica era o sonho do filho', dia seguinte; dois dias depois, 'Ele vem aí'; mais uns dias, 'Jogador confessa: foi a melhor coisa que me aconteceu'; 'Ele está a vir', já no final da semana; 'Está quase a chegar', tanto tempo depois que já ninguém se lembrava; sendo que isto se pode arrastar durante toda a pré-época e mesmo nem se concretizar, não interessa, o jornal foi impresso e vendido, isso é o que interessa. E ninguém faça contas ao número de atletas que os desportivos inscrevem no Benfica. Nem o Strauss-Khan descalçava esta bota.
Resumindo, benfiquistas, vamos a isso! Vamos apoiar a nossa equipa desde o início, esperar que este ano seja de vitórias, que consigamos ganhar o maior número de provas possível. E se nada disto acontecer, que o nosso querido JJ nos dê outro tipo de alegrias. Por exemplo, cultivar uma grandessíssima bigodaça! Já imaginaram? O JJ com um bucetão do género Artur Jorge (pré-lobotomia), daqueles que puxam os pelos do nariz até ao queixo? Preferia isso a ganhar a Champions!
Abraço a todos!"

Francisco Menezes, in Mística

FC Porto desatento com Witsel

"O Benfica cumpriu frente aos turcos a sua obrigação, e com relativa facilidade passou um adversário que sendo inferior continha perigos.

O sorteio de hoje pode ditar a tarefa mais difícil. Evitar Rubin Kazan a todo o custo, dificuldades grandes com Udinese e Twente preferindo pois Zurique ou Odense que nos colocam «quase» na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Axel Witsel foi agradável novidade. Recebi até um SMS de um amigo que não percebia como é que o FC Porto perdeu este talento para o Benfica. Desatentos os portistas, para mais porque este não precisava de ficar 180 dias em vinha de alho antes de vir.

Mais um jogo em que Aimar mostrou que velhos são os comentadores que não vêem o que ele joga e corre.

Vi as derrotas de Sporting e FC Porto do último fim-de-semana. São diferentes. O Sporting mostrou o quanto ainda tem que melhorar para chegar à frente, vê-se que Domingos está menos eufórico que os adeptos porque é mais realista. Já o FC Porto perdeu mas mostrou muita qualidade, muita agressividade e irá começar a época oficial num nível forte e preocupante para os adversários.

O Benfica não poderá repetir um início de campeonato intermitente sob pena de já não haver tempo de lutar pelo êxito. Este ano tem que ser desde início à Benfica. Gerir a qualidade é mais fácil do que as fragilidades mas será importante estabilizar uma equipa com a ideia de Jorge Jesus assimilada.

Tenho visto com agrado Rodrigo no campeonato do mundo de sub-20, não tenho dúvidas que está ali muito talento e um enorme potencial, não queiramos fazer dele aquilo que ainda não é, porque com tempo estará ali um grande avançado.

Amanhã vale a pena ir ver Robin Van Persie e homenagear Eusébio, porque há coisas que quem gosta de futebol não pode deixar de fazer. O futebol é mais bonito porque houve um Eusébio e porque há um Van Persie."


Sílvio Cervan, in A Bola

FC Twente







Não vai ser fácil, mas temos equipa para eles. Estão num nível parecido com o PSV, portanto ao nosso alcance... Rápidos, altos, dão porrada, jogam directo, o Bryan Ruiz é o melhor jogador, mas o Janko, e o Landzaat também são bons. Ainda joga lá o Rosales, e o Mihaylov... Será também o reencontro com o Co Adriaanse, que substituiu o 'nosso' Preud'Homme!!!




Estamos a 180 minutos da Champions, prestigio e dinheiro... mas recordo que neste momento, o pior que nos pode acontecer é jogar a Liga Europa, que financeiramente é pior, dá menos 'pica', mas desportivamente é mais realista, há dois anos a embalagem Europeia que tivemos nos jogos da Liga Europa foi importante para o título, e a embalagem negativa dos resultados na Champions o ano passado, foi também importante na falta de crença da equipa e principalmente dos adeptos...


Dito isto, vamos à Champions!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A fruta da época, a época da fruta e a fruta da treta

"GUARDA-REDES que valem milhões são a fruta da época no futebol mundial. De Petr Cech e Manuel Neur, passando pelo lastimável Roberto Jimenez que, ao contrário dos seus colegas de Londres e Munique, não conseguiu justificar em campo os valores milionários da sua transferência para o Benfica.

E, montado que já está o circo em Saragoça, Roberto Jimenez dificilmente encontrará serenidade neste seu regresso a Espanha para poder reclamar para si a honra de ter sido um dos guarda-redes pioneiros daquele momento histórico do futebol em que os guarda-redes passaram a valer fortunas inimagináveis poucos anos atrás.

Não é novidade para ninguém, nem para os mais ingénuos, que o futebol, por mexer com muitos milhões, encerra em si zonas obscuras, marginalidades suspeitas e índices criminais que, por exemplo na Europa, já motivaram renhidas investidas e investigações das autoridades judiciais em países como a Turquia, no extremo oriental do continente, ou como a Itália, uma vasta península em forma de bota situada praticamente no meio do continente europeu.

Por uns motivos ou por outros, a verdade é que as suspeitas de ilícitos no futebol já varreram a Europa de uma ponta à outra e sabe-se lá o que é ainda ficou por varrer.

Ainda bem recentemente a FIFA alertou as Federações suas filiadas para uma nova ameaça potencial trafulhice que paira sobre o futebol em todo o mundo: o negócio das apostas, o mais moderno pasto para a manipulação de resultados.

É esta, segundo Joseph Blatter, a fruta da época em termos de criminalidade no futebol e sabendo-se que o mundo está sempre em movimento não é de admirar que cada tipo de crime tenha a sua época e que a cada fruta da época se suceda a época da fruta e por aí fora... chama-se a isto progresso.

A grande questão das duas transferências de Roberto Jimenez no espaço de um ano - do Atlético de Madrid para o Benfica e do Benfica para o Saragoça - nem são sequer os elevados valores envolvidos. A questão é o valor do próprio Roberto.

O presidente do Benfica, piedosamente, declarou depois de consumado o negócio com o Saragoça que «dentro de pouco tempo Roberto será uma referência mundial no seu posto». Vieira sabe bem que na sua fugaz passagem pela Luz, o infeliz Roberto foi uma treta na baliza dos ex-campeões nacionais. Azar nosso? Azar dele, Roberto?

Para tranquilidade de seis milhões de portugueses, ontem a CMVM levantou o embargo à negociação dsa acções do clube «por terem cessado os motivos que justificaram a suspensão». Ora aqui está uma excelente notícia, finalmente.

A CMVM, queremos acreditar é uma entidade acima de qualquer suspeita que lida com o futebol sem olhar a facciosismos clubistas.

A CMVM olha para números e para a fiabilidade de operações financeiras. E sabe, com certeza distinguir, a fruta da época da época fruta e da fruta da treta.




COM o devido respeito, mas o Benfica, não raras vezes, parece sofrer de um síndrome de compreensão lenta que muito o tem prejudicado de alto a baixo.

Aprecie-se o caso recentemente protagonizado por Maxi Pereira. Foi preciso que o uruguaio, ao serviço da sua equipa nacional, se sagrasse campeão sul-americano num domingo, em Buenos Aires, e comparecesse logo na quarta-feira seguinte em Lisboa, disponível para jogar o primeiro embate com o Trabzonspor, para que, de um modo geral mas efusivamente reflectido na imprensa que Maxi Pereira não só é um jogador de características excepcionais como, muito principalmente, é um profissional do mais alto quilate.

É a isto que se chama compreensão lenta. Maxi vai cumprir a sua quarta época na Luz e nunca nos falhou em momento algum. Mas só agora, num repente de sanidade mental, é que se descobriu a importância de Maxi na equipa e o valor inquestionável do seu brio profissional?

Bem sabemos que, em Portugal, as homenagens são sempre contra alguém. E, por isso mesmo, não é difícil entender que este coro de elogios a Maxi, pela sua disponibilidade e empenho, não é mais do que um remoque dirigido a Luisão que passou a Copa América a fazer gato-sapato das intenções do Benfica.

Estas homenagens a Maxi Pereira são, no entanto, altamente preocupantes porque vão ao ponto de produzir uma catadupa de notícias focando a iminente renovação do contrato do jogador livre, a partir de Janeiro, para assinar com quem muito bem entender.

Nestes casos, o histórico recente do Benfica faz-nos temer o pior. Sobretudo quando duram meses e meses as renovações iminentes e os respectivos espalhafatos na imprensa.

Seria lamentável que a proverbial compreensão lenta da casa encontrasse em Maxi Pereira mais pasto para engalanar o seu sombrio currículo de distracções.




CARLOS QUEIROZ é o actual seleccionador do Irão e comentou, na sua qualidade de patriota português, o sorteio de qualificação para o próximo Mundial, no Brasil. Disse o professor que «Portugal tem a obrigação de se qualificar». Bom, obrigação, obrigação, não terá. Mas tem, isso sim, o dever.

Um Campeonato no Mundo de futebol no Brasil sem Portugal seria motivo para mais uma tonelada de anedotas tropicais sobre a inabilidade lusa para jogar à bola. Em 1966, no Mundial de Inglaterra, quando Portugal e Brasil calharam no mesmo grupo, a imprensa brasileira encarou o facto com grande tranquilidade porque os portugueses jogavam «com a bola quadrada».

Quando Eusébio e companhia despacharam a equipa de Pelé da competição, do outro lado do Atlântico até se falou da «vingança da bola quadrada» como pobre justificação para o desaire dos campeões do mundo frente aos irmãos portugueses.

A reputação actual do futebol português é bem diferente para melhor do que era em 1966. As qualificações para os Mundiais e Europeus sucedem-se com naturalidade, o que não acontecia anteriormente.

Nos tempos correntes, o mais perto que estivemos da anedota e da malfadada bola quadrada foi no apuramento para o Mundial de 2010 em que a selecção de Carlos Queiroz se viu aflitinha e foi obrigada a disputar a vaga com a Bósnia-Herzegovina em dois jogos de grande tensão e sofrimento.

Mas lá conseguimos cumprir, à rasquinha, a nossa obrigação.




UM Benfica mais maduro do que seria de esperar, porque arrancou com novidades e juventude para a época oficial, saiu-se muito airosamente dos dois jogos com os turcos do Trabzonspor. Foi pena o empate porque a vitória seria mais do que merecida.

Nolito voltou a marcar. É um jogador que, felizmente, não precisou de tempo de adaptação para desatar a marcar golos assim que chegou. Caitán fez um jogo engraçado. Teve uma meia-dúzia de situações de golo e tentou sempre marcar com nota artística. Jesus não deve ter gostado de tanto desperdício. E os observadores do Manchester United, terão gostado?"


Leonor Pinhão, in A Bola

Futsal



Depois de uma frustrante época, espera-se uma forte reacção esta temporada. A Supertaça terá um importante papel em 'desbloquear' o aparente bloqueio mental, que afectou a equipa, na parte final da época, nos confrontos directos com os Lagartos... Durante a época anterior, a excessiva dependência do Joel na finalização acabou por ser prejudicial, com a contratação do Dentinho, e com um César sem lesões, parece que temos mais opções para concretizar... A saída do Costinha não foi compensada com a contratação de um jogador parecido, espero que não se vá sentir a ausência do nosso ex-capitão... Com a entrada do Marcão não vai ser fácil a gestão dos guarda-redes... A 'falada' mas não concretizada aquisição do miúdo do Freixieiro, na minha opinião seria bastante positiva...
O Campeonato, provavelmente vai ser o mais desequilibrado dos últimos anos, a diferença do Benfica e do Sporting, para os outros é cada vez maior, portanto vai ser uma longa época, que vai ser decidida em Junho, nos últimos jogos da época!!! Por mais irritante, intragável, mal-educado... que seja o treinador dos Lagartos, a verdade é que eles têm dinheiro, e estão bastante activos no mercado (só têm duas modalidades de Pavilhão: Futsal, Andebol), as épocas onde o Benfica ganhava por larga margem, acabaram. Os planteis dos dois clubes são equilibrados e os jogos vão ser decididos nos pormenores. Por tudo isso o apoio incondicional que esta equipa tem tido por parte dos adeptos desde da criação da secção, é ainda mais importante na época que agora começa...!!!
GR: Bebé, Vitor Hugo, Marcão
Defesas/Médios: Davi, Gonçalo, Diego Sol
Alas: Arnaldo (cap), Diece, Marinho, Bruno Coelho, Teka
Avançados: Joel, César, Dentinho, Anilton

Ser capitão

"Ser capitão de equipa já não é p que era. Tal qual a tradição. Adequou-se a um regime rotativista e fugaz. A ânsia monárquica de Dona Luísa de Gusmão de que mais vale ser rainha uma hora do que duquesa toda a vida, chegou ao futebol na versão masculina: mais vale ser capitão meia parte de um jogo do que um igual aos outros toda a carreira.

Há capitães para todos os gostos. Umas vezes, meramente etários, cronológicos ou quantitativos: ser o mais velho, o mais antigo no clube, o mais internacional (de onde?). Outras vezes em função do vedetismo, das camisolas vendidas ou de outro folclórico critério. Por fim, ligados a aspectos menos objectivos, mas mais apreciados: a experiência, a capacidade de liderança, a rectidão profissional, o amor à camisola (ainda há?).

O processo de escolha também é variável: designado pelo presidente, treinador ou director, eleito entre os pares, uma mistura de ambos, ou até por sorteio.

Com o fluxo constante de entradas e saídas, dificilmente há tempo para um capitão o ser de facto. A isto acrescem as substituições, que conduziram a uma curiosa hierarquia de capitães: o propriamente dito (que às vezes não joga), o vice-capitão e o vice-capitão do vice-capitão. Com a curiosidade de, às vezes, capitães e vices não se entenderem na mesma língua.

Ora ser capitão não deveria ser um título honorífico, curricular ou circunstancial. Até para não desvalorizar a função. A estabilidade de um capitão numa equipa é importante para a disciplina, a coesão, a prevenção de problemas e a construção de um espírito sólido de balneário. Para representar os jogadores dentro e fora do campo. Com a naturalidade de um líder. Com a autoridade de exemplo."


Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Desperdício, saboroso!!!



Trabzonspor 1 - 1 Benfica



Podíamos e devíamos ter goleado esta noite, tantos foram os golos desperdiçados, mas mesmo assim estamos nos Play-off's da Champions...

Jesus demonstrou alguma flexibilidade táctica, o que se saúda e confirma a existência de mais opções no plantel deste ano...

Mais uma arbitragem desastrada... deve ser do vermelho... é só marrar!!!




Para o sorteio de Sexta aqui fica a lista ordenada por preferência pessoal, começando no meu preferido (eliminaram o Panathinaikos, é verdade, mas o treinador é o Juju!!!) :







Maxi Pereira e Cantinflas

"«Um profissional nota 10: dois pontos de esforço, três pontos de talento e cinco pontos de carácter», disse Roland Barthes, sobre a excelência e a ética do mérito.

Vem isto a propósito de Maxi Pereira. E do confronto da sua atitude profissional com colegas que só se acham com direitos acrescidos e deveres abreviados.

Gosto de jogadores como Maxi. Que nem são calculistas no esforço, nem interesseiros na dedicação. Que se revelam integralmente no trabalho e não no encantamento ilusório da social notoriedade. Que não se deixam abater por um qualquer erro inerente ao trabalho, mas que se sabem superar perante a diversidade. Que têm tanto de generoso como de solidário. Que não se consomem em lamurias ocasionais.

Recordo-me que Maxi Pereira chegou ao Benfica como figura secundária, ao lado de C. Rodriguez. Sem alardes, com dedicação, suor e luta, sem tiques de vedetismo e até sem boa imprensa, soube subir a montanha e ser hoje um jogador imprescindível. Pelo exemplo, pela fibra do carácter, pelo rigor do profissionalismo.

Maxi Pereira tem semelhanças físicas com o inesquecível Mário Moreno, mais conhecido por um humano, sensível e divertido Cantinflas. Lembro-me de uma das suas frases num dos filmes que protagonizou e que aqui transcrevo, substituindo o verbo que ele usou (amar) pelo verbo que poderia unir Cantinflas e Maxi Pereira (trabalhar): «Eu trabalho, tu trabalhas, ele trabalha, nós trabalhamos, vós trabalheis, eles trabalham. Oxalá isto não fosse uma conjugação, mas uma realidade!».

PS - Notável a operação Roberto que, com Coentrão, iguala a venda do BPN pelo Estado!"


Bagão Félix, in A Bola

A finta como vocação

"(José Augusto)
Bicampeão europeu pelo Benfica, é no entanto eternizado pela magia do seu jogo. Pé direito na bola, olhos sobre si e respeito nos corações de todos.



Diz quem viu ao vivo que não esquece. O 'Garrincha Português', como um jornalista francês um dia se atreveu a compará-lo, era algo mais na constelação de estrelas do grande Benfica dos anos 60. Leve como o vento, radiante como a Natureza, perfeito como um relógio suíço. José Augusto, rápido, tecnicista, imprevisível, inteligente, um jogador que nos dias de hoje teria uma cláusula de rescisão acima do sequer imaginável. Era pura arte e o Benfica teve-o na sua equipa de sonho dos anos 60.

Pura magia
Do Barreiro veio. Em Lisboa ficou. Até que um dia o mundo parou só para o ver jogar. Se na área José Águas reinava, se Coluna era a coluna vertebral, se Simões desnorteava com a canhota, se Eusébio era a 'pantera' quase acima do humanamente imaginável e se Germano era um monstro na defesa... José Augusto era a arte à flor da relva. Ali, à direita, estava o seu mundo feito de relva, pronto a ser pisado delicadamente pelo mestre da finta. Defesa que se atrevesse a olhá-lo nos olhos arriscava-se à humilhação, tal o talento com que Augusto tratava a redondinha. A par de Coluna e de Cruz, foi o único benfiquista a jogar cinco finais da Taça dos Campeões Europeus. E nem as derrotas em três delas mancham o trilho de uma aventura de sucesso. Não é para todos, não senhor. Mas José Augusto era puro talento, pura magia numa equipa de sonho. Ninguém os esquece, ninguém o esquece.

Números
E depois, claro, os números. Onze épocas no Benfica (ele que começou no Barreirense), 369 jogos, 174 golos, oito campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e as tais duas Taças dos Campeões Europeus. Em 45 jogos vestiu a camisola das Quinas. Três vezes marcou no Mundial de 1066. O trajecto, todos o sabem, foi também aí radioso. Mais tarde veio a treinar o Benfica, em 1969/1979, e até conquistou uma Taça de Portugal. Mas o mais importante já estava feito. Sempre que a bola lhe chegava ao pé direito. Isso, sim, eterniza-o. Sorte de quem o viu a partir da bancada. Como era doce o seu talento à flor da relva. Diz quem viu... não esquece. E é impossível esquecer, não só pelo talento como também pelas imensas conquistas que viveu de águia ao peito, assim como pela forma de estar. Exemplo dentro e fora de campo, José Augusto foi um jogador de fino corte com a bola nos pés, mas também um digno representante do clube. E já depois de abandonar os relvados o continuou a ser. Ainda hoje é um fiel seguidor do Benfica, envolvendo-se na vida do clube e não deixando de apoiar o emblema sempre que os sucessores entram em campo. A simpatia, essa, está sempre presente. Mais do que o genial, foi e é um exemplo."

Ricardo Soares, in Mística

Vitória (finalmente!!!)







Com Mika a 'segurar' a vantagem (mais uma grande defesa), conseguida pelo nosso Nelson, a equipa nacional venceu um jogo oficial, algo muito raro para esta equipa, especialista em empates!!! Podem ver o resumo aqui.

Creio que com estes 3 pontos, Portugal garante matematicamente a passagem à próxima ronda, já que 4 dos melhores 3º lugares, dos 6 grupos, também se qualificam. Ainda por cima o último jogo da fase de grupos é com a equipa claramente mais fraca. Que por acaso até tem dois empates, jogando sempre muito 'fechadinhos' lá atrás...

Não vi o jogo todo, mas a equipa nacional continua sem me convencer, nos últimos minutos mesmo a jogar com um jogador a mais, nunca conseguimos controlar o jogo... Esta geração é certamente a mais qualificada fisicamente que algum vez representou Portugal neste escalão, mas falta criatividade ofensiva, jogamos praticamente com 3 trincos, e depois faltam jogadores que consigam desequilibrar, o Nelson joga muito isolado...

O Roberto foi vendido?

Roberto

O Roberto foi vendido. Também tenho as minhas teorias sobre as condições do negócio, mas prefiro não as discutir publicamente. Desejo, e tenho a certeza que o Roberto vai ter uma carreira com sucesso em Espanha.

O Roberto em Portugal foi alvo de uma campanha 'assassina', nunca antes vista: o preço que custou ao Benfica, o facto de ser guarda-redes do Benfica, o facto de ser estrangeiro especialmente Espanhol (sim, alguns ataques podem-se enquadram na categoria de: xenofobia!!!) e os erros no início da época, contribuíram para os constantes ataques pessoais, por parte dos nossos inimigos, dos jornaleiros avençados e por muitos benfiquistas... curiosamente a venda, ontem anunciada, não acabou com o 'gozo', ainda ontem na TVI24 uma jornaleira aziada vomitou graçolas sem graça nenhuma, com a colaboração dos convidados... Os expert's de algibeira 'redescobriram' uma época: onde Roberto terá dado 'frangos' em todos jogos, esquecendo convenientemente excelentes exibições, em vários jogos, inclusive durante a longa invencibilidade Benfiquista de Dezembro a Março, além dos jogos em Lyon, em Estugarda, em Paris...!!!

Até a CMVM veio pedir explicações... não deixa de ser curioso!!! Quando o clube condenado por Corrupção compra miúdos (que nem sequer são titulares das suas equipas) acima das suas cláusulas de rescisão (em alguns casos mais do que o dobro!!!), usando paraísos fiscais, quando aparecem notícias de pagamentos de prémios de assinatura aos jogadores e empresários, nessas situações para a CMVM, está tudo explicado...!!!

Andebol

Novo começo na secção de Andebol do Benfica. O Carmo, e o Grilo são dois excelentes reforços(estou curioso para observar a evolução do Kuybida), tornando o plantel mais equilibrado, e com pelo menos dois jogadores válidos para cada posição. Mas a principal mudança foi o treinador, o Jorge Rito em Braga, com orçamentos reduzidos, e com muita juventude da 'cantera' fez milagres, mas os desafios no Benfica são diferentes...

O problema desta equipa nas últimas épocas foi a inconsistência, alternando o muito bom, com o muito mau, este será o principal desafio para o início desta temporada... A doença do Rui Silva e a lesão do Zaikin também condicionaram (muito) a última época, também se espera uma época mais 'tranquila' neste campo...
Os objectivos passam por ganhar todas as competições Nacionais, na Europa, apesar do bom resultado do ano passado, este ano, na Taça das Taças, honestamente, as nossas hipóteses são mínimas... eliminar equipas Espanholas, Alemãs, ou mesmo Francesas é quase impossível!!!
GR: João Ferreirinho, Ricardo Candeias

PD: David Tavares, António Areia


Central: Carlos Carneiro, Nuno Roque

Pivot: Rui Silva, José Costa, João Pinto

LE: Zaikin, Nuno Grilo, João Lopes, Kuybida, Peneda

PE: Pedro Graça, João Pais