Últimas indefectivações
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Dois pontos sonegados
"Nesta edição da BNews, o destaque é o empate do Benfica em Braga (2-2), num jogo marcado por arbitragem polémica e prejudicial às águias.
1. Erro clamoroso de arbitragem
Em declarações após a partida, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, teceu críticas à equipa de arbitragem: "Anularam-nos um golo limpo de forma inacreditável. Acabámos por deixar aqui mais 2 pontos, quando aquele golo nos podia ter dado a vitória, era um golo limpo."
2. Impedidos de ganhar por uma má decisão
José Mourinho considera que o desfecho seria outro se imperasse a verdade desportiva: "Quero sair deste jogo com a convicção de que virámos e ganhámos. Na 2.ª parte só houve Benfica. Os jogadores assumiram essa responsabilidade, e virar o resultado e ganhar aqui 3-2 é um resultado fantástico para nós. Os jogadores merecem pelo esforço. Marcámos 3 golos limpos."
3. Injusto
Na opinião de Aursnes, que foi considerado o Homem do Jogo, o Benfica fez o suficiente para ganhar a partida: "Merecíamos os 3 pontos, o 3.º golo devia ter contado."
4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, dois golos do Benfica em Braga.
5. Benfica District
Veja ou reveja aqui a transmissão (streaming) da sessão, em Paredes, com a presença de Nuno Catarino, vice-presidente e CFO do Sport Lisboa e Benfica, e do vice-presidente Manuel de Brito.
6. Triunfos forasteiros
A equipa B ganhou no reduto do Ac. Viseu por 1-2. Em basquetebol, a equipa masculina venceu em Braga por 63-87, e a feminina triunfou em casa da Sanjoanense por 59-101.
7. Jogo do dia
Em voleibol, o Benfica atua no pavilhão do Clube K às 21h00 (Portugal Continental).
8. Bom desempenho na São Silvestre de Lisboa
Foram vários os atletas do Benfica em destaque, em particular Isaac Nader e Salomé Afonso, os vencedores em masculinos e femininos, respetivamente."
Sonhos febris
"As gripes, pneumonias e febres atacaram a nossa casa como tantas pelo país fora. Numa noite de febre, suores frios, suores quentes, entre filhoses, fatias douradas e água com gás, sonhei uma enfiada de coisas.
Que os jogos da Taça de Portugal não começavam às 21 horas. Um horário inenarrável para jogos normalmente disputados durante a semana e que podem ir para prolongamento, levando o encontro, incluindo conferências de imprensa, a acabar, literalmente – sempre quis usar bem esta palavra - apenas no dia seguinte.
Ainda na Taça, que os jogos não mudavam de local a menos de 24 horas do pontapé de saída. O que aconteceu no Caldas-SC Braga foi triste – o comunicado da FPF, por exemplo, chegou à redação às 00h48 horas. Levou jogadores a ameaçar não ir a jogo e o treinador José Vala a dizer que se ia embora. Não é para isto que existe a Taça de Portugal, seguramente. Já aqui escrevi antes que os grandes devem jogar no campo dos pequenos e estes devem receber todas as condições para organizar esses jogos, ainda que os balneários não tenham o luxo a que aqueles estão habituados.
Sonhei que as conversas entre jornalistas e entrevistados não se limitavam a um cuspir de perguntas, mas antes uma oportunidade para se ouvirem as respostas. Atropelos como os que aconteceram nos infinitos fins de semana nas eleições do Benfica são incómodos. Gostaria muito que a ‘obrigação’ da UEFA de colocar um jogador a falar se estendesse também às competições nacionais. Em vez que Rui Borges, José Mourinho e Francesco Farioli passarem pela tarefa de antevisão a todos os jogos, de três em três dias - eles próprios já se queixaram de falar mais do que treinar - porque não deixar que um jogador o faça?
Que a promessa de um adepto do Manchester United em só cortar o cabelo quando a equipa ganhasse cinco jogos seguidos não era tão inultrapassável. A Premier League tem cada vez mais players – veja-se o incrível Aston Villa, em terceiro. Ali não há mesmo jogos fáceis, por isso o pobre Frank que meça bem o que quer para a vida.
Numa altura mesmo má da noite, tive um pesadelo em que o próprio Donald Trump ganhava a Taça Trump-Mundial 2026 e declarava que o país já não precisava mesmo de mais eleições para nada.
Escrevo estas últimas linhas do ano ao som de ‘A Charlie Brown Christmas’, algo que agradeço ao algoritmo do Instagram, que na quadra de Natal me mostrou música, trabalhos manuais e pratos que guardei mas nunca vou fazer. Um bom 2026 cheio de sonhos menos febris."
CAN 2025: Chiquinho e os seus pupilos
"A participação de Moçambique na CAN 2025 está a ganhar contornos históricos. Após uma estreia competitiva, apesar da derrota frente à Costa do Marfim (0–1), a seleção moçambicana respondeu com personalidade e escreveu uma das páginas mais marcantes da sua história na competição.
Sob o comando de Chiquinho Conde, os Mambas entraram no torneio com uma ideia clara: competir com organização, coragem e identidade. Frente aos campeões em título, Moçambique mostrou-se disciplinado, compacto e emocionalmente ligado ao jogo, sofrendo apenas um golo e mantendo-se competitivo até ao apito final.
Na segunda jornada, chegou o momento que ficará para sempre na memória do futebol moçambicano: vitória por 3–2 frente ao Gabão, a primeira vitória de sempre de Moçambique numa fase final da Taça Africana das Nações. Um jogo intenso, emocional e decidido no detalhe, onde a equipa mostrou capacidade para sofrer, reagir e acreditar.
Geny Catamo teve um papel determinante, assumindo responsabilidade ofensiva e participando diretamente nos momentos-chave. A vitória não foi apenas fruto do talento, mas sobretudo da confiança coletiva e da clareza no plano.
Há também um valor humano muito forte neste grupo. A presença de jogadores experientes dá estabilidade emocional à equipa. O médio-centro ofensivo Domingues, com 42 anos, é um caso raro de longevidade competitiva no futebol africano. A sua serenidade, liderança silenciosa e leitura do jogo têm um impacto que vai muito além dos minutos jogados.
Esta identidade não surge por acaso. Aquando da minha passagem pelo V. Setúbal, na Primeira Liga, tive a oportunidade de conhecer o mister Chiquinho Conde, uma referência do futebol moçambicano e um representante africano em Portugal marcado pela qualidade e arrojo técnico. No Vitória, era treinador dos Sub-23.
Vi e analisei muitos jogos da sua equipa e havia algo que se repetia constantemente: união, espírito coletivo e crença até ao fim. Hoje revejo exatamente isso nesta seleção.
Mais tarde, ao serviço da Seleção Nacional da Nigéria, voltámos a cruzar-nos. A sensação foi imediata: a qualidade do trabalho mantinha-se. Uma equipa sempre crente, sempre ligada ao jogo até ao último minuto. Ganhámos o jogo amigável, mas o encontro começou com um golo de Geny Catamo e foi uma preparação muito interessante para a CAN. Nesse jogo, destacou-se um jogador pela qualidade técnica e pela visão no último passe: Domingues, na altura com 40 anos. Um craque.
O próximo jogo frente aos Camarões será determinante. Uma seleção com mais tradição e valor individual, mas que também sente dificuldades quando o jogo não se resolve cedo. Para Moçambique, o desafio passa por manter aquilo que o trouxe até aqui: organização, rigor, paciência e identidade emocional.
Na CAN, nem sempre vence quem tem mais talento ou maior valor de mercado. Muitas vezes vence quem acredita, quem respeita o jogo e quem transforma um sonho em realidade. Moçambique está a fazê-lo."
Memorias...
"Quem diria que o Andrade fanático do João Gonçalves e o doente do Tiago Martins nos iam roubar à cara podre!? Quem diria?!?!? Nunca pensámos, estamos estupefactos! Senhores tão competentes, tão profissionais, tão idóneos…custa a perceber mesmo como podem ter-nos roubado pela 156379 vez!
O João achou que este atropelamento do Moura ao Catamo não foi falta (que seria penalti). Lembrar que nesse jogo, do outro lado estava o clube do seu coração e por quem é completamente doente, como toda a gente sabe.
O Tiago achou que um espancamento visto em directo pela TV não seria motivo para chamar o árbitro ao monitor.
Os dois acharam hoje que aquilo que vimos em Braga no lance do terceiro golo do Benfica era passível de falta. E está tudo dito, se dúvidas ainda houvessem.
Para o banana do ídolo dos sócios do Benfica, se é para falares com o tom e com o conteúdo que falaste hoje, mais vale mesmo estares calado, seu falhado. Ou se calhar, meter o Noronha a apitar os nossos jogos, pode ser que volte a espumar-se da boca!"
SÃO ESTES OS CRITÉRIOS DA ARBITRAGEM TUGA!
"O Ríos não faz falta alguma: o golo é anulado! Trincão abalroa o jogador do Nacional? Golo validado. Diomande empurra nas costas defesa do Guimarães? Siga que não se passou nada. Depois admiram-se de não termos árbitros nos Mundiais e Euros.
Este vídeo não é sobre jogarmos muito ou pouco: este vídeo é só sobre critérios de arbitragem."
Mais Papistas que o Papa !!!
O Luciano Gonçalves e o Caeiro devem rir à grande com os adeptos do Benfica…
— Benfica by GB (@benficabygb) December 29, 2025
Podem roubar à vontade que se jogassem bem o Benfica nunca perdia um jogo. E podem facilitar à vontade os rivais que o Benfica se entrar bem em campo limpamos tudo até contra rivais levados ao colo
🤡 https://t.co/KAUPdCgrBf
Daltonismo?!
O Richard Ríos se tivesse de verde era limpinho, limpinho!
— Raven (@amstelestweet) December 28, 2025
Vejam!👇 pic.twitter.com/q1HV1eOEKp
QUEM MANDA DAR 45 DE AVANÇO? SEGUNDA PARTE NÃO BASTOU...
"Braga 2 - 2 BENFICA
Pré-jogo 1 - nomearam João Gonçalves para arbitrar e, ainda pior, Tiago Martins para o VAR! Dispensam-se mais comentários.
Pré-jogo 2 - alguém mais atento a estas coisas diz-me que há 13 anos que não ganhamos o último jogo do ano fora. É, portanto, para ganhar.
Pré-jogo 3 - este estádio é o mais vergonhoso de todos os de Euro para os adeptos visitantes. Esta época mudaram-nos para a outra bancada: pode ser que seja melhor, pensámos; não, é tão mau ou pior! (...)
Ó-SLB-SLB-SLB
FORÇA SLB!
00 estamos de branco com Barreiro de regresso ao onze. Carregaaaaaa!
08 canto: mas que saída foi esta do Trubin? Já passou... mas eles têm dois no relvado, deve ser para dar tempo ao VAR de descobrir algum cagagésimo para penálti.
15 minutos sem nada a assinalar da nossa parte, sem uma investida que seja, já nem me refiro a jogadas de perigo, zero chegadas à área deles.
18 golo deles anulado pelo árbitro por falta, de cá de cima, do cucuruto do estádio, não se tem certezas de coisa alguma.
23 dá ideia de que eles estão com supremacia no meio campo e isso está a dar a sensação de que o jogo está mais para o lado deles.
26 por fim uma jogada de envolvimento atacante da nossa parte.
29 a começarmos a controlar o jogo e já lá está o primeiro: O-TA-MEN-DI de cabeça num livre muito bem marcado!! Tanto o estavam a assobiar, embrulhem. E o tempo do costume para o VAR validar um golo do Benfica.
35 o apitador marcou penálti? Mão na bola do Dahl? Pkp!!! Está no Tiago Martins, validou. Um-um... Zalazar não perdoou.
45+1 dois-um, tantas, mas tantas facilidades na nossa área, não se marca com os olhos, porra! O Pau Victor agradeceu e faturou. Ó Ríos, ali a bola despacha-se para a mãe que a pariu, OK?
45+2 não estamos a conseguir fazer uma jogada com cabeça, tronco e membros desde trás e o nosso futebol direto não está a criar perigo algum. Assim...
45+4 as estatísticas são todas favoráveis ao Braga. Resultado justo.
46 precisamos de uma entrada na segunda parte à imagem de Guimarães, o nosso jogo está uma pasmaceira, previsível, fácil de anular, precisamos de mais Benfica!
52 não reentrámos muito melhor mas o Aursnes, depois de boa jogada do Pavlidis, já meteu um golão: dois-dois!
56 outra grande jogada nossa, quase golo, defesa do redes, estamos a subir de produção.
FORÇA BENFICA
ALLEZ ALLEZ ALLEZ
60 redes no chão, ritmo quebrado.
65 fdx, Pavlidis fora de jogo, esta jogada tão bonita merecia que o VAR fechasse os olhos, merecia acabar em golo.
69 mais outra grande jogada do Pavlidis e o Dahl a rematar bem, mas o redes está lá para defender...
72 o Barreiro está na Pedreira? Vá, crl, faz-me morder a língua por esta observação!
74 há falta? Há falta mesmo? Tem a palavra o Tiago Martins, estamos tramados, o golo vai ser anulado... claro que foi!
79 não era o segundo amarelo para este arcebispo?
80 ó Aursnes, a falhar golos cantados destes enterramos hoje aqui as hipóteses de lutar pelo título.
88 faltas umas atrás das outras e o apitador interrompe quando vamos com a bola para criar perigo?
90 mais 7 para mostrar o que valemos.
90+5 acorda Ivanovic, crl!
90+7 acabou, e nós cada vez mais longe do titulo. Hoje era obrigatório vencer, empatámos fruto de uma primeira parte muito aquém das necessidades."
A reação do Benfica ao jogo da apanhada não deu para sair de Braga com uma vitória
"Uma partida emocionante deu empate (2-2) na pedreira. Os minhotos começaram melhor, as águias reagiram na segunda parte e poderiam ter vencido, mas correm o risco de ver a liderança ainda mais longe
Olhando aos minutos finais, vendo a forma como Sporting de Braga e Benfica terminaram de olhos postos na baliza adversária, em correrias em busca do golo da vitória, dir-se-ia que ninguém saiu satisfeito do encontro. À medida que os visitantes, revigorados no segundo tempo, falhavam oportunidades, era óbvia a frustração, mas também não havia resignação da parte dos locais, ainda que acabassem por aceitar a igualade após o tardio vermelho a Ricardo Horta.
Foi um embate emocionante, com momentos frenéticos, com quatro golos relativamente próximos e alterações no guião da contenda. Começou melhor o SC Braga, mas marcou primeiro o Benfica; reagiu o SC Braga, baseando-se nos argumentos que lhe deram o tal ascendente inicial; empatou o Benfica quando ainda se sentia a superioridade local; terminou o Benfica por cima, com oportunidades, mas sem eficácia.
No final de contas, a desilusão maior foi mesmo de quem pretende lutar pelo título. Seis empates em 16 rondas é demasiado, cinco empates em 12 jornadas com José Mourinho não é registo para ser primeiro.
Cedo colocou o SC Braga o Benfica a jogar à apanhada. Com a sua circulação fluida, com constantes pontos de apoio, como se fosse um percurso de comboio que vai parando em diversas estações e apeadeiros, a equipa da casa foi deixando os visitantes a perseguirem sombras. Só após o recomeço o cenário mudou.
Num arranque forte, com energia e pressão, Dahl não tardou em cometer um erro, dando a bola para Víctor Gómez, que não deu a melhor continuidade ao lance. João Moutinho e Ricardo Horta também acentuaram a ideia de que, no começo, os minhtos estiveram claramente por cima.
Pau Víctor, que olha para os companheiros antes de atacar a baliza, baixava para conectar as diversas fases do jogo. João Moutinho, jogador-metrónomo, atuava como um vidente, que já intuia o que ia suceder, talvez por este ser o 1113.º desafio da sua carreira profissional. Zalazar e Horta flutavam com liberdade.
Aos 25', os da casa tinham o dobro dos passes precisos (147 para 69), o triplo dos passes no último terço (25 para sete), contavam cinco remates contro um do adversário. E, como tudo isto segue uma linha lógica, o Benfica marcou.
Sudakov bateu tenso um livre da direita. Na área apareceu, impetuoso, Otamendi. A 13 de feveiro de 2011, o argentino bisou na Pedreira num SC Braga 0-2 FC Porto. Passaram quase 15 anos.
O golo não beliscou o jogar da equipa de Vicens. Nos oito duelos prévios a este, o Benifca apenas encaixou dois golos, tantos como os que sofreria entre os 38' e o intervalo.
Primeiro foi Zalazar a empatar de penálti, castigando nova má abordagem de Dahl, que desviou um cabeceamento de Dorgeles com o braço. Depois foi Pau Víctor a trabalhar com arte e classe na área, beneficiando do acerto de Zalazar pela direita e do desacerto de Ríos na área, novamente evidenciando-se as imprecisões técnicas do colombiano.
O descanso não tirou vertigem ou emoção à partida. O Benfica não voltou especialmente confortável, mas encontrou-se com o 2-2 quando, aos 53', teve espaço para correr. E teve-lo nos melhores pés possíveis, no poder de decisião de Pavlidis, inteligente a servir Aursnes, e na finalização do norueguês, que fez uma das melhores finalizações que se lhe recorda em Portugal.
Com o avançar do desafio, o guião do fim de tarde alterou-se. O Benfica deixou de jogar à apanhada, ajustando na resposta às rotas de jogo do SC Braga, que deixou de chegar perto de Trubin. Os guerreiros não tiveram qualquer primeiro remate enquadrado no segundo tempo, contrastando com a renovada capacidade ofensiva das águias.
Como é habitual neste tipo de cenários de exigência máxima, José Mourinho tardou em mexer, como se vira diante do Sporting, FC Porto ou Chelsea. Só aos 79' entraram Ivanović — estranhamente preso à esquerda — e Prestianni, mas isso não impediu que o caudal ofensivo do Benfica se acentuasse.
Pavlidis e Dahl colocaram a bola dentro da baliza, mas ambos os lances foram anulados. Dahl, num tiro potente, obrigou Lukáš Horníček a dar continuidade a uma grande temporada. Já depois das substituições, Aursnes, em grande posição, disparou sem pontaria.
O crescimento dos lisboetas não deu para obter os três pontos. A subida de forma do Benfica de José Mourinho não levou a reduzir a distância para o topo da I Liga e, antes do final de 2025, ainda a pode ver acentuar-se."
Foram todos obrigados a voltar e apagar a imagem da primeira parte
"Primeira parte podia ter deitado tudo a perder, e certamente deitou alguma coisa. Na segunda Mourinho insistiu nos mesmos onze mas ter-lhes-á explicado melhor o que fazer. Golaço de Aursnes e Pavlidis um furo acima dos outros em missão bem ingrata
A figura do Benfica: Pavlidis (7)
Faltou-lhe o golo para coroar mais uma ótima exibição na frente de ataque encarnada. Quer dizer, ele marcou, mas não valou porque estava em posição de fora de jogo. Passou a primeira parte quase toda a ver jogar, mas nas duas vexzes em que apanhou a jeito esboçou reações do Benfica ao melhor Braga que andava pelo campo. Na segunda entrou logo a ameaçar na área e decidiu assumir de vez as descidas ao meio-campo e as receções de costas para a baliza, servindo os colegas que agora sim, finalmente, lhe iam aparecendo nas imediações. No meio de múltiplos movimentos destes que ajudaram à supremacia encarnada, serviu Aursnes para o golaço da noite, tabelou com Tomás Araújo e o defesa quase marcou aos 56 minutos e aos 70 quase conseguia servir Dahl para mais um tento dos visitantes.
5 Trubin — Com nada a fazer nos golos sofridos que contaram, poderia contudo ter feito algo mais no que foi anulado ao SC Braga logo aos 18 minutos. Em compensação, teria sido o garante do empate se Grillitsch não estivesse fora de jogo aos 85 minutos. Que defesa! De resto, poucas intervenções, sobretudo na segunda parte.
6 Dedic — No descalabro da primeira parte estava a ser o elemento-mais do Benfica, capaz de carrilar minimamente o jogo pela direita. Muito atento aos 15 minutos, a cortar um livre traiçoeiro de Ricardo Horta, e aos 27, a dobrar um dos erros de Dahl lá do lado contrário ao dele. Manteve o balanceamento ofensivo no segundo tempo, aqui já com mais companhia.
6 Tomás Araújo — Viu cartão amarelo muito cedo, logo à passagem do quarto de hora, mas isso não o condicionou no trabalho que realizou ao longo de todo o jogo, limpando com assertividade a área na maioria das ocasiões. Esteve, como três quartos da defesa, menos bem no segundo golo bracarense e na segunda parte ia conseguindo redimir-se, quando tabelou com Pavlidis e obrigou Hornicek a grande defesa.
6 Otamendi — A autoridade habitual na larguíssima maioria dos momentos, com exceção do segundo golo bracarense, quando foi à queima ser fintado por Pau Victor em plena pequena área. Como já tanto tem sucedido, fez de meia oportunidade um golo e colocou o Benfica a ganhar com o enésimo cabeceamento fulgurante da carreira, respondendo a livre de Sudakov. Aos 89 marcou outro golo através de um corte sublime junto à baliza encarnada.
4 Dahl — É certo que melhorou no segundo tempo, teve menos oscilações defensivas, rematou com perigo aos 70 minutos e aos 74 chegou a mesmo a marcar, só que não valeu. Na primeira parte, porém, acumulou um conjunto de equívocos, posicionais e de abordagem aos lances, que criou calafrios quanto baste ao Benfica e originou dois erros fatais: o penálti do empate e a facilidade com que foi ultrapassado por Zalazar no segundo golo bracarense. Noite para esquecer... ou não.
5 Barrenechea — Foi tentando, sem grande sucesso, colocar lucidez no processo defensivo encarnado durante a primeira parte, mas também ele foi apanhado na teia de adversários que rodopiavam pelo meio-campo, baralhavam marcações e zonas de pressão e dificultavam, ainda, a saída para o ataque. Neste particular Barrenechea melhorou, como todos, durante a segunda metade e no capítulo da agressividade positiva ainda respirava saúde na reta final do encontro.
5 Ríos — Foi, além de Dedic, o homem que deitou mão ao jogo para arrumar melhor a casa, ainda na primeira parte. Aos 40 minutos já tinha dois remates, algo que tentaria mais vezes, sem êxito, até final. No arranque do período de compensação da primeira metade, o erro capital, ao não aliviar o cruzamento de Zalazar que lhe foi parar aos pés, perdendo para Pau Víctor, que ultrapassaria Tomás Araújo e Otamendi antes de bater Trubin.
7 Aursnes — De menos a mais, como a generalidade dos colegas, sendo que o menos de Aursnes dificilmente não fica acima da mediana da amostra e o mais facilmente se coloca na extremidade direita da escala de valores. Atento às dobras, como sempre, foi algo passivo na forma como deixou Zalazar cruzar para o cabeceamento de Dorgeles que acabou na mão de Dahl. Aos 53 minutos teve o melhor momento do jogo — que golaço em remate colocadíssimo da entrada da área! — e aos 80 perdeu a oportunidade de ser o herói encarnado quando falhou, de pé esquerdo, dentro da área, um 3-2 que parecia fácil.
4 Leandro Barreiro — Muito apagado, perdido na maior parte dos momentos do jogo, incapaz de protagonizar as aproximações habituais ao ponta de lança que tantos problemas já têm solucionado ao Benfica. Também foi obrigado a voltar para jogo, mas acabou naturalmente por ser um dos dois substituídos por Mourinho na hora do tudo ou nada.
6 Sudakov — Marcou o livre que deu o 1-0, iniciou o contra-ataque para o 2-2 e voltou a estar brilhante aos 66 minutos, na jogada de um dos golos anulados. Na segunda parte desprendeu-se da esquerda, atacou mais o meio e dá a sensação de que o Benfica ganha algo em tê-lo em zona mais criativa. Também saiu.
4 Ivanovic — Posicionou-se na esquerda, mas não foi a tempo de entrar verdadeiramente no jogo.
5 Prestianni — Ao contrário de Ivanovic, deu vivacidade ao último fôlego encarnado, jogando atrás de Pavlidis a partir dos 79 minutos."
Brinde de réveillón para fazer com copo meio vazio
"Duelo entre SC Braga e Benfica acabou empatado, até na frustração
O brinde da passagem de ano será acompanhado por expressões carrancudas, o copo de SC Braga e Benfica estará meio vazio de um champanhe sem sabor, depois de um empate a dois golos que não agrada a nenhum dos lados, mas que penaliza sobretudo as aspirações da equipa de José Mourinho na luta pelo título.
Se a vantagem arsenalista ao intervalo do duelo no Minho era mais do que merecida, a reação das águias dominou claramente a etapa complementar. No final prevaleceu o equilíbrio no resultado e na frustração, embora faça sentido pesar mais o prejuízo do Benfica, que pode acabar o ano a dez pontos da liderança da Liga, se o FC Porto vencer o Aves SAD.
Com Leandro Barreiro de volta às opções, Mourinho não hesitou em recuperar o luxemburguês para o onze, em detrimento de Prestianni, com a intenção clara de manter a pressão alta que tem sido imagem de marca do seu Benfica.
O SC Braga, com seis alterações na equipa titular – relativamente ao jogo com o Caldas, da Taça de Portugal -, precisou de alguns minutos para entrar verdadeiramente em campo, mas não tardou assim tanto a criar sérias dificuldades ao opositor, com uma espécie de 3x7x0 em organização ofensiva, com Víctor Gómez, Vitor Carvalho e Arrey-Mbi na primeira fase de construção, e liberdade total a partir daí. Sem referência ofensiva fixa, a equipa de Carlos Vicens tanto colocava Lelo como Ricardo Horta a dar largura à esquerda, e Zalazar e Dorgeles a fazer o mesmo na direita.
A equipa da casa teve um primeiro ensaio para o golo ao minuto 19, mas Ricardo Horta fez falta para ultrapassar o outro capitão, Nico Otamendi.
O Benfica fez o primeiro remate ao minuto 26, por Ríos, mas três minutos depois estava a festejar a vantagem, aproveitando um livre lateral que Sudakov colocou na cabeça de Otamendi.
O SC Braga não acusou o golpe inesperado, e deu a volta ao marcador ainda antes do intervalo. Um golo anulado a Pau Víctor deu lugar ao penálti do empate de Zalazar, mas depois foi mesmo o avançado espanhol, com muita classe, a dar vantagem à equipa da casa, aproveitando uma escorregadela de Ríos já em período de compensação.
O Benfica foi outro na segunda parte: definiu melhor os momentos de pressão e foi bastante mais competente na construção, com Enzo a recuar para linha dos centrais e Dedic e Dahl mais projetados, empurrando Aursnes e Sudakov para junto de Barreiro e Ríos. A equipa de José Mourinho virou o jogo no corredor central e chegou ao empate logo ao minuto 53, com um golaço de Aursnes.
Com Sudakov habilitado a criar desequilíbrio entre linhas, as águias tiveram golo anulado ao minuto 66, num lance em que Pavlidis foi apanhado em posição irregular, depois de servido precisamente pelo ucraniano. Apenas oito minutos depois a cena repetiu-se, mas para anular uma finalização de Dahl, com João Gonçalves a assinalar falta de Ríos sobre Vitor Carvalho.
Aursnes ainda desperdiçou soberana ocasião para desequilibrar o resultado, ao minuto 80, mas por essa altura - já sem Sudakov em campo - o jogo tinha entrado numa anarquia tal que Ricardo Horta ainda viu o segundo cartão amarelo, e consequente vermelho, ao minuto 90+3.
A equipa de Carlos Vicens falhou o assalto ao quarto lugar da tabela classificativa, mas o Benfica fica (ainda) mais distante do seu objetivo de sempre. A formação orientada por José Mourinho arrisca-se a entrar em 2026 já com um atraso de dois dígitos para o líder FC Porto."
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