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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Lixívia (23/24) 20 (-1 jogo)


Tabela Anti-Lixívia
Benfica.........51 (-3) = 54
Sporting.......... 49 (+14) = 35 (-1)
Braga..........40 (+7) = 33
Corruptos....45 (+19) = 26

Jornada marcada, pela o adiamento do jogo em Famalicão, com os complexados Lagartos, a 'culparem' o Benfica, como é expectável!!!

Na Luz, jogo fácil de dirigir, com os jogadores a não complicarem, sem Casos...

Os Corruptos, empataram, e ficaram aziados, chegando ao cumulo do absurdo no final da partida, exigindo 'respeito', porque a equipa de arbitragem não lhes ofereceu a vitória, como eles estão habituados!
Dois golos em fora-de-jogo bem anulados, e um penalty revertido, após mais uma simulação do Evanilson...
Numa partida, onde os principais erros, foram de ordem disciplinar! Se as regras tivessem sido cumpridas, o João Mário e o Evanilson teriam sido expulsos por acumulação de Amarelos! No caso do João Mário, o Nobre chegou ao ponto de marcar a falta ao 'contrário' só para não dar o 2.º Amarelo ao lateral dos Corruptos!
Outra expulsão perdoada, foi a do Pepe, que mantem impunidade total, nas faltas e nos protestos! Bastaria usar o mesmo critério que é usado para mostrar Amarelos ao Otamendi, e o Pepe teria sido expulso neste jogo... e nos outros!!!
A expulsão do Boteng no final da partida, foi 'exagerada', no 2.º Amarelo, ele entra com o pé alto, mas por acaso não acertou no Corrupto!
Mais uma vez, nos últimos 20 minutos, não foi assinalada uma falta a favor do Rio Ave! Como é habitual, quando os Corruptos estão apertados, e arriscam tudo na frente, os adversários são empurrados para a sua área, como uma sucessão de decisões e 'não decisões' sempre a favor dos Corruptos!!!

Em Braga, ficou um penalty por marcar a favor do Moreirense, o Vítor Carvalho tem o braço aberto... Na 2.ª parte, a pisadela sobre o Djaló é praticamente igual à do Musa no Bessa!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Boavista(f), D(3-2), Nobre, (Narciso, A. Campos), Prejudicados, (-3 pontos)
2.ª-Estrela(c), V(2-0), Correia, (Rui Costa, Rui Silva), Nada a assinalar
3.ª-Gil Vicente(f), V(2-3), Pinheiro, (C. Pereira, P. Ribeiro), Prejudicados, (2-4), Sem influência
4.ª-Guimarães(c), V(4-0), Almeida, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar
5.ª-Vizela(f), V(1-2), Godinho, (Rui Costa, Bessa Silva), Prejudicados, (0-2), Sem influência
6.ª-Portimonense(f), V(1-3), Malheiro, (Martins, A. Campos), Prejudicados, (1-4), Sem influência
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Pinheiro, (Soares Dias, P. Soares), Prejudicados, Sem influência
8.ª-Estoril(f), V(0-1), Narciso, (Rui Costa, C. Martins), Prejudicados, (0-2), Sem influência
9.ª-Casa Pia(c), E(1-1), C. Pereira, (Pinheiro, L. Maia), Prejudicados, (3-1), (-2 pontos)
10.ª-Chaves(f), V(0-2), Malheiro, (Esteves, Cidade), Nada a assinalar
11.ª-Sporting(c), V(2-1), Soares Dias, (Martins, Godinho), Prejudicados, (4-1), Sem influência
12.ª-Moreirense(f), E(1-1), Veríssimo, (Melo, N. Manso), Prejudicados, Impossível contabilizar
13.ª-Farense(c), E(1-1), Nogueira, (Martins, P. Brás), Nada a assinalar
14.ª-Braga(f), V(0-1), Godinho, (Soares Dias, P. Soares), Nada a assinalar
15.ª-Famalicão(c), V(3-0), Narciso, (Melo, S. Jesus), Prejudicados, Beneficiados, (5-1), Sem influência
16.ª-Arouca(f), V(0-3), Veríssimo, (Martins, H. Ribeiro), Prejudicados, (0-4), Sem influência
17.ª-Rio Ave(c), V(4-1), Vasillica, (Nobre, B. Jesus), Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (+2 pontos)
18.ª-Boavista(c), V(2-0), Correia, (Esteves, Felisberto), Prejudicados, (5-0), Sem influência
19.ª-Estrela(f), V(1-4), Malheiro, (L. Ferreira, Manso), Nada a assinalar
20.ª-Gil Vicente(c), V(3-0), Martins, (Correia, I. Pereira), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-2), Melo, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Casa Pia(f), V(1-2), Almeida, (Hugo, R. Soares), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Famalicão(c), V(1-0), Narciso, (Nobre, N. Pereira), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Braga(f), E(1-1), Godinho, (Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-0), M. Oliveira, (Martins, H. Ribeiro), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(c), V(2-0), C. Pereira, (Almeida, B. Jesus), Nada a assinalar
7.ª-Farense(f), V(2-3), Godinho, (Mota, J. Fernandes), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(c), V(2-1), Nobre, (Esteves, Felisberto), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência
9.ª-Boavista(f), V(0-2), Almeida, (Rui Costa, Bessa Silva), Beneficiados, (+2 pontos)
10.ª-Estrela(c), V(3-2), Narciso, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Benfica(f), D(2-1), Soares Dias, (Martins, Godinho), Beneficiados, (4-1), Sem influência
12.ª-Gil Vicente(c), V(3-1), C. Pereira, (L. Ferreira, J. Fernandes), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Guimarães(f), D(3-2), Pinheiro, (Hugo, A. Campos), Beneficiados, Prejudicados, (3-0), Sem influência
14.ª-Corruptos(c), V(2-0), Almeida, (Martins, B. Jesus), Prejudicados, (4-0), Sem influência
15.ª-Portimonense(f), V(1-2), M. Oliveira, (L. Ferreira, P. Ribeiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Estoril(c), V(5-1), C. Pereira, (Nobre, N. Pereira), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Chaves(f), V(0-3), Godinho, (Esteves, Felisberto), Nada a assinalar
18.ª-Vizela(f), V(2-5), Narciso, (Rui Costa, Manso), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência
19.ª-Casa Pia(c), V(8-0), H. Carvalho, (Esteves, P. Martins), Beneficiados, Sem influência

Corruptos
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), Malheiro, (Rui Costa, C. Martins), Nada a assinalar
2.ª-Farense(c), V(2-1), C. Pereira, (Martins, A. Campos), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
3.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Veríssimo, (Correia, J. P. Afonso), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
4.ª-Arouca(c), E(1-1), Nogueira, (Rui Oliveira, P. Ribeiro), Beneficiados, (0-2), (+1 ponto)
5.ª-Estrela(f), V(0-1), Pinheiro, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Nobre, (Narciso, Felisberto), Nada a assinalar
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Pinheiro, (Soares Dias, P. Soares), Beneficiados, Sem influência
8.ª-Portimonense(c), V(1-0), Almeida, (C. Pereira, L. Costa), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Vizela(f), V(0-2), M. Oliveira, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
10.ª-Estoril(c), D(0-1), Martins, (Almeida, A. Campos), Beneficiados, Sem influência
11.ª-Guimarães(f), V(1-2), Almeida, (Nobre, P. Brás), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
12.ª-Famalicão(f), V(0-3), Nobre, (Rui Costa, Bessa Silva), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
13.ª-Casa Pia(c), V(3-1), J. Gonçalves, (Correia, I. Pereira), Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Sporting(f), D(2-0), Almeida, (Martins, B. Jesus), Beneficiados, (4-0), Sem influência
15.ª-Chaves(c), V(1-0), Correia, (Malheiro, Felisberto), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
16.ª-Boavista(f), E(1-1), M. Oliveira, (Rui Costa, S. Jesus), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Braga(c), V(2-0), Malheiro, (Martins, Vaz Freire), Prejudicados, Sem influência
18.ª-Moreirense(c), V(5-0), Godinho, (Rui Oliveira, H. Marques), Beneficiados, (5-1), Sem influência
19.ª-Farense(f), V(1-3), Pinheiro, (Nobre, F. Pereira), Nada a assinalar
20.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Nobre, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Famalicão(c), D(1-2), Veríssimo, (Rui Costa, T. Costa), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Chaves(f), V(2-4), J. Gonçalves, (Esteves, Felisberto), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(f), V(2-3), C. Pereira, (Rui Costa, N. Manso), Nada a assinalar
4.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho, (Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
5.ª-Farense(f), D(3-1), Nobre, (Malheiro, Felisberto), Nada a assinalar
6.ª-Boavista(c), V(4-1), Soares Dias, (Godinho, P. Mota), Beneficiados, (3-1), Impossível contabilizar
7.ª-Estrela(f), V(2-4), Almeida, (D. Silva, N. Cunha), Nada a assinalar
8.ª-Rio Ave(c), V(2-1), M. Oliveira, (V. Santos, S. Jesus), Nada a assinalar
9.ª-Gil Vicente(f), E(3-3), Malheiro, (J. Gonçalves, A. Carneiro), Nada a assinalar
10.ª-Portimonense(c), V(6-1), Godinho, (Hugo, A. Campos), Prejudicados, (7-1), Sem influência
11.ª-Arouca(f), V(0-1), J. Gonçalves, (V. Santos, C. Campos), Nada a assinalar
12.ª-Estoril(c), V(3-1), B. Vieira, (Malheiro, H. Coimbra), Nada a assinalar
13.ª-Vizela(f), V(1-3), C. Pereira, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar
14.ª-Benfica(c), D(0-1), Godinho, (Soares Dias, P. Soares), Nada assinalar
15.ª-Casa Pia(f), V(1-3), Martins, (Nobre, N. Pereira), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência
16.ª-Guimarães(c), E(1-1), Pinheiro, (Hugo, V. Marques), Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17.ª-Corruptos(f), D(2-0), Malheiro, (Martins, Vaz Freire), Beneficiados, Sem influência
18.ª-Famalicão(f), V(1-2), M. Oliveira, (Hugo, H. Ribeiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
19.ª-Chaves(c), E(1-1), J. Gonçalves, (Vasillica, A. Mesquita), Beneficiados, Sem influência
20.ª-Moreirense(c), V(1-0), Pinheiro, (Esteves, A. Campos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
2 / 4

Sporting
3 / 1

Corruptos
4 / 5

Braga
4 / 4

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
6 / 1
Minutos:
285 (9+85+84+47+38+22) - 57 = 228m (superioridade)

Sporting
4 / 2
Minutos:
150 (9+86+9+46) - 102 (55+47) = 48m (superioridade)

Corruptos
3 / 4
Minutos:
34 (16+13+5) - 154 (9+84+15+46) = -120m (inferioridade)

Braga
3 / 1
Minutos:
95 (24+67+4) - 42 = 53m (superioridade)

B) Amarelos
Contra (depois dos 60m) / Adversários (antes dos 60m)
Benfica
39 (24) / 63 (32)

Sporting
55 (32) / 56 (22)

Corruptos
64 (37) / 76 (27)

Braga
48 (31) / 54 (23)

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Vasillica - +2
Nobre - -1
C. Pereira - -2
Pinheiro - -2
Narciso - -3

Sporting
Narciso - +4
Almeida - +4
L. Ferreira - +4
Melo - +2
Godinho - +2
Hugo - +2
Nobre - +2
Mota - +2
Rui Costa - +2
C. Pereira - +2
M. Oliveira - +2

Corruptos
Nobre - +6
C. Pereira - +5
Almeida - +5
Correia - +5
Veríssimo - +3
Martins - +3
Rui Costa - +3
Pinheiro - +2
Melo - +2
Malheiro - +2
Nogueira - +1
Rui Oliveira - +1

Braga
Esteves - +4
Hugo - +3
Pinheiro - +3
J. Gonçalves - +2
M. Oliveira - +2

Anexos(V):
Árbitros:
Benfica
Malheiro - 3
Pinheiro - 2
Godinho - 2
Narciso - 2
Veríssimo - 2
Correia - 2
Nobre - 1
Almeida - 1
C. Pereira - 1
Soares Dias - 1
Nogueira - 1
Vasillica - 1
Martins - 1

Sporting
Almeida - 3
C. Pereira - 3
Godinho - 3
Narciso - 3
M. Oliveira - 2
Melo - 1
Nobre - 1
Soares Dias - 1
Pinheiro - 1
H. Carvalho - 1

Corruptos
Almeida - 3
Pinheiro - 3
Nobre - 3
M. Oliveira - 2
Malheiro - 2
C. Pereira - 1
Veríssimo - 1
Nogueira - 1
Martins - 1
J. Gonçalves - 1
Correia - 1
Godinho - 1

Braga
Godinho - 3
J. Gonçalves - 3
C. Pereira - 2
Malheiro - 2
M. Oliveira -2
Pinheiro - 2
Veríssimo - 1
Nobre - 1
Soares Dias - 1
Almeida - 1
B. Vieira - 1
Martins - 1

Anexos(VI):
VAR's:
Benfica
Martins - 4
Rui Costa - 3
Narciso - 2
Soares Dias - 2
Melo - 2
Esteves - 2
C. Pereira - 1
Pinheiro - 1
Nobre - 1
L. Ferreira - 1
Correia - 1

Sporting
Martins - 3
Esteves - 3
Melo - 2
Hugo - 2
L. Ferreira - 2
Nobre - 2
Rui Costa - 2
Narciso - 1
Almeida - 1
Mota - 1

Corruptos
Rui Costa - 3
Martins - 3
Narciso - 2
Correia -2
Rui Oliveira -2
Nobre - 2
Melo - 2
Soares Dias - 1
C. Pereira - 1
Almeida - 1
Malheiro - 1

Braga
Hugo - 3
Rui Costa - 2
V. Santos - 2
Malheiro - 2
Esteves - 2
Melo - 1
Godinho - 1
David Silva - 1
J. Gonçalves - 1
Narciso - 1
Soares Dias - 1
Nobre - 1
Martins - 1
Vasillica - 1

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
A. Campos - 2
P. Soares - 2
N. Manso - 2
Rui Silva - 1
P. Ribeiro - 1
V. Marques - 1
Bessa Silva - 1
C. Martins - 1
L. Maia - 1
Cidade - 1
Godinho - 1
P. Brás - 1
S. Jesus - 1
H. Ribeiro - 1
B. Jesus - 1
Felisberto - 1
I. Pereira - 1

Sporting
S. Jesus - 2
B. Jesus - 2
N. Pereira - 2
Felisberto - 2
V. Marques - 1
Rui Soares - 1
H. Ribeiro - 1
J. Fernandes - 1
Bessa Silva - 1
Godinho - 1
J. Fernandes - 1
A. Campos - 1
P. Ribeiro - 1
Manso - 1
P. Martins - 1

Corruptos
S. Jesus - 3
A. Campos - 2
Felisberto - 2
C. Martins - 1
J. P. Afonso -1
P. Ribeiro - 1
P. Soares - 1
L. Costa - 1
V. Marques - 1
P. Brás - 1
Bessa Silva - 1
I. Pereira - 1
B. Jesus - 1
Vaz Freire - 1
H. Marques - 1
F. Pereira - 1

Braga
Felisberto - 2
S. Jesus - 2
V. Marques - 2
A. Campos - 2
T. Costa - 1
N. Manso - 1
P. Mota -1
N. Cunha - 1
A. Carneiro - 1
C. Campos - 1
H. Coimbra - 1
P. Soares - 1
N. Pereira - 1
Vaz Freire - 1
H. Ribeiro - 1
A. Mesquita - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Malheiro - 3 + 0 = 3
Godinho - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Narciso - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1
Luís Ferreira - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 3 + 0 = 3
Almeida - 2 + 0 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Narciso - 1 + 0 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Corruptos
Pinheiro - 3 + 0 = 3
Nobre - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
Almeida - 2 + 0 = 2
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Malheiro - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Correia - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1

Braga
J. Gonçalves - 2 + 1 = 3
Malheiro - 2 + 1 = 3
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Almeida - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
David Silva - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1

Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Martins - 1 + 4 = 5
Narciso - 2 + 2 = 4
Malheiro - 3 + 0 = 3
Pinheiro - 2 + 1 = 3
Correia - 2 + 1 = 3
Soares Dias - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
Godinho - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 1 + 1 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Almeida - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Vasillica - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1  = 1

Sporting
Almeida - 3 + 1 = 4
Godinho - 3 + 0 = 3
Narciso - 3 + 0 = 3
Melo - 1 + 2 = 3
Nobre - 1 + 2 = 3
Martins - 0 + 3 = 3
Esteves - 0 + 3 = 3
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
H. Carvalho - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1

Corruptos
Nobre - 3 + 2 = 5
Almeida - 3 + 1 = 4
Martins - 1 + 3 = 4
Pinheiro - 3 + 0 = 3
Malheiro - 2 + 1 = 3
Correia - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Rui Oliveira - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1

Braga
Godinho - 3 + 1 = 4
J. Gonçalves - 3 + 1 = 4
Malheiro - 2 + 2 = 4
Hugo - 0 + 3 = 3
C. Pereira - 2 + 0 = 2
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Pinheiro - 2 + 0 = 2
Soares Dias - 1 + 1 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
V. Santos - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
B. Vieira - 1 + 0 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
David Silva - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Vasillica - 0 + 1 = 1

Anexos(X):
Jornadas anteriores:

Anexos(XI):
Épocas anteriores:

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Macacada Policial

Regresso às vitórias...

Benfica 3 - 1 Vizela


Domínio quase total, mas com os golos a tardarem, e a poucos minutos do fim, ainda permitimos o 1-1, mas rapidamente demos lógica ao marcador, com um 'frango' amigo!!!

Iniciados - 2.ª jornada - Fase Final

Boavista 0 - 3 Benfica


Na 'confusão' dos jogos no Domingo, os Iniciados passaram-me ao lado! Não ter havido qualquer transmissão televisiva não ajudou!
Mas ganhámos 'fácil', com um golo de entrada, o 2.º antes do intervalo e o 3.º a meio da 2.ª parte!
Dois jogos, duas vitórias: bem...

Lyon...


As 3 opções eram complicados, mas o Lyon era a equipa mais indesejada, e como é habitual, no Sorteio da Champions, calhou-nos o Lyon!!!
Para quem não conhece, nos últimos confrontos com o Benfica, o Lyon goleou, com as suas avançadas a fazerem a diferença! Nós temos a Christy (afinal a lesão não foi grave, e já está a treinar...), mas as Francesas têm várias 'Christy's', jogadoras que fisicamente, fazem a diferença e a grande velocidade!

Vamos esperar pela recuperação total da Kika, rezar para que o Pauleta já tenha ritmo de jogo, e que até lá, mais ninguém se lesione gravemente, algo complicado, com as agressões constantes que as nossas jogadoras vão sofrendo no Tugão, impunemente!

E os cúmplices?!!!

Criminosos...

Coação...

Falar Benfica #150

Terceiro Anel: Lanterna Vermelha - S01E15 - Zé Rosário vs. Tiago Godinho!

5 minutos: Diário...

A Verdade do Tadeia #2024/124 - Os médios dos candidatos

Jogo Pelo Jogo #26 - Sporting adiado, Greve Polícia, Benfica em Primeiro

BenfiquistadeGaia: Gil Vicente...

6, excerto...

O Marques amarelo


"1. O campeonato miserável contra João Neves com que o diretor de comunicação do FCP se entretém há semanas devia ser olhada pelas autoridades desportivas competentes como aquilo de que, na sua essência, se trata. Um caso de bullying descarado, João Neves é a vítima, mas não é a única vítima. Marques pretende, obviamente, condicionar os árbitros a exibir cartões amarelos a João Neves, de preferência dois cartões amarelos por jogo para os efeitos almejados serem imediatos. E árbitros-condicionados são árbitros-vítimas, ou não são?

2. Marques diz que João Neves 'beneficia de um regime de absoluta exceção'. Não é verdade. Quem vive num regime de absoluta exceção é o propriamente dito Marques.

3. Toda a gente sabe disso, menos o Marques. E, um dia destes, quando um árbitro por um motivo concreto (é o que se espera) mostrar um cartão amarelo a João Neves, lá irá Marques, todo ufano, ter com os seus superiores hierárquicos a soluçar: Viram, viram como resultou? Nesse dia será aumentado e, novamente, condecorado. Se anda houver tempo para isso, claro.

4. Num passado são muito distante, e pela via das redes sociais oficiosas e oficiais, Marques, adepto e praticante dessa grande arte do bullying comunicacional, atreveu-se a dar ordens aos polícias como dá agora sugestões aos árbitros. 'Prendem-nos. Enquanto não os prenderem, isto vai ser a palhaçada de sempre', clamou o diretor de comunicação do FCP como estarão certamente lembrados. Foi uma ordem misteriosa, mas o tempo, 'esse grande escultor', encarregou-se de tudo esclarecer como se tem visto por estes últimos dias.

5. No conferência de imprensa de antecipação ao jogo com o Estrela da Amadora, um jornalista da RTP colocou a seguinte questão ao treinador do Benfica: 'Nos últimos dez jogos, o Benfica sofreu sempre um golo primeiro, que análise faz?' A análise que o treinador do Benfica fez foi esta: 'Isso não é verdade, portanto não vou responder'. Uma análise bem feita.

6. Tratava-se, de facto, de uma mentira. Como é possível, nos dias que correm, com tanto curso superior de jornalismo disponível no mercado da educação e com tão fácil acesso geral à informação, haver jornalistas tão flagrantemente impreparados para a profissão que exercem?

7. Na Amadora começou tudo mal e acabou tubo bem. E não foi por milagre que assim sucedeu. Para acabar tudo bem depois de ter começado tudo mal é preciso, em primeiro lugar, vontade, e houver vontade. Em segundo lugar é preciso entrega, e entrega não faltou. Em terceiro lugar, são precisos golos, e o Benfica marcou 4 golos. No domingo prossegue a luta pelo 39 na Luz. Benfica - Gil Vicente é o que está no programa. Anda lá, Benfica!"

Leonor Pinhão, in O Benfica

Lar, doce Lar


"O Lar do jogador era mais do que um dormitório, era uma autêntica casa para os futebolistas encarnados

Havia vários anos que o Benfica pensava em arranjar um espaço para acomodar os seus jogadores, mas a ideia passou à prática apenas com a chegada de Otto Glória, em Junho de 1954. Logo no mês seguinte, foi decidido que se arrendaria uma propriedade do empresário Artur Fernandes Alves Ribeiro, dedicado benfiquista que teve um papel relevante na construção do antigo Estádio da Luz.
A propriedade localizava-se na Quinta de Nossa Senhora do Cabo, no cimo da Calçada do Tojal, na freguesia de Benfica. Causou admiração para quem julgava que a escolha recairia num prédio, tendo o Benfica sido elogiado por ter seguido outro caminho. A casa estava situada num sítio privilegiado, perto o suficiente para os jogadores irem a pé para, na altura, o futuro estádio, mas, mesmo assim, 'longe do bulício da capital', 'no meio de uma vasta quinta, (...) as árvores, a água, tudo o que torna realmente 'campo''. Com cerca de 20 divisões, era uma vivenda 'com beiral, janelas rasgadas, gradeamentos de pura traça lusitana'. Apelou-se à família benfiquista para que contribuísse com móveis, objetos e roupa de casa para se rechear o futuro Lar do Jogador, e, mais uma vez, esta disse 'presente'!
O Lar do Jogador estava, assim, pronto para os futuros residentes: futebolistas juniores ou seniores solteiros, sem residência em Lisboa, e servindo também para que todos os jogadores se aqui concentrassem para treinos e estágios antes dos jogos. Além destes, trabalhariam aqui um encarregado, um chefe de cozinha, dois cozinheiros e três empregadas que fariam a limpeza da casa. Este projeto ia ao encontro do que Otto Glória idealizava: um espaço que fomentasse 'uma vida saudável (...), uma camaradagem sincera e amiga entre todos os homens de camisola encarnada'. E que, também, fosse estabelecida disciplina, horários, treinos regulares e uma alimentação apropriada a desportistas.
Foi inaugurado em 31 de Agosto de 1954 e, durante cerca de 17 anos, foi um Lar para vários ídolos benfiquistas, tais como Coluna, Costa Pereira, Eusébio, Simões e Nené.
Saiba mais sobre as instalações do Benfica na área 17 - Chão Sagrado, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Assistências: ganhamos com pontapé de bicicleta


"Há 14 anos que o SL Benfica não jogava para o campeonato na Amadora. E o que aconteceu? O estádio encheu, claro - 6398 espectadores, a melhor assistência da época no Estádio José Gomes, na zona da Reboleira. O recinto tem capacidade para mais de 9200 pessoas, mas uma das bancadas estava coberta por lona publicitária. Talvez precisasse de obras, talvez o clube da Amadora não quisesse ganhar mais dinheiro com bilhética, talvez por questões de segurança ou estruturais. São só suposições porque, neste futebol da Liga de Clubes, nunca se sabe ao certo o que se passa. É por isso que há equipas que jogam sempre em casas emprestadas, adeptos que não podem usar adereços dos seus clubes nas bancadas adversárias ou preços de bilhetes vergonhosamente altos nas deslocações do Glorioso. Já para não falar de pesos e medidas diferentes para clubes com dívidas - uns descem de divisão, outros são perdoadas pelos bancos ou olha-se para o lado.
Mas está tudo bem. Pelo menos é o que nos diz a Liga, feliz na vida com o aumento médio de pessoas nos estádios, mas sem entender que o 'culpado' tem três nomes: Sport Lisboa e Benfica. Têm dúvidas? Eu dou uma ajudinha. Na vitória do SLB na Amadora por 1-4, os quase 6400 adeptos corresponderam a 96% dos bilhetes disponíveis. Duas horas depois, na zona do Campo Grande, em Lisboa, o por enquanto líder do campeonato, idolatrado por comentadores e jornalistas, melhor equipa a jogar futebol desde o Brasil de 1982 (segundo os mais imparciais), só conseguiu alcançar 65% da lotação do seu estádio, com menos de 33 mil espectadores. E vão à frente... Não chega sequer para entrar na lista das 20 melhores assistências do campeonato. As 9 primeiras são todas na Catedral, mas ainda só lá jogámos 9 vezes."

Ricardo Santos, in O Benfica

Tinha saudades tuas, Neres


"Leve, ágil e cheio de genica: assim regressou o nosso David Neres depois de ausência por lesão. No dia a dia, uma pessoa nem se ia lembrando disto, mas a verdade é que o Benfica dos últimos meses tem elevado o nível, e o pé esquerdo do craque brasileiro não tem contribuído em nada para as melhorias da equipa. O que significa, claro, que agora recuperado, o Neres vai seguramente acrescentar aquilo que sempre acrescentou ao futebol do Benfica desde que chegou cá: magia, imprevisibilidade e muita, muita qualidade. Com aquele característico e especial olhar, quem fica com os olhos completamente trocados são os adversários. Parece que vai fintar para a direita e arranca pela esquerda. Quando aparenta seguir pela linha como um extremo puro, afinal flete para o centro. Se fosse político, o Neres teria perfil para integrar a lista de qualquer partido. Por outro lado, qualquer candidato às legislativas iria tremer por todos os lados se o colocassem no meio de um relvado de futebol, com 60 mil pessoas à espera do seu contributo para regressarem felizes a casa. Para o Neres, esta missão é apenas mais um fim de semana normal na sua agenda. Está mais do que habituado, e até acredito que mesmo de pantufas seria capaz de driblar meia equipa adversária. Nota-se que este é um talento inato, quando verificamos que dá show de bola até a dormir.
Com Neres disponível, o ataque do Benfica vai seguramente ficar mais perigoso. Chegou em boa hora para ganhar os índices físicos necessários de forma a ajudar a equipa a garantir que lá para Maio poderá beber uma lata de cerveja por cada cueca que fez ao longo da temporada."

Pedro Soares, in O Benfica

O caminho faz-se caminhando


"Após a desilusão na Taça da Liga, impunha-se uma reposta forte do Benfica. Ela aconteceu na Reboleira, com uma vitória clara por 1-4 - que, diga-se, podia até ter sido mais ampla.
Ao longo da 1.ª volta, a nossa equipa não foi tão constante como gostaríamos. Novos jogadores exigiram a adopção de um novo perfil de jogo, e o tempo necessário para o trabalhar, testar e afinar. Algumas contratações demoraram a adaptar-se, e outras não se adaptaram de todo, obrigando a ajustamentos no mercado de Inverno.
Por outro lado, vimos um dos rivais reforçar-se muito bem, e entrar numa dinâmica ganhadora que vai mantendo semana após semana. O Benfica tem, nesta altura, apenas menos 2 pontos que em 20233/23. O FC Porto tem menos 1. Porém, o Sporting tem mais 11 (!) - como se sabe, nenhum deles conquistado à nossa custa.
É claro que o Benfica com Grimaldo, Enzo Fernández e Gonçalo Ramos tinha outra capacidade de pressão. Era diferente.
Ainda não voltámos a esse nível exibicional. Mas estamos a 1 só ponto de liderança. Um super-Sporting, a bater recordes, tem apenas mais 1 ponto que um Benfica ainda à procura da sua nova identidade.
Acredito que a equipa de Roger Schmidt tenda para crescer, e que o rival lisboeta tenha já batido no tecto. Os campeonatos passam por diferentes fases, e, atravessada uma via-sacra que chegou a incluir alguma contestação e descrença (lembramo-nos, por exemplo, da partida com o Farense), a verdade é que está tudo em aberto quando se aproximam os momentos decisivos.
Nas próximas quatro jornadas jogamos três vezes na Luz. Ao invés, o Sporting tem três deslocações ao Norte. Seria interessante concluirmos esse ciclo em 1.º lugar. Mas o que depende de nós é alcançar os 12 pontos.
O Gil Vicente vem de duas vitórias consecutivas. Não há como facilitar."

Luís Fialho, in O Benfica

Futebol adaptado


"O futebol adaptado, como todo o futebol, vai muito para além das quatro linhas. Esta modalidade em particular transforma vidas de uma maneira muito especial nas condições mais difíceis e por vezes em situações-limite. Individualmente, proporciona benefícios físicos e mentais notáveis a quem o pratica regularmente, melhorando a condição física, a coordenação motora e promovendo uma vida ativa, independentemente da capacidade física e intelectual de cada participante. Acima disso, a própria superação no campo contribui para o desenvolvimento emocional e para a autoconfiança, construindo uma base sólida para o bem-estar individual.
A estes benefícios juntam-se outros tantos como o trabalho em equipa, a resiliência, a liderança, a empatia e a solidariedade numa atmosfera em que todos os envolvidos aprendem a valorizar o que é único e distintivo de cada pessoa, promovendo uma mentalidade inclusiva que se estende para além da competição.
No aspeto social, o futebol adaptado revela-se como um poderosa ferramenta de inclusão, onde a vivência comunitária e de equipa substitui a solidão e o isolamento para interação constante fortalecendo laços interpessoais e estimulando o respeito mútuo. Assim se derrubam muros e barreiras sociais e se constroem pontes para a compreensão e aceitação de todos.
O futebol adaptado é mais que um jogo, é um acelerador de inclusão e uma lição de humanidade para todos em que se aprende a ver e celebrar o melhor de cada um de nós!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"1
Os juniores do Benfica concluíram a zona sul do Campeonato Nacional na 1ª posição com 8 pontos de avanço sobre o 2º classificado;

2
Na luta feminina, o Benfica conquistou a sua 2ª Supertaça;

3.34,23
Isaac Nader estabeleceu o novo recorde nacional dos 1500 metros (3.34,23 minutos). O anterior recorde vigorava desde 1999;

6
O Benfica é campeão nacional de râguebi no feminino pela 6ª vez. O percurso do título em 2023/24 foi brilhante, com um pleno de vitórias;

6,58
Reynier Mena estabeleceu novo recorde pessoal dos 60 metros, percorrendo a distância em 6 segundos e 58 centésimas;

7
Foram 7 as medalhas ganhas por nadadores do Benfica no Euro Meet Luxembourg, com destaque para Diogo Ribeiro, vencedor das provas de 50 metros livres e 50 metros mariposa, e Diana Durães, vencedora dos 1500 metros livres;

8
O Benfica está nos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino. Da 2ª divisão nacional aos 8 melhores da Europa em 6 épocas!

11
Nova subida do Benfica no ranking europeu de clubes de futebol no feminino. Ocupa agora a 11ª posição;

22
De acordo com o relatório anual Deloitte Football Money League, o Benfica foi o 22º clube que mais faturou em 2022/23 (excluindo vendas de jogadores), sendo o único português no top 30, que inclui 14 ingleses. As receitas atingiram os 233,4 milhões de euros numa lista encabeçada pelo Real Madrid (831,4); 

24
Rafa passou a ser, a par de Seferovic, o 24º melhor marcador de sempre do Benfica no Campeonato Nacional (57 golos);

31
Com a estreia de Rollheiser, passam a 31 os jogadores utilizados por Roger Schmidt em competições oficiais na presente temporada."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1. Exibição notável das nossas Inspiradoras diante daquela que é, assumidamente, a melhor equipa do mundo no futebol feminino, o Barcelona. Mais uma afirmação do trajeto consistente, crescente e pleno de qualidade do Benfica no feminino, que está nos quartos de final da Liga dos Campeões e à porta do top 10 das melhores equipas europeias. Orgulho expresso na cobertura que reservamos nesta edição do jornal O Benfica, com justíssima chamada de capa. Venham os quartos, que ambição e magia não faltam a esta equipa.

2. Em destaque no Protagonista desta semana, Alice Clemente. Ambição enorme do voleibol feminino e um sentido de responsabilidade e equipa que respiram benfiquismo. Dá gosto ler neste jornal e ver na BTV.

3. No ano do centenário da modalidade no Sport Lisboa e Benfica, a equipa feminina de râguebi selou a conquista do Campeonato Nacional da Divisão de Honra num trajeto invencível. Um feito, depois de largos anos de jejum, que merece um póster neste jornal para uma equipa que envaidece todos os benfiquistas. Parabéns!

4. O mercado de janeiro fechou. Sem sobressaltos, com planeamento antecipado, com rigor e estratégia adequadas. Prestianni foi o último trunfo apresentado, e vamos em busca da 7.ª vitória consecutiva no campeonato. Com o apoio dos nossos adeptos, numa Luz repleta, já neste domingo."

Pedro Pinto, in O Benfica

Por um futebol para todos

Mauro Xavier, in Record

Carta de amor às roulotes no futebol


"Tenho 40 anos e a minha primeira memória do Benfica é de quando tinha sete aninhos. O Benfica jogou a final da Taça dos Campeões Europeus em 1990 contra o AC Milan e tenho uma vaga memória dessa noite. Mas muito vaga mesmo. É um fascínio que foi crescendo aos poucos. Recordo-me de, no externato, jogar à bola com as outras crianças e nos dividirmos entre os que eram do Benfica e os do Sporting. Não hesitava para que lado ia, mas tinha imensas dúvidas em que jogador do Benfica escolher. Recordo-me de uma vez ficar em pânico porque o Yuran, o Isaías e o Rui Águas já tinham sido escolhidos e não saber que mais avançados o Benfica tinha (e como qualquer míudo eu queria ser um avançado). Tive que vergonhosamente admitir aos colegas que não conhecia mais nenhum avançado e me indicarem o César Brito. Um momento tão humilhante para a minha pessoa que, ainda hoje, passados 30 e tal anos, me recordo do que senti.
Depois veio aquele Benfica do Toni e os jogos épicos com o Paulo Sousa à baliza, o Futre a brilhar no Jamor, o 4-4 de Leverkusen e o 6-3 e aí já o bichinho me tinha tomado por completo. Quando acabou a época 93/94, já eu era um benfiquista a 100% que conhecia todos os jogadores do plantel e saberia dizer todos os resultados do campeonato e com jeitinho quem tinha marcado todos os golos. Nunca mais passei pela situação de não saber dizer «César Brito». Não era mais um poser (como aquela malta que usa t-shirts dos Nirvana, mas nada sabe sobre a banda de Kurt Cobain), era tão benfiquista como qualquer benfiquista da minha turma. Fazia parte por direito dessa tribo. E nunca mais a larguei. Não duvido que amo tanto o Benfica agora como o amava quando tinha 20 anos. É tão importante para mim agora como quando tinha 30 anos. É uma constante na vida. Um sentimento do ontem, do hoje e do amanhã.
Mas há o que sentimos e o que vivemos. E eu já vivi o Benfica de maneiras diferentes. Durante vários anos, no meu crescimento até adulto ia só ver o Benfica ao estádio de vez em quando. Basicamente, quando o meu tio me levava e isso na maioria das vezes era nos jogos grandes. Mentirei se disser que estava no estádio naqueles jogos do Vietname com 4.000 adeptos, já contando com os bombeiros e seus cães (estaria em casa a ouvir o jogo pela rádio). Mas jogos contra Porto e Sporting, grandes jogos europeus e nos momentos de maior entusiasmo, o meu tio ia e eu ia atrás incrivelmente excitado. Depois tirei a carta e decidi que iria passar a ir à Luz com maior regularidade. Ainda me lembro da 1ª vez que fiz a "loucura" de conduzir até ao estádio para ver um jogo: Benfica-Lille em 2005, com o Miccoli a marcar no último minuto. Depois andei muitos anos em que ia à Luz com regularidade, mas sem companhia constante: umas vezes sozinho, outras com o meu tio, outras com colegas da faculdade, amigos, namoradas, colegas do trabalho, era o que calhava. E vivia já acomodado à ideia de que ninguém era mais doido pelo Benfica que eu. Tinha até vergonha de admitir a extensão da minha doença. Talvez só a minha mãe o soubesse. Se perguntasse ao meu tio quanto ficou o Benfica-Famalicão de 93/94 estou convencido que ele não saberia dizer que foi 8-0 (como não saber isto!?). Vários dos meus amigos diziam o "Epá, nem sou sócio, eles é que o ganham. Ah, mas quero ir ver o jogo com o Porto!".
Achava que era o último dos Samurais, alguém que tinha sido incrivelmente afetado por um bichinho e tinha que esconder à sociedade a extensão da minha febre, antes que me internassem. Se alguém dissesse que o Benfica deu 7-0 ao Famalicão em 93/94 eu chegava a ficar calado e não corrigia para «foi 8-0. E o Celestino fez dois auto-golos». Se me perguntassem «em que estás a pensar?», eu iria mentir e raramente admitir que muito provavelmente era no Benfica. Se ouvisse alguém a dizer «Sabes o Sérgio? Pá, o gajo foi ver o Benfica ao estrangeiro! Que granda maluco. Era mesmo eu que gastava dinheiro nisso»... Eu talvez fosse capaz de dizer «hum hum» e abanar ligeiramente a cabeça como quem concorda, quando no fundo morria de inveja do Sérgio, por ter feito isso.
Até que os conheci. Fui a casa do Nuno e ele disse «porque não apareces nas roulotes no próximo jogo?». Fui e conheci a Magda, o António e a Ana. E depois o Daniel que coleciona vídeos de todos os jogos do Benfica, o Manuel que sabe todos os resultados, o Aires que vai a todas as deslocações ao estrangeiro, o Sérgio que cresceu na claque, a Mariana que fala tudo sobre as modalidades e o Paulo que vai lá sempre, mas nem entra no estádio. Foi uma transformação na minha vida. Deixei de me sentir um alien e percebi que afinal não estava sozinho. Todos até podem viver o Benfica de maneira diferente da minha, mas vivem-no a 100% de forma apaixonada. Como eu. E são todos diferentes, todos iguais. Uns mais novos, outros mais velhos. Uns com trabalhos mais intelectuais, outros mais funcionais, uns de esquerda, outros de direita. Mas ou tivemos muita sorte ou escolhemos muito bem. Tornámo-nos num grupo enorme incrível já com tantas histórias para contar. Da ida a Leiria em que voltámos com covid. Da deslocação a Barcelona e que no dia seguinte em Madrid ainda andávamos encharcados da chuvada que apanhámos na cidade condal. Da viagem a Amesterdão, com escala em Bolonha para comermos uma pizza. Daquela vez em Alfama que revemos na televisão o 3-0 ao Barcelona e festejamos os golos como se estivessem a ser em direto, para deleite dos turistas lá na tasca. Das inside jokes, influenciadas pela muita cerveja e que não podem ser contadas aqui, que envolvem cães e o Roger Schmidt.
Foi um grupo que nasceu pelo Benfica, mas já vai muito além do Benfica. Ali, nas roulotes, fiz amigos para a vida. Daqueles que estão nos meus momentos negros e nos meus momentos de euforia. Nos dias em que há jogo e em que não há jogo. Em Portugal e no estrangeiro. Entrar naquele mundo encantado das roulotes é como entrar num clube em que a palavra-passe é Benfica e é a coisa mais linda que se possa imaginar. Os pré-jogos (e pós-jogos) duram horas em que, regados a muita cerveja, se conversa com 30 pessoas ao mesmo tempo sobre o onze inicial, política, rivais, sexo, memórias, agruras da vida, piadas, trabalho e planos para os próximos dias. E quando damos conta chegámos às roulotes às 15h e saímos à meia-noite. Quem nunca foi às roulotes, nunca foi verdadeiramente ao Estádio da Luz.
7 de Abril de 2023. O Porto vence na Luz por 1-2 e arrastamo-nos no final do jogo de volta às roulotes. Abraçamo-nos, reconfortamo-nos uns aos outros, mas a tristeza e a revolta é geral. Não podíamos ter perdido com eles outra vez. É uma noite negra. Até que a nossa tia (quem nos serve a cerveja e a todos nos chama de sobrinhos) faz o que nunca fez: coloca música a tocar. A Calm Down do Rema. De forma espontânea, começamos todos a rir e a dançar como se fosse a noite mais feliz da temporada. Foram minutos mágicos e a determinado momento parei e olhei à minha volta. Vi-os a dançar e percebi que, depois de muitos anos, tinha encontrado o meu mundo, tinha encontrado os meus. E que já podia dizer de forma segura e sem vergonha: o futebol, vivido da maneira certa, não é doença, não é febre, nem é fanatismo. É vida. É paixão. É amor e alegria. Somos todos muito mais felizes e de alma cheia por nos termos a nós e ao Benfica nos nossos corações. Ser do Benfica é ter na alma a chama imensa."

Na condição de líder


"Com a vitória categórica sobre o Gil Vicente, por 3-0, o Benfica termina esta jornada na condição de líder do campeonato. É evidente que com um jogo a mais em relação ao Sporting, trata-se de uma liderança condicional. Mas, se por um lado não me parece que este facto determine uma pressão decisiva ou insuportável sobre o nosso principal rival na luta pelo título, as equipas grandes têm de estar preparadas para este tipo de situações que, sendo graves, nada têm que ver com o futebol em concreto. Por outro, o importante numa perspetiva benfiquista é mesmo o saber que, da nossa parte, o objetivo foi cumprido, o Benfica não vacilou e fez uma exibição convincente. E estar à frente não é pior, até porque para os adeptos liderar conta e gera entusiasmo.
Os destaques vão, merecidamente, para Arthur Cabral que, com mais um golo, vai consolidando o seu estatuto de titular indiscutível enquanto ponta de lança do Benfica e para mais uma exibição quase perfeita de João Neves (man of the match), a quem, desta vez, nem o golo faltou. Um golo que mostra muito do que é Neves como jogador: marcou numa insistência um golo de raça de quem disputa cada bola, não desiste e decide.
Para mais, numa jornada em que o F. C. Porto voltou a escorregar, deixando os dois grandes de Lisboa como claros favoritos, embora nada esteja decidido.
Segue-se a entrada numa fase em que os encarnados, nas várias frentes, voltarão a um ritmo de três jogos por semana pelo que os reforços de janeiro e os regressos de Neres e Bah, por exemplo, se afiguram como muito úteis para o que falta jogar."

O Benfica devia emigrar


"Sei que houve um tempo em que a minha experiência futebolística era essencialmente limitada ao visionamento de jogos, mas não vos consigo dizer quando isso deixou de acontecer 

Esta foi uma daquelas semanas em que dei por mim a olhar para o futebol português e senti que o Benfica devia emigrar, se possível levando-me com ele para onde fosse, fosse onde fosse. Não discuti esta reflexão com a minha família nem sei bem como se poderá operar o fenómeno migratório de um clube de futebol, mas sei que não seria assim tão estranho. Precisamos apenas de cingir aos factos para reconhecer que o Benfica é maior que Portugal. Na mesma linha, afirmo também que a instituição, mesmo presa geograficamente a um país de menor dimensão, deve fazer tudo para existir à margem de muitos dos fenómenos a que temos assistido no futebol português, que, como vimos esta semana, o tornam objetivamente uma coisa nem sempre recomendável.
Sabendo que a emigração do meu clube será complicada, não deixo de partilhar com o leitor o meu entusiasmo sempre que ouço falar num projeto de Superliga ou qualquer competição internacional que implique uma deslocação do Benfica a outro país, quem sabe melhor do que o nosso, para exibir a sua natural grandeza. O mais recente foi um Mundial de clubes para o qual não sei bem se existe sequer calendário ou pernas de jogadores que suportem tantos jogos, mas isso não deteve o meu entusiasmo. Não será esta semana que elaboro mais sobre as virtudes destes novos formatos competitivos, mas direi apenas que vão para além dos interesses económicos e desportivos do Benfica e não têm de ser entendidos como ataques à identidade dos clubes ou do país que historicamente receberam as competições de sempre.
Porquê a vontade de emigrar? Eu explico. A consulta de informação desportiva em Portugal não sobrevive dois dias sem o uso das palavras agressão, arremesso, injúria ou comunicado. Por entre acusadas esburacadas de corrupção ao Benfica, mais uns proverbiais episódios de agressões, outros de objetos atirados na direção de jornalistas, e, não menos importantes, episódios moderadamente chocantes na vida de um dos principais adversários do Benfica, como aqueles a que assistimos nos últimos meses, eu dou por mim a pensar que é cada vez mais difícil uma pessoa ver só futebol. Lembram-se? Eu confesso que já não. Sei que houve um tempo em que a minha experiência futebolística era essencialmente limitada ao visionamento de jogos de futebol, mas não vos consigo dizer quando é que isso deixou de acontecer. Só sei que era um mundo mais simples. Sabia o onze das equipas, a que horas começava o jogo e pouco mais. Hoje, sinto que só posso assistir devidamente a uma partida de futebol se souber onde vive o árbitro, que jogos da minha equipa apitou nos últimos cinco anos, quem é o AVAR, quem é o AVAR do AVAR, onde vive a sua família, se algum deles alguma vez pertenceu a uma claque, se foram mencionados em emails, se há algum jogador na equipa adversária que em pequenino torceu pelo mesmo clube que eu, e em que posição joga, que claques estarão representadas e quais os engenhos pirotécnicos que transportaram ilegalmente consigo, o que dizem as tarjas, quais os intervenientes da equipa técnica do adversário que poderão vir a aproximar a sua cabeça do árbitro no intervalo ou no final do jogo, quantas multas já pagaram, qual o valor. No final, rezo a Deus para que, no meio tanta variável e complexidade, o Benfica volte a ganhar.
Podia dizer-vos que é fácil isolar a minha experiência futebolística de tudo o que acontece com o qual não quero ter nada a ver, mas todos sabemos que é praticamente impossível. Requer uma disciplina que manifestamente não tenho. O castigo por ceder ao espetáculo do futebol tal como o conhecemos hoje acontece quanto tenho de o explicar. Nestas coisas, não há nada como as crianças para nos causarem algum embaraço com a nossa própria infância, a tal recuperada semanalmente, como dizia Javier Marias, a quem devo o título deste espaço de opinião. Esta semana, os miúdos perguntaram-me quem era um adepto do FC Porto detido há poucos dias. Decidi moralizar e tentei explicar-lhes que isso não tinha nada a ver com futebol, da mesma forma que um jogador atirar-se para o chão e simular uma falta também não é exatamente futebol, da mesma forma que muitos outros intervenientes ou estratagemas tentam aproveitar-se do futebol para o privar das suas qualidades originais e daí colher alguma espécie de benefício.
Falhei. Os miúdos argumentaram que não se falava de outra coisa na escola e perguntaram como é que era possível isto não ser futebol se o dito adepto aparecia em todos os jogos, era chefe da claque da Seleção e até era amigo do presidente do clube. Fui obrigado a usar a cartada de pai e manobrei a conversa até mudarmos para um tema mais adequado a crianças do que o futebol. E dei por mim a pensar que, não sendo possível emigrar, alguma coisa tem mesmo de ser feita para moderar esta violenta dieta de conteúdos que hoje caracteriza o meu desporto favorito. A reflexão devolve-me lentamente ao mundo do possível. É um facto que existe uma ideia de Benfica que já emigrou há muito, ou, se preferirem, foi exportada com sucesso, mas infelizmente não permite ao Benfica existir à margem deste futebol português que me causa alguma repulsa. À falta de melhor, sonho com um Benfica obcecado em viver numa bolha só sua, que só fala para dentro e nunca para fora, um Benfica que saiba encontrar um equilíbrio difícil entre fazer parte do quadro competitivo nacional e, simultaneamente, viver à margem do pior que o futebol português tem. Talvez não seja possível emigrarmos, mas vivo bem com um compromisso. Que a prática institucional do clube faça todos os outros quererem ser mais um pouco como nós, mesmo que não admitam."

Benfica é líder e agradece


"Kokçu apareceu e Florentino foi sacrificado, com prejuízo para a equipa, porque João Neves dá mais com Florentino do que dá com Kokçu

O Benfica nada tem que ver com o processo reivindicativo das polícias, nem com o adiamento do jogo entre o Famalicão e o Sporting, mas a verdade é que assumiu a liderança da Liga com todo o prazer e lá ficará se for competente e enquanto não houver data para acerto de calendário.
O executivo da Liga de Clubes, num comunicado apressado e excessivo, informou que o jogo «foi adiado, por acordo dos clubes, para data ainda a definir», depois de ter recebido informações por parte do responsável pela força policial presente no Estádio Municipal de Famalicão de que não existiam condições de segurança para a realização do jogo no sábado, nem no dia seguinte (domingo).
Passando ao lado de algumas considerações no referido comunicado, depressa se conclui que de duas uma, ou o comandante policial extravasou as suas competências, dado que, anteontem, se realizaram cinco jogos, Chaves-Farense, Vizela-V. Guimarães, Estoril-E. Amadora, Benfica-Gil Vicente e SC Braga-Moreirense, dentro do quadro de normalidade exigido, ou, no meio daquele emaranhado de contactos via telemóvel terá havido uma falha que conduziu ao destempero comunicacional de quem, como principal responsável, no caso a direção da Liga, estaria obrigado a recolher informação fidedigna junto de fontes seguras em vez de patrocinar uma decisão com base em palavras de circunstância, ditas em momento de tensão, e que o jornalista Nuno Raposo contou ontem em A BOLA, assim: «Nova pergunta do delegado da Liga: e amanhã haverá essas condições [presença de policiamento]? Também não, foi a resposta. Resultado: jogo adiado».
«Era o que Amorim queria ouvir - não o adiamento do jogo mas uma resposta final que lhe permitisse redefinir a vida do plantel», acrescentou o jornalista. O assunto foi tratado com esta ligeireza. O responsável policial deu a sua opinião e o delegado, pelo que se depreende, deu o caso por encerrado, não se sabendo com quem falou na Liga, nem que instruções terá recebido.
Alguém se precipitou, como ficou demonstrado no domingo, e todos sacudiram água do capote a começar pela própria Liga de Clubes, com um comunicado áspero e que mereceu resposta do presidente do Sindicato de Oficiais de Polícia, Bruno Pereira. Por outro lado, aquilo que se passou em Famalicão, e todos pudemos testemunhar, foi mais uma exibição estúpida da marginalidade circundante ao futebol, através das claques, que a Liga conhece e os clubes também, mas todos se esforçam por ignorar, exceção feita ao exemplo corajoso de Frederico Varandas.
Para os dirigentes a culpa é sempre da polícia, até quando ela não está, tamanha é a hipocrisia. «Fala-se, negoceia-se, legisla-se e por vezes até se age judicialmente, embora de mansinho e quase sem fazer doer (…) É pena a polícia fazer falta naquilo que devia ser uma festa. Naquilo que Portugal gostava de exportar para o Mundo em modo de direitos televisivos», escreveu Alexandre Pereira, director-adjunto de A BOLA, em Editorial.
No mesmo fim de semana em que a Liga Portugal exige ao Governo «a instauração de um processo de inquérito com caráter de urgência, de forma a apurar responsabilidades pelo sucedido» e pretende ser ressarcida «pelos danos provocados por ações irresponsáveis às quais é totalmente alheia», em Espanha, a Polícia Nacional foi homenageada pelo seu 200.º aniversário e a La Liga decidiu oferecer-lhe o pontapé de saída no dérbi entre Real Madrid e Atlético Madrid, realizado no Santiago Bernabéu. Não conseguimos aprender, nem com os nossos vizinhos.
Apesar de nada ter que ver com o que se passou em Famalicão, convém repetir, o Benfica foi promovido a líder provisório e sente-se confortável, como é natural, embora sabendo que o tema vai suscitar abundante discussão e ruidoso falatório. Aliás, já começou.
No domingo, venceu o Gil Vicente com razoável desempenho e Roger Schmidt surpreendeu ao colocar no banco João Mário e Kokçu, o primeiro a dar sinais de saturação competitiva e o segundo longe de justificar quer o preço que custou, quer a peso do número da camisola que enverga. No entanto, para ele passear o estatuto que lhe atribuíram tem sido Florentino o sacrificado, com nítido prejuízo para o coletivo, na medida em que João Neves dá mais à equipa com Florentino do que dá com Kokçu.
O jornalista Luís Mateus há muito que identificou os sinais dessa diferença e, pelos vistos, a sua insistência não caiu em saco roto. Finalmente, o treinador alemão reconheceu que Florentino Luís é muito importante porque deixa tudo em campo, além de ser evoluído do ponto de vista tático. «Jogadores como ele são uma dádiva», destacou.
Quando um jovem praticante está desprotegido, alguns analistas têm a tendência para lhe enxergarem defeitos e árbitros mais autoritários para o massacrarem com cartões. Tenho reparado nisso em relação a Florentino..."

Casos de polícia


"Adiar jogos é mau, mas o problema está nos bandidos e não na polícia

SE a SIC acabou com o programa «Casos de Polícia», em 1999, não foi por culpa do futebol português, que continua a produzir conteúdo para várias temporadas, até quando assume o papel de vítima.
O adiamento do Famalicão-Sporting levanta constrangimentos óbvios, da deslustrosa dificuldade para encontrar nova data à dispensável interferência na classificação, caso a diferença no número de jogos se arraste por muito tempo. Mas dentro da sua bolha, o futebol português não pode cair no erro de extrapolar o seu papel na sociedade.
É difícil ignorar que o protesto dos agentes tem contornos muito discutíveis, como a questão das baixas médicas ou a ameaça apontada às eleições legislativas, mas é preciso medir também o descontentamento de pessoas cansadas de arriscar a vida enquanto trabalham em esquadras frias, conduzem carros sem manutenção e enfrentam o crime sem equipamento adequado. Isto em troca de ordenados que estão, em média, muito longe de compensar o risco, injustamente excluídos do suplemento atribuído à Polícia Judiciária.
É provável que o futebol tenha sido palco privilegiado para o protesto, por força da sua exposição mediática, mas antes isso que instrumentalizado para aproveitamentos políticos, financeiros e/ou pessoais. Na ânsia de tomar uma posição forte, a Liga precipitou-se com um discurso (excessivamente) duro, a contrastar com o silêncio que impera noutras ocasiões, como os repetidos episódios de cargas policiais desmedidas nos estádios.
Também há telhados de vidro nas carrinhas de intervenção, mas se os clubes gastam milhões de euros em segurança, não é menos verdade que estar de serviço no futebol já devia justificar um subsídio adicional aos agentes. Desde logo para aturar adeptos como aqueles que foram a Famalicão para arranjar confusão, e não para ver futebol. Estes é que fazem com que o futebol seja cada vez menos um espaço para famílias, que seja um risco levar uma criança ao estádio, ou que dois amigos, adeptos de clubes rivais, mas não inimigos, não possam ir juntos a um qualquer dérbi ou clássico.
O problema não está nas claques, está nos indivíduos que as usam como capa para o crime, seja para atirar garrafas, vender bilhetes em mercados paralelos, tráfico de droga ou para atropelamentos mortais.
As regalias oferecidas a grupos organizados são um erro indesculpável, até porque promovem uma injustiça relativamente a outros adeptos que, a título individual, fazem esforços iguais ou maiores para apoiar a equipa. E nesse pressuposto também será errado exigir algo mais para vender um bilhete a quem pertence a uma claque.
Adiar jogos pode ser uma chatice, mas a preocupação do futebol português deve passar por contribuir para uma polícia mais forte, capaz de afastar os bandidos que corroem o desporto por dentro, estejam eles no topo da bancada ou nos gabinetes."

A importância que o futebol tem


"Não duvidem, o jogo da bola é um fenómeno sem paralelo. É preciso cuidar bem, muito bem dele

Sobre as causas e consequências do adiamento do Famalicão-Sporting já muito se disse e escreveu. Eu próprio já o fiz (ser comentador desportivo implica comentar tudo o que está ligado ao desporto), tal como muitas outras pessoas, com maior ou menor legitimidade, com mais ou menos polimento.
É compreensível. O facto de haver uma ausência inédita das forças de segurança pública num jogo de futebol profissional - aliado a um conjunto de comportamentos inenarráveis que se seguiram -, criou a oportunidade perfeita para o mediatismo de ocasião. As pessoas acompanharam aquela barbaridade em direto, em todos os canais nacionais de informação. Era impossível não ver, não ouvir, não formar opinião.
Agora, mais à distância, é importante percebermos (como se já não soubéssemos) a dimensão e o impacto transcendentes que o futebol tem na nossa sociedade.
Acompanhem o meu raciocínio: há muito que o país atravessa uma crise a vários níveis. Não há nada de político nesta afirmação, porque para esse peditório não dou, não dei nem darei. Mas a verdade dos factos, aquela que é absolutamente inegável, é que há muitos portugueses mergulhados num mar de desilusão e inconformismo, notório através de sucessivas manifestações de insatisfação protagonizada por várias classes profissionais. Não é de hoje nem de ontem, mas tem-se acentuado em tempos recentes, porque ter dinheiro suficiente para viver com dignidade não é coisa que assista a todos, infelizmente.
Reparem, muitos dos nossos filhos não têm aulas com qualidade. Ou não há professores para lecionar ou, quando há, estão a fazer greve ou a reivindicar (e bem) os seus direitos. E quando não é por aí, é pela via dos próprios miúdos: multiplicam-se os casos de assédio, de intolerância e bullying, tantas vezes motivados por questões mais profundas ou apenas levianas, como a necessidade imatura de gravarem tudo aquilo para partilhar e ter likes. O que isso diz dos nossos adolescentes é assustador (e a culpa não é só deles). Depois há a eterna questão dos transportes para a escola ou para o local de trabalho, quase sempre afetado por paragens levadas a cabo por maquinistas, motoristas, funcionários de barcos ou de metro.
A juntar-se a isso o gravíssimo problema da área da saúde: a crescente falta de médicos, o entupimento ou fecho de urgências, o encerramento de maternidades, o adiamento de consultas e cirurgias, a falta de resposta a casos urgentes, a greve de enfermeiros ou auxiliares, tudo junto é o caos, o verdadeiro caos, com risco para a integridade física, emocional e mental de milhões de pessoas. Pessoas que têm direito a serem bem acompanhadas, bem tratadas e bem cuidadas.
Depois, bem, depois são as estradas cortadas por agricultores insatisfeitos, as forças policiais a mostrarem a importância que têm na manutenção da ordem e da paz (é na sua ausência que se percebe a falta que fazem) e tantas outras formas que o povo encontra para mostrar o seu desespero, a sua infelicidade e incapacidade em criar as suas famílias. Os aumentos de preços nos bens de primeira necessidade, das gasolinas ou do imobiliário são apenas outros de muitos danos colaterais resultantes dessa instabilidade. E o grande problema do desespero, da exaustão e falta de saída é que alimenta radicalismos que todos dispensamos.
E no meio de tempos tão desafiantes, no meio de dias tão conturbados a vários níveis, o que é que motiva reuniões de urgência ao mais alto nível, tomadas de posição firmes, murros na mesa e decisões relevantes? O adiamento de um jogo de futebol. Contado parece piada, mas não é.
Não duvidem, o jogo da bola é um fenómeno sem paralelo. É preciso cuidar bem, muito bem dele, todos os dias, a toda a hora."

O hooliganismo existe em Portugal. No fim de semana, assim que a malha abriu um bocadinho, foi o que se viu


"Se olharmos para aquele que é o comportamento generalizado dos adeptos de futebol - os que pagam quotas, vão a estádios e acompanham as equipas - é justo afirmar que é globalmente correto.
Tenho para mim que a maioria das pessoas é bem formada, sabe estar e, com mais ou menos tolerância, mais ou menos fair-play, tem noção dos seus limites. O problema é o impacto terrível que têm os outros, a tal minoria crescente que não vai à bola para apoiar o clube nem para se divertir com os amigos.
O hooliganismo existe em Portugal. É bom que tenhamos noção disso. Pode não ter (ainda) a expressão insana que vemos noutras paragens, mas há sinais evidentes que não devemos ignorar.
Independentemente das causas sociais e políticas associadas à expansão dessa realidade, a verdade é que há cada vez mais gente que já percebeu que o futebol, espaço de massas e emoções exacerbadas, é terreno fértil para criar desordem e caos.
E, infelizmente, parece haver cada vez mais pessoas assim, sedentas de confusão e problemas. Pessoas que por terem infâncias difíceis, vidas desajustadas ou apenas mentes disfuncionais, sentem uma necessidade enorme de destruir, ofender, vandalizar ou bater em tudo o que mexe. Fazem-no com uma raiva preocupante e de forma descontrolada, sem consciência, sem controlo, sem limites.
Sem prejuízo de serem mais ou menos jovens, de terem (ou não) agenda política ou apenas precisarem do caos e desordem para legitimar a sua existência, o certo é que causam danos sérios à imagem do jogo e põem em risco a segurança de terceiros.
Têm que ser erradicadas do desporto. Não há volta a dar.
É preciso criar mecanismos ainda mais eficazes no sentido de os sinalizar, sancionar e afastar dos sítios onde estão outras pessoas que têm direito a usufruir da sua paixão, em paz e segurança, sem receio de serem agredidas à pedrada."

Sporting de Braga entre o velho modelo e um pequeno PREC


"O Sporting de Braga atrasou-se na luta por um título que não se lhe pode exigir, mas que persegue, legitima e saudavelmente. E Artur Jorge foi pela primeira vez questionado, após o empate caseiro com o Chaves e a apesar da vitória na Taça da Liga. É a vida de qualquer treinador. Mas se os adeptos sobrevalorizam resultados, aos analistas compete tentar ver mais fundo, perante um processo de reconfiguração em curso (um pequeno PREC) desde o jogo para a Taça na Luz, concretizado numa subtil mas relevante alteração tática, que começa por ser a inclusão de mais um médio com subtração de um atacante.
Ao hábito de ter Djaló e Bruma nas alas com Ricardo Horta na órbita do ponta de lança, sucede, também por força das ausências de Banza e Bruma, um alinhamento com Zalazar como médio mais ofensivo respaldado por outros dois, forçando o capitão Horta a partir mais vezes de um corredor lateral quando em ataque e também a movimentos de recuo quando chamado a participar no reequilíbrio defensivo. A questão é se a equipa está a ganhar com isso.
A grande força deste Braga de Artur Jorge esteve sempre na conjugação de dois fatores: um a intenção tática de coragem, audaciosa, de querer sempre transformar posses de bola em ataques e incluir, quando necessário, mais uma e outra unidade ofensiva; outro a qualidade (e quantidade) intrínseca dessas opções de ataque, fosse para lançar de início ou mexer com o jogo.
É que além de Ricardo Horta, Bruma, Banza e Álvaro Djaló, há ainda Abel Ruiz, Rony Lopes, Pizzi, o miúdo Roger, mesmo Zalazar e até há pouco André Horta. Poder de fogo nunca faltou, nem qualidade, do meio-campo para a frente. Daí para trás é que a realidade é outra, desde logo porque a equipa não tem tido uma dupla de centrais fiável, não só que permita subir linhas e controlar a profundidade defensiva sem sobressaltos, mas também eficaz com bola em ordem a permitir uma construção de maior qualidade.
E claro que a ausência de Al Musrati agravou mais o problema, que poucos conseguem com idêntica competência o binómio equilibrar sem bola/construir pressionado quando com ela. E também por isso foi tão útil que surgisse João Moutinho, já sem a frescura de tempos idos, mas mantendo intactas a lucidez na tomada de decisão e a competência rara na execução.
Com o regresso de Al Musrati e Bruma, mais o retorno de Niakaté e Banza após a CAN, a curiosidade será perceber o que fará Artur Jorge: se insiste no rumo atual, em que Zalazar se tornou mais influente, ou se devolve Horta às entrelinhas e volta a acelerar em simultâneo nos dois corredores laterais.
Necessariamente, a estratégia de cada jogo determinará pontualmente o melhor dos dois caminhos. Se é certo que com mais um médio e maior proteção à linha defensiva a equipa tem sofrido menos golos - mesmo se jogos caseiros com Moreirense e Chaves não possam ser testes definitivos – também é óbvio que o melhor Braga, o mais entusiasmante, foi o que voou nas asas de Bruma e Djaló, para transformar acelerações galopantes em golos de Banza e Horta.
Todas as equipas, e os seus treinadores, vivem a equilibrar quotas, de audácia e segurança. O Braga está numa interessante encruzilhada. Para sair dela, poder juntar finalmente Al Musrati a Moutinho pode ser um bom princípio, enquanto espera por resgatar o melhor Bruma. Decisivo mesmo teria sido contratar em janeiro um central de topo. Mas não aconteceu, não sei se porque não quis ou simplesmente não pôde."

Terceiro Anel: Diário...

Más companhias!!!


"Caro Diego, o “espaço e protagonismo” não se conquista com palavras, conquista-se com trabalho duro e dedicação!
Como podemos ver, pelo rumo da tua carreira, estás mais perto de virar o Fábio Paim 2.0 do que outra coisa qualquer!
São opções de vida, tu, tal como Ndour (talvez o único que vire jogador), Semedo entre outros queriam ser protagonistas sem darem o litro, para já, o resultado dessa forma de estar está à vista!
Martim Neto ainda foi a tempo de dar o braço a torcer e perceber que é com trabalho que se conquista algo!"

Zero: Tema do Dia - José Peseiro no CAN: cheira a título?

Zero: Ataque Rápido - S04E25 - Os 5 melhores treinadores do mundo

No Princípio Era a Bola - É o processo que importa, FC Porto, não o resultado. E há um adolescente que pode “marcar” o futebol na próxima década

O Cantinho Benfiquista #162 - Finally, Stress Free

Simples: Jornada 20

Lewis Hamilton perguntou à imortalidade quanta imortalidade a imortalidade tem


"O início da carreira de um desportista de talento excecional costuma corresponder a uma certa linearidade. Coloca-se o capecete, empunha-se a raquete, veste-se o fato, calçam-se as botas, utiliza-se seja qual for o equipamento e faz-se o que o corpo pede, deixa-se o extraordinário que há dentro daquele ser humano fluir, sem lhe colocar grandes barreiras.
À boleia daquela magia interior que se mostra ao mundo, começa-se a ganhar. Ganha-se uma vez, duas, 10, 20. Surpreende-se o público, testam-se os limites. Até que, num determinado momento, surgem as dúvidas. Uma derrota, o peso da monotonia, a asfixiante pressão dos holofotes.
Para quê continuar? Há aqueles que seguem atrás de uma ambição infinita, de uma constante vontade de provarem o seu valor, com uma fome que se regenera diariamente. É o caso de um certo madeirense que cumpre hoje 39 anos — mas já lá vamos.
Mas, à margem desses raros extraterrestres, é muito comum existirem dúvidas que assolam os talentos excecionais. Há quem precise de parar, mesmo quando se é uma adolescente banhada a ouro, como Simone Biles; há quem se retire precocemente, logo depois de um grande êxito, sem gasolina física e mental para seguir, como Ash Barty; há magos que deixam de ter na procura de objetivos desportivos a grande meta de vida, colocando como objetivo e prioridade a própria saúde mental, como Ricky Rubio.
Lewis Hamilton encaixa na ideia de talento prodigioso. Chegou à Fórmula 1 com 22 anos, foi campeão do mundo com 23. Ganhou 103 grandes prémios, um recorde; tem 104 pole positions, um recorde; terminou 197 vezes no pódio, um recorde; somou 4639,5 pontos, um recorde.
Até que, no final de 2021, aquele desfecho dramático em Abu Dhabi que consagrou Verstappen como campeão correspondeu ao tal momento de dúvida. Hamilton vinha de quatro títulos mundiais seguidos, conquistara seis dos derradeiros sete. Mas, ali, algo terminou, entre a perda de competitividade da Mercedes e a instauração da ditadura da Red Bull: Lewis não voltou a triunfar num grande prémio, quanto mais a lutar, de facto, pelo título.
Assim, o britânico parou nos sete triunfos no Mundial. Um recorde… partilhado com Michael Schumacher. E é aqui que os registos estatísticos se conjugam com a grande notícia do desporto mundial da última semana.
O rumor chegou em forma de bomba na manhã de quinta-feira e, no final do dia, já estava confirmado. Lewis Hamilton na Ferrari em 2025, cumprindo o que diz ser “um sonho de criança”.
O piloto mais mediático na equipa mais mítica. O sete vezes campeão a tentar o oitavo título vestido com o vermelho que consagrou Schumacher, desempatando com o alemão. Uma viagem mútua de reconciliação com o êxito, com Hamilton a devolver-se à glória enquanto a traz de volta, também, para a Ferrari, que não vê um piloto vestido do vermelho mais mítico do desporto motorizado ganhar o Mundial desde Räikkönen, em 2007.
A minha camarada Lídia Paralta Gomes, com uma expertise em Fórmula 1 que o autor desta Newsletter não possui, explicou esta tentativa de viagem rumo à imortalidade do britânico. Ah, entretanto há uma temporada por disputar, uma época de 2024 em que se realizará o campeonato que, antes de começar, já todos querem que acabe, porque o prato principal vem em 2025.
Quando o talento deixa de ganhar, quando as dúvidas surgem, é preciso reagir. Pode-se parar ou continuar, duvidar ou reforçar certezas. No caso de Hamilton, é como se ele dobrasse a aposta, fosse à procura de algo ainda maior.
Ganhar um título com a Ferrari seria uma brutal mistura de história e glória, uma conjugação rara de acontecimentos: isolar-se como maior campeão da Fórmula 1, fazendo-o à boleia do monolugar mais mítico, guiando-o de novo rumo aos êxitos que parecem esquecidos.
Na música “Imortais”, do álbum “System” de ProfJam em parceria com benji price, canta-se que a “Final fantasia é viver com imortais”. Hamilton, lenda incontestada do desporto mundial, vai testar os limites dessa condição não humana, viajando pelas fronteiras da eternidade, explorando-a, procurando que ela vive nela. Foi a forma que encontrou para, a meses de cumprir 40 anos, continuar a acelerar."

3x4x3, excerto...

Total, excerto...

Benfica FM #263 - Gil Vicente...