Últimas indefectivações

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Núm3r0s d4 S3m4n4


"5
Atletas do Benfica medalhados no Campeonato de Estafetas. Todos de bronze (4 por Portugal; 1 pelo Equador);

9
O basquetebolista Bryce Alford fez um jogo inacreditável em Oliveira de Azeméis, frente à Oliveirense, ajudando a equipa a selar o apuramento para as meias-finais dos playoffs da Liga Placard. Concretizou 9 lançamentos triplos (em 'apenas' 11 tentativas), perfazendo uma impressionante percentagem de 81,8%. Curiosamente já havia feito 9/11 nos 3 pontos pela UCLA, num jogo do campeonato universitário americano frente à SMU, na qual pontificava o agora colega Nic Moore. Não me recordo de ter havido, desde o Carlos Lisboa, qualquer jogador do Benfica a anotar mais de 9 triplos numa partida. O melhor jogador português de todos os tempos fê-lo, pelo menos, 5 vezes (10 - 4 vezes; 11 ao Phillips Milano);

91
Golos de Pizzi pelo Benfica em competições oficiais, o que o coloca na 23.ª posição do ranking de goleadores de águia ao peito. No campeonato nacional marcou por 62 vezes, igualando o registo do 21.ª, o avançado Jordão;

196
Jogos de Grimaldo em competições oficiais pelo Benfica, os mesmos que Samaris. O lateral espanhol já tem só 3 colegas no plantel que representaram o Benfica em mais 'jogos oficiais'. São eles Pizzi, Jardel e André Almeida;

279
16 anos e 179 dias, a idade com que Cher Ndour se estreou pela equipa B, sendo agora o mais novo de sempre a estrear-se nesta equipa benfiquista em competições oficiais. João Félix era o anterior recordista;

325
E Pizzi voltou a subir na lista dos jogadores com mais 'jogos oficiais' pela equipa de honra do Benfica. Passou a ser o 21.º mais vezes utilizado, a par de Pietra.

*Não inclui o Benfica-FC Porto"

João Tomaz, in O Benfica

Impedidos de ganhar


"O que ficou explícito em campo foi uma dualidade de critérios em matéria disciplinar, com um segundo amarelo perdoado aos 80 minutos a Pepe, seguido de uma anulação de uma jogada de golo. Uma dupla penalização para o Benfica, com influência no resultado. Nem amarelo, nem jogada de golo, quando já antes, em situações similares, o árbitro tinha deixado prosseguir a marcação da falta.
A ausência de segundo amarelo é ainda mais incompreensível se tivermos em conta o lance da admoestação imposta a Weigl, logo na primeira parte.
Desejamos a Artur Soares Dias as maiores felicidades no Campeonato da Europa, mas se não consegue ser imparcial e se sente condicionado a apitar jogos do Benfica diante do FC Porto, à imagem do que aconteceu ontem e no passado, iniba-se desse encargo.
Quanto ao resto, Jorge Jesus deixou claro que "foi um bom jogo para quem assistiu, face à emotividade e às oportunidades de golo". O nosso treinador salientou também a atitude dos jogadores, "porque souberam passar para uma fase melhor na partida, mesmo depois do golo sofrido". "Fomos à procura do 2-1 e tivemos muitas oportunidades. A equipa fez tudo para ganhar o jogo", vincou.
Jorge Jesus destacou ainda "o calor e carinho dos adeptos desde o Seixal até ao Estádio da Luz, mesmo sabendo que já não podíamos ser campeões". "(…) Eles mereciam que tivéssemos somado uma vitória para lhes oferecer. Foi bonito de ver este apoio, todos unidos e juntos."
Competirá agora a todos nós continuarmos a centrar esforços, se possível, na aproximação ao segundo posto e na conquista da Taça de Portugal, cuja final, com o Braga, está agendada para o dia 23 de maio, às 20h30.
De Todos Um, o Benfica!"

SL Benfica 1-1 FC Porto: Um ponto que isola (ainda mais) o líder


"A Crónica: É O Chamado Ponto Nulo, Certo?
Era dia de decisões para os lados do Estádio da Luz. Com olhos postos em objetivos completamente diferentes, águias e dragões protagonizavam um clássico que há muito não se via. Digamos que era dia de exame decisivo do “cadeirão” da faculdade para o FC Porto, enquanto que o SL Benfica era o aluno que veio só com a caneta. Não tinha nada a perder e vinha para uma melhoria de nota (e da época, a nível desportivo).
O exame estava complicado para os dois alunos. Talvez, tivessem estudado tanto as duas formações e não realmente aquilo que estava no formulário. Acontece, falando por experiência própria. Mas houve um quem se destacou com criatividade. Podia não ter os valores todos, mas o suficiente para ter quase todos nesta pequena pergunta. Everton foi-se desfazendo em camadas enquanto passava pelos jogadores portistas e marcou um “golaço”. O que vinha somente com a caneta… Ia na frente.
Artur Soares Dias ainda apontou para a marca de grande penalidade devido a uma falta de Manafá sob Rafa, mas João Pinheiro (o VAR desta partida) ajudou o árbitro principal. Havia fora de jogo por 19 centímetros no início da jogada no passe de Pizzi para o 27 encarnado. O intervalo deste exame decisivo mostrava o 1-0 para o aluno que vinha só com a caneta, ou seja o SL Benfica.
O segundo tempo começou com nova penalti assinalado e bem João Pinheiro a ajudar Artur Soares Dias. Diogo Gonçalves caiu na grande área portista, mas não havia de todo falta e muito bem ajuizado por parte do VAR desta partida.
O FC Porto ia estando melhor na partida e estava com intenções de querer algo mais deste exame importante. As alterações que Sérgio Conceição fez mexeram com o jogo e falando mais de João Mário “temperou” bem o lance para o colombiano Uribe marcar um belo golo. Sem hipóteses para Helton Leite que pareceu estar mal posicionado para defender.
Os minutos finais foram escaldantes e ao nível de um grande clássico. Aos 93 minutos, os encarnados introduziram a bola na baliza de Marchesin, mas o lance acabaria invalidado por fora de jogo de Darwin nos inícios da jogada. Era um golo que sentenciava a partida e lançava o SL Benfica para mais próximo do FC Porto na classificação, no entanto, ficou tudo na mesma. Passaram ambos os alunos com 9,5 valores e com um sorriso na cara mais daquele que vinha na frente do que propriamente o que não tinha nada para perder.
É um empate que dá mais alegrias ao Sporting CP que está apenas a uma vitória de se tornar campeão nacional. Mantém-se tudo igual na diferença pontual de quatro pontos entre encarnados e portistas. O FC Porto que mantém a melhor posição para entrar diretamente na Liga dos Campeões. Um jogo interessante após o golo do Everton e os minutos finais.

A Figura
Everton – Está a mostrar que o seu rendimento está a melhorar e está a adaptar-se melhor tanto ao jogo europeu como às ideias de Jorge Jesus. Tem de ainda melhor alguns aspetos na decisão do último passe para os colegas que podiam ter mais ocasiões de perigo durante o jogo. Está a crescer e ainda bem para os encarnados e para o treinador. Dar um destaque também a João Mário (FC Porto) que entrou muito bem no jogo.

O Fora de Jogo
Mehdi Taremi – Podia e devia ter feito muito melhor com as oportunidades que foram criadas e a mais clamorosa a que Moussa Marega criou quando ainda estava 0-0. Acabou por ser mais muito anulado por parte dos três centrais do Benfica e não apareceu tanto como gostaria neste jogo. Também dar um destaque pela negativa de Haris Seferovic e Pizzi, que também não estiveram de todo ao nível do que este clássico pedia.

Análise Tática – SL Benfica
Depois de Otamendi não estar disponível no jogo de Tondela, tudo de volta ao que Jorge Jesus quer tentar implementar nos encarnados. Tínhamos de novo a aposta de três centrais (Lucas Veríssimo, Otamendi e Vertonghen) e havia um 3-5-2 ou 5-3-2 que já é habitual vermos nas águias. O Benfica a ter também alterações, mas apenas três e do meio-campo para trás: Julian Weigl, Nicolas Otamendi e Diogo Gonçalves.
As águias estavam a tentar ter mais posse de bola e também a construir a partir de trás com os seus três centrais com ajuda dos laterais Diogo Gonçalves e Alex Grimaldo. O jogo dos encarnados parecia passar pelo lado direito e, principalmente, com bola longa para Diogo Gonçalves. Na primeira bola de jogo interior que o SL Benfica faz conseguiu marcar um golo.
O Benfica ia mostrando muitas dificuldades a nível defensivo, sobretudo no lado esquerdo com Grimaldo a ser muito fustigado pela velocidade de Marega. Na segunda parte, a retificar mais esta questão e a alterar o seu sistema tática para o 5-4-1, onde apenas Seferovic era o jogador mais ofensivo dos encarnados. Isto mostrava uma equipa ainda mais defensiva e a procurar cada vez mais os erros adversários.

11 Inicial e Pontuações
Helton Leite (5)
Diogo Gonçalves (6)
Lucas Veríssimo (6)
Nicolas Otamendi (6)
Jan Vertonghen (5)
Alex Grimaldo (5)
Julian Weigl (5)
Pizzi (4)
Rafa Silva (6)
Everton (6)
Haris Seferovic (4)
Subs Utilizados
Gabriel (5)
Adel Taraabt (5)
Darwin Nuñéz (5)
Gilberto (-)
Pedrinho (-)

Análise Tática – FC Porto
Sérgio Conceição fez muitas alterações para possivelmente o jogo da época para os dragões e foram cinco jogadores novos no onze inicial. Pepe e Zaidu voltaram às suas posições caraterísticas, Sérgio Oliveira voltou a ser dono e senhor do meio-campo e Marega a fazer companhia a Taremi na frente de ataque. A grande surpresa (ou não) era a entrada de Luis Díaz para a ala esquerda.
Tínhamos um 4-4-2 que foi variando muito em relação aos momentos do jogo, principalmente a nível defensivo havia alguns jogadores a controlar algumas zonas do terreno enquanto que outros estavam sempre a cair em cima de jogadores pré-definidos. Luís Dias dava uma ajuda no lado esquerdo devido à subida de Diogo Gonçalves. Nestas situações os dragões variavam entre um 5-3-2 e o 5-2-3.
Na segunda parte, a partir dos 69 minutos, os portistas começaram a jogar com três defesas atrás (Manafá, Pepe e Mbmeba) e passou a jogar num 3-4-3 no momento da pressão. Neste momento, João Mário ia variando entre lateral e médio. Já a nível ofensivo, ia mantendo um 4-3-3 com, agora, Manafá à esquerda e João Mário à direita.

11 Inicial e Pontuações
Augustin Marchesin (5)
Manafá (5)
Chancel Mbemba (5)
Pepe (6)
Zaidu (6)
Sérgio Oliveira (5)
Matheus Uribe (5)
Otávio (5)
Luis Díaz (6)
Moussa Marega (6)
Mehdi Taremi (4)
Subs Utilizados
Toni Martinez (5)
João Mário (6)
Evanilson (-)
Francisco Conceição (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível fazer questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.
FC Porto
O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, não compareceu na sala de imprensa do Estádio da Luz."

Providenciar contra o espetáculo e acautelar um título de campeão


"Muitas faltas, paragens e intervenções do VAR depois, Benfica e FC Porto acabaram empatados (1-1) em mais um jogo entre grandes como é clássico haver em Portugal: a providenciar em cautela e não tanto em espetáculo. E, agora, o rival de ambos já só precisa de dois pontos em três jornadas para ser campeão nacional

Tivesse o futebol as redondezas do juridiquês e pescaríamos ainda menos das suas mundividências, lá se via a bola e chutar-se-ia antes em quadrados, hexágonos ou um polígono generoso em lados, porque não é de leviandade que se fala, nem de um receio qualquer, é de um “sério receio de que alguém lhe venha a causar uma lesão grave e dificilmente reparável ao seu direito”, no caso é o de Sérgio, poderia ser o de Rúben ou quiçá o de João.
Perdoem o abuso, é só mais uma linha ou outra de paciência, mas a definição de providência cautelar da Fundação Francisco Manuel dos Santos importa, por estes dias, cá no futebol do burgo, pois o que é hoje punição amanhã é ordem de soltura e as consequências dos atos ficam para quando der mais jeito, o FC Porto tem o treinador presente na Luz para um jogo a que se chama clássico por direito, não propriamente pela meritocracia de espetáculo.
Aos 14 segundos já Weigl derrubava Díaz, antes dos dois minutos era o alemão a ser parado e o terceiro minuto ainda nem se cumprira quando Zaidu se atirou aos pés de Rafa, faltas e mais faltas, ao intervalo havia 19 e muito haveria para teclar sobre a clássica costela faltosa destes jogos que se tapa com o chapéu da garra, intensidade, vontade e querer onde, muitas vezes, falta sombra onde a bola possa rolar.
Ela vai pouco, muito pouco, ao meio de cada metade do campo na Luz e sobretudo na defendida pelo FC Porto, que cerra os espaços entre linhas e tapa o corredor central. O Benfica faz a primeira parte sem encontrar uma receção de Seferovic, de costas voltadas à baliza, para servir de apoio às deambulações de Rafa ou Everton à beira-área, Pizzi só tem bola de frente para o jogo quando se aproxima dos alas e nem Weigl, no início das coisas, tem segundos para ordenar os passes da equipa.
O FC Porto pressiona em cima cada saída da área ou lançamento lateral feito lá perto, aí o bloco é alto, apenas o baixa para a linha do meio-campo das vezes que o Benfica recicla uma posse de bola e a devolve aos três defesas. São raras, serem os centrais e os alas quem mais toques somam em 45 minutos explica-se pelas amarras que os condicionam e, coletivamente, a equipa de Jorge Jesus nada resolve.
O desequilíbrio surgiu com Everton, dançarino de pés soltos para se livrar de Uribe e Mbemba num cubículo, tabelar com Seferovic e, perante o socorro de Pepe, rematar-lhe a bola por entre as pernas e 1-0 é o resultado a partir dos 23’. Mas, antes e depois, é o FC Porto a forçar com a sua habitualidade - consegue, em três tentativas, lançar Marega no espaço entre central e ala/lateral, por onde há épocas é arremessado para a profundidade. Grimaldo e Vertonghen, contudo, são surpreendidos.
Os cinco remates do FC Porto não acertam no retângulo com redes e dois cruzamentos se veem em que o triz lhe escapou na área - Taremi, nas costas de Veríssimo, desvia uma bola na direção oposta à baliza e, depois, Helton Leite antecipou-se nas últimas a Marega - enquanto o Benfica, nas raras descobertas de espaços, apenas os avista em transições rápidas, sempre na ressaca de cantos ou bolas paradas do adversário. É um clássico de muitos clássicos passados, com a pitada de modernidade do VAR anular um penálti (de Manafá sobre Rafa) por fora-de-jogo.
A pressa acresceu para o FC Porto na segunda parte e os primórdios da retoma do jogo mostraram-no, Otávio e Luis Díaz já muito mais projetados para forçarem duelos com os alas e a equipa, com os minutos, a esburacar a sua capacidade para reagir às bolas perdidas. E o Benfica foi ligando mais contra-ataques, mais transições para lançar Rafa e Everton na pradaria onde, embalados, mais rendem para decidirem jogadas sozinhos.
Essa tendência nem 15 minutos duraria, mas tempo houve para o VAR, de novo, rever um pretenso penálti (de Zaidu sobre Diogo Gonçalves). Feita a hora de jogo e tudo se encruzilhou como na primeira parte, as faltas, as paragens, os ressaltos e nem cinco passes a serem ligados por alguém no meio-campo contrário. O Benfica dependia dos improvisos de Everton, o FC Porto deixou de se ligar às diagonais típicas de Marega e o maliano até sairia de campo quando a equipa já só ameaçava quando a bola parava para alguém a curvar área dentro.
E de um livre de Sérgio Oliveira com ricochete na barreira seguiu-se para o canto cortado da área, cuja ressaca foi até à direita e a João Mário, o novato desaparecido dos campos da equipa principal desde 13 de fevereiro, que se livrou da precipitação de Taarabt, voltou a cruzar a bola e o jeito no pé direito de Uribe empatou (75’) as coisas, que só no crepúsculo deixaram de ser tão clássicas.
Ao quarto de hora de encolhimento do Benfica - desmanchado, apenas, para crateras de espaço em que a transição rápida fosse garantida - e da insistência sem maneiras do FC Porto - incapaz de chegar à área contrária por outras vias que não massacrar a linha defensiva com movimentos de rutura e bolas no espaço - sucederam-se uns minutos de desconto, condignamente assim chamados para descontar algo na fatura de mais um clássico sensaborão.
Aí, houve a vertigem de um contra-ataque terminado com uma bola na barra, rematada por Taarabt e desviado por Marchesín; viu-se um remate de Luis Díaz da entrada da área; e outra transição rápida fez Darwin (perigoso acabar, com correrias nas costas do lateral João Mário) atrasar um passe para Diogo Gonçalves o remeter para Pizzi, à direita, disparar de primeira o que parecia ser o 2-1. O rejúbilo dos da casa foi adormecido por outro fora-de-jogo visto pelo VAR.
Já era tarde, o 1-1 ficou, o penúltimo clássico da época a terminar como tantíssimos outros e a contribuir, talvez, para que o derradeiro dos jogos há muito habituais em Portugal seja irrelevante, na prática - quando o Sporting entrar no Estádio da Luz, a uma jornada do fim, já poderá ser campeão nacional como não o é há 19 anos. Porque este empate requer ao rival de Benfica e FC Porto apenas dois pontos em nove possíveis para garantir o título.
Tudo numa época de tribunais e juridiquices e recursos a serem jogadores num jogo que, em Portugal, providencia cada vez mais pitadas de extrafutebol, quando toda a gente ficaria a ganhar se o destinatário dos acautelamentos fosse, de facto, o futebol."

Via Verde


"Que seja um clássico entre o Benfica e o FC Porto a possibilitar ao Sporting a vitória na I Liga não é, convenhamos, um cenário muito contemporâneo. Contudo que melhor desfecho para espelhar aquela que foi uma época em que o leão, passo a passo, jogo a jogo, foi ofuscando aquela que se previa a normal luta pela hegemonia dos anos anteriores? E agora que já vamos em maio, e que o Sporting só precisa da vitória caseira frente ao Boavista para se sagrar campeão nacional, parece bem distante aquele período de tempo entre o FC Porto conquistar o título e o Benfica ter ido buscar o afamado Jorge Jesus ao Rio de Janeiro. Dessas duas parangonas (Porto campeão e Benfica com o regresso do seu treinador mais titulado) se criou a expectativa de que este clássico marcado para a jornada 31 seria aquele que mais peso teria nas contas do título. E, ironicamente, acabou por ser este mesmo clássico não só a dar a possibilidade de o Sporting voltar ao Marquês, como a espelhar o porquê de serem os leões a equipa que comanda, destacada, o campeonato.
Não que o jogo não tivesse tido qualidade, e não que quer Benfica, quer FC Porto sejam equipas banais, mas se olharmos ao que foi o resultado e o jogo jogado que o criou, rapidamente se reparará que a eficácia do líder foi, e será, determinante nas contas finais do título. Isto porque se olharmos para a equipa que segue (seguia?) na perseguição, rapidamente repararemos que está lá a intensidade, a competitividade, a organização que formam um colectivo capaz de ir à Luz e mandar na maior parte do jogo, omo capaz, por exemplo, de conseguir 11 remates dentro da área adversária , como ainda também de ir ganhando de dividida em dividida a bola necessária para ir dominando e criando o suficiente para merecer ter outro conforto e, claro está, outro resultado. Um domínio que (sabemos agora porque assistimos aos 15 minutos finais) foi claramente consentido por um Benfica que se viu em vantagem sem que muito tivesse feito para isso. Foi o golo de Cebolinha (23′) que pareceu dar um ordem de recuo, de espera, que ajudou em muito a que o FC Porto fosse crescendo até à baliza de Helton. Já antes disso os dragões tinham dado um ar da sua graça mas, até aí, com uma só rota definida para o fazerem: Marega a fugir a Vertonghen.
Aí, numa altura em que o jogo estava mais dividido, os azuis-e-brancos encontraram ocasiões na área para colocarem em xeque o 343 de Jorge Jesus. A diferença é que o Benfica ia conseguindo manter os portistas mais longe de Helton, fruto da tentativa (já vista no Dragão) de igualar a intensidade do (ainda) campeão nacional. Mas depois de Díaz rematar ao lado (4′), de Uribe ter uma boa oportunidade dentro da área (9′) e de Taremi não conseguir emendar um cruzamento de Marega (20′), Cebolinha fez das suas e do quase nada criou uma vantagem que alterou a estratégia encarnada. E a partir daí, muito se poderá elogiar a postura mais expectante e venenosa do Benfica, até porque numa ou outra transição (e elas apareceram) o 2-0 mataria o jogo. Mas, em abono da verdade, esse recuo deu ao FC Porto a possibilidade de se ir chegando perigosamente até Helton num assédio que nada abona em favor desse passo atrás.

Na imagem duas notas importantes sobre os minutos iniciais: FC Porto a procurar a direita (provocar Verthongen com Marega) e Benfica a fechar saída dos portistas com agressividade


Manafá também a criar pela direita portista

Isto porque até ao golo de Everton, o FC Porto ia tendo mais dificuldades para se impor e fazer a bola chegar limpa ao último terço. Mas depois, só a falta de eficácia na finalização poderá explicar que ao domínio se juntasse o resultado. E ironicamente o que realça a importância desse recuo do Benfica para se explicar o jogo acaba por ser… o golo portista. É que depois de Uribe se redimir do falhanço da 1.ª parte, o Benfica voltou a um registo mais adiantado, mais de pressão alta e conseguiu ter a bola necessária para meter em sentido o FC Porto. Em contrapartida, os dragões viam-se agora com muito mais dificuldades para sair limpo e se estabelecerem onde durante a maior parte do jogo tinham estado. Ainda por cima, depois do golo de Uribe ter validado a aposta de Sérgio Conceição em João Mário para a ala direita (ele que serviu Uribe e criou mais um par de calafrios à linha defensiva do Benfica), foi a vez do jogo dar razão a Jorge Jesus – que meteu Darwin a esticar por essa ala. E aí sim, o jogo foi de todos e não foi de ninguém – o que é explicado facilmente pelo facto de as duas equipas terem tido oportunidades para chegar à vitória mas nenhuma ter conseguido a pizzadela final.

Benfica-FC Porto, 1-1 (Everton 23′; Uribe 75′)

Daqui, Cebolinha criou um golo. Fantástico!


Depois do golo de Cebolinha, FC Porto encontrou outras rotas e conseguiu mais presença junto ao último terço


João Mário a ganhar a aposta na ala direita, encontrou Uribe (sozinho) no coração da área. O FC Porto ganhou 8 cantos na 2.ª parte (o que mostra a proximidade do último terço) mas só neste (numa bola que sobra) conseguiu criar real perigo (e golo)



Com o FC Porto sem discernimento para evitar transições, a entrada de Darwin e a presença que deu à ala esquerda esteve a centímetros de ser determinante – por duas vezes!"

Verdade, não foi nada de especial


"É um fora-de-jogo de 19cm (alegadamente) que resultava em penalty ou expulsão do Manafá.
É um fora-de-jogo de 30cm (alegadamente), medido no braço do jogador, para anular um golo aos 92.
É uma expulsão perdoada ao Sérgio Oliveira na primeira parte.
É uma expulsão perdoada ao Pepe que se via da lua, isto quando o primeiro amarelo é para lesionar.
É um golo anulado nessa mesma jogada para...não dar cartão amarelo.
Foram vários momentos como esse, em que apita claramente para evitar contra-ataques nossos.
É um livre perigoso e amarelo por mão do Manafá que também se viu da lua.
Foram todos os cantos e lançamentos oferecidos ao Porto e roubados ao Benfica a partir dos 60’.
Foi um 8-3 em amarelos e 20-13 em faltas contra uma a mil vezes mais agressiva e caceteira que nós. 
Foi um marcar faltas no nosso meio campo sempre que um jogador do porto se deitava no chão.
Foram amarelos para condicionar jogadores chave à primeira falta, como o do Weigl.
Foi um penalty anulado discutível, pior do que muitos dos marcados ao Porto.
Até acho que foi uma arbitragem normal, do “melhor árbitro português”.

Créditos: Kampz do fórum SerBenfiquista.com"

Homem do jogo de hoje. Parabéns à Liga Portugal.

 

Polvo das Antas, in Facebook

Estrela da companhia!


"Artur Soares Dias parecia o N'Golo Kanté a travar o contra ataque da equipa adversária.
Que categoria do habilidoso!"

Rescaldo...

Benfica After 90: Corruptos...

Bello: Corruptos...

Directo: Benfica - Corruptos...

Tóquio #11: Catarina Costa...

Tóquio 2020: os Jogos mais condicionados da história


"O Comité Olímpico Internacional (COI), o Comité Paralímpico Internacional (CPI) e o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 (Tóquio 2020) realizaram ontem uma sessão explicativa sobre a segunda versão dos Playbooks para os Jogos de Tóquio.
O Playbook, documento que surgiu na sua primeira versão em fevereiro de 2021, é um recurso em forma de manual que descreve as responsabilidades pessoais que os principais intervenientes nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos devem assumir para desempenhar o seu papel, garantindo eventos seguros e bem-sucedidos no próximo verão.
Estes Playbooks foram criados para cada um dos grupos intervenientes nos Jogos – Atletas e Oficiais; Federações Internacionais; Imprensa; Emissores Oficiais; Parceiros de Marketing; Família Olímpica –, que terão de seguir diretrizes específicas adaptadas às suas necessidades operacionais individuais.
O conjunto de Playbooks fornece uma estrutura de princípios básicos que cada grupo terá de cumprir antes de viajar para o Japão, ao entrar no Japão, durante a estadia no Japão e ao regressar ao país de origem. Eles fornecem orientações e definem parâmetros que permitirão às pessoas e organizações avançar no devido planeamento da sua participação.
A segunda versão dos Playbooks contém mais informações e detalhes sobre as regras a cumprir, mas muito do planeamento específico permanecerá em aberto até à terceira e última atualização que sairá em junho. Após a proibição de espectadores estrangeiros, os organizadores dos Jogos anunciaram que a decisão sobre se os espectadores serão permitidos nas instalações olímpicas e paralímpicas - e, se for o caso, quantos - será tomada em junho.
Algumas das medidas mais importantes estabelecidas na segunda edição dos Playbooks incluem a exigência de dois testes COVID-19 para todos os participantes nos Jogos antes da sua ida para o Japão, testes diários para Atletas e Oficiais, testes diários por um período de três dias para todos os outros participantes após a sua chegada ao Japão e proibição de usar os transportes públicos para todos os participantes durante a sua estadia no país. Todas as partes interessadas estão ainda obrigadas a monitorizar o seu estado de saúde nos 14 dias anteriores à ida para o Japão e a detalhar, com 30 dias de antecedência, o seu plano de atividades durante os primeiros 14 dias após a entrada no Japão.
Embora a vacinação contra a COVID-19 seja fortemente recomendada, os Playbooks afirmam que não será um requisito para participar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio. Todas as regras descritas serão aplicadas independentemente de o participante ter ou não recebido a vacina.
Os Jogos Olímpicos de Tóquio estavam marcados para começar no dia 24 de julho de 2020. No final de março do ano passado, devido à pandemia do novo coronavírus, o COI e os organizadores japoneses anunciaram que o evento seria realizado um ano depois. Grande tem sido a determinação do COI em levar adiante os Jogos desde então, apesar das preocupações mundiais com a COVID-19.
Sobre a criação destes manuais, o Diretor Executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi, referiu: “Ao comprometermo-nos a seguir os Playbooks, seremos mais fortes juntos. Em troca, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 serão lembrados como um momento histórico para a humanidade, o Movimento Olímpico e todos aqueles que contribuíram para seu sucesso ”.
Da parte do Comité Olímpico de Portugal, estamos comprometidos a cumprir com a nossa parte e tornar Tóquio 2020 um evento seguro e memorável, nestes que serão os Jogos mais condicionados da história."

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Vermelhão: Frustrante...


Benfica 1 - 1 Corruptos


Além do recorde mundial de menos penalty's numa época, ainda vamos bater o recorde mundial de decisões revertidas pelo VAR (penalty's e golos)!!! E assim, o 3.º lugar parece 'garantido', com uma pré-qualificação para a Champions em Agosto, o que irá condicionar toda a pré-época do Benfica...

Jogo esperado, o Benfica a tentar jogar futebol, com saídas de bola no pé, e os Corruptos a fazerem faltas constantes, com uma agressividade muito acima do normal, mas com a consciência de nunca seriam expulsos... nem precisaram de baixar os níveis de agressividade na eventualidade de levarem um Amarelo! Este tipo de jogo dos Corruptos, que torna os jogos feios, mal jogados, e que tanto 'encantou' os Ingleses, só é possível com a impunidade que os apitadeiros lhes dão...

Com a pressão alta dos Corruptos, quase sempre faltosa, o Benfica acabou por ter muitas dificuldades em sair... mas conseguimos marcar primeiro, e isso mudou a dinâmica da partida! Pois, a responsabilidade de procurar o resultado, passou a ser dos Corruptos, e assim as estatísticas da 'posse' acabaram por cair para o lado dos Corruptos! O Helton foi obrigado a algum trabalho, com uns Corruptos a atacarem sempre da mesma forma: bolas para a velocidade do Marega, ou bolas paradas... e foi numa ressaca de um pontapé de canto, que sofremos o golo do empate!

A saída do Weigl (com um Amarelo ridículo, perigoso sendo jogador do Benfica...), acabámos por dar espaço ao adversário, numa zona proibida! Mas até reagimos bem ao empate, e em contra-ataques rápidos nos últimos minutos criámos muito perigo, e mereciamos ter chegado à vitória... Tivemos uma bola nos ferros, e duas bolas dentro da baliza ambas anuladas, uma pelo árbitro e outra pelo VAR nos últimos minutos, isto com mais uma expulsão perdoada ao Pepe pelo meio...!!!

Não se pode analisar este tipo de jogos, sem ponderar o facto das regras não serem as mesmas para as duas equipas. A agressividade que os Corruptos, só é possível porque a intimidação e a corrupção resultam... Terminámos o jogo, com mais faltas 'contra' e com 8-3 em Amarelos 'contra'... isto numa partida, onde o Sérgio Oliveira o Otávio e o Pepe deviam ter ido para a Rua... sendo o único erro 'favorável' ao Benfica, um Amarelo não mostrado ao Grimaldo!!!

Em relação aos fora-de-jogos: mais dois lances anulados por foras-de-jogo de 'frame'!!! Um penalty e um golo 'anulado'!!! No lance do Rafa, a falta até começa fora da área, com um bloqueio do braço, depois houve um toque na perna, e depois um empurrão... Sem o fora-de-jogo, dentro ou fora da área, seria sempre Vermelho directo, pois o Manafá nunca tentou jogar a bola... mas o Amarelo, já 'lá estava'!!!
No lance com o Darwin, o mais 'engraçado' além do frame escolhido, é a determinação da linha no ombro do Pepe, o que deixa o pé e a cabeça do Pepe em 'fora-de-jogo'!!! Aquilo que 'não conta' são os braços, agora a cabeça e o pé 'contam'... mas para o VAR, hoje, não contaram!!!

Dentro destas variáveis, acabámos por fazer um jogo razoável (dentro do que temos feito esta época), ainda com a condicionante de termos jogado com o Pizzi a '8', devido à recente lesão do Taarabt, que é o jogador com mais rodagem no lugar esta época!

A Lagartada será provavelmente campeã na próxima jornada, assim o derby será para cumprir calendário, mas o Benfica não pode relaxar, pois temos a Final da Taça de Portugal, é preciso chegar a Coimbra, com todos os jogadores com ritmo e sem lesões...

Derrota no 1.º jogo...

Sporting 92 - 86 Benfica
19-24, 19-24, 20-13, 34-25

Derrota ingrata, estivemos na liderança praticamente durante 38 minutos, e quando mais importava, voltámos a falhar... a dependência excessiva dos Triplos voltou a ser determinante, quando deixaram de entrar...!!!
O Sporting tem sido a equipa mais regular, hoje até jogou abaixo do que pode, e mesmo assim, com uma vantagem controlável, não conseguimos vencer. Os prognósticos para os próximos jogos não são bons...

Confiança para o clássico


""O Benfica está superconfiante face ao que tem feito, principalmente nesta segunda volta do Campeonato", começou por dizer Jorge Jesus acerca das expectativas para o clássico, na Luz, com início agendado para hoje, às 18h30.
A nossa equipa chega a este embate na sequência de nove triunfos nas últimas dez jornadas, incluindo vitórias nas visitas ao Braga e Paços de Ferreira, 4.º e 5.º classificados, respetivamente, naquele que está a ser um dos melhores períodos da temporada para os comandados de Jorge Jesus. 
Independentemente do contexto ou do adversário, o objetivo de uma equipa benfiquista é sempre ganhar. Há a "obrigação" de vencer todos os jogos, conforme afirmou Jorge Jesus. E tal, obviamente, não sofre qualquer desvio no que respeita ao desafio deste final de tarde com o FC Porto.
Jorge Jesus considera que os clássicos são "sempre grandes duelos de parte a parte, sempre com um resultado imprevisível" e que a classificação é irrelevante para se tentar projetar o desfecho de jogos entre dois dos habituais candidatos ao título. O nosso treinador acredita que "vai ser um jogo bem disputado e equilibrado", o que "se enquadra no que é um jogo entre duas grandes equipas".
Somar os três pontos significará uma aproximação ao segundo posto da classificação, o qual dará acesso direto, na próxima temporada, à fase de grupos da Liga dos Campeões, o que leva Jorge Jesus a afirmar, também por isso, que "é um jogo importante para ambas as equipas" e que a possibilidade de vitória "é 50 por cento para cada".
Estão lançados os dados, restando-nos desejar que seja um grande jogo de futebol protagonizado por três grandes equipas em campo, e que, no final, a vitória sorria para as nossas cores.
De Todos Um, o Benfica!

P.S.: Ontem passámos às meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional de hóquei em patins, ao eliminar um dos candidatos ao título, a Oliveirense. Depois de perdido o primeiro embate na série, a nossa equipa demonstrou a sua competência nos dois jogos seguintes, consumando o apuramento. 
Gostaríamos ainda de enaltecer o percurso da futebolista Darlene no Benfica, agora que foi anunciado que Clube e jogadora optaram pela não renovação do contrato que os liga. O perfume do seu futebol e o contributo indelével para o sucesso benfiquista nos primeiros passos dados na vertente feminina de futebol jamais serão esquecidos. Obrigado!"

Lanças...

Memória: Corruptos...

Benfica à Benfica - Ronaldo...

15-1 !!!


"São 15. Contra 1. 15 penaltis a favor do Calor da Noite. 1 a favor do Benfica. As imagens falam por si. Vivemos num campeonato à parte. E a nomeação de Soares Dias para amanhã não augura nada de bom neste aspecto. Da parte do Benfica, ninguém está preocupado. Desde Outubro 2020, o Presidente Luis Vieira falou zero vezes deste lodo total em que está transformado o futebol Português, pelo que está tudo bem então! O problema devemos ser nós."

O Cantinho Benfiquista #52 - Há Muito Futebol Fora Das 4 Linhas

Mercado regulará futebol


"Mas não acredito que sejam as organizações clássicas do futebol europeu a resolver o assunto. A não ser que consigam influenciar os mercados do sector.

Foi-me muito útil ouvir um comentador desportivo na TV, pareceu-me que favorável ao novo campeonato dos grandes, apesar da todas as oposições, explicar que o dito campeonato novo se devia ao estilo americano de muitos novos patrões dos clubes grandes, sobretudo ingleses (que constituem a sua esmagadora maioria), ricaços norte-americanos, que procuram trazer o estilo do seu país para a Europa.
Claro que eu prefiro o estilo europeu, que me parece mais humano e realista, enfim, francamente melhor. Assim, como pelo vistos, a maioria dos adeptos europeus.
Mas depois do vaivém das opiniões, quem regularizará as coisas serão os mercados. E se houve recuo agora, ninguém põe as mãos no fogo pela sua durabilidade. Se as Tvs e o público forem principalmente atrás dos jogos dos Grandes, estes ganharão a sua aposta. Se não forem, não lhes auguro futuro nenhum, de qualquer maneira. Quanto durará a Revolução dos Adeptos?
Mas não acredito que sejam as organizações clássicas do futebol europeu a resolver o assunto. A não ser que consigam influenciar os mercados do sector. Ainda assim, é bom saber que se provocaram mexidas nas estruturas tradicionais do futebol. Resta esperar que essas mexidas não sejam para pior, já que aquela gente toda ganha bastante dinheiro."

A actividade física e desportiva... em nome da vida (3)


"No recente e último artigo tínhamos ficado na Idade Contemporânea (meados do sec. XVIII até aos dias de hoje), recomeçando a aparecer a prática do exercício e da atividade física como fim terapêutico … e dissemos ainda que para além de caber a responsabilidade do lançamento das bases diretivas do desporto organizado à Inglaterra, foi de facto nas escolas públicas e nas universidades que encontramos o gérmen aglutinador de paixões que o mundo adotou e fez um crescendo de entusiasmo. A partir do sec. XIX, mais propriamente do último quartel, elaboram-se regras ao pormenor em diferentes modalidades, e o desporto começa a perder um caráter puramente lúdico.
Como nota de brevíssima referência poderemos anotar o exemplo da participação nos Jogos Olímpicos modernos (fundados pelo Barão Pierre de Coubertin em 1894). Tiveram em Atenas em 1896 a sua abertura, com a presença de atletas totalmente amadores, tendo como essência de prática, uma simples mas honrada participação, não sendo a coisa mais importante vencer, assim como a coisa mais importante da vida não era o triunfo mas a luta. É claro que os requisitos do amadorismo foram gradualmente desaparecendo com o implacável mercado publicitário, venda de imagens e marcas em que o atleta amador passou a ser trabalhado ao sabor da conquista das medalhas, em tempo integral, vendo no Estado, (e não só), a batuta para o acórdão numa possível subida ao pódio com o foco das cores da bandeira “clamar” com lágrimas o hino da Pátria amada!...
Esta tendência da especialização competitiva assume dois aspetos a ter em atenção: os governos a preocuparem-se com a oficialização e regulamentação do desporto, tornando a sua prática obrigatória, passando o atleta a ser olhado para o movimento das bilheteiras, começando a reclamar a sua percentagem nos lucros. Surge então o profissionalismo, encoberto e tímido nos seus primórdios, para se tornar um caso sério na indústria circulante universal.
Nos tempos que correm, a Atividade Física e Desportiva desempenha um padrão promocional do espetáculo entre as multidões que comentam, ouvem, praticam, veem, escrevem, leem, etc … sendo cada vez mais amplas as secções desportivas dos diários noticiosos, crescendo o número de periódicos das diversas especialidades, devorados por um público certo, que o segue de foram atenta e entusiástica. 
Qualquer acontecimento desportivo, tem por vezes nos dias de hoje mais repercussão do que importantes questões políticas ou sensacionais revelações científicas ou manifestações artísticas. Alteram-se horas de comícios, paralisam-se fábricas, encerram-se gabinetes públicos, quando um sensacional espetáculo ou grande competição, tem hora marcada.
O caso do dia é muitas vezes, o caso desportivo: a vitória do A sobre o B, o record estabelecido por determinado campeão, fazem a manchete noticiosa, estando a rádio, o cinema, os jornais, a T.V. com a responsabilidade de o propagandear depressa e bem.
Depois há uma grande atividade científica que utiliza as atividades físicas e desportivas como objeto de estudo. Na medicina, na psicologia, na pedagogia, na cibernética, na biomecânica, no treino desportivo, no direito, na nutrição, etc, a investigação atinge resultados admiráveis, marcando a história do profissionalismo uma referência de ordem económica, social e empresarial, impossível de suster.
Não podemos no entanto, deixar de salientar os efeitos do desporto amador, para o lazer, para a educação e para a saúde, no reconhecimento da sua indispensabilidade e no direito da sua aplicabilidade.
Esse direito tem as suas origens mais longínquas nas regras, que os povos primitivos aceitavam como sagradas e cumpriam sem escrúpulos.
Como refere Fabrício Valserra (1923): “a história do desporto é uma das mais belas e instrutivas que se podem contar aos homens”.
Seria difícil na literatura grega algum historiador, poeta ou filósofo que não tivesse dedicado a sua atenção à Atividade Física e Desportiva, ou para enaltecer, reclamando a sua prática, ou para realçar as façanhas dos atletas. Lembra-nos aquele belo trecho de Aristófanes (446 – 386 a.C.), quando alude ao ideal da sua prática: “Brilhante e fresco como uma flor, tu passarás o tempo nos ginásios, em vez de dizeres tolices picantes sem pés nem cabeça na praça pública, ou de te irritares por qualquer questiúncula toda feita de chicanas, de contestações ou velharias. Irás até à academia, onde à sombra das oliveiras sagradas, começarás a tua corrida, coroado de subtil orvalho, com um amigo da tua idade. Aspirarás o aroma da salsaparrilha e do choupo, que vai perdendo os amentilhos, gozando a estação primaveril, quando o plátano vai confiando os seus segredos ao ulmeiro. Assim terás sempre o peito robusto, a tez límpida, os ombros largos!...”
Mas o homem de hoje procura descobrir a essência própria de todas as coisas. O que era verdadeiro ontem, pouco mais o é hoje e não será certamente amanhã. Mais do que nunca procuramos no fundo das coisas a capacidade para racionalizar as competências, isto é, o elemento duma cultura abrangente. Foi dentro destes conceitos e mudanças que o Desporto evoluiu.
Há alguns anos dizia-se que era preciso ser forte para se poder fazer Desporto, hoje, faz-se Desporto para se ser forte, porque nele está a possibilidade de salvaguardar a raça humana – é quase uma oportunidade de sobrevivência.
(Continua)"

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Estamos vivos...

Benfica 7 - 3 Oliveirense

Mais uma grande vitória, em mais uma partida em jogámos com 5 contra 7 durante o jogo, com o Pinto e o Peixoto muito activos... Inacreditável como nas últimas cinco partidas do Benfica no campeonato, 4 foram arbitradas pelo Joaquim Pinto, sempre com roubalheiras monumentais!!! Fizeram tudo para afastar o Benfica das meias-finais, é sinal que estão com medo, muito medo, porque este Benfica apesar dos jogos maus, normalmente contra adversários mais fracos, nos jogos 'grandes' a equipa tem estado quase sempre bem... e se não fosse os apitos, estava com muita confiança para aquilo que falta do campeonato!
As meias-finais, com os Corruptos, vai ser à mais de 5, com a negra a ser jogada fora da Luz... mesmo assim, com esta atitude, tudo é possível...!!!

Golos...


Benfica 36 - 19 Sanjoanense
(23-10)

Início perro, mas depois os golos foram aparecendo, apesar das muitas exclusões... numa jornada, após mais uma paragem para as Selecções.

Eliminação absurda...

Benfica 1 (1) - (3) 1 Braga
Barrero
(Semedo)


Eliminação inacreditável, num jogo onde demos 72 minutos de 'avanço'!!! Os erros começaram no esquema: meio-campo completamente sem norte, só o Jocu defendia, todo o espaço do mundo para os adversários, que passavam, recebiam, sem qualquer marcação... E depois, na parte final, em desespero, um desperdício inacreditável de golos... Foi necessário esperar pelo minuto 98 para empatar o jogo e levar a eliminatória a prolongamento! No total foram 5 bolas nos ferros...!!! No prolongamento, com a equipa totalmente desequilibrada, e com alguns jogadores com cãibras, fomos obrigados a não arriscar... Com tanto erro durante os 120 minutos, chegámos aos penalty's e desperdiçamos nada mais nada menos do que 3 penalty's!!! É impossível ganhar assim... E é muito frustrante, perder para uma equipa com jogadores de qualidade inferior, mas com organização e garra, muita ronha, e uma desmesurada sorte, que acabaram por passar à Final...
O Jocu, e o Samuel Soares (apesar de poder ter feito mais no golo) não mereciam terminar a época hoje...!!!

Antevisão...

Leonor...

105x68...

Chama...

Modalidades #45: Semanada...

Benfica Podcast #407 - Attitude checker

Cadomblé do Vata


"Desde que me lembro, a final da Taça de Portugal é disputada no Estádio do Jamor à tarde. Mesmo quando Carlos Manuel calou a birra do Pinto da Costa com uma chupeta a longa distância no Estádio das Antas, o sol brilhava forte no céu. Até há 1 ano, as únicas coisas que impediam a prata da Taça Rainha de reluzir brilhante debaixo dos raios solares eram uma incomodas nuvens primaveris que pudessem ter o desplante de comparecer à festa.
Na temporada passada, no meio de medidas sanitárias extraordinárias que deixaram o Estádio Nacional fora do epílogo da temporada, atirou-se com o Clássico para Coimbra a umas tardias 20h45. Na presente temporada, sem restrições que impeçam a utilização do histórico palco-mor da refrega que fecha a época futebolistica nacional, agendou-se novamente a partida para o Municipal Conimbricense e acrescentaram-se mais 15 minutos à hora do pontapé inicial.
Os caciques da bola portuguesa não nutrem qualquer grama de paixão pela modalidade. Olham para a final da Taça de Portugal como se fosse mais um episódio de uma novela com chancela Globo, que se vê entre duas colheradas de sopa ao jantar e uns olhares de esguelha para a sequência de emails onde discutem mais um negócio com avultadas comissões. Vibram tão pouco com o fenômeno que lhes mete a sopa na mesa, que dão prioridade horária à Floribela no Domingão da SIC, sobre o jogo que milhões aguardam com desmedida expectativa.
Por serem meros profissionais da indústria, desconhecem as caracteristicas sensações de estômago farto de borboletas e garganta exclusivamente aberta a líquidos alcoólicos, que fazem os 90 minutos de "rola-a-bola" de um adepto. Por não viverem o clubismo, olvidam as dificuldades inerentes a manter activas toda uma panóplia de superstições pré jogo que a meio da tarde já encontram sérios obstáculos à sua sobrevivência. Em Inglaterra os adeptos acabaram com a Superliga. Em Portugal os adeptos apoiam estes canalhas."

Dançando com Carmen Miranda


"John Payne não escapou ao encanto da moça de Marco de Canavezes. Até se esqueceu de que fora Alexei, O Selvagem das Estepes

Estava uma bela tarde de Sol em Nova Iorque, nesse dia de março de 1961, mas para John Payne serviu de pouco. O Buick descontrolado que o apanhou em cheio deixou-o em péssimo estado. O condutor justificou-se com o sol das duas da tarde, caindo oblíquo sobre o para-brisas e cegando-o por momentos. A populaça curiosa que rodeou o local do acidente, em Madison Avenue, reconheceu de imediato a cara ensanguentada da vítima. Tratava-se de John Howard Payne, ator de Hollywood que fizera o papel de protagonista em filmes como The Eagle and the Hawk, Tripoli, The Razor’s Edge, Raiders of the Seven Seas, Kansas City Confidential, Crosswinds, Passage West e um nunca mais acabar deles que serviriam para encher todas as linhas que se seguem até ao ponto radicalmente final. 
 Payne foi um menino bonito dos papás, Ida Hope e George Washington Payne, numa casa clássica de Roanoke, Virginia, daquelas a que os arquitetos gostam de apelidar de estilo antebellum – antes da Guerra da Secessão – e que ardeu em circunstâncias que ficaram por apurar mas não dizimaram propriamente o pé-de-meia de George Washington, um industrial de inequívoco sucesso.
O garoto da família Payne podia ser estragado com mimos mas tinha um feitio violento que não se topava à superfície com apenas uma vista de olhos. Por tudo e por nada, gostava de se meter em cenas de pancadaria com a rapaziada da sua idade e, conforme foi reforçando o esqueleto com uma dose razoável de músculos, passou a estar sob a vigilância dos professores de boxe da Columbia University que sabiam bem como encaixar uns dinheirinhos extras através da apresentação de moçoilos prometedores a proprietários de ginásios e viciados em apostas. John gostou de ser visto como um futuro pugilista. A sua vaidade, que já não era escassa, inchou como um balão de hélio e a subitânea ascensão no pequeno meio dos boxeurs universitários foi suficiente para o fazer arrancar os pés do chão.
Viria a pagar por isso, embora fosse um daqueles mamíferos que cospe no chão, enfia o chapéu de cowboy, e cavalga até ao pôr do sol sem o mínimo arrependimento que o faça voltar para trás.
Poucos são os vaidosos que não são mulherengos e vice-versa, salvo erro. O boxe estragou um bocado a cara à Rodolfo Valentino de Payne, mas eis outro efeito que o rapaz mandou às urtigas. Divertia-se à brava a ser Tiger Jack Payne nos ringues de boxe, ora dando ora apanhando, já que nunca foi um às na matéria, e gozava ainda mais quando vestia um daqueles ridículos fatos de banho com peitoral e assumia, nos combates de luta livre a personagem de Alexei Petroff, O Selvagem das Estepes. Aí sim, levava forte de feio. Provavelmente terá sido o motivo para desistir daquele tipo de palhaçadas e se deixar levar como galã para películas xaroposas produzidas pela Paramount, Warner Bros e pela 20th Century Fox. Era gente que pagava bem. Até em papéis subalternos nos quais pronunciava no máximo umas quatro ou cinco frases.
Em 1937, com 25 anos, embeiçou-se. A avezinha que lhe tombou nos braços chamava-se Anne Shirley e era um bocadinho sensaborona. Se quiserem confirmá-lo, revejam por exemplo The Devil and Daniel Webster. Ou melhor, não vejam. Há por aí coisas mais interessantes.
Ao fim de três anos de casamento, Payne também encontrou coisas mais interessantes do que Anne e uma delas falava português e tinha nascido e Marco de Canavezes. Chamava-se Carmen Maria Miranda da Cunha, não ia além do metro e cinquenta, mas era irrequieta e bem disposta, algo que John estava a precisar no intervalo entre o seu divórcio com Anne e o seu castamente subsequente com outra estrela de Hollywood, esta bem mais brilhante, Gloria DeHaven que tivera o seu primeiro papel no cinema como uma garotinha pela mão de Charles Chaplin em Os Tempos Modernos.
Pelo caminho, o realizador Walter Lang, juntou John Payne e Carmen Miranda em Havana para serem protagonistas de Week-End in Havana, uma misturada de cenas de dança e de romance ao som de músicas caribenhas e de uns toques de samba para que a rapariga que tinha uma cesta de fruta na cabeça pudesse cantar na sua língua natal. Língua puxa má-língua, e John e Carmen não se livraram dos boatos de terem tido um caso tórrido no ambiente já de si também tórrido da Cuba de 1941. Passaram por isso como cães em vinha vindimada. A rebaldaria em forma de filme disparou nas tabelas das preferências e atingiu mais de 25 mil dólares de lucro, deixando Citizen Kane muito para trás. As bananas e os ananases que serviam de tranças a Carmen na canção final, The Nango, fizeram Payne esquecer por completo que já fora o Selvagem das Estepes. Estava calor demais para isso em Havana."

Sérgio pede. Sérgio tem

 

PortoaoColo, in Facebook

A cidade e o FC Porto


"Percebo a atitude dos portistas em relação a Lisboa e até aceito alguns dos seus excessos. Mas não pode valer tudo e isto está a passar as marcas.

Sempre gostei do Porto. O meu pai também gostava do Porto e tinha lá o seu melhor amigo: Óscar Lopes. Tenho família no Porto. Nunca achei piada às graçolas que muitos lisboetas repetem quando se fala no Porto, tais como: «A melhor coisa que o Porto tem é o comboio para Lisboa».
Percebo o sentimento portista de uma certa rivalidade em relação à capital. E até agressividade. É um fenómeno universal: a segunda cidade de um país afirma-se geralmente na luta contra a primeira. Basta olhar aqui para o lado, para Espanha, e vermos a relação conflitual que existe entre Barcelona e Madrid, chegando ao ponto de gerar na Catalunha um fortíssimo movimento independentista.
Vou até mais longe: não só percebo a atitude dos portistas em relação a Lisboa como aceito alguns dos seus excessos: é sempre difícil dosear a rivalidade e colocá-la dentro de limites razoáveis.
Dito isto, porém, é preciso acrescentar: não pode valer tudo. E o FC Porto, na sua afirmação clubística, tem passado várias vezes a fronteira do aceitável.
O presidente do clube, Pinto da Costa, dada a sua frieza (e algum cinismo) não passa habitualmente as marcas. Faz as coisas pela calada. Já o mesmo não se pode dizer do atual treinador do clube, Sérgio Conceição, que tem protagonizado cenas patéticas.
São vários os momentos em que se tem envolvido em agressões verbais com colegas de profissão. E não só: nunca foi bem esclarecido um episódio em que um treinador do Belenenses disse ter levado um murro no túnel do Jamor, com Conceição por perto. E se não o agarrassem, Sérgio Conceição ter-se-ia envolvido numa cena de pancadaria com o treinador do Portimonense, Paulo Sérgio. Pergunta-se: como é que um condutor de homens se pode comportar assim? Que autoridade tem para pedir aos seus jogadores uma atitude civilizada dentro do campo?
Sérgio Conceição não sabe perder. O que até certo ponto é compreensível: a não aceitação da derrota é um fenómeno, por assim dizer, natural. O homem, no seu estado selvagem, não aceita perder. Reage mal quando é derrotado. Foi contra isso que a civilização teve de batalhar. Se os seres humanos não aprendessem a perder, a vida em sociedade seria impossível. A todo o momento haveria por toda a parte cenas de pugilato, agressões, mortes. A civilização moderou as reações humanas e fê-las aceitar a adversidade.
Mas Sérgio Conceição parece por vezes não ter sido tocado pela civilização. Reage como um animal ferido. Quando não ganha um jogo fica transtornado, entra em campo a insultar o árbitro, parece querer bater em toda a gente.
Assim foi mais uma vez na passada segunda-feira, quando não venceu o Moreirense num jogo decisivo para as contas do título. O campeonato entrou na reta final, cada ponto conta, e perder dois pontos neste momento não é fácil. Mas é nestas alturas precisamente que se vê a natureza das pessoas.
No fim do jogo, dirigiu-se ao árbitro a bravejar, com modos agressivos, seguido por várias elementos do seu staff – um das quais, um homem corpulento e de cabelo branco, parecia apostado em bater em alguém (talvez no árbitro), sendo agarrado por várias pessoas para não consumar o ataque. Foram cenas lamentáveis. Mas o pior estava para vir.
No exterior da zona do balneário do FC Porto, dois repórteres de imagem esperavam a saída da comitiva portista. Pinto da Costa dirigiu-se a um deles, este mostrou-se algo intimidado e retirou a câmara do tripé, enquanto outro filmava a cena. Nisto, aproxima-se um indivíduo que insulta este segundo repórter, ameaça-o, pergunta-lhe por que razão está a filmar e a seguir começa a bater-lhe. Percebe-se que a câmara anda aos trambolhões. Pinto da Costa, de frente para o agressor, assistiu a tudo. Não se sabe se lhe disse alguma coisa, mas competia-lhe dizer: sendo a ‘autoridade’ máxima naquele momento, pois era o presidente do clube a que pertencia o homem, era seu dever intervir decididamente para evitar a agressão. Mas a verdade é que no registo áudio não consta nenhuma palavra sua.
Isto não pode acontecer. O FC Porto, quando perde, não pode comportar-se como uma instituição fora da lei, um bando de jagunços, atacando tudo e todos, agredindo árbitros, adversários e jornalistas, criando um clima de intimidação e de terror. Assisti de perto, há anos, na cidade do Porto, a cenas de perseguição a adeptos de outro clube. Sei de comentadores televisivos que, apesar de serem portistas, viram os seus bens destruídos por terem feito uma crítica à equipa. Sei de um jornalista também adepto do FC Porto agredido por um jogador dentro da camioneta do clube, que apresentou queixa e mais tarde a retirou, negando os factos.
Pergunto: o que aconteceria se, em vez de ser um jogo com o Moreirense para o nosso campeonato, tivesse sido um jogo da UEFA para uma taça europeia? O FC Porto estaria em muito maus lençóis. Possivelmente seria banido das provas europeias por largo período. Dir-se-á que o clube nada teve que ver com a agressão ao jornalista. Mas teve que ver com todo o ambiente de excitação e violência verbal que a envolveu. Também os clubes ingleses não eram responsáveis pelos hooligans e, por causa destes, todas as equipas do Reino Unido se viram afastadas de provas europeias durante largos anos. E só assim foi possível erradicar o hooliganismo.
Em geral sou contra a repressão. Mas este comportamento do FC Porto, do seu treinador, dos seus dirigentes, dos seus adeptos não se vai resolver com paninhos quentes. Enquanto o clube não apanhar um grande susto, enquanto não estiver à beira de ser afastado dos relvados durante algum tempo, as coisas não vão mudar.
Repito: não sou adepto de medidas repressivas, prefiro a persuasão. Mas isto está a passar as marcas. E se não houver uma reação firme das autoridades do desporto, o FC Porto não se emendará."

O Cantinho Benfiquismo #51 - Millions Are In Play

Fever Pitch - João & João... Espanha!