Últimas indefectivações

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

As Vozes do Crime

"Quando a mensagem não agrada, ataca-se o mensageiro. Foi assim em tempos antigos, e no futebol português, muitos séculos depois, a máxima continua a aplicar-se.
Perante a publicação de conversas que expõem, de forma pornográfica, o clima de podridão em que muitos campeonatos nacionais de futebol decorreram, perante a revelação de obscuras manobras de influência e viciação de resultados, o que interessa a alguns puristas deste país é salientar (e castigar) a atitude de quem – decerto indignado com a impunidade que brotou dos tribunais - as trouxe aos nossos incrédulos ouvidos. Perante graves crimes de corrupção, estas virgens ofendidas preocupam-se com pequenos ilícitos processuais, pretendendo, sob as asas do acessório, abafar o essencial.
Aos Ruis Moreiras deste país, pouco importa o conteúdo das escutas. Nada interessa que elas demonstrem, passo por passo, os métodos seguidos, durante anos, pelo seu clube, e que deixem a nu o aspecto central de toda esta questão: a justiça civil portuguesa, mergulhada num mar de insuficiências e equívocos, falhou neste processo. A eles apenas interessa o silêncio. Ou antes, uma cortina de fumo que transforme culpados em vítimas, e crimes graves em coisa nenhuma. Interessa, sobretudo, manter a capa de legitimidade que muitos dos títulos conquistados pelo FC Porto se percebe não merecerem.
As escutas telefónicas não são uma prática simpática, e ninguém gostaria de viver num país em que qualquer conversa pudesse ser escutada sob qualquer pretexto. Mas muito pior do que isso é viver num país em que os crimes ficam invariavelmente impunes, e os seus autores são objectivamente convidados a reincidir, em nome de um sistema ultra-garantístico, de operacionalidade labiríntica, de isenção questionável, e de eficácia nula, que é capaz de absolver mesmo dispondo de provas óbvias diante do seu nariz, virando cinicamente as costas às evidências. Neste caso concreto, nenhum cidadão de boa fé entende como puderam ser desprezadas escutas que já existiam, e provavam claramente os actos em apreço. E quando um sistema de justiça deixa de ser entendido pelo cidadão comum, deixa de cumprir a sua missão. Deixa de ter utilidade. Não serve para nada.
É ilegal a publicação das escutas? Pois que seja. Em face de uma “justiça” entorpecida, decadente e moribunda, quase se torna moralmente legítimo que o cidadão ignore algumas das obtusas normas com que o pretendem afastar da verdade. Há muito que não acredito na justiça em Portugal. Logo, não acredito no equilíbrio ou pertinência das suas vielas processuais, que na maioria das vezes - e suspeito que seja precisamente essa a sua razão de ser – apenas conduzem a becos de impunidade. Mais do que um “Estado de Direito” de fachada, interessa ao país um “Estado de Justiça”, em que a verdade seja devidamente apurada, e o crime seja devidamente punido. O Apito Dourado, e todos os seus contornos, mostram que, lamentavelmente, vivemos muito longe dessa realidade.
De resto, não estamos aqui perante qualquer violação gratuita da privacidade de ninguém. Nenhuma das escutas publicadas revela conversas de teor familiar, ou remete para qualquer circunstância privada da vida dos indivíduos em causa. Todas as escutas tratam de esquemas de favorecimento. Todas tratam de jogos de bastidores. Todas tratam de corrupção desportiva. Todas tratam de crimes. Por isso tanto nos interessam. Por isso tanto interessam ao futebol português, e deviam interessar também aos tribunais.
É em nome da justiça, e, sobretudo, em nome da verdade, que elas devem ser ouvidas, divulgadas, debatidas e comentadas. Há quem as tente desesperadamente silenciar, mas se ainda existem alguns aspectos positivos nesta globalizada sociedade da informação, um deles é precisamente o facto de permitir aos cidadãos fazer ouvir democraticamente a sua indignação, sem que os bloqueios das forças do situacionismo, do medo, ou da subserviência, o possam impedir.
Ninguém nos vai devolver os campeonatos perdidos. Ninguém nos vai ressarcir dos danos directos e indirectos que décadas de vício nos impuseram. Se a justiça não fez o seu papel, se os prevaricadores continuam a rir-se dela, do futebol, do país e de todos nós, pouco mais nos resta do que a revolta. E perante ela, pedirem-nos para tomar em conta aspectos de ilicitude lateral não é mais do que um desprezível insulto à nossa inteligência."

Sacrifício

"Não é fácil pedir a um benfiquista de longe de Lisboa que deixe de ver e apoiar o Benfica ao vivo nas raras oportunidades que tem para o fazer: quando o Benfica joga fora de casa, enchendo estádios por esse País fora. Não é fácil pedir, como não é fácil aceitar o sacrifício. A festa do futebol não é apenas o Estádio da Luz cheio, a transbordar de vibração benfiquista. A festa é também cada visita do único clube português com implantação verdadeiramente nacional - e não só - com uma perspectiva de casa cheia pelos adeptos benfiquistas do Minho à Madeira. Cada deslocação do Benfica representa uma hipótese rara de lotação esgotada... em grande parte pelos benfiquistas, a alimentarem o negócio do futebol, das receitas de bilheteira às audiências da televisão.
Mas será justo que o Benfica, que é o motor do negócio do futebol, alimente com a dedicação dos seus adeptos as negociatas do 'sistema' que rouba a única equipa portuguesa que enche estádios por onde passa?
Não só não é justo, como é perverso. O Benfica que arrasta multidões de adeptos tem na multidão essa arma poderosa para lutar pela verdade desportiva. Custa muito aos adeptos deixarem de seguir o Benfica nos estádios, fazendo de cada jogo fora um jogo em casa. Sem dúvida. Mas ainda vai custar mais aos que directa ou indirectamente se alimentam da mentira no futebol em Portugal - porque são satélites do 'sistema', ou simplesmente porque beneficiam, simultâneamente, com resultados viciados que lhes atribuem pontos roubados ao Benfica e com receitas proporciondas pelos adeptos benfiquistas.
O sacrifício tem contas fáceis de fazer: trocar umas horas de fervor benfiquista dentro de estádios alheios, por um futuro com mais verdade no futebol em Portugal."

João Paulo Guerra, in O Benfica

"Vitórias & Património"

"Não percam, não deixem de ver. Gravem, revejam, estejam atentos à nossa grelha de programação! O apelo tem razão de ser, podem confiar. A Benfica TV exibe em diferentes horários mas com a estreia marcada para todas as terças-feiras, às 21.30, um documentário que ficará na memória de todos quantos sentem o Sport Lisboa e Benfica enquanto seu, enquanto pedaço da sua memória. A actualidade também terá direito de antena no 'Vitórias & Património', não se limitando os documentários às conquistas de décadas passadas.
O Campeonato Invicto, conquistado na temporada futebolística de 1972/1973, preencherá o segundo capítulo desta série. Nesse período, o Benfica conseguiu um feito que permanece inédito no futebol português: a conquista do nacional de futebol sem uma única derrota.
'Vitórias & Património' recria os momentos de incerteza e de alegria vividos pelos jogadores e adeptos, num episódio em que a emoção é a palavra-chave.
Jogadores do nosso contentamento como Augusto Silva, António Simões, Toni, Artur Santos e José Bastos assinaram o livro de presenças na apresentação do novo programa da Benfica TV à comunicação social.
'Vitórias & Património' insere-se nos objectivos directivos do SLB, do presidente, dos Órgãos Sociais, das figuras que fazem respeitar os interesses dos sócios, preservando e documentando com rigor e cuidado a herança benfiquista. É um programa imune a adversários e indiferente a questões menores, faz-se em nome da marca de Portugal no mundo, mesclando a existência e evolução deste Clube com a do País.
Não percam, gravem, revejam, estejam atentos à grelha da Benfica TV."

Ricardo Palacin, in O Benfica

Gostei bastante do primeiro episódio, principalmente da parte onde o Julinho conta que após um jogo, de muito sofrimento, a caminho do balneáreo, deu o melhor soco da sua vida a um adepto que o vinha congratular!!! (se quiserem saber mais, vejam)...

Mais do que um Clube

"Se dúvidas existissem sobre o carácter universal que assume o nosso clube, a recente homenagem aos 33 chilenos que durante 69 dias ficaram soterrados numa mina é a prova cabal que o Benfica é muito mais do que apenas um clube de futebol. As responsabilidades que assumimos no campo social são por demais evidentes e os nossos sócios e adeptos revêem-se nesta politica. Não falo apenas no auxilio a antigos atletas, ajuda financeira aos mais carenciados ou homenagens a título póstumo. Não, o Benfica é mais do que tudo isso. Está acima da importância de cada um, para se projectar definitivamente enquanto instituição secular que visa o auxilio à carência humana.
A Fundação Benfica, é justo aqui referenciá-la, presidida por Carlos Móia, é o exemplo mais significativo do que acabo de escrever. As recentes acções para com as populações da Madeira a todos deixaram orgulhosos e cientes do papel que esta organização representa no universo do Clube.
É pois nesta vontade em ajudar os outros, minimizando as atrocidades terrenas em que muitas vezes somos desprevenidamente apanhados, que desejamos subir mais um dregau. É com orgulho redobrado que digo que faço parte deste património desportivo mas também humano que é o Sport Lisboa e Benfica. E comparar esta realidade àquela que nos consome a cada fim-de-semana, onde costuma pontificar o erro do árbitro, a bola que bate na trave ou a falta de inspiração de determinado atleta, leva-nos a tomar consciência que há muito mais em jogo.
A homenagem que o Benfica fez aos mineiros chilenos, na pessoa do senhor embaixador chileno, foi um dos actos mais bonitos a que assisti e que certamente entrará na História deste Clube.
Nota final: Esperançado em que o Benfica consiga manter o mesmo causal de jogo ofensivo, a mesma intensidade e o mesmo acerto na finalização, de modo a que consigamos sair do Estádio do Algarve de cabeça erguida, com mais três pontos na classificação e a intensificar a pressão 'sobre' o 1.º lugar do Campeonato Nacional."
Luís Lemos, in O Benfica

O indefensável

"O futebol põe as pessoas a dizer coisas extraordinárias. Os mais inteligentes tornam-se básicos, os mais lúcidos mentecaptos, os mais equilibrados talibãs, os mais frontais cordeiros, os mais coerentes demagogos profissionais.

E um excelente exemplo foi buscá-lo recentemente Ricardo Araújo Pereira: Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira ficaram danados com as escutas a José Sócrates no caso Face Oculta. Com razão. As escutas só podem ser públicas quando têm como função a persecução da justiça. E a justiça não se faz nos jornais ou no YouTube. Mas sobre as escutas a Sócrates, acrescentou nessa altura Miguel Sousa Tavares: “Uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos.” Rui Moreira explicou este raciocínio, que subscrevo: “Ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências. Diferente é o ato de divulgar e promover escutas ou tentar reabrir, na praça pública, processos já julgados em tribunal.” Mas isso deve aplicar-se aos dois casos. Devemos condenar a divulgação das escutas a Sócrates e a Pinto da Costa. Não podemos ignorar nenhuma delas. Só que quer Moreira quer Sousa Tavares condenam as duas mas decidem ignorar o conteúdo de apenas uma delas.

O que eu não posso ignorar, mesmo que quisesse, é que há um dirigente de futebol que não tem meias-medidas nas suas relações promíscuas com a arbitragem. Queria não saber. Mas sei. Ouvi. E imagino que Rui Moreira e Sousa Tavares ouviram. O problema do futebol é que, ao contrário do que acontece com a política, nunca mudamos de lado. E não mudando, ficamos sem palavras quando o nosso clube se porta mal. O problema de Rui Moreira e Miguel Sousa Tavares é que não ficaram sem palavras. Prestam-se a defender o indefensável."

Quarto poder

"Conseguirei escrever uma prosa onde não lamente uma sucessão de desonras? Nem mesmo depois de o Sporting voltar a encher as medidas, e as balizas, com golos de todos os tamanhos e feitios? É preciso estofo para insuflar esperança no futuro quando os indicadores económico-financeiros cada vez nos enterram mais para uma longa letargia. E quem tem filhos, eu três, que esperança ainda dispõe para os motivar a lutar, a acreditar numa sociedade irresponsável, apostada em deixar para os sucessores o ónus da solução dos seus devaneios?

Caio invariavelmente na recorrência das teses mais nobres. Ética, honra, normas de conduta, respeito e tolerância constam nos mais eloquentes discursos. Estão, no entanto, ausentes da prática. A humanidade focou-se no lucro, no consumo, no espetáculo sem regras, conspurcado de doping em cada poro.

Adepto confesso de ciclismo, ainda me mantenho inquieto com a lama que avilta Alberto Contador. O grande ausente da cerimónia de apresentação da edição do Tour de 2011. No nosso pelotão a epidemia atinge, há anos, indiscriminadamente. Recentemente, a alimentação ganhou estatuto de bode expiatório para as causas mais variadas que julgam desculpar valores PROIBIDOS.

A convite do jornal “O Jogo”, há não muito tempo, foi convidado um jornalista inglês que garantiu que a corrupção ao mais alto nível enleava os delegados dos comités olímpicos nas atribuições das cidades-sede da competição das competições, entre outras corajosas revelações.

A celeuma causada pela reportagem do “Sunday Times”, do pretérito fim-de-semana, é incapaz de surpreender. A investigação britânica adiantou os nomes de um nigeriano, Amos Adamu, e de um taitiano, Reynald Temarii, cada um com o seu esquema. O africano, membro do comité executivo da FIFA, foi filmado a pedir 570 mil euros para votar favoravelmente numa candidatura. O representante da Oceânia reclamou 1,6 milhões de euros para vender o seu voto. Este último é vice-presidente da FIFA e presidente da Confederação. Joseph Blatter reagiu com a habitual indignação de circunstância e rematou com um: “Querem que feche a porta?” Talvez fosse mais digno. Portas fechadas para limpeza geral. Num momento de eleições da FPF, a cereja para a exoneração de Gilberto Madaíl surgiu pouco depois, quando a candidatura de Portugal e Espanha e a do Qatar, para o Mundial de 2018 foram envolvidas numa investigação sobre suspeitas de negociação para trocar votos.

Com tão pouco tempo para abandonar o cargo, Madaíl honraria os portugueses com uma demissão imediata até ao apuramento de toda a verdade. E, por favor, podem parar de rir. Um dia assistiremos a um ato tão digno. Talvez uns “corninhos” à Manuel Pinho lhe indicassem a porta de saída.

Por fim, gostava de enfatizar a fonte destas notícias. Os jornais ingleses que amiúde são apontados como desonrados atiraram a pedrada no charco e, exemplarmente, remeteram-nos para um dos papéis fundamentais do jornalismo: investigar sem medo dos protagonistas da notícia e dos interesses que os envolvem. Assim se expressa o quarto poder."

Taxas e tachos

"Em Portugal, os clubes deixaram de se preocupar, nalguns casos, com o objeto primacial dos seus estatutos, para dar guarida a um conjunto de pessoas que veem neles uma extraordinária hipótese de se governarem.

A elite política, em lato sensu, durante anos, encheu os bolsos à custa da ignorância/desinformação dos eleitores, alguns dos quais – no plano das elites, sempre – beneficiaram, igualmente, de um conjunto de imparidades, muito bem camufladas pelo sistema financeiro. Pela banca, por organismos estatais e por uma economia paralela transversal ao mercado de trabalho a criar a ilusão de que seria possível perpetuar a artificialidade e a mentira, recorrendo a mecanismos de controlo e fiscalização que, afinal, apenas controlaram e fiscalizaram os impulsos, sempre esporádicos e isolados, da descoberta da verdade.

E eis-nos de tanga, divididos entre a aprovação e o chumbo do Orçamento, certos de que não haverá “golos” suficientes para resolver e atenuar o impacte de uma crise a poder ter um impacte bem menor nas nossas vidas, se não houvesse tanta promessa, tanta demagogia, repito, tanta mentira e tantos truques a cavar desigualdades sociais absolutamente arrepiantes.

O futebol, à escala universal, percorreu o mesmo caminho: campeonatos comprados, árbitros corrompidos, candidaturas compradas e um sistema inimputável de tráfico de influências, a desvirtuar a Verdade Desportiva.

O futebol gastou o que não tinha, inflacionou os passes dos jogadores, proclamou um regime de intermediação que pagou comissões milionárias por jogadores-pernas-de-pau, utilizando off-shores e fugindo à tributação/taxação do Fisco.

Esgotaram-se quase todas as fórmulas receituárias de criação de riqueza. E entrámos no “vale-tudo”. Os clubes deixaram de ser “desportivos” para serem, nalguns casos, bons empregadores, cortando nos “mil euristas” para continuar a pagar altos vencimentos a um conjunto de funcionários ou contratados a prazo, aos quais é preciso juntar a lógica das pornográficas indemnizações. Sem auditorias externas. Entre as taxas e os tachos, há um mundo para regular.

NOTA – O Benfica partiu para a atual edição da Champions com grande optimismo, designadamente declarado pelo seu treinador. Nem Jorge Jesus contabilizou o impacte das saídas de Ramires e Di María e as “não entradas” de Salvio, Jara e Gaitán. Há menos David Luiz, muito menos Maxi e a equipa joga em esforço, assim a modos que “à força do chicote”. Fábio Coentrão não chega para tudo. E a equipa esforça-se mas não tem qualidade para mais. É difícil fazer o reconhecimento da realidade por quem fez um campeonato tão “excecional” na época passada. Daí talvez o nervosismo. Daí talvez a dificuldade de se aceitar que este Benfica é uma caricatura do “Benfica-campeão-nacional”...

NOTA 1 – O presidente da AG da FPF, Avelino Ribeiro, disse (em 15 do corrente) que “os estatutos não consentem eleições intercalares” (para o Conselho de Justiça da FPF). Agora acaba de convocá-las. Quem aceitar este ‘presente envenenado’ (em nome de que princípio?) ficará “marcado para a vida”. Fazem fila os “técnicos-de-Direito-de-vão-de-escada”? A crise é grande, mas..."
Apesar de ser muitíssimo improvável, ás vezes até concordo com o 'dito cujo'!!! É muito raro, mas acontece. Esta cronica é um bom exemplo, discordo da analise ao Benfica, principalmente da 'caricatura', o Benfica não está tão forte como a época passada, é verdade, na Europa a diferença nota-se mais, mas internamente em condições normais, mesmo baixando o nível, deveríamos pelo menos estar na luta pelo titulo até ao final do Campeonato!!! O resto da cronica, subscrevo totalmente...

Sonhei

"HÁ dias, tive um sonho. Numa peregrinação onírica aos programas televisivos sobre futebol, usufruí um Tempo Extra que me permitiu um Prolongamento com Mais Futebol para o Dia Seguinte, dei um Pontapé de Saída no Jogo Jogado, entrei na Zona Mista e, para meu espanto, deparei com o Trio d’Ataque. Nessa altura - eu que até sou hipertenso - passei por Pressão Alta. Extenuado acordei de supetão.
Então lembrei-me do que alguém disse um dia: «A inflação acontece quando a mão fica maior que o bolso.» A proliferação de tantos programas comporta o perigo de a forma se superiorizar ao conteúdo. De tanto excesso, desvaloriza-se o valor.
Claro que há bons jornalistas e bons comentadores. E programas para todos os gostos e desgostos: uns sobre futebol, outros nem por isso. Uns antes, outros depois. Uns sobre o jogo, outros sobre tudo menos o jogo. Uns quase científicos, outros humorísticos. Uns divertidos, outros convertidos. Uns clubisticamente anódinos, outros insuportavelmente tendenciosos. Uns de régua e esquadro, outros de opereta bufa. Uns orientados pela razão, outros conduzidos pela emoção.
Mas o que menos suporto, em alguns deles, é a discussão compulsivamente enviesada à volta da repetição dez ou quinze vezes de um tal lance, falta ou golo. Passam-se horas a fio a falar do desamparado árbitro que errou ou acertou, depois de vistos e revistos em slow motion e imagem parada e ampliada, como se a realidade assim fosse. No fim, sobre o jogo - o tal que é jogado - nem uma palavra.
Nestas alturas, suspiro pela próxima Liga dos Últimos que me diverte e me ensina. É que, afinal, o futebol é genuinamente popular e assim deve continuar. No fundo, o regresso às (boas) origens: «O futebol: esse reino de lealdade humana exercida ao ar livre», como, nesse tempo, bem definiu Antonio Gramsci."
Bagão Félix, in A Bola

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Que surpresa, não estava nada à espera!!!

"Reinaldo Teles, vice-presidente do FC Porto, foi apanhado no meio de uma rusga à casa de alterne Taverna do Infante, na madrugada de sábado. As autoridades encontraram nove mulheres brasileiras escondidas em locais tão estranhos como uma arca congeladora. Estavam todas em situação ilegal no País e cinco foram detidas.

A operação da PSP e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) visitou de surpresa duas boîtes, mas foi na famosa Taverna do Infante, na Ribeira do Porto, que encontrou maior resistência. O dirigente portista Reinaldo Teles estava presente e terá mesmo assumido uma postura de responsável pela casa. Reinaldo diz que vendeu a casa há alguns anos, mas continua ligado à sua gestão e frequenta habitualmente as noites da Taverna. Segundo o CM soube, quando a polícia e os elementos do SEF entraram instalou-se alguma confusão e as mulheres dispersaram. Nas buscas, os agentes tiveram de procurar nos espaços mais estranhos do estabelecimento, onde acabaram por encontrar nove mulheres escondidas. Duas estavam dentro de uma arca frigorífica, outras em armários e outras dentro de baús e arcas de madeira.

A fuga que maior surpresa gerou aos agentes e elementos do SEF foi uma mulher dentro de um grande saco de plástico preto usado para colocar o lixo. Estava junto a outros sacos.

A situação insólita chegou mesmo a provocar o riso dos agentes. Segundo soube o CM, foi um dos esconderijos mais estranhos que aquelas equipas da PSP e do SEF já viram durante operações semelhantes em casas de alterne. Reinaldo Teles assistiu a toda a operação e terá sido mesmo cordial com as autoridades.

Contudo, contactado pelo Correio da Manhã, o vice-presidente do FC Porto negou ter presenciado a rusga. "Já não sou dono da Taverna do Infante há quase vinte anos e não estive lá nessa noite. Não sei de nada", disse ao CM."
Agora imaginem se isto se tivesse passado com um elemento dos órgãos sociais do Benfica?!!!
Ou mesmo um antigo Presidente?!!!
Será que seria só o Correio da Manhã a dar a noticia, ou as televisões, as rádios, e os jornais (inclusive os desportivos) dariam honras de 'primeira página'?!!!
PS: Um louvor merecido pela criatividade demonstrada em encontrar esconderijos!!!

O melhor exemplo

"Terá perdido, em múltiplas ocasiões, oportunidades de se insinuar junto dos “tribunais populares”, permeáveis ao gesto largo e espalhafatoso, por ser discreto e por ter ganho a calma que os longos anos de futebol e de “casa” lhe valem. Dir-se-á, até, que nos anos mais chegados, desvalorizando a ansiedade pelo golo a favor do jogo em prol da equipa, também se tinha tornado um atleta discreto. Tal não impediu que, em ocasiões distintas e pela voz de comando de sucessivos treinadores, tenha sido chamado a múltiplas missões e a todas elas se tenha entregue com igual fervor e aplicação.

Recordo os momentos em que foi desviado da frente de ataque para a posição de playmaker – com êxito assinalável, tendo em conta a sua técnica e a visão de jogo. Lembro os momentos de sufoco para a sua equipa, em que foi sempre capaz de dar o exemplo e, sem esquecer o seu papel primordial de atacante, apareceu como o primeiro defensor. Evoco, em nome das épocas mais recentes, a sua infinita disponibilidade para uma longa permanência no banco de suplentes – e até na bancada – em nome dos interesses da equipa, sem que se lhe ouvisse um queixume público, sem que reclamasse a antiguidade como um posto, antes mantendo viva e ativa a autoridade natural ganha no balneário e no “grupo de trabalho”, chegando a dar o peito às balas mesmo sem entrar em campo.
Agora, sem fazer ondas nem lançar recriminações contra ninguém, anunciou a disposição de deixar o clube que o fez gente no mundo do futebol e que ele próprio ajudou a engrandecer. Tê-lo-á feito depois de uma prolongada reflexão e por ter concluído que maior do que o seu amor à camisola só há mesmo outro amor: aquele que dedica à sua atividade profissional, que é uma paixão chamada futebol. Mais uma vez, o capitão voltou a ser discreto, limitando-se a defender que ainda se sente à altura de jogar e de partilhar alegrias sobre os relvados.

Chegou a ser um mal amado na equipa, mesmo pelos que reconheciam a sua importância nos equilíbrios no clube. O facto de ser um jogador fino – nada tem a ver com défices de entrega e de alma – levou-o a receber assobios. Hoje, é aceite como símbolo, algo que herda em via direta de alguns dos maiores de sempre no clube que representa. E não é preciso ser adivinho para vaticinar que o Benfica, mesmo em fase de poder e de saúde, vai sentir a falta de um homem – e de um jogador – como Nuno Gomes. Oxalá possa regressar, mais tarde, para continuar a ser porta-bandeira e porta-voz. Apesar da época meteórica que vivemos – no futebol e não só –, das famas e carreiras feitas e desfeitas num ápice, ainda há os que provam ser uma mais-valia continuada. No futebol jogado em Portugal, não conheço melhor exemplo."

João Gobern, in Record

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mais do mesmo...




...repetimos os erros do Schalke, voltámos a sofrer golos após erros individuais inaceitáveis, desta vez foi o Carlos Martins.

O jogo estava completamente repartido, não havendo oportunidades de perigo, era o Benfica que mais se aproximava da área. isto mesmo com vários passes errados, tanto em situação defensiva, como em ataque.
Na 'saída de bola' após o primeiro remate perigoso (ao poste) sofremos golo, alguns minutos depois a expulsão 'matou' o jogo.
O Jesus não fez nenhuma substituição defensiva ao intervalo, afinal estávamos a perder, e na recarga a mais uma bola no poste sofremos o segundo golo.

Para quem queria um Benfica mais 'manhoso', podem esperar sentados!!! O Jesus não sabe jogar na retranca, já o ano passado em Liverpool isso ficou provado. Nos últimos anos tivemos treinadores muitos bons a jogar na 'expectativa', mas depois não sabiam jogar em ataque 'continuado', portanto enquanto o Jesus for treinador do Benfica não vale a pena pedir 'cautelas', o Benfica vai sempre assumir o jogo, e se ano passado em Marselha a 'coisa' correu bem, hoje correu mal. Também sinto alguma frustração, porque o jogo pareceu-me ao nosso alcance, mas mais friamente prefiro jogar para ganhar em todos os jogos, do que ficar à espera do 'golinho' salvador(mesmo que isso às vezes resulta)!!!

A qualificação esta ao nosso alcance, dos 3 candidatos, somos nós que vamos jogar em casa nesta segunda volta. Tanto o Lyon como o Schalke vão ser perigosos no contra-ataque, mas com o apoio de todos, podemos passar...

Destaque merecido para Roberto, Coentrão, e o Javi que voltou a fazer 12 km!!!

Não vou falar em pormenor da arbitragem, apesar de terem ficado por marcar, mais 4 livres frontais a favor do Benfica!!! Mas eu por acaso vi o Málaga-Real Madrid do último fim-de-semana, apitado por este senhor. Um jogo onde as agressões foram muitas, principalmente por parte dos jogadores do Málaga, principalmente por um jogador: Wellington!!! E nesse jogo, ninguém foi expulso!!! São os famosos critérios...

Espero que o esforço extra devido á expulsão do Nico, não se faça sentir no Algarve...

Derrota inesperada...




Como não vi o jogo não me posso pronunciar, mas a estatística, indica mais exclusões para o Benfica, e mas 7 metros para o Águas Santas, isto num jogo apitado pelos 'famosos' irmãos Martins (que por algum motivo estranho não nos largam!!!)...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sem Tréguas XXIV

Pólvora Seca

Após a divulgação no YouTube do segundo 'pacote' das Escutas do Apito Dourado, os defensores dos criminosos, além do argumento da suposta 'ilegalidade', voltaram a repetir: '...e a famosa escuta do Vieira?!!!...' !!!
Como a defesa do Benfica, e de LVF neste tema tem sido frouxa, inclusive nos blog's, sinto-me obrigado a explicar mais uma vez a história desta Escuta:
É irónico mas esta história começa com mais uma choradeira Lagarta!!! Dias da Cunha era o Presidente, e o Sporting achou-se muito prejudicado com uma arbitragem para o Campeonato (tentei saber qual foi o árbitro mas não encontrei essa informação). Isto aconteceu logo nas primeiras jornadas do Campeonato. A escandaleira feita por Dias da Cunha foi tanta, que os Lagartos exigiram ao CA da Liga dirigido por Luís Guilherme, que o tal árbitro fosse VETADO para jogos do Sporting(!!!), situação que foi aceite pelo CA da Liga, algo 'normal' na altura.
O tempo foi passando, e o árbitro em causa nunca mais foi nomeado para jogos do Sporting, até que numa eliminatória da Taça de Portugal, Pinto de Sousa, Presidente do CA da FPF nomeou o dito árbitro para um jogo dos Lagartos!!! Imaginem, Dias da Cunha explodiu, logo no momento da nomeação 'ladrou', e 'ladrou', e 'ladrou', tudo isto antes do jogo!!! (nesta época o Sporting jogou com o 1.º de Dezembro, e depois no segundo jogo para a Taça foi eliminado pelo Setúbal, não sei qual destes foi o jogo onde isto se passou, se alguém tiver essa informação agradecia)
Pinto Sousa alegou 'falta de comunicação' entre o CA da Liga, e o CA da FPF, mas a nomeação estava feita, tinha sido tornada pública e não podia ser alterada. Dias da Cunha não se calava, e como era hábito nestas ocasiões de muito 'ruído', o sempre prestável Presidente da Liga (Major Valentão) meteu-se ao 'barulho', e deu uma extraordinária conferência de impressa!!! Dizendo, alto e bom som, que a partir daquele momento para evitar a nomeação de árbitros 'vetados' pelos clubes, para os jogos da Taça (devido à tal 'falta de comunicação' entre Luís Guilherme e Pinto de Sousa), Pinto de Sousa iria perguntar aos clubes envolvidos, antes das nomeações serem feitas, 'autorização' para fazer as nomeações!!! Por incrível que pareça, isto foi dito publicamente!!! Recordo-me que fiquei duplamente chocado: primeiro porque como é óbvio o nomeador não tem que perguntar nada a ninguém, e em segundo lugar porque os jornalistas presentes, e mais tarde os comentadores desportivos, acharam este anuncio do Major, 'NORMAL'!!!
Tudo isto que descrevi até agora foi público, é somente uma questão de memoria.
Como foi admitido mais tarde, todos os Presidentes dos Clubes que continuaram a disputar a Taça nesse ano foram contactados por Pinto de Sousa, com uma única excepção, LVF!!!
Como pode ser 'lido' na Escuta, LVF recusava-se a receber telefonemas de Pinto de Sousa, assim o Presidente do CA da FPF, utilizou João Rodrigues, ex-dirigente do Benfica, e ex-Presidente da FPF para INFORMAR o Benfica, das nomeações para os jogos do Benfica, sendo que para a meia-final com o Belenenses o escolhido deveria ser Paulo Paraty. Mais uma vez a 'falta de comunicação' entre o CA da Liga, e o CA da FPF estragou os planos a Pinto de Sousa!!! Luis Guilherme nomeou o Paraty para um jogo do Belenenses para o Campeonato, impedindo uma nova nomeação para a Taça, assim à última hora, era necessário encontrar outro árbitro para o Belenenses-Benfica.
É possível confirmar no processo, que mais uma vez Pinto de Sousa tentou por várias vezes, contactar LVF directamente, e LVF recusou-se sempre a atendar as suas chamadas. Então Pinto de Sousa recorre ao sempre prestável Major!!! Telefona ao Presidente da Liga, explica a situação, e pede-lhe o favor de contactar o Presidente do Benfica.
Aqui ficam os dois telefonemas, o primeiro de Valentim Loureiro para Luís Filipe Vieira, e depois a 'conclusão' de Valentim Loureiro para Pinto de Sousa (retirei estas 'escutas' de um site Corrupto, portanto devem ser 'verdadeiras'):

"...
Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João esse é militar... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
..."

"...
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!". (...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!
..."


É inacreditável, que alguém tente usar estas conversas contra Luís Filipe Vieira, e contra o Benfica, a conclusão mais óbvia que se pode tirar destas conversas, é que tanto o Major Valentim Loureiro, como Pinto de Sousa, dois dos principais 'actores' em todo o processo Apito Dourado confirmam, nas suas próprias palavras que todos os árbitros 'servem' o FC Porto, repito todos os árbitros estão controlados pelo FC Porto, TODOS...!!!

Tenho pena que esta escuta ainda não tenha sido colocada no YouTube, porque a irritação na voz de LVF em toda a conversa seria bastante reveladora. Pessoalmente, quando o Major começou a falar de árbitros, acho que LVF deveria ter desligado o telefone, mas tentar transformar esta conversa num 'arranjo' a favor do Benfica, é o cumulo do ridículo. Quando LVF confrontado com o cardápio de árbitros, responde que não está interessado na escolha de árbitros, que todos os árbitros 'são para roubar', quando o Major CONCORDA com estas afirmações, e quando Pinto de Sousa confirma tudo!!! E depois ainda querem passar a ideia que esta Escuta incrimina o Benfica?!!!
Esta Escuta, como o LVF já afirmou numa entrevista televisiva, só ajuda a corroborar todas as 'suspeitas', que toda a arbitragem era (e continua a ser) controlada pelo Padrinho...
Prova-se que com o devido contexto, esta Escuta não incrimina o Benfica ou seu Presidente, nem ao nível disciplinar (justiça desportiva), nem a nível criminal, nem sequer moralmente. Chegamos também à conclusão que houve uma tentativa reiterada de 'empurrar' LVF para os 'esquemas', algo que foi sempre recusado.
Relembro que os Corruptos nem sequer tentaram contextualizar as 'suas' Escutas!!! A sua defesa foi sempre a ilegalidade das Escutas. Só no caso do Augusto Duarte após várias versões sempre desmentidas, acabaram por usar a absurda desculpa do 'aconselhamento matrimonial'!!!
Nós sabemos que nestes esquemas criminosos a melhor estratégia para todos manterem o silêncio, é envolver toda a gente nos 'cozinhados', ficando todas as personagens com o 'rabo preso'!!! Agora depois de tudo o que LVF disse, e fez, durante todo o processo Apito Dourado, alguém acredita que existe algum facto desconhecido do público que o possa comprometer?!!!
Parece-me evidente, se houvesse alguma coisa, isso já tinha sido tornado público. Assim continuam a atirar 'areia para os olhos' dos ignorantes, sendo esta Escuta um bom exemplo...!!!

É ainda necessário uma gritante deficiência intelectual, para em cima de tudo isto, comparar esta Escuta (que repito não tem nada de incriminatório contra o Benfica), com as dezenas ou centenas de conversas, envolvendo Pinto da Costa, ou os seus ajudantes, em todo o processo Apito Dourado, em jogos da Taça, e do Campeonato, em jogos do Porto, em jogos de outros clubes, em conversas com Juízes, membros do CD e do CJ, delegados aos jogos, observadores, árbitros, putas e vinho verde, etc...

Uma última nota, recordo-me perfeitamente deste jogo com o Belenenses, vi o jogo no Estádio da Luz, tinha assistido nessa tarde a um jogo da UEFA Futsal Cup com uma equipa Croata onde jogava o Jarni, e até recordo-me do Rodizio ao jantar!!! O jogo decorreu sem nenhum incidente, o Benfica ganhou o jogo facilmente, o Belenenses foi presa fácil.
O curioso é que para a final no Jamor, o Benfica-Corruptos foi apitado pelo Lucílio Baptista, um dos árbitros que LVF na Escuta disse que era Corrupto!!! (parece que o Lucílio foi a segunda opção, porque os Corruptos queriam o Martins dos Santos!!!) Deixo aqui algumas imagens dessa final, não ficam dúvidas o Benfica tinha mesmo o árbitro comprado!!!(eheheheh):

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mais um 'Animal', que se assume !!!

O Boronha publicou um texto, escrito por um dos demissionários membros do CJ da FPF. O assunto principal são os estatutos da FPF, mais exactamente a sua ilegalidade...
Mas o senhor João Carrajola Abreu não se conteve, e tem uma frase elucidativa(!!!), assim é fácil identificar quem nomeou esta besta para o lugar:
"...Era famosa a forma como diversos desembargadores resolviam os recursos a favor dos clubes de Lisboa, nomeadamente o SL Benfica, no antigo regime e até ao fortalecimento do associativismo no norte do país..."
Com ignorantes corruptos como estes no órgão de recurso mais importante do futebol Português, fica explicado como o CJ, contra todos os principais básicos do Direito, decidiu o caso das Pedradas de Alcochete, fica explicado também como a decisão do CJ 'arrasou' o castigo do Hulk e do Sapunaru, que o CD da Liga tinha decidido...


O silêncio perante estas atordoadas, não é aceitável, estes discípulos dos sermões de Sousa Tavares, e dos Moreiras, têm que receber troco!!! É com estas mentiras repetidas à exaustão, que os Corruptos conseguem reescrever a História.




PS: Reparem bem nos comentários a este post colocado no Futebol Portugal por um Benfiquista. Chegam a apelar a um bloqueio a todos os bloggers e comentadores Benfiquistas, isto supostamente para o blog ficar menos faccioso!!!

106 anos

Realizado por RedLifeBenfica

domingo, 17 de outubro de 2010

Após a derrota na Terceira, uma vitória em São Miguel !!!




À espera de uma vitória honesta


"Estragon Moreira sentado no chão, tenta descalçar uma bota. Não consegue. Tenta outra vez, sem sucesso. Desiste.

EM - Nada a fazer.

Entra Vladimir Sousa Tavares.

VST - O meu amiguinho, como é que está? Quero dar-te os parabéns, pá. Foi preciso muita coragem para fugir do Trio s'Ataque, não te deixaste intimidar pelo Vasconcelos.

EM - Claro que não. Só me deixo intimidar pelos Super Dragões.

VST - Fizeste bem em pisgar-te. Nós não comentamos escutas.

EM - Nunca!

VST - Era só o que faltava!

EM - Não compactuamos com ilegalidades.

VST - E as escutas são ilegais.

EM - Escutas? Quais escutas? Não sei de escutas nenhumas!

VST - Ah, ah, ah! É isso mesmo!

Silêncio.

EM(embaraçado) - Eu já as ouvi.

VST - A sério?

EM - Foi sem querer. Fui ao Youtube procurar uma música da Lady Gaga e quando dei por mim estava a ouvir o Pinto da Costa e o António Araújo a combinarem entregar fruta ao Jacinto Paixão. Fiquei com algumas dúvidas, sabes...

VST - Ó! Por causa de uma frutinha? É uma simpatia. Para proteger o árbitro do escorbuto.

EM - Mas o António Araújo chama-lhe fruta para dormir.

VST - Óbvio! Depois do exercício, o corpo está cheio de adrenalina e custa a adormecer. Antes de me deitar como sempre um Kiwi.

EM - Então não achas que fruta é código para prostitutas?

VST - Claro que não! Conheces alguém que se refira a pessoas como frutas? É absurdo!

EM - Por acaso ainda na minha última crónica chamei melancia ao Quintela...

VST - Apre, Rui! Pareces os nossos adversários! Preferem interpretar uma conversa sobre entregas de fruta a árbitros como corrupção, em vez de a interpretarem como o que é: uma conversa banal sobre bem-estar dos árbitros. Há coisa mais natural do que um presidente de clube preocupar-se com a saúde de um árbitro? Ele até ofereceu uma viagem ao Calheiros, para descansar!

EM - Sim, tens razão. Mas é que...

VST - Ouviste mais, foi?

EM - A ida do Augusto Duarte a casa do Pinto da Costa...

VST - Essa foi explicada: o Augusto Duarte tinha urgência em pedir ao Pinto da Costa para interceder junto do seu pai, para que largasse a amante que tinha em Lisboa. Normalíssimo.

EM - Pelas conversas o Augusto Duarte não tem urgência nenhuma. Nem é ele que quer ir. Até prefere ir ver o seu Braguinha. E trata o Pinto da Costa por «chefe de caixa».

VST - Que é uma expressão carinhosa entre amigos. Nunca ouviste dizer és um chefe de caixa do carago?

EM - Pois. Mas é esquisito: dias depois ele ia apitar o Beira-Mar - Porto.

VST - Que já não contava para nada! já éramos campeões!

EM - Não, ainda não éramos.

VST - Mas tínhamos uma equipa fabulosa, que ia ser campeã europeia. O Baía...

EM - Por acaso dessa vez jogou o Nuno.

VST - O Paulo Ferreira, que vendemos por 20 milhões!

EM - Nesse jogo alinhou o Secretário.

VST - O Deco!

EM - Não, jogou o Ricardo Fernandes.

VST - McCarthy?

EM - Maciel.

VST - Não interessa. Não houve roubalheira. Os 3 juízes do tribunal d'O Jogo dizem que não houve.

EM - Por acaso era 4 e dizem que o Secretário devia ter sido expulso aos 15 minutos.

VST - Não dizem, não.

EM - Dizem, dizem.

VST - Como é que sabes?

EM - Fui ver ao arquivo d'O Jogo.

VST - Mas eu acho que não dizem. Acreditas mais no que vem n'O Jogo ou no que eu digo que vem n'O Jogo?

EM - Em ti, claro. Deixei de confiar n'O Jogo desde que ouvi uma escuta do Pinto da Costa a ditar noticias ao António Tavares-Teles, por causa do castigo do Deco.

VST - Ouviste muitas conversas que não devíamos conhecer...

EM - Como diz um amigo meu, mas conhecemos. Eu também acho que não devíamos conhecer, mas conhecemos. E uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos. Eu, pelo menos, não posso.

VST - Que amigo teu disse essa estupidez?

EM - Tu, Disseste ao 1.º Ministro, quando lhe perguntaste sobre as escutas que o envolviam.

VST - É diferente. Uma coisa é o destino do país, outra coisa é o que realmente importa, como o FCP. Aí há que respeitar o direito à privacidade. Lembras-te quando me roubaram o computador?

EM - Sim.

VST - Entrei em casa e estava o ladrão a meter tudo no saco.

EM - E tu?

VST - Antes que conseguisse reagir ele disse então não se bate à porta? Não se respeita a privacidade? Achei que ele tinha razão, portanto saí.

EM - E depois?

VST - Depois bati à porta, mas ele já não respondeu. Deve ter saído pela janela.

EM - Ficaste lixado, não?

VST - Claro. Não gosto de violar a privacidade das pessoas.

EM - Estou a falar do computador.

VST - Ah! Claro, isso também foi desagradável...

EM - Devias tê-lo impedido.

VST - A minha entrada foi ilegítima.

EM - A casa é tua!

VST - Mas a privacidade é dele. Já diziam os Founding Fathers, na Constituição Americana, que uma das verdades que temos como evidentes é que não se podem comentar escutas captadas em investigações sobre corrupção no futebol (eles dizem soccer), mesmo naquelas em que se combinam crimes.

EM - Pensei que isso das verdades tidas como evidentes era na Declaração de Independência.

VST - Ah! Confundi as duas. E agora? Vão dizer que eu, na ânsia de passar por culto e de sustentar os meus argumentos à força, dou calinadas!

EM - Já sei! Falamos com o Pinto da Costa e ele convence o relator da Constituição Americana a fazer umas alterações, para ficar como tu dizes! Como fez com o delegado do Sporting - Porto, que alterou o relatório para o Mourinho não ser castigado!

VST - Genial, presidente da Associação Comercial do Porto, genial!

Entra Godot

Godot - Olá! O que é que estão a fazer?

EM - À espera de uma vitória desportiva alcançada honestamente.

Godot - Ui! Vou-me sentar, então.

FIM"
Zé Diogo Quintela (sportinguista), in A Bola



Discurso exemplar

Carlos Móia, na Casa do Benfica de Ovar, sua terra natal, fez um discurso para repetir até a voz cansar!!! Deixo algumas citações:

Naquele tempo, ser Benfica era escolher simbolicamente a liberdade. Enquanto os nossos adversários tinham a dirigi-los homens da Legião, deputados da União Nacional, magnatas e burocratas enfeudados no salazarismo, nós, no Benfica, tínhamos presidentes que tinham sido operários e sindicalistas, que tinham sido deportados e perseguidos pela PIDE, que não se resignavam à ditadura, antes pelo contrário

Não, o Benfica nunca foi o clube do regime, foi sempre o clube que o regime teve de suportar a contragosto e de que, depois, se apoderou para, na sua propaganda, lhe parasitar a glória.”

Acusaram-nos de sermos ridículos por ameaçarmos não jogar no Dragão se não nos derem condições de segurança. Ridículos? Só assim, levando essa nossa luta para além dos 3 pontos que estão em jogo, poderemos ganhar o que é preciso ganhar: a batalha por um futebol mais respirável, menos subterrâneo. Onde a viagem a um estádio não se transforme na vertigem de uma intifada com meia dúzia de aprendizes de talibãs escondidos a rirem-se dos vidros partidos, dos desaforos, dos insultos, do sangue talvez

in Record

Rival ou Inimigo?

"Perante o silêncio cúmplice com que a Direcção do SCP e a maioria dos comentadores afectos ao clube de Alvalade acompanharam, nestes últimos anos, os castigos do processo do Apito Final e as absolvições do Apito Dourado, muitas vezes me tenho perguntado: será que já não há sportinguistas decentes, que não confundem o RIVAL com o INIMIGO?

Nestes últimos anos, depois de Dias da Cunha ter denunciado o SISTEMA e ter chamado os bois pelos nomes, a cumplicidade com o FCP por parte das direcções que se lhe seguiram (Filipe Soares Franco e, agora, Bettencourt) foi demasiado evidente: o inimigo era o Benfica e tudo o que servisse para atacar o Glorioso era bem-vindo, nem que para isso tivessem que pactuar com a batota e associar-se ao clube cujo presidente se gaba de ter deixado Bettencourt de mão estendida e lhes levou o Ruben Micael, o Moutinho e mesmo o treinador que eles julgavam que iam exibir este ano como um D. Sebastião: o Villas-Boas. E tudo o Porto levou!

A cumplicidade era tão grande que houve quem julgasse que a sigla SCP queria dizer Sporting Clube do Porto! Até ao ano passado, o SCP calou-se: não comentou os escandalosos resultados do Processo, não falou das escutas, pactuou com arbitragens indecentes, porque teve o segundo lugar garantido, e porque alguns sportinguistas sem brilho nem brio preferiam um segundo lugar várias vezes do que um primeiro de vez em quando! Desde que o Benfica ficasse atrás! Esta cegueira e esta obsessão reduziram o nosso grande rival a um clube de bairro, mergulhado numa crise de onde não se vê como vão sair, condenado a disputar um lugar na Europa ao Braga, ao Vitória de Guimarães ou ao Marítimo.

Mas, desde o ano passado, a coisa ganhou foros de delírio. Perante a evidência de um futebol brilhante, um treinador vitorioso e uma equipa confiante e ganhadora, que passeava a sua superioridade e sua classe pelos relvados, e que, sem batota, teria deixado os outros clubes muitos pontos atrás, era preciso arrasar o RIVAL, apoiando a vergonhosa campanha do FCP, matraqueada todos os dias com mentiras repetidas sobre os túneis e o andor, e que, à falta de argumentos, ressuscitava a indecorosa campanha contra o Calabote e reeditava a caluniosa campanha do “Clube do Regime”!
Nos tempos da Guerra Fria, os comunistas chamavam, com desprezo, aos que os apoiavam sem pedir nada em troca os “Idiotas úteis”. E, desde o ano passado, houve comentadores que se prestaram miseravelmente a essa vassalagem.

Ora, de há umas semanas para cá, quiçá por efeito da divulgação das novas escutas, houve alguns sportinguistas que acordaram e devolveram a decência à instituição: foi o caso do Jorge Gabriel, do Daniel Oliveira, do Alfredo Barroso e do José Diogo Quintela, que assinaram nos jornais e proclamaram na rádio que as escutas os indignavam e que, ao contrário do que outros vendem, a equipa do Sporting também foi prejudicada por arbitragens viciadas que a afastaram do título em épocas recentes. Aleluia! É tempo de os sportinguistas, mesmo que a sua Direcção se cale, perceberem que só poderão voltar a ser um grande clube quando a VERDADE DESPORTIVA voltar ao futebol, e isso implica aliar-se ao Benfica na luta pela independência dos órgãos que irão superintender à Arbitragem e à Disciplina e à decência dos seus membros, na próxima estrutura da Federação!

Sem isso, os nossos clubes vão continuar a ter que redobrar o esforço desportivo e financeiro para ganhar no campo contra todas as forças que, dentro e fora dele (a violência à volta dos estádios, os corredores do poder, os túneis, o apito e as bandeirinhas) fazem todos os possíveis para incendiar Lisboa e manter o poder no Norte.
ACORDEM LEÕES! OU SERÁ QUE ACHAM QUE, PARA ELES, VOCÊS NÃO SÃO MOUROS?!"

António Pedro Vasconcelos, in Master Groove

O Fraco Rei

"Nunca fui de participar nas aventurosas peripécias da vida interna dos clubes. Parece-se demasiadas vezes com o pior da política e falta-lhe o melhor. Mas, ao ouvir Dias Ferreira tão desconfortado como a promoção da assembleia geral, pensei o mesmo que muitos sócios: “Ai não me queres lá? Então agora é que vou mesmo!” E fui. Pela primeira vez na minha vida. Habituado a outros campeonatos, perturbou-me o papel que uns rapazes de umas claques podem ter numa assembleia supostamente democrática. E o meu espanto é que, apesar de tudo, isto era pouco habitual no Sporting. As derrotas explicam o desespero e a irracionalidade. Mas não é só isso. Citando o bom Camões, um fraco rei faz fraca a forte gente.

E o fraco rei falou. A todas as críticas responde com vitimização, a todos os desaires responde com culpas de terceiros, à evidências dos factos responde com uma cegueira obstinada e perante o abismo responde com a inevitabilidade do passo em frente. Exige a união dos sportinguistas. A união não se exige. É conquista de boas lideranças. A união que segue o líder fraco para o desastre existe apenas nas manadas. Não são os sócios indignados que fragilizam o Sporting perante os clubes rivais. São os resultados desportivos e financeiros.

Os clubes nascem e morrem. E se nada se fizer para travar este desastre, o Sporting tem os dias contados. Mesmo que os seus funcionários não vistam ganga e os seus dirigentes usem jargão empresarial para tentar explicar os resultados do seu amadorismo. Bettencourt estará à frente do Sporting até 2013. Temo que um dia destes tenhamos de fazer uma escolha: ou o seu mandato não sobrevive ao Sporting ou o Sporting não sobrevive ao seu mandato."


Daniel Oliveira(sportinguista), in Record

sábado, 16 de outubro de 2010

Primeiro passo...




Tenho a plena convicção que se o Benfica não tivesse entrado no jogo com a atitude 'à Jesus', muito provavelmente não teríamos ganho este jogo...
A agressividade do adversário, e a permissividade disciplinar, poderia ter sido uma mistura perigosa...
Kardec e Nico (o 'encosto' foi limpo!!!), bem-vindos aos golos na Luz...!!!



PS: Alguém viu a falta, que deu o golo da vitória, aos Lagartos?!!!

Pai e filho

"– Desliga o computador. Temos de ter uma conversa muito séria...
– Para quê tanto suspense? A stôra de Português avisou-me que ia falar contigo hoje.
– E então? O que é que tens a dizer em tua defesa?
– Nada.
– Nada? Portanto, o teu teste de Português está igualzinho ao teste do Vasco, que por sinal é o melhor aluno da turma, e tu não tens nenhuma explicação para isso.
– A stôra só veio com essa, porque estava à espera que eu tivesse outra nega para me chumbar.
– Eu vi os testes, meu menino. As respostas são textualmente as mesmas, palavra por palavra. É impossível não teres copiado. Sabes o que isto quer dizer? Dois meses sem semanada. DOIS MESES!
– Sim, mas como é que se prova?
– Desculpa?
– Como é que se prova que fui eu que copiei, e não o Vasco? Estás a entender a questão?
– Não estou a acreditar no que estou a ouvir. Quer dizer que não serviu para nada ter andado estes anos todos a gastar a minha saliva contigo sobre a importância de sermos honestos, sobre o valor da integridade e da...
– ... retidão moral. Eu lembro-me. Mas, ó pai, quando o Porto ganha o campeonato, não vamos para os Aliados festejar?
– O que é que isso tem a ver?
– Pai, eu tenho 11 anos: como todos os rapazes da minha idade, estou todos os dias no YouTube.
– No YouTube.
– No YouTube. Eu já não sou uma criança, pai. Sei como é que as coisas funcionam. E tu também sabes, há mais tempo do que eu. Desde que não sejamos apanhados, às vezes temos de dizer “toca a andar!”, temos de recorrer à “fruta de dormir” e ao “nosso juiz”, se queremos atingir os nossos objetivos. Queres que eu chumbe o ano? Queres ir outra vez à Liga Europa? Vá, que cara é essa? Anima-te, pai. Não me dás os parabéns pela nota a Português?
– Os parabéns? Bom, foi efetivamente uma boa surpresa.
– Obrigado, pai. Só mais uma coisa.
– O que é?
– Dava-me jeito que me desses a semanada agora...
– Vou buscar a carteira."

Miguel Góis, in Record

Embalados




Recordar que a época passada tivemos um resultado negativo neste Pavilhão. Hoje a equipa apesar de em 3 ocasiões diferentes, ter ficado em desvantagem, conseguiu dar a volta.
Não posso deixar de realçar a veia goleadora dos nossos reforços, todos eles (os 3) com um impacto positivo imediato na equipa...

Novos árbitros

"1. Quem nos leu a semana passada, saberá que refletimos por ora sobre os desafios que serão essenciais para o crescimento do futebol. Um deles é a arbitragem. Depois de anos de suspeições, histórias e rumores, e após os castigos (desportivos e criminais) a vários árbitros no “Apito Dourado”, no “Apito Final” e no “Apito da Federação” (onde foram pesadamente punidos vários árbitros), a classe encontra-se numa fase de transição, sob pena de se tornar insuportável o ambiente das competições. Ou avança para outro patamar ou fica na dúvida. Vítor Pereira intuiu isso há uns anos e, orientado pela experiência inglesa, forneceu um modelo para traduzir essa transição: a profissionalização de um quadro estável de árbitros para as competições da Liga. Infelizmente, toda a envolvência dessa profissionalização não foi acompanhada pelo poder político nas revisões da Lei de Bases e do Regime Jurídico das Federações. E não temos, por isso, base legal para um novo estatuto do árbitro desportivo. É urgente este salto.

2. O repto é alterar todo o processo de recrutamento e evolução dos árbitros nas sucessivas categorias, desde as camadas jovens até à 1.ª categoria. Submetidos desde a base a critérios esconsos e a fiscalização discutível, os árbitros que chegam hoje ao topo não são muitas vezes – ou não podem ser – os melhores. Ressente-se a independência e magoa-se a qualidade das suas atuações. Por isso se deve redigir quem e como se chega a árbitro – em carreiras distintas para “grupos de modalidades” – e instituir um corpo de arbitragem autónomo de quem organiza as competições (ainda que financiado e balizado pelas competições). Um corpo escolhido, formado e avaliado por “comités de técnicos de arbitragem” designados pelo Estado e atuantes, em secções diferenciadas, nas federações e nas associações. E com a possibilidade de tais organismos federativos e associativos recorrerem, no caso da gestão e organização dos árbitros profissionais, a entidades externas e, no caso da aprendizagem e reciclagem das competências de todos os árbitros, a formadores fora do ambiente fechado das federações e das associações (p. ex., universidades). Sem pôr em causa a autorregulação, mas assegurando o seu futuro.

3. Propor este projeto deveria ser um escopo indeclinável da Federação e da Liga. Mas já percebemos que, por um lado, a liderança velha ou uma liderança nova da Federação não arquitetam (até ver) um qualquer cenário diferente do passado. Por outro lado, a Liga atual manifesta ansiedade em libertar-se dos litígios da arbitragem (e da disciplina), pois almeja concentrar-se somente nas variáveis competitivas do “negócio” do futebol. Contudo: a) não se olvide que nesses dois sectores reside muita da credibilidade do “negócio”; b) não se negligencie que a Liga passará a ser a porta-voz da insatisfação dos seus associados e a ser ela a administrar o ruído. Melhor seria pugnar por um modelo favorável para o “negócio”. E na Liga, por agora, ainda estão as ideias de Vítor Pereira e os homens da sua equipa, que sabem bem como coser as linhas da arbitragem. Aproveite-se."

Ricardo Costa, in Record

Desaire



Como não vi o jogo não posso dizer muita coisa, mas perder dois parciais, um com 13 pontos, e outro com 15 pontos, não é normal(!!!), a Fonte Bastardo está mais forte com vários ex-Benfica, e alguns internacionais Portugueses, mas isso não pode explicar este resultado...

Batotas que temos como evidentes...


"“A Constituição americana – até hoje considerada como um dos melhores textos jurídicos jamais escritos - enumera o que os Founding Fathers chamaram de «verdades que temos como evidentes». “

Miguel Sousa Tavares, A Bola, 12 de outubro de 2010


Aparentemente, há juristas que lêem a Constituição americana sem o cuidado que é devido a um dos melhores textos jurídicos jamais escritos. Na verdade, não é a Constituição americana que enumera aquilo a que os Founding Fathers chamaram verdades que temos como evidentes. Essas são enumeradas na Declaração de Independência, que foi escrita uma boa década antes da Constituição.

É, então, na Declaração de Independência que os chamados países fundadores dos Estados Unidos expõem as verdades que consideram evidentes: que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, e que entre esses direitos se contam o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Uma das verdades que não é evidente, quer para a Constituição, quer para a Declaração de Independência, é que os cidadãos tenham o direito inalienável de não serem escutados. Como é evidente, todos os cidadãos têm o direito à privacidade - mas esse direito não é absoluto. E a magnífica lei americana permite o uso das escutas como meio de investigação, assim como a lei portuguesa. Que horror! Mas não era a PIDE que também escutava? Era. Se bem me lembro, a PIDE também prendia e, apesar disso, no regime democrático há quem continue a ir preso. A diferença é simples, mas parece que é difícil de entender: a PIDE escutava e prendia arbitrária e ilegitimamente, como é próprio das polícias políticas das ditaduras; a polícia das democracias escuta e prende justificada e legitimamente, como é próprio do Estado de direito democrático. O mais intrigante, no caso das escutas do Apito Dourado, é o facto de haver discussão quando, afinal, estamos todos de acordo. Por exemplo, estou de acordo com Miguel Sousa Tavares quando, depois de José Sócrates lhe ter dito que não devíamos conhecer o conteúdo das escutas do processo Face Oculta, respondeu: “Mas conhecemos. Eu também acho que não devíamos conhecer, mas conhecemos. E, uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos. Eu, pelo menos, não posso”.




E estou de acordo com Rui Moreira, quando ontem confessou aqui a razão pela qual comentou as escutas que envolviam o nome de José Sócrates: «(...) limitei-me a não ignorar o que era público, ainda que resultasse de uma ilegalidade. Ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências». A única diferença é que eu tenho essa opinião relativamente a todas as escutas, e não em relação a todas menos as do Apito Dourado. Também acho que não devíamos conhecer a escuta em que Pinto da Costa combina com António Araújo oferecer fruta para dormir ao JP, mas conhecemos. E, uma vez que a conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos.
Eu, pelo menos, não posso. Quando comento a escuta em que Pinto da Costa dá indicações a um árbitro para que vá a sua casa nas vésperas de um jogo, limito-me a não ignorar o que é público, ainda que resulte de urna ilegalidade. Até porque ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências. Além disso, note-se, até concordo com MST quando diz que as escutas vieram a público nesta altura por causa do Porto-Benfica. O objectivo é prejudicar o Benfica: os jogadores que tiverem conhecimento das escutas ficam a saber que, por mais que se esforcem, se o árbitro estiver trabalhado não têm hipóteses de ganhar. Desmoraliza qualquer um.
Rui Moreira desfez-se em explicações para justificar que comentar umas escutas é um acto legítimo e comentar outras é uma vileza sem nome. Agora que foi despedido, talvez Rui Moreira tenha mais tempo livre para entrar num negócio que gostaria de lhe propor: formarmos um circo. Como ele já aqui tem sugerido várias vezes, eu seria, evidentemente, o palhaço. Ele seria o contorcionista. Não são muitos os artistas que se podem gabar de ter um número tão bom como o dele. A única maneira de Rui Moreira e MST comentarem uma escuta de Pinto da Costa é o presidente do Porto ser apanhado numa conversa telefónica com José Sócrates. Mesmo assim, suponho que fizessem um comentário misto, debruçando-se apenas sobre intervenções de Sócrates: “Esta intervenção de Sócrates reforça a nossa desconfiança nele. Agora temos uma parte do telefonema que não devíamos conhecer e temos nojo de quem a comenta. Agora está Sócrates novamente a fragilizar a sua credibilidade. E agora temos mais uma parte da conversa que é indigno estarmos a ouvir”.
Umas coisas são picardias maliciosas, típicas do mundo do futebol; outra, bem diferente, são ofensas. E Villas Boas ofendeu-me gravemente numa conferência de imprensa que deu esta semana. Disse que as minhas crónicas eram as únicas que gostava de ler porque eu o fazia rir. Sinceramente, creio que não merecia o insulto. Todas as semanas faço aqui o melhor que posso para provocar Villas Boas. Já recorri a tudo: sarcasmo, ironia, escárnio, simples sacanice. E Villas Boas tem a repugnante nobreza de carácter, o asqueroso desportivismo de achar graça. Para ele, se bem percebo, isto do futebol é a coisa mais importante do mundo para todos, mas no fim acaba por ser um jogo de que nos podemos rir juntos, seja qual for o nosso clube. Simplesmente infame. Exijo que passe a ter o fair-play de um Rui Moreira, que gosta muito de piadas desde que não sejam sobre ele. Obrigado."

Ricardo Araújo Pereira, in A Bola
PS: Governo Sombra

Hábito goleador !!!


Estreia esmagadora


Os Verdadeiros Incendiários

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Peça de teatro

"Mesmo sem o nível artístico de 'O Mentiroso' de Goldoni, 'O Siciliano' de Molière, ou 'O Homem, a Besta e a Virtude' de Pirandello, assistimos na passada semana a uma peça do mais grotesco teatro que o futebol nos proporcionou ultimamente.
Necessitando urgentemente de diluir a nuvem mediática causada pelo sistemático favorecimento das arbitragens (bem como o efeito da revelação de novas escutas do processo 'Apito Dourado'), o gabinete de comunicação do FC Porto gizou uma estratégia clara: fazer do jogo de Guimarães um momento de catarse e redenção, onde o clube teria, enfim, razões de queixa, e poderia beber o sumo de uma vitimização capaz de mistificar tudo o que havia passado antes, colocando-o no mesmo plano daqueles que tinham efectivos (e graves) motivos para reclamar. Basicamente, voltando ao teatro, tratava-se de tentar - de forma tosca - transformar uma besta numa imaculada virtude.
O actor principal falhou redondamente, mas, diga-se, o papel não era fácil. Tudo poderia correr bem aos intentos da trupe se, efectivamente, por uma vez, o FC Porto tivesse sido prejudicado pelo homem do apito. Se, por uma única vez, tivesse um pingo de fundamentação para os seus lamentos. Não teve. O encenador equivocou-se, deixando o protagonista sozinho no palco a berrar contra todas as evidências, expondo-se ao ridículo e à chacota generalizada. É caso para dizer que o teatro das Antas já viu melhores dias.
Reconhecer o erro fica sempre bem. Mas este caso, mais do que corroer (quem sabe irreversivelmente) a imagem do treinador do FC Porto, desmascarou a forma como, por aquelas bandas, se confunde a realidade com a ficção, a verdade com a mentira, a indignação com o embuste.
Houve penálti em Guimarães, sim, mas cometido por Fucile, que até acabou por ficar em campo demasiado tempo face às infracções que, ao longo do jogo, foi cometendo. Houve influência da arbitragem, sim, mas (uma vez mais) a favor do FC Porto, que só assim (como em tantas outras ocasiões) evitou a derrota."

Luís Fialho, in O Benfica

Coisas azuis

"Percebeu-se ou não quanto custou (meia) adversidade do FC Porto em Guimarães? Até deu para um treinador histérico descortinar um penálti-que-não-era num penálti-que-era, mais tarde um penálti-que-já-não-era-outra-vez. Até deu para revelar miopia em relação a um penálti-que-era-mesmo, só que favorável à turma vimaranense. Lembram-se das primeiras jornadas da Liga? Dos sucessivos erros de arbitragem que quase empurraram o Benfica para o fundo da tabela? Muitos dos nossos detractores vieram a terreiro sustentar que a revolta vermelha mais não era do que o mau perder. Com erros escandalosos? Enquanto outros, sobretudo o FC Porto, eram brindados com não menos escandalosas generosidades dos homens do apito?...
A fanática cultura portista não muda. Até comentadores televisivos abandonam programas directos, agastados com uma agenda menos simpática. Até dá para ouvir, pela enésima vez, com o seu habitual desplante, um dirigente a questionar desempenhos arbitrais, o mesmo que é o principal protagonista, a julgar pelas conhecidas escutas telefónicas, de anos ininterruptos de viciação da verdade desportiva nas competições nacionais.
Aproxima-se o jogo do Dragão. Noutros tempos, o destino do Benfica estava traçado. A situação mudou? Mudou, mas mudou pouco. Ainda assim, mudou o bastante para que o resultado não possa ser anunciado previamente. Aguarde-se, sem reservas, um ambiente explosivo. Mas aguarde-se, também sem reservas, a explosiva razão da verdade, da verdade benfiquista."

João Malheiro, in O Benfica

A coragem, Pilatos, avestruzes e cúmplices

"Não é a primeira vez que, publicamente enalteço atitudes e posições de cidadãos, não benfiquistas e crítico correligionários clubistas.
Quero, deixar aqui, a minha admiração pelo carácter e coragem com que o cidadão Jorge Gabriel, sportinguista, escreveu a sua crónica num dos jornais desportivos nacionais, diário, a propósito das famigeradas escutas.
Sem medo de escrever, 'nojento' é o teor das escutas e não o acto das mesmas, ajudou a engrossar a coluna dos que fazem, da seriedade, da verdade e da verticalidade, não simples figuras de retórica, mas uma prática, da qual a sua defesa faz parte, seja em que circunstância for.
Ao contrário de outros, que lamentavelmente, fazem como Pilatos ou, em casos piores, fazem como o avestruz:-Não é nada comigo, não é nada comigo! Jorge Gabriel toma as rédeas da pena pelo seu pensamento e não pactua com a enxovia e a pocilga em que o futebol português e a vida nacional em geral se transformou nos últimos 30 anos.
É vergonhoso que alguém discuta a forma como são descobertos crimes em vez de conteúdo e teor dos mesmos.
Triste País, onde uma verdade, ignóbil passa incólume e se defende a contravenção com o argumento 'do respeito, pela privacidade das pessoas'. Chegamos portanto à conclusão que quem foge aos impostos tem direito à sua privacidade, tal como um ladrão ou um assassino, afinal de contas tudo isto são actividades íntimas, que não devem chegar ao conhecimento popular. Barroso, Ferreira, Costa, Moreira, Pôncio, Ernesto, Aguiar estão 'chocados' por se escutar. Os portugueses a sério como o Jorge Gabriel estão em estado de choque, com o que lá se ouve e o país está perdido."

António Melo, in O Benfica